Quinta-feira, 31 de Maio de 2007

Greve Geral: "Vale Tudo No País da Mentira!..."

Alguém nos anda, certamente, a enganar !...

Como querem que Portugal seja levado a sério?

É que, das duas uma: ou Mentem os Sindicatos... ou Mente o Governo !... Afinal, quem precisará de voltar para a Escola? Os Sindicalistas ou os  Governantes?

É que parece que há entre eles quem não deve ter aprendido a fazer bem contas... O que não admira, depois daquela história em que António Guterres não conseguiu calcular a "quantos contos" correspondia 3% do PIB (!...) é de acreditar que ainda haja mais gente a ocupar cargos de muita responsabilidade (seja na política partidária, seja na governação do país ou na área sindical) que não sabe fazer contas...

Ou será que pretendem agora alterar as regras da lógica Matemática?

Uma coisa não pode "SER"  e  "NÃO SER" ao mesmo tempo..."

 

Vejamos o que diz a Comunicação Social sobre a Greve Geral:

CGTP - "A CGTP-IN saúda os trabalhadores portugueses, particularmente aqueles que, com muita coragem, determinação e sacrifícios pessoais, para si e para as suas famílias, exerceram o inalienável direito à greve, mesmo quando confrontados com a proibição de plenários de trabalhadores, recolha ilegal de dados pessoais, ameaças de processos disciplinares ou com o recurso à GNR para dificultar o exercício dos piquetes".

 

TvNet  - "Greve geral Balanço da manhã só mostra paralisação total no Metro de Lisboa e na Transtejo A greve geral de hoje está a ter uma adesão média global de 80 por cento na função pública, o que levou ao encerramento de escolas, centros de saúde, tribunais e serviços autárquicos um pouco por todo o país, divulgaram os sindicatos que marcaram a paralisação.

TvNet - "Governo: adesão à greve na administração pública nos 12%. O Governo fala de uma greve parcial e não de uma greve geral. O Ministro das Finanças garante que, no que toca à administração pública, a adesão ficou nos 12%." 
 

TvNet - "Greve geral: os números da CGTP. O Metropolitano e as ligações fluviais entre as margens do Tejo estão condicionados devido à greve geral. Os outros transportes a operar na região de Lisboa estão a funcionar quase na normalidade. A circulação do Metro de Lisboa está totalmente parada com as próprias estações de acesso fechadas. As ligações fluviais entre as duas margens do Tejo também estão paradas, com excepção de duas viagens de ida e volta entre o Barreiro e o Terreiro do Paço a cargo da Soflusa. As ligações da Transtejo estão todas suspensas. Com circulação quase normal estiveram até às oito os transportes da Carris - eléctricos e autocarros - e os comboios.(...)
Acrescenta ainda a  jornalista que "80% dos trabalhadores da saúde aderiram à greve."

Ouvindo toda a notícia ficamos a saber que o estudo realizado permite concluir que "A maioria dos que apoiam a greve são originários do Porto, têm entre os 35 e os 54 anos e são afectos ao Partido Socialista. "

Perante isto, algumas questões se tornam pertinentes:

Qual é afinal o apoio de Sócrates e do seu Governo?

Por que são da ala socialista os que mais apoiam a greve (80% dos inquiridos)? Por que é que a maioria dos apoiantes da greve não são os trabalhadores afectos a outras forças partidárias?

A resposta parece ser "o medo". E o facto é que tal se passou com muitos trabalhadores, nomeadamente docentes que afirmavam sentirem-se "forçados a não fazerem greve". Isto porque teriam à mesma de corrigir as dezenas de provas de exame que lhes foram distribuídas e que têm prazos de entrega a cumprir...

 

 Apesar de tudo, há que ter em conta que esta vergonha da discrepância de numeros se deve a uma operação de desvalorização da força dos trabalhadores por parte do govero. Ela não se deve ao Partido Socialista mas a um cancro de que enferma a democracia, ou melhor, este tipo de democracia em que os eleitos não são responsabilizados pelos eleitores. E emesmo que  numa dado ano sejam "postos na rua" pelos eleitores, voltam uns anos mais tarde, como se as pessoas fossem recicláveis... Com efeito, poderíamos, até, acreditar na "reciclagem humana" mas nunca na reciclagem dos políticos... Mas seguramente que acreditamos na reciclagem das ideias defendidas pelos políticos que, adeptos de uma demagogia inabalável, dificilmente mantêm o discurso quando estão no poder ou na oposição...! Por isso as medidas prometidas são sempre divergentes das tomadas quando passam da oposição para o governo. Afinal, o objectivo mais do que resolver os problemas do país, é resolver os problemas de uns quantos que pertencem à mesma família partidária... Ou já nos esquecemos da célebre expressão "jobs for the boys" ?

E porque a discrepância e discordância dos números nos aflige, sinceramente, porque ficamos sempre sem saber onde está a verdade, e sabendo da preocupação constante do Primeiro-Ministro José Sócrates pela excelência e a sua fixação na avaliação das competências de todos, deixamos aqui uma dica para reflexão:

 

Por que é que José Sócrates não apresenta no Parlamento, e com carácter de urgência,  uma lei que obrigue a uma "Avaliação das Competências e do Desempenho" de todos os responsáveis que dirigem os mais diversos pelouros da Administração, incluindo Ministros, fazendo-os voltar à Escola ou à Universidade (conforme os casos) para que alcancem com mérito, a terceira das mais básicas e elementares competência que se exigem às crianças que frequentam a escola e que nesta altura decidiu examinar: saber ler, escrever e contar!

 

Ou será que, considerando-se os melhores dos melhores (têm todos uma competência deslumbrante...) mas, de facto, aqueles que querem avaiar tudo e todos, têm medo de submeter a exames ?...

...

 

publicado por J.Ferreira às 00:35

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