Quinta-feira, 18 de Janeiro de 2007

Ministra da Educação Trata da Saúde das Escolas

A Senhora Ministra da Educação, querendo fazer parecer de tudo um pouco perceber, deveria tratar um pouco mais da saúde do seu conhecimento, nomeadamente, eem relação à forma como funcionam as Escola e os Hospitais em Portugal...

 

Mas... e infelizmente para todos nós, confunde tudo, e de forma tão preocupante que até mesmo aqueles que indiscriminadamente ataca lhe desejam "As Mais Sinceras Melhoras !..."

 

De facto, tão injusta quanto inacreditável, a Senhora Ministra da Educação lançou um ataque aos professores acusando-os de uma falta de profissionalismo por, nas suas palavras, "contrariamente aos médicos que concentram os seus esforços para resolverem os casos mais graves, os professores abandonam os casos mais difíceis !"

 

Claro. O que a Senhora Ministra não sabe é que num hospital, após a passagem pelo médico especialista ou generalista, nos casos ditos de problemas de saúde menos graves, o médico não tem de ficar todo o dia, minuto a minuto, ao lado do doente. Têm outros técnicos (pessoal de enfermagem) para acompanhar e complementar o que determinam como terapia a aplicar. Pelo contrário, nas escolas, são os professores definem as terapias não para um mas para mais de 25 alunos simultaneamente, com características, aptidões e competências muito divergentes, cabendo-lhe proceder ainda ao acompanhamento e avaliação dos resultados das terapias que definiu, num trabalho exaustivo e continuado ao longo de todo o dia.

 

Senhora Ministra! Dignifique a sua função! Por favor, não misture as coisas...!

 

Não sei se sabe mas não lhe fica bem… O que afirmou não abona, em nada, a favor da sua competência... Se é que a tem para o cargo que desempenha! Mais que alguém que deveria interessar-se por resolver os problemas da educação, a Senhora Ministra está interessada em criar e aumentar os problemas da Educação. Assim, mais do que o "O Ranger do Texas" a Senhora Ministra parece pretender assemelhar-se a "O Exterminador"! De facto, as afirmações que faz são tão descabidas que mais parecem ser oriundas de alguém que vive noutro planeta…

 

Não sei se sabe mas, a maioria dos casos de doentes, após a intervenção médica nos hospitais, são seguidos por enfermeiras e apenas vigiados periodicamente pelos referidos profissionais! De facto, a Senhora Ministra parece mesmo desconhecer o funcionamento do trabalho em equipa! Comparar um Hospital a uma sala de aula é como comparar o atendimento que faz no seu Gabinete ao atendimento num restaurante.

 

Os Profissionais da Saúde (médicos que exercem a sua função num Hospital ou Centro de Saúde) atendem apenas uma pessoa de cada vez.

Os Profissionais da Educação (professores) trabalham simultaneamente com grupos de  crianças em simultâneo dentro da sala de aula, cada uma com a sua normalidade ou com a sua patologia específica, muitas vezes sem o auxílio de quaisquer outros profissionais.

Como pode ter comparado o trabalho destes dois profissionais?

 

O que parece é que a Senhora Ministra da Educação não só não conhece o funcionamento da Educação como parece nunca ter percebido o funcionamento dum Hospital...

Um médico apenas trata um doente de cada vez. Nunca tem ao mesmo tempo 20 ou 25 doentes com diferentes patologias para tratar… Os professores “convivem” com esta dura realidade e não têm "enfermeiras" para acompanhar as crianças logo que têm que dedicar mais atenção a um caso mais difícil ou problemático, e quantas vezes, do foro médico…

 

Já pensou em decretar que no hospital fossem os médicos a ensinar todas as matérias dos programas escolares às crianças e jovens que são hospitalizadas? Absurdo? Pois… Claro.

Mas os professores, para além das matérias, lidam diariamente com casos sérios e muitas vezes graves de saúde (quantas vezes problemáticos) dentro das suas salas de aula.

 

A comparação não só é infeliz como se vira contra si mesma!

 

Afinal, se analisasse a sua prática enquanto governante, teria vergonha do que afirmou. Com efeito, a dedicação que a Senhora Ministra da Educação teve para com os alunos das escolas com problemas de insucesso (com poucos ou muitos alunos) é paradigmática:

Com uma só palavra a senhora Ministra resolveu o problema do Insucesso destas escolas:

Espantem-se, pois com a solução encontrada pela Senhora Ministra:

  "  ENCERREM-SE !  "

Assim ficou demonstrada a competência e o esforço merecedor de um prémio Nobel por parte da Senhora Ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues.

Ficará para a história como a  Ministra que mais rápido acabou com o Insucesso Escolar.

E ficou bem demonstrado também o INVESTIMENTO que NÃO QUIS FAZER para melhorar o sucesso educativo das escolas portuguesas.

Pode pois, partir descansada a Senhora Ministra, pois todos nós sabemos que, depois de constatar o óbvio, que o Insucesso apenas mudou de lugar, voltaremos a ser nós, os +professores a ter de arcar com o  ónus da responsabilidade pelo Insucesso Escolar.

E seremos sempre para a senhora Ministra uns ingratos por não termos compreendido o esforço monumental, desgastante e extremamente cansativo, com que a Senhora Ministra pretendia resolver, de uma vez por todas, o problema do Insucesso Escolar das escolas com um reduzido número de alunos.

Afinal, perante a necessidade de um maior investimento nestas escolas, a Senhora Ministra não se coibiu de ditar e assinar a sua "Sentença de Morte".

E nasceu o Sucesso...? Não. Isso é uma enorme falácia!  O Insucesso apenas mudou de local... E, tal como acontece com o desnivelamento dos cruzamentos para deixar de haver acidentes, o facto é que apenas mudam de local. O ponto negro não desaparece! Apenas muda de sítio.

Assim acontecerá com o Insucesso Escolar. Mas, aparentemente, dissolvido entre dezenas ou centenas de alunos, o insucesso deixará de ser tão visível.

Será que um Ministro de Sucesso é aquele que melhor engana as populações? De facto, as mesmas crianças até podem continuar a ter o mesmo nível de Insucesso Escolar. No entanto, como as crianças com insucesso estão agora diluídas entre as centenas de crianças que frequentam a "nova" escola, apresentados os resultados globais da escola, bem que a Senhora Ministra poderá criar-lhes a ilusão de que aumentou o Sucesso Escolar dos alunos que se deslocam e, devido a uma análise menos atenta, acreditar que o Sucesso prometido pela Senhora Ministra tenha sido uma realidade !

 

 

sinto-me: Desmotivado
música: http://www.youtube.com/watch?v=zIJIBo9bJk0
publicado por J.Ferreira às 00:38

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Consciências Mais Iguais que Outras ?

 

Aquando do último Referendo sobre esta matéria, muitos dos cidadãos (políticos ou não) se manifestaram, uns contra outros a favor da despenalização da interrupção voluntária da gravidez.
Se muitos eram os pontos de confronto entre os intervenientes de cada um dos lados, havia um aspecto em que todos pareciam estar de acordo evidenciando sistematicamente que “esta era uma matéria de consciência”.
Sendo a consciência algo de interno e pessoal, que se relaciona com os valores e a forma como cada um de nós os sente e vive, não podemos, pois, avaliar as consciências como sendo melhores ou piores. Cada um de nós tem a sua própria consciência...

Se é uma questão de consciência, torna-se inaceitável pensar-se que algum dia uma possa ser considerada “melhor” do que a outra. Muito menos que duas consciências sejam “mais válidas” do que a de uma outra pessoa. Referendar-se esta matéria que é “uma questão de consciência” pode tornar-se na imposição da soma de umas tantas consciências a outro número de consciências minoritárias.

Não é pois possível entender-se como podem uns quantos indivíduos defensores de que “esta é uma questão de consciência” aceitar que uma parte (ainda que corresponda à maioria dos cidadãos) possa vir a impor a sua consciência à outra parte, ainda que esta seja de uma minoria de cidadãos.

Por isso, o SIM no referendo permite que cada um possa de facto assumir-se como dono da sua consciência.

Isto significa que, submeter-se a uma interrupção voluntária de gravidez é uma questão do foro íntimo (de consciência) de cada pessoa e como tal, não deve depender da maioria ou da minoria.

Assim, o governo deveria ter a coragem de legislar permitindo dessa forma que cada cidadão pudesse de facto deixar-se guiar apenas pela sua consciência.
O referendo, enquanto processo de auscultação da opinião dos cidadãos, apenas deveria permitir o voto daqueles que podem vir a encontrar-se abrangidos pela situação em causa que se pretende referendar.

Uma boa parte da sociedade portuguesa, desempenhando o papel de “moralistas” ou “moralizadores sociais” (que nunca aparecem para defender a vida de pessoas, sejam crianças, jovens ou idosos, que estão vivos mas sem vida, simplesmente ignorando a miséria de vida que se passa à sua volta, ou mesmo ao seu lado, enquanto esbanjam fortunas no mais supérfluo dos consumismos) parece querer voltar a organizar-se para tentarem impor uma vez mais a sua consciência à dos seus concidadãos.

De facto, a auscultação da opinião de cidadãos e cidadãs que, pelos mais diversos motivos (sexo, idade ou saúde) nunca poderão vir a encontrar-se em circunstâncias que os confrontem com a necessidade de proceder a uma interrupção da gravidez, parecendo ser democrática, não faz qualquer sentido.

No último referendo sobre esta matéria, fiz campanha junto dos mais próximos pelo “SIM”. Isto simplesmente porque não pretendia tão-pouco votar pois, em meu entender, nesta matéria, os homens nem deveriam votar. Considero que o seu papel é mais de mediadores da decisão das mulheres (de conselheiros, amigos, companheiros ou o que quiserem chamar-lhes) mas nunca deveria ser de decisão (imposição) pois não são eles (como eu) que “carregam” a criança no seu ventre durante nove meses!).
Nunca pretenderia impor a minha consciência a quem quer que fosse.
No entanto, decidi ir votar e voltarei a estar presente nesse dia. Para tentar contribuir para que o SIM possa devolver à mulher o que a ela e são a ela deve pertencer, e que já vem de tempos mais remotos: dar vida aos homens. “São as Mulheres – e só as mulheres – que põem Homens no Mundo!” E se algum dia a mulher decidir que não quer ir para a frente com uma gravidez, esta é uma decisão a respeitar. É uma questão de consciência. Trata-se do seu corpo. A Mulher pertence apenas à Mulher e não ao Homem. A Mulher encarada como um objecto sobre o qual o Homem todo-poderoso pode decidir, embora ainda desejada por muitos saudosistas, é uma concepção que pertence ao passado e, como tal, está totalmente ultrapassada.
O voto no SIM é, pois, quanto a mim, o verdadeiro sentido para a participação dos Humanistas neste Referendo.
Com o voto no SIM nenhuma cidadã é obrigada a interromper a gravidez. Porém, o voto no NÃO obrigará todas as mulheres a continuarem a viver num mundo da hipocrisia que levará muitas mulheres à morte, muitas crianças a sofrerem as consequências de se terem transformado em seres vivos mas sem vida.

Se se tem dúvidas, visite-se um site internacional escrito em português que bem demonstra a que chega a hipocrisia.
http://www.womenonwaves.org/article-1020.42-pt.html

Quando um cidadão votar no “SIM” não estará a limitar a consciência de nenhum outro. Simplesmente estará a deixar cada um decidir conforme dita a sua própria consciência.

Com o voto no “SIM”, estava garantido que nenhuma punição penderia sobre qualquer mulher que se sentisse na necessidade de interromper a gravidez.

A sua consciência seria a única que a levaria a optar pela solução que considerasse estar de acordo com a sua própria consciência.


Ao contrário, votar “NÃO” é limitar a decisão do outro, impor a sua consciência à do outro como sendo a melhor, é impedir o mais elementar direito de tomar atitudes de acordo e com a sua consciência.

Desta forma se compreende que, só o SIM e apenas o SIM claro é o Voto da Liberdade da Consciência e do reconhecimento da igualdade de valor de todas as consciências. Porque… em democracia, nenhuma consciência vale mais do que a outra.

Sou católico. Mas não sou Deus. A consciência, só a Deus compete avaliar... Quem se julga capaz de lançar a primeira pedra contra as mulheres que se vêem forçadas a tomar uma decisão tão difícil e penalizadora, primeiro do seu corpo, depois da sua consciência…? Não basta esse sofrimento para ainda se juntar o calvário de uma perseguição da sociedade?

Pela liberdade e igualdade de consciência de todos os cidadãos, votarei de novo, clara e decididamente SIM à interrupção voluntária de gravidez por decisão final única da mulher… convicto de que à mulher e apenas a ela compete decidir sobre o seu corpo…!

É caso para perguntar aos defensores da “Postura de Avestruz” e que continuam querendo “Tapar o Sol com uma Peneira”, fazendo crer a toda a gente que o problema está na falta de apoio para as futuras mães, que o feto é uma vida… etc… etc…:

“Quantas crianças, órfãos de pai e mãe, vítimas de vidas acidentes ou de doenças fatais, foram adoptadas, protegidas, acompanhadas, … enfim, acarinhadas, por aqueles que se dizem CONTRA a interrupção voluntária da gravidez?
Não tenhamos dúvidas de que, se o “Não" vencer no referendo, Portugal continurá a viver na hipocrisia. Estou certo de que muitos dos que hoje fazem campanha a favor do “Não” ao direito da mulher interromper uma gravidez não passam de pseudo-defensores da vida. Com efeito, ninguém tenha dúvidas de que, ao menor percalço nas suas vidas que as leve a engravidar, sabem muito bem onde se situam as Clínicas de Espanha para lá fazerem aquilo contra o que lutaram… de modo que ninguém, sobretudo na vizinhança, saiba o que lá foram fazer...!
Enquanto isso muitas mulheres continuarão, por sua culpa, a ser julgadas pelos mesmos actos que eles praticam com os devidos e adequados cuidados de saúde, em clínicas do estrangeiro, só porque têm mais dinheiro…

Não querer pagar para se fazer uma interrupção de gravidez, é uma mera falácia. Hoje pagam muito mais para curar coisas mal feitas e nunca se queixaram. E nem se importariam certamente de continuar a pagar, sobretudo para poderem ver um dia uma mulher presa por ter feito um aborto ilegal.

Por isso, se o “não” voltar a ganhar, o Português continuará a pagar caro toda esta hipocrisia pois, a recuperação de uma mulher que o faça num local não devidamente assistido terá complicações e custos que os hospitais se cansam de suportar com o dinheiro do contribuinte…

O direito à vida e direito a estar vivo são a mesma coisa? Que devemos defender? O direito à vida ou a estar vivo?


...

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publicado por J.Ferreira às 00:35

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Apelo ao SIM no Referendo ao Aborto

Até parece mentira... É incrível mas é verdade!

Tanta preocupação com uma vida em potência e tantas crianças que estando vivas, morrem de fome perante os gastos incalculáveis de tantos senhores "moralistas" que se dizem defensores da vida, e que defendem que continue a penalizar-se as mulheres, à boa semelhança do castigo divino que lhe "atribuiu as dores de parto" por se ter portado mal no Paraíso... Meus senhores: já estamos no século XXI... será que não se dão conta disso? De que a Igreja cometeu tantos crimes contra a humanidade e vem agora tentar expurgar os pecados com moralismos do valor da vida...?
Dizem querer salvar vidas mas continuam a querer ver mulheres morrer por se terem de sujeitar a abortos clandestinos...

Será que, tal como aconteceu com a "lei seca" nos estados unidos os "Al Capone" cá do sítio querem que continue a ser ilegal para poderem ganhar com o "trágico tráfico" de abortos em clínicas privadas? Se não, porque continuam a esgrimir argumentos falsos e falaciosos?

Incrivelmente, algumas das iniciativas dos defensores do Não servem mais para desinformar os cidadãos sobre a temática baralhando propositadamente os conceitos, usando imagens falaciosas que são desajustadas da realidade das coisas.

Uma lei justa deve servir para punir todas as mulheres ou apenas as mulheres que não têm dinheiro para sair do país...?
Será justo punir apenas as mulheres mais pobres, que não têm dinheiro para ir a Espanha?
Não lhes basta serem forçadas a submeterem-se a fazer o aborto sem qualquer apoio médico ou na clandestinidade?
Não lhes basta o risco que correm apra ainda serem punidas com cadeia?
Não faltam, por esse Portugal, associações de defesa dos Animais...
Deixemo-nos de hipocrisia e tratemos de defender as mulheres. Elas são seres humanos... Não as obriguemos mais a submeterem-se à humilhação do julgamento social, simplesmente porque decidem interromper uma gravidez que não desejam levar até ao fim... Acabemos com o aborto sem condições mínimas de garantia de saúde.
As Mulheres são Seres Humanos! E lembremo-nos do que diziam as espartanas (habitantes de Esparta, cidade da Grécia Antiga): "Nós somos as únicas capazes de por Homens no Mundo!"
Apelo, pois, a todos os Homens, para que se deixem de hipocrisia e falsos moralismos. Quem somos nós, homens (novos ou velhos), para as julgar? As mulheres merecem ser tratadas com dignidade. Não merecem ser tratadas pior que animais! Lembremo-nos: das mulheres depende a vida. Só as mulheres podem garantir a sobrevivência da espécie à superfície da Terra. A Maternidade é uma função que as realiza. Se por ventura decidem interromper uma gravidez, esse facto já lhes é sufucientemente penoso para as censurarmos...!
Pensem e reflictam sobre isso. Chegou a hora de decidir:
"SIM ao reconhecimento do direito da Mulher decidir sobre o seu corpo!"


Ainda há quem se preocupe com a despesa do Estado... Porquê?

Mas então... Quem é que paga a recuperação das mulheres que entram nos hospitais depois de se terem submetido a um aborto sem quaisquer garantias de saúde?

Será que não fica mais caro ao Estado (e ao cidadão contribuinte) pagar a recuperação da mulher quando (sobrevivendo ao aborto!) vai parar ao Hospital e lá fica mais tempo até se recompor, ou fica de baixa não podendo retomar o seu trabalho tão rapidamente como as que o fazem medicamente assistidas?

Então... E as mulheres que, depois de um aborto sem quaisquer condições de assistência médica, são obrigadas a passar longos meses sem poderem trabalhar...? Quem lhes paga a "Baixa" ou o Subsídio de Desemprego...?
Estão preocupados com os custos de um aborto com assitência médica adequada que, em muito pouco tempo (comparativamente com o que acontece com o clandestino!) permite que uma mulher posssa retomar o seu trabalho e pagar os seus impostos, sem recorrer a essas ajudas da Segurança Social...?

Ou então...
Será que é justo que as mulheres sejam criminalizadas só por serem de famílias pobres e sem recursos que as levam a ter de efectuar o aborto em Portugal?...
É que, as mulheres de famílias ricas podem recorrer a clínicas no estrangeiro... e sendo na mesma portuguesas, já não serão criminalizadas...

É tudo uma grande farsa e hipocrisia, um jogo de interesses dos senhores do NÃO que até parecem interessados em manter o Status Quo... Será que ganham alguma coisa? Se não ganham nada... que têm a perder? Vidas em potência? Será que chegam a ter realmente vida, ou apenas nascerão para serem abandonadas, mal-amadas, indesejadas, enfim, abandonadas? E a vida das mulheres... Essa não conta...? Não é também uma vida?

Por que é que os grupos que fazem campanha pelo NÃO (e que se auto-intitulam "defensores da vida" como se os outros grupos, defensores do SIM, não fossem cidadãos também eles, defensores da Vida, de uma vida com dignidade e com qualidade!) não demonstram com exemplos que se dedicam a cuidar das vidas que hoje circulam pelas ruas da cidade, cheias de fome e de sede, e que, mais do que alimento, mendigam um carinho ?

Quantas instituições de apoio às mães (que assumiram levar a gravidez até ao fim e que agora têm falta de apoio económico para as alimentar) foram criadas pelos agora defensores do "NÃO" de modo a que essas mulheres possam proporcionar condições de vida com dignidade às crianças cuja vida aceitaram dar à luz? Será que se mobilizaram para isso? Quanto investiram do seu bolso ?...

Quantas crianças, abandonadas por falta de condições económicas das mães que as aceitaram dar à luz, foram adoptadas e alimentadas com o dinheiro dos grupos defensores do NÃO ?

Outras questões se levantam...
Dizem não estarem dispostos a pagar impostos para que se façam abortos nos hospitais públicos ou nos privados financiados por dinheiros públicos.
Mas estão dispostos a pagar para curarem homens e mulheres que fumam,

estão dispostos a pagar para curarem homens e mulheres que bebem

estão dispostos a pagar para curarem homens e mulheres que se drogam...

Pois, se os defensores do Não dizem que não estão dispostos a pagar para uma mulher abortar argumentando "que tivesse cuidado e não engravidasse!" também perguntamos:

As mulheres e homens "que todos os dias entram no hospital porque beberam demasiado",   "que todos os dias entram no hospital para serem operados ao coração"  porque comeram o que não deviam... "que todos os dias entram no hospital para serem operados a um pulmão" porque fumaram ou "que todos os dias entram no hospital porque se drogaram" também não o fizeram porque querem?

Quem paga os seus internamentos? Porque não contestam também isso? Será que não se importam de pagar para tal...?
Meus caros... Acabemos com as falácias e a hipocrisia! Deixemos as mulheres usar da sua liberdade de consciência. Não imponham nada.
E quanto a Deus, esse é o único (para os que acreditam na justiça divina) a quem cabe julgar.

"Quem estiver imáculo, que lance a primeira pedra".
Se bem me recordo, perante este desafio de Cristo, ninguém mais se atreveu a atirar pedras a Madalena.
E hoje? Incrivelmente, passados quase 2000 anos, os homens (cristãos e Igreja, sobretudo) ainda não aprenderam com a lição da palavra de Jesus Cristo...

E, se a decisao de abortar for realmente fruto de um momento de fraqueza de uma mulher, deve ela pagar com a morte, recusando-se-lhe assitência por não ter tido condições financeiras para se deslocar ao estrangeiro em vez de abortar numa garagem?

Caros defensores do NÃO...
Argumentar com o que o contribuinte vai gastar em saúde com as mulheres que abortam...? Incrível.
Afinal, tantos argumentos fúteis que apenas conduzem a uma preocupação que nem ao Ministro das Finanças parece afligir!...

Não querem pagar para isso? E as que fumam e vão parar ao hospital com probelmas vários? E as que se bronzeiam e apanham cancro de pele, ea as que fazem isto... e as que fazem aquilo... e as que... e as que...
Enfim, um sem número de doenças evitáveis que pagamos todos para recuperar...!!!!?


O que diz a lei o artigo 140º do Código Penal:
«1. Quem, por qualquer meio e sem consentimento da mulher grávida, a fizer abortar, é punido com pena de prisão de 2 a 8 anos.
2. Quem, por qualquer meio e com consentimento da mulher grávida, a fizer abortar, é punido com pena de prisão até 3 anos.
3. A mulher grávida que der consentimento ao aborto praticado por terceiro, ou que, por facto próprio ou alheio, se fizer abortar, é punida com pena de prisão até 3 anos.»


Tal como se pode constatar, com a manutenção da actual legislação, só as mulheres com melhores recursos económicos e financeiros têm direito a abortar nas melhores condições de saúde, com garantía de assistência médica. Como têm dinheiro, podem fazer quantas veces o queiram e onde queiram (clínicas estrangeiras) onde isso se sabe que é possível e move altos interesses. E, porque a hipocrisia de muitos movimentos católicos (de que me orgulho de ser, sem contudo aceitar ser ao mesmo tempo “carneiro” num rebanho em que o Pastor parece conduzir as suas ovelhas para o abismo, para um beco sem saída por cegueira que mais do que física parece ser auditiva ou intelectual...) me faz uma grande confusão, terminarei por deixar algúns apelos à reflexão.


Queres acabar com a desigualdade e com a hipocrisia?

Queres dar liberdade de escolha e de decisão às mulheres?

Então, há que refectir. Há que abrir os olhos. Há que tomar a decisão certa.

O voto no SIM é um voto libertador!
O voto no SIM é um voto de justiça!


No referendo de 11 de Fevereiro de 2007, tal como já o tinha feito em 1998, mas agora ainda com maior convicção, votarei SIM ao direito a que as mulheres possam usar da sua liberdade de consciência.

À mulher que tem de tomar uma decisão desta natureza já lhe basta o sofrimento físico e psicológico de se ver forçada a tomar essa decisao, num momento tão crítico da sua vida. Seguramente que este é o único voto possível para que sejamos todos iguais.

Três razões para votar SIM no Referendo ao Aborto:

1. Com o voto no SIM todas as mulheres (ricas ou pobres) ficam em igualdade.
2. Com o voto no SIM nenhuma mulher (rica ou pobre) será mais perseguida.
3. Com o voto no SIM nenhuma mulher (rica ou pobre) será obrigada a abortar.





Para mais, podem abrir os seguintes links:

Movimento denuncia diocese de Coimbra

A cada 6 minutos morre uma mulher vítima de um aborto clandestino feito em más condições.

Perspectivas e Argumentos dos defensores do "Sim"

"Médicos Pela Escolha"

Movimento Cidadania e Responsabilidade pelo SIM

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publicado por J.Ferreira às 00:17

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Quinta-feira, 11 de Janeiro de 2007

Aborto? Não! Digamos "SIM" à Despenalização da I.V.G.

Nenhuma Consciência vale mais que as outras! 

Tudo Por Uma Questão de Liberdade de Consciência.

Uma vez mais voto "SIM" no Referendo  ao Aborto.

Isto porque considero que, sendo esta uma questão de consciência, considerando que não há consciências mais válidas que outras, não me resta outra alternativa.

 

E não deveria restar a nenhum outro ser humano pois, sabendo que Deus criou o Homem "à sua imagem e semelhança" a verdade é que a Bívblia não diz que lhe deu o poder de substituí-lo no julgamento das suas consciências...

Deixem as pessoas decidirem... E, se um dos mandamentos diz "Não Matarás!" também deveríamos conhecer o outro que refere "Não julgarás!".

E, Cristo disse aos que queriam apedrejar Madalena: "O primeiro que estiver imáculo, que atire a primeira pedra...". E todos se foram.

 

Os homens são incríveis e nunca aprendem com o que julgam conhecer do passado.

Se não, pergunto:

A igreja diz-se preocupada com o que "uma vida" que está no ventre.

Sim... concordo. Porém, uma vida apenas em potência...

E se a vida é tão importante para a igreja, porque não tratam da vida das crianças que hoje passam fome...

Bastava vender tudo o que é luxo dos arcebispados, riquezas materiais que deveriam estar fora do domínio da igreja... e as ciranças que estão vivas mas sem vida, sem alegria, agradeceriam pois passariama a ter realmente vida.

"Deixai vir a mim as criancinhas". Conhecem esta frase? A quem a atribuem...?

Não creio que esta frase seja atribuída a um pedófilo. Sim. Mas porque conctinua a haver crianças que passam fome? Então porque estão preocupados em controlar e definir as consciências das mulheres que não desejam levar até ao fim uma gravidez com argumentos falaciosos de que há sempre solução para tudo, mas na verdade estão-se nas tintas para a vida das crianças que vivem na miséria.

Senhores religiosos, de todas as igrejas, façam este mandamento uma realidade e a vida do planeta seria bem melhor.

E uma coisa vos digo:

Se Cristo voltasse hoje à Terra, entraria em todos os santuários, pegava numa vara ee varria tudo o que de luxuoso supérfluo nelas existe... E quem sdabe, com a maioria dos padres...!.

Não é verdade que à luz das normas emanadas da Igreja se cometeu muitos assasssinatos?

"Porque levantam hoje, passados quase 2000 anos, de novo pedras contra as mulheres...

Por isso...

Por que querem impôr a vossa consciência como sendo a medida para todos os comportamentos?

Deixem de se preocupar com a consciência das pessoas. Deus lá estará para as julgar...

E estou certo que compreenderá que os seus filhos devem vir à Terra para viver e não para estarem vivos, passarem fome, viverem na miséria, ...

---------------------------------

"Em jeito de Resposta a quem é contra a despenalização do aborto..."

Lamento muitos cidadãos pensem que "despenalizar" é o mesmo que "legalizar" o Aborto.

Que se o aborto for despenalizado passaremos a ter concursos a ver quem aborta mais...!

É incrível como há tantas coisas que são despenalizadas e nunca se faz.

Não se penaliza o facto de as igrejas ficarem abertas de noite para albergar mendigos... Mas nunca o fazem!


Sobretudo que pense que existem consciências (como a sua) que podem julgar outras consciências.
Se ganhar o SIM, como espero pois desta vez a campanha de desinformação está já ultrapassada, os argumentos já nãopodem servir para atulhar os espíritos respeitadores das portuguesas e portugueses que querem o ser humano como uma mpessoas livre. E isso só é possível se lhe devolvermos o direito a usar da sua consciência.
Uma democracia onde algumas consciências (que se auto-consideram "as melhores") pretendem impor os seus valores às restantes, nãoé uma vewrdadeira democracia.

Se é uma qustão de consciêncai, imagine agora que a maioria queria impor o fundamentalismo islâmico como a melhor forma de desenvolver as consc¨^encias comoa a sua? Votariamos nmum referendo? Acha que isso se pode referendar? Claro... Nao.
Então porque querem referendar as consciêncais dos seres humanos? Para sobrepor a consciência da maioria à da minoria?

Lembre-se de uma coisa.
Mesmo que nãoseja autorizada a interrupçãovoluntária de gravidez, ela continuá a a existir, em boas condiçoes e no estrangeiro, para aqueles que forem ricos... os pobres, aqueles que ainda deixam as suas esmolas na igreja, esses, continuarão a sofrer na garagem do dito senhor doutor ou enfermeira, a serem internados para recuperar do que de mal lhes foi feito, em condiçoes de saúde lastimável... Os ricos, tal como compravam "as bulas" ao Papa, agora compram o aborto nas clínicas de Espanha... Pesquise um pouco mais e vai ver que é verdade!
Então porque continuam defendendo que as mulhertes pobres sejam diferentes das ricas?

Por fim, deixem de mentir ao povo...
Ser a favor no referendo nãosignifica defender o aborto. Apenas a despenalizaçãodas mulheres que se sintam forçadas a fazê-lo deixando para DEUS o direito que só a ele deve pertencer: o de julgar..
E, com o SIM, nunca será obrigada, nem a senhora nem nenhuma outra mulher, a fazer um único aborto.
Com o NAO, se um dia estiver nessas circunstâncias, caso seja rica, arrisca-se a uma das duas: ou se senta numa clínica privada do estrangeiro (de Espanha ou de outro país) ou terá de sentar-se no banco dos réus!
Não acha que já lhe chega a penalizaçãoque sofre no corpo, no espírito, na sua consciênca (de ser contra, em princípio!) em ter que decidir fazê-lo?
Se é porque é uma vida, porque aceitam o aborto em caso de deficiêmia do feto...? Será que Deus não estaria lá para fazer um milagre depois de nascer o deficiente e assim todos teriam filhos normalíssimos? Sim... Porquê aceitar, se uma Vida é sempre uma Vida...
Será que "ter vida" corresponde para si a "estar vivo"? É que há mjuitas crianças vivas que não têm vida nenhuma... são miseráveis... passam fome... são marginalizados e expilsos dos recintos religiosos que, ficando de noite fechados (Santuário de Fátima, "Notre Dame" e "Sacré Coeur" em Paris, e muitos outros geridos pelka igreja, fecham e deixzam ao relento vidas que passam fome e frio... sem abrigo. De que vidas falam esses grupos incrivelmente hipócritas?

 

Finalmente, porque considero que sendo esta uma questão de consciência e não sendo legítimo considerar algumas consciências mais válidas que outras, não me resta outra alternativa.

Por uma vida com vida, uma vez mais votar "SIM" no Referendo sobre a Interrupção voluntária da gravidez.

 

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