Quarta-feira, 19 de Setembro de 2007

Governo Encerra Escolas... Saldo ou Liquidação Total?

Todos os Portugueses devem agradecer ao Governo! Parabéns... ao Senhor Primeiro Ministro, José Sócrates! Digamos pois:
"O Governo de V.ª Ex.ª (que se diz de Esquerda Moderna) vai conseguir fazer o que nem a Direita conseguiria: acabar com a Escola Pública, destruir o direito de muitos cidadãos terem o acesso à Educação perto de suas casas...
Estará em breve o caminho aberto e livre para a SONAE investir na Educação... Afinal se nem mesmo o Estado assegura o direito das populações, bem que a SONAE pode reivindicar a privatização desta área como se de um negócio se tratasse... Tudo em nome de uma "Escola de Qualidade"... E temos a certeza de que seria uma óptima opção para os portugueses ter as escolas governadas por alguém com um ruimo, um caminho, que, no mínimo, tivesse conhecimento de que a distâncvia mais curta entre dois pontos é uma recta, e não um zigue-zague. Seria uma oportunidade para todas as crianças portuguesas saber que o seu futuro é "para diante", rumo ao futuro e não para trás e para diante, para um lado e para outro, ao sabor das políticas de quem conjunturalmente  (sem chegar a consensos parlamentares interpartidários) sabe que o seu mandato pode ter fim no espaçod e 4 anos e que outros virão comandando os destinos da educação rumo a novos portos. Ou investimos no caminho do Norte ou rumamos a Sul. Se preferimos Este, há que não navegar para Este.
As "Escolas Pobres", na sua maioria muito mal equipadas, por única e exclusiva responsabilidade das opções dos sucessivos Governos!... De facto, ao longo de muitos anos em que os edifícios escolares estavam na alçada do Ministério da Educação (Governo), os governantes responsáveis pela pasta da Educação deixaram degradar de tal forma os edifícios escolares que muitos se tornaram quase se diria inadequados ao Ensino.
Porém, nos últimos anos as autarquias investiram milhares e milhares em requalificação de estabelecimentos de ensino, fruto da proximidade dos órgão de administração autárquica. Porém, sem qualquer plano previsto e pensado para ser executado a longo prazo (e nunca de um momento para o outro) o poder autárquico viu-se forçado a redefinir as suas políticas de investimento em estabelecimentos de ensino. E assim se aplicam os impostos de portugueses...  Fazem-se profundas obras nas escolas, criam-se as condições de aprendizagem e, de um momento para o outro, recebem instruções do governo que conduzem no sentido de as fechar...
Com certeza que Belmiro de Azevedo nunca investiria dinheiro da sua empresa num estabelecimento que no ano seguinte fecharia... Por favor... senhores políticos. Os portugueses  merecem que o dinheiro dos seus impostos seja bem gasto... E, sobretudo, deixem-se de não brincar com o futuro dos nossso filhos...
Nem salazar as fecharia! Pelo contrário, abreiu escolas no interior, n0os lugares mais recônditos para que todos os portugueses tivessem um real direito à educação. Não sou salazarista nem salazarento. Mas tenho consciência de que a história muito há-de falar ainda sobre este homem invejado por uns, "crucificado" por outros, venerado por muitos...

Deixemos de investir milhares de euros do dinheiro público em reformas e reequipamento de edifícios que servem de estabelecimentos de ensino para no ano seguinte os fechar, por decreto, obrigando crianças a levantarem-se uma hora mais cedo para poderem ter o direito à educação, a mais de 20 kms de suas casas... Deixem-se de hipocrisia...

Estamos convictos de que jamais passaria pela cabeça de nenhum empresário, muito menos de Belmiro de Azevedo, abrir as escolas sem giz ou sem papel higiénico.
Esta política económica de, para combater o défice, se "encerrar tudo" levará ao desacalabro das regioes do interior... E será o fim das "Escolas Públicas" neste locais como sinónimo de discriminação positiva de quem está no interior e luta contra a desertificação de regioes cada vez serão fantasma... 
Os governos não investiram no que era essencial para proporcionar sucesso aos alunos: as condições de trabalho de alunos e professores... Depois atira as culpas para o Insucesso para cima dos coitados dos professores, que não passam de autênticos fantoches nas mãos dos sucessivos Ministros da Educação, sendo que, com a "Pseudo-Autonomia" das Escolas, os Conselhos Executivos (que se julgam ter "autonomia" mas que não passam de bonecos, com os seus membros articulados, prontos para fazerem o que o seu manipulador manda: véneas, cambalhotas, patetices... ) acabam por ter apenas a "Autonomia de fazerem o que a Ministra manda"!
As actuais escolas Primárias, rebaptizadas de Escolas Básicas do Primeiro Ciclo (que nome pomposo, não?!) mantiveram no essencial as características herdadas do tempo da ditadura! No entanto, alguns autaras eleitos (mais ou menos democratas!) não se cansaram de usar as escolas em períodos eleitorais para ir lá inaugurar "uma porta nova", uma "casa de banho nova", "um telhado novo", "água potável", etc...  Claro, para receber os aplausos da população e caçar os votos dos eleitores!
Não admira que assim seja, à semelhança do que fizeram quando em 1974 contruíram "uma nova Ponte sobre o Tejo" em meia dúzia de Horas: Mudaram-lhe o nome para "Ponte de 25 de Abril" e já está !).
Encerrem-se as Escolas que Salazar fundou. Depois, admiram-se de o povo o ter eleito "O Maior Português de Sempre!". Uma prova de que os portugueses têm boa memória. Até podemos ser revolucionários! Mas não somos ingratos e, contrariamente ao que os Governos continuam a pensar, "Os Portugueses Têm Boa Memória, Os Políticos Não!...
De facto, em 1995 os Portugueses deram uma prova de que têm "Boa Memória"! Esperemos que em 2009 voltem a lembrar aos governantes que "O Povo É Quem Mais Ordena!"
De facto, o governo de José Sócrates é um exterminador de Sucesso... Aliás, descobriu a fórmula secreta e miraculosa de acaba com o Insucusso Escolar: Encerrar as Escolas. E quantas mais encerrar, menos escolas com Insucesso terá para apresentar... Diminui o númerod e escolas com Insucesso mas manter-se-ão os números de alunos com Insucesso. Claro... Guerra de Números!
E como tudo depende do ponto de vista com que se olha as coisas, a "Redução do Número de Escolas com Insucesso" será a Bandeira Governamental para enganar os pais e os portugueees em geral, quando os estudos apontarem que aumentou o "número de alunos com insucesso".
Estamos certos qure para Sócrates, isso não será problema do governo. O objectivo é claro: destruir a paz nas escolas, colocan os estabelecimentos a ferro e fogo, numa autêntica guerra de alunos pais e professores...
As condições de aprendizagem e de espaços de recreio diminuiram com o reagrupamento de alunos noutros estabelecimentos, mas isso não interessa ao Governo. A pedagogia é para os professores. Os políticos dela não têm de perceber tal como o primeiro ministro não tem de ser engenheiro. Porém, os professores, eternamente culpados do insucesso, deveriam ter uma palavra nas decisões educativas que têm implicações directas com o processo de ensino-aprendizagem. Que pensa disto Sócrates? Nem interessa. Pela prática dos seus Ministros, já sabemos a resposta.
Podem os resultados serem catastróficos que para o Governo de Sócrates a qualidade da educação está atrás dao saneamento rápido do défice... Vale tudo para atacar o monstro, menos diminuir a despesa... com políticos, eleitos, nomeados, designados... ou não!
Para o insucesso das suas políticas desastrosas, já tem garantido um vasto conjunto de "arguidos": os professores. Como sempre... são usados pelo Governo  como "bodes expiatórios" do desastre das políticas educativas governamentais... E, como nem todos se podem  reformar... aí estarão para dar e durar...
Não admira que a Senhora Ministra continue a sua cruzada para destruir o que ainda resta do Sistema Educativo. Por isso, decidiu encerrar mais 900 Escolas!...
Como se não chegassem as 2000 encerradas no ano lectivo passado, o Governo vai agora obrigar as crianças a serem integradas em escolas onde não existe capacidade de lhes proporcionar uma laternativa, de facto vantajosa. As faltas de condições são as mesmas de sempre, ou será que alguém ouviu já viu  (claramente visto porque as intenções dos governantes de nada valem enquanto não passarem do papel) investimentos na melhoria dedas que o Governbo vai extinguir?
Onde estão as propaladas "melhores condições" das escolas que recebem os alunos? Onde estão os polidesportivos, os balneários, as bibliotecas... as melhores cantinas... ? E, quanto a estas, sabe-se lá como e o que comem os meninos com empresas com nome sonante do tipo tipo "Quentinho" que servem aos alunos comida quase fria!...).
Que futuro para a Educação e para o País quando, depois de retirarem serviços de saúde que existiam no interior, se encerram as escolas por todo o lado, sem que tivesse havido um estudo sério que o justificasse nem um movimentação das populações a queixar-se do insucesso dos seus filhos... Sem terem manifestado publicamente qualquer descontamento pelas incríveis condições físicas e de recursos em que aprendiam os seus filhos, os contribuintes portugueses residentes no interior vêem-se obrigados a deixar agora que as suas crianças se desloquem quilómetros e quilómetros, perdendo horas e mais horas na deslocação, correndo riscos por estradas sinuosas, para que tenham acesso a um direito imprescindível em democracia - o direito à Educação - garantido na Constituição da República Portuguesa.
 
Enfim. Este Governo vai acabar por ficar na História Política como o "Governo Fecha Tudo". E, atendendo à sua praxis governativa, consideramos interessante perguntar :
Quantas "Leis" foram produzidas pela Assembleia da república neste mandato?
 
Mais, e seguindo a perspectiva economicista do Governo, consideramos também oportuno perguntar:
Será que justifica o pagamento de ordenados dos deputados se o Governo regula tudo por "Decretos" sem ouvir, de facto, ninguém?
 
Finalmente, na lógica da exigência do Governo para com os cidadãos que servem o Estado, de uma avaliação rigorosa e penalizadora das carreiras, contra tudo e contra todos os princípios fundamentais da avaliação (colocando quotas para se ser excelente - como se meter mais golos na selecção não fosse tão importante como defender os ataques do adversário!), acreditando que a mesma se poderia aplicar à produção dos Senhores deputados (em que apenas 5% poderiam ser excelentes!) nesta perspectiva do Governo que apens visa a maximização da produção contando também  para tal o nível de excelência  nos resultados, consideramos ainda legítimo perguntar:
Por que motivo não se encerra a Assembleia da República?
 
Se o Governo não ouve ninguém... (nem mesmo os deputados que fizeram declaração de voto por discordarem do que fez o seu partido aos professores mas que, contrartiamante ao "Campelo" de Ponte de Lima se "acobardaram" violando o seu princípios em prol do partido).
neste tipo de democracia, a maioria das leis é aprovadas apenas pelos deputados do partido que suporta o Governo (e nem sempre sem engolir sapos vivos comoa conteceu com o Estatuto da carreira docente). Por isso, é mais do que certo e sabido que continuaremos 4 anos a remar para um determinado lado... até que outros senhores venham tomar conta do Governo... O problema é que, tendo o país leis aprovadas por apenas um partido (que arrogantemente Governo!) é natural que o recém eleito queira marcar também as dsuas marcas... E passaremos a remar para outro lado... durante outros 4 anos... E assim sucessivamente, como se os políticos não soubessem que a distância entre dois pontos (aquele em que estamos como "ponto de partida" e aquele a que desejamos chegar como "ponto de chegada") deixasse de ser uma lnha recta para passar a ser um "zigue-zague".
Pesnamos que a Educação deveria ser fruto de um consenso interpartidário. Só assim este barco deixaria de andar à deriva, a navegar em zigue-zague contínuo que apenas leva a que nos afastemos cada vez mais do ritmo de desenvolvimento da média dos restantes países europeus... E, o mais grave, já não apenas da velha Europa mas de todos países europeus, incluindo os que mais recentemente aderiram à Comunidade Europeia!
Triste é que os governantes que conjunturalmente obtêm a maioria no parlamento sejam cegos ao ponto de se considerarem "os únicos a andarem certos". Por isso, aprovam autorizações legislativas como se fossem cheques em branco passados aos ministros do governo que suportam... E reduzem o debate a um diálogo de surdos...
Se as votações no Parlamento não possibilitam uma alteração à vontade ditatorial de uma maioria que chega a emudecer as vozes dos seus dissidentes de pensamento (que são obrigados a votar favoravelmente propostas contra as quais se manifestaram publicamente!) então, bem que seria melhor encerrar a Assembleia da República... Sendo isto a democracia, cremos que é chegada a hora de os portugeses se questionarem se, logo após uma maioria absoluta, não deveria ser encerrado o parlamento, colcoar todos os deputados a trabalhar e a produzir para a comunidade, enviando o seu voto por SMS...
E pouparíamos uns largos milhões de euros aos contribuintes... Bastava o voto (mudo, cego e surdo) dos deputados (já agora, por sms) e pouparíamos uns milhões de euros para combater o défice. E, com uma verdadeira lei de incompatibilidades, como muitos deputados poderiam exercer as ua profissão,... nem precisariamos de lhes pagar salário. Receberíam à comissão... Que dizem? Tão digno quanto estável e dignificante...! Aliás, como acontece hoje com milhares de trabalhadores fruto das leis que os deputados aprovaram... num autêntico retrocesso ao tipo de exploração só digna de uma sociedade esclavagista...
E deixaríamos Sócrates e os seus ministros a governarem sozinhos (como o fazem na prática!) até à sua despedida ou ao seu despedimento... Ou então (por que não?!...), façam como fazem as empresas no final de cada ano: fechem as fronteiras ao exterior e encerrem o país "para balanço" como fez Salazar... E já agora... encerrem de vez o país... e desapareçam! façam algo de verdadeiramente útil pelo país que tanto parecem adorar! Ou façam um Leilão desta terra... Pode ser que os Espanhóis ainda estejam interessados em adquirir Portugal...
publicado por J.Ferreira às 18:31

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Terça-feira, 18 de Setembro de 2007

Educação vs Sociedade de (Des) Informação

A temática da Educação raramente ocupa espaços nobres da nossa comunicação social. E, infelizmente, quando tal se verifica é quase sempre pelos piores motivos...

O caso mais recente, à semelhança do ano lectivo ade 2006/2007 esteve relacionado com o encerramento de centenas de estabelecimentos de ensino. Na verdade, e segundo o assessor de imprensa do Ministério da Educação, "cerca de 1500 escolas encerradas no ano passado". E, no iníco deste ano, o ME vai levar à prática o encerramento anunciado de mais escolas sobretudo do 1.º ciclo, prevendo-se que o Ministério da Educação encerre "outras 900 neste ano".
Porém, estas medidas não agradam, nem a pais nem professores... Mas enquanto os pais podem até mesmo cortar estradas... os professores não podem... nem manifestar-se... nem falar! Pois bem... Ë este o novo conceito de democracia moderna, dito de esquerda e socialista! Por isso, centenas de pais protestaram no ano anterior e no início deste ano lectivo, outros tantos voltam a protestar (e com razão, diga-se!) em frente das escolas. Recusam-se a aceitar o fim da escola dos seus filhos por "capricho" da Senhora Ministra. E asseguram que nas escolas onde os seus filhos estudam existem condições efectivas para um ensino de qualidade. Porém, e teimosamente, o Ministério da Educação, sozinho ou com a anuência das autarquias, habituou-se a aplicar aquilo a que chamamos de "efeito caterpillar" em tudo quanto pretende mudar na sociedade e, contra tudo e contra todos, sob a capa ("incrível!", diga-se) do combate ao insucesso escolar das crianças que frequentam as escolas mais isoladas, decidiu encerrar centenas de escolas sem criar condições realmente alternativas e pedagogicamente mais favoráeis que sejam mais aliciantes e vantajosas para a aprendizagem dos alunos. Bem pelo contrário. Estamos, de facto, convictos (o futuro dar-nos-á, seguramente, razão!) de que as novas condições são, em muitos casos, mais nefastas para os alunos, quer pela alteração do ambiente social das escolas já sobrelotadas que recebem os novos alunos, quer pelo desenraizamento das suas terras quer ainda pela inadaptação de muitas crianças aos novos espaços.
Lembremos o "bullying" para o que contribui imenso não apenas a qualidade e a organização do espaço nas salas de aula como a reduzida dimensão dos espaços de recreio.
Assim, sentimo-nos impotentes ao ver que, escolas onde ainda estão matriculadas mais de duas dezenas de alunos e que foram recentemente objecto de intervenção e melhoria por parte das autarquias (que, ainda há menos de 1 ou 2 anos, investiram largos milhares de euros adaptando casas de banho para crianças com dificuldades ou deficiências motoras, instaurando bibliotecas, cantinas, etc... ) são simplesmente mandadas encerrar por esta Ministra da Educação que parece agr "sem regra nem critério" digno desse nome.
Justificar medidas economicistas com o Insucesso dos alunos destas Esdcolas não serve, Senhora Ministra. Com efeito, são os pais quem mais quer aos seus filhos e todos os vimos na rua a lutar pela manutenção das escolas que os filhos frequentam. Não adianta tentar enganar os pais. Para estes pais, uma mentira ainda que repetida muitas vezes pela Senhora Minsitra, nunca será uma verdade. Eles conhecem bem o sucesso dos seus filhos. E se o Sucesso não é mais acentuado é por falta da qualidade dos recursos de que as escolas dispõem e não da falta de qualidade do processo desenvolvido pelos professores.
Na verdade, a base de fundamentação da Senhora Ministra não é de todo uma verdade. O Insucesso também existe em muitas escolas numerosas. O argumento do Insucesso das escolas de menor número de alunos esta é um falso argumento e apenas serve para os responsáveis do Ministério dissimularem a sua incompetência para gerir as questões educativas da forma como elas verdadeiramente mereciam ser tratadas.
Com efeito, conhecem-se imensos imensos estudos sobre o Sucesso e Insucesso Escolar, mas nenhum dos estudos apresentou o baixo número de alunos como factor de maior insucesso escolar. Bem pelo contrário. O grande númerod e alunos por turma, que leva a um elevado número de alunos na mesma escola, esse sim, leva a que haja turmas incongruentes com os recursos humanos existentes... Por isso se assite a manifestações de pais (que parecem entender mais que a Senhora Ministra) quando descobre que os filhos de uns cidadãos estão integrados numa única turma de 1.º ano e os filhos de outros são, na mesma escola, distribuídos por turmas de 2.º, 3.º e 4.º anos! A contestação dos pais indica bem o seu conhecimentod e causa. mas a Senhora Ministra faz "orelhas moucas"! Depois, vindo o insucesso, lá terá os professores para culpabilixzar...
Estamos convencidos que até mesmo para os pais, os argumentos da Senhora Ministra para o encerramento das escolas não passam de uma "desculpa esfarrapada" para encerrar uma grande quantidade de escolas e assim reduzir os gastos com professores.
Se o critério da falta de companheiros fosse cientificamente válido para explicar o insucesso em escolas com reduzido número de crianças, situadas em meios mais desfavorecidos (como se o insucesso fosse causado pela ausência de colegas para os alunos) e esta crença conduz ao encerramento da emsma escola, então, e em corência com esta sua tese, a Senhora Ministra deveria encerrar (ou dividir, em duas ou três...) as escolas de grande dimensão em que exista também uma elevada taxa de insucesso...
Todos sabemos, e os pais melhor que todos, que o facto de uma escola ser de pequena dimensão ou de grande dimensão pode influenciar nos resultados mas não é determinante. Há muito bons alunos oriundos de escolas isoladas...  O que não há é investimento do estado em recursos para essas escolas... Conclui-se que a Senhora Ministra da Educação deve sofrer de um determinado tipo de "cegueira" tal que, quando chamada a decidir entre o factor sócio-pedagógico e o factor sócio-familiar, escolhe o económico-financeiro!
Assim se vê como a Senhora Ministra da Educação combate o Insucesso Escolar e Trata da Saúde das Escolas.
Mas coragem para ser coerente e abrir novos esp´ços escolares onde as escolas estão sobrelotadas ... isso, nunca veremos, nem nas palavras nem muito menos nos actos da Senhora Ministra. Simplesmente porque uma iniciativa deste tipo seria para o bem do Sucesso Escolar dos alunos, mas exigiria investimento. Estamos certos de que seria bem mais fácil ver a Senhora Ministra, enveredando pelo discurso sindicalista que tanto critica, a empunhar, frente ao Ministério da Educação, um cartaz com o Slogan: "Encerrar Sim. Abrir Não".
Ainda gostaríamos de ouvir a Senhora Ministra a explicar aos portugueses por que há insucesso em escolas de grande dimensão.
Claro que a resposta aé seria óbvia. Já não seria da dimensão da escola. E como os políticos nunca assumem oi Insucesso das suas políticas, nunca o Ministério seria o culpado nem aceitariam falar do peso da dimensão das escolas. Por isso, nunca a Ministra determinaria o encerramento 
Pasaria logo a ser dos professores.
número de alunos das escolas de menor dimensão é factor de , veríamos a nossa Ministra a partir as escolas de grande dimensão
O elevado número de alnos por turma sim... O Insucesso aumenta nas turmas com elevado número de alunos a personalização do ensino se torna numa miragem. Basta pensarmos que, se durante uma aula de 60 minutos um professor atender a uma questão para cada aluno, aionda que isto se resuma a uma questão telegráfica cuja resposta não lñve mais que 2 minutos, com 25 alunos numa sala um professor apenas responde a duas questões de cada aluno. E... onde vai ele encontrar tempo para, com uma boca apenas, responder aos alunos e avançar com novas temáticas que constituem o currículo?
O que havia era que diminuir era o número de alunos por turma sobretudo nos casos em que na mesma turma se juntam alunos de mais do que um ano de escolaridade.
Extinguir uma escola onde existem mais do que 20 alunos e a população promete crescer, é uma acto meramente aritmético para que, com 2 professores o ME faça o que até então só era possível com 3 professores. Por isso o número de docentes dos quadros diminui... e enquanto o objectivo permanecer (cortar cegamente no investimento feito em Educação) esse continuará a diminuir.
Por isso, ainda que a Senhora Ministra o oculte, a Comunicação Social fez eco de inúmeras situações de escolas onde havia um grande número de alunos. Não adianta encontrar explicações plausíveis para esta cruzada economicista. A senhora Ministra está-se nas tintas para o Sucesso Escolar. Esse foi um falso pretexto... um "alibi" para destruir uma rede que servia as populações do interior (e por vezes até citadinas, com maior proximidade às residências). Aparentemente, este governo pretende mostrar que se preocupa com os pais, lançando actividades para ocupar os filhos...  Mas, dando "uma no cravo outra na ferradura" lá lhes retira a proximidade da escola e manda-os para lá do fim do mundo... Agora são as crianças que pagam a fava... Levantam-se mais cedo. Chegam a casa mais tarde. Quando estudam? Quando fazem os trabalhos de casa? Ou passaremos a proibir este tipo de trabalhos?
Estas medidas não têm nada a ver com uma maior ou menor Sucesso Escolar. Elas visam tão somente, efectuar cortes orçamentais recolocando os alunos todos em centros escolares apra diminuir o quadro de pessoal docente...
Pois bem... perante tudo isto, cremos que nos é legítimo, enquanto contribuintes, perguntar :
Para que foi o investimento feito pelas autarquias na renovação do parque escolar?
Não foi com dinheiro do erário público que estas obras foram feitas?
Mas... Então, Senhores Governantes que exigem planificação a todos os súbditos:
Não sabem o que fazer ao dinheiro dos contribuintes?
Então... e a cooperação que tanto consideram ser importante, o trabalho em equipa, etc... Onde estão?
Onde está o planeamento concertado com as autarquias (a médio ou longo prazo) que evite que o dinheiro dos contribuintes seja esbanjado?
Se sabiam do que iria acontecer, por que fizeram? Ou foi uma decisão, como tantas outras, tomadas por capricho de alguém que se julga o mais iluminado?
E, claro, temos o direito a exigir e obter respostas!
 
Por tudo isto, dizemos que é com alguma inquietação que, nos canais de televisão, se assiste, sistematicamente, a programas que debatem o futuro do país, abordando tudo o que na Sociedade (Política, Segurança, Educação...) se vai passando de mais importante ou polémico, sobretudo quando implica e compromete o nosso futuro e o dos nossos filhos.
Porém, algumas vertentes da realidade das escolas deveria ser debatida entre profissionais que embora menos conhecidos da população são excelentes exemplos de profissionalismo, de inquietude, de pesquisa, de reflexão sobre os problemas da educação.
Creio que estamos todos um pouco cansados de ouvir sempre os mesmos interlocutores e de ver sempre os mesmos discursos de quem não exercendo a profissão docente, só porque algum dia, em tempos mais ou menso remotos, exerceu a função docente... Quase atreveria a dizer, de pessoas que já não exercem a função docente "desde o tempo da outra senhora"...
 
Creio que seria fundamental interrogar a senhora Ministra sobre:
 
1. Como se pode obter maior cooperação entre docentes se não são dadas oportunidades reais de empreender o trabalho cooperativo, tendo mesmo este ministério incentivado ao individualismo coma  teoria da avaliação dos professores pelos resultados dos alunos para não falar já da instituição de um prémio para o melhor professor?
 
2. Como se calou o governo e não desmentiu publicamente o estudo da OCDE que apresenta 21 horas semanais como o tempo de trabalho dos professores em Portugal? Será que não sabem que todos os professores do 1º Ciclo trabalham semanalmente 25 horas lectivas (directamente com os alunos) e muitas outras em reuniões, planificação, organização de materiais para a aprendizagem dos nossos alunos, etc. etc.?
 
3. Como é possível instaurar actividades de enriquecimento curricular (AEC’s) e que, pela sua capacidade de gerir os espaços e os horários adequadamente, os professores sejam relegados para segundo plano na organização do horário das aulas a ministrar, dando prioridade a quem não tem de apresentar contas AEC’s  pois destas não há exames nacionais?
 
4. Como e quem vai decidir quem é o melhor professor para lhe atribuir o prémio que este governo (incrivelmente!) decidiu criar? Por comparação com quem e com o quê?
 
Não é verdade que se apenas o jogador que mete o golo é o que vai receber o prémio, os outros colegas de equipa colocarão em causa  se não deveriam se reles a rematar à baliza? E os defesas...? Que dirão? Será que vale a pena defender? Não será melhor irem todos para a frente e deixar o guarda-redes sozinho? Isto se este mesmo não acabar por ir também para a frente!...
 
Este prémio é, no mínimo, ridículo, Senhora Ministra.
Nem queremos questionar a quem vai ele ser entregue! Cremos que não valerá a pena! Com tantos problemas no país e este Governo não faz mais nada senão esbanjar dinheiro, procurar motivos para distrair os cidadãos dos reais problemas e acima de tudo, para justificar  a aberração do sistema de avaliação que pretendem impor aos professores. E este Ministério da Educação procura obter o apoio dos pais, oferecendo-lhes o direito a participar na avaliação dos professores (que claro, avaliariam os professores em função dos resultados dos alunos, e facilmente teríamos um mesmo professor  a ser considerado "besta" por uns e "bestial" outros!)... para depois aparecer a encerrar-lhes as escolas.
Ora, o Governo de José Sócrates que nada faz senão retirar regalias aos cidadãos pensando sistematicamente como lhes há-de entrar ainda mais no bolso (lembremos o fecho das urgêncais, das maternidades, as taxas nos hospitais), bem sabe como trata da saúde das escolas.
de cuidar fruto da incapacidade de colocar os professores que estão no desemprego (são pagos pelo fundo desemprego em que o Ministério responsável é o da Segurança Social e não da Educação) e como tal a Ministra da Educação fica sossegada, como se fosse dinheiro de outro país, fecha-lhes as escolas em nome de um maior sucesso!
Uma dica para que não voltem a fazer leis com 15 anos de atraso, Senhor Primeiro ministro!
Voltem a pôr as escolas a trabalhar no horário tradicional, conhecido como "duplo da manhã". E, se é verdade que (como bem diz o povo) "deitar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer", também não é menos verdade que as nossas crianças conseguem bem melhores resultados na parte da manhã. O sistema das AEC's que V.ª Ex.ª aplicou em Portugal (interrompendo os horários dos alunos até agora vigentes com AEC's é simplesmente uma aberração. Não contribui para a melhor organização das escolas, provoca distúrbios nos alunos, não responde a quem se dedica às actividades referidas... Enfim. Não é uma ideia que brilhe.
Uma escola em que o currículo académico se desenvolve pela manhã (como muitos de nós tivemos e ainda hoje é o horário preferido pelos nossos filhos!) obtém melhores resultados. Depois, a partir da hora do almoço, seria a oportunidade de outros profissionais (incluindo os professores que estão a ser pagos pelo fundo desemprego que não são assim tão poucos!) se encarregarem de trabalhar com as crianças implementando e desenvolvendo actividades de complemento ou enriquecimento curricular ...
Que tal? Dois coelhos de uma só cajadada: Mais emprego. Menos despesa para a Segurança Social... e... bem que o seu partido se poderia de vangloriar de ter, de facto e com propriedade, implementado em Portugal a escola de que tanto faz propaganda: "Escola a Tempo Inteiro"!
 
Senhor Primeiro Ministro. Aproveite que esta também é de borla! EOu teremos de esperar mais 15 anos para ela ter sentido para os políticos?
É que, se assim for, bem que darei razão uma vez mais a um amigo que me dizia em 1992: "É uma óptima ideia mas tem um grande defeito: não é deles!
 
Neste momento, as melhores horas do dia escolar dos alunos (a que, em termos televisivos chamaríamos de "horário nobre" em questões de TV) que deveriam ser para a aprendizagem de matérias mais importantes e exigentes do ponto de vista intelectual, são ocupadas com as ditas AEC's.
Depois... depois os professores saem de casa pelas 8:00 horas da manhã, entram na escola às 9:00 e saem pelas 17:30 horas e, se não tiverem mais trabalho local para fazer como seja organizar a sala, resolver problemas dsa escola, atender pais, etc... etc... lá podem regressar a casa onde podem chegar pelas 19:00 horas ou até mais tarde. Pergunta-se, Como e em que tempo do dia os governantes esperam que os professores preparem as aulas do dia lectivo seguinte? Os professores e as professoras têm de ser todos uns suoper-homens e umas super-mulheres? E a família destes? Não tem direito ao usufruto de meia hora de conversa ou de sofá? 
Como pode o professor fazer para ter a possibilidade de estabelecer um diálogo tão necessário entre pais e filhos se o seu tempo é vivido exclusivamente para a escola?
Será que com a modernidade, quando o número de sacerdotes se reduz constantemente, o Estado quer criar nos uma obrigação de desempenharem as funções de "Missionários" ?
O tempo de vida dos Educadores e dos Professores deste país tem de ser dedicado apenas ao trabalho? Onde fica o direito constitucional ao desfrute dos tempos livres? Têm que o dedicar à escola?
Finalmente, e parafraseando George Orwell, questionamos:
Que democracia é esta afinal onde se diz que "todos os cidadãos são iguais" mas se vê, claramente visto, que "alguns cidadãos são mais iguais do que os outros!"?
 
publicado por J.Ferreira às 09:50

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Quarta-feira, 5 de Setembro de 2007

Mudam os Governos... Continuam as Desgraças!

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<p><embed height="319" width="503" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" src="http://www.youtube.com/v/22OV3By0HQo&hl=pt-br&fs=1&""></embed></p> <p><span lang="GL" style="font-size: 13pt;"><o:p><font size="4" face="Times New Roman" color="#ff00ff"><strong>Educação em Portugal - Que Futuro ?</strong></font></o:p></span></p> <p> </p> <p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"><span lang="GL" style="font-size: 13pt;"><o:p></o:p></span></p> <p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman"><strong style=""><span lang="GL" style="font-size: 13pt;">Se... o objectivo do</span></strong><span lang="GL" style="font-size: 13pt;"> <strong style="">sistema de</strong> <strong style="">recrutamento de docentes por 3 anos era</strong>, como a Ministra da Educação não se cansou de vender aos portugueses repetindo-o aos microfones da televisão, <strong style="">implementar uma verdadeira estabilidade do corpo docente</strong>, referindo que &ldquo;com o novo sistema de concursos os pais ficariam a saber a cada ano qual seria o professor no ano seguinte&rdquo; <strong style="">então... o governo mentiu aos portugueses</strong>.<o:p></o:p></span></font></p> <p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"><span lang="GL" style="font-size: 13pt;"><o:p> </o:p></span></p> <p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"><span lang="GL" style="font-size: 13pt;"><font face="Times New Roman">Num documento intitulado &ldquo;<strong style="">Concursos de Docentes Manchados pela Precariedade e por Injustiças</strong>&rdquo; a FNE (Federação Nacional dos Sindicatos da Educação) denuncia a situação e falta de estabilidadde que havia sido prometida pelos actuais governantes.<o:p></o:p></font></span></p> <p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"><span lang="GL" style="font-size: 13pt;"><font face="Times New Roman">Foram divulgadas <strong style="">na noite de do dia 31 de Agosto</strong>, as últimas listas de colocação de docentes antes da abertura do ano lectivo. Alguns milhares de docentes ficaram a conhecer em que escola vão trabalhar no próximo ano lectivo...<o:p></o:p></font></span></p> <p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"><span lang="GL" style="font-size: 13pt;"><font face="Times New Roman">Segundo os dirigentes da FNE<span style="">  </span>&ldquo;<strong style="">estas colocações ficam manchadas por sinais poderosos de precariedade e de injustiças, mantendo-se uma instabilidade que sempre procurámos combater e que continua por resolver, ano após ano</strong>&rdquo;, acrescentando que &ldquo;<strong style="">a estabilidade hoje apregoada pelo Ministério da Educação funda-se na colocação forçada de docentes por períodos de três anos</strong>&rdquo; considerando que &ldquo;esta é uma <strong style="">falsa estabilidade</strong>, porque <strong style="">este Ministério da Educação também não foi capaz de determinar com segurança o número de docentes que em cada escola deve ser colocado com carácter definitivo para que esta funcione regularmente</strong>&rdquo;. Assim, refere o comunicado da FNE, &ldquo;<strong style="">continua a haver em cada escola um conjunto de professores definitivamente colocados e um outro conjunto de professores flutuantes</strong>&rdquo;.<o:p></o:p></font></span></p> <p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"><strong style=""><span lang="GL" style="font-size: 13pt;"><font face="Times New Roman">Assim, mudam os governos... continuam as desgraças... E tudo continua na mesma...<o:p></o:p></font></span></strong></p> <p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"><span lang="GL" style="font-size: 13pt;"><font face="Times New Roman">Sem dúvida que damos aqui também razão à FNE quando refere &ldquo;<strong style="">se aquele apuramento de necessidades fosse feito com rigor, não haveria lugar a estas flutuações, a estas instabilidades e insegurança</strong>&rdquo;. É óbvio que o sistema pode ser modificado milhares de vezes que, enquanto não houver verdade da parte dos políticos, as escolas terão professores cada vez mais desmotivados, contrariados, revoltados por serem <strong style="">obrigados a permanecer</strong> <strong style="">em escolas distantes quando outras mais próximas são atribuídas a seus pares com muito menos tempo de serviço e mais baixa graduação profissional</strong>. <o:p></o:p></font></span></p> <p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"><span lang="GL" style="font-size: 13pt;"><font face="Times New Roman">Os defeitos que podem ser atribuídos às escolas no que se refere ao Sucesso Educativo tem vindo a ser endossado pelos governantes, sucessiva e repetidamente aos professores. É necessário um bode expiatório... e o governo aponta-o. Mudam os Ministros, mudam as políticas e tudo vai ficando mais ou menos mal... como antes!<o:p></o:p></font></span></p> <p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"><span lang="GL" style="font-size: 13pt;"><font face="Times New Roman">Onde estará o erro? Nos outros países, como a vizinha Espanha, há um índice mais elevado de sucesso escolar que em Portugal? Não! Então qual será a diferença? Claro: Apenas tiveram 4 ou 5 governos após a Democracia... E os portugueses? Rumam para todos os pontos cardeais à procura do Norte, mercê da (in)coerência dos princípios governativos, (in)competência dos timoneiros...!<o:p></o:p></font></span></p> <p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"><span lang="GL" style="font-size: 13pt;"><font face="Times New Roman">Que mais se poderá dizer? Culpar os professores? Nem pensar. Apenas executam as orientações dos chefes... governantes. Depois, é o que se sabe e o que se vê: uma desgraça!<o:p></o:p></font></span></p> <p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"><span lang="GL" style="font-size: 13pt;"><font face="Times New Roman">Como refere a FNE, as &ldquo;colocações feitas em desrespeito pelas listas de graduação dos candidatos&rdquo; pois há docentes, &ldquo;<strong style="">colocados no ano passado</strong> (...) <strong style="">que continuarão a ocupar posições que deveriam pertencer a outros com graduação profissional superior e que já foram prejudicados no ano passado</strong>&rdquo;.<o:p></o:p></font></span></p> <p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"><span lang="GL" style="font-size: 13pt;"><font face="Times New Roman">Acresce a denúncia de situações em que existem &ldquo;<strong style="">colocações feitas por convite dos serviços regionais do Ministério da Educação</strong>, <strong style="">nomeadamente na área dos apoios educativos, e ao arrepio de qualquer mecânica de concursos</strong>&rdquo;.<o:p></o:p></font></span></p> <p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"><span lang="GL" style="font-size: 13pt;"><o:p><font face="Times New Roman"> </font></o:p></span></p> <p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"><span lang="GL" style="font-size: 13pt;"><font face="Times New Roman">Mas este também é o <strong style="">concurso da precariedade e do desemprego</strong>. Milhares de licenciados, portadores de habilitação profissional, e muitos com experiência no sistema educativo, entram no número de desempregados que em Portugal é hoje extremamente preocupante, e particularmente entre os detentores de mais altas qualificações académicas. <strong style="">Para a FNE, &ldquo;estamos em presença de um claro e inaceitável desperdício de recursos humanos</strong>: muitos destes <strong style="">docentes poderiam</strong> e deveriam <strong style="">ser utilizados</strong> nas escolas, <strong style="">em programas de promoção do sucesso educativo</strong>, ...&rdquo;<o:p></o:p></font></span></p> <p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"><span lang="GL" style="font-size: 13pt;"><o:p><font face="Times New Roman"> </font></o:p></span></p> <p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"><span lang="GL" style="font-size: 13pt;"><font face="Times New Roman">Finalmente, A FNE denuncia o &ldquo;<strong style="">encurtamento do prazo de preparação das pessoas para se organizarem com vista à apresentação nas escolas&rdquo;</strong> colocados <strong style="">a centenas de quilómetros das suas residências</strong> pois os resultados que deveriam legalmente ser conhecidos às 00h00 de 6ª feira, só foram disponibilizados ao princípio da noite, <strong style="">perdendo-se</strong> desse modo todo <strong style="">um dia de preparação das famílias</strong>.<o:p></o:p></font></span></p> <p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"><span lang="GL" style="font-size: 13pt;"><o:p><font face="Times New Roman"> </font></o:p></span></p> <p><span lang="GL" style="font-size: 13pt;"><font face="Times New Roman"> <p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"> </p> <p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"> </p> </font></span></p><p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"><span lang="GL" style="font-size: 13pt;"><font face="Times New Roman">Num Estado de Direito Democrático, podermos aceitar que os governantes possam assim &ldquo;dispor das vidas&rdquo; dos seus súbditos exigindo que em 48 horas, façam as malas e se apresentem num outro extremo do país, sem transporte, alojamento, nem nenhuma outra garantia nem subsídio? Será que uma outra qualquer empresa pode determinar assim tão facil e levianamente a vida dos seus funcionários? E dizem que somos uns privilegiados... nós, os funcionários públicos? Ou seremos os últimos escravos da humanidade? Que estabilidade... a cada ano num canto diferente do país?... Já nem os ciganos aceitariam que brincassem assim com as suas vidas, com o seu futuro...<o:p></o:p></font></span></p> <p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"><span lang="GL" style="font-size: 13pt;"><o:p><font face="Times New Roman"> </font></o:p></span></p> <p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"><span lang="GL" style="font-size: 13pt;"><font face="Times New Roman">Como professor, mas sobretudo como cidadão, creio ter o direito de questionar: <o:p></o:p></font></span></p> <p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"><strong style=""><span lang="GL" style="font-size: 13pt;"><font face="Times New Roman">Com que lealdade age o Ministério da Educação para com os seus súbditos?</font></span></strong></p> <p> </p> <p> </p> <p><span lang="GL" style="font-size: 13pt;"><o:p></o:p></span></p> <p> </p><p><param value="http://www.youtube.com/v/0CBdGs9kGnA" name="movie" /> <param value="transparent" name="wmode" /></p><embed height="315" width="383" wmode="transparent" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/0CBdGs9kGnA"></embed><p> </p>
publicado por J.Ferreira às 10:28

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Terça-feira, 4 de Setembro de 2007

Sócrates com 15 Anos de Atraso...!

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Na edição Online do Jornal  "Público" de 23 de Agosto de 2007, foram publicados dois artigos em que o Governo de Sócrates apresenta as suas medidas "inovadoras", para financiar os cursos superiores a jovens necessitados que pretendam frequentar o Ensino Superior. Como títulos podíamos ler : 

 "Governo aprova crédito para estudantes do superior e afasta aumento de propinase  "Estudantes do superior vão poder contrair empréstimos para financiar os cursos (...)" .

 

De facto, José Sócrates mais do que timoneiro de um governo, ou Engenheiro Sanitário, demonstra ter capacidades próprias de um Engenheiro Náutico. Com efeito, domina perfeitamente a técnica da "navegação à bolina", aproveitando muito bem para (des)governar o país, quaisquer ventos e marés que lhe surjam favoráveis...Neste sentido, lá surgiu na comunicação social com mais uma medida "para inglês ver". Até seria interessante se não viesse, despropositadamente, com 15 anos de atraso. Na verdade, esta ideia governamental, surge como que inspirada na proposta de um Estudante da Universidade do Minho já publicada em 1992... !

Há 15 anos atrás, no Jornal CAMPUS da Universidade do Minho, em Dezembro de 1992, sob o título "Uma Alternativa Credível", um estudante de Sociologia  fazia publicar o que, no essencial, agora surge como se fosse uma medida original e inovadora do governo de José Sócrates que, não se coibiu de apresentar a iniciativa à comunicação social, como se de uma ideia genial ou um artífício de magia se tratasse... Enfim...

O que não deixa de ser estranho é que, tendo Sócrates estado no Governo que se seguiu a Cavaco Silva (a partir de 1995 e até à "fuga de Guterres"), só agora tenha sentido necessidade de tomar esta medida... Por que deixou passar 15 ANOS para  lhe dar credibilidade... Ou então (admitindo que o desconhecia) só 15 anos depois é que o português mais iluminado de todos os tempos, aquele que exige a todos a excelência (veja-se o que se passa com a avaliação na função pública)... teve a ideia de financiar os jovens?

De facto, o Governo (!?...), chefiado pelo excelente ex-aluno da Universidade Independente, José Sócrates, vem propor em 2007 o que o jovem estudante havia proposto em 1992. Pasme-se o Zé-Povinho ao ver que está governado por gente tão vanguardista! !!!...

De facto, o que na altura era apresentado por um simples estudante, de 26 anos, como uma real alternativa ao sistema de propinas que estava em vias de ser alterado, tendo em conta um dos objectivos da alteração da lei das propinas - permitir mais bolsas para os estudantes que delas necessitassem(?!) para continuar os seus estudos - aparece como se fosse uma proposta genuinamente governamental em 2007...

Se o ditado popular diz que “mais vale tarde do que nunca”, nas circunstâncias actuais, quase me arrisco a dizer que “mais vale nunca do que tarde”. Isto porque, devemos ter em linha de conta a evolução recente das potencialidades de emprego dos jovens licenciados... Se possuir uma licenciatura era outrora (anos 80 e 90) uma garantia de um emprego qualificado, hoje já não dá qualquer garantia de emprego a nenhum licenciado pois a maioria dos cursos (incluindo medicina para o que a Espanha soube formar, atempadamente, recursos que ocupam agora os quadros dos hospitais e centros de saúde de Portugal) não passam já de uma garantia de trabalho para os professores do ensino superior e um "Passaporte para o Desemprego"! Se a isto juntarmos o facto do mesmo (des)governo de José Sócrates ter, absurdamente, dilatado a idade da reforma para os 65 anos, depressa se conclui que, com o excesso de docentes e de outro pessoal qualificado na função pública e a sua consequente fuga para as empresas em busca de um lugar ao sol, apenas um número reduzido de estudantes que ingressam  hoje na universidade terão o retorno do seu investimento! Se a isto juntarmos a filosofia europeia que se está a disseminar como um cancro pois querem que trabalhemos em qualquer parte da Europa pelo mesmo dinheiro (veja-se o que fez o ME de José Sócrates com o ensino português no estrangeiro, em que se ganha o mesmo em qualquer comunidade Espanhola quando os locais recebem diferentemente em função do nível de vida da Comunidade Autónoma em que exercem!) então... depressa se conclui que as licenciaturas serão, certamente e na sua maioria, para o desemprego!

Assim, de que servirá a um jovem o investimento num curso por mais que dele goste se a garantía de retorno do investimento já não passa de uma miragem para uma grande parte dos cursos?

 

Que terá levado Sócrates a implementar esta medida? Claro... É óbvio. A falta de alunos nas universidades ou a falta de emprego para os jovens que assim ficam no número dos estudantes e não aumenta as taxas de desemprego!

 

Que fez o Estado ao formar tantos e tantos professores para agora lhes dizer “que procurem outros empregos, fora da função pública” se a grande maioria, das escolas portuguesas são públicas? Como procurar no privado o que é quase monopólio do Estado?

Se não há garantia nem expectativa de conseguir um emprego com uma licenciatura que têmd e pagar... como vai o jovem retribuir ao Estado o dinheiro emprestado?

Quem vai o Estado (conduzido por este ou por outro partido no governo) que se habituou a fazer leis com aplicação retroactiva (basta ver a vergonha do concurso de professores titulares no qual fui promovido mas que continuo a contestar... por ser vergonhoso), obrigar o jovem a pagar a factura do custo do empréstimo concedido para concluir a sua licenciatura? Claro... aos pais! Aos fiadores... À familia!

 

Enfim... Os governantes deveriam andar à frente no tempo... conduzir a sociedade com vista a um futuro melhor. Ser capaz de conduzir os jovens criando-lhes legítimas expectativas e não falsas ilusões. Por isso, esta medida vem com 15 anos de atraso. É inadaptada aos dias de hoje.

Perguntem ao mesmo jovem se considera hoje válida uma sua proposta que deveria ter vigorado desde há 15 anos e a resposta será, segura e inequívoca: Não. Infelizmente, os políticos portugueses (que chegam aos lugares de decisão porque são eleitos ou nomeados, não porque tenham demonstrado competência em qualquer das áreas de que têm o leme!) continuarão atrasados no tempo. Por isso, a proposta que hoje apresentaria, seguramente, só será elevada a lei daqui a outros 15 anos!

 

Paul-Henry Chombart de Lauwe, sociólogo francês, afirmara (numa palestra levada a cabo no Campus de Gualtar Universidade do Minho) que os governantes deveriam andar 10 anos à frente dos governados... Para o sociólogo francês, seria espectável que os governantes de qualquer país, tivessem uma visão de futuro...

Neste sentido, Portugal vai muito mal governado... Esta medida deveria ter sido implementada nos anos 80, ou, o mais tardar (como o jovem propunha) no início da década de 90... Mas, nunca no século XXI... Só em 2007 Sócrates acordou? Por onde andou estes anos todos? Será que já se esqueceu que esteve no Governo de António Guterres?

Porque afirmamos isto? Simples... Se as tivessem proposto esta medida nessa altura os políticos e governantes teria tido uma visão de futuro, muitos dos estudantes que abandonaram o ensino teriam continuado no sistema... E teríamos uma sociedade mais competitiva... Assim... Temos o que temos. Abriram vagas nas universidades "sem conta, nem peso, nem medida". E ainda por cima, em cursos sem qualquer saída assegurada como são as licenciaturas com via de ensino (já sobram os professores nas escolas) ou o Direito (pois que, a não ser que se pense incrementar a conflitualidade entre os portugueses, o que já não faltam é placas a anunciar advogados, em qualquer rua de qualquer cidade). E isto tudo quando a luta contra o numerus clausus servia de "cavalo de batalha" da "arena política". Políticos irresponsáveis que nunca pensam nas consequências porque nunca respondem por elas: são erros políticos. Paga-os quem neles votou. Isto é o problema da democracia actual!

Esta realidade estava bem à vista e a olho nu.

Hoje, como ontem, continuam a faltar médicos em Portugal. Vêm de Espanha, da Colômbia ou de leste... Por que esperam para abrir novas vagas em medicina? Será que os organismos corporativos não o permitem? Claro. Por isso, em França, apenas pagava 20 euros por uma consulta com um especialista do mesmo foro que em Portugal onde me custava mais de 40 euros. Somos um país pobre onde se paga tudo como se fôssemos ricos. Qualquer consulta da especialidade, em Portugal custa ao doente entre 40 e 80 (ou até mais). Porquê? E é isto que temos hoje: excesso de professores e de advogados mas uma grande falta de médicos... Culpa de quem? Terá sido por pressão de alguma organização corporativa que impediu que abrissem vagas apra medicina? Ou será que o curso de medicina fica assim tão dispendioso para as universidades que lhes é mais vantajoso continuar a formar professores e advogados...?

Enfim... Na verdade, se "10 anos é muito tempo" na voz de Paulo de Carvalho, que seriam 15 ANOS para o mesmo cantor?...   Porém, se pensarmos em termos políticos, para uma colectividade, para uma nação, para um povo... então, 10 anos pode ser o preço de uma vida... o futuro de milhares de jovens que se vai e não tem retorno...!

 

Voltemos ao tema. Infelizmente, Sócrates (que tinha estado no governo desde 1995 a 2002) só em 2007 é que despertou para o problema do financiamento do ensino superior. E veio com a ideia de financiar os jovens para que pudessem estudar (actualmente, pagar as propinas!) como se fosse uma ideia inovadora. No entanto, esta ideia ou proposta de financiamento, aparentemente original, não passa de um plágio (ou simples coincidência com um atraso de mais de 15 anos!). Com efeito, a legislação agora aprovada, foi outrora (1992) proposta por um jovem estudante de Sociologia da U.M., um simples cidadão comum (que, após recusa de outros órgãos de comunicação social, foi publicada no jornal oficial de uma Universidade do Minho (Campus), no último mês de 1992.

 

Ora, meus caros, isto é, simplesmente, uma vergonha para o governo de José Sócrates, pois corresponde à passagem de um autêntico atestado de falta de visão política, ou até mesmo, por que não, de incompetência governativa...! E o mais triste nem é estar com 15 anos de atraso. É que permanece a falta de visão prospectiva. Sim... Isso é o mais triste. É que, o estudante que outrora fazia essa proposta, passados 15 anos já não a vê como "credível" pois que a licenciatura já não é garantia de emprego. Por certo, no futuro, poucos serão os estudantes que beneficiarão, de facto, de um melhor emprego por terem concluído uma licenciatura.

Por isso afirmamos que, se nesse longínquo ano de 1992, apresentada essa proposta, nas circunstâncias do futuro próximo, jamais apresentaríamos uma tal alternativa. Hoje e ainda mais no futuro, poucos serão os jovens que terão garantia de emprego pelo facto de uma terem concluído uma licenciatura. Antes, pelo contrário, muitos terão de esconder a licenciatura se quiserem encontrar emprego numa pastelaria, padaria, sapataria, ou até numa estufa de flores.

 

Enfim. Quase somos tentados a comentar a ideia genial do Senhor Ministro com a frase: SEM COMENTÁRIOS !...

 

 

publicado por J.Ferreira às 13:36

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