Segunda-feira, 28 de Julho de 2008

Assaltos de Caneta na Mão... "Fartos de Ser Roubados"

Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos decidiu há uns tempos atrás, substituir-se aos tribunais... Através de uma absurda consulta pública (a que a maioria dos portugueses e consumidores não têm nem conhecimento nem acesso pois é feita via internet...) pretendem estes senhores dos gabinetes encaixar os dinheiros dos clientes que se encontram em dívida para com a empresa. ...

Estes senhores burocratas querem institucionalizar o direito a roubar com caneta... Pretendem, pois, que a partir de agora os cidadãos que cumprem os seus contratos pasem a ter a obrigação de pagar as dívidas dos clienes que não honrarem os seus compromissos e como tal se recusem a pagar as suas facturas...

 

 

 

Tem a sua lógica, num país terceiro-mundista. Sim... Ou até não... Quiçá, esta seja um insulto aos cidadãos de alguns países do Terceiro Mundo onde as pessoas são responsabilizadas...

 

Num país onde os ladrões saem da prisão e os polícias vão presos por dispararem contra aqueles...

 

Num país onde os trabalhadores pagam impostos e os preguiçosos recebem rendimentos que os desmobilizam para a procura de trabalho, esta medida é mais um incentivo a que aumentem os criminosos, ou simplesmente, os maus pagadores.

Num país em que proliferam políticos (des)governantes que se estão nas tintas para os problemas do povo, onde apenas se pensa em legislar para cada vez mais poder cobrar multas aos trabalhadores, onde os sinais de trânsito são uma lástima, as estradas nem se fala, onde os limites de velocidade são um absurdo... (coloca-se um sinal de permissão de ultrapassar e 30 metros à frente outro que proíbe essa mesma ultrapassagem... coloca-se um sinal de limite 70 Kms/h para 50 metros à frente colocar outro que limita a 50 Kms, coloca-se uma linha contínua a meio de uma recta de montanha por se ter permitido abrir uma bomba de gasolina e pintam-se zebras na faixa central para que os donos da gasolineira possam ganhar com os condutores do sentido contrário sem que tenham de abrir uma bomba do outro lado… Fenomenal…
Enfim... Um país onde e pagam subsídios e subsídios a quem nada faz e se cobram impostos e mais impostos a quem trabalha, consegue comprar uma casita ou apartamento... ) ao mesmo tempo que o ESTADO subsidia rendas a famílias que vivem acima da maioria dos pagadores de impostos apenas pagando 5 euros mensais de renda quando em suas casas mobiladas luxuosamente se sabe que têm Plasmas e LCD's, computadores e Playstations para os filhos e outras mordomias mais que muitos dos ditos pagadores de impostos que suportam as finanças do país (classe média) não consegue comprar para dar aos seus filhos!... Todos metem a mão no bolso dos contribuintes bons pagadores, cumpridores das suas obrigações com o Estado...
O Estado não se cansa de tentar encontrar formas de "meter a mão no bolso" a todos com multas atrás de multas (por tudo e por nada pois o que importa é encher os cofres do Estado!) agora permite que uma
Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos se substitua aos tribunais e coloque os bons cidadãos a pagar as facturas dos contribuintes e clientes da EDP que não pagaram…
Que querem afinal? Obrigar os não cumpridores a cumprir a sua parte dos contratos ou incentivar os bons pagadores a deixarem de pagar também…?
Que país é este em que os bons cidadãos têm de aguentar com tudo (impostos, propinas, taxas moderadoras, sabe-se lá que mais…) para que outros incumpridores se vangloriem de receber subsídios, rendimentos mínimos e tenham as suas casas apetrechadas com tudo como o que nos foi proporcionado ver na Quinta da Fonte…
Então agora são os bons pagadores que terão de pagar a energia que a EDP contrata com cidadãos que se recusam a pagar ? ...

Boa vai ela… Assim sendo, cremos seguramente que vão aumentar exponencialmente os cidadãos que se vão recusar a pagar… Afinal, que paguem os que gostam de pagar…!

Para onde vamos?

 

publicado por J.Ferreira às 18:04

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Da Crise Social ou "Políticos de Meia Tigela"

Muitos de nós nunca se cansam de denunciar...

Nas tertúlias de café... nas esquinas das ruas...

Até há jornalistas que já começam a dar-se conta de que algo vai mal neste país à beira-mar plantado...

Vejam, pois, o que escreveu Mário Crespo intitulado Limpeza étnica

 

"O homem, jovem, movimentava-se num desespero agitado entre um grupo de mulheres vestidas de negro que ululavam lamentos. "Perdi tudo!" "O que é que perdeu?" perguntou-lhe um repórter.

"Entraram-me em casa, espatifaram tudo. Levaram o plasma, o DVD a aparelhagem..." Esta foi uma das esclarecedoras declarações dos autodesalojados da Quinta da Fonte. A imagem do absurdo em que a assistência social se tornou em Portugal fica clara quando é complementada com as informações do presidente da Câmara de Loures: uma elevadíssima percentagem da população do bairro recebe rendimento de inserção social e paga "quatro ou cinco euros de renda mensal" pelas habitações camarárias. Dias depois, noutra reportagem outro jovem adulto mostrava a sua casa vandalizada, apontando a sala de onde tinham levado a TV e os DVD. A seguir, transtornadíssimo, ia ao que tinha sido o quarto dos filhos dizendo que "até a TV e a playstation das crianças" lhe tinham roubado. Neste país, tão cheio de dificuldades para quem tem rendimentos declarados, dinheiro público não pode continuar a ser desviado para sustentar predadores profissionais dos fundos constituídos em boa fé para atender a situações excepcionais de carência. A culpa não é só de quem usufrui desses dinheiros. A principal responsabilidade destes desvios cai so br e os oportunismos políticos que à custa destas bizarras benesses, compraram votos de Norte a Sul. É inexplicável num país de economias domésticas esfrangalhadas por uma Euribor com freio nos dentes que há famílias que pagam "quatro ou cinco Euros de renda" à câmara de Loures e no fim do mês recebem o rendimento social de inserção que, se habilmente requerido por um grupo familiar de cinco ou seis pessoas, atinge quantias muito acima do ordenado mínimo. É inaceitável que estes beneficiários de tudo e mais alguma coisa ainda querem que os seus T2 e T3 a "quatro ou cinco euros mensais" lhes sejam dados em zonas "onde não haja pretos". Não é o sistema em Portugal que marginaliza comunidades. O sistema é que se tem vindo a alhear da realidade e da decência e agora é confrontado por elas em p lena rua com manifestações de índole intoleravelmente racista e saraivadas de balas de grande cali br e disparadas com impunidade. O país inteiro viu uma dezena de homens armados a fazer fogo na via pública. Não foram detidos embora sejam facilmente identificáveis. Pelo contrário. Do silêncio cúmplice do grupo de marginais sai eloquente uma mensagem de ameaça de contorno criminoso – "ou nos dão uma zona etnicamente limpa ou matamos." A resposta do Estado veio numa patética distribuição de flores a cabecilhas de gangs de traficantes e auto denominados representantes comunitários, entre os sorrisos da resignação embaraçada dos responsáveis autárquicos e do governo civil. Cá fora, no terreno, o único elemento que ainda nos separa da barbárie e da anarquia mantém na Quinta da Fonte uma guarda de 24 horas por dia com metralhadoras e coletes à prova de bala. Provavelmente, enquanto arriscam a vida neste parque temático de incongruências socio-políticas, os defensores do que nos resta de ordem pensam que ganham menos que um desses agregados familiares de profissionais da extorsão e que o ordenado da PSP deste mês de Julho se vai ressentir outra vez da subida da Euribor. "

 

Por que esperam os políticos para reflectir sobre isto?
 

 

publicado por J.Ferreira às 13:16

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