Quinta-feira, 27 de Setembro de 2012

Grécia Versus Islândia

Eles comem tudo. Vejam o vídeo que segue.  E facilmente poderão concluir:
Ou fazemos como a Islândia ou... Estamos fritos.
 
 
Afinal, qual será a principal diferença entre a Grécia e a Islândia? Talvez o segundo vídeo deste post nos possa ajudar a descobrir depois de ouvirmos o que nos diz Rodney Shakespeare, analista político:
"O povo grego é um povo bravo. (...) Tudo o que de facto precisa é renovar a sua política. Essa nova política deve começar pelo controlo dos bancos. (...) Os bancos criam dinheiro do nada (...) ". (Cf: video cerca dos 2:22 min.)

E conclui Rodney: "Mas para fazer isso a Grécia tem de sair do Euro e fazer o seu próprio destino da mesma forma que o está a fazer a Islândia, e com muito êxito.

 

Será uma vingança da Alemanha? Afinal, quais os países que estão a ser vítimas desta crise financeira? Simles: todos aqueles que se livraram da 2ª Guerra Mundial.

 

Voltemos à pergunta: Qual a diferença entre Grécia e Islândia? Não a sabemos. Mas que a mais antiga democracia do mundo, o berço da palavra democracia se tornou numa políticocracia, bancocracia ou mediocracia, disso não temos qualquer dúvida.

Fala-se de tudo na comunicação social. De Grécia, de Espanha, da Líbia, da Síria... mas não se fala de Islândia! Porquê? A resposta será simples para quem observar este vídeo. Está visto: não interessa falar de democracia!

 

Por que será que estas notícias não são vistas na nossa comunicação social?

Por que que esta realidade será a ser ignorada pelos media...?

Porquê? Será pelos interesses envolvidos? Mas... e os irlandeses? não têm interesses?

Portugal só sairá do abismo se tiver a coragem de enfrentar o touro pelos cornos...

E, para tal, o primeiro é saber quem é o touro.

Se decide enfrentar-se ao cavaleiro ou ao forcado, mais cedo que tarde, levará com os cornos do touro pelas costas!

Se queremos evitar voltar a ter de lutar com o touro, teremos de aprender com os irlandeses...

Enquanto isso, aproxima-se o descalabro financeiro de um país. E, tal como os gregos, em Portugal ninguém será capaz de o fazer parar!

publicado por J.Ferreira às 07:51

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Quarta-feira, 26 de Setembro de 2012

As Cigarras e as Formigas

Daniel Oliveira demonstra a sua indignação escrevendo o texto que intitula "Já a formiga tem catarro".

É um texto que vale a pena ler. De facto! Foi no semanário Expresso que deu voz à sua visão crítica sobre o estado a que chegamos.


Miguel Macedo foi a Vouzela. Tal como acontece e continuará a acontecer a todos os membros de um governo em estado comatoso foi vaiado quando lá chegou. Naturalmente, não gostou. E não deixou de nos oferecer a sua "pedagogia": "Portugal não pode continuar um país de muitas cigarras e poucas formigas". Para começar, talvez não fosse mau recordar ao senhor ministro que está a falar com adultos. Não são nem seus filhos nem seus netos. São quem lhe paga o salário para cumprir a sua função: governar.

Para o ministro da Administração Interna há, em Portugal, um bando de preguiçosos (muitos) que gasta o que não temos. Ou seja, esses muitos (a maioria, supõe-se) são os responsáveis por esta crise, diz o Mitt Romney à portuguesa. E depois há uma minoria de gente trabalhadora, ordeira e caladinha que paga e segue quem manda, mesmo que quem mande seja visivelmente incompetente e destituído de qualquer capacidade política.

Não farei a injustiça de dizer que Miguel Macedo é uma cigarra. Até porque, como se vê pelos seus atributos de "pedagogo", falta brilho à sua música. Fará o que pode e o melhor que sabe. É provável que possa pouco e que não saiba grande coisa. Mas, como também sou cidadão deste País, quero ser pedagógico com o senhor ministro, seus colegas e a horda de boys que ciclicamente inunda, sem outro critério que não seja o cartão partidário, os ministérios. Seria bom, nestes tempos difíceis, abandonarem as fábulas infantis e, como sabe quem conhece esta, com um cheirinho bafiento de outros tempos. Seria bom deixarem de chamar "piegas" e "preguiçosos" a quem os elegeu. Gostem ou não gostem do povo que governam, é para ele que têm de trabalhar. E quando um governo e um povo não se dão bem, um deles está a mais. Não se podendo mudar de povo, costuma-se mudar de governo. Poderá então o senhor ministro seguir o apelo do seu primeiro e emigrar em busca de um povo que se deixe governar melhor.

Para dar lições de moral ao País é preciso ter alguma. E um governo que tem Miguel Relvas como um dos seus principais ministros, que há poucos dias nos ofereceu a triste novela da TSU e que tem para oferecer aos portugueses os catastróficos indicadores económicos que conhecemos, não pode abrir a boca para ensinar nada a ninguém. Se é difícil aturar o insulto de quem tenha competência, torna-se ainda mais insuportável quando os sermões vêm de quem, até agora, não conseguiu merecer o lugar que ocupa.

Foi Passos Coelho que marcou este estilo de sermão de professor primário. Um estilo que aposta no histórico complexo de inferioridade dos portugueses para, amesquinhando-o, o tornar mais manso. Pode ter passado despercebido ao ministro, mas nas últimas semanas, quando os portugueses perceberam o assalto que esta gente preparava, mudou muita coisa. E a paciência para este tipo de garotadas esgotou-se. Sim, o barulho insuportável das supostas "cigarras" vai continuar a ouvir-se. Porque, veja-se o descaramento, não gostam de ser tratadas como "formigas".


publicado por J.Ferreira às 08:37

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Terça-feira, 25 de Setembro de 2012

Uma Migalha na Padaria

O Expresso online (25 de setembro de 2012) publicou uma noticia (abaixo transcrita a azul) com a decisão governamental de acabar com algumas Fundações.

para a dimensão deste nosso Portugal, país pequeno do cantinho da Europa, existem muitíssimas fundações que não servem para nada, senão para ajudar a afundar o país. No lugar de servirem de fundações (como no caso das fundações necessárias para erguer pontes, edifícios,... ) estas organizações apenas servem os interesses de alguns milionários que (como Mário Soares) ainda se riem do povo que, passando fome, é obrigado por lei (feita por eles e para eles!) a patrocinar uma vasta gama de mordomias (e não apenas os motoristas e carros de luxo!).

 

Assim, quanto a nós, estas medidas governamentais não só peca por tardia como  peca por ser "uma migalha na padaria", ou simplesmente, como o povo diz, "uma gota no oceano". Eis a notícia.

 

falta saber como reagirão os senhores do poder a todas estas medidas?

 

Governo fecha quatro fundações

Vão ser encerradas quatro fundações e outras 36 estão também em risco de fechar, anunciou o Governo, que também retirou apoios a outras entidades.

 

O Governo anunciou hoje a extinção de quatro fundações, recomendando também a extinção de 13 entidades do mesmo género ligadas a instituições de ensino superior público e 23 outras cuja "competência decisória se encontra cometida" às autarquias locais.

De acordo com o Diário da República, a Fundação Casa de Guimarães, Fundação Museu do Douro, Côa Parque e a Fundação para a Proteção e Gestão das Salinas do Samouco serão extintas.

A Fundação Paula Rego e a Fundação D. Luís I, no município de Cascais, é uma das entidades que o Executivo pretende também extinguir.

O documento hoje revelado aponta ainda as entidades que verão o seu apoio financeiro reduzido ou o seu estatuto de utilidade pública retirado.

Na área da cultura, são abrangidas com redução de 30% do total de apoios financeiros públicos, a Fundação Arpad Szénes - Vieira da Silva, em Lisboa, que acolhe um espólio da artista, a Fundação Casa da Música, no Porto, a Fundação de Arte Moderna e Contemporânea - Coleção Berardo, em Lisboa, a Fundação de Serralves, no Porto, e a Fundação Ricardo do Espírito Santo Silva, em Lisboa.

A Fundação Centro Cultural de Belém, em Lisboa, terá uma redução de 20%do total de apoios financeiros públicos.

No documento aprovado pelo Governo é também determinada a cessação do total de apoios financeiros públicos à Fundação Casa de Mateus, em Vila Real, que atribui o Prémio Literário D. Dinis, e que foi a melhor classificada na avaliação às fundações publicada pelo Governo a 2 de agosto.

Há também a proposta de extinguir a Fundação Comendador Manuel Correia Botelho,  que gere o conservatório de música de Vila Real.

Cortes na fundação presidida por Marcelo Rebelo de Sousa...


O Governo anunciou a cessação total dos apoios financeiros públicos à Fundação Casa de Bragança e uma redução de 30% do financiamento público à Fundação Mário Soares.

A Fundação Casa de Bragança é atualmente presidida pelo professor de Direito e ex-líder do PSD Marcelo Rebelo de Sousa. Criada em 1933 por vontade expressa deixada em testamento pelo rei D. Manuel II, as receitas Fundação assentam em grande parte na exploração florestal, sobretudo da cortiça, e na atividade cinegética (caça) em várias propriedades espalhadas pelo Alentejo.

A Fundação Casa de Bragança recebeu entre 2008 e 2010 apoios financeiros públicos que ultrapassaram os 62 mil euros e tem um valor patrimonial tributário isento de mais de um milhão e 800 mil euros, segundo o estudo elaborado pelo Governo.

A Fundação, atualmente sediada no Palácio de Massarelos, em Caxias, é constituída pelo Museu e Biblioteca, instalados no Palácio de Vila Viçosa, e pela Escola Agrícola D. Carlos I, em Vendas Novas, para além de possuir vários palácios, castelos e edifícios religiosos.

... e cortes na Fundação Mário Soares


Já a Fundação Mário Soares, que tem como presidente o antigo chefe de Estado e fundador do PS, foi criada em 1991 e recebeu, entre 2008 e 2010, cerca de um milhão e 272 mil euros de apoios financeiros públicos.

A Fundação, uma instituição de direito privado e utilidade pública sem fins lucrativos, conta atualmente com 43 colaboradores, tendo mais de 31 mil beneficiários ou destinatários entre 2008 e 2010. Segundo o Governo, além do apoio financeiro, esta Fundação teve um valor patrimonial tributário isento de mais de 268 mil euros.

A Fundação Mário Soares está sediada na Rua de São Bento, em Lisboa, e é constituída pelo Arquivo e Biblioteca, para além da Casa-Museu Centro Cultural João Soares, em Cortes, Leiria.

Governo recomenda extinções na área da educação


O Governo recomendou, no âmbito da tutela do Ministério da Educação e Ciência (MEC), a extinção de 13 fundações e a redução em 30% do total de apoios financeiros públicos a 15 outras fundações. O executivo determinou ainda o cancelamento do estatuto de utilidade pública à Fundação Manuel Leão.

Assim, na área da Educação, recomenda-se às instituições de ensino superior públicas fundadoras, a extinção da Fundação Carlos Lloyd de Braga (Universidade do Minho), Fundação Cultural da Universidade de Coimbra (Universidade de Coimbra), Fundação da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (Universidade de Lisboa), Fundação da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (Universidade Nova de Lisboa).

A extinção foi ainda recomendada à Fundação da Universidade de Lisboa (Universidade de Lisboa), Fundação Fernão de Magalhães para o Desenvolvimento (Instituto Politécnico de Viana do Castelo), Fundação Gomes Teixeira (Fundação da Universidade do Porto), Fundação Instituto Politécnico do Porto (Instituto Politécnico do Porto), Fundação João Jacinto de Magalhães (Fundação da Universidade de Aveiro), Fundação Luís de Molina (Universidade de Évora), Fundação Museu da Ciência (Universidade de Coimbra), FNE --- Fundação Nova Europa (Universidade da Beira Interior) e Fundação para o Desenvolvimento da Universidade do Algarve (Universidade do Algarve).

O governo determinou ainda a redução de 30% do total de apoios financeiros públicos (excecionando os que tenham origem em financiamento comunitário ou proveniente de apoios competitivos) à Fundação Amadeu Dias, Fundação António Quadros - Cultura e Pensamento, Fundação das Universidades Portuguesas, Fundação Eça de Queiroz, Fundação Engenheiro António de Almeida, Fundação Instituto Arquiteto José Marques da Silva - Universidade do Porto, Instituto de Investigação Científica Bento da Rocha Cabral, Fundação Minerva - Cultura - Ensino e Investigação Científica, Fundação Professor Francisco Pulido Valente, Fundação Económicas - Fundação para o Desenvolvimento das Ciências Económicas, Financeiras e Empresariais, Fundação Conservatório de Música da Maia, Fundação Ensino e Cultura Fernando Pessoa, Asilo de Santo António do Estoril, Fundação Denise Lester.

publicado por J.Ferreira às 22:18

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IMORALIDADE em TEMPOS de CÓLERA

 

PORTUGAL é o exemplo da maior imoralidade que algum dia se poderia imaginar.

Os políticos que sempre dizem estar preocupados com o povo, só estão preocupados porque sem o povo para trabalhar não há contributos que lhes permitam auferir tantas benesses. Vejam a notícia que segue, publicada no DN.

 

"Mais de 400 ex-políticos de todos os quadrantes, à excepção do BE, ainda beneficiam desta benesse que foi revogada em 2005 pelo PS.

A possibilidade de se acumularem subvenções vitalícias com vencimentos no sector privado faz com que gestores de topo beneficiem ainda daquela benesse. Casos de Jorge Coelho, Manuel Dias Loureiro, Armando Vara ou Ângelo Correia.

Documentos oficiais a que o DN teve acesso revelam que Jorge Coelho - que o DN tentou em vão contactar - acumula o seu salário de presidente da Mota-Engil com uma subvenção vitalícia que no momento em que lhe foi originalmente atribuída era de 2400 euros/mês.

Já Manuel Dias Loureiro, gestor de fundos de investimento - e ex-administrador da Sociedade Lusa de Negócios, holding do BPN -, recebe 1700 euros, sendo que, conforme disse ao DN, não tenciona prescindir a não ser que a lei o obrigue. "Nunca pensei nisso", disse."

 

 

Mas, como se não bastasse esta notícia...

Vejam a notícia que sege, de  O Público, edição online de 25 de setembro de 2012.

Antigos administradores da ERSE podem receber salário durante dois anos

Até quando o povo português estará disposto a suportar tamanha bandalheira usurpadora dos bens comuns?


publicado por J.Ferreira às 14:36

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Segunda-feira, 24 de Setembro de 2012

Optimismo versus Pessimismo

Hoje apenas decidi avivar a memória do povo que somos...

 

Alguns de nós, portugueses, somos criticados por sermos, imagine-se, muito críticos!

    Podem dizer que somos "negativistas" mas a realidade obriga-nos a ser "positivistas".

    Podem dizer que somos "pessimistas" mas a realidade obriga-nos a ser "optimistas"

    Sim. Mas com uma diferença. Há quem viva no mundo real e quem viva no mundo das ideias, num mundo imaginário.

Gostaríamos de ser daquele tipo de pessoas que o comum dos cidadãos considera "optimistas".

Mas para tal, teríamos de estar sempre mal informados. E isso, não é o que sucede. Daí que sempre tenhamos considerado que "um optimista, é um pessimista mal informado". Ao contrário do que a linguagem faz paensar, para nós, aqueles a que o comum dos portugueses costuma rotular de "pessimistas" são na maioria das vezes "optimistas bem informados".

Com efeito, quando um optimista detém a informação (como está a suceder com a maioria dos que se autoconsideravam "optimistas" até à comunicação do Ministro, na fatídica sexta-feira, 7 de setembro de 2012) imediatamente tomam atitudes próprias daqueles a quem chamavam de pessimistas.

Na verdade, não se passa nada de especial: simplesmente chegou a hora dos optimistas (comummente conhecidos que não passam de  pessimistas mal informados!) caírem na realidade. E passam a integrar o nosso clube: o clube dos "realistas". Bem-vindos, pois. Finalmente, a realidade forçou a despertar do sonho muitos optimistas mal informados (que no fundo, no fundo, não passavam de "pessimistas").

 

Enfim. Mais imporetante que esta dicotomia, seria bem mais interessante que fôssemos todos mais "realistas".

 

E, para que a realidade não seja vista como novidade, aqui fica um avivar da memória dos portugueses com um texto de 1896, descrevendo o povo que somos:

 

Um povo imbecilizado e resignado,
humilde e macambúzio,
fatalista e sonâmbulo,
burro de carga,
besta de nora,
aguentando pauladas,
sacos de vergonhas,
feixes de misérias,
sem uma rebelião,
um mostrar de dentes,
a energia dum coice,
pois que nem já com as orelhas
é capaz de sacudir as moscas;
um povo em catalepsia ambulante,
não se lembrando nem donde vem,
nem onde está,
nem para onde vai;
um povo, enfim,
que eu adoro,
porque sofre e é bom,
e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso
da alma nacional,
reflexo de astro em silêncio escuro
de lagoa morta (…) Uma burguesia,
cívica e politicamente corrupta ate à medula, não descriminando já o bem do mal,
sem palavras,
sem vergonha,
sem carácter,
havendo homens
que, honrados (?) na vida íntima,
descambam na vida pública
em pantomineiros e sevandijas,
capazes de toda a veniaga e toda a infâmia,
da mentira à falsificação,
da violência ao roubo,
donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral,
escândalos monstruosos,
absolutamente inverosímeis no Limoeiro (…) Um poder legislativo,
esfregão de cozinha do executivo;
este criado de quarto do moderador;
e este, finalmente, tornado absoluto
pela abdicação unânime do país,
e exercido ao acaso da herança,
pelo primeiro que sai dum ventre
- como da roda duma lotaria.
A justiça ao arbítrio da Política,
torcendo-lhe a vara
ao ponto de fazer dela saca-rolhas; Dois partidos (…),
sem ideias,
sem planos,
sem convicções,
incapazes (…)
vivendo ambos do mesmo utilitarismo
céptico e pervertido, análogos nas palavras,
idênticos nos actos,
iguais um ao outro
como duas metades do mesmo zero,
e não se amalgamando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento,
de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar (…)

 

Guerra Junqueiro, in “Pátria”

 

publicado por J.Ferreira às 21:22

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"Rectificação" da "Retificação"

Assim se vê como continuamos a ser bem (des)governados. Claro, por gente que prima pela (in)competência!

Duvidam? Vejam o ridículo da declaração de rectificação a uma portaria.

Atentem no texto publicado em Diário da República, 1.ª série — N.º 184 — 21 de setembro de 2012 que abaixo citamos:

 

É espantoso como se corrige mantendo o articulado exactamente como estava...

Pelo menos, nos 3 primeiros pontos! alguém consegue encontrar onde está a diferença (?)  entre o texto da rectificação (a azul) e o texto original (a vermelho) que a publicação pretende rectificar?

 

Mais do que espantoso: é anedótico... Limitaram-se a fazer "Copy / Paste" (Copiar / Colar) e esqueceram-se de alterar o que pretendiam.
Estamos num país onde a incompetência chegou ocupa os lugares de decisão: chegou, instalou-se e reproduziu-se (como Deus mandou!).

O pior é que ela está a proliferar por todos os lados... Enfim... É ridículo... Uma vergonha...!
Será que se inova criando uma nova forma de fazer uma rectificação? Ou será que o Acordo ortográfico definiu agora que "rectificação" é o mesmo que  "repetição" ? Será que rectificar significa copiar e colar o mesmo texto sem nada mudar?

 

Curiosidade:

A introdução à Declaração de Retificação n.º 51/2012 acaba com o seguinte: "assim se retificam".

Declaração de Retificação n.º 51/2012
Nos termos das disposições conjugadas da alínea r)
do n.º 2 do artigo 2.º e do artigo 11.º do Decreto-Lei
n.º 4/2012, de 16 de janeiro, declara-se que a Portaria
n.º 243/2012, de 10 de agosto, publicada no Diário da
República, 1.ª série, n.º 155, de 10 de agosto de 2012, saiu
com as seguintes inexatidões, que, mediante declaração da
entidade emitente, assim se retificam:

1 — No n.º 1 do artigo 2.º, onde se lê:
«1 — São aprovadas os planos de estudos e as matrizes
curriculares dos cursos científico-humanísticos de
Ciências e Tecnologias, de Ciências Socioeconómicas,
de Línguas e Humanidades e de Artes Visuais, constantes
dos anexos I a VIII da presente portaria, da qual
fazem parte integrante.»

deve ler -se:
«1 — São aprovados os planos de estudos e as matrizes
curriculares dos cursos científico-humanísticos de
Ciências e Tecnologias, de Ciências Socioeconómicas,
de Línguas e Humanidades e de Artes Visuais, constantes
dos anexos I a VIII da presente portaria, da qual
fazem parte integrante.»


2 — Na alínea a) do n.º 5 do artigo 5.º, onde se lê:
«a) O registo da frequência e do aproveitamento
em disciplinas complementares consta do processo do
aluno, expressamente como disciplina de complemento
do currículo, contando a respetiva classificação para o
cálculo da média final de curso, por opção do aluno,
desde que integrem o plano de estudos do respetivo
curso;»

deve ler -se:
«a) O registo da frequência e do aproveitamento
em disciplinas complementares consta do processo do
aluno, expressamente como disciplinas de complemento
do currículo, contando a respetiva classificação para o
cálculo da média final de curso, por opção do aluno,
desde que integrem o plano de estudos do respetivo
curso;»


3 — No n.º 11 do artigo 13.º, onde se lê:
«11 — Os alunos excluídos por faltas em qualquer
disciplina, de acordo com o n.º 2 do artigo 4.º da presente
portaria, só podem apresentar-se ao respetivo
exame final nacional no mesmo ano letivo, na 2.ª fase,
na qualidade autopropostos.»
deve ler -se:
«11 — Os alunos excluídos por faltas em qualquer
disciplina, de acordo com o n.º 2 do artigo 4.º da presente
portaria, só podem apresentar-se ao respetivo
exame final nacional no mesmo ano letivo, na 2.ª fase,
na qualidade de autopropostos.»


(...)

 
Parece um jogo de "descubra as diferenças" mas... "sem diferenças"!
 
Mas... Afinal, onde está a diferença entre o texto a azul e vermelho?
 
 
Para terminar, decidimos invocar o nosso saudoso Fernando Pessa, exclamando:
— "E esta, heim?"
publicado por J.Ferreira às 14:07

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Quinta-feira, 13 de Setembro de 2012

A Educação é Cara? Experimentem a Ignorância!

Em Portugal, segundo a OCDE, o ensino está a ficar cada vez mais caro...e chegará ao valor insuportável.

Creio que os alunos têm de tomar consciência da realidade que os vai cada vez mais afectar: licenciaturas para o desemprego!

Sim. Já em 1992, aquando da luta contra as propinas, elaborámos uma proposta para o financiamento do ensino superior.

Em 2007, Sócrates apresenta uma proposta e faz uma lei que, incrivelmente, corresponde na essência à nossa proposta de 1992. Com 15 anos de atraso.

Afinal que governantes escolhe o povo português? Os que governam para o passado? Onde está a visão progressista que seria de exigir aos governantes para que o povo deles tenha boa memória, ainda que no momento não sejam compreendidos?

No início da década de 90 do século passado (uff, como nos damos conta de que depressa envelhecemos!) já falávamos no descalabro que seria para o futuro da educação do país e da nossa juventude caso fosse implementado um sistema de utilizador-apagador. Na altura, os ainda hoje comentadores de serviço (como Miguel de Sousa Tavares, António Barreto, José Pacheco Pereira, entre outros), eram defensores de que os jovens pagassem propinas porque teriam uma profissão milionária, com os seus diplomas de licenciatura. Nós dizíamos que seria "pagar propinas" para frequentarem "licenciaturas para o desemprego". Riam-se do nosso pessimismo. De igual forma que afirmávamos não ter nenhuma ilusão de que chegaríamos à idade de reforma e nada nos tocaria...

Hoje, andam por aí uns que, ignorando a lógica (a que outros chamam futurologia) contam a história da desgraça da segurança social...

Enfim. Somos governados por estes excelentes profissionais da política, entendida não como o governo da polis mas como a "arte de enganar o povo".

Até quando estaremos dispostos a aguentar a destruição do nosso país por parte de uns quantos que, usando da sua (in)competência como (des)governantes sem visão de futuro, nos hipotecam até ao pescoço?

publicado por J.Ferreira às 14:00

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