Sábado, 19 de Maio de 2012

Futuro do Ensino do Português no Estrangeiro

A Constituição da República reconhece o direito aos filhos de todos os cidadãos nacionais (mesmo que emigrados) a aprenderem a Língua Portuguesa.

Porém, por incrível que pareça, os nossos (des)governantes (os de outrora como os de hoje) colocaram a sua incompetência ao serviço da destruição da "máquina produtiva nacional" esbanjando os dinheiro dos impostos em múltiplas iniciativas, desde o rendimento mínimo até aos estádios de futebol, desde as SCUT's até às parcerias público-privadas que arruinaram, pouco a pouco, o dinheiro dos nossos impostos e conduziram o país para a beira do abismo.

Com as suas políticas ruinosas, os distintos governos levaram muitos dos nossos cidadãos a emigrar. Aliás, recentemenete aconselharam mesmo a emigrar... É triste, mas é a realidade a que os nossos eleitos nos conduziram... E os portugueses estiveram impávida e serenamente calmos assistindo a este triste espectáculo embora muitos de nós tenham alertado atempadamente... Mas ninguém quis dar ouvidos... Na verdade, a velha máxima "O rei vai nu!" não interessa. Sempre é mais simpático dizer que "O rei vai vestido"! Ou seja, no politicamente correcto, é mais aceitável a afirmação de que "o rei vestido" ainda que seja "com a roupa que a mãe lhe deu antes de nascer, do que dizer, nua e cruamente, "o reui vai nu!". Por isso, hoje temos o que merecemos.

E na diáspora, igualmente. Aqueles que sempre mal trataram dos emigrantes, voltaram a ser eleitos...! Temos o que merecemos.

Por isso, o futuro da língua materna de milhares de jovens filhos de emigrantes está em causa. De facto, numa época em que os portugueses vêem o futuro cada vez mais negro (sendo mesmo aconselhados a emigrar até pelo primeiro-ministro!) a fuga para o estrangeiro é a única forma de seguir em frente. Tristemente, a política de apoio à emigração é em sentido contrário. E reduz-se o número de professores de Língua e Cultura Portuguesa que servem as comunidades espalhadas pelo mundo. Está na hora das comunidades fazerem algo. Será que, se os emigrantes se organizassem e informassem o Governo de Portugal de que deixariam de enviar verbas para Portugal, que procederiam ao levantamento dos seus depósitos bancários no nosso país e o levariam para os países onde residem, o Governo manteria a sua arrogância e maltrato com os nossos emigrantes? Será que a política do "paga e não bufes" continuaria? Ou o Governo seria obrigado a "fazer marcha-atrás" com a política de retirada de apoio aos emigrantes, que começou há já muito tempo com a diminuição dos consulados..:?

Está na hora de fazer algo. Ou o Governo continuará a retirar aos filhos dos nossos emigrantes a possibilidade de manter um vínculo linguístico  entre os jovens lusodescendentes e a pátria lusa.

 

De facto, é inaceitável a redução das condições de acesso à Língua Portuguesa por parte dos filhos de milhares de cidadãos que, tendo sido maltratados por um bando de governantes incompetentes que conduziram o país para a fronteira do abismo, se viram forçados a emigrar em busca de uma vida com um mínimo de dignidade. Abandonados à sua sorte por políticos esbanjadores, vêem hoje negado aos sues filhos o que Portugal garante aos filhos dos imigrantes que se instalam em Portugal, oriundos dos mais diversos países, oe quantas vezes com  outos gastos e ajudas que também sobrecarregam as finanças públicas (como é o caso dos rendimentos mínimos garantidos de que beneficiam imensas comunidades de imigrantes em Portugal!), quantas vezes em troca de muito pouco ou até nada.
Ora, não pode haver semelhante discriminação face aos filhos dos emigrantes não são menos que os filhos dos imigrantes. E se os imigrantes nada pagam em Portugal e beneficiam de um professor durante 25 horas semanais (ou até mais), não é justo nem admissível que os filhos dos nossos emigrantes paguem para terem acesso a APENAS 2 horas semanais da sua lingua materna... Aliás, o dinheiro pago aos professores para ensinarem Língua e Cultura Portugesa de escola em escola (apenas e tão só 2 horas semanais como se de mulheres a dias!) não é um gasto: é um investimento!
O alheamento do país face a estes filhos de emigrantes sairá bem mais caro: nenhum terá vontade de regressar se não conhece a língua.  A médio prazo, este desinvestimento do Estado português será meio caminho andado para que milhares e milhares de jovens deixem de ter qualquer motivo para manter laços com uma pátria.
Com este tipo de prática, só podemos concluir que Portugal continua a ser (des)governado por políticos imediatistas, que não têm visão prospectiva, visão de futuro. Para além de ingratos para com os emigrantes (que enviam anualmente milhões de euros) os políticos atacam agora os filhos daqueles que se viram forçados a buscar formas de ganhar a vida longe do país.
publicado por J.Ferreira às 19:32

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