Terça-feira, 27 de Outubro de 2009

Socialistas de Portugal Versus Socialistas de Espanha

É por estas e por outras que cada vez mais ficamos convencidos da urgente necessidade de ser aprovada a nível europeu, uma "Lei Bosman" para os políticos.

Dito de outra maneira, numa Europa de cidadãos, para quando a possibilidade de eleger novos políticos, venham eles de Espanha ou da Alemanha?

É que, em termos de Educação, José Sócrates "nem às solas dos sapatos" de um "Zapatero"! Mais palavras...? Para quê? Leiam e comentem.

 

"Carta abierta a los maestros"

 

"Hoy celebramos el Día Mundial de los Docentes, instituido por Unesco hace 15 años para rendir homenaje al profesorado y al papel esencial que desempeña para una educación de calidad. Es un día para compartir logros y, también, para aceptar la responsabilidad de solventar, entre todos, carencias.

Ha llegado el momento para un Pacto Educativo que mire al futuro con ambición.

Maestros y maestras, profesoras y profesores españoles:

Nuestro país ha cambiado tanto en las últimas décadas que quizás algunos hayan olvidado que en los años 70 del siglo XX, España tenía, aún, personas analfabetas, que el acceso a la Educación no era universal, y que el nacimiento en uno u otro lugar podía ser tan determinante como la familia a la hora de planificar una existencia.

Porque los sueños solían ser, para tristeza de muchos, del tamaño de sus precarias posibilidades.

Hemos avanzado mucho. Hoy nuestro sistema educativo se abre a toda la población y, fruto de este progreso, de este gran éxito colectivo, contamos con las generaciones mejor preparadas de la historia de España. Me habréis oído repetirlo, porque creo que es necesario valorar y reconocer el camino realizado para ser plenamente conscientes del que todavía queda por recorrer.

Pero nuestros logros educativos tendrán la dimensión que seamos capaces de trazar juntos y, por ello, creo firmemente que ha llegado el momento para un Pacto Educativo. Mi propósito es impulsar un acuerdo social y político que mire el futuro con ambición, con la ambición de un país que aspira a la excelencia y sabe que tiene en la educación la palanca principal para alcanzarla, un país que quiere que cada persona pueda llegar tan lejos en su formación como le lleven en su voluntad y su esfuerzo, sin otras limitaciones.

Para alcanzar ese nuevo horizonte educativo, cada Administración tendrá que asumir plenamente la responsabilidad que constitucionalmente le corresponde, cumplir con eficacia su papel. Desde 2004 el Gobierno de España ha doblado el presupuesto educativo, pero soy muy consciente de que para llegar más lejos, como es nuestro propósito, Comunidades Autónomas y Administración General del Estado debemos aumentar la inversión. Y no sólo la financiación es importante, también será necesario que toda la sociedad propicie el mejor de los entornos, para que vuestra tarea docente y el aprendizaje de los alumnos se desarrollen en las mejores condiciones y con la mayor calidad.

Nunca España había tenido tanto potencial de futuro y nunca antes nuestro porvenir había dependido tanto de la educación, del conocimiento, de nuestra capacidad creadora e innovadora, que son la base del bienestar y de un nuevo modelo de crecimiento económico.

Sin vosotros, maestros y maestras, profesoras y profesores, sin el esfuerzo que día a día entregáis y enseñáis a la sociedad española, no habríamos podido llegar hasta aquí. Y no podemos construir un mejor futuro sin vosotros.

Por eso seguiré poniendo todo mi empeño en demostrar que la grandeza de un país debe medirse por el prestigio que se concede a sus maestros.

Sólo me queda daros las gracias.

 

Por: José Luis Rodríguez Zapatero

Presidente del Gobierno de España.

El País, 05/10/2009

publicado por J.Ferreira às 13:24

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18 comentários:
De Pedro Santos a 3 de Dezembro de 2009 às 14:10
Você deve estar a alucinar...dizer mal deve ser o seu emprego, mesmo que não saiba de metade do que se passa em Espanha!
Aliás o seu comentário é de quem não sabe minimamente o que se passa em Espanha! Uma Espanha que tem 20% de desemprego!!!!
Espanha, país onde eu vivo faz 3 anos (antes que me pergunte o que então faço eu aqui: ensino e aprendo para devolver algo a Portugal - o meu ordenado vem de Portugal) as coisas não são tão bonitas como o senhor as pinta. Diga-me porque na melhor revista cientifica (cience) vem que a Espanha com as actuais politicas educativas e de financiamento da ciência e inovação está a ponto de passar da chamada época de prata para passar à era do Bronze? O Zapateiro, que eu admirava, não passa de um falinhas mansas...mas na realidade até agora só deu direitos aos homossexuais (muito bem) e 2.000 euros para quem quer comprar carro (ridículo)! Os orçamentos que mais desceram este ano foram os da educação e ciência...
Pois é essa carta é dirigida aos professores mas os alunos que se lixem!! Deixe-me dizer-lhe que aqui na área de Barcelona pelo menos 150 escolas trabalham em pre fabricados!
Pela temática dos professores deixe-me também explicar que estes fazem um exames nacionais, projectos e entrevistas para ocuparem um lugar fixo numa escola! E ao longo dos anos não deixam de ser avaliados por comissões externas! Essa politica tem décadas...e não tem nada a ver com o Zapateiro!!
PS: Não espero que publique este meu comentário, mas que ao menos pense sobre o péssimo serviço que faz com este Blog de contra informação...
De J.Ferreira a 5 de Dezembro de 2009 às 00:43
Resposta a Pedro Santos - Parte 1
Meu caro Pedro Santos. Este Blog pauta a sua conduta pela diversidade de opinião. Aceitamos o contraditório mas esperávamos que fosse de facto, fundamentado. Se quer saber, fui professor em Portugal. Sou Professor em Espanha. Sei do que falo. E este “post” apenas se destina a evidenciar diferença de postura dos governantes portugueses face aos espanhóis no que toca à importância que atribuem ao papel dos educadores. Mais lhe quero dizer que, em Portugal, existem também contentores. Deveria viajar pelas escolas do país (que conheço demasiado bem, percebe?). Quanto há alunos que têm a cantina ou refeitório numa cave, antes usada como garagem sem qualquer adaptação. Nos recreios, no tempo de Inverno, ficam à chuva (ou dentro da sala de aula todo o tempo!) porque não têm espaços cobertos. Depois de conhecer o sistema francês (onde exerci durante 4 anos!) exerço em Espanha há mais tempo do que aqui o senhor se encontra. Por isso, equivocou-se! Não sabe com quem está a falar. Não vou exibir aqui o meu curriculum. Em Portugal, fui formador e avaliei professores. Veja outros posts e constatará isso. Mas os responsáveis pelas desastrosas políticas educativas em Portugal (que o senhor parece querer defender!), isto é, os políticos MENTIRAM repetidamente na expectativa de que uma Mentira repetida se transformasse numa verdade. A carreira não era, nem nunca foi, automática. Tenho provas de que houve professores que não progrediram na carreira pela avaliação que tiveram. E ficaram a marcar passo. Na verdade, antes havia diuturnidades (que eram o reconhecimento do Estado a quem se dedicava à causa pública.). Formar quadros tem o seu custo. E o Estado, como qualquer empresa, não quer passar o tempo a formar pessoal para o ver sair para o privado. Hoje há demasiada gente com diploma (diferente de gente competente!). Tudo isso acabou. Aos novos escalões chamaram-lhe “progressão na carreira”. Mas “Carreira”, meu caro, seria progredir de posto. E professor é sempre professor toda a vida. Se exerce outros cargos, muito bem. Progrediu na carreira. Ser Presidente de um Conselho de Escolas, isso sim, é passar a outro estádio de carreira do “professor”. Chegar a Director Regional de Educação ou a Director geral, isso sim, é carreira. O que há, hoje, para os professores são etapas a que chamaram carreira. O que é incrível é, sabendo-se que as universidades estão abertas para todos, aqueles que não foram capazes de conseguir chegar a professor tenham inveja de quem superou tantas e tantas provas de avaliação… Avaliados? Medo de ser Avaliados? Quem? Os professores. Não. Nem pensar. O que não aceitam é ser avaliado s por critérios absurdos.
Quanto aos resultados escolares dos alunos (porque no seu comentário disparou em todas as frentes!) quero dizer-lhe que também tenho filhos. E frequentam escolas públicas. Em turmas com mais de 28 alunos! Na turma deles há alunos que não conseguem senão uma média equivalente à que José Sócrates conseguiu na sua licenciatura (14 valores) na U.I.. Tenho uma filha com
Outros, como as minhas filhas, conseguem elevadíssimas médias, atingindo mesmo a mais velha uma média final de 20 valores a todas as disciplinas do 11º Ano… E não me venha com favoritismos: ela manteve a média em todos os exames nacionais! Claro. Todos os professores são excelentes. E a Ministra, com as sua quota de 5% não permite que nenhum deles obtenha essa classificação. Como quer que considere um caso destes de forma diferente do que a manifestação da incompetência a Ministra? Nenhum dos professores pode obter Excelente… Incrível.
Mas percebo. Na sua sala de aula há muitos alunos com 18 e 19. Mas alguns não passam do 11 ou 12 (como José Sócrates, antes de ser governante, já reparou?!). E claro. Se os alunos vão para a discoteca no lugar de irem para a biblioteca. Se compram playstations ou wi-ii’s no lugar de lerem livros, se a biblioteca que têm em casa é formada pelos jornais “A Bola”, “O Jogo” ou”O Record” (sem desprestígio para nenhum eles pois exercem a sua função!) que espera?


De Pedro Santos a 5 de Dezembro de 2009 às 12:58
(Parte 3)
Deixe-me dizer-lhe que em Portugal actualmente a maioria das escolas têm cantinas ao contrário de Espanha e actualmente muitas escolas estão a sofrer obras de recuperação em Portugal! Também como medida de aliviar a crise da construção... Muitas dessas escolas velhas que fala fecharam...ou reabriram já em novas instalações! Mas mesmo que ainda existam escolas más nunca vi um professor fazer greve por isso! Pelos seus alunos que também utilizam essas instalações!! Lembro-me de eu e os meus colegas fechar-mos a escola a exigir um pavilhão desportivo (que posteriormente nos foi construído ) mas não me lembro de nenhum professor que se tenha se juntado ou apoiado a nossa luta! O que eu defendo é que os professores se revoltem e dêem soluções para haver uma melhor educação e não que só se revoltem quando tocam em privilégios que mais ninguém tem...
O seu desconhecimento poderá ser por ter saído há muito de Portugal ou visita mais a net que o mundo real!! Eu quando falo em barracões em Barcelona não é o mesmo de barracões em Vieira do Minho! Falamos de Barcelona, uma das capitais culturais....aliás aqui um estudante paga uns 6-8 euros por comer na cantina! Você vive há muito tempo em Espanha mas parece ter uma visão tão desvirtuada da realidade Espanhola como da Portuguesa! Para saber o que há por aí fora tem que sair, observar e reflectir! Não é por detrás de um computador que o vai fazer!
Você apenas desinforma as pessoas! "Percebe?" Esse seu percebe que põe no texto poderá funcionar para passar-se como inteligente e autoritário com os seus alunos mas eu sou aquele que forma professores na área de biologia e futuros médicos!!! Aquele que vê que, quem vai para professor tem menos capacidade do que aquele que vai por via cientifica! Aliás dentro do curso de biologia os que têm menores notas só conseguem entrar na via ensino! Por isso não me conte a história da carochinha invejosa dos professores! "Não sabe com quem está a falar"? Sei sim, com um professor do básico ou algo similar e que tinham médias de entrada de 10 valores! Você foi formador de e avaliador professores e depois ficou sem o emprego? Pois teria de ser muito mau e já sabe como os menos bons são eliminados segundo a sua teoria...ou realmente você foi dos poucos que avaliava decentemente e foi expulso por isso!! Usando a sua lógica, o que é mau em Portugal será em qualquer outro lado, não acha? Aliás, se em tudo há maus e bons porque têm todos de chegar ao escalão máximo? Nem todos os políticos chegam a primeiros ministros...não é verdade?
Não você não percebe da nada de nada e fico feliz por não estar a ensinar em Portugal, pois apenas ensinaria aqueles que você diria de inteligentes....
Com o seu raciocínio básico, Einstein que chumbou a matemática e jamais poderiam revolucionar o mundo usando a matemática!!
Outro reparo, eu fiz desporto, joguei consolas, frequentei muitas discotecas e até experimentei várias drogas e cheguei onde cheguei!! A verdadeira essência está em ser profissional no trabalho e gostar do que se faz! No caso de docência (porque sou principalmente investigador) o aluno vem sempre primeiro e a responsabilidade do sua aprendizagem é minha e só minha! Eu sou o responsável por que ele se interesse, aprenda e que se prepare para o futuro! Só isso...não tenho burros nem inteligentes como a suas filhas, tenho sim alunos diferentes e a quem tenho de me adaptar!
Mas claro, eu sou da tal geração a que chamaram "geração rasca" e por isso tenho uma outra forma de pensar que quebra com o instituída!
De J.Ferreira a 27 de Dezembro de 2009 às 23:57
Em tudo o senhor é contraditório… Diz que todos os alunos podem aprender atacando-me sem sentido por ser dos poucos que reconhecem o direito dos jovens à diferença, e, como tal, ao insucesso escolar! Mas, desafio-os a interrogar-se “para que é que o Cristiano Ronaldo precisa do sucesso Escolar”? Ou será que vão dizer-me que é sujeito marcado pelo insucesso? Agora digo-lhe: presunção e água benta, cada um toma a que quer. A maioria dos meus companheiros do tempo de liceu, seguiram a universidade mas, poucos foram para professores: os que tinham as melhores notas. Na última década, com a profissão a ser atacada pelos políticos e com o consequente desprestígio social, todos se sentiram no direito de “achincalhar” os professores pelo que não me admiraria que, em breve, ninguém (com o mínimo de lucidez e pragmatismo!) queira ingressar na profissão. E aí, meu caro, até alunos com 7,5 (como no curso de Matemática via de investigação) terão oportunidade de entrar na via de ensino. Mas a responsabilidade disto tudo de quem é? Dos alunos ou dos Doutores universitários que precisam de alunos e recrutam inclusive os menos capacitados?
NA PARTE 3 afirmou duas coisas incríveis: “quem vai para professor tem menos capacidade do que aquele que vai por via cientifica!” e “Aliás dentro do curso de biologia os que têm menores notas só conseguem entrar na via ensino!”
O meu caro tem uma visão muito simplista do processo de candidatura à universidade. Na verdade, para o senhor, tudo se resume a uma questão de médias e não a uma vocação. Incrível. O seu objectivo é dizer-me que é mais capaz que os que foram para professores? Pois demonstre-o. Não me chega que o diga. Nem creio em quem o diz. Prefiro quem o demonstra. E, está muito longe de o fazer…
Mas pode crer que gostei da sua afirmação quando diz que “não tenho burros nem inteligentes (…) tenho sim alunos diferentes e a quem tenho de me adaptar”, acrescentando que “a responsabilidade da sua aprendizagem é minha e só minha. Sobretudo gostei de “Eu sou o responsável por que ele se interesse, aprenda”. Sim…claro, mas gostaria de o ver a dizer isso tendo, na sua sala de aula, 1 aluno com “síndrome de Asperg” outro com “síndrome de down”, outro com trissomia 21 e ainda outro com hiperactividade (para não falar de outras anomalias). E, claro, em 55 minutos de aula , fazer com que 26 ou 28 alunos “se interessem e aprendam” os conteúdos programáticos. Romantismos, meu caro!? Ora, ora: “a responsabilidade da sua aprendizagem é minha e só minha…”. Gostaria de o ver nestas circunstâncias e a assumir que, não obtendo os mesmos resultados que outro colega em que a turma, ainda que não seja de meninos excepcionais, é muito mais homogénea. Esta é a realidade de Portugal e que penso estar fora do âmbito do seu conhecimento. Duvida? Investigue já que se auto-designa como investigador.
Para terminar, meu caro, queria que aproveitasse para aprender um pouco. Assim, a palavra "fecharmos" é uma palavra só! Creio que, em vez de professor, o meu caro deveria voltar à escola para aprender... E, já agora, entenda por que recuso o sistema absurdo de avaliação que nos queriam impor: é que, com o sistema que a Ministra queria impor, eram os profissionais menos competentes (como o senhor, em matéria de educação!) que passariam a avaliar os professores mais competentes.
O senhor contradiz a suas próprias palavras. Afirma: "não tenho burros nem inteligentes (...) tenho sim alunos diferentes e a quem tenho de me adaptar" mas acaba por escrever "os alunos que me chegam até mim aqui na universidade vêm pouco preparados, sem métodos de estudo". Em que ficamos? De que se queixa, afinal? O primeiro passo para ser sábio é estar predisposto a aprender. Aquele que julgar tudo saber talvez nunca chegue a saber de nada. Compreendo que o senhor esteja a "dar umas aulinhas" de biologia mas, entre "dar aulas" e "ser professor" há um fosso enorme. Repare. O senhor escreve "que me chegam até mim". Tal como "entrar para dentro", "sair para fora", "subir para cima", "descer para baixo". A expressão "até mim" está a mais: bastaria "que chegam até mim". Cá para nós (que "ninguém nos ouve" nem quererá ler o que aqui está escrito...) deixe-me dizer-lhe: aproveite esta lição. Não a desperdice. Sempre estamos a tempo de aprender.
De J.Ferreira a 27 de Dezembro de 2009 às 23:59
Pergunto-lhe: A velhice é sinónimo de maior competência? Aceitaria ser avaliado por um companheiro (que todos reconhecem como menos competente!) só porque ele tem 18 anos de serviço e o senhor apenas tem 14 anos de serviço e não esteve doente num dado período arbitrário (no nosso caso de 1999 a 2005)? Creio que não.
mas aqui, o senhor defende um sistema que é inequivocamente injusto e sem fiabilidade. Sabe o que isso significa, não é verdade? Sem fiabilidade. O sistema não é fiável. E uma avaliação justa, tal como deseja, só é possível chegar a medir o que se pretende (a competência profissional!) se for baseado em instrumentos fiáveis.
O que o Ministério apresentou só vem degradar e classificar os professores adulterando a verdade dos factos. Aliás, meu caro, e porque conheço já e melhor que o senhor o sistema espanhol, atrevo-me a colocar aqui que também este começa a ser questionado pelos professores e demais comunidade educativa porque está a admitir no sistema muitos professores dos mais incompetentes e deixar de fora os melhores.
Creio que ao meu caro interlocutor lhe falta algo que é, de facto, "básico": o reconhecimento da sua ignorância em matéria de Educação. É que entra sistematicamente em contradição. Falta-lhe substância na argumentação que apresenta caracterizada pela dispersão e falta de fundamentação: dispara em todas as direcções e nem assim atinge um único alvo. Divaga. Muda de tema como quem muda de camisa. Centre-se numa questão e responda àquilo em que é interpelado. Parece um atirador furtivo: desde o início que disparou para alvos que nem estavam visíveis. Repare no que escrevemos no "post" e verá que o seu comentário foge do assunto só para atingir a dignidade dos professores.
Sim, dos professores que, como nós, o defenderam quando alguém vos chamou "geração rasca". Se já tivesse pesquisado um pouco os conteúdos deste blog, teria concluído que, para nós, nunca existiu uma "geração rasca". O que existiu foi um período de tempo em que uma determinada geração de "políticos rasca", secundados por filósofos, economistas, e jornalistas, entre outros, pretenderam legitimar políticas educativas baseadas no corte da solidariedade inter-geracional, dando origem a um "conflito de gerações". A partir daí, as novas gerações de jovens passariam a pagar a sua formação, quando as gerações jovens anteriores (a que pertenço também!) tinham beneficiado da formação paga pelas gerações mais velhas. Assim, os que nunca pagaram propinas para poderem estudar queriam agora ficar com tudo o que ganhavam pois não quiseram pagar para formar os jovens das novas gerações. Ou seja, há uma geração de portugueses que se formou à custa da anterior mas que não quis pagar para ajudar a formar as novas gerações. Se consultar o texto do post - "Sócrates com atraso de 15 anos" - e tiver a oportunidade de ler todo o documento que foi publicado no jornal (do qual foi extraído o texto que ali se publica) poderá concluir que o senhor não faz parte da geração "rasca" mas antes de uma geração "à rasca".
Devolvo-lhe tudo o que afirmou sem fundamento. Se o fundamentar, até o posso reconhecer. Não passa de uma afirmação solta, esvaziada totalmente de sentido e de conteúdo. Por isso, tal como a “palha” que alguns dos alunos gostam de escrever nos exames a remeto ao fornecedor, remeto-lhe também a sua afirmação: “Você vive há muito tempo em Espanha mas parece ter uma visão tão desvirtuada da realidade Espanhola como da Portuguesa! Para saber o que há por aí fora tem que sair, observar e reflectir!” Estou seguro que qualquer leitor facilmente se aperceberá de que lhe serve melhor do que a mim!
Para saber o que há por aí fora tem que sair, observar e reflectir! Depois, poderá tecer opinião... mas fundamentada na verdade e no conhecimento de causa e não na sua intuição... Percebe?
De J.Ferreira a 27 de Dezembro de 2009 às 23:59
Porém, meu caro, pode crer que compreendo a sua ignorância: ninguém pode ser bom em tudo (e até há alguns que não são bons em nada!). Não lhe vou pedir que coloque aqui as suas classificações e publique o seu diploma com as suas notas. Quase adivinho que o não faria. É que todo o seu discurso sobre as médias altas ou baixas iria facilmente por água abaixo. E, pela forma como escreve, quase adivinho que as suas médias ficariam muito abaixo das dos alunos que frequentavam os cursos de ensino no seu tempo de estudante. Nota-se um rancor, uma frustração, uma inveja doentia que o leva à critica persecutória mesmo que infundada. Não olham a meios para atingir fins. Compreendo que a inveja trespasse na voz de uma pessoa do senso comum... Mas na de um investigador, esperava afirmações caracterizadas pela fundamentação séria e ética. Por que fala? Porque não foi capaz de entrar em cursos de ensino? As universidades estão abertas… O que me parece é que, a julgar pelas suas afirmações, se tivesse competência teria conseguido entrar nesta carreira tão aliciante, com ordenados chorudos, cheia de benesses e mordomias que fazem a inveja da maioria dos portugueses incultos e/ou incompetentes.
Em suma, prova-se que o senhor não percebe mesmo "patavina" de ensino em Portugal. Como é que uma pessoa que comenta na área da Educação pode perguntar: "Você foi formador e avaliador de professores e depois ficou sem o emprego?" Ó meu caro. Então ainda não se deu conta de que é totalmente ignorante na área de Educação? Ficar sem emprego como avaliador de professores? Não, meu caro. Era professor (já lá vão mais de 22 anos que iniciei funções...) E, em horário extra-escolar (nos termos da lei e com autorização superior) depois de ter apresentado projectos de formação e de ter obtido acreditação como formador (pelo Conselho Científico Pedagógico da Formação Contínua sedeado na Universidade do Minho) exerci funções de formador de professores durante 5 anos, função que interrompi por livre iniciativa!
Escrevi que não sabe com quem está a falar porque o senhor fez afirmações absurdas sobre quem não conhece. Pois bem, meu caro. Exerci funções em gabinetes de assessoria de Ministros de Educação, e em organismos de uma das Direcções Regionais de Educação, percebe? Exerci docência em França (4 anos!) E agora levo 4 anos em Espanha. Sei do que escrevo. Conheço a realidade do ensino português, vista de dentro e de fora do país. Já o senhor, meu caro Pedro Santos, ainda tem muito para aprender antes de ter legitimidade para falar.
Quer um exemplo?
Escreveu o senhor: "O seu curriculum que tanto se gosta de gabar é fraco, pois não fez mais desde 1996". Curioso... Como pode efectuar uma afirmação dessas?
Com base em que parte do meu discurso? Pergunto-lhe "É assim que retira as conclusões nas suas investigações? Se é, muito mal estará a ciência se todos os investigadores forem como o senhor.
Meu caro. Desde então, conclui uma pós-graduação e a parte curricular do mestrado com excelentes classificações. Coloque os seus diplomas em local na Internet. Todos, desde o secundário. Eu coloco os meus. E veremos qual é o Curriculum insignificante. Pode mesmo começar pelos mais baixos. E à medida que os for colocando, eu contraponho o meu curriculum.
Aceita o desafio? Vamos. Inicie um Blog. Tenha coragem. E depois deixará de escrever sobre o que não sabe... É que, nestas coisas da blogosfera, meu caro, muitas vezes enganamo-nos sobre quem está do outro lado.
Vou demonstrar-lhe uma vez mais que fala do que não sabe? Afirma "Eu escrevi neste blog o meu descontentamento por não haver uma avaliação séria!!". O que lhe afirmei é que com o novo sistema (que o senhor aparece aqui a defender, são os incompetentes que foram nomeados pela Ministra como Titulares (os tais que não quereria como professores dos meus filhos!) Que vão avaliar aqueles que são excelentes. Só porque devido aos critérios absurdos da Ministra (que os professores, justamente, contestaram!) Chegaram a Titulares e agora vão avaliar os mais competentes que, por terem apenas 16 anos de serviço.
De J.Ferreira a 5 de Dezembro de 2009 às 00:44
Resposta a Pedro Santos - Parte 2
(Continuação de "Resposta a Pedro Santos - Parte 1")
Que os professores invistam o seu salário para apetrechar as casas dos portugueses que gastam 100 euros para ver um jogo de futebol mas se queixam que 300 euros em livros e material escolar para todo o ano é demasiado dinheiro?
Mais. Sabe que os professores destes alunos com notas baixas são os mesmos das minhas filhas? Sim… compreende-se. A culpa é do professor. Deveria falar com 4 bocas (três seriam apenas para os mandar calar ou prestar atenção..:!). A diferença, meu caro, é que as minhas filhas são responsáveis, mesmo sem que como pai nunca as tenha responsabilizado (porque nem falta faz!). O problema dos professores, meu caro (como escrevi num post), é que “os alunos não são tijolos”. E, se têm direito ao sucesso, também devem ter direito ao fracasso. Não foi isso que se passou com José Sócrates? Se não, por que mudou de Universidade? Mais. Em futebol, meu caro, a maioria de nós, professores, somos uns fracassados. E todos compreendem por que motivo Cristiano Ronaldo ganha tanto. E ninguém o inveja: porque é Bom! Muito Bom. Mas reconhecem-lhe isso. E os professores excelentes da minha filha são, ao mesmo tempo Excelentes e Medíocres. Dependendo se perguntar a pais como eu ou aos pais dos que aprovam à tangente! SIM. Lá se foram as leis da Física. Afinal, simultaneamente, uma coisa pode “ser” essa coisa” e “não ser” essa mesma coisa. Incrível.
Cristiano Ronaldo ganha o que ganha porque é bom… Todos os podem ver jogar… Mas os professores estão nas suas salas de aula. Não podem ser observados. E trabalham com pessoas. Não são bolas, nem são tijolos. Não têm todos igual número de alunos na sua sala de aula. Nem da mesma proveniência sócio-cultural. Ponto final.
Mas, quando um comentador escreve como o senhor, compreende-se mais facilmente por que motivo o cidadão comum (apoiado pelas políticas dos nossos governantes!) não quer aceitar que nem todos os seus filhos têm as mesmas capacidades. Só que o que está dentro do cérebro, o que uma criança sofreu dentro do ventre materno (em termos de alimentação, fumo, ou até maus tratos…) não se vê… Nem mesmo os traumas que resultaram de problemas no parto… Queremos que todos sejam engenheiros, até percebo. Claro: se José Sócrates conseguiu… por que não hão-de conseguir todos s portugueses? Como? Claro. Insultando os professores de incompetentes talvez aprovem todos os alunos… É isso que queremos? É essa a via? Ou será a via da responsabilização dos responsáveis? Já agora, desculpe-me também este meu desabafo... É que se é verdade que a maioria dos pais gostaria de ter um filho a jogar no Real Madrid, não é menos verdade que a maioria não queria ter um filho professor. Afinal para quê? Somos os mais competentes que entraram nas universidades e fomos avaliados por dezenas de pessoas (pretensamente competentes, ou será que o não são?) e agora dizem que NUNCA FOMOS AVALIADOS? Sempre fomos avaliados. E queremos ser avaliados por gente competente. Qualquer pessoa dificilmente aceitaria ser avaliada por quem sabe menos. E eu imagino-me, nas circunstancias actuais, a ser avaliado por professores que “reprovei” na formação contínua… Incrível, não é? Só porque tiveram sorte de não terem faltado à escola durante os últimos anos pois nem a um funeral ou de ter de acompanhar uma criança de 7 anos internada. É que os filhos dos professores também adoecem. As mães professoras foram as mais penalizadas na carreira: são elas que ficam a cuidar dos filhos.
Sabemos que qualquer português é capaz de compreender que um dos seus filhos “não tem pés para a bola!” ou “não tem ouvido para música”, ou “não tem voz para cantar” . Mas que o filho tenha dificuldades académicas, nem pensar..!
Finalmente, uma pergunta mais lhe deixarei para que possa reflectir sobre o que afirmou: “Se é assim tão fácil ser professor, por que motivo tanta gente foge do ensino”?
De Pedro Santos a 5 de Dezembro de 2009 às 11:27
Meu caro senhor ferreira (Parte 1),
Você tem um discurso muito irrealista para quem é professor!
A avaliação de pares nunca foi avaliação! Os professores quando são avaliados negativamente foi apenas por discutas internas e de carácter mais pessoal do que profissional! Pequenas lutas de poder entre vocês na disputa pela direcção das escolas!!
Você quer comparar a sua filha que tem um pai professor com capacidades intelectuais para actuar na sua formação com a maioria dos pais que têm a 4ª classe...isso é demagogia pura! Deixe-me dizer, se um professor parte do principio que uns têm capacidade para triunfar e outros não, só pode ser um péssimo professor!! A inteligência manifesta-se de várias formas, e o modo de aprendizagem é distinto para cada miúdo! Nenhum está formatado para o triunfo ou derrota!! Partir desse principio é erróneo e de quem está mal informado!
Desculpe-me dizer mas até hoje não vi um professor levantar-se para defender o aluno, que é o importante desta história! Não os vi lutar por terem aulas com menos alunos de modo a melhorar a qualidade de ensino! Não sei porque têm medo de ser avaliados pelos resultados dos exames nacionais e provas globais!?
Deixe-me agora educar-lhe um pouco! Eu trabalho em neurociências, e no meu primeiro trabalho no Porto demonstrou que as crianças expostas à cocaína durante a gravidez têm mais problemas de concentração, ansiedade, relações sociais, aprendizagem. Tudo como você comenta! Mas o bonito do estudo é que através de um crescimento enriquecido (em que são expostos a vários desafios para lhes estimular) alcançam níveis normais (ou até de excelência) quando chegam ao inicio da vida adulta! Isto foi feito inicialmente com ratos e agora se faz com humanos! Agora pergunte-lhe, que está mal na educação? Pois a maioria dos professores!!! Que no meu tempo (faz 10 anos) limitavam-se a ir para a aula escrever no quadro, ou pedir aos alunos para ler o livro...é decadente ao ponto de só aprovarem aqueles que tinham melhores condições em casa para seguirem para a frente! A escola tem o papel de educar e se não compreende a importância desse papel apoiando-se na burrice natural é porque não deve ser um bom professor...a inteligência manifesta-se de diferentes formas e de nenhuma forma podemos ser todos engenheiros mas podemos sim ser todos qualificados e bem preparados!! E a qualificação pessoal só se pode atingir com uma boa instrução que é responsabilidade dos professores! A proveniência sócio-cultural (como você argumenta) nada tem a haver com o caso. Eu venho de classes baixas, os meus pais eram meros honestos comerciantes e cheguei onde cheguei porque tive a sorte de 2-3 professores acreditarem em mim enquanto a maioria passava ao lado! É com esses que passam ao lado e que pensam como você responsabilizando menores pelos seus fracassos e não os vossos métodos de ensino) que eu me revolto e exijo uma avaliação séria!! O meu irmão é professor de educação física no Barreiro e preparador físico no Benfica e pensa como eu e não tem problemas em ser bem avaliado! Aliás ele reprovou 2 vezes no secundário e fui eu que lhe tive de orientar e motivar a trabalhar para atingir o que queria! Hoje está feliz e tenta fazer chegar aos alunos que mesmo que não gostem de desporto é uma via que lhes pode ajudar a chegar aos sues objectivos, nem que seja por ajudar a manterem-se saudáveis para se dedicarem ao que gostam! Tal como um professor de matemática meu me fez compreender a importância nesta no meu futuro! No primeiro período tive negativa (pela sua exigência ) mas entendi a sua utilidade e comecei a gostar! Até lá tinha notas médias mas apenas tentava passar sem gostar....
De J.Ferreira a 5 de Dezembro de 2009 às 23:27
Penso que tenho um interlocutor que vale a pena…
Pois vamos a isto. Vou desmontar-lhe, na medida do possível, o seu discurso e demonstrar-lhe que nem ler o senhor sabe.. Em comentários que pairam pela internet, pode ver o elogio aos sistemas privados. E, obviamente, com o resultado da avaliação das escolas e dos professores, ter em conta os resultados dos alunos. Ela é como é, por ela, pela dedicação e empenho que coloca no seu “trabalho”… Se as colegas em vez de irem para a Biblioteca vão para a discoteca, se em vez de estudarem, preferem ir ver os U2 a Lisboa, po problema é dos pais que têm… Mas a culpa vem para cima do professor quando os resultados são baixos… O que queria dizer, meu caro, é que há alunos excelentes nas escolas públicas (que se funcionassem como os clubes de futebol, as privadas andariam “à caça” dos melhores alunos como os clubes andam sempre “à caça” dos melhores jogadores!). O discurso que fiz sobre o que se passa com a minha filha nada tem a ver com o facto de ser ou não ser professor. Aliás, consegui os mesmos resultados quando era aluno (de que muito me orgulho por ver que a minha filha me reconhece o mérito por terem sido conseguidos em condições familiares muito diversas das dela!). Os meus pais não tinham ido além da 4ª classe. Alguns dos meus irmãos foram tão longe quanto eu… Outros não. E nunca os m ues pais culparam os professores. Nas suas turmas havia, como em todas as matérias, quem conseguisse obter altas notas… De quem é a culpa? Do professor? Claro. Simplisticamente, há que encontrar o bode expiatório. E, compreendo., custa muito, mesmo muito, a um pai moderno, aceitar que o dinheiro que gasta para ir “ver a bola” determina a falta de condições dos filhos para estudar. E se não o gasta porque o não tem (e muitos não vão ver a bola!) a culpa da sua falta de recursos poderá ser atribuída a muitos mas, incrivelmente, os paizinhos de hoje só sabem atribuir a culpa aos professores. A verdade (e basta ver os programas de show-off na televisão) é que quando uma criança é excepcional (tem 20 a tudo nos exames, por exemplo!) aparecem os paizinhos na televisão e os jornalistas não fazem mais nada senão elogiar as competências do dito protagonista. Mas se as notas são baixas, ainda que os alunos tenham capacidade para chegar mais longe mas não estudam (porque o estudo é monótono, descolorido, aborrecido, exige esforço, sacrifícios, tomar opções… enquanto o passeio ou os jogos são mais apelativos e gratificantes) a culpa para a maioria (na que o senhor está, seguramente, incluído!) é, imediatamente, atribuída ao professor. Eu atribuo o mérito aos professores da minha filha. Souberam como trabalhar.
Termino apresentando-lhe uma simples comparação, a ver se consegue entender.
Um médico tem dois pacientes com a mesmos sintomas. Para ambos recomenda um tratamento que está provado ser eficaz. O primeiro toma os medicamentos receitados a horas e com a periodicidade prescrita, e, seguindo o prescrito pelo médico, abstém-se de bebidas alcoólicas. O segundo, nunca toma os medicamentos nas horas indicadas, e não se coíbe de os tomar com vinho. O primeiro cura-se. O segundo vê o seu quadro clínico agravar-se. É capaz de dizer-me de quem é a culpa? Ah… Curioso! Não acha que seja do médico? Então o médico não é que é o mau profissional? Mas se a receita do professor não é seguida pelo aluno nem acompanhada pelos pais a culpa do fracasso da medida educativa é do professor? Não é dó aluno! Se é este o seu caso, já entendo por que motivo estaremos sempre em desacordo.
De J.Ferreira a 6 de Dezembro de 2009 às 00:17
Vejo que tem interferências linguísticas próprias do Português falado no Brasil. Até posso entender o que diz se me estiver a falar sobre o ensino no Brasil. Já sou professor há mais de 22 anos. Sei do que falo. Trabalhei em gabinetes de assessoria de Ministros da Educação socialistas. E o que se passa hoje em Portugal é a negação de toda a filosofia socialista proclamada pelos socialistas que nos governaram depois da segunda metade da última década do século passado e até há bem pouco tempo. Em termos educativos, creio que sabemos em que ponto está. E Portugal para lá caminha. Desconheço a escola de há 10 anos que o senhor retrata. Nada do que afirma responsabiliza nos choca. Não pode ler no meu discurso que defendo que se vá "responsabilizando menores pelos seus fracassos e não os vossos métodos de ensino" mas antes que se há na mesma sala de aula alunos que (como as minhas filhas) aprendem no máximo as matérias (que não são a minha área, logo não as domino e em nada as posso ajudar, muito menos estando em Espanha há já 4 anos!) a ponto de obterem a nota máxima a todas as disciplinas, a sua conclusão torna-se absurda pois não poderá encontrar correlação entre o método do professor e os baixos resultados dos alunos. É que se o senhor trabalha com ratos, nós trabalhamos com seres humanos. Tal como escrevemos no post "Os alunos não são tijolos!" para ilustrar a problemática em questão, o fracasso ou êxito escolar (como muito bem demonstrou um estudo longitudinal de um investigador francês (Michel Gilly) tem tantas variáveis que o método do professor não é assim tão significativo nem determinante. Estamos, por isso, contra o que diz quando afirma "Não sei porque têm medo de ser avaliados pelos resultados dos exames nacionais e provas globais!?" Incrível. Sorte dos professores que tivessem alunos como a minha filha. E, se aplicássemos o mesmo princípio aos médicos, azar dos que trabalham em oncologia... Ou migravam ou seriam os piores médicos... Já reparou? Isto para não lhe dizer que veja o exemplo da prescrição médica a dois pacientes. Na lógica da avaliação pelos resultados dos pacientes, a culpa do fracasso na avaliação dos resultados da prescrição médica (cura ou não do doente!) seria do médico. Mesmo que um dos pacientes não tivesse cumprido o prescrito, tendo ingerido bebidas alcoólicas e não tendo toma os medicamentos como foram prescritos... Incrível, não acha? E ainda diz "responsabilizar menores?" Sim. Devem ser responsabilizados pela parte que lhes toca: o estudo. Há algum inconveniente nisso? Formamos cidadãos para a vida. Percebe por que é que em Espanha aparecem cada vez mais problemas com menores? Porque nem do que deveriam ser responsabilizados são. Por isso, ao final da tarde, quando já acabou o período escolar, podemos ver os parques da cidade onde lecciono (quando não mesmo o recinto escolar de recreio!) cheio de alunos que, em vez de estarem em locais adequados (a biblioteca do concelho está aberta até cerca das 21:00 horas!) andam de skate (a que chamam "monopatim"!) ou a jogar futebol até ficar bem escuro! Continue a defender que não sejam responsabilizados menores... de mais de 14 anos! Vamos longe...
De J.Ferreira a 6 de Dezembro de 2009 às 01:34
Disse o senhor: “Os professores quando são avaliados negativamente foi apenas por disputas internas e de carácter mais pessoal do que profissional!”
FALSO. Nunca fui candidato nem andei em disputas internas em nenhuma escola. Fique o meu caro a saber que fui convidado para integrar órgãos de relevo no Ministério. Aceitei quando senti que tinha competência para as funções de que iria ser responsável. Fui premiado pela IBM. Tenho um curriculum invejável para muitos dos meus pares. Mas não me subiu à cabeça o que fiz. Sou e quero continuar a ser o que mais gosto de ser: ser professor. “Tenho Vergonha de Ser Titular” – disse num encontro de professores.
Fui formador. Certificado pelo Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua, percebe? Não foi uma avaliação entre pares. E o que os inspectores faziam (ex-pares, também!) não valem de nada.. Engoliu essa frase, foi? Vê-se que concorda que deve avaliar quem a Ministra anterior definiu. Eu. Eu que cheguei (incompetentemente!) a titular. Sim. Incompetentemente porque cheguei a titular não por competência (pois não tive que demonstrar nada!), mas porque alguém considerou que eu era competente. E imagine: bastou ter tido saúde e não ter faltado muito nos último anos, contrariamente a muitas professoras que não chegaram a titulares por terem desempenhado as suas funções de “mãe” quando
por incapacidade de resposta do sistema de saúde para que pagamos contribuições, tiveram de faltar ao trabalho para cuidar de filhos menores, por vezes com menos de 3 anos, para se curarem de uma pneumonia!).
Depois diz o senhor, julgando-se conhecedor da matéria mas para ser sábio, primeiro deveria fazer como Sócrates (o filósofo, nada de equívocos!) e reconhecer que “nada sabe”. Seria um passo para aprender alguma coisa. Assim, prevejo que continuar a produzir afirmações explicativas para o facto de ter havido professores que ficaram sem progredir: “Pequenas lutas de poder entre vocês na disputa pela direcção das escolas!!” Engana-se redondamente. Era uma questão de exigência profissional. Um aluno passa quando merece passar. Um professor é aprovado quando merece aprovar. E a profissão dependia da avaliação que lhes era feita. E tenho algum “orgulho” em ter aprovado só os professores que eram excelentes, muito bons e bons profissionais. Os que não tinham estas características tiveram de fazer como os alunos que reprovam: buscar nova oportunidade de aprovar. Isso valeu-nos (digo valeu-nos porque éramos uma equipa de dois formadores!”) o epíteto de exigentes. Sim, somo exigentes. É claro que se “damos!” temos legitimidade para exigir. Por isso a sua afirmação nos pareceu uma autêntica anedota. Daquelas afirmações que apenas servem para nos fazerem rir, no meio de tantas desgraças... Não as consideramos insultuosas. Mas temos pena que espelhem a forma como os portugueses são: falam (e escrevem!) sobre o que nada sabem. Mas percebo. No Portugal dito “democrático e moderno” todos percebem de educação. Todos são competentes para falar de educação. Médicos, engenheiros, trolhas, pintores, padeiros… Sim… Todos, menos os que têm formação e estão credenciados pelas universidades para tal, isto é, os professores. É por isso também, que jamais estaremos em acordo. Se como treinadores (ou preparadores físicos) só podem ser admitidos os que sabem do assunto, para avaliadores só deveriam ser admitidos os que sabem avaliar. E, confesso, avaliei colegas mas nem por isso me sinto com competência para tal. E, por incrível que pareça, a Ministra anterior (falta saber se esta vai ser melhor!) considerou que eu era um dos que deveria avaliar (obrigatoriamente!) professores. Mas, afinal, vejo que o senhor me considera incompetente... Em que ficamos? Termino dizendo-lhe, meu caro, que se defende que a avaliação pretendida pela Ministra anterior, impondo aos professores uma avaliação baseada em critérios absurdos - entre os quais os resultados escolares que (por muito que lhe custe a aceitar!) dependem mais dos alunos que dos professores - que mais não servem senão para impedir a progressão dos professores e, assim, combater o "déficit", é que é o caminho certo, então, lamento dizer-lhe que o senhor não sabe com quem fala pois a Ministra foi que nos promoveu na Categoria ABSURDA de PROFESSOR TITULAR. Que me diz?
De Pedro Santos a 5 de Dezembro de 2009 às 11:30
(Parte 2)
Vocês têm de educar, e quando você tenta explicar tudo recorrendo ao futebol está a dar um mau exemplo! O futebol é tão importante porque na escola não passam devidamente o prazer do saber e aprender! Outra coisa, o Cristiano tem o grau de excelente porque todos o avaliam como tal e não pelo que o seu colega de equipa possa pensar nele!!! Não tenho razão? Então, para vocês terem um grau de excelência não basta só a opinião do seu colega...
Outra coisa, não são só as professoras que são penalizadas na suas carreira, são-o em todas as profissões ! Deixem-se de vitimizar e toca a trabalhar bem que esse sim parece ser o vosso problema!! Como o exemplo de quando não queriam preparar aulas de substituição quando esses seus colegas faltavam por algum infortúnio...
Acho que os professores têm das profissões mais importantes na sociedade e são os que mais podem fazer para mudar os maus hábitos sociais que você tanto gosta de assinalar!
Em relação a Espanha, tratam-lhes bem porque querem o seu voto e vocês querem manter os vossos privilégios intactos!! Aliás, o ensino em Espanha não é assim tão bom como você crê, pois os alunos que me chegam até mim aqui na universidade vêm pouco preparados, sem métodos de estudo e sem saberem inglês que para a área a que entram é essencial! Outra coisa, não sei como é na Galiza, mas aqui na Catalunha entrasse para professor através de concursos que requerem um exame nacional, um projecto e uma entrevista!! O que quer dizer que existe uma avaliação prévia exaustiva! Mas depois podem encostar-se na cadeira pois não são novamente avaliados decentemente! Aqui o grau de excelência das escolas é dado por via politica...e eu sei-o porque já fui representante dos estudantes de doutoramento no instituto de neurociências de Barcelona e conheço um director de escola secundária!
Deixe-me-lhe dizer que você fazia um melhor serviço à sociedade se empregasse tempo que gasta neste blog a preparar as suas aulas e a tentar inovar as diversas formas de ensinar!

Reflicta e leia em vez de escrever!! Tente começar pelo "Gene Egoísta" de Richard Dawkins ...
De J.Ferreira a 6 de Dezembro de 2009 às 02:14
Afirmou "Então, para vocês terem um grau de excelência não basta só a opinião do seu colega..." Queria dizer-lhe que, UMA VEZ MAIS, não sabe do que fala. FALHOU. Deveria ter escrito "Então, PARA A MINISTRA, para terem um grau de excelência BASTA A OPINIÃO de um colega TITULAR." É que eu sou um simples colega e a ministra nomeou-me TITULAR. Tenho reconhecida academicamente a função de formador. E alguns dos nossos formandos (como formador academicamente acreditado!) não obtiveram os créditos para poderem progredir na carreira MAS, foram nomeadas pela Ministra como competentes para AVALIAR os seus pares. E, deixe-me dizer. Existem Bons, Médios e Óptimos profissionais. Mas, quando questionados sobre a sua qualidade, raramente algum se consideraria como um simples "razoável" profissional. E o senhor? Porém, asseguro-lhe que, se às minhas filhas lhes tocassem alguns professores, por certo mudaria de escola (ainda que tivesse de mudar de cidade). O pior, meu caro, é que esses mesmos profissionais que eu não desejaria ter como professores dos meus filhos, foram nomeados (pelos critérios absurdos da ministra, como avaliadores ao atingirem o patamar de PROFESSORES TITULARES. E passaram a poder avaliar os colegas... Entende os motivos de toda a nossa indignação. É apenas o espelho do que vai na alma de quem se sente indignado por se ver impotente para fazer ver à opinião pública o absurdo a que chegou a Escola Portuguesa por culpa exclusiva das políticas do governo chefiado pelo actual Primeiro-Ministro José Sócrates, embora na anterior legislatura. O maior dos erros não é enganar-se. Errar é Humano. Persistir no erro é que é desumano. Esperemos que esta Ministra tenha a coragem de corrigir o rumo traçado pela anterior equipa do Ministério da Educação que, obviamente, está a conduzir o sistema educativo português para a destruição total. Se eu não quereria que os meus filhos estivessem na sua sala de aula. Mas a verdade é que a anterior Ministra (cuja política de avaliação o senhor aparece aqui a defender!) nomeou professoras incompetentes como Titulares. E, nesse lote, a medir pelas suas palavras, também me quero incluir. Por isso, desde o inicio que disse "NÃO À DIVISÃO DA CARREIRA. Quero voltar a ser SIMPLESMENTE PROFESSOR. Ser Bom naquilo para que fui formado longos anos. E não SIMPLESMENTE AVALIADOR para o que não recebi qualquer formação. Professor ESPECÍFICA (e não me venham com uma formações "à la carte!" para enganar os cidadãos ou tapar o Sol com uma peneira! Não gosto de ensinar mas sim de "ajudar a descobrir", de levar os meus alunos para a descoberta, como pequenos investigadores. E, se é verdade que os resultados falam por si, não é menos verdade que nem por isso sinto melhor que os demais. Cada situação, cada contexto é por si condicionador do que podemos fazer, e de até onde podemos ir. Logo, cada escola tem recursos diferentes, e meios sócio-culturais e económicos diversos. Não podemos reduzir tudo ao método dos professores. Percebeu? Eu não me pronuncio sobre questões da área do funcionamento do Sistema de Saúde porque do tema não percebo. Deixo isso para quem sabe. O grande problema de Portugal (como do Brasil!) é que todos têm opinião, mesmo de temas que não dominam. Se por cada opinião sem fundamento ou conhecimento de causa se tivesse de pagar (ainda que fosse apenas 5 cêntimos por palavra!), muitos comentadores desapareceriam imediatamente. Para quando teremos apenas pessoas a falar do que sabem? Apesar do que disse ter investigado, embora possa ter as minhas questões, nem um comentário escrevi sobre as suas descobertas ou conclusões? Pois bem, meu caro. Os professores passam mais de metade da sua vida na Escola. Com os alunos. E, só um masoquista que decide viver infeliz, deixaria de dar o máximo pelos seus alunos. Só quem deseje viver uma vida infeliz pode querer o fracasso escolar dos seus alunos. A felicidade dos professores é ter alunos excelentes. Mas não podemos aceitar que as culpas de todo o fracasso, mesmo nos meios mais difíceis (como o Casal Ventoso, a Cova da Moura,...) onde a miséria geral é uma realidade determinante nos resultados e não o método de ensino dos seus professores. E, chamar-lhes TITULARES não lhes atribui nem competência nem nenhum saber adicional. Percebeu?
De J.Ferreira a 6 de Dezembro de 2009 às 02:51
Por último, vou comentar-lhe a sua seguinte afirmação: "Deixe-me-lhe dizer que você fazia um melhor serviço à sociedade se empregasse tempo que gasta neste blog a preparar as suas aulas e a tentar inovar as diversas formas de ensinar!"
Pois bem., meu caro. Vejo que a sua capacidade argumentativa começou a faltar. Reconhecer que nada se sabe é o princípio para aprender algo. E parece-me que lhe falta esse pequeno mas grande passo. Vamos a ver se algum dia será capaz. Parece estar em situação de desespero pelo que começou a descer de nível... Espero que nunca chegue ao nível das toupeiras... é que o meu tempo de lazer, meu caro, pelo menos esse, é da minha exclusiva responsabilidade e livre arbítrio. E, até ao momento, depois de cumprir o meu papel como profissional, sou eu que decido o que faço dele. E os cidadãos deveriam agradecer o facto de INVESTIR aqui o meu tempo. Se o senhor aprendeu algo, óptimo. É esse o papel dos professores. Levar o que faz falta a cada um. E, pode estar seguro, que jamais me passaria pela cabeça dizer-lhe (na falta de argumentos válidos para o contestar!) que o senhor deveria empregar as suas energias a fazer aquilo que de facto parece saber fazer: investigações com ratinhos. É que sociedade deve estar ávida de saber a que novas conclusões o senhor vai chegar. E, assim, em vez de estar aqui a escrever o que escreveu, serviria melhor a sociedade se a esta hora, estivesse de volta das suas cobaias em mais uma das suas grandes e nobres investigações. Por isso, meu caro, não perca mais o seu tempo.
Quanto ao tempo que aqui passámos, para nós foi um investimento na educação de quem muito dela precisa (mas que julga saber tudo!). Só que o seu tempo, acabou. O modo "como" empregamos o nosso tempo e lazer, não é da sua conta, viu? Em Portugal, o direito ao desfrute dos tempos livres é um preceito constitucional. E, cada um entende-o como bem quer. O prazer dos temas da educação é uma paixão. Somos Educadores. Estou em Portugal a desfrutar do meu fim-de-semana como bem entendo. Enfim. Talvez tenha alguma razão. Mas passamos aqui parte das nossas horas de lazer porque queremos. Há quem nos mereça.
Se com a sua frase final "você fazia um melhor serviço à sociedade se empregasse tempo que gasta neste blog a preparar as suas aulas e a tentar inovar as diversas formas de ensinar" pretendeu insinuar que estamos a prejudicar os nossos alunos, digo-lhe, utilizando a sua forma de escrever: VOCÊ FOI MUITO INFELIZ, VIU?"
É que, meu caro, até que a lei nos obrigue a trabalhar ao sábado (ou ao domingo!) continuaremos a dispor do fim-de-semana como bem entendermos. Mas como o fim-de-semana só volta no próximo sábado, espero um pedido de desculpas pelo insulto. É que o tempo que utilizamos para este BLOG não é "roubado" do tempo que deveríamos dedicar a nenhum dos alunos, entendeu cara?
Quanto a INOVAR, meu caro. Não sabe com quem está a falar. Não sabe que metodologias utilizamos. Não sabe nada de nada... E até nessa área VOCÊ se intromete... É incrível. Mas fique a saber uma vez mais: Obtivemos um BOM prémio, num Concurso da IBM , pelo desenvolvimento de aplicativos multimedia destinados à realização de aprendizagens interactivas, em que o factor INOVAÇÃO foi determinante. Sabe de que falo? IBM... Em 1996! E a nota máxima possível numa mesma área atribuída num trabalho desenvolvido em recurso multimedia e hipermedia por uma das Universidade Públicas mais conceituadas de Portugal E hoje, em Espanha, para que saiba também, ainda são INOVAÇÃO! Por isso, alguém que fala do que não sabe já está a ver quem é, não é verdade? Arrependido? Pois bem. Aguardo o reconhecimento da sua ignorância e o respectivo pedido de desculpa (que duvido seja capaz de o fazer!). Até lá... passe bem!
De J.Ferreira a 27 de Dezembro de 2009 às 23:19
Na PARTE 2 DO SEU COMENTÁRIO ESCREVEU:
"aqui na Catalunha entrasse para professor através de concursos que requerem um exame nacional". Considera-se competente na sua área? Escreve que é uma lástima. Já reparou se fosse avaliado? Estava CHUMBADO. Primeiro informe-se. ENGANOU-SE. Por muito que queira, as suas deduções não correspondem à verdade. Pode repetir 50.000 vezes que lhe estou a dar razão. NENHUM LEITOR o reconhecerá. Não tente, pois, adivinhar porque se é assim que faz investigação, fica-se a perceber porque é que alguns deveriam ter vergonha do doutoramento que fizeram. Ou julga que não conheço doutoramentos com "descobertas" óbvias? Será o seu caso? Não sei. Mas lamento que tente adivinhar o curriculum dos demais. NA PARTE 3… escreveu. "eu sou aquele que forma professores na área de biologia e futuros médicos!!!"
Uaaafff. Que elitista... Que importante que o meu interlocutor é... “forma professores na área de biologia e futuros médicos!” Imagino que domina todas as áreas da formação destes profissionais. É que se “forma professores na área de biologia e futuros médicos!!!”, o senhor é um génio. Tenho que o reconhecer… Descobri que o meu interlocutor, mesmo escrevendo com um português que mais parece de alguém que se alienou da língua há mais de 50 anos, deve ser um sobredotado, de se lhe “tirar o chapéu”… Mas, tem um defeito: o que tem em excesso de vaidade falta-lhe em conhecimento. Vejamos:
Incrivelmente, à afirmação "Não sabe com quem está a falar" respondeu "Sei sim, com um professor do básico ou algo similar e que tinham médias de entrada de 10 valores!". Como pode estar a exercer a função de professor? Por isso, só posso concluir que O SENHOR, sim, NUNCA FOI AVALIADO! Repare bem no que escreveu: "Lembro-me de eu e os meus colegas fechar-mos a escola a exigir um pavilhão desportivo". Com que nota terá entrado o senhor na universidade para escrever assim? Terá sido "admitido por um protocolo" ou será que o "levaram ao colo"?
Aprenda, meu caro porque o senhor, sim, demonstra ter apenas um "raciocínio básico". E deturpador da realidade. não existem "médias de entrada". Existem alunos com médias de 10 valores que entraram em alguns cursos. E até com menos. A média que é divulgada é a média do aluno que entrou com a nota mais baixa em determinado ano, meu caro. por isso, engana-se redondamente. há alunos nos cursos de ensino que ingressaram com médias de 18 valores. Não têm que gostar de biologia nem de medicina. O facto de haver um ou outro que ingressa (e não está provado que conclua o curso, não sei se sabe!) nada significa. por isso, deixe-se de argumentos de senso comum. Investigue. Depois, fale com propriedade. O seu discurso e as suas afirmações são falaciosas, meu caro. A mim, pouco me interessam as médias do curso. perca um pouco de tempo antes de escrever, a analisar bem o seu tipo de raciocínio (esse sim, é extremamente básico!): usa a generalização a partir de dados que não o permitem. Para o senhor, se um indivíduo com uma nota baixa (10 valores) entrou num curso, então todos os alunos desse curso também têm que ter entrado com notas baixas! É ridículo, para sair da cabeça de alguém que diz ser "investigador". As suas conclusões resumem-se a uma frase do senso comum: "cada cavadela cada minhoca!" Quer uma prova? Não poderia ter exemplo melhor e mais arrasador do seu discurso: quando, no próximo ano lectivo, a minha filha (com média geral de 20 valores!) estiver a frequentar o curso de ensino de Biologia, diga-lhe isso das notas baixas nos cursos de ensino!... É que, embora tenha média para medicina ou qualquer outro curso, quer seguir ensino de Biologia! Mas há mais, meu caro. É a sua referência aos 10 valores é absurda: é que no curso de Matemática (via investigação!) da universidade do Algarve, no início da década de noventa, chegaram a entrar alunos com 7,5 valores. Investigue! Foi referenciado nos jornais da época. Uma vergonha. Média inferior a 10 valores? Mas, quem sou eu para questionar quem toma essas decisões se os mesmos possuem um nível académico superior ao meu? Duvida? Peça os dados ao Ministério e poderá confirmar.
De J.Ferreira a 28 de Dezembro de 2009 às 01:24
Só mais uma que demonstra a falta de conhecimento do que escreve. Disse o senhor "Em relação a Espanha, tratam-lhes bem porque querem o seu voto..." Claro. Como em todo o país do mundo. Ou pensa que os políticos portugueses são os únicos que não querem o voto dos professores? Depois acrescenta "e vocês querem manter os vossos privilégios intactos!!". Mas de que privilégios está a falar? Pagamos do nosso bolso tudo. E por vezes, até o giz com que escrevemos, para não falar do papel higiénico. Temos o aquecimento por acender porque não há verba para o combustível... Deslocámo-nos com viatura própria e pagamos todas as deslocações para as reuniões ainda que sejam longe do local de trabalho... Imagina isso em outra profissão? Até os homens que colocam alcatrão nas estradas (e tenho familiares!) chegam a receber o dobro do ordenado pelas deslocações. Os professores aguentam com tudo a partir do seu salário. Incrível. E não me diga como os governantes - "Já sabiam para onde iam" ou "se não querem ir, sempre podemos ir buscar professores ao Brasil!" - porque se pode dizer o mesmo em todas as profissões. Ora imagine só que, mesmo com os ordenados chorudos dos jogadores de futebol, eram estes que tinham de encontrar forma de deslocar-se para o seu trabalho e pagar as deslocações...! Ridículo!
Sabe que ao fim de 4 ou 5 anos, lá se vai a viatura automóvel só para servir a educação!? E não me venha com o transporte público pois nem horários tem para servir os horários escolares das populações...! Estes Socialistas encerraram milhares de escolas, pretensamente para benefício das crianças. MENTIRA. Hoje, para estarem na escola à hora de início da jornada escolar e voltar a casa no final, nem tempo lhes resta para estudar. Por isso, só falta dizer: ”o professor que estude e faça os exames por eles!”. Chegam de regresso tardíssimo e, se não se deitam a horas (antes das 22 horas porque têm de se levantar antes das 06:00 horas (quando os Espanhóis ainda dormem serenamente!) para apanharem o transporte escolar e percorrerem um longo e demorado trajecto por estradas sinuosas, para chegarem à escola às 08:30 horas. Acha que estas crianças têm as mesmas oportunidades que os colegas que vivem ao lado da escola? Como conseguir que crianças cansadas das deslocações deixem de abrir a boca e de bocejar enquanto o professor tenta que aprendam algo?
Ora, como o meu caro é especialista em neurociências, creio que deve entender muito bem o quanto difícil é conseguir bons resultados com crianças que chegam cansadas à escola e que não dormem o suficiente ou não têm tempo para o estudo. Depois acrescenta o senhor "...o ensino em Espanha não é assim tão bom como você crê, pois os alunos que me chegam até mim aqui na universidade vêm pouco preparados, sem métodos de estudo e sem saberem inglês que para a área a que entram é essencial!" Digo-lhe que não afirmei que o ensino era bom. Apenas fiz uma introdução ao texto que citei do jornal "El País" relativamente à diferença de postura e de reconhecimento social do papel dos professores, comparando-as com os insultos de que foram alvo os professores por parte dos políticos governantes portugueses e que enformam (ainda que o senhor não o queira reconhecer!) o conceito que a sociedade faz dos professores. O texto que pode ler acima é simplesmente o discurso do Presidente do Governo Espanhol. Mas o senhor investigador acrescentou mais: "...não sei como é na Galiza, mas aqui na Catalunha entrasse para professor através de concursos que requerem um exame nacional, um projecto e uma entrevista!! O que quer dizer que existe uma avaliação prévia exaustiva! " Pois bem, meu caro… Primeiro que tudo, "entrasse" é muito diferente de "entra-se". Afinal parece que não são só os alunos que estão mal preparados, meu caro! Mas o pior não é ter escrito "entrasse" em vez de "entra-se". O pior é que, para ser um investigador retira conclusões fazendo uso não das deduções mas do “senso comum”.
De J.Ferreira a 28 de Dezembro de 2009 às 01:25
Está de facto redondamente ENGANADO. Diz: “conheço um director de escola secundária”. Isso NÃO SIGNIFICA ABSOLUTAMENTE NADA. Não lhe deu conhecimento nenhum. Creio que em vez de aconselhar alguém a ler, deveria o senhor ler mais… Sobretudo antes de entrar em áreas que não domina. O aconselhar-me a ler a obra “Gene Egoísta” já chega tarde demais, percebe? Eu não entro em campos que não são a minha especialidade. O senhor faz incursões onde não deve e depois, claro: ENGANA-SE. É que CONHEÇO DEMASIADO BEM A REALIDADE DO ENSINO NÃO SUPERIOR EM ESPANHA. Por isso, agora toca-me a mim a recomendar-lhe: Leia mais antes de comentar sobre o que não domina. E, já agora, APRENDA: Não há nenhum exame nacional. Há, sim, um Exame Autonómico. Embora a Catalunha se queira considerar um país, ainda não foi reconhecido como tal. Por isso, não passa de uma Autonomia de Espanha. Não um País, percebe!? E, o exame de que fala, também existe na Galiza e não prova a competência de nada nem de ninguém. Sabe por acaso quem corrige esses exames? Sabe como são formados os júris? Exactamente por professores “sorteados” entre os professores definitivos da mesma área do candidato. Muitos deles a 3 ou 4 anos da reforma que dizem e afirmam categoricamente que não entendem nada daquilo. Apenas se limitam a ver a correspondência do que é escrito com uma “plantillas” que lhes são fornecidas? Então onde está a vantagem de um sistema destes? Sebe quem tem conseguido “posto definitivo” ou a “plaza” como funcionários de entre os mais de 60 professores dos estabelecimentos de ensino onde lecciono? Infelizmente para os pais de Espanha, aqueles que menos perfil têm para o ensino. Os que têm tido a sorte (e confessam-no!) de lhes terem sorteado os temas que dominavam… E os restantes? Enfim. De que fala?
De Pedro Santos a 7 de Dezembro de 2009 às 10:27
Eu escrevi neste blog o meu descontentamento por não haver uma avaliação séria!! O senhor parece até concordar comigo: pois você próprio diz que se calhasse certos professores às suas filhas as mudaria de escola!!! Isto quer dizer que maus professores são avaliados positivamente cada ano! Você diz que era avaliador e que não tinha formação para tal....
Afinal no que eu erro? Onde responde aos meus argumentos? Que me fala dos conceitos errados de inteligência e natureza humana que tem o senhor? Escreve-me apenas de louvores ao seu trabalho pouco desenvolvido e que nem tenho provas de ser real ou imaginário!! Gaba-se apenas por fazer o seu trabalho! Ninguém se deve vangloriar apenas por fazer o seu trabalho...
Apenas a sua cabeça, na defensa dos seus privilégios pode pensar que estou errado, pois os seus argumentos apoiam a minha teoria!! Há muitos maus professores que não são avaliados! O seu curriculum que tanto se gosta de gabar é fraco, pois não fez mais desde 1996... andava eu ainda no secundário em lutas estudantis por um melhor ensino! Eu não defendo nenhum partido mas sim o direito a que hajam bons professores nas escolas e que estes também tenham condições para ensinar devidamente!
Você continua a não pensar e agora que está sem argumentos começa a disparar ofensas mesquinhas e empoleirar-se num poleiro como um galo... Eu tentei educar-lhe mas talvez você tenha razão quando diz que hà pessoas que não nascem para aprender!
Por favor, realmente tenho de pedir desculpa por escrever neste blog de pensamento linear e delimitado a comentários parciais e partidários ... sem lugar para argumentos válidos e pensamentos divergentes!
Tenha uma boa vidinha...

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