Quinta-feira, 26 de Abril de 2012

O Idioma da Vassoura

Que política de Educação temos em Portugal?

Como se pode nomear um Ministro em 2011 que em 2009 confessava o que aqui se ouvce, logo no início da sua intervenção? Mais do que ouvir, há que saber escutar o que nos dizem os nossos "cérebros" do conhecimento que "vendem a sua alma" à política, negando muitas das teses que antes, enquanto comentadores de televisão, defendiam acerrimamente... Será que vai, de facto, reduzir ou memso fazer implodir o Ministério...?

 

Então agora a solução para melhorar a educação é aumentar do número de alunos por turma?

E... determina-se que devem ter um mínimo de 26 e um máximo de 30?

 

Que absurdo...!

Se quanto ao máximo até se compreende que seja estipulado um topo (ainda que o consideremos salazarista, do tempo em que o professor era uma autoridade e o respeito pela seus direito ao exercício da cidadania e trabalho era sagrado...!). Porém, um mínimo de 26 alunos é um absurdo... Sim. Um absurdo tão grande quanto a incompetência confessada pelo Ministro Nuno Crato, antes de ser nomeado ministro... Ou será que, em apenas dois anos, se tornou competente?

Bom... Com o programa "Novas Oportunidades" aplicado aos políticos... tudo é possível!

 

Vejamos:

No número 5.3 do Despacho 5106-A/2012 refere-se que as turmas dos 5º ao 12º anos de escolaridade são constituídas por um mínimo de 26 alunos e um máximo de 30 alunos. Ora, numa escola com 49 alunos, como poderá cumprir-se este despacho?

 

Se numa escola secundária houver apenas 49 alunos para um determinado ano de escolaridade, se uma turma tiver o máximo (30 alunos) a restante apenas terá 19 alunos.  E se se aplicar o mínimo, a primeira tiver os tais 26 de mínimo, a segunda terá apenas 23. Logo, não poderá ser constituída! Incrível... Como é fácil despachar sem se perceber nada de educação e gestão escolar...

 

Pergunta-se:

Será que vão mandar os alunos para outra escola, ou até outro concelho? E mais ainda: como se compatibiliza isto com a recém-anunciado (Ver AQUI ou  AQUIdireito dos pais a escolherem a escola dos seus filhos...? Vivemos num país em que as mentiras dos políticos se classificam de inverdades... (tal como denominam os cegos de invisuais, como se os pobres não tivessem visual!). Vivemos num país onde se usam os mais incríveis argumentos para explicar a sua incompetência e perseguir quem trabalha, quem se dedica no dia-a-dia a dar o melhor de si mesmo pela sociedade...

A políitica transformou-se numa autêntica fábrica de mentiras, onde funcionam máquinas de produção de falácias em série, conduzindo o pensamento da população para onde querem, usando e abusando de sofisticados sofismas e autênticos falácias. É o absurdo elevado ao descalabro. Engana-se o Zé-pacóvio que fica contente com um direito que raramente ou nunca irá usar.

O "direito de escolha de escola" (ah! ah! ah!) concedido aos cidadãos para decidirem onde querem ter matriculados os filhos é um presente envenenado. Apenas servirá para encerrar mais estabelecimentos. E se construíssem salas de aula noutras escolas mais desejadas, onde iriam buscar os professores para as turmas que se iriam criar nessas escolas mais concorridas? Claro. Viriam para essa os que na outra deixaram de ter alunos...! Ou iriam para a rua?

 

De acordo com o Correio da Manhã, agora vamos ter salas com 30 alunos? A pergunta clara é: Onde ficam sentados? No chão como em África? É que a maioria das salas-de-aula das nossas escolas, nem mesmo as que foram requalificadas pela Parque Escolar (esbanjando largos milhões euros em tempo de crise!) permitem um número tão elevado de alunos se se quer manter a qualidade do processo educativo.

Que estratégia pretendem desenhar os nossos políticos para a Educação? Tudo ao molho e fé em Deus?

 

 

Enfim... Vivemos numa sociedade de mentira, com políticos sem escrúpulos, que dizem umas coisas quando se candidatam e fazem outras quando chegam ao poder... Esta Europa, pensada por outras cabeças mais cultas e capazes, está, de facto, as atravessar uma crise profunda. É uma verdadeira crise de inteligência e competência os que a têm afastam-se do poder, corrupto e cacique.

Assim, são os menos competentes que acabam por ocupar os lugares directivos enquanto os mais competentes se subjugam aos seus ditames.

 

Tanto ataque à qualidade dos profissionais de educação e são sempre os políticos desconhecedores da realidade profissional e educativa os que decidem sobre os destinos das nossas escolas, da forma como são organizadas. Não são capazes de organizar e ter sucesso no que deveriam 8a economia... a segurança...) e metem-se na educação e na saúde... !

Os políticos são assim. Eles sabem de tudo. Sobretudo, como se afunda tudo.

 

Depois de tanta parafernália em torno da educação, pergunta-se:

Valerá a pena tanto esforço ao longo de uma vida?

 

E que futuro poderão esperar os nossos jovens (e os nossos adultos!) com políticos a comandar este barco?  Que será de nós, quando chegarmos à "idade do estorvo"? Para que serve um currículum invejável   Vejam o vídeo... São apenas e só 3 minutos!   

 

Quando o vídeo chegar ao fim, por certo terá resposta à nossa última pergunta: Estudar para quê?

publicado por J.Ferreira às 12:38

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