Quinta-feira, 11 de Agosto de 2016

O Milagre das Escolas Privadas

Quando quero peixe de mar... tenho de pagar!

 

Assunção Cristas disse que a Escola Privada "não custa mais para o Estado" (...)??? Como? Quem me vai fazer crer que na minha escola, com mais de 120 alunos, os 5 docentes e apenas 2 auxiliares, o somatório dos gastos (energia, papel higiénico, detergentes, ...) custam ao Estado 5 vezes 80.500 euros (que é o que dão aos privados por cada turma...)???

O Ensino Privado proliferou ao mesmo tempo que no país, as empresas de produção de bens foram falindo... Porquê??? Porque, com esta *PIPA de MASSA" que se paga aos privados (80.500 € / Turma / Ano) multiplicada pelo número de turmas da escola (a minha receberia 402.500 € por ano!) os Privados têm na Educação a nova GALINHA dos OVOS de OURO... Note-se que o que recebe a maioria dos docentes está longe dos 25.000 euros / ano... e a maioria dos auxiliares (agora assistentes operacionais) está longe de receber 700 euros.

Quando o Estado atribuir a autonomia financeira às escolas públicas, para que possam gastar o mesmo que atribuem aos privados, em menos de meia dúzia de anos na minha escola poderíamos construir recreios cobertos, anfiteatros,... e até piscina! Como assim não é, temos umas instalações inadequadas a um sistema de ensino eficaz para que seja comparado com os recursos de que dispõem os privados!!! Já sabemos que as há bem piores por esse país abaixo...! Já sabemos, E que em África os alunos escrevem no chão... também sabemos,.. Mas a Escola Pública é sistematicamente comparada com a Privada e não com a África!!

E não me venham com essa treta de que fizeram os cálculos de custos da educação... com essa "lama para os olhos" que se chama "média de gastos por turma"... Os (des)governantes de Portugal esbanjaram dinheiro em aspectos supérfluos do ponto de vista educativo e oneraram os contribuintes por uma má (péssima!) gestão da coisa pública. Esbanjaram dinheiros públicos que foram iputadoas á educação... Qual o objetivo? Desconhece-se. mas que o resultado foi um "enorme investimento" (assim lhe chamaram!) em Educação, mas que de facto, muito pouco se fez pela educação senão mudar, trocar, (re)definir, (re)mudar, (re)construir e destruir os programas das disciplinas... Essas foram as reformas que tiveram impacto na Educação. O resto foi esbanjar dinheiros...

Em Portugal temos escolas públicas de luxo e de lixo... Numas escolas têm tudo (quadros digitais nas salas de aula, computadores portáteis para os alunos, bibliotecas, salas de jogos, cantina, pavilhão desportivo, ... ).; noutras nada.

E dizem que foram feitos os cálculos e descobriram o custo médio por turma...!? Que cálculos? Que foi englobado nesses valores? Quem os fez? Os mesmos que afundaram o país, os mesmos que se enganam sistematicamente nas contas e conduziram o país à ruína que todos sentimos na pele?

Onde é que uma turma custa 80.500 euros?

Ah, claro!!!... Englobam os valores gastos na requalificação (esbanjadora dos dinheiros públicos) de algumas escolas com candeeiros de 2000 euros e torneiras de 500 €?

Pois bem... Para umas escolas públicas terem candeeiros Siza Vieira e torneiras de 500 € (da marca Ferrari, quizas?!) terem estes luxos, outras nem recreio coberto têm, ainda que situadas em zonas do país em que a maior parte do tempo chove que se farta!!!

Todos bem sabemos quanto custa o peixe de qualidade, pescado em alto mar... E bem vemos que o peixe dos viveiros continua a vender-se bem porque, para muitos, a carteira não chega ao peixe de mar!!!!

Todos os portugueses têm, constitucionalmente, os mesmos direitos...

Enfim... Se querem manter ajudas ao Ensino Privado, calculem o valor a atribuir pela média do dinheiro público que o Estado gasta nas 10 escolas com menos recursos do país... Assim, sim. Assim, se verá se os privados conseguem fazer milagres educativos, sem onerar os pais dos alunos que frequentam essas escolas!

E, como os Privados são capazes de fazer "milagres educativos", Sim... Como ainda há quem se arrogue de dizer que têm "melhor qualidade"...

Depois, veremos se os privados (tal como em grande parte dos estabelecimentos públicos!) fazem omeletas sem ovos!

Se não são capazes do tal Milagre Educativo (de fazer omeletas sem ovos!!!)... pois, que sejam os utentes a pagar os ovos..:!!!

Eu, se quero peixe de mar... também o tenho de pagar!

publicado por J.Ferreira às 19:25

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Terça-feira, 2 de Agosto de 2016

Os Donos do Sol

Afinal... O que se vê na imagem? Será "nascer-do-Sol" ou o "pôr-do-Sol" ?

 donos_do_sol_01.jpg

Portugal tem tido como (des)governantes uma série de políticos que se dedicam a tomar por seus o que é dos terráqueos. Já não basta obrigar a pagar IMI para poder dormir debaixo de um tecto... Agora, até pagarás pelo Sol que podes ver ou pela paisagem de que podes desfrutar a partir da casa que compraste com o dinheiro que aforraste depois do Estado ter retirado o imposto sobre o teu rendimento. Não contente, O Estado volta a cobrar impostos sobre o dinheiro que te resta obrigando-te a pagar impostos sobre o terreno onde da casa é erguida, impostos sobre os materiais que compraste, impostos sobre a mão-de-obra ds trabalhadores que a construíram, impostos sobre o seguro que esses trabalhadores têm que ter, impostos sobre as licenças, de construção, sobre os certificados de habitabilidade, eficiência energética,  etc. etc. ... Enfim... Assistimos a um aumento exponencial da falta de sensatez dos políticos que é, no mínimo, assustadora!

Há já muito que digo (em jeito de brincadeira, é claro!) que, qualquer dia, pagaremos pelo ar que respiramos... Já faltou mais! Constatando os permanentes "assaltos" que fazem ao bolso dos trabalhadores... quem poderá sentir-se seguro neste país???
Qualquer dia, os (des)governantes mandam-nos instalar um autêntico contador de "emissões de CO2" produzidas aquando da expiração humana...
 
— É impossível!!! — dirão, seguramente!!!!
 
Ok. De acordo. Mas a ver a falta de bom senso e a lata com que nos taxam sobre tudo... já nada me estranha que tal como os carros têm uma certificação da emissão de CO2, um dia passaremos todos pelo hospital (ou outro local!) para nos medirem a produção de CO2... Já faltou mais. Agora, já vamos pagar pelo Sol (Lá se foi o dito popular: O Sol quando nasce é para todos..:!). Agora, é para as Câmaras Municipais...! A brincar a brincar... Até aqui, dizia-se, sorte de quem nasce com o "dito cujo" para o Sol!!! Agora, com a nova lei do IMI, sorte de quem nasce (tem casa) com o "dito cujo" para a Lua..:! É que, para a Lua, pagará menos IMI...!!! Isto porque, por decreto deste (des)governo, o Sol passou a ser propriedade... das Autarquias!!!
E se o teu vizinho, proprietário da mata que fica por diante de tua casa, se lembra de derrubar os eucaliptos... já pagarás mais porque passas a ver... a mata mais distante, os eucaliptos do concelho vizinho, as pedras da montanha lá longe no horizonte... ou até mesmo, com um binóculo, quizas possas ver o mar...!
Já imagino o avaliador da câmara a taxar as vistas para o mar:
— Bom... Como daqui tem vista para o mar... vai ter um aumento do IMI...
— Qual mar...? Estamos a mais de 15 kms da praia...! Como é que o senhor vê o mar?
— Com isto! — diz o avaliador, mostrando-lhe o binóculo que traz na algibeira!!! Com isto, pode ver-se o mar e a praia...
— Ah... mas eu não tenho binóculos... nem vou andar com eles na algibeira para ver o mar! — dirá o dono do apartamento!
— Pois, é problema seu... Compre um! — dirá o avaliador! — E como anda com os óculos, também pode andar com binóculos no bolso! O mar está à sua disposição a partir de sua casa! Se não o usa... é problema seu!
 
Ao proprietário não lhe resta alternativa senão "pagar e não bufar!"... Ou então, mandar plantar eucaliptos diante de casa que lhes tapem a vista para o mar!!!!
 
Deixo-vos uma pergunta que me está a intrigar e que seria interessante saber a opinião dos iluminados...
Qual é o mais luxuoso: uma casa com vista para o crepúsculo ao nascer-do-Sol... ou uma casa com vista para o crepúsculo ao pôr-do-Sol?
Não há problema... Os avalidores decidirão...! Depois da edição do concruso "Factor X", este governo acaba de lançar a oportunidade para entrar em acção o "Factor C".
 
Quem ainda fica surpreendido com estes políticos? Eu...? Não! A mim não me apanham de surpresa... E deixo um exemplo: há anos que se fala das vantagens das energias renováveis e se incentiva cidadãos a apostar investido em painéis solares... ora, enquanto não vivermos num país a sério... recusar-me-ei a embarcar no engodo dos incentivos governamentais. São iscos em jeito de incentivos que os nossos (des)governantes lançam a ver quem "morde"... Assim, num país como este (sem rei nem roque, governado pela incerteza e pela arbitrariedade ditatorial de quem comando os destinos do país, com o apoio de maiorias de esquerda ou de direita, de um ou de múltiplos partidos...) que, da noite para o dia ou de um dia para o outro, decide que passamos a pagar taxa por tudo e por nada... recuso-me a instalar qualquer painel solar. Amanhã, despertamos e temos os impostos a subir por termos em cima do telhado um, dois ou três painéis solares... Como fizeram com as piscinas...! Por isso houve quem mandasse soterrar piscinas para não pagar mais IMI. Um cidadão paga o terreno, paga impostos dos materiais da piscina, pagam impostos na água que enche a piscina (ou na energia para retirar a água do poço...), impostos na mão-de-obra para fazer a piscina... e depois, pagava mais IMI por ter piscina, ainda que a não usasse.
O pior é ter sido a esquerda a fazer-nos pagar por um "serviço" que é propriedade dos donos do Universo (o Sol) e do Planeta Terra (a natureza). Ou seja, com a nova lei do IMI, para além de pagarmos os serviços prestados pelas Autarquias (água, recolha de lixo, etc...) nos proporcionam como fica instituído que passamos a pagar por "serviços" que não são prestados nem pelo Estado nem por ninguém: são um recurso da natureza... Não foi a autarquia que me proporcionou a vista para o mar... ou o sol que a casa recebe. O cidadão já pagou aquando da compra pelo sítio onde decidiu construir a sua casa ou onde comprou o seu apartamento. Bolas! Pagar pelo Sol que a casa pode receber ou pela paisagem que permite avistar (muitas vezes são as autarquias que destroem os direitos de quem já tinha a sua casa, permitindo contruir mamarrachos diante de vivendas, dentro do perímetro urbano), é um ABSURDO!
 
"Ufff...!!!" digo eu. Ainda bem que não se lembraram de taxar o IMI pelo número de estrelas que podes contemplar a partir da tua janela...! Ou terias de assaltar bancos para pagar o IMI...
 
O socialista José Sócrates dizia que a sua primeira legislatura tinha sido a "Tempestade Perfeita". O socialista António Costa, com o apoio das esquerdas, ficará como a legislatura dos "Donos do Sol"! Ele há impostos que só são democráticos quando são impostos (leia-se, partem da iniciativa) da esquerda... Impostos que asfixiam o trabalhador, se vêm da esquerda, são democráticos. Se vêm da direita, são fascistas!!! Por isso estou convicto de que pouco importa se os políticos são de esquerda ou de direita (dicotomia da qual me excluo!). Há boas e más medidas tomadas por políticos dos dois quadrantes. Por isso, creio que faz mais sentido falar do nível das medidas levadas a cabo por quem nos governa. E neste âmbito, encontraremos (à direita, à esquerda e ao centro) medidas (e governantes!) de baixo nível, de nível médio e de alto nível. Apoiarei os últimos.
E as medidas fascistas podem ter todas as lateralidades. O fascismo não tem uma lateralidade única! Ele é tanto de esquerda, como de centro ou de direita. E manifesta-se sempre que o povo é oprimido, obrigado a apertado o cinto ou a fechar a boca, a tragar pensamentos, enquanto os governantes engordam à custa do Orçamento do Estado.
Quando um governo (que se diz de esquerda..:!!!!) se comporta como se fosse proprietário do Sol... que se cuidem os cidadãos! Em breve, será proprietário das restantes Estrelas, dos Planetas... e, quem sabe, dos cometas ou até... das nuvens ou da chuva...! Ah... Sim, das nuvens! O problema é que, embora façam mais falta no Alentejo que governantes em Lisboa, as chuvas só poderiam ser medidas se se instalassem pluviómetros nos telhados das casas...!
Não há dúvida que Portugal continua em crise e numa crise profunda... Crise de bom senso nos governantes. Continuamos a ter de importar muito do que consumimos... Mas, a julgar pelas ideias luminosas, não precisaremos de importar idiotas!
 
publicado por J.Ferreira às 13:19

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Sexta-feira, 15 de Julho de 2016

Políticos Vivem Acima das Possibilidades do País

Uma análise que faz arrepiar... À parte Jorge Coleho (com discordâncias que possam existir quanto a este personagem!)... todos aceitam receber as subvenções?

 

O governo de esquerda decidiu e está decidido. Os contribuintes têm de pagar “subsídios” aos ex políticos e com retroactivos.
Decisão tem impacto orçamental na casa dos 10 milhões de euros e permitirá aos beneficiários receber retroativamente o que perderam
A decisão do Tribunal Constitucional (TC), por imposição dos partidos de esquerda que reverte a suspensão do pagamento das subvenções a ex-políticos com rendimentos superiores a 2000 euros, suspensão feita pelo anterior governo. tem por base um mistério: quem foram os autores desse pedido de fiscalização?
Foram os partidos de esquerda que pediram a fiscalização. O acórdão refere que “um grupo de deputados do PS, do BE e do PCP” ao Parlamento requereu a apreciação do artigo 80º do Orçamento de Estado de 2015. Sem no entanto referir os nomes desses mesmos deputados. Esta norma tornou o pagamento das subvenções vitalícias a ex-titulares de cargos políticos dependente da condição de recursos – que abrangia os agregado familiar dos beneficiários e não só os rendimentos destes.
Os autores do requerimento diziam estar em causa “os princípios constitucionais da proporcionalidade e da protecção da confiança e o princípio da igualdade”.
O TC, sublinhando que a decisão mantém a extinção do pagamento das subvenções aprovada em 2005 (mas garantindo o seu pagamento a quem já beneficiava ou tinha condições para o efeito), lembrou que elas visavam recompensar a dedicação à causa pública. O problema é que foram transformadas “em prestações de cariz assistencial, simplesmente destinadas a fazer face a situações de carência” e até um limite de 2000 euros para o conjunto do agregado familiar.
“A subvenção mensal vitalícia perde a sua natureza de benefício”, decorrente “dos serviços prestados ao país”, passando a revestir a “natureza de prestação não contributiva comum, visando, como as outras, tão-somente evitar que os seus beneficiários sofram uma situação de carência económica”, assinalou o TC.
Esses complementos de reforma “foram assumidos pelas empresas enquanto processo de desvinculação” dos trabalhadores e “era uma recompensa por rescindirem o contrato” de trabalho, assinalou o deputado, registando ainda que o pedido ao TC “foi feito no segredo dos deuses”, argumentou Pedro Filipe Soares.

A norma agora declarada inconstitucional surgiu no Orçamento do Estado para 2014, levando à suspensão do pagamento das subvenções vitalícias a ex-titulares de cargos políticos cujo rendimento do agregado familiar fosse superior a 2 mil euros. O orçamento para 2015 tornou esse pagamento “dependente de condição de recursos”, suspendendo-o caso o beneficiário tivesse um rendimento mensal médio (excluindo a subvenção) superior aos 2000 euros.
Segundo a Caixa Geral de Aposentações, em 2014 havia 341 beneficiários a receber subvenções vitalícias e que correspondiam a cerca de 10 milhões de euros.
As subvenções vitalícias foram criadas em 1985 e delas beneficiavam figuras como Ângelo Correia, Bagão Félix ou Zita Seabra, com quem o DN tentou falar sem sucesso. Jorge Coelho, que prescindiu dela, escusou-se a fazer quaisquer comentários.

 

publicado por J.Ferreira às 18:00

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Segunda-feira, 4 de Julho de 2016

Direito à Habitação versus Justiça do IMI

Qualquer cidadão que é vítima das contingências da vida pelas quais não é responsável (como é o caso da falta de trabalho provocada pela incompetência de políticos que, com a aprovação de leis danosas para o erário público afundam o país !) deveria ter o direito de resistir ao pagamento de impostos que não tem quaisquer condição efectiva de pagar. O direito à habitação não pode ser negado com impostos sobre um bem que é garantido constitucionalmente e que, de facto, ainda não é pertença do cidadão que pediu empréstimo a um banco para pagar essa mesma (e única) casa... Diferente deveria ser quando os impostos pela habitação fossem devidos por uma casa cuja propriedade fora destinada a uso de terceiros, isto é, para dar de arrendamento, e como tal, com fins lucrativos desde que da mesma estivesse a cobrar o dito arrendamento. Sim... Desde que estivesse a cobrar o dito arrendamento, correspondendo-lhe o pagamento ao Estado correspondente a uma décima parte do valor cobrado anualmente pelo arrendamento. Só com uma lei justa se poderia calcular o imposto anual do imóvel.

Quem possui uma única casa (que, obviamente, tem que ser paga com o dinheiro ganho legitimamente e como tal desse mesmo dinheiro já foi pago o devido imposto!) nada deveria pagar. E assim, se um proprietário pretende alugar a sua casa por um valor mais elevado (e especular com as rendas!) seria também obrigado a pagar ao Estado uma quota anual mais elevada pelo que, todos ganhariam com a veracidade dos documentos envolvidos no arrendamento: o cidadão e o Estado.

Desta forma, calculado o valor mínimo para o arrendamento de um prédio ou fracção (que não corresponde a primeira casa do cidadão) seria o valor de uma mensalidade de renda que o proprietário anualmente pelo que um proprietário poderia continuar a recusar-se a arrendar um segundo imóvel mas teria, nessa situação, de pagar como se a tivesse arrendada.
Haveria obviamente que considerar a situação de não aparecer inquilino para arrendar o prédio. Para tal, bastaria que proprietário colocasse publicamente a casa disponível para arrendamento (e não poderia recusar-se a arrendar pelo valor estipulado para pagamento de renda mensal, a qual corresponderia, obviamente, ao valor do imposto anual...!). Neste caso, seria a autarquia quem atestaria que não apareceu nenhum inquilino para a arrendar e como tal, ficaria isento do pagamento de IMI. O que não é legítimo é calcular o valor do IMI por cálculos baseados em critérios que não correspondem ao valor da coisa... Da mesma forma, não se pode aceitar quer um proprietário seja obrigado a conseguir encontrar arrendatário para os seus bens..

Depois… depois vem a incoerência. Pagamos IMI por um imóvel que não pode ser removido, que deu lucro ao país (governo) com o trabalho e os impostos dos trabalhadores que o construíram, com o IVA sobre os materiais de construção... mas não pagamos IMI por uma jóia ou um FERRARI cujo preço pode muito bem ir para além de 3 ou 4 casas...
Que justiça existe no IMI? Não pagamos nós os serviços camarários (ou não) de água, saneamento, energia, transportes... etc..?? Que é isto senão uma forma de SANGUESSUGAR os cidadãos para garantir chorudos salários a políticos que vivem á custa do suor dos trabalhadores?

publicado por J.Ferreira às 20:31

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Trabalho dos Docentes Não Tem Limites

Hoje apenas vou publicar uma notícia publicada hoje no jornal O PÚBLICO em que é analisado o Parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE) a respeito do que se tem transformado a atividade docente, com as medidas implementadas pelos últimos (des)governos ao transferirem as competências para os Agrupamentos.

O Conselho Nacional de Educação (CNE) defendeu, nesta quinta-feira, que para garantir o sucesso escolar dos alunos é necessário “recentrar a missão docente no essencial ou seja, no processo de ensino/aprendizagem”, em vez de se sobrecarregar os docentes, cada vez mais, com outras tarefas que nada têm a ver com aquele que deve ser o exercício da sua profissão.

“Torna-se evidente que a condição docente não se compagina com a multiplicidade de tarefas que lhe são presentemente atribuídas, antes exige que beneficie de condições de trabalho e de aperfeiçoamento, permitindo-lhe cumprir melhor a sua missão e adaptar-se de forma contínua às novas situações”, escreve o CNE.

Entre estas tarefas que actualmente desviam os professores da sua “missão essencial”, figuram “a sobrecarga de reuniões e de múltiplas tarefas de natureza burocrática”, como por exemplo o preenchimento de aplicações instaladas em plataformas electrónicas, que “poderiam ser desenvolvidas por assistentes técnicos”, destaca o CNE num parecer sobre a condição docente.

Segundo o CNE, recentrar a missão docente no processo de ensino/aprendizagem exigirá também que se defina “com clareza, as funções e as actividades que são de natureza lectiva e as que são de outra natureza, substituindo os normativos vigentes sobre esta matéria por um diploma claro, conciso e completo”. "O estatuto dos professores já vai na 15.ª revisão", exemplificou, em declarações à Lusa a conselheira Conceição Ramos, que foi a relatora deste parecer, lembrando que estas mudanças “afectam o que faz o professor”.

O CNE, que é um órgão consultivo do Parlamento e do Governo, alerta que “nos últimos anos, as condições de trabalho dos docentes nas escolas têm vindo a tornar-se mais difíceis”, o que contribui para que se registem “processos de stress e burnout [exaustão] ”. Para o agravamento das condições de trabalho dos docentes têm pesado a existência de salas de aulas  “que não respeitam a norma que limita a dois por turma os alunos com necessidades educativas especiais e o número elevado de turmas, alunos e níveis atribuídos a muitos docentes, designadamente os quem leccionam disciplinas com cargas horárias mínimas”.

Por outro lado, refere o CNE, “não deve ser esquecida a realidade gerada pelos agrupamentos que, amiúde, deu lugar a deslocações de professores entre escolas que, em alguns casos, distam dezenas de quilómetros entre si”. O conselho destaca também a “degradação da vida familiar e social dos alunos, que hoje está muito associada a situações de desemprego e empobrecimento”, que têm contribuído “para gerar um clima de conflitualidade na escola”.

O Conselho Nacional de Educação lembra neste parecer algumas das características do “perfil demográfico” actual  do universo dos docentes, nomeadamente o seu “envelhecimento crescente e constante” e o “desequilíbrio quanto ao género em todos os níveis de ensino, sendo o corpo docente maioritariamente feminino”.

 

publicado por J.Ferreira às 20:19

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Quinta-feira, 5 de Maio de 2016

Do Sonho Prometido à Vida de Pesadelo



Como Portugal chegou onde chegou??? Simples. É que as Não-Promessas dos Socialistas são para cumprir!

 

Recuemos no tempo. Quando Portugal começou a afundar-se, os SOCIALISTAS estavam no poder. Mas, hoje, lavam as mãos como Pilatos e não aceitam nenhuma culpa! E se a têm, está encontrado o "bode expiatório". E se não é o Cavaco... são os FACTORES EXTERNOS!!

Vejamos, pois, alguns exemplos que demonstram como com alguns exageros.

E porque "grão a grão, se cria o um alçapão", vejamos apenas alguns exemplos de "pequenos grandes erros" que se cometeram:



Quando José Sócrates julgava que iria criar uma geração de "excelentes", julgando conseguir tal objetivo simplesmente forçando e submetendo tudo a uma avaliação horribilista (porque castradora e sem qualquer sem qualquer critério que a permita aproximar da justiça!) e se gastam milhões num processo faraónico que em nada contribui para a resolução dos problemas do país: apenas fornece mão de obra mais qualificada para ser usada (a custo zero!) pelos países de acolhimento dos nossos emigrantes; quando se pensa que se vai fazer uma revolução tecnológica e em vez de equipar escolas se começa a oferecer computadorzinhos (os Magalhães) a quase todos os alunos (dos quais, hoje, quase nem vestígios...!); quando se gastam milhões para reformular apenas algumas escolas e se malgastam milhões (lembram-se da polémica Parque Escolar?) em que se colocam candeeiros (de Siza Vieira!!!) a preços descumunais (mais de 2000 euros!!!) para ficarem apagados (porque não há dinheiro para a energia!) ou com ar condicionado (que tem de ficar desligado, também porque não há dinheiro para a energia)!!!; quando o dinheiro voa para Off-shores e/ou para bancos e contas estranhas em países que todos conhecemos (sabe-se lá de onde veio nem como se ganhou!!)... isso, é para os socialistas, culpa de factores externos!!!

Mas que estranho: afinal o que se passa? A Alemanha, a Suécia, o Luxemburgo, são de outro planeta? Não tiveram "factores externos"? Ah... Claro. Já sei: Só nós e alguns outros países do sul (des)governados por socialistas! (curioso!!!. Que coincidência!!!) é que tivemos azar com os "factores externos". talvez seja porque.... enfim... foi nesse ano que perdemos a Angola e o Brasil, e Moçambique e lá se nos foi a fonte de receitas e de riqueza do nosso país? Será mesmo??? Não foi isso que aprendi na História!!!



Os socialisats de Sócrates prometeram a concretização de sonhos. Portugal era o país do "Sonho Prometido" quando o que estava em curso era um guião de "Vida de Pesadelo". Mas ele tinha avisado. Tantas e tantas vezes... que iria FAZER DE PORTUGAL UM PAÍS MAIS POBRE.... E essa sim, enquando o povo parecia estar a dormir, essa... Sócrates fez questão de a cumprir !

 



publicado por J.Ferreira às 01:21

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Domingo, 1 de Maio de 2016

Educação em Transição para o Século XXI

Ao ler uma notícia do Expresso, decidi manifestar a minha indignação pela leviandade com que se afirmam determinadas posições. Vem a propósito de um tal senhor, responsável pelo PISA da OCDE.

Em vez de conter mais um disparate que iliba os políticos e (des)governantes que conduziram as escolas a este status quo, o prelector afirma que "o método de ensino nas escolas portuguesas tem de evoluir para se adaptar às novas exigências(...)".

Uma intervenção séria deste senhor seria se dissesse: “Os sucessivos (des)governos de Portugal ainda não conseguiram transformar as escolas do século XX em Escolas do Século XXI.

É incrível a força do que se pode dizer do alto do cadeirão de um qualquer gabinete… mas o terreno, esse é outra loiça. Estes senhores, em vez de se concentrarem em atacar a incompetência dos governantes, não se cansam de atentar contra o profissionalismo dos professores.

Os pais portugueses, com o mesmo nível de rendimento, pagam (se não fugirem aio fisco) o mesmo níerl de imposto. Porém, a realidade portuguesa, quando toca a recursos para os alunos (filhos dos portugueses que são taxados por igual nos impostos) o que é que constatamos? Simples, UMAS ESCOLAS TÊM TUDO… e “OUTRAS TAMBÉM… NÃO”! Assim:

Umas escolas têm quadros interativos para os alunos … “OUTRAS, TAMBÉM NÃO”!

Umas têm computadores e tinteiros… “OUTRAS, TAMBÉM NÃO”!

Umas têm fotocopiadoras a cores … “OUTRAS, TAMBÉM NÃO”!

Umas têm espaços de lazer e recreio … “OUTRAS, TAMBÉM NÃO"!

Umas têm bibliotecas e jogos didáticos… “OUTRAS, TAMBÉM NÃO”!

Enfim… Uma lista enorme que não interesse ir mais além no lamento. Isto demosnstra que, sem uma verdadeira autonomia, sem a adequada autonomia fincanceira nenhum Projeto Educativo terá consistência porque será impossíveld e concretizar…

A educação não se compadece com rupturas… necessita, tal como o conhecimento, de uma certa inovação na continuidade do que se considere fundamental, estruturante… Porém, assitimos há uns anos a esta parte, à implementação de medidas emanadas do Ministériod a Educação que são de aplicação forçada e que em nada contribuem para a necessária estabilidade do sistema Educativo.

Há anos escrevia que, para os responsáveis portugueses (responsáveis pela (des)governação da educação e contrariamente ao estipulado pelos princípios da Matemática) a distância mais curta entre dois pontos seria uma linha quebrada, ou seja, uma linha poligonal aberta, traçada em forma de ziguezague e não um segmento de recta.

Ora, com timoneiros que optam pela “navegação à bolina”, continuamos a traçar o caminho da educação ora para um lado, ora para o outro, conforme a tendêncai (ou as ideias, que nem me ateevo a classificar) dos Ministros que gostamd e deixar as suas amrcas no Ministério.

É assim que, em função das ideias dos “donos do navio da educação” (leia-se, dos timoneiros governamentais) conduzem o cruzeiro… Da mesma forma que os donos do Titanic obrigaram o capitão a acelerar… os profissionais que trabalham no terreno e têm experiêcnia, esses, são colocados de lado. Apenas se ouvem os técnicos de gabinete… E o destino do Titanic,… todos sabemos, não é vaerdade? Pois bem. Continuem a dar importân cia aos que mandam… aos que são os donos do navio e veremos o que vai a Educação!

Nós, os que estamos no terreno, os que vivemos com a realidade da falta de tudo (ou quase tudo, os que nem uma fotocopiadora a preto e branco temos, que fazemos mais de 50 fotocópias (que se enroscam numa fotocopiadora terceiromundista, que empanca a toda a hora, que deixa os textos do papel ilegíveis e amarrotados, nós que perdemos 1 hora do nosso tempo pessoal (umas vezes ao fim do dia e outras durante o período do almoço) para apenas conseguir fazer 26 fotocópias (uma para cada aluno!)… Nós, os que leccionamos numa escola com 5 salas de aula mas que apenas uma (a do 4º ano) possui quadro digital interactivo… (e que, diga-se, no ano transacto esteve quase todo o ano avariado e sem ser reparado!)…

É das nossas escolas que dizem que “ainda não fizeram a transição para o sévculo XXI”???

E com muita razão… os professores estão mais do que formados para trabalhar com as tecnocogias… Dêm-lhes a cana e verão como se pesca!!!

Na sala de aula, o único computador existente (velho, lento, e ineficiente…) há mais de um mês que não funciona. Avariou… Alguém quem quer saber de o mandar reparar???!!!

Se disseram “claro que não!”, aAdivinharam.

Ah… não havia dinheiro? Sim??? Mas para comprar os BMW para os senhores do parlamento (que apenas tinham 8 anos!!!!) já houve dinheiro! Sim. Carros da marca do meu (que, ainda por cima é a gasolina, e tem menos durabilidade que um diesel como os do Parlamento!!) ficam “lixo” ao fim de 8 anos!!! Ora, o meu que tem mais de 14 anos, meus caros… Os do parlamento foram todos substituídos… porque foi com dinheiro do contribuinte. Mas para a escola, não há dinheiro!!!! Gastavam mais em reparações que se comprassem um novo!!! Ora, contos da Carochinha e do Pai Natal… Puxa! O meu continua a funcionar e eu nem sou condutor profissional e levo-o ao mecâncio da esquina porque me fica caro reparar na marca… Mas funciona e não gasta o que dizem. Aliás, como o meu avô dizia: “das três, uma”: ou os condutores oficiais são muito maus condutores (e que os substituam); ou o que disseram sobre o gasto em mecânica é mentira; ou alguém andava a mamar com os valores das reparações em reparações!!!

 

Com estas e com outras, a desculpa da falta de dinehiro é só para a Educaçõ… E disseram, há anos atrás que investiram milhões em Educação…? Perdão! Investitram “uma ova”. Investiram, isso sim, uns alrgos milhões na renovação de edifícios (afectos à educaçã, é claro!) mas que em meia dúzia de anos passaram para outrras áreas… porque fecharam, A isto se chama em espanha “despilfarrar” dinheiro público. Mas fizeram-no poque n~ºao tÊm qualquer coordenação entre as políticas a médio prazo. A cada vez que chega um novo Ministro da Educação… muda-se a rota… muda-se o rumo, mas as escolas continuam com os mesmos meios (ou com a ausência deles!).

A sala onde exerço com 26 alunos não tem computador ! E, os cinco docentes, apenas dispõe de um computador com impressora… cujos tinteiros se pagam com as verbas de contributo dos alunos!!! Isto é teceiro mundista. Uma Escola primária, em Espanha, aqui ao lado na Galiza, para apenas e tão só 16 alunos não só tem 2 professores a tempo inteiro como ainda tem outro docente que lá vai exercer mais um dia por semana! E — pasmem! — recebeu este ano mais de 7.500 euros para desgaste…!! E não tem autonomia. Imaginem só se tivessem autonomia!!! Ou melhor, para que querem eles autonomia??? E riem.-se quando digo que as escolas portuguesas têm autonomia ( a que, para não mentir, me sinto forçado a acrescentar: “para gerir o vazio financeiro”!!!)

 

Escolas do século XXI??? Numa escola do Século XXI, os professores deveriam ter nas salsa de aula as tecnologias do século XXI (computadores, e no mínimo, quadros interactivos!) para poderem explicar aos alunos alguns conceitos e não as tecnologias do século XX (quadro e giz) .

Os docentes estão cansados de lutar contra a corrente, e esbarrar sempre com o eterno problema:

As escolas limitam-se a navegar para onde os capitães do nacio mandam... E os donos do Titanic (tal como os governantes do país!) vão contra a vontade, o saber, o conhecimento e a experiência dos verdadeiros timoneiros (os profesores) que no dia a dia enfrentam as tempestades de alto mar (dificuldades com a idiossincrasia das nossas escolas) insitem em levar o barco por rotas que levarão à colisão e ao desastre… Mas, eles nem se preocupam porque têm a vida (o emprego, o futuro) no seguro… (mudam de um para outro poleiro,m na eterna dança das cadeirtas, e nunca são responsabilizados pela porcaria que fazem). Os pobres (os alunos e os professores) é que são o mexilhão que nem aos meios de defesa conseguem chegar (porque não têm acesso aos meios de comunicação social como os governantes) para desmascararem os culpados do desastre educativo. Os pobre não terão lugar porque não há salva-vidas para todos!

 

publicado por J.Ferreira às 11:14

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Sábado, 30 de Abril de 2016

Tempo para Aprender versus Tempo para Avaliar

Hoje decidi lançar "mais uma farpa" para animar a polémica.

Creio que Portugal sofre de uma necessidade extrema (e muito urgente!) de mudar os actores políticos que têm assumido a (des)governação do Ministério da Educação.

Parece que só lá vai parar gente que, como por um acto de magia e vontade, pensa poder, de um momento para o outro, mandar para a prateleira os estádios evolutivos da criança; gente que pensa que, sem mais nem menos, se podem queimar etapas da evolução da criança; gente que pensa que "água mole em pedra dura tanto bate até que fura"; gente que não tem escrúpulos em forçar as estruturas mentais da maioria das crianças fazendo-as sentir incapazes, gerando nelas frustrações que dificilmente serão recuperadas...

Basta pensar na faixa etária das crianças de 2º ano para perceber que o programa de Matemática é um absurdo. Temos crianças que não entendem que o padrinho e o pai são compadres, e que o irmão do pai, sendo padrinho continua a ser tio... têm de entender um conjunto de abstracções de que não tenho espaço aqui para escrever. Deixemos tempo às crianças, aos adolescentes e aos jovens para serem isso mesmo: crianças, adolescentes e jovens. Estes pobres, com políticos obcecados com tanta sabedoria a transmitir, até se esquecem que são crianças que se encontram na fase das operações concretas e que as fracções (1/2; 1/3; 1/4; 1/5, e 1/10, 1/100 e 1/1000 são isso mesmo, abstracções, que não são números que uma coloque numa unidade que está sempre a variar de tamanho, e que saiba que 1/5 de um decímetro são dois centímetros!!! Enfim... Que uma criança de 7 anos possa compreender que o quadrado é um rectângulo, menos mal. Mas que tenha de saber todas as classificações desta figura…. (que o quadrado é um losango, e que também é um papagaio ... é só para gerar naquelas cabecinhas a consciência da sua incapacidade...

As crianças têm, hoje, cada vez menos espaços o jogo. É tudo muito sério desde muito pequeninas... E agora, com os "novos exames" (chamem-lhe provas...!) maior é a sua necessidade de crescer. Ainda estão no tempo de aprender e todos têm ânsia de as avaliar..:! Vive-se a panaceia da avaliação. A psicose de avaliar o que nada serve nem consequência tem. Mas não se avaliam condutores que tiraram a carta há mais de 30 anos! E o código já mudou mas... não se avaliam! Acredita-se nos exames de código (que não são nacionais) e não se acredita nos exames feitos pelo grupo de docentes de um Agrupamento? Basta de desconfiança na qualidade dos serviços prestados pelos docentes. Vivemos na euforia dos exames! Para quê tanta euforia com a avaliação? Para justificar a existência de um Secretário de Estado ou até de um Ministro da Educação?

Deve haver um tempo para tudo. Um tempo para aprender e um tempo para verificar o que se aprendeu. Ora, no segundo ano, quando muitas crianças ainda começaram a ter uma autonomia de aprendizagem querer submeter logo a avaliar é um absurdo! Muito mais quando muitas delas frequentam o 2º ano mas encontram-se, (por culpa exclusiva dos governantes) matriculadas no 2º ano. É que não pode haver reprovações (retenções na linguagem do politicamente correcto!), no primeiro ano de escolaridade, mesmoq eu a criança no final do ano nem uma palavra consiga ler. E vai ser submetida *a prova do 2º ano? por alma de quem? Com que direito se humilha uma criança que vai lá e nad entende?

Dêem tempo às crianças para aprender. Deixem a criança ter tempo para si própria, para fazer os seus progressos com respeito pelo seu ritmo, para aprender por si própria, e para aprender com muitas das suas brincadeiras. Não tenhamos dúvidas: cada vez que se ensina algo a alguém é uma oportunidade a menos para que esse alguém o descubra por si próprio.

Creio que se vive hoje numa ânsia constante e desenfreada de querer tudo ensinar e quanto antes melhor. Ora, com esta pressa para tudo se forçar a aprender, estamos a forçar e a destruir até estruturas nas crianças que jamais serão recuperadas. E criando nas crianças a ideia de que "são incapazes", levando-as a desistir.

Temos de privilegiar a aprendizagem pela descoberta... E não é forçando estruturas que se chega lá. Há um direito à descoberta.

É que há muitas das aprendizagens que só se podem fazer pela própria experiência. Nunca aprendemos com a experiência dos outros. Não aprendemos senão com a nossa experiência!

publicado por J.Ferreira às 00:38

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Quarta-feira, 10 de Fevereiro de 2016

Portugal Hipotecado e Sem Futuro

Os problemas do nosso país... são gravíssimos. Mete-se na cadeia a formiga e deixa-se fugir o elefante.
Medina Carreira refere recordar-se de casos incríveis. Um deles, critica o sucedido em Portugal com os reformados em Portugal: "50.000 reformados (não entregaram o papel porque a lei mudou)... e vão aplicar-lhes uma multa de 150 a 400 euros, a reformados que não entregaram papéis porque não conheciam a lei!!! Estes senhores, conhecem a lei, portam-se como isto...!!!
 

O outro caso de que me estava a lembrar era o de "um homem que foi conduzido a julgamento, algemado por ter roubado duas galinhas"... Num país em que há gente que se apropria do equivalente a aviários inteiros, sem que aconteça nada, é espantoso que um homem que rouba duas galinhas vá algemado para o tribunal. 
Um país nestas condições não tem futuro! Isto é uma imoralidade, provavelmente, só parecida com o das monarquias absolutas.
 

Medidas tresloucadas de um só partido só são possíveis com maioria absoluta.

Maioria absoluta... de um só partido??? Nunca mais!

 

publicado por J.Ferreira às 16:15

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Terça-feira, 8 de Dezembro de 2015

Portugal Melhor do que Esperado no PISA

Para saber ler números não basta olhar para os algarismos que os compõem!

Finalmente, aparece um estudo que, se lerem até ao final, demonstra bem o quanto se pode manipular e exigir resultados. É comos e pudéssemos exigir a um trabalhador de "pá e pica" que abra os alicerces de uma casa com a mesma velocidade de quem tem uma retroescavadora. Por isso, para se afirmar que se sabe ler números, não basta olhar e saber pronunciar a correspondente ordem de cada um dos seus algarismosPor isso especialistas na análise de dados afirmam que, Portugal apresenta um desempenho melhor do que o esperado no PISA.

"Portugal participou em todos os ciclos do PISA (Programme for International Students Assessment), onde, regra geral, foram escolhidos aleatoriamente 40 alunos, com 15 anos, de cada um dos cerca de 250 agrupamentos de escolas selecionados, também estes aleatoriamente. Os resultados do PISA têm como base o desempenho dos alunos na resolução de problemas do dia-a-dia na área da Literacia, da Matemática e das Ciências. 

O ranking dos vários países no PISA, quando é publicado, gera um grande alarido, suscitando sempre, nos meios de comunicação social, vários tipos de análises, ilações, justificações e sugestões, provenientes de inúmeros quadrantes. Os resultados do PISA são um argumento, frequentemente, mencionados sempre que é conveniente, ou necessário, justificar a implementação ou extinção de novas medidas, nomeadamente, por parte das equipas ministeriais ou comentadores.

Face aos padrões de desempenho estabelecidos pela OCDE, ao “retrato” de cada país comparativamente com os restantes, o PISA avalia a eficácia do sistema educativo de cada país. Apesar do PISA dispor de dados que permitem contextualizar e identificar fatores que influenciam o desempenho dos alunos (dados obtidos através da aplicação de inquéritos a alunos, pais e à escola), estes têm um papel bastante diminuto na elaboração dos rankings.

Será justo comparar sistemas de ensino com contextos socioeconómicos tão díspares como por exemplo: a Alemanha, o Perú ou a Indonésia? Qual seria a avaliação/desempenho destes sistemas de ensino quando aplicados em países e alunos com contextos socioeconómico similares? Baseado nos resultados do PISA 2012, é a esta e outras questões que o estudo de dois investigadores, na área da Educação, da Universidade de Oxford, Daniel Caro e Jenny Lenkeit, procura responder. No seu estudo, a avaliação da eficácia de cada sistema de ensino tem em consideração a diferença entre o desempenho real dos alunos, segundo o ranking da OCDE, e o desempenho esperado tendo em conta o seu contexto socioeconómico, das escolas e dos países de que são oriundos. Este estudo apresenta algumas conclusões curiosas:

  1. A Turquia, Tailândia e Indonésia, embora tenham um desempenho abaixo da média nos testes do PISA, têm um sistema de ensino eficaz quando é considerado o contexto socioeconómico.
  2. Os E.U.A, a Suécia e a Noruega apresentem um desempenho superior à média nos testes do PISA no entanto, integram a lista dos países com sistemas educativos menos eficazes, quando é tido em conta o contexto socioeconómico.
  3. Os sistemas de ensino de Hong Kong, da Coreia e de Taipei (China) são considerados muito eficazes: apresentam resultados muito bons, independentemente, de ser considerado, ou não, o contexto socioeconómico na avaliação dos resultados dos testes do PISA.
  4. O México, a Espanha, a Finlândia e a Nova Zelândia apresentam um desempenho esperado quando é tido em conta o contexto socioeconómico, sendo os resultados muito semelhantes quando o mesmo não é considerado.
  5. O Qatar, a Jordânia e a Argentina têm um desempenho abaixo do expectável, considerando o contexto socioeconómico.

Por exemplo, na área da Matemática, em termos absolutos, a Noruega, os EUA e Portugal têm um desempenho muito similar. No entanto, dado o contexto socioeconómico dos três países, a Noruega e os EUA tem um desempenho inferior ao esperado, enquanto Portugal tem um desempenho superior ao esperado.

Ainda, segundo este estudo, o ranking da OCDE sofre grandes alterações ao ser considerado o contexto socioeconómico dos países, por exemplo:

  • A Tailândia, a Turquia e Portugal têm um desempenho muito superior ao esperado;
  • A Noruega, a Suécia, os EUA, Israel, a Grécia, a Jordânia e o Qatar tem um desempenho inferior ao expectável.

Provavelmente, existem outros fatores que poderiam/deveriam ser considerados mas este estudo permite olhar para o PISA sobre outra perspetiva, sem ser em termos tão absolutos! Partilho os resultados deste estudo como contraponto e/ou informação complementar … que vale o que vale, na época em que os estudos sobre todo e qualquer assunto proliferam e onde cada um interpreta os resultados e os números como melhor lhe apraz!"

 

Para ter acesso á notícia integral vá até Qlick Professor.

 

publicado por J.Ferreira às 16:27

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