Domingo, 26 de Outubro de 2008

Professores em Lisboa - Indignação no Limite

No Dia 8 de Novembro, Professores regressam a Lisboa!

 

Os motivos da indignação dos professores avolumam-se!

 

Dia 15... Muitos marcaremos de novo Presença

       A incompetência demonstrada a cada dia com mais veemência. Governo age cada vez mais "em desespero de causa".

       Quando muitos pais se resignam e já pouco se importam com o que possa suceder à educação dos seus filhos, os professores têm a obrigação de demonstrar a este Governo que quando o destino é o abismo, "a única forma de seguir em frente é... Dar um passo atrás!

Professores devem unir-se!...

      A Plataforma Sindical deu enquadramento à manifestação da indignação dos professores. Ao organizar uma manifestação em Lisboa no dia 8 de Novembro, temos todos, independentemente das iniciativas que estavam já a decorrer, de nos unir em torno desta grande iniciativa. Por isso, todos os que puderem, devem dizer "SIM" à chamada. Um dia poderão orgulhar-se de terem dito "PRESENTE" ...

 

        A tarefa do Governo tem sido "dividir para reinar". Em nome de uma dignidade a que temos direito, à justiça da sua carreira, ao tratamento de respeito, os professores têm a obrigação social e moral de estar presentes. Daremos a este Governo uma prova de UNIDADE.

 

        Se o Governo continuar na sua cegueira auditiva, mantenhamo-nos firmes e que os Sindicatos, na mesma semana, se preparem para se unirem e apoiarem a repetição da manifestação mobilizada pelos professores que isoladamente, e por mote próprio, se tinham antecipado , mobilizando por mensagem, e estejamos de novo em Lisboa no dia 15 de Novembro. A dignidade não pode ter preço.

 

        Deixemo-nos de mesquinhez, todos aqueles que agora se dizem indignados por os sindicatos se terem antecipado. Não sabem do que falam... As negociações "são o que são" quando um governo é de ditadura democrática. O Governo corta e risca por onde quer quando os cidadãos se acobardam e não lhe batem o pé...

        E lembrem-se todos os professores. Os funcionários encerram escolas. Quando há greve de professores, as escolas continuam a trabalhar... Os alunos têm aulas com os professores que não aderem à greve... Mas Sem funcionários... encerram-se as escolas. Será que não temos capacidade de ser, pelo menos, defensores da nossa dignidade como os nossos funcionários o fazem?

     Evitemos, pois, a dispersão do motivo central  que nos leva a Lisboa.. Centremo-nos no mais importante: restabelecer a dignidade a que temos direito.

        Conseguir a divisão dentro dos professores é uma missão do Governo e de alguns infiltrados socialistas que darão a vida pelo partido porque, tal como se pode constatar pelas declarações de presentes, muitos dos 100.000 que se reuniram em Lisboa,eram militantes socialistas.

 

UNIDOS... Exijamos ao Governo RESPEITO E DIGNIDADE...

 

       Em França, os professores venceram as suas lutas. As escolas fecharam mais de 15 dias consecutivos. Não cremos que os professores tenham dificuldade em obter um crédito bancário para viver durante 15 dias... E existem muitos mais sindicatos que em Portugal...! Afinal... Quem somos? professores ou militantes de sindicatos? Mesmo que sejamos sindicalizados em diferentes organizações, somos cidadãos livres ou temos disciplina de voto como os partidos? O que nos une é a profissão ou a tendência partidária do Sindicato? É que no nosso sindicato (SPCL) há gente oriunda de todos os partidos, e até clubes de futebol... E disso apenas temos orgulho!

 

        A luta pelo direito a ser respeitado e a ser tratado com dignidade deve merecer mais o recurso ao crédito do que uma viagem de férias... Mas a decisão é de cada um. Deixem que o Governo sinta a divisão, que o Governo continue rumo ao abismo e a carreira dos professores estará condenada...

        Agora... Olhem apenas para o vosso umbigo... Para o vosso orgulho pessoal... Calem-se. Acobardem-se... Inventem desculpas para não aderir... Faltem ao chamamento... Depois... Não têm legitimidade para se queixarem. Se sairmos derrotados na nossa luta, teremos de reflectir sobre quem somos, o que queremos e por onde devemos ir... Deixemo-nos todos de culpar os outros, de culpar os sindicatos... Procuremos o mal dentro de cada um de nós...

        Os dirigentes dos sindicatos, sós, isolados perante o ministério, são como dois ou três generais no campo de batalha do inimigo sem soldados para os suportar!... E não lhes restará senão... render-se!

 

PELOS PROFESSORES.


PELAS GERAÇÕES DE JOVENS

 

PELO FUTURO DA EDUCAÇÃO EM PORTUGAL

 

PELOS NOSSOS FILHOS e...

 

PELOS FILHOS DOS PORTUGUESES!


8 de Novembro TODOS A LISBOA !

 

publicado por J.Ferreira às 00:09

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Sábado, 25 de Outubro de 2008

Portugal "Terceiro Mundista?" - Os Políticos no seu Esplendor

Imensas mensagens de indignação como estas circulam pela Net... Simplesmente correm de email em email pedindo que se contribuas denunciando da forma que estiver ao nosso alcance...

Pois, como a nossa democracia ainda prevê e defende a "liberdade de expressão"... cumprimos a nossa parte. E, aqui denunciamos:

 

Num país em que os máximos responsáveis da Governação querem que os cidadãos declarem as prendas de casamento e o seu valor… vejamos por onde andam aqueles governantes a quem, com os nossos impostos, os actuais governantes continuam a pagar CHORUDAS subvenções vitalícias (eufemismo para dizer REFORAMA e o Zé povinho não compreender…

Pois… É tempo de denunciar… É tempo de desmascarar estes falsos defensores do povo… estes falsos democratas que se governam “enchendo os bolsos” com leis que eles mesmos aprovam para delas beneficiarem! Não te cales, DENUNCIA!

Vejamos alguns exemplos e digamos todos… Até Quando o POVO poderá tolerar isto?
Como pode sanear-se a Segurança Social com exemplos deste tipo vindos dos próprios legisladores?

E não se pense que isto é num país Terceiro Mundista! É um País Quarto-Mundista
Enfim… É Portugal no seu Esplendor .

 

 

 

 

Fernando Nogueira:
Antes -Ministro da Presidência, Justiça e Defesa
Agora - Presidente do BCP Angola

 

José de Oliveira e Costa:
Antes -Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais
Agora -Presidente do Banco Português de Negócios (BPN)

 

Rui Machete:
Antes - Ministro dos Assuntos Sociais
Agora - Presidente do Conselho Superior do BPN; Presidente do Conselho Executivo da FLAD

 

Armando Vara:
Antes - Ministro adjunto do Primeiro Ministro
Agora - Vice-Presidente do BCP

 

Paulo Teixeira Pinto:
Antes - Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros
Agora - Presidente do BCP (Ex. - Depois de 3 anos de 'trabalho',
Saiu com 10 milhões de indemnização!!! e mais 35.000? x 15 meses por ano até morrer...)

 

António Vitorino:
Antes -Ministro da Presidência e da Defesa
Agora -Vice-Presidente da PT Internacional; Presidente da Assembleia Geral do Santander Totta - (e ainda umas 'patacas' como comentador RTP)

 

Celeste Cardona:
Antes - Ministra da Justiça
Agora - Vogal do CA da CGD

 

José Silveira Godinho:
Antes - Secretário de Estado das Finanças
Agora - Administrador do BES

 

João de Deus Pinheiro:
Antes - Ministro da Educação e Negócios Estrangeiros
Agora - Vogal do CA do Banco Privado Português.

 

Elias da Costa:
Antes - Secretário de Estado da Construção e Habitação -
Agora - Vogal do CA do BES

 

Ferreira do Amaral:
Antes - Ministro das Obras Públicas (que entregou todas as pontes a jusante de Vila Franca de Xira à Lusoponte)
Agora - Presidente da Lusoponte, com quem se tem de renegociar o contrato.

Etc. etc. etc.

------------------------------------------------------------

E... se a sabedoria popular tem algum sentido quando diz que "grão a grão enche a galinha o papo" ou "devagar se vai ao longe" ou ainda "água mole em pedra dura tanto bate até que fura"...então,  talvez um dia isto mude um pouco...

 

Agora cabe-te a ti fazer a tua parte...

 

 

 

publicado por J.Ferreira às 14:21

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A Plataforma Sabe o Que Quer... Professores de novo em Lisboa.

Pediram-nos para divulgar. Fazemos o que nos é possível.

 

Na certeza de que está na hora de unirmos esforços!

 

Este é também um apelo à Serenidade, à Refexão e à União.

 

Na certeza de que... JUNTOS SEREMOS MAIS FORTES !


Mário Nogueira pede para difundir assuminda a defesa da posição adoptada pelos Sindicatos no Memorando de Entendimento com o Governo. Com apenas alguns excertos (que aqui publicamos) justificam, de per si, a legitimidade e importância social e educativa da assinatura do Memorando de Entendimento com o ME.
Ainda bem que os Sindicatos que nos representam não estão à venda... Arrumem com as dúvidas de uma vez por todas.

A forma como o Memorando expressa o entendimento é suficientemente clara para quem quiser entender o seu texto. Se não, vejamos os excertos ressaltados pelo próprio Mário Nogueira:
(...) A Ministra da Educação sabe o que consta da declaração da Plataforma Sindical dos Professores, lida na sua presença, no dia 17 de Abril por mário Nogueira:
(...) Os pressupostos base do desbloqueio da actual situação de profundo conflito em nada alteram as divergência de fundo que as organizações sindicais mantêm sobre…/… o modelo de avaliação do desempenho que se considera injusto, burocrático, incoerente, desadequado e inaplicável…/… estas são razões para que, apesar do entendimento agora encontrado, os professores continuem a lutar"
(...) O modelo de avaliação preconizado pelo ME, a aplicar-se, introduzirá focos de instabilidade nas escolas, aumentando a sua instabilidade"
(...) Como teria sido o final de ano dos alunos portugueses? O que teria acontecido à Escola Pública? (...) que é frequentada pelos filhos dos trabalhadores e em que trabalha a esmagadora maioria dos docentes, teria entrado em colapso, os alunos teriam sido prejudicados, em alguns casos irremediavelmente"
(...) "Os Sindicatos não podem deixar de assumir as suas responsabilidades perante os Professores, perante a Escola Pública e perante a Sociedade"

 

Finalmente, permitam-nos que deixemos aqui um APELO e um ALERTApara que façamos todos uma reflexão sobre o que é mais importante.

Atacar sindicatos é dividir os professores: e isso, se não é manobra de mandatários do governo acaba por dar-lhe imenso jeito...  Quando os jornalistas interrogarem o Primeiro-ministro basta dizer-lhes:
"Os professores não sabem o que querem... Não querem é ser avaliados... Afinal, não se entendem nem para organizar uma manifestação!"

 

Deixemo-nos de mesquinhez... Dividir os professores é um objectivo do Governo. Unidos seremos bem mais fortes...

Afinal... O que pretendemos não é todos o mesmo? Então... por que esperamos? VAMOS LUTAR UNIDOS !

Demonstremos ao Governo que TEMOS RAZÃO e que não nos vai conseguir demover da nossa LUTA. SEJAMOS INTELIGENTES.,. INSISTENTES... PERSISTENTES E... RESILIENTES.

Mobilizemos-nos e, demonstremos que estaremos unidos como os mosqueteiros...

Seja a 8, seja a 15, ou seja a  21... 

 

UM POR TODOS E TODOS POR UM

 

Ou vamos continuar a dividir a classe?

 

Caros colegas... É triste ver que continuamos a dividir-nos e a criticar os sindicatos. É próprio dos portugueses, lançarem sempre a culpa nos restantes. O "EU" radiante de cada um permanece imáculo.

Faz muito bem à alma lançar as culpas em quem nada mais pode fazer... Pelo menos no discurso, porque na prática, quantos de nós não preferem ir trabalhar e receber o seu salário intocável quando os sindicatos lançam formas de luta como a Greve!?…

E, como bons cidadãos, inventamos mil e uma desculpas para não aderir à luta... Ou porque a greve é à sexta-feira e parece que é só para prolongar o fim-de-semana! Ou porque a greve é nom meio da semana e se não posso ir a casa, que fico a fazer na aldeola onde trabalho? Enfim ... Desde “a greve não vai dar em nada” até “se eles conseguirem o que querem eu vou acabar por ganhar o mesmo e meto mais um dia de salário ao bolso!” até, os outros que façam greve por mim...

Para já não falar que não se está de acordo com os motivos mesmo que nada se tenha lido sobre as verdadeiras razões da greve... ou simplesmente porque já gastamos muito dinhero em blhetes para ir ver o nosso clube de futebol perder (ainda por cima desmoralizados com a derrota) ou porque o partido é o que está no poder e não nos podemos sentir a ser infiéis...

 

 

Esta atitude cobarde só teria um fim se aos governos (seja de que partido forem) não lhes  interessasse a divisão e desmobilização dos professores. Bastava que aceitasse que os resultados da luta sindical se aplicassem apenas aos que lutaram, que se manifestaram descontentes.. Os que nunca fazem greve, numa atitude do tipo parasita que espera que os outros resolvam os problemas para disso beneficiarem, acabariam por ficar felizes com a sua situação laboral e salarial  ao mesmo tempo que veriam as condições dos restantes pares a serem melhoradas fruto das suas lutas... E lutariam, seguramente, ao lado daqueles logo que fossem chamados a fazê-lo.

 

E os professores seriam mais unidos nas suas lutas… Mas não é assim, porque não interessa a nenhum Governo. Ao Governo compete “dividir para reinar”...

Aos sindicatos compete UNIR para LUTAR PELOS JUSTOS DIREITOS 

 

A todos e cada um de nós cabe dar força aos movimentos de professores, sejam eles de Sindicatos ou emergentes, sejam de que tendências forem, para que possamos  RECONQUISTAR a DIGNIDADE QUE NOS FOI ROUBADA ... !

Por que esperamos? É Hora de UNIR... TODOS A LISBOA.
 

publicado por J.Ferreira às 01:44

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Sexta-feira, 24 de Outubro de 2008

Educação a Caminho do Abismo - II

 

MINISTRA DA EDUCAÇÃO

 DO GOVERNO de SÓCRATES

 NÃO SABE O QUE QUER.

 

Educação a Caminho do Abismo - II

 

Vamos de mal a pior… Legislação constantemente alterada prova que estes (DES)Governantes do Portugal leva a injustiças e absurdos. Centremo-nos apenas em um dos artigos da proposta para vermos até que ponto nós já chegámos!... E para onde caminhamos, claro.

 

Decreto-lei para concursos volta a ser alterado… De cada vez que o alteram milhares de professores são prejudicados. Somos uma classe desfeita, desorganizada, crítica de tudo e de todos que não tem princípios para além daquele básico, primário, egoísta estúpido, incrível, infantil, que diz: “Se é bom para mim, é bom para todos!” tal como a criança que pergunta “Se estou cheia de fome… por que não comes?”

Claro que, tal como a postura egocêntrica de muitas crianças, muitos professores se acobardam e consideram esta ultrapassagem dos colegas como normal… Se um professor ao fim de 4 ou 5 anos de trabalho teve a sorte de obter uma colocação ao lado de casa (por criação de vaga nesse ano ou em substituição de outro, por exemplo), por que não ficar ali colocado para o resto da vida? Os demais, que já trabalham há mais de 15 ou 20 anos que se danem… E ainda se arrogam do direito de afirmar: “que culpa tenho eu que tu tivesses nascido com o traseiro voltado para o Sol?” como se uma lei injusta tivesse algo a ver com o dia ou a posição em quês e nasceu!

 

Vejamos, então, em que se fundamenta a nossa crítica:

Proposta de alteração ao Decreto-lei sobre Concursos.

O Decreto-Lei n.º 20/2006, de 31 de Janeiro, com as alterações que lhe foram introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 35/2007, de 15 de Fevereiro, passam a ter a seguinte redacção:

 

Artigo 24º

 “1- Os actuais lugares de quadros de escola integrada em agrupamento de escolas são convertidos em lugares de quadro do agrupamento de escolas a que a escola pertence.

2- Os docentes titulares dos lugares de quadro de escola pertencente a agrupamento de escolas são automaticamente integrados nos quadros desse agrupamento de escolas, nos respectivos grupos de recrutamento.”

 

Bem… Até aqui e à primeira vista, tudo parece normal e justo!… Porém, esta visão apenas pode ser subscrita por quem não é capaz de ir muito mais além do que a lei parece dizer.  Vejamos:

Tenham o tempo de serviço que tenham, como podem os professores aceitar que se considere como normalidade um docente com mais antiguidade, efectivo num quadro de escola, com 20, 30 ou até mais anos de serviço, seja obrigado, nos últimos anos da sua vida, a exercer a mais de 40 ou 80 quilómetros de sua casa só porque um mais novo lhe ocupou o lugar, em virtude de regras obscuras, injustas?

Ora, consideramos que esta alteração vem colocar a incerteza quanto ao local de trabalho dos professores, vem deturpar o percurso da carreira de todos (dos que iniciam pois um dia acabam por pagar as favas ao dono quando chegarem outros e lhes “chimparem” o lugar) e colocar em causa a estabilidade tão apregoada pelo governo, abrindo caminho ao compadrio, à arbitrariedade de agrupamento para agrupamento ou até mesmo dentro do mesmo agrupamento, em função das “famílias” dos professores, do poder da “cunha”, enfim, até mesmo (como parece que temos os tribunais às moscas e os advogados sem nada para fazer!”) dar origem à Operação “Giz Dourado” – O “Apito Dourado” da Educação que, seguramente, acabará por provar, não que “o crime compensa”, mas que “o suborno pode compensar!”… enfim!

Os professores portugueses estão tão cansados de levar pancada de todos (Governo, Jornalistas, economistas, etc… etc…) que já começam a entrar na onda e a resignar-se! Assim fizeram muitos cidadãos no tempo da ditadura (em que fugiam do alcance da vista dos regedores). E agora, neste autêntico pântano legislativo em que foi colocado o país por estes socialistas, não lhes resta alternativa que remeter-se ao silêncio, e, sentindo cada vez mais o seu posto de trabalho em perigo, permanecem mudos como se estivessem amordaçados pois, a censura e a perseguição voltou… E com muito mais força, fruto da informatização dos dados que permite um controlo da vida das pessoas, do que dizem, do que falam, do que lêem (e até do que pensam, quando o expressam!)

 

Mas as injustiças continuam no número seguinte:

“3- Os docentes colocados em agrupamento de escolas ou escola não agrupada, em razão do reordenamento da rede escolar, por extinção, fusão ou reestruturação de estabelecimentos de educação ou de ensino, ocorridas entre os anos lectivos de 2006/07 e 2008/09, são automaticamente integrados nos quadros desses agrupamentos de escolas ou escolas não agrupadas.”

 

Vamos bem… Vamos bem... Isto é o retorno às origens, caminhamos rumo à selvajaria, à ditadura…

Enfim, como uns quantos acabam por ser uns sortudos e ficam felizes por ultrapassar os colegas e ficar para o resto da sua vida ali ao pé de casa, esperam que os demais se sintam felizes por não terem a má sorte de nem ter escola para trabalhar. É a lei da Sela… É um “salve-se quem puder”… ou, talvez não!… É um governo que se transformou numa “fábrica de leis por medida”… Eles lá sabem por que motivo alteraram a lei de reforma impondo apenas 13 anos em 1989 (dizem que para abranger outros que nasceram para a profissão no tempo da ditadura…!) quando se pretendia aforrar dinheiro? Terá sido, certamente, para beneficiar alguns “compinchas” que os ajudaram a alcançar estes “momentos de glória” no partido Socialista? Adivinhe o leitor que nós não temos contacto com o Zandinga!

“Lérias, lérias…”, diria Eça de Queirós.

 

Enfim… Constatamos que ESTE GOVERNO leva a EDUCAÇÃO A CAMINHA DO ABISMO!

 

Estas alteração do regime de concursos é a NEGAÇÃO da estabilidade que tanto apregoamda motivação que tanto dizem querer incrementar, da melhoria dos resultados educativos que dão actualidade à máxima que tornou imortal o nome do imperador César Augusto: Mulher de César NÃO PRECISA SER!… BASTA PARECER !

E nós perguntamos: “Quando é que estes governantes vão dar banho ao cão?”

 

Veja outros textos relacionados com o tema:

http://ferreirablog.blogs.sapo.pt/15085.html

http://ferreirablog.blogs.sapo.pt/6114.html

http://ferreirablog.blogs.sapo.pt/5058.html

http://ferreirablog.blogs.sapo.pt/14829.html

http://ferreirablog.blogs.sapo.pt/10919.html

 

 

publicado por J.Ferreira às 11:34

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Segunda-feira, 20 de Outubro de 2008

Controlo do Défice, objectivo da Avaliação dos Professores

Todos a Lisboa. Pela defesa da dignidade profissional.

 

Jorge Pedreira admitiu o que todos já sabíamos e contra o que havíamos lutado sempre:

  A Avaliação do Desempenho não tem por objectivo cimeiro aumentar a qualidade da oferta educativa das escolas e, muito menos, promover o desenvolvimento profissional dos docentes


 

 


Nas palavras do Secretário de Estado apenas visa contribuir para a redução do défice público.

O enigma da má-fé ministerial fica finalmente revelado.
No fórum da 'TSF' da manhã de hoje, Pedreira, justificou os motivos pelos quais o ME discorda da proposta de António Vitorino em adiar a avaliação e testar-se o modelo preconizado pelo M.E. em escolas piloto durante um ou dois anos.
Pedreira (o Jorge, que até é secretário da ministra Lurdes), confessou o politicamente inconfessável: '*Terá de haver avaliação para que os professores possam progredir na carreira e assim possam vir beneficiar de acréscimos salariais*' (sic).
Ou seja, aquilo que hoje se discute no mundo ocidental (democrático e desenvolvido, como rotula mas desconhece a 'primeira ministra'), gira em torno da dicotomia de se saber se a avaliação do desempenho docente serve propósitos de requalificação educativa (se para isso directamente contribui) ou se visa simplesmente constituir-se em mais um instrumento de redução do défice público.
Nesta matéria, Pedreira (o tal que é Jorge e ao mesmo tempo teima em ser secretário da ministra que também parece oriunda de uma pedreira), foi claro: *Importa conter a despesa do Estado com a massa salarial dos docentes *; o resto (a qualidade das escolas e do desempenho dos professores) é tanga(!!!).
Percebe-se, assim, porque motivo este modelo de avaliação plagia aquele que singra na Roménia, no Chile ou na Colômbia. Países aos quais a OCDE, o FMI, o *New Public Management* americano, impôs: *a desqualificação da escola pública em nome da contenção da despesa pública*; Percebe-se, assim, porque razão a ministra Maria de Lurdes (que tem um secretário que, como ela, também é pedreira) invoque a Finlândia para revelar dados estatísticos de sucesso escolar e a ignore em matéria de avaliação do desempenho docente.
Percebo a ministra pedreira: não se pode referenciar aquilo que não existe.
A Finlândia, com efeito, não tem em vigor qualquer sistema ou modelo formal e oficial de avaliação do desempenho dos professores!
Agradeço à pedreira intelectual que grassa no governo de Sócrates finalmente nos ter brindado com tão eloquente esclarecimento. 

 

 

Todos a Lisboa. Pela defesa da dignidade profissional.

publicado por J.Ferreira às 15:41

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Marcha e Luta Pela Dignidade Profissional

Marcha e Luta Pela Dignidade Profissional

 

Digamos todos: BASTA! Abaixo o Medo... Não Faltes!

 

 

Os professores têm a obrigação de demonstrar a este Governo que quando o destino é o abismo, "a única forma de seguir em frente é... Dar um passo atrás!

 

Por uma Avaliação Justa.

Pelo Retorno à Carreira Única.

 

Se querem copiar modelos de avaliação dos professores, copiem o da nossa vizinha Espanha que partiu depois de nós para a democracia... e deixaram-nos para trás.

 

Já no dia 8 de Novembro estaremos todos em Lisboa...

E no dia 15 de Novembro, voltatremos, se o Governo quiser continuar com  sua Cegueira Auditiva.

 

Recebemos e divulgamos:

"Uma escola, um autocarro

 

No dia 15 de Novembro eu vou estar na Avenida da Liberdade (pelo simbolismo de quem se sente acorrentado a grelhas, fichas, evidências, planos e outras enormidades), em Lisboa, protegido pelo direito de manifestação que a Constituição (artigo 45º)* me confere e em nome da minha consciência e dignidade profissionais, pelo que desta vez represento-me a mim próprio e não alieno a minha vontade a intérpretes, generais ou negociadores de nenhum tipo. Até porque não há nada para negociar com esta equipa ministerial. Nesta fase, o tempo é, tão-só, de rejeição e eu rejeito, incondicionalmente, a divisão arbitrária dos professores e este modelo de avaliação. Ponto final.

Para que a iniciativa traduza a dimensão e a intensidade do nosso repúdio, basta que, em cada escola/agrupamento, alguns professores mais voluntariosos organizem as inscrições/pagamentos e aluguem um autocarro.

É minha percepção que esta manifestação só terá sucesso se puder ser lida por cada professor, sindicalizado ou não sindicalizado, como a "sua" inalienável oportunidade de dizer que não aceita este modelo de avaliação. Por conseguinte, esta não deve ser a manifestação de nenhum sindicato, pois muitos professores não adeririam, mas também não deve ser a manifestação de nenhum movimento ou associação à procura de protagonismo ou carta de alforria, porque afastaria os colegas identificados com os sindicatos. Esta deve ser a manifestação de todos e de cada um dos educadores e professores portugueses, sem mais!

Por outro lado, só quem se encontra distanciado e dessensibilizado relativamente ao quotidiano das escolas e à constatação do desencanto de uns (que os leva a anteciparem a sua reforma, fortemente penalizados, após décadas de dedicação à escola)  e do actual agastamento de quase todos os outros, pode defender tomadas de posição para mais tarde. Eu e os colegas com quem me relaciono recusamos ser cobaias de qualquer estratégia política ou pessoal delineada à custa dos professores, pelo que não vamos esperar pelo esgotamento físico e psíquico de alguns, pelas injustiças e o caos nas escolas, pela inimizade que possa emergir entre outros, para mostrarmos a nossa indignação. É um imperativo de respeito, de humanidade e de dedicação à escola!

Sobre este governo, esta equipa ministerial, seus apaniguados e seus cúmplices (aplausos, silêncios, colagens, dicas subliminares de desmobilização do tipo "não vai resultar"…), apenas me ocorre o seguinte: nenhum governo de nenhuma sociedade evoluída e civilizada hostiliza os seus professores.

Como a manifestação não esgota outras formas de oposição a esta política educativa persecutória da nossa dignidade profissional, cada professor e cada escola saberão enveredar pelas formas de resistência mais eficazes. A este propósito, participo na divulgação das mais corajosas e coloco em anexo os documentos que as consubstanciam.

Abraço,

 Octávio V Gonçalves "

  Todos a Lisboa. Pela defesa da dignidade profissional.

 

 

publicado por J.Ferreira às 11:23

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