Quarta-feira, 6 de Janeiro de 2010

Alunos Portugueses Surpreendem no Luxemburgo

Alunos Portugueses no Luxemburgo são campeões do Abandono Escolar.

Um em cada quatro alunos abandona a Escola.  Que espectáculo. Teríamos que ser os melhores... Em alguma coisa teríamos de ser campeões... Mas não é só no Luxembrugo. mas ali, a culpa do abandono é atribuída ao seu dono: os pais. Em Portugal, os políticos incompetentes (porque não foram capazes de colocar a funcionar a inspecção do trabalho) demagogos (pois apenas lhes interessa o número de votos e, como há mais pais que professores...) e, sobretudo, cobardes (pois não foram capazes de impor sanções aos verdadeiros responáveis por esta chaga social) decidiram culpar os professores. E assim, quer os empresários (que exploram a mão de obra barata!) quer os paizinhos (que se demitiram das suas funções deixando os filhos faltar á escola sem qualquer controlo!) ficaram a rir-se. E assim o governo encontrou num grupo de súbditos (que, amordaçados nem podem protestar!) os bodes expiatórios perfeitos para salvar a sua pele de incompetentes. E elegeram uma lei (ECD) para decretar os culpados, avaliadno negativamente os professores que tiveram a infelicidade de ter nas suas turmas alunos filhos de pais irresponsáveis (e irreponsabilizados pelos governantes que continuam a pagar-lhes os abonos correspondentes, independentemente de frequentarem ou não a escola!). E assim se procedeu á crucificação social de todo um grupo profissional: os professores. incrível como pode o Estado esperar que sejam os professores a ir pelas ruas á procura dos faltosos ou a entrar pelas fábricas dentro em busca dos que abandonaram a escola! 

 

Segundo notícia divulgada em “O Público”, um estudo do Ministério do Luxemburgo constatou que “os alunos portugueses, que representam 19,1 por cento da população estudantil, são os que apresentam a maior taxa de abandono escolar entre os estrangeiros: 23,5 por cento do total de estudantes que abandonam a escola.

Muito distanciados dos portugueses (7 vezes menos!) “surgem os ex-jugoslavos, com 61 alunos a abandonar a escola (3,2 por cento do total)... Segundo os dados do Ministério da Educação luxemburguês, o abandono escolar entre os alunos portugueses aumentou cinco por cento." (Falso. Veja já abaixo a explicação!)

E continua o Público noticiando que "No ano lectivo de 2006/2007, verificou-se que 303 alunos portugueses abandonaram a escola. Em 2008/2009 os números do abandono dispararam para 454.

 

Interrompemos aqui as citações da notícia para desmascarar a falsidade: os abandonos tiveram um aumento de 49,8%. Esta é que é a verdade. Em boa Matemática, claro. A leitura dos dados não pode ser outra. Com efeito,  perguntará o leitor:

Mas que se passa? É um erro ou simples manipulação dos números? Vejamos, então, e depois o leitor que retire as suas conclusões:

Em 2006/2007 abandonaram a escola 304 alunos portugueses, certo? Certo. Presentemente o abandono da escola por parte dos filhos dos emigrantes portugueses atingiu 454 alunos, certo? Então, não façam como Guterres. Se fizer falta peguem numa calculadora e vejam a percentagem. 

Querem isso mais fácil? Se um objecto custasse 303 euros e subisse de um dia para o outro para 454 euros, quanto tinha sido a percentagem de aumento? Com cálculo mental, depressa vemos que é um aumento de metade (151 alunos a mais, quase mais metade dos que tinham abandonado no ano escolar 2006/2007, isto é, 303 + 151 = 504  alunos!). Logo, quase 50% de aumento de abandono escolar. mais precisamente, e em boa Matemática, há uma subida do abandono escolar dos filhos dos portugueses da ordem dos 49,8 %.

Agora, é verdade que 25% abandonam a Escola se tivermos em conta a proporção da totalidade dos alunos portugueses que continuam a estudar face aos alunos que abandonam. Mas não misturemos as coisas. Uma é a percentagem de abandono (25%) outra é percentagem do aumento do abandono! E esta é de 49,8 %. Basta de falácias. Falemos claro... e verdade!

 

Conclui a notícia que "os alunos portugueses representam o maior grupo entre os estrangeiros que estudam no Luxemburgo. No ano lectivo de 2008/2009 estavam inscritos nas escolas públicas luxemburguesas 24.093 alunos luxemburgueses, 7046 portugueses (…). No Luxemburgo residem oficialmente 76.600 portugueses.”

 

A esta realidade, não será de forma alguma alheia as  cada vez mais baixas expectativas dos alunos portugueses face à forma como vêm ser tratados os seus professores a desmotivação a que os responsáveis do Ministério têm condenado os professores nos últimos 5 anos.

Com efeito, para quê estudar, submeter-se a ser avaliado por umas dezenas de professores desde a primária ao secundário, e continuar esse percurso e esse esforço nas universidades para, no final, ainda aparecerem uns senhores (quantos deles incompetentes na área em que se encontram!), que mais não fazem do que enxovalhar, espezinhar, humilhar os que deram provas de competência, como é o caso dos professores? Os alunos e as famílias pensarão duas vezes entre colocar o filho num bom posto (Veja-se Armando vara... Que qualificações tinha ele quando foi nomeado pela primeira vez para um cargo de importância? Nenhumas. E vejam até onde chegou o homem... os exemplos na sociedade colocam à margem quem consegue diplomas. Vivemos no país das novas oportunidades.. Os aluno e as famílias sabem que andam a perder tempo na escola. Mais tarde, vom um cursinho de meia dúzia de semanas, os incompetentes (que no seu tempo de estudantes eram autênticas nódoas académicas!) acabam por ser nomeados pelos governos. Que expectativas têm os alunos quando a competência dos que são licenciados é colocada em causa (para não dizer, menosprezada, questionada, desvalorizada...!)

 

Quanto mais a escola for atacada maior necessidade teremos de abrir prisões. Sempre ques e fecha uma escola, preparem-se para abrir uma prisão. Sempre que se maltrata um professor, preparem-se para contratar mais um polícia. Formar um vândalo é mil vezes mais fácil que formar um cidadão. Educar é cada vez mais difícil. E , num contexto, naõ se compreende o maltrato a que foram votados os professores pelo governo Socialista (?!) de José Sócrates.

 

Que futuro se está a desenhar para os portugueses? Claro: um futuro negro.

 

Algumas perguntas se colocam imediatamente

Haverá um gene responsável por isto? Será que a Ministra da Educação do Luxemburgo vai penalizar a avaliação dos professores por haver portugueses a abandonar a Escola? Só uma louca poderia fazer isso. E esse gene 8o da loucura!) parece que só ataca os Ministros em Portugal... Por cá, a Ministra insiste em avaliar os professores pelos alunos que se baldam.. Que faltam... Que abandonam a escola como se fosse culpa dos professores que nas aulas não haja Playstations motivadoras, Wi-ii's, Nintendo's Gameboy's etc. para motivar as crianças a vir para a escola.

Parafareando uma publicidade 8da qual não gostamos, diga-se!) somos tentados a adivinhar o que vai na cabeça de cada um dos pais (e  até dos alunos que abandonam a escola). E desta vez, diferentemente da publicidade, com total propriedade:

- "Eu é que não sou parvo!"

para quê estudar se depois vou para o desemprego?

Para quê queimar as pestanas e estragar os meus fins-de-semana se depois, em meia dúzia de horas faço um cursinho das Novas Oportunidades e consigo o diploma? Mais, não tardará e estão a oferecer licenciaturas...

 

- "Eu é que não sou parvo!"

 

E é verdade... Os emigrantes podem não ser muito letrados... mas não são parvos! É que, a julgar pelo que estão a fazer à classe docente, quem quererá estudar e ser alguém academicamente para depois ser aqui, em praça pública e sem direito nem espaço para defesa, ser humilhado por todo e qualquer português, por mais ignorante que seja?!!

 

Em Portugal o no estrangeiro, os alunos portugueses continuam com o mesmo problema. Com uma diferença. Os luxemburgueses tabém não são parvos... E,, sabem diferenciar muito bem quem é o criminoso e quem é a vítima. Por cá é que a vítima é transfomada em réu. Os criminosos acabam por sair sempre em liberdade.... O único sobre quem pende a cadeia parece ser o Vale e Azevedo (Será que ele se vai inscrever no partido socialista!).

Estamos muito mal... O Governo português está agora em maus lençóis...  É que, a nossa Ministra da Educação (seguindo o exemplo da angterior!) ainda não eliminou o absurdo que consta da lei da avaliação dos professores (qdigno de despoletar repungnância a qualquer ser dotado de cérebro!) que é o absentismo discente (da responsabilidade exclusiva dos alunos e/ou dos familiares de quem dependem!) e o o abandono escolar, (da responsabilidade exclusiva de quem tem as crianas á sua guarda, sejam eles os pais ou outros cidadãos!).

Ou será que a Ministra vai penalizar os professores luxemburgueses pelo abandono escolar dos filhos dos nossos compatriotas. Que esperavam? Os emigrantes podem ser pobre mas não são tolos, nem desmiolados! Eles já se deram conta... E concluiram: por os filhos a estudar? Para quê? Para depois serem achincalhados pelos políticos (ministro e caciques dos partidos!) e verem os "chicos espertos" a subir na sociedade?

 

Até quando se vai manter este absurdo modelo e respectivos critérios de avaliação? Não sabemos!... Que é uma aberração, não duvidamos! Mais do que isso, é um autêntivo "aborto legislativo"! Por isso, seguramente, contra ele lutaremos enquanto tivermos forças e a nossa voz puder viajar batendo no teclado!

 

PS:

A notícia do Público cujo "Título Original" era "Portugueses no Luxemburgo São os Campeões do Abandono Escolar" foi vítima de mais um ataque do efeito camaleão.  É claro que o título escolhido ou aceite pelo responsável editorial do Jornal On-line de o Público, embora colocando os filhos dos portugueses como  "campeões"  não era propriamente um Hino à Excelência. Depois de o termos comentado por várias vezes, e de termos remetido para este blog, a notícia inicial desapareceu da zona de destaque mantendo-se outras muito mais antigas como "Alçada não cede nas carreiras, negociação prossegue em 2010" e aparece agora esta com um Título  menos heróico mas muito mais "Soft". Que motivos levaram o Público a remeter o texto em causa para uma linha apenas na lista de notícias relacionadas com a educação. E logo esta que é tão importante para se perceber a forma como os portugueses se comportam além fronteiras não é divergente da que se comportam em Portugal, sendo que, lamentavelmente, a Ministra não foi capaz de recuar, dando um passo à frente  na resolução do confronto com os professores. Com efeito, esta senhora ministra (tal como a anterior!) não foi capaz ainda de entender que, "quando o rumo nos leva ao abismo, a melhor forma de avançar é dar um passo atrás".

Com esta atitude (retirar de destaque uma das notícias que ajudaria a população portuguesa a compreender e a reflectir sobre o absurdo dos critérios de avaliação dos professores que poderia ajudar os portugueses a compreenderem a razão e os motivos da luta dos professores contra o injusto sistema de avaliação docente criado pelo ministério, a linha editorial de "O Público on-line" coloca-se numa posição de suspeita de favorecimento dos que se colocam ao lado do governo.

É caso para perguntar:

Será que o jornalismo em Portugal passou de "Força de Bloqueio"  no tempo de Cavaco Silva a "Forças da Apoio"  no tempo de José Sócrates?

 

publicado por J.Ferreira às 16:58

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Domingo, 5 de Abril de 2009

Responsabilidade dos Pais na Educação dos Filhos

 

Apoiamos, inequivocamente, a iniciativa levada a cabo pelo presidente do Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas de Darque, Viana do Castelo.


De acordo com O Público, este cidadão que, nos termos da Constituição da República Portuguesa "lançou esta semana uma petição por alterações legislativas que responsabilizem efectivamente" os pais nos casos de absentismo, abandono e indisciplina escolar”. (Para ver ou assinar a Petição? Clique aqui!)

 

Não é de menor importância o facto de tal petição ser proveniente de um professor. Com efeito, até agora os professores têm-se remetido ao silêncio sobre o abismo para que os políticos estão a conduzir as escolas. Ora, muito embora não tenhamos dúvida de que muitos cidadãos que se julgam “mais iguais do que os outros” desejariam que os direitos de cidadania não fossem reconhecidos aos professores ou que, simplesmente, lhes fossem retirados (de que são exemplos básicos o direito de manifestação, direito de e protesto ou o direito à greve), o  facto de um indivíduo "ser professor" não lhe retira nem minimiza o exercício de qualquer direito. 

Manifestamos aqui a nossa indignação em consequência do  manancial de insultos que são diariamente dirigidos aos professores (porque somos livres, feliz ou infelizmente, de insultar sem que sejamos responsabilizados ou porque são legitimados por uma prática política da destruição da classe docente praticada por este governo!). Com efeito, todos os dias são colocados nos comentários às notícias sobre educação (e, pasme-se o leitor, isto em todos os jornais que, democraticamente ou anarquicamente, tal permitem!) por uma boa camada de cidadãos menos informados (ou propositadamente mal intencionados!) autênticas mentiras e insultos à dignidade de tratamento qeu qualquer cidadão merece!

Na notícia do Público este professor de história refere que "A legislação tem que criar mecanismos administrativos e judiciais, desburocratizados, efectivos e atempados de responsabilização dos pais e encarregados de educação em casos de indisciplina escolar, absentismo e abandono, modificando a lei que consagra o Estatuto do Aluno e outras leis conexas".

 

Sem dúvida! Tal como já havíamos referido em outros textos em que criticámos duramente a Ministra da Educação, é necessário chamar ao banco dos réus os verdadeiros culpados… Não basta encontrar bodes expiatórios e condenar inocentes…

       Nunca os professores penalizaram os alunos por terem faltado à escola, fosse por uma ida ao futebol ou pela vontade de ir ao funeral de um familiar ou de um amigo. Porém, os professores portugueses são os únicos cidadãos deste país (e quem sabe, do mundo!) que, neste estado de direito (que se diz democrático), sofrem penalizações por cumprir uma obrigação humana de levar os seus às última morada. Esta realidade é o resultado da acção de uma ministra incompetente que, seguramente NUNCA RECEBERÁ nenhum convite para que me represente nas exéquias fúnebres de minha mãe porque, infelizmente (ou felizmente para ela!), faleceu ainda no tempo que alguns classificam de "ditadura fascista" (chefiada por Salazar, que contrariamente aos actuais governantes, morreu pobre servindo o país!!!) e não no tempo desta "ditadura democrática" chefiada por Sócrates. Porém, caso não seja alterada esta legislação aberrane, absurda e anti-democrática criada por este (des)Governo de José Sócrates, o Ministério da Educação receberá, seguramente, um TELEGRAMA de minha parte, quando um certo dia (que espero longínquo) chegar, a pedir que me represente nas exéquias fúnebres de meu pai.

Nunca os professores apelaram aos alunos para que acompanhassem o pais que pretendem gozar um fim-de-semana prolongado.

Nunca os professores apelaram aos alunos para que saíssem com os pais para gozarem  umas mini-férias (aproveitando uma promoção a custo reduzido ou do tipo 2 em 1)...

Nunca os professores apelaram aos alunos para que faltassem à Escola só porque o patrão do papá (ou a agência de viagens da mamã!) resolveu fazer uma promoção de viagem à Disneyland...

Nunca os professores apelaram aos alunos para que fossem com os paizinhos a Londres, Liverpool ou Barcelona só para ver jogar o clube de futebol do coração ... 

Mas NAS ESCOLAS HÁ ALUNOS QUE FALTAM POR ESTES MOTIVOS. POR DECISÃO, OPÇÃO, RESPONSABILIDADE EXCLUSIVA DOS PAIS... E nem censuramos os pais que o fazem! É a Mnistra que nos obriga a REVOLTAR contra esta atitude dos pais porque POR ESTUPIDEZ DA MINISTRA, OS PROFESSORES É QUE AGUENTAM COM AS CONSEQUÊNCIAS NA AVALIAÇÃO CULPAS! Por isso, afirmamos também categoricamente que nos recusamos que nos queiram culpabilizar pelas faltas dos alunos!

Ora, se a criança “vai umas semaninhas para fora” faltando às aulas… ou se o pai as leva para a feira “para dar uma mãozinha” ao pai porque a mãe está doente e ele não pode olhar pela tenda sozinho na feira… os professores nada podem fazer. A inspecção do trabalho, essa sim! Mas a esses a Ministra da Educação não controla. Logo, como os inspectores do trabalho não foram capazes de “acabar com o trabalho Infantil”… vai daí, a Ministra decidiu penalizar os Professores na sua avaliação pelo Abandono Escolar… Outro Absurdo…

E, obviamente, se considerarmos as diferenças de rendimentos das famílias dos alunos que frequentam a escola pública e a correspondente diferença de recursos que os alunos têm em casa para a aprendizagem, acrescidas da diferente formação académica dos pais de cada criança (alguns nem ler sabem!) o último absurdo do modelo da Ministra está explicado: Avaliar ops professores tendo em conta os resultados escolares dos alunos! Pobre professor que vai parar a determinados bairros… Será sempre o professor do último lugar do ranking.

Como já em 1999 o afirmáramos em Castelo Branco, numas jornadas pedagógicas transfronteiriças levadas a cabo nessa localidade pela Associação Nacional de Professores “até podemos concordar com aqueles que defendem a avaliação do trabalho dos professores pelos resultados dos alunos desde que, os professores das primeiras escolas do ranking (a que chamamos escolas de luxo!) sejam, obrigatoriamente, colocados no ano seguinte nas últimas escolas do ranking e que demonstrem a sua competência para fazer aprender os alunos de parcos recursos (nas escolas de lixo) e que os obriguem (a esses, alguns professores, que se consideram “a elite” profissional só porque têm alunos como a minha filha com 20 a todas as disciplinas!) a conseguir os mesmos resultados (ou aproximados) que haviam conseguido nas escolas ditas “de elite”!...

Não duvidamos e compreendemos que em certas famílias (naquelas onde a miséria da barriga vazia impera e cujos recursos se destinam a evitar a fome…) ainda persista a máxima dos tempos de meu avô: “o trabalho da criança é pouco mas quem o despreza é louco!”

No entanto, consideramos absurdo que a Ministra nada tenha feito para minimizar a diferença dos recursos dos alunos a não ser fazer as crianças mais pobres, de origem em povos isolados geograficamente, a percorrer imensas distâncias para chegarem à escola, a passarem a maior parte do tempo em percursos casa-escola, em transportes públicos que os fazem chegar a cada cansados e sem vontade de fazer quaisquer trabalhos escolares pois, no dia seguinte, têm de despertar cedo e levantar-se para perderem outro tanto tempo, e novamente, na deslocação casa-escola. E o Governo de José Sócrates vangloria-se de terem acabado com as escolas de menos de 10 alunos! Não. Não encerrou apenas as escolas de menos de 10 alunos! Foi com muitas de mais de 20 alunos! Só sabem encerrar para poupar… Aos alunos venderam um sonho que se torna num pesadelo… os pais adormeceram… Deixaram-se levar pela demagogia, pelo engodo de que as crianças teriam melhores possibilidades se fossem para outras escolas… Só se for ao abrigo das novas oportunidades que se inflacionem as suas notas… caso contrário, perderam. Seguramente que perderam… ganhou o Estado. Deixou de pagar um contador de energia; deixou de pagar uma assinatura telefónica; deixou de pagar a água; deixou de pagar o aquecimento; deixou de pagar um professor; deixou de pagar a uma empregada de limpeza, etc, etc, etc, para cada uma das 2500 escolas que encerrou.

E ainda não houve nenhuma criança que fosse vítima de rapto… de abusos, de acidente de transporte para que os pais venham de novo exigir a reabertura da escola… Só encaixou dinheiro nos cofres do Estado. Aliás, as medidas que tomou foram todas no sentido de encaixar dinheiro. Corajoso seria melhorar os recursos das povoações para atrair alunos para as escolas das localidades menos povoadas. MAS nada!

 Entretanto, os filhos das classes mais favorecidas …

ESTA MINISTRA DA EDUCAÇÃO pretende impor aos professores UM SISTEMA DE AVALIAÇÃO FUNDAMETDO EM CRITÉRIOS QUE OS PROFESSORES NÃO CONTROLAM... Trata-se de um sistema de avaliação de  professores que APENAS CULPABILIZA OS PROFESSORES pelas faltas dos filhos dos portugueses de que (desde que as crianças não se encontram doentes, obviamente!) os pais são os únicos responsáveis. Mas, a teimosia da Ministra da Educação vai ainda mais longe! Num Estado de Direito Democrático, ninguém pode ser condenado por culpas que não lhe possam ser imputadas. Ora, qualquer cidadão esclarecido (que se digne de se considerar como tal) reconhece que este argumento é o bastante para que os professores tenham razão ao contestar o absurdo e injusto Modelo de Avaliação Docente que teimosamente a Ministra pretende impor. Com efeito, O MODELO DA MINISTRA VOLTA A CULPAR OS PROFESSORES por causa do abandono escolar quando esta missão deve ser da responsabilidade da Inspecção do Trabalho e não dos professores.

Ora, este assunto é demasiado sério para ser tratado como anedota. Já imaginaram? Para fazer cumprir a lei e alcançar a diminuição do absentismo e do abandono escolar considerados como critérios para se ser bom profissional no Modelo de Avaliação Docente que o ministério pretende impor, só resta aos professores transformar este país num “farwest”, pegando em pistolas e percorrendo as ruas à procura de quem falta à escola, entrar nas fábricas ou ir pelos campos à procura dos alunos que estejam a trabalhar em vez de irem para a escola… Mas ainda que a transformação do país num “farwest” fosse o objectivo do governo, os professores que fossem à procura dos alunos, estariam a faltar à escola, e como tal, seriam avaliados negativamente!

Com uma Ministra INCOMPETENTE (e uma Equipa no Ministério da Educação a condizer) Portugal nunca mais encontrará o Caminho do Sucesso... E, enquanto se mantiverem estes timoneiros incompetentes a comandar o Ministério, podem ter a certeza os pais que a EDUCAÇÃO em Portugal (e o que espera os jovens deste país) não será muito diferente do destino que teve a maioria dos tripulantes do TITANIC:  NAUFRÁGIO GARANTIDO! 

publicado por J.Ferreira às 10:04

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Domingo, 23 de Março de 2008

Médicos são Corruptos: Insinua Emídio Rangel

O artigo assinado por Emídio Rangel — Jornalista...? colonista? ou simplesmente _ _ _ _ i s t a  — publicado com o título "Hooligans" em Lisboa", bem poderia ser intitulado "Médicos Portugueses São Corruptos!" Mas, este homem, corajoso com os fracos e débil com os fortes, nao teve a coragem de apontar a arma a quemd everia. Ainda depende dos médicos,... dos professores, já não necessita! Claro! Por isso, dispara e ataca com todas as armas que tem...!

Emídio Rangel cometeu um erro colossal que descridibiliza todo o seu discurso anti-professores ao afirmar que "os professores colaboraram com um sistema iníquo que permitia faltas sem limite". Foi como que "dar um tiro no próprio pé" pois, o que insinua nao só nao corresponde minimamente à verdade como é, legalmente, impossível verificar-se pois as faltas dadas ao abrigo da lei, seja no sector público ou no privado, sao faltas justificadas.

Mas não foi levianamente que Emídio Rangel escreveu isto. Foi de uma forma intencional! Agora (imaginem!) este senhor ainda tem lata de afirmar que algum dia desempenhou a função de professor! Seguramente tem um grave problema de conceitos. Talvez este senhor que se assume "jornalista" até possa "dar umas aulas" aqui ou ali , ou seja, uma meras "charlas" (como diriam nuestros hermanos)... Para adultos claro...! Mas, o que seria interessante de ver era este senhor diante de uma turma com 4 anos de escolaridade, em simultâneo...! Seguramente, sairia fugindo pela porta fora!!! E, a correr! Seguramente, só pararia quando chegasse de novo aos estúdios da RTP, da TVI ou da SIC para que fossem ali fazer uma reportagem...). No entanto, se professor é aquele que ensina, então todos os pais, todos os cidadãos se podem intitular professores. Este senhor confunde ser "professor" com ser "Paraquedista da Educação". Enquanto aqueles, os professores, se dedicam à educação pela vocação que sente pela pedagogia, estes últimos (como Emídio Rangel) limitam-se a fazer da educação mais "um biscato" para juntarem mais uns euros ao seu salário profissional... 

Os professores dedica a sua vida à Educação... fazem da Educação uma forma de vida, e muitas vezes, a sua vida. Por isso dizemos que, há os que dedicam a sua vida à Educação, os que fazem da Educação a sua vida e os que usam a Educação para levar a vida!... Onde estará situado o senhor Emídio Rangel? Quanto a nós não temos dúvida...

É que um professor no verdadeiro sentido, no sentido de pedagogo, aquele que conduz o aluno, aquele que guia o aluno na aprendizagem, aquele que ensina pelo seu próprio exemplo... para isso, este senhor não foi, certamente. Com o perfil de professor que apresenta, só diremos "pobres dos seus alunos"...!

 

Mais do que alguém interessado na Educação, este Senhor Rangel escreve como um qualquer aluno traumatizado por um professor (que como ele, também os haverá, certamente!) durante o seu percurso académico. A julgar pela sabedoria, capacidade e competência demonstradas neste escrito (nem designação de texto merece!) Emídio Rangel  se não passou por um autêntico calvário, teve certamente um percurso penoso (que explica a frustração manifesta no saudosismo disfarçado dos professores do antigamente, claro!). Agora que ocupa um lugar de destaque num órgão de comunicação social, julga-se imune a todos e deve estar convencido de que "o poder do dinheiro" corresponde ao "poder das palavras" de quem o possui. Pois engana-se redondamente. Pode ser muito bom em muitas coisas... Nós também o somos naquelas em que somos bons. Mas como professores não pretendemos dar-lhe lições de jornalismo (ou televisão!...) não se atreva a querer dar-nos lições de Educação só porque um dia qualquer "deu umas aulitas"...

Assim, as suas palavras neste artigo, Senhor Rangel, numa sociedade amorfa criticamente, podem valor muito mas apra a gente mais culta elas não passam de insultos e como tal, imagine o valor que lhe dão: ZERO! NADA !... As suas palavras na internet são, para nós, autêntico LIXO electrónico! Publicadas no jornal, são a vergonha e um insulto à inteligência dos verdadeiros jornalistas!

Sócrates (o filósofo, claro está!) diria que são um insulto à sabedoria. Rangel (que diz ter sido professor...) que nada aprendeu com este Sábio? Porque com o nome de Sócrates o Senhor Rangel apenas deve conhecer o jogador de futebol da selecção brasileira — que há uns anos aparecia na contestada PGA para acesso à universidade (mais uma invenção criada e revogada por políticos que em Portugal são especialistas especialmente especializados em Educação!) —  e o engenheiro que actualmente é Primeiro-Ministro em Portugal.

 

Todos sabem que os professores sempre pautaram a sua conduta no quadro da lei. Aliás, as faltas dadas pelos professores (como qualquer cidadão responsável no seu emprego) sempre foram dadas no estrito cumprimento das leis (que são o coração, o cérebro e a alma de um Estado de Direito) e por isso mesmo com consentimento dos legisladores e conhecimento da administração tendo sido ela mesma a tipificar as faltas para todos os cidadãos que servem não só a coisa pública mas também a causa pública. Infelizmente, outrora considerados nobres porque, sendo recrutados entre os melhores dos melhores, os cidadãos que serviam o Estado tinham um destaque natural, um prémio à sua competência de que poucos se atreviam a duvidar, pois eram realmente dos melhores...

Compreendem agora por que motivo no tempo da ditadura era exigido aos candidatos a funcionários públicos a apresentação de um atestado de robustez física e psíquica ? Claro! Estamos certos de que se Rangel chegasse um dia a governante, reimplantaria a exigência de apresentação de um "atestado de robustez física e psíquica" para todos os candidatos à função pública ( o que não estaria mal como política para controlar o défice mas muito segregacionista para à luz da nova filosofia humanista de integração, inclusão... etc... etc...). isto porque o objectivo da produção máxima justifica, para este senhor, os meios utilizados. Por isso Rangel apoia as políticas da Ministra da Educação: Vale tudo para travar a progressão na carreira e assim economizar uns milhares de euros. Para tal, aceita-se que se coloque limite para as classificação de excelente permitindo assim que numa escola se venha a classificar de Excelente o melhor dos incompetentes ao mesmo tempo que noutra escola se esteja a classificar de medíocre o um professor dos mais competentes do país... E muitos dos bons professores, injustiçados, sentirão uma enorme revolta interior pois que serão colocados entre a espada e a parede: ou abandonam as suas famílias e "marcham" para o interior ou periferia onde haja professores com menos possibilidades de progredir (seguindo a máxima que leva muitos políticos a altos lugares de chefia na função pública: "em terra de cegos quem tem olho é rei") e assim poderem fazer carreira ou ficam estacionados a ver progredir uma percentagem de professores que não deram provas de serem mais competentes mas que antes tiveram a sorte de exercer em escolas onde não há elementos para progredir. Sorte daqueles professores que estiverem a exercer funções onde os professores do mesmo grupo se encontrarem todos ou quase todos no topo da carreira. Têm a sua competência garantidamente reconhecida... Para estes não haverá bloqueio de percentagens...

 

Retomando a questão do "atestado de robustez física e psíquica", diríamos ainda que a medida era uma meia garantia para que os funcionários públicos fossem como máquinas que quando avariam (adoecem) podem ser reparadas (assistidas) no local... E, se têm de ser "rebocadas" para as oficinas, todos compreendem que as máquinas podem falhar. Porém, os professores (e demais funcionários públicos, claro!) esse conjunto de faltosos (não é, senhor Rangel...?) têm que ser mais fortes e robustos que o aço, mais infalíveis que os computadores... (o que nos faz recordar a publicidade televisiva da Regisconta em que todos exclamavam "Regisconta: A-QUE-LA MÁ-QUI-NA !..."

De facto, as máquinas podem avariar que todos lhe reconhecem esse direito. Incluindo, seguramente, o senhor Rangel. Mas aos professores não! Esses, estão proibidos de adoecer, de ficar a cuidar de filhos acamados, de ir ao funeral de familiares...  Pois, se os professores fossem máquinas (autómatos e sem sentimentos, seriam imunes a ataques absurdos) e não adoeceriam facilmente pelo que não seriam injustamente acusados (por gente do calibre deste senhor Rangel!) de faltosos.

Na verdade a causa pública é hoje uma causa perdida. Os melhores escolhidos entre os melhores (por concurso quase sempre!) são hoje chamados de funcionários públicos com um sentido pejorativo tal que estamos seguros de que são hoje tratados melhor os criminosos em Tribunal que os professores na rua! Os professores são hoje vistos na sociedade como um conjunto de "bandidos públicos que nada fazem e tanto ganham!").

 

No entanto, este escrito não deve ser levado a sério contra os professores. Antes ele é escrito contra os médicos e legisladores que permitiram  a existência de "um sistema iníquo que permitia faltas sem limite". Pois o que este Senhor desconhece é que os professores  (voluntariamente ou por medo das consequências legais!), como tantos outros cidadãos igualmente idóneos, sempre cumpriram integralmente o estipulado na lei no que respeita à justificação de faltas. Aliás, foi precisamente por terem cumprido a lei que lhes facultava a possibilidade de faltar legalmente — por exemplo, para dádiva de sangue, participação em acções de formação e a simpósios (a que eram obrigados por lei e que eram promovidos e organizados por organismos reconhecidos pelo Ministério da Educação) para ir ao funeral de familiares (pais, irmãos, marido ou mulher que hoje estarão sozinhos no momento de baixarem à cova, a não ser que a Senhora Ministra queira ela representar os professores na hora de luto...!) — é que este governo penalizou os professores. Com efeito, a revolta de muitos professores radica exactamente no sentimento de injustiça por verem barrada a possibilidade de progredirem na recém criada divisão (fictícia) da Carreira de Professor em Professores e Professores Titulares, pelo simples facto de terem faltado dentro do quadro da lei... Um diploma que, mais que injusto e descabido, é um autêntico aborto legislativo. Com efeito, ao penalizar os docentes devido a faltas justificadas no quadro da lei, como critério para a candidatura a Professor Titular, o diploma barrou a possibilidade a imensos cidadãos e cidadãs que tiveram a má sorte não de terem ficado doentes (pois isso pode tocar a todos) mas de terem ficado doentes nos anos de 1999 a 2005. E, quantas vezes por culpa das próprias condições do local de trabalho (em muitas escolas, sem qualquer sistema de aquecimento, entra o vento, o frio e a corrente-de-ar provocando gripes e constipações nos alunos e nos docentes, sendo estes últimos os únicos penalizados por uma Ministra que, em simultâneo e contraditoriamente,  decide despenalizar as faltas dos alunos na sua avaliação.

Por estas e muitas outras razões, o ataque de Emídio Rangel aos professores não tem qualquer fundamento. Quanto a nós é uma catarse que faz ou um simples jogo de palavras imundas... Cremos pois que O senhor Rangel queria com este artigo atingir duas classes contra as quais — por cobardia ou tente o leitor descobrir outra razão! — não ousará nunca escrever uma única linha:

Ataque aos políticos e legisladores. De facto, o ataque do Senhor Rangel deveria ser directo a Cavaco Silva, porque foi o actual Presidente da República que, mais do que colaborar "com um sistema iníquo que permitia faltas sem limite" foi o Primeiro-Ministro dos governos que elaboraram a legislação que afinal, aos olhos de Rangel constitui o tal  "sistema iníquo que permitia faltas sem limite".

E, diga-se, muito estranhamos ter promulgado um vasto conjunto de diplomas legais que é um autêntico insulto à visão da Educação para Portugal que com os seus governos subscreveu nos normativos.

Ou será que pretende insultar de corruptos os médicos que assinavam os atestados aos professores doentes? Porém, acobarda-se culpando os professores de ficarem doentes (como se os professores fossem uma classe imune a todas as gripes, constipações e outras viroses, quantas das vezes transportadas para a escola pelos filhos dos portugueses que frequentam as escolas sem condições deste país!!) quando deveria dirigir as sua fúria para os médicos que lhes passaram ( e estamos certos de que muito bem) o referido atestado. É que os jornalistas podem não responder pelos danos causados à saúde dos cidadãos portugueses (incluindo os professores pois, muito embora sejam tratados pelo Sr. Rangel como cães, de facto também são cidadãos!...) mas os médicos respondem pela negligência dos seus actos... Por isso, nunca seríamos capazes de pôr em causa a HONRA de um MÉDICO certificado pela Ordem como tal.

 

 

 

Parece que esse tal cidadão de nome Emídio Rangel, se julga o "suprasumo" de tudo — Quererá substituir Miguel de Sousa Tavares, o comentador dos sete instrumentos que de tudo dá opinião...? O homem que se arroga de querer demonstrar ao país que tudo sabe... !? — Mas Rangel ainda vai pior... Não é capaz de redigir uma única frase com sentido, uma frase própria de alguém que tem discernimento... E enterra-se até às orelhas nas areias movediças em que ele próprio se meteu...  Com efeito, se Emídio Rangel queria acusar os médicos de cidadãos corruptos, conseguiu-o! Das suas palavras chegamos facilmente à conclusão de que os médicos não são profissionais honrados, que passavam os atestados falsos ... Porventura alguns (para ele, os que lhe passaram atestados a ele mesmo e só esses, se é que algum dia necessitou, uma vez que desconhecemos se, no seu poleiro, algum dia tivera chegado a necessitar de pedir a um médico que lhe escrevesse num papel que sob compromisso de honra (isto porque aos professores os políticos decidiram que lhes não seria reconhecida nenhuma honra, nem mesmo  para afirmar que estão com um insuportável dor de cabeça ou até internados com a coluna quebrada...) obrigando-os a justificar a falta ao trabalho com atestados passados pelos médicos!

 

 Este senhor (se é que a pessoas deste calibre merecem ser tratadas de "senhor"!) que tanta coragem parece querer demonstrar para insultar os professores de quem (já está visto !) não precisa nem pensa vir a precisar, deveria ter coragem  para escrever de forma mais clara e directa aos profissionais de saúde que passam os referidos atestado médico.

 

Estranha-se que nenhum se apresente indignado... Que a Ordem dos Médicos nada tenha dito em defesa dos profissionais cuja honra seria pressuposto defender...!

 

Insulta tudo e todos... Insulta os professores doutores Universidades Portuguesas ao afirmar que os 100.000 professores por eles aprovados nas Universidades são "pseudoprofessores" (afinal que nível de corrupção existirá nas Universidades para que se formem pseudoprofessores!) e, não satisfeito com o que escreve, insulta esposas de políticos conhecidos (por exemplo, a mulher de António Costa, Presidente da Câmara de Lisboa) ao dizer "que trabalham pouco, ensinam menos"  para já não falar de afirmar que "transformaram-se em soldados do Partido Comunista"...

 

O Estado em que esta ministra está a pôr a Educação em Portugal parece estar a ter repercussões para além dos profissionais de educação... Emídio Rangel, o professor, parece não ter ficado imune e por isso o Emídio Rangel Jornalista aparece a escrever o que escreve... Teremos todos de o perdoar... Talvez um atestado médico lhe fizesse falta mas como agora só pode ser passado pelos serviços públicos, dificilmente o homem ficará de baixa para se recuperar... Assim, o "senhor professor" Emídio Rangel pode muito bem ter sido a primeira vítima... É caso para aconselhar o Senhor Jornalista a visitar, urgentemente, alguém especializado na área pois pode muito bem estar a precisar...!

 

Enfim... Cremos que já não são apenas os professores que estão a "ficar apanhados" com o desnorte da Educação em Portugal... A julgar pelo texto escrito pelo Jornalista Emídio Rangel, compreendemos o Estado em que deve estar o Professor Emídio Rangel (quem sabe, até lhe perdoemos, as palavras que escreve...) Porém, deixamos de saber com exactidão se é o texto deste jornalista estará a ser influenciado pelo estado psicológico em que deve concentrar-se o (ex-professor???) Emídio Rangel. Sim... Ex-professor, pos é ele mesmo que aforma que havia sido professor... Pois bem, meu caro, como "professor titular", recuso-me a avaliar outros professores (os meus pares, formados nas mesmas universidades que frequentamos...!) pois para isso são necessárias competências que se não adquirem por decreto. Mas, ao ver o que sai da boca (diga-se, teclado ou caneta) deste senhor, sentimo-nos tentados a "dar o dito por não dito" e a entrar na onda aceitando avaliar este senhor... Sim, para avaliar um jornalista... sim, na óptica de Emidio Rangel, sim, temos competência!

Pois é... Senhor Rangel. Se há professores a temerem represálias dos titulares, por pequenos ajustes de contas relativamente a distribuição de turmas, a distribuição de horários (claro, as mais jovens agora avaliadas, quando grávidas ou com filhos menores tinham preferência na escolha de horários relativamente aos que agora as vão avaliar... Sabia? Pois bem. Alguns destes professores jovens terão alguns inimigos entre os Titulares. Mas o senhor, pode ter a certeza, ganhou mais de 100.000 amigos entre os professores... Candidate-se a vir de novo apra a escola... Cá o esperamos para o avaliar..:! Mostre que tem coragem para além de uma caneta e papel...! vamos a isso!

Ou tudo não passa de saudosismos, de nostalgias de outros tempos? Compreende-se, compreende-se... A sua idade assim nos leva a pensar! 

Por último diga-se que este senhor deve andar a ver muitos filmes. E já deve ter um projecto de Programa de Governo para uma qualquer longa metragem... Vivendo na esfera da sétima arte, e ao estilo de "Uma Espécie de Magazine" se Emídio Rangel chegasse ao Governo os professores seriam transformados em "Uma Espécie de Cidadãos". Nós explicamos que espécie de cidadãos e que espécie de direitos Emídio Rangel reconheceria aos professores: direito à assistência médica, sim... mas só depois de ir trabalhar; direito a serem internados, sim... mas só no período de férias; direito a ir ao funeral de familiares, sim... mas só depois das 22 horas; direito ao fim-de-semana, sim... mas apenas quando o seu clube de futebol não tiver jogos pois alguém tem de guardar os seus filhos ou os seus netos... etc. etc... Ou seja, os professores seriam promovidos a Missionários Titulares...

Todo e qualquer cidadão português que se preze de defender a dignidade humana e de todos os cidadãos e não apenas quem é professor ou médico, se deveria sentir indignado com a falta de respeito de um senhor que se diz Jornalista (jornalista ou "fabricante de notícias"?!...) que se arroga do direito de insultar os médicos de corruptos e os professores de corruptores... Até onde chegamos... Admiram-se agora de haver alunos a bater nos professores? Claro... Num país cada vez mais cheio de cidadãos (e claro, de pais!) como este Senhor Rangel, resta-nos saber que o residente da CONFAP censurou já o caso da aluna que agrediu verbal (e fisicamente?) a professora no Carolina Micaelis....

 

Por último, e porque urge dar voz à indignação, e porque se encontra na linha da filosofia deste blog, convidamos os leitores a visitar a Carta Aberta de Paulo Carvalho, um professor que demonstra o verdadeiro sentido da máxima que nos é tão cara: Não Calarei A Minha Voz... Até Que O Teclado Se Rompa !

As faltas dos professores sempre foram dadas ao abrigo de leis aprovadas por pessoas cuja competência e idoneidade (longe da do senhor Rangel, claro!) os professores cumpriram escrupulosamente, pois caso contrário haveria lugar a processos disciplinares e mesmo à expulsão da função pública. Por isso, este senhor não sabe o que diz... Como pode um dia ter sido professor? É por isso que faz falta, urge mesmo, a criação de uma Ordem. Por que recusa o Governo a Criação de uma Ordem de Professores? Porque aos governantes, dos mais diversos quadrantes que sucessivamente vão (des)governando o país, lhes interessa dispor de um vasto grupo de bodes expiatórios para a sua incompetência legislativa: há excesso de velocidade, o problema começa na escola; há falta de civismo dos condutores: o problema começa na escola; há acidentes rodoviários: o problema começa na escola; há violência doméstica: o problema começa na escola; há assaltos nas ruas: o problema começa na escola; há ruas sujas: o problema começa na escola... há fugas aos impostos: o problema começa na escola... há facturas falsas: o problema começa na escola...  Só falta dizer que o problema começa na escola para falta de maternidades, de escolas, de auto-estradas, de pontes, de hospitais, de emprego... e sei lá que mais! 

 

publicado por J.Ferreira às 22:09

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