Quarta-feira, 27 de Abril de 2011

Direito à Reforma ou a Miragem Socialista

Por limitação técnica do sítio não nos foi possível incorporar neste post a versão legendada em Português.

 

Às vezes, gostaríamos de pensar que algum dia fizemos parte de um  clube de loucos... Mas afinal, nem de um clube de loucos nem de um clube de pessimistas. Quando no início da década de 90 referíamos o que hoje assistimos como o futuro mais que provável de Portugal — sim... é verdade... E nas tertúlias facilmente nos rotulavam de "pessimistas". Porém, o que constatamos hoje é que não éramos nem loucos nem pessimistas. Antes, um outra coisa, bem diferente: realistas. Sim... Realistas! Conseguimos (infelizmente) ver antes do tempo. Na altura, os que nos ouviam facilmente nos rotulavam de pessimistas (palavra simpática para definir um louco.  Parta uns tantos que nos escutavam, deveríamos ter alguma dose de alucinações...  ou loucura, porque o que hoje se constata quanto ao ensino, à economia, à educação era de um visionário e como tal, só um louco poderia afirmar no inicio da década de 90 o que hoje se está, de facto e tristemente, a passar. O que dizíamos, para muitos, um autêntica loucura, uma obscenidade... Enfim, e outros tantos eufemismos...

Mas, tristemente, constatamos hoje que, passados quase 20 anos (sim, porque o que aqui se escreve hoje, era o nosso discurso em 1992, altura da famosa contestação dos estudantes à Lei das Propinas consideradas justas porque, já então dizia o "abstrôncio" do comentador Miguel de Sousa Tavares (e perdoem-nos os verdadeiros abstrôncios que não têm culpa de ser menos incompetentes que este senhor)  afirmava que os estudantes deveriam pagar propinas porque com as  licenciaturas  iriam ganhar balúrdios .
Como Miguel de Sousa Tavares, outros milhares que nos vão governando, se governaram enquanto estudantes apagando apenas o que no início da década de 90 chamavam de “valor irrisório” para justificar o aumento descomunal do valor das propinas, como se os cidadãos que pagam os seus impostos a nada tivessem direito (nem mesmo à educação dos seus filhos). E nasceu o princípio de utilizador-pagador...

Ora, figuras públicas como estas e muitos outros que nada pagaram para se formarem (tal como nós mas com uma diferença porque nunca nos recusamos a que os nossos impostos fossem destinados à formação das camadas jovens — princípio da solidariedade intergeracional!) pretendiam agora que os jovens pagassem a sua formação Ou seja, eles que nada pagaram, nada querem pagar... Esta é boa... mas acima de tudo, egoísta, interesseira... É incrível como o “umbiguismo” de algumas figuras públicas tratam das suas vidinhas... Usaram a universidade, formaram-se gratuitamente (ou quase!), ocupam os lugares todos da vida pública e, por fim, recusam-se a pagar a formação daqueles que, futuramente (só para quem andava a dormir!) teriam assegurado um futuro com o seu canudo...

Ora, meus caros, Nada mais enganoso... Só quem anda a dormir e não percebe que, estando os lugares ocupados ad eternum, seria difícil que os milhares e milhares de jovens que entravam na universidade (para enganarem as estatísticas da União Europeia já que não engrossavam os números do desemprego) tivessem, algum dia, cumprida essa falsa promessa de um futuro profissional risonho.

Estes senhores que legislaram ou defenderam a legislação das propinas recusavam-se a ver o dinheiro dos seus impostos a garantir aos demais jovens a sua formação! Parece que preferiam ver os políticos esbanjarem os impostos com os amigos (os tais boys, com os jobs, é claro...).
Muitos deles (como o senhor MST) levam a vidinha à custa dos estudos que fizeram GRATUITAMENTE (ou quase), ou melhor dizendo, à custa do meu pai e do meu avô (e muitos outros portugueses) que trabalhavam e pagaram os seus impostos para que o Estado lhes proporcionasse a formação a custo ZERO (com as tais Propinas simbólicas, que para pouco mais dariam que para pagar o salário de quem as cobrava!).

Constatando-se que, os cidadãos que pouco ou nada pagaram para se formarem, são os que levam hoje uma boa vida à custa dos estudos que fizeram, torna-se inevitável uma pergunta:

Onde está a tal “garantia” de um futuro com altos salários para os licenciados que o senhor Miguel Sousa Tavares (o tal comentador incompetente mais bem pago deste país) tanto apregoava como argumento para a defesa intransigente do pagamento de propinas pelos estudantes?

Oh! Como se constata  a capacidade prospectiva deste senhor!!

Que fazem hoje, os ditos jovens a quem prometiam que um curso universitário (licenciatura) eram as portas abertas para um futuro risonho? Será que o desemprego não era previsível. Sim, era! E foi o que nós argumentávamos, no início da década de 90: Pagar Propinas...? Para quê? Para o desemprego?

Aliás, sendo contribuintes e estando na universidade com o estatuto de trabalhador-estudante!) era ainda mais absurdo que, para além dos altos impostos, ainda nos chupassem dois salários para propinas! Um absurdo...  E abandonamos a licenciatura em sociologia  na universidade do Minho. Enquanto os estudantes se manifestavam nas ruas cantando “Não pagamos! Não pagamos!”, nós preferimos a frase “Eu não pago!”. Durante meses, ignoramos as cartas a ameaçadoras dos serviços administrativos. Depois,  abandonámos a Universidade! É fácil de comprovar isto!

Por isso, dizemos o que já então dizíamos: Oh pobres jovens a quem chamaram GERAÇÃO RASCA (por terem mostrado o traseiro ao Couto dos Santos (Ministro da Educação na altura!) eram, realmente, uma chamaram GERAÇÃO À RASCA...!
Sim, GERAÇÃO À RASCA porque tinham de ver os pais apertar o cinto, estudar por  fotocópias em vez de livros coloridos...
E, ainda por cima, como afirmava repetidamente na altura, e que serviu de bandeira para a minha luta contra as propinas (e diga-se, também apoiadas pela Igreja, vá-se lá saber por quê!)  que, estupidamente, não se tinha dado conta da tremenda injustiça da lei

Ora,  no meu caso (como em milhares de  casos!) era  a solução (que comuniquei ao arcebispo ser o meu caminho!) não para quaisquer problemas no casamento, mas para baixar o ilíquido global e ficar isento!)
Uma lei que castiga os cidadãos casados e que  tem no divórcio a solução, não pode ser uma boa lei, muito menos justa!  Mas MST, Pacheco Pereira, António Barreto entre outros, defendiam-na... 

Por isso, ao ver a aberração e injustiça da lei, enviei ao Arcebispado de Braga uma carta a comunicar-lhe que daria esse passo para me livrar das Propinas que ele também subscrevera publicamente como justas!
Oh... meu Deus... Se Cristo voltasse à Terra!...

 

Mas voltemos ao tema  que nos trouxe aqui: "As Reformas" tão discutido nas tertúlias de café no inícios da década de 90.

Quando se falava ou discutia, não o que iriam ganhar os estudantes quando fossem licenciados (pelo que deveriam, também para muitos dos meus contertúlios, pagar propinas para se formarem pois da tal formação seriam os únicos beneficiários!) mas do que iríamos ganhar nós quando chegássemos à idade da reforma...  Falemos, pois do direito à Prometido descanso a que chamam “Reforma”.

Pois bem, já em 1992, desvalorizávamos a discussão dos 100% ou 90% do valor da reforma pois, afirmávamos então (simplesmente por lógica do número de nascimentos!) que tal não nos preocupava minimamente pois, com tantos políticos a reformarem-se com  tão pouco tempo de descontos (oito anos, ou seja, dois mandatos!) e para tanto tempo de esperança de vida — pelo que iriam receber desde os 40 anos (ou até menos!) até ao fim da vida, — quando chegássemos  à idade da Reforma, já não haveria nem dinheiro nem segurança social... Aliás, já Zeca Afonso nos foi alertando para outras realidades... mas os portugueses acreditaram quem na democracia seria diferente... Ou vivem num mundo de Alice no País das maravilhas, ou então, são muito ingénuos... Mudam-se os porcos, a pia é a mesma!

Já agora, relembre a canção de Zeca Afonso, e adivinhem por onde andam e quem  são os Novos  Vampiros!

 

Há quem se preocupe hoje com a mudança da idade de reforma... Cremos  que esse é um verdadeiro problema... Sim. Que devemos mudar a idade de reforma. Sim... E, de preferência,  para os 70 ou 80 anos! Com uma condição.: que o Governo decrete também quantos anos temos direito a receber a reforma e que, se a mesma não chegar a ser paga ao contribuinte (por falecimento, obviamente!) que o valor desse número de anos constitua um direito dos herdeiros, pago, como nos seguros de vida, imediatamente e na totalidade, pelo Estado.

De contrário, a mudança da idade de reforma terá um único objectivo: que, como Manuela Estanqueiro trabalhemos até à morte. E assim, os governantes ficam com o dinheiro dos nossos descontos para a segurança social, podendo continuar a aumentar (ainda mais!) os já chorudos salários  dos  nomeados politicamente para cargos para os quais têm, no mínimo, competência muito duvidosa...

publicado por J.Ferreira às 17:09

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Segunda-feira, 25 de Abril de 2011

Um Povo de Brandos Costumes...

Colocamos aqui um texto de Mia Couto (escritor moçambicano) que demonstra muito bem o quanto nos fomos habituando a viver acima das nossas possibilidades. Porém, e mais do que isso, cremos que Mia Couto nos dá uma lição ao retratar o erro que cometemos por nos deixarmos (des)governar por um bando de incompetentes que não souberam manejar o leme do navio ou, se preferirem, as rédeas do cavalo.

 

Agora temos o FMI ... Só é pena é que não tenham vindo acompanhados do FBI que investigasse quem arruinou o país e o levasse, ainda que fosse só para lhe dar um bom susto, até aos corredores da cadeira eléctrica. Mas, num Portugal de brandos costumes... Se fosse na América, seria diferente... seguramente. Vejam que Maddoff pagou caro... Porquê? Porque com a democracia americana, ninguém pode brincar.... Aqui, gozam connosco, fazem de nós parvos, criam salários chorudos para os amigos a quem promovem para tachos para os que nem têm qualificação... E nada se passa! Somos, mesmo, um Povo de Brandos Costumes... Por isso, o FMI era um imperativo, mais dia menos dia... Simplesmente porque Zeca Afonso cantava os Vampiros, outrora, mas sem imaginar que, depois de ir para a tumba, outros Vampiros (iguais ou ainda mais necrófagos) voltariam a dar actualidade à sua canção. Sem dúvida, Zeca Afonso... "Eles comem tudo!" Por isso, mais dia menos dia... "isto tinha de acontecer", como diz Mia Couto que vos desafiamos a ler (sublinhado nosso).

 

"Existe uma geração à rasca?

Existe mais do que uma! Certamente! Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida. Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.

A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo.

Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.

Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.

Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes (proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso) para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.

Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.

Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, ... A vaquinha emagreceu, feneceu, secou. Foi então que os pais ficaram à rasca.

Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado.

Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais.

São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos “qualquercoisaphones” ou “pads”, sempre de última geração.

São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer "não". É um "não" que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar! A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas.

Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.

Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional.

Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.

Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam.

Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.

Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.

Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.

Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio.

Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração?

Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos! Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós).

Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, “que inveja!, que chatice!, são betinhos, cromos que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e, oh, injustiça!”, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida.

E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos - e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas - ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!!! Novos e velhos, todos estamos à rasca.

Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.

Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles.

A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la.

Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam.

Haverá mais triste prova do nosso falhanço?

 

Um dia, isto tinha de acontecer.

Existe uma geração à rasca?

Existe mais do que uma! Certamente! Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida. Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.

A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo.

Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.

Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.

Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes (proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso) para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.

Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.

Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, ... A vaquinha emagreceu, feneceu, secou. Foi então que os pais ficaram à rasca.

Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado.

Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais.

São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos “qualquercoisaphones” ou “pads”, sempre de última geração.

São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer "não". É um "não" que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar! A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas.

Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.

Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional.

Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.

Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam.

Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.

Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.

Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.

Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio.

Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração?

Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos! Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós).

Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, “que inveja!, que chatice!, são betinhos, cromos que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e, oh, injustiça!”, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida.

E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos - e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas - ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!!! Novos e velhos, todos estamos à rasca.

Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.

Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles.

A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la.

Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam.

Haverá mais triste prova do nosso falhanço?

 

publicado por J.Ferreira às 21:03

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Domingo, 10 de Abril de 2011

Sócrates vs Flautista de Hamelin

 

Se existissem mais alguns Socialistas despertos como este congressista que fala "sem papas na língua" talvez os socialistas tivessem perdão para o que fizeram com as finanças do país... Porém, enquanto Portugal se afunda (como no caso do filme "Titanic" de James Cameron), há muitos socialistas por aí contentes e a tocar violino! É que a crise ainda não chegou a todos as bolsas! Porque enquanto os contribuintes suportam a crise, uns quantos amigos do poder  enriqueceram, ficaram multi-milionários com salários chorudos, aberrantes e indignos conseguidos à custa da opressão dos salários de muitos trabalhadores escravizados que têm de L(AB)UTAR para receber no fim do mês uma miséria de salário e assim sobreviver.

É este o socialismo que apregoa a justiça e equidade social? Ora, com "socialistas" destes, não precisamos de ditadores para nada pois, tal como na canção "Os Vampiros" (cantada Zeca Afonso) "eles comem tudo e não deixam nada".

O mais incrível é ver os mesmos socialistas que fundaram o país a tentarem fazer-se passar por  vítimas do pântano que eles  próprios criaram, Outros, que se calaram enquanto a equipa de Sócrates se divertia a jogar à batalha naval a ver quem era capaz de afundar este barco chamado Portugal, aparecem agora a "colocar a boca no trombone". Que pena, meus caros, que estes "profetas" contadores da histórias da desgraça em vez de prevenirem que essa mesma desgraça acontecesse, aparecerem agora fazendo-se passar por homens de coragem (!?)...

Bom... Digamos que, no meio da desgraça que é esta comandita socialista, ainda aparece quem demonstre alguma coragem. Simplesmente porque foi necessário ver entrar FMI (que pena, não vir acompanhado do FBI para identificar aqueles que praticaram autênticos crimes de lesa-pátria") entrar pelo país para despertarem e verem "claramente visto" que já Eça de Queirós tinha escrito: Este governo não cairá porque não é um edifício, sairá com benzina porque é uma nódoa"... Creio que a única palavra que merece ser alterada é "benzina" pois neste caso será o voto popular de uma sociedade que mesmo a ver Portugal a Caminho do Abismo há já vários anos, só agora abriu os olhos como se estivesse a despertar de um pesadelo.

Ninguém quer, de facto, ser afogado. Muito menos os socialistas. Não sabemos se Sócrates morrerá só, como Salazar... Mas seguramente, um dia irá cair da cadeira!  Qualquer português deve recusa aceitar o dramático destino que os timoneiros socialistas (Guterres e Sócrates) foram preparando durante as suas legislaturas....

 

O mais triste é que Sócrates tinha avisado... Mas ninguém quis acreditar que falava verdade... De facto, nós consideramos aquele discurso como um acto falhado. E tínhamos razão. Como diria o povo, "Ah Sócrates... A boca fugiu-te para a verdade!" De facto afirmou Sócrates que iria trabalhar para criar "um país mais pobre". E os jornalistas, ingenuamente, chamaram-lhe gafe...

 

Há um princípio básico que se pode aplicar na política nacional: aqueles que conduziram o país para o pântano, não serão nunca capazes de retirar o país do pântano em que o colocaram. Ou seja,  Sócrates é "o problema" de Portugal.

Outros socialistas (tardiamente, diga-se, mas como "mais vale tarde do que nunca!...") já  tinham identificado Sócrates como "O Problema de Portugal". Depois, de nós, é claro... Mas já o tinham identificado. Pela sua incompetência, obviamente (pese embora a sua capacidade discursiva de entoar os cantos da sereia!) ou melhor, de hipnotizar os portugueses conduzindo o país para um beco sem saída (Portugal a Caminho do Abismo!) tal como o Flautista de Hamelin hipnotizava os  ratos e os conduzia de forma a que se afogavam todos no Rio Weser.

 

Segundo o conto, Hamelin afogava os ratos. Hamelin descobriu a solução! Porém,  os  portugueses não são ratos! E "afogar" os portugueses não é nenhuma solução... Os portugueses não merecem este destino... Ou seja, este barco centenário que é Portugal, merece melhor destino que ser entregue nas mão de um incompetente como Sócrates. Ainda que  Sócrates  sinta orgulho de estar a contribuir para afundar Portugal, nós temos de reagir e impedir que este incompetente volte a ocupar uma qualquer que seja cadeira do Poder...

 

Quando Sócrates ao acabar a sua primeira legislatura exclamou "Isto é que foi uma Legislatura" orgulhava-se de ser como "A Tempestade Perfeita !". De facto, Sócrates deveria estar convencido de que tinha acabado o seu trabalho e de que Portugal jamais se salvaria de ser afundado. Porém, duvidando de que alguém ainda pudesse salvar Portugal, recandidatou-se (mentindo e enganando os portugueses com promessas que sabia não ser possível cumprir e que recusamos colocar aqui por serem sobremaneira conhecidas!) para fazer o resto do trabalhinho sujo: afundar o navio! E, tal como o Flautista de Hamelin hipnotizou os ratos e os conduziu ao afogamento, Sócrates conseguiu hipnotizar os portugueses que, encantados com os seus discursos (falsos, mentirosos)  lhe confiaram de novo o leme do país...

Quanto a nós, Sócrates e os seus compadres do partido (que ainda há um ano permitiram que fosse renovada a frota de carros oficiais alta gama!) é o nosso grande Problema.

Depois de um histórico socialista  (Henrique Neto) diz que  Sócrates é um vendedor de automóveis...

Depois de António Barreto  ter dito que Portugal precisa de se defender é de Sócrates..... surgirão agora muitos mais... mas o destino do barco já está marcado. a entrada do FMI é a prova de que necessitamos de gente de fora para governar o país...

 

É incrível como  enquanto nós (e tantos  outros!) denunciávamos os malefícios deste (des)Governo Socialista,  estes (que agora surgem como os  "heróis contestatários")  estavam caladinhos... Creio que têm um papel a desempenhar para o partido. Sabe-se lá se, em busca de protagonismo ou de um "lugar ao Sol" dentro da próxima estrutura directiva do partido Socialista, como se os de hoje que estiveram calados pudessem ser credíveis no amanhã...

 

Não é só Sócrates que constitui o  problema de Portugal. É toda a comandita que o rodeia, em suma, é o Partido Socialista que deveria ser remetido ao lugar que merece na sociedade portuguesa (e onde desempenha impecavelmente a sua função!): a Oposição. Sem dúvida e já o tínhamos escrito por outros motivos que " O Lugar do PS é na Oposição" (de onde nunca deveria ter saído, diga-se!).

  

Ainda assim, é de admirar que alguns  socialistas (como este, cujo futuro político desconhecemos!) tivessem a coragem de denunciar e "chamar os bois (e os boys) pelos nomes". Resta dizer que, ainda assim, é sempre bom que alguns sejam a voz discordante da maioria socialista, ainda que o nosso Almeida Santos apenas veja nele uma voz discordante "que será o último a impedir de se manifestar!). Será mesmo assim que funciona? Ou será que a maçonaria se encarrega de o "exterminar" politicamente?

 

Converteu-se em um dos beneficiados e culpados (porque sempre foi deputado e permitiu, com o seu silêncio, o seu voto e o seu consentimento, que Portugal fosse conduzido pelos seus camaradas de partido ao ponto que chegou, sem nunca se distanciar nem demarcar do mau rumo empreendido pelo Capitão-Mor do partido socialista, José Sócrates.

 


Há longos anos, Manuel Alegre "cantava" a "Trova do Vento que Passa" mas hoje já nem "canta" nem "encanta" ninguém!

Citamos algumas estrofes, chamando a atenção dos leitores para o que destacamos:

Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.

 

Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.

 

Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.
(...)

Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.


Manuel Alegre

 

 

 

Junta a tua à nossa voz e grita, alto e bom som:


Que paguem a crise aqueles que a provocaram
e que as finanças públicas desfalcaram.

Que paguem a crise os que ficaram milionários
E todos aqueles que foram os beneficiários!

Que paguem a crise os ministros incompetentes
que desaproveitaram os impostos das gentes

Que paguem a crise os grandes empresários.
que mesmo em crise têm lucros inimaginários!

E aqueles que permitiram salários e prémios chorudos...
E os que decidiram embarcar em projectos absurdos!

Aqueles que destruíram o país, a educação, a saúde...
Ainda têm lata para pedir a alguém que os ajude?

 

E quando acobardadas, muitas vozes se calam
Eis que outras tantas emergem e se levantam.

 

Para reflectir sobre o Acordo Ortográfico:

É num contexto de recessão económica, numa época de extrema crise, que o (des)govenro decide colocar em prática um acordo ortográfico que vai custar milhões às famílias... E muito pior está ainda para vir quando os senhores do FMI descobrirem a podridão deste estado (des)governado pelos socialistas! Que será dos livros que existem nas bibliotecas do país? Que lhes fazemos?
Bem fazem os espanhóis que (e basta ver no dicionários que aparecem nos programs da microsoft!) têm várias "variantes do idioma" sem qualquer problema. O orgulho na nossa língua deveria impedir que se fizessem um Acordo Ortográfico sem qualquer proveito para a vida real das pessoas. 

Seremos mais felizes por escrevermos como os brasileiros? Será que de facto, há substância para se alterar a escrita.

Veja aqui...! E comente.

 

 

publicado por J.Ferreira às 23:48

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Trilhando Caminhos da Avaliação Docente

Que avaliação é Justa e Exequível?

Há que recomeçar a trilhar os caminhos. E a reflexão sobre o tema é um deles.

O Conselho Nacional da ANP, reunido no último fim-de-semana em Braga, tratou de reflectir sobre este assunto.

Aqui ficam, em resumo, o que recebi de um colega:

Conselho Nacional ANP reunido no dia 9 de Abril, em Braga aponta caminhos futuros para Educação: i) restaurar a confiança nos professores e nas escolas; ii) centrar as escolas no trabalho pedagógico; iii) construir um novo sistema de avaliação separando-o das eventuais implicações na carreira; iv) adopção de Lei de Autonomia do Ensino não superior; v) criação de entidade de auto-regulação da profissão docente.

Ora, depois de lidas estes importante contributo, algo gostaria de colocar uma questão crítica sobre um dos aspectos. Ora, se há avaliação, sem dúvida que dos resultados da Avaliação devem ter reflexos em medidas educativas. E, se as escolas são formadas por equipas pedagógicas, são as equipas que devem ser avaliadas... e não os docentes, um a um, como se da buscad e um bode expiatório se tratasse.  Se não há reflexos, todos nos cairão em cima (sobretudo os que sistematicamente nos perseguem como alguns dos meios de comunicação social) dizendo "isto não é avaliação!"
Por que defendemos isto? Vejamos: fala-se muito da necessidade de trabalho cooperativo nas escolas. Pois bem.
Um exemplo simples: Num clube de futebol (escola) ainda que haja um jogador (docente) seja "Excelente" se a equipa não consegue os pontos necessários para a permanência é todo o clube que desce de divisão.
Se a equipa é a primeira do campeonato, mesmo os jogadores que nunca jogaram, recebem a medalha de ouro.
Ora, se numa escola (equipa) consegue bons resultados (o que nada pode ser reduzido aos resultados dos alunos mas uma relação entre recursos físicos, tecnológicos, materiais e humanos disponíveis, etc.) o mérito é de todos.
Se os resultados (objectiva, ponderada e racionalmente) definidos ficam aquém do esperado deverá ser toda a equipa que deve ser penalizada não recebeno pontos. O que não pode é haver numa escola com péssimos resultados professores (5%) que tenham excelente e 25% com "Muito Bom" quando todos deveriam trabalhar par ao bem da comunidade educativa.
Será que devemos atribuir ao que provocou ou falhou a grande penalidade ou guarda-redes toda a responsabilidade de os resultados de uma equipa? E se há mérito de todos mas só há lugar para um "Excelente", quem fica com ele? O treinador (Director)?
Logo, dos resultados da avaliação da Escola — JAMAIS dos resultados dos alunos (cujo tempo de dedicação ao estudo e investimento material na educação depende unicamente do Estado e da família!) e NUNCA de um ou outro docente isolado (que não é responsable pelo nível socio-cultural e económico nem muito menos pelo tipod e família de origem dos seus alunos! — devem ser retiradas as devidas consequências, sobretudoe  principalmente, nas medidas a adoptar pelo Estado, seja na colocação dos melhores profissionais  mediante incentivos (de que, em meados da década de 90, enquanto destacado num Gabinete Ministerial, apresentei um estudo e uma proposta sobre o assunto.) em termos de Graduação Profissional (como sucede hoje em algunas comunidades de Espanha!) para efeitos de concurso (o que em nada interfere no orçamento da educação!).
Creio que se tem de recuperar (ou ressuscitar !) o meu trabalho das "Escolas Isoladas" (com um artigo relativo ao assunto publicado pela ANP na sua revista "O Docente") que previa incentivos em termos de concurso e remuneratórios em função da frequência das preferencias manifestadas pelos opositores aos lugares disponibilizados pelo Ministério.
Que melhor querem?

publicado por J.Ferreira às 22:26

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Sexta-feira, 8 de Abril de 2011

Socialistas Não Desistem de Achincalhar os Professores

Estes governantes incompetentes (cujas políticas determinam desde 1995 apenas com um curto interregno da era Barroso/Santana Lopes) têm afundado o país a todos os níveis! As suas lutas foram claras: casamento homossexual, liberalização do aborto, proibição de fumar nos sítios de acesso público, segurança alimentar, encerramento de escolas e hospitais, aumento de portagens, aumento do IVA, aumento do IRS, diminuição dos salários, ao mesmo tempo que os escândalos de salários e mordomias dos amigos proliferavam pela comunicação social. mas só serviram para gastar dinheiro e afundar o país... Por isso estamos onde estamos embora ainda falte algo ao PS para afundar o país. Dêem-lhes os dois anos que faltavam para completar a legislatura, e esta sim, será a Tempestade Perfeita de que Sócrates se vangloriava no final da sua primeira legislatura. E não reajam: esperem para ver para onde vai o Barco! É isto a esquerda em que querem que acreditemos?

 

Será que ainda não se deram conta de que estão a levar a educação para um abismo? Será que ainda não se deram conta de que a concorrência e a competição que incrementam o individualismo (se não mesmo o egoísmo de cada um em prejuízo do trabalho de equipa para solucionar os problemas no contexto de cada comunidade educativa em concreto), são o fruto da apologia da meritocracia destes socialistas incompetentes que, por certo, nunca foram avaliados (caso contrário, nunca teriam conseguido os seus diplomas!)?

A palavra de ordem a seguir pelos professores que não queiram ver a sua carreira prejudicada é jogar escondendo as cartas, é guardar para si próprio os recursos a fim de se diferenciar dos colegas e poder ser candidato a um "Excelente"...? Ora, num sistema tremendamente injusto esta é a única forma de obter um "Excelente", é normal que cada um jogue a sua cartada. Percebe-se como será um governo com gente deste calibre. Este sistema, aplicado aos clubes de futebol seria a desgraça total para os resultados das equipas... Se o excelente é o que mete mais golos, nenhum passaria a bola ao colega. E os guarda-redes abandonariam a baliza pois desse lugar, dificilmente meteriam golos. Ora, nas escolas há lugar para tudo. Os professores de Educação Especial, tal como muitos que exercem em escolas de ambientes degradados (do ponto de vista socio-económico e cultural) são heróis comparados com os que, obtendo muito melhores resultados, exercem em escolas da zona da Parque-Expo em Lisboa (que luxo de escolas...! O povo deveria ver como são, que recursos têm e quem tem lá os filhinhos!).

 

Mas  o que mais gostaria não era aplicar-se aos clubes de futebol. Era, isso sim, ver os ministros avaliados pelo mesmo sistema. Aliás, eles são funcionários públicos enquanto ministros... Ou é o privado que lhes paga? Pois, criemos uma carreira com escalões (nem que sejam trimestrais) para avaliar o seu trabalho e quero ver qual deles quer ficar com um suficiente... É que, a aplicarem-se as percentagens, que seja para todos! E para os políticos e deputados também. E tal como no caso das escolas, que as percentagens se apliquem dentro de cada organismo para ver a quem tocam os 5% de "Excelente" nos Ministérios, no Parlamento (por bancadas de Partidos), nas Câmaras Municipais... até chegar às Juntas de Freguesia...  Oh, como me queria rir quando víssemos 5% dos Presidentes de Junta (de cada e por concelho) a obter um menção de Excelente (e assim, a progredirem mais rápido na carreira!) enquanto um Vereador da Câmara Municipal ou um Deputado ou um Ministro se teria de contentar (e vamos ser mesmo bonzinhos!) com apenas um "Bom" que lhe permitiria que o ano de tempo de serviço fosse contado normalmente!

Oh pobre país que tem gente a governar que nunca lá deveria ter ido parar... As escolas são equipas docentes. Nunca poderemos avaliar o trabalho isolado de um professor numa determinada turma pois comparando-o com colegas que têm alunos muito distintos, ele pode ser muito melhor profissional que nunca terá os mesmos resultados...

Pergunto:

Como reagiriam os senhores ministros deste (des) governo ao verem que o senhor Presidente da Junta do bairro progredia na carreira mais rápido por ter obtido um "Excelente"? Isto só prova que as quotas por escola ou agrupamento são o maior dos absurdos possíveis e imaginários! Só cabe na cabeça de incompetentes! Este texto serve para provar o absurdo que é aplicarem-se quotas de  "Muito Bom" ou de "Excelente" na avaliação. Afinal, numa mesmo a turma da escola, podem haver 90% de Excelentes... Como reagiriam os pais se, vendo que os seus filhos merecem o Excelente, apenas tivessem Muito Bom ou Bom só porque para fazer uma avaliação justa se decide aplicar o mesmo princípio ou tipo de "quotas"! Aliás, para nós, Sócrates legalizou o Aborto para poder criar este autêntico "Aborto Legislativo".

 

Numa equipa todos os elementos devem cooperar, cada um no seu lugar e cada um com a sua tarefa, tal como os defesas, os médios ou avançados num clube de futebol. Assim, a não ser eliminado estas quotas, este governo considera que se pode avaliar jogadores no futebol dizendo que há jogadores Regulares, Bons, Bons e Muito Bons e Excelentes que jogam na primeira liga da mesma forma e com a mesma qualidade dos jogadores Médios, Bons, Muito Bons e Excelentes que jogam numa liga distrital ou regional. O estranho é que nunca nenhum seleccionador foi buscar um jogador destes clubes.

Tal como outrora aqui escrevemos, deveriam ser aplicadas também as percentagens para as notas de  "Muito Bom" e "Excelente" para avaliar os nossos governantes. Assim, depressa se perceberia que temos um governo miserável... E os salários de alguns ministros depressa os levariam a deixar a profissão.

publicado por J.Ferreira às 18:57

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Sábado, 2 de Abril de 2011

Islândia ou Um Exemplo a Seguir!

Porque silenciam a ISLÂNDIA?
 
Estamos neste estado lamentável por causa da corrupção interna — pública e privada com incidência no sector bancário — e pelos juros usurários que a Banca Europeia nos cobra. Sócrates foi dizer à Sra. Merkle — a chanceler do Euro — que já tínhamos tapado os buracos das fraudes e que, se fosse preciso, nos punha a pão e água para pagar os juros ao valor que ela quisesse. Por isso, acho que era altura de falar na Islândia, na forma como este país deu a volta à bancarrota, e porque não interessa a certa gente que se fale dele.

Não é impunemente que não se fala da Islândia (o primeiro país a ir à bancarrota com a crise financeira) e na forma como este pequeno país perdido no meio do mar, deu a volta à crise.  Ao poder económico mundial, e especialmente o Europeu, tão proteccionista do sector bancário, não interessa dar notícias de quem lhes bateu o pé e não alinhou nas imposições usurárias que o FMI lhe impôs para a ajudar.
Em 2007 a Islândia entrou na bancarrota por causa do seu endividamento excessivo e pela falência do seu maior Banco que, como todos os outros, se afogou num oceano de crédito mal parado. Exactamente os mesmo motivos que tombaram com a Grécia, a Irlanda e Portugal. A Islândia é uma ilha isolada com cerca de 320 mil habitantes, e que durante muitos anos viveu acima das suas possibilidades graças a estas "macaquices" bancárias, e que a guindaram falaciosamente ao 13º no ranking dos países com melhor nível de vida (numa altura em que Portugal detinha o 40º lugar). País novo, ainda não integrado na UE, independente desde 1944, foi desde então governado pelo Partido Progressista (PP), que se perpetuou no poder até levar o país à miséria.
Aflito pelas consequências da corrupção com que durante muitos anos conviveu, o PP tratou de correr ao FMI em busca de ajuda. Claro que a usura deste organismo não teve comiseração, e a tal "ajuda" ir-se-ia traduzir em empréstimos a juros elevadíssimos (começariam nos 5,5% e daí para cima), que, feitas as contas por alto, se traduziam num empenhamento das famílias islandesas por 30 anos, durante os quais teriam de pagar uma média de 350 Euros / mês ao FMI. Parte desta ajuda seria para "tapar" o buraco do principal Banco islandês.

 

Perante tal situação, o país mexeu-se e apareceram movimentos cívicos despojados dos velhos políticos corruptos, com uma ideia base muito simples: os custos das falências bancárias não poderiam ser pagos pelos cidadãos, mas sim pelos accionistas dos Bancos e seus credores. E todos aqueles que assumiram investimentos financeiros de risco, deviam agora aguentar com os seus próprios prejuízos.
O descontentamento foi tal que o Governo foi obrigado a efectuar um referendo, tendo os islandeses, com uma maioria de 93%, recusado a assumir os custos da má gestão bancária e a pactuar com as imposições avaras do FMI. E, em pouco tempo, estes movimentos cívicos forçaram a queda do Governo e a realização de novas eleições.
Foi assim que em 25 de Abril (esta data tem mística) de 2009, a Islândia foi a eleições e recusou votar em partidos que albergassem a velha, caduca e corrupta classe política que os tinha levado àquele estado de penúria. Um partido renovado (Aliança Social Democrata) ganhou as eleições, e conjuntamente com o Movimento Verde de Esquerda, formaram uma coligação que lhes garantiu 34 dos 63 deputados da Assembleia). O partido do poder (PP) perdeu em toda a linha.
Daqui saiu um Governo totalmente renovado, com um programa muito objectivo: aprovar uma nova Constituição, acabar com a economia especulativa em favor de outra produtiva e exportadora, e tratar de ingressar na UE e no Euro logo que o país estivesse em condições de o fazer, pois numa fase daquelas, ter moeda própria (coroa finlandesa) e ter o poder de a desvalorizar para implementar as exportações, era fundamental.
Foi assim que se iniciaram as reformas de fundo no país, com o inevitável aumento de impostos, amparado por uma reforma fiscal severa. Os cortes na despesa foram inevitáveis, mas houve o cuidado de não "estragar" os serviços públicos tendo-se o cuidado de separar o que o era de facto, de outro tipo de serviços que haviam sido criados ao longo dos anos apenas para serem amamentados pelo Estado.
As negociações com o FMI foram duras, mas os islandeses não cederam, e conseguiram os tais empréstimos que necessitavam a um juro máximo de 3,3% a pagar nos tais 30 anos. O FMI não tugiu nem mugiu. Sabia que teria de ser assim, ou então a Islândia seguiria sozinha e, atendendo às suas características, poderia transformar-se num exemplo mundial de como sair da crise sem estender a mão à Banca internacional. Um exemplo perigoso demais.
Graças a esta política de não pactuar com os interesses descabidos do neo-liberalismo instalado na Banca, e de não pactuar com o formato do actual capitalismo (estado de selvajaria pura) a Islândia conseguiu, aliada a uma política interna onde os islandeses faziam sacrifícios, mas sabiam porque os faziam e onde ia parar o dinheiro dos seus sacrifícios, sair da recessão já no 3º Trimestre de 2010.
O Governo islandês (comandado por uma senhora de 66 anos) prossegue a sua caminhada, tendo conseguido sair da bancarrota e preparando-se para dias melhores. Os cidadãos estão com o Governo porque este não lhes mentiu, cumpriu com o que o referendo dos 93% lhe tinha ordenado, e os islandeses hoje sabem que não estão a sustentar os corruptos banqueiros do seu país nem a cobrir as fraudes com que durante anos acumularam fortunas monstruosas. Sabem também que deram uma lição à máfia bancária europeia e mundial, pagando-lhes o juro justo pelo que pediram, e não alinhando em especulações. Sabem ainda que o Governo está a trabalhar para eles, cidadãos, e aquilo que é sector público necessário à manutenção de uma assistência e segurança social básica, não foi tocado.

Os islandeses sabem para onde vai cada cêntimo dos seus impostos.
Não tardarão meia dúzia de anos, que a Islândia retome o seu lugar nos países mais desenvolvidos do mundo.
O actual Governo Islandês, não faz jogadas nas costas dos seus cidadãos. Está a cumprir, de A a Z, com as promessas que fez.

 

Se isto servir para esclarecer uma única pessoa que seja deste pobre país aqui plantado no fundo da Europa, que por cá anda sem eira nem beira ao sabor dos acordos milionários que os seus governantes acertam com o capital internacional, e onde os seus cidadãos passam fome para que as contas dos corruptos se encham até abarrotar, já posso dar por bem empregue o tempo que levei a escrever este artigo.

Nota: Texto circulando na internet como sendo da autoria de Francisco Gouveia, Eng.º


publicado por J.Ferreira às 16:59

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Sócrates, O Único Que Anda Certo!

Estamos numa Europa de "sanguessugas".  Mas, como se não bastasse o Parlamento Europeu tomar decisões vergonhas em época de crise (tal como denuncia Miguel Portas) ainda temos, ao leme deste país, chefes de governo incompetentes como José Sócrates, aliás, denunciado, por um um dos mais insuspeitos históricos do Partido Socialista: António Barreto.

 

 

 

No apêndice Economía do Jornal ABC espanhol, Enrique Serbeto escreve sobre José Sócrates. Sob o título Un antipático contra todos, está feito o retrato do político José Sócrates, "primer ministro de Portugal"

"El primer ministro portugués se parece a un conductor que avanza a toda velocidad por la autopista en dirección contraria, convencido que son todos los demás automovilistas los que se equivocan. Los gobiernos europeos y las instituciones comunitarias dan por hecho que Portugal no puede salir de la crisis sin asistencia financiera, pero José Sócrates les contradice a todos diciendo que que el país puede superar sus problemas con sus propias fuerzas. Después de ser derrotado en el Parlamento ha presentado su dimisión y ha lanzado a su partido, el socialista, de frente y a toda velocidad contra la oposición liberal-conservadora, esperando que en el último momento un volantazo de buena suerte le permita dar la vuelta a las encuestas y regresar victorioso.

 

 

En la última cumbre europea de Bruselas, el pasado viernes 25, sorprendió a muchos cuando se dedicó a saludar estrechando la mano a todos los periodistas antes de sentarse a explicar su versión de lo que había sucedido en el Consejo. Dada su proverbial fama de antipático, el gesto podía interpretarse como una especie de despedida, teniendo en cuenta que para la próxima cumbre es posible que las elecciones le hayan devuelto a la oposición. «Puede tener usted la seguridad de que no me estoy despidiendo» aclararía después, «aunque estoy seguro de que en su periódico es lo que están deseando». Sócrates no solo conoce perfectamente todo lo que se dice sobre él en los diarios de Lisboa (y por lo que se ve también de algunos de Madrid) sino que está convencido de que gran parte de sus problemas vienen del hecho de que no siempre cuentan las cosas del modo que más le gustaría. En la misma comparecencia atacó sin mucho disimulo las preguntas incómodas, a pesar de que coincidían con la opinión que estaban expresando los demás jefes de Gobierno en salas contiguas: «lo que causa la especulación son preguntas como las que me están haciendo. Portugal no necesita ninguna ayuda y si lo que se quiere es parar los movimientos especulativos, es infantil creer que eso sucederá si pedimos ayuda».

Portugal deberá hacer frente al vencimiento de una serie de paquetes de deuda por valor de 9.000 millones de euros en los próximos tres meses, en plena campaña electoral, forzada precisamente porque Sócrates no logró que el Parlamento aprobase el plan de recortes de gastos que había pactado con las instituciones comunitarias. Desde que el líder socialista es primer ministro, la deuda del país ha ido aumentando de forma vertiginosa. Solo en 2010 tuvo que pedir 51.000 millones de euros, un treinta por ciento más que el año anterior, y un 50 por ciento más que el precedente. Los intereses que tiene que pagar por los nuevos préstamos son cada vez más altos y las últimas subastas han estado rozando —por arriba—l 8 por ciento de interés. Sin embargo, Sócrates asegura que tiene dinero para pagar estas obligaciones, cuya amortización rebajaría sustancialmente la presión financiera sobre el país.

Su carrera privada en los 80 fue una de las más desastrosas de la época

 

Para creer a Sócrates hay que hacer abstracción de las partes más importantes de su biografía. No solo que empezase su carrera política como fundador de las juventudes del Partido Social Demócrata (conservador), sino porque, ya militante socialista, su escasa carrera privada en el sector de la construcción en los años 80 fue una de las más desastrosas de la época. Tuvo que retirarse porque el ayuntamiento de la ciudad de Guarda, para el que trabajaba, lo destituyó por unanimidad antes de que le lloviesen las demandas por la escasa calidad de sus proyectos. Su escandalosa manera de hacerse con una licenciatura como ingeniero teniendo en cuenta que cuatro de las cinco asignaturas las impartía un profesor al que luego otorgó un cargo importante en el Gobierno y la quinta el propio rector de una universidad privada de Lisboa que acabó siendo cerrada precisamente por el cúmulo de irregularidades que aparecieron al investigar el escándalo, o que algunos de los pocos exámenes que constan en su expediente los enviaase por fax desde el despacho de primer ministro o que el título lleve fecha de expedición en un domingo, no le impidió aparecer en televisión defendiendo su honorabilidad y acusando a sus adversarios de inventarse un plan para perjudicarlo.

Portugal necesitaría un rescate de más de 70.000 millones de euros

 

Sin embargo, de lo que ahora se trata es de dinero. De mucho dinero y de la posible quiebra de todo un país. El presidente del Eurogrupo, el luxemburgués, Jean Claude Juncker, ya le tiene hechas las cuentas a Sócrates y asegura que necesita un plan de rescate de más de 70.000 millones de euros para garantizar el pago de una deuda que, por cierto, está sobre todo en manos de bancos españoles. Es imposible que no hayan hablado de esto en la reunión que Sócrates mantuvo el jueves con la canciller Ángela Merkel, que es finalmente la que tiene las llaves de la caja del mecanismo de ayuda financiera, pero Sócrates no quiso desvelar el contenido de la conversación: «me va a permitir que dejemos el contenido de esa entrevista en el ámbito privado entre la canciller Merkel y yo mismo». Al menos esta vez a Merkel no le ha pasado como al líder de la oposición de Portugal, el conservador Pedro Passos Coelho, que después de unas experiencias espinosas con el aún primer ministro ha acabado por advertir que no se volverá a reunir con Sócrates «si no es en presencia de testigos».

publicado por J.Ferreira às 16:37

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