Sexta-feira, 20 de Agosto de 2010

O Engodo dos Centros Escolares

As crianças são a vida, o sangue e a alegria das gerações mais velhas. Agora, já nem oportunidade terão de ver as crianças crescerem...

 

 

Depois de lhes retirarem os serviços de saúde, as populações do interior ficam agora sem vida... Que mais lhes vão retirar? Esperem. As pontes vão caindo... as vias rápidas vão levando com portagens... Feche-se o interior. Depois de verem o Alentejo como um deserto (palavras do Ministro Socialista Mário Lino!), falta agora chamar de "Sibéria" ao interior...

 

Esta é mais uma ideia megalómana. Acredita-se que, se a ministra o diz, tem de ser verdade. No entanto, a Ministra não apresenta nenhum estudo que demonstre que as crianças que frequentam os maiores centros escolares têm maior índice de Sucesso que as que frequentam centros escolares de média ou pequena dimensão.
Não estamos a defender escolas com 5 ou 6 alunos. Mas é uma aberração fecharem-se escolas que ultrapassam os 20 alunos.

Não venham com a desculpa demagógica em forma de promessa de maior sucesso. Um governo sério demonstraria, com números sérios baseados em estudos credíveis, que as escolas de maior dimensão têm maior taxa de sucesso.

Sim. Sobretudo fazendo estudos com escolas que tenham um grande número de alunos e que se encontrem em zonas geográficas com o mesmo nível sócio-económico que as escolas de pequena dimensão que agora se pretende encerrar com a promessa de melhores condições e de mais sucesso escolar. Por exemplo, apresentem os índices de Sucesso das Escolas da zona de Cova da Moura e outras assim. Depois, se os resultados apontassem melhores e mais elevados resultados escolares e de integração social (formação de cidadãos, porque nada serve melhorar os resultados no papel se provocam um aumento da criminalidade!)  relativamente às escolas de pequena dimensão (aquelas que têm entre 20 e 50 alunos) entao sria de rependsar a organização dos espaços escolares.

Há que constatar qual é a relação que existe entre sucesso e dimensão do estabelecimento de ensino... Sem possibilidade de apresentar números que demonstrem o que acabamos de dizer (porque não os conseguem encontrar!), temos a Ministra a falar... falar... falar. Mas de substância: nada!
Mas o tempo encarregar-se-á de nos dar razão porque existem, de facto, possibilidades de argumentar que servem qualquer das intenções dos governantes: elucidar ou para enganar. Por isso uns rumam para um lado e anos depois outros vêm e decidem  rumar em sentido oposto. Uns fecham as escolas do interior com um argumento e outros terão facilidade em demonstrar precisamente o erro que foi cometido. Mas os portugueses gostam de cometer erros para depois se penitenciarem...Aliás, como justificariam os governantes tantos ministérios e secretarias de estado se não existissem políticos para criar problemas? Paul-Henri Combart de Lowe, sociólogo francês, afirmou na Universidade do Minho algo que demonstra uma realidade evidente: querem ver os problemas de um país? Pois bem. Vejam pelos nomes dos Ministérios e a cada um podem associar um problema que o país tem. E Portugal, nesta perspectiva tem cada vez mais porque só temos políticos que, em vez de resolverem os nossos verdadeiros problemas, criam factos para se entreterem e entreterem o povo a discutir o sexo dos anjos. Mantendo-se a filosofia de constantes alteraçõres ao funcionamento do Sistema Educativo sempre que chega um novo minstroou sem Centros Escolares.

A ministra actual chegou e já quis, também ela, "fazer o seu xixi" para deixar a sua marca: destruiu os agrupamentos democraticamente criados e a impôs a fusão dos Agrupamentos criando os Mega-agrupamentos. Este caminho (por nós previstos desde o início da propaganda que foi feita pelos socialistas à Autonomia das Escolas) demonstra que estaremos permanentemente em mudança num sistema que só ganha se mantiver uma estabilidade diacrónica. O anacronismo constata-se facilmente: o mesmo governo que obrigou os professores a ficar 4 anos numa mesma escola (para se livrarem do trabalho, obviamente!) ao criar novas regras no sistema de concursos, em nome da estabilidade, é o mesmo governo que faz os professores mudar por questões de reorganização da rede... É incrível. A mentira é como o azeite. E estes socialistas nem se dão conta  disso (como aliás, a maioria dos portugueses que os apoiam!).

 

O que assistimos hoje é mais um destes entretenimentos a equipa do senhor Engenheiro Sócrates encontrou para fazer da Educação um autêntico Circo Moderno (tipo Coliseu de Roma) onde se podem entreter as massas... Sim, porque parece que, em Portugal, já nem o Futebol consegue desempenhar papel de "ópio do povo"...
Por isso, uns esgrimem argumentos para justificar a extinção das escolas do interior com verborreia sem qualquer dado real como fundamento. Outros apresentam argumentos que demonstram a importância de manter as escolas das zonas geográficas mais interior. A título de por exemplo, por que motivo não se estabelece a relação entre o índice de criminalidade contra o aumento da agressividade nas escolas que se tem vindo a intensificar nos últimos anos.
Foi já estabelecida a correlação entre a diminuição do espaço de recreio disponível (porque será uma inevitável consequência em muitas escolas: mantém-se o espaço físico para um maior número de alunos o que implica a redução do espaço de recreio disponível para cada aluno/grupo) e o aumenot da agressividade e violência nas escolas. O espaço livre por aluno é, pois, um factor altamente relevante quando se trata da luta contra a agressividade e violência escolar. Mas os políticos tomam assim medidas descoordenadas, isoladas, como se a Educação não devesse ser vista e analisada numa perspectiva integrada e globalizante.

 

 

Se acham que Portugal é uma excepção, façam estudos para ver de onde saem os criminosos e delinquentes. Depressa se constatará se vale ou não a pena colocar crianças que teriam um desenvolvimento sócio-cultural harmonioso e solidário integrado nos seus meios de origem.

O acosso de que serão objecto os alunos que vêm de fora (sobremaneira conhecido e vivido por quem outrora teve de viajar de aldeias do interior para as cidades a fim de prosseguir estudos!) não deixará de demonstrar também o que defendemos. Sem estratégias de resiliência, muitas crianças acossadas sentir-se-ão perdidas, abandonadas, desterradas, sem a segurança da família por perto como outrora tinham na escola da sua freguesia…
Publiquem os estudos que demonstram exactamente o contrário quanto à influência de mega-escolas no sucesso escolar dos alunos… Sim. Porque de recursos, estamos falados. Não existem e não vão passar a existir. Os que existiam já nas escolas, se eram suficientes para o sucesso dos alunos que ali estudavam, agora serão monitorizados (que linda e moderna palavra!) pelos alunos ou docentes para que cada um possa ter o seu “tempo de antena”. É que as escolas receptoras não passarão a ter mais nem melhores recursos do que os que já estavam nelas instalados para uso dos alunos que nelas se inscreviam. Logo, trata-se unicamente de rentabilizar os mesmos recursos para mais gente. Nem que cada um veja reduzido o tempo de que deles podia usufruir.
Sabe-se que estudos demonstraram uma correlação directa entre a redução do espaço livre de lazer nas escolas  e o aumento da agressividade dos alunos (casos de Bullying!). E não é necessário fazer estudos... Basta ver o que se passa quando diminui o espaço de lazer. Quando nas escolas vários grupos de alunos querem ocupar o recinto de futebol, logo surgem problemas... queixas deste e daquele, tipo "fulaninho não nos deixa jogar... folaninho atirou-nos a bola para a estrada...!  Enfim... Um sem número de outros problemas que nem vale a pena aqui explanar.
Sabemos muito bem o que se passa quando estamos num espaço público (seja ele uma sala de espectáculos ou um espaço ao ar livre) e há lugares para todos se movimentarem, da mesma forma que todos já sabemos o que se passa quando o espaço é reduzido e insuficiente (seja ele no metro, no comboio, uma sala de espectáculos ou outro local público)...  Mas o problema que vai surgir não interessa (por agora) aos nossos governantes. Eles lá estarão para criar mais uns tachos para os amigos resolverem os problemas. Tal como dizia há muito temop, há os que resolvem problemas e os que criam problemas. mas, que seria dos primeiros sem os segundos? Aí está. O Governo, quando algo está a funcionar bem, lá se encarrega de o destruir... Só assim podem justificar junto do Zé-povinho a criação de mais uma Alta Autoridade para isto e outra Alta Autoridade para aquilo (sim porque tem de ser Alta Autoridade, para justificar os gordos salários dos nomeados, mesmo que nada façam...!)... ou, quizás, um Grupo de Missão para isto e outro Grupo de Missão para estudar aquilo ainda que os elementos que o constituem de "missionários" nada tenham (basta olharmos para os seus Altos salários!)...

Assim, neste momento, o que interessa  é parecer que se vai poupar mais uns euros permitindo, dessa forma, nomear ou admitir mais uns quantos servidores de suas Excelências os Governantes da Nação! (comprar carros novos, nomear mais uns caciques para cargos que nada têm de essência!) ou motoristas (note o leitor que, só em Maio de 2010, em plena crise económica em que o Governo exigiu ao povo imensos sacrifícios, o José Sócrates admitiu 12 motoristas para prestarem serviço no seu Gabinete de Sua Ex.ª o Senhor Primeiro Ministro!  Boa vai ela! Ora Aperta o cinto ó Zé (povinho!) que o Zé Sócrates vai passear de carrinho!...

Afinal, para que se reagrupam as escolas? Para aumentar a agressividade, a violência e, sem dúvida, diluir o insucesso escolar .
Cabe aos interessados nesta matéria estar atentos e fazer agora estudos que demonstrem que, as crianças oriundas de meios socio-económicos e culturais desfavorecidos, aquelas que se deslocam agora para longe da sua residência, melhoram a sua sociabilidade e os índices de êxito no currículo escolar.
Nós até poderíamos estar de acordo com os argumentos da senhora Ministra, se a mesma fundamentasse a sua decisão em estudos que provassem que a frequência de mega-escolas por parte de crianças oriundas de meios geográficos socioeconomicamente desfavorecidos e/ou de meios familiares académica e culturalmente inferiores permite-lhes obter um maior sucesso escolar que quando as mesmas frequentam escolas de pequena ou média dimensão.
Mas das duas uma: ou esse estudo nunca foi feito (e então a senhora Ministra está tremendamente equivocada) ou não deu os resultados que a senhora Ministra e o governo pretendiam (e então o assunto é bem mais grave!)...

Enquanto os governos (que ditatorialmente fazem as leis) continuarem a fazer tudo a seu belo gosto e prazer (sem um pacto com as restantes forças partidárias com capacidade de chegar ao governo!) andaremos em zigue-zague.

 

Enquanto tivermos governos que gostam de "deixar a sua marca" ainda que seja por pouco tempo (ou não tenha efeitos práticos, como foi o caso da brilhante ideia de dividir a carreira em "professores" e "professores titulares", tendo feito mesmo chegar a esta categoria muitos incompetentes só porque tiveram a felicidade de ser saudáveis nos últimos cinco anos!) apenas diremos que vamos de mal a pior.

 

Outros problemas não mesno importantes vão levar ao desastre desta medida. É que, se até agora eram os professores que leccionavam no interior que tinham de levantar-se cedo para se deslocarem às escoals. A partir de agora quem vai ter de perder o tempo na deslocação serão os alunos. E o Insucesso continuará, podem ter a certeza. Nenhuma criança que tem de se deslocar diariamente mais de 1 hora em percurso para cada lado (isto não contando com os imprevistos das nossas tão boas vias públicas....). Que criança, dizia, terá espírito para chegar a casa e repassar as lições? As que vivem a menos de 15 minutos, levantam-se mais tarde, não chegam desgastadas e terão, obviamente mais disposição para estudar. As outras, vão querer é deitar-se dormir para se levantarem no dia seguinte de manhã! Alguém tem dúvidas?

E a ministra fala de igualdade... de equidade? Como, senhora Ministra? Falácias... O seu discurso não passa de uma falácia. Lérias. lérias... Explique então: Como vão as crianças, muitas do tamanho do chão que tantas vezes se queixam aos professores de estarem "cansadas" (e nem se tinham de deslocar muito tempo para chegar à escolinha que havia na sua freguesia!)  ter forças e espírito para estudar ou fazer os trabalhos de casa se chegam tarde e a más horas (para não dizer que chegarão de noite ou quase de noite) durante a maioria do ano lectivo. Ou será que não sabem disso?

Em Portugal há realmente quem chegue aos mais altos cargos da Administração Educativa (por nomeação e não por competência!) e se divirta a brincar com as escolas, os professores e a comunidade educativa em geral.
E, enquanto em Portugal tivermos governos assim,  caminharemos  seguramente, cada vez mais para a cauda da Europa. Nem duvidem...!

publicado por J.Ferreira às 22:51

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Sábado, 10 de Abril de 2010

Lusitânia - Mais Uma Autonomia Para Espanha !

Os caros leitores devem perguntar-se...

Por que motivo há cada vez mais portugueses a mudarem de residência para Espanha?

 

Mais cedo ou mais tarde, nesta Europa unida, Portugal acabará por se transforma em mais uma Autonomia de Espanha. Cada vez mais há portugueses a nascer em Espanha... A pouco e pouco, este povo deixará de existir. Assim quiseram os governantes... Todos ganharíamos.

Juntos com Espanha, seríamos mais uns milhões a pagar impostos para um mesmo Governo. Deixaríamos de ter um Primeiro-ministro que ganha mais do que o Espanhol. Deixaríamos de ter empresas a apresentar lucros chorudos e a pagar aos seus administradores vencimentos anuais que são um autêntico atentado à dignidade de qualquer cidadão. Com a energia eléctrica 70% mais cara do que a média europeia, o governo português permite que os preços da energia pagos pelos consumidores portugueses continuem altíssimos ao mesmo tempo que se pagam chorudos ordenados a quem "rouba" legalmente os consumidores. Se há ganhos da empresa, há que baixar os preços. Mas isso não sabem fazer. Quando há prejuízos sobe-se o preço da energia ou do aluguer dos contadores, ou até, inventa-se uma taxa de difusão multimédia, paga na factura da energia. Este é o país onde se permite que até as vacas lá no meio do campo (onde está instalado um contador de energia para o agricultor poder tratar delas) ou o poço da água (instalado no meio do monte parra bombear água para a rega dos campos) têm de pagar taxa de difusão multimédia. Depois, pagam-se fortunas a António Mexia, milhões e milhões de euros em salários e prémios sabe-se lá de quê... Segundo o Diário de Notícias, mais de três milhões de euros (3.100.000,00) ao administrador da EDP... Incrível! Até quando teremos de aguentar com estas atrocidades legais".

Por isso, se algum dia Portugal se vier a transformar numa Autonomia de Espanha, o povo só terá a ganhar! Juntos, seríamos mais uns milhões de contribuintes a pagar para encher o bolso dos mesmos governantes. Limpamos uma quantidade de políticos que nada fazem e ganham mais do que os espanhóis... E, com menos políticos a governar (ou a chupar o contribuinte) mais sobrará para o povo se governar!

Afinal, de que nos serve (a nós, simples cidadãos!) dizer que somos portugueses quando em questões essenciais como a segurança, a luta anti-corrupção, o emprego e a saúde é na vizinha Espanha que buscamos vida e futuro? São milhares e milhares de portugueses que já descobriram que o seu suor é muito mais sugado pelos governantes de Portugal do que se fossem contribuintes em Espanha. E, ainda por cima, em Espanha têm mais e melhores serviços, e de melhor qualidade, desde a assistência social a saúde, do que vivendo em Portugal.

Cada vez mais nos transformamos num canto sem futuro. Depois dos descobrimentos, os políticos (ou politiqueiros!) só têm brindado o povo com a vergonha da desgovernação (da coisa pública pois o património de quem governa, esse duplica facilmente!)

Estamos certos de qual é o destino que José Sócrates tem definido para Portugal.

O caminho para o fundo do mar está bem definido. Nisso ele tinha razão. E estamos seguros de que Sócrates irá cumprir a sua promessa!

Num discurso que já aqui publicamos, "a boca fugiu-lhe para a verdade"! Assim, foi o próprio Sócrates que pediu a ajuda dos imigrantes (daqueles que acreditaram que em Portugal poderiam encontrar "um lugar ao Sol" para si e para os seus filhos!). E prometeu-lhes que juntos conseguiríamos tornar Portugal num "país mais pobre!".

E num balanço que fez da legislatura 2005-2009 em que comandou o navio português, Sócrates confessou que estava deslumbrado com a afirmação de alguém (talvez o seu alter-ego!) que havia considerado a legislatura como  "A Tempestade Perfeita". E, contente, deslumbrado, com a vaidade de quem apresenta um grande feito Sócrates exclamou com satisfação:

"Isto é que foi uma legislatura!"

 

Na verdade, duvidamos que Sócrates conhecesse o filme. A sua cultura não deve ter chegado a tal nível. Gostou do nome e "pimba!". Aqui vai como remate final do meu discurso para arrasar com os críticos.

Nem imaginava Sócrates a que se quereriam referir (esse tal alguém ou o seu próprio alter-ego!) quando referiu a tempestade Perfeita como algo de fenomenal, positivo, grandioso, corajoso.

Pois bem. As imagens são mais do que as palavras. Veja o leitor o que vai Sócrates fazer a este barco chamado Portugal. E não é mera coincidência o nome de Portugal ser referido pelos protagonistas deste desastre...

Será que o povo português vai mesmo deixar que o barco (Portugal) se afunde mesmo?

Que temos nós a ganhar com continuar neste país? A vida de cada cidadão não vai, normalmente, muito além dos 80 anos. Se temos de trabalhar até aos 65 anos, descontando para que os políticos cobrem subvenções vitalícias ao fim de alguns anos de descanso (ou de bons sonos) passados nas bancadas do Parlamento, para quê levar para a tumba o nome de português? Para quê sofrer só para ter uma nacionalidade que, não fora a prepotência e anti-feministas (a rainha era portuguesa, casada com o Rei de Espanha, e só a falta de reconhecimento do papel da mulher na altura, lhe impediu de ser ela a governar Portugal e seríamos um único país (quem sabe, de nome Ibéria!).

Cremos que Miguel de Vasconcelos (a quem a história chama de traidor) não passou do primeiro feminista. E foi assassinado por defender os interesses legítimos de uma descendente do trono de Portugal. A história que nos contam pode ter muitas interpretações… Para uns Miguel de Vasconcelos e seus partidários seriam os traidores (indesejados porque ocupavam os lugares políticos tal como os actualmente os partidos do governo e da oposição!). Ainda que os governos utilizem a Escola para veicular os valores dominantes, a história pode ter hoje outras interpretações… E não duvidamos de que os interesses dos grupos dominantes estarão sempre acima dos da população. Que trouxe a democracia republicana ao povo? Mais impostos. Mordomias para titulares e ex-titulares de cargos públicos (presidentes disto e daquilo, ministros e ex-ministros, deputados e ex-deputados) que acumulam as subvenções públicas com salários chorudos de empresas públicas ou semi-públicas (desgastando o erário público sem qualquer pejo!). E, depois de abandonarem os cargos públicos, continuam no activo, nomeados para cargos públicos ou privados, onde auferir altas remunerações. Aliás, para que serve a vida pública se não para preparar os tachos que se vai exercer depois de abandonar a política?

Ainda por cima, estes senhores têm uma esperança média de vida mais elevada, e muito superior à do comum dos cidadãos a quem os mesmos políticos se encarregaram de retirar o direito a aceder a instituições básicas de saúde como é o caso do encerramento dos Serviços de Urgência hospitalar que este (des)Governo Socialista tem levado a efeito.

Para os políticos, é só mordomias e mais mordomias! Carros pagos pelo Estado quando os demais funcionários públicos pagam do seu bolso quer as viaturas, quer os seguros e reparações das viaturas para servir os cidadãos. E já nem falamos de motoristas privados… Só o presidente da Assembleia tem duas viaturas de avultadíssimo custo… E justificam descaradamente tudo com explicações absurdas… Como se um carro de alta cilindrada pudesse ter a mesma duração média de vida que um de baixa gama. Lembram-se do Mercedes de um taxista português que a Mercedes adquiriu para o seu museu? Pois bem… tinha mais de 1.000.000 de kms. Será que algum dos carros dos nossos governantes ao fim de 8 anos tinha mais de 500.000 quilómetros? Por que motivo gastavam a manutenção que se diz que gastavam? Como pode um qualquer português suportar o custo com as suas viaturas se afinal elas dão tanto prejuízo? Só pode ser Mentira…  ou então, alguém anda a ganhar com a manutenção das viaturas públicas… Com 8 anos, uma viatura de alta gama não pode estar assim “parida”. Aliás, com a manutenção garantida pelo erário público, como podem ter chegado ao estado lastimável a que dizem ter chegado… Só deram por isso de um dia para o outro? Que vão enfiar essa treta a outro… A nós… nem pensar!

Pergunta-se:

Que carro de serviço pode ter mais quilómetros que o de um taxista?

Conheço quem tem um BMW com mais de 10 anos e, seguramente, com muitos mais quilómetros do que  os do Estado… e continua a andar na estrada sem qualquer gasto adicional comparado com as programadas revisões previstas pela marca. 

Qual é a empresa privada que muda assim de viaturas? Que empresa mudaria a frota em tempos de crise?

 

É Incrível! Ainda por cima é a estes que o governo desvaloriza sistematicamente os funcionários públicos, criticando a sua performance e exigindo maior produtividade, maior qualidade…

Muitos se revoltam… E não querem calar a sua voz…

 

Não admira que o país se arruine com tantos abusos dos senhores deputados e governantes que usam os dinheiros dos contribuintes para viaturas de trabalho (ou passeio!) quando a maioria dos cidadãos (professores, médicos...) têmd e usar os seus próprios carros, pagos com os seus salários, sem que lhes sejam processadas quaisquer verbas em conceito de "ajudas de custo" para deslocação para o local de trabalho em que se, nem verbas extra por "participação em reuniões" (de que usufruem os deputados!) para deslocar-se apra o trabalho em que são colcoados, muitas vezes contra a sua vontade (contrariamente aos deputados).

Nao admira que queiram controlar os professores. E determinar "o que ensinam", "quando o ensinam" e "como o ensinam". Só falta criar uma "ficha de avaliação" que controla o que se diz, como se diz e a quem se diz… Voltamos à ditadura… E cada vez mais, os professores ficam limitados no seu papel de criadores de espíritos reflexivos. Há que engolir e vomitar o discurso dominante.

Há que dizer, alto e bom som, que em Portugal pagamos muitos mais impostos do que em Espanha. Por isso se mudam cada vez mais portugueses para a Galiza. Quando os restantes descobrirem que o futuro está do outro lado da fronteira, aí sim, o “deserto” que Mário Lino circunscreveu ao Sul do Tejo, será alastrado a todo o Portugal.

Por enquanto, se é que algum dia Espanha quererá aceitar de volta Portugal (tal como a Alemanha aceitou a reunificação) apenas nos resta esperar gritar em silêncio:

“E viva a Espanha… Até quando teremos de ser portugueses?”

publicado por J.Ferreira às 21:47

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Sexta-feira, 4 de Maio de 2007

Do “Sol Nascente” Ao “Horizontes do Este"

Crónica da Morte Anunciada dos Agrpamentos Horizontais

 

Tal como em Democracia, também em Educação, o Povo Timorense dá aos portugueses, mais que o exemplo, uma grande lição.

 

Apesar de ser considerado por muitos como um país do terceiro mundo por terem um nível cultural muito baixo, a verdade é que o Povo Timorense nos dá uma grande lição de democracia. Eles sabem muito bem o que é poder dar a voz ao povo. Sempre demonstraram ter uma consciência segura do que significa a palavra “Autonomia”. Sobretudo, para os dirigentes políticos. Por isso, rejeitaram a Autonomia oferecida pela Indonésia. Eles sabiam muito bem o que queriam. E rejeitaram-na tão veementemente que arriscaram pagar o seu custo com o preço de muitas vidas humanas. E atingiram, de facto, um nível de Autonomia muito diferente daquela que lhes poderia ter dado qualquer negociação política com a Indonésia… Aliás, Autonomia que a Indonésia lhes tentou impor. E assim conseguiram a única forma de responsabilidade democrática, aquela que verdadeiramente lhes dá a possibilidade de decidir sobre o seu destino: a Total Autonomia, isto é, a Independência!

 

Ora, em termos de Educação, não seria preciso ir tão longe... Mas estamos fortemente convictos de que, a Autonomia que os políticos governantes quiseram impor às escolas não passa de uma pseudo-autonomia. Depois de terem incentivado e mobilizado os professores e as comunidades para a criação de Agrupamentos de Escolas, que emergiram contextualizados no meio em que se encontram inseridos e onde constituíram projectos educativos viáveis e exequíveis (e que muitos deram frutos altamente positivos), ordenam agora a extinção de Agrupamentos de Escolas (no mesmo quadro legal da Autonomia!) com a mesma facilidade com que se muda de camisa.

 

Pela nossa parte, nada de surpreendente. Aliás, tudo em Portugal que funciona bem... está condenado à extinção... Como justificar tantas nomeações para cargos altamente remunerados se não houvesse problemas no nosso país?... Já em 1998 adivinhávamos que esta situação viria a suceder-se!… Lá diz o povo que é muito sábio: "dão-nos um presunto mas querem de volta um porco"... E nunca acreditámos nas possíveis boas intenções do Governo porque também lá diz o provérbio: "de boas intenções está o Inferno cheio"...

 

De facto, já prevíamos que este processo de autonomia não passaria de um engodo... O objectivo dos políticos, em Portugal, não tem sido nunca fundamentados em termos de pedagogia e de melhoria das possibilidades de sucesso dos alunos... Antes, têm baseado a sua acção no sentido de ver quanto mais poderão cortar ao bolo da Educação... Usam um discurso que se não coaduna com as medidas que tomam na prática... raramente (ou nunca) ouvem os profissionais que estão no terreno. chegam ao pelouro da Educação normalmente técnicos de terrenos nada percebem... Aliás, temos dúvidas que sejam mesmo capazes de ser profissionais com uma avaliação positiva caso fossem obrigados a demonstrar competências de leccionação nos mais diversos níveis de ensino... E não se compreende por que não lhes exigem isso se deles saem normativos que se aplicam a todos os níveis de ensino....

 

 

Afinal, como podemos ser bem governados assim? Por isso, estamos convictos que ser político responsável pela pasta da Educação não exige nunca ser competente do ponto de vista pedagógico mas antes do ponto de vista financeiro... Por isso estamos onde estamos e caminhamos para onde caminhamos...

 

Sempre consideramos que a passagem da Gestão das Escolas do 1,º Ciclo e dos estabelecimentos da Educação Pré-escolar das anteriores Delegações Escolares para os Agrupamentos de Escolas não passaria de um trampolim para (através do apoio que o Governo esperava obter da parte dos professores) legitimar a decisão política de extinguir a organização administrativa então vigente: Direcções e Delegações Escolares. Isto porque, os dirigentes não eram nomeados nem eleitos e, como tal, desempenhavam as suas competências no quadro administrativo para além da vigência dos governos. É claro que isto era incómodo para muitos. Por isso, o alibi foi que se perpetuavam - se fossem nomeados politicamente, já o discurso seria outro. Diriam que os nomeados pelo governo se "profissionalizavam"!

 

Foi assim que o Governo conseguiu o apoio de muitos professores. Uns, seguindo a lógica dos políticos, mais interessados nos cargos que na melhoria do processo educativo das crianças, concorreram aos lugares como lobos famintos... Outros, ansiosos por poderem fazer uns "pequenos ajustes de contas com o passado" embarcaram na autonomia famintos do poder que tanto criticavam nos Delegados. Outros ainda, apregoavam aos quatro ventos os prometidos benefícios que a nova gestão traria para as escolas e o processo educativo das gerações vindouras. Sonhadores, acreditaram que tinha chegado ao poder uma classe política com uma nova forma de estar, que a nova geração de políticos pós 25 de Abril teria uma nova filosofia de Governo, mais séria, transparente, democrática, participativa e equitativa. E acreditaram tão profundamente que levaram a bandeira da Autonomia por esse Portugal fora, de conferência em conferência, de palestra em palestra... E alguns mesmo chegaram a meter faltas por conta do período de férias para participarem nesses eventos (agora, toma, pagam as favas no concurso de professores titulares! Que bem, senhora Ministra! Que bem!). Mas alguém poderia acreditar que, para além dos professores, houvesse algum dia alguém mais interessado no sucesso dos alunos? Acreditaram que os políticos colocariam a Educação das novas gerações à frente de interesses político-económicos e partidários. Só por ingenuidade. Por isso, infelizmente, os propagandearam a "Autonomia" como a panaceia para os problemas das escolas, enganaram-se. Todos! É que nem mesmo para o cargo de Ministro da Educação escolhem a pessoa com melhor currículo ou experiência pedagógica, mas antes aquela que pode mais facilmente servir de marioneta.

Foi, pois, com a ajuda de uns e de outros, conseguiu o Governo destruir todo o sistema anteriormente vigente, com a colaboração de alguns professores que, em conferências sobre o "Novo Modelo de Autonomia e Gestão Escolar" a que pudemos assistir, quase cederam à tentação de fazer como que um "Julgamento Público Sumário" das Delegações e das Direcções Escolares, tão fortes e acutilantes quanto injustas e despropositadas eram as suas críticas.

Constatamos pois que o que prevíamos veio a verificar-se: esta fase intermédia de Agrupamentos não serviu senão de estratégia intermédia para legitimar a destruição das estruturas fundadas nas Direcções e Delegações Escolares em que o poder político não podia interferir (com o argumento de que estavam desfasadas da realidade porque se encontravam distantes das escolas e dos seus problemas!) e passar toda a organização do sistema de ensino para as escolas do 3.º ciclo e secundário, numa lógica de subalternização como se os dois sistemas de agrupamentos (Verticais e Horizontais) não pudessem coexistir.

Assim, verificamos que após terem destruído as Delegações com o argumento de que eram muito vastas e não respondiam aos contextos educativos capazes de dinamizar projectos que envolvessem e empenhassem os parceiros da comunidade educativa, assistimos agora a reconfiguração (agravada) de mega-estruturas, com o problema de abarcarem um maior leque de interesses divergentes (alunos de 3 anos a alunos de 18 anos). Pouco importa, dirão os governantes, o objectivo de destruir as anteriores estruturas foi alcançado com êxito. Por isso, este é um Governo de Sucesso!

Foi dada assim a ordem governamental que conduz à reedição das mega-estruturas organizativas (mega-Delegações) onde o poder político pode, de cima para baixo (isto é, do poder central para as escolas) controlar tudo e todos.

 

Só assim se compreende o imperativo da política governamental que obriga a Agrupar Verticalmente as escolas todas do país. Não se compreende como se não extinguem todos os clubes de futebol do mesmo bairro ou cidade e se cria um Mega-Clube…!? Claro... Porque as estruturas em que os jogadores desempenham o seu papel se distinguem num aspecto essencial daquelas em que os professores desempenham as suas funções: Os jogadores não têm o Estado como patrão e os clubes têm autonomia para traçarem os seus destinos… As escolas têm autonomia apenas para fazerem o que o patrão (Estado) lhes manda

 

Por isso, as dinâmicas educativas pujantes, aquelas que eram emergentes nas comunidades educativas, têm o seu destino marcado. Pende sobre elas a guilhotina… Condenadas à morte instantânea sem apelo nem agravo, sem avaliarem as suas potencialidades, o seu Sucesso. Por isso, pais alunos e toda a comunidade educativa deveria acordar e reflectir nos ensinamentos dos timorenses. De facto, quando a Autonomia significa isto, cada vez mais se percebe os Timorenses que exigiram a Independência

 

Com efeito, se queremos escolas como motor de dinâmicas eficientes, promotoras de uma Educação de qualidade para os Jovens e de progresso para a Sociedade, teremos que lutar (como os timorenses….) não pela autonomia (contratos prometidos que nunca chegaram a ser celebrados…!) mas pela independência. Que significa isto? Que seja criada uma Entidade (Fundação da Educação) independente do poder político e do governo, e financiada com verbas inscritas no Orçamento de Estado (para o que contribuem todos os "pagadores de impostos") e administrada por um Conselho em que a capacidade de decisão seja dada aos cidadãos clientes... Afinal, é a lógica de participação e do pagador-utilizador que parece imperar actualmente na nossa sociedade. Então, há que deixar os cidadãos decidirem da forma como são gastas as verbas da Educação, para que não sejam as escolas a receber uns quantos "metros de livros" sem qualquer interesse do ponto de vista pedagógico mas que chegam à escola porque algum político decidiu mandar enviar estes ou aqueles livros para os estabelecimentos sem consultar as necessidades dos mesmos. Depois, culpam os professores... Claro. São o elo mais fraco! E alguém há-de levar com o fardo das culpas... Tanto se fala em avaliação e ninguém avalia o impacto negativo dos investimentos mal efectuados e das decisões governamentais sem nexo... Deixem que os mais directos interessados (pais e comunidade envolvente) participem na gestão das verbas orçamento de estado atribuídas a cada estabelecimento escolar em função do número de alunos e dos recurso já existentes. Deixem-se de ar sempre mais a quem já tem muito e nada a quem tem pouco...

Apliquem o princípio da discriminação positiva à filosofia económica da gestão escolar e deixem as comuniddes mais próximas decidir sobre o futuro dos seus educandos. os políticos que deixem de traçar as linhas de rumo que acabam por mudar cada vez que há eleições... conforme a tendência política do partido que chega ao governo…

Imaginem só o que sucederia se qualquer das maiores empresas do país estivesse dependente das linhas de rumo que fossem traçadas, a cada momento, pelos políticos que governam o país … Já imaginam, não é assim…? Andariam à deriva… Certamente… Ou até veríamos a maioria afundar-se em pouco tempo. Pois bem… Senhores políticos, chefes dos mais variados partidosDeixem-se de brincar com os professores e de jogar com a Educação dos filhos dos portugueses… Cheguem a uma plataforma de entendimento e apontem um rumo. Ou então, deixem, definitivamente, que alguém, responsável (e não apenas politicamente!) comande a Educação…

 

De facto, se queremos uma sociedade de sucesso, as escolas não podem continuar debaixo da alçada dos políticos. Têm que estar organizadas em torno de uma outra estrutura que não o Ministério da Educação.

 

Crie-se uma Fundação… mas não afundem a Educação!...

 

Enquanto as escolas não tiverem uma dinâmica independente das correntes políticas que nos governam, nunca mais deixaremos de navegar ao sabor do vento (e das "ideias" das pessoas que ocupam, em cada mandato, a cadeira do Ministério da Educação).

 

E nunca mais chegaremos a tempo aos desafios do futuro... Antes, continuaremos a caminhar em zigue-zague... pois os políticos parecem ainda não ter descoberto que, a distância mais curta entre dois pontos (aquele em que estamos e o aqueloutro a que queremos chegar) não é uma linha quebrada (zigue-zague) é uma linha recta.

Se querem eficiência, decidam-se de uma vez por todas… Por favor, párem de obrigar os professores a caminhar ora para um lado, ora para outro... Os profissionais de educação, que sempre fizeram e fazem o seu melhor, apenas se limitam a receber e cumprir ordens e orientações governativas e da administração... Parem de culpar os professores por não caminharem em linha recta quando os normativos emanados de cada um dos governos que chegam ao poder os obrigam a caminhar sistematicamente em zigue-zague... Assumam as culpas... Parem de culpabilizar sempre os outros...

Sabemos que ninguém quer a culpa... E os políticos que determinam as leis do país, muito menos!... Já era bem tempo de os políticos assumirem a culpa como sua e, pelo menos uma vez na vida, fazerem dela a sua noiva... Os portugueses estão à espera do primeiro político que assuma a responsabilidade pelos erros cometidos... e faça a culpa feliz, casando com ela, ainda que seja "para Inglês ver" e se divorcie dela a curto prazo...

Porém, todos sabemos muito bem que, se decidimos esperar que um político assuma as responsabilidades pelos seus actos, é melhor esperar sentados... Não existe uma praxis na nossa classe política que vá nesse sentido. Antes existe a prática do "jogo de empurra", endossando sempre a responsabilidade para os outros (ou, se não for possível, para o éter!). Lembremos alguns exemplos que têm aparecido na comunicação social sobre a atribuição das responsabilidades das desgraças ou dos insucessos. Assim, aumentam os acidentes rodoviários: a culpa é da escola. Aumenta a incidência do alcoolismo: a culpa é, em última instância, da escola. Ultimamente tem aumentado o número de incêndios, e, apesar das verbas avultadíssimas que foram gastas (sabe-se lá para beneficiar quem...?), continua a aumentar de ano para a no a área ardida... Pois bem, os professores já estão preparados para ver aparecer, mais dia menos dia, algum incompetente iluminado (normalmente político pois parecem ter uma enorme facilidade em aceder a programas de televisão...) a atribuir a culpa dos incêndios também à escola.

E a Escola, esse monstro social criado para servir de bode expiatório de todos os males, está a ficar cada vez mais atulhado com pressupostos de atribuição de culpas que um dia vai explodir... De facto, os professores que outrora, como os restantes cidadãos, mereciam o respeito de todos, são hoje tratados com desdém, desrespeito, sem humanismo algum, pelo que muitos estão já "à beira de um ataque de nervos". Não admira que nos próximos anos as consultas de psiquiatria aumentem ainda mais nesta classe massacrada sem qualquer fundamento...

Pois o que temos a dizer simplesmente é que a Culpa, é sem dúvida, da Escola: Sim. É da Escola. Como foi possível que, pessoas com uma tão grande incompetência tenham passado e aprovado nas fileiras das escolas? Como pode a Escola ter atribuído diplomas a gente tão incompetente...?

E, como nem mais nem melhor sabem fazer, muitos políticos que ocupam a cadeira de Ministério da Educação fazem questão de deixar, tal como muitos animais, a sua marca!

Assim, tentando fazer crer que querem o melhor para a educação, divertem-se a brincar com o futuro dos nossos filhos. Chega um Ministro e ordena aos professores que remem para Sul; outro vem e já quer que remem para Sudoeste. O seguinte aponta o caminho do Nordeste, o último viajou até à Finlândia e agora só sabe mandar remar para Norte...

Para quando chegar ao Destino? Se os nossos navegadores assim comandassem as suas naus, no tempo das descobertas, ainda hoje estaríamos a tentar descobrir o caminho marítimo para a Índia...! Decidam-se, senhores políticos: Onde devem chegar os portugueses? Qual é afinal o objectivo? A Inglaterra ou o Brasil? Navegar ao sabor das brisas e das tempestades, nunca nos fará chegar a “bom porto”.

 

Que triste figura fazem os timoneiros (ministros e secretários de estado) que passam pela pasta da Educação... Considerando-se como os únicos sábios e iluminados da Educação, recusam o contributo de quem quer que seja – organizações profissionais: Associações, Sindicatos, etc – e acreditam poder decidir, sozinhos, o destino colectivo. E, no fim, deixam o Ministério e partem sem nunca serem chamados à responsabilidade pelo prejuízo causado, pelas suas políticas, às gerações que comandaram...

Quem sofre, directamente e por mais tempo, as consequências desta incapacidade dos timoneiros decidirem qual a melhor rota, são sempre os que têm que remar, remar, remar, para todos os lados: os Profissionais de Educação. Estamos em Portugal. Os nossos políticos querem que cheguemos à Finlândia… mas ordenam que rememos para Sul. Claro…. Cada vez nos afastamos mais do objectivo… Mas, para os políticos, isso não é problema: têm sempre os professores para culpabilizar se, em vez de chegar à Finlândia, chegarmos a Angola ou ao Brasil… A não ser que descubram algo de muito interessante neste local, aí "a coisa" muda de figura. , os políticos ignoram os que remaram e, apesar de não terem chegado onde pretendiam, apressam-se a chamar a si os méritos da chegada a "bom-porto"... Oportunistas? Não. Quem disse isso? Que ideia!... Mérito!

E, como têm imensa facilidade em chegar aos órgãos de comunicação social (afinal os jornalistas andam atrás deles como um cão atrás de um osso!), muitos dos governantes, sem olhar a meios para atingir os fins, atulham a opinião pública com estas falsas verdades (eufemismo para "falsidades") sobre os professores (e educadores) que com profissionalismo, dedicação e muita competência, desempenharam as suas tarefas cumprindo as determinações impostas de cima para baixo sem serem tidos nem achados! Não são os professores que fazem as leis… Apenas as cumprem. Como levar a "bom porto" o barco da formação das novas gerações quando as escolas são geridas por professores obrigados a cumprir ordens do tipo “catavento”?

 

Sempre se ouviu os políticos a defenderem a importâncias dos projectos educativos das escolas envolverem uma participação activa da comunidade... Pois, bem... Por que motivos destroem os agrupamentos que conseguiram esta dinâmica?

 

Que o trabalho desenvolvido pelos professores fosse jogado pela água abaixo, isso já não nos estranhava pois, os professores já se habituaram a este tipo de reconhecimento por parte do Ministério. Mas que o Estado seja ingrato para com as elementos das comunidades locais que se esforçaram para erguer os Agrupamentos Horizontais ( e que do ponto de vista organizativo e pedagógico estão a funcionam muito bem, diga-se) dando-lhes uma prova de que não olham a meios para atingir fins. O mesmo é dizer que os governantes não têm pejo nenhum em avançar para a destruição dos agrupamentos depois de terem usado as forças vivas e dinamizadoras locais como se fossem fraldas (usam-se e jogam-se fora quando deixam de fazer falta!). Assim se conclui que, não há respeito governativo nem pelos professores nem pelas comunidades educativas que apenas foram utilizados para levar a bom-porto os intentos governativos, nada mais...

 

Consideramos, pois, que a atitude da administração educativa é, uma vez mais, uma prova da grande falta de respeito e consideração dos governantes quer pelos professores quer pelos cidadãos que de boa-fé (embora um pouco ingenuamente, diga-se) acreditaram que algum dia pudesse haver uma preocupação genuína e desinteressada da parte dos governantes pela criação de dinâmicas educativas capazes de conduzir ao Sucesso Escolar dos seus educandos. Enganaram-se. O interesse dos políticos sempre foi e será, reduzir os custos financeiros, independentemente das consequências para as populações, e dos resultados das suas medidas…

Para quem tem dúvidas que assim seja, fica esta última questão:

 

Que motivos (que não financeiros!) levam a administração a decretar a extinção de Agrupamentos de Escolas Horizontais (como se prevê acontecer com o Agrupamento de Escolas Horizontes do Este!) e a impor às comunidades educativas (ou escolares "destruídas") a sua reintegração em Agrupamentos de Escolas Verticais?

Com uma decisão política (normativo legal) obriga-se as escolas a manterem um aluno no mesmo grupo-turma (ainda que não acompanhe minimamente o grupo em que está) argumentando que é apenas uma medida pedagógica (mas não passa de económica e financeiramente demagógica!) que visa o sucesso escolar da criança... Subjacente a esta medida está uma filosofia pedagógica (ou económica e demagógica?) segundo a qual ao sair do grupo-turma a criança seria "traumatizada" embora continuasse no mesmo estabelecimento que os pares... e onde poderia brincar no recreio com todos os outros... No entanto, o facto de ver, diariamente, que os colegas avançam e ela permanece no nível mais baixo entre os pares, para o governo, não traz qualquer trauma...

No entanto, o mesmo governo, quando há interesses financeiros subjacentes, decreta a extinção do grupo de pertença (Agrupamento) no qual estava inserida e com quem trabalhou em Projecto... Então, já não se pensa no insucesso escolar, na desmotivação provocada pela destruição de grupos de pertença dos alunos com a desintegração de uma comunidade educativa que já leva 6 anos de dinâmica? Porquê?

 

Se os resultados desta destruição forem negativos, isso, claro!... Não há problema. precavida como deve ser, a Senhora Ministra da Educação já deve ter escrito o discurso de atribuição da responsabilidade pelo desastre desta medida. Nesse discurso a culpa aparecerá, seguramente, endossada a um tal "grupo de preguiçosos" que serão sempre responsabilizados pelo insucesso das políticas e decisões governativas.

 

Enfim. Porque continuamos nós uma luta desigual contra um grupo de tecnocratas que muda conforme as ondas eleitorais levam um ou outro partido ao governo? É aqui que reside a grande diferença entre a origem do país de Timor Lorosae e do "Agrupamento de Escolas Horizontes do Este" (Horizontal e Intermunicipal). Acrescente-se que, se no mais jovem "País do Sol Nascente", as pessoas tivessem desistido de lutar pelo alargamento dos seus horizontes, as vítimas seriam todos os Timorenses (crianças, jovens, adultos e seniores), no Agrupamento de Escolas Horizontes do Este, apesar de existirem jovens, adultos e seniores que serão atingidos pela destruição dos seus horizontes, as vítimas serão, essencialmente, as crianças (que não votam, e por isso os políticos põem e dispõem delas como se de mercadoria se tratasse!...). Serão as crianças que verão os seus horizontes atrofiarem-se, devido à falta de sentido de oportunidade, de coerência, de justeza e equidade, por parte daqueles que nos governam.

Afinal, tanto se ouve a Ministra da Educação a falar na necessidade de participação da comunidade (inclusive dos os pais na avaliação dos professores!) e do trabalho desenvolvido nas Escolas que esta medida se torna mesmo contraditória com os seus discursos (a maioria sem fundamento... claro!), e chega mesmo a tocar as fronteiras do absurdo.

Se a avaliação do trabalho desenvolvido pelos docentes deste agrupamento, aos mais diversos níveis, é digno de ser realçado, como se pode decretar a sua extinção?

Não reconhecer a qualidade do trabalho desenvolvido por todos os membros da comunidade educativa do Agrupamento de Escolas Horizontes do Este não é apenas uma falta de respeito para com os membros dessa comunidade. É uma falta de respeito para com todos os profissionais de educação e para com todas as comunidades. Hoje é o Horizontes do Este... E amanhã? Quem será o próximo?

Se a extinção do Agrupamento de Escolas Horizontes do Este se vier a verificar, fica mais que evidente que, para este governo, já não há limites, não há regras, não há princípios, não há uma ética pedagógica...

Mas, pelo menos, cremos que se pode retirar da História Mundial três ensinamentos:

1.º - "Uma Ditadura pode começar legitimada por uma Democracia..."

2.º - "Uma Ditadura, Totalitária ou Democrática, destrói qualquer Democracia."

3.º - "Qualquer Ditadura contém em si o gérmen da sua destruição! O problema é que, se ele não for suficientemente forte para a destruir, pode ser necessário uma Revolução!"

 

 

publicado por J.Ferreira às 20:37

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Domingo, 25 de Fevereiro de 2007

"Grito do Ipiranga" na Educação

Professores! Independência Sim... Autonomia Não!
Urge dar o "Grito do Ipiranga"... Já e Agora!
Amanhã... será muito tarde...!

É urgente dar às escolas autonomia para que tenham tempo para se preocuparem com a forma como hão-de conduzir os seus alunos a um cada vez maior e melhor sucesso nas aprendizagens.

É urgente parar de prescrever receitas (Objectivos, de Projecto‑Escola, de Projectos Curriculares de Escola, Projectos Curriculares de Turma, de Estudo Acompanhado, de Competências, bem como tantas outras que num golpe de 180 graus, desaparecem de um dia para o outro), ou corremos o risco de cada vez mais professores, se verem forçados a colocar a cabeça nos consultórios dos psiquiatras.

É urgente que os professores se preparem para dar na Educação o “Grito do Ipiranga”. Ou, no mínimo, seguir o exemplo dos Timorenses que, recusando a falsa autonomia que os indonésios lhe pretendiam impor, defenderam a sua independência.

 

Na verdade, como se poderá exigir que a escola seja tão eficiente como uma empresa (de futebol, por exemplo) quando as regras não são as mesmas para os dois intervenientes? Na sociedade, o valor do produto das empresas (bens), tal como os recursos materiais ou humanos (como os jogadores) revertem a favor da empresa. Os recursos formados pela escola (cheguem eles a ministros, a gestores, ou a reconhecidos investigadores, ... ) nunca revertem para as escolas: antes, revertem para o Estado (impostos pagos pelos profissionais que frequentaram e se formaram nas mais diversas escolas do país!) e não para a escola que os formou!

A escola é assim, uma empresa descapitalizada. Não há dinheiro para investir nas melhores condições de exercício profissional dos docentes de aprendizagem dos discentes, mas fala-se já na colocação de gestores profissionais (com ordenados chorudos mas que não chocam políticos a eles habituados) para gerirem o vazio financeiro que é o orçamento das escolas.

 

É necessário e urgente que as escolas saibam com que recursos financeiros contam para que possam elaborar e desenvolver os seus projectos educativos com as comunidades onde a formação dos alunos e jovens (futuro inequívoco de um país) tem de ser o objectivo primordial. Sem um valor por aluno associado a um valor por estabelecimento (tendo em conta a sua dimensão) não é possível ter uma verdadeira autonomia. 

A Escola tornou-se num palco de acção sem realizador. A educação andou durante muitos anos a ser governada por políticos de diferentes tendências que legislaram dersenfreadamente sobre todos os âmbitos da educação. Afinal, os políticos consideram-se como os iluminados que percebem de tudo, são especialistas de tudo... mas a verdade é que falham num dos problemas essenciais: entendem muito pouico sobre o que é viver na escola porque, ou nunca lá viveram como vivem os professores que fazem da educação a sua vida, que fazem da educação uma carreira vital. 

E, como se não bastasse, passados anos das más políticas que empreendem como se fossem a panaceia para todos os males das escolas, lá vêm os mesmos políticos (do mesmo ou de outro partido) concluir que o sistema educativo se degradou, que a educação está num beco sem saída, em suma, que tudo que foi feito foi errado. E querem voltar a ser eles a mudar tudo, para que tudo continue na mesma e a precisar que deles nasçam novas ideias...  Ora, quem faz parte do problema nunca pode integrar, quanto a nós, a solução.

Os professores estão cansados. Basta de mudanças, de reformas.

Por isso, advogamos que o Ministério da Educação deve ser implodido dando lugar a uma organização que seja constituída por individualidades que tenham dado provas de ligação e empenho pela causa educativa e não por indivíduos dotados de discursos sobre as práticas dos outros pois que nunca, ou durante pouco tempo exerceram, a função docente.

Os governos são conjunturais. Mas a educação não é uma conjuntura e os seus resultados não são nunca visíveis senão a longo prazo. Por isso, nenhuma reforma chegará a ser verdadeiramente implementada como foi pensada enquanto, com a mudança dos governos, for possível alterar pela legislação, todo o rumo traçado aquando da reforma. As chamadas “alterações pontuais” destinadas a corrigir “pequenos desvios” são muitas vezes novas reforma pois, determinam muito mais o rumo da Reforma que o quadro legal inicialmente produzido para introduzir a Reforma.

Seria uma prova de maturidade política que os políticos deixassem a educação seguir os seus caminhos sem que andassem a mudar de rumo ao sabor das sondagens (ora prometendo, ora acabando com os exames...).

O Ministério da educação deveria navegar além partidos. Seria bom que os políticos tivessem a dignidade de legislar no sentido de possibilitar ao Ministério da Educação ser governado por quem lá passou a maior parte do tempo útil da sua vida, pessoas que se interessam pelo ensino mas que tenham dado provas de cabal exercício da função docente, que realmente sintam na pele e vivem o fracasso e insucesso da Educação como o seu próprio insucesso.

Não tenhamos dúvidas.... Está na hora dos políticos entregarem o governo da Educação do país a um grupo de indivíduos, apartidário ou despartidarizado, proveniente dos mais diversos quadrantes mas que tenham um só elo comum: destacarem se por terem dado provas de exercício cabal da sua função docente enquanto profissionais de educação.

Uma vez eleitos para mandatos legitimados pelos votos de quem lá exerce funções e de quem tem interesses legítimos na sua eficácia (pais e encarregados de educação), isto é, todos aqueles que vivem na escola e/ou para a escola, por quem faz da escola a sua vida, teríamos por certo uma maior eficácia, pertinência, e consequentemente, durabilidade dos normativos. E uma maior identificação entre os governantes da escola e os governados. Pais, Professores e Alunos, escolheriam quem conduziria os destinos da sua educação e da educação do seu país.

Podem questionar: Mas isto não é democracia... Então, perguntamos: "O que é a democracia"? Mudar constantemente de rumo do Barco?

Que ninguém duvide um segundo tão-pouco: se houvesse mudança de timoneiro nos navios com a frequência com que mudam os governantes, nunca Pedro Álvares Cabral teria chegado ao Brasil, nem Vasco da Gama teria chegado à Índia...

É urgente parar de reformar (brincar às reformas como se fosse ao faz-de-conta...).

É urgente estabilizar o processo educativo e as condições de desempenho dos professores!

Sem uma estabilidade e independência financeira, nunca será legítimo responsabilizar as escolas e muito menos os seus trabalhadores pelas derrotas no campeonato da Educação. Afinal, nem sempre são os clubes com os mais altos orçamentos a conseguirem o campeonato ou até a Taça de Portugal. Da mesma forma, nunca ninguém pensou em exigir que um Clube de Terceira Divisão seja Campeão Nacional, se nem joga na Primeira Liga. E, muito menos, que o seu presidente exija ao treinador que seja conquiste a Taça de Portugal se o seu orçamento não lhe permite ambicionar tal...

Pois bem. Creio que fica claro que, enquanto forem os políticos a decidir e determinar os destinos da educação, nunca encontraremos o rumo que necessitamos para chegar ao objectivo perseguido que é a melhorar dos níveis de educação dos cidadãos. E, culpabilizar os docentes pelos males causados pelos outros (políticos, essencialmente) apenas servirá para desmotivar ainda mais os profissionais que se encontram cansados de tentar remendar o que outros rasgaram.

publicado por J.Ferreira às 23:56

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Sexta-feira, 16 de Fevereiro de 2007

Autonomia Conquistada Vs Autonomia Enquistada

O Artigo que aqui apresentamos foi publicado no Jornal "O Docente" em Abril de 2003. No entanto, e porque nos parece ser de interesse actual, aqui fica (com alguns retoques) para aqueles que o queiram reflectir e/ou comentar...

 

De uma Autonomia Conquistada a uma Autonomia Enquistada.

Uma parte bastante significativa da vida dos professores é passada com os seus alunos dentro dos muros da escola. No entanto, a administração dos estabelecimentos de Educação Pré-Escolar (EPE ) e das Escolas do 1.º Ciclo do Ensino Básico (EB1) foi sempre centralizada em entidades e organismos exteriores à escola, ultimamente dirigidos por personalidades que passando a maior parte do seu tempo em gabinetes, se consideram “conhecedores” das realidades escolares. E, cada vez que se pretende empreender uma nova Reforma, discursam em conferências, encontros e simpósios com uma maestria tão estranha quanto assustadora demonstrando um desfasamento e total desconhecimento da realidade das nossas escolas. Não admira que, pouco tempo depois de fervorosamente defenderem uma reforma educativa como fundamental, surjam a apresentar alterações à reforma apresentada.

Nestas circunstâncias se inscreve uma das mais recentes apostas governamentais relativa ao quadro legal que rege o Modelo de Administração e Gestão das Escolas. Desde o início do processo fizeram crer aos professores envolvidos que as escolas passariam a ter autonomia pedagógica, organizacional, num modelo mais democrático pois que os agrupamentos seriam constituídos tendo em conta as realidades locais, os contextos onde as escolas se encontravam inseridas, as dinâmicas com vista à criação e desenvolvimento de projectos educativos com expressão local. E os professores (muitos) acreditaram nesta vontade governamental tendose empenhado na sua concretização, nomeadamente na zona mais a Norte do país.

Com efeito, a emancipação que os actores dos referidos estabelecimento de educação e ensino (EEE) esperavam, criada legitimamente em torno do processo de autonomia, não passou de uma mera ilusão, tendo apenas servido para dar mais consistência à expressão “a montanha pariu um rato”. De facto, o termo Autonomia aparece nos dicionários como sinónimo de independência, emancipação, liberdade, libertação e insubmissão. Porém, quando confrontados com o processo em que tem vindo a degenerar a Autonomia dos EEE, nomeadamente da EPE e EB1, imediatamente nos apercebemos da contradição (ou até mesmo ironia) da terminologia utilizada.

Vários EEE da EPE se organizaram com várias EB1, em função de afinidades sócio-geográficas e tendo em conta o contexto ecológico e pedagógico envolvente, agrupandose então em torno de um projecto educativo pedagógico comum tendose constituído voluntariamente em Agrupamentos de Escolas (AE) Horizontais reconhecidos e aprovados pelas respectivas Direcções Regionais.

Acontece que, as escolas onde os intervenientes mais se empenharam num processo de constituição de agrupamentos, investindo imensas horas em reuniões e reuniões para encontrar condições físicas e logísticas para a concretização da autonomia propalada, organizando processos eleitorais, elaborando os regulamentos e regimentos dos seus órgãos, etc..., quando tinham já instalados e a funcionar os seus serviços administrativos e os seus órgãos pedagógicos, de administração e de gestão, vêm-se condenadas também à reintegração nos serviços administrativos e pedagógicos de escolas de 2º e 3º Ciclo ou Secundárias (EB2,3/ES) constituindo-se em mega-agrupamentos, que mais parecem mega-DE’s sem que os diferentes estabelecimentos tenham quaisquer afinidades no que respeita às dinâmicas pedagógicas. Destruída toda a estrutura orgânica que administrava os estabelecimentos da EPE e das EB1 (esvaziando de competências e extinguindo os órgãos que até então as dirigiam), os EEE acabam por ser integrados “à força” em Agrupamentos de Escolas Verticais sem quaisquer afinidades que não sejam as territoriais sem que tivesse sido criada uma dinâmica emergente.

Esta realidade apenas confirma que o sistema se serviu dos professores para legitimar o esvaziamento das competências das Delegações Escolares (DE’s) e a sua consequente extinção. É, pois, legítimo perguntar, “onde está a tão propalada autonomia dos EEE? Não terão os governantes utilizado os docentes dos estabelecimentos da EPE e das EB1 para legitimar a alteração do modelo de Administração e Gestão das Escolas”? Com que autonomia fica a Educação Pré-Escolar e o 1º Ciclo?

Pretendendo-se a democratização da gestão das escolas, será que a forma como todo o processo foi conduzido pode ser caracterizada de democrática? Como criar uma escola mais democrática, aberta à participação de múltiplos agentes representativos dos interesses locais se o modelo final foi imposto superiormente obedecendo a uma lógica top-down, sendo que a participação no processo dos agentes de ensino se limitou a obedecer a ordens superiores? Não estará o processo da autonomia que se pretendia fosse conquistada a transformar-se numa autonomia enquistada?

Será que o desaparecimento dos Agrupamentos de Escolas em que os conselhos executivos eram compostos por profissionais conhecedores da especificidade, dos problemas e das dificuldades dos níveis de ensino caracterizados pela monodocência não se vai traduzir num processo de hierarquização das decisões em função do nível de ensino dos gestores eleitos para dirigir o Agrupamento? Será que a lógica de organização e gestão escolar própria das escolas EB2,3/ES, em regime de docência múltipla devem reger-se pelos mesmos regulamentos e ser geridas da mesma forma que as escolas em regime de monodocência?

Pergunta-se: que vantagens pedagógicas poderão ter os EEE em regime de monodocência ao serem dirigidos por órgãos de decisão rendidos a uma lógica de organização pedagógica e de gestão próprias de EEE em regime de pluridocência? Como compatibilizar formas de organizar o processo educativo, de agir e de gerir com realidades tão divergentes, em termos de população discente?

Se a organização vertical constitui o modelo que melhor responde às problemáticas educativas, por que razão o estado abandonou a criação de Escolas Básicas Integradas (EBI’s)? De facto, mesmo nalgumas assim denominadas, o espaço físico dos diferentes estabelecimentos nem tão pouco faz fronteira.

Os professores são a face visível de toda esta instabilidade, destas alterações constantes na organização do Sistema Educativo. E sente-se um grande desconforto ao nível dos docentes da EPE e das EB1 pois não vêem qualquer melhoria na passagem do sistema tradicional (DE’s) para o novo modelo de gestão. Pelo contrário, não notam diferença que não seja as imensas horas passadas em reuniões e mais reuniões, das quais pouco ou nada se tira de proveitoso para o processo educativo e para a melhoria da qualidade da educação ministrada aos alunos. E vêem crescer as tarefas burocráticas que lhes são exigidas como se com esta autonomia, em vez de pedagogos, fossem funcionários administrativos. Nem mesmo os Encarregados de Educação estão satisfeitos pois que se até então tratavam os assuntos com a direcção de cada estabelecimento para qualquer assunto têm agora que se deslocar à sede do Agrupamento de Escolas. Não nos espanta, pois, a tristeza plasmada nos rostos docentes, o desencanto que vemos nos discursos e o desinvestimento que se pressente no seu envolvimento e nas suas acções, a desilusão por verem horas e horas de trabalho passadas em reuniões e reuniões a discutirem e elaborarem regulamentos e regimentos internos dos agrupamentos que, de um momento para o outro, deixaram de existir.

Profundamente cansados de mudanças sistemáticas na legislação, os professores parecem cada vez menos entusiasmados com as reformas que se pretendem ver realizadas no terreno. E a resistência à mudança e à inovação educacionais será cada vez maior quanto maior insatisfação profissional sentirem os docentes envolvidos. É triste ver tantos docentes desencantados com a profissão, ansiosos por ver chegada a hora da Reforma. Mas isto não é mais que o resultado de tanta mudança, incerteza, falta de democraticidade no processo empreendido com vista à autonomia. Mais assustador ainda é constatar, que muitos dos profissionais que manifestam este sentimento, estão ainda em início de carreira.

Por outro lado, muitos dos que se entregaram “de corpo e alma” ao processo de autonomia lançado com o novo modelo de gestão, sentemse mesmo “enganados” por tão belos discursos de gente ao ver que tal não passou de uma mera figura retórica utilizada por uns quantos que, de seminário em seminário, de conferência em conferência, tentavam convencer os professores das virtudes do novo modelo de gestão e os incentivavam a avançar no processo conquistando a tão apregoada autonomia.

De facto, as EB2,3/ES que já tinham autonomia continuam a tê-la. Os estabelecimentos da EPE e as EB1 ficarão em breve a ver a sua autonomia subjugada à lógica dos outros níveis de ensino. Constata-se que, a criação dos Agrupamento Horizontais entretanto desfeitos, não serviu senão para legitimar a passagem da gestão dos estabelecimentos que se encontravam ligados às DE’s (onde eram recebidos e tratados como docentes) para as secretarias das EB2,3/ES (onde são recebidos e tratados como utentes / clientes).

Parece-nos pois que, a continuar nesta lógica de metamorfoses, o processo de autonomia transformar-se-á num processo de subalternização da EPE e EB1 face aos restantes níveis de ensino, o que será um erro histórico com repercussões claras na qualidade da educação e das relações institucionais. E é espantoso ver como “num abrir e fechar de olhos”, se esquece e se joga para um plano desconhecido toda a especificidade que sempre foi reconhecida aos estabelecimentos de EPE e às escolas EB1. E mais curioso é verificar como se calaram as vozes sonantes de todos aqueles que, com discursos românticos a favor da autonomia, defendiam que mais do que desejada, deveria ser construída... ou até mesmo, conquistada! Porém, o que constatamos é que se passou de uma dinâmica de desenvolvimento da autonomia conquistada a uma dinâmica de autonomia imposta. E tudo isto como se democracia e ditadura fossem palavras compatíveis.

A criação de equipas docentes conhecedoras da especificidade da EPE e do EB1, com experiência e vivências nestes níveis de ensino que constituíam os Agrupamentos de Escolas do tipo horizontal, permitiriam criar dinâmicas de envolvimento de todos os alunos nos projectos educativos e curriculares, atendendo ao contexto de inserção de cada EEE. Inviabilizando-se a criação de dinâmicas desta natureza ficarão em causa a personalização do ensino, pelo que aluno e professor serão, cada vez com maior frequência, apenas mais um número inserido no computador.

Se é verdade que as DE’s, de âmbito concelhio, que apenas abarcavam os EEE de professor único (Jardins de Infância e Escolas do 1.º Ciclo) tinham dificuldades em dar resposta às exigências de tão grande número de EEE em regime de monodocência, a verticalização com o consequente desaparecimento de muitos dos Agrupamentos Horizontais, terá como consequência a criação de mega-agrupamentos com tão grande e tão variado público abrangido que se transformarão em autênticas mega-Delegações. Esta reestruturação, se é verdade que pode traduzir-se numa menor despesa financeira para o estado, não é menos verdade que inviabilizará uma organização e gestão pedagógica eficiente, capaz de dar uma resposta às necessidades específicas de cada estabelecimento e aos problemas contextuais das comunidades educativas abrangidas.

Evolução do Conceito de Autonomia

O conceito de autonomia sofreu assim várias alterações. Num primeiro tempo defendiase o modelo como “ausência de modelo”. Tal máxima concedia às escolas a liberdade de se manterem ligadas às DE’s ou de se constituírem em Agrupamentos (horizontais: com estabelecimentos do mesmo nível de ensino; ou verticais: estabelecimentos de diferentes níveis de ensino).

Permitese então às escolas que se constituam em agrupamentos da forma que pedagogicamente fosse mais adequada em função do contexto envolvente com base num Projecto Educativo exequível. E, exageradamente, permitiu-se que escolas muito próximas, com contextos locais comunitários muito semelhantes se mantivessem sós e que, à boa maneira portuguesa, apenas se limitassem a mudar o nome para Agrupamento de Escolas (quando, na verdade, não passavam de meros “agrupamento de salas”). Contudo, intervenientes educativos de outros estabelecimentos dispersos organizaram-se e definindo um projecto educativo comum, fundaram verdadeiros Agrupamentos de Escolas, reunidos em torno de objectivos, interesses e projectos educativos comuns. E surgiram vários Agrupamento de Escolas horizontais, envolvendo estabelecimentos da EPE e EB1. Outros, optaram por uma lógica vertical, englobando diversos níveis de ensino. Como é natural, nem todos os intervenientes embarcaram sem conhecer o rumo a rota e o destino do barco. Por isso, o envolvimento dos diferentes actores não foi, necessariamente, o mesmo. Com efeito, ainda há bem pouco tempo muitas escolas da zona de Lisboa se encontravam ligadas a DE’s (ainda que, à boa maneira portuguesa, no papel estivessem extintas!).

O facto de nem todas as escolas avançarem para a forma de gestão desejada pelos governantes, implicou uma mudança na prática. Assistimos então ao modelo como “agrupemse ou agrupamovos nós”. Não admira pois que, muitos tenham avançado por imposição e sem qualquer entusiasmo para o novo modelo de administração e gestão escolar.

Finalmente surge o modelo como “reagrupemse verticalmente”. E a palavra de ordem imposta de cima passou a ser “reagrupem-se ou reagrupamovos nós”. Desta forma, “voluntariamente” os agrupamentos de escolas horizontais são uma espécie em vias de extinção (embora sem a protecção da Quercus!) dando lugar a agrupamentos verticais. Estava dada a última machadada na autonomia conquistada.

Assim, de uma atitude inicial em que as escolas se reorganizavam e agrupavam de acordo com critérios de natureza essencialmente pedagógica, assistimos a uma alteração radical na filosofia do modelo de administração e gestão escolar, colocando na gaveta os princípios orientadores de cariz democrático que lhe estiveram na base, extinguindo grande parte dos agrupamentos horizontais inicialmente criados e impondo a sua reintegração “à força” nas EB2,3/ES por critérios de natureza meramente economicista. Não temos pois dúvida que, uma autonomia que seja imposta será sempre uma autonomia enquistada. Os agrupamentos desta natureza terão grande dificuldade em ser motores de mudança educacional e de proporcionar verdadeiros projectos educativos para o sucesso.

De facto, muitos professores tinham razão em não acreditarem nas boas intenções da administração. Não é por mero acaso que, na sua sabedoria popular, se diz “De boas intenções...está o inferno cheio!”. Mas, para uns tantos a autonomia até trouxe coisas muito boas. Não é caso para sermos todos muito felizes? Quantos professores não terão agora de passar horas e horas na companhia dos seus pares “a discutir o sexo dos anjos” pois que, sem ovos, nunca foi possível fazer omeletas. Mas, há vantagens: até se pode ser eleito para cargos sem se ser candidato! Que bom não seria para qualquer cidadão comum, descobrir que, sem ter sido candidato, tinha sido eleito Presidente de uma qualquer instituição (imagine-se do Sporting, do Porto, ou do Benfica…)! Se o cargo lhe der prestígio e uma boa remuneração, não é verdade?... É caso para exclamar: “Querem mais democracia? Subscrevam a Autonomia!”.

Numa outra dimensão, mas que nos faz reflectir sobre a essência do que nos querem dar com a autonomia, o Povo Timorense dá-nos, de facto, uma grande lição. Os responsáveis políticos de Timor sabem muito bem o que significa para os políticos a palavra autonomia. E, como sabiam muito bem o que queriam, os timorenses disseram claramente "Não!" à autonomia que a Indonésia lhes queria oferecer. Rejeitaram-na, veementemente, pagando mesmo com o preço de muitas vidas, para atingirem um nível que, verdadeiramente, lhes desse a possibilidade de decidir sobre o seu destino. E conseguiram a independência!

As escolas têm que estar organizadas em torno de uma outra estrutura que não o Ministério da Educação. Enquanto não forem independentes, continuaremos a ter Ministros da Educação a quererem deixar, tal como muitos animais, a sua marca… E brincam com a educação do país. Chegam uns e fazem os professores remar para Oeste (quiça, encantados com o "american dream"!). Depois vêm outros, e exigem que os professores remem para Sul... (Encantados vamos lá adivinhar com o quê...!). Outros ainda, chegam e obrigam os professores a remarem para Norte (na Finlândia e Dinamarca é que tudo é bom!). Outros nem apontam caminho... E lá se vai navegando conforme as luas, os ventos. No meio de todas estas ordens (ou desordens!) os professores estão já cansados de remar ao sabor destas “luas” e, entre brisas e tempestades, lá acabam acusados (injustamente!) pelos governantes de nunca chegarem a “bom porto” (ao tão desejado sucesso escolar). No entanto, os ministros que passam pela pasta da Educação consideram-se sempre como sábios (os únicos!) e de tal forma iluminados que não necessitam do contributo de quem quer que seja – organizações profissionais: Associações, Sindicatos, etc – para decidir o destino colectivo, em termos educativos. Triste figura que fazem! E enjeitam as culpas para os professores, que apresentam à sociedade como "bode expiatório" para os insucessos dos quais são eles, governantes, os únicos responsáveis. Que bom seria se os Ministros da Educaçãos tivessem a dignidade daqueles treinadores de futebol... Estes, quando perdem por erro da sua estratégia de jogo, assumem a derrota (ou até se demitem do cargo). Mas não deixam de elogiar o trabalho e empenho dos seus jogadores! Aqui reside a diferença. Uma grande diferença!

E assim caminha este país, ao sabor dos ventos e das luas de uns tantos que depois partem e nunca são responsabilizados pelo que fizeram... Quem sofre as consequências desta incapacidade dos timoneiros decidirem qual a melhor rota, são sempre os profissionais de educação. E, como para os governantes é bem fácil chegar aos órgãos de comunicação social, não têm pejo nenhum em atulhar a opinião pública de falsidades sobre os professores (e educadores) que necessitam de ver dignificado o seu trabalho para continuarem com a coragem de levarem a bom porto a nobre tarefa de formar as gerações de futuro, conscientes de que, mais ano menos ano, estarão no mesmo lugar dos actuais governantes, e esquecerão rapidamente que, também eles, passaram pelas cadeiras da escola onde os meios e recursos estão longe, muito longe de serem os necessários para que a escola seja um local aliciante, apetecível, atractivo, desejado, bem amado e reconhecido.

Sem qualquer tipo de saudosismo, na escola em que me formei, as portas podiam ficar abertas, não existiam muros nem vedações, nem cadeados, nem portões. Era um local “sagrado”, pobre mas por todos “respeitado”. Os professores tinham uma imagem de dignidade, também eles respeitados por todos.

Como pretender que a sociedade seja verdadeiramente democrática, sustentada no respeito por todos quando, de cima, nos vem o exemplo de alguém que não tem qualquer sentido da responsabilidade do lugar que ocupa, lançando sobre os professores, através da televisão, suspeitas e acusações numa cruel falta de consideração e de respeito pelo trabalho daqueles que são os profissionais que mais investem da sua vida na formação dos cidadãos?

Por isso, os governantes não têm qualquer pejo em lançar pais contra professores, criando um clima latente e permanente de autêntica guerra psicológica que em nada contribui para a necessária estabilidade e tranquilidade do processo educativo…

Não admira pois que cada vez mais se ergam muros para a proteger as escolas dos assaltos, que as crianças agridam os colegas, que os pais entrem na escola para agredir professores… Mas, entre as palavras e os actos, qual das agressões será a pior? Qual terá piores consequências para aqueles que são vítimas de agressão física: os insultos da Ministra da Educação ou o empurrão, a bofetada e o murro dos pais dos alunos?

Afinal, de que serve a Autonomia? Porque que a querem impor às escolas?

Finalmente, achamos que vale a pena reflectir e aprender com outras realidades que, embora de diferente dimensão, não deixam de nos dar uma grande lição. Por isso cada vez mais e melhor compreendo os Timorense: se este é o conceito de autonomia, cada vez melhor compreendo os Timorenses. A Indonésia oferecia ao povo de Timor a possibilidade de ter Autonomia. Mas o povo timorense rejeitou-a. Eles sabiam qual o conceito de Autonomia defendido pela Indonésia. Quando nos querem oferecer uma autonomia que não significa senão o reconhecimento da “liberdade de fazer o que nos mandam”, há que lutar pela independência. Este é o sentido da Autonomia (que diz ser democrática) que o governo quer impor às escolas. Ela não é mais do que um processo intermédio para culpabilizar ainda mais os professores pelo fracasso das medidas impostas pelo governo, de cima para baixo. Esta autonomia que nos querem impor, no que é essencial em termos de organização autónoma do trabalho, com os devidos recursos humanos e financeiros, não corresponde a nenhuma autonomia. Esta "autonomia" servirá apenas os intentos governamentais que visam encontrar um "bode expiatório" para o insucesso das políticas educativas, culpabilizando as escolas pelo fracasso das medidas educativas impostas “top-down” pelos governos.

publicado por J.Ferreira às 01:03

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