Sexta-feira, 19 de Outubro de 2007

Verdade do Discurso versus Discurso da Verdade

Perante um público composto essencialmente por imigrantes José Sócrates discursa com firmeza, certeza, e... sabedoria.
Ninguém parece já duvidar que, num país parco em cérebros (fogem todos para o estrangeiro: emigram!) só Sócrates será capaz de conduzir este país... para a Pobreza!
 
Será que alguém tem dúvida do que pretende ele fazer?
O melhor é ouvi-lo! Na primeira pessoa!
Se temos "A Verdade do Discurso" ou "O Discurso da Verdade", pouco importa.
Tenhamos olhos como o do falcão para que possamos ver "claramente visto" como diz o poeta, e, sobretudo, ouvidos de felino... para escutar as palavras pelo que valem! E que nunca nos esqueçamos do que nos ensina a sabedoria popular. 
— Ah Sócrates, Sócrates... "Com a verdade me enganas!" , diria a Mariquinhas.
—  A mim já não me enganas ! — diria o Zé Povinho! "No meu carro não vais mais à missa!"

 

 

 

De facto, quando organismos com credibilidade internacional apontam que em Portugal o número de pobres aumentou, depressa concluímos que muita gente da classe média passou para baixo... E, sabendo que numa época de sacrifícios a classe média é a única sacrificada, depressa se  conclui que o número de pobres cresce à custa de elementos da classe média que cada vez se aproximam mais da classe dos pobres...
Ao mesmo tempo, ficamos a saber que os ricos estão cada vez mais ricos (maior concentração da riqueza nas mãos de apenas alguns), sejam nos salários que auferem, seja nas reformas chorudas que conseguem... O país vai mesmo muito mal... a caminho de uma pobreza generalizada.
E quando os ricos não quiserem tratar da saúde dos pobres, "os pobres", diria o Zé povinho, "encarregar-se-ão de tratar da saúde dos ricos". Compreende-se assim o aumento da marginalidade e dos assaltos em Portugal.
Quando vemos perdoarem-se dívidas fiscais à banca com o argumento de que "desconheciam a lei!" (imaginem que o Zé com apenas a 4ª classe antiga, ou até menos, não pode apresentar esta desculpa, o argumento da banca não passa daquilo a que o mesmo Zé chamaria de "desculpa esfarrapada".
Afinal com tantos milhões de euros que a Banca apresenta de lucro que apresentam num período de crise, não tiveram dinheiro para se fazerem acompanhar de advogados ou outros juristas? Lérias, lérias!
Por isso, perguntamos:
Alguém conhece melhor o país que José Sócrates? Não.
Então, podemos assegurar que o Homem sabe muito bem do que fala... Aliás, só ele sabe, realmente, o que quer fazer deste país!... E, parece que nesta conferência se confessou em directo.
Muitos diriam: Ah!, Sócrates: Tu sabes mais do que a Lúcia. Mas Sócrates, dando-se conta de que, para construir um país "MAIS POBRE", não fazia falta a ajuda dos imigrantes  (os políticos e governantes encarregam-se de esvaziar os cofres!) acabou por deixar escapar o que não queria, desvendando o que bem poderia ser o último segredo de Fátima.
Nas palavras do jornalista da televisão, simpática ou ignorantemente, relataram que "num discurso carregado de elogios aos imigrantes, José Sócrates acabou por cometer uma gafe".
 
Para um sacerdote, talvez não passasse de uma simples "confissão"! Nas palavras de um psicólogo clínico poderíamos ouvir designar este discurso de "acto falhado". Enfim... e por aí adiante poderíamos encontrar múltiplas interpretações...
Mas para o Zé Povinho, esse sábio desconhecido — com ou sem Diploma, passado à semana ou ao domingo, a que Jorge Sampaio um dia chamara de "analfabeto", quando afirmou "Prefiro engenheiros no desemprego do que agricultores analfabetos"! (como se para tratar da agricultura se tivesse de ser um culto engenheiro que nem podar, sulfatar, mondar... sabe!) e a que Sócrates presenteia agora com um computador ao abrigo do programa "Novas Oportunidades" —  as palavras são mais simples e directas, não rebuscaria o simples com palavras complexas, e diria tão simplesmente:
—Ah, Sócrates! Fugiu-te a boca para a verdade!"
 
 
Assim, meus caros, podem crer que Sócrates é o único que anda certo!
Vejam e analisem o texto do discurso:
Diz Sócrates:
— "(...) cada um de vós dará o seu melhor, para um país mais justo... para um país MAIS POBRE" —  e, gaguejando, apressou-se a pedir perdão e a continuar o discurso corrigindo as palavras — "(...) para um país mais justo, mas também, para um país MAIS SOLIDÁRIO"?
O Zé Povinho sentiu um nó na garganta e outro ao pescoço. E não era para menos! É que... ele há coisas que se podem pensar mas que não se podem (ou não deveriam) dizer. Por isso, lá grita de novo o Zé-povinho:
— "Mau! Mau! Estamos a falar com canalha ou quê? Criticaram o Santana mas pela procissão que vemos, parece que vamos de mal a pior!
Da esquerda à direita já se ouvem vozes mudas gritar: 
"Volta Santana Lopes! Estás perdoado!"
No meio do entusiasmo, o Zé Povinho deixou-se levar pela euforia da concentração popular. Sem se dar conta do conteúdo do discurso e pensando na intenção demagógica das promessas dos políticos, imediatamente gritou:
"Muito bem!... Grande Sócrates! Essa é que é essa! Vai em frente! Estamos contigo...! "Porreiro, pá"!
E, quando o ouviu a corrigir o seu próprio discurso ainda acrescentou:
Palavra" é "Palavra"! Está dito... está dito!". "Palavra de Homem Não Volta Atrás..."
O que o Zé povinho não se tinha dado conta é de que, naquela frase, estava o verdadeiro pensamento do Homem e não do político.
 
Analisemos, agora, o discurso à luz da sabedoria popular. Se "Sócrates Tem Palavra"... então... "Sócrates É Homem"...  E aí tudo mal... Bem melhor será para o Zé Povinho que Sócrates não seja Homem ! ... Caso contrário... Nunca mais vamos "sair da cepa torta" com uma certeza: o  País vai mesmo para o buraco! 
— Pois bem... — dirá logo o Zé Povinho — Assim sendo, por mim, prefiro que esta seja apenas mais uma das tantas e tantas promessas que ficam por cumprir. Bem que neste caso, prefiro que esta não passe de uma promessa! Que fique por cumprir...
 
Pois estamos convictos de que esta promessa é um ponto de honra para este governo de José Sócrates. Por isso, estamos convencidos de que Sócrates fará todos os esforços (necessários, possíveis e imaginários) para conseguir o que promete: FAZER DE PORTUGAL ... UM PAÍS MAIS POBRE !...
 
Analisemos a emenda apresentada por Sócrates: alterou as palavras do seu discurso, "Para Um País Mais Justo... Para Um País Mais POBRE" por "Para Um País Mais Justo... mas também ... Para Um País Mais SOLIDÁRIO"? Que relação existe entre Justiça e Solidariedade? Como apareceu a palavra POBRE neste contexto? Bem... estará ela na mente de Sócrates? Será ela um objectivo camuflado deste governo?
Pagamos cada vez mais por tudo, desde a educação à saúde, passando pela habitação, nada ficou de fora. Pagar... pagar... pagar... Tributar... tributar... tributar...
 
Que relação existirá na cabeça de Sócrates entre "POBRE" e "SOLIDÁRIO" ?
Será por os pobres (os que menos têm) serem mais solidários que os ricos?!... Será que é esse o caminho para que o país seja mais solidário?
Mas então... Será que um País MAIS POBRE é, obrigatoriamente, o ÚNICO CAMINHO SOCIALISTA para termos UM PAÍS MAIS SOLIDÁRIO...? Se sim, então, Salazar tinha-o conseguido! Será que Sócrates pretende substituir Salazar na história?
Bem... Tudo é possível... Como apenas passou meio mandato, ainda tem dois anos...??... E não acreditamos que estando o Presidente da República (Cavaco Silva, ou quem quer que fosse) no seu primeiro mandato, tenha a coragem de fazer o que fez Sampaio... Mandá-lo fazer as malas e "ir de guias"!
Por isso, caríssimos leitores... há que aguentar com estes governantes até às próximas eleições... E se o povo gostar deles, a culpa da desgraça económica do país será, seguramente, atribuída por Sócrates... imagine-se... aos professores, claro!!!  Por isso, já sabem: estamos tramados!
...
publicado por J.Ferreira às 16:49

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