Domingo, 18 de Dezembro de 2016

António Costa e a Queda dos Rankings

Parece que temos finalmente alguém ao leme do governo que já se deu conta do disparate que são estes Rankings. Estes em nada contribuem para a melhoria da escola. Antes criam revolta, desânimo, atrito, guerrilha de palavras entre o público e o privado e até mesmo, dentro do público, que para nada servem.

Os rankings valem pouco ou quase nada... Finalmente, parece que temos um Primeiro-Ministro com as ideias claras sobre o que valem os rankings...

 
A propósito dos Rankings deste ano, publicaods pela comunicação social, António Costa desafiou os interlocutores da seguinte forma: «Se fizer um inquérito de rua, tem mais pessoas saudáveis fora do que dentro de um hospital, pela simples razão de que, dentro do hospital há mais pessoas doentes», ou seja, « o que é comparável nas classificações são os níveis de qualificação de cada um dos alunos». Não se pode comparar uma coisa com a outra», afirmou o Primeiro-Ministro, António Costa, referindo-se às escolas públicas e privadas, relativamente às classificações dos estabelecimentos de ensino hoje divulgadas.
 
Está tudo bem claro… posso discordar da forma como chegou ao poder. E criticá-la. Pode haver políticos que nos surpreendem pela negativa. António Costa começa a surpreender-me pela positiva. Diria mesmo que começo a ter alguma empatia pelo pensamento deste homem.
 
Diz António Costa: «Sabermos em que escolas se concentram os melhores alunos não é o essencial», disse ainda António Costa, sublinhando: «Essencial é saber quais são escolas que permitem a qualquer criança progredir mais relativamente à bagagem que traziam de casa» e «a missão da escola pública é vencer a desigualdade».
 
O problema é que faz falta muito trabalho dos governos e das autarquias para fazer realidade o que disse o Primeiro-Ministro
 
«Qualquer criança que nasça em Portugal, seja em que família for, seja em que condições socioeconómicas forem, seja em que ponto do país for, tem de dispor das mesmas igualdades de oportunidades». Realçou que não era «fã deste tipo de classificações, porque comparam escolas em meios socioeconómicos muito favorecidos com escolas em meios socioeconómicos não tão favorecidos». Mas deveria ter acrescentado que, para além dos diferentes níveis socioeconómicos de origem, os alunos encontram-se em escolas com recursos tão díspares que dá mesmo vontade de bradar aos céus!
 
O Primeiro-Ministro elogiou o trabalho de excelência da escola pública, afirmando que este só é comparável ao do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Para António Costa, os números mostram que as escolas, e em particular as escolas públicas, têm resultados de excelência naquilo que é a evolução de cada criança entre o momento em que chega à escola e o momento em que sai da escola». E concluiu lembrando que «se trabalha melhor quando há ferramentas melhores, mas o essencial (…) é a qualidade dos recursos humanos, que diariamente trabalham para que as crianças tenham melhores condições para poderem realizar todo o seu potencial».
 

Há muito trabalho a fazer para igualar os recursos e as oportunidades dos alunos nos diferentes estabelecimentos do país. E depois das torneiras e dos candeeiros esbanjando milhares de euros num ou noutro estabelecimento, cremos que é chegada hora de passar a ouvir os directos intervenientes (os professores) antes de realizar qualquer intervenção nas escolas para que se pare esta sangria de dinheiro público em renovações de espaços e atribuição de equipamentos que não são solicitados pelos docentes e que em nada contribuem para a melhoria do processo de aprendizagem.

Sem dúvida. A educação, se quisermos e em certa medida, pode ser feita com a ajuda de máquinas, de robots... Mas nem toda... A maior parte do papel de educador só pode ser desempenhado por um educador... O robot não tem sensibilidade, capacidade de atender a cada situação não precista na programaçção que recebe. Por isso, a educação de humanos (se a queremos com base no humanismo e para a humanidade) terá de continuar a ser sobretudo, realizada por seres humanos formados para o efeito. Uma educação adapatada a cada aluno, às suas capacidades e ás suas limitações, atendendo ao indivíduo e não ao número. Porém, enquanto houver falta de recursos humanos nas escolas, muitas crianças continuarão a ver sonegado este seu direito a ter quem a ajude a superar as suas dificulddes e as suas limitações... para que possa de veras desenvolver todas as suas potencialidades.
Esperemos para ver quão humanista é este governo e quão pragmáticas, eficazes e verdadeiras são as palavras do seu timoneiro, António Costa.
publicado por J.Ferreira às 19:17

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Sábado, 17 de Dezembro de 2016

O Regresso dos Rankings e da Vendedora de Rifas

Acabam de sair mais uns rankings que, a cada ano que passa, parecem fazer menores estragos.

 

É, no mínimo, estranho que, quando os resultados não se aproximavam do desejado, todos apontavam o dedo às escolas e ao profissionalismo dos professores pois havia que encontrar um bode expiatório, alguém para castigar, massacrar... E a poção mágica encontrada, foi, "sacudir a água do capote" e apontar o dedo às escolas e aos professores, responsabilizando-os pelos resultados menos desejados.

Este ano, como os resultados "parecem" ter sido "mais positivos" para Portugal, todos aparecem para reclamar a sua quota parte dos dividendos... Até os jornalistas caíram na tentação de ser eles também, uma parte da glória...

E todos apareceram à chamada (que não houve!) e se colocaram à mesa dos resultados do PISA a ver quem consegue sacar a maior fatia do bolo.

 

Agora... vejamos quem deveria (se é que alguém deveria!) querer cobrar dividendos dos resultados obtidos no PISA.

Alguém crê que estes alunos se esforçaram mais que os anteriores? Eu não!

Alguém crê que os actuais professores se esforçaram mais que os anteriores? Eu não!

Alguém crê que os ministros se esforçaram mais que os anteriores? Eu não!

 

Há sempre uma questão quando se faz um determinado tipo de exame e que, embora aleatoriamente seja feito, tem repercussão nos resultados. É o tipo de exame, é o conhecer e criar uma certa familiaridade com o instrumento de medida... é, no fundo, o conhecimento e  a rotina do processo, mas sobretudo, é o facto de o tipo de questões ter encaixado mais nos conhecimentos do nosso leque de alunos, da população e espelhar mais, ir mais de encontro à realidade portuguesa que os anteriores. 

Porque, já veremos na próximo PISA se os resultados serão tão favoráveis a Portugal ou aos alunos portugueses.

Quem foram os que foram seleccionados para executar esses testes? Não haverá alteração em função do público, do tipo de alunos que respondem aos critérios para serem seleccionados e incluídos na amostra?

Da mesma forma que o ranking das escolas continua a não medir nada, os resultados do PISA são um instrumento que mede algo mas não são "a medida" de tudo.

Portugal vive a panaceia da avaliação como se avaliar fosse a principal forma de ensinar.

Nós, os professores, que conhecemos as capacidades e competências dos nossos alunos estranhamos determinadas respostas dos alunos nos testes e, confrontando-os na sala de aula com o mesmo problema (ou outro semelhante e de igual dificuldade) assistimos à resposta perfeita e adequada quando no teste falhou redondamente.

Sempre que um professor (que conhece verdadeiramente os seus alunos) dedica tempo a avaliar (o que já conhece) acaba por obter não um resultado real (uma avaliação correcta) que espelhe a realidade das competências dos seus alunos mas um resultado que não passa de isso mesmo: um momento avaliativo que reune um conjunto de circunstâncias, nas quais se incluem a disposição e a predisposição do aluno, a sua forma de lidar com a situação, a sua autoconfiança e o seu nervosismo, o bloqueio ou desbloqueio mental para responder, a precipitação e a reflexão sobre o que está em causa em cada questão... em suma, a sua concentração e capacidade de eficácia momentânea. Mas nunca o conhecimento do aluno poderá ser espelhado num único momento avaliativo. E isto porque cada teste incide sobre determinadas competências e conhecimentos que, se foram examinados outros, fariam imediatamente variar os resultados dos alunos. Uns têm mais sorte. Por isso é comum ouvir-se (à saída dos exames): Era fácil/difícil; saiu o que mais/menos sabia; saiu aquilo em que mais/menos tempo de estudo investi; saiu /tudo/nada do que mais tinha estudado; saiu a matéria/autor que mais/menos me agrada...  Enfim...

Por isso, estamos convencidos de que, antes de pensar em elaborar qualquer ranking (que, tem em especial consideração os resultados das escolas obtidos pelos alunos nos exames nacionais) os especialistas de educação (e os jornalistas!) de Portugal deveriam investigar outros aspectos que influenciam não apenas os resultados escolares dos alunos obtidos nos testes/exames mas o conhecimento dos alunos que vai muito para além daquilo que os alunos conseguem plasmar nos referidos testes/exames.

Em resultado das constatações verificadas, in loco, no exercício de funções docentes em escolas de dois países europeus nossos vizinhos, estamos convencidos que Portugal, mais do que preocupar-se com rankings de resultados, deveria fazer um verdadeiro estudo e reflexão sobre as condições de exercício da função docente e de aprendizagem por parte dos alunos e apresentar os correspondentes Rankings de Escolas...

E até estamos dispostos a não incluir na discussão os salários dos docentes. Não é essa igualdade comparativa que se reclama. A discussão dessa questão já teve a sua oportunidade. Noutra ocasião, poderemos voltar ao assunto. Cremos que seria verdadeiramente interessante discutir-se as condições de aprendizagem dos filhos dos portugueses, pagadores de impostos, tratados de forma igual pela administração fiscal quando toca a pagar os seus impostos.

Cremos que seria oportuno e interessante, um estudo (e o respectivo ranking) das condições de exercício da função docente e de aprendizagem dos alunos (bibliotecas, acesso à informação e aos recursos tecnológicos de investigação e aprendizagem) para que os portugueses (que, tendo o mesmo nível de rendimentos, pagam a mesma taxa de imposto..:!) pudessem ver que condições de igualdade de oportunidades proporcionam os governantes (sejam centrais ou locais) para que os seus filhos possam realmente aprender e submeter-se a iguais instrumentos de medida de competências. mas porque motivo não se faz? Têm medo de incomodar e desnudar a realidade de recursos proporcionados pela administração central (que coloca torneiras de 500 € e candeeiros de 2000 euros em determinadas escolas quando as outras nem espaço de biblioteca ou de recreio coberto têm!?), ou desmascarar a vergonha das autarquias que não equipam as instalações com o essencial e adequados materiais?

E os jornalistas que publicam e idolatram os rankings (porque lhes dão para escrever muita verborreia e vender muito "papel letrado"), de que ou de quem têm medo os jornalistas? 

Acham que se pode exigir a uma escola que não tem piscina que consiga formar óptimos nadadores ou campeões nacionais de natação? Será que pode, sequer, ensinar os alunos a nadar???  Já viram se fossem avaliadas as escolas pelo critério de natação? Estariam no topo as mesmas escolas? 

Aos jornalisats lançamos um desafio: tenham coragem de promover um estudo com estas variáveis (e não apenas aquilo que convém para conseguir determinado resultado). Não se limitem a segui as linhas do jornalismo americano que, confiando nas suas convicções e nas suas intuições, subestimaram quem não deveriam...

Analisando os investimentos que fazem nas escolas, é muito fácil perceber que há diferenças abismais na postura das autarquias face à educação. Com efeito, quando os recursos financeiros são transferidos para as autarquias (e não para as escolas!), quando as autarquias investem o dinheiro destinado à Educação “onde lhes dá a real gana” (fazendo arranjos onde não fazem falta, investindo dinheiro que não traz mais valia educativa) e as escolas é que são julgadas pelos resultados educativos dos seus alunos, há aqui algo que está errado, ou, como diz o povo, há aqui algo em que “não bate a bota com a perdigota”.

Façam-se, pois, estudos sérios e apresentem-se os Rankings de investimentos per capita (por aluno matriculado!) realizados pelo estado em recursos educativos (e não em torneiras ou candeeiros!) e depois analisem-se os resultados do investimento feito (contabilizando, obviamente, o valor dos recursos já existentes). Depois fale-se de rankings e de uma correlação entre o investimento realizado e as mudanças nos resultados obtidos. Por que não o fazem? Porque não interessa aos políticos... e quizas, aos jornalistas porque daria muito trabalho!

 

Depois de termos exercido funções docentes durante 11 anos, fora deste país, tivemos a oportunidade de conhecer outras realidades, outra forma de ver a educação, outra forma de ver a gestão dos recursos materiais nas escolas. Infelizmente, ao voltar a Portugal (tantos anos passados, depois de ter “saído” desde triste país) constatamos que, enquanto as autarquias continuam a investir em relvados sintéticos para os campos de futebol, espalhados pelas freguesias para um uso muito reduzido (porque esporádico, um fim-de-semana, de 15 em 15 dias!) e em Estádios de Futebol (investiguem-se os custos para a autarquia com a manutenção do Estádio Municipal de Braga!) ou em arranjos e re-arranjos de jardins (para os cidadãos pisarem nas festas concelhias). Em contrapartida, e ao mesmo tempo que somos bombardeados com a necessidade de inovar e usar as tecnologias na sala de aula, nos últimos 2 anos, para conseguir ter um simples projector de video ou um simples Leitor de CD-Audio.. (que não existem!) tivemos de esperar que a Associação de Pais desempenhasse o papel de Pai Natal e o comprasse e oferecesse à escola.

E com que dinheiro? Dos impostos? Não!!! Das famosas, deprimentes e revoltantes rifas! Sim… ainda as famigeradas rifas que muitos pais acabam por comprar a caderneta toda para não submeterem os filhos à humilhação de andarem na rua, vendendo (leia-se, cravando!) os transeuntes ou os clientes dos cafés da zona ou do bairro que já estão fartos deste peditório cíclico e anual, e se recusam a comprar... deixando tristes as crianças!"

Esta é a triste e desmotivante realidade para quem, durante os últimos 7 ano tinha, numa escola primária na penúltima autonomia do ranking da riqueza da nossa vizinha Espanha, uma sala específica para informática (totalmente equipada, com quadro digital...) biblioteca, recreio coberto, pavilhão desportivo, sala de música, sala de apoio educativo... Só de pensar que se situava no mais recôndito lugar da Galiza, mesmo sendo escolas de pequenas populações (equivalentes ás nossas vilas), situadas em zona montanhosa e das mais isoladas da comarca mais afastada do centro da Autonomia da Galiza e tinham de tudo... dá pena!

 

Enfim... vivemos num país que quer aproximar-se dos do primeiro mundo usando estratégias do terceiro mundo!!!! Portugal é ainda, em muitos campos e na mentalidade, um país terceiro mundista...  Conseguir um simples leitor de CD através de rifas... ?

Querem comparar resultados? Pois sim! Até nisto há diferença… Mas, enquanto as crianças das primeiras escolas dos Rankings estarão no aconchego do lar a ler "A Vendedora de Fósforos" muitas das crianças deste país, das piores escolas dos Rankings, andarão nas ruas a interpretar o conto "A Vendedoras de Rifas".

 

Por favor... Que comparem o comparável... Que comparem o Real Madrid ao Barcelona... O Porto ao Sporting e ao Benfica... mas não o Benfica com o Chaves. Este último até poderá ganhar-lhe um jogo mas não tem nem recursos económicos nem instalações para lutar pela Liga Europa. É tão simples quanto isso!

Nas escolas vivemos a mesma realidade (e conheço bem o país, pode crer... até porque exerci funções em organismos centrais (como convidado, pelo currículo!!)

 

A realidade, nua e crua, digam o que disserem, é esta:

Umas escolas têm… a presença de tudo (incluindo o interesse, dedicação e o empenhamento dos pais como educadores); outras escolas têm … a ausência de (quase) tudo...!

Umas escolas têm (quase) tudo; outras não têm (quase) nada...!

 

Qualquer comentador de televisão gosta de comparar as realidades por referência ao futebol. Pois se essa linguagem é mais compreensível, aqui fica. Sabemos que todos os anos se elabora, automaticamente, um ranking de clubes, na verdade ninguém anda a comparar os últimos com os primeiros… Sempre se comparam os que têm recursos e condições semelhantes. Uns clubes aspiram ganhar a Liga, outros simplesmente aceder à Liga dos Campeões, outros à Liga Europa… e outros a manterem-se apenas na Primeira Liga. Tão simples quanto isto. Os sócios de cada um dos clubes sabem e têm sentido comum, têm bom senso. Não se pede nem exige ao treinador do Braga nem do Santa Maria da Feira que tenha como objectivo ser o primeiro da liga… até porque bastará que os demais joguem mal (percam) para que fiquem na frente. Isto não é assim na Educação. Um aluno só aprova se conseguir obter metade da classificação total determinada par a prova. Mesmo que um aluno faça mal, o outro não lhe passa à  frente se não fizer bem! Em futebol, assistimos ao Benfica ficar apurado porque o outro clube que lhe poderia ter retirado o lugar perdeu! Não porque acertasse nas redes… fizesse golos.

 

Assim, falemos de rankings, apenas e só, quando conseguirem tornar as escolas verdadeiramente democráticas. Até que isso seja uma realidade… qualquer Ranking apenas traduzirá a falta de uma verdadeira reflexão sobre esta problemática por parte daqueles que o elaboram e também, obviamente, de quem os defende.

 

publicado por J.Ferreira às 13:25

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Sexta-feira, 18 de Novembro de 2016

Nas Tintas Para a Opinião dos Professores

Um dia perguntaram-me, o que fawer com uma criança ao chegar a hora de escolarizá-la???

Bom... — disse — Se fosse comigo... (e pudesse, obviamente), durante o tempo de escola "primária" emigraria para a nossa vizinha Espanha (Galiza) onde iniciei funções há cerca de 10 anos e de onde saí há apenas 3 anos,onde as escolas (urbanas !) havia turmas  com 25 alunos e turmas com apenas 8 ou 12 alunos mas todos de um único ano de escolaridade! E com todos os recursos, incluindo quadros digitais interactivos, salas dedicadas a idiomas, música, bibliotecas escolares apetrechadas (autênticas e verdadeiras mediatecas!) com dimensão superior a 2 salas de aula.

Enfim: é a diferença entre a "civilização" e a estagnação.

Quando saí de Portugal, em 2002 para exercer em paris, chocava-me a falta do recurso às tecnologias em Paris... ainda por cima porque entre 1995 e 2000, desempenhei (em Portugal) a função de formador na área de tecnologias de ensino. Em 2006, passei a exercer em Espanha, e pasmei ao ver a dimensão do investimento dos governos na Educação. Diria mesmo chocado com a diversidade e a qualidade dos recursos disponíveis nas escolas, onde se podiam desenvolver projectos com qualidade.

Foi aí que concluí que Portugal estava, definitivamente, ultrapassado. Os governos tinham abandonado as escolas e os recursos estavam estagnados! uma inegável e miserável falta de recursos.

Exerci num país em que a salas de aula estavam equipadas com os recursos tecnológicos necessários á escola actual...

Há 3 anos regressei ás minhas funções docentes em Portugal. E deparei-me com o irrefutável. Depois de ter passado por uma escola de montanha (com óptimos recursos para a aprendizagem!) acabei exercendo em Braga, numa escola de cidade onde a falta de recursos (ou a falta de qualidade, no que existe!) é a única constatação. A pocuo e pouco, a escola tem recebido apoio e equipamentos da Associação de Pais, fruto da "mendicidade", seja das quotas dos pais seja das rigfas que as crianças vendem,,, próprios de um país tercerio mundista, que aposta em Estádios de Futebol luxuosos que estão qwuase inutilizados e que custam mensalmente balúrdios ao Estado e aos contribuintes (como é o caso de Aveiro e Algarve). 

São os professores que, por sua inciiativa (e carolice) vão evitando que os equipamentos fiquem inutilizáveis... 

Nesta escola (sem internet fixa e funcional !)  onde se mendiga um computador velho (construídos em 2000...!), autenticamente "recuperados do lixo informático", isto é, resultaram da recuperação de computadores que resultaram da renovação dos meios informáticos em empresas famosas da região. Uma escola que mendiga um projector á Associaçãod e Pais... Ou seja, na era das tecnologias, estamos ainda muito longe de pensar em ter um quadro interactivo na sala de aulas. 

Ao mesmo tempo, a autarqui local (na sua autonomia de fazer o que bem entende com o dinheiro dos contribuintes!) decidiu refazer o espaço do recreio construindo um "campo de futebol" exterior...

Claro... porque dá mais nas vistas... e vem aí o ano de eleições!!! Nenhum docente o pediu... mas vão iniciar a sua construção no espaço que era de recreio de todos os alunos, retitrando-se à maioria das crianças que gostam de divertir-se de forma diferente do futebol, um espaço que era de todos!. passará a ser ocupado, cerca de 50% do recreeio livre, por apenas duas dezenas de alunso!!! e AINDA POR CIMA (dizem!) NÃO TERÁ BALIZAS...!!! 

Que esperam??? Nós sabemos: um incremento da agressividade e da violência entre as crianças que, com horas dedicadas semanalmente a futebol (nas escolinhas em que os pais inscrevem em horas não letivas, seja à semana ou ao fim-de-semana...)

Até aprece que é da emoção e da agressividade que os políticos gostam... quizas,. apra aprecerem nas notícias! Posi os docentes preferiam a convivªência á violência... Mas não foram tidos nem achados... Não foram ouvidso na tomada de decisões que dizem ser democráticas..:!!!  Se isto é democracia... que venha a ditadura!

Apresentaram a construção do campo de futebol como um facto consumado, informando que as obras (ABSURDAMENTE) serão iniciadas em período escolar... É INCRÍVEL... Numa das escolas onde exerci em Espanha, construíram um andar em cima do edifício existente, com 5 salas de aula no espaço de verão. Aqui, uma porcaria de trabalhos que poderia ser executada no próximo Período de Natal... vais er executado durante as aulas...! INCRÍVEL... Com o barulho e os movimentos de trabalhadore,s máquinas... que qualdiade se espera das aulas???

Em breve vamos assitir á construção de um campo de futebol que não foi pedido nem reclamada pelos docentes.

Em contrapartida, A REDUÇÃO DO ECO EXISTENTE NO PAVILHÃO DA ESCOLA (que mais parece uma capela para ópera!), RECLAMADO PELOS DOCENTES HÁ MAIS DE 2 ANOS, continuam por ser atendidos.

Não há condições de trabalho mas... ninguém se preocupa com isso: os alunos continuarão a ter de aprender em condições miseráveis... mas TERÃO UM LUXO DESPORTIVO.

É triste... Os nossos "governantes" locais vão construir um campo de futebol... (que apenas será utilizado nas aulas de AFD em dias de bom tempo) mas nada fazem para remover a ressonância do som no pavilhão (que pode ser utilziado todos os dias!).

É triste... Os nossos "governantes" locais vão construir um campo de futebol... (que apenas será utilizado nas aulas de AFD em dias de bom tempo) mas recusam-se a fazer a montagem de uma cobertura numa parte do espaço exterior da escola para efeitos de recreio em dias de chuva...

O ESPAÇO COBERTO reclamado há mais de 3 anos continuará por construir, enquanto a agressividade e a violência entre alunos continuará a incrementar-se. O MAIS GRAVE E TRISTE... é que os políticos "estão-se nas tintas para a opinião dos professores". Não interessa o que dizem os docentes...

O campo de futebol será feito contra a vontade dos docentes... contra as necessidades pedagógicas! E, obviamente, choverá nele durante a maioria do ano... e os alunos não irão desfrutar da sua construção... Mas terão um campo de futebol!

A biblioteca... ficará por fazer! O arranjo acústico do pavilhão... continuará por fazer! As zonas super-perigosas do recinto continuarão por arranjar... até que haja um acidente grave e alguém se tenha que deslocar à morgue!!

Enfim... Uma triste tristeza... que só conduz ao desânimo e à desmotivação de professores e ao desencanto profissional.

publicado por J.Ferreira às 21:20

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Domingo, 13 de Novembro de 2016

PAIS de ONTEM na escola de HOJE

TUDO SE EXIGE À ESCOLA... COMO SE FOSSE FEITA DE SUPER-HOMENS e SUPER MULHERES chamados de PROFESSORES. "Pretendem que A ESCOLA SEJA "um estabelecimento que deve ensinar a educação para o trabalho, educação para o trânsito, educação sexual, educação física, artística, religiosa, ecológica e ainda português, matemática, história, geografia e língua estrangeira moderna." PORÉM... "supor que uma instituição com essa carga de atividade seja capaz de dar conta daquilo que uma mãe ou um pai é que tem que ensinar a um filho ou dois é não entender direito o que está acontecendo.

A FUNÇÃO DA ESCOLA É A ESCOLARIZAÇÃO: "é o ensino, a formação social, a construção de cidadania, a experiência científica e a responsabilidade social. Mas quem faz a educação é a família. A escolarização é apenas uma parte do educar, não é tudo." E continuamos a ter pais que dizem sistematicamente: "Dantes é que se aprendia na escola"! Mas, quando confrontados com um simples trabalho de casa, depressa se dão conta de que, afinal, não aprendiam nada! Sim. Por isso temos a governar o país os diplomados de antigamente e ... estamos como estamos!

Nem a ter "boas maneiras" aprenderam a ver como se comportam os nossos parlamentares — lembram-se do "Estou-me cagando para o segredo de Justiça (Ferro Rodrigues ou do Ministro Manuel Pinho faz "cornos" à bancada do PCP na AR)? — Nem a ser cordiais e democratas aprenderam ... Agora, confrontados com a quantidade de conhecimentos que os filhos têm de adquirir, com a cada vez mais precoce exigência nos conteúdos e saberes, confessam:

"Ó professor... Eu não sei como se fazem essas coisas... No meu tempo não se aprendia nada disto". Claro que, quando se os ouve falar do "estado da educação actual" continuam a dizer "A antiga 4ª classe valia mais que o 12º ano de agora! É... ANEDÓTICO... INCOERENTE... diria mesmo ESTÚPIDO! Mas são os "pais" (leia-se, progenitores dos alunos) que temos! E não os podemos nem mudar... nem exportar: nenhuma criança de outro país os quereria!

publicado por J.Ferreira às 11:27

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Quinta-feira, 11 de Agosto de 2016

O Milagre das Escolas Privadas

Quando quero peixe de mar... tenho de pagar!

 

Assunção Cristas disse que a Escola Privada "não custa mais para o Estado" (...)??? Como? Quem me vai fazer crer que na minha escola, com mais de 120 alunos, os 5 docentes e apenas 2 auxiliares, o somatório dos gastos (energia, papel higiénico, detergentes, ...) custam ao Estado 5 vezes 80.500 euros (que é o que dão aos privados por cada turma...)???

O Ensino Privado proliferou ao mesmo tempo que no país, as empresas de produção de bens foram falindo... Porquê??? Porque, com esta *PIPA de MASSA" que se paga aos privados (80.500 € / Turma / Ano) multiplicada pelo número de turmas da escola (a minha receberia 402.500 € por ano!) os Privados têm na Educação a nova GALINHA dos OVOS de OURO... Note-se que o que recebe a maioria dos docentes está longe dos 25.000 euros / ano... e a maioria dos auxiliares (agora assistentes operacionais) está longe de receber 700 euros.

Quando o Estado atribuir a autonomia financeira às escolas públicas, para que possam gastar o mesmo que atribuem aos privados, em menos de meia dúzia de anos na minha escola poderíamos construir recreios cobertos, anfiteatros,... e até piscina! Como assim não é, temos umas instalações inadequadas a um sistema de ensino eficaz para que seja comparado com os recursos de que dispõem os privados!!! Já sabemos que as há bem piores por esse país abaixo...! Já sabemos, E que em África os alunos escrevem no chão... também sabemos,.. Mas a Escola Pública é sistematicamente comparada com a Privada e não com a África!!

E não me venham com essa treta de que fizeram os cálculos de custos da educação... com essa "lama para os olhos" que se chama "média de gastos por turma"... Os (des)governantes de Portugal esbanjaram dinheiro em aspectos supérfluos do ponto de vista educativo e oneraram os contribuintes por uma má (péssima!) gestão da coisa pública. Esbanjaram dinheiros públicos que foram iputadoas á educação... Qual o objetivo? Desconhece-se. mas que o resultado foi um "enorme investimento" (assim lhe chamaram!) em Educação, mas que de facto, muito pouco se fez pela educação senão mudar, trocar, (re)definir, (re)mudar, (re)construir e destruir os programas das disciplinas... Essas foram as reformas que tiveram impacto na Educação. O resto foi esbanjar dinheiros...

Em Portugal temos escolas públicas de luxo e de lixo... Numas escolas têm tudo (quadros digitais nas salas de aula, computadores portáteis para os alunos, bibliotecas, salas de jogos, cantina, pavilhão desportivo, ... ).; noutras nada.

E dizem que foram feitos os cálculos e descobriram o custo médio por turma...!? Que cálculos? Que foi englobado nesses valores? Quem os fez? Os mesmos que afundaram o país, os mesmos que se enganam sistematicamente nas contas e conduziram o país à ruína que todos sentimos na pele?

Onde é que uma turma custa 80.500 euros?

Ah, claro!!!... Englobam os valores gastos na requalificação (esbanjadora dos dinheiros públicos) de algumas escolas com candeeiros de 2000 euros e torneiras de 500 €?

Pois bem... Para umas escolas públicas terem candeeiros Siza Vieira e torneiras de 500 € (da marca Ferrari, quizas?!) terem estes luxos, outras nem recreio coberto têm, ainda que situadas em zonas do país em que a maior parte do tempo chove que se farta!!!

Todos bem sabemos quanto custa o peixe de qualidade, pescado em alto mar... E bem vemos que o peixe dos viveiros continua a vender-se bem porque, para muitos, a carteira não chega ao peixe de mar!!!!

Todos os portugueses têm, constitucionalmente, os mesmos direitos...

Enfim... Se querem manter ajudas ao Ensino Privado, calculem o valor a atribuir pela média do dinheiro público que o Estado gasta nas 10 escolas com menos recursos do país... Assim, sim. Assim, se verá se os privados conseguem fazer milagres educativos, sem onerar os pais dos alunos que frequentam essas escolas!

E, como os Privados são capazes de fazer "milagres educativos", Sim... Como ainda há quem se arrogue de dizer que têm "melhor qualidade"...

Depois, veremos se os privados (tal como em grande parte dos estabelecimentos públicos!) fazem omeletas sem ovos!

Se não são capazes do tal Milagre Educativo (de fazer omeletas sem ovos!!!)... pois, que sejam os utentes a pagar os ovos..:!!!

Eu, se quero peixe de mar... também o tenho de pagar!

publicado por J.Ferreira às 19:25

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Terça-feira, 2 de Agosto de 2016

Os Donos do Sol

Afinal... O que se vê na imagem? Será "nascer-do-Sol" ou o "pôr-do-Sol" ?

 donos_do_sol_01.jpg

Portugal tem tido como (des)governantes uma série de políticos que se dedicam a tomar por seus o que é dos terráqueos. Já não basta obrigar a pagar IMI para poder dormir debaixo de um tecto... Agora, até pagarás pelo Sol que podes ver ou pela paisagem de que podes desfrutar a partir da casa que compraste com o dinheiro que aforraste depois do Estado ter retirado o imposto sobre o teu rendimento. Não contente, O Estado volta a cobrar impostos sobre o dinheiro que te resta obrigando-te a pagar impostos sobre o terreno onde da casa é erguida, impostos sobre os materiais que compraste, impostos sobre a mão-de-obra ds trabalhadores que a construíram, impostos sobre o seguro que esses trabalhadores têm que ter, impostos sobre as licenças, de construção, sobre os certificados de habitabilidade, eficiência energética,  etc. etc. ... Enfim... Assistimos a um aumento exponencial da falta de sensatez dos políticos que é, no mínimo, assustadora!

Há já muito que digo (em jeito de brincadeira, é claro!) que, qualquer dia, pagaremos pelo ar que respiramos... Já faltou mais! Constatando os permanentes "assaltos" que fazem ao bolso dos trabalhadores... quem poderá sentir-se seguro neste país???
Qualquer dia, os (des)governantes mandam-nos instalar um autêntico contador de "emissões de CO2" produzidas aquando da expiração humana...
 
— É impossível!!! — dirão, seguramente!!!!
 
Ok. De acordo. Mas a ver a falta de bom senso e a lata com que nos taxam sobre tudo... já nada me estranha que tal como os carros têm uma certificação da emissão de CO2, um dia passaremos todos pelo hospital (ou outro local!) para nos medirem a produção de CO2... Já faltou mais. Agora, já vamos pagar pelo Sol (Lá se foi o dito popular: O Sol quando nasce é para todos..:!). Agora, é para as Câmaras Municipais...! A brincar a brincar... Até aqui, dizia-se, sorte de quem nasce com o "dito cujo" para o Sol!!! Agora, com a nova lei do IMI, sorte de quem nasce (tem casa) com o "dito cujo" para a Lua..:! É que, para a Lua, pagará menos IMI...!!! Isto porque, por decreto deste (des)governo, o Sol passou a ser propriedade... das Autarquias!!!
E se o teu vizinho, proprietário da mata que fica por diante de tua casa, se lembra de derrubar os eucaliptos... já pagarás mais porque passas a ver... a mata mais distante, os eucaliptos do concelho vizinho, as pedras da montanha lá longe no horizonte... ou até mesmo, com um binóculo, quizas possas ver o mar...!
Já imagino o avaliador da câmara a taxar as vistas para o mar:
— Bom... Como daqui tem vista para o mar... vai ter um aumento do IMI...
— Qual mar...? Estamos a mais de 15 kms da praia...! Como é que o senhor vê o mar?
— Com isto! — diz o avaliador, mostrando-lhe o binóculo que traz na algibeira!!! Com isto, pode ver-se o mar e a praia...
— Ah... mas eu não tenho binóculos... nem vou andar com eles na algibeira para ver o mar! — dirá o dono do apartamento!
— Pois, é problema seu... Compre um! — dirá o avaliador! — E como anda com os óculos, também pode andar com binóculos no bolso! O mar está à sua disposição a partir de sua casa! Se não o usa... é problema seu!
 
Ao proprietário não lhe resta alternativa senão "pagar e não bufar!"... Ou então, mandar plantar eucaliptos diante de casa que lhes tapem a vista para o mar!!!!
 
Deixo-vos uma pergunta que me está a intrigar e que seria interessante saber a opinião dos iluminados...
Qual é o mais luxuoso: uma casa com vista para o crepúsculo ao nascer-do-Sol... ou uma casa com vista para o crepúsculo ao pôr-do-Sol?
Não há problema... Os avalidores decidirão...! Depois da edição do concruso "Factor X", este governo acaba de lançar a oportunidade para entrar em acção o "Factor C".
 
Quem ainda fica surpreendido com estes políticos? Eu...? Não! A mim não me apanham de surpresa... E deixo um exemplo: há anos que se fala das vantagens das energias renováveis e se incentiva cidadãos a apostar investido em painéis solares... ora, enquanto não vivermos num país a sério... recusar-me-ei a embarcar no engodo dos incentivos governamentais. São iscos em jeito de incentivos que os nossos (des)governantes lançam a ver quem "morde"... Assim, num país como este (sem rei nem roque, governado pela incerteza e pela arbitrariedade ditatorial de quem comando os destinos do país, com o apoio de maiorias de esquerda ou de direita, de um ou de múltiplos partidos...) que, da noite para o dia ou de um dia para o outro, decide que passamos a pagar taxa por tudo e por nada... recuso-me a instalar qualquer painel solar. Amanhã, despertamos e temos os impostos a subir por termos em cima do telhado um, dois ou três painéis solares... Como fizeram com as piscinas...! Por isso houve quem mandasse soterrar piscinas para não pagar mais IMI. Um cidadão paga o terreno, paga impostos dos materiais da piscina, pagam impostos na água que enche a piscina (ou na energia para retirar a água do poço...), impostos na mão-de-obra para fazer a piscina... e depois, pagava mais IMI por ter piscina, ainda que a não usasse.
O pior é ter sido a esquerda a fazer-nos pagar por um "serviço" que é propriedade dos donos do Universo (o Sol) e do Planeta Terra (a natureza). Ou seja, com a nova lei do IMI, para além de pagarmos os serviços prestados pelas Autarquias (água, recolha de lixo, etc...) nos proporcionam como fica instituído que passamos a pagar por "serviços" que não são prestados nem pelo Estado nem por ninguém: são um recurso da natureza... Não foi a autarquia que me proporcionou a vista para o mar... ou o sol que a casa recebe. O cidadão já pagou aquando da compra pelo sítio onde decidiu construir a sua casa ou onde comprou o seu apartamento. Bolas! Pagar pelo Sol que a casa pode receber ou pela paisagem que permite avistar (muitas vezes são as autarquias que destroem os direitos de quem já tinha a sua casa, permitindo contruir mamarrachos diante de vivendas, dentro do perímetro urbano), é um ABSURDO!
 
"Ufff...!!!" digo eu. Ainda bem que não se lembraram de taxar o IMI pelo número de estrelas que podes contemplar a partir da tua janela...! Ou terias de assaltar bancos para pagar o IMI...
 
O socialista José Sócrates dizia que a sua primeira legislatura tinha sido a "Tempestade Perfeita". O socialista António Costa, com o apoio das esquerdas, ficará como a legislatura dos "Donos do Sol"! Ele há impostos que só são democráticos quando são impostos (leia-se, partem da iniciativa) da esquerda... Impostos que asfixiam o trabalhador, se vêm da esquerda, são democráticos. Se vêm da direita, são fascistas!!! Por isso estou convicto de que pouco importa se os políticos são de esquerda ou de direita (dicotomia da qual me excluo!). Há boas e más medidas tomadas por políticos dos dois quadrantes. Por isso, creio que faz mais sentido falar do nível das medidas levadas a cabo por quem nos governa. E neste âmbito, encontraremos (à direita, à esquerda e ao centro) medidas (e governantes!) de baixo nível, de nível médio e de alto nível. Apoiarei os últimos.
E as medidas fascistas podem ter todas as lateralidades. O fascismo não tem uma lateralidade única! Ele é tanto de esquerda, como de centro ou de direita. E manifesta-se sempre que o povo é oprimido, obrigado a apertado o cinto ou a fechar a boca, a tragar pensamentos, enquanto os governantes engordam à custa do Orçamento do Estado.
Quando um governo (que se diz de esquerda..:!!!!) se comporta como se fosse proprietário do Sol... que se cuidem os cidadãos! Em breve, será proprietário das restantes Estrelas, dos Planetas... e, quem sabe, dos cometas ou até... das nuvens ou da chuva...! Ah... Sim, das nuvens! O problema é que, embora façam mais falta no Alentejo que governantes em Lisboa, as chuvas só poderiam ser medidas se se instalassem pluviómetros nos telhados das casas...!
Não há dúvida que Portugal continua em crise e numa crise profunda... Crise de bom senso nos governantes. Continuamos a ter de importar muito do que consumimos... Mas, a julgar pelas ideias luminosas, não precisaremos de importar idiotas!
 
publicado por J.Ferreira às 13:19

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Sexta-feira, 15 de Julho de 2016

Políticos Vivem Acima das Possibilidades do País

Uma análise que faz arrepiar... À parte Jorge Coleho (com discordâncias que possam existir quanto a este personagem!)... todos aceitam receber as subvenções?

 

O governo de esquerda decidiu e está decidido. Os contribuintes têm de pagar “subsídios” aos ex políticos e com retroactivos.
Decisão tem impacto orçamental na casa dos 10 milhões de euros e permitirá aos beneficiários receber retroativamente o que perderam
A decisão do Tribunal Constitucional (TC), por imposição dos partidos de esquerda que reverte a suspensão do pagamento das subvenções a ex-políticos com rendimentos superiores a 2000 euros, suspensão feita pelo anterior governo. tem por base um mistério: quem foram os autores desse pedido de fiscalização?
Foram os partidos de esquerda que pediram a fiscalização. O acórdão refere que “um grupo de deputados do PS, do BE e do PCP” ao Parlamento requereu a apreciação do artigo 80º do Orçamento de Estado de 2015. Sem no entanto referir os nomes desses mesmos deputados. Esta norma tornou o pagamento das subvenções vitalícias a ex-titulares de cargos políticos dependente da condição de recursos – que abrangia os agregado familiar dos beneficiários e não só os rendimentos destes.
Os autores do requerimento diziam estar em causa “os princípios constitucionais da proporcionalidade e da protecção da confiança e o princípio da igualdade”.
O TC, sublinhando que a decisão mantém a extinção do pagamento das subvenções aprovada em 2005 (mas garantindo o seu pagamento a quem já beneficiava ou tinha condições para o efeito), lembrou que elas visavam recompensar a dedicação à causa pública. O problema é que foram transformadas “em prestações de cariz assistencial, simplesmente destinadas a fazer face a situações de carência” e até um limite de 2000 euros para o conjunto do agregado familiar.
“A subvenção mensal vitalícia perde a sua natureza de benefício”, decorrente “dos serviços prestados ao país”, passando a revestir a “natureza de prestação não contributiva comum, visando, como as outras, tão-somente evitar que os seus beneficiários sofram uma situação de carência económica”, assinalou o TC.
Esses complementos de reforma “foram assumidos pelas empresas enquanto processo de desvinculação” dos trabalhadores e “era uma recompensa por rescindirem o contrato” de trabalho, assinalou o deputado, registando ainda que o pedido ao TC “foi feito no segredo dos deuses”, argumentou Pedro Filipe Soares.

A norma agora declarada inconstitucional surgiu no Orçamento do Estado para 2014, levando à suspensão do pagamento das subvenções vitalícias a ex-titulares de cargos políticos cujo rendimento do agregado familiar fosse superior a 2 mil euros. O orçamento para 2015 tornou esse pagamento “dependente de condição de recursos”, suspendendo-o caso o beneficiário tivesse um rendimento mensal médio (excluindo a subvenção) superior aos 2000 euros.
Segundo a Caixa Geral de Aposentações, em 2014 havia 341 beneficiários a receber subvenções vitalícias e que correspondiam a cerca de 10 milhões de euros.
As subvenções vitalícias foram criadas em 1985 e delas beneficiavam figuras como Ângelo Correia, Bagão Félix ou Zita Seabra, com quem o DN tentou falar sem sucesso. Jorge Coelho, que prescindiu dela, escusou-se a fazer quaisquer comentários.

 

publicado por J.Ferreira às 18:00

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Segunda-feira, 4 de Julho de 2016

Direito à Habitação versus Justiça do IMI

Qualquer cidadão que é vítima das contingências da vida pelas quais não é responsável (como é o caso da falta de trabalho provocada pela incompetência de políticos que, com a aprovação de leis danosas para o erário público afundam o país !) deveria ter o direito de resistir ao pagamento de impostos que não tem quaisquer condição efectiva de pagar. O direito à habitação não pode ser negado com impostos sobre um bem que é garantido constitucionalmente e que, de facto, ainda não é pertença do cidadão que pediu empréstimo a um banco para pagar essa mesma (e única) casa... Diferente deveria ser quando os impostos pela habitação fossem devidos por uma casa cuja propriedade fora destinada a uso de terceiros, isto é, para dar de arrendamento, e como tal, com fins lucrativos desde que da mesma estivesse a cobrar o dito arrendamento. Sim... Desde que estivesse a cobrar o dito arrendamento, correspondendo-lhe o pagamento ao Estado correspondente a uma décima parte do valor cobrado anualmente pelo arrendamento. Só com uma lei justa se poderia calcular o imposto anual do imóvel.

Quem possui uma única casa (que, obviamente, tem que ser paga com o dinheiro ganho legitimamente e como tal desse mesmo dinheiro já foi pago o devido imposto!) nada deveria pagar. E assim, se um proprietário pretende alugar a sua casa por um valor mais elevado (e especular com as rendas!) seria também obrigado a pagar ao Estado uma quota anual mais elevada pelo que, todos ganhariam com a veracidade dos documentos envolvidos no arrendamento: o cidadão e o Estado.

Desta forma, calculado o valor mínimo para o arrendamento de um prédio ou fracção (que não corresponde a primeira casa do cidadão) seria o valor de uma mensalidade de renda que o proprietário anualmente pelo que um proprietário poderia continuar a recusar-se a arrendar um segundo imóvel mas teria, nessa situação, de pagar como se a tivesse arrendada.
Haveria obviamente que considerar a situação de não aparecer inquilino para arrendar o prédio. Para tal, bastaria que proprietário colocasse publicamente a casa disponível para arrendamento (e não poderia recusar-se a arrendar pelo valor estipulado para pagamento de renda mensal, a qual corresponderia, obviamente, ao valor do imposto anual...!). Neste caso, seria a autarquia quem atestaria que não apareceu nenhum inquilino para a arrendar e como tal, ficaria isento do pagamento de IMI. O que não é legítimo é calcular o valor do IMI por cálculos baseados em critérios que não correspondem ao valor da coisa... Da mesma forma, não se pode aceitar quer um proprietário seja obrigado a conseguir encontrar arrendatário para os seus bens..

Depois… depois vem a incoerência. Pagamos IMI por um imóvel que não pode ser removido, que deu lucro ao país (governo) com o trabalho e os impostos dos trabalhadores que o construíram, com o IVA sobre os materiais de construção... mas não pagamos IMI por uma jóia ou um FERRARI cujo preço pode muito bem ir para além de 3 ou 4 casas...
Que justiça existe no IMI? Não pagamos nós os serviços camarários (ou não) de água, saneamento, energia, transportes... etc..?? Que é isto senão uma forma de SANGUESSUGAR os cidadãos para garantir chorudos salários a políticos que vivem á custa do suor dos trabalhadores?

publicado por J.Ferreira às 20:31

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Trabalho dos Docentes Não Tem Limites

Hoje apenas vou publicar uma notícia publicada hoje no jornal O PÚBLICO em que é analisado o Parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE) a respeito do que se tem transformado a atividade docente, com as medidas implementadas pelos últimos (des)governos ao transferirem as competências para os Agrupamentos.

O Conselho Nacional de Educação (CNE) defendeu, nesta quinta-feira, que para garantir o sucesso escolar dos alunos é necessário “recentrar a missão docente no essencial ou seja, no processo de ensino/aprendizagem”, em vez de se sobrecarregar os docentes, cada vez mais, com outras tarefas que nada têm a ver com aquele que deve ser o exercício da sua profissão.

“Torna-se evidente que a condição docente não se compagina com a multiplicidade de tarefas que lhe são presentemente atribuídas, antes exige que beneficie de condições de trabalho e de aperfeiçoamento, permitindo-lhe cumprir melhor a sua missão e adaptar-se de forma contínua às novas situações”, escreve o CNE.

Entre estas tarefas que actualmente desviam os professores da sua “missão essencial”, figuram “a sobrecarga de reuniões e de múltiplas tarefas de natureza burocrática”, como por exemplo o preenchimento de aplicações instaladas em plataformas electrónicas, que “poderiam ser desenvolvidas por assistentes técnicos”, destaca o CNE num parecer sobre a condição docente.

Segundo o CNE, recentrar a missão docente no processo de ensino/aprendizagem exigirá também que se defina “com clareza, as funções e as actividades que são de natureza lectiva e as que são de outra natureza, substituindo os normativos vigentes sobre esta matéria por um diploma claro, conciso e completo”. "O estatuto dos professores já vai na 15.ª revisão", exemplificou, em declarações à Lusa a conselheira Conceição Ramos, que foi a relatora deste parecer, lembrando que estas mudanças “afectam o que faz o professor”.

O CNE, que é um órgão consultivo do Parlamento e do Governo, alerta que “nos últimos anos, as condições de trabalho dos docentes nas escolas têm vindo a tornar-se mais difíceis”, o que contribui para que se registem “processos de stress e burnout [exaustão] ”. Para o agravamento das condições de trabalho dos docentes têm pesado a existência de salas de aulas  “que não respeitam a norma que limita a dois por turma os alunos com necessidades educativas especiais e o número elevado de turmas, alunos e níveis atribuídos a muitos docentes, designadamente os quem leccionam disciplinas com cargas horárias mínimas”.

Por outro lado, refere o CNE, “não deve ser esquecida a realidade gerada pelos agrupamentos que, amiúde, deu lugar a deslocações de professores entre escolas que, em alguns casos, distam dezenas de quilómetros entre si”. O conselho destaca também a “degradação da vida familiar e social dos alunos, que hoje está muito associada a situações de desemprego e empobrecimento”, que têm contribuído “para gerar um clima de conflitualidade na escola”.

O Conselho Nacional de Educação lembra neste parecer algumas das características do “perfil demográfico” actual  do universo dos docentes, nomeadamente o seu “envelhecimento crescente e constante” e o “desequilíbrio quanto ao género em todos os níveis de ensino, sendo o corpo docente maioritariamente feminino”.

 

publicado por J.Ferreira às 20:19

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Quinta-feira, 5 de Maio de 2016

Do Sonho Prometido à Vida de Pesadelo



Como Portugal chegou onde chegou??? Simples. É que as Não-Promessas dos Socialistas são para cumprir!

 

Recuemos no tempo. Quando Portugal começou a afundar-se, os SOCIALISTAS estavam no poder. Mas, hoje, lavam as mãos como Pilatos e não aceitam nenhuma culpa! E se a têm, está encontrado o "bode expiatório". E se não é o Cavaco... são os FACTORES EXTERNOS!!

Vejamos, pois, alguns exemplos que demonstram como com alguns exageros.

E porque "grão a grão, se cria o um alçapão", vejamos apenas alguns exemplos de "pequenos grandes erros" que se cometeram:



Quando José Sócrates julgava que iria criar uma geração de "excelentes", julgando conseguir tal objetivo simplesmente forçando e submetendo tudo a uma avaliação horribilista (porque castradora e sem qualquer sem qualquer critério que a permita aproximar da justiça!) e se gastam milhões num processo faraónico que em nada contribui para a resolução dos problemas do país: apenas fornece mão de obra mais qualificada para ser usada (a custo zero!) pelos países de acolhimento dos nossos emigrantes; quando se pensa que se vai fazer uma revolução tecnológica e em vez de equipar escolas se começa a oferecer computadorzinhos (os Magalhães) a quase todos os alunos (dos quais, hoje, quase nem vestígios...!); quando se gastam milhões para reformular apenas algumas escolas e se malgastam milhões (lembram-se da polémica Parque Escolar?) em que se colocam candeeiros (de Siza Vieira!!!) a preços descumunais (mais de 2000 euros!!!) para ficarem apagados (porque não há dinheiro para a energia!) ou com ar condicionado (que tem de ficar desligado, também porque não há dinheiro para a energia)!!!; quando o dinheiro voa para Off-shores e/ou para bancos e contas estranhas em países que todos conhecemos (sabe-se lá de onde veio nem como se ganhou!!)... isso, é para os socialistas, culpa de factores externos!!!

Mas que estranho: afinal o que se passa? A Alemanha, a Suécia, o Luxemburgo, são de outro planeta? Não tiveram "factores externos"? Ah... Claro. Já sei: Só nós e alguns outros países do sul (des)governados por socialistas! (curioso!!!. Que coincidência!!!) é que tivemos azar com os "factores externos". talvez seja porque.... enfim... foi nesse ano que perdemos a Angola e o Brasil, e Moçambique e lá se nos foi a fonte de receitas e de riqueza do nosso país? Será mesmo??? Não foi isso que aprendi na História!!!



Os socialisats de Sócrates prometeram a concretização de sonhos. Portugal era o país do "Sonho Prometido" quando o que estava em curso era um guião de "Vida de Pesadelo". Mas ele tinha avisado. Tantas e tantas vezes... que iria FAZER DE PORTUGAL UM PAÍS MAIS POBRE.... E essa sim, enquando o povo parecia estar a dormir, essa... Sócrates fez questão de a cumprir !

 



publicado por J.Ferreira às 01:21

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