Sábado, 24 de Outubro de 2015

Finlândia Deixa a Criança Ser Criança

A Finlândia dá exemplo no sistema de educação e não apenas infantil, onde as crianças são mais livres para serem crianças. O sistema educacional finlandês é considerado como um dos melhores do mundo e os bons resultados que lá se obtêm, o comprovam.

Como se conseguem tais resultados?

 

1. Professores são profissionais valorizados

A educação é uma profissão de prestígio e os professores são considerados autoridades na escola e na sociedade.

2. A educação é totalmente gratuita e, portanto, acessível a todos

A educação é obrigatória entre os 7 e os 16 anos e todas as escolas, para essas faixas etárias, são públicas. Os livros e o material escolar também são gratuitos. Toda escola garante a alimentação das crianças durante o dia, com qualidade nutricional. O transporte escolar é fornecido pelas municipalidades e também é gratuito.

3. Investimentos equitativos e justos

Os investimentos públicos em educação são feitos de forma equitativa e os fundos estatais são repartidos, de forma justa, entre as municipalidades, em cifras variáveis que visam atender as necessidades específicas de cada comunidade. Essa condição gera igualdade de oportunidades, que é considerada um valor essencial.

4. Currículo comum mas especial

O currículo escolar é comum a todos porém, é organizado por cada centro educacional específico. Cada escola e seus professores desenham o currículo para a comunidade que será atendida por eles e planejam sua aplicação de forma a lograr os objetivos que considerem melhores.

5. A educação é personalizada

Os alunos com necessidades especiais são acompanhados desde os primeiros momentos, aumentando assim seus índices de sucesso e minimizando as porcentagens de fracasso escolar. O ritmo de aprendizagem individual é respeitado, não são aplicadas provas e atividades estandartizadas. Os professores atendem o mesmo grupo estudantil desde o 1º até o 6º ano de escolaridade, acompanhando sua classe na evolução escolar e aprendizagem.

6. Os alunos têm tempo para tudo

Estudar, brincar e descansar são funções sérias do processo de aprendizagem e igualmente valoradas. O 1º ano de escolaridade obrigatória só é começado aos 7 anos, quando se considera que a criança está madura para aprender. Os estudantes do ciclo fundamental, dos 7 aos 12 anos, têm só 3 a 4 classes por dia, com descansos de 15 minutos entre estas e mais um horário para alimentação. As lições que seriam para casa são feitas nas classes.

7. A preparação de aulas é considerada parte da jornada de trabalho do professor

Os professores dão menos classes que em outros países, o tempo em que estão em sala de aula é menor e têm horas específicas, na escola, para preparação das suas aulas futuras, pesquisar temas, interagir com outros docentes, etc.

8. Até o 5º ano do fundamental os alunos não têm provas nem recebem notas

A competitividade não é valorizada. Os relatórios dos professores são somente descritivos sobre seus alunos, os educandos não são valorados em notas.

9. É valorizada a curiosidade e a participação do estudante

A imaginação e a capacidade de realização são valores importantes para a sociedade finlandesa onde abundam profissionais das artes assim como os de tecnologia e engenharias. Este desenvolvimento criativo é fomentado durante todo o processo educativo onde se valora a criatividade, a experimentação e a colaboração em detrimento dos processos de memorização.

10. Os pais estão envolvidos no processo educativo de seus filhos

A sociedade e as famílias consideram que a educação é fundamental e que deve ser complementada com atividades culturais. Os pais dispõem de ajuda social em sua vida profissional para poderem conciliar suas atividades com o atendimento à família.

publicado por J.Ferreira às 02:01

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Quinta-feira, 3 de Maio de 2012

Avaliação dos Professores Versus Avaliação dos Alunos

É incrível! Tremendamente incrível!!

Então, num país em que se defendeu que o comportamento dos alunos (desde as notas ao absentismo!!!!) devem contar para a avaliação do professor é o mesmo que apresenta senhores e relatórios que defendem a separação da avaliação do comportamento dos jovens face aos seus resultados escolares...?

 

Paulo Santiago, 43 anos, economista e analista principal da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), surge no Público (pág. 8 do dia 2 de maio de 2012) defende que "a aprendizagem dos alunos portugueses deve ser avaliada de forma separada e não traduzir-se numa nota em que também entram em linha de conta os seus comportamentos e atitudes (...)."

 

Afinal, como se pode compreender que não se coloquem contra os critérios que presidem à avaliação dos professores?

Por onde andavam estes senhores quando se colocou como factor da avaliação dos professores os resultados escolares dos alunos ? Estavam a dormir? Estavam exilados?

Então se o aluno não estuda, se comporta de tal forma na aula que impede a aprendizagem dos demais e ainda assim obtém resultados satisfatórios, avançará academicamente... Porém, se os demais não aprendem devido ao comportamento deste aluno, a culpa é do professor?

 

Se o comportamento de um aluno é insuportável (quer na aula quer na relação com colegas e companheiros) devemos considerar apenas os seus resultados escolares?

É caso para perguntar: Por que incumbem à escola a Educação e depois apenas querem que avalie (e por separado) os resultados de cada dimensão? Para que aprovem e prossigam impunes a carreira? Para que serve chamar de "Educação" a um ministério onde o que mais há é falta de educação que cada vez mais se despenaliza quem não cumpre regras, quem provoca distúrbios, quem impede os demais de aprender?

 

Na verdade, as escolas recebem cidadãos que passam mais horas fora dela que dentro dela, jovens cujos modelos são tudo menos os apregoados pelos valores veiculados pela escola (em vez da cooperação da escola, a sociedade apregoa o  "salve-se quem puder", aplaude o uso de todos os meios possíveis para atingir os fins desejados, em vez da integração apregoada pela escola inclusiva pratica-se a segregação, a selecção dos mais fortes, dos mais astutos, dos mais hábeis, numa busca sem critério nem valor de atingir o almejado "excelente" com critérios absurdos de que tantos têm sido vítimas...).

 

A escola deve ser exigente... integradora, avaliadora de co0mpetências da mais vária índole que conduzem à formação integral (leia-se, educação) do cidadão. Pena é que cada vez mais se defendam os que não cooperam e os jovens na escola sentem que cada vez há uma maior décalage entre  o que se exige na escola e o que a sociedade deles espera... Em vez da cooperação, a competitividade. Em vez da solidariedade, o egoísmo... o "salve-se quem puder", em busca da excelência a que apenas (por decreto!) alguns 5% podem chegar...

 

Não admira pois que, derrotados à partida, cada vez mais jovens se sintam com vontade de passar à clandestinidade. O seu esforço de nada lhes serve comparado com o que os companheiros (baldas!) conseguem atingir...

Não é verdade que, em Portugal, quanto mais fracassados nas escola, mais alto é o voo na sociedade? Ou estarei equivocado?

Necessitaremos de mais exemplos, ou basta o dos nossos últimos primeiros-ministros?

 

Na verdade, na escola actual (e chamem-nos de pessimistas..:, se quiserem!) o que mais há nas escolas de hoje não é educação mas sim "a da falta dela"...)?

 

É incrível! Tremendamente incrível!!

Então, num país em que se defendeu que o comportamento dos alunos (desde as notas ao absentismo!!!!) devem contar para a avaliação do professor é o mesmo que apresenta senhores e relatórios que defendem a separação da avaliação do comportamento dos jovens face aos seus resultados escolares...?

 

 

Uma pergunta final:
Face às teses da OCDE, será que o Ministério da "Educação" vai passar a chamar-se "Ministério da Instrução"...? 

 



publicado por J.Ferreira às 16:35

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Domingo, 10 de Abril de 2011

Trilhando Caminhos da Avaliação Docente

Que avaliação é Justa e Exequível?

Há que recomeçar a trilhar os caminhos. E a reflexão sobre o tema é um deles.

O Conselho Nacional da ANP, reunido no último fim-de-semana em Braga, tratou de reflectir sobre este assunto.

Aqui ficam, em resumo, o que recebi de um colega:

Conselho Nacional ANP reunido no dia 9 de Abril, em Braga aponta caminhos futuros para Educação: i) restaurar a confiança nos professores e nas escolas; ii) centrar as escolas no trabalho pedagógico; iii) construir um novo sistema de avaliação separando-o das eventuais implicações na carreira; iv) adopção de Lei de Autonomia do Ensino não superior; v) criação de entidade de auto-regulação da profissão docente.

Ora, depois de lidas estes importante contributo, algo gostaria de colocar uma questão crítica sobre um dos aspectos. Ora, se há avaliação, sem dúvida que dos resultados da Avaliação devem ter reflexos em medidas educativas. E, se as escolas são formadas por equipas pedagógicas, são as equipas que devem ser avaliadas... e não os docentes, um a um, como se da buscad e um bode expiatório se tratasse.  Se não há reflexos, todos nos cairão em cima (sobretudo os que sistematicamente nos perseguem como alguns dos meios de comunicação social) dizendo "isto não é avaliação!"
Por que defendemos isto? Vejamos: fala-se muito da necessidade de trabalho cooperativo nas escolas. Pois bem.
Um exemplo simples: Num clube de futebol (escola) ainda que haja um jogador (docente) seja "Excelente" se a equipa não consegue os pontos necessários para a permanência é todo o clube que desce de divisão.
Se a equipa é a primeira do campeonato, mesmo os jogadores que nunca jogaram, recebem a medalha de ouro.
Ora, se numa escola (equipa) consegue bons resultados (o que nada pode ser reduzido aos resultados dos alunos mas uma relação entre recursos físicos, tecnológicos, materiais e humanos disponíveis, etc.) o mérito é de todos.
Se os resultados (objectiva, ponderada e racionalmente) definidos ficam aquém do esperado deverá ser toda a equipa que deve ser penalizada não recebeno pontos. O que não pode é haver numa escola com péssimos resultados professores (5%) que tenham excelente e 25% com "Muito Bom" quando todos deveriam trabalhar par ao bem da comunidade educativa.
Será que devemos atribuir ao que provocou ou falhou a grande penalidade ou guarda-redes toda a responsabilidade de os resultados de uma equipa? E se há mérito de todos mas só há lugar para um "Excelente", quem fica com ele? O treinador (Director)?
Logo, dos resultados da avaliação da Escola — JAMAIS dos resultados dos alunos (cujo tempo de dedicação ao estudo e investimento material na educação depende unicamente do Estado e da família!) e NUNCA de um ou outro docente isolado (que não é responsable pelo nível socio-cultural e económico nem muito menos pelo tipod e família de origem dos seus alunos! — devem ser retiradas as devidas consequências, sobretudoe  principalmente, nas medidas a adoptar pelo Estado, seja na colocação dos melhores profissionais  mediante incentivos (de que, em meados da década de 90, enquanto destacado num Gabinete Ministerial, apresentei um estudo e uma proposta sobre o assunto.) em termos de Graduação Profissional (como sucede hoje em algunas comunidades de Espanha!) para efeitos de concurso (o que em nada interfere no orçamento da educação!).
Creio que se tem de recuperar (ou ressuscitar !) o meu trabalho das "Escolas Isoladas" (com um artigo relativo ao assunto publicado pela ANP na sua revista "O Docente") que previa incentivos em termos de concurso e remuneratórios em função da frequência das preferencias manifestadas pelos opositores aos lugares disponibilizados pelo Ministério.
Que melhor querem?

publicado por J.Ferreira às 22:26

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Sexta-feira, 8 de Abril de 2011

Socialistas Não Desistem de Achincalhar os Professores

Estes governantes incompetentes (cujas políticas determinam desde 1995 apenas com um curto interregno da era Barroso/Santana Lopes) têm afundado o país a todos os níveis! As suas lutas foram claras: casamento homossexual, liberalização do aborto, proibição de fumar nos sítios de acesso público, segurança alimentar, encerramento de escolas e hospitais, aumento de portagens, aumento do IVA, aumento do IRS, diminuição dos salários, ao mesmo tempo que os escândalos de salários e mordomias dos amigos proliferavam pela comunicação social. mas só serviram para gastar dinheiro e afundar o país... Por isso estamos onde estamos embora ainda falte algo ao PS para afundar o país. Dêem-lhes os dois anos que faltavam para completar a legislatura, e esta sim, será a Tempestade Perfeita de que Sócrates se vangloriava no final da sua primeira legislatura. E não reajam: esperem para ver para onde vai o Barco! É isto a esquerda em que querem que acreditemos?

 

Será que ainda não se deram conta de que estão a levar a educação para um abismo? Será que ainda não se deram conta de que a concorrência e a competição que incrementam o individualismo (se não mesmo o egoísmo de cada um em prejuízo do trabalho de equipa para solucionar os problemas no contexto de cada comunidade educativa em concreto), são o fruto da apologia da meritocracia destes socialistas incompetentes que, por certo, nunca foram avaliados (caso contrário, nunca teriam conseguido os seus diplomas!)?

A palavra de ordem a seguir pelos professores que não queiram ver a sua carreira prejudicada é jogar escondendo as cartas, é guardar para si próprio os recursos a fim de se diferenciar dos colegas e poder ser candidato a um "Excelente"...? Ora, num sistema tremendamente injusto esta é a única forma de obter um "Excelente", é normal que cada um jogue a sua cartada. Percebe-se como será um governo com gente deste calibre. Este sistema, aplicado aos clubes de futebol seria a desgraça total para os resultados das equipas... Se o excelente é o que mete mais golos, nenhum passaria a bola ao colega. E os guarda-redes abandonariam a baliza pois desse lugar, dificilmente meteriam golos. Ora, nas escolas há lugar para tudo. Os professores de Educação Especial, tal como muitos que exercem em escolas de ambientes degradados (do ponto de vista socio-económico e cultural) são heróis comparados com os que, obtendo muito melhores resultados, exercem em escolas da zona da Parque-Expo em Lisboa (que luxo de escolas...! O povo deveria ver como são, que recursos têm e quem tem lá os filhinhos!).

 

Mas  o que mais gostaria não era aplicar-se aos clubes de futebol. Era, isso sim, ver os ministros avaliados pelo mesmo sistema. Aliás, eles são funcionários públicos enquanto ministros... Ou é o privado que lhes paga? Pois, criemos uma carreira com escalões (nem que sejam trimestrais) para avaliar o seu trabalho e quero ver qual deles quer ficar com um suficiente... É que, a aplicarem-se as percentagens, que seja para todos! E para os políticos e deputados também. E tal como no caso das escolas, que as percentagens se apliquem dentro de cada organismo para ver a quem tocam os 5% de "Excelente" nos Ministérios, no Parlamento (por bancadas de Partidos), nas Câmaras Municipais... até chegar às Juntas de Freguesia...  Oh, como me queria rir quando víssemos 5% dos Presidentes de Junta (de cada e por concelho) a obter um menção de Excelente (e assim, a progredirem mais rápido na carreira!) enquanto um Vereador da Câmara Municipal ou um Deputado ou um Ministro se teria de contentar (e vamos ser mesmo bonzinhos!) com apenas um "Bom" que lhe permitiria que o ano de tempo de serviço fosse contado normalmente!

Oh pobre país que tem gente a governar que nunca lá deveria ter ido parar... As escolas são equipas docentes. Nunca poderemos avaliar o trabalho isolado de um professor numa determinada turma pois comparando-o com colegas que têm alunos muito distintos, ele pode ser muito melhor profissional que nunca terá os mesmos resultados...

Pergunto:

Como reagiriam os senhores ministros deste (des) governo ao verem que o senhor Presidente da Junta do bairro progredia na carreira mais rápido por ter obtido um "Excelente"? Isto só prova que as quotas por escola ou agrupamento são o maior dos absurdos possíveis e imaginários! Só cabe na cabeça de incompetentes! Este texto serve para provar o absurdo que é aplicarem-se quotas de  "Muito Bom" ou de "Excelente" na avaliação. Afinal, numa mesmo a turma da escola, podem haver 90% de Excelentes... Como reagiriam os pais se, vendo que os seus filhos merecem o Excelente, apenas tivessem Muito Bom ou Bom só porque para fazer uma avaliação justa se decide aplicar o mesmo princípio ou tipo de "quotas"! Aliás, para nós, Sócrates legalizou o Aborto para poder criar este autêntico "Aborto Legislativo".

 

Numa equipa todos os elementos devem cooperar, cada um no seu lugar e cada um com a sua tarefa, tal como os defesas, os médios ou avançados num clube de futebol. Assim, a não ser eliminado estas quotas, este governo considera que se pode avaliar jogadores no futebol dizendo que há jogadores Regulares, Bons, Bons e Muito Bons e Excelentes que jogam na primeira liga da mesma forma e com a mesma qualidade dos jogadores Médios, Bons, Muito Bons e Excelentes que jogam numa liga distrital ou regional. O estranho é que nunca nenhum seleccionador foi buscar um jogador destes clubes.

Tal como outrora aqui escrevemos, deveriam ser aplicadas também as percentagens para as notas de  "Muito Bom" e "Excelente" para avaliar os nossos governantes. Assim, depressa se perceberia que temos um governo miserável... E os salários de alguns ministros depressa os levariam a deixar a profissão.

publicado por J.Ferreira às 18:57

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Quinta-feira, 17 de Fevereiro de 2011

Avaliação de Desempenho - A Saga Continua

Cada dia que passa apenas nos damos conta de mais uma machadada no sistema educativo. Por todo o mundo árabe assistimos à "revolta dos povos" contra os governantes. Mas as democracias, quanto à escravatura económica dos povos, não se diferenciam muito. Apenas transformam os povos livremente, em escravos do tempo, escravos dos seus eleitos. Porém, ou as coisas mudam ou um dia, mais cedo ou mais tarde, chegará também o dia da "Indignação Contra os Carrascos da Democracia".

O Ministério insiste em levar avante uma Avaliação docente que se demonstra demasiado burocrática, injusta e que em nada espelha o contributo de cada docente para a melhoria do processo educativo. A divulgação recente de uma vaga de "Formação para Avaliadores" que visa ser replicada pelo país, disseminando os conteúdos da formação realizada na Área da Avaliação de Desempenho Docente é, de facto, a prova mais que evidente de que, mesmo que o destino seja o Abismo, este governo é teimoso, cego e surdo... e quer levar a ADD avante, mesmo que o destino seja a destruição do ambiente de cooperação profissional que deveria ser incentivado e desenvolvido nos estabelecimentos escolares.

Questionámo-nos, pois, "Para quando o fim da panaceia, obsessão ou fixação do Governo Socialista? Que frustração, fixação ou obsessão terá Sócrates contra os professores?

Todos sabemos que os Ministros nunca foram avaliados na sua formação para que chegassem ao cargo que ocupam. Chegam lá por nomeação! Nunca por competência, mas sim, por amizade, por caciquismo, ou até "partidarite" (leia-se, família partidária)... Ao contrário, caros leitores, os professores (os que se formaram especificamente para serem professores!) devem continuar a ser avaliados eternamente porque os nomeados assim o decidem? Ora, meus caros, não existe qualquer lógica neste sistema. Por isso, sempre consideramos que se trata de criar equipas dentro das escolas que cooperem apra o êxito escolar dos seus alunos. E, só em igualdade de condições (recursos humanos e materiais) e de equivalente origem sócio-económica e cultural dos alunos se poderia efectuar uma avaliação do trabalho desenvolvido pelos docentes. Tal é tão impossível quanto é impossível avaliar com justiça, o desempenho dos docentes. Podemos aceitar que se faça uma roleta. Seria mais legítimo que o Governo instituísse uma "Roleta Russa" para atribuir a Avaliação ao Desempenho dos Docentes do que esta pseudo-avaliação que apenas servirá para legitimar (fazendo parecer justas uma avaliação injusta!) a valorização atribuída aos docentes numa pseudo-avaliação do seu trabalho.

Da mesma maneira que dos médicos não se podem ser avaliados pelos resultados (ou nenhum quereria ir trabalhar para os hospitais de oncologia!) também não podemos aceitar a avaliação dos docentes quando o público é diferente, os diagnósticos são diferentes e as condições de exercício nas diferentes escolas são também diferentes. Desde o frio por que passam os alunos das escolas do interior durante a maior parte do tempo escolar até aos recursos de que dispõe cada estabelecimento (fotocopiadora, sala de informática, material escolar, até passando pelos materiais e meios de estudo dos alunos (associados aos recursos das famílias de onde são provenientes!) tudo é diferente de estabelecimento para estabelecimento.

É verdade que se aceita que, para a Taça de Portugal se permite que se enfrentem clubes da 1ª Liga com clubes da liga de Honra e/ ou da 2ª Liga ou até 3ª Liga, a verdade é que esta é uma injustiça tremenda pois a taça deveria ser por nível de Ligas e não “todos no mesmo saco!”. É óbvio que “só por milagre!” um clube da 2ª Liga poderá conseguir vencer esse troféu. No entanto, como não há alternativa, só lhes resta seguir estas regras... E até podem gostar de jogar contra os chamados “grandes!” pois é uma honra recebê-los nos seus estádios. Porém, ninguém exige que um jogador de uma equipa menor seja capaz de suplantar a categoria dos que pertencem às equipas de alta competição.

Mas voltemos à Avaliação Docente. Será que teremos de ser injustamente avaliados e por critérios absurdos só para justificar o dinheiro que se desperdiça, que em nada contribui para melhorar a qualidade do ensino (só serve para criar a guerra e o individualismo, tão contrários à necessária cooperação dos elementos de uma mesma equipa que quer atingir êxito no seu trabalho!) mas que, pelo contrário, contribui para acelerar o ciclo de desenvolvimento profissional dos professores levando-os a saltar para mais rapidamente para a fase do desânimo e do desencanto.

Constatamos, infelizmente, que do “Ranking das Escolas” o Ministério passou a preocupar-se com fazer um "Ranking dos Professores". E, para isso, estabeleceu quotas de máximas para a classificação de "Muito Bom" e de "Excelente". Sim. Como se numa equipa docente de uma escola não pudera existir 6 ou sete professores de nível Excelente, tal como se verifica numa equipa de futebol ou noutra qualquer empresa.

Cremos que, se o governo considera este sistema sério, é mais que chegada a hora de o levar à prática dentro do próprio Governo e, assim, demonstrar a todo o país que o que apregoa para os outros também defende a sua aplicação. Ora, aplicar aos demais funcionários públicos o que rejeita para si próprio é um princípio que não se coaduna com os valores da democracia. Exigimos que seja feita a avaliação dos políticos que nos governam e que no Parlamento são pagos pelo erário público. E que aos mesmos se apliquem o mesmo sistema de quotas... Só assim se pode aceitar que seja feita a avaliação dos docentes com base em critérios absurdos como os propostos e com as quotas que lhes foram impostas. Estamos para ver qual vai ser o nível atribuído a cada um dos Ministros. Um governo sério, aplicaria a mesma distribuição de quotas à avaliação dos membros do Governo. Ora, como apenas um ou dois teriam Excelente, José Sócrates, obviamente, ao avaliar os colegas, reservaria logo um "Excelente" para si próprio e outro para o Ministro das Finanças (pois se o não atribuísse, talvez ficasse sem salário!). Enfim... E assim sucessivamente. Estamos convictos que, com a aplicação (bem merecida) das quotas, à nossa "Isabelinha", Ministra da Educação, apenas lhe tocaria (se não mesmo, um "Insuficiente") um favorecido “Regular”...!

Há muito que criticamos o primeiro Ranking porque consideramos que "Os Alunos Não São Tijolos". Mas agora, com a Avaliação dos docentes, vamos cair no maior e mais injusto dos erros que é comparar o que não é comparável. O trabalho com alunos (que não sejam tijolos!), oriundos de famílias tão díspares em termos sócio-económicos e culturais, é condenar ao fracasso o melhor dos professores caso seja colocado numa dessas escolas!

Enfim. Estamos convictos também de que esta panaceia acabará por destruir o sistema educativo. No dia em que na selecção nacional, apenas um ou dois jogadores puderem ser avaliados com Excelente e 5 ou 6 com Muito bom, poucos ou nenhuns dos jogadores se disponibilizarão para integrar a selecção pois não quererão ver o seu prestígio achincalhado na praça pública. E os professores? Quantos estão dispostos a contribuir para esta palhaçada que é a Avaliação Docente? Quantos estarão disponíveis para submeter os professores a estes critérios absurdos? E, os que o fazem, com que objectivos aderem a esta injustiça? Será que querem deturpar o percurso efectuado pelos actuais professores quando se formaram e foram avaliados (sucessiva, repetida e criteriosamente) por profissionais que os diferenciaram atribuindo-lhes diferentes notas ao longo do percurso académico que lhes permitiu alcançar uma dada classificação final de licenciatura... ?

Será que querem deturpar o verdadeiro valor da formação profissional dos docentes? Ora, ainda que tenha havido (seguramente, em casos excepcionais) alguma injustiça (como em tudo, incluindo nos julgamentos dos tribunais!) numa ou outra disciplina que constava da formação inicial, a estatística demonstra facilmente que um aluno que, por ventura, possa ter sido prejudicado na classificação que lhe foi atribuída a uma dada disciplina, é bem provável que tenha sido beneficiado noutra disciplina. O facto é que daquelas em que saímos beneficiados, raramente falamos... Por isso, a Avaliação docente não pode ser um meio de atribuir a um ou um reduzido número de indivíduos (tenham eles a formação que tenham, frequentem os cursos que frequentem e ainda que tenham um nível mais elevado de habilitações) a discricionariedade de avaliar os colegas partindo de pressupostos, recursos e condições de exercício diferentes. Quando avaliar tem como pressuposto o conceito “comparar”, não se pode consentir que se compare o incomparável. E, como atrás dissemos. Os alunos não são tijolos... Logo, não podemos avaliar com justiça o trabalho dos docentes quando existe um critério que é objectivamente injusto (ainda que seja apenas um e com o peso mais reduzido que se lhe possa atribuir!). Logo, considerar os resultados da avaliação dos alunos para a avaliação dos docentes é a maior das injustiças que se pode praticar pelo que é inaceitável que tal tenha sido plasmado na lei.

Que esperamos para exigir o fim desta panaceia? Os professores já foram sobremaneira avaliados. Basta! Vivemos na Escola e para a Escola. Os alunos são o único motivo da nossa existência. A sua formação é o único motivo do nosso trabalho e dedicação. Nem nenhum cidadão nem nenhum Governo tem o direito de se querer auto-proclamar como o "arauto" da defesa da Escola Pública. Do nível de bem-estar que nela se possa desenvolver depende a vida dos professores bem durante bem mais tempo que dos alunos. Basta de criar querelas dentro e entre a comunidade educativa. Basta de colocar professores contra professores. Numa equipa, todos devem trabalhar para o objectivo do "clube" (leia-se, escola) e não para objectivos individuais (leia-se, obter a melhor classificação para poder subir na carreira mais rápido, à custa das variáveis que o professor não controla... Ou será que se a minha filha alcança uma média final de secundário superior a 19,8 valores o mérito ou demérito do professor pode ser medido por esses resultados? Então, por que será que na mesma turma há alunos que sendo bons (não descem de 14 valores) também não chegam ao "muito bom" ou Excelente?

Muitos argumentos se poderiam apresentar para um único objectivo dignificante da classe: acabar com esta panaceia da avaliação que está  a destruir os sistema educativo, o ambiente de cooperação tão necessário para que uma comunidade possa melhorar o seu nível de vida. Numa organização em que os resultados dependem de muitos outros actores e intervenientes no processo (como é o caso do sistema educativo) os governantes quiseram fazer como Pilatos e lavar as mãos dos maus face aos maus ou péssimos resultados das suas políticas e/ou das decisões que tomam para aparecerem apenas vinculados ao êxito e ao pretenso "mérito" (como é o caso do vergonhosamente chamado prémio para o "Melhor Professor do Ano"!). Por isso inventaram um modelo de avaliação que nada avalia mas que serve para encontrar os bodes expiatórios para a sua incompetência governativa. Tal como o mérito não pode ser atribuído exclusivamente aos professores, o fracasso também não lhes pode justamente ser imputado. Não é, pois, aceitável nem que se responsabilize nem que se premeie nenhum professor (em particular e individualmente) pelo êxito ou fracasso escolar dos alunos. Qualquer uma das situações referidas é um autêntico oportunismo que se transforma na maior aberrração. Em suma. A avaliação, tal como tem sido concebida, é um absurdo! Aliás, o seu resultado está à vista de todos: patrocina o egoísmo, o individualismo, "o salve-se quem puder" em busca da classificação que pode trazer mais benefícios individuais (em vez de colectivos da comunidade educativa!). Este modelo está a transformar-se numa fonte de querelas e disputas, caracterizando-se por ser um forte e claro incentivo à corrupção, ao caciquismo, à cunha e ao compadrio...

Compreendemos que o Governo Socialista tenha sido mesmo arrojado (e bem!) ao legalizar o direito ao aborto. Porém o facto de ter sido o Governo Socialista a legalizar o aborto não lhe dá (nem daria a qualquer outro Governo!) legitimidade democrática para andar a "brincar ao aborto". Ele fica muito caro. Mas é o que tem feito. Tem gerado "crianças" (Agrupamentos) usando o ventre das nossas crianças (Escolas) para depois as destruir abortando todo o processo de autonomia que ele lhes havia concedido e determinado. A Educação é um assunto demasiado sério porque pode hipotecar o futuro de milhares de jovens (filhos dos cidadãos contribuintes!). Por isso, brincar com a educação é brincar com o futuro. E isso, nem este nem nenhum outro governo tem legitimidade democrática para o fazer. Basta de gastar dinheiro em recursos que os professores nunca pediram (como os "magalhãezinhos"!) para, depois de estafarem milhões ao erário público em recursos que não são prioritários (há escolas onde falta aquecimento e até papel higiénico!), virem dizer que a Educação fica muito cara ou que investiram ou aumentaram o gasto em Educação em milhões de euros (como!!?? Os magalhães são gastos em Educação? Pedidos por quem? Pelos Professores?) e depois acusarem ou culpabilizarem os professores pelos resultados terem ficado aquém do esperado ou desejável. Obviamente...

Comparemos situação com a de outros profissionais. Se fosse o Governo a decidir que os médicos têm de usar a "quimioterapia" para recuperar pacientes a quem os médicos apenas receitariam uns comprimidos de "paracetamol", os gastos com equipamento de saúde disparariam e a culpa dos maus resultados quanto à recuperação da saúde dos cidadãos seria atribuída aos médicos! Ora, meus caros governantes: deixem que os docentes (tal como deixam que sejam os médicos a decidir que medicamento devem tomar os seus pacientes) a decidir que terapia e que equipamentos devem ser utilizados pelos seus "pacientes" (ou clientes, na versão mais moderna!) para que sejam alcançados os objectivos educativos já que são os docentes que na área da Educação (tal como os médicos, na área da saúde) os especialistas mais indicados para decidir o que é necessário para atingir o êxito escolar e académico dos seus jovens.

Nenhum Governo ( com maioria ou minoria parlamentar) tem o direito de obrigar a abortar! Mas é o que está a acontecer. Este governo faz abortar projectos, reorganização das comunidades educativas acabadas de gerar. E o mais grave é que, sendo o Governo  "o pai  da criança" seja o Governo a Obrigar os agrupamentos a abortarem a organização que ele mesmo fecundou e fez incubar. Ninguém duvide da competência e da dedicação dos professores aos seus alunos. Excluindo os seus pais e familiares mais chegados (e não todos, obviamente, caso contrário nunca existiriam crianças maltratadas nem violadas pelos próprios familiares ou até progenitores!) os professores são (no mínimo tanto ou até mais que os médicos!) aqueles de quem depende o futuro dos nossos jovens, incluindo a sua saúde de cada um deles. Sim... porque sem uma formação para a saúde, não há um "caminho" para a saúde! E, se é com os médicos que nos hospitais podem recuperar de doenças graves, é nas escolas que as crianças, adolescentes e jovens passam a maior parte do seu tempo. E, se é na escola que os cidadãos passam grande parte do seu tempo até à idade adulta, é também na escola que nós, os professores, passamos a maior tempo das nossas vidas (e por muito mais tempo, pois, de acordo com as novas regras de reforma, passaremos mais de 42 anos intra-muros escolares!). Considerando que o objectivo do ser humano, mais do que atingir a felicidade, é viver em felicidade — a felicidade é um estado que se pretende duradouro ou até permanente (e não um ponto de passagem que atingido, já nos satisfaz!) pois queremos permanecer nesse estado — e sabendo-se que a felicidade de cada um depende da felicidade com que vivemos o dia a dia (que depende, e muito, da felicidade de quem nos rodeia!) pedimos: deixem-nos fazer felizes os nossos alunos. Ou será que temos de invocar o "grito de revolta" usado por Cavaco Silva quando era Primeiro Ministro: "Deixem-nos Trabalhar!" ?

publicado por J.Ferreira às 12:46

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Terça-feira, 30 de Novembro de 2010

Petição Calcular os Salários dos Políticos em Função da Produtividade Nacional

Ouçam esta intervenção de Miguel Portas...

"Em Bruxelas falando sobre o dinheiro dos deputados."  E indignem-se! Por lá, tal como por cá, estamos entregues à bicharada...

Há já muito tempo que tentamos colocar um travão nesta usurpação de dinheiros que os nossos governantes fazem da coisa pública.

Há já longos meses que colocamos uma petição on-line que pretendia recolocar nos carris esta camada de políticos colocando online uma petição Por Políticos Mais Responsáveis" . Mas o povo ignorou-a. Passam e repassam por email uma quantidade de banais petições que em nada podem contribuir para  a melhoria da qualidade de vida e do futuro do nosso país mas recusam-se a subscrever uma petição exigente e responsabilizadora dos governantes, como esta.

De igual modo que o Parlamento  Europeu, os nossos políticos que nos governam são tão prejudiciais à nossa vida como o tabaco: ambos matam... devagarinho!

 

O texto desta nova petição encontra-se colocado no final deste post...  Se o leitor se quiser a trever a ler e assinar, tanto melhor. Porém, caso o deseje, pode ir directamente à página com o Texto da Petição (Aqui) ou à página para subscrever a Petição (Aqui)!

 

Todos estamos fartos de ser objecto de insultos, directos ou indirectos, da parte de governantes irresponsáveis e incompetentes. Eles determinam as leis, impõem a forma como a sociedade se rege mediante elaboração e publicação de normativos que consideram ser as mais eficazes para atingir os fins. Depois... Depois a dívida cresce, o dinheiro dos impostos sempre a aumentar, nunca chegam para suportar as despesas descontroladas dos governantes que nomeiam sucessivamente pessoas para cargos sobremaneira remunerados e com  mordomias que acusam ser os outros que as têm. É o caso do ataque feito pelos socialistas que nos (des)governam a várias classes de trabalhadores, desde juízes e médicos aos professores, aos polícias e aos militares.

A cada ano que passa, a dívida aumenta e o défice vai consumindo os frutos da nossa produtividade sem que estes incompetentes se demitam e ainda por cima continuam a considerar-se como os que melhor podem levar Portugal a sair da crise em que nos ajudaram a mergulhar.

A quantidade de nomeados com salários chorudos muitos deles superiores a 10.000 euros/mês para não falar dos que têm acima de 100.000, de 200.000 ou até 400.000 euros como é o caso conhecido do Administrador da TAP.

Ora, estes salários atentatórios da dignidade de qualquer trabalhador que se esfola para conseguir atingir menos de 1000 euros mensais, que não aprecem parar de aumentar têm de acabar.

Se os políticos querem de facto merecer o reconhecimento social e ver subir o seu salário, que façam o país andar par a frente. Por isso, propomos que o salário dos políticos seja indexado ao salário mínimo nacional. Nada mais. Calcular 3 ou 4 vezes o salário mínimo nacional e ponto final.

Trata-se de uma lei simples de elaborar, eficaz quanto à atracção de verdadeiros políticos que queiram levar Portugal para diante e não que queiram chegar ao poleiro para se servir do país para enriquecer à pressão deixando o povo cada vez mais na miséria.

E não venham com a treta de que assim não vão atrair os melhores. Quem deseja o reconhecimento social, tem de dedicar-se à sociedade... Acabaremos com a governação do estado por uma bando de incompetentes (tipo “chico-esperto”) que buscam um lugar numa lista partidária para conseguir em uma manada de anos (até agora, 8 anos apenas e depois de 2012, com apenas 12 anos!) alcançarem o direito a uma subvenção vitalícia que, conseguida por muitos entre os 40 e os 50 anos, acaba por contribuir para esgotar os cofres do Estado durante muito mais tempo. E agora, ainda com mais intensidade já que impuseram aos trabalhadores a impossibilidade de se reformarem antes dos 65 anos impondo penalizações inadmissíveis (6% por ano que falte para chegar aos 65 anos!) como se todos tivessem o direito a tal longevidade de vida por igual...!

Muitos, a quem Deus brindou com menos saúde, terão como castigo socialista um autêntico calvário (como foi o caso de Manuela Estanqueiro!) e terão de suportar longas lutas contra doenças graves e até o cancro. E estes nossos justos governantes socialista (que contaram a dobrar o tempo de serviço de soldados no ultramar!) condenam, indignamente, os mal bafejados pela fortuna a labutarem até à morte! Em contrapartida, estes mesmos socialistas (que sempre empunham a bandeira da justiça social!), aos prendados por Deus com uma invejável saúde, atribuem-lhes um segundo prémio pois podem beneficiar de contagens extras de tempo de serviço! Aliás, o caso dos deputados (sejam eles do Parlamento Nacional ou do Parlamento Europeu!) é o paradigma da injustiça... E, independentemente da área política a que cada um pertença, veja-se a intervenção indignada de Miguel Portas no Parlamento Europeu. Aumentos e mais aumentos para os deputados europeus. Ele diz: "Perante uma enorme situação de desemprego e de crise social em todos os nossos países não é sustentável proceder a um aumento  dos recursos dos deputados!" E continua aos 1:33 minutos: "Como é que um eurodeputado, no dia em que viaja pode receber 300 euros de ajudas de custo, mais um subsídio de distância, mais um subsídio de tempo,... dotações que estão inteiramente fora de impostos! Pode até ser acusado de populista.

Mas para isso, havia que propor a lei de redução destas mordomias e verificar quem votava a favor e quem votava contra (ou quem se abstinha!) porque lhe dava jeito! É preciso coragem! E muitos de nós começam a questionar-se se (à parte a limpeza étnica que todos censuramos!) a Europa de Hitler seria muito divergente da que estamos a construir. Ambas as concepções de Europa estão voltadas contra o povo. Ambas são contra os trabalhadores. Ambas beneficiam uma elite... Os fortes contra os mais débeis. Os que governam contra os que são governados... Começamos a crer que a verdadeira essência que distingue uns e dos outros é a forma como condenam o povo à morte. É a duração do processo de condenação à morte. Actualmente, levamos mais tempo a ter a condenação executada. Actualmente, os governantes matam o povo devagarinho! E os responsáveis nem a História os poderá nunca condenar! Na verdade, e fazendo ironia uma vez mais, até concordaríamos com a igualdade da idade de reforma se, e só se, o governo impusesse (e cumprisse) também uma lei que garantisse uma igual longevidade para todos os cidadãos. E que todos pudessem usufruir (ou, no mínimo, os seus herdeiros!) do mesmo número de anos de reforma do contribuinte logo que atingisse os 65 anos, estivesse ele vivo (e recebia-a o próprio contribuinte!) ou morto (e nesse caso, seriam pagos os anos faltantes aos seus herdeiros...!).

Efectivamente, o que os governantes desejam e esperam, é ter o menos número de trabalhadores e durante o menor número de anos possível a receber a reforma. O mesmo é dizer que esperam que fiquemos poucos anos a usufruir do que descontamos a ver se sobra algum para eles mesmos aumentarem os seus rendimentos (como se constata nesta intervenção de Miguel Portas acima colocada. . Assim se compreende que se mude a idade mínima para ter direito à reforma para que os trabalhadores (muitos deles descontaram 30 ou 40 anos ou até mais!) recebam a reforma o menos tempo possível.

 

Por isso, depois de temos lançado há mais de um ano uma petição que visava limitar o valor a receber por qualquer cidadão da parte do Estado (como se faz, descobrimos agora, na Suiça, independentemente do quanto recebeu de vencimento ao longo da vida!) esta nova petição (que esperamos uma maior adesão já que. Infelizmente, o portugueses aprecem preferir assinar petições sobre futebol, ou outras palhaçadas que nos vão entretendo como se fôssemos “bobos da corte”) tem a maior pertinência que se possa imaginar.

Num país que nada faz de relevante para além da insistência na excelência dos demais funcionários públicos torna-se urgente e imprescindível, responsabilizar os políticos pelas suas iniciativas. Temos de os obrigar a preocupar-se mais em “servir o país” do que em “servir-se do país”.

Temos a obrigação de fazer com que os políticos trabalhem e se preocupem com a utilidade e eficácia das leis que emanam no sentido de empurrar o país para a frente e não de resolver as suas vidinhas pessoais, conseguir o máximo de benefícios próprios no momento ou no futuro... Ou agimos como cidadãos portugueses participando na política de uma forma responsável ou não tarda seremos engolidos pelo pântano.

 

Há pois que avaliar seriamente a acção dos políticos (e não em eleições porque essa é uma avaliação com consequências políticas e sabemos que o que temos depois é uma dança de cadeiras do poder!) fazendo com que sintam na pele os efeitos dos resultados do seu próprio trabalho em prol do país. De forma séria e coerente, e baseando-nos nos princípios que estes governantes consideraram justos quando impuseram a avaliação em função dos resultados para toda a função pública, há que exigir a aplicação do mesmo princípio (seja ele pela análise, participação nos debates, número de propostas debatidas, aprovadas e eficazes emanadas pelo parlamento, etc.), aos políticos que nos (des)governam, pois são eles os timoneiros desta grande equipa (os portugueses) e como tal, têm que ser responsabilizados pela baixa da produtividade das empresas e recompensados quando essa produtividade se traduzir em incremento do bem-estar dos portugueses.

Afastemos de vez os oportunistas (das Velhas ou das Novas Oportunidades, tanto nos dá!) e coloquemos no poder quem de facto queira lutar pelo bem-estar da população em geral.

Pelo direito a avaliar os políticos e os nomeados politicamente, vamos todos subscrever esta petição.

O futuro de Portugal depende de ti! Por que esperas? Ajuda a que esta petição chegue ao máximo de cidadãos.

A concretização dos seus postulados é a forma mais justa, transparente, concreta e viável de passarmos a ter políticos unicamente interessados em melhorar o país.

 

Tu também podes ler aqui ... E subscrever aqui...! Se a consideras interessante e queres divulgar...

 

Nós agradecemos. As minhas filhas e os meus filhos também...

E, por certo, todos os jovens (incluindo os menos jovens que temem pelo futuro das suas reformas!) por certo, também agradecerão!

 

Juntos podemos aperfeiçoar e melhorar a Democracia em Portugal.

 

Obrigado,

Segue o texto da petição, extraído do sítio Petições Online:

 

"Ex.mo Senhor
Presidente da Assembleia da República

Portugal corre o risco de ter políticos cada vez mais ricos com o povo cada vez mais pobre... O enriquecimento indevido surge sem que a justiça seja capaz de colocar cobro ao enriquecimento espontâneo de certos cidadãos, em prejuízo da “coisa pública”.

Há pois necessidade de tomar iniciativas legislativas no sentido de uma MAIOR JUSTIÇA e MAIOR EQUIDADE entre os cidadãos, independentemente de se dedicarem ou não à vida política.
Não é legítimo que aquele que se candidata para “SERVIR A CAUSA PÚBLICA” use o poder que lhe foi conferido no dia do voto para “SE SERVIR DA COISA PÚBLICA”.

Este regime assim o exige ou seremos forçados a acreditar que se impõe de novo a ditadura (Todos temos a obrigação de impedir que algum dia a célebre frase deixada por George Orwell - "Todos os cidadãos são iguais MAS ALGUNS são mais iguais que outros" – imortalizada na sua obra Animal Farm (traduzida para o Português como “O Triunfo dos Porcos”) possa tornar-se uma realidade em Portugal.

Num Estado de direito democrático, todos os cidadãos terão o tratamento igual, tendo direito a optar entre a reforma ou o trabalho. Se não estão aptos para o trabalho, que se reformem. Se um cidadão pretende continuar a trabalhar, não pode o mesmo continuar a usufruir da prestação paga pelo Estado (seja ela reforma ou subvenção vitalícia, ou outra). Se um cidadão sente energia e saúde para voltar ao activo, que volte ao activo mas que lhe seja imediatamente suspenso o pagamento da prestação de que estava a usufruir.

Mais. Se esta Europa é democrática, deveria considerar como aceitável e admissível que, com a crise a bater à porta de todos os Estados, seja levada à prática uma lei (embora aprovada em 2004 para que o povo perdesse a memória com o passar dos anos!) que aumentou os salários dos deputados europeus em mais de 125% numa mesma época em que se obriga os restantes cidadãos a apertar o cinto com vergonhosos aumentos de 2,9% (em 2009 e depois de vários anos de congelamento de salários e de perda de poder de compra) ou até novos congelamentos de salários.

Assim, pela presente petição, OS SIGNATÁRIOS PRETENDEM da Assembleia da República legisle no sentido de que a sua pretensão possa ser atendida. Assim, e porque os titulares de cargos políticos ou de nomeação política devem estar nos seus lugares PARA SERVIR, PROPOMOS:


1. QUE NENHUM CIDADÃO, QUE SE ENCONTRE A USUFRUIR DE UMA QUALQUER “REFORMA” OU “SUBVENÇÃO” (do Estado ou qualquer sistema de Segurança Social) por ter prestado serviços, exercido cargos políticos ou de nomeação política, POSSA CONTINUAR A AUFERIR RENDIMENTOS DE TRABALHO POR CONTA DE OUTRÉM.

2. QUE O VALOR DO SALÁRIO DOS TITULARES E EX-TITULARES DE CARGOS DE ELEIÇÃO E/OU NOMEAÇÃO POLÍTICA SEJA ESTABELECIDO TENDO POR BASE O SALÁRIO MÍNIMO NACIONAL (única maneira objectiva e viável de, numa época em que os políticos tanto falam da necessidade dos Servidores do Estado prestarem contas aos cidadãos da sua competência e performance, se poder responsabilizar quem gere a “coisa pública” pela situação em que o país se encontra a cada momento nas mais diversas áreas (economia, saúde, educação, segurança,…).

3. QUE SEJA ESTABELECIDO UM VALOR MÁXIMO, INDEXADO AO SALÁRIO MÍNIMO NACIONAL PARA O TOTAL DOS VALORES PROCESSADOS PELO CONJUNTO DOS ORGANISMOS PÚBLICOS (poder local, central ou autonómico) PARA QUALQUER CIDADÃO, sejam quais forem os cargos que o mesmo tenha exercido, sejam quais forem as funções que tenha desempenhado.

4. QUE SEJAM PUBLICITADOS NA INTERNET (sítio do Governo/Assembleia da República/Segurança Social…) AS VERBAS TRANSFERIDAS MENSALMENTE PARA OS TITULARES E EX-TITULARES DE CARGOS DE ELEIÇÃO E/OU NOMEAÇÃO POLÍTICA, por parte do Estado ou as instituições que garantem as subvenções vitalícias e as reformas.


POR UMA REPÚBLICA VERDADEIRAMENTE DEMOCRÁTICA.


Os signatários"

publicado por J.Ferreira às 23:22

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Sexta-feira, 11 de Junho de 2010

De Besta a Bestial Vs De Bestial a Besta

E este homem é administrador? Ufa... Que currículum...!

 

E este homem é administrador? Ufa... Que currículum...!

 

Qualquer professor deve ter inveja... E não é da competência !

Agora percebo... Há que avaliar... Se houvesse livros de ouro... Talvez ganhasse um também.

 

Pelos vistos, Portugal continua a ter pessoas como o "Eleutério"

Eça de Queirós em "As Farpas".

 

O problema é que são estes que chegam a administradores. Senhores como este facilmente chegam a deputados… E este, em concreto, com tanta competência, corre um sério risco de, tal como outros incompetentes, ser nomeado Ministro! E, já que percebe muito de futebol, quem sabe, chegue a Ministro da Educação. Depois, os professores que os aguentem.

 

Por este andar, com o massacre dos profissionais competentes e o endeusamento dos incompetentes, talvez um dia tenhamos o “Tininho de Rans” a presidir a esta República… É que ele até em mérito. Foi à luta e chegou a Presidente da Junta…! E, vendo para que serve um Presidente da República, pelo menos tínhamos uma vantagem: poderia rir às gargalhadas sem ter de subscrever a tv-cabo ou de se deslocar ao circo: ele entraria em casa pelo Serviço Público de Televisão.

 

Que melhor poderia querer uma maioria do povo português, hipnotizado pelo bombardeio diário dos problemas do futebol e das intrigas das novelas?!

Estamos perante uma autêntica legitimação da metamorfose profissional dos professores. Aqueles que demonstraram menor competência académica podem agora avaliar os que demonstraram maior competência durante os seus estudos na Universidade.

Os que têm um pior currículo académico podem agora ver-se colocados na frente dos que têm demonstrada maior competência e que possuem um melhor currículo. Os que mais trabalham pela educação dos seus alunos, vem este Ministério (como é possível esta senhora Ministra seja ainda pior que a anterior. Como é possível? Só de pensar que algum dia esta senhora foi professora... Nem dá para acreditar! Será que para ela os alunos são tijolos?).

Depois da era em que os Socialistas conseguiram a democratização do ensino surge agora a era em que os socialistas implantam por decreto a "socialização das classificações." São as "Novas Oportunidades" a atingirem o seu apogeu. As Novas Oportunidades são agora democratizadas ao nível das classificações obtidas por estratos da população com formação académica  de nível universitário. É o descalabro e o descrédito de todo o Ensino Superior. Num golpe de magia, num golpe acrobático , Sócrates e os seus amigos, decretam o modelo em que se pode "passar de besta a bestial" e de "bestial a besta" mais rápido do que algum dia se poderia imaginar. A competência deixou de ser algo que se possui para algo que se "compra", que se "conquista", ou que se "oferta" ...

E, incrivelmente, aceitamos resignados, que uns possam ultrapassar os outros pela direita... É o Socialismo à portuguesa na sua expressão mais moderna e liberal: E a competência passa a depender das amizades. Por isso nem se espantem de ver um jovem chegar onde chegou e a demonstrar a sua competência falando como por certo tiveram a oportunidade de ver acima.

 

Se esta é a demonstração da competência que os portugueses devem demonstrar para chegar a altos cargos nas empresas públicas, depressa se entende também por que motivo Portugal Sócrates é Primeiro-Ministro.

Com políticos que falam assim, que argumentam falando de batatas e bogalhos, estamos entendidos... Pobres dos professores que não dominem este tipo de competências...serão arrumados para a prateleira!

E a mensagem aos jovens estudantes não poderia ser pior:  para que te esforças na Universidade e tens de demonstrar a tua competência perante dezenas de Professores Doutores se depois, quando chegares a professor, podes ultrapassar todos os bons e muito bons alunos, para já não falar dos excelentes?  E vivam os cábulas. Viva a metamorfose dos medíocres. Deles é o Reino da Nova Democracia . Viva  o Socialismo da era José Sócrates.

De um dia para o outro, basta ter uma amigo, ser filho do senhor "fulaninho de tal", ter um papel n um partido político, junto da Câmara Municipal (os que comandam a nova administração das escolas)  para teres garantido um EXCELENTE.

A aberração atingiu o seu apogeu. E quando a OCDE diz que deve ser uma equipa de profissionais externos à escola e que a mesma deve ser avaliada não como o somatório das partes (professor a professor) mas como uma equipa, isto é, um conjunto de profissionais que luta por objectivos comuns. E o mais grave é que esta perseguição aos professores é patrocinada por um governo que se julgava "de esquerda", que se julgava defensor dos valores da justiça e equidade.. Afinal, com esta Esquerda, para que necessita Portugal de uma ideologia de Direita?

Esta avaliação permite a ultrapassagem pela direita de colegas mais profissionais que outros mas que não tiveram reunidas as condições de saúde e de ambiente sócio-educativo ideal para o sucesso dos seus alunos. Estamos a avaliar não o que fazem os professores mas o que fazem os alunos. E, em função disso, castigam-se ou condecoram-se os professores.

Estamos, pois, em face de um processo muito grave que conduzirá, necessariamente, à revolta, à desmotivação e a um desinteresse cada vez maior por parte dos professores que, balizados por quotas injustas, se vêm obrigados a optar por processos de egoísmo profissional, a fim de que, tendo para si e exclusivamente para si e para os seus alunos, o melhor dos melhores recursos, não terão qualquer interesse em contribuir para que o colega os ultrapasse.

Com esta iniciativa governamental, os ciclos de vida profissional dos professores sofrem uma aceleração incalculável. É o desânimo e o desencanto que atinge uma grande maioria que se espalha como erva daninha pelas escolas... E a seu lado, o egoísmo, o trabalho individualista (só assim se pode destacar e sacar um Excelente. Só assim será o único a ser "inovador" mesmo que use estratégias das mais retrógradas possível.  Fechado na sua sala de aula, o objectivo é ser o melhor. Deixou de ser que os alunos da escola sejam bem formados para passar a ser que o professor seja o que tem melhor avaliação. Quando o descrédito das notas dos alunos (que aprovam mesmo que nada saibam porque é lindo para as estatísticas!) atingiu já a maioria das escolas e Universidades (a começar pelos 18 valores que Sócrates sacou na Universidade Independente com os camaradas e amigos a professor das disciplinas em causa!) querem agora fazer-nos acreditar na veracidade e justiça de umas classificações atribuídas por professores, quantas vezes com menor formação e menos competente que os avaliados.
O trabalho dos professores deveria ser como o de uma equipa de futebol. Conforme os resultados da equipa assim os seus protagonistas são condecorados ou não. Logo, ou todos são condecorados com medalhas de outro, de prata ou de bronze ou nenhum deles recebe qualquer medalha! Ou será que as coisas não são assim quando se trata de resultados obtidos por uma equipa? Que se passa afinal com as equipas de futebol? Ou, se preferirem, com os jogadores da selecção? Quando têm êxito, todos os jogadores da equipa (ou da  selecção, se preferirem) que chegam a um determinado patamar recebem as mesmíssima medalha, independentemente de terem ou não colocado um pé na bola.

Vejamos o absurdo deste sistema de quotas. Ele permite que em duas escolas, ambas com 30 professores se passe o que segue. Numa escola que tenha uma equipa formada por mais de 10 professores Muito bons e até alguns excelentes (como os há no Benfica ou no Porto, no Real Madrid ou no Barcelona, no Manchester ou no Chelsea!) apenas 3 tenham direito ao que merecem: o Excelente.

Na outra escola, onde apenas 1 professor é Muito Bom mesmo, e os restantes são professores apenas Bons ou razoáveis, mas nenhum é verdadeiramente excelente, terá o mesmo direito a atribuir 3 excelentes permitindo que um professor medianamente competente obtenha o "Excelente" e os verdadeiramente excelentes da primeira escola se tenham de contentar com o Bom.

 

Esta realidade é uma péssima mensagem de estímulo. Com efeito, ela corresponderia a dizer aos Jogadores de um clube (Benfica, Porto, Sporting, Real Madrid, ...) que se querem ser "Excelentes" têm de tentar ir jogar para o Penafiel, para o Rio Ave ou para o Alverca. Com efeito, as quotas impedem que sejam excelentes (quando na realidade o são !) e  permite aos menos capazes obterem a menção de "Excelentes" quando na realidade não o são. É a mentira  transformada em verdade oficial. É a fraude avaliativa. É uma vergonha nacional. É a verdade que castiga os competentes e glorifica os incompetentes..

Esta forma de avaliar é a verdadeira e genuína Versão Socialista da Avaliação. São as novas oportunidades para os incomptentes. É caso para dizer, parafraseando um slogan do século passado, usado numa campanha eleitoral na década de noventa, comos e fosse uns de cada vez a governar  o país (Agora Nós!) como se estas coisas fossem para se fazer "à vez"!... É triste . É triste que a competência seja dada "à vez" . Um competentíssimo num ano escolar pode passar a ser o maior dos incompetentes no ano seguinte dependendo dos "adversários"  que são professores na mesma escola e que deveriam ser uma equipa para chegar a bom porto com o barco educativo. Mas não. Passaram de cooperantes e de equipa a ser competidores por uma nota que lhes pode beneficiar ou tramar a carreira. É como se os jogadores com salários milionários nalguns clubes pudessem passar a uma avaliação de regular ou medíocres só porque o treinador não os colocou a jogar como titulares, isto é, no plantel inicial. Que se saiba, nas competições (nacionais, europeias ou mundiais!) tenha o lugar que tenha, tenha jogado ou não algum jogo, todos os jogadores da equipa recebem as mesmas medalhas. A taça é para o clube mas a medalha de ouro, de prata ou de bronze é atribuída a todos os jogadores convocados para jogar, ainda «que nem um pé tenham posto na bola.

Perante isto, das duas uma: ou é o futebol que se rege por regras que não visam atingir os melhores resultados (vitórias) ou é a política do Ministério da Educação de Portugal que está errado. os dois é que é impossível estar correctos porque são filosofias e metodologias perfeitamente antagónicas para se atingirem os melhor dos objectivos: o êxito escolar (dos alunos, para uns; dos clubes, para outros).

Será que se pretende inverter agora os resultados obtidos ao longo de toda uma carreira formativa? Será que se pretende dizer aos jovens que escusam de se esforçar pois depois serão de novo avaliados e até podem ser carreiras promissoras com vários "Excelentes" (dando o que não têm... claro está!). Será o exemplo de José Sócrates que depois de ter obtido (enquanto simplesmente aluno!) notas académicas que não passsavam muito além do suficiente para aprovar, mas que depois do seu sucesso na política, conseguiu 18 valores a várias disciplinas (da responsabilidade de alguns dos seus amigos políticos!) é o que vai servir de modelo aos jovens? Talvez por isso Sócrates pretenda impor um modelo de avaliação que satisfaz interesses obscuros prejudicando ou deturpando o percurso académico e profissional dos professores. Assim, aqueles que nunca deram nada enquanto eram avaliados pelos catedráticos, com este modelo absurdo de avaliação, tem uma NOVA OPORTUNIDADE para poderem "passar à frente" dos colegas mais competentes segundo os critérios únicos de avaliação com qualidade: os critérios académicos.

Agora, o critério bem pode resumir-se á influência dos partidos, ao compadrio, à amizade, ao caciquismo ou simplesmente porque estão numa escola por onde os que são realmente óptimos profissionais já passaram mas que, naturalmente, quiseram aproximar-se de casa e tiveram de concorrer. Isto significa que, até aqui se procurava aproximar dos centros urbanos e agora, para se conseguir uma quota de excelente, muitos terão de voltar para as montanha e para o interior, já quase de Bengala, se quiserem ter quota para sacar o Excelente. Mais, Com esta metodologia (tal como se passou com José Sócrates quando mudou do ISCTE para a Universidade Independente) um professor passará de “Besta a Bestial” de um ano para o outro, dependendo não da sua profissionalizada e dedicação mas da sorte das turmas com que trabalha, dos recursos que cada aluno tem nas suas famílias, enfim, de um conjunto de variáveis externas ao professor que o levará, seguramente, ao desinteresse, à desmotivação e à revolta profissional.

Ou então, passará “de Bestial a Besta” com  a maior das facilidades. Basta que mude de escola e já está... É como se Cristiano Ronaldo fosse jogar para o Penafiel e tivesse ser campeão para ser considerado um Jogador Excelente. Milagres? Isso, só José Sócrates.

Como é possível?

 

 

Algo vai mal por este Portugal... Até quando é que o Povo vai dormir?

 

A TSF noticiou:

"Avaliação de professores vai ser incluída na graduação de concursos

O secretário de Estado Adjunto da Educação, Alexandre Ventura, confirmou à TSF que a avaliação de desempenho vai ser incluída na graduação dos concursos de professores.

O secretário de Estado adjunto da Educação, Alexandre Ventura diz que agora há condições para retormar o concurso de professores tal como estava previsto

 

Alexandre Ventura considera que a avaliação do desempenho dos docentes nos concursos deve funcionar como um estímulo

 

 

A avaliação de desempenho dos professores vai mesmo ser incluída na graduação dos concursos de professores, garantiu esta sexta-feira à TSF o secretário de Estado Adjunto da Educação, Alexandre Ventura, alegando que os tribunais administrativos e fiscais de Lisboa e Beja deram razão ao recurso apresentado pelo Governo contra a providência cautelar apresentada pela Fenprof.

 

Alexandre Ventura considera que agora há condições para retomar o concurso de professores como estava previsto.

 

«O Ministério da Educação sempre esteve neste processo com uma atitude responsável, coerente, construtiva e sempre com a intenção de defender o interesse e a escola públicos», frisou.

 

«A questão levantada apenas pelo tribunal de Beja foi completamente ultrapassada e, portanto, vamos retomar o concurso de professores tal como estava legalmente previsto», acrescentou o secretário de Estado adjunto.

 

Alexandre Ventura referiu também que esta clarificação é importante porque a utilização da avaliação de desempenho nos concursos é um «estímulo» para os docentes.

 

«Fazendo a avaliação do desempenho destes docentes qualquer pessoa compreende que esse seja um aspecto a tomar em consideração para o recrutamento dos professores. Para além disso é também um factor de motivação e estímulo para os docentes que participam neste processo e que por via dele têm atribuídas classificações de mérito», justificou o secretário de Estado adjunto.

 

Contactado pela TSF, o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, disse não ter conhecimento destas decisões e, por isso, nada quis adiantar.

 

Mário Nogueira diz apenas estranhar o facto do secretário de Estado adjunto ter dado uma conferência de imprensa antes do requerente, a Fenprof ter sido notificada das decisões judiciais."

 


publicado por J.Ferreira às 02:11

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Domingo, 2 de Maio de 2010

O Descrédito Total do Ensino Superior

Prova de Ingresso na Carreira Docente versus O descrédito do Ensino Superior

 

O Absurdo da Licenciatura de José Sócrates.

Que terá aprendido José Sócrates com a sua licenciatura em Engenharia?

 

José Sócrates pode ter aprendido muito na Universidade Independente... Ou então, pode ter aprendido muito pouco! Mas uma coisa aprendeu: um aluno que passa mais de 13 anos sem estudar e que volta à universidade, mesmo com outras ocupações que absorvem (ou deveriam absorver!) a maior parte do seu tempo disponível pode conseguir muito melhores resultados académicos que esse mesmo aluno quando apenas se dedicava ao estudo.

 

Esta é a conclusão inevitável que poderemos retirar das classificações obtidas por José Sócrates nas últimas disciplinas que lhe permitiram a obtenção de uma “licenciatura em engenharia”.

 

Mas tudo poderia até ser considerado normal se o cidadão José Sócrates, para além de ter “retornado” como estudante, não fosse à data também um político influente na sociedade e alguns dos seus professores não fossem do grupo alargado de amigos, isto é, da família socialista.

E tudo poderia parecer ainda mais normal se o homem continuasse a acreditar nas instituições que o formaram. Mas não. De facto, mandou encerrar a universidade que o formou. Por que motivos? As notícias sobre este tema falam por si.

 

Mas o pior de tudo é que José Sócrates poderia ter dado uma prova de que acredita nas instituições e, se não acredita em mais alguma que a mande também encerrar. Mas não!

Como abaixo demonstraremos, José Sócrates parece ter deixado de acreditar nas instituições de ensino superior.

Perguntam: Por que terá sido?

Ora, ora... Cada leitor que faça o seu juízo de valor. Nós apenas dizemos: José Sócrates lá saberá por que motivo duvida da classificação atribuídas pelos professores universitários aos seus alunos!

 

Vamos lá então tentar perceber por que motivo dizemos que José Sócrates deixou de acreditar nas instituições que formam professores. Mas só das que formam professores. Nenhum outro concurso a nenhum outro cargo (muito menos de nomeação!) é submetido a uma prova de conhecimentos para certificar o que já vem certificado no diploma. Nem mesmo o de engenharia! Ou seja, instalou-se o descrédito nas instituições de ensino superior, especificamente (ou exclusivamente!) que formam professores.

 

José Sócrates dá sinais disso mesmo ao instituir que, um professor (devidamente certificado e profissionalizado por uma  Universidade Pública, aprovado com média de 10, 11, 12 ou 13 ou mais valores) se teria de submeter a uma Prova de Conhecimentos na qual, para poder ingressar na carreira docente,  teria de conseguir uma classificação mínima de 14 valores!

 

Esta prova (absurda!) é a prova mais do que evidente de que José Sócrates desconfia das classificações atribuídas pelos vários professores universitários (mais de 10, mais de 15... contrariamente a José Sócrates que teve o mesmo professor a várias disciplinas determinadas como necessárias para que ao “engenheiro técnico” lhe fosse reconhecido o grau de “licenciado em engenharia”!) que numa instituição pública  universitária avaliam os candidatos a professores ao largo de 4 anos e em mais de 20 disciplinas? De onde provém esta desconfiança?

 

 

A exigência de uma Prova de Ingresso na Carreira Docente é um absurdo.

Estamos já integrados na carreira. Por isso, não estamos em defesa de causa própria mas antes em defesa do prestígio das instituições, do nível mais generalista (ensino básico) ao mais especializado (ensino superior). Desde o início que lutamos contra os princípios que suportam esta iniciativa por diversos motivos que provam o quanto absurdo é esta medida legislativa socialistas:

 

Primeiro absurdo:

Os cidadãos formados pelas universidades tendo como grau a “licenciatura em ensino” (logo, com o mesmo grau que o Primeiro Ministro José Sócrates, licenciado em engenharia) o qual, ao contrário da Universidade Independente onde o nosso Primeiro-Ministro se formou, foi atribuído por universidades públicas cuja credibilidade nunca foi colocada em causa (lembrem-se que José Sócrates mandou encerrar a universidade em que se formou por haver irregularidades!) e que no correspondente diploma final tenham obtido uma média inferior a 14 valores (podem aprovar na licenciatura desde que obtenham uma média final de igual ou superior a 10 valores!) teriam de conseguir uma nota mínima de 14 valores numa prova de conhecimentos organizada pelo Ministério da Educação para poderem ingressar na carreira docente.

 

Segundo absurdo:

Os docentes que não obtivessem a classificação mínima exigida pelo Estado (que permite o funcionamento das licenciaturas nas suas universidades aprovando os alunos desde que obtenham uma média igual ou superior a 10 valores!) não poderiam ingressar na carreira docente porque o Estado considera que não têm o mínimo de garantia de qualidade. No entanto, o mesmo estado permitir-se-ia contratar estes cidadãos para exercerem essas mesmas funções para as quais havia determinado que não tinham atingido a qualificação mínima só porque estariam na situação de contratados ad eternum como mão-de-obra barata!

 

Terceiro Absurdo:

José Sócrates e a sua equipa do Ministério da Educação colocaram em causa os certificados passados no ensino superior. Até podem ter as suas motivações. Mas desacreditarem as instituições de ensino superior é colocar em causa os alicerces do sistema de ensino. Se não cremos no que as estatísticas demonstram (quanto maior é o número de professores a avaliar um mesmo aluno menor será a divergência entre a classificação obtida por uma aluno e aquela que realmente merece. Por isso, se um aluno (como aconteceu com José Sócrates) fosse avaliado por um mesmo professor a diversas disciplinas, haveria maior motivo de preocupação quanto à correspondência entre a classificação obtida e o seu real valor. Porém, José Sócrates lá sabe por que motivos quer agora que um candidato a ingressar na carreira seja submetido à avaliação por intermédio de uma prova (que não prova nada senão o que naquele momento foi capaz, sabe-se lá em que circunstâncias, com que problemas, com que limitações da mais diversa ordem!) que será corrigida por apenas um professor (ou engenheiro, ou cacique, ou...) abrindo assim as portas não só ao factor “sorte” como, e essencialmente ao “compadrio”, à “corrupção”.

 

Por último, uma questão nos inquieta. O que queremos fazer da educação em Portugal? Continuar a remar em ziguezague, sempre sem rumo sem destino, sem norte? Experimentar toda a parafernália de receitas mágicas que já foram demonstradas como ineficazes noutros sistemas de ensino? Porquê? Ah... Talvez os portugueses se julguem mais “inteligentes”, mais “capazes”, mais “eficazes” que os demais seres humanos!

 

Para onde vamos? Ninguém sabe! Um único português tem o objectivo bem traçado: José Sócrates.

 

Na certeza de que, daqui por 10 ou 20 anos, já ele estará como “refugiado de luxo”, num organismo tipo “Comissariado Europeu para os Refugiados” (tal como aconteceu com António Guterres!) e nós, professores, voltaremos a ser de novo “achincalhados”, “crucificados”, “desprestigiados”, “insultados” aos microfones da rádio ou da televisão por mais um conjunto de comentadores que se consideram as "sumidades" intelectuais da nação (tipo esse “inútil” de nome Miguel de Sousa Tavares!).

E queimados por nova vaga de políticos ávidos de popularidade que usam o achincalhar dos professores para fazer a catarse de muitos portugueses incultos, ansiosos por descarregar todas as suas frustrações derivadas do fracasso académico em cima dos professores.

E teremos uma vez mais políticos que, sem ouvir os que mais sabem (os conselhos académicos, o conselho de reitores, etc. etc.. das universidades que formam, aprovam e certificam os cidadãos como licenciados em ensino e como tal, com competência para desempenharem as funções de professores!) decidem fazer da educação mais uma das suas experiências...

 

A educação não pode andar ao sabor de governos que querem fazer experiências colocando à frente do ministério pessoas por nomeação. Chegou a hora de entregar a educação às instituições que dominam o saber. Os políticos são como que licenciados em demagogia. A entrega da educação aos políticos é o mesmo que se a justiça fosse entregue aos mesmo políticos. Se já poucos (ou nenhuns dos políticos corruptos se sentam no banco dos réus, no dia em que a justiça estiver integralmente (por que já o está!) debaixo da para dos políticos, a ditadura voltará a instalar-se.

Ora, meus caros, se duvidamos das dezenas de professores que avaliam os alunos universitários que frequentam as licenciaturas, em quem vamos crer para avaliar na hora da correcção da dita prova? Será que temos os supra-sumos a corrigir as provas? Será que os intocáveis também chegaram ao Ministério da Educação? Ou será que, tal como acontece com a avaliação de algumas provas de alunos do secundário, vamos assistir ao recurso atrás de recurso para subida de notas dos professores? Que dignidade queremos para a profissão docente? Que respeito e que legitimidade vai ter o professor perante os alunos quando, depois de certificado, tiver escorregado numa dessas ditas provas de avaliação?

 

E, que vamos dizer a um professor quando, num determinado ano, conseguir uma nota equivalente a 18 (dezoito) valores e, no ano seguinte, depois de ter voltado a estudar e de ter reforçado o seu conhecimento, ao sair-lhe o mesmo tema apenas consegue 8 (oito) valores? Julgam anedótico. Eu não o diria. Sim. Não o diria porque (investiguem...!) esta é a triste realidade que está a revoltar muitos professores em Espanha. E assistem resignados a esta triste realidade porque a democracia é assim mesmo: porque são os políticos que, por muito estúpidos que sejam (pois ter a maioria dos votos não significa ter mais competência!), decidem os caminhos da educação (e depois vêm sempre lançar as culpas nos professores quando os resultados são a desgraça que se conhece!). Espanha tem admitido na carreira docente muitos dos professores menos competentes que, por um golpe de sorte nos exames (ou outras estratégias...!) têm conseguido aquilo a que chamam “sacar plaza”. Porém, tal como diz a velha máxima “não ensina quem muito sabe, ensina quem sabe ensinar!” assiste-se a óptimos profissionais que ano após ano, dão provas da sua excelência, a continuar sem conseguir entrar...

Vá se lá saber por que motivo...”

Ou... quem sabe, talvez José Sócrates o pudesse explicar!

 

publicado por J.Ferreira às 22:18

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Quarta-feira, 6 de Janeiro de 2010

Alunos Portugueses Surpreendem no Luxemburgo

Alunos Portugueses no Luxemburgo são campeões do Abandono Escolar.

Um em cada quatro alunos abandona a Escola.  Que espectáculo. Teríamos que ser os melhores... Em alguma coisa teríamos de ser campeões... Mas não é só no Luxembrugo. mas ali, a culpa do abandono é atribuída ao seu dono: os pais. Em Portugal, os políticos incompetentes (porque não foram capazes de colocar a funcionar a inspecção do trabalho) demagogos (pois apenas lhes interessa o número de votos e, como há mais pais que professores...) e, sobretudo, cobardes (pois não foram capazes de impor sanções aos verdadeiros responáveis por esta chaga social) decidiram culpar os professores. E assim, quer os empresários (que exploram a mão de obra barata!) quer os paizinhos (que se demitiram das suas funções deixando os filhos faltar á escola sem qualquer controlo!) ficaram a rir-se. E assim o governo encontrou num grupo de súbditos (que, amordaçados nem podem protestar!) os bodes expiatórios perfeitos para salvar a sua pele de incompetentes. E elegeram uma lei (ECD) para decretar os culpados, avaliadno negativamente os professores que tiveram a infelicidade de ter nas suas turmas alunos filhos de pais irresponsáveis (e irreponsabilizados pelos governantes que continuam a pagar-lhes os abonos correspondentes, independentemente de frequentarem ou não a escola!). E assim se procedeu á crucificação social de todo um grupo profissional: os professores. incrível como pode o Estado esperar que sejam os professores a ir pelas ruas á procura dos faltosos ou a entrar pelas fábricas dentro em busca dos que abandonaram a escola! 

 

Segundo notícia divulgada em “O Público”, um estudo do Ministério do Luxemburgo constatou que “os alunos portugueses, que representam 19,1 por cento da população estudantil, são os que apresentam a maior taxa de abandono escolar entre os estrangeiros: 23,5 por cento do total de estudantes que abandonam a escola.

Muito distanciados dos portugueses (7 vezes menos!) “surgem os ex-jugoslavos, com 61 alunos a abandonar a escola (3,2 por cento do total)... Segundo os dados do Ministério da Educação luxemburguês, o abandono escolar entre os alunos portugueses aumentou cinco por cento." (Falso. Veja já abaixo a explicação!)

E continua o Público noticiando que "No ano lectivo de 2006/2007, verificou-se que 303 alunos portugueses abandonaram a escola. Em 2008/2009 os números do abandono dispararam para 454.

 

Interrompemos aqui as citações da notícia para desmascarar a falsidade: os abandonos tiveram um aumento de 49,8%. Esta é que é a verdade. Em boa Matemática, claro. A leitura dos dados não pode ser outra. Com efeito,  perguntará o leitor:

Mas que se passa? É um erro ou simples manipulação dos números? Vejamos, então, e depois o leitor que retire as suas conclusões:

Em 2006/2007 abandonaram a escola 304 alunos portugueses, certo? Certo. Presentemente o abandono da escola por parte dos filhos dos emigrantes portugueses atingiu 454 alunos, certo? Então, não façam como Guterres. Se fizer falta peguem numa calculadora e vejam a percentagem. 

Querem isso mais fácil? Se um objecto custasse 303 euros e subisse de um dia para o outro para 454 euros, quanto tinha sido a percentagem de aumento? Com cálculo mental, depressa vemos que é um aumento de metade (151 alunos a mais, quase mais metade dos que tinham abandonado no ano escolar 2006/2007, isto é, 303 + 151 = 504  alunos!). Logo, quase 50% de aumento de abandono escolar. mais precisamente, e em boa Matemática, há uma subida do abandono escolar dos filhos dos portugueses da ordem dos 49,8 %.

Agora, é verdade que 25% abandonam a Escola se tivermos em conta a proporção da totalidade dos alunos portugueses que continuam a estudar face aos alunos que abandonam. Mas não misturemos as coisas. Uma é a percentagem de abandono (25%) outra é percentagem do aumento do abandono! E esta é de 49,8 %. Basta de falácias. Falemos claro... e verdade!

 

Conclui a notícia que "os alunos portugueses representam o maior grupo entre os estrangeiros que estudam no Luxemburgo. No ano lectivo de 2008/2009 estavam inscritos nas escolas públicas luxemburguesas 24.093 alunos luxemburgueses, 7046 portugueses (…). No Luxemburgo residem oficialmente 76.600 portugueses.”

 

A esta realidade, não será de forma alguma alheia as  cada vez mais baixas expectativas dos alunos portugueses face à forma como vêm ser tratados os seus professores a desmotivação a que os responsáveis do Ministério têm condenado os professores nos últimos 5 anos.

Com efeito, para quê estudar, submeter-se a ser avaliado por umas dezenas de professores desde a primária ao secundário, e continuar esse percurso e esse esforço nas universidades para, no final, ainda aparecerem uns senhores (quantos deles incompetentes na área em que se encontram!), que mais não fazem do que enxovalhar, espezinhar, humilhar os que deram provas de competência, como é o caso dos professores? Os alunos e as famílias pensarão duas vezes entre colocar o filho num bom posto (Veja-se Armando vara... Que qualificações tinha ele quando foi nomeado pela primeira vez para um cargo de importância? Nenhumas. E vejam até onde chegou o homem... os exemplos na sociedade colocam à margem quem consegue diplomas. Vivemos no país das novas oportunidades.. Os aluno e as famílias sabem que andam a perder tempo na escola. Mais tarde, vom um cursinho de meia dúzia de semanas, os incompetentes (que no seu tempo de estudantes eram autênticas nódoas académicas!) acabam por ser nomeados pelos governos. Que expectativas têm os alunos quando a competência dos que são licenciados é colocada em causa (para não dizer, menosprezada, questionada, desvalorizada...!)

 

Quanto mais a escola for atacada maior necessidade teremos de abrir prisões. Sempre ques e fecha uma escola, preparem-se para abrir uma prisão. Sempre que se maltrata um professor, preparem-se para contratar mais um polícia. Formar um vândalo é mil vezes mais fácil que formar um cidadão. Educar é cada vez mais difícil. E , num contexto, naõ se compreende o maltrato a que foram votados os professores pelo governo Socialista (?!) de José Sócrates.

 

Que futuro se está a desenhar para os portugueses? Claro: um futuro negro.

 

Algumas perguntas se colocam imediatamente

Haverá um gene responsável por isto? Será que a Ministra da Educação do Luxemburgo vai penalizar a avaliação dos professores por haver portugueses a abandonar a Escola? Só uma louca poderia fazer isso. E esse gene 8o da loucura!) parece que só ataca os Ministros em Portugal... Por cá, a Ministra insiste em avaliar os professores pelos alunos que se baldam.. Que faltam... Que abandonam a escola como se fosse culpa dos professores que nas aulas não haja Playstations motivadoras, Wi-ii's, Nintendo's Gameboy's etc. para motivar as crianças a vir para a escola.

Parafareando uma publicidade 8da qual não gostamos, diga-se!) somos tentados a adivinhar o que vai na cabeça de cada um dos pais (e  até dos alunos que abandonam a escola). E desta vez, diferentemente da publicidade, com total propriedade:

- "Eu é que não sou parvo!"

para quê estudar se depois vou para o desemprego?

Para quê queimar as pestanas e estragar os meus fins-de-semana se depois, em meia dúzia de horas faço um cursinho das Novas Oportunidades e consigo o diploma? Mais, não tardará e estão a oferecer licenciaturas...

 

- "Eu é que não sou parvo!"

 

E é verdade... Os emigrantes podem não ser muito letrados... mas não são parvos! É que, a julgar pelo que estão a fazer à classe docente, quem quererá estudar e ser alguém academicamente para depois ser aqui, em praça pública e sem direito nem espaço para defesa, ser humilhado por todo e qualquer português, por mais ignorante que seja?!!

 

Em Portugal o no estrangeiro, os alunos portugueses continuam com o mesmo problema. Com uma diferença. Os luxemburgueses tabém não são parvos... E,, sabem diferenciar muito bem quem é o criminoso e quem é a vítima. Por cá é que a vítima é transfomada em réu. Os criminosos acabam por sair sempre em liberdade.... O único sobre quem pende a cadeia parece ser o Vale e Azevedo (Será que ele se vai inscrever no partido socialista!).

Estamos muito mal... O Governo português está agora em maus lençóis...  É que, a nossa Ministra da Educação (seguindo o exemplo da angterior!) ainda não eliminou o absurdo que consta da lei da avaliação dos professores (qdigno de despoletar repungnância a qualquer ser dotado de cérebro!) que é o absentismo discente (da responsabilidade exclusiva dos alunos e/ou dos familiares de quem dependem!) e o o abandono escolar, (da responsabilidade exclusiva de quem tem as crianas á sua guarda, sejam eles os pais ou outros cidadãos!).

Ou será que a Ministra vai penalizar os professores luxemburgueses pelo abandono escolar dos filhos dos nossos compatriotas. Que esperavam? Os emigrantes podem ser pobre mas não são tolos, nem desmiolados! Eles já se deram conta... E concluiram: por os filhos a estudar? Para quê? Para depois serem achincalhados pelos políticos (ministro e caciques dos partidos!) e verem os "chicos espertos" a subir na sociedade?

 

Até quando se vai manter este absurdo modelo e respectivos critérios de avaliação? Não sabemos!... Que é uma aberração, não duvidamos! Mais do que isso, é um autêntivo "aborto legislativo"! Por isso, seguramente, contra ele lutaremos enquanto tivermos forças e a nossa voz puder viajar batendo no teclado!

 

PS:

A notícia do Público cujo "Título Original" era "Portugueses no Luxemburgo São os Campeões do Abandono Escolar" foi vítima de mais um ataque do efeito camaleão.  É claro que o título escolhido ou aceite pelo responsável editorial do Jornal On-line de o Público, embora colocando os filhos dos portugueses como  "campeões"  não era propriamente um Hino à Excelência. Depois de o termos comentado por várias vezes, e de termos remetido para este blog, a notícia inicial desapareceu da zona de destaque mantendo-se outras muito mais antigas como "Alçada não cede nas carreiras, negociação prossegue em 2010" e aparece agora esta com um Título  menos heróico mas muito mais "Soft". Que motivos levaram o Público a remeter o texto em causa para uma linha apenas na lista de notícias relacionadas com a educação. E logo esta que é tão importante para se perceber a forma como os portugueses se comportam além fronteiras não é divergente da que se comportam em Portugal, sendo que, lamentavelmente, a Ministra não foi capaz de recuar, dando um passo à frente  na resolução do confronto com os professores. Com efeito, esta senhora ministra (tal como a anterior!) não foi capaz ainda de entender que, "quando o rumo nos leva ao abismo, a melhor forma de avançar é dar um passo atrás".

Com esta atitude (retirar de destaque uma das notícias que ajudaria a população portuguesa a compreender e a reflectir sobre o absurdo dos critérios de avaliação dos professores que poderia ajudar os portugueses a compreenderem a razão e os motivos da luta dos professores contra o injusto sistema de avaliação docente criado pelo ministério, a linha editorial de "O Público on-line" coloca-se numa posição de suspeita de favorecimento dos que se colocam ao lado do governo.

É caso para perguntar:

Será que o jornalismo em Portugal passou de "Força de Bloqueio"  no tempo de Cavaco Silva a "Forças da Apoio"  no tempo de José Sócrates?

 

publicado por J.Ferreira às 16:58

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Segunda-feira, 4 de Janeiro de 2010

Mário Crespo Prova Que Ainda Há Jornalistas.

Ao mesmo tempo que Mário Crespo chama os bois pelo nome, e tenta colocar  o dedo na ferida entrevistando personalidades como Medina Carreira, cujo valor e experiência são inquestionáveis, outros jornalistas não passam de meras marionetas do poder. Estão ao serviço do governo ou da implementação de certas medidas governamentais. A título ou a troco de quê? Quem sabe? Será que o escândalo que se descobriu da segregação feita pelo Governo no que respeita à atribuição ou escolha dos media para a Publicidade Governamental trem algo a ver com isto? Não sabemos. Mas que é estranho, lá isso é!...

 _____________

 

Passamos a explicar / justificar, pois, os motivos desta nossa dúvida e indignação.

 

Quando tanto se fala na necessidade de avaliar os professores, de restringir a qualificação de "Excelente", parece-nos uma aberração constatar que a edição on-line do Jornal "O Público" seja gerida de uma forma tão antidemocrática. Deveriam ter vergonha! Das duas uma: ou são os informáticos que gerem a página dos comentários de O Público On-line, que são uns incompetentes, ou são os jornalistas que estão a fazer o frete à Ministra da Educação. Qual das respostas será, não sabemos. Mas não vemos uma terceira, a não ser que algum hacker tenha atacado os comentários de "O Público"...!

 

Com efeito, basta analisar o conteúdo dos comentários que se mantêm na página on-line para perceber a tendência política e a filosofia dos dirigentes. É incrível como, os comentários esclarecedores da opinião pública (efectuados por leitores que tentam explicar o que está em causa!) repondo a verdade sobre o montanha de mentiras que prolieram sistematicamente nos comentários da notícia, são todos, selectivamente eliminados. Porém, os que se baseiam na mentira (quando não mesmo na calúnia!) continuam publicados. Assistimos, pois, à sistemática e selectiva eliminação dos comentários favoráveis à posição dos professores, que continuam a ser vítimas dos ataques sistemáticos. Como conseguem permanecer on-line?

Assim, o Público coloca-se ao lado dos comentadores, que lançam um massacre sem precedentes (um autêntico "grupocídio") de que está a ser alvo o grupo profissional dos professores, ao permitir que apenas os que nos atacam permaneçam publicados. Os restantes, eliminam-nos! É uma vergonha Nacional.

 

Afinal, a comunicação social que deveria ser isenta está ao serviço do governo. E não se importam de repetir uma mentira 3 ou 4 vezes. É incrível como um vasto conunto de comentários esclarecewdores dos motivos que levam os professores para a luta, foram estratégica e sistematicamenre eliminados, ao mesmo tempo que se mantêm, mesmo que repetidos, os comentários que são favoráveis à posição do Ministério.

Será que já não há jornalismo sério?

Estaremos a precisar de um novo "25 de Abril"?

Será que se está a instalar uma Ditadura Silenciosa?

publicado por J.Ferreira às 10:32

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