Quarta-feira, 19 de Setembro de 2007

Governo Encerra Escolas... Saldo ou Liquidação Total?

Todos os Portugueses devem agradecer ao Governo! Parabéns... ao Senhor Primeiro Ministro, José Sócrates! Digamos pois:
"O Governo de V.ª Ex.ª (que se diz de Esquerda Moderna) vai conseguir fazer o que nem a Direita conseguiria: acabar com a Escola Pública, destruir o direito de muitos cidadãos terem o acesso à Educação perto de suas casas...
Estará em breve o caminho aberto e livre para a SONAE investir na Educação... Afinal se nem mesmo o Estado assegura o direito das populações, bem que a SONAE pode reivindicar a privatização desta área como se de um negócio se tratasse... Tudo em nome de uma "Escola de Qualidade"... E temos a certeza de que seria uma óptima opção para os portugueses ter as escolas governadas por alguém com um ruimo, um caminho, que, no mínimo, tivesse conhecimento de que a distâncvia mais curta entre dois pontos é uma recta, e não um zigue-zague. Seria uma oportunidade para todas as crianças portuguesas saber que o seu futuro é "para diante", rumo ao futuro e não para trás e para diante, para um lado e para outro, ao sabor das políticas de quem conjunturalmente  (sem chegar a consensos parlamentares interpartidários) sabe que o seu mandato pode ter fim no espaçod e 4 anos e que outros virão comandando os destinos da educação rumo a novos portos. Ou investimos no caminho do Norte ou rumamos a Sul. Se preferimos Este, há que não navegar para Este.
As "Escolas Pobres", na sua maioria muito mal equipadas, por única e exclusiva responsabilidade das opções dos sucessivos Governos!... De facto, ao longo de muitos anos em que os edifícios escolares estavam na alçada do Ministério da Educação (Governo), os governantes responsáveis pela pasta da Educação deixaram degradar de tal forma os edifícios escolares que muitos se tornaram quase se diria inadequados ao Ensino.
Porém, nos últimos anos as autarquias investiram milhares e milhares em requalificação de estabelecimentos de ensino, fruto da proximidade dos órgão de administração autárquica. Porém, sem qualquer plano previsto e pensado para ser executado a longo prazo (e nunca de um momento para o outro) o poder autárquico viu-se forçado a redefinir as suas políticas de investimento em estabelecimentos de ensino. E assim se aplicam os impostos de portugueses...  Fazem-se profundas obras nas escolas, criam-se as condições de aprendizagem e, de um momento para o outro, recebem instruções do governo que conduzem no sentido de as fechar...
Com certeza que Belmiro de Azevedo nunca investiria dinheiro da sua empresa num estabelecimento que no ano seguinte fecharia... Por favor... senhores políticos. Os portugueses  merecem que o dinheiro dos seus impostos seja bem gasto... E, sobretudo, deixem-se de não brincar com o futuro dos nossso filhos...
Nem salazar as fecharia! Pelo contrário, abreiu escolas no interior, n0os lugares mais recônditos para que todos os portugueses tivessem um real direito à educação. Não sou salazarista nem salazarento. Mas tenho consciência de que a história muito há-de falar ainda sobre este homem invejado por uns, "crucificado" por outros, venerado por muitos...

Deixemos de investir milhares de euros do dinheiro público em reformas e reequipamento de edifícios que servem de estabelecimentos de ensino para no ano seguinte os fechar, por decreto, obrigando crianças a levantarem-se uma hora mais cedo para poderem ter o direito à educação, a mais de 20 kms de suas casas... Deixem-se de hipocrisia...

Estamos convictos de que jamais passaria pela cabeça de nenhum empresário, muito menos de Belmiro de Azevedo, abrir as escolas sem giz ou sem papel higiénico.
Esta política económica de, para combater o défice, se "encerrar tudo" levará ao desacalabro das regioes do interior... E será o fim das "Escolas Públicas" neste locais como sinónimo de discriminação positiva de quem está no interior e luta contra a desertificação de regioes cada vez serão fantasma... 
Os governos não investiram no que era essencial para proporcionar sucesso aos alunos: as condições de trabalho de alunos e professores... Depois atira as culpas para o Insucesso para cima dos coitados dos professores, que não passam de autênticos fantoches nas mãos dos sucessivos Ministros da Educação, sendo que, com a "Pseudo-Autonomia" das Escolas, os Conselhos Executivos (que se julgam ter "autonomia" mas que não passam de bonecos, com os seus membros articulados, prontos para fazerem o que o seu manipulador manda: véneas, cambalhotas, patetices... ) acabam por ter apenas a "Autonomia de fazerem o que a Ministra manda"!
As actuais escolas Primárias, rebaptizadas de Escolas Básicas do Primeiro Ciclo (que nome pomposo, não?!) mantiveram no essencial as características herdadas do tempo da ditadura! No entanto, alguns autaras eleitos (mais ou menos democratas!) não se cansaram de usar as escolas em períodos eleitorais para ir lá inaugurar "uma porta nova", uma "casa de banho nova", "um telhado novo", "água potável", etc...  Claro, para receber os aplausos da população e caçar os votos dos eleitores!
Não admira que assim seja, à semelhança do que fizeram quando em 1974 contruíram "uma nova Ponte sobre o Tejo" em meia dúzia de Horas: Mudaram-lhe o nome para "Ponte de 25 de Abril" e já está !).
Encerrem-se as Escolas que Salazar fundou. Depois, admiram-se de o povo o ter eleito "O Maior Português de Sempre!". Uma prova de que os portugueses têm boa memória. Até podemos ser revolucionários! Mas não somos ingratos e, contrariamente ao que os Governos continuam a pensar, "Os Portugueses Têm Boa Memória, Os Políticos Não!...
De facto, em 1995 os Portugueses deram uma prova de que têm "Boa Memória"! Esperemos que em 2009 voltem a lembrar aos governantes que "O Povo É Quem Mais Ordena!"
De facto, o governo de José Sócrates é um exterminador de Sucesso... Aliás, descobriu a fórmula secreta e miraculosa de acaba com o Insucusso Escolar: Encerrar as Escolas. E quantas mais encerrar, menos escolas com Insucesso terá para apresentar... Diminui o númerod e escolas com Insucesso mas manter-se-ão os números de alunos com Insucesso. Claro... Guerra de Números!
E como tudo depende do ponto de vista com que se olha as coisas, a "Redução do Número de Escolas com Insucesso" será a Bandeira Governamental para enganar os pais e os portugueees em geral, quando os estudos apontarem que aumentou o "número de alunos com insucesso".
Estamos certos qure para Sócrates, isso não será problema do governo. O objectivo é claro: destruir a paz nas escolas, colocan os estabelecimentos a ferro e fogo, numa autêntica guerra de alunos pais e professores...
As condições de aprendizagem e de espaços de recreio diminuiram com o reagrupamento de alunos noutros estabelecimentos, mas isso não interessa ao Governo. A pedagogia é para os professores. Os políticos dela não têm de perceber tal como o primeiro ministro não tem de ser engenheiro. Porém, os professores, eternamente culpados do insucesso, deveriam ter uma palavra nas decisões educativas que têm implicações directas com o processo de ensino-aprendizagem. Que pensa disto Sócrates? Nem interessa. Pela prática dos seus Ministros, já sabemos a resposta.
Podem os resultados serem catastróficos que para o Governo de Sócrates a qualidade da educação está atrás dao saneamento rápido do défice... Vale tudo para atacar o monstro, menos diminuir a despesa... com políticos, eleitos, nomeados, designados... ou não!
Para o insucesso das suas políticas desastrosas, já tem garantido um vasto conjunto de "arguidos": os professores. Como sempre... são usados pelo Governo  como "bodes expiatórios" do desastre das políticas educativas governamentais... E, como nem todos se podem  reformar... aí estarão para dar e durar...
Não admira que a Senhora Ministra continue a sua cruzada para destruir o que ainda resta do Sistema Educativo. Por isso, decidiu encerrar mais 900 Escolas!...
Como se não chegassem as 2000 encerradas no ano lectivo passado, o Governo vai agora obrigar as crianças a serem integradas em escolas onde não existe capacidade de lhes proporcionar uma laternativa, de facto vantajosa. As faltas de condições são as mesmas de sempre, ou será que alguém ouviu já viu  (claramente visto porque as intenções dos governantes de nada valem enquanto não passarem do papel) investimentos na melhoria dedas que o Governbo vai extinguir?
Onde estão as propaladas "melhores condições" das escolas que recebem os alunos? Onde estão os polidesportivos, os balneários, as bibliotecas... as melhores cantinas... ? E, quanto a estas, sabe-se lá como e o que comem os meninos com empresas com nome sonante do tipo tipo "Quentinho" que servem aos alunos comida quase fria!...).
Que futuro para a Educação e para o País quando, depois de retirarem serviços de saúde que existiam no interior, se encerram as escolas por todo o lado, sem que tivesse havido um estudo sério que o justificasse nem um movimentação das populações a queixar-se do insucesso dos seus filhos... Sem terem manifestado publicamente qualquer descontamento pelas incríveis condições físicas e de recursos em que aprendiam os seus filhos, os contribuintes portugueses residentes no interior vêem-se obrigados a deixar agora que as suas crianças se desloquem quilómetros e quilómetros, perdendo horas e mais horas na deslocação, correndo riscos por estradas sinuosas, para que tenham acesso a um direito imprescindível em democracia - o direito à Educação - garantido na Constituição da República Portuguesa.
 
Enfim. Este Governo vai acabar por ficar na História Política como o "Governo Fecha Tudo". E, atendendo à sua praxis governativa, consideramos interessante perguntar :
Quantas "Leis" foram produzidas pela Assembleia da república neste mandato?
 
Mais, e seguindo a perspectiva economicista do Governo, consideramos também oportuno perguntar:
Será que justifica o pagamento de ordenados dos deputados se o Governo regula tudo por "Decretos" sem ouvir, de facto, ninguém?
 
Finalmente, na lógica da exigência do Governo para com os cidadãos que servem o Estado, de uma avaliação rigorosa e penalizadora das carreiras, contra tudo e contra todos os princípios fundamentais da avaliação (colocando quotas para se ser excelente - como se meter mais golos na selecção não fosse tão importante como defender os ataques do adversário!), acreditando que a mesma se poderia aplicar à produção dos Senhores deputados (em que apenas 5% poderiam ser excelentes!) nesta perspectiva do Governo que apens visa a maximização da produção contando também  para tal o nível de excelência  nos resultados, consideramos ainda legítimo perguntar:
Por que motivo não se encerra a Assembleia da República?
 
Se o Governo não ouve ninguém... (nem mesmo os deputados que fizeram declaração de voto por discordarem do que fez o seu partido aos professores mas que, contrartiamante ao "Campelo" de Ponte de Lima se "acobardaram" violando o seu princípios em prol do partido).
neste tipo de democracia, a maioria das leis é aprovadas apenas pelos deputados do partido que suporta o Governo (e nem sempre sem engolir sapos vivos comoa conteceu com o Estatuto da carreira docente). Por isso, é mais do que certo e sabido que continuaremos 4 anos a remar para um determinado lado... até que outros senhores venham tomar conta do Governo... O problema é que, tendo o país leis aprovadas por apenas um partido (que arrogantemente Governo!) é natural que o recém eleito queira marcar também as dsuas marcas... E passaremos a remar para outro lado... durante outros 4 anos... E assim sucessivamente, como se os políticos não soubessem que a distância entre dois pontos (aquele em que estamos como "ponto de partida" e aquele a que desejamos chegar como "ponto de chegada") deixasse de ser uma lnha recta para passar a ser um "zigue-zague".
Pesnamos que a Educação deveria ser fruto de um consenso interpartidário. Só assim este barco deixaria de andar à deriva, a navegar em zigue-zague contínuo que apenas leva a que nos afastemos cada vez mais do ritmo de desenvolvimento da média dos restantes países europeus... E, o mais grave, já não apenas da velha Europa mas de todos países europeus, incluindo os que mais recentemente aderiram à Comunidade Europeia!
Triste é que os governantes que conjunturalmente obtêm a maioria no parlamento sejam cegos ao ponto de se considerarem "os únicos a andarem certos". Por isso, aprovam autorizações legislativas como se fossem cheques em branco passados aos ministros do governo que suportam... E reduzem o debate a um diálogo de surdos...
Se as votações no Parlamento não possibilitam uma alteração à vontade ditatorial de uma maioria que chega a emudecer as vozes dos seus dissidentes de pensamento (que são obrigados a votar favoravelmente propostas contra as quais se manifestaram publicamente!) então, bem que seria melhor encerrar a Assembleia da República... Sendo isto a democracia, cremos que é chegada a hora de os portugeses se questionarem se, logo após uma maioria absoluta, não deveria ser encerrado o parlamento, colcoar todos os deputados a trabalhar e a produzir para a comunidade, enviando o seu voto por SMS...
E pouparíamos uns largos milhões de euros aos contribuintes... Bastava o voto (mudo, cego e surdo) dos deputados (já agora, por sms) e pouparíamos uns milhões de euros para combater o défice. E, com uma verdadeira lei de incompatibilidades, como muitos deputados poderiam exercer as ua profissão,... nem precisariamos de lhes pagar salário. Receberíam à comissão... Que dizem? Tão digno quanto estável e dignificante...! Aliás, como acontece hoje com milhares de trabalhadores fruto das leis que os deputados aprovaram... num autêntico retrocesso ao tipo de exploração só digna de uma sociedade esclavagista...
E deixaríamos Sócrates e os seus ministros a governarem sozinhos (como o fazem na prática!) até à sua despedida ou ao seu despedimento... Ou então (por que não?!...), façam como fazem as empresas no final de cada ano: fechem as fronteiras ao exterior e encerrem o país "para balanço" como fez Salazar... E já agora... encerrem de vez o país... e desapareçam! façam algo de verdadeiramente útil pelo país que tanto parecem adorar! Ou façam um Leilão desta terra... Pode ser que os Espanhóis ainda estejam interessados em adquirir Portugal...
publicado por J.Ferreira às 18:31

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