Sábado, 24 de Outubro de 2015

Finlândia Deixa a Criança Ser Criança

A Finlândia dá exemplo no sistema de educação e não apenas infantil, onde as crianças são mais livres para serem crianças. O sistema educacional finlandês é considerado como um dos melhores do mundo e os bons resultados que lá se obtêm, o comprovam.

Como se conseguem tais resultados?

 

1. Professores são profissionais valorizados

A educação é uma profissão de prestígio e os professores são considerados autoridades na escola e na sociedade.

2. A educação é totalmente gratuita e, portanto, acessível a todos

A educação é obrigatória entre os 7 e os 16 anos e todas as escolas, para essas faixas etárias, são públicas. Os livros e o material escolar também são gratuitos. Toda escola garante a alimentação das crianças durante o dia, com qualidade nutricional. O transporte escolar é fornecido pelas municipalidades e também é gratuito.

3. Investimentos equitativos e justos

Os investimentos públicos em educação são feitos de forma equitativa e os fundos estatais são repartidos, de forma justa, entre as municipalidades, em cifras variáveis que visam atender as necessidades específicas de cada comunidade. Essa condição gera igualdade de oportunidades, que é considerada um valor essencial.

4. Currículo comum mas especial

O currículo escolar é comum a todos porém, é organizado por cada centro educacional específico. Cada escola e seus professores desenham o currículo para a comunidade que será atendida por eles e planejam sua aplicação de forma a lograr os objetivos que considerem melhores.

5. A educação é personalizada

Os alunos com necessidades especiais são acompanhados desde os primeiros momentos, aumentando assim seus índices de sucesso e minimizando as porcentagens de fracasso escolar. O ritmo de aprendizagem individual é respeitado, não são aplicadas provas e atividades estandartizadas. Os professores atendem o mesmo grupo estudantil desde o 1º até o 6º ano de escolaridade, acompanhando sua classe na evolução escolar e aprendizagem.

6. Os alunos têm tempo para tudo

Estudar, brincar e descansar são funções sérias do processo de aprendizagem e igualmente valoradas. O 1º ano de escolaridade obrigatória só é começado aos 7 anos, quando se considera que a criança está madura para aprender. Os estudantes do ciclo fundamental, dos 7 aos 12 anos, têm só 3 a 4 classes por dia, com descansos de 15 minutos entre estas e mais um horário para alimentação. As lições que seriam para casa são feitas nas classes.

7. A preparação de aulas é considerada parte da jornada de trabalho do professor

Os professores dão menos classes que em outros países, o tempo em que estão em sala de aula é menor e têm horas específicas, na escola, para preparação das suas aulas futuras, pesquisar temas, interagir com outros docentes, etc.

8. Até o 5º ano do fundamental os alunos não têm provas nem recebem notas

A competitividade não é valorizada. Os relatórios dos professores são somente descritivos sobre seus alunos, os educandos não são valorados em notas.

9. É valorizada a curiosidade e a participação do estudante

A imaginação e a capacidade de realização são valores importantes para a sociedade finlandesa onde abundam profissionais das artes assim como os de tecnologia e engenharias. Este desenvolvimento criativo é fomentado durante todo o processo educativo onde se valora a criatividade, a experimentação e a colaboração em detrimento dos processos de memorização.

10. Os pais estão envolvidos no processo educativo de seus filhos

A sociedade e as famílias consideram que a educação é fundamental e que deve ser complementada com atividades culturais. Os pais dispõem de ajuda social em sua vida profissional para poderem conciliar suas atividades com o atendimento à família.

publicado por J.Ferreira às 02:01

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Pedofilia Académica Versus Direito a Ser Criança

Os políticos em Portugal têm vindo a levar a cabo sucessivas reformas do sistema educativo que conduzem a um massacre sobre as crianças. Em nome da qualidade dos resultados, em nome do êxito escolar e profissional futuro, aumentam exponencialmente as dificuldades do currículo. Como se não bastasse, aumentam a pressão sobre os professores para que se forcem aprendizagens apra as quais a criança não está preparada. 

A criança, ainda mal se equilibra e já está a ser periodicamente submetida a testes e mais testes, mais avaliada que acompanhada nas aprendizagens. E cada vez mais em mais tenra idade. Os governos são os únicos responsáveis pelo estado a que chegou a educação. Os professores, confrontados com a imagem degradada que os políticos fizeram passar na comunicação social, há muito que deixaram de ter voz junto dos progenitores das crianças e, ainda que a tivessem, nada poderiam fazer frente a políticos irresponsáveis que fazem as leis.  Aos professores não lhes resta outra alternativa que cumprir o estipulado nos normativos legais sob pena de processos disciplinares.

Desta forma, vemos crianças de muito tenra idade submetidas a pressão de aprendizagens inadequadas para as suas estruturas mentais. Esta inadequação dos programas e metas curriculares às estruturas psicológicas e mentais das crianças, leva-nos a afirmar que, o que os responsáveis ministeriais têm vindo a fazer com as alterações curriculares é uma autêntica pedofilia académica. 

Por isso, não admira que outros países europeus sejam os ideais não apenas para se ser pai, mãe, avô e avó mas, e sobretudo, para se ser filho, se ser criança...!

 

"Os países do norte da Europa, sabemos, são os melhores lugares do mundo para se ter um filho, porque estes países investem, valorizam e sustentam a criação de famílias e filhos. E no que concerne à educação infantil, na Finlândia, a peça fundamental dos jardins de infância e escolinhas deverá ser única e exclusivamente o “brincar”.

 

Que a brincadeira é a chave de uma melhor aprendizagem para as crianças pré-escolares (e provavelmente até mesmo depois desta idade) já se sabia. A novidade é que aos pequenos finlandeses que frequentam a pré-escola (crianças que têm cinco ou seis anos) não lhes serão mais ser ensinados os instrumentos para a leitura e a escrita, nem a tabuada ou probleminhas simples de matemática para se resolver. As escolas serão focadas totalmente nos jogos e nasbrincadeiras e na aprendizagem alegre e divertidas através do contato com a natureza, músicas, dança, esportes e outras atividades lúdicas.

É propriamente deste modo que, de acordo com os finlandeses, as criançaspodem usar melhor os seus potenciais para desenvolver a linguagem, para aprender a fazer as contas de matemática e para conviver com os outros, de uma forma positiva.

Nas escolinhas finlandesas existem mesinhas e cadeiras, mas são muito pouco usadas, apenas uma vez por semana. No resto do tempo não se senta: se corre, se salta, se faz molduras com argila e tantas outras coisas.

Na Finlândia portanto, o foco da educação infantil está totalmente ligado à aprendizagem alegre através do jogo. Os finlandeses estão convencidos de que esta é a chave que vai ajudar as crianças a aprender melhor e também a se lembrarem do que aprenderam.

Isso não quer dizer que a leitura e a escrita serão automaticamente proibidas das escolinhas finlandesas, mas simplesmente que tais atividades não serão mais impostas automaticamente nos métodos tradicionais de ensino infantil porque “é assim que se aprende.”

Pelo contrário, uma reunião entre educadores e pais poderá estabelecer um plano de aprendizagem personalizado para cada criança, de acordo com suas necessidades. Além disso, se a criança demonstra interesse em livros e escrita, será, obviamente, incentivada e ajudada pelos professores para melhorar as suas habilidades.

Parece que esta abordagem é particularmente bem sucedida a longo prazo. A Finlândia é um dos países mais alfabetizados do mundo e com uma das mais altas taxas de instrução. E vamos admitir, quem não gostaria de ter estudado em um jardim de infância nestes moldes?"  Podem ver aqui o Texto Original

 

publicado por J.Ferreira às 01:32

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Quinta-feira, 18 de Setembro de 2014

Um Ministro Com Vergonha...

O que se está a passar com a Educação deveria assustar qualquer cidadão que se preocupe minimamente com o futuro das gerações mais jovens.

Há dias ficamos a saber que uma Escola Custou 100 mil euros, funcionou uma semana e já não volta a abrir... De acordo com a notícia, "A nova Escola de Monsanto, em Idanha-a-Nova, foi inaugurada há três meses. Depois de abrir as portas funcionou durante uma semana, altura em que se assinalou o período de férias escolares. Agora (...) fechou portas por falta de alunos, mas, entretanto, já foi realizado um investimento de € 100.000  (cem mil euros) que corre o risco de ir ‘para o lixo’." São estes goivernantes que se fartam de dizer que fizemos em Portugal um grande investimento na área da Educação??? Mentirosos. Fizerem investimentos em edifícios para os renovar e... fechar (leia-se, entregar a quem bem entenderem!!). O que é criticável é que, nas contas do Estado e na imagem que os governos dão é a de que o gasto foi efectuado com a Educação quando na verdade foi imputado à educação mas vai ser proveito de outra área!

Com (des)governantes deste calibre, não vamos a lado nenhum, seguramente! Ou melhor, VAMOS CAMINHANDO (e a passos largos) PARA O ABISMO. E a todos os níveis da nossa sociedade.

 

A competência tem limites... Mas, a incompetência não!
Hoje, ficamos a saber que o Ministro culpa os directores escolares que simplesmente cumprem ordens... Só falta dizer que se gastaram milhões em estabelecimentos para de pois serem encerrados por culpa dos directores...!!! Para onde vamos? Que deveria fazer um Ministro com vergonha na cara?

 

A página online do Público de 17 de setembro poderemos ler um artigo jornalístico da autoria de Graça Barbosa Ribeiro (17/09/2014 - 22:59):

Directores: posição da administração educativa é "deplorável", "vergonhosa" e "inadmissível" . Os representantes dos dirigentes das escolas não gostaram de ouvir que o MEC, através da Direcção-Geral da Administração Escolar, os responsabiliza por erros na colocação de professores.

 

 

"O presidente do Conselho das Escolas (CE) e o da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE) consideraram na noite desta quarta-feira “inadmissível” e “vergonhosa” a posição da Direcção Geral da Administração Escolar, que, de acordo com a Fenprof, atribuiu a responsabilidade por eventuais erros ocorridos na colocação de professores às escolas e aos respectivos directores. “É uma posição deplorável, que mostra bem o ponto a que chegou uma administração educativa que, face a situações gravíssimas, sacode a água do capote para cima de quem cumpre as suas instruções”, comentou José Eduardo Lemos, do CE.

 

As declarações que estão na origem dos protestos dos directores foram feitas por Mário Nogueira, dirigente da Federação Nacional de Professores (Fenprof), à saída de uma reunião com representantes da DGAE, esta quarta-feira. Num comunicado enviado mais tarde, a federação sindical reiterou que o Ministério da Educação e Ciência, através da DGAE, garantiu hoje à Plataforma de Sindicatos de Professores que "todos os erros, irregularidades e ilegalidades (…) serão corrigidos, ainda que isso implique a duplicação de colocações”, mas que não reconhece que os erros existentes "sejam da sua responsabilidade ou de uma eventual anomalia na aplicação electrónica utilizada, atribuindo às escolas e aos seus directores essa responsabilidade".
A DGAE não terá chegado a esclarecer se tem a intenção de penalizar disciplinarmente, pelos erros alegadamente cometidos, os dirigentes escolares. Ainda assim, a afirmação provocou a indignação de Eduardo Lemos, presidente do CE, um órgão consultivo do MEC, e Manuel Pereira, dirigente da ANDE. O primeiro classificou as afirmações como “ deploráveis e inadmissíveis”, o segundo chamou-lhes “vergonhosas e indecorosas”.
Manuel Pereira assegura que “ainda que um ou outro professor possa ter cometido algum erro, o fez, com certeza, devido à falta de clareza das instruções do MEC, à falta de esclarecimentos e à forma desorganizada como geriu todo o processo, pedindo elementos e ordenando procedimentos com atraso e em prazos impraticáveis”. “Estamos a falar de uma administração que liga para os directores ao sábado e ao domingo, que ordena que no prazo de duas horas, à noite, os dirigentes dêem elementos que determinam o futuro de milhares de pessoas”, criticou Eduardo Lemos.
O presidente do CE frisou, ainda que “neste concurso e neste início do ano lectivo estão a acontecer coisas incompreensíveis, que nunca seriam explicáveis pela mera incompetência”. “Não sei o que se passou, mas os erros são tantos e tal forma graves que nem no tempo de Maria do Carmo Seabra aconteceu algo de semelhante”, disse Eduardo Lemos, referindo-se à secretária de Estado do Governo de Santana Lopes que tinha a pasta da Educação em 2004, e a um momento que ficou marcado por erros e atrasos na colocação de professores.
Na mesma linha, Manuel Pereira sublinhou que "se o ano lectivo arrancou foi graças aos esforços, à capacidade de sacrifício e ao mérito dos directores". "Agora, por amor de Deus, poupem-nos", exigiu.
O PÚBLICO perguntou ao MEC se confirma que responsabiliza os directores por erros nas colocações e se poderá vir a penalizá-los disciplinarmente ou a exigir compensações pelas despesas inerentes à dupla colocação de docentes para uma mesma vaga. Aguarda esclarecimentos.
O director da associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), Filinto Lima, não quis comentar este assunto.

 

Já anteriormente fora publicado por Maria João Lopes ( 17/09/2014 - 16:46):

 

DGAE dá "garantias" à Fenprof mas nega “erro” na fórmula
Como problemas na ordenação de professores contratados exigem “solução política”, sindicatos aguardam que ministério marque reunião e anule processo da Bolsa de Contratação de Escola.17/09/2014 - 22:59)

A Federação Nacional de Professores (Fenprof) esteve nesta quarta-feira reunida com a Direcção-Geral da Administração Escolar (DGAE) para exigir soluções para os problemas detectados na colocação dos professores neste ano lectivo. “Apresentámos casos concretos sobre os concursos, em que consideramos haver irregularidades ou ilegalidades, e a DGAE garantiu-nos que todos os erros que se vierem a confirmar serão corrigidos, sem que daí decorra qualquer prejuízo para os docentes”, disse ao PÚBLICO Vítor Godinho, do secretariado nacional da Fenprof.
Em causa estavam várias situações relativas a diferentes concursos, abrangendo tanto professores contratados, como do quadro. No entanto, no caso particular da Bolsa de Contratação de Escola (BCE), que tem suscitado grande polémica devido a um alegado erro na fórmula de ordenação dos docentes sem vínculo, Vítor Godinho contou que “a DGAE não só não assume que haja um erro na ordenação dos candidatos, como considera que a fórmula utilizada está correcta”.
Por isso, frisa, a resolução deste problema só pode ser a anulação do processo da BCE, o que é uma “solução política” que terá de ser tomada pelo ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato. Por isso, adianta, mantém-se em cima da mesa o prazo de 48 horas dado na segunda-feira pela Fenprof e seis sindicatos para que a equipa do Ministério da Educação e Ciência (MEC) agende uma reunião. Para tal, os sindicatos já avisaram que vão juntar docentes à porta do MEC na quinta-feira, a partir das 11h00, em protesto, exigindo serem recebecidos.
Vítor Godinho sublinha que as organizações sindicais também poderão avançar para os tribunais, com o objectivo de “suspender todas as colocações da BCE e as que entretanto vierem a ser feitas”. Aliás, em nota enviada à imprensa nesta quarta-feira, a Fenprof deixa claramente o aviso de que poderá requerer, nos tribunais, "a impugnação/anulação deste concurso para as BCE e sua repetição". A estrutura sindical entende que “continua em falta a reunião de carácter político pedida ao MEC", na qual exigirão não só a "anulação das bolsas de contratação de escola", como "a inclusão nas listas dos cerca de 8000 docentes ilegalmente excluídos por não terem realizado a Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades”.
"Caso, até amanhã (dia 18), esta reunião não seja marcada, as organizações sindicais deslocar-se-ão ao MEC (Av. 5 de Outubro), pelas 11h00, aí aguardando uma resposta ao seu pedido", escreve a Fenprof.

Garantias
Segundo Vítor Godinho, a DGAE garantiu porém que, a comprovar-se a existência de algum erro e no que toca aos docentes do quadro “colocados em horários que não tinham sido pedidos pelas escolas”, estes professores não serão “descolocados”. “Mesmo na circunstância de ficarem em horário zero, ficou assegurado que nenhum destes docentes será descolocado, que não ficam obrigados a permanecer na escola 40 horas e que não contará para efeitos de mobilidade especial, em Fevereiro de 2015”, adiantou Vítor Godinho.
Apesar destas "garantias", de acordo com o sindicalista, a DGAE não assume a responsabilidade por eventuais erros na colocação destes docentes do quadro, atribuindo-os antes às escolas e alegando que poderá ter havido estabelecimentos que poderão não ter identificado os docentes com ausência de componente lectiva, não ter informado a DGAE de que não tinham componente lectiva para atribuir ou, ainda, terem pedido a totalidade dos horários e não apenas os que necessitavam.
Não se conseguindo apurar caso a caso de quem é a responsabilidade, Vítor Godinho congratula-se, pelo menos, com o facto de a DGAE ter garantido que nenhum docente, que eventualmente tenha sido vítima de algum tipo de erro, será “prejudicado”.
Em nota enviada à comunicação social, a Fenprof reitera que o MEC, através da DGAE, garantiu à Plataforma de Sindicatos de Professores que "todos os erros, irregularidades e ilegalidades que venham a ser confirmados no âmbito dos concursos de professores para Mobilidade Interna e Contratação Inicial/Reserva de Recrutamento serão devidamente corrigidos, ainda que isso implique a duplicação de colocações". "A todos os docentes cuja situação venha a ser corrigida será obrigatoriamente atribuída componente lectiva e, da solução encontrada, não resultará a anulação de colocações ou uma eventual transferência para a mobilidade especial”, adianta a nota de imprensa.

 

PS: Afinal o Ministro da Educação acabou por retratar-se ao reconhecer que, afinal, os erros estavam do lado do Ministério e não dos Directores. (Ler mais aqui).

 

O Ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, anunciou hoje no Parlamento que as colocações feitas na Bolsa de Contratação de Escola – BCE – se basearam numa errada transposição das disposições legais desta fase de concursos para a aplicação informática que determinou as colocações.
A FNE regista positivamente que o MEC tenha assumido o erro, e que tenha ainda garantido a reposição do direito à colocação dos docentes que foram prejudicados pela incorreta aplicação dos normativos em vigor, o que constituía a nossa reivindicação.
Na reunião que no início desta semana realizou com a DGAE, a FNE manifestou total discordância quanto à interpretação que os serviços estavam a fazer em relação a estes concursos, os quais, no nosso entendimento, não correspondiam à legislação publicada.
Na sequência desta posição, o Secretariado Nacional, reunido no dia 16 de setembro, deliberou apresentar uma queixa junto do Provedor de Justiça, para que a interpretação correta da lei fosse garantida a todos os candidatos, tendo essa queixa dado, ao início da manhã, entrada nos respetivos serviços. Ao mesmo tempo, os Sindicatos da FNE disponibilizaram uma minuta de reclamação a ser utilizada por todos os candidatos que se sentissem prejudicados.
A partir da comunicação hoje feita pelo MEC relativa à errada aplicação da lei em vigor, a FNE entende que devem ser imediatamente tomadas as medidas que sejam necessárias para se proceder à correta colocação dos candidatos.
Entretanto, a FNE reitera a sua discordância em relação ao mecanismo de BCE, considerando que, mesmo na formulação que a lei hoje lhe determina, não respeita os critérios que a FNE defende como inultrapassáveis, nomeadamente o respeito pleno pela lista graduada nacional para todas as vagas que ocorrerem ao longo de todo o ano letivo, e enquanto houver candidatos. É por este motivo que a FNE vai apresentar ao MEC proximamente propostas de alteração ao regime de concursos, a vigorarem já para o concurso extraordinário de 2015.

publicado por J.Ferreira às 22:12

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Sábado, 27 de Outubro de 2012

Vassourada na Lusófona

O Expresso online de quinta feira, 25 de outubro de 2012, publica uma notícia que demosntra que algo parecem querer mudar no ensino superior em Portugal.

Porém, sendo uma iniciativa de louvar do ministro Nuno Crato, falta esperar pelos resultados para se saber se este é um processo de limpeza da vergonha nacional em que se tornou o acesso às licenciaturas no ensino superior por parte d epolíticos (começada com a licenciatura em engenharia por parte de Sócrates!) ou uma smples tentativa de enganar o público procedendo à lavagem de diplomas.

 

Esperemos... para ver!

 

O ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, ordenou hoje à Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (ULHT) que reavalie, no prazo de 60 dias, todas as licenciaturas atribuídas com recurso à creditação da experiência profissional, podendo as mesmas vir a ser declaradas nulas.

Na sequência da auditoria realizada pela Inspeção Geral da Educação à Universidade Lusófona, iniciada em julho após a polémica em torno da licenciatura de Miguel Relvas e concluída esta semana, o ministro fez uma advertência formal à instituição, considerando que esta não cumpriu os procedimentos legais de creditação profissional.

"No prazo de 60 dias, a ULHT deverá reanalisar todos os processos de creditação de competências profissionais (...) No caso de não haver fundamentação suficiente para a creditação profissional ou inexistindo registo de conclusão de unidades curriculares, deve a ULHT disso extrair todas as consequências legais, incluindo a possível declaração de nulidade" das licenciaturas atribuídas, refere o despacho do ministro da Educação, hoje divulgado.

Em causa está a atribuição, pela Lusófona, do grau de licenciatura a 89 alunos, a quem a universidade concedeu entre 120 e 160 créditos - número suficiente para concluir um curso em apenas um ano - por via do reconhecimento da experiência profissional. A licenciatura do ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, é um dos casos que terá de ser agora reavaliado.

Em 2006/07, Relvas obteve a licenciatura de Ciência Política e Relações Internacionais na Lusófona, tendo de fazer apenas quatro das 36 cadeiras do curso. Nas restantes acabou por ter equivalência devido aos cargos que antes tinha exercido.

Já em 2009 a Inspecção-Geral de Educação tinha apontado falhas ao sistema de creditação profissional da Lusófona e feito recomendações que não foram, no entanto, cumpridas pela instituição, o que lhe valeu agora uma advertência formal por parte do ministro Nuno Crato.

"É manifesta a necessidade de alterar urgentemente todos os procedimentos" de creditação profissional da Lusófona, refere o despacho do Ministério da Educação, adiantando que se "exige maior transparência" nestes processos.

No despacho, o ministro reafirma ainda a intenção de alterar a legislação atualmente em vigor para impor limites ao número de créditos que podem ser atribuídos por via do reconhecimento da experiência profissional.

Os responsáveis da Lusófona recusam, para já, fazer qualquer comentário.

publicado por J.Ferreira às 16:46

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Quarta-feira, 13 de Junho de 2012

Colhemos o que os políticos semeiam

Resultados em matemática pelas ruas da amargura...?Que esperavam? Estamos fartos de ser comandados por incompetentes...

Mais um alerta que não deveria espantar ninguém. Estes resultados serão, cada vez mais, uma realidade crescente. As sociedades preparam as novas camadas jovens pelo conceito e exemplo que dão relativamente à responsabilidade. Assim, quando (por interesses não tanto obscuros quanto isso...!) o fracasso escolar é deslocado dos seus actores principais (leia-se, principais responsáveis) para outros intervenientes do processo educativo de quem está provado que não depende, na essência, o êxito nos estudos... está tudo dito! Com efeito, por muito que queiram lavar as mãos da (i)responsabilidade, os políticos sabem que são os culpados principais do caminho que a educação está a levar em Portugal. Podem não ser os governantes que estão hoje no poder nem os que se encontram na oposição... O certo é que não são os professores que determinam a maior parte dos factores que conduzem ao êxito ou ao fracasso de um sistema educativo.

São as políticas educativas dos diferentes governantes (sejam centrais ou locais, pois destes depende em muito os recursos materiais que são afectos às escolas como são as instalações) que têm determinado ao longo das três últimas décadas o caminho a percorrer pelas escolas, seja curricular, seja organizativo. Da mesma forma, os direitos e deveres que se estipulam apenas se dirigem à responsabilidade e responsabilização de uma das partes (os professores) pelos resultados escolares. Com efeito, nem mesmo a repetição de curso pode ser usada como forma de obrigar os estudantes a fazerem o que lhes é legítimo pedir: estudar. Na última década, os governos socialistas empenharam-se em destruir a credibilidade dos professores. Assim se compreende a atitude demagógica e populista (porque não cremos que tivessem alguma convicão da eficácia da sua filosofia educativa!) que centrou a sua política no resultado (em termos eleitorais, é claro!) da aplicação da filosofia pedagógica que concebe todo o aluno como um ser "inteligente, capaz, trabalhador, dedicado, empenhado e estudioso" que os malvados dos professores (um bando de incompetentes, é claro!) apenas sabem atrofiar, os políticos decidiram que os resultados escolares passariam a interferir não na progressão do aluno mas na progressão do professor. Incrível. Agora estamos onde estamos e os políticos aprecem não ter ainda entendido o "porquê?".

Continua o massacre da psicose da avaliação. Os políticos portugueses demonstraram  a sua incompetência levando as finanças públicas à beira do abismo. Teve que vir a Troika ajudar Portugal. Os políticos são todos iguais. Os actuais (des)governantes são dessa estirpe de políticos que defendem uma coisa na oposição e praticam outra quando estão no poder. Como já dissemos, eles já descobriram que só quem mente ao povo consegue chegar ao poder. Por isso, a sua arma eleitoral é o engano e a mentira. Não têm qualquer legitimidade democrática para fazerem o que fazem mas ali permanecem como se estivessem a cumprir o que prometeram fazer. Todos sabemos que há chicotadas psicológicas nos treinadores quando os resultados se afastam das expectativas com que os clubes os escolhem. Mas os políticos, uma vez eleitos, sentem-se no direito d epermanecer "democraticamente" no governo até que alguém, com a força democrática que o povo lhe deu em voto nominal, utilize a bomba atómica e o mande "fritar churros" (leia-se, cavar cebolas).

Assim se compreende que, depois de terem defendido o fim do sistema absurdo de avaliação dos professores enquanto estavam na oposição, continuem a manter o absurdo sistema de avaliação que, para além de enfermar pelas conhecidas e absurdas "quotas" coloca como avaliadores profissionais que obtiveram duvidosa avaliação.

 

Por isso, meus caros, venha lá alguém de coragem dizer-me que estes são diferentes.  Os políticos que levaram Portugal ao descalabro financeiro são os mesmos que vão determinar o "descalabro educativo".

Assim, e como se não bastasse que os resultados escolares dos alunos interferissem na avaliação dos professores, agora os resultados dos mesmos alunos nos exames (exame de cerca de 2 horas!) serão determinantes na avaliação das escolas. Assim, da diferença entre os resultados dos alunos na avaliação efectuada pela escola ao longo do ano e os resultados dos mesmos alunos num curto período de tempo (o da duração do exame!) passa a contar para a avaliação das escolas. Se nesta altura, por culpa da desgraça que os políticos tornaram o nosso país nenhum estrangeiro quereria vir governar Portugal, muito menos os docentes quererão governar estas escolas...

 

Nenhum professor pode estudar e exercitar os neurónios pelos seus alunos. De que serve o esforço do professor na explicação das matérias enquanto o aluno, mesmo que olhando para a cara do professor, está sistematicamente com a sua mente centrada noutros temas? Como pode o professor fazer a aprendizagem que compete ao aluno? Como vai este aprender se está sistematicamente com o corpo na sala mas com a cabeça e a mente noutro planeta? Que poder tem um professor para intervir e "obrigar" estes jovens a uma postura de esforço para a aprendizagem? Depois do que fizeram os políticos desvalorizando e até mutilando a autoridade e a capacidade de intervenção dos professores para manter a sala de aulas como um local de aprendizagem com o mínimo de sustentabilidade, outra atitude dos alunos não seria de esperar.

Depois... Como se pode forçar a aprender (e até compreensivelmente, depois do circo que foi o acesso à universidade por alunos oriundos das Novas Oportunidades!) quem não quer nada com a escola? Como se pode fazer com que aprenda quem sabe que para a sociedade (políticos demagogos, comentadores de serviço, e até paizinhos!) se "o menino" não aprende, a culpa será do "besta" (leia-se, incompetente) do professor?

Que sociedade estamos a criar? Que valores queremos desenvolver nesta juventude, futuros governantes que traçarão os destinos deste país? Como se pode incentivar os alunos que metem as mãos debaixo da mesa para manipular o seu "brinquedinho tecnológico" (telemóvel, iphone ou outro "brinquedo"...) para realizar vídeos (às pernas ou outras partes do corpo da colega do lado, da frente ou até mesmo da professora!) que depois colocam na internet para a galhofa de todos os colegas, para ter mais acessos às suas páginas, etc. etc.

Outros metem as mãos debaixo da mesa (ou entre pernas) usando o brinquedinho para escrever mensagens e enviar aos seus amigos que (com o seu brinquedinho em vibra) recebem e mostram ao companheiro do lado com anuência (tácita ou explícita) de muitos dos paizinhos que culpam os professores pelo seu menor sucesso escolar! Sim, nenhuma responsabilidade lhes é pedida! E assim, estas criancinhas (de 15 ou até 16 anos) com direitos (mas não deveres!) de homens e mulheres são sempre ilibados das suas responsabilidades (inimputáveis por excelência ou excelências da inimputabilidade!) mesmo quando se trata de um simples acto: o de estudar, de ler, de reler, de esforçar-se por saber mais.

 

O Governo está a colher aquilo que semeou: alunos que para além de desmotivados, revoltados, desinteressados, mal educados, desobedientes, irreverentes, são acima de tudo, irresponsáveis.

O desinteresse pela escola aumenta na directa proporcionalidade com que os políticos maltratam os seus principais actores: os professores.

Não entendemos tamanha admiração e preocupação. Com uma sociedade que desvaloriza os actores escolares, que desvalorizou os diplomas (lembram-se das Novas Oportunidades!???)... para quê estudar? Quando o fracasso escolar é atribuído aos professores está tudo dito. Afinal, são os únicos que verdadeiramente penalizados (na sua carreira) por aspectos para que nada contribuíram, como o fracasso escolar, a falta de estudo, o desinteresse pela escola,...
Atentemos no exemplo que segue. Os resultados de uma dada turma foram os seguintes: 15% de alunos com Excelente, 25% com Muito Bom 25% com Bom e 20% com Suficiente e 15% com Insuficiente. Estatisticamente, os resultados estão dentro da normalidade. Atente-se que, embora os resultados desta turma estejam validados pela "curva de Gauss", para o governo, o seu corpo docente é incompetente.

Sim. Para o governo, se o corpo docente desta turma fosse competente, todos os alunos seriam capazes de "sacar" Excelente. Mais. Neste caso é ao contrário. Verifica-se até que, estes valores são muito simpáticos comparado com a diferenciação imposta pelo Governo à avaliação dos seus professores. Aliás (diga-se a talho de foice!) não se compreende como é que o governo admite que, sendo a maioria dos professores rotulados com bom, como é que um Bom professor pode formar alunos excelentes! Claro está. Aposta-se no mérito superior de competência do aluno (para aprender!) face à competência do professor (para ensinar!). É uma anedota. Sim... Uma anedota admitir que numa turma possa haver 40% de alunos com "Excelente" (e é claro que até poderá haver!...) mas que, para o governo, nessa mesma escola, só possa haver 5% de professores Excelentes! O sistema de avaliação é anedótico e só pode levar à revolta dos professores, ao desencanto com a profissão e, obviamente, associado a outras tantas circunstâncias do exercício da profissão, a um alto grau de desmotivação.

Com o ataque cerrado aos profissionais de educação, o futuro do país é inequívoco: fechar escolas e abrir cadeias...!

publicado por J.Ferreira às 07:32

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Quarta-feira, 6 de Junho de 2012

Cada cavadela, cada minhoca

Acaba de ser publicado um novo despacho de Sua Exª o Ministro da Educação. Estivemos a ver o seu conteúdo e... que estranho: voltam a ser culpabilizados os professores pela falta de interesse e de recursos que os nossos jovens têm quer nas escolas onde eles nem existem quer nas casa onde os orçamentos familiares cada vez podem dedicar menos dinheiro para a educação. Estamos sempre na mesma. Crê-se que se pode chegar a ser alguém na vida sem esforço! Continua a falta do contributo familiar na educação que nunca é avaliado. Os pais dedicam o que querem aos recursos que afectam à educação dos seus filhos... E os professores é que pagam as favas... Para quando a responsabilização dos alunos? Para quando a avaliação do esforço dos alunos? Nuno Crato deveria dedicar-se um pouco mais à agricultura. Talvez aprendesse que, quando o terreno é inóspito, de pouco serve cavar...

Com as medidas que acaba de tomar, o senhor Ministro passa uma vez mais a batata quente do fracasso escolar para as escolas. A sociedade é perfeita. Os políticos são perfeitos... profissionais. Portugal é um paraíso de óptimos profissionais em todas as áreas (por isso estamos como estamos!)... As escolas é que são o refugo da incompetência da sociedade portuguesa. Com o novo despacho do Nuno Crato, confirma-se que se culpa sobretudo as escolas e os professores pelo fracasso escolar. Com medidas deste tipo, facilmente se percebe por que motivos os agentes educativos se encontram cada vez menos motivados para o que deveriam fazer melhor: levar os alunos a aprender. Na verdade, pouco importa se as famílias têm cada vez menos recursos para poder contemplar os filhos com melhores meios de aprendizagem... pouco importa se os pais levam os filhos à bola em vez de os levar à biblioteca. Pouco importa se os filhos vão com os pais para o trabalho (no campo, no monte ou na feira...!). O que importa é olhar os resultados dos alunos... Estudem ou não estudem... estejam ou não motivados para engrossar ainda mais o número de licenciados no desemprego... Com as perspectivas que um curso superior (que absorvem 1/5 do orçamento das famílias portuguesas)dá nos dias de hoje, estranha-se que se esteja cada vez mais a fazer depender os recursos das escolas dos bons resultados escolares. Assim, como se penalizam as escolas cujas diferenças sejam maiores (para menos, supomos!) entre as notas obtidas pelos alunos ao longo do ano (em exames ou testes das disciplinas ministrados pelos professores das mesmas!) e as obtidas nos exames acaba por se fazer repercutir a responsabilidade dos alunos cábulas (que não estudam, que preferem ir para a piscina, para o rio ou para a praia) para os professores que ao longo do ano trabalham.

É incrível... Mas esta é a triste realidade. Motivação para ensinar...? Quem a tem? Afinal, por muito bons profissionais que sejamos, por melhores que sejam as nossas estratégias de ensino, por mais que nos esforcemos, sempre dependeremos dos nossos alunos para que tenhamos o nossos reconhecimento. E se os alunos que nos "saíram na rifa" (turma) não têm nem vontade, nem motivação, nem capacidade, nem meios, nem recursos...? Por que não fazem o mesmo com outros profissionais? Por que não "culpar" os médicos pelo fracasso dos doentes que não tomam os medicamentos a tempo e horas e na dose recomendada seja porque não têm dinheiro para comprar os medicamentos adequados seja porque não querem ou não gostam do "xarope"?

No caso dos professores, muitos alunos não têm quaisquer livros em casa, não têm dicionários, não têm material escolar adequado ao nível de ensino e à exigência de excelência que tanto se apregoa... Muito menos em tempo de crise. E como os profissionais de educação nem têm que ser ouvidos (simplesmente massacrados!) vamos em frente: nem há que ouvir os seus representantes! Mesmo que o destino seja o abismo! Teimosos até ao fim! Por isso, Sr. ministro, só nos resta dizer que esta é mais uma daquelas a que o meu avô classificaria com o dito popular: "Cada cavadela, cada minhoca!".

publicado por J.Ferreira às 14:56

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Quinta-feira, 29 de Setembro de 2011

Prémios desnatados, Manuais emprestados.

Caríssimos leitores.

 

Hoje escrevemos um pouco com a revolta na alma de quem assiste às mais recentes chicotadas que são dadas na área da educação.

 

A chicotada nos alunos:

Em O Público podemos ler  que o Ministro da Educação, Nuno Crato, se defendeu neste campo afirmando que a "Suspensão de prémios a alunos do secundário"  foi decidida "há bastante tempo".

 

Ora... Ora... Não tem lógica que, sendo o prémio apra os alunos que se disitinguiram no ano anterior se lhes retire, depois do esforço (se é que o fizeram, pouco importa!)... Isto é como se o PSD tendo ganho as legislativas e o PR decidisse suspender o seu esforço na campanha eleitoral dizendo-lhes que ficam com um certificado de que ganharam as legislativas mas o parlamento e o governo será formado pelos partidos menos votados..:! O PSD ficará com a vantagem de ser ele a indicar para que partidos vão os seus votos (como os jovens indicarão a quem são voluntariamente obrigados a oferecer o dito prémio!). É esta a credibilidade do "matemático" que confessou na campanha de Manuela Ferreira Leite em 2009 que "De educação percebe muito pouco...!". E nós corrigimos essa confissão: "De educação, de justiça e de coerência também"! Não há dúvida. Boa vai ela...

 

 

A chicotada nas famílias e nos alunos:

 

Também em O Público podemos ler  que foi "Aprovado projecto de resolução do PSD e CDS para empréstimo de manuais escolares ".

 

Como? Empréstimo de Manuais Escolares?

Ora, meus caros. Os que necessitam de oferta ou empréstimo de Manuais escolares nem um livro ou dicionário têm em casa. Por vezes, faz falta "visitar" matérias de anos anteriores para rever assuntos. Se os devolvem, lá se vai a possibilidade de sucesso dos alunos.

Como? Empréstimo de Manuais Escolares?

É claro que o povo até pode ficar satisfeito porque já nomearam quem eram os culpados do fracasso: os professores. Os bodes expiatórios que os socialistas sacrificaram como se fossem Cristo para continuarem a enganar o povo com os desvios de dinheiro que foram afundando o país. Manuais escolares emprestados? Isso é "terceiromundista", meus caros.

Como? Empréstimo de Manuais Escolares?

Que farão os alunos que tiverem de escrever nos livros para resolverem os exercícios neles contidos? Incrível. Por que não voltamos à idade da pedra, digo, da lousa na mão (e da sebenta) onde escrevem os exercícios e apagam...? Gastaríamos ainda menos e assim poderíamos aumentar os titulares de cargos públicos! Ou, por quem não, voltar a mudar de carros dos políticos (BMW's de 70.000 euros para ajudarmos mais um bocadinho a Merkel e a economia da Alemanha!) etc. etc.

Como? Empréstimo de Manuais Escolares?

Mas quem foi que andou a esbanjar dinheiro dos contribuintes em magalhãezinhos (supérfluos, diga-se pois havia salas de informática!) e agora nem para o triste livro de papel que faz tanta falta em casa para criar hábitos de leitura se pode ter?

 

Oh, triste país...!

 

 

publicado por J.Ferreira às 15:02

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