Segunda-feira, 18 de Agosto de 2014

Vale a Pena Apostar na Educação

Numa sociedade actual, denominada "sociedade da informação" (que é hoje colocada à disposição de todos, sejam eles cidadãos exemplares e cumpridores, sejam vândalos ou ladrões) os governantes terão cada vez mais de tomar a decisão adequada à construção de um país onde todos sejam capazes de encontrar o seu espaço, no cumprimento das regras democráticas. E essas, nenhuma instituição melhor que a escola lhes pode dar as ferramentas para que cada cidadão seja capaz de se inserir na sociedade com respeito pelos direitos de cada um.




Neste sentido, os políticos terão de escolher entre uma das duas vias possíveis: ou abrem escolas e apostam na educação dos jovens ou estaremos condenados a assistir ao encerramento de estabelecimentos escolares para assistirmos à construção e entrada em funcionamento de mais estabelecimentos presidiários (prisões). Nesta altura será já demasiado tarde (como é próprio dos portugueses, que tomam medidas circunstancias e avulsas como quem pega num tecido e em vez de o cortar talhando as peças do traje, se limita a dividir o mesmo em pedaços para depois os unir como que de remendos se tratasse e com ele elaborar um traje novo.). Nessa altura, em lugar de admitir professores para educar os jovens nas escolas, terão de pensar em admitir mais polícias e guardas prisionais.




Entre os políticos e os professores há uma enorme diferença... É a da competência. Ainda que aqueles insistam em avaliar os professores (enquanto na comunicação social os portugueses eram surpreendidos pelos escândalos associados aos diplomas de alguns desses mesmos políticos sem que fossem retiradas as devidas consequências  como aconteceu com três casos de plágio efectuado por políticos da Alemanha - AQUI  e AQUI e AQUI) a verdade é que os professores são especificamente formados para exercer a sua função, concluindo os cursos com a habilitaçao profissional nas Universidades cujo funcionamento é supervisionado pelo Estado que as aprova! 

O que distingue os professores dos políticos, em suma, é que ao lugar de professor numa escola chega-se por... competência. Sim. Por dupla competência: Por "competência" no sentido de sabedoria (adquirida com provas dadas nos locais apropriados onde o saber se certifica!) e "competência" no sentido de conseguir o lugar competindo com outros interessados. É no Brasil mas aplica-se a qualquer país civilizado onde os políticos desejem apostar no progresso da sociedade.





Cabe aos políticos decidir o que fazer... !

publicado por J.Ferreira às 18:40

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Terça-feira, 22 de Julho de 2014

Venha a PORRA para os Deputados

Depois de termos assistido, nos últimos anos (quase uma década) à tentativa de denegrir a competência dos professores por parte dos nossos parlamentares que aprovam (ou autorizam) que o governo insulte sistemática (diria, estrategicamente) a competência dos professores universitários (os únicos que aprovam e atribuem licenciaturas em ensino aos professores das escolas portuguesas) sem que se faça notar a sua indignação, eis que, numa rede social, aparece  uma deputada a "meter o pé na poça" escrevendo com erros ortográficos.

 

E, contrariamente ao que refere a notícia — "Observando com atenção é possível perceber que Catarina Marcelino escreveu “tulero” ao invés de “tolero”, “sensura” ao invés de “censura” e “bloquiarei” ao invés de “bloquearei”." — não é necessário estar muito atento pois os ERROS são ABUNDANTES... e CHOCANTES.

 

Ora, quando uma deputada escreve com tão vergonhosos "erros ortográficos" a única medida que o governo deveria tomar, de imediato, era a criação de uma PAP para se aceder ao Parlamento... Ou seja, para quando uma Prova de Aptidão Parlamentar? 

Será que não merecemos mais competência àqueles que ocupam lugares em órgãos de responsabilidade do Estado? Devermos continuar a admitir a que acedam a cargos deste calibre, pessoas com tamanha incapacidade ou ignorância?

 

Enfim... E que faz o Senhor Ministro da Educação, Nuno Crato...? Um ministro que tanto insiste em examinar os professores (que já foram examinados... !!!) de que está à espera para propor aos seus pares do governo que seja criada e aplicada uma Prova de Aptidão Parlamentar??? Vamos! Coragem, senhor Ministro. Já agora, uma ajudinha... Por que não chamar à dita prova de "Prova Ortográfica da Recuperação com Reforço de Aulas.  E, seria até interessante ver como reagiriam os seus "pares" (políticos) quando soubessem que, para serem parlamentares (ou até governantes) se teriam de submeter à sentença da dita PORRA.

E, já agora, mais interessante seria que a PORRA fosse aplicada a todos os candidatos a qualquer Órgão de Soberania de Portugal  (com menos de 5 anos de exercício)...

Afinal, nada de extraordinário aqui é proposto... E, parafraseando o que foi afirmado por responsáveis governamentais sobre os professores, perguntaríamos: "que político tem medo de se submeter à PORRA!

 

Ai não o querem fazer porque seria desprestigiante para os nossos parlamentares porque também eles (como os professores...!!)  já deram provas nas escolas??? Ai sim!???  Ora... PORRA! vejam então como podería ser APROVADO um deputado Nuno Magalhães Deputado CDS: "Entre Vitimas e Criminosos Estamos do Lado dos Criminosos". Esta afirmação é uma autêntica aberração...!!! 

 

 

 

Aqui, escrevemos em desacordo ortográfico... Deliberadamente!

 

 

 

publicado por J.Ferreira às 00:28

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Terça-feira, 20 de Julho de 2010

Errata para o Ministério da Educação

Vejamos como alguns disparates no sítio do Ministério da Educação vêm provar como o Ministério da Educação está imune à incompetência.

Assim, no sítio do ME sobre a Avaliação do Desempenho de Docentes, mais concretamente o ponto 16. Regimes especiais podemos ler:

 

16.1. Período probatório diz que “Os docentes em período probatório são acompanhados por um docente do mesmo grupo de recrutamento. A escolha do acompanhante deve recair em professores que estejam no 4.º escalão ou superior e que na última avaliação tenham sido classificados com Bom. Sempre que possível, devem ser detentores de formação especializada e posicionados nos dois últimos escalões de carreira”.

 

(...)

 

A página termina informando: “Saiba mais: ECD – artigos 31.º e 32.º  e ADD – artigo 25.º ”

 

Ora, nós quisemos saber mais, mas sobretudo, quisemos saber se era verdade que os professores avaliados com Muito Bom ou com Excelente, poderiam ou não acompanhar os docentes em Período Probatório.

E que concluímos? Que este texto está mal redigido. Porquê? Porque a legislação é clara. Diria mesmo, claríssima.

E que este escrito do ME na página da Internet é adultera “o espírito do legislador”. No entanto, estes senhores que todos querem avaliar, permitem que se escreva esta aberração na sua página oficial na internet...

Então o legislador não ia saber escrever português? E dizem os governantes que faz falta avaliar os professores? Não. Comecem por arrumar a sua casa pois está com telhados de vidro...

 

4 — Durante o período probatório, o professor é acompanhado e apoiado, no plano didáctico, pedagógico

e científico por um docente posicionado no 4.º escalão ou superior, sempre que possível, do mesmo grupo de recrutamento, a quem tenha sido atribuída menção qualitativa igual ou superior a Bom na última avaliação do desempenho, a designar pelo coordenador do departamento curricular ou do conselho de docentes respectivo, que: (...)” In ECD.

 

Por isso...

Onde diz 16.1. Período probatório “Os docentes em período probatório são acompanhados por um docente do mesmo grupo de recrutamento. A escolha do acompanhante deve recair em professores que estejam no 4.º escalão ou superior e que na última avaliação tenham sido classificados com Bom. Sempre que possível, devem ser detentores de formação especializada e posicionados nos dois últimos escalões de carreira”.

 

Deveria dizer

16.1. Período probatório diz que “Os docentes em período probatório são acompanhados por um docente do mesmo grupo de recrutamento. A escolha do acompanhante deve recair em professores que estejam no 4.º escalão ou superior e que na última avaliação tenham obtido classificação mínima de Bom. Sempre que possível, devem ser detentores de formação especializada e posicionados nos dois últimos escalões de carreira”.

 

Estes senhores, nomeados pelos governantes por serem, seguramente, os melhores entre os melhores, isto é, todos “excelentes”, cometem erros desta natureza... e os professores é que têm de ser avaliados?

 

Com gente competente assim no Ministério... Para onde vai a Educação?

publicado por J.Ferreira às 13:15

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Sábado, 3 de Julho de 2010

Habilitações para ser Ministro.

“Há muitos anos que a política em Portugal apresenta este singular estado:

Doze ou quinze homens, sempre os mesmos, alternadamente, possuem o poder, perdem o poder, reconquistam o poder, trocam o poder... O poder não sai de uns certos grupos como uma pélcoa que quatro crianças, aos quatro cantos de uma sala, atiram umas às outras, pelo ar, num rumor de risos.

Quando quatro ou cinco daqueles homens estão no poder, esses homens são, segundo a opinião e os dizeres de todos os outros que lá não estão - os corruptos, os esbanjadores da fazenda, a ruína do País!

Os outros, os que não estão no poder, são, segundo sua própria opinião e os seus jornais - os verdadeiros liberais, os salvadores da causa pública, os amigos do povo, e os interesses do País.

Mas, coisa notável - os cinco que estão no poder fazem tudo o que podem para continuar a ser os esbanjadores da fazenda e a ruína do País, durante o maior tempo possível! E os que não estão no poder movem-se, conspiram, cansam-se, para deixar de ser o mais depressa que puderem - os verdadeiros liberais, e os interesses do País!

Até que enfim caem os cinco do poder, e os outros, os verdadeiros liberais, entram triunfantemente na designação herdada de esbanjadores da fazenda e ruína do País; entanto que os que caíram do poder se resignam, cheios de fel e de tédio - a vir a ser os verdadeiros liberais e os interesses do País.

Ora como todos os ministros são tirados deste grupo de doze ou quinze indivíduos, não há nenhum deles que não tenha sido por seu turno esbanjador da fazenda e ruína do País...

Não há nenhum que não tenha sido demitido, ou obrigado a pedir a demissão, pelas acusações mais graves e pelas votações mais hostis...

Não há nenhum que não tenha sido julgado incapaz de dirigir as coisas públicas - pela imprensa, pela palavra dos oradores, pelas incriminações da opinião, pela afirmativa constitucional do poder moderador...

E todavia serão estes doze ou quinze indivíduos os que continuarão dirigindo o País, neste caminho em que ele vai, feliz, abundante, rico, forte, coroado de rosas, e num chouto tão triunfante!

Daqui provém também este caso singular:

Um homem tanto é célebre, tanto mais consagrado, quantas mais vezes tem sido ministro - isto é, quantas mais vezes tem mostrado a sua incapacidade nos negócios, sendo esbanjador da fazenda, tuína do País, etc.

Assim, o Sr. Carlos Bento foi a primeira vez ministro da Fazenda. Teve a sua demissão, e não foi naturalmente pelos serviços que estava fazendo à sua pátria, pelo engrandecimento que estava dando à receita pública, etc... Se caiu foi porque naturalmente a opinião, a imprensa, os partidos coligados, o poder moderador, o julgaram menos conveniente para administrar a riqueza nacional. E o Sr. Carlos Bento saiu do poder com importância.

Por isto foi ministro da Fazenda uma segunda vez. Mostrou de novo a sua incapacidade - pelo menos o julgou, por essa ocasião, o poder moderador, impondo-lhe a sua demissão. E a importância do Sr. Carlos Bento cresceu!

Por consequência foi terceira vez ministro. Caiu; devemos portanto ainda supor que naturalmente deu provas de não ser competente para estar na direcção dos negócios. E a sua importância aumentou, prodigiosamente.

É novamente ministro: se tiver a fortuna de ser derrubado do poder, e convencido pela opinião de uma incapacidade absoluta, será elevado a um título, dar-se-lhe-ão embaixadas, entrará permanentemente no Almanaque da Gota...

 

Ora tudo isto nos faz pensar - que quanto mais um homem prova a sua incapacidade, tanto mais apto se torna para governar o seu país!

E, portanto, logicamente, o chefe do Estado tem de proceder da maneira seguinte na apreciação dos homens:

O menino Eleutério fica reprovado no seu exame de francês. O poder moderador deita-lhe logo um olho terno.

O menino Eleutério, continuando a sua bela carreira política, fica reprovado no exame de história. O poder moderador, alvoraçado, acena-lhe com um lenço branco.

O caloiro Eleutério, dando outro passo largo, fica reprovado no 1º ano da Faculdade de Direito. O poder moderador exulta, e quer a todo o transe ter com ele umas falas sérias.

O bacharel Eleutério, avançando sempre, fica reprovado no concurso de delegado. O poder moderador não pode conter o júbilo, e fá-lo ministro da Justiça.

 

E a opinião aplaude!

 

De modo que, se um homem se pudesse apresentar ao chefe de Estado com os seguintes documentos:

Espírito de tal modo bronco que nunca pôde aprender a somar;

Reprovações sucessivas em todas as matérias de todos os cursos.

O chefe do Estado tomá-lo-ia pela mão, e bradaria, sufocado em júbilo:

- Tu Marcellus eris! Tu serás, para todo o sempre, Presidente do Conselho!”

 

in As Farpas

 

Tantos anos depois e ... nada mudou...!  Constata-se que o curriculum (ou a ausência dele) continua a ser o critério para seleccionar os nossos governantes. E nem vale a pena pensar em José Sócrates... Está no Governo "de pedra e cal". Não vai cair!...

Basta ouvir falar este grande homem... Sim. Basta ouvir falar este administrador para  perceber de que está recheada a sua competência.

 

Sim. Vejam "com olhos de ver", ou melhor, "escutem com ouvidos de escutar" o que diz o GRANDE HOMEM que o vídeo acima nos apresenta! Sim. GRANDE... Pequeno sou eu e muitos outros portugueses. Sim... Porque este até conseguiu chegar a administrador!

 

Qualquer professor deve ter inveja... E não é da competência !
Agora percebo... Há que avaliar... Pena não haver o prémio "livro de ouro"... talvez tivesse que concorrer com a nossa Isabel Alçada... A ver... Sim... A ver a quem iria tocar o prémio!
Sem dúvida que Portugal pouco ou nada mudou desde o tempo de Eça de Queirós... Continuamos a ter os nossos "Eleutério" como no tempo de Eça de Queirós. O lamentável é que busquem sacrificar quem nada tem a ver com a desgraça económica, com a falência para  que os políticos conduzem o Estado Português...

 

O problema é que são estes que chegam a administradores. Senhores como este facilmente chegam a deputados… E este, em concreto, com tanta competência, corre um sério risco de, tal como outros incompetentes, ser nomeado Ministro! E, já que percebe muito de futebol, quem sabe, chegue a Ministro da Educação. Depois, os professores que os aguentem.

Basta de bater na competência (ou ausência dela) deste Administrador... Mas creio analisar o seu discurso permite perceber por que motivo Portugal caminha para o abismo. É que os lugares de decisão e de maior importância das empresas ou dos ministérios continuam a ser seleccionados por... por ... por ausência de critérios para além do cartão partidário. Depois, se a empresa dá prejuízo ou se baixam os lucros, os trabalhadores que aguentem com os custos da crise ou os consumidores que suportem o aumento sistemático dos preços dos bens de consumo pois, para o aumento dos ordenados destes senhores  é que tem de haver dinheiro...

E vejam o que se passou com a  mentira da subida dos preços do petróleo. Agora que baixou o preço do barril (esteve a 140 dólares e agora está abaixo de 70 dólares!) e a gasolina nunca esteve tão cara... Porquê?  A subida dos preços do petróleo foi uma mentira. Porque a verdade é que nas empresas tem de haver dinheiro para pagar aos seus administradores (ou seja, a competentes como este GRANDE SENHOR...!) os consumidores que paguem... E que nem piem!

 

Enfim... é caso apra dizer que se temos de ouvir este senhor, bem é preferível ouvir o Tino de Rans! Pelo menos é original... é autêntico.. é verdadeiro... E, sem dúvida, a julgar pelas habilitações  necessárias para ser Ministro, um dia ainda será igual a José Sócrares: Em primeiro... Ministro! Em segundo... Primeiro-Ministro!

 

 

Enfim...

Por este andar, com o massacre dos profissionais competentes e o endeusamento dos incompetentes, talvez um dia tenhamos o “Tino de Rans” a presidir a esta República… É que ele até em mérito. Foi à luta e chegou a Presidente da Junta…! E, vendo para que serve um Presidente da República, pelo menos tínhamos uma vantagem: poderia rir às gargalhadas sem ter de subscrever a TV-cabo ou de se deslocar ao circo: ele entraria em casa pelo Serviço Público de Televisão.

 

Que melhor poderia querer uma maioria do povo português, hipnotizado pelo bombardeio diário dos problemas do futebol e das intrigas das novelas?!

Claro.... E repetimos:

Sempre é preferível ouvir o Tino do que ouvir este Administrador...

 

 

Desde os descobrimentos, quando nobres e corajosos homens lusos marcaram um rumo para o país, nunca mais Portugal teve capacidade de definir um Rumo. Andamos atrás do que se faz como propaganda noutros países. E copiamos sempre o que há de pior... Ou seja, os nossos governantes tornaram-se especialistas em destruir o que há de bom. Assim, quando algo funciona bem, lá vem mais um ministro alterar o estado de coisas. E lá se vai tudo quanto Maria fiou... Anos de trabalho, meses e meses se não mesmo anos a navegar para Norte em busca do Bacalhau da Noruega, ninguém imagina chegar um no capitão  ao barco e mandar navegar para Sul pois sabem muito bem onde encontrar o bacalhau. Mas os incompetentes dos nossos governantes que chegam à competência por eleição (e não por provas dadas), andam constantemente a mudar de rumo... Resultado: não é possível chegar a lado algum. O Rumo é, cada vez mais, a "Ausência de Rumo". Sim, tal como há cerca de 140 anos...

 

Eça de Queirós escrevia:

 

"O país perdeu a inteligência e a consciência moral.
Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada, os caracteres corrompidos.
A prática da vida tem por única direcção a conveniência.
Não há princípio que não seja desmentido.
Não há instituição que não seja escarnecida.
Ninguém se respeita.
Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos.
Ninguém crê na honestidade dos homens públicos.
Alguns agiotas felizes exploram.
A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia.
O povo está na miséria.
Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente.
O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo.
A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências.
Diz-se por toda a parte: o país está perdido!'.

In 'As Farpas' nº 1 (1871).

 

O que dirão os portugueses daqui a 140 anos?

Será que os nossos netos e bisnetos estarão a dizer exactamente o mesmo?

 

publicado por J.Ferreira às 12:56

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Sexta-feira, 11 de Junho de 2010

De Besta a Bestial Vs De Bestial a Besta

E este homem é administrador? Ufa... Que currículum...!

 

E este homem é administrador? Ufa... Que currículum...!

 

Qualquer professor deve ter inveja... E não é da competência !

Agora percebo... Há que avaliar... Se houvesse livros de ouro... Talvez ganhasse um também.

 

Pelos vistos, Portugal continua a ter pessoas como o "Eleutério"

Eça de Queirós em "As Farpas".

 

O problema é que são estes que chegam a administradores. Senhores como este facilmente chegam a deputados… E este, em concreto, com tanta competência, corre um sério risco de, tal como outros incompetentes, ser nomeado Ministro! E, já que percebe muito de futebol, quem sabe, chegue a Ministro da Educação. Depois, os professores que os aguentem.

 

Por este andar, com o massacre dos profissionais competentes e o endeusamento dos incompetentes, talvez um dia tenhamos o “Tininho de Rans” a presidir a esta República… É que ele até em mérito. Foi à luta e chegou a Presidente da Junta…! E, vendo para que serve um Presidente da República, pelo menos tínhamos uma vantagem: poderia rir às gargalhadas sem ter de subscrever a tv-cabo ou de se deslocar ao circo: ele entraria em casa pelo Serviço Público de Televisão.

 

Que melhor poderia querer uma maioria do povo português, hipnotizado pelo bombardeio diário dos problemas do futebol e das intrigas das novelas?!

Estamos perante uma autêntica legitimação da metamorfose profissional dos professores. Aqueles que demonstraram menor competência académica podem agora avaliar os que demonstraram maior competência durante os seus estudos na Universidade.

Os que têm um pior currículo académico podem agora ver-se colocados na frente dos que têm demonstrada maior competência e que possuem um melhor currículo. Os que mais trabalham pela educação dos seus alunos, vem este Ministério (como é possível esta senhora Ministra seja ainda pior que a anterior. Como é possível? Só de pensar que algum dia esta senhora foi professora... Nem dá para acreditar! Será que para ela os alunos são tijolos?).

Depois da era em que os Socialistas conseguiram a democratização do ensino surge agora a era em que os socialistas implantam por decreto a "socialização das classificações." São as "Novas Oportunidades" a atingirem o seu apogeu. As Novas Oportunidades são agora democratizadas ao nível das classificações obtidas por estratos da população com formação académica  de nível universitário. É o descalabro e o descrédito de todo o Ensino Superior. Num golpe de magia, num golpe acrobático , Sócrates e os seus amigos, decretam o modelo em que se pode "passar de besta a bestial" e de "bestial a besta" mais rápido do que algum dia se poderia imaginar. A competência deixou de ser algo que se possui para algo que se "compra", que se "conquista", ou que se "oferta" ...

E, incrivelmente, aceitamos resignados, que uns possam ultrapassar os outros pela direita... É o Socialismo à portuguesa na sua expressão mais moderna e liberal: E a competência passa a depender das amizades. Por isso nem se espantem de ver um jovem chegar onde chegou e a demonstrar a sua competência falando como por certo tiveram a oportunidade de ver acima.

 

Se esta é a demonstração da competência que os portugueses devem demonstrar para chegar a altos cargos nas empresas públicas, depressa se entende também por que motivo Portugal Sócrates é Primeiro-Ministro.

Com políticos que falam assim, que argumentam falando de batatas e bogalhos, estamos entendidos... Pobres dos professores que não dominem este tipo de competências...serão arrumados para a prateleira!

E a mensagem aos jovens estudantes não poderia ser pior:  para que te esforças na Universidade e tens de demonstrar a tua competência perante dezenas de Professores Doutores se depois, quando chegares a professor, podes ultrapassar todos os bons e muito bons alunos, para já não falar dos excelentes?  E vivam os cábulas. Viva a metamorfose dos medíocres. Deles é o Reino da Nova Democracia . Viva  o Socialismo da era José Sócrates.

De um dia para o outro, basta ter uma amigo, ser filho do senhor "fulaninho de tal", ter um papel n um partido político, junto da Câmara Municipal (os que comandam a nova administração das escolas)  para teres garantido um EXCELENTE.

A aberração atingiu o seu apogeu. E quando a OCDE diz que deve ser uma equipa de profissionais externos à escola e que a mesma deve ser avaliada não como o somatório das partes (professor a professor) mas como uma equipa, isto é, um conjunto de profissionais que luta por objectivos comuns. E o mais grave é que esta perseguição aos professores é patrocinada por um governo que se julgava "de esquerda", que se julgava defensor dos valores da justiça e equidade.. Afinal, com esta Esquerda, para que necessita Portugal de uma ideologia de Direita?

Esta avaliação permite a ultrapassagem pela direita de colegas mais profissionais que outros mas que não tiveram reunidas as condições de saúde e de ambiente sócio-educativo ideal para o sucesso dos seus alunos. Estamos a avaliar não o que fazem os professores mas o que fazem os alunos. E, em função disso, castigam-se ou condecoram-se os professores.

Estamos, pois, em face de um processo muito grave que conduzirá, necessariamente, à revolta, à desmotivação e a um desinteresse cada vez maior por parte dos professores que, balizados por quotas injustas, se vêm obrigados a optar por processos de egoísmo profissional, a fim de que, tendo para si e exclusivamente para si e para os seus alunos, o melhor dos melhores recursos, não terão qualquer interesse em contribuir para que o colega os ultrapasse.

Com esta iniciativa governamental, os ciclos de vida profissional dos professores sofrem uma aceleração incalculável. É o desânimo e o desencanto que atinge uma grande maioria que se espalha como erva daninha pelas escolas... E a seu lado, o egoísmo, o trabalho individualista (só assim se pode destacar e sacar um Excelente. Só assim será o único a ser "inovador" mesmo que use estratégias das mais retrógradas possível.  Fechado na sua sala de aula, o objectivo é ser o melhor. Deixou de ser que os alunos da escola sejam bem formados para passar a ser que o professor seja o que tem melhor avaliação. Quando o descrédito das notas dos alunos (que aprovam mesmo que nada saibam porque é lindo para as estatísticas!) atingiu já a maioria das escolas e Universidades (a começar pelos 18 valores que Sócrates sacou na Universidade Independente com os camaradas e amigos a professor das disciplinas em causa!) querem agora fazer-nos acreditar na veracidade e justiça de umas classificações atribuídas por professores, quantas vezes com menor formação e menos competente que os avaliados.
O trabalho dos professores deveria ser como o de uma equipa de futebol. Conforme os resultados da equipa assim os seus protagonistas são condecorados ou não. Logo, ou todos são condecorados com medalhas de outro, de prata ou de bronze ou nenhum deles recebe qualquer medalha! Ou será que as coisas não são assim quando se trata de resultados obtidos por uma equipa? Que se passa afinal com as equipas de futebol? Ou, se preferirem, com os jogadores da selecção? Quando têm êxito, todos os jogadores da equipa (ou da  selecção, se preferirem) que chegam a um determinado patamar recebem as mesmíssima medalha, independentemente de terem ou não colocado um pé na bola.

Vejamos o absurdo deste sistema de quotas. Ele permite que em duas escolas, ambas com 30 professores se passe o que segue. Numa escola que tenha uma equipa formada por mais de 10 professores Muito bons e até alguns excelentes (como os há no Benfica ou no Porto, no Real Madrid ou no Barcelona, no Manchester ou no Chelsea!) apenas 3 tenham direito ao que merecem: o Excelente.

Na outra escola, onde apenas 1 professor é Muito Bom mesmo, e os restantes são professores apenas Bons ou razoáveis, mas nenhum é verdadeiramente excelente, terá o mesmo direito a atribuir 3 excelentes permitindo que um professor medianamente competente obtenha o "Excelente" e os verdadeiramente excelentes da primeira escola se tenham de contentar com o Bom.

 

Esta realidade é uma péssima mensagem de estímulo. Com efeito, ela corresponderia a dizer aos Jogadores de um clube (Benfica, Porto, Sporting, Real Madrid, ...) que se querem ser "Excelentes" têm de tentar ir jogar para o Penafiel, para o Rio Ave ou para o Alverca. Com efeito, as quotas impedem que sejam excelentes (quando na realidade o são !) e  permite aos menos capazes obterem a menção de "Excelentes" quando na realidade não o são. É a mentira  transformada em verdade oficial. É a fraude avaliativa. É uma vergonha nacional. É a verdade que castiga os competentes e glorifica os incompetentes..

Esta forma de avaliar é a verdadeira e genuína Versão Socialista da Avaliação. São as novas oportunidades para os incomptentes. É caso para dizer, parafraseando um slogan do século passado, usado numa campanha eleitoral na década de noventa, comos e fosse uns de cada vez a governar  o país (Agora Nós!) como se estas coisas fossem para se fazer "à vez"!... É triste . É triste que a competência seja dada "à vez" . Um competentíssimo num ano escolar pode passar a ser o maior dos incompetentes no ano seguinte dependendo dos "adversários"  que são professores na mesma escola e que deveriam ser uma equipa para chegar a bom porto com o barco educativo. Mas não. Passaram de cooperantes e de equipa a ser competidores por uma nota que lhes pode beneficiar ou tramar a carreira. É como se os jogadores com salários milionários nalguns clubes pudessem passar a uma avaliação de regular ou medíocres só porque o treinador não os colocou a jogar como titulares, isto é, no plantel inicial. Que se saiba, nas competições (nacionais, europeias ou mundiais!) tenha o lugar que tenha, tenha jogado ou não algum jogo, todos os jogadores da equipa recebem as mesmas medalhas. A taça é para o clube mas a medalha de ouro, de prata ou de bronze é atribuída a todos os jogadores convocados para jogar, ainda «que nem um pé tenham posto na bola.

Perante isto, das duas uma: ou é o futebol que se rege por regras que não visam atingir os melhores resultados (vitórias) ou é a política do Ministério da Educação de Portugal que está errado. os dois é que é impossível estar correctos porque são filosofias e metodologias perfeitamente antagónicas para se atingirem os melhor dos objectivos: o êxito escolar (dos alunos, para uns; dos clubes, para outros).

Será que se pretende inverter agora os resultados obtidos ao longo de toda uma carreira formativa? Será que se pretende dizer aos jovens que escusam de se esforçar pois depois serão de novo avaliados e até podem ser carreiras promissoras com vários "Excelentes" (dando o que não têm... claro está!). Será o exemplo de José Sócrates que depois de ter obtido (enquanto simplesmente aluno!) notas académicas que não passsavam muito além do suficiente para aprovar, mas que depois do seu sucesso na política, conseguiu 18 valores a várias disciplinas (da responsabilidade de alguns dos seus amigos políticos!) é o que vai servir de modelo aos jovens? Talvez por isso Sócrates pretenda impor um modelo de avaliação que satisfaz interesses obscuros prejudicando ou deturpando o percurso académico e profissional dos professores. Assim, aqueles que nunca deram nada enquanto eram avaliados pelos catedráticos, com este modelo absurdo de avaliação, tem uma NOVA OPORTUNIDADE para poderem "passar à frente" dos colegas mais competentes segundo os critérios únicos de avaliação com qualidade: os critérios académicos.

Agora, o critério bem pode resumir-se á influência dos partidos, ao compadrio, à amizade, ao caciquismo ou simplesmente porque estão numa escola por onde os que são realmente óptimos profissionais já passaram mas que, naturalmente, quiseram aproximar-se de casa e tiveram de concorrer. Isto significa que, até aqui se procurava aproximar dos centros urbanos e agora, para se conseguir uma quota de excelente, muitos terão de voltar para as montanha e para o interior, já quase de Bengala, se quiserem ter quota para sacar o Excelente. Mais, Com esta metodologia (tal como se passou com José Sócrates quando mudou do ISCTE para a Universidade Independente) um professor passará de “Besta a Bestial” de um ano para o outro, dependendo não da sua profissionalizada e dedicação mas da sorte das turmas com que trabalha, dos recursos que cada aluno tem nas suas famílias, enfim, de um conjunto de variáveis externas ao professor que o levará, seguramente, ao desinteresse, à desmotivação e à revolta profissional.

Ou então, passará “de Bestial a Besta” com  a maior das facilidades. Basta que mude de escola e já está... É como se Cristiano Ronaldo fosse jogar para o Penafiel e tivesse ser campeão para ser considerado um Jogador Excelente. Milagres? Isso, só José Sócrates.

Como é possível?

 

 

Algo vai mal por este Portugal... Até quando é que o Povo vai dormir?

 

A TSF noticiou:

"Avaliação de professores vai ser incluída na graduação de concursos

O secretário de Estado Adjunto da Educação, Alexandre Ventura, confirmou à TSF que a avaliação de desempenho vai ser incluída na graduação dos concursos de professores.

O secretário de Estado adjunto da Educação, Alexandre Ventura diz que agora há condições para retormar o concurso de professores tal como estava previsto

 

Alexandre Ventura considera que a avaliação do desempenho dos docentes nos concursos deve funcionar como um estímulo

 

 

A avaliação de desempenho dos professores vai mesmo ser incluída na graduação dos concursos de professores, garantiu esta sexta-feira à TSF o secretário de Estado Adjunto da Educação, Alexandre Ventura, alegando que os tribunais administrativos e fiscais de Lisboa e Beja deram razão ao recurso apresentado pelo Governo contra a providência cautelar apresentada pela Fenprof.

 

Alexandre Ventura considera que agora há condições para retomar o concurso de professores como estava previsto.

 

«O Ministério da Educação sempre esteve neste processo com uma atitude responsável, coerente, construtiva e sempre com a intenção de defender o interesse e a escola públicos», frisou.

 

«A questão levantada apenas pelo tribunal de Beja foi completamente ultrapassada e, portanto, vamos retomar o concurso de professores tal como estava legalmente previsto», acrescentou o secretário de Estado adjunto.

 

Alexandre Ventura referiu também que esta clarificação é importante porque a utilização da avaliação de desempenho nos concursos é um «estímulo» para os docentes.

 

«Fazendo a avaliação do desempenho destes docentes qualquer pessoa compreende que esse seja um aspecto a tomar em consideração para o recrutamento dos professores. Para além disso é também um factor de motivação e estímulo para os docentes que participam neste processo e que por via dele têm atribuídas classificações de mérito», justificou o secretário de Estado adjunto.

 

Contactado pela TSF, o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, disse não ter conhecimento destas decisões e, por isso, nada quis adiantar.

 

Mário Nogueira diz apenas estranhar o facto do secretário de Estado adjunto ter dado uma conferência de imprensa antes do requerente, a Fenprof ter sido notificada das decisões judiciais."

 


publicado por J.Ferreira às 02:11

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