Sexta-feira, 8 de Abril de 2011

Socialistas Não Desistem de Achincalhar os Professores

Estes governantes incompetentes (cujas políticas determinam desde 1995 apenas com um curto interregno da era Barroso/Santana Lopes) têm afundado o país a todos os níveis! As suas lutas foram claras: casamento homossexual, liberalização do aborto, proibição de fumar nos sítios de acesso público, segurança alimentar, encerramento de escolas e hospitais, aumento de portagens, aumento do IVA, aumento do IRS, diminuição dos salários, ao mesmo tempo que os escândalos de salários e mordomias dos amigos proliferavam pela comunicação social. mas só serviram para gastar dinheiro e afundar o país... Por isso estamos onde estamos embora ainda falte algo ao PS para afundar o país. Dêem-lhes os dois anos que faltavam para completar a legislatura, e esta sim, será a Tempestade Perfeita de que Sócrates se vangloriava no final da sua primeira legislatura. E não reajam: esperem para ver para onde vai o Barco! É isto a esquerda em que querem que acreditemos?

 

Será que ainda não se deram conta de que estão a levar a educação para um abismo? Será que ainda não se deram conta de que a concorrência e a competição que incrementam o individualismo (se não mesmo o egoísmo de cada um em prejuízo do trabalho de equipa para solucionar os problemas no contexto de cada comunidade educativa em concreto), são o fruto da apologia da meritocracia destes socialistas incompetentes que, por certo, nunca foram avaliados (caso contrário, nunca teriam conseguido os seus diplomas!)?

A palavra de ordem a seguir pelos professores que não queiram ver a sua carreira prejudicada é jogar escondendo as cartas, é guardar para si próprio os recursos a fim de se diferenciar dos colegas e poder ser candidato a um "Excelente"...? Ora, num sistema tremendamente injusto esta é a única forma de obter um "Excelente", é normal que cada um jogue a sua cartada. Percebe-se como será um governo com gente deste calibre. Este sistema, aplicado aos clubes de futebol seria a desgraça total para os resultados das equipas... Se o excelente é o que mete mais golos, nenhum passaria a bola ao colega. E os guarda-redes abandonariam a baliza pois desse lugar, dificilmente meteriam golos. Ora, nas escolas há lugar para tudo. Os professores de Educação Especial, tal como muitos que exercem em escolas de ambientes degradados (do ponto de vista socio-económico e cultural) são heróis comparados com os que, obtendo muito melhores resultados, exercem em escolas da zona da Parque-Expo em Lisboa (que luxo de escolas...! O povo deveria ver como são, que recursos têm e quem tem lá os filhinhos!).

 

Mas  o que mais gostaria não era aplicar-se aos clubes de futebol. Era, isso sim, ver os ministros avaliados pelo mesmo sistema. Aliás, eles são funcionários públicos enquanto ministros... Ou é o privado que lhes paga? Pois, criemos uma carreira com escalões (nem que sejam trimestrais) para avaliar o seu trabalho e quero ver qual deles quer ficar com um suficiente... É que, a aplicarem-se as percentagens, que seja para todos! E para os políticos e deputados também. E tal como no caso das escolas, que as percentagens se apliquem dentro de cada organismo para ver a quem tocam os 5% de "Excelente" nos Ministérios, no Parlamento (por bancadas de Partidos), nas Câmaras Municipais... até chegar às Juntas de Freguesia...  Oh, como me queria rir quando víssemos 5% dos Presidentes de Junta (de cada e por concelho) a obter um menção de Excelente (e assim, a progredirem mais rápido na carreira!) enquanto um Vereador da Câmara Municipal ou um Deputado ou um Ministro se teria de contentar (e vamos ser mesmo bonzinhos!) com apenas um "Bom" que lhe permitiria que o ano de tempo de serviço fosse contado normalmente!

Oh pobre país que tem gente a governar que nunca lá deveria ter ido parar... As escolas são equipas docentes. Nunca poderemos avaliar o trabalho isolado de um professor numa determinada turma pois comparando-o com colegas que têm alunos muito distintos, ele pode ser muito melhor profissional que nunca terá os mesmos resultados...

Pergunto:

Como reagiriam os senhores ministros deste (des) governo ao verem que o senhor Presidente da Junta do bairro progredia na carreira mais rápido por ter obtido um "Excelente"? Isto só prova que as quotas por escola ou agrupamento são o maior dos absurdos possíveis e imaginários! Só cabe na cabeça de incompetentes! Este texto serve para provar o absurdo que é aplicarem-se quotas de  "Muito Bom" ou de "Excelente" na avaliação. Afinal, numa mesmo a turma da escola, podem haver 90% de Excelentes... Como reagiriam os pais se, vendo que os seus filhos merecem o Excelente, apenas tivessem Muito Bom ou Bom só porque para fazer uma avaliação justa se decide aplicar o mesmo princípio ou tipo de "quotas"! Aliás, para nós, Sócrates legalizou o Aborto para poder criar este autêntico "Aborto Legislativo".

 

Numa equipa todos os elementos devem cooperar, cada um no seu lugar e cada um com a sua tarefa, tal como os defesas, os médios ou avançados num clube de futebol. Assim, a não ser eliminado estas quotas, este governo considera que se pode avaliar jogadores no futebol dizendo que há jogadores Regulares, Bons, Bons e Muito Bons e Excelentes que jogam na primeira liga da mesma forma e com a mesma qualidade dos jogadores Médios, Bons, Muito Bons e Excelentes que jogam numa liga distrital ou regional. O estranho é que nunca nenhum seleccionador foi buscar um jogador destes clubes.

Tal como outrora aqui escrevemos, deveriam ser aplicadas também as percentagens para as notas de  "Muito Bom" e "Excelente" para avaliar os nossos governantes. Assim, depressa se perceberia que temos um governo miserável... E os salários de alguns ministros depressa os levariam a deixar a profissão.

publicado por J.Ferreira às 18:57

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Domingo, 18 de Julho de 2010

Formação Contínua - Um Dever e Um Direito

Está na hora de agir antes que seja tarde.

 

Nos últimos 5 anos da década de 90 (século passado!), centenas de professores participaram em Acções de Formação que ministramos na área da Tecnologias da Comunicação e Informação (em parceria com outro formador).

Nessa altura, quando alguns professores criticavam a formação com o argumento de que não havia computadores nas escolas, defendíamos a necessidade de os professores se formarem nas tecnologias para precisamente, poder cortar o círculo vicioso que se gerava pois que, os professores diziam “Não faço formação porque não há computadores nas escolas” ao que o Estado contra-argumentava "Para quê?" colocar computadores nas escolas se os professores não têm formação”.

 

Na verdade, a formação contínua (co-financiada pela União Europeia) era gratuita para os professores. No entanto, e precisamente por ser co-financiada ela surgiu na sociedade como mais do que como uma "exigência" era entendida justificada e divulgada como  uma "necessidade de actualização" dos professores para dar uma melhorar resposta às necessidades da Educação.

Nessa mesma altura (e, criticamente, como sempre!) questionávamos a veracidade dos motivos que eram apresentados. Sim... Se era uma necessidade de actualização dos professores, por que motivo nos critérios de admissão aos cursos não imperava o factor "tempo sem formação" mas antes a "proximidade da data de subida de escalão" ou o "menor tempo de serviço docente"... A prova de que não era a actualização dos professores mas antes o gastar o dinheirinho era que os critérios de selecção (uniformes ou não de  Centro de Formação para Centro de Formação ) implicavam a selecção dos professores mais jovens, pelo que eram muitas vezes os que acabavam de sair da Universidade, que se viam confrontados com mais formação... Aos restantes (e em muitos casos eram os que necessitavam de formação mais do que de pão para a boca!) não obtinham lugar nos cursos e "marchavam para casa" pelo mesmo caminho da inscrição e, obviamente, sem direito a fazer a formação! Os critérios de selecção (determinados ou não superiormente) eram um autêntico absurdo. Assim, era frequente ver jovens professores, recentemente saídos da Universidade, a serem seleccionados para a frequência de cursos (por exemplo, de Informática no Ensino) enquanto os professores com maior antiguidade na profissão  (e que estavam afastados da formação há mais anos!) ficavam de fora...

Constata-se, pois, que se a Administração Educativa visava actualizar as competências dos professores (nas mais variadas áreas!) deveria ter chamado à formação aqueles que dela necessitavam e que estavam há mais tempo afastados da formação. É óbvio que o intuito de passar para a sociedade a ideia de que os professores necessitavam de ser melhor formados, que havia áreas em que estavam mal formados não era realista pois que não obteve qualquer eco na mudança dos currículos da Formação Inicial ministrada pelas Instituições de Ensino Superior...

 

A intenção era outra. Promover a desvalorização dos professores, acusando-os de ter uma formação "deficitária" e como tal, se queriam subir na carreira teriam de apresentar provas de frequência e aprovação na formação contínua... Assim, a mudança da carreira docente (de fases apra escalões) surgiu como uma estratégia ao serviço da angariação de clientela para os centros de formação gastarem as verbas proporcionadas pela União Europeia com vista ao desenvolvimento dos países periféricos e mais pobres da Europa.

 

Então os que acabavam de sair da Universidade eram os primeiros seleccionados para as acções empreendidas pelos Centros de Formação pelo que (gozando de uma inquestionável visão prospectiva!) já nessa altura prevíamos a chegada do dia em que os professores, contrariamente a todos os demais profissionais das empresas privadas, seriam obrigados a pagar a sua formação se queriam progredir na carreira.

Afinal, não nos enganámos. E, tal como noutros aspectos em que a nossa previsão passados uns longos 15 anos se veio a provar ser certa,  neste caso não foi necessário esperar tanto para começarmos a assistir a esta realidade: Queres formação? Paga-a!

 

“Fenprof exige revisão "urgente" do regime jurídico da formação contínua.

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) exigiu hoje uma revisão “urgente” do regime jurídico da formação contínua, sublinhando que o Governo só a assegura anualmente a 30 por cento dos docentes, apesar de obrigatória.

“A revisão do regime jurídico da formação contínua de professores é uma urgência e uma prioridade. A situação está péssima”, afirmou o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira.

O dirigente sindical explicou que o próprio Ministério da Educação “admitiu” que não consegue formar mais de 30 por cento dos professores anualmente, apesar de este procedimento ser obrigatório e contar para efeitos de avaliação de desempenho e progressão na carreira.

Por outro lado, prosseguiu, os financiamentos “estão completamente orientados para as Tecnologias de Informação e Comunicação”, quando, para efeitos de carreira, os docentes “têm de ter dois terços da formação no âmbito da sua área científico-didáctica”. No entanto, segundo o líder da Fenprof, o Ministério da Educação assegurou que “da ausência de formação não podem resultar penalizações para carreira”.

Outro dos problemas apontados prende-se também com os actuais 92 “mega centros” de formação de associações de escolas, com áreas geográficas “enormes”. “As orientações da tutela apontam para que no máximo, e apenas nas grandes cidades, não ultrapassem os dois mil professores. Hoje temos quase 1/3 dos centros com mais de dois mil professores e alguns acima dos três mil, o que significa uma impossibilidade prática de dar formação”, sublinhou.

Como a maioria dos centros acaba por não ter condições para formar todos os docentes, estes acabam por recorrer a cursos de instituições de ensino superior ou de associações de professores, “pagando do seu bolso mais de cem euros”. “A formação contínua é um dever dos professores e também um direito. Contribui para melhoria do trabalho e do desempenho dos professores”, argumentou. Segundo Mário Nogueira, o Ministério da Educação tem dado acesso a acções de formação com a duração de 15 horas anuais, quando deveriam ser 25.”

 

Afinal quem governa sabe o que faz? Ou anda a navegar à bolina? Os governantes aprovam leis como quem muda de camisa mas não é capaz de cumprir a parte que lhe toca. Depois, é isto.

 

O Jornal “Público” noticiou ... Nós comentámos!

 

Cabe agora ao leitor dizer da sua justiça...


publicado por J.Ferreira às 01:00

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Domingo, 2 de Maio de 2010

O Descrédito Total do Ensino Superior

Prova de Ingresso na Carreira Docente versus O descrédito do Ensino Superior

 

O Absurdo da Licenciatura de José Sócrates.

Que terá aprendido José Sócrates com a sua licenciatura em Engenharia?

 

José Sócrates pode ter aprendido muito na Universidade Independente... Ou então, pode ter aprendido muito pouco! Mas uma coisa aprendeu: um aluno que passa mais de 13 anos sem estudar e que volta à universidade, mesmo com outras ocupações que absorvem (ou deveriam absorver!) a maior parte do seu tempo disponível pode conseguir muito melhores resultados académicos que esse mesmo aluno quando apenas se dedicava ao estudo.

 

Esta é a conclusão inevitável que poderemos retirar das classificações obtidas por José Sócrates nas últimas disciplinas que lhe permitiram a obtenção de uma “licenciatura em engenharia”.

 

Mas tudo poderia até ser considerado normal se o cidadão José Sócrates, para além de ter “retornado” como estudante, não fosse à data também um político influente na sociedade e alguns dos seus professores não fossem do grupo alargado de amigos, isto é, da família socialista.

E tudo poderia parecer ainda mais normal se o homem continuasse a acreditar nas instituições que o formaram. Mas não. De facto, mandou encerrar a universidade que o formou. Por que motivos? As notícias sobre este tema falam por si.

 

Mas o pior de tudo é que José Sócrates poderia ter dado uma prova de que acredita nas instituições e, se não acredita em mais alguma que a mande também encerrar. Mas não!

Como abaixo demonstraremos, José Sócrates parece ter deixado de acreditar nas instituições de ensino superior.

Perguntam: Por que terá sido?

Ora, ora... Cada leitor que faça o seu juízo de valor. Nós apenas dizemos: José Sócrates lá saberá por que motivo duvida da classificação atribuídas pelos professores universitários aos seus alunos!

 

Vamos lá então tentar perceber por que motivo dizemos que José Sócrates deixou de acreditar nas instituições que formam professores. Mas só das que formam professores. Nenhum outro concurso a nenhum outro cargo (muito menos de nomeação!) é submetido a uma prova de conhecimentos para certificar o que já vem certificado no diploma. Nem mesmo o de engenharia! Ou seja, instalou-se o descrédito nas instituições de ensino superior, especificamente (ou exclusivamente!) que formam professores.

 

José Sócrates dá sinais disso mesmo ao instituir que, um professor (devidamente certificado e profissionalizado por uma  Universidade Pública, aprovado com média de 10, 11, 12 ou 13 ou mais valores) se teria de submeter a uma Prova de Conhecimentos na qual, para poder ingressar na carreira docente,  teria de conseguir uma classificação mínima de 14 valores!

 

Esta prova (absurda!) é a prova mais do que evidente de que José Sócrates desconfia das classificações atribuídas pelos vários professores universitários (mais de 10, mais de 15... contrariamente a José Sócrates que teve o mesmo professor a várias disciplinas determinadas como necessárias para que ao “engenheiro técnico” lhe fosse reconhecido o grau de “licenciado em engenharia”!) que numa instituição pública  universitária avaliam os candidatos a professores ao largo de 4 anos e em mais de 20 disciplinas? De onde provém esta desconfiança?

 

 

A exigência de uma Prova de Ingresso na Carreira Docente é um absurdo.

Estamos já integrados na carreira. Por isso, não estamos em defesa de causa própria mas antes em defesa do prestígio das instituições, do nível mais generalista (ensino básico) ao mais especializado (ensino superior). Desde o início que lutamos contra os princípios que suportam esta iniciativa por diversos motivos que provam o quanto absurdo é esta medida legislativa socialistas:

 

Primeiro absurdo:

Os cidadãos formados pelas universidades tendo como grau a “licenciatura em ensino” (logo, com o mesmo grau que o Primeiro Ministro José Sócrates, licenciado em engenharia) o qual, ao contrário da Universidade Independente onde o nosso Primeiro-Ministro se formou, foi atribuído por universidades públicas cuja credibilidade nunca foi colocada em causa (lembrem-se que José Sócrates mandou encerrar a universidade em que se formou por haver irregularidades!) e que no correspondente diploma final tenham obtido uma média inferior a 14 valores (podem aprovar na licenciatura desde que obtenham uma média final de igual ou superior a 10 valores!) teriam de conseguir uma nota mínima de 14 valores numa prova de conhecimentos organizada pelo Ministério da Educação para poderem ingressar na carreira docente.

 

Segundo absurdo:

Os docentes que não obtivessem a classificação mínima exigida pelo Estado (que permite o funcionamento das licenciaturas nas suas universidades aprovando os alunos desde que obtenham uma média igual ou superior a 10 valores!) não poderiam ingressar na carreira docente porque o Estado considera que não têm o mínimo de garantia de qualidade. No entanto, o mesmo estado permitir-se-ia contratar estes cidadãos para exercerem essas mesmas funções para as quais havia determinado que não tinham atingido a qualificação mínima só porque estariam na situação de contratados ad eternum como mão-de-obra barata!

 

Terceiro Absurdo:

José Sócrates e a sua equipa do Ministério da Educação colocaram em causa os certificados passados no ensino superior. Até podem ter as suas motivações. Mas desacreditarem as instituições de ensino superior é colocar em causa os alicerces do sistema de ensino. Se não cremos no que as estatísticas demonstram (quanto maior é o número de professores a avaliar um mesmo aluno menor será a divergência entre a classificação obtida por uma aluno e aquela que realmente merece. Por isso, se um aluno (como aconteceu com José Sócrates) fosse avaliado por um mesmo professor a diversas disciplinas, haveria maior motivo de preocupação quanto à correspondência entre a classificação obtida e o seu real valor. Porém, José Sócrates lá sabe por que motivos quer agora que um candidato a ingressar na carreira seja submetido à avaliação por intermédio de uma prova (que não prova nada senão o que naquele momento foi capaz, sabe-se lá em que circunstâncias, com que problemas, com que limitações da mais diversa ordem!) que será corrigida por apenas um professor (ou engenheiro, ou cacique, ou...) abrindo assim as portas não só ao factor “sorte” como, e essencialmente ao “compadrio”, à “corrupção”.

 

Por último, uma questão nos inquieta. O que queremos fazer da educação em Portugal? Continuar a remar em ziguezague, sempre sem rumo sem destino, sem norte? Experimentar toda a parafernália de receitas mágicas que já foram demonstradas como ineficazes noutros sistemas de ensino? Porquê? Ah... Talvez os portugueses se julguem mais “inteligentes”, mais “capazes”, mais “eficazes” que os demais seres humanos!

 

Para onde vamos? Ninguém sabe! Um único português tem o objectivo bem traçado: José Sócrates.

 

Na certeza de que, daqui por 10 ou 20 anos, já ele estará como “refugiado de luxo”, num organismo tipo “Comissariado Europeu para os Refugiados” (tal como aconteceu com António Guterres!) e nós, professores, voltaremos a ser de novo “achincalhados”, “crucificados”, “desprestigiados”, “insultados” aos microfones da rádio ou da televisão por mais um conjunto de comentadores que se consideram as "sumidades" intelectuais da nação (tipo esse “inútil” de nome Miguel de Sousa Tavares!).

E queimados por nova vaga de políticos ávidos de popularidade que usam o achincalhar dos professores para fazer a catarse de muitos portugueses incultos, ansiosos por descarregar todas as suas frustrações derivadas do fracasso académico em cima dos professores.

E teremos uma vez mais políticos que, sem ouvir os que mais sabem (os conselhos académicos, o conselho de reitores, etc. etc.. das universidades que formam, aprovam e certificam os cidadãos como licenciados em ensino e como tal, com competência para desempenharem as funções de professores!) decidem fazer da educação mais uma das suas experiências...

 

A educação não pode andar ao sabor de governos que querem fazer experiências colocando à frente do ministério pessoas por nomeação. Chegou a hora de entregar a educação às instituições que dominam o saber. Os políticos são como que licenciados em demagogia. A entrega da educação aos políticos é o mesmo que se a justiça fosse entregue aos mesmo políticos. Se já poucos (ou nenhuns dos políticos corruptos se sentam no banco dos réus, no dia em que a justiça estiver integralmente (por que já o está!) debaixo da para dos políticos, a ditadura voltará a instalar-se.

Ora, meus caros, se duvidamos das dezenas de professores que avaliam os alunos universitários que frequentam as licenciaturas, em quem vamos crer para avaliar na hora da correcção da dita prova? Será que temos os supra-sumos a corrigir as provas? Será que os intocáveis também chegaram ao Ministério da Educação? Ou será que, tal como acontece com a avaliação de algumas provas de alunos do secundário, vamos assistir ao recurso atrás de recurso para subida de notas dos professores? Que dignidade queremos para a profissão docente? Que respeito e que legitimidade vai ter o professor perante os alunos quando, depois de certificado, tiver escorregado numa dessas ditas provas de avaliação?

 

E, que vamos dizer a um professor quando, num determinado ano, conseguir uma nota equivalente a 18 (dezoito) valores e, no ano seguinte, depois de ter voltado a estudar e de ter reforçado o seu conhecimento, ao sair-lhe o mesmo tema apenas consegue 8 (oito) valores? Julgam anedótico. Eu não o diria. Sim. Não o diria porque (investiguem...!) esta é a triste realidade que está a revoltar muitos professores em Espanha. E assistem resignados a esta triste realidade porque a democracia é assim mesmo: porque são os políticos que, por muito estúpidos que sejam (pois ter a maioria dos votos não significa ter mais competência!), decidem os caminhos da educação (e depois vêm sempre lançar as culpas nos professores quando os resultados são a desgraça que se conhece!). Espanha tem admitido na carreira docente muitos dos professores menos competentes que, por um golpe de sorte nos exames (ou outras estratégias...!) têm conseguido aquilo a que chamam “sacar plaza”. Porém, tal como diz a velha máxima “não ensina quem muito sabe, ensina quem sabe ensinar!” assiste-se a óptimos profissionais que ano após ano, dão provas da sua excelência, a continuar sem conseguir entrar...

Vá se lá saber por que motivo...”

Ou... quem sabe, talvez José Sócrates o pudesse explicar!

 

publicado por J.Ferreira às 22:18

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Sexta-feira, 8 de Janeiro de 2010

Quando o Destino é o Abismo...

A melhor forma de seguir em frente é... dar um passo atrás !

 

Sem dúvida !

 

Se atentarmos no discurso de Obama (ver/ouvir abaixo!) depressa nos damos conta de qual é o pensamento de Barack Obama quanto ao papel a desenvolver por cada interveniente no processo educativo dos jovens americanos.

Assim, em vez de perseguição e (hiper)responsabilização dos professores (sobretudo quanto aos aspectos em que estes pouco ou nada podem fazer, de que são exemplo, o empenho e/ou o abandono escolar!), Obama prefere evidenciar  o quanto é difícil ter sucesso, chamando à atenção para a necessidade de empenho e de esforço de cada um dos jovens americanos. Aprender exige dedicação, empenho e esforço. Só com muito sacrifício os "grandes" chegaram onde chegaram. E foi com muitos fracassos pelo meio. Nada é definitivo. Só se pode melhorar as nossas performances com persistência, ânimo, esforço,  empenho. Facilitismos (à moda das Novas Oportunidades em Portugal) a nada conduzem senão à certificação da ignorância para iludir as estatísticas. Obama avança em Educação dando "um passo atrás". Recontando parte da sua história de vida, de suas experiências e de  outros americanos de sucesso, Obama descobre a forma de comunicar aos jovens estudantes qual a fórmula para o êxito, para o Sucesso: Esforço, empenho, dedicação... É a única forma de seguir em frente.

Atentem, pois, no discurso de responsabilização dos estudantes...

 

Este discurso demonstra bem a diferença de Cultura entre Políticos dos dois lados do Oceano: Portugal  VS América.

 

Contra o Facilitismo Obama apela à Responsabilidade .

  

 

Nota:  Para ouvir imediatamente o Discurso de Obama,

            desloque a barra do vídeo até aos 02:12 .

 

Agora, pensem na forma como se encara a falta de empenho e o fracasso escolar dos estudantes em Portugal. Vejam a diferença do discurso dos responsáveis máximos do Ministério da Educação e da passagem da responsabilidade que toca aos jovens e às famílias para cima dos professores e das escolas. Em Portugal, no lugar de se incentivarem os jovens para que efectuem esforços, que se levantem cedo, que estudem, que investiguem, que busquem a excelência dando contributos para a evolução positiva (como o faz Barack Obama) culpam-se os professores pelos maus resultados escolares dos alunos. Curioso, é que ninguém aparece a galardoar professores quando os alunos chegam a lugares de destaque, a investigadores premiados, etc. Aí, não se lembram do contributo dos professores. Apenas se lembram de massacrar os professores quando alguns dos alunos (os mais baldas ou com menores recursos ou ainda de meios sócio-económicos e culturais mais degradados!) ficam marcados na escola pelo Insucesso. Para que tenham bons resultados é necessário muito esforço, muita dedicação. persistência, etc. (como refere Barack Obama no seu discurso!). Mas, em Portugal desenvolveu-se a óptica de que o professor é que é o responsável pelas desgraças educativas ainda que as mesmas resultem de políticas governativas. Era preciso encontrar um "bode expiatório" para o fracasso dos nossos alunos. Por isso, na ausência de possibilidades de culpar os professores (que trabalham  com recurso escassos e, muitas vezes, inadequados!) procuraram-se motivos absurdos (como as faltas dos alunos, o abandono escolar ou até os resultados dos alunos!) para desenvolver sistemas de penalização (o que é bem diferente de "avaliação"!) para os professores!

Analisando o discurso de Obama e comparando-o com o que foi produzido em Portugal deste que o Partido Socialista chegou ao governo em 2005, depressa se compreenderá qual será o futuro da Educação em Portugal: professores que cada vez mais abandonam o ensino, professores que cada vez mais baixam os braços. Afinal, para quê esforçar-me pelos alunos, para quê continuar a ser um Excelente Professor (como o reconhecem todos os alunos, incluindo os que não conseguem ir mais longe porque atingiram o máximo das suas capacidades!) se as quotas me impedem de ser avaliado como tal?

É isto que se faz por cá... São estes os timoneiros das gentes lusas. Nós que fomos inovadores na aventura das descobertas... para onde vamos? Sabemos que se fez  fumo branco" e que o Ministério  da Educação e os Sindicatos chegaram finalmente a um  acordo...  Sim... Parece que desta vez o Ministério da Educação apresentou-se na negociação com espírito de negociador. Se o mérito deve ser atribuído a todos pela aproximação de posições, não há dúvida de que há alguém que neste processo marcou a diferença. Os responsáveis do ME têm a obrigação de dar o exemplo! Mas a anterior ministra não foi capaz. Nem se entende como poderá algum dia aquela senhor ter uma formação na área da sociologia quando não foi capaz de entender o que estava em jogo no movimento sociológico dos professores jamais visto. Sim, porque foi a primeira que juntou (diferente de "uniu"!) mais de 120.000 professores em Lisboa.

 

Na verdade, agora poderemos afirmar que, finalmente os professores puderam encontrar alguém com uma postura de abertura ao diálogo, alguém para quem um acordo não é a imposição da vontade unilateral de quem tem a possibilidade (de forma ditatorial!) de aprovar e publicar leis (e usa e abusa desse estatuto!). Antes é algo dinâmico, em que as partes que têm perspectivas divergentes encontram pontos de encontro capazes de construir um caminho comum, que sirva a ambos. Pode não ter sido o melhor mas foi o que melhor serviu a Educação, depois do desgaste de 4 anos com uma socióloga que perdeu o seu tempo permitindo aos portugueses achincalhar os professores e as escolas.

 

A experiência dos últimos 4 anos de governação socialistas, deixou expectativas simultaneamente muito ténues e muito fortes. Vingaram as dos mais optimistas. E o acordo chegou. Esperemos que o acordo contribua, de forma eficaz, para devolver a serenidade ao processo educativo. E que, finalmente, as escolas possam ter condições para desenvolver o processo educativo num clima de inter-ajuda, de cooperação e não de individualismo, de atrito permanente.

 

Creio que hoje a vitória não foi nem dos Sindicatos nem do Ministério. Foi uma Vitória da Educação.

Do acordo alcançado, seguramente, não há vencedores nem vencidos. Os professores, se o acordo vai de encontro às suas aspirações, sentirão uma nova energia, uma nova dinâmica para continuar a desenvolver um trabalho em benefício de uma melhor formação das gerações de estudantes que amanhã, serão os governantes deste país. Assim, é o país que fica a ganhar com este acordo. Nenhum cante vitória. Seguramente houve cedências de parte a parte. E isso, sim, contrariamente ao que a notícia de O Público que se questionava se Isabel Alçada teria "falta de experiência negocial", demonstrou-se que a ministra sabia bem o que queria! Sabia que teria de propor um Estatuto ainda mais penalizador para depois recuar num ou noutro aspecto mas levar a água ao seu moinho!  E preparou-se muito bem... Fez o seu teatro, sem perder de mira o seu objectivo: levar a "bom porto" o barco da Educação e evitar o naufrágio a que o condenou a postura ditatorial da ministra anterior: Maria de Lurdes Rodrigues. Só os teimosos donos do Titanic insistiram em não querer ver o perigo em que se metiam e obrigaram o timoneiro (comandante) a aumentar a velocidade. para lá dos limites razoáveis suportados pelo navio.

Contrariamente à falta de experiência negocial (cuja falta O Público questionava!), a Ministra da Educação e deu provas bem evidentes de compreender muito bem o "que é negociar"! É que, quando o destino é o abismo, o melhor forma de seguir em frente é... "dar um passo atrás"!

 

Foi uma longa luta... Finalmente poderemos descansar e dedicar mais do nosso tempo livre a favor da formação das crianças e jovens, futuros governantes deste país. E, que nunca mais nenhum incompetente chegue ao governo...

 

Esperaremos para ver quais são os verdadeiros contornos do acordo. Será que se mantém a avaliação dos professores pelos resultados dos alunos? Será que os alunos serão tratados como se fossem tijolos. Ora, como escrevemos há muitos anos "Os Alunos Não São Tijolos !"

 

Uma certeza existe desde já. Se todos os sindicatos o assinam, só pode ser um acordo que serve a Educação, e, logicamente, que vem trazer um pouco de PAZ às escolas e aos professores. Nós merecíamos! Lutámos muito. Não fomos ouvidos. Mas, tal como diz o título deste Blog, "Não Calarei A Minha Voz... Até Que O Teclado Se Rompa !", cada um de nós desempenhou um papel importante na luta cerrada, sem tréguas, contra todos os que queriam lançar areia para os olhos dos portugueses. Pela primeira vez desde há quase duas décadas, os professores "uniram-se" em torno de uma causa comum: a defesa da Escola Pública que Maria de Lurdes Rodrigues e a sua equipa tentou descaracterizar, desqualificar e destruir!

Maria de Lurdes Rodriguesteve um único mérito: ter conseguido juntar em Lisboa 120.000 professores numa mega-manifestação jamais vista. É o mérito próprio de quem é incompetente para o cargo que conseguiu por nomeação (e não por competência como o lugar de qualquer professor.). E é esse o único mérito que a História irá, mais tarde, atribuir a esta senhora que esteve a dirigir o Ministério durante 4 anos!... E fera essa senhora que falava da necessidade de premiar a excelência! Imagine-se: em menos de 3 meses, Isabel Alçada conseguiu o que a "Milú" e seus correligionários não foram capazes em 4 anos! Razão tinham os professores quando afirmavam: "Está chumbada!".

Quanto a Isabel Alçada ficará para a história pelo mérito que teve em ter levado a Fenprof a assinar, pela primeira vez, um acordo com o Ministério! Parabéns à Ministra por isso. Se não fosse assim, ainda hoje bom para a Escola e para as condições de trabalho, os alunos seriam os primeiros prejudicados. Aliás, de outro modo, a ministra teria, seguramente, a oposição dos sindicatos.

A questão mais pertinente continuará sem resposta: Existirá garantia de que, da aplicação deste acordo, serão eliminadas as injustiças praticadas pela anterior equipa governativa deste Partido Socialista ?

 

Foi uma luta desgastante. Um luta que durou 4 anos e que deixará marcas bem visíveis no rosto e na alma de milhares e milhares de professores e na formação de muitos jovens deste país que, impotentes, assistiram a todo este processo de julgamento sem precedentes (excepto no tempo da Inquisição!) com vista à culpabilização de toda uma classe pelos males de que não era nem nunca foi culpada: o fracasso escolar dos jovens sem recursos, sem ambientes educativos que, além de não serem valorizadores da escola, são desmotivadores e desmobilizadores da aprendizagem.

Com efeito, desde que se iniciou o processo de criação da categoria de Professor-Titularna qual fui promovido (criada pela equipa chefiada por aquela que consideramos ter sido "a pior Ministra" dos tempos de democracia em Portugal.) que denunciei e lutei para acabar com esta (absurda, vergonhosa e fictícia) divisão da Carreira Docente. Sim, para acabar com esta “coisa, que não tem essência, que é totalmente vazia de sentido, e de conteúdo, contra esta "coisa" que não é “coisa nenhuma”. Durante estes anos senti a revolta espelhada na voz, no rosto e na alma… Sentia que era “incompetentemente” Titular. Não porque me considere “incompetente” mas porque sinto que fui nomeado por critérios absurdos, determinados por uma equipa de incompetentes. Sim, absurdos. Os tais critérios que permitiram que professores que tinham muitos mais pontos “absurdos” que eu tivessem ficado de fora só porque tiveram o azar de ainda não terem os ditos 18 anos de serviço ou de, nos seus agrupamentos, haver muitos mais professores com altas qualificações, que sendo dos quadros dessas escolas há mais anos, tiveram a possibilidade de exercer cargos que não voltaram a ficar livres… Ou simplesmente porque, por muito competentes e muitos pontos (absurdos!) que tivessem, faltava-lhes os 18 anos de tempo de serviço… Como se o passar dos anos fosse a única forma (ou desse alguma garantia!) de adquirir competência.

 

Na verdade, não me sinto nem mais nem menos competente que muitos que ficaram de fora. Há dias, semanas, diria, épocas em que me sinto excelente e outras apenas Bom. Tal como os jogadores de futebol, o nosso rendimento depende do rendimento de toda uma equipa. Não há nenhum professor que faça milagres por si só. Os resultados dos alunos dependem da equipa formada pelos professores das escolas, pelos pais e pelas condições  que o Estado proporciona em cada estabelecimento, para que o sucesso possa ser máximo para cada um dos alunos.

E digo para cada um dos alunos porque o sucesso de uns pode ser obter 19 valores e para outros apenas passar de 8 ou 9 para 13 ou 14 valores. Somos todos diferentes. Não é por acaso que, sabendo os pais que quem mais ganha na vida de hoje são os futebolistas e, tendo os filhos dois pés, dois braços e uma cabeça como o Cristiano Ronaldo (para dar um exemplo de máxima excelência no domínio do futebol!) não exigem que os filhos sejam excelentes em jogar futebol. Porquê? Porque todo e qualquer um pode ver que, por exemplo, o meu filho que começou a ler aos 3 anos e meio e que aos 4 anos lia qualquer notícia de jornal com a expressividade de dar inveja a alunos do 4º ano de escolaridade, a jogar futebol é um desastre. Porquê… Simplesmente porque tem direito ao fracasso. Ninguém pode ser bom em tudo. Os professores só são bons a ensinar. Os futebolistas a jogar futebol… As mecânicos a consertar motores (em que os professores são autênticas nódoas, seguramente!), os padeiros a fazer pão, os médicos a curar as maleitas. Não peçam a um médico que seja excelente a jogar futebol. Nem José Mourinho! Sendo um excelente treinador (o curriculum fala por si!) não me parece que tivesse possibilidade de fazer carreira a jogar futebol.

Por tudo o que disse, realço: deixem as crianças desenvolver as suas capacidades com a ajuda dos profissionais de educação.

E, da mesma forma que, se um doente que não toma a receituário prescrito não podem ser imputadas responsabilidades ao seu médico, deixem de imputar as culpas do fracasso escolar aos professores na parte em que não têm culpa. Em 1998, depois de ter sido publicado um dos primeiros “Rankings” com os resultados obtidos pelos alunos das escolas portuguesas, escrevemos um texto que intitulámos: “Ranking de Escolas? Os alunos não são tijolos!”. Da sua leitura se pode concluir o absurdo que foi (e ainda continua!) o ministério ter tentado fazer incidir os resultados obtidos pelos alunos na avaliação a atribuir aos professores.

 

Voltando à questão dos Professores Titulares, creio que na mente do leitor deve ter ficado algo sem resposta: “Se este é contra a divisão da carreira, por que motivo se candidatou?

A resposta é óbvia e simples. Candidatei-me para poder demonstrar o quanto os critérios eram absurdos. Candidatei-me para ficar de fora e poder publicar o meu curriculum (académico e profissional) sob o título: "Com este curriculum, fui considerado um Incompetente!" Sim. Um incompetente e um preguiçoso, como permitem que nos chamem os comentadores em "O Público On-line". Incompetente, sim. E, talvez tenha sido por isso que fui convidado para trabalhar num gabinete de assessoria do Ministério de Educação (sim, porque só lá vão parar os incompetentes!) tendo lá trabalhado no "reinado" de Ministros do PSD e do PS. Desde Manuela Ferreira Leite (no tempo de Aníbal Cavaco Silva) a Eduardo Carrega Marçal Grilo (nos governo de Guterres, em que Sócrates também era membro do governo, lembram-se?). Sim, devo ter sido convidado pela incompetência porque é esse o critério para se chegar lá acima, aos lugares de chefia...

 

Por último, tem-se questionado muito se os “Bons” professores podem ou não chegar ao topo da carreira. Pois bem. O problema é este: como saber se alguém é excelente ou Muito Bom ou se teve (como em muitas outras profissões) uma fase muito boa, excelente ou apenas boa. De facto, dependendo de muitas circunstâncias como o meio em que lecciona, a origem sócio-económia e cultural das famílias dos alunos, qualquer professor pode ter um ano Fraco”, “Razoável ou Satisfatório”, “Bom", “Muito Bom" ou até " Excelente". Confesso que há semanas em que, como profissional, me sinto excepcional; outras em que me sinto mediano; e outras Muito Bom ou at+e Excelente. E os aluno sentem isso. Tal como os jogadores de futebol, os vendedores, os carteiros, etc…

Cremos que o problema é admitir que, nos casos dos professores, se pode falar de “topo”. Queremos aqui questionar os temos de “Topo” e “Base”. A carreira docente não é, para nós, uma carreira vertical, como a militar em que o soldado está na BASE e os Generais estão no TOPO.

Não enganemos as pessoas. Partir de premissas falsas para no final afirmar que os professores querem chegar todos a generais é um silogismo ou uma falácia. Assim, querer comparar a carreira de um professor (que é simplesmente aquele que acompanha os alunos na sua aprendizagem desde o primeiro dia em que começa a leccionar até quês e reforma) com qualquer outro tipo de carreira em que a progressão é de baixo para cima, sendo que existe uma lógica de subalternidade entre as categorias, é usar a mentira não olhando a meios para atingir fins: enganar o povo e obter dele o apoio para espezinhar e desprestigiar os professores.

O professor, ao longo do percurso, pode até exercer outras funções mas voltará à sua sala de aula (nos termos da lei porque não pode estar ad eternum fora da leccionação!). Ora, tal não se passa em nenhuma outra Carreira, seja ela ou não da função pública. Um chefe de serviços jamais voltará à função de porteiro ou secretário!

Nas carreiras baseadas em diferentes categorias (que uma ministra incompetentemente tentou criar!) existem diferentes funções, que a tal ministra não foi capaz de justificar, uma vez que eram funções fictícias que iriam ser ficticiamente exercidas já que ser professor é ser professor. Ponto final.

Numa carreira hierarquizada (como a da administração pública e a militar) existe uma subida de patamar que correspondem funções diferenciadas. Nestas, à medida que se sobe corresponde uma hierarquia de comando Top-Down, ou seja, cada superior tem um conjunto de indivíduos que dele dependem orgânica e funcionalmente.

No caso dos professores, nem os alunos (infelizmente!) dependem dos professores que não lhes podem dar ordens: apenas conselhos e… e… Valha-nos Deus (basta relembrarmos a cena da professora e da aluno com o telemóvel na sala de aula)!

A carreira docente não pressupõe hierarquia definitiva entre os pares: nem uma posição de comando nem de subalternidade. Por muito tempo de serviço e muitos cursos nas universidades que tenha feito, um professor não pode aproximar-se de um outro professor (ainda que contratado ou recém-chegado!) e ordenar-lhe “Vai fazer-me fotocópias desta folha!”

Assim, a carreira docente é uma carreira horizontal em que há o reconhecimento da dedicação e do profissionalismo através da mudança (e não subida!) de escalão. Notamos que a introdução de números ordinais para identificar os escalões em vez das Letras de “A” a “J”, não foi uma associação ingénua por parte dos governantes. Antes, visava isso mesmo: dar a ideia de hierarquia para poder apresentar à opinião pública que os professores queriam chegar todos a generais. Pois bem. Contrariamente à carreira de militar (que vai da patente de Praça a… General) e ignorando, obviamente, o aborto que foi a categoria de Professor Titular, a carreira dos professores vai de Professor a… Professor!

Estruturar os escalões do 1º ao 10º é, por conseguinte, uma estratégia falaciosa que não nos vai demover da luta pela dignidade que merecemos. Nenhum professor com mais tempo de serviço (posicionado num escalão identificado com um ordinal mais elevado!) dá ordens ao professor que se encontra num escalão identificado com um ordinal mais baixo. Logo: não há topo… e ponto final.

 

O que importará é gratificar devidamente quem assume essas funções, como aliás, antes era feito. É que há períodos da vida em que estamos mais livres e sentimos mais energia para assumir ou acumular determinadas responsabilidades e outros em que não. E isso não depende da idade nem do tempo de serviço. Mas, uma coisa é certa: não é só depois dos 18 anos de serviço que se está no auge das suas competências ou possibilidades nem há garantia (como queria a incompetente equipa ministerial anterior!) de que alguém aguente a “pedalada” (perdoem-me o recurso a um termo mais popular!) até aos 65 anos de idade, altura em que muitas vezes os avós já não sentem paciência, nem mesmo para “aturar” um ou dois netinhos que são sangue do seu sangue quanto mais um professor para “ensinar” turmas heterogéneas superiores a 20 alunos!

 

Aliás, como referimos, existem escalões que poderiam ser identificados por letras. Ora, esta situação nunca poderia verificar-se nos militares pois existem categorias e formas de tratamento diferenciadas entre cada uma das categorias e dentro da mesma categoria: Praças, Sargentos, Oficiais e Generais! Aliás, essa mesma diferenciação está patente nos uniformes e no que têm “em cima dos ombros”, como símbolo da responsabilidade que lhes está acometida. No caso dos professores essa diferença não existe. É tão absurdo querer tratar como igual o que é diferente como tratar diferente o que é igual.

Alguns, temporariamente, exercem funções. Mas, para esses, o correcto será distinguir num suplemento remuneratório que é aplicado em variadíssimas situações, quer na função pública quer no privado.

 

Nestes, as funções são claramente diferentes conforme a patente que se detém a cada momento. E o vencimento corresponde ao grau de responsabilidade de cada categoria.

Há também quem questione se os Bons devem ou não chegar ao que chamam “topo” da carreira, mas que nós chamamos o mais alto nível remuneratório. E nós respondemos: Por que não?

O que poderá ser diferenciado é o ritmo a que cada um progride (tal como, em parte, se verifica  em Espanha e antes se verificava em Portugal!).

Na prática, uns chegariam ao vencimento mais elevado mais cedo do que outros em função não de critérios absurdos mas de critérios objectivos que se prendem com a dedicação à sua melhoria profissional (cursos de formação, …), projectos de investigação, etc, que visem a melhoria do processo educativo.

Todos se devem lembrar do que se passou ao longo das maiorias de cavaco Silva e António Guterres, ao longo da década de 90, em que a obtenção de certos graus académicos permitiam progredir mais rapidamente e nunca se criou nenhum celeuma.

Tivemos que esperar a chegada ao Ministério de uma equipa de incompetentes (em Espanha continuam a valorizar a formação dos professores e o envolvimento em projectos relacionados com as práticas nas escolas!) para que tudo isto fosse considerado de menor valor, como que se de uma fraude se tratasse. Por todo o lado se diz que eram progressões automáticas, que os professores não eram avaliados. Ora, se o Ministério fosse sério, divulgaria quantos professores progrediram fora dos prazos normais a que corresponderia o seu tempo de serviço. Um estudo sério iria provar que os professores sempre foram avaliados. Agora, o que não podem esperar é que, aqueles que demonstraram a sua competência perante dezenas de professores (e ao longo de toda uma vida académica!) fossem incapazes de demonstrar que continuam igualmente ou mais competentes.

Seria como pedir a qualquer profissional de futebol (e já não diremos Cristiano Ronaldo!) que reprovasse em Futebol.

Pergunta-se:

Então os restantes profissionais melhoram com a sua prática e os professores são os únicos que pioram, mesmo tendo obtido as suas licenciaturas em ensino numa universidade (ainda que fosse na Independente, pois que se saiba, o diploma de José Sócrates segue valido, ainda que, devido a irregularidades, o mesmo José Sócrates tenha decretado o seu encerramento!)?

É um absurdo! Mas, diga-se com toda a clarividência: convém ao governo e é música para o ouvido de uma grande quantidade de portugueses que (frustrados por não terem tido sucesso académico!) se sentem felizes pelo simples facto de poderem espezinhar os professores na praça pública!

Na verdade, Portugal teve que ver chegar ao Ministério uma equipa de incompetentes (um deles, Valter Lemos, tinha perdido o mandato na Câmara por faltas, imaginem!) para criar atritos com os professores.

A avaliação de um professor não é a constatação da competência de alguém como um estado adquirido, amorfo… Como se alguém que atingisse esse estado já não pudesse progredir. A avaliação é a medida de um ponto de situação face aos conhecimentos ou práticas. Não podemos ignorar nem adulterar a dinâmica da vida profissional, porque, mesmo que não queiram ver nem queiram admitir, a carreira docente é um percurso dinâmico, feito de altos e baixos ao longo de um mesmo dia, ao longo de uma mesma semana, ao longo de um mesmo es ou até de todo um ano escolar...! Ou acham que, mesmo os melhjo0res dos melhores, permanecem excelentes toda a vida. Não se exija, pois, o absurdo aos professore pois esta é uma classe composta por homens e mulheres e, ainda que alguns/algumas consigam chegar a Ministros/Ministras (por nomeação, isso é mais do que evidente!) não são Super-Homens nem Super-Mulheres: são pessoas.

 

publicado por J.Ferreira às 01:39

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Quarta-feira, 30 de Dezembro de 2009

Avaliação de Professores Para Além das Fachadas

Há um sem número de trabalhos em que se pode facilmente avaliar a performance do trabalhador. Isto quando o resultado depende apenas do trabalhador desde que seja garantida a igualdade de condições de partida e de recursos. Exemplos: colocar azulejos (com paredes idênticas e igualmente preparadas!); varrer ruas (com o mesmo número de transeuntes, ...), entregar cartas em aldeias (com rede viária de equivalente!) ou em cidades (com o mesmo número de fogos habitados, ...); pintar paredes (em estado equivalente). Enfim. Os resultados podem servir para medir a eficácia de um trabalhador quando a “matéria-prima”, as condições ambientais e os recursos são equivalentes. Outros resultados dependem sistematicamente de um trabalho de equipa, como é o caso do futebol.

Porém, há situações em que os resultados, para além de serem fruto de um trabalho em equipa, é de todo impossível estabelecer qualquer igualdade à partida (seja relativamente à “matéria-prima” seja em relação aos recursos ou às condições ambientais). É o caso da medicina e da Educação. Os doentes (tal como os alunos!) ainda que com o mesmo diagnóstico, têm características, formas de ser, de agir e de reagir muito diferentes! Cada caso é um caso!

Na Educação de uma criança ou jovem participam muitos intervenientes que deveriam ser solidários nos resultados. Existe uma co-responsabilidade que é indivisível. Só com um trabalho cooperativo entre os elementos que constituem o grupo de relações sociais do jovem (pais, familiares e amigos) e os intervenientes da escola (professores e auxiliares) se pode ter em vista ao êxito. De nada serve apenas um deles empenhar-se se os demais remam em sentido diverso. Os resultados educativos tornam impossível dissociar a influência de uma ou outra intervenção pelo que é impossível discernir até onde há a influência de um ou de outro elemento dos intervenientes nos resultados alcançados. Até o próprio aluno tem um papel importante (se não mesmo fulcral!) a desempenhar: a predisposição para aprender.

Mais que um trabalho individual é o resultado do trabalho de uma equipa. E os alunos, enquanto matéria-prima com que os professores trabalham e dos quais dependem os resultados são irrepetíveis: não há dois alunos iguais, mesmo quando se trata de gémeos univitelinos. Logo, avaliar os professores tendo em conta os resultados dos alunos é um absurdo.

 

Analisemos a seguinte situação que prolifera por esse país abaixo e que tem servido a muitos para justificar a avaliação dos professores tendo como base os resultados dos alunos.

Qual será, verdadeiramente, o profissional mais esforçado? O professor cujos alunos conseguiram uma média de 15 valores ou o professor cujos alunos só foram capazes de chegar a uma média de 14 valores?

 

Antes de prosseguir a leitura, pare e pense um pouco. Já pensou? Já reflectiu? Pois bem. Imagino que não lhe tenha sido difícil concluir (quizas, de forma indubitável!) que o melhor profissional é o primeiro professor (aquele cujos alunos obtiveram uma média superior a 15 valores!).

Pois bem. A Ministra da Educação (a anterior e esta porque são igualmente “cegas”, porque incapazes de ver com os olhos de que fala Pierre Bordieu) também considera que é o primeiro.

Pois nós não estamos de acordo com este tipo de avaliação. Por isso a nossa resposta à questão é simplesmente: Depende!

Sim, caro leitor. Depende. Depende de muitos factores. Apenas nos centraremos naquele que consideramos ser o mais evidente: a média dos mesmos alunos em períodos ou anos anteriores.

Para nós, o mais esforçado e, como tal, melhor profissional, é aquele cujos alunos passaram de 8 ou 9 valores para 11, 12 ou 13 valores. Sim. Tem mais mérito que o outro profissional que recebe uma turma de alunos com médias de 18 ou 19 (como a turma da minha filha!) e que no final os alunos apenas conseguem médias de 15 valores. Compreendido? Sim? Pois a ministra não é capaz de entender isto e quer fazer progredir na carreira o que tem alunos com as notas mais elevadas.

É que, tal como escrevemos há mais de uma década, “Os alunos não são tijolos!” Até quando continuaremos com esta ideia fixa de querer avaliar os professores tendo como metodologia fundamental os resultados dos alunos? Até quando estaremos dispostos a aplaudir uma qualquer ministra só porque foi nomeada para o cargo (disse nomeada, pois obteve o cargo não por competência na área mas por nomeação!) mas que não é capaz de resolver os problemas da Educação? Não consegue ver, como diz o sociólogo francês Pierre Bordieu “para além das fachadas”? Ou como dizia Paul-Henry Chombart de Lawe, para quando teremos nós políticos que sejam capazes de andar 10 anos à frente do cidadão comum? Chamamos à coação um texto "Ranking das Escolas? Os Alunos Não São Tijolos!" que escrevemos em 1992 e que, tendo sido recusada a sua publicação pelos media de então, apenas foi publicado pelo Jornal Campus, da Universidade do Minho . Triste mas verdade, só em 2007 é que José Sócrates transformou a nossa ideia em Lei. Já passou o tempo em que era solução. Conclui-se que o Primeiro Ministro de Portugal anda atrasado 15 anos! Passaram-se 15 anos e os tempos já são outros. Como irão pagar os jovens se agora os cursos se destinam, na sua maioria, a formar jovens para o desemprego? Mas o nosso Primeiro Ministro (como chefe da banda!) nem se dá conta disso. Como pode Portugal ter ministros competentes se foram escolhidos por alguém que anda atrasado no tempo ?

Por isso, podem os ministros falar o que quiserem na comunicação social; podem repetir as mentiras que quiserem (até entulhar a mente dos portugueses!) que, por muito que as repitam, nunca conseguirão transformar essas mentiras em verdade.

E a verdade é que, por muito bons que os professores sejam, e excepções à parte (naturalmente, caso contrário hoje estaríamos a desempenhar funções de ferreiro, de pintor, ou outra profissão da área da construção civil tão nobre como a que exercemos: professor!), os resultados obtidos pelas crianças dependerão mais do nível sócio-económico e cultural da família de origem do que do trabalho excepcional de um professor que tem a mesmíssima formação e que, por isso mesmo (à parte as diferentes médias obtidas na universidade) demonstraram perante os que têm o mais alto nível de conhecimento certificado (os professores universitários!) terem a competência exigível para desempenhar a função.

Michel Gilly fez um Estudo longitudinal sobre o Sucesso Escolar. E na sua obra “Bom Aluno, Mau Aluno” apontou as causas do fracasso ou do sucesso. Ainda que este governo (tal como o anterior chefiado pelo mesmo!) queira imputar a responsabilidade pelo fracasso aos professores, mais cedo ou mais tarde, o povo irá abrir os olhos e dar-se conta de que o tentaram mais uma vez enganar. Então a justiça voltará: para os governantes e para os professores!

Na verdade, as crianças quem tudo falta. Em mais de 30 anos de democracia, fomos governados por políticos incompetentes (e de diversos partidos!) que passaram pelo governo com imensas promessas mas que não foram capazes de eliminar a diferença de nível de vida dos cidadãos. Assim, mantém-se uma enorme desigualdade entre as crianças, ao nível mais elementar como é a alimentação e a habitação.

Por último, comparemos o que se passa numa escola (Educação com o que se passa num Estádio (Futebol, Andebol, Basquetebol, etc.). Ora, em qualquer um dos jogos, se é verdade que é muito importante marcar golos, não é menos importante defender bem para que não se sofra golos. Por isso, quando um clube chega à final, todos os jogadores recebem a mesmíssima medalha. Mesmo os jogadores que estão no banco.

Pensamos que não é difícil obter a concordância do leitor quanto à visão que apresentamos desta realidade. Ora, chegados a este ponto apenas nos resta questionar:

Por que motivo numa escola em que os professores trabalham em equipa vai haver um que tendo “Muito Bom” ficará com “Muito Bom” e progride e outro com a mesma nota ficará à espera de vaga sabe-se lá quantos anos? Não deveriam ser ambos igualmente “medalhados” e como tal progredir os dois?

 

É tão simplesmente isto que está em questão.

 

Os sindicatos têm toda a razão. O Governo tem de despertar.

 

....

 

publicado por J.Ferreira às 23:39

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Sábado, 18 de Julho de 2009

Governo e Ministério da Educação Mentiram...!

Afinal onde vivemos?

Parece que há matéria mais que suficiente, por esse país abaixo, para editar uma nova série de animação para entreter este país. E até lhe antecipamos um possível nome: "Sócrates e Seus Amigos no País das Mentiras"...

 

 

 

Ministério da Educação MENTIU aos professores ... e ao país!

 

Mário Nogueira, dirigente da Fenprof, sem papas na língua escreveu "o Ministério da Educação mentiu aos professores e educadores, aos seus Sindicatos, aos deputados da Assembleia da República, ao país!"

E acusa, peremptoriamente, e com razão: "O ME mantém em vigor a avaliação que a quase totalidade dos docentes contestou na rua, a que todas as organizações sindicais de docentes se opuseram, que toda a oposição parlamentar e alguns deputados do PS pretenderam suspender, que mais de duas centenas de conselhos executivos exigiu que fosse suspensa, que o conselho das escolas aprovou que se suspendesse, que o Primeiro-Ministro, em recente entrevista televisiva, reconheceu ter sido um erro do governo. Mais uma vez, contra tudo e contra todos, o ME decidiu impor a sua vontade e deixar tudo na mesma!"

Os factos são demasiado evidentes e provam a veracidade da acusação de Mário nogueira. Com efeito, em 12 de Junho de 2009, "em reunião realizada no ME, a FENPROF protestou por, em meados de Junho, não se ter iniciado a revisão do modelo de avaliação e nem se sequer serem conhecidas, ainda, as propostas do ME. Este informou, então, que, dado o atraso existente com o relatório da OCDE, possivelmente a revisão do modelo de avaliação não poderia ter em conta as suas recomendações, mas apenas as do CCAP;"

Por sua vez, a FNE não deixa passar em claro a falta de ética deste Ministério que apenas demonstra a ala incompetência e enorme incapacidade negocial. Por isso, João Dias da Silva, Secretário geral da FNE aponta caminhos a seguir na luta dos professores dizendo categoricamente que "a FNE exige ao Ministério da Educação que tenha em conta as propostas desta federação, uma vez que o relatório da OCDE vem de encontro a algumas medidas por nós entregues" não perdendo a oportunidade de apontar para as conclusões de um relatório que "isola, ainda mais, a titular da pasta da Educação no que diz respeito a um modelo de avaliação que tentou impor aos professores e educadores portugueses.

 

O maior problema deste governo é que, tem como Ministra da Educação, uma senhora que é tão incompetente que nem competência tem para se dar conta de que é incompetente! E, para além disso, ainda é SURDA! Teve oportunidade de corrigir as INJUSTIÇAS COLOSSAIS QUE FEZ COM AS NOVAS E ABSURDAS REGRAS DOS CONCURSOS. Mas não o fez. Deturpou tudo quanto eram regras de antiguidade, colocou professores a longos quilómetros de casa com maior qualificação profissional que outros que ficaram ao lado de suas casas. Impediu aqueles a quem chamou de "os melhores" de aproximarem das suas residências impedindo-os de concorrer... Fez de tudo um pouco para desmotivar os seus soldados... É claro que NUNCA MAIS será capaz de obter deles a energia necessária para a verdadeira luta que fazia falta empreender nas escolas: Não fazia falta nenhuma colocar professores contra professores nem tão pouco pais contra professores. A escola vivia em PAZ... Nas escolas respirava-se vontade de trabalhar por uma MELHOR EDUCAÇÃO DOS JOVENS, pela construção de uma sociedade mais justa mais solidária. Mas a Ministra não queria que fosse assim. Os professores estavam unidos em torno de projectos educativos, tinham abraçado a autonomia que os socialistas de António Guterres quiseram dar às escolas como meio de mobilizar forças, vontades, energias para uma mudança profunda da Educação em Portugal. Mas a Ministra Maria de Lurdes Rodrigues decidiu apagar tudo isto do mapa da Educação e das Escolas. E inventou problemas onde eles nunca existiram. E, logo que entrou no ministério, a primeira coisa que tentou fazer foi dividir os professores. Dividir para reinar. Para isso, sabia que teria de mentir ao país. Mas isso pouco importa. Esta gente pensa que uma mentira repetida se transforma numa verdade. E mentiu, mentiu, mentiu... Sobre as escolas, sobre os professores, sobre a cooperação, sobre as faltas...

E inventou um pseudo-concurso ABSURDO que colocou como Titulares muitos dos professores menos competentes. E deixou de fora imensa gente cheia de iniciativa e de profissionalismo... só porque não tinham o tempo de serviço que ela determinou como aquele que dá competência. E, como na tropa, ergue as suas divisas de general e determina que ""a velhice é um posto"! Assim, exige 18 anos de serviço (por muito mau que tenha sido, pouco importa!) como se o tempo de serviço fosse sinónimo de competência. Depois, disse que iria valorizar o trabalho directo com os alunos mas foi aos elementos dos Conselhos Executivos e aos Directores dos Centros de Formação que atribuiu o maior número de pontos para o concurso. Isto como se "fazer umas contas" ou "preparar uns dossiers" todos os meses permitisse aumentar a competência de ensino ou fosse considerado "trabalho directo" (palavras da ministra!) com os alunos! E, muito mais grave, às funções várias desempenhadas pelos professores que serviam o Ensino Português no Estrangeiro nem as teve em conta: (se é que as conhecia!) tendo ficado todos com ZERO PONTOS.

Depois, tivemos que assistir à trapalhada ou palhaçada socialista que se viu com a Nova Alteração ao Sistema de Autonomia e Gestão criada pelos Socialistas de António Guterres. Sim. Sim... !   Foram os socialistas que o fizeram e que o alteraram sucessivamente até que chegamos ao ponto de  a Gestão das Escolas passar a ser atractiva para os caciques e, num curto prazo, permitir a colocação dos socialistas e membros do partido a governar as escolas. Afinal, com mais 750 euros no salário, a direcção das escolas começa a ser um pólo atractivo para os boys dos governos.

E foi assim que as escolas, outrora sem dinheiro para nada, deixaram de estar imunes à corrupção. As escolas deixaram de ser um dos poucos ou únicos redutos que não eram atraentes aos políticos pois não dava dinheiro: só trabalho. Agora, passaram a dar visibilidade política e social, os cargos de Directores e outros passaram a ser bem remunerados e estes lugares, que nunca tinham sido atraentes para os "boys" dos partidos passaram a ser apelativos. Onde havia um interesse comum, passou a haver divisão . Instalou-se a guerra e a corrida aos cargos. Onde havia cooperação passou a haver divisão... pressão, insatisfação, perseguição... De lugar de Educação passou a lugar de disputas e guerras entre pares. Veja-se o que se passa na luta partidária e reflictamos sobre o que há bem pouco tempo os políticos  nos presentearam no parlamento: "um rico par de corninhos no ar".

Bem pelo contrário... Fazia falta, sim... Fazia falta uma luta séria e empenho real CONTRA O FRACASSO ESCOLAR... Fazia falta um investimento em mais e melhores recursos humanos... Fazia falta colocar especialistas de apoio individual a crianças com NEE e a crianças com dificuldades de aprendizagem cuja origem estava claramente no meio sócio-económico e familiar dos alunos. Mas não! Este governo preferiu inventar as NOVAS OPORTUNIDADES para aqueles que não as quiseram aproveitar no seu devido tempo. E "regalou-lhes" diplomas que a sociedade desvaloriza e não reconhece... Uma vergonha monumental...

FAZIA FALTA (isso sim...!) LUTAR AO LADO DOS PROFESSORES CONTRA O TRABALHO INFANTIL mas este DESGOVERNO preferiu penalizar os professores pelos alunos que faltam ou abandonam a escola. Sabemos que há pais e empresários que exploram os alunos e os obrigam  a faltar ou a abandonar a escola. Pois bem:  Em vez de fazer as reformas COM OS PROFESSORES preferiu fazer reformas CONTRA OS PROFESSORES.

Por isso afirmamos que, tal como outros notáveis portugueses, também esta ministra sofreu de uma tremenda "cegueira auditiva", incurável porque nunca se preocupou a dar ouvidos às receitas que lhe eram apresentadas, oriundas dos mais diversos quadrantes. Assim, preferia fazer que ouvia, passar a ideia à sociedade de que estava a dialogar e negociar mas, realmente, nunca ouviu ninguém. Por isso, num dia dizia uma coisa e no dia seguinte apresentava uma proposta totalmente contrária ao que tinha afirmado.

Na verdade, a forma de estar dos responsáveis deste Ministério corresponde exactamente ao ensinamento expresso na seguinte frase:

Podemos enganar muita gente durante algum tempo... Podemos até enganar alguns durante muito tempo... Mas não é possível enganarmos a todos durante todo o tempo!

E isto passou-se com a continuidade dos professores na escola, com as provas de recuperação dos alunos, com a passagem automática dos alunos (dada a complexidade do processo que poderá levar à retenção de qualquer aluno que seja, avaliação independente do comportamento demonstrado nas aulas, etc... Enfim. Tivemos uma Ministra durante 4 anos que, não sendo surda fisicamente, demonstrou-o ser intelectualmente.

Porém, se é verdade que há alguns tipos de surdez que não têm remédio, a surdez do Ministério tem cura: e o remédio chama-se "Eleições Legislativas". Que os professores, familiares e demais cidadãos que se interessam de facto pela PAZ nas escolas, pela JUSTIÇA entre os professore, que acreditam nas vantagens da COLABORAÇÃO e COOPERAÇÃO contra o individualismo propagandeado para que cada um tente chegar a ser "o melhor" com ganhos para os cofres do Estado (é certo!) mas com perdas para a qualidade das aprendizagens dos alunos (sem qualquer dúvida!), se lembrem no acto de votar. Por nós temos bem claro. Votaremos à Esquerda ou à Direita... mas NUNCA neste PS...

Não restam dúvidas. Estes governantes são como os donos do TITANIC. Podem ir contra o Iceberg, mas isso pouco lhes importa. O lugar num salva-vidas (reforma, subvenção vitalícia, lugares garantidos nas grandes empresas... etc..) está assegurado. Os demais, que se cuidem... Por isso estamos convictos de que este PS está desnorteado. Já não sabe o que fazer com o TITANIC. Este (Des)Governo colocou o navio na rota do ICEBERG (está cego e não tem capacidade de ver mais além, mais longe do que o imediatismo de uma campanha televisiva distribuindo “Magalhães” a meninos pobres!) e a uma velocidade tal que não há forma de desviar do iceberg (abismo económico!). Por isso, chegamos mesmo a crer que já não têm interesse em cruzar o Oceano com este navio. Antes se preparam para saltar para o primeiro salva-vidas antes que seja tarde... E o primeiro salva-vidas de muitos destes governantes (a quem a História fará seguramente justiça!) aproxima-se a passos largos: eleições legislativas...

Já agora perguntamos:

Será que os "corninhos" de Manuel Pinho no Parlamento não foram uma estratégia premeditada para se escapar e mandar o governo à fava (como António Guterres!) partindo de imediato para aquilo que os governantes sempre consideram ter direito: as merecidas férias de Verão (claro, com os bolsinhos garantidamente cheios!)?

publicado por J.Ferreira às 01:38

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Quarta-feira, 24 de Dezembro de 2008

Força da Razão contra Razão da Força

 

 

A todos os anónimos deste país que insistem em não entender ou em não querer ver a Razão dos Professores.

 

Confesso que não entendo as razões apontadas por muitos dos caríssimos anónimos que não conhecem minimamente o sistema de avaliação do desempenho dos docentes que a Ministra pretende implementar... Assim, ver repetidamente escritas e publicadas barbaridades sobre este tema leva-nos a publicar este artigo, manifestando o nosso repúdio contra todos e quaisquer comentadores que, sem entenderem nada do assunto, sem quaisquer argumentos válidos têm a "lata" de pronunciar ou escrever apeloss a que a Ministra vá em frente, mais parecendo que têm ódio aos professores, quizás como forma de descarregar em alguém as frustrações e recalcamentos de seus próprios insucessos.

Assim, é comum pelas páginas de notícias sobre o tema, surgirem comentários semelhantes aos que a seguir expomos: "o problema está na má qualidade das aprendizagens no ensino escolar público. Aprende-se pouco e mal", tendo este texto surgido na sequência do comentário que ali postamos, em clara manifestação de repúdio e indignação.

Confesso que justificar que se avance com uma avaliação absurda e injusta, irreversível nos males que pode causar a tantos e tantos professores e consequentemente à Educação no nosso país só porque na escola pública alguns alunos (Sim, apenas alguns.!.. Ainda que sejam muitos no total, são alguns comparados com a totalidade dos alunos do ensino público!) não se empenham o suficiente ou não têm "capacidade" para obter os resultados que obtêm os alunos que se inscrevem no ensino particular (ou têm poder económico para se inscrever e pagar as mensalidades, a maioria deles, oriundas das famílias de elite da localidade onde estudam...)... Alguém tem dúvida?

Simples... Que se investigue o rendimento médio per capita das famílias dos alunos que frequentam o ensino público... e que se investigue também o rendimento per capita dos alunos do ensino privado ...

Que investiguem o nível médio das habilitações dos familiares (pais e mães, tios ou avós) que vivem e convivem diariamente com os mesmos alunos, quer para o ensino privado quer para o público... E que e vejam quantos do ensino privado não são "meninos do coro"...

Depois... Depois, que o Governo tenha a coragem e a dignidade de publicar os resultados... No final, sim... Se os resultados forem equivalentes, qualquer português poderá dizer aos professores do público que são incompetentes face aos do privado. Enquanto isso não for demonstrado, exigimos que alguém, seja ele engenheiro, padeiro ou pintor... ou simplesmente "comentador de meia tigela" (sobretudo o mais dotado de entre eles, que dá pelo nome de Miguel de Sousa Tavares!) nos explique e demonstre "como fazer omoletas sem ovos?"

Por fim, vejam e analisem o sucesso económico, social e cultural dos familiares dos alunos que frequentam um e outro sistema de ensino... Seguramente que depois de tudo isto, deixarão de massacrar os professores do ensino público: estes que sempre deram o máximo de si, o seu tempo e a  sua vida, para que cada um dos seus alunos possa chegar o mais longe possível, respeitando as suas capacidades...

Sei que todos gostariam de ter o último nível de sucesso. Nós também gostaríamos. Mas respeitamos as diferenças dos alunos. E... sabemos muito bem que nem todos os jogadores de futebol podem jogar no Benfica, no Porto ou no Sporting? E isso nem é importante. Afinal, nesta data é o Leixões que é a sensação do Campeonato: 2º Lugar, apra um clube que ninguém dá por isso! Mas, milagres destes... Só uma vez em cada década! 

Que esperavam? Que os alunos de famílias a quem não lhes faltam recursos materiais (livros, dicionários, enciclopédias...) nem recursos humanos (sejam eles os pais em casa que têm habilitações superiores aos seus filhos e como tal os podem acompanhar no estudo, seja mediante pagamento de apoio extra com explicadores a fim de alcançarem, não a positiva a tudo mas a média desejada para ingressar directamente no curso e na universidade pretendida!)

 

O importante é a realização pessoal de cada um... Saber que deu o máximo de si... Nem que não chegue ao mesmo nível do companheiro. Avaliar os alunos +é comparar o que é capaz de fazer hoje com o que era capaz de fazer ontem. E um aluno que antes conseguia apenas um nível de 6 valores a Matemática e agora alcança 9 valores, continua na negativa! E reprova! Incrível... Progrediu mais que o alunos que tinham 11 e agora  têm 13 valores. Qual deles merece ser elogiado? Pois... Pois... Sucesso apra o que regrediu. Insucesso para o que progrediu!

Agora, façam mais este exercício:

 

 

É esta a justa avaliação? Não, para nós! Mas é esta que os governantes valorizam e colocaram na lei! E os professores não podem lutar contra todas as leis...  Por que esperam os pais para exigirem a valorização dos seus filhos? Que os professores esqueçam o que afecta as suas vidas e que lutem para defender os seus filhos quando os pais se unem contra os professores?Por que esperam os portugueses? Alimentam que ilusões? Que os jogadores das equipas distritais consegam ganhar a taça de Portugal?

Muitas das frases que surgem nos comentários em jornais online não passam de falácias... quando não mesmo de mentiras. Estas afirmações, mais do que falta de reflexão de quem as profere, são o exemplo paradigmático da vontade recalcada de muitos cidadãos de fazer  passar à prática uma máxima atribuída ao alemão Joseph Goebbels, ministro da propaganda nazista de Adolf Hitler, segundo a qual, "uma mentira repetida se pode transformar numa verdade!” Ora, quem afirma semelhante coisa carece, certamente, de clarividência ou de seriedade.

 

Expliquemos a falácia com um paralelismo entre Educação e Futebol porque parece que deste último é o que mais portugueses percebem (ou parecem perceber, a julgar pelos treinadores de bancada ou aos microfones das rádios ou de canais de televisão!). Os meus caros sabe que tipo de jogadores jogam na distrital, verdade? Sim… E também sabe que tipo de jogadores tem o Manchester, o Real Madrid, o Milão, o Barcelona, o Porto ou o Benfica... verdade? Sim!

Agora, diga-me: quando assistimos a um jogo da distrital temos determinadas expectativas e podemos sair de lá satisfeitos, verdade? Pois bem. Mas certamente não gostaríamos de sair de um jogo entre Benfica e Porto com a sensação de que estivemos a assistir a um jogo da distrital... Verdade? Continuemos. Muitos dos adeptos saem satisfeitíssimos de assistir ao seu clube da terra a jogar contra um clube rival vizinho (ainda que percam o jogo!), não é verdade? Basta que reconheçam que o rival tem jogadores mais fortes, com maior técnica... Até mesmo entre a primeira divisão podemos sentir sensações semelhantes.

Facilmente reconhecemos existir qualidade nos jogos entre clubes da distrital (onde os jogadores praticam desporto após a sua jornada de trabalho!) como da 1ª liga (onde os jogadores são especializados naquilo que fazem). E ninguém exige que o clube da regional ganhe a Taça de Portugal… Porquê? Simplesmente, reconhecem as suas limitações.

A diferença entre a escola Pública e a privada não está apenas no estabelecimento como espaço físico (estádio, para o caso do futebol)... Ela está também e acima de tudo, nos alunos (jogadores)... E não nos treinadores (professores). Se assim não fosse, por que motivo o Estado não contrata para o público os professores  que foram para o privado (a maioria por falta de qualificação que lhe permitisse um lugar no público, ou por questões de ficar mais perto de casa) uma vez que o Estado dispõe dos professores para os colocar onde bem entende, sem respeito pelo direito à família (mas reconhece o direito ao reagrupamento familiar dos imigrantes!), desde Viana do Castelo a Tavira, passando por Bragança, Covilhã, Sines... (sem qualquer ajuda de custo)...

Enfim, será que o tipo de alunos que frequentam as diferentes Escolas Públicas do país (situadas nas aldeias, nas vilas, nas cidades ou na capital ou que os alunos de um bairro social (arcado pela degradação e pelo desemprego) têm as mesmas condições que os de uma escola privada onde só andam os que têm condições para pagar?

Ainda assim, meus caros, posso assegurar peremptoriamente que as minhas filhas não adoram... elas amam a Escola Pública. Têm orgulho na Escola que representam. Para a  minha filha mais velha, o nome ESAS é um Hino. E, na mesma turma em que aprende, existem outros alunos excelentes mas também alunos que o não são. Assim, apesar de estarem todos na mesma turma, com os mesmos professores e as mesmas aulas, há alunas que conseguem obter notas altas... Uma delas, minha filha, tem 20 valores a todas as disciplinas (com excepção de Português que conseguiu "apenas" 19 valores!). Como se explica?  Creio que se entende: ou é porque ela é inteligente (não a creio sobredotada!) e os restantes alunos não são... ou é porque enquanto ela vai para a Biblioteca enquanto os amigos que reprovam vão para a  discoteca!

Não tenho dúvida de que, enquanto a minha filha prefere assistir a programas da “Discovery Channel” onde aprende a conhecer o mundo e a ciência, os restantes ou preferem rir-se com as parvoíces galhofeiras proporcionadas pelos "Simpsons” ou  até abanar o capacete com a música barulhenta na “MTV”…

Enquanto a minha filha recorre ao computador para fazer as suas pesquisas na internet (porque o tem, como muitos alunos ou quase todos os alunos das escolas privadas enquanto os das públicas se terão de contentar com o “Magalhães”…!) muitos dos alunos preferem a playstation ou a X-Box…

 

 

Como devo classificar os professores da minha filha? Com "Excelente", adivinho que digam, pois claro! E como acham que esses mesmos professores vão ser classificados pelos pais dos alunos que reprovam? Com "Insuficiente", não é verdade? Claro os filhos reprovaram!$

Questiono pois: É esta uma avaliação séria?

 

Imagino que o leitor esteja a acenar com a cabeça que “Não” (uma vez que creio que o leitor é um ser inteligente!). Pois bem! Então... Que me diz à proposta desta Ministra avaliar os professores usando como critério “o resultados dos alunos”? Acha justo? Não? Claro… Só uma ministra incompetente poderia aceitar que um professor pudesse ser, simultaneamente, besta e bestial…!

Apenas mais um exemplo do absurdo do sistema de avaliação que esta Ministra quer implementar: Se uma empresa oferece umas férias a um cidadão que leva a família (e, obviamente, os filhos (alunos de um qualquer professor) consigo tendo por isso de faltar à escola durante mais de 15 dias (absentismo discente), a culpa é do professor? Imagino que me diga que “Não!”. Finalmente, se o pai levar o filho consigo para a feira ou o empregar numa empresa sem que a inspecção o detecte, o aluno passa a faltar à escola (abandono escolar) a culpa também é do professor? Imagino que esteja também a abanar a cabeça de modo negativo… Pois bem:

Se não concordou com a nossa indignação, também não vale a pena explicar-lhe por que motivo lutam os professores contra esta ministra e este sistema de “avaliação de desempenho” tremendamente injusto. Com efeito, se não entende que estes critérios tão simples não dependem da vontade nem da competência do professor, jamais iria entender os outros absurdos deste modelo que são bem mais complexos!

Se concordou com a nossa indignação face a estes dois critérios porque constata também que são absurdos, apenas temos a perguntar-lhe:

“Por que espera para se juntar à Luta dos Professores” ?

 

 

 

Vamos agora ao que pretende a Ministra: que os pais avaliem os professores. Pergunto:

Como deveria ser avaliado um aluno que no início do ano conseguia 18 valores a Matemática e que no final não passa de 11 valores? Afinal, regrediu... Pois bem! Este aprova e um aluno que passa de 4 valores no início do ano para 9 valores... Reprova! E os que antes tinham 18 valores e agora apenas conseguem 14 valores?

publicado por J.Ferreira às 00:41

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Quinta-feira, 18 de Dezembro de 2008

Ministra Não diz Mentiras: Usa FALÁCIAS.

No jornal "Público" foi apresentada mais uma das grandes façanhas deste Governo... Afirma que Valter Lemos destacou que “a tendência é para o desaparecimento dos quadros zona e vincular os professores às escolas onde estão colocados”. 

Este concurso repetirá a INJUSTIÇA SOCIALISTA de sempre!... 

Fala-se de um "novo concurso de professores se que realiza em 2009" quando, na verdade, nada tem de novo. Tal como refere a notícia, "já estava previsto desde 2006". Pois foi neste ano que se deturparam as regras de concurso que prejudicaram milhares de professores. E quando antes este prejuízo era de 1 ano, agora os SOCIALISTAS, tão defensores da igualdade e da justiça, colocaram professores definitivamente à frente de outros...

Afinal... o "novo concurso" é velho e arrasta consigo as velhas injustiças, criadas com o Governo de José Sócrates.

Mas será que alguém se questionou por que motivo a primeira alteração (experimental!) fez com que a validade do concurso passasse de 1 para 3 anos? Por que fazer uma experiência triplicando o tempo da colocação dos professores... É um aumento de 300%, de uma só vez e, imagine-se, numa fase experimental...! Grande experiência, grande teste! Aumentar 300% para, em 2009 apenas aumentar 1 ano?!. É a submissão total aos interesses partidários, à lógica política ou politiqueira...

Questionem-se: Por que razão não passou logo em 2006 para 4 anos? É que se o fizesse, o Governo (de Sócrates, pois ele está convencido de que será reeleito!) teria de fazer já novo concurso em 2010... Assim, passou apenas de  1 ano para 3 anos! Por que motivo? Poderia ter sido de 1 para 2 e agora, dobrava, isto é, aumentava em 2 anos a durabilidade das colocações... Mas não! Passou de 2 para 4... Por que não para 5 anos?... Sempre ficávamos a ser colocados no ano das Presidenciais... não é verdade? Pois bem... Não fez isso o governo!

Na verdade, a mudança para 3 anos e depois apra 4 anos foi baseada em interesse estratégico-partidário. Estes socialistas "têm o esperto no cabeço!". Não querem ninguém que lhes possa fazer frente... Por isso, odeiam os sindicatos que defendem os trabalhadores... Se discordam das suas propostas que levam à destruição do sistema educativo, dizem que não são sérios!... Grandes democratas... E apregoam a tese de que "quem não está de acordo," ou está contra as ideias socialistas não é gente séria! E esta, hein? Que bem!

Viva o CHUCHALISMO!

É que de 4 em 4 anos, fazendo coincidir a colocação dos professores com o período pós eleitoral, os governantes (sejam de que partido forem, pois para nós, apartidários que somos, é o mesmo!podem praticar as injustiças (deturpação das regras, corrupção..., sabe-se lá?!) que quiserem com as suas regras que os resultados só terão impacto social e educativo depois do acto eleitoral!, e as pessoas acabam por esquecer durante os 4 anos de governação as injustiças praticadas contra milhares de professores...

Tal sistema de concursos, bem diferente de outros países europeus (governados também por socialistas!) e bem mais evoluídos que Portugal  — como ESPANHA, em que o máximo que um "professor definitivo" (isto é, efectivo) — que seja colocado longe de casa, é obrigado a permanecer na mesma escola são 2 anos! Assim, as famílias sabem que se sacrificam mas têm a possibilidade de se restabelecerem num médio prazo... bem sabem por que motivo não fazem como este governo). O que é mais incrível nesta alteração absurda da lei quye retira o direito aos professores de aproximarema sua residência com base em critérios objectivos de graduação, (om respeito por tudo o que é de mais básico em democracia!) é que antes, quando os concursos eram feitos manualmente por profissionais do Ministério (professores ou não!) compreender-se-ia mais facilmente que os concursos tivessem uma diuração superior. Hoje, com o poder dos meios informáticos, com os dados introduzidos e da responsabilidade exclusiva dos professores menos se compreende que a validade da cololcação seja ima imposição e não um desejo dos professores. Sócrates esdtá de facto, decidodo a massacrar os professores que tiverem a infelicidade de ficar mal colocados. Terão de permanecer longe da família durante 4 anos (se a família resitir, claro!).

Na verdade, a Constituição da República Portuguesa não refere que as crianças têm direito a ser educadas sempre pelo mesmo professor. E ainda bem. Por experiência própria não me venham com o engodo de que ter um só professor é o melhor... Sorte do aluno que tiver um professor "excelente" mas má sorte para quem tiver um professor apenas "razoável"... O aluno que estiver nas condições do primeiro caso será um "sortudo" na vida enquanto  o que se encontrar nas circunstâncias do último caso será um "condenado" ao fracasso?! Ter muitos professores não é nada de mau... NEM PENSAR... E falo com experiência própria. Com efeito, uma das minhas filhas, só no 1º ano de escolaridade, teve 6 (SEIS!) professores. E nunca nos preocupou... Hoje, frequenta o 11º ano e (graças a isso também!) é  simplesmente uma das melhores alunas da sua escola: acabou o ano lectivo anterior com 20 valores a todas as disciplinas excepto a Português (a que apenas conseguiu 19 valores!).

Por oposição, é indubitável que a Constituição da República Portuguesa protege a família. E diz expressamente que «A família, como elemento fundamental da sociedade, tem direito à protecção da sociedade e do Estado e à efectivação de todas as condições que permitam a realização pessoal dos seus membros»! É assim que os Socialistas cumprem a CRP? É este o incentivo que os Socialistas pretendem dar aos professores que constituem família? Ou será que para os Socialistas, os professores não são cidadãos de pleno direito? Não têm direito a constituir família...? A sua família não tem direito à protecção do Estado? É mandando os professores (que sejam  pais, e às vezes de menores!)  para longe da família (e agora, durante 4 anos seguidos!) que os Socialisats fazem cumprir a constituição?

Sente-se no espírito desta lei o populismo do governo dizendo aos pais que sabem com que professor contam no ano seguinte. Simples demagogia! Quem iniciar o 2º ano de escolaridade no primeiro ano da colocação, abandonará os tais filhos dos portugueses (a quem Sócrates acenou com a vantagem da continuidade pedagógica!) quando estiver com uma turma no final do 1º ano...! É esta a continuidade de que fala Sócrates? Na verdade, Sócrates está-se nas tintas para a continuidade pedagógica. Se quisesse continuidade, abriria concurso todos os anos para quem leccionou o final de ciclo! Esta sim... Uma medida que permite a quem ficar com um 3º ano de escolaridade leccionar durante dois anos e aquem tiver 2º ano ficar a leccionar numa escola durante 3 anos! Quando os alunos terminam o ciclo, deveriam voltar a concurso... Esta sim... Seria uma medida que teria por base a continuidade da leccionação do mesmo professor  na turma. O problma é outro. Esta equipa governamental, chefiada por Sócrates, não tem é competência para colocar todos os anos os milhares de professores que continuam sem obter efectividade numa escola!... E demonstra o ódio destes pseudo-socialistas aos filhos dos professores, obrigando-os a viver longe de um ou mesmo dos dois pais! Que mal fizeram a Sócrates os filhos dos professores? Só por serem filhos dos professores? Qualquer empresa tenta colocar os seus trabalhadores o mais perto possível da sua residência. Estes governo apenas permite aos professores colocar 50 locais de trabalho. E se não existirem vagas nesses locais, manda-os arbitrariamente, para uma qualquer escola de "cascos de rolha". O mais grave disto é que esta realidade se passa num país que diz querer mplementar o "Choque Tecnológico"!  Mas que choque! Eu estou chocado! Sim, chocado com tanta incompetência!

Depois... Depois não me venham com a treta da continuidade pedagógica... Na verdade, esta é uma treta. Na prática, o Estado faz sair e entrar professores numa escola em função das sua conveniência financeira. E nessa hora, não há continuidade demagógica que resista: Sai um alunoda escola e... lá vai imediatamente a continuidade pedagógica do docente para a gaveta! Já não há problema de insucesso. Até mesmo dirão aos paizinhos (que estão todos adormecidos e acreditam nesta treta do governo!) que até podem ter mais soete com o professor que vai chegar... Imagino-o a exibir argumentos do tipo "Não se precupem pois até podem ter mais sorte e pode ser que e coloque aqui um professor titular!"  (como se isso fosse sinónimod e mais competência ou qualidade!). É o vale tudo para enganar as populações... Voltamos ao tempo da propaganda e do "engana-meninos!".

Este concurso que dizem ser válido por 4 anos, em que os professores não ficarão na mesma escola, mas no mesmo agrupamento, justificado para a estabilidade da aprendizagem dos alunos mantendo os seus professores (se acreditássemos no valor da avaliação dos professores proposto pela ministra e que muitos pais aceitam como sério, apenas diríamos: "pobres daqueles que tiverem de "aguentar", durante 4 anos, um professor rotulado pela ministra avaliadora como "menos competente"!

Aos pais apoiantes das medidas desta senhora, perguntamos: 

Os professores tiveram anos consecutivos a ver o seu poder de compra ser fortemente atingido pelo congelamento socialista dos salários... Pergunta-se:

Os pais dos alunos pagaram menos impostos por o Governo ter prejudicado os professores? NÃO !
Será que os pais dos alunos que têm professores mal pagos (logo, desmotivados!)vão pagar menos impostos por terem um professor, penalizado, prejudicado na sua carreira?? NÃO !

Por que motivo os pais não pagam os impostos em função do que beneficiam dos governos?

Os portugueses devem andar todos a dormir!... Os desfalques na economia do país nunca foram com os salários dos professores. E vai o Estado (todos nós!) pagar 130.000 euros de indemnização a Paulo Pedroso?... Por um alegado "erro (?!) grosseiro" de um juiz (?!) Será que só no caso dos poderosos ""erro (?!) grosseiro".  Claro. O que o governo "rouba" com as leis que faz aos professores, será seguramente para beneficiar... os BANCOS?

Isto é, em função do que o Governo gasta com o professor dos seus filhos?.

De facto, todo o sistema implementado por este governo, desde concursos a reformas passando pela avaliação e estatutos, de alunos e de professores, tudo o que fez... é lixo! Esperemos que venha outro governo para limpar a porcaria que estes têm feito. Mais, muita da que limparam foi feita por este mesmo partido de 1995 a 2002...!

A título de exemplo, veja-se: Será possível ter qualidade com professores de 63 anos (na idade em que já são avós e que muitos portugueses nem mesmo os netos querem aguentar!) a leccionar turmas de 25 alunos com níveis de 1º e 3º ou 4º anos juntos...?

A MINISTRA sabe que o que faz é apenas para enganar o português que não domina a informação... Ela bem sabe (ou deveria saber pois é socióloga) que a grande maioria dos portugueses continua a identificar a escola com o edifício em que os seus filhos aprendem e não com o agrupamento, cujos edifícios escolares podem distar mais de 30 kms!)...  Por isso, ao nosso Primeiro-Ministro podemos dizer uma coisa com toda a segurança: um concurso de 4 em 4 anos, com resultados a publicar após o acto eleitoral, sem dúvida, Senhor José Sócrates: É a prova de que Vª Exª é ENGENHEIRO!

Quatro anos de governo é o suficiente para fazer demagogia nos meios de comunicação social, sempre ao lado do poder... dos mais fortes...!

Dá-lhes mais que tempo para transformar uma MENTIRA numa VERDADE, através dos meios de comunicação social, quantas vezes subservientes e ao serviço do poder, desde que o poder não se atreva a modificar-lhes o seu estatuto. O interesse corporativo e profissional dos jornalistas é colocado sempre acima de tudo e de todos. E comentam com atitudes marcadas por uma das novas formas de racismo: "o racismo profissional". Querem um exemplo paradigmático? Vejam a voz que dão ao incompetente Miguel Sousa Tavares. E sem permitirem o contraditório!... Quando colocam ao lado desse senhor alguém que possa demonstrar ao povo, com o mesmo tempo de antena, as mentiras que saem da sua boca?

Outro...? Recordem como se abafou o caso do diploma de José Sócrates durante mais de um ano que havia sido denunciado em 2006 por Fernando Sobral e que só em 2007 veio a ser de novo badalado... A troco de quê se calaram os jornalistas? Por muito menos outros se demitiram... Talvez, porque o conceito de dignidade seja diferente de pessoa para pessoa.

Mas voltemos ao que interessa.

O concurso de 2009 será para 4 anos porque os SOCIALISTAS quiseram que o resultado dos concursos (quantas vezes manchado por incompetências, vergonhas  e injustiças!) fosse publicado depois dos actos eleitorais para o GOVERNO e ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA. Por isso, foi muito bem pensado para que coincidisse sempre no final do mandato, que decorresse antes ou durante a campanha mas que os resultados fossem apenas conhecidos perto do dia do voto ou, de preferência, após as eleições!...   Assim, durante 4 anos ficam os políticos tranquilos pois as consequêncaisd das injustiças que praticam nos concursos só serão notícia no início do mandato seguinte!... E percebe-se, assim, por que motivos o concurso não se realiza de 2 em 2 anos, tal como Espanha, onde os resultados escolares são melhores que em Portugal. A explicação está na legislação que proporciona aos professores condições de exercício da função docente incomparavelmente melhores que em portugal!  Assim, este concurso terá efeitos até 2013 e apenas poderemos lamentar a falta de sorte de alguns professores que terão de abandonar os filhos durante 4 anos... Pobres filhos!... Aqui ninguém aparece a defender as crianças...? Onde está o direito à família? E o Governo fica a rir-se porque terá mais que tempo para voltar a enganar o povo. É como a memória do povo é curta (lembrem-se que em 2002 os portugueses tinham expulso os Socialistas do Governo em que José Sócrates era Ministro... Porém, fruto de uma campanha anti-Santana Lopes, orquestrada com o apoio da comunicação social, em 2005 os portugueses com memória curta voltaram a colocar os Socialistas (e de novo José Sócrates) no Governo! 

Por que motivo eram incompetentes e voltaram a ser eleitos? Porque não apareceu alternativa credível..:! E é fruto dessa incompetência que se colocam professores com dezenas de anos de serviço a uma distância dos seus filhos, mais grave ainda quando é uma colcoação por 4 anos!

Os direitos das crianças são só para os filhos dos outros eleitores... Ter o pai e a mãe juntos é um luxo para apenas alguns... ! Ah! Claro. Para José Sócrates e para esta Minista da Educação, os filhos dos professores não são crianças!... São filhos de uma classe a abater que até agora tinha o priviléio de se aproximar de casa e de deitar e adormecer os seus filhos... Há que acabar com esta mordomia que nenhum outro cidadão tem... As crianças têm direitos. Todas as crianças são iguais mas os filhos dos professores são MENOS IGUAIS do que os outros!

 

COM ESTES SOCIALISTAS, PORTUGAL TRANSFORMOU-SE NUM PAÍS ONDE A MENTIRA REPETIDA SE TRANSFORMOU NUMA VERDADE!... 


E os filhos dos professores, esses são seres desprezíveis! São sangue de um grupo profissional mal formado, que mais parece um "bando de criminosos" com comportamentos antisociais porque se manifestam ordeiramente e nas suas horas de lazer... São filhos dos maiores "corruptores" de jovens que dizem trabalhar nas escolas mas que nada fazem... São os responsáveis pelo aumento da criminalidade nas nossas ruas, pelo aumento do número de acidentes mortais rodoviários, e por toda e qualquer maleita que opossa surgirm, não esquecendo a gripe das aves...! Tudo o que está mal em Portugal é culpa dos professores... E falo a sério. É que se tivessem reprovado estes governantes, teríamos seguramente outros muito melhores...! Culpados pela queda da Ponte de Entre-Os-Rios e até pela passagem do Avião que levava prisioneiros para Guantánamo, em espaço aéreo português... e da queda de um avião em qualquer parte do Mundo...!

 

Somos professores. E, por isso, simplesmente por sermos professores, somos culpados!... Culpados de tudo!... Incluindo, já agora, da crise internacional, da crise económica, da crise de valores, do Benfica ou o Sporting já não ganhar o campeonato há vários anos...!

 

publicado por J.Ferreira às 11:10

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Quinta-feira, 4 de Dezembro de 2008

Professores UNIDOS Jamais Serão VENCIDOS

 

 

Uma Greve Histórica

prova mais do que evidente de que

Professores UNIDOS Jamais Serão VENCIDOS

 

Exigências dos Sindicatos São Provas de "Bom-Senso"

 

Do "discurso sindical sobressai a luta contra este ECD do ME (designadamente pelo fim da fractura da carreira em duas categorias, contra o modelo de avaliação iníquo, inaplicável e injusto, contra os horários dos professores e a prova de ingresso na profissão, de entre diversos aspectos) e a necessidade de o ME abandonar a sua pretensão de avançar com alterações ao regime de concursos e colocações que agravará a instabilidade profissional e a precariedade de emprego. Mário Nogueira, porta-voz da Plataforma, fez questão de referir que esta disponibilidade para negociar é acompanhada da mesma disponibilidade dos professores para lutarem, caso o ME não aceite recuar para níveis que viabilizem essa negociação, designadamente suspendendo a avaliação (para nós uma "pseudo-avaliação") do desempenho".

"Os professores iniciaram, esta quinta-feira, uma vigília frente ao Ministério da Educação, em Lisboa, uma vigília convocada na manifestação de 8 de Novembro e que reuniu cerca de 120 mil professores.

Munidos de uma tenda de campismo e vários cartazes para chamar à atenção para o seu protesto, os docentes querem novamente mostrar que estão contra o regime de avaliação proposto pela ministra Maria de Lurdes Rodrigues.

Em declarações à TSF, Manuel Grilo, da FENPROF, explicou que a vigília se prolonga até sexta-feira às 22:00 e que terá docentes de Lisboa de manhã e outros do centro do país da parte da tarde.

«À noite, estaremos aqui todos os que podermos estar. Amanhã de manhã, serão os professores do sul que iniciam e à tarde os professores do norte», acrescentou este elemento da FENPROF, que assegurou ainda a existência de algumas intervenções durante esta vigília e que espera a passagem de alguns deputados pelo local.

Manuel Grilo lembrou que este protesto é uma «acção de luta» e que por isso não espera que nem a ministra nem nenhum secretário de Estado da Educação desça dos seus gabinetes para falar com os professores.

«Mas estaremos sempre abertos e se tivermos algum sinal de disponibilidade para alguma negociação séria certamente que corresponderemos», concluiu este sindicalista, numa altura em que estava a ser montada uma segunda tenda no local.

Para este protesto, os professores trouxeram faixas onde se pode ler «Avaliação: Suspensão já» e «Da indignação à exigência: Deixem-nos ser professores» e bandeiras do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa e FENPROF, entre outras."

No sítio de um dos sindicatos que reúne a "Plataforma Sindical" de professores, podemos ler:

 "As manobras do Ministério da Educação, à última da hora, não conseguiram confundir, desmotivar ou desmobilizar a participação na greve nacional dos professores e educadores, que decorre hoje em todo o País, num clima de grande responsabilidade cívica e também de unidade, firmeza e determinação. O resultado é uma greve histórica da classe docente. Mais de 90 por cento destes profissionais paralisam em todas as regiões e em todas as escolas do ensino não superior. Há concelhos inteiros em que todas as escolas fecharam.

Uma tremenda resposta à intransigência negocial do Ministério da Educação e do Governo, designadamente em torno da avaliação do desempenho e da revisão do ECD, e exigiram um rumo diferente para as políticas educativas. As primeiras reacções do ME, através do Secretário de Estado Jorge Pedreira, são caricatas: o Ministério "só daqui a uma semana é que tem números da greve", há muitas escolas "abertas", o Governo "não abdica" do "essencial" seu modelo de avaliação, etc..."

 

É triste que se tenha de chegar a este ponto para que se comece a ver mais "claramente visto" a incompetência de quem dirige o Ministério da Educação. No entanto, continuamos a ter de lutar para que desperte e reconheça que o caminho que persegue é um caminho total e drasticamente errado e só servirá para levar à destruição do Sistema Educativo.

E teremos de continuar a luta. Por isso, mantém-se "a vigília que está prevista para os dias 4 e 5 à porta do ME"...

Tal como desde sempre lutamos, congratulámo-nos com a constatação de Mário Nogueira: "hoje temos ainda mais educadores e professores a contestarem as políticas do ME, a dizerem que não querem ser divididos em professores e em titulares, a dizerem que não querem este modelo de avaliação burocrático, que para se poder aplicar tem que se andar constantemente a remendar e a adaptar".

 

publicado por J.Ferreira às 12:41

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Segunda-feira, 1 de Dezembro de 2008

APELO AOS PROFESSORES - TODOS À GREVE

O que este Governo pretende não é a melhoria da Educação!

Antes, é a GUERRA TOTAL nas Escolas ! A Destruição da Paz na Escola Pública ! Chegou a hora de gritar alto e bm som: Basta!

 

 

A Ministra pode até ser surda mas temos de manter a esperança de que não seja cega!

Vamos, pois, mostrar-lhe um Cartão  Vermelho !

 

TSF: Plataforma apela a participação histórica na greve!

AGORA ou NUNCA !   Está na Hora ... de ir embora

A INCOMPETÊNCIA

A PREPOTÊNCIA

A ARROGÂNCIA

 

Pela Educação dos jovens e pela profissão, vamos aderir todos à greve.

Deixemos de nos preocupar como sempre fizemos até hoje! Os médicos fazem greve e podem morrer pessoas... Os cidadãos (meus familiares também) apoiam as lutas dos médicos mas não compreendem a luta dos professores!... incrível! Sempre pensamos primeiro nas crianças e jovens inocentes antes de faltar, de fazer greve!... E deixamos massacrar-nos, dia após dia, e afinal o que ganhamos dos pais? Respeito? Nem por isso! Insultos... Falta de consideração... Isto, sim, foi o que ganhámos!

 

A todos aqueles que apoiam estas medidas do governo, demonstremos-lhes que deveriam estar do nosso lado.

Já basta de proteger o futuro dos jovens e das crianças portuguesas à custa da nossa vida e da vida dos nossos filhos! Se os pais querem "estar-se nas tintas" para os nossos problemas (que são inequivocamente problemas para os seus filhos!), se os pais "estão-se nas tintas" para a nossa carreira (pois crêem que ganhamos fortunas e não conseguem ver o quanto se gasta, o quanto investimos para podermos exercer a profissão docente!), se os governantes "estão-se nas tintas" para o nosso futuro, teremos nós de também dizer "A LUTA CONTINUA!" e acima de tudo, que OS PROFESSORES NÃO SE ESTÃO NAS TINTAS!" para a ESCOLA PÚBLICA... OS PROFESSORES QUEREM UMA ESCLA PÚBLICA DE QUALIDADE!  O GOVERNO APENAS QUER POUPAR UMAS CENTENAS DE EUROS PARA AUMENTAR OS SALÁRIOS DOS SEUS NOMEADOS!

Mas, como nem assim nos querem ouvir, deixemos as escolas fechadas... as crianças (os meus filhos também!) que fiquem na rua e que Deus as proteja!

Os pais que mandem os filhos "para casa da avó" que bem pode "aturá-los" (afinal são do seu sangue!) pois muitas serão certamente bem mais jovens do que os professores que agora terao de "aturar" a falta de educação até aos 65 anos! De bengala na mão, seguramente! Deprimente!... nem a avozinha quer cuidar de 2 ou 3 netos, sangue do seu sangue, e vai o Ministério, nos dias de hoje em que a educação e a falta de respeito pelos adultos (veja-se a criança que bateu nos pais!) um professor aos 65 anos de idade (já avô ou até bisavô!) ter capacidade para  aguentar (leia-se, "aturar") um grupo de 24 ou 25 crianças, aidna por cima cada vez mais educadas no laxismo?

Dignidade profissional? Nenhuma. Voltem a ver o que fez a rapariga na escola Carolina Micaelis (e os comentários "a velha vai cair!") e tenham vergonha  do que dizem e pensam dos professores!

Ou, se não têm avó, que vão para o tio, o padrinho ou onde quer que seja... Ou então, os pais que fiquem em casa... E que cuidem dos seus filhos, que lhes dêm as aulas de substituição  (não é verdade que mutos até andavam todos contentes com o rebuçadinho do Sócrates que lhes dava o poder de avaliar os professores!?). Entao? Julgam competentes para avaliar os professores e não são capazes de os substituir durante 15 dias? Aos mais corajosos, palradores e audazes, que comentam as notícias apoiando estas medidas absurdas do governo, até lhes podemos dar os sumários com as matérias... E que façam eles as aulas de substituição!

É que em qualquer empresa o que conta é a competência dos profissionais. Na educação, se vingar esta absurda forma de progressão, não tarda e a cunha, o caciquismo, o partido, as chefias, façam da progressão uma nova correnbte de corrupção: progride quem for do partido ou quem der a maior cunha. já antes avisáramos: Vem aí o Giz Dourado!

Numa empresa, aos bons profissionais, os empresários até lhes dao "borlas" para ir ver o jgo do clube do coraçao. Aos professores querem penalizá-los por irem ao funeral de familiares! Incrível...! A perseguição é tal que, em caso de morte do pai, da mãe, de um filho, ou de outro qualquer familiar, um professor que pretenda progredir na carreira só lhe resta uma solução: pedir à ministra que mande um Secretário de Estado ou outro dos seus dignos faltosos para que me represente no funeral!) Incrível mas é verdade.

Digam-me: em que profissão se verifica tamanha aberração?

 

 

Por isto, e muito mais.... VAMOS TODOS FAZER GREVE !

 

E que todos os pais (incluindo muitos de nós que também o somos mas que os outros esquecem-se disso, tendo-nos massacrado com trabalho e mais trabalho, acabaram roubando-nos, e aos nossos filhos, o direito a usufruir da companhia dos seus pais, tal como as outras crianças cujos pais não são professores no tempo livre cujo disfrute está constitucionalmente garantido, e que este governo retirou por completo!) sintam na pele a falta de uma escola pública onde os jovens tenham professores motivados, em que reine a paz e a tranquilidade, a colaboração, a cooperação e não o egoísmo entre todos para a formação dos jovens. Este modelo é, inaceitavelmente, a apologia do egoismo. Este modelo incrementa exponencialmente o individualismo docente. isto porque na equipa de docentes de uma mesma escola, responsável pela formação dos nmossos jovens, apenas alguns (que tal como no futebol, pode um deles nem ter sido o melhor jogador em campo mas é endeusado por ter sido ele que marcou o "penalty" e não a vítima da falta!)

Para uma escola de qualidade, para que uma equipa possa actuar como equipa, não se pode valorizar apenas o que mete o golo mas toidos aqueles que contribuiram para que ele fiozesse golo. E as escolas são equipas... de professores. Jogamos contra os mesmos adversários: políticos incompetentes que nos retiram a autonomia de educar e nos pedem contas do que não somos responsáveis...

É necessário professorers motivados nas escolas, que não estejam ali só porque não há mais onde estar...! E este modelo fará sair para outros ramos de actividade muitos dos bons profissionais que não vêem perspectivas de carreira, morta à partida por um modelo injusto. Mais. Algumas das escolas onde se reunem muitos bons profissionais (e que ficarão prejudicados por não terem a sorte de jogar a titulares e como tal não receberem o que deveríam!) só têm uma alternativa: fazer como so jogadores de futebol e procurar uma nova equipa (escola) onde possam ser titulares. Este modelo é a apologia da expressão: "em terra de cegos, quem tem olho é rei!"

Assim, se um professor está numa escola onde todos são bons, apenas um de entre eles poderá ser excelente!

Muito bem, senhora Ministra. Diga isso aos jogadores da selecção...

Ou será que se inspirou na equipa ministerial deste governo?

Só Sócrates é que é Excelente? Os demais são incompetentes?

Motivo deste texto radica na noticia que acabara de ler. E se dúvidas havia da má fé do Governo, elas ficam expressas na palavra "TOTAL" do senhor Jorge Pedreira. É que TOTAL para ele é tudo menos mudar o actual e asurdo, aberrante, etc. etc. sistema de avaliaçao docente. O mal começou quando esta ministra decidiu na secretaria a necessidade de colocar quotas para se ser competente e criou a categoria de "Professor Titular". , à qual, já o dissemos, duvidamos que a senhora ministra teria acesso se concorresse nalgumas das escolas deste país! Mas vejamos:

"Sábado, no final de uma reunião com professores militantes do PS, em Lisboa, Jorge Pedreira disse que a disponibilidade do governo para negociar é «total».

 

Em declarações à agência Lusa, António Avelãs, da direcção da Fenprof, reagiu assim ao secretário de Estado Jorge Pedreira:

«As declarações do secretário de Estado são claramente unilaterais, porque pretendem dizer que nós é que estamos numa posição de impor condições - a condição da suspensão - quando o Ministério parte de uma imposição muito mais grave que é: o modelo que vai ser aplicado aos professores é o do Ministério», criticou o sindicalista.

Para a Fenprof, o actual modelo de avaliação dos docentes, que está no centro do braço de ferro entre sindicatos e ME, tem de ser «alijado, afastado, para que se possa colectivamente construir um modelo novo». "

O TEU CONTRIBUTO É IMPORTANTE... CONTAMOS CONTIGO  !

publicado por J.Ferreira às 09:07

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