Quarta-feira, 16 de Fevereiro de 2011

Portugal versus Egipto

A grande diferença entre Portugal e o Egipto é que Portugal está sob um regime de pseudo-democracia enquanto o Egipto parecia estar sob a governação de uma pseudo-ditadura. Ora, a diferença... é, nula ou quase nula! Ou melhor: os portugueses estão pior porque a comunidade internacional suporta e apoia os que se manifestaram no Egipto, enquanto que, facer ao mesmo tipod e movimentos em Portugal, adopta uma atitude de apoio aos governantes que conduzem o país (igualmente para o abismo!) submetendo o povo a modelos de autêntica escravatura onde os direitos sociais dos cidadãos contribuintes são cada vez mais reduzidos, a cada dia que passa.

A atitude dos "manda-chuvas" europeus que vêem os governos a desbaratar dinheiros e a escravizar os seus povos, leva-nos a concluir que não podemos contar com o apoio dos burocratas da Europa nem para compreenderem a sua indignação fazer aos políticos que determinam políticas irresponsáveis nem de exigirem a responsabilização dos mesmos pela má gestão da coisa pública. Aliás, a República é isso mesmo. A coisa pública. Por isso, o Presidente da República deveria (como já aqui escrevemos há anos!) assumir a sua responsabilidade e ter inscrita uma obrigação constitucional de demitir o governo sempre que o mesmo se desvia das promessas efectuadas antes do sufrágio eleitoral...

Ora, a não ser assim, um dado Governo pode pois, conduzir um país para o abismo que nada lhe acontece... Acreditamos que se o mandato do PR fosse apenas um, ainda que com um maior número de anos (sete, por exemplo!) isso não acontecesse. a chamada "Bomba Atómica" poderia ser usada e serviria de aviso para que os governantes e os candidatos à governação deixassem de mentir e enganar o povo. De facto, votamos num programa eleitoral que constitui um autêntico "cheque em branco" aos eleitos que lhes permite fazer exactamente o contrário do que nele é prometido. Ou seja, é como se uma empresa assumisse a construção de uma determinada ponte com um dado caderno de encargos (com a indicação dos materiais, dimensão, etc...)  mas que, depois de lhe ser adjudicada a obra ignorasse esse mesmo caderno de encargos para a fazer por um menor custo e no dia da sua inauguração a ponto de a mesma ruir ao passar o primeiro carro.

 

Ora, como o apoio à nossa indignação e legítima reivindicação se torna difícil obter da comunidade internacional, teremos de ser nós a organizar-nos e a protestar, alto e bom som, contra este estado de coisas que toca o limites da tolerância..

Pensa-se (no estrangeiro) que em Portugal se vive numa democracia mas na realidade, não passa de uma "partidocracia"!...

Deixemo-nos de enganar uns aos outros. Em Portugal o povo não governa... Governam os mandatados do povo mas que nunca são directamente responsabilizados pela desgraça provocada pelos seus "comandos"...

Portugal nunca foi uma democracia. Numa democracia, o povo decide o rumo que pretende para o seu país. No sistema democrático vigente, o povo apenas decide sobre que partido vai decidir sobre o seu rumo. E o mais grave é que os políticos nem respondem (durante 4 anos, pelo menos, e até novo acto eleitoral) pelo que prometeram e nada cumpriram. Aliás, mesmo que passem imediatamente a fazer o contrário do que prometeram, ficam impunes durante 4 anos!

Mas "por que carga de água" é que somos sistematicamente enganados, pressionados, maltratados, espezinhados, ignorados...? Será que temos forçosamente de aceitar que, aqueles que (des)governam o país continuem a decidir mesmo tendo enganado o povo, com mentiras de promessas que (seja pelos motivos que seja!) sabiam perfeitamente que nenhuma intenção tinham de cumprir ? 

Despertemos antes ques eja tarde... A única coisa que está grantida é que, continuando com estes timoneiros, este nosso barco (país) está condenado ao destino do Titanic: o abismo.

 

Ora, ou mudamos de rumo e de timoneiros antes que seja demasiado tarde, ou vamos mesmo "A caminho do Abismo".

 

Algo nos contenta.É que começamos a ver circular mensagens com conteúdo que mais parecem originadas de países como o Egipto onde a coragem dos seus cidadãos demonstra o quanto nós, portugueses, podemos também fazer para que o nosso país mude de rumo.

A onda gigante e devastadoraou TSUNAMI jáestá a enviar os seus sinais. Cada vez somos mais os indignados com esta política de TerraQueimada que nos está a hipotecar, não só o nosso futuro, como o futuro dos nossos filhos. Basta!

 

 

É da indignação manifestada nesse email que, de seguida, faremos eco:

 

Nenhum governante fala em:

1. Reduzir as mordomias (gabinetes, secretárias, adjuntos, assessores, suportes burocráticos respectivos, carros, motoristas, etc.) dos três Presidentes da República retirados;

2. Redução dos deputados da Assembleia da República e seus gabinetes, profissionalizando-os como nos países a sério. Reforma das mordomias na Assembleia da República, como almoços opíparos, com digestivos e outras libações, tudo à custa do pagode;

3. Acabar com centenas de Institutos Públicos e Fundações Públicas que não servem para nada e, têm funcionários e administradores com 2º e 3º emprego;

4. Acabar com as empresas Municipais, com Administradores a auferir milhares de euro/mês e que não servem para nada, antes, acumulam funções nos municípios, para aumentarem o bolo salarial respectivo.

5. Por exemplo as empresas de estacionamento não são verificadas porquê? E os aparelhos não são verificados porquê? É como um táxi, se uns têm de cumprir porque não cumprem os outros?s e não são verificados como podem ser auditados?

6. Redução drástica das Câmaras Municipais e Assembleias Municipais, numa reconversão mais feroz que a da Reforma do Mouzinho da Silveira, em 1821, etc...;

7. Redução drástica das Juntas de Freguesia.. Acabar com o pagamento de 200? por presença de cada pessoa nas reuniões das Câmaras e 75, ? nas Juntas de Freguesia.

8. Acabar com o Financiamento aos partidos, que devem viver da quotização dos seus associados e da imaginação que aos outros exigem, para conseguirem verbas para as suas actividades;

9. Acabar com a distribuição de carros a, Assessores, etc, das Câmaras, Juntas, etc., que se deslocam em digressões particulares pelo País; Manter apenas os dos Presidentes;

10. Acabar com os motoristas particulares 20 h/dia, com o agravamento das horas extraordinárias... para servir suas excelências, filhos e famílias e até, os filhos das amantes...

11. Acabar com a renovação sistemática de frotas de carros do Estado e entes públicos menores, mas maiores nos dispêndios públicos;

12. Colocar chapas de identificação em todos os carros do Estado. Não permitir de modo algum que carros oficiais façam serviço particular tal como levar e trazer familiares e filhos, às escolas, ir ao mercado a compras, etc;

13. Acabar com o vaivém semanal dos deputados dos Açores e Madeira e respectivas estadias em Lisboa em hotéis de cinco estrelas pagos pelos contribuintes que vivem em tugúrios inabitáveis....

14. Controlar o pessoal da Função Pública (todos os funcionários pagos por nós) que nunca está no local de trabalho. Então em Lisboa é o regabofe total. HÁ QUADROS (directores gerais e outros) QUE, EM VEZ DE ESTAREM NO SERVIÇO PÚBLICO, PASSAM O TEMPO NOS SEUS ESCRITÓRIOS DE ADVOGADOS A CUIDAR DOS SEUS INTERESSES, QUE NÃO NOS DA COISA PÚBLICA....;

15. Acabar com as administrações numerosíssimas de hospitais públicos que servem para garantir tachos aos apaniguados do poder - há hospitais de província com mais administradores que pessoal administrativo. Só o de PENAFIEL TEM SETE ADMINISTRADORES PRINCIPESCAMENTE PAGOS... pertencentes ás oligarquias locais do partido no poder...

16. Acabar com os milhares de pareceres jurídicos, caríssimos, pagos sempre aos mesmos escritórios que têm canais de comunicação fáceis com o Governo, no âmbito de um tráfico de influências que há que criminalizar, autuar, julgar e condenar;

17. Acabar com as várias reformas por pessoa, de entre o pessoal do Estado e entidades privadas, que passaram fugazmente pelo Estado.

18. Pedir o pagamento dos milhões dos empréstimos dos contribuintes ao BPN e BPP;

19. Perseguir os milhões desviados por Rendeiros, Loureiros e Quejandos, onde quer que estejam e por aí fora.

20. Acabar com os salários milionários da RTP e os milhões que a mesma recebe todos os anos.

21. Acabar com os lugares de amigos e de partidos na RTP que custam milhões ao erário público.

22. Acabar com os ordenados de milionários da TAP, com milhares de funcionários e empresas fantasmas que cobram milhares e que pertencem a quadros do Partido Único (PS + PSD).

23. Assim e desta forma Sr. Ministro das Finanças recuperaremos depressa a nossa posição e sobretudo, a credibilidade tão abalada pela corrupção que grassa e pelo desvario dos dinheiros do Estado;

24. Acabar com o regabofe da pantomina das PPP, que mais não são do que formas habilidosas de uns poucos patifes se locupletarem com fortunas à custados papalvos dos contribuintes, fugindo ao controle seja de que organismo independente for e fazendo a "obra" pelo preço que "entendem"...;

25. Criminalizar, imediatamente, o enriquecimento ilícito, perseguindo, confiscando e punindo os biltres que fizeram fortunas e adquiriram patrimónios de forma indevida e à custa do País, manipulando e aumentando preços de empreitadas públicas, desviando dinheiros segundo esquemas pretensamente "legais", sem controlo, e vivendo à tripa forra à custa dos dinheiros que deveriam servir para o progresso do país e para a assistência aos que efectivamente dela precisam;

26. Controlar a actividade bancária por forma a que, daqui a mais uns anitos, não tenhamos que estar, novamente, a pagar "outra crise";

27. Não deixar um único malfeitor de colarinho branco impune, fazendo com que paguem efectivamente pelos seus crimes, adaptando o nosso sistema de justiça a padrões civilizados, onde as escutas VALEM e os crimes não prescrevem com leis à pressa, feitas à medida;

28. Impedir os que foram ministros de virem a ser gestores de empresas que tenham beneficiado de fundos públicos ou de adjudicações decididas pelos ditos.

29. Fazer um levantamento geral e minucioso de todos os que ocuparam cargos políticos, central e local, de forma a saber qual o seu património antes e depois.

30. Pôr os Bancos a pagar impostos.

publicado por J.Ferreira às 13:32

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