Domingo, 11 de Novembro de 2007

Pais Contra a Ministra da Educação

 

Pais e Alunos contra a Ministra da Educação?

Impossível? Ou nem por isso!...

Basta que os professores decidam levar à prática ideias que pairam pela internet... A força dos media permitem aos governos entulhar a opinião pública que, injustamente, se virou contra os professores como se fossem os culpados das desgraças que atingiram o nosso país...

Já todos sabemos que não podemos contar, da parte dos governos, com uma postura digna e dignificante da classe. Dos diferentes governos que sucessivamente têm resultado das eleições (e já por lá passaram quase duas dezenas!) nenhum quer assumir a responsabilidade pelas políticas dos anteriores (quantas das vezes, formados por políticos que, como que "rotativamente",  voltam a ser empossados...!).

Porém, se no campo da economia (problemas de desemprego, da inflação, da saúde... etc.) os recém-eleitos culpam as políticas adoptadas pelos Governos anteriores, no campo da Educação as culpas têm vindo a ser dirigidas, injusta e incoerentemente, aos professores...

Assim, em vez de se lançarem contra as opções educativas dos governos anteriores relativamente à Educação, os ministros que assumem a pasta da Educação apresentam à sociedade como culpados, ora as escolas ora os professores quando estes apenas se limitam a agir de acordo com , normativos aprovados pelos governantes, ou com ordens emanadas superiormente, ainda que delas discordem quer porque pedagogicamente não são defensáveis quer porque se preveja facilmente o abismo para o qual se caminha.

Assim, o actual Governo de José Sócrates (através dos seus Ministros e com a cumplicidade de alguma Comunicação Social) procurou vender (a todo o custo e sem quaisquer escrúpulos) a ideia de que tudo que há de bom na sociedade (incluindo os bons resultados de alguns dos alunos!) é mérito dos políticos (leia-se governantes)... e tudo que há de mau na sociedade (incluindo os maus resultados de outros tantos alunos!) é culpa da escola, leia-se, dos professores!

Pois bem... Também nisto chegou a hora de dizer Basta!

 

Que os Pais e Alunos se solidarizem com os Professores... E se não o fazem por "convicção", saibamos demonstrar-lhes os verdadeiros motivos da nossa indignação, com uma simples demonstração aplicando aos seus filhos o memso princípio que, muitos pais se não mesmo a maioria, considerou justo que a Senhora Ministra aplicasse na avaliação dos professores.

Enfim... Seria uma injustiça e estou certod e que nenhum professor seria capaz de o fazer... Porque... uma certeza os pais portugueses podem tera felicidade dos seus filhos na escola não depende da alegria da Ministra em destruir a dignidade dos professores. A alegria dos seus filhos depende do bom estado de equilíbrio e da sensação de um justo reconhecimento do trabalho dos professores na Escola. Mais ministro, menos ministro... dá o mesmo! Os males feitos aos professores é que não dão o mesmo! De facto:

Quem se recorda do Ministro que tutelava a pasta da Educação quando era aluno? Ninguém, ou quase ninguém! Mas...do porofessor, sem dúvida, muitos...! Por isso deixamos aqui um apelo aos pais: Sejam gratos para com os professores!

Efectivamente, os professores sempre foram (e, apesar dos consecutivos ataques e atentados da Ministra, continuarão seguramente a sê-lo, !) dos profissionais que, para além dos pais, se interessam verdadeiramente pelos filhos dos portugueses.

Assim, muito para além do que os números dos resultados das provas possam apresentar, os professores são dos maiores interessados na felicidade dos seus alunos. Vivendo no meio dos alunos uma grande parte da sua vida, a realização pessoal e profissional dos professores depende também, e em grande parte, o real desenvolvimento de competências, capacidades e aptidões dos alunos, isto é, numa real aprendizagem e desenvolvimento global dos filhos dos portugueses e demais crianças e jovens que frequentam a escola.

E isto, muito para além das notas em exames que as crianças possam ter (e que para nada servem, realmente, basta ver a valorização que é feita do percurso escolar para se aceder a um qualquer posto de trabalho na nossa sociedade!)...

De facto, o Governo não quis dar ouvidos à Plataforma Negocial constituída por 14 sindicatos sobre o novo Estatuto da Carreira Docente. Para tal, a Ministra da Educação não se cansa de demonstrar o seu regozijo quando afirmou que pouco lhe importava que tivesse impostas  enormes injustiças aos professores: "perdeu os professores mas ganhou os pais"
Por isso continua o seu atentado contra o profissionalismo dos professores e segue a sua estratégia que visa aniquilar, por completo, o que ainda resta da dignidade dos profissionais de educação. E, já nem estão em causa os rombos feitos nas legítimas expectativas de muitos relativamente aos seus salários, estagnados, desvalorizados...

Pois bem. Um Estado de Direito democtico não deveria ser possível que uma Senhora — que por mero acaso (e não por competência específica e provas dadas para o cargo em que é nomeada, como acontece com os professores que são avaliados por dezenas de docentes universitários, muitos deles com doutoramento... ) chegou ao posto de Ministra da Educação — tenha a faculdade de atentar contra a a dignidade de mais de 400 mil professores, legitimamente reconhecida pela sociedade...

Em apenas meia dçuzias de falsas verdades, recorrendo à manipulação de dados estatísticos, criou a ideia na população portuguesa (e nos ais, obviamente) de que os professores são os culpados de todos os males da sociedade...

Isto tudo como lodo atirado para os olhos dos portugueses. Como se, fosse verdade... Porém, numa sociedade altamente competitiva, mesmo com os alunos a terem notas altíssimas, no máximo possível de Sucesso Escolar, os que tenham as notas menos altas (16, 17, 18... ) acabam marcados pelo Insucesso Escolar... por culpa única dos governantes)...

Como ? Explicamos...

Por que motivo é que os políticos (que para tudo legislam e tudo regulamemtam) permitiram manter em funcionamento nas universidades, cursos que se sabia há muitos anos que para nada serviriam?

Por que motivo foram obrigados (e ainda continua a obrigar) muitos dos estudantes portugueses (filhos de "pagadores de impostos", diga-se) a deslocarem-se para universidades de Espanha a fim de realizar a sua formação, nomeadamente em medicina?

Com a falta de médicos que há desde longa décadas, que forças impediram os políticos de promover a formação em medicina (e de, consequentemente, fechar os cursos via ensino que formavam para o desemprego!...) para que qualquer cidadão, tal como em frança, possa ter uma "consulta na hora" por apenas 20 € (num país onde o salário mínimo ultrapassa os 900 €, note-se)?

Po que nunca quiseram intervir onde deveriam, quanto antes para que não estivéssemos hoje com imensos professores com horário ZERO... De  quem é a culpa? Claro. Não é, certamente, dos professores... Ou será que também vão culpar os professores, em última instância, da incapacidade dos políticos?

Que fazem os políticos eleitos no Parlamento?

Será que nos esquecemos dos alunos com media de 16, 17 ou ate mesmo 18 valores no final do Ensino Secundário (mesmo nos exames) que ficam de fora das universidades ou são obrigados a emigrar para se formarem...

Para onde caminham os cérebros portugueses? Para o Parlamento...? Bem vamos, bem vamos...

Na verdade, os docentes são dos profissionais mais dedicados à sua missão. Autênticos missionários que exercem em povoações distantes, quantas delas sem condições exigíveis e adequadas à prática educativa, em nada condignas, quer para alunos quer para professores...

Ainda assim, continuam a garantir o direito à educação e ao ensino de centenas de milhar de crianças e de outros tantos jovens, mantendo neles viva a esperança num futuro melhor...

Os professores são do que há de melhor em termos de profissionalismo. Poucas classes profissionais se sujeitariam a trabalhar nas condiçoes em que trabalham muitos professores. Poucos ou nenhuns abraçariam causas nas quais não acreditam. Mas os professores têm obedecido às normas emanadas dos Ministérios que os tutelam. Agora, depois de terem cumprido escrupulosamente com os seus deveres, são acusados injustamente das desgraças do nívcel educativo a que chegamos. Pois os resultados espelham as sucessivas reformas vindas , tal como estas, das instâncias superiores, isto é, emanadas pelos titulares da pasta da Educação dos sucessivos governos.

Há claro erros (menores, claro, mas há...) dos professores. Errar é Humano! No entanto, se algum erro grave cometeram, ele está à vista: terem contribuído apra que esta Senhora chegasse a desenvolver tamanha competência: a de insultar os professores, seus mestres. Se tivesse ficado pelo caminho na escolaridade, nunca chegaria a atrever-se a "insultar" os profissionalismo dos seus mestres! Depois, não é exemplo para ninguém... Até para um aluno que, atónito, comenta: "EU NEM ACREDITO NISTO!Que modelo de Educação, Senhora Ministra da Educação! Já agora, vejam, "claramente visto" como actua a Senhora Ministra da Educação do nosso país... (carregue aqui para ver o vídeo amador no Youtube). E digam-nos lá... Que exemplo de  Pedagogia... Digno de um prémio Nobel... Sem dúvida! Ou, por que não... já agora que a moda parece querer pegar, à semelhança do que instituíram para os professores, o Prémio de melhor Ministra do Ano!.." Ou simplesmente: Uma Vergonha! Se esta Senhora diz que algum dia foi professora eu renegop a minha profissão!... Creio que milhares de portugueses se envergonhariam de tomar uma tal atitude...

Numa onda de exageros verbais, dir-se-ia mesmo super... hiper... anti-pedagógica! É este o nosso modelo de competência?... De rigor?... De profissionalismo?... De excelência?... Pois bem... Cá para nós, a Senhora Ministra estaria CHUMBADA... E nunca mais teria direitoa exercer a profissão... E ponto final!

 

Mas, o maior problema é que, neste governo, não é a única...  O chefe do Governo, José Sócrates, dá-nos um excelente, um supremo exemplo do que é "ser bem educado" (Aqui o filme em Youtube) . Enfim, Sócrates tomou a inicativa para cumprimentar o seu Ministro, Luís Amado, dando-lhe "Parabéns"... Mas, ao avistar alguém mais importante (ou algum cão grande, como se diz na gíria popular) da comunidade Europeia, nem chegou a apertar-lhe a mão, deixando-o de mão estendida no meio da sala. Que modelo de Educação, Senhor Primeiro Ministro!... Que bem que vai a Educação.

Aliás, diria a Ministra, os professores foram os culpados... É que foram eles que formaram advogados, engenheiros, médicos, enfermeiros... que chegaram a deputados e a Minuistros!

Percebem agora por que são tão massacrados os professores? É que estes governantes não gostam de ser como são (mal educados) e como tal, há que cuulpar alguém. Por isso, elegeram um bode expiatório das sua "falta de tudo": os professores...

Por incrível que pareça, todos os profissionais que foram formados pelos professores são repetidamente reconhecidos como competentes e excelentes profissionais quer pelos seus bastonários, quer por políticos e órgãos da comunicação social! Sim… de todos se ouvem elogios…! Todos são excelentes profissionais… E chegaram lá tendo como professores um “bando de malfeitores” pois têm a ousadia de querer fazer crer que “são quase todos uns incompetentes”… Assim, todos são capazes… menos os seus mestres! Estes apenas uns 10% podem ser bons!

Como inverter resta situação?

Há dias recebemos por email umas sugestões que consideramos interessantes e pragmáticas. Haja coragem, professores. Façamos ouvir a nossa indignação! Assim, aqui reproduzimos, com algumas adaptações.

Formas de luta? Não faltam! E nem precisamos de encerrar as escolas ou de fechar azer cortesde estradas!
Pois bem... Que tal fazer um pouco de diplomacia e demonstrar aos pais a aberração da lei da Senhora Ministra? Basta fazer com os alunos exactamente aquilo que a Ministra quer fazer connosco (e os pais apoiam!), a ver se passam a entender a nossa luta. E vamos já habituando os seus filhinhos para o choque das futuras frustrações na carreira impostas pelos limites à competência e inteligência (5%, 10%, etc…) impostos pela ministra (veja-se como vai ser a progressão na carreira), e que a quase totalidade dos pais (incluindo alguns, ou muitos mesmo, que são professores, é claro) apoia incondicionalmente! Vejamos como reagem impondo o mesmo sistema aos seus filhos! Assim...

1. Que todos os professores tenham a coragem de fazer uma monumental greve de "zelo", cumprindo apenas os serviços mínimos na sala de aula.

Se os pais apoiam a Ministra e não se importam com a vida escolar dos seus alunos talvez seja a única forma de o começarem a fazer.
Há que dar
a matéria, ao ritmo mínimo, tirar-se as dúvidas a quem estudou. Nada de se repetirem exposições.

2. Há que estabelecer já para este ano, cotas em cada uma das turmas que leccionamos. Assim, e tal como a ministra faz connosco:
Em cada 20 alunos, apenas 10% terão a nota máxima! Portanto, caso haja mais do que 2 alunos a merecerem nota 5 (18, 19 ou 20, conforme a escala)… Paciência! Ficam com a nota máxima os dois melhores. Mas se um destes faltou mais de 3 dias por doença, terá que ter paciência! Fica com 4 (15, 16 ou 17) e sobe o seguinte a aluno à nota Máxima (como nós a titular). Os restantes alunos cotam-se, proporcionalmente, por aí abaixo. 10% de nota máxima e 20% de nota Boa …  Os restantes há que corrê-los todos com nota Suficiente... Se uma turma for muito boa e tiver 10 alunos que merecessem 4 e 5, outra vez… Paciência. «Nem todos podem chegar a generais (chefes… titulares…!», não é verdade…?

Assim, dois alunos ficam com 5 (18, 19 ou 20, quatro alunos com 4 (15, 16 ou 17) e os restantes terão apenas (10, 11, 12 ou 13) !
Ainda que todos merecessem a nota máxima!
Ai, faltaram? Estiveram doentes? Foram ao funeral da mãe, da tia, da avó?

Quem os mandou adoecer? Quem mandou o carro avariar e chegar tarde uma vez? Os mortos nem iriam ficar a saber se foram ou não ao funeral…! Quem mandou o irmão mais novo contagiar o mais velho com sarampo?
Pois bem… Eis o resultado da solidariedade que apregoa a Ministra! E vivam os alunos que são solidários com os professores… Ainda que voluntariamente… ainda que à força!

Os paizinhos engoliram o discurso da ministra???!!!Pois bem. Agora que se aguentem... Todos sem excepção, incluindo obviamente o tal senhor que é Presidente da Confederação das Associações de Pais (CONFAP), sejam coerentes e tenham coragem de defender com unhas e dentes (como o fazem com a aberração desta avaliação!) esta proposta de avaliação dos seus filhinhos... Aliás, a escola de preparar par a vida e eles necessitam de ser preparados para a injustiça que os espera num futuro mais ou menos próximo, onde os seus paizinhos defendem os ditadores deste tipo de leis... Leis que são um tremendo, horroroso, inadmissível absurdo!

Enfim... E viva a Selecção Natural… Viva a Lei da Selva! Safe-se quem puder… procurem as escoals onde haja alunos menos competentes e os vossos filhos terão notas excelentes… Quem sabe, mesmo, as melhores notas da turma! Não é verdade que “Em terra de cegos quem tem olho é rei!” E, se consideram que «nem todos podem chegar a general»? Pois então? Os seus filhos também não!

Aqui temos tão só e simplesmente a aplicação prática do mesmo princípio aos filhinhos dos portugueses!

 

Será que aqueles "paizinhos" dos nossos alunos, tão prontamente apoiaram as medidas da Ministra, engolindo e reproduzindo o seu discurso e os seus argumentos nas esquinas das ruas e nas esplanadas dos cafés, serão capazes de abir os olhos e se darem conta da aberração que foi feita por esta Ministra da Educação relativamente à avaliação dos professores e, consequentemente, à carreira docente?

Ou, como diz o Zé-Povinho, vão dar-se conta de que “mais cego do que o cego é aquele que não quer ver”,  e vão colocar-se do lado dos professores, tremendamente injustiçados com a alteração da carreira docente imposta por esta Ministra?

Face a estas iniciativas dos professores para demonstrar aos pais quão  injusta é esta reforma do ECD, cremos que termos muitos mais pais a apoiar abertamente a luta dos professores... Ou será que não?

 

Nota: Este texto surge na sequência de reflexão feita sobre um texto que circula pela net... De facto, muitos de nós já demonstraram que não deveríamos baixar os braços! Isto para que a "Razão da Força" utilizada pelo poder legislativo da Senhora Ministra não tenha a capacidade de se impor à "Força da Razão" que está seguramente do lado dos milhares de Professores prejudicados, todos temos a obrigação de não baixar os braços... e lutar! Cada um com as armas que estejam ao seu alcance... E a comunicação social é a maior de todas!...

 

 

 

publicado por J.Ferreira às 19:30

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