Domingo, 19 de Novembro de 2017

Subsidio de Natal versus Ordenado em Atraso

O SUBSÍDIO DE NATAL É UMA DÍVIDA DA ENTIDADE PATRONAL AOS TRABALHADORES e corresponde a DIAS LABORADOS QUE NÃO FORAM PAGOS!

 

SubsidioNatal1.jpg 

 

Para quem não fez nunca as contas... que abra os olhos... aquilo a que chamam Subsídio de Natal é uma artimanha dos políticos e patrões para fazerem de conta que nos dão algo quando o valor que pagam é fruto do nosso trabalho e não uma benesse. Aliás, é o pagamento de dias trabalhados e pagos com atraso de meses...!

Creio que qualquer pessoa deve concordar que...

  1. Toda e qualquer hora de trabalho, merece a correspondente remuneração...
  2. Cada dia de trabalho, efectivamente prestado, deve ser pago ao trabalhador;
  3. Um trabalhador cujo tempo de trabalho semanal começa à segunda-feira e acaba à sexta-feira, tem direito a receber semanalmente 5 dias de trabalho.
  4. Um trabalhador, que cumpra 4 semanas de trabalho, tem direito a receber o valor pelos 20 dias de trabalho realizado.
  5. À excepção do mês de fevereiro, todos os restantes têm mais de 4 semanas, logo mais de 20 dias laborais!

Se concorda com o anterior, não se julgue excepcional, porque é o que acontece em qualquer parte do mundo!

Pois bem... Analisemos, agora, a realidade portuguesa, em termos laborais.

Não se passaram assim tantos anos desde que o trabalho era pago à “jornada” (dia) o que deu origem à palavra “jornaleiro” (não confundir com jornalista "de meia-tigela", jornalista sem merecimento). Ora, para facilitar os pagamentos, os patrões foram passando a pagar "à semana" e depois por “à quinzena”, e finalmente, passaram a pagar ao mês.

E vivi esta situação "por dentro" porque o meu pai (que foi trabalhador por conta de outrem) se estabeleceu por conta própria, com uns quantos empregados... E, tendo passado de operário a empresário (logo, passou do papel de empregado para o papel de patrão!) sabia bem como era que lhe pagavam. E continuou a fazer o mesmo aos seus empregados.

Perguntará o leitor: Como sabe isto? Pois, é fácil. Porque, sendo uma pequena empresa, e sem possibilidade de admitir um empregado de escritório, era eu que, enquanto estudante, lhe fazia a contabilidade e os pagamentos aos empregados!

O que não sei é se o início deste sistema de pagamento de um valor mensal fixo (ordenado), começou por iniciativa dos empresários (para facilitar os movimentos e cálculos da contabilidade) ou do governo (contribuições para a Segurança Social, impostos às finanças, etc, etc…!). O certo é que os pagamentos de salários passaram a ser feitos mensalmente.

Ora, como determinar um valor fixo se os meses têm um diferente número de dias de trabalho?

É aqui que muito podem encontrar a resposta ao nascimento do 13º mês. Recebendo o mesmo salário todos os meses, há vários dias trabalhados que não são pagos aos os trabalhadores.

O cálculo do salário mensal, obviamente, foi baseado em apenas 4 semanas (é o que vulgarmente se diz, que um mês tem 4 semanas!)… Logo, apenas o mês de Fevereiro ficaria com todos os dias trabalhados pagos no próprio mês. Os restantes meses, têm dias que não são pagos. mas havia que pagar esses dias...! na realidade, é o patrão que fica (no seu cofre) com o dinheiro dos restantes dias trabalhados. Decidiu-se que o valor acumulado nos dias não pagos seria entregue ao empregado no final do ano. E, para facilitar a vida dos trabalhadores e ajudar a suportar os gastos com as festividades de natal, passou até a ser pago, não em Dezembro, mas em Novembro.

Se fizermos, mensalmente, o somatório dos dias que vão além de 4 semanas (28 dias normais ou 20 dias laborais) que correspondem ao valor pago no salário mensal, teremos: Janeiro (3 dias); Fevereiro (0 dias); Março (2 dias; Abril (2 dia); Maio (3 dias); Junho (2 dia); Julho (3 dias); Agosto (3 dias); Setembro (2 dias); Outubro (3 dias); Novembro (2 dias); Dezembro (3 dias). No entanto, no ordenado mensal, trabalhadores apenas recebem o correspondente a 4 semanas (4 x 5 dias de trabalho) isto é, 20 dias laborados. Isto só acontece no mês de Fevereiro. Mas chamaram-lhe salário mensal.  Na verdade, o mês de Fevereiro é o único que é integralmente pago no próprio mês!!! No entanto, à excepção de Fevereiro, todos os meses de trabalho têm mais de 20 dias laborais e o excedente não é pago pela entidade patronal aos seus trabalhadores? E não são poucos dias... Há 11 meses que têm mais dias do que as 4 semanas de trabalho... e os dias extra não são pagos pelo patrão!

Para quem ficaria esse dinheiro? Para o Estado? Para os patrões? Foi aí que nasceu um 13º pagamento de dias de trabalho efectuado e não remunerado (os nossos vizinhos espanhóis, chamam-lhe (inteligentemente!) “paga extra”, e não subsídio. E não será por acaso!

Assim, para efeitos de salário (e só para salários) o ano tem de ter 13 “pagamentos” para que sejam repostos os tais 20 dias de trabalho acumulados nos meses que têm mais de 28 dias (veja no calendário: pagos em Janeiro. Em vez de chamar-lhe ”salário em dívida” ou “salário em atraso” (que o é na realidade) para não “insultar” os patrões, preferiram chamar-lhe 13º mês… Logo, o 13º mês (e não subsídio de natal) não é uma benesse, nem do patrão nem do Estado!… É, isso sim, dinheiro em dívida dos patrões aos empregados… é um crédito resultante do suor dos trabalhadores que o patrão retém, mês após mês, até chegar ao fim do ano!

Por isso outros povos são mais espertos! Recebem ao dia, recebem à semana… ou à quinzena… e se recebem ao mês, recebem cada mês, todos os dias que trabalharam, recebendo por isso, mais dinheiro para se alimentarem quando os meses têm mais dias!!! E, assim, ninguém lhes diz que o ano tem 13 meses, nem que recebem 13 meses por ano!

Nós (parvos!!) aceitamos que nos retirem mensalmente o que era nosso por direito (porque todos os dias trabalhados deveriam ser pagos mensalmente e não com o atraso de um ano!) e depois ainda nos retiram esse mês como se ele fosse uma benesse, um prémio dos patrões! Qual prémio? Quando é que os patrões dão algo aos empregados?? Ufff são raros…! Raríssimos!

Diria mesmo que, o 13º mês é o “filho” dos pagamentos em atraso. Sim… Não duvide. Como o ano tem 52 semanas e cada mês apenas tem 4, nos 12 meses apenas temos 48 semanas de trabalho pagos… nasce o 13º mês para repor a dívida dos patrões aos empregados.

Se o valor fosse fixo, o mês de Maio, por exemplo, tinha 5 semanas e os trabalhadores ficariam a perder os dias extra se recebessem sempre o mesmo todos os meses do ano.

Por que é pago em Novembro?? Porque, sendo véspera de Natal, vinha muito bem aos trabalhadores que faziam da vida o “chapa-ganha, chapa-gasta”, garantindo a melhoria de vida na época do Natal já que os tais dias em atraso eram entregues ao empregado nessa altura… O mal foi darem-lhe o nome de 13º mês… !!!

O número de horas de trabalho semanal pode variar (35 horas, 38 horas ou 40 horas) de acordo com a lei em vigor. Mas, o número de dias da semana não varia. E o ano tem 365 (ou 366) dias, que, divididos em grupos de 7 dias, resultou em 52 semanas (apenas sobram 1 ou 2 dias, conforme seja ano comum ou ano bissexto!). Cada semana, à parte algumas excepções, tem 5 dias laborais (20 dias / mês).

Vejamos: os trabalhadores que recebem à semana (se exercerem funções durante todo o ano) cobram 52 semanas por ano, não é verdade?

Foram os patrões, incluindo o próprio Estado, que, para simplificarem os pagamentos do trabalho (jornada) preferiram pagar igualmente todos os meses... Por isso, quando o mês tem mais de 20 dias de trabalho (4 semanas) retêm nos seus cofres, nas suas gavetas (a render para os patrões!) durante um ano, os dias que passam mensalmente.

E, ao aproximar-se o final do ano, OS PATRÕES NÃO FAZEM NADA DE EXCEPCIONAL... Simplesmente DEVOLVEM AOS TRABALHADORES O QUE ERA SEU POR DIREITO: o valor equivalente aos 20  dias trabalhados que, ao longo do ano civil, lhes foram retidos nos cofres da entidade patronal. Por simples coincidência (ou talvez não!), tal valor corresponde a uma mensalidade que coincide com a nova forma de pagamento dos serviços prestados pelos empregados: ordenado mensal.

Ora, os portugueses, tendo deixado de saber "chamar os bois pelos nomes", confundiram o valor em atraso com o subsídio (como se entidade patronal lhes tivesse feito uma doação, um prémio...). Assim, se começou a confundir 13º mês com Subsídio de Férias...  E por isso o que passaram a chamar ERRADAMENTE Subsídio de Natal diz na lei que é impenhorável.

O pagamento do 13º não corresponde, pois, a mais nenhum mês inventado e que os portugueses recebam diferentemente dos restantes países. Não...! Não somos beneficiados porque não temos patrões com essa capacidade de altruísmo! Nem mesmo o próprio Estado o faria! É uma questão de mentalidade. O VALOR PAGO PELOS PATRÕES em Novembro, é, pois, UMA DÍVIDA DA ENTIDADE PATRONAL AOS TRABALHADORES e corresponde a DIAS LABORADOS QUE NÃO FORAM PAGOS!

 

Fonte da citação:

Decreto-Lei n.º 496/80, de 20 de Outubro — CAPÍTULO IV — Disposições finais

Art. 17.º Os subsídios de Natal e de férias são inalienáveis e impenhoráveis.

 

publicado por J.Ferreira às 11:58

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Sábado, 18 de Novembro de 2017

Falsidades no Bloco Central da TSF

tsf_avalia_professores.JPG

Intervenientes no programa da TSF (Bloco Central) continuam a usar a estratégia de Hitler: A MENTIRA REPETIDA como arma de destruição pois acreditavam e agiam como se repetindo a mentira até á saciedade, a mesma se viesse a transformar em VERDADE. A mentira repetida era a arma usada pelo Ministro da Propaganda NAZI, do ditador Hitler...

É triste que, passados mais de meio século, ainda tenhamos, em Portugal, gente ressabiada que crê (e, por isso, usa) a mentira como arma ... procurando atingir os fins a que se propõe (tal como Hitler) sem olhar a meios!
 
Vejam aos 07.57 horas, parece preocupado com a injustiça comparativa relativamente a outros profissionais que bem poderiam concorrer para a carreira dos professores. Depois, não se incomoda nada com que a avaliação gere injustiças dentro da mesma carreira. Este “caramelo palrador” é professor do ensino superior. E… como tal, arroga-se do direito de dizer barbaridades sobre os professores do básico e do secundário… Onde está a avaliação dos professores do superior???
Após os 9:30, este palrador diz que “são apenas 40% de catedráticos??? No superior? Ena… Que queriam que os que iniciam a carreira começassem logo como catedráticos???
Logo a seguir aos 10:50, este palrador (nem sei se dizer este SACANA) diz que “E portanto… pegando, p’ra... p’ra discorrer bem… nós temos estes dois sectores da função pública, (digamos assim, em função das avaliações) onde temos… os professores dos ensinos básico e secundário, dos magistrados, as forças de segurança pública e o exército… que não têm praticamente avaliação “onde a progressão é feita apenas pelo decurso do tempo.” Está em curso mais uma tentativa de usar a demagogia propagandística de Hitler o qual tinha um conselheiro que tinha como máxima que “uma mentira repetida se transforma em verdade”! Pois pode repetir que, sem que haja nazismo, não haverá lugar a essa crença!
E eu chamo-lhe, MENTIROSO, com todas as letras!… MENTIROSO! INCULTO. ANALFABETO. Leia a legislação e vá às escolas ver, professores que fazem formação como não fazem (requisito para progredir) Isto é enganar propositadamente os portugueses, uma vez mais e de novo (como fez Maria de Lurdes Rodrigues há 10 anos atrás) com o fim único de achincalhar os professores.
Por fim, tentando fazer valer a máxima de Hitler, logo a seguir aos 24:00 minutos como aparece de novo um "papagaio" a dizer que "os professores não querem mesmo ser avaliados!"
A mentira de que não queremos ser avaliados não vai instalar-se. E só mete nojo e enterra quem a continua a produzir! SEMPRE FOMOS AVALIADOS... E EU AVALIEI PROFESSORES QUE FICARAM PELO CAMINHO NA PROGRESSÃO… Por falta de formação. Tal como todos os alunos são avaliados. Mas, também como os pais e os próprios alunos) não concordamos com modelos de avaliação (nem para nós, nem para os alunos) que sejam INJUSTOS...! E isso é o que estes senhores poucos e importam. O que importa é que se seja avaliado., mesmo que seja feita uma má avaliação e se leve a maioria á desmotivação. CONCLUSÃO: parecem preocupados com a aprendizagem dos alunos mas,... na verdade, só se preocupam com os salários dos professores e com a avaliação dos filhos, caso o professor não seja justo. Querem igualdade, justiça na avaliação dos filhos mas não se importam que os professores sejam injustiçados.
Mas não fica contente este “comentadeiro TSF” que volta a pronunciar uma camada de aberrações falando de “reposição de direitos, que segundo a lei são direitos que, na minha opinião, não deveriam ser porque eu não concebo que actividades, qualquer actividade que seja, não seja avaliada… não concebo! Não concebo eu nem concebem a maior parte das pessoas”. Até aqui, todos de acordo… e os professores também concordam!!. O problema é que o “jornalista acrescenta:
Aos 11:20 o moderador intervém... “Já agora, avaliada e bem avaliada!... não é como já se criou no passado… alguns sistemas de avaliação que… eram anedóticos!”.
Ora é aqui que começam os disparates do “comentadeiro” que começa a vacilar: “Pois… a questão… isso… É verdade! Há… há… há outra questão que é… por exemplo quando se nota isto: na função pública há, de facto, uma parte importante, muito importante, dessa função pública que não é avaliada… cuja progressão é só do tempo, que logo uma coisa que choca terrivelmente com a questão da actividade privada.. onde as pessoas, mal ou bem (provavelmente, muitas vezes, mal…Se calhar a maioria das…) mas são avaliadas em função do seu desempenho!!!
COMO?? Bem ou mal? Então, o que lhe interessa é avaliar, nem que seja injusta? Mas, os professores não alinham com injustiças. Têm essa função social também!!
 
Aos 12:06 diz o comentadeiro: “Agora, concretamente em relação aos professores, há uma coisa que me choca… que me perturba… (finalmente, percebei… o “comentadeiro” está perturbado … ou não, esteve… porque afinal diz “já não me perturba”… mas ainda o choca!) é que nunca houve… nunca houve uma proposta de avaliação dos professores que os professores considerassem minimamente apreciável… E já existiram muitas!”.
Mais uma MENTIRA: Os professores estiveram entre 1996 e 2007 em paz e de acordo com o modelo criado pelos social-democratas e alterado pelos socialistas … sem protestar contra o modelo!).
E continua, aos 12:30 diz que “tenho que o reconhecer, já o disse em muitos sítios, disse-o aqui, a pessoa que melhor está preparada e que eu melhor me revejo em termos do que seja uma politica educativa é a da Maria de Lurdes Rodrigues (…).
 
Está tudo dito. Desmascarou-se. Deixou cair a máscara de pretenso comentador isento. Incrível!!! Maria de Lurdes Rodrigues ser uma ministra com a melhor “política educativa”? Uma senhora que só fechou escolas e destruiu a carreira docente? Não, meu caro. Esta é ministra das finanças e da destruição do sistema educativo, e das torneiras de 500 euros, dos candeeiros em escolas a custarem 2000 euros quando outras nem persianas têm para tapar o sol que bate na cabeça dos alunos!!)
Qualquer avaliação, desde que eu me conheço, qualquer avaliação, os professores não lhes agrada.”
E se parassem de dar voz a quem MENTE? Este senhor não pode ter nascido depois de 2006!!!
Que CONCLUSÃO se poderá retirar de um programa: ESTÁ CHUMBADO!
De facto, estamos perante uma superMENTE… com uma MENTE que MENTE… deliberadaMENTE… !
É uma falsidade atrás de outra. O “comentadeiro TSF” só diz aberrações. Algumas provas da falsidade deliberada das posições assumidas por este "comentadeiro" que é ouvido em todo o país... como se de verdades inquestionáveis se tratasse. O que não entendo é porque, falando de educação, não estão presentes especialistas da área e representantes dos visados. Ou melhor, até entendo... (Oh, se entendo...!): porque não interessa para os "opinion makers" que lhes sejam desmascaradas as suas falsidades. Aqui ficam algumas provas da falsidade: desde o início da década de 1990 que o sistema de avaliação constante da legislação obriga os professores a frequentarem, em média, a 25 horas de formação por ano, progredindo apenas se obtiverem certificado de aprovação nas matérias definidas pelos planos dos Centros de Formação, de acordo com as orientações dadas pela entidade patronal: governo! E, eu fui formador. E houve professores que não receberam os ditos "créditos" e outros que tiveram de se esforçar bem para os conseguir! isto porque, sem a aprovação nessa formação não havia e não há, ainda hoje, progressão! mais, se antes era formação gratuita mas sempre em horário não letivo, muitas vezes ao sábado, prejudicando família como nem o provado faz, obrigados. Para além disto, existem também as aulas assistidas e o documento de reflexão crítica do trabalho desenvolvido e do serviço cumprido, com peso (tal como no caso da autoavaliação dos alunos) na avaliação final.
Por isso, progressão automática, apenas com o tempo.... só nas alfaiatarias. porque, até os alfaiates, com o passar do tempo, melhoram o seu profissionalismo. Só os professores, que ensinam a aprender a aprender, não são capazes de aprender e, por isso, precisam de ser avaliados!
 
publicado por J.Ferreira às 16:51

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Domingo, 21 de Maio de 2017

Em Nome do DESACORDO Ortográfico - 2

NINGUÉM (com conhecimento de causa e bom-senso, digo eu!) ESTÁ CAPAZ DE DEFENDER UM ACORDO ORTOGRÁFICO QUE NÃO TEVE ACORDO NENHUM NA SOCIEDADE PORTUGUESA...

No programa "Quadratura do Círculo" (18/05/2017, SIC Notícias) José Pacheco Pereira diz:
«O Acordo Ortográfico não funciona para a grande maioria dos PALOP. É preciso parar o mais depressa possível com a aplicação do acordo nas escolas e reconhecer que houve um enorme desastre diplomático. Não tarda, no Word terei de utilizar o corrector do português de Angola, o que é uma boa lição porque o de português de Portugal está cheio de erros ortográficos.»

Por sua vez, Jorge Coelho considera que o AO é «grave» e «tem de ser reanalisado», pois «ninguém o leva a sério».

ORA... CONTAS FEITAS... POR QUE ESPERAMOS???

 

Passaremos da ORTOgrafia a IDIOgrafia .

A intervenção de Helena Carvalhão Buescu professora catedrática da FLUL (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa) na Audição Parlamentar, no âmbito do Grupo de Trabalho para a Avaliação do Impacto da Aplicação do ACORDO ORTOGRÁFICO, de 1990 em 18/04/2017. Note-se que, incrivelmente, quem promoveu o Acordo Ortográfico foi a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
O ACORDO ORTOGRÁFICO defende a SUBMISSÃO da grafia À PRONÚNCIA... Segundo o ACORDO ORTOGRÁFICO... as pronúncias que não corresponde ao acordo, são erradas. Assim...
ESPECTADOR... vai ser agora ESPETADOR!!!
SUMPTUOSO AGORA... SUMTUOSO
A professora catedrática apresenta os principais problemas técnicos do AO culminando numa maior desunião ortográfica do que aquela que existia antes. O primado da política sobre a ciência da língua é também abordado, bem como a ausência de necessários estudos de impacto.
Permanece o hífen em palavras como "pára-brisas" mas desaparece em "pára-lamas" que passa a "paralamas".
Palavras como "ruptura" e "rotura" passam a "rutura" !!
Eu não sei ler "concessão" diferente de "concepção"??? Mas, o que será "conceção"? Em 27 pareceres, 25 foram negativos. Um dos pareceres favoráveis (com conflitos de interesses!) foi do próprio autor do "Acordo Ortográfico". QUE VERGONHA!

 

A Acordo é Absurdo... E, também no Brasil, surgem 60 personalidades a manifestarem-se contra o Acordo Ortográfico 1990.

 

Pelo FIM da APLICAÇÃO nas ESCOLAS do ACORDO ORTOGRÁFICO.

E... Porque, às vezes, a melhor forma de seguir ileso em frente, é... fazer marcha atrás!!

 

 

Fernando Venâncio (linguista, escritor e crítico literário) — no depoimento prestado em audição parlamentar no âmbito do Grupo de Trabalho para a Avaliação do Impacto da Aplicação do Acordo Ortográfico de 1990 (26/04/2017) — discorre sobre a ingenuidade unificadora de cunho ideológico de um processo que, por negligência científica, instalou desordem e insegurança na ortografia.

É particularmente abordada a supressão das consoantes mudas, conducente a um fechamento das vogais que já é evidenciado no Portal da Língua Portuguesa do ILTEC.

O acordo é considerado «perigoso» e «linguisticamente uma bomba-relógio», sem vantagens, não tendo posto fim às traduções separadas para Portugal e Brasil.

 

publicado por J.Ferreira às 20:39

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Sábado, 20 de Maio de 2017

Sucesso Escolar versus Condição Económica Familiar

Esta semana ficamos a saber que foi feita uma análise aos resultados dos alunos do 2º ciclo do básico das escolas públicas do continente.  Os resultados em análise fizem respeito aos dados de 2014-15 e unciamente às disciplinas obrigatórias.

 

Direcção-Geral de Estatística da Educação e Ciência fez uma excelente análise sobre os resultados dos alunos do 2º ciclo do básico das escolas públicas do continente.

Analisando estatisticamente os resultados, chegou-se à ÓBVIA CONCLUSÃO de que, existe uma correlação clara, regular e intensa, entre as reprovações e a condição económica dos alunos.

Efectivamente (o que em nada estranha quem navega pela realidade da educação deste país) existe uma enorme diferença nos resultados alcançados pelos dosi grupos de alunos, ou seja, de um aldo estão os remediados ou ricos e do outro os pobres. Assim, a maior concentração de negativas recai no universo dos que são beneficiários da Acção Social Escolar (alunos oriundos de agregados familiares com rendimentos iguais ou inferiores ao salário mínimo), com maior relevo apra os que beneficiaram de maior ajuda económica (escalão A) que reprovam ainda mais do que os beneficiários de ajuda em menor grau (escalão B).

 

Assim, os GOVERNOS (e acima de tudo os Ministros da Educação) em vez de se preocuparem com pertseguir, culpabilizar, achincalhar a classe docente, deveriam preocupar-se com o SUCESSO ECONÓMICO FAMILIAR... E, em vez de penmalziar as famílias mais pobres ou da classe média, rebaixanmdo os rendimentos, deveriam preocupar-se com rebaixar os ALTISSIMOS RENDIMENTOS, ou seja, os rendimentos de quem ganha efectivamente balúrdios, e tentar nivelar economicamente as famílias pelo grau mais alto possível... Não é congelando carreiras, congelando saklários, reduzindo rendimentos que se combatre o INSUCESSo ou FRACASSO ESCOLAR.

 

publicado por J.Ferreira às 17:48

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Domingo, 18 de Dezembro de 2016

António Costa e a Queda dos Rankings

Parece que temos finalmente alguém ao leme do governo que já se deu conta do disparate que são estes Rankings. Estes em nada contribuem para a melhoria da escola. Antes criam revolta, desânimo, atrito, guerrilha de palavras entre o público e o privado e até mesmo, dentro do público, que para nada servem.

Os rankings valem pouco ou quase nada... Finalmente, parece que temos um Primeiro-Ministro com as ideias claras sobre o que valem os rankings...

 
A propósito dos Rankings deste ano, publicaods pela comunicação social, António Costa desafiou os interlocutores da seguinte forma: «Se fizer um inquérito de rua, tem mais pessoas saudáveis fora do que dentro de um hospital, pela simples razão de que, dentro do hospital há mais pessoas doentes», ou seja, « o que é comparável nas classificações são os níveis de qualificação de cada um dos alunos». Não se pode comparar uma coisa com a outra», afirmou o Primeiro-Ministro, António Costa, referindo-se às escolas públicas e privadas, relativamente às classificações dos estabelecimentos de ensino hoje divulgadas.
 
Está tudo bem claro… posso discordar da forma como chegou ao poder. E criticá-la. Pode haver políticos que nos surpreendem pela negativa. António Costa começa a surpreender-me pela positiva. Diria mesmo que começo a ter alguma empatia pelo pensamento deste homem.
 
Diz António Costa: «Sabermos em que escolas se concentram os melhores alunos não é o essencial», disse ainda António Costa, sublinhando: «Essencial é saber quais são escolas que permitem a qualquer criança progredir mais relativamente à bagagem que traziam de casa» e «a missão da escola pública é vencer a desigualdade».
 
O problema é que faz falta muito trabalho dos governos e das autarquias para fazer realidade o que disse o Primeiro-Ministro
 
«Qualquer criança que nasça em Portugal, seja em que família for, seja em que condições socioeconómicas forem, seja em que ponto do país for, tem de dispor das mesmas igualdades de oportunidades». Realçou que não era «fã deste tipo de classificações, porque comparam escolas em meios socioeconómicos muito favorecidos com escolas em meios socioeconómicos não tão favorecidos». Mas deveria ter acrescentado que, para além dos diferentes níveis socioeconómicos de origem, os alunos encontram-se em escolas com recursos tão díspares que dá mesmo vontade de bradar aos céus!
 
O Primeiro-Ministro elogiou o trabalho de excelência da escola pública, afirmando que este só é comparável ao do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Para António Costa, os números mostram que as escolas, e em particular as escolas públicas, têm resultados de excelência naquilo que é a evolução de cada criança entre o momento em que chega à escola e o momento em que sai da escola». E concluiu lembrando que «se trabalha melhor quando há ferramentas melhores, mas o essencial (…) é a qualidade dos recursos humanos, que diariamente trabalham para que as crianças tenham melhores condições para poderem realizar todo o seu potencial».
 

Há muito trabalho a fazer para igualar os recursos e as oportunidades dos alunos nos diferentes estabelecimentos do país. E depois das torneiras e dos candeeiros esbanjando milhares de euros num ou noutro estabelecimento, cremos que é chegada hora de passar a ouvir os directos intervenientes (os professores) antes de realizar qualquer intervenção nas escolas para que se pare esta sangria de dinheiro público em renovações de espaços e atribuição de equipamentos que não são solicitados pelos docentes e que em nada contribuem para a melhoria do processo de aprendizagem.

Sem dúvida. A educação, se quisermos e em certa medida, pode ser feita com a ajuda de máquinas, de robots... Mas nem toda... A maior parte do papel de educador só pode ser desempenhado por um educador... O robot não tem sensibilidade, capacidade de atender a cada situação não precista na programaçção que recebe. Por isso, a educação de humanos (se a queremos com base no humanismo e para a humanidade) terá de continuar a ser sobretudo, realizada por seres humanos formados para o efeito. Uma educação adapatada a cada aluno, às suas capacidades e ás suas limitações, atendendo ao indivíduo e não ao número. Porém, enquanto houver falta de recursos humanos nas escolas, muitas crianças continuarão a ver sonegado este seu direito a ter quem a ajude a superar as suas dificulddes e as suas limitações... para que possa de veras desenvolver todas as suas potencialidades.
Esperemos para ver quão humanista é este governo e quão pragmáticas, eficazes e verdadeiras são as palavras do seu timoneiro, António Costa.
publicado por J.Ferreira às 19:17

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Sábado, 17 de Dezembro de 2016

O Regresso dos Rankings e da Vendedora de Rifas

Acabam de sair mais uns rankings que, a cada ano que passa, parecem fazer menores estragos.

 

É, no mínimo, estranho que, quando os resultados não se aproximavam do desejado, todos apontavam o dedo às escolas e ao profissionalismo dos professores pois havia que encontrar um bode expiatório, alguém para castigar, massacrar... E a poção mágica encontrada, foi, "sacudir a água do capote" e apontar o dedo às escolas e aos professores, responsabilizando-os pelos resultados menos desejados.

Este ano, como os resultados "parecem" ter sido "mais positivos" para Portugal, todos aparecem para reclamar a sua quota parte dos dividendos... Até os jornalistas caíram na tentação de ser eles também, uma parte da glória...

E todos apareceram à chamada (que não houve!) e se colocaram à mesa dos resultados do PISA a ver quem consegue sacar a maior fatia do bolo.

 

Agora... vejamos quem deveria (se é que alguém deveria!) querer cobrar dividendos dos resultados obtidos no PISA.

Alguém crê que estes alunos se esforçaram mais que os anteriores? Eu não!

Alguém crê que os actuais professores se esforçaram mais que os anteriores? Eu não!

Alguém crê que os ministros se esforçaram mais que os anteriores? Eu não!

 

Há sempre uma questão quando se faz um determinado tipo de exame e que, embora aleatoriamente seja feito, tem repercussão nos resultados. É o tipo de exame, é o conhecer e criar uma certa familiaridade com o instrumento de medida... é, no fundo, o conhecimento e  a rotina do processo, mas sobretudo, é o facto de o tipo de questões ter encaixado mais nos conhecimentos do nosso leque de alunos, da população e espelhar mais, ir mais de encontro à realidade portuguesa que os anteriores. 

Porque, já veremos na próximo PISA se os resultados serão tão favoráveis a Portugal ou aos alunos portugueses.

Quem foram os que foram seleccionados para executar esses testes? Não haverá alteração em função do público, do tipo de alunos que respondem aos critérios para serem seleccionados e incluídos na amostra?

Da mesma forma que o ranking das escolas continua a não medir nada, os resultados do PISA são um instrumento que mede algo mas não são "a medida" de tudo.

Portugal vive a panaceia da avaliação como se avaliar fosse a principal forma de ensinar.

Nós, os professores, que conhecemos as capacidades e competências dos nossos alunos estranhamos determinadas respostas dos alunos nos testes e, confrontando-os na sala de aula com o mesmo problema (ou outro semelhante e de igual dificuldade) assistimos à resposta perfeita e adequada quando no teste falhou redondamente.

Sempre que um professor (que conhece verdadeiramente os seus alunos) dedica tempo a avaliar (o que já conhece) acaba por obter não um resultado real (uma avaliação correcta) que espelhe a realidade das competências dos seus alunos mas um resultado que não passa de isso mesmo: um momento avaliativo que reune um conjunto de circunstâncias, nas quais se incluem a disposição e a predisposição do aluno, a sua forma de lidar com a situação, a sua autoconfiança e o seu nervosismo, o bloqueio ou desbloqueio mental para responder, a precipitação e a reflexão sobre o que está em causa em cada questão... em suma, a sua concentração e capacidade de eficácia momentânea. Mas nunca o conhecimento do aluno poderá ser espelhado num único momento avaliativo. E isto porque cada teste incide sobre determinadas competências e conhecimentos que, se foram examinados outros, fariam imediatamente variar os resultados dos alunos. Uns têm mais sorte. Por isso é comum ouvir-se (à saída dos exames): Era fácil/difícil; saiu o que mais/menos sabia; saiu aquilo em que mais/menos tempo de estudo investi; saiu /tudo/nada do que mais tinha estudado; saiu a matéria/autor que mais/menos me agrada...  Enfim...

Por isso, estamos convencidos de que, antes de pensar em elaborar qualquer ranking (que, tem em especial consideração os resultados das escolas obtidos pelos alunos nos exames nacionais) os especialistas de educação (e os jornalistas!) de Portugal deveriam investigar outros aspectos que influenciam não apenas os resultados escolares dos alunos obtidos nos testes/exames mas o conhecimento dos alunos que vai muito para além daquilo que os alunos conseguem plasmar nos referidos testes/exames.

Em resultado das constatações verificadas, in loco, no exercício de funções docentes em escolas de dois países europeus nossos vizinhos, estamos convencidos que Portugal, mais do que preocupar-se com rankings de resultados, deveria fazer um verdadeiro estudo e reflexão sobre as condições de exercício da função docente e de aprendizagem por parte dos alunos e apresentar os correspondentes Rankings de Escolas...

E até estamos dispostos a não incluir na discussão os salários dos docentes. Não é essa igualdade comparativa que se reclama. A discussão dessa questão já teve a sua oportunidade. Noutra ocasião, poderemos voltar ao assunto. Cremos que seria verdadeiramente interessante discutir-se as condições de aprendizagem dos filhos dos portugueses, pagadores de impostos, tratados de forma igual pela administração fiscal quando toca a pagar os seus impostos.

Cremos que seria oportuno e interessante, um estudo (e o respectivo ranking) das condições de exercício da função docente e de aprendizagem dos alunos (bibliotecas, acesso à informação e aos recursos tecnológicos de investigação e aprendizagem) para que os portugueses (que, tendo o mesmo nível de rendimentos, pagam a mesma taxa de imposto..:!) pudessem ver que condições de igualdade de oportunidades proporcionam os governantes (sejam centrais ou locais) para que os seus filhos possam realmente aprender e submeter-se a iguais instrumentos de medida de competências. mas porque motivo não se faz? Têm medo de incomodar e desnudar a realidade de recursos proporcionados pela administração central (que coloca torneiras de 500 € e candeeiros de 2000 euros em determinadas escolas quando as outras nem espaço de biblioteca ou de recreio coberto têm!?), ou desmascarar a vergonha das autarquias que não equipam as instalações com o essencial e adequados materiais?

E os jornalistas que publicam e idolatram os rankings (porque lhes dão para escrever muita verborreia e vender muito "papel letrado"), de que ou de quem têm medo os jornalistas? 

Acham que se pode exigir a uma escola que não tem piscina que consiga formar óptimos nadadores ou campeões nacionais de natação? Será que pode, sequer, ensinar os alunos a nadar???  Já viram se fossem avaliadas as escolas pelo critério de natação? Estariam no topo as mesmas escolas? 

Aos jornalisats lançamos um desafio: tenham coragem de promover um estudo com estas variáveis (e não apenas aquilo que convém para conseguir determinado resultado). Não se limitem a segui as linhas do jornalismo americano que, confiando nas suas convicções e nas suas intuições, subestimaram quem não deveriam...

Analisando os investimentos que fazem nas escolas, é muito fácil perceber que há diferenças abismais na postura das autarquias face à educação. Com efeito, quando os recursos financeiros são transferidos para as autarquias (e não para as escolas!), quando as autarquias investem o dinheiro destinado à Educação “onde lhes dá a real gana” (fazendo arranjos onde não fazem falta, investindo dinheiro que não traz mais valia educativa) e as escolas é que são julgadas pelos resultados educativos dos seus alunos, há aqui algo que está errado, ou, como diz o povo, há aqui algo em que “não bate a bota com a perdigota”.

Façam-se, pois, estudos sérios e apresentem-se os Rankings de investimentos per capita (por aluno matriculado!) realizados pelo estado em recursos educativos (e não em torneiras ou candeeiros!) e depois analisem-se os resultados do investimento feito (contabilizando, obviamente, o valor dos recursos já existentes). Depois fale-se de rankings e de uma correlação entre o investimento realizado e as mudanças nos resultados obtidos. Por que não o fazem? Porque não interessa aos políticos... e quizas, aos jornalistas porque daria muito trabalho!

 

Depois de termos exercido funções docentes durante 11 anos, fora deste país, tivemos a oportunidade de conhecer outras realidades, outra forma de ver a educação, outra forma de ver a gestão dos recursos materiais nas escolas. Infelizmente, ao voltar a Portugal (tantos anos passados, depois de ter “saído” desde triste país) constatamos que, enquanto as autarquias continuam a investir em relvados sintéticos para os campos de futebol, espalhados pelas freguesias para um uso muito reduzido (porque esporádico, um fim-de-semana, de 15 em 15 dias!) e em Estádios de Futebol (investiguem-se os custos para a autarquia com a manutenção do Estádio Municipal de Braga!) ou em arranjos e re-arranjos de jardins (para os cidadãos pisarem nas festas concelhias). Em contrapartida, e ao mesmo tempo que somos bombardeados com a necessidade de inovar e usar as tecnologias na sala de aula, nos últimos 2 anos, para conseguir ter um simples projector de video ou um simples Leitor de CD-Audio.. (que não existem!) tivemos de esperar que a Associação de Pais desempenhasse o papel de Pai Natal e o comprasse e oferecesse à escola.

E com que dinheiro? Dos impostos? Não!!! Das famosas, deprimentes e revoltantes rifas! Sim… ainda as famigeradas rifas que muitos pais acabam por comprar a caderneta toda para não submeterem os filhos à humilhação de andarem na rua, vendendo (leia-se, cravando!) os transeuntes ou os clientes dos cafés da zona ou do bairro que já estão fartos deste peditório cíclico e anual, e se recusam a comprar... deixando tristes as crianças!"

Esta é a triste e desmotivante realidade para quem, durante os últimos 7 ano tinha, numa escola primária na penúltima autonomia do ranking da riqueza da nossa vizinha Espanha, uma sala específica para informática (totalmente equipada, com quadro digital...) biblioteca, recreio coberto, pavilhão desportivo, sala de música, sala de apoio educativo... Só de pensar que se situava no mais recôndito lugar da Galiza, mesmo sendo escolas de pequenas populações (equivalentes ás nossas vilas), situadas em zona montanhosa e das mais isoladas da comarca mais afastada do centro da Autonomia da Galiza e tinham de tudo... dá pena!

 

Enfim... vivemos num país que quer aproximar-se dos do primeiro mundo usando estratégias do terceiro mundo!!!! Portugal é ainda, em muitos campos e na mentalidade, um país terceiro mundista...  Conseguir um simples leitor de CD através de rifas... ?

Querem comparar resultados? Pois sim! Até nisto há diferença… Mas, enquanto as crianças das primeiras escolas dos Rankings estarão no aconchego do lar a ler "A Vendedora de Fósforos" muitas das crianças deste país, das piores escolas dos Rankings, andarão nas ruas a interpretar o conto "A Vendedoras de Rifas".

 

Por favor... Que comparem o comparável... Que comparem o Real Madrid ao Barcelona... O Porto ao Sporting e ao Benfica... mas não o Benfica com o Chaves. Este último até poderá ganhar-lhe um jogo mas não tem nem recursos económicos nem instalações para lutar pela Liga Europa. É tão simples quanto isso!

Nas escolas vivemos a mesma realidade (e conheço bem o país, pode crer... até porque exerci funções em organismos centrais (como convidado, pelo currículo!!)

 

A realidade, nua e crua, digam o que disserem, é esta:

Umas escolas têm… a presença de tudo (incluindo o interesse, dedicação e o empenhamento dos pais como educadores); outras escolas têm … a ausência de (quase) tudo...!

Umas escolas têm (quase) tudo; outras não têm (quase) nada...!

 

Qualquer comentador de televisão gosta de comparar as realidades por referência ao futebol. Pois se essa linguagem é mais compreensível, aqui fica. Sabemos que todos os anos se elabora, automaticamente, um ranking de clubes, na verdade ninguém anda a comparar os últimos com os primeiros… Sempre se comparam os que têm recursos e condições semelhantes. Uns clubes aspiram ganhar a Liga, outros simplesmente aceder à Liga dos Campeões, outros à Liga Europa… e outros a manterem-se apenas na Primeira Liga. Tão simples quanto isto. Os sócios de cada um dos clubes sabem e têm sentido comum, têm bom senso. Não se pede nem exige ao treinador do Braga nem do Santa Maria da Feira que tenha como objectivo ser o primeiro da liga… até porque bastará que os demais joguem mal (percam) para que fiquem na frente. Isto não é assim na Educação. Um aluno só aprova se conseguir obter metade da classificação total determinada par a prova. Mesmo que um aluno faça mal, o outro não lhe passa à  frente se não fizer bem! Em futebol, assistimos ao Benfica ficar apurado porque o outro clube que lhe poderia ter retirado o lugar perdeu! Não porque acertasse nas redes… fizesse golos.

 

Assim, falemos de rankings, apenas e só, quando conseguirem tornar as escolas verdadeiramente democráticas. Até que isso seja uma realidade… qualquer Ranking apenas traduzirá a falta de uma verdadeira reflexão sobre esta problemática por parte daqueles que o elaboram e também, obviamente, de quem os defende.

 

publicado por J.Ferreira às 13:25

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Sexta-feira, 18 de Novembro de 2016

Nas Tintas Para a Opinião dos Professores

Um dia perguntaram-me, o que fawer com uma criança ao chegar a hora de escolarizá-la???

Bom... — disse — Se fosse comigo... (e pudesse, obviamente), durante o tempo de escola "primária" emigraria para a nossa vizinha Espanha (Galiza) onde iniciei funções há cerca de 10 anos e de onde saí há apenas 3 anos,onde as escolas (urbanas !) havia turmas  com 25 alunos e turmas com apenas 8 ou 12 alunos mas todos de um único ano de escolaridade! E com todos os recursos, incluindo quadros digitais interactivos, salas dedicadas a idiomas, música, bibliotecas escolares apetrechadas (autênticas e verdadeiras mediatecas!) com dimensão superior a 2 salas de aula.

Enfim: é a diferença entre a "civilização" e a estagnação.

Quando saí de Portugal, em 2002 para exercer em paris, chocava-me a falta do recurso às tecnologias em Paris... ainda por cima porque entre 1995 e 2000, desempenhei (em Portugal) a função de formador na área de tecnologias de ensino. Em 2006, passei a exercer em Espanha, e pasmei ao ver a dimensão do investimento dos governos na Educação. Diria mesmo chocado com a diversidade e a qualidade dos recursos disponíveis nas escolas, onde se podiam desenvolver projectos com qualidade.

Foi aí que concluí que Portugal estava, definitivamente, ultrapassado. Os governos tinham abandonado as escolas e os recursos estavam estagnados! uma inegável e miserável falta de recursos.

Exerci num país em que a salas de aula estavam equipadas com os recursos tecnológicos necessários á escola actual...

Há 3 anos regressei ás minhas funções docentes em Portugal. E deparei-me com o irrefutável. Depois de ter passado por uma escola de montanha (com óptimos recursos para a aprendizagem!) acabei exercendo em Braga, numa escola de cidade onde a falta de recursos (ou a falta de qualidade, no que existe!) é a única constatação. A pocuo e pouco, a escola tem recebido apoio e equipamentos da Associação de Pais, fruto da "mendicidade", seja das quotas dos pais seja das rigfas que as crianças vendem,,, próprios de um país tercerio mundista, que aposta em Estádios de Futebol luxuosos que estão qwuase inutilizados e que custam mensalmente balúrdios ao Estado e aos contribuintes (como é o caso de Aveiro e Algarve). 

São os professores que, por sua inciiativa (e carolice) vão evitando que os equipamentos fiquem inutilizáveis... 

Nesta escola (sem internet fixa e funcional !)  onde se mendiga um computador velho (construídos em 2000...!), autenticamente "recuperados do lixo informático", isto é, resultaram da recuperação de computadores que resultaram da renovação dos meios informáticos em empresas famosas da região. Uma escola que mendiga um projector á Associaçãod e Pais... Ou seja, na era das tecnologias, estamos ainda muito longe de pensar em ter um quadro interactivo na sala de aulas. 

Ao mesmo tempo, a autarqui local (na sua autonomia de fazer o que bem entende com o dinheiro dos contribuintes!) decidiu refazer o espaço do recreio construindo um "campo de futebol" exterior...

Claro... porque dá mais nas vistas... e vem aí o ano de eleições!!! Nenhum docente o pediu... mas vão iniciar a sua construção no espaço que era de recreio de todos os alunos, retitrando-se à maioria das crianças que gostam de divertir-se de forma diferente do futebol, um espaço que era de todos!. passará a ser ocupado, cerca de 50% do recreeio livre, por apenas duas dezenas de alunso!!! e AINDA POR CIMA (dizem!) NÃO TERÁ BALIZAS...!!! 

Que esperam??? Nós sabemos: um incremento da agressividade e da violência entre as crianças que, com horas dedicadas semanalmente a futebol (nas escolinhas em que os pais inscrevem em horas não letivas, seja à semana ou ao fim-de-semana...)

Até aprece que é da emoção e da agressividade que os políticos gostam... quizas,. apra aprecerem nas notícias! Posi os docentes preferiam a convivªência á violência... Mas não foram tidos nem achados... Não foram ouvidso na tomada de decisões que dizem ser democráticas..:!!!  Se isto é democracia... que venha a ditadura!

Apresentaram a construção do campo de futebol como um facto consumado, informando que as obras (ABSURDAMENTE) serão iniciadas em período escolar... É INCRÍVEL... Numa das escolas onde exerci em Espanha, construíram um andar em cima do edifício existente, com 5 salas de aula no espaço de verão. Aqui, uma porcaria de trabalhos que poderia ser executada no próximo Período de Natal... vais er executado durante as aulas...! INCRÍVEL... Com o barulho e os movimentos de trabalhadore,s máquinas... que qualdiade se espera das aulas???

Em breve vamos assitir á construção de um campo de futebol que não foi pedido nem reclamada pelos docentes.

Em contrapartida, A REDUÇÃO DO ECO EXISTENTE NO PAVILHÃO DA ESCOLA (que mais parece uma capela para ópera!), RECLAMADO PELOS DOCENTES HÁ MAIS DE 2 ANOS, continuam por ser atendidos.

Não há condições de trabalho mas... ninguém se preocupa com isso: os alunos continuarão a ter de aprender em condições miseráveis... mas TERÃO UM LUXO DESPORTIVO.

É triste... Os nossos "governantes" locais vão construir um campo de futebol... (que apenas será utilizado nas aulas de AFD em dias de bom tempo) mas nada fazem para remover a ressonância do som no pavilhão (que pode ser utilziado todos os dias!).

É triste... Os nossos "governantes" locais vão construir um campo de futebol... (que apenas será utilizado nas aulas de AFD em dias de bom tempo) mas recusam-se a fazer a montagem de uma cobertura numa parte do espaço exterior da escola para efeitos de recreio em dias de chuva...

O ESPAÇO COBERTO reclamado há mais de 3 anos continuará por construir, enquanto a agressividade e a violência entre alunos continuará a incrementar-se. O MAIS GRAVE E TRISTE... é que os políticos "estão-se nas tintas para a opinião dos professores". Não interessa o que dizem os docentes...

O campo de futebol será feito contra a vontade dos docentes... contra as necessidades pedagógicas! E, obviamente, choverá nele durante a maioria do ano... e os alunos não irão desfrutar da sua construção... Mas terão um campo de futebol!

A biblioteca... ficará por fazer! O arranjo acústico do pavilhão... continuará por fazer! As zonas super-perigosas do recinto continuarão por arranjar... até que haja um acidente grave e alguém se tenha que deslocar à morgue!!

Enfim... Uma triste tristeza... que só conduz ao desânimo e à desmotivação de professores e ao desencanto profissional.

publicado por J.Ferreira às 21:20

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Domingo, 13 de Novembro de 2016

PAIS de ONTEM na escola de HOJE

TUDO SE EXIGE À ESCOLA... COMO SE FOSSE FEITA DE SUPER-HOMENS e SUPER MULHERES chamados de PROFESSORES. "Pretendem que A ESCOLA SEJA "um estabelecimento que deve ensinar a educação para o trabalho, educação para o trânsito, educação sexual, educação física, artística, religiosa, ecológica e ainda português, matemática, história, geografia e língua estrangeira moderna." PORÉM... "supor que uma instituição com essa carga de atividade seja capaz de dar conta daquilo que uma mãe ou um pai é que tem que ensinar a um filho ou dois é não entender direito o que está acontecendo.

A FUNÇÃO DA ESCOLA É A ESCOLARIZAÇÃO: "é o ensino, a formação social, a construção de cidadania, a experiência científica e a responsabilidade social. Mas quem faz a educação é a família. A escolarização é apenas uma parte do educar, não é tudo." E continuamos a ter pais que dizem sistematicamente: "Dantes é que se aprendia na escola"! Mas, quando confrontados com um simples trabalho de casa, depressa se dão conta de que, afinal, não aprendiam nada! Sim. Por isso temos a governar o país os diplomados de antigamente e ... estamos como estamos!

Nem a ter "boas maneiras" aprenderam a ver como se comportam os nossos parlamentares — lembram-se do "Estou-me cagando para o segredo de Justiça (Ferro Rodrigues ou do Ministro Manuel Pinho faz "cornos" à bancada do PCP na AR)? — Nem a ser cordiais e democratas aprenderam ... Agora, confrontados com a quantidade de conhecimentos que os filhos têm de adquirir, com a cada vez mais precoce exigência nos conteúdos e saberes, confessam:

"Ó professor... Eu não sei como se fazem essas coisas... No meu tempo não se aprendia nada disto". Claro que, quando se os ouve falar do "estado da educação actual" continuam a dizer "A antiga 4ª classe valia mais que o 12º ano de agora! É... ANEDÓTICO... INCOERENTE... diria mesmo ESTÚPIDO! Mas são os "pais" (leia-se, progenitores dos alunos) que temos! E não os podemos nem mudar... nem exportar: nenhuma criança de outro país os quereria!

publicado por J.Ferreira às 11:27

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Quinta-feira, 11 de Agosto de 2016

O Milagre das Escolas Privadas

Quando quero peixe de mar... tenho de pagar!

 

Assunção Cristas disse que a Escola Privada "não custa mais para o Estado" (...)??? Como? Quem me vai fazer crer que na minha escola, com mais de 120 alunos, os 5 docentes e apenas 2 auxiliares, o somatório dos gastos (energia, papel higiénico, detergentes, ...) custam ao Estado 5 vezes 80.500 euros (que é o que dão aos privados por cada turma...)???

O Ensino Privado proliferou ao mesmo tempo que no país, as empresas de produção de bens foram falindo... Porquê??? Porque, com esta *PIPA de MASSA" que se paga aos privados (80.500 € / Turma / Ano) multiplicada pelo número de turmas da escola (a minha receberia 402.500 € por ano!) os Privados têm na Educação a nova GALINHA dos OVOS de OURO... Note-se que o que recebe a maioria dos docentes está longe dos 25.000 euros / ano... e a maioria dos auxiliares (agora assistentes operacionais) está longe de receber 700 euros.

Quando o Estado atribuir a autonomia financeira às escolas públicas, para que possam gastar o mesmo que atribuem aos privados, em menos de meia dúzia de anos na minha escola poderíamos construir recreios cobertos, anfiteatros,... e até piscina! Como assim não é, temos umas instalações inadequadas a um sistema de ensino eficaz para que seja comparado com os recursos de que dispõem os privados!!! Já sabemos que as há bem piores por esse país abaixo...! Já sabemos, E que em África os alunos escrevem no chão... também sabemos,.. Mas a Escola Pública é sistematicamente comparada com a Privada e não com a África!!

E não me venham com essa treta de que fizeram os cálculos de custos da educação... com essa "lama para os olhos" que se chama "média de gastos por turma"... Os (des)governantes de Portugal esbanjaram dinheiro em aspectos supérfluos do ponto de vista educativo e oneraram os contribuintes por uma má (péssima!) gestão da coisa pública. Esbanjaram dinheiros públicos que foram iputadoas á educação... Qual o objetivo? Desconhece-se. mas que o resultado foi um "enorme investimento" (assim lhe chamaram!) em Educação, mas que de facto, muito pouco se fez pela educação senão mudar, trocar, (re)definir, (re)mudar, (re)construir e destruir os programas das disciplinas... Essas foram as reformas que tiveram impacto na Educação. O resto foi esbanjar dinheiros...

Em Portugal temos escolas públicas de luxo e de lixo... Numas escolas têm tudo (quadros digitais nas salas de aula, computadores portáteis para os alunos, bibliotecas, salas de jogos, cantina, pavilhão desportivo, ... ).; noutras nada.

E dizem que foram feitos os cálculos e descobriram o custo médio por turma...!? Que cálculos? Que foi englobado nesses valores? Quem os fez? Os mesmos que afundaram o país, os mesmos que se enganam sistematicamente nas contas e conduziram o país à ruína que todos sentimos na pele?

Onde é que uma turma custa 80.500 euros?

Ah, claro!!!... Englobam os valores gastos na requalificação (esbanjadora dos dinheiros públicos) de algumas escolas com candeeiros de 2000 euros e torneiras de 500 €?

Pois bem... Para umas escolas públicas terem candeeiros Siza Vieira e torneiras de 500 € (da marca Ferrari, quizas?!) terem estes luxos, outras nem recreio coberto têm, ainda que situadas em zonas do país em que a maior parte do tempo chove que se farta!!!

Todos bem sabemos quanto custa o peixe de qualidade, pescado em alto mar... E bem vemos que o peixe dos viveiros continua a vender-se bem porque, para muitos, a carteira não chega ao peixe de mar!!!!

Todos os portugueses têm, constitucionalmente, os mesmos direitos...

Enfim... Se querem manter ajudas ao Ensino Privado, calculem o valor a atribuir pela média do dinheiro público que o Estado gasta nas 10 escolas com menos recursos do país... Assim, sim. Assim, se verá se os privados conseguem fazer milagres educativos, sem onerar os pais dos alunos que frequentam essas escolas!

E, como os Privados são capazes de fazer "milagres educativos", Sim... Como ainda há quem se arrogue de dizer que têm "melhor qualidade"...

Depois, veremos se os privados (tal como em grande parte dos estabelecimentos públicos!) fazem omeletas sem ovos!

Se não são capazes do tal Milagre Educativo (de fazer omeletas sem ovos!!!)... pois, que sejam os utentes a pagar os ovos..:!!!

Eu, se quero peixe de mar... também o tenho de pagar!

publicado por J.Ferreira às 19:25

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Terça-feira, 2 de Agosto de 2016

Os Donos do Sol

Afinal... O que se vê na imagem? Será "nascer-do-Sol" ou o "pôr-do-Sol" ?

 donos_do_sol_01.jpg

Portugal tem tido como (des)governantes uma série de políticos que se dedicam a tomar por seus o que é dos terráqueos. Já não basta obrigar a pagar IMI para poder dormir debaixo de um tecto... Agora, até pagarás pelo Sol que podes ver ou pela paisagem de que podes desfrutar a partir da casa que compraste com o dinheiro que aforraste depois do Estado ter retirado o imposto sobre o teu rendimento. Não contente, O Estado volta a cobrar impostos sobre o dinheiro que te resta obrigando-te a pagar impostos sobre o terreno onde da casa é erguida, impostos sobre os materiais que compraste, impostos sobre a mão-de-obra ds trabalhadores que a construíram, impostos sobre o seguro que esses trabalhadores têm que ter, impostos sobre as licenças, de construção, sobre os certificados de habitabilidade, eficiência energética,  etc. etc. ... Enfim... Assistimos a um aumento exponencial da falta de sensatez dos políticos que é, no mínimo, assustadora!

Há já muito que digo (em jeito de brincadeira, é claro!) que, qualquer dia, pagaremos pelo ar que respiramos... Já faltou mais! Constatando os permanentes "assaltos" que fazem ao bolso dos trabalhadores... quem poderá sentir-se seguro neste país???
Qualquer dia, os (des)governantes mandam-nos instalar um autêntico contador de "emissões de CO2" produzidas aquando da expiração humana...
 
— É impossível!!! — dirão, seguramente!!!!
 
Ok. De acordo. Mas a ver a falta de bom senso e a lata com que nos taxam sobre tudo... já nada me estranha que tal como os carros têm uma certificação da emissão de CO2, um dia passaremos todos pelo hospital (ou outro local!) para nos medirem a produção de CO2... Já faltou mais. Agora, já vamos pagar pelo Sol (Lá se foi o dito popular: O Sol quando nasce é para todos..:!). Agora, é para as Câmaras Municipais...! A brincar a brincar... Até aqui, dizia-se, sorte de quem nasce com o "dito cujo" para o Sol!!! Agora, com a nova lei do IMI, sorte de quem nasce (tem casa) com o "dito cujo" para a Lua..:! É que, para a Lua, pagará menos IMI...!!! Isto porque, por decreto deste (des)governo, o Sol passou a ser propriedade... das Autarquias!!!
E se o teu vizinho, proprietário da mata que fica por diante de tua casa, se lembra de derrubar os eucaliptos... já pagarás mais porque passas a ver... a mata mais distante, os eucaliptos do concelho vizinho, as pedras da montanha lá longe no horizonte... ou até mesmo, com um binóculo, quizas possas ver o mar...!
Já imagino o avaliador da câmara a taxar as vistas para o mar:
— Bom... Como daqui tem vista para o mar... vai ter um aumento do IMI...
— Qual mar...? Estamos a mais de 15 kms da praia...! Como é que o senhor vê o mar?
— Com isto! — diz o avaliador, mostrando-lhe o binóculo que traz na algibeira!!! Com isto, pode ver-se o mar e a praia...
— Ah... mas eu não tenho binóculos... nem vou andar com eles na algibeira para ver o mar! — dirá o dono do apartamento!
— Pois, é problema seu... Compre um! — dirá o avaliador! — E como anda com os óculos, também pode andar com binóculos no bolso! O mar está à sua disposição a partir de sua casa! Se não o usa... é problema seu!
 
Ao proprietário não lhe resta alternativa senão "pagar e não bufar!"... Ou então, mandar plantar eucaliptos diante de casa que lhes tapem a vista para o mar!!!!
 
Deixo-vos uma pergunta que me está a intrigar e que seria interessante saber a opinião dos iluminados...
Qual é o mais luxuoso: uma casa com vista para o crepúsculo ao nascer-do-Sol... ou uma casa com vista para o crepúsculo ao pôr-do-Sol?
Não há problema... Os avalidores decidirão...! Depois da edição do concruso "Factor X", este governo acaba de lançar a oportunidade para entrar em acção o "Factor C".
 
Quem ainda fica surpreendido com estes políticos? Eu...? Não! A mim não me apanham de surpresa... E deixo um exemplo: há anos que se fala das vantagens das energias renováveis e se incentiva cidadãos a apostar investido em painéis solares... ora, enquanto não vivermos num país a sério... recusar-me-ei a embarcar no engodo dos incentivos governamentais. São iscos em jeito de incentivos que os nossos (des)governantes lançam a ver quem "morde"... Assim, num país como este (sem rei nem roque, governado pela incerteza e pela arbitrariedade ditatorial de quem comando os destinos do país, com o apoio de maiorias de esquerda ou de direita, de um ou de múltiplos partidos...) que, da noite para o dia ou de um dia para o outro, decide que passamos a pagar taxa por tudo e por nada... recuso-me a instalar qualquer painel solar. Amanhã, despertamos e temos os impostos a subir por termos em cima do telhado um, dois ou três painéis solares... Como fizeram com as piscinas...! Por isso houve quem mandasse soterrar piscinas para não pagar mais IMI. Um cidadão paga o terreno, paga impostos dos materiais da piscina, pagam impostos na água que enche a piscina (ou na energia para retirar a água do poço...), impostos na mão-de-obra para fazer a piscina... e depois, pagava mais IMI por ter piscina, ainda que a não usasse.
O pior é ter sido a esquerda a fazer-nos pagar por um "serviço" que é propriedade dos donos do Universo (o Sol) e do Planeta Terra (a natureza). Ou seja, com a nova lei do IMI, para além de pagarmos os serviços prestados pelas Autarquias (água, recolha de lixo, etc...) nos proporcionam como fica instituído que passamos a pagar por "serviços" que não são prestados nem pelo Estado nem por ninguém: são um recurso da natureza... Não foi a autarquia que me proporcionou a vista para o mar... ou o sol que a casa recebe. O cidadão já pagou aquando da compra pelo sítio onde decidiu construir a sua casa ou onde comprou o seu apartamento. Bolas! Pagar pelo Sol que a casa pode receber ou pela paisagem que permite avistar (muitas vezes são as autarquias que destroem os direitos de quem já tinha a sua casa, permitindo contruir mamarrachos diante de vivendas, dentro do perímetro urbano), é um ABSURDO!
 
"Ufff...!!!" digo eu. Ainda bem que não se lembraram de taxar o IMI pelo número de estrelas que podes contemplar a partir da tua janela...! Ou terias de assaltar bancos para pagar o IMI...
 
O socialista José Sócrates dizia que a sua primeira legislatura tinha sido a "Tempestade Perfeita". O socialista António Costa, com o apoio das esquerdas, ficará como a legislatura dos "Donos do Sol"! Ele há impostos que só são democráticos quando são impostos (leia-se, partem da iniciativa) da esquerda... Impostos que asfixiam o trabalhador, se vêm da esquerda, são democráticos. Se vêm da direita, são fascistas!!! Por isso estou convicto de que pouco importa se os políticos são de esquerda ou de direita (dicotomia da qual me excluo!). Há boas e más medidas tomadas por políticos dos dois quadrantes. Por isso, creio que faz mais sentido falar do nível das medidas levadas a cabo por quem nos governa. E neste âmbito, encontraremos (à direita, à esquerda e ao centro) medidas (e governantes!) de baixo nível, de nível médio e de alto nível. Apoiarei os últimos.
E as medidas fascistas podem ter todas as lateralidades. O fascismo não tem uma lateralidade única! Ele é tanto de esquerda, como de centro ou de direita. E manifesta-se sempre que o povo é oprimido, obrigado a apertado o cinto ou a fechar a boca, a tragar pensamentos, enquanto os governantes engordam à custa do Orçamento do Estado.
Quando um governo (que se diz de esquerda..:!!!!) se comporta como se fosse proprietário do Sol... que se cuidem os cidadãos! Em breve, será proprietário das restantes Estrelas, dos Planetas... e, quem sabe, dos cometas ou até... das nuvens ou da chuva...! Ah... Sim, das nuvens! O problema é que, embora façam mais falta no Alentejo que governantes em Lisboa, as chuvas só poderiam ser medidas se se instalassem pluviómetros nos telhados das casas...!
Não há dúvida que Portugal continua em crise e numa crise profunda... Crise de bom senso nos governantes. Continuamos a ter de importar muito do que consumimos... Mas, a julgar pelas ideias luminosas, não precisaremos de importar idiotas!
 
publicado por J.Ferreira às 13:19

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