Quinta-feira, 13 de Março de 2014

Uma Viagem à Corruptolândia

 

O nosso país já não tem grande remédio. Porque todos nos acobardamos, um dia estaremos debaixo de uma nova ditadura, se é que já não estamos: a ditadura dos mercados.

Depois de muitos cidadãos terem passado fome pela mão de políticos que impunham a sua vontade pela força, chegamos ao tempo em que a vontade de uns é imposta pela lei que fazem mudar de acordo com as suas conveniências. Eles, os senhores do capital (para alguns, os capitalistas, no sentido de adeptos do ganhar dinheiro, sem regras que não sejam o deixar o mercado livre funcionar, como se ele detivesse um mecanismo humano de auto-regulação justo, equitativo e eficaz.

 

Na verdade, o mercado apenas serve para justificar a nova forma de escravatura em que a maior parte das famílias vive hoje. Muitas das famílias de hoje não são escravas, não são "servos da gleba" mas acompanham o local de trabalho que o patrão lhes ordena, desenraizando-os das famílias, separando outras tantas... Transformados em autênticos "servos do mercado" são forçados a aceitar condições de trabalho indignas e inimagináveis para um homem do século XX que tentara prever como seria a vida e as relações de trabalho no século XXI.

Aos olhos dos actuais actores políticos, o homem deve competir desenfreadamente, extraindo o máximo do seu suor, o máximo do proveito da sua força de trabalho em nome de uma excelência de desempenho que é necessária para competir, conquistando "mercados" a todo e qualquer custo, esquecendo-se que do outro lado têm a mesma pressão e que a produtividade em excesso apenas serve para reduzir os custos por unidade que por sua vez não chega a ser consumida e como tal, apenas contribui para um gasto de tempo e de energia para produzir "lixo"

 

O ser humano busca o poder... e o conforto! Porém, a sociedade moderna viu no mercado livre mundial a oportunidade de competir para a melhoria da qualidade de vida de alguns: os ricos. Vivemos numa sociedade europeia do "vale tudo" e a qualquer preço, atentando contra todos os valores que o humanismo quis implantar na sociedade europeia, como a justiça, a solidariedade, a partilha, o respeito pela vida humana e a luta pela dignidade do homem e da mulher. Porém, a prática política e económica levada a cabo na última década veio alterar radicalmente a filosofia da vida humana, e demonstrou que agora já nada disso importa. A prova disso vem no atentado contra o rendimento dos trabalhadores e, em consequência, de milhares de famílias que, de um momento para o outro, sem nunca terem vivido para além das suas possibilidades, viram os seus salários reduzirem-se para aquém do valor que antes recebiam, forçando-os a cair em falta e a viver sem possibilidade de honrar os compromissos legitimamente assumidos de uma forma responsável e equilibrada, no pressuposto de que, nem Salazar tinha baixado NUCNA os salários e de que Sá Carneiro criou o Subsídio de férias para dar aos trabalhadores o direito a usufruir do descanso duplamente garantido quer pela Constituição da República quer pela Declaração Universal dos Direitos do Homem subscrita por Portugal.

Assim, a proposta de redução salarial associada aos cortes do subsídio de Férias e ao "roubo" de um mês de trabalho (apenas 20 dias laborais são pagos todos os meses pelas entidades patronais, sendo que, os dias em excesso eram acumulados e entregues ao trabalhador no mês que precedia o Natal. Se o trabalhador receber o salário “por semana” (como os ingleses!), em um ano, esse trabalhador receberá 52 semanas. Como apenas recebe por mês é considerado como tendo 4 semanas (embora haja casos em que tem mais 3 dias de trabalho, outros apenas 1 mas muitos têm mais dois dias que essas 4 semanas), o patrão fica com uma dívida que vai acumulando até chegar ao período do Natal, altura em que é chamado a acertar as contas com o trabalhador.

Ora, a receber apenas 4 semanas por mês, em 12 meses, um trabalhador apenas recebe 48 semanas! Ora, já que o ano tem 52 semanas, quando vai o trabalhador cobrar o correspondente às  restantes 4 semanas que trabalhou? No subsídio de Natal. O Subsídio de Natal nasce, pois, da necessidade de acertar as contas e entregar ao trabalhador os dias de trabalho que a entidade vai ficando em dívida ao longo do ano e acumulando no seus cofres (não os deveria investir nem gastar… são salários em dívida!) aproveitando o legislador para obrigar as entidades patronais a acertarem as contas no caso do trabalhador ter faltado ao longo do ano!

 

Em suma, a designação errada de Subsídio de Natal é extremamente infeliz (aliás, ainda me lembro de ouvir falar de "13º mês!") já que não se trata de qualquer subsídio (no sentido de apoio recebido sem nada ter feito para o recebe).

Se fosse um subsídio quando é que o valor dos dias de trabalho prestado e que, em cada mês, ultrapassam os 20 dias correspondentes às 4 semanas (4 x 5 dias ) de trabalho/mês e que não são pagas em nenhuma outra forma? O único mês que sistematicamente corresponde a um mês de trabalho, isto é, que o salário corresponde ao tempo trabalhado é o mês de fevereiro (de anos comuns!). Assim, a entidade patronal vai acumulando dias e dias sem pagar aos trabalhadores e, ao fim do ano (basta somarem os dias úteis com um calendário diante dos olhos para verem que há meses com 21, outros com 22, outros com 23 dias de trabalho e que o somatório dos dias que passam dos 2o por mês (como os ingleses!) perfaz mais um mês de salário a receber pelo trabalhador: é o que constitui o (erradamente) chamado subsídio de Natal.

 

Portugal precisava de uma limpeza... com desinfectante potente...! Uma voz que fosse audível de Norte a Sul. Como o Brasil tem...

Quando teremos uma mulher como esta?

 

 

publicado por J.Ferreira às 17:51

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Quinta-feira, 16 de Janeiro de 2014

Quem Afunda o País ? E a Troika? Cala-se?

Mudam os governos mas nada muda quanto a isto?

Como é possível? A Troika não obrigou a modificar esta lei? 

Transcrevo o texto divulgado no youtube.

ARREPIANTE... SABIA QUE A JUSTIÇA E OS GOVERNOS, SE UNIRAM, E SAQUEIAM OS SEUS IMPOSTOS? PARTILHE...

Faça o que a as TV´s deveriam ter feito... partilhe sem parar:

Arrepiante e sem rodeios. Um dos melhores discursos em Portugal.
Marinho Pinto explica como é que os governos conseguiram colocar a justiça ao serviço do saque aos impostos. 
Criaram os tribunais arbitrais onde os juizes são escolhidos e pagos pelos intervenientes. Julgamentos clandestinos onde corruptor (empresa privada) e corrupto (estado) em sintonia decidem como dividir o repasto do erário público. Longe do escrutínio público, longe dos tribunais normais... bem perto dos juízes que escolheram e pagaram.
Assim se redigiram os contratos das PPP... 
Assim se perdoam os poderosos evasores fiscais que fogem ao fisco, e são ajudados por estes tribunais. 
"Qualquer grande contribuinte em Portugal só paga impostos se quiser, de impugnação em impugnação, as leis têm todas as insuficiências para impedir que pague impostos", disse Marinho Pinto." "Estão-se a construir em torno da justiça em Portugal negócios chorudos, como já se construíram em torno da Saúde e da Educação, negócios privados extremamente lucrativos", frisou. 

Espantoso a forma como Cavaco Silva e outras figuras nacionais de relevo, ouvem isto e fingem que Marinho Pinto está a falar de outro país qualquer, ou de meteorologia!!!!!! ACORDEM 

O GRANDE NEGÓCIO QUE É A JUSTIÇA:::: http://goo.gl/0bZL2s
FOGEM AO FISCO 43 MIL MILHÕES DE EUROS :::http://goo.gl/D7TPDQ
PRIVILÉGIOS DA JUSTIÇA::: http://goo.gl/i20oyw
MAIS PRIVILÉGIOS!!::: http://goo.gl/NYEXMd
NORONHA DE NASCIMENTO::: http://goo.gl/pqNtVM

 

Bem falava Dom Januário Torgal Ferreira

 

Portugal é um país incrível. A corrupção continua... mas as denúncias não levam ninguém para trás das grades!

 

publicado por J.Ferreira às 20:00

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Segunda-feira, 27 de Maio de 2013

Justiça Portuguesa Sem Olhos Vendados

   
Durante muitos anos, a justiça era simbolizada por uma mulher com olhos vendados segurando uma balança na mão... Porém, com a chegada da democracia, até o símbolo mudou. A justiça passou a aparecer com os olhos bem abertos...
Isto significa que, até há alguns anos, a justiça ainda tinha a pretensão de ser cega, se não na prática (já que quem tinha bons advogados, sempre se safava melhor... chegando-se ao ponto de cometendo o mesmo crime ou reclamando o mesmo direito, uns cidadãos conseguiam obter uma sentença favorável, e outros não!), pelo menos na teoria a justiça tentava ser cega, equitativa, igualitária...
Num Estado de Direito Democrático, a justiça tinha a obrigação (inclusivé, moral!) de ser isenta, alheia à pressão ou influência do estrato social de origem das famílias, em suma, não distinguia os ricos dos pobres. Porém, a prática que se tem assistido da aplicação da justiça, tal parece-nos cada vez mais inexequível dados os buracos deixados por governantes que, dessa forma (deliberadamente?) se tornam "cumplices" dos criminosos.
Nos últimas décadas, Portugal viu chegar dinheiro a rodos da Europa a troca de cedências económicas quanto aos direitos que Portugal possuía, seja na agricultura, seja na pesca ou na indústria. Aos poucos, o dinheiro foi passando do Estado para as mãos de uma minoria cuja fortuna subia a saltos de gigante e sem fundamento explicável por trabalho ou ganhos de produtividade.
Ao contrário, o povo ficava cada vez mais pobre. Até houve quem (corajosa ou cobardemente) cometesse uma atrocidade (acto falhado) verbalizando uma promessa, se não corajosa (leia-se "abstrôncia"!), no mínimo, foi original: fazer de Portugal um país mais pobre...
Enfim... hoje estamos como estamos porque temos o Portugal que merecemos. Os nossos (des)governantes foram eleitos pelos portugueses! Não pelos finlandeses...! E, mesmo assim, afundando o país, o povo voltou a dar-lhes o direito a (des)governar o país nas legislativas de 2009. 
Perante isto, que podemos esperar? Obviamente, que a justiça comece a actuar e que sejam responsabilizados todos os que contribuiram apra afundar o país! Sim... Porque, até ao momento, ninguém foi nem está a ser responsabilizado pela crise... E a culpa da desgraça não pode ser atribuída aos pobres... Muito menso, voltar a morrer solteira uma vez mais! E não serve buscar bodes expiatórios como se está a fazer acutalmente entre os funcionários públicos que (de livre vontade ou porque não tinham alternativa!) sempre pagaram  os seus impostos com a retenção na fontre pelo próprio estado equ é o seu patrão.  Na América (que tantoas criticam!) isto já estaria resolvido...!
Como limpar a sociedade? Suimples. Obrigar quem se enriqueceu sem explicação plausível na declaração de rendimentos, a devolver tudo o que fez subir a sua fortuna desde o tempo em que ainda não tinham ocupadoc argos ministeriais.
Os políticos portugueses (que afundaram o país!) que expliquem na justiça, como é que, com os salários insuficientes que tinham (assim os consideram para explicar os aumentos que decretaram para si próprios em mais de 40%)  conseguiram duplicar (triplicar ou até quadruplicar!) as fortunas durante os poucos anos que estiveram a exercer os tais cargos públicos (de nomeação política) que eram tão mal remunerados.
É pena que a JUSTIÇA não faça "Justiça" à palavra JUSTIÇA.
Durante muitos anos, a justiça era simbolizada por uma mulher com olhos vendados segurando uma balança na mão... Porém, com a chegada da democracia, até o símbolo mudou. A justiça passou a aparecer com os olhos bem abertos...
Isto significa que, até há alguns anos, a justiça ainda tinha a pretensão de ser cega, se não na prática (já que quem tinha bons advogados, sempre se safava melhor... chegando-se ao ponto de cometendo o mesmo crime ou reclamando o mesmo direito, uns cidadãos conseguiam obter uma sentença favorável, e outros não!), pelo menos na teoria a justiça tentava ser cega, equitativa, igualitária...
Num Estado de Direito Democrático, a justiça tinha a obrigação (inclusivé, moral!) de ser isenta, alheia à pressão ou influência do estrato social de origem das famílias, em suma, não distinguia os ricos dos pobres. porém, a prática que se tem assistido da aplicação da justiça, tal parece-nos cada vez mais inexequível dados os buracos deixados  por governantes que, dessa forma (deliberadamente?) se tornam "cumplices" dos criminosos.
Nos últimas décadas, Portugal viu chegar dinheiro a rodos da Europa a troca de cedências económicas quanto aos direitos que Portugal possuía, seja na agricultura, seja na pesaca ou na indústria. Aos poucos, o dinheiro foi passando do Estado para as mãos de uma minoria cuja fortuna subia a saltos de gigante e sem fundamento explicável por trabalho ou ganhos de produtividade.
Ao contrário, o povo ficava cada vez mais pobre. Até houve quem (corajosa ou cobardemente) cometesse uma atrocidade (acto falhado) verbalizando uma promessa, se não corajosa (leia-se "abstrôncia"!), no mínimo, foi original: fazer de Portugal um país mais pobre ...
Enfim... hoje estamos como estamos porque temos o Portugal que merecemos. Os nossos (des)governantes foram eleitos pelos portugueses... não pelos finlandeses...! E, mesmo assim, voltaram a ganhar... 
Que podemos esperar hoje? Que a justiça comece a actuar. Até ao momento ninguém foi nem está a ser responsabilizado pela crise... Na América (que tantos criticam!) isto já estaria resolvido...! Em Portugal temos o que merecemos: uma justiça que nunca chega!  Veja-se o que a VISÃO publicou (orginal aqui!).
1 - Estado compra dívida

Em março de 2012, a sociedade veículo Parvalorem, que depende do Ministério das Finanças e gere os "ativos tóxicos" do BPN, aceitou adquirir os terrenos de Oeiras, 44 hectares, ao fundo Homeland, extinguindo, assim, uma dívida deste fundo ao BPN, no valor de 53 milhões de euros. O fundo, constituído a 13 de setembro de 2007, por Pedro Lima, filho de Duarte Lima, e Vítor Raposo, conseguiu um crédito do BPN até 60 milhões de euros para adquirir 35 terrenos com potencialidade de urbanização, após alterações de uso dos solos.

2 - Burla?

Duarte Lima baseia a sua defesa no valor atribuído pela Parvalorem: se os terrenos da polémica foram suficientes para extinguir a dívida resultante do financiamento (do BPN ao Fundo Homeland), então, não existe burla, porque nenhuma das instituições saiu "prejudicada", lê-se, no documento jurídico assinado pelos advogados de Duarte Lima. "O BPN não foi burlado nem enganado, porque estava por dentro de todos os detalhes da operação imobiliária, analisou-a, validou-a autonomamente pelos seus especialistas da entidade gestora dos fundos imobiliários, confirmou a validade dos seus pressupostos junto de entidades externas e quis, ele próprio, ser parte no projeto de investimento, com 15% de participação." 

3 - O filho

Apesar de ser acionista do fundo Homeland, Pedro Lima, o filho de Duarte Lima, não teve nenhum papel de relevo nesta intrincada operação imobiliária, garante o documento: "Ele nunca soube nem da totalidade dos factos nem dos pormenores dos negócios do seu pai, como é o caso da relação com o BPN e o Homeland ou da relação com a Montenegro Chaves [a casa de câmbios referenciada no processo Monte Branco, a partir da qual eram enviadas quantias para a Suíça, matéria investigada no caso Monte Branco]. E só agiu em tais assuntos estritamente sob instruções casuísticas do seu pai, em atos isolados." Pedro Lima, recorde-se, era titular de 42,5% das ações do fundo Homeland, a mesma percentagem que detinha Vítor Raposo. O BPN tinha 15 por cento. 

4 - O BPN

Além de participar no fundo e de conhecer toda a operação imobiliária, o BPN dá, ainda, outro argumento à defesa de Duarte Lima. Nenhum dos seus quatro presidentes - Oliveira Costa, Abdool Vakil, Miguel Cadilhe e Francisco Bandeira - apresentou queixa contra o ex-deputado. "É estranho que o 'pretenso burlado', o BPN, nunca se tenha sentido burlado", resume fonte da defesa. O mesmo se passa, garante-se no documento da defesa, em relação ao sócio Vítor Raposo: "Domingos Duarte Lima e Vítor Raposo têm vários negócios e contas recíprocas (...). O Ministério Público viu uma ou duas árvores da floresta e concluiu muito errónea e precipitadamente no sentido da existência de três crimes públicos, que efetivamente nunca ocorreram."

5- Obras de arte e ações

"Domingos Duarte Lima investiu em arte com dinheiro próprio", garante a defesa. Quanto às ações da Sociedade Lusa de Negócios (SLN), compradas e vendidas pelo acusado (ao seu sócio Vítor Raposo), a crise financeira de 2008 e a nacionalização do banco explicam o rombo. "Depois e decorrido mais de um ano e meio sobre essa venda, o BPN entrou em colapso financeiro, foi nacionalizado, e a crise da dívida soberana portuguesa levou a grandes perdas nas ações do setor bancário. Tudo isso era imprevisível para Domingos Duarte Lima que, aliás, sofreu prejuízo superior ao de Vítor Raposo nas ações SLN. A SLN, que mudou de designação e hoje se chama Galilei, ficou, no entanto, ainda com um vasto património e tem um valor muito significativo. Que se saiba, Vítor Raposo ainda conserva as ações sob o seu domínio." 

6 - Testemunhas

O julgamento, que começa na próxima terça-feira, 28, conta com 64 testemunhas de defesa arroladas por Domingos Duarte Lima e pelo seu filho Pedro: Rui Veloso e os sociais-democratas Rui Gomes da Silva e Correia de Jesus, os quatro ex-presidentes do BPN (Oliveira Costa, Miguel Cadilhe, Abdool Vakil e Francisco Bandeira), o advogado Germano Marques da Silva e o ex-gestor de conta suíço Michel Canals, que é um dos principais arguidos no processo Monte Branco cujas investigações se cruzam com algumas das matérias deste caso Duarte Lima/BPN. Foi através da Montenegro Chaves, empresa de câmbios, que Duarte Lima entregou a Francisco Canas diversos cheques para serem depositados em contas no banco suíço UBS.



publicado por J.Ferreira às 12:38

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Quarta-feira, 6 de Março de 2013

Basta

Há anos os políticos apoiados por jornalistas oportunistas que apareceram como "comentadores políticos de meia-tigela" (como Miguel de Sousa tavares) ajudaram a implementar as propinas livrando dinheiro para os corruptos afundarem ainda mais o país.

O Estado Português NUNCA está contente enquanto há um cêntimo no bolso do cidadão.

Por isso...

Já não bastavam os gastos que tinham as famílias por terem seus filhos a estudar... !

Não. O Estado não estava satisfeito porque havia gente que estava a ficar mais culta... 

E isso não interessa à classe dominante... Os governantes querem o povo estúpido...

Eles sabem que essa é a única forma de, sendo incultos, continuarem a mandar no país...!

Vejam-se os escândalos com os diplomas de governantes...! UMA VERGONHA NACIONAL !

E Ninguém se demite...! Noutro país avançado, estariam até na cadeia!

Não se contentou o legislador (Estado ) com o que os pais (cidadãos) pagavam em IRS bem do IRS pago por outros trabalhadores que vivem da existência dos estudantes, sejam livreiros, condutores de autocarro, cozinheiros, empregados das mais variadas lojas comerciais (sejam de  roupa, de sapatos... ou tecnológicas... ) e ainda de outros  impostos pagos ao Estado (como o IVA dos materiais escolares, roupas,... ) sem que façam entrar em casa nem um cêntimo...

Por isso, o Estado reivindicou o direito de fazer os pais pagarem (DE NOVO) o que deveria estar já pago com os seus impostos, caso não se verificasses tantos "desvios" (vulgo, "roubos") efectuados por quem (des)governa sucessiva e/ou alternadamente a coisa pública.

 

Agora... querem que os portugueses paguem o que já foi pago... PAGO e REPAGO...!

Sim... Não é um Pagamento... É um Repagamento!

Afinal, de que beneficiam os ciadãos relativamente aos impostos que pagam ao Estado?

Saúde?  Vais ao Hospital... Paga e não bufes...

Educação...? Vais para a Escola... Paga e não bufes...

Auto-estradas?  Vais para a Viajar / Trabalhar...? Paga e não bufes...

Para onde vamos? Por que pagamos?

Claro... Para os POLÍTICOS chupistas terem as MORDOMIAS que todos conhecemos!

BAAAAAAAASTA

 

PERGUNTA:

Por onde andaram todos estes gajos que estão agora no parlamento?   

Estiveram todos calados... anos a fio... !

E as famílias a pagar.... porque iriam ter um salário chorudo (palavras do estúpido de Miguel Sousa Tavares). São senhores como este que ditam a praxis do nosso país… Que dão uma no cravo e outra na ferradura em função das circunstancias…


Primeiro atacaram os ESTUDANTES... 

Aumentam-me as propinas da minha filha... E tenho de ficar calado!???


Agora, "assaltam"  as suas famílias...  !!! 

Cortam-me cada vez mais no meu  salário... E tenho de ficar calado!???

JÁ CHEGA senhores (des)governantes....!

O Povo Não aguento mais....   BAAAAAASTA ... 

publicado por J.Ferreira às 12:41

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Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2013

Caminhos da Justiça

O ex-deputado do PS Carlos Lopes foi condenado a 11 anos de prisão pelos crimes de corrupção, peculato e falsificação de documentos, mas vai recorrer da sentença "absurda", disse esta terça-feira o seu advogado, Magalhães e Silva.

Finalmente... Uma notícia que demonstra que a justiça também existe (??!!) para os políticos corruptos?

Não cremos muito na eficácia desta sentença.

Ainda assim, damos o benefício da dúvida a esta politicocracia, partidocracia ou seja lá o que lhe queiram chamar! Uma coiisa é mais ou menos certa: O resultado desta notícia (a julgar pelo que se vai passar a seguir: recurso!) não vai dar em nada.

Logo: o mais certo é que será revista a sentença e... ficará de fora como todos os outros...

A pergunta mais importante é:

Afinal... Vai preso 11 anos apra que o povo tenha de pagar a sua alimentação e estadia no "hotel" ou terá de devolver o que retirou ao povo?

 

Mais parece que a justiça, em Portugal, luta contra "moinhos de vento".

 

Outro caso doi adiantado no Expresso.

Miguel Graça Moura condenado por peculato e falsificação de  documentos. Porém, com a "pena suspensa" de 5 anos para o maestro que era acusado de utilização indevida de 720 mil euros do erário público e de falsificação de  documentos.

 

E... Por onde anda esse dinheiro?

Quando será exigida a sua devolução?

Ou será que para alguém sobreviver em Portugal tem que inscrever-se como ladrão?


 

Depois...

Noticia também o Expresso: Paulo Júlio, o secretário de Estado da Administração Local, decidiu sair do Govenro... Porém, terá de ser substituido e não se sabe por quem... Na falta de substituto, continuará no Governo...!

É o país que temos.

 

E assim andamos... Até quando?

 

publicado por J.Ferreira às 08:08

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Sexta-feira, 7 de Dezembro de 2012

Os Políticos e o Frei Tomás

As tramas que nos tramam desmascaradas pos Paulo Morais. Após os 46 segundos de vídeo,  afirma que "O Parlamento é uma grande central de negócios...". E acrescenta (aos 3:50) afirma categoricamente que... "na Suécia metade destas pessoas estariam presas".

Corrupção no Parlamento?...  Quem o diz isto é o Professor Universitario Paulo Morais. Porém, a ideia é partilhada por Marinho Pinto.

Segundo noticiou o Expresso um estudo internacional coloca-nos à frente da Espanha... "Portugal mais corrupto que Espanha e França  Tristemente, e mais uma vez, naquilo em que bem poderíamos ficar atrás pois o objecto em análise no estudo era a corrupção. Diz a notícia que o "Ranking anual da transparência coloca Portugal à frente da Itláia e da Grécia.

Por seu lado, o estudo aponta que "Angola está no vermelho com um baixo desempenho das instituições públicas". Paíeses nórdicos aparecem nos melhores lugares nesta matéria. A corrupção parece que não gosta do frio... Assim, "a Dinamarca, Finlândia e Nova Zelândia, tidos como os países "mais limpos".


Será que alguém ainda fica espantado como esta notícia?

Lembram-se dos políticos que apontavam estes países nórdicos como exemplo a seguir?

Pois bem... Nada melhor para explicar a diferença entre a teoria e a prática.

Os políticos são como o Frei Tomás... Prega bem, mas não faz!

Segundo a otícia, "O Afeganistão, a Coreia do Norte e a Somália são os países mais corruptos, com abuso de poder e relações secretas. Portugal é o 33º menos corrupto, numa lista divulgada hoje e na qual figuram 176 nações".


E a notícia prossegue  especificando a posição ocupada pelo nosso país:

Portugal apresenta um score de 63 (33.º posto) - em ex-aequo com o Butão e o Porto Rico -, atrás da Espanha (30.º), Irlanda, (25.º) e França (22.º), mas com um índice de corrupção mais baixo do que a Itália (72.º) e a Grécia (94.º).



Há muito que se fala de corrupção. A internet está cheia de denúncias... de histórias que poderiam ajudar o poder judicial a limpar a sociedade... Por que não se mexe nada? Porque prescrevem crimes a trás de crimes? Quais são os crimes (e quem neles se encontra envolvido) que sistematicamente prescrevem?



 

Percebemos facilmente porque estamos como estamos.Com a troika ou sem a troika, estamos tramados à mesma...

Já cantava Zeca Afonso: "Eles comem tudo... Eles comem tudo.... Eles comem tudo e não deixam nada!"


Alguém tem dúvidas sobre os motivos por que estamos (e deficilmente sairemos) da cauda da Europa?

Até que os tribunais  condenem alguns dos desfalcadores do erário público (ou mandem esses  corruptos para o Chile, país com que muitos dos que nos governaram (a ver pelo que fizeram à educação) parecem ter uma certa  empatia..., não sairemos da cepa torta!


Afinal... Quem quer acabar com a corrupção???



publicado por J.Ferreira às 13:25

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Domingo, 8 de Abril de 2012

Corrupção Nasce no Parlamento

Paulo Morais, Vice-presidente da organização Transparência e Integridade acusa o Parlamento de ser fonte de corrupção.


Como é que se pode fazer a prevenção deste crime (a corrupção)?


Vivemos num país que caminha para o descalabro total. Um país à beira da ruptura económica fruto de um bando de pica-paus que, fazendo um furinho aqui outro ali, criam tantos buracos no navio (país) que o seu destino só pode ser o mesmo do Titanic: o fundo.

Não vale a pena ir mais longe... Aqui fica a denúncia de alguém que sabe do que fala... Basta ver e escutar o que se diz neste vídeo após os 1:30 minutos.


 

 

"O presidente dessa comissão era um deputado Caravana Jardim que era simultaneamente deputado, Presidente de um banco, Presidente de uma seguradora, ou seja era simultaneamente alguém que estava no parlamento a dizer que combatia a corrupção e depois, nas empresas em que trabalhava, estava em organismos que são aqueles que mais envolvidos estão na corrupção em Portugal. Portanto, o resultado dessa comissão foi, como se esperava, praticamente nulo

O que é que fez este conselho ao fim de três anos? Praticamente quase nada. E o pouco que fez foi pedir à administração (aos diversos organismos da administração pública em Portugal, por esse país todo) que fizessem um plano de prevenção de corrupção para o seu próprio serviço. Ou seja, foi pedir às pessoas que beneficiam da corrupção que fizessem um plano para prevenir a corrupção de que elas são beneficiárias. Era mais ou menos como pedir a um bando de ladrões para fazer um sistema de segurança de um prédio que eles costumam assaltar.  Portanto, O resultado não só é nulo como é contraproducente."

 

Depois deste alerta... que espera o governo?

 

publicado por J.Ferreira às 18:47

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Segunda-feira, 15 de Novembro de 2010

A Actualidade de Guerra Junqueiro

A cada dia que passa mais nos damos conta de que Portugal não só não evoluiu como, pior do que isso, caminha para o passado copiando os modelos que nos levaram a ser dos povos da Europa aquele que menos progrediu.

Se atentarmos nas palavras de Guerra Junqueiro, depressa nos damos conta de que há mais de um século já os Portugal sofria de um grave problema. Nem os mais inteligentes e excelentes Ministros da Educação conseguiram dar a volta a esta questão porque, de facto, sendo provenientes do povo, eles são também pão feito com a mesma farinha... Logo,

A greve geral está aí a bater à porta. Caminhamos para o abismo. O comodismo está a retirar cada vez mais o lugar ao comunismo. Cada um apenas pensa em satisfazer o seu umbigo. Dizem por aí, sem pejo nem vergonha: "Para quê fazer eu greve se, com as lutas dos demais, vou conseguir obter o mesmo resultado? Ou melhor, ficarei ainda a ganhar pois ficarei com mais dinheiro na minha conta bancária ao fim do mês... Sim, focarei ainda com mais dinheiro do que esses pacóvios, estúpidos, imbecis que decidem fazer greve quando eu, sem nada perder (e fico bem com o poder!) acabo por  beneficiardo mesmo. E se nada houver, pelo menos fico a ganhar porque nada perdi. Por isso,  quem faz greve tem de ser ou idealista ou muito estúpido, não há dúvida...

Afinal, em que se baseia esta mentalidade? Simples. Àqueles que fazem greve ser-lhes-á descontado um dia de salário. Aos que foram trabalhar, ser-lhes-á processado o dia normal de salário. Porém, se benefícios houver da greve, todos ficam a ganhar. Aliás, e de acordo om a mesma filosofia (ou modo de estar na vida) os que não fazem greve, ficam a ganhar duplamente... Isto sucede porque num Estado que se diz democrático, os que nada lutam podem beneficiar das conquistas dos que lutam. Se tal não fosse "democrático", veríamos quantos se acobardariam e compareceriam no local de trabalho sabendo que depois, ficariam a perder os benefícios alcançados com as lutas justas.

 

Há, de facto, muito a mudar na sociedade. Isto é um princípio injusto pois quem não vai à luta é porque sente que está bem como está. Logo, nunca deveria participar dos benefícios da mesma. Esta filosofia de aplicar a todos os resultados das conquistas obtidas com perdas de salário de apenas alguns é uma falsa atitude democrática. Quem está contente deveria ficar com o que ganha. É porque, de facto, considera que nada faz para merecer mais do que aquilo que lhe dão. Pretender beneficiar das lutas, do esforço dos outros, para além do mais,  é uma atitude desonesta própria de parasitas.

 

Ora, é com esta mentalidade tacanha que, infeliz e tristemente temos de saber viver. Sem dúvida que Guerra Junqueiro tinha razão, há já mais de um século. Somos um povo que "nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas".

Já em 1896, Junqueiro escrevia assim sobre o povo português:

"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas;

Um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai;

Um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta (...)

 

Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta ate à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados (?) na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro (...)

Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do país, e exercido ao acaso da herança, pelo primeiro que sai dum ventre - como da roda duma lotaria.

 

A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas; Dois partidos (...), sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes (...) vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se amalgamando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar (...)"

 

Guerra Junqueiro, in "Pátria", escrito em 1896

publicado por J.Ferreira às 23:13

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Segunda-feira, 31 de Maio de 2010

Caminhamos para o Abismo

Vale a pena ler o artigo de Clara Ferreira Alves no "Expresso".

É forte... É directo... É acutilante... Põe o dedo na ferida e pode provoca ainda mais e maiores verdadeiras feridas.


"Não admira que num país assim emerjam cavalgaduras, que chegam ao topo, dizendo ter formação, que nunca adquiriram, (Olá! camaradas Sócrates...Olá! Armando Vara...), que usem dinheiros públicos (fortunas escandalosas) para se promoverem pessoalmente face a um público acrítico, burro e embrutecido.
Este é um país em que a Câmara Municipal de Lisboa, desde o 25 de Abril distribui casas de RENDA ECONÓMICA - mas não de construção económica - aos seus altos funcionários e jornalistas, em que estes últimos, em atitude de gratidão, passaram a esconder as verdadeiras notícias e passaram a "prostituir-se" na sua dignidade profissional, a troco de participar nos roubos de dinheiros públicos, destinados a gente carenciada, mas mais honesta que estes bandalhos.
Em dado momento a actividade do jornalismo constituiu-se como O VERDADEIRO PODER. Só pela sua acção se sabia a verdade sobre os podres forjados pelos políticos e pelo poder judicial. Agora contínua a ser o VERDADEIRO PODER mas senta-se à mesa dos corruptos e com eles partilha os despojos, rapando os ossos ao esqueleto deste povo burro e embrutecido.
Para garantir que vai continuar burro o grande cavallia (que em português significa cavalgadura) desferiu o golpe de morte ao ensino público e coroou a acção com a criação das Novas Oportunidades.
Gente assim mal formada vai aceitar tudo e o país será o pátio de recreio dos mafiosos.
A justiça portuguesa não é apenas cega. É surda, muda, coxa e marreca.
Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso, apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção.
Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo "normal" e encolhem os ombros.
Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado.
Não se fala mais nisso. Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada.
Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia, que se sabe que, nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas Consequências, nada é definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado.
Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o que verdadeiramente se passou, nem quem são os criminosos ou quantos crimes houve.
Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços de enigma, peças do quebra-cabeças. E habituámo-nos a prescindir de apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal, e que este é um país onde as coisas importantes são "abafadas", como se vivêssemos ainda em ditadura.
E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogs, dos computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade.
Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga Parques ao grande empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém que acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muitos alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos?
Vale e Azevedo pagou por todos?
Quem se lembra dos doentes infectados por acidente e negligência de Leonor Beleza com o vírus da sida?
Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático?
Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico?
Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana?
Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal?
Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma.
No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém?
As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia espalha rumores e indícios que não têm substância.
E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu? E todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou?
E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns menores, onde tanta gente "importante" estava envolvida, o que aconteceu?
Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu.
E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente "importante", jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê?
E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára?
O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha.
E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter assassinado doentes por negligência? Exerce medicina?
E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca.
Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento.
Ninguém quer saber a verdade. Ou, pelo menos, tentar saber a verdade.
Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as redes e os "senhores importantes" que abusaram, abusam e abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra.
Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças, de protecções e lavagens, de corporações e famílias, de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade. Este é o maior fracasso da democracia portuguesa".

 

Mais palavras... para quê?

publicado por J.Ferreira às 17:04

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