Sexta-feira, 25 de Janeiro de 2008

Políticos Atacam Os Professores... Porquê?

Estudo demonstra que a Ministra da Educação está, seriamente, equivocada, quanto às medidas que tomou penalizadoras da carreira docente...

Assemelhando-se mais a um vírus que é necessário banir, as medidas tomadas que levaram à diminuição da auto-estima dos professores e à sua desvalorização social, corroboradas por falsos e infundados discursos de alguns jornalistas destruidores do direito à dignidade e ao bom nome por parte dos professores. Com efeito, os professores não são tidos nem achados pela Direcção dos mesmos programas de (des?)informação para que possam contestar esses pseudo detentores de toda a sabedoria (sob a capa de jornalistas, escritores, comentadores (?!)  ou que quer que seja, de que o Senhor Miguel de Sousa Tavares é um óptimo exemplo pela negativa...) e que tecem em directo a sua miserável, ridícula, insultuosa quando não mesmo estúpida opinião, sobre "tudo e qualquer coisa", como se de "O crânios dos crânios" se tratasse...

Estes senhores apenas pretendem lançar na sociedade a desconfiança sobre a competência dos professores, que para chegarem ao lugar que ocupam são submetidos a imensas provas de avaliação ministradas pelas pessoas mais credenciadas do país.

Porém, nenhum deles se atreve a duvidar da competência dos Professores Doutores e Catedráticos das Universidades que assumem a responsabilidade pelas mais diversas Faculdades e Universidades (sejam elas de Letras  ou de Medicina?!...). Parece moda bater nos professores. Por isso, determindaos comentadores e jornalistas seguem o exemplo do maior dos arruaceiros e não se coibem de trecer oppinião sobre o que nada percebem... Logo, arremessam pedras para cima dos professores das escolas públicas que têm filhos de muita mãe e de muito pai (quantos deles emboram sejam letrados, mal sabem ler ou escrever!...) pois contra as privadas também nada podem fazer...!

 

Ora, os professores são avaliados ao longo da sua formação. São avaliados por dezenas de professores doutores (que sistematicamente vêm a sua competência a ser posta em causa por políticos ou jornalistas e comentadores (normalmente, por incompetentes, diga-se!).

Mais. São dos profissionais que mais buscam formação ao longo da carreira. Aperfeiçoam-se até nmas conversas de café, onde se podem encontrar nas esplanadas a trabalhar, discutindo problemas das escolas de aprendizagens de alguns (muitos!) dos alunos, partilhando  estratégias utilizadas por cada um como se de mais nada soubessem falar (como por exemplo, de futebol, que parece ser para os jornmalistas muito mais importante que a educação: veja-se o tempo de antena que é dedicado a um e a outro tema e está tudo dito..:!)

De facto, para além dos pais, ninguém mais — nem ministros, nem Secretários de Estado nem mesmo Sua Exª o Senhor Presidente da República (não referimos José Sócrates, o que deveria ser o Primeiro Ministro de Portugal, pois  esse, na escolha que fez para Ministra da Educação já demonstrou bem quanto amor tem para dar (não à Ministra... mas antes à Educação, é claro! ). Demoinstra bem o quanto se preocupa com os alunos e o seu futuro...

Nada admira. Outro ditador, conhecido por Salazar, também assim queria... Quanto mais estúpido for o povo... mais sereno ele será... e, logicamente, mais facil se enganará... Enfim, mais fácil será de se governar... ou de governar-se... Logico: se não souberem fazer contas... nem se dão conta! Lembrem-se de António Guterres e as contas do PIB? Bem... a memória parece ser curta... 

Retomando, afirmaríamos categoricamente que ninguém estará tão ou mais envolvido na aprendizagem dos alunos que os professores. Os alunos são a sua razão de existir... E a Escola é a sua vida pois dela depende a sua felicidade. A maioria do tempo de vida de um professor é passado na escola. Queiram ou não, um professor que não se sinta feliz na escola passará a maioria da sua vida num estado de infelicidade. Por isso todos nos preocupamos com a qualidade dos espaços da escola (inconcebíveis, alguns, indignos, outros lamentáveis, uns quantos mais...). E protestamos pelos alunos, pelas condiçõe de aprendizagem, de recursos ... enfim. Mas ninguém nos dá ouvidos...

Parece pois, ser chegada a hora dos professores dirigirem aos jornalistas do tipo Miguel de Sousa Tavares, à semelhança do que fez Juan Carlos, Rei de Espanha, quando se dirigiu ao Presidente da Venezuela, Hugo Chaves, apenas e só a seguinte pergunta: "Porqué non te callas?"

Com efeito, num Estudo Internacional feito mundialmente, os jornalistas deveriam remeter-se à sua insignificância e calar-se de uma vez por todos...  de origem insuspeita pois, contrariamente ao que gostaria de poder afirmar a Senhora Ministra (lançando uma vez mais lama para os olhos  dos portugueses) este estudo não é feito por nenhum Sindicato de Professores.

Com efeito, a análise que dele pode ser e foi retirada é simples:

Em todos os países e por todos os continentes, os cidadãos confiam nos professores, na sua capacidade, idoneidade, competência... Só a mnistra é que os rotula do contrário!...

Convidamos a todos a ler os resultados desse estudo (de que transcrevemos abaixo a sua parte introdutória em jeito de cenas do próximo episódio para lhes abrir o apetite...). Uma leitura atenta da sua síntese permite ter uma ideia mais precisa da importância social dos professores: 

 

"A Gallup perguntou «em qual deste tipo de pessoas confia?», indicando como respostas possíveis políticos, líderes religiosos, líderes militares e policiais, dirigentes empresariais, jornalistas, advogados, professores e sindicalistas ou «nenhum destes», tendo esta última resposta sido escolhida por 28 por cento dos portugueses, 26 por cento dos europeus ocidentais e 30 por cento no mundo.

A Gallup questionou «a qual dos seguintes tipos de pessoas daria mais poder no seu país?», dando como opções políticos, líderes religiosos, líderes militares e policiais, dirigentes empresariais, estrelas desportivas, músicos, estrelas de cinema, intelectuais, advogados, professores, sindicalistas ou nenhum destes.

A opção «nenhum destes» foi escolhida por 15 por cento em Portugal, 19 por cento na Europa Ocidental e 23 por cento a nível internacional."

Enfim... Ao ver o que se passa em Portugal com a perseguição que está a ser feita aos professores. apenas nos apraz dizer:

"Sem comentários"...

 

publicado por J.Ferreira às 13:28

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Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2008

"SS" ou "O Sindroma de Sócrates"

“SS: Sindroma de Sócrates”

Caríssimos leitores. Caríssimas leitoras.

Há dias foi publicado um artigo escrito por um professor universitário cuja frontalidade admiramos pois muito nos admira que, num Portugal democrático (?!!!) as competências das Universidades e dos seus professores (e são dezenas os que participam na avalição dos alunos ao longo dos cursos de formação de professores) tenham sido alvo de um ataque (indirectamente, é certo, mas que o foram, ah isso é que foram!) na legislação que foi publicada pelo Ministério da Educação relativamente à avaliação das competências dos professores recém-formados pelas universidades (criando uma barreira ou filtro no ingresso na carreira de professores que as universidades aprovaram e licenciaram como tal!)

O que mais estranha é que nunca tenha saído qualquer comentário nem qualquer crítica por parte, por exemplo, do Conselho de Reitores...

 

Poucos como Santana Castilho se aterevm a pôr o dedo na ferida... Poucos como Santana Castilho adoptam uma posição dignificante para a classe... Quase me atrevería a dizer: Santana Castilho a Ministro... Já!

Trata-se de alguém que, como diz o ditado ”“Não tem papas na língua!” ou como dizem as gentes atentas e alerta do povo “Não anda com paninhos quentes” (quiçá, como tantos outros, à procura ou espera de tacho!)...

Nós apenas fizemos os destaques e, alguns nossos comentários entrelaçados no texto pelo que os destacamos com cor.

Este texto de Santana Castilho deve ser lido “de fio a pavio”!

O título (Por que muda a gestão das escolas?   Porque sim! ) é, por si só, bem sugestivo do perigo em que nos encontramos enquanto democracia...

 

Por que muda a gestão das escolas?   Porque sim!

Santana Castilho - Professor do ensino superior

Público - 08.01.2008

O único critério, o critério oculto, é domar o que resta, depois de vexar os professores com um estatuto indigno.

 

"O que Sócrates disse no último debate parlamentar de 2007 não me surpreendeu. azia sentido esse fechar de ciclo de genuflexão dos professores. Para analisar o diploma agora posto à discussão pública, vou socorrer-me de dois excertos do discurso com que Sócrates fez o anúncio ao país. "Chegou agora o momento de avançar com a alteração da lei de autonomia, gestão e administração escolar." Mas Sócrates não explicou porquê. Para suprir a lacuna fui ler o novo diploma, compará-lo com o anterior, e tirei estas conclusões:

1. Os dois diplomas apregoam autonomia mas castram toda e qualquer livre iniciativa das escolas. Nada muda. Apenas se refina o cinismo, na medida em que muito do anteriormente facultativo (o pouco que não estava regulamentado) passa agora a obrigatório. Não há uma só coisa que seja importante na vida da escola que o órgão de gestão possa, autonomamente, decidir. Um e outro são uma ode ao centralismo asfixiante.

2. O novo diploma diminui o peso dos professores da escola nos órgãos de gestão dessa escola. Esclareço a aparente redundância trazida pela insistência no vocábulo "escola" na construção deste parágrafo. É que o novo diploma torna possível que um professor de qualquer escola, mesmo que seja privada, concorra a director de qualquer outra, pública, mediante "um projecto de intervenção na escola". Que estranho conceito de escola daqui emana! Como pode alguém que não viveu numa escola, que não se envolveu com os colegas e com os alunos dessa escola, que não sofreu os seus problemas nem respirou o seu clima, conceber "um projecto de intervenção na escola"? Não é de intervenção que eles falam. É de subjugação! É a filosofia ASAE transposta para as escolas. Não faltarão os comissários, os "boys" e os "laranjas" deste "centralão" imenso em que a oligarquia partidária transformou o país, a apresentar projectos de intervenção "eficazes", puros, esterilizadores de maus hábitos e más memórias. E este é o único critério, o critério oculto que Sócrates não explicitou: domar o que resta, depois de vexar os professores com um estatuto indigno, de os funcionalizar com uma avaliação de desempenho própria de amanuenses, de os empobrecer com cotas e congelamentos, de os dividir em castas de vergonha. Tinha razão o homem: "Chegou agora o momento de avançar com a alteração da lei de autonomia, gestão e administração escolar." "A nossa visão para a gestão das escolas assenta em três objectivos principais. O primeiro é abrir a escola, reforçando a participação das famílias e comunidades na sua direcção estratégica. O segundo objectivo é favorecer a constituição de lideranças fortes nas escolas. O terceiro é reforçar a autonomia das escolas", disse Sócrates na Assembleia da República.

Mas que está por baixo do celofane? A "abertura" é uma falácia. O Conselho Geral, com a participação da comunidade, já existe, com outro nome. Chama-se Assembleia. Porém, os casos em que esta participação teve relevância são raros. E quem está nas escolas sabe que não minto. Ora não é por mudar o nome que mudam os resultados. A participação da comunidade não se decreta. Promove-se."

 

Afinal, por que é que Sócrates publicou uma lei anti-tabaco que permite que sejam multados os proprietários de cafés e restaurantes e outros espaços públicos onde estejam clientes a fumar (quantos deles pais e mães dos nossos alunos que nas costas dos proprietários puxam do cigarro enquanto aqueles servem outros clientes!) Cremos ter chegado a hora de ter a coragem de publicar também uma lei que sancione com multas equivalentes os pais que faltam às reuniões na escola frequentada pelos seus filhos… Mas coragem para isso? Oh! Oh! É o tens…

 

"Se as pessoas acreditarem que podem mudar algo, começam a interessar-se. Mas o despotismo insaciável que este Governo trouxe às escolas não favorece qualquer tipo de participação. Para que as pessoas possam participar, há décadas que Maslow deu o tom: têm que ter necessidades básicas resolvidas. Aqui, as necessidades básicas são não terem fome, terem tempo e terem uma cultura mínima.

Ora, senhor primeiro-ministro, o senhor que empobreceu os portugueses (tem dois milhões de pobres e outros dois milhões de assistidos), que tem meio milhão no desemprego, está à espera que acorram à sua "abertura"? Sabe quem vai acorrer? Os ricos que o senhor tem inchado? Não! Esses estão-se borrifando para a Escola Pública. São os oportunistas e os caciques, para quem a sua "abertura" é de facto uma nova oportunidade.

O senhor, que tem promovido uma política de escola-asilo, porque as pessoas não têm tempo para estar com os filhos, acredita que as famílias portuguesas, as mais miseráveis da Europa, têm disponibilidade para a sua abertura? Não! Conte com os pais interessados de uma classe média que o senhor tem vindo a destruir e são, por isso, cada vez em menor número, e com os autarcas empenhados a quem o senhor dá cada vez menos dinheiro. De novo, repito, terá os arrivistas. Julga que é com os diplomas de aviário das novas oportunidades que dá competência à comunidade para participar na gestão das escolas? Não! Os que conseguiram isso começaram há um século a investir no conhecimento da comunidade e escolheram outros métodos. Porque, ao contrário do senhor, sabem que gerir uma escola é diferente de gerir um negócio ou uma rede de influências partidárias.

A sua visão de escola ficou para mim caracterizada quando o ouvi dizer que tinha escolhido a veneranda Universidade Independente por uma razão geográfica e me foi dada a ler a sua prova de Inglês Técnico, prestada por fax. O que politicamente invocou a propósito deste diploma, que agora nos impõe, está muito longe de limpar essa péssima imagem que me deixou. A mim e a muitos portugueses, pese embora serem poucos os que têm a oportunidade ou a independência para o dizer em público. Disse impõe, e disse bem. Porque a discussão pública é outra farsa. O senhor quer que alguém acredite nisto? Depois de ver o conceito que o seu governo tem do que é negociar e os processos que a sua ministra da Educação tem usado para lidar com os professores? Em plenas férias escolares (mais uma vez) lança a discussão de um diploma deste cariz e dá para tal um mês? Acha isso sério? Se o senhor estivesse de facto interessado em discutir, era o primeiro a promover e a dinamizar esse debate, através do Ministério da Educação. Mas o que o senhor tem feito tem sido cercear todas as hipóteses de participação dos professores em qualquer coisa que valha a pena: retirando-lhe todas as vias anteriormente instituídas e afogando-os em papéis ridículos e inúteis.

Dizem, ou disse o senhor, vá lá a gente saber, que cursou um MBA. Não lhe ensinaram lá que as mudanças organizacionais sérias estabelecem com clareza as razões para mudar? Cuidam de expor aos implicados essas razões e dar-lhes a oportunidade para as questionar? Devem assentar numa avaliação criteriosa do que existia e se quer substituir? Quando podem originar convulsões antecipáveis, devem ser precedidas de ensaios e simulações prudentes? Já reparou que terá que constituir mais de 10 mil assembleias a 20 elementos cada? Que tal como a lei está, são escassos os que podem ser adjuntos do director? Que fecha a porta a que novos professores participem nas tarefas de gestão? Que exclui, paradoxalmente, um considerável número de professores titulares? Que, goste dela ou não, existe uma Lei de Bases que torna o que propõe inconstitucional e como tal já foi chumbado pelo Tribunal Constitucional?
Lideranças fortes? Deixe-me rir enquanto não proíbe o riso. O senhor que só quer uma liderança forte, a sua, que até o seu partido secou e silenciou, quer lideranças fortes na escolas? É falso o que digo? Prove-o! Surpreenda uma vez e permita que professores independentes discutam publicamente o deserto em que está a transformar a Escola Pública e para que este diploma é o elo que faltava. "

 

Salazar (o ditador!) SAIU do PODER porque... um dia, caiu da Cadeira! Outros “ditadores” cairão, seguramente, com o voto do povo...

publicado por J.Ferreira às 13:18

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Sábado, 5 de Janeiro de 2008

O Voto em Branco numa Democracia Avançada

Já há muitos anos que questionamos a democracia pela forma como os cidadãos se sentem enganados poucos dias após a realização de um acto eleitoral…

E já não falo do facto de, em campanha, todos se aproximarem do Zé Comum e de, passados uns dias se apresentarem diante do mesmo com um conjunto de capangas a fazer-lhes segurança…
E na Finlândia? Numa reportagem (que passou numa televisão francesa) um Ministro da Educação deslocou-se a uma comunidade para inaugurar uma escola. Viajou de avião e foi sozinho (Sem qualquer comitiva a acompanhá-lo!)… Na investigação dos jornalistas ficou-se a saber que, em cada ministério, os representantes do povo pagavam (e mostraram a fazê-lo com o cartão Multibanco!) toda e cada refeição (que era servida num refeitório comum a vários governantes por uma empresa privada!). E o dinheiro dessas despesas saía-lhes da sua conta, istop é, pagavam as refeições com o dinheiro do ordenado (e não com subsídios à custa do contribuinte)!
Aguardou uns largos minutos no aeroporto até que chegou um Citroen Saxo cinzento, conduzido por uma senhora, sem qualquer segurança atrás… Ministro é "aquele que serve". Os ministros fazem justiça à verdadeira acepção da palavra pois são "servidores". E como tal são respeitados e queridos pois cuidam da coisa pública!
E em Portugal… Como é? Mordomias e mais mordomias… E, claro… Depois… Aperta o cinto ó Zé!
 
Por isso, sou a favor do voto consciente num determinado partido (que podem e devem existir em democracia!) mas também do VOTO em BRANCO! Não porque tenha dificuldade em fazer uma cruz num determinado partido!
E, se nenhum dos partidos servem, porque nenhum dos PARTIDOS apresenta um programa que agrada aos cidadãos, que existisse um local no boletim chamado BRANCO cujo cômputo permitisse deixar umas cadeiras vazias no PARLAMENTO e assim economizar uns largos milhares de euros ao erário público!
Aliás, que melhor avaliação se pode querer para esta classe política que decidiu penalizar os professores pelo abandono escolar?
Aplicar a mesma regra! Deixar os lugares vazios no parlamento e assim retirar o apoio que eles distribuem entre si, vá ou não o Zé votar às urnas!
Quando tantos votos em BRANCO como num determinado partido tiverem direito a LUGARES VAZIOS NO PARLAMENTO, meus caros...
E, se a minha velha ideia (data de 1992!) vier um dia a ser concretizada (plasmada na lei eleitoral, o que duvido!) os políticos que se cuidem pois deixarão de estar garantidos os tachos para os BOYS do partido.
Até esse dia, estes senhores (que querem culpar os professores por os alunos faltarem ou abandonarem a escola mandados pelos pais ou por sua negligência!) nunca serão, efectivamente, avaliados. Cada vez mais os eleitores ficam em casa e não vão às urnas. Hoje, quer vão votar 90% dos eleitores quer apenas 25% ou menos, o hemiciclo do PARLAMENTO acabará sempre por encher-se, e o Zé pagará a muitos deputados que não o representam, antes votam de acordo com a orientação do chefe!
Este governo utiliza falácias para enganar o povo português… Quer impor um sistema de avaliação dos professores onde se penaliza os docentes pelo abandono escolar dos alunos!
Mas eu, como cidadão contribuinte e eleitor, quero PENALIZAR os políticos pelo ALHEAMENTO DO POVO face à PARTICIPAÇÃO NOS "ACTOS ELEITORAIS".
TEMOS O DEVER DEMOCRÁTICO DE RESPONSABILIZAR OS DEPUTADOS PELAS PROMESSAS QUE FAZEM e que depois, UM DIA APENAS DEPOIS DE GANHAREM, fazem exactamente o contrário daquilo que prometeram em campanha. Chega de mentira. Democracia tem de ser sinónimo de verdade! Apelo à memória recente: lembrem-se de que Durão Barroso aumentou o IVA de 17% para 19%? Pois o PS na oposição criticou o aumento e, na campanha eleitoral de 2005, prometeu baixar os impostos… Ganhou e chegou ao governo!, Que fez? Pouco tempo depois, de chegar ao Governo, fez exactamente o contrário do prometido: e aumentou o IVA para 21%. Isto é democracia? Pode a democracia estar saudável ou mesmo sobreviver com a mentira?
Mais… Há que responsabilizar os deputados pelas leis que aprovam tem de acabar essa treta da disciplina partidária ou então mandem-nos todos para casa pois bastará pagar apenas a um deputado que leve uma placa (“plaquinha” ou “placona”, como queiram) com o número de votos que lhes foram atribuídos em resultado do processo eleitoral e já está.. Os políticos têm a obrigação de gerir o país como se fosse uma empresa. E o destino do país não se compadece com disciplinas partidárias… Aliás, pergunta-se: não é assim que se passa nas grandes empresas: os accionistas têm mais votos conforme investiram mais ou menos dinheiro na empresa…?
 
PS: Já agora, uma última achega. no início da década de 90, propúnhamos que os eleitores pudessem proceder à votação com um cartão tipo multibanco. Afinal, com tanta abstenção, fazia falta que este governo colhesse também esta ideia... Por que espera sócrates para introduzir esta inovação como mais uma do programa SIMPLEX ? Claro. Não interessa aos partidos e aos políticos que todos os cidadão vão votar! A abstenção não implica qualquer avaliação do seu desempenho. Podem ir só meia dúzia votar que os lugares no Parlamento serão todos ocupados... O governo decretou, de um dia para o outro, que os professores passariam a ter de concorrer (e fazer uma montanha de tarefas) pela internet sem lhes proporcionar a formação em informática necessária (área de que fomos formadores entre 1995 e 2000.) Da mesma forma, bem poderia proceder à alteração do sistema de votação. por forma a que fosse possível votar pelo multibanco. Esta seria a forma ideal pois todo e qualquer cidadão poderia votar independentemente do local do país onde estivesse... E da situação! É que há quem trabalhe e há quem esteja de férias no fim-de-semana em que se procede à eleição, e como tal, muitas vrezes a longos quilómetros do local de voto!... Afinal, por que esperam? Estes Socialistas já aproveitaram uma das nossas propostas datada de 1992... Já la vão mais de 15 anos! Por que espera agora José Sócrates para "copiar" mais uma proposta? E já agora, que seja alterada a Lei Eleitoral para incluir tal como se fosse o nome de um o simples expressão: "VOTO em BRANCO", "NENHUM DOS CANDIDATOS" ou até "NENHUM DOS PARTIDOS". E evitaríamos assim os riscos de "chapeladas" pela altura da contagem dos votos...! E, por cada "x" "Voto em Branco" ou em "Nenhum dos Partidos" ou "Nenhum dos Candidatos", estes eleitores  teriam os seus verdadeiros representantes no Parlamento: AS CADEIRAS VAZIAS. Só assim os políticos e deputados teriam a obrigação de lutar pela melhoria da vida dos cidadãos que os elegeram. Caso contrário, o seu lugar estaria em risco... E teriam de governar-nos com menos gente...
 
Junte a sua à minha voz. Exijamos a alteração da lei eleitoral. Só assim saberão quantos de nós estão descontentes.

 

E todos os que não se revêem nos partidos, poderão votar em branco. Por certo uma vantagem estará garantida: gastaremos menos dinheiro público para pagar a deputados que mais parecem não fazer senão... dormir!

 

Nota final. Neste post defendemos a alteração da lei eleitoral.
Obviamente que o que aqui apresentamos não é aplicável à eleição para o cargo de "Presidente da República" já que este é um cargo unipessoal. Apelar ao valor do "Voto em branco" seria o mesmo que defender que o país pudesse ficar sem "chefe.  Apesar desta excepção, não fica invalidada a nossa postura face a outro tipo de acto eleitoral.
Presentemente a lei é a seguinte:

"Critério da eleição" 1. Será eleito o candidato que obtiver mais de metade dos votos validamente expressos, não se considerando como tal os votos em branco. 2. Se nenhum dos candidatos obtiver esse número de votos, proceder-se-á a segundo sufrágio, ao qual concorrerão apenas os dois candidatos mais votados que não tenham retirado a sua candidatura.

 

publicado por J.Ferreira às 09:25

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