Domingo, 30 de Novembro de 2014

Os Rankings da Vergonha

Voltaram os Rankings das Escolas.

Como os anteriores, este Ranking mede o que mede. E se alguma coisa mede, é a incompetência de quem patrocina e/ou apoia a criação e publicação de Rankings de Escolas. Não mede a qualidade das escolas, nem dos seus professores. Mas sim, a qualidade dos nossos (des)governantes! Se medisse a qualidade dos professores ou das escolas, então, se os alunos das  escolas colocadas nos últimos lugares do Ranking fossem "transladados" para as escolas dos primeiros lugares continuariam estas a serem as melhores. Alguém acredita nisso? Não? Então, para que servem estes absurdos rankings?

Se alguém acredita que sim... então, que espera o governo para enviar os professores das escolas do primeiro lugar do ranking para as escolas do últimos lugares... ??? Vamos! Tenham a coragem de avançar com essa medida. E assim veremos se é culpa dos professores ou dos recursos e da "matéria-prima" de cada escola. Ainda não foi descoberto nenhum cozinheiro que fizesse "omeletes sem ovos"!  Nem consta que o "melhor treinador do mundo" (José Mourinho) aceitasse treinar um clube como o Vilaverdense, sem poder mudar a matéria-prima da equipa (os jogadores!!!) e o levasse a conquistar o campeonato nacional, e muito menos a ser campeão europeu. É que, são todos clubes de futebol (como esta é uma lista de escolas!!!) mas os seus intervenientes são muito distntos. por isso, o futebol está organizado em divisões..!

Com os seres humanos é desumano colocar todos os alunos a competir numa mesma divisão! Se em muito somos todos iguais, há aspectos da human idade em que todos somos diferentes. E não é legítimo tratar o diferente como igual! 

escola deveria respeitar a diferença, de gostos, de competências, de aptidões. Tal não é possível por determinação governamental. Sim. Porque é o governo que determina tudo, desde o currículo à forma de avaliar e critérios de progressão dos alunos (ultimamente com a panaceia dos exames que nada medem e estão a permitir enganar os pais, permitindo que alunos progridam sem as devidas competências e obrigando alunos a repetir anos porque tiveram azar no exame...!!). Enfim... continuamos à espera de um minstro que seja capaz de perceber esta coisa simples:  não se pode obrigar todos os alunos a fazerem o pino, porque há alunos que, infelizmente, apenas têm um braço! Pior, há alunos que, por má fortuna, nem um braço têm! Enfim. Esperamos que o leitor comprenda o exagero que aqui plasmamos. E, é claro esta atrocidade não se verifica nas escolas porque se vê "claramente visto" quado uma criança foi vítima de lesões corporais (nos braços, nas pernas, nos olhos, nos ouvidos... ). Porém, as lesões no céfebro... essas, nem todas se vêm tão claramente... E as crianças são submetidas todas a um mesmo percurso académico e aos mesmos exame. Assim, se fazem os rankings. Com crianças de etnias nacionais e estrangeiras à mistura... Tudo a molho e fé em Deus. Tenham a coragem de indicar também o númerod e crianlças "especiais" que frequentam essas escolas privadas que se encontram nos primeiros lugares do ranking... Vamos!!! Ou que tenham uma miscelânea de anos de escolaridade na emsma sala de aula!!! Vamos... senhores políticos ou então tenham vergonha na cara e acabem com a palhaçada dos rankings!

Os políticos de Portugal continuam a insistir na busca de culpados para as suas medidas, para a sua falta de capacidade de conduzir o país pela rota do progresso. O que há não é fracasso escola: o que há é fracasso governativo. E em todos os níveis, desde a educação à saúde, passando pela justiça, até à segurança. Porém, o que os preocupa é encontrar bodes expiatórios para o fracasso das suas polícias. A continuarem assim, atribuindo à escola a culpa do fracasso das medidas governativas, não admira que um dia atribuam também o falhanço das políticas financeiras (e da falência dos bancos!) à escola!

Há mais de uma década que escrevemos um artigo sobre o tema: Ranking das Escolas? Os Alunos Não São Tijolos.  E, embora tardiamente, acabou por ser publicado na Revista "O Docente" da ANP. Porém, ano após  ano, os (des)governantes insistem em publicar este ranking... Os nossos governantes continuam a avaliar as escolas como se os nossos meatriais fossem tábuas rasas, madeira ou tijolos!!! 

Ora vamos lá ver até que ponto isto não é uma forma de os políticos (à semelhança de um dos seus predecessores, bem conhecido do povo Pilatos) lavarem as mãos da sua responsabilidade face ao fracasso do sistema educativo, permitindo que um grupo inocente (os professores, neste caso!) seja crucificado!

Os responsáveis pelas políticas educativas têm contribuído decisivamente para aumentar o pântano educativo (a todos os níveis!). E insistem em não perceber que, se algum Ranking houvesse que ser feito, seria o Ranking de Concelhos Educativos. Nunca o Ranking de Escolas. As escolas não têm recursos para investir na educação. As escolas não tomam decisões curriculares. E são obrigadas a albergar nos seus espaços, crianças e jovens que da escola nada pretendem. A escola, tal como os políticos a conceberam e determinam, não serve nem os seus gostos, nem as suas ambições de vida. As escolas limitam-se a aplicar decisões curriculares que são determinados superiormente. 

Os ministros deveriam ter vergonha de terem contribuído para a desmotivação e descrédito, para o pântano que se tornou o trabalho nas escolas. Os nossos (des)governantes, depois de terem conduzido o país para o abismo económico, social, educativo e sanitário, continuam a insistir com o Ranking de Escolas como se as escolas fossem as responsáveis pela crise económica e social em que o país se encontra mergulhado.

Em vez de contribuirem para melhorar o trabalho nas escolas (com recursos e equipamentos adequados ao sucesso escolar!) preferem matar a sua ávida sede de vingança contra aqueles de que pouco depende o sucesso de uma larga franja de população condenada à pobreza pelas políticas levadas a cabo pelos (des)governos do pós 25 de abril. Desde as escolas sem recurso pedagógicos, salas de aula sem espaço para desenvolver um trabalho pedagógico adequado aos níveis diferenciados de aprendizagem que continuam a proliferar nas turmas, apesar das mentiras governamentais de que o reordenamento da rede escolar seria mais vantajoso para a aprendizagem das crianças (há hoje crianças que perdem mais de duas horas no trajecto casa-escola!!!!) até crianças com fome, as escolas públicas continuam a ser as piores do país. Mas isso, não interessa aos governos! O que importa é encontrar bodes expiatórios. Mas isso só será possível enquanto o povo estiver adormecido. Mais cedo ou mais tarde, os cidadãos dar-se-ão conta de que os resultados da formação dos nossos filhos depende predominantemente dos recursos que cada escola possui, sejam eles materiais e humanos seja em temos de público que frequenta as mesmas.

Que espera o estado para apresentar, a par do ranking das escolas, o rendimento (e fortuna!) per capita, dos famílias das crianças e jovens que frequentam cada uma das escolas do Ranking? É que, com este dado, facilmente cada português que compreende facilmente que tal como o Belenenses, apesar de, teoricamente,  poder ir ao mercado comprar os jogadores que precisa para enfrentar o campeonato da primeiro divisão, na realidade não o pode fazer porque financeiramente não tem os recursos do Porto ou do Benfica, ou do Sporting (e muito menos do Barcelona ou do Real Madrid) pelo que as aspirações dos seus adeptos e dirigentes não são ficar nos primeiros lugares do campeonato mas (e tão-só!) a permanência na 1ª divisão.

O mesmos e passa com as escolas. Muitas delas apenas possuem jogadores de 3ª divisão. E são seriadas no mesmo Ranking??? Este Ranking  é a demonstração da falta de vergonha dos ministérios que têm sido os únicos responsáveis pela diferença que existe na educação.

Por isso perguntamos: Ranking das Escolas? Onde está o verdadeiro Ranking das Escolas? Onde está o Ranking de Escolas que apresente aos portugueses uma classificação que espelhe a diferença das suas valências: a qualidade das suas instalações e adequação dos seus espaços, equipamentos e seus recursos destinados à aprendizagem? Umas “têm tudo”… Outras “também não”!!! 

Por que motivo não se diz que os melhores alunos estão nos concelhos “tal” e “tal”??? Porque se insiste em ordenar as escolas. Que pretendem com este Ranking de escolas? Afinal, as escolas não educam: são as sociedades que educam querem massacrar os professores e libertar-se os Presidentes de Câmara que, em vez de apostarem nos equipamentos e condições de trabalho nas escolas apostam em colocar relva sintética nos campos de futebol das freguesias... et. etc.

A avaliação que os governos decidiram fazer com base em RANKINGS (absurdos, porque comparam o incomparável. Sim... Nenhuma escola pública pode escolher os seus alunos (como os clubes escolhem os seus jogadores, como as escolas privadas "escolhem" devido aos diferentes recursos económicos das famílias!!!). Todos os anos vem a público este ranking absurdo. E o pior é que, dado o objectivo com que o apresentam: continuar a denegrir a imagem dos professores como se, única ou predominantemente, deles dependesse o resultado obtido pelos alunos!!!.

Por isso, não importa nem os métodos nem os critérios que são usados nem mesmo os meios para atingir os fins: libertar os políticos da desgraça das suas medidas quer em termos de falta de investimento verdadeiramente direccionado para a educação, quer em termos de apoio à formação dos jovens (com famílias a cortar na educação para poderem dar alimentação aos seus filhos. O que existe em Portugal é fracasso social. Não é fracasso educativo. O que existe em Portugal, são famílias miseráveis passando fome que nem um euro têm para despender na educação. O que existe em Portugal é uma sede ávida da parte dos nossos (des)governantes por retirar aos jovens o futuro a que tinham direito em benefício de uns quantos políticos que sabem muito bem que, sendo incapazes, a única garantia que têm de poder "continuar a reinar" é que Portugal se reduza a uma ""terra de cegos". 

publicado por J.Ferreira às 13:41

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Sábado, 29 de Novembro de 2014

Que Nos Dizem os Rankings?

No final da década de 90 do século passado, surgiam as primeiras tentativas de criar rankings de escolas, baseados em elementos e critérios que pretendiam comparar o incomparável. Esta hierarquização das escolas em função dos resultaods é um absurdo. É um julgamento sem nexo. Criar rankings de escolas é um absurdo porque se trata de comparar escolas que, na sua essência nada têm de comparável. E não se fala apenas de recursos humanos (docentes, auxiliar e discentes) mas também e acima de tudo, de recursos pedagógicos, tecnológicos, financeiros, etc...  independentemente de se tratar de escolas públicas ou privadas!

Hoje, Alexandre Homem Cristo escreveu um artigo intitulado "Rankings: quem é responsável pelos maus resultados?" e que passamos a reproduzir para que o comentem.

"Como em tudo na vida, há boas e más escolas, e estudar numas ou noutras faz muita diferença para o percurso escolar de um jovem. Aceitar isto tem consequências em termos de prestação de contas.

Todos os anos, os rankings fazem-nos discutir as mesmas questões e tirar as mesmas conclusões. E, todos os anos, quem não gosta do que os rankings mostram aplica-se em explicações sobre os porquês destes constituírem um ataque à escola pública. Sim, os rankings têm limitações e nem tudo na educação é mensurável. Mas admitirmos esses limites não nos deve impedir de usar os rankings com prudência e, claro, de ter em conta aquilo que eles nos revelam sobre o funcionamento das escolas.

O problema é que isso nem sempre tem acontecido. Com 14 anos de publicações sucessivas dos rankings, muito melhorou, é certo, mas o debate público ainda alimenta mitos, os directores continuam a não dar real importância aos resultados e o Ministério continua a fingir que não vê os problemas que aparecem retratados nos dados. Há, obviamente, muitas razões para isso acontecer e muita coisa a dizer sobre os rankings. Hoje, limito-me a abordar três aspectos relacionados com uma questão habitualmente mal compreendida – a relação entre o perfil socioeconómico dos alunos e a responsabilização.

1. O primeiro aspecto é o óbvio: não se pode comparar desempenhos escolares sem ter em conta os perfis socioeconómicos dos alunos. Infelizmente, há ainda muita gente que acha que isso é uma teoria facilitista, quando está provado em milhares de artigos e estudos que esse perfil socioeconómico é o melhor indicador para prever o desempenho escolar. Algo que, na prática, significa que um jovem nascido numa família privilegiada tem melhores condições para atingir o sucesso escolar do que um jovem de uma família desfavorecida. Enfim, não é um fatalismo, mas é uma constatação estatística: um filho de licenciado tem maior probabilidade de obter uma licenciatura do que um filho de analfabeto.

Este é um ponto sensível do debate público, porque é habitualmente usado de forma hipócrita – usa-se quando dá jeito, esquece-se quando não dá. Por exemplo, quem afirma que as escolas privadas são “melhores” tende a não valorizar o socioeconómico. Ou, por exemplo, veja-se que são normalmente os professores das públicas a recordar a importância desse factor socioeconómico, no sentido de enquadrar os resultados dos seus alunos (para não serem indevidamente responsabilizados pelas notas). Mas, o que os professores consideram verdade quando aplicado aos seus alunos passam a considerar mentira quando aplicado a alunos que querem ser professores (e que frequentam os cursos de ensino). As reacções de dezenas de professores a este meu texto no Observador falam por si. Ora, o perfil socioeconómico não é para ser usado só quando interessa.

Vale a pena salientar a importância da questão social porque ela tem implicações importantes na leitura dos rankings. Saber que uma escola está no top10 porque a média dos exames do secundário dos seus alunos é de 13 não quer dizer nada se não soubermos o perfil desses alunos e tivermos, portanto, uma expectativa quanto ao seu desempenho. Se, nessa escola, a média esperada fosse 14 valores, então 13 não é um bom resultado. Mas se o esperado fosse 12 valores, então 13 já revela um bom desempenho. Isto faz toda a diferença.

Um caso concreto: a Escola Secundária António Nobre, no Porto, obteve uma média de 7,58 valores no secundário (212 provas realizadas) quando o valor esperado em função do contexto social era de 10,16 valores. Há aqui alguma coisa que correu mal, visível não tanto pela média alcançada em si, mas pela distância face ao que se esperava.

(Infelizmente, as escolas privadas, incluindo as escolas com contrato de associação, continuam a não divulgar os dados socioeconómicos dos seus alunos, limitando a comparação face às escolas públicas. Não se percebe porquê, e é cada vez menos aceitável que assim aconteça.)

2. O segundo aspecto é a continuação lógica do primeiro e tem a ver com responsabilização. Enquanto não foi possível comparar adequadamente escolas públicas entre si (porque faltavam dados socioeconómicos), vigorou uma espécie de lei não-escrita que dizia que as escolas públicas eram todas iguais e que, por isso, não era necessário avaliá-las – só mudava o tipo de alunos que tinham (bons ou maus, ricos ou pobres). Falar do perfil socioeconómico era, no fundo, dizer que não era possível retirar conclusões sobre o desempenho médio das escolas: durante demasiado tempo, acreditou-se que o sucesso ou insucesso de um aluno era alheio ao desempenho da escola. Aliás, é uma das coisas mais surpreendentes no sector da educação em Portugal: formalmente, ninguém é responsabilizável pelos resultados dos alunos. Excepto o ministro.

Ora hoje, com rankings melhores, podemos comparar escolas e verificar que não é assim: há escolas que superam os resultados esperados (medidos de acordo com esses perfis socioeconómicos) e há escolas que ficam aquém do esperado. Em 2014, 56% das escolas ficou aquém do esperado – o que mostra que há muita margem para melhorias. Ou seja, como em tudo na vida, há boas e más escolas, e estudar numas ou noutras faz muita diferença para o percurso escolar de um jovem.

Aceitar isto tem consequências, nomeadamente em termos de prestação de contas. Se as escolas têm níveis de desempenho e qualidade distintos, é fundamental que isso seja avaliado: as que prestam um mau serviço educativo têm de ser identificadas e ajudadas a melhorar, pois estão a prejudicar alunos que não terão uma segunda oportunidade.

Se as escolas têm níveis de desempenho e qualidade distintos, é necessário informar os pais e dar-lhes liberdade para escolher a escola dos seus filhos dentro da rede pública.

Se as escolas têm níveis de desempenho e qualidade distintos, é indispensável perceber porquê e apurar responsabilidades – recompensando o mérito de quem trabalhou bem e penalizando o demérito de quem serve mal os alunos (por exemplo, por que não incluir o desempenho dos alunos como um entre vários critérios de avaliação dos professores?).

Há, de facto, escolas que precisam de ajuda, e compete ao Ministério ajudá-las, sabendo que a melhoria se constrói à base de trabalho e de medidas estruturais. Por exemplo, a ideia dos créditos que o Ministério implementou não é má e poderá ter ajudado algumas escolas, mas é insuficiente e não serve as escolas com maiores dificuldades. Outras medidas se exigem. De resto, é cada vez menos compreensível que seja indiferente para a carreira de um professor o que acontece aos seus alunos. Tal como é cada vez menos compreensível que as escolas não tenham de se comprometer com objectivos de melhoria dos desempenhos escolares.

3. O último aspecto tem a ver com o que não aparece nos rankings e que também é uma questão socioeconómica. Quantos alunos desfavorecidos são rejeitados por escolas que não querem baixar a sua classificação nos rankings? Quantos são alvo de retenção porque a escola não os quer levar a exame, temendo más notas? Quantos desaparecem das estatísticas por via do absentismo?

Como sempre acontece, há muitas formas de viciar as regras do jogo. E todos os anos são publicados relatos de directores de escolas que assumem o dilema: seleccionar alunos (i.e. excluir os da acção social) para obter melhores resultados nos rankings ou aceitar os mais desfavorecidos e a consequente queda na classificação dos rankings. Que a questão se coloque é um problema que vai muito para além dos rankings. Porque a selecção de alunos por parte da escola é ilegal mas praticada impunemente. E porque é o retrato de uma escola pública que não cumpre a sua missão e está disposta a deixar para trás os que mais dependem dela.

Eu sei que há quem encontre neste fenómeno um bom alibi para desvalorizar os resultados, mas não tenhamos ilusões: há escolas públicas que seleccionam os alunos, mas a maioria não o faz, pelo que o fenómeno não terá grande impacto nos rankings. E também sei que há quem veja nisto tudo uma boa razão para acabar com os rankings – eles têm uma má influência no comportamento das escolas, mais vale acabar com eles. Mas, pergunto: não será ao contrário? Esconder um problema não é resolvê-lo. E os rankings são úteis precisamente porque nos revelam que o problema existe. A nós compete-nos exigir que seja resolvido. E formas de o fazer não faltam. Por exemplo, com mais e melhor informação nos rankings, que nos permita acompanhar o que acontece nas escolas ao longo de todo o ciclo do secundário, e não apenas no dia do exame nacional. Haja vontade."

publicado por J.Ferreira às 18:14

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Segunda-feira, 6 de Outubro de 2014

Papel da Escola vs Papel da Família

Na educação dos filhos, a família terá de cumprir o seu papel... Caso contrário, de muito pouco serve a escola para educar !

 

Hoje habitua-se os filhinhos e as filhinhas  a exigirem tudo... A banalizarem tudo!!! MARIO SÉRGIO CORTELLA é filósofo, mestre e doutor em Educação pela PUC-SP. Aqui está numa palestra sobre Família, Escola e Cidadania.

 

publicado por J.Ferreira às 23:34

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Sexta-feira, 19 de Setembro de 2014

Fundações vs Poços Sem Fundo

As Fundações são autênticos "poços sem fundo" para os impostos dos contribuintes... Nem mesmo as "extintas" deixam de con tinuar a afundar o país... financeiramente. De acordo com a notícia do jornal  online "Notícias ao Minuto", A Fundação Magalhães foi extinta em 2011 mas continua a gastar. 

Ainda que a sua extinção tenha sido anunciada há três anos, a fundação Magalhães continua em atividade e, desde então, foram celebrados 18 contratos no valor de quase meio milhão de euros, segundo o i.

Decorria o mês de setembro de 2011 quando o Governo anunciou a extinção da Fundação para as Comunicações Móveis (FCM).
No entanto, três anos passados, a fundação Magalhães, como é conhecida, continua em atividade. De acordo com o jornal i, desde essa data foram celebrados 18 contratos no valor global de 402,2 mil euros (mais IVA).

 

Mas o problema de Portugal não reside apenas nas fundações... Antes, da falta de seriedade dos portugueses (nos que estão, alguns políticos incluídos, supostamente!) aquando da apresentação das suas Declarações de Rendimentos. Ficamos as saber que o actual Primeiro-Ministro está sob a mira da justiça tributária. De acordo com o jornal  online "Notícias ao Minuto" "Ilegalidades colocam Passos 'na mira' do DCIAP". 

 

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, estará a ser investigado pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) por ilegalidade devido a rendimentos auferidos entre 1995 e 1998, período em que era deputado em exclusividade, e que não foram declarados, noticia hoje a revista Sábado.

Pedro Passos Coelho estará a ser investigado pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) na sequência de uma denúncia que, de acordo com a revista Sábado desta quinta-feira, terá chegado “este ano” à Procuradoria-Geral da República.

A mesma publicação afirma que o primeiro-ministro terá recebido pagamentos do grupo Tecnoforma no valor de mais de 150 mil euros entre 1995 e 1998, quando era deputado em regime de exclusividade.

Passos Coelho terá recebido pagamentos mensais no valor de cinco mil euros que não declarou às Finanças, durante esse período, e quando era deputado em exclusividade, ou seja, encontrava-se proibido de acumular outros rendimentos no Estado e associações públicas ou privadas.

À data dos alegados factos, Passos Coelho presidia o Centro Português para a Cooperação, uma organização não-governamental, que foi criada pela Tecnoforma para auferir financiamentos comunitários destinados a projetos de formação e cooperação.

A revista Sábado revela que tentou obter uma reação junto do gabinete do primeiro-ministro e da Tecnoforma mas sem sucesso

 

publicado por J.Ferreira às 00:09

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Quinta-feira, 18 de Setembro de 2014

Um Ministro Com Vergonha...

O que se está a passar com a Educação deveria assustar qualquer cidadão que se preocupe minimamente com o futuro das gerações mais jovens.

Há dias ficamos a saber que uma Escola Custou 100 mil euros, funcionou uma semana e já não volta a abrir... De acordo com a notícia, "A nova Escola de Monsanto, em Idanha-a-Nova, foi inaugurada há três meses. Depois de abrir as portas funcionou durante uma semana, altura em que se assinalou o período de férias escolares. Agora (...) fechou portas por falta de alunos, mas, entretanto, já foi realizado um investimento de € 100.000  (cem mil euros) que corre o risco de ir ‘para o lixo’." São estes goivernantes que se fartam de dizer que fizemos em Portugal um grande investimento na área da Educação??? Mentirosos. Fizerem investimentos em edifícios para os renovar e... fechar (leia-se, entregar a quem bem entenderem!!). O que é criticável é que, nas contas do Estado e na imagem que os governos dão é a de que o gasto foi efectuado com a Educação quando na verdade foi imputado à educação mas vai ser proveito de outra área!

Com (des)governantes deste calibre, não vamos a lado nenhum, seguramente! Ou melhor, VAMOS CAMINHANDO (e a passos largos) PARA O ABISMO. E a todos os níveis da nossa sociedade.

 

A competência tem limites... Mas, a incompetência não!
Hoje, ficamos a saber que o Ministro culpa os directores escolares que simplesmente cumprem ordens... Só falta dizer que se gastaram milhões em estabelecimentos para de pois serem encerrados por culpa dos directores...!!! Para onde vamos? Que deveria fazer um Ministro com vergonha na cara?

 

A página online do Público de 17 de setembro poderemos ler um artigo jornalístico da autoria de Graça Barbosa Ribeiro (17/09/2014 - 22:59):

Directores: posição da administração educativa é "deplorável", "vergonhosa" e "inadmissível" . Os representantes dos dirigentes das escolas não gostaram de ouvir que o MEC, através da Direcção-Geral da Administração Escolar, os responsabiliza por erros na colocação de professores.

 

 

"O presidente do Conselho das Escolas (CE) e o da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE) consideraram na noite desta quarta-feira “inadmissível” e “vergonhosa” a posição da Direcção Geral da Administração Escolar, que, de acordo com a Fenprof, atribuiu a responsabilidade por eventuais erros ocorridos na colocação de professores às escolas e aos respectivos directores. “É uma posição deplorável, que mostra bem o ponto a que chegou uma administração educativa que, face a situações gravíssimas, sacode a água do capote para cima de quem cumpre as suas instruções”, comentou José Eduardo Lemos, do CE.

 

As declarações que estão na origem dos protestos dos directores foram feitas por Mário Nogueira, dirigente da Federação Nacional de Professores (Fenprof), à saída de uma reunião com representantes da DGAE, esta quarta-feira. Num comunicado enviado mais tarde, a federação sindical reiterou que o Ministério da Educação e Ciência, através da DGAE, garantiu hoje à Plataforma de Sindicatos de Professores que "todos os erros, irregularidades e ilegalidades (…) serão corrigidos, ainda que isso implique a duplicação de colocações”, mas que não reconhece que os erros existentes "sejam da sua responsabilidade ou de uma eventual anomalia na aplicação electrónica utilizada, atribuindo às escolas e aos seus directores essa responsabilidade".
A DGAE não terá chegado a esclarecer se tem a intenção de penalizar disciplinarmente, pelos erros alegadamente cometidos, os dirigentes escolares. Ainda assim, a afirmação provocou a indignação de Eduardo Lemos, presidente do CE, um órgão consultivo do MEC, e Manuel Pereira, dirigente da ANDE. O primeiro classificou as afirmações como “ deploráveis e inadmissíveis”, o segundo chamou-lhes “vergonhosas e indecorosas”.
Manuel Pereira assegura que “ainda que um ou outro professor possa ter cometido algum erro, o fez, com certeza, devido à falta de clareza das instruções do MEC, à falta de esclarecimentos e à forma desorganizada como geriu todo o processo, pedindo elementos e ordenando procedimentos com atraso e em prazos impraticáveis”. “Estamos a falar de uma administração que liga para os directores ao sábado e ao domingo, que ordena que no prazo de duas horas, à noite, os dirigentes dêem elementos que determinam o futuro de milhares de pessoas”, criticou Eduardo Lemos.
O presidente do CE frisou, ainda que “neste concurso e neste início do ano lectivo estão a acontecer coisas incompreensíveis, que nunca seriam explicáveis pela mera incompetência”. “Não sei o que se passou, mas os erros são tantos e tal forma graves que nem no tempo de Maria do Carmo Seabra aconteceu algo de semelhante”, disse Eduardo Lemos, referindo-se à secretária de Estado do Governo de Santana Lopes que tinha a pasta da Educação em 2004, e a um momento que ficou marcado por erros e atrasos na colocação de professores.
Na mesma linha, Manuel Pereira sublinhou que "se o ano lectivo arrancou foi graças aos esforços, à capacidade de sacrifício e ao mérito dos directores". "Agora, por amor de Deus, poupem-nos", exigiu.
O PÚBLICO perguntou ao MEC se confirma que responsabiliza os directores por erros nas colocações e se poderá vir a penalizá-los disciplinarmente ou a exigir compensações pelas despesas inerentes à dupla colocação de docentes para uma mesma vaga. Aguarda esclarecimentos.
O director da associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), Filinto Lima, não quis comentar este assunto.

 

Já anteriormente fora publicado por Maria João Lopes ( 17/09/2014 - 16:46):

 

DGAE dá "garantias" à Fenprof mas nega “erro” na fórmula
Como problemas na ordenação de professores contratados exigem “solução política”, sindicatos aguardam que ministério marque reunião e anule processo da Bolsa de Contratação de Escola.17/09/2014 - 22:59)

A Federação Nacional de Professores (Fenprof) esteve nesta quarta-feira reunida com a Direcção-Geral da Administração Escolar (DGAE) para exigir soluções para os problemas detectados na colocação dos professores neste ano lectivo. “Apresentámos casos concretos sobre os concursos, em que consideramos haver irregularidades ou ilegalidades, e a DGAE garantiu-nos que todos os erros que se vierem a confirmar serão corrigidos, sem que daí decorra qualquer prejuízo para os docentes”, disse ao PÚBLICO Vítor Godinho, do secretariado nacional da Fenprof.
Em causa estavam várias situações relativas a diferentes concursos, abrangendo tanto professores contratados, como do quadro. No entanto, no caso particular da Bolsa de Contratação de Escola (BCE), que tem suscitado grande polémica devido a um alegado erro na fórmula de ordenação dos docentes sem vínculo, Vítor Godinho contou que “a DGAE não só não assume que haja um erro na ordenação dos candidatos, como considera que a fórmula utilizada está correcta”.
Por isso, frisa, a resolução deste problema só pode ser a anulação do processo da BCE, o que é uma “solução política” que terá de ser tomada pelo ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato. Por isso, adianta, mantém-se em cima da mesa o prazo de 48 horas dado na segunda-feira pela Fenprof e seis sindicatos para que a equipa do Ministério da Educação e Ciência (MEC) agende uma reunião. Para tal, os sindicatos já avisaram que vão juntar docentes à porta do MEC na quinta-feira, a partir das 11h00, em protesto, exigindo serem recebecidos.
Vítor Godinho sublinha que as organizações sindicais também poderão avançar para os tribunais, com o objectivo de “suspender todas as colocações da BCE e as que entretanto vierem a ser feitas”. Aliás, em nota enviada à imprensa nesta quarta-feira, a Fenprof deixa claramente o aviso de que poderá requerer, nos tribunais, "a impugnação/anulação deste concurso para as BCE e sua repetição". A estrutura sindical entende que “continua em falta a reunião de carácter político pedida ao MEC", na qual exigirão não só a "anulação das bolsas de contratação de escola", como "a inclusão nas listas dos cerca de 8000 docentes ilegalmente excluídos por não terem realizado a Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades”.
"Caso, até amanhã (dia 18), esta reunião não seja marcada, as organizações sindicais deslocar-se-ão ao MEC (Av. 5 de Outubro), pelas 11h00, aí aguardando uma resposta ao seu pedido", escreve a Fenprof.

Garantias
Segundo Vítor Godinho, a DGAE garantiu porém que, a comprovar-se a existência de algum erro e no que toca aos docentes do quadro “colocados em horários que não tinham sido pedidos pelas escolas”, estes professores não serão “descolocados”. “Mesmo na circunstância de ficarem em horário zero, ficou assegurado que nenhum destes docentes será descolocado, que não ficam obrigados a permanecer na escola 40 horas e que não contará para efeitos de mobilidade especial, em Fevereiro de 2015”, adiantou Vítor Godinho.
Apesar destas "garantias", de acordo com o sindicalista, a DGAE não assume a responsabilidade por eventuais erros na colocação destes docentes do quadro, atribuindo-os antes às escolas e alegando que poderá ter havido estabelecimentos que poderão não ter identificado os docentes com ausência de componente lectiva, não ter informado a DGAE de que não tinham componente lectiva para atribuir ou, ainda, terem pedido a totalidade dos horários e não apenas os que necessitavam.
Não se conseguindo apurar caso a caso de quem é a responsabilidade, Vítor Godinho congratula-se, pelo menos, com o facto de a DGAE ter garantido que nenhum docente, que eventualmente tenha sido vítima de algum tipo de erro, será “prejudicado”.
Em nota enviada à comunicação social, a Fenprof reitera que o MEC, através da DGAE, garantiu à Plataforma de Sindicatos de Professores que "todos os erros, irregularidades e ilegalidades que venham a ser confirmados no âmbito dos concursos de professores para Mobilidade Interna e Contratação Inicial/Reserva de Recrutamento serão devidamente corrigidos, ainda que isso implique a duplicação de colocações". "A todos os docentes cuja situação venha a ser corrigida será obrigatoriamente atribuída componente lectiva e, da solução encontrada, não resultará a anulação de colocações ou uma eventual transferência para a mobilidade especial”, adianta a nota de imprensa.

 

PS: Afinal o Ministro da Educação acabou por retratar-se ao reconhecer que, afinal, os erros estavam do lado do Ministério e não dos Directores. (Ler mais aqui).

 

O Ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, anunciou hoje no Parlamento que as colocações feitas na Bolsa de Contratação de Escola – BCE – se basearam numa errada transposição das disposições legais desta fase de concursos para a aplicação informática que determinou as colocações.
A FNE regista positivamente que o MEC tenha assumido o erro, e que tenha ainda garantido a reposição do direito à colocação dos docentes que foram prejudicados pela incorreta aplicação dos normativos em vigor, o que constituía a nossa reivindicação.
Na reunião que no início desta semana realizou com a DGAE, a FNE manifestou total discordância quanto à interpretação que os serviços estavam a fazer em relação a estes concursos, os quais, no nosso entendimento, não correspondiam à legislação publicada.
Na sequência desta posição, o Secretariado Nacional, reunido no dia 16 de setembro, deliberou apresentar uma queixa junto do Provedor de Justiça, para que a interpretação correta da lei fosse garantida a todos os candidatos, tendo essa queixa dado, ao início da manhã, entrada nos respetivos serviços. Ao mesmo tempo, os Sindicatos da FNE disponibilizaram uma minuta de reclamação a ser utilizada por todos os candidatos que se sentissem prejudicados.
A partir da comunicação hoje feita pelo MEC relativa à errada aplicação da lei em vigor, a FNE entende que devem ser imediatamente tomadas as medidas que sejam necessárias para se proceder à correta colocação dos candidatos.
Entretanto, a FNE reitera a sua discordância em relação ao mecanismo de BCE, considerando que, mesmo na formulação que a lei hoje lhe determina, não respeita os critérios que a FNE defende como inultrapassáveis, nomeadamente o respeito pleno pela lista graduada nacional para todas as vagas que ocorrerem ao longo de todo o ano letivo, e enquanto houver candidatos. É por este motivo que a FNE vai apresentar ao MEC proximamente propostas de alteração ao regime de concursos, a vigorarem já para o concurso extraordinário de 2015.

publicado por J.Ferreira às 22:12

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Quarta-feira, 17 de Setembro de 2014

Ministra da Educação ou da Prevaricação

 

Os motivos da condenação incluem, segundo o jornal Público "Os 265 mil euros que mandou pagar entre 2005 e 2007 ao advogado João Pedroso eram para que este compilasse toda a legislação portuguesa da área da educação. Mas o trabalho não foi levado até ao fim, e o advogado acabou mesmo por ter de devolver parte do dinheiro - mas só depois de o caso ter vindo a público e se ter tornado um escândalo.  Um manual feito para as escolas no âmbito deste contrato veio a revelar-se “uma pequena obra bastante incompleta, sem originalidade nem interesse prático e contendo informações incorrectas, insusceptíveis de serem assumidas pelo Ministério da Educação”, concluiu o tribunal. Acresce que já ali existiam colectâneas de legislação feitas pelos serviços."

 

São muitos jornais a falar do assunto: Aqui... Aqui... Aqui... Aqui... Aqui... e muitos mais.

 

É triste que os vergonhosos políticos estejam sempre a repetir frases vãs... Dizem sempre  que acreditam na justiça dos tribunais... mas só quando a sentença lhes é favorável...  Já era de esperar... Diz a Ministra: "Foi a minha primeira experiência com a justiça..." (para nós, a primeira condenação, claro!). Mas, já era de esperar esta reacção... Estranho seria que a ministra (condenada) viesse dizer que estava de acordo com a sentença... NUNCA NENHUM CONDENADO O FAZ!  Por isso, como outros prevaricadores, contesta o veredicto dos juízes! Claro... ! Já seria de esperar.

Esta é uma (ex)Ministra da Educação, que diz orgulhar-se do seu desempenho enquanto tal quando sem qualquer crime cometido, condenou milhares de professores ao desterro! Sim. Condenou ao desterro milhares de professores (os melhores, segundo ela, porque os promoveu a titulares!!!) com a divisão da carreira e a criação da absurda (e já, felizmente, revogada!!) categoria de Professor Titular.

Ora, a mesma senhora (diferentemente dos professores que foram por ela condenados sem qualquer julgamento) esteve submetida ao julgamento dos tribunais. E, chamados a pronunciar-se sobre o seu comportamento, condenaram a ex-ministra a mais de 3 anos de cadeia!!!...

E diz-se vítima de injustiça?? Pois bem, minha senhora. Ora, apesar de NUNCA terem praticado nenhum crimepor ordens desta senhora que, enquanto ministra, promoveu a estúpida divisão da careira docente, milhares de professores (como eu!) foram condenados ao desterro por terem sido colocados por esta senhora na categoria de "Professor Titular"... Sim!!!

Apesar de ter sido sempre um dos melhores alunos durante a minha carreira de estudante (e, em todos os cursos que frequentei...!!), fui PREMIADO por esta senhora COM UM CASTIGO!!!

Esta senhora deveria ter VERGONHA do mandato que desempenhou como Ministra... Já diz o povo, A JUSTIÇA TARDA mas NÃO FALTA!

Lá diz o povo que, quem com ferros mata, com ferros morre! Creio que a hora da verdade pode ter chegado! Por muitos belos discursos encantadores, nem a todas as serpentes se encantam com as suas palavras.

 

Ainda há quem diga que esta senhora foi Ministra da Educação??? Com que Educação se educa um país quando a ministra é condenada pela prática que levou a cabo no seu ministério?

 

Foi noticiado pelo Jornal i... E, nós simplesmente, republicamos... SIm, para que os portugueses tenham mais uma oportunidade de reflectir sobre os motivos por que a Educação não pode estar bem em Portugal.

"A ex-ministra lamenta que em Portugal seja possível "usar o sistema de justiça para perseguir pessoas apenas porque exerceram cargos políticos" e promete "continuar a lutar" pela sua "absoluta absolvição"

A ex-ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues considerou hoje que foi condenada pelo crime de prevaricação de titular de cargo público "sem qualquer prova direta", qualificando a sentença de "injusta" e de "enorme gravidade".

Maria de Lurdes Rodrigues foi condenada pelas Varas Criminais de Lisboa a três anos e seis meses de prisão, com pena suspensa e pagamento de 30 mil euros ao Estado, por ter, segundo o coletivo de juízes, beneficiado João Pedroso, irmão do antigo ministro socialista Paulo Pedroso, solicitando-lhe um trabalho de compilação de legislação do Ministério, sem lançar concurso público.

Em posição sobre a sentença, enviada por escrito à Lusa, Maria de Lurdes Rodrigues alega que o trabalho em causa "era necessário" e que as testemunhas ouvidas, incluindo quatro ex-ministros da Educação (dois do governo PS e dois de governo do PSD/CDS) confirmaram a "necessidade e importância" do trabalho encomendado a João Pedroso.

"As decisões por mim tomadas foram legais", diz a ex-ministra, aludindo a um relatório do Tribunal de Contas e a pareceres jurídicos, acrescentando que "não conhecia João Pedroso" e "não tinha com ele relações de amizade profissionais ou outras".

Em seu entender, no julgamento "não houve uma única testemunha nem existe um único documento que indique ter agido com consciência de não cumprir a lei" e considerou que neste caso "houve uma instrumentalização da justiça no âmbito de conflitos político-partidários".

"A argumentação usada pelo Ministério Público na acusação, bem como pelo tribunal durante o julgamento, revelam a existência de preconceitos sobre os políticos, em particular sobre os políticos que exerceram ou exercem cargos governativos".

A ex-ministra lamenta que em Portugal seja possível "usar o sistema de justiça para perseguir pessoas apenas porque exerceram cargos políticos" e promete "continuar a lutar" pela sua "absoluta absolvição".

Também João Pedro e João da Silva Batista, secretário-geral do Ministério da Educação (ME) à data dos factos, foram condenados a três anos e seis meses de prisão, com pena suspensa, pelo mesmo crime. Maria José Morgado, que foi chefe de gabinete da Maria de Lurdes Rodrigues, foi absolvida por "in dubio pro reo" (em caso de dúvida decide-se a favor do réu).

Na leitura do acórdão a juiza Helena Suzano considerou que a adjudicação directa violou as regras da transparência, da livre concorrência do mercado e da defesa do interesse público.

O tribunal considerou que mesmo tratando-se de "serviços de carácter intelectual" deveria ter havido "consulta ao mercado", o que não sucedeu, não tendo a antiga ministra procurado a "solução menos onerosa".

O coletivo de juízes deu ainda como provado que os arguidos "tinham ligação político-partidária ao PS", não querendo com isso dizer que "fossem do PS", mas que tinham "a confiança" dos dirigentes políticos.

Relativamente à adjudicação direta do contrato, um deles no valor de 220 mil euros (mais IVA), o tribunal insistiu que era "exigível" a ida ao mercado e que "o levantamento da legislação em vigor" no ME "não consubstanciava uma tarefa altamente especializada" como a defesa alegou.

A juíza Helena Suzano citou o depoimento de uma testemunha no sentido de que foi "no gabinete da (ex-)ministra que se preparou o projeto do trabalho" adjudicado a João Pedroso e concluiu que os arguidos tiveram "consciência do dolo e da ilicitude" dos factos.

*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico aplicado pela agência Lusa"

 

A TVI também falou do caso...

 

A ex-ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues foi, esta segunda-feira, condenada a três anos e seis meses de prisão com pena suspensa, por prevaricação de titular de cargo político.
Maria de Lurdes Rodrigues hoje na TVI24
«Foi cometida uma grande injustiça. Tenho a consciência tranquila», afirmou a ex-governante, à saída do tribunal, garantindo que vai recorrer da sentença porque ficou «muito mal impressionada» com a justiça. Maria de Lurdes Rodrigues argumentou que foi condenada «sem qualquer prova direta» e entende que a sentença é de uma «enorme gravidade».
João Pedroso, irmão do antigo ministro socialista Paulo Pedroso, e João da Silva Batista, secretário-geral do Ministério da Educação à data dos factos, foram também condenados a três anos e seis meses de prisão, igualmente com pena suspensa.
A arguida Maria José Morgado, que foi chefe de gabinete da ex-ministra, foi absolvida.
Os arguidos condenados vão ter ainda de pagar indemnizações ao Estado: Maria de Lurdes Rodrigues e João Batista terão de desembolsar 30 mil euros cada um e João Pedroso 40 mil euros.
Em causa neste processo estava a contratação de João Pedroso, por ajuste direto, para exercer tarefas de consultoria jurídica, a partir de 30 de janeiro de 2007, mediante o pagamento de 220 mil euros (sem IVA), a serem pagos em duas prestações. O trabalho não chegou a ser concluído, mas o advogado devolveu parte das verbas.
À Lusa, tomando uma posição sobre a sentença por escrito, Maria de Lurdes Rodrigues alega que o trabalho em causa «era necessário» e que as testemunhas ouvidas, incluindo quatro ex-ministros da Educação (dois do governo PS e dois de governo do PSD/CDS) confirmaram a «necessidade e importância» do trabalho encomendado a João Pedroso.
«As decisões por mim tomadas foram legais», defende, referindo-se a um relatório do Tribunal de Contas e a pareceres jurídicos. «Não conhecia João Pedroso» e «não tinha com ele relações de amizade profissionais ou outras», alega.
A ex-ministra considera que «não houve uma única testemunha nem existe um único documento que indique ter agido com consciência de não cumprir a lei». Mais: neste caso «houve uma instrumentalização da justiça no âmbito de conflitos político-partidários», atira.
«A argumentação usada pelo Ministério Público na acusação, bem como pelo tribunal durante o julgamento, revelam a existência de preconceitos sobre os políticos, em particular sobre os políticos que exerceram ou exercem cargos governativos».
Maria de Lurdes Rodrigues lamenta que em Portugal seja possível «usar o sistema de justiça para perseguir pessoas apenas porque exerceram cargos políticos» e promete «continuar a lutar» pela sua «absoluta absolvição».

 

E agora...? Bom... Creio que devemos esperar pela chegada (volta) do Partido Socialista ao poder e já veremos como acabará esta coisa toda...!! Se calhar, quem vai pagar o bacalhau é o povo e nem o vai saborear... Afinal, o povo português já há anos que aperta o cinto e está cada vez mais habituado a "águas de bacalhau"!!!

 

publicado por J.Ferreira às 00:49

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Quarta-feira, 3 de Setembro de 2014

Estatuto dos Professores ao Nível do Solo

No Brasil... Alexandre Garcia é um homem corajoso que coloca o dedo na ferida em diversas matérias a que a Educação não escapa. No vídeo que apresentamos, surge, uma vez mais, com um discurso de "partir a loiça" toda. Talvez também por isso lhe calaram a voz na TV Globo.

Alexandre Garcia afirma que o "professor é qualidade... e não é apenas salário!". Pagam-lhe o mínimo porque não lhe podem pagar pior!!! Ele fala do professor como "construtor do país... do futuro"... Diz que o professor "precisa de salário que lhe dê tranquilidade para viver e leccionar!" e, ainda que usando argumentos menos fortes, explica: "Para que possa se vestir dignamente, à altura da nobreza da profissão".

É um pouco isto (e muito mais) que o espera... E não tem papas na língua, colocando o dedo na ferida, atingindo os senhores do poder...  dos interesses... dos (des)governantes.

 

 

"Os portugueses têm uma confiança moderada no seu sistema de ensino e a maioria não quer que os seus filhos sejam professores."

"Estas são duas das conclusões do primeiro estudo internacional que compara as atitudes em relação aos docentes em todo o mundo."

 

As duas afirmações anteriores constam de um relatório publicado em 2013 o qual nos leva a concluir que, em Portugal, apesar dos discursos falaciosos dos governantes entre 2005 e 2011, por parte do então primeiro-ministro, José Sócrates, da pessoa que escolheu para Ministra da Educação do seu primeiro mandato (Maria de Lurdes Rodrigues) e de alguns Secretários de Estado (como Valter Lemos) o estatuto dos professores anda pelas ruas da amargura. O pior é que o estatuto actual dos professores não foi fruto de uma constatação realizada pelos portugueses em geral, sejam pais e encarregados de educação ou não. Esses valorizavam os professores. O estatuto actual dos professores é, antes, o resultado de uma acção política intencional (irresponsável..:!!) levada a cabo por alguns (des)governantes (alguns deles, com certificados e diplomas foram questionados na sociedade nesse mesmo período, contrariamente aos dos professores profissionalizados pelas universidades cuja certificados nunca foram alvo de qualquer suspeita.).

 

Falta coragem ao ministério da educação para colocar um ponto final na degradação que políticos anteriores provocaram num grupo profissional brioso, que trabalha sem os recursos necessários e que, com os parcos de que muitas vezes dispõe, faz autênticos milagres educativos. Enquanto tal não se verificar, o Estatuto dos professores em Portugal continuará a degradar-se, visivelmente, ano após ano! No mesmo período em que Portugal espezinhava os seus professores, em Espanha, passavam spots na rádio com mensagens com sentido exactamente contrário: valorizando os professores. Com mensagens aludindo aos progressos políticos, sociais, económicos e culturais da Espanha, pronunciavam frases que sempre começavam por "Gracias a nuestros profesores..."!

 

Samuel Silva (jornalista do jornal “Público”) divulgou um Estudo Internacional pioneiro que avaliou atitude das sociedades de 21 países em relação aos seus docentes e sistema educativo, o qual conclui que o estatuto social dos professores em Portugal se encontra entre os mais baixos do mundo. Os professores portugueses estão no último terço da tabela. Seguem excertos do texto da notícia com algum comentário à mistura:

 

Portugal é um dos países em que o estatuto social dos professores é mais baixo, situando-se no último terço do ranking divulgado nesta quarta-feira. O estatuto social dos professores em Portugal é o 14.º do mundo, numa lista com 21 países, conseguindo um resultado mais baixo do que a maioria dos seus parceiros europeus como Espanha, França ou Finlândia. Ainda assim, os docentes nacionais conseguem melhores avaliações do que os colegas da Suíça ou da Alemanha, cujos sistemas de ensino costumam aparecer bem cotados nos relatórios PISA, da OCDE, bem como do Japão e da Itália. O ranking é liderado pela China, seguida da Grécia, Turquia e Coreia do Sul. O pior resultado é o de Israel, seguido de Brasil e República Checa.

Estes dados foram recolhidos pelo Varkey GEMS Global Teacher Status Index, o primeiro estudo de sempre sobre o estatuto social dos professores que tenta comparar as atitudes em relação aos docentes em 21 países. Tendo por base inquéritos de opinião realizados junto das populações, os autores do trabalho concluem que a maioria dos portugueses não quer que os seus filhos sigam a carreira docente.

Confiança "moderada" no sistema
Os portugueses mostram também uma confiança “moderada” no seu sistema de educação – ainda assim com melhores resultados que estados como a Alemanha, Itália, França, Espanha e Grécia –, mas dão nota positiva aos professores, a quem atribuem um nível de confiança de 6,5 (numa escala de 10), o segundo mais alto a nível europeu. “Isto sugere que Portugal deposita maior confiança nos seus professores do que no sistema de ensino”, salientam os autores.
Os cidadãos nacionais acreditam que o salário “justo” para os docentes seria significativamente superior àquele que estes realmente recebem. 

 

"Outra conclusão do relatório aponta para o facto de a generalidade dos portugueses apoiar um sistema de vencimento em que os professores sejam pagos em função da performance dos alunosQuase 80% dos inquiridos estão de acordo com a medida, o valor mais alto em todos os países europeus avaliados, cuja média é de 59%.

 

 

Comentário: Então, se um professor conseguir que os seus alunos passem de notas médias de 7 ou 8 para médias de 13 e 14 deve ganhar menos que um professor que tem alunos com médias de 18 e que passam para 16 valores no final do ano? Por outro lado, é legítimo e lógico perguntar imediatamente: Quem quereria leccionar nas escolas de bairros degradados?? 

 

 

"O documento mostra que há diferenças significativas no estatuto dos professores a nível mundial, mas “não é clara a correlação entre o estatuto social dos professores e os resultados dos estudantes”, apontam os seus autores, mesmo nos países em que já existe uma relação entre os vencimentos dos docentes e a prestação dos seus alunos."

 

"O relatório conclui também que não existe uma associação estatística entre o desempenho dos sistemas de educação nos relatórios PISA e o nível de confiança de uma população nos seus professores."

"Este estudo foi realizado pela Fundação Varkey GEMS Foundation, uma organização sem fins lucrativos, do grupo GEMS Education, criada para melhorar os padrões de educação para crianças desfavorecidas. Uma das variáveis analisadas foi o nível de respeito dos estudantes em relação aos professores, que atinge valores mais baixos na Europa. No que toca à confiança, os docentes recebem nota positiva em todos os países analisados. A média é de 6,3 e nenhum país avalia em menos de 5 os professores, com a Finlândia e o Brasil a liderarem a lista."

 

publicado por J.Ferreira às 23:15

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Segunda-feira, 1 de Setembro de 2014

Professores a Mais vs Dinheiro a Menos

 

O título deste “post” vem na sequência do resultado das propostas de rescisão por mútuo acordo. Do sucesso deste programa poderíamos dizer, claramente, que afinal, “a montanha pariu um rato".

O ministério dizia querer "libertar-se dos encargos" com cerca de 4.000 professores mas, ficou-se por menos de metade (1889, segundo a RR ou 1771, segundo a Antena 1). Falta agora saber se isto é um caso que inverte o discurso a que o ministério nos habituou quando se trata de divulgar o número de funcionários que aderem a uma greve: para o Ministério, sempre reduzido, muito abaixo dos números dos sindicatos. Agora, falta saber se o Ministério tinha realmente cerca de 3600 professores a aderirem ao programa ou se apenas tinha menos de 2000 e como tal,  só a esses pode enviar a notificação... 

A guerra dos números continua!

O Ministério (interessado em que os professores aderissem à rescisão por mútuo acordo) chegou a insinuar que o número de professores que se tinham inscrito para que lhes fosse apresentada a proposta de rescisão havia superado as expectativas do Ministério. Sendo este o caso, o ministério teria oportunidade de escolher e decidir com quem iria rescindir.

Agora, das duas uma: ou há realmente professores a mais e deveria ter aceitado a rescisão com todos os que necessitava ou o Ministério estava a fazer BLUFF... a ver se, com a indicação de um número alto de propostas de adesão por parte dos professores, muitos mais adeririam ao programa.

Ou, então, não há dinheiro para indemnizar os professores que se inscreveram na plataforma para que lhes fosse enviada proposta de rescisão. E, se os que aderiram eram os que mais elevada indemnização teriam direito (pelo tempo de serviço que apresentavam e/ou remuneração em Dezembro de 2014), poderiam não ter interessado ao Estado. Obviamente, o Estado espera que adiram ao programa os professores cuja indemnização seja menos custosa para os seus cofres ... o que pode não ter acontecido. Por isso, analisado os casos, dificilmente se saberá, que motivos levaram o Estado a aceitar uns pedidos e não outros...

As declarações na comunicação social, proferidas pelos (ir)responsáveis políticos pela educação em Portugal, criaram na opinião pública a ideia de que temos um sistema educativo com "professores a mais". Porém, é uma ideia sem suporte real nos nossos parceiros europeus. E não é necessário ir mais longe: basta ir à Galiza, uma das províncias mais pobres de Espanha, e comparar os recursos humanos docentes de duas escolas (centros escolares) do 1º ciclo, para se concluir que um centro escolar em Espanha tem quase o dobro dos recursos humanos docentes que o equivalente em Portugal. Em vez de repetirem palavras falsas dos nossos políticos, os nossos jornalistas deveriam investigar a realidade da nossa vizinha Espanha para desmascarar as mentiras e falácias dos nossos (des)governantes. na verdade, estamos muito mal de recursos humanos e ainda querem deixar as escolas com menos!!!??? A diferença está na qualidade que se quer para o ensino: os espanhóis vêm o futuro da sociedade na qualidade da educação e, para tal, valorizam os seus professores; os portugueses vêm o futuro no futebol e como tal, valorizam os jogadores (basta ver os prémios dos jogadores que, no campeonato do mundo, se ficaram pela primeira fase com várias derrotas e apenas uma vitória)!

 

 

É verdade que o país atravessa uma crise. Porém, não é com mentiras que se resolve a crise. E, seguramente, a crise não se deve à actuação dos professores: antes, à má administração da coisa pública por parte dos governantes. Não foram os professores que elaboraram e criaram parcerias público-privadas nem decidiram a compra de bancos falidos... Temos políticos a mais (isso, sim!). E, esses, sim, deveriam ser reduzidos... Isto porque, ao serem tantos e não terem com que se entreter, "divertem-se" a redigir parcerias... a ver o que daria!!! Mas o resultado foi catastrófico para o povo que agora está a pagar caríssimo as decisões de políticos incompetentes! Incrivelmente, os governantes apenas têm responsabilidade política e tal pode corresponder a apenas um mandato de castigo na oposição... As eleições não julgam nem avaliam, realmente, nenhum partido. Apenas castigam fazendo-os mudar de lugar nas cadeiras do poder: assembleia, ora governo! E, nesta roda do poder, preparem-se que os que ajudaram a levar Portugal para o fundo já estão preparados para aceder às cadeiras do poder... Eles sabem que, entre umas "palavras de arrependimento" e outras tantas de "perdão" o povo esquece e volta a confiar nas suas vãs promessas.

Os políticos nunca foram, realmente, avaliados!!! Eles arruinaram o erário público mas as suas contas e o sue património não responde pela desgraça... a que conduziram o país. Esta tem sido a tarefa dos nossos (incompetentes) políticos. Por isso, não se compreende esta fixação e perseguição e quase massacre. Sim. Mais do que governar a educação do país, os governantes (em especial os responsáveis pela pasta da Educação) não se têm cansado de perseguir os professores.

Qual será o leitor que não tem conhecimento das obras que, nos últimos 10 anos, foram levadas a cabo em milhares de estabelecimentos escolares? Para quê? Para serem encerrados?? Sim, muitos foram renovados para, um ou dois anos depois, serem encerrados. Serviram durante décadas a Educação sem terem as condições necessárias e, quando estavam renovados (alguns com aquecimento e ar condicionado) foram encerrados e/ou entregues ao usufruto de outros organismos (juntas, clubes, associações...), e os alunos nem das novas instalações chegaram a usufruir! Normal...? Talvez. Intencional...? Também. Contudo, o que nos preocupa é ouvir da boca dos nossos (des)governantes afirmar que, "na última década, foi feito um grande investimento em Educação" e que "agora há outras prioridades". Falso, meus caros. O que os governantes fizerem foi um investimento em betão... não em Educação! É claro que os governantes têm interesse em gerar nos cidadãos a ideia de que houve um forte investimento em Educação! No entanto, uma grande parte do investimento realizado em renovar estabelecimentos escolares que deixaram de funcionar como escolas é agora destinado ao usufruto de outras entidades que nada têm a ver com Educação. Mas o gasto está feito... Porém, meus caros, o valor das obras foi, certamente, imputado ao Ministério da Educação. Já pensaram nisso? Ora, com investimentos destes, é natural que a Educação se afunde... É que os resultados da acção do betão armado, do cimento e/ou da tinta não são visíveis na aprendizagem dos alunos!!!  O problema da governação em Portugal é que falta Planificação.

 

Agora que o gasto foi feito em escolas para serem encerradas, em que se poderá cortar para diminuir o gasto na Educação? Claro. Nos professores. No salário e número de professores. Por isso os professores continuam a estar na mira dos governantes. Vai daí... há que lançar na sociedade a ideia de que "há professores a mais"! Mas, afinal, em que ficamos? Há ou não há "professores a mais"? A que se deverá o facto do Ministério não ter deferido todos os pedidos de rescisão, apresentados pelos docentes? Terá sido por critérios pedagógicos (interesse no trabalho dos professores a quem foi negada a rescisão) ou... por critério financeiros (falta de dinheiro)??? Era caso para se exigir transparência quanto aos critérios que presidiram à decisão final de cada processo! 

 

Na página da FNE podemos ler o que segue:

"O Ministério da Educação revelou no passado sábado, dia 30 de agosto, que autorizou a celebração de um acordo de cessação de contrato de trabalho a 1889 docentes, no âmbito do Programa de Rescisões por Mútuo Acordo. Um número que representa apenas cerca de metade dos pedidos que deram entrada nos serviços do ministério. O secretário-geral da FNE, em declarações à Antena 1 e Rádio Renascença, afirmou que os números vieram revelar que não há professores a mais no sistema. João Dias da Silva solicita ainda ao MEC celeridade na substituição destes docentes, de modo a evitar mais sobressaltos no começo de mais um ano letivo."

 

publicado por J.Ferreira às 22:50

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Quinta-feira, 21 de Agosto de 2014

Ministério Desorientado - Educação Sem Rumo

O Ministério da Educação colocou nos quadros professores em idade de reformar-se...!!!! Alguns deles, com mais de 66 anos. Segundo a reportagem, "uma das professoras faz 70 anos a 12 de setembro, o dia do arranque do novo ano letivo". Incrível... ou absurdo???

Estará mal que passe aos quadros um professor que, injustamente, foi forçado pelo Ministério a levoar toda uma vida profissional na situação de contratado? Que estará mal? Claro. Que tal coisa seja possível APENAS no sector público. Os privados são obrigados a passar aos quadros todos os trabalhadores ao fim de menos de três ou quatro anos de trabalho... a contrato. E o Estado? O Estado, esse desconhecido e impessoal entidade, viola a legislação sobre os dieitos dos seus trabalhadores mas exige que as entidades priovadas a cumpram...!

 

 

Com um Ministério assim... para onde vai a Educação????

 

A tvi24 deu a notícia (2014-08-20 09:11) que passamos a transcrever:

 

O Ministério da Educação colocou nos quadros quatro professores em idade de reforma. De acordo com o jornal «Diário de Noticias», são quatro docentes com mais de 66 anos que podem vir a ser substituídos.


Uma das professoras faz 70 anos a 12 de setembro, o dia do arranque do novo ano letivo. A docente poderá nem sequer dar aulas, já que poderá ser obrigada a reformar-se depois de 25 anos a contrato.

Ao todo, o concurso extraordinário dá lugar a 16 professores com mais de 60 anos que, só agora, chegaram aos quadros da educação.

Na segunda-feira, o Ministério da Educação divulgou as listas finais do concurso que convocou, no total, 1.954 professores. No âmbito do processo de vinculação extraordinária de docentes do ensino básico e secundários e também de educadores de infância.

publicado por J.Ferreira às 00:13

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Segunda-feira, 18 de Agosto de 2014

Vale a Pena Apostar na Educação

Numa sociedade actual, denominada "sociedade da informação" (que é hoje colocada à disposição de todos, sejam eles cidadãos exemplares e cumpridores, sejam vândalos ou ladrões) os governantes terão cada vez mais de tomar a decisão adequada à construção de um país onde todos sejam capazes de encontrar o seu espaço, no cumprimento das regras democráticas. E essas, nenhuma instituição melhor que a escola lhes pode dar as ferramentas para que cada cidadão seja capaz de se inserir na sociedade com respeito pelos direitos de cada um.




Neste sentido, os políticos terão de escolher entre uma das duas vias possíveis: ou abrem escolas e apostam na educação dos jovens ou estaremos condenados a assistir ao encerramento de estabelecimentos escolares para assistirmos à construção e entrada em funcionamento de mais estabelecimentos presidiários (prisões). Nesta altura será já demasiado tarde (como é próprio dos portugueses, que tomam medidas circunstancias e avulsas como quem pega num tecido e em vez de o cortar talhando as peças do traje, se limita a dividir o mesmo em pedaços para depois os unir como que de remendos se tratasse e com ele elaborar um traje novo.). Nessa altura, em lugar de admitir professores para educar os jovens nas escolas, terão de pensar em admitir mais polícias e guardas prisionais.




Entre os políticos e os professores há uma enorme diferença... É a da competência. Ainda que aqueles insistam em avaliar os professores (enquanto na comunicação social os portugueses eram surpreendidos pelos escândalos associados aos diplomas de alguns desses mesmos políticos sem que fossem retiradas as devidas consequências  como aconteceu com três casos de plágio efectuado por políticos da Alemanha - AQUI  e AQUI e AQUI) a verdade é que os professores são especificamente formados para exercer a sua função, concluindo os cursos com a habilitaçao profissional nas Universidades cujo funcionamento é supervisionado pelo Estado que as aprova! 

O que distingue os professores dos políticos, em suma, é que ao lugar de professor numa escola chega-se por... competência. Sim. Por dupla competência: Por "competência" no sentido de sabedoria (adquirida com provas dadas nos locais apropriados onde o saber se certifica!) e "competência" no sentido de conseguir o lugar competindo com outros interessados. É no Brasil mas aplica-se a qualquer país civilizado onde os políticos desejem apostar no progresso da sociedade.





Cabe aos políticos decidir o que fazer... !

publicado por J.Ferreira às 18:40

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