Quarta-feira, 10 de Fevereiro de 2016

Portugal Hipotecado e Sem Futuro

Os problemas do nosso país... são gravíssimos. Mete-se na cadeia a formiga e deixa-se fugir o elefante.
Medina Carreira refere recordar-se de casos incríveis. Um deles, critica o sucedido em Portugal com os reformados em Portugal: "50.000 reformados (não entregaram o papel porque a lei mudou)... e vão aplicar-lhes uma multa de 150 a 400 euros, a reformados que não entregaram papéis porque não conheciam a lei!!! Estes senhores, conhecem a lei, portam-se como isto...!!!
 

O outro caso de que me estava a lembrar era o de "um homem que foi conduzido a julgamento, algemado por ter roubado duas galinhas"... Num país em que há gente que se apropria do equivalente a aviários inteiros, sem que aconteça nada, é espantoso que um homem que rouba duas galinhas vá algemado para o tribunal. 
Um país nestas condições não tem futuro! Isto é uma imoralidade, provavelmente, só parecida com o das monarquias absolutas.
 

Medidas tresloucadas de um só partido só são possíveis com maioria absoluta.

Maioria absoluta... de um só partido??? Nunca mais!

 

publicado por J.Ferreira às 16:15

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Segunda-feira, 14 de Setembro de 2015

Submarinos Para Afundar Portugal

 

Portugal não precisava de investir nestas coisas...

No campo da saúde  e da educação (escolas) ainda há muitas necessidades básicas para que se ande a desperdiçar dinheiros públicos com "brinquedos" para militares...

Os submarinos são armas poderosas, sem dúvida. Porém, nos tempos de hoje, para quase nada nos servem...!!!

Não temos recursos que se comparem com outros países para esbanjar dinheiros públicos com máquinas de guerra que pouca utilidade real têm para as populações que os têm de pagar. 

publicado por J.Ferreira às 18:10

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Quinta-feira, 10 de Setembro de 2015

Sócrates Pediu um Empréstimo

Foi noticiado... mas já ninguém, fala disto... Afinal, que fortuna terá José Sócrates??? Podem ler o texto integral AQUI

 

"No José Sócrates quebrou o silêncio e aceitou comentar alguns aspetos da sua vida privada, nomeadamente o que diz respeito à sua ida para Paris. O ex-primeiro-ministro confirma que esteve inscrito num mestrado em Ciência Política na Sciences Po.  


«Quando perdi as eleições achei que era o momento para cumprir um sonho, de ter um ano sabático, viver no estrangeiro e estudar, para além de recuperar a ligação aos meus filhos e à família, tentando recuperar o tempo perdido», contou, tentando desmontar algumas notícias.

«O Correio da Manhã fez uma campanha ignóbil dizendo várias mentiras. Que tinha uma vida de luxo, que tinha sido recusado três vezes pela universidade, o que era tudo mentira. Tenho uma conta bancária na Caixa Geral de Depósitos há mais de 25 anos, nunca tive ações, nem off-shores. Nunca tive nenhuma poupança nem conta a prazo», esclareceu, dando mais pormenores:

«Pedi ao meu banco um empréstimo para ir viver um ano em Paris. Foi um ano e meio de estudo. Agora recomecei a trabalhar. Acabei de pagar a minha casa e como tinha um passado limpo pedi um novo crédito, que foi concedido».

publicado por J.Ferreira às 11:42

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Quarta-feira, 3 de Dezembro de 2014

Financiamento das Primárias Socialistas

Relembrando imagens do passado que podem ajudar a explicar o presente.

É estranho como a cada dia que passa se vai conhecendo o modus vivendi de alguns dos políticos da nossa praça!

As notícias que chocam a sociedade portuguesas parecem não terminar.  Desta vez... a revista "Visão" refere que a campanha de António Costa contra António José Seguro (nas eleições primárias do Partido Socialista) foi financiada também por José Sócrates! Associada ao nome de José Sócrates aparece uma quantia de  12.000 euros: 2.000 euros euros do ex-governante e ainda donativo de 10.000 euros, proveniente de Carlos Santos Silva, "por indicação de Sócrates".  

É caso para dizer: Arre, milionário! Apenas para a campanha de um amigo (ou compincha de partido) não se importou de investir uns largos milhares de euros da sua pobre miserável fortuna (relembramos aos leitores que José Sócrates afirmou ter contraído um empréstimo bancário para viver em Paris!) só para ajudar a "expulsar" da o guerreiro (leia-se, António José Seguro) do comando do partido socialista. Estranha "pobreza" que afinal se traduz numa fortuna colossal... De cidadão que necessita de um empréstimo para viver (logo, cidadão pobre necessitado!) José Sócrates passou a ser um milionário! E atreve-se a fazer um donativo superior a um ano de trabalho de milhões de portugueses! Bravo, José Sócrates! É pena que não tenha colocado toda a sua engenharia ao serviço do país! Que interesse terria José Sócrates em "expulsar" da direcção do partido o anterior secretário-geral socialista (António José Seguro)?

Hoje, ficamos a saber que o nosso ex-primeiro ministro (José Sócrates) tem dinheiro para financiar a capanha eleitoral de António Costa nas primárias socialistas...??? ... Mas... não foi este ex-(des)governante que tinha afirmado ter vivido em Paris com base num "empréstimo bancário"???

Em que ficamos? Onde estará a verdade? Afinal, quem é o verdadeiro José Sócrates? Um ex-político e ex-(des)governante miserável e pobre "pé rapado" que necessita que com ele o povo seja solidário ou de um afortunado multi-milionário??? 

Resposta? Não temos não! Mas o tempo e a justiça um dia o dirão!

Ora... das duas uma: ou pensam que podem fazer dos portugueses parvos... ou, pensam que somos todos estúpidos. Porém, estamos certos de que não vão conseguir nem uma coisa nem outra. E a justificação é até simples: então um governante que em tempos de crise e recessão económica (que, como afirmou, "não atingiu apenas Portugal"!) deixa que a economia do país se afunde a ponto de necessitar pedir um resgate da troika... consegue governar-se melhor que outros em tempo de expansão económica? Como?

Se assim foi, então tetremos de acreditar que José Sócrates é como o "vinho do porto": quanto mais velho, melhor! Ele é a tradução do homem de sucesso, um verdadeiro "self made man". Nas últimas décadas, José Sócrates não só passou de um estudante mediano a um excelente aluno (logo, bem-sucedido como estudante universitário!) como passou de um simlpes homem político a um excelente e muito bem sucedido empresário!

Bravo! De pessoas assim, necessita o país...!!! Mais... Cremos que o partido comunista deveria aprender a lição e, pugnar pela disseminação de pessoas como José Sócrates. É que, com uns tantos como José Sócrates depressa acabaríamos com os pobres em Portugal!

 

Finalmente, um último comentário. O xcorreio da manhã publica online que foi negada a aplicação do Habeas Corpus que tinha sido solicitado para o cidadão José Sócrates por parte de um "anónimo".

A notícia aparece também no jornal Público e só vem confirmar a expectativa de que o mesmo seria recusado. Tal deve-se ao facto de os juízes do Supremo Tribunal terem considerado que a prisão preventiva se enquadra nos princípios legais vigentes. Estranha-se que apenas tenha sido um cidadão anónimo a solicitar tal pretensão. Com o acórdão proferido, os juizes reiteram os motivos que levaram á prisão preventiva do ex-governante. Lembremo-nos que, nos casos de corrupção, o ónus da prova (relativo ao enriquecimento ilícito e à criação de fortuna de forma inexplicável por alguns cidadãos...!) cabe ao Estado (leia-se, ministério público!).

Ora, o povo diz (e muito bem!) que "quem não deve não teme". No entanto, estranha-se que os comportamentos das pessaos apreçam traduzir a máxima "gato escondido com o rabod e fora" já que, dias antes, a empregada da casa de José Sócrates escondia o computador do ex-governante na casa de um vizinho!!! Curioso... Logo na mesma altura em que a polícia fez as buscas na casa...!!! O que é ainda mais estranho é que, estando preso, José Sócrates tenha afirmado que se sentia "mais livre do que nunca"!

Por último, refira-se que, se a memória não nos falha, foi na vigência dos governos de José Sòcrates que foi recusada a aprovação de legislação verdadeiramente anti-corrupção da que, curiosamente, era promotor o deputado socialista João Cravinho). Por que terá sido?

 

publicado por J.Ferreira às 17:10

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Sexta-feira, 19 de Setembro de 2014

Fundações vs Poços Sem Fundo

As Fundações são autênticos "poços sem fundo" para os impostos dos contribuintes... Nem mesmo as "extintas" deixam de con tinuar a afundar o país... financeiramente. De acordo com a notícia do jornal  online "Notícias ao Minuto", A Fundação Magalhães foi extinta em 2011 mas continua a gastar. 

Ainda que a sua extinção tenha sido anunciada há três anos, a fundação Magalhães continua em atividade e, desde então, foram celebrados 18 contratos no valor de quase meio milhão de euros, segundo o i.

Decorria o mês de setembro de 2011 quando o Governo anunciou a extinção da Fundação para as Comunicações Móveis (FCM).
No entanto, três anos passados, a fundação Magalhães, como é conhecida, continua em atividade. De acordo com o jornal i, desde essa data foram celebrados 18 contratos no valor global de 402,2 mil euros (mais IVA).

 

Mas o problema de Portugal não reside apenas nas fundações... Antes, da falta de seriedade dos portugueses (nos que estão, alguns políticos incluídos, supostamente!) aquando da apresentação das suas Declarações de Rendimentos. Ficamos as saber que o actual Primeiro-Ministro está sob a mira da justiça tributária. De acordo com o jornal  online "Notícias ao Minuto" "Ilegalidades colocam Passos 'na mira' do DCIAP". 

 

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, estará a ser investigado pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) por ilegalidade devido a rendimentos auferidos entre 1995 e 1998, período em que era deputado em exclusividade, e que não foram declarados, noticia hoje a revista Sábado.

Pedro Passos Coelho estará a ser investigado pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) na sequência de uma denúncia que, de acordo com a revista Sábado desta quinta-feira, terá chegado “este ano” à Procuradoria-Geral da República.

A mesma publicação afirma que o primeiro-ministro terá recebido pagamentos do grupo Tecnoforma no valor de mais de 150 mil euros entre 1995 e 1998, quando era deputado em regime de exclusividade.

Passos Coelho terá recebido pagamentos mensais no valor de cinco mil euros que não declarou às Finanças, durante esse período, e quando era deputado em exclusividade, ou seja, encontrava-se proibido de acumular outros rendimentos no Estado e associações públicas ou privadas.

À data dos alegados factos, Passos Coelho presidia o Centro Português para a Cooperação, uma organização não-governamental, que foi criada pela Tecnoforma para auferir financiamentos comunitários destinados a projetos de formação e cooperação.

A revista Sábado revela que tentou obter uma reação junto do gabinete do primeiro-ministro e da Tecnoforma mas sem sucesso

 

publicado por J.Ferreira às 00:09

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Segunda-feira, 15 de Setembro de 2014

O ataque é a melhor defesa

António Marinho Pinto, o ex-Bastonário da Ordem dos Advogados colcoa a boca no trombone... e dá a resposta aos que o criticam pelas suas tomadas de posição públicas. Aqui o publicamos (tal como o recebemos por email) para que cada um possa fazer a sua reflexão crítica.

 

Há cerca de três semanas anunciei que em 2015, iria pedir ao eleitorado que substituísse o meu mandato de deputado ao Parlamento Europeu pelo de deputado à Assembleia da República, pois iria candidatar-me ao cargo de primeiro-ministro. Imediatamente os alabardeiros do sistema político, que vão desde uma direita burlesca a uma extrema-esquerda apatetada e a outra de sacristia, reagiram com a finalidade de desviar as atenções do que é importante.

Na verdade, com um coro bem afinado, eles acusaram-me de tudo e mais alguma coisa mas nem uma palavra sobre os motivos da minha intenção de sair do PE. Para eles é irrelevante que os deputados europeus recebam mais de 18 mil Euros mensais para representarem um país cujo salário mínimo é inferior a 500 Euros; que só paguem impostos sobre 1/3 dessa remuneração e a uma taxa de 20% enquanto as pessoas que os elegeram vivem esmagadas com impostos que lhes podem confiscar mais de 50% dos rendimentos do trabalho; que um simples mandato de 5 anos lhes possa assegurar uma pensão vitalícia de 1300 Euros mensais quando os portugueses precisam de trabalhar décadas para obter uma pensão que nem sequer os sustenta na velhice.

Para eles é insignificante que um eurodeputado disponha de 21 mil Euros mensais para contratar quem queira sem ter justificar essas contratações, tenha todas as viagens suportadas pelo PE e disponha de um Mercedes topo de gama e motorista para todas as suas deslocações que faça em Bruxelas ou em Estrasburgo. Nada disso os perturba. O que os incomoda – e muito – é o facto de um deputado recém-eleito se ter recusado a saborear em silêncio essas mordomias, as ter denunciado como inadmissíveis perante a pobreza do povo que representa e se prepara para regressar ao combate político em Portugal.

Acusam-me de falta de coerência pois, para eles, quem não concorda com estes privilégios deveria demitir-se. O seu paradigma argumentativo é o mesmo que foi usado contra os comunistas que não repartiam os seus bens com os proletários ou então não emigravam para a União Soviética que elogiavam. As categorias mentais são as mesmas.

Eles são como o idiota da fábula chinesa que, atávico, olhava para o dedo quando alguém apontava para a Lua. Perante a denúncia de uma situação escandalosa eles, perfidamente, olham para o dedo que a indica, dizem que a unha está roída e logo diagnosticam os piores desvios morais e de carácter de quem os denunciou. Deve realmente ser insuportável ouvir publicamente o que tão empenhadamente se calava.

Eles não se incomodam que uma eurodeputada recém-eleita se prepare para abandonar o lugar para comissária da EU ou que um ministro tenha ido para administrador de uma empresa a quem, em nome do Estado, pagara milhões de Euros por empreitadas de obras públicas ou que outro tenha ido presidir a uma empresa estrangeira cuja instalação autorizara enquanto ministro ou que o presidente da principal entidade de regulação bancária tenha sido director de um banco privado que usava o dinheiro dos seus depositantes para através de offshores, comprar as suas próprias acções inflacionando-as para cotações que chegaram a ser 100 vezes superiores à actual ou que o BES tenha financiado congressos de magistrados do Ministério Público ou ainda que dezenas de jornalistas tenham feito cruzeiros no iate do seu presidente.

Eles não se preocupam nada com a corrupção que generalizou no sistema político e mediático nem com a gigantesca teia de tráfico de influências que asfixia o Estado Democrático o que realmente os incomoda é que alguém denuncie essa podridão até porque isso revela também a cumplicidade do seu silêncio. Mas o que verdadeiramente atormenta essa choldraboldra de fariseus e os que se escondem por detrás dela é tão-só o mau exemplo de alguém que apareceu a fazer política recusando o que de melhor ela lhe podia dar em benefício exclusivo daquilo para que ela realmente existe: a RES PUBLICA.

 

publicado por J.Ferreira às 22:11

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Marinho Pinto ao Ataque

António Marinho Pinto, o ex-Bastonário da Ordem dos Advogados colcoa a boca no trombone... e dá a resposta aos que o criticam pelas suas tomadas de posição públicas. Aqui o publicamos (tal como o recebemos por email) para que cada um possa fazer a sua reflexão crítica.

 

Há cerca de três semanas anunciei que em 2015, iria pedir ao eleitorado que substituísse o meu mandato de deputado ao Parlamento Europeu pelo de deputado à Assembleia da República, pois iria candidatar-me ao cargo de primeiro-ministro. Imediatamente os alabardeiros do sistema político, que vão desde uma direita burlesca a uma extrema-esquerda apatetada e a outra de sacristia, reagiram com a finalidade de desviar as atenções do que é importante.

Na verdade, com um coro bem afinado, eles acusaram-me de tudo e mais alguma coisa mas nem uma palavra sobre os motivos da minha intenção de sair do PE. Para eles é irrelevante que os deputados europeus recebam mais de 18 mil Euros mensais para representarem um país cujo salário mínimo é inferior a 500 Euros; que só paguem impostos sobre 1/3 dessa remuneração e a uma taxa de 20% enquanto as pessoas que os elegeram vivem esmagadas com impostos que lhes podem confiscar mais de 50% dos rendimentos do trabalho; que um simples mandato de 5 anos lhes possa assegurar uma pensão vitalícia de 1300 Euros mensais quando os portugueses precisam de trabalhar décadas para obter uma pensão que nem sequer os sustenta na velhice.

Para eles é insignificante que um eurodeputado disponha de 21 mil Euros mensais para contratar quem queira sem ter justificar essas contratações, tenha todas as viagens suportadas pelo PE e disponha de um Mercedes topo de gama e motorista para todas as suas deslocações que faça em Bruxelas ou em Estrasburgo. Nada disso os perturba. O que os incomoda – e muito – é o facto de um deputado recém-eleito se ter recusado a saborear em silêncio essas mordomias, as ter denunciado como inadmissíveis perante a pobreza do povo que representa e se prepara para regressar ao combate político em Portugal.

Acusam-me de falta de coerência pois, para eles, quem não concorda com estes privilégios deveria demitir-se. O seu paradigma argumentativo é o mesmo que foi usado contra os comunistas que não repartiam os seus bens com os proletários ou então não emigravam para a União Soviética que elogiavam. As categorias mentais são as mesmas.

Eles são como o idiota da fábula chinesa que, atávico, olhava para o dedo quando alguém apontava para a Lua. Perante a denúncia de uma situação escandalosa eles, perfidamente, olham para o dedo que a indica, dizem que a unha está roída e logo diagnosticam os piores desvios morais e de carácter de quem os denunciou. Deve realmente ser insuportável ouvir publicamente o que tão empenhadamente se calava.

Eles não se incomodam que uma eurodeputada recém-eleita se prepare para abandonar o lugar para comissária da EU ou que um ministro tenha ido para administrador de uma empresa a quem, em nome do Estado, pagara milhões de Euros por empreitadas de obras públicas ou que outro tenha ido presidir a uma empresa estrangeira cuja instalação autorizara enquanto ministro ou que o presidente da principal entidade de regulação bancária tenha sido director de um banco privado que usava o dinheiro dos seus depositantes para através de offshores, comprar as suas próprias acções inflacionando-as para cotações que chegaram a ser 100 vezes superiores à actual ou que o BES tenha financiado congressos de magistrados do Ministério Público ou ainda que dezenas de jornalistas tenham feito cruzeiros no iate do seu presidente.

Eles não se preocupam nada com a corrupção que generalizou no sistema político e mediático nem com a gigantesca teia de tráfico de influências que asfixia o Estado Democrático o que realmente os incomoda é que alguém denuncie essa podridão até porque isso revela também a cumplicidade do seu silêncio. Mas o que verdadeiramente atormenta essa choldraboldra de fariseus e os que se escondem por detrás dela é tão-só o mau exemplo de alguém que apareceu a fazer política recusando o que de melhor ela lhe podia dar em benefício exclusivo daquilo para que ela realmente existe: a RES PUBLICA.

 

publicado por J.Ferreira às 21:47

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Quinta-feira, 21 de Agosto de 2014

Portugal necessita de uma PERESTROIKA

Afinal, quando teremos políticos competentes em Portugal? Será que não há personalidades nos partidos que sejam capazes de colocar o interesse nacional (a custo zero... salário zero... só pelo reconhecimento social!) acima de todos os interesses sejam partidários, clubísticos, ou familiares??? Será que estamos condenados a ter personalidades na política que, quando chegam ao poder, apenas se dedicam a tratar das suas vidas (encher os seus bolsos, os das familiares, dos amigos, dos compinchas, dos compadres e outros que tantos...?)??? Estaremos condenados a uma nova forma de escravatura: trabalhar e ganhar apenas para comer... (e comer mal!!!)??

 

Por onde andam os que tanto falam de ser necessário mais e mais competência??? Para onde foram os que querem avaliar tudo e todos mas que recusam ser avaliados pelos resultados das suas políticas??? Em breve, estarão de volta... os mesmos... os que conduziram Portugal para o beco sem saída a que chegamos!!!! Seguramente!! A dança das cadeiras na política é um autêntico circulo vicioso. Os políticos de todos os partidos sabem que, em política, é tudo uma questão de tempo: bastará esperar uns anos, peregrinar uns aninhos nas cadeiras ou na bancada da oposição e... depois, mesmo sem nada mudar de efectivo nas suas intenções políticas, bastará "esperar sentadinhos" pois sabem que, mais cedo ou mais tarde, acabará por efectivar-se a máxima popular: "detrás de mim virá quem de mim bom fará". De facto, cremos que a memória do povo é muito curta... e quando a dor resultante do esvaziamento da carteira se instala... qualquer "fazedor de promessas" aparece como salvador, como aquele que, com mais ocas e falsas promessas, cria nocvas ilusoes ao povo. Eles sabem que é com mentiras que se acalma a dor, a raiva e a indignação dom povo. Assim fizeram os anteriores e os actuais seguiram-lhes o exemplo.

 

Porém, no dia seguinte ao das eleições, nada de bom o povo poderá esperar. Logo virão com o discurso de que "o país está pior do que se esperava... pior do que o governo anterior dizia estar... que havia contas falsas... escondidas... buracos...!!! Sim... Isso porque faz falta encontrar forma de convencer o povo a apertar o cinto pois só assim conseguirão os milhões que necessitam para encher o bolso daqueles que os rodeiam.

É uma catástrofe...! São umas centenas de novos políticos, amigos, compadres que faz falta nomear... Outros tantos que entrarão na dança das cadeiras... independentemente da competência.

E o país continuará a afundar-se, enquanto todos "os políticos continuarão a tocar violino" com muito maior tranquilidade do que os violinistas do Titanic (porque estes nem salva-vidas tinham. Mas aqueles (os políticos) seguramente estarão mais que a salvos com fortunas colossais colocadas em nome de não se sabe quem, no estrangeiro ou em paraísos fiscais (offshores)!!!

Por isso, com ou sem eleições à porta... os portugueses nada de bom poderão esperar... E não é ser pessimista: é ser realista. Conhecem algum que tenha conseguido ficar arruinado economicamente por ter entrado na política? Pois é! A política não arruína ninguém: todos deixam a política com os bolsos recheados! Por isso, todos os que andam por esses meandros, nunca deram provas de nada em nenhuma empresa... nunca governaram nenhuma empresa que prosperasse economicamente na sociedade portuguesa e além fronteiras. Mas... sempre se consideram os "donos do saber fazer da economia". Como o dono do Titanic que deu ordem para acelerar com a ambição de surpreender os americanos... Triste destino. Se deixassem o capitão levar o gigantesco navio de cruzeiro... certamente ainda hoje o teríamos a navegar. Mas, como quem tem o poder, o dinheiro (por muito estúpido que seja!!!)) é quem decide... o destino do barco... foi o que todos sabemos!

Assim, não se augura nada de melhor, venha quem vier. Com o país a caminho do abismo... ou se dá uma volta de 180 graus ou... o fim já se sabe qual será.

Por onde começar? Simples... Já o propusemos outrora... antes da Tempestade Perfeita  (o orgulho da legislatura de José Sócrates!!) ter atingido Portugal. Teremos de começar pelos lugares mais altos da nação... Outra é questionar, seriamente, se devemos continuar com a República ou devemos reinstalar a Monarquia (como fizeram os espanhóis!). Hoje, é melhor estar desempregado em Espanha que estar empregado em Portugal... É urgente acabar com as mordomias de muita gente que chegou à política sem nada e sai milionária!!

 

Ainda será possível. Com algumas medidas que atraiam quem sabe pelo gozo de saber fazer e ser reconhecido socialmente. Para tal,  os salários dos políticos têm de ser definidos em função do acréscimo ou decréscimo do PIB. Só assim se preocuparão com o povo. Se, fruto das suas políticas, e das medidas económico-financeiras tomadas, o PIB crescer ... os políticos podem até ganhar milhões que o povo não os condenará. Agora, o que assistimos na década de 90 foi ao aumento do salário dos deputados para mais do dobro sem que o crescimento do PIB o justificasse. Não admira que a política tenha atraído uma camada de "chicos-espertos" que viram na carreira partidária uma forma de subir na vida ainda que, com as suas medidas, Portugal tivesse sido conduzido para o abismo!

 

A politica é um "fartar de mordomias". Por isso atrai tanta gente. Veja-se a diferença entre os actuais e os primeiros republicanos. Sejam Ministros ou Presidentes da República, actualmente, todos se fartam de mordomias e benesses (sejam remuneratórias, subsidiarias, subvencionais, ou outras que tais...). Noutros tempos o PR pagava arrendamento da casa pública que habitava !  Basta consultar a Wikipedia para constatar que, "Em 1912, já depois da proclamação da república, o Palácio de Belém foi designado residência oficial do Presidente da República. Os presidentes da I República tinham porém que pagar renda ao Estado para residirem no Palácio (para não serem acusados de gozarem de privilégios atribuídos ao anterior regime)".

 

O problema é que neste sistema democrático (de alternância no poder entre dois partidos, sozinhos ou em coligação com outros partidos). Assim, nem precisam de mudar nada, nem nas pessoas nem nas políticas: quando o povo fica farto de uns, acaba por voltar a colocar no poder os anteriores. Mesmo que sejam na essência os mesmos que tinham sido "expulsos" do poder. Não haverá alternativa a este sistema??? Que é feito dos competentes? Emigraram??? Fugiram do país? Foram contratados por "clubes" estrangeiros porque lhes pagam melhor??? Ou andam por aí a tratar das suas vidinhas enquanto o país se afunda??? Querem ser reis num país miserável? Não seria melhor ser apenas cidadão num país de prosperidade? Só ficamos com os incompetentes?

 

Portugal continua o seu rumo irreversível "A Caminho do Abismo". Parabéns aos nossos (des)governantes. Passam a vida a falar de "excelência" no profissionalismo dos diversos sectores de actividade e o que vemos é que os políticos, à parte os recortes sistemáticos, nada de original sabem fazer. Mas, quando toca a recortar nos salários dos funcionários... já parecem gostar de trabalhar! Se fosse para aumentar salários... adiariam para a próxima sessão parlamentar... ou para o ano das eleições!!! Seguramente! Agora, como é para cortar nos salários dos trabalhadores... até se preparam para a interromper as férias parlamentares!!!! Oh... como trabalham estes senhores para prejudicar os trabalhadores! Enquanto os nossos governantes decidem interromper as férias parlamentares  para poderem "ajustar a legislação" aprovada (que foi recentemente parcialmente chumbada pelo Tribunal Constitucinal) a fim de poderem aplicar novos cortes já em setembro, continuam a permitir que a dívida portuguesa continue a subir! Segundo o Banco de Portugal, "A dívida pública portuguesa subiu para os 134% do Produto Interno Bruto (PIB) no final do primeiro semestre, acima dos 132,4% registados no final dos primeiros três meses de 2014. De acordo com dados do boletim estatístico divulgado hoje pelo Banco de Portugal (BdP), a dívida pública na ótica de Maastricht (a que conta para Bruxelas) alcançou os 223.270 milhões de euros em junho deste ano."
 

Por este andar, vamos bem... Parabéns ao (des)governo!!! Em breve, teremos de ser resgatados do fundo do abismo! Cremos que Portugal já não vai lá com nenhuma TROIKA... Antes, Portugal necessita de uma PERESTROIKA. 

Estamos inseridos na Comunidade Europeia. Somos membros de pleno direito... Muitas "Directivas Comunitárias" têm sido aprovadas no Parlamento Europeu que têm implicação directa nas políticas dos diferentes países que a compõem... Ora, se somos membros da comunidade, se vivemos numa realidade comum (a União Europeia) e foram criadas directivas que implicaram mudanças na forma como se entende a cidadania na Europa, para quando uma directiva que ponha fim à exclusividade dos nacionais para se candidatarem ao (des)governo da nação??? É urgente que se permita que outros membros da comunidade europeia (cidadãos europeus de pleno direito) se possam candidatar a governar qualquer país da União Europeia.

Espantam-se? Pois bem: não há motivo para tal. Hoje, temos algarvios a governar cidades do centro, lisboetas a governar cidades algarvias, nortenhos a governar cidades do centro e/ou sul... Pois bem... Venha lá uma "Lei Bosman" para os políticos...  Se queremos o melhor para Portugal, devemos exigir melhor qualidade nos nossos governantes. E se Cristiano Ronaldo compete com outros a nível da Europa, por que não criar competição saudável entre os políticos (acabando com a exclusividade e a dança das cadeiras entre os mesmos senhores de sempre!!) permitindo aos cidadãos da Europa um maior leque de escolha. Merecemos melhor... E isso só se consegue se tivermos (como os clubes de futebol!) um maior leque de opções de escolha!

 

Com efeito, se os políticos portugueses são incapazes de mudar o rumo que deram ao nosso país, e continuam a conduzi-lo para o abismo (para fora do abismo a que o levaram!!!) que venham políticos do estrangeiro (como os jogadores para os clubes da União Europeia!!!) a ver se temos quem governe melhor o nosso Portugal!

 

 

publicado por J.Ferreira às 18:15

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Domingo, 17 de Agosto de 2014

Novas Formas de Escravatura

Portugal afunda-se e ninguém foi capaz de dar o murro na mesa... Há uma camada de coniventes! A culpa passa pelo Presidente da República que assina tudo! Ouçamos o que diz José Gomes Ferreira denunciou em seu devido tempo. Que aconteceu? Nada! Onde anda a justiça portuguesa?

"Um Presidente da República, apercebeu-se perfeitamente (em 2007, nós dissemo-lo neste estúdio!) que ia ser feita uma loucura com as Estradas de Portugal e com o novo modelo de financiamento, foi-lhe lecado o diploma, ele teve dúvidas... pediu esclarecimentos e depois assinou... assinou uma coisa destas? Ainda hoje estou sem perceber porquê? (...)

Na Grécia... o caso dos submarinos... o político foi preso! Ninguém conseguiu provar que ele tinha enriquecido por causa da compra dos submarinos... Mas, porque comprou uma casa de muitos milhões... e como não conseguiu provar de onde tinha conseguido o dinheiro... foi preso!"

"Auditoria do Tribunal de Contas: As PPPs são um negócio ruinoso para o Estado e, claro, para os contribuintes, uma conta astronómica a ser paga nos próximos 40 anos.Não é um caso de polícia? Ninguém vai ser responsabilizado?" - SIC Notícias
Chegamos ao fim da linha. Os portugueses já não conseguem resistir a mais sacrifícios...!! Basta.
Depois do tempo em que os exploradores da costa africana ou dos países americanos onde recrutavam mão-de-obra gratuita entre os prisioneiros, os poderosos de hoje usam os trabalhadores a soldo (recrutados entre os cidadãos da plebe que vivem do seu salário conquistado com o suor de cada dia!!!) como "Novos Escravos" que, a quem nada lhes resta de diferente para além do facto de não serem vendidos e de lhes não poderem ser aplicados castigos corporais, nem retirada a liberdade, quase pouco ou nada lhes resta que os distinga dos verdadeiros escravos.

Vem este comentário indignado a propósito de mais uma notícia envolvendo escândalos financeiros que, de uma forma ou de outra, os novos escravos do trabalho serão chamados, uma vez mais, a pagar. É chocante... Para além das sedudoras palavras dos actuais (des)governantes, a verdade é que Portugal tem sido (des)governado por um grupo de incompetentes que comentem autênticos crimes de "lesa-povo" (noutros tempos, denominados de lesa-majestade) mas que escapam à justiça usando de todas as artimanhas (leia-se, estratégias legais constituídas por buracos (propositadamente???) deixados nas leis para poderem escapar à justiça, evitando pagar "um chavo" pelos desvios financeiros ou até crimes económicos cometidos (ainda que alguns deles, sejam cometidos por incompetência, outros haverá, seguramente, que são levados a cabo de forma deliberada, seja por acção seja por inacção!).

E assim lá vão escapando à justiça (lenta e ineficaz porque forte e implacável com os fracos e branda e condescendente com os fortes) conduzindo todo um povo, todas as gerações de joves adultos e anciãos para a miséria...

 

É triste viver num país como este... É triste ter governantes como os que temos... É triste ser governado por quem nunca teve de dar provas de nada que não seja ser capaz de cativar os votos dos cidadãos... E ainda por cima, usando de demagogia e mentira, enganando-os todo um povo com falsas promessas (MENTIRAS) que cada partido coloca no seu Programa Eleitoral (que deveriam ser considerados legalmente como um Contrato com o Povo cumprindo ao Presidente da República e ao Conselho de Estado aferir do seu cumprimento e do desvio do seu conteúdo tomar as devidas medidas... e não como Tinta em Papel Morto no dia imediato à vitória eleitoral de qualquer dos partidos ou coligação candidata nas legislativas.

O desvio do programa e das promessas nele contidas deveria ser condição inequívoca para a demissão automática do governo e dar nova palavra ao povo... ó assim será para escaparem permitem aos poderosos (muitos deles, eram ex-pobretanas que nem tinham onde cair mortos!!!) 

 

Veja-se abaixo o excerto jornalístico com o histórico daquilo a que chamamos UMA NOVA FORMA DE ESCRAVATURA EM PORTUGAL.

 

A 2 de novembro de 2008, Teixeira dos Santos, então ministro das Finanças do executivo de José Sócrates, anunciou a "morte" do Banco Português de Negócios. A nacionalização era imperativa porque, segundo explicou, estava "em eminente situação de rutura financeira" depois de ter sido detetado um buraco de €700 milhões. Até dezembro de 2013, segundo o relatório do Tribunal de Contas divulgado esta semana, a nacionalização do BPN e a constituição e funcionamento das sociedades-veículo Parups e Parvalorem [para onde foram os ativos "tóxicos" e/ou potencialmente recuperáveis] custaram aos cofres do Estado €2 202,5 milhões.

Atente-se o leitor:  não se trata de uma bagatela mas de uma galáctica bagatela:  são dois mil duzentos e dois milhões e quinhentos mil euros.  E o autor do artigo explica como se chega a tão avultados números escrevendo:

Os números são estes: €746,9 milhões em 2011,   €982,7 milhões em 2012 e €472,9 milhões de 2013 (valor ainda provisório), sem contar com as erdas da Caixa: nesse mesmo ano de 2013, a Parvalorem e a Parups orçamentaram o reembolso à CGD em €3 685,3 milhões, mas apenas conseguiram devolver €397,1 milhões. Façamos um paralelismo: com a chegada da troika a Portugal, muitas medidas de austeridade (cortes de salários e/ou subsídios e aumentos de impostos) foram tomadas.

Algumas poderiam ter sido evitadas? Vejamos quais:

Subsídio de Natal

Mal o Governo de Passos Coelho entrou em funções anunciou logo um corte de 50% do subsídio de Natal (mentira de Passos coelho, quando era apenas candidato a Primeiro-Ministro) acima do salário mínimo.

Escutem o vídeo e atentem nas palavras de Passos Coelho após os 50 segundos: "cortar nos susídios é um disparate"!

O desconto foi aplicado ao valor excedente a €485 euros. A medida rendeu €800 milhões aos cofres do Estado. Os funcionários públicos e do setor estatal têm, desde 2011, cortes salariais que variam entre 3,5% e 10% acima dos €1 500. O Governo quis baixar esse mínimo para os €675, mas o TC chumbou. Foi anunciado que hoje, quinta-feira, os juízes do Palácio Ratton, que têm deixado passar estes cortes da "era Sócrates ", entendendo-os como "transitórios", revelariam a sua decisão sobre a mesma matéria. Em 2013, o Estado poupou €734 milhões.

Ao bolso dos reformados.

Vamos em 1534 milhões. Se juntarmos outra medida, aproximar-nos-emos dos 2.446 milhões, um pouco mais do que a dimensão do buraco: primeiro foi a Contribuição Especial de Solidariedade (CES) sobre as pensões acima de €1.350, e, agora, o Governo quer substituí-la, de forma definitiva, pela Contribuição de Sustentabilidade (CS) taxa de 2% a 3,5% nas pensões acima de mil euros.
Hoje, quinta-feira, o Tribunal Constitucional pronuncia-se sobre esta medida. A CES retirou aos pensionistas €540 milhões e a CS está avaliada em €372 milhões. A ação combinada dos cortes no subsídio de Natal, da CES e da Contribuição de Solidaredade já pagava, assim (à custa das economias e sacrifícios do povo trabalhador), a totalidade do buraco do BPN . Sobravam uns trocos... Mas há mais.

As férias, em 2012

Em 2012, os funcionários públicos e do setor empresarial do Estado, assim como os pensionistas, ficaram sem subsídios de Natal e de férias. O Tribunal Constitucional viria a chumbar esta medida, mas anuiu a sua aplicação nesse ano. Poupança: €2 mil milhões. Pode dizer-se que o dinheiro foi diretamente transferido para cobrir os prejuízos do BPN? Não. Mas é uma medida que poderia ter sido evitada, mesmo mantendo-se as outras, impostas pela austeridade.
E os impostos, claro
Vítor Gaspar, então ministro das Finanças, deixou o País de boca aberta, ao anunciar, em outubro de 2012, "um enorme aumento de impostos" . A redução de oito para cinco escalões de IRS representou um encaixe de €2,5 mil milhões. É muito? Sim, mas se o Estado os tivesse transferido diretamente para o BPN, ainda não seria suficiente. Precisaria de juntar a receita da sobretaxa de IRS, no valor de 3,5% sobre o salário líquido (descontando o ordenado mínimo, que é €485), uma medida que valeu €750 milhões. Sobraria, agora, o equivalente à... Contribuição de Solidariedade.

 

Como é sabido, o ministro Vitor Gaspar  viria a abandonar o governo e (aborrecido, muito aborrecido, imaginamos!) lá lhe ofereceram mais um lugar (tacho???) nas altas instâncias financeiras mundiais que financiaram Portugal depois da derrocada financeira provocada pelos (des)governos anteriores, com especial realce para o (des)governo do engenheiro José Sócrates: o FMI - Fundo Monetário Internacional. Ex-ministro das Finanças de Portugal assume funções em Junho no FMI." Ou seja, quando um político não se considera capaz de colocar um país nos carris, é convidado para governar o mundo financeiro! Vamos bem... Vamos bem! Aliás, muito semelhante foi o que se passou com Vítor Constâncio que foi eleito eleito vice-presidente do BCE ... Deixou os bancos portugueses fazerem o que fizeram quando lhe competia supervisionar a actividade bancária. Deixou à deriva a actividade dos bancos portugueses e deixou que chegassem ao ponto a que chegaram... Como diria Eça de Queirós., demonstrou a sua incompetência em Portugal e foi "promovido" sendo eleito para o BCE - Banco Central Europeu (que, em nosso entender, deveria mudar a sigla para CCE: Cancro Central Europeu).

A sociedade actual é assim... E, em Portugal já assim é desde meados do séciulo XIX. Há já quase dois séculos! Lembremos o que Ramalho Ortigão e ‎Eça de Queirós escreveram em As Farpas (1871, pp. 40-42) sobre a forma como as pessoas eram promovidas nos organismos do Estado.

 

Vivemos num país onde as novas formas de escravatura se traduzem na obrigatoriedade dos portugueses se resignarem: resta-lhes trabalhar, trabalhar e trabalhar para pagarem as desgraças (desvios, roubos, desfalques...) provocadas pela (in)competência dos senhores do poder, seja ele político, económico ou financeiro... É triste o país que deixamos às novas gerações...

Depois do fim da ditadura (25 de abril de 1974), o início da década de 90 do final do século passado, assistiu à classificação de uma geração de jovens que legitimamente protestavam contra o pagamento da sua formação. Baptizada, pelos influentes da sociedade, de "geração rasca" (por recusar-se a pagar propinas para a sua formação quando os que governavam e estavam a retirar benefícios da sua formação muito pouco ou quase nada haviam pago para além das taxas de matrícula!). Porém, em nosso entender da época, estávamos, isso sim, perante a primeira "geração à rasca", que pagaria propinas para formar-se para o desemprego (assim o considerávamos à época e pouco nos equivocamos!!).

Depois da geração à rasca dos inícios da década de 90 do século XX, temos hoje, no século XXI uma geração sem quaisquer perspectivas de futuro em Portugal, a quem os ministros não se coíbem de aliciar a emigrar... ou seja, de uma "geração à rasca" temos hoje uma "geração enrascada" que,  não tendo aprendido a máxima "a tropa manda desenrascar" no sítio certo (porque não foi obrigada a cumprir o serviço militar!) a quem só lhe resta aprender a arte de "desenrascar-se"!

E, num país a afundar-se de dia para dia, onde apenas se salva quem soube nadar nos meandros da podridão... onde só se salva quem (como no Titanic) tenha influência política (chamem-lhe "poder de influência", "cunha" ou outra coisa qualquer...)  aos que seguirem os conselhos do ministro e partirem só desejamos que, acaso consigam "desenrascar-se" e dar à costa (com ou sem "bóia de salvação") que dêem à costa num outro país, mais prometedor, onde a justiça funcione e onde os políticos tenham uma réstia de dignidade e de vergonha na cara!

publicado por J.Ferreira às 13:04

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Sexta-feira, 28 de Março de 2014

Pessimista ou Realista Antecipado

A notícia do Público - que podem ler aqui - é algo que para ós vem com mais de 20 anos de atraso. De facto, há mais de duas décadas que clamamos pela necessidade dos governantes mudarem de políticas relativamente a medidas de protecção da família ou a população portuguesa corria o risco de não ter capacidade de repor o necessário crescimento da natalidade. Na altua - e falamos de 1992! - havia quem nos considerasse como "pessimista" ou até "louco", "miserabilista", derrotista... e outros epítetos. Hoje, os mesmos que outrora nos classificabvam dessa forma, reconhecem que o tal pessimismo não passava de realismo antecipado.

Outros chamam a esta capacidade a de "visionário". Não. Não temos visões! Simplesmente, aprendemos matemática. E a matemática, é uma ciencia exacta. E, se a matemática é ajudada pela capacidade de dedução, então ainda mais fácil se torna prever. O que estranhamos é que os nossos governantes não tenham essa capacidade e estejam a governar não para o futuro mas para o passado.

Ora, bastava ser um cidadão minimamente atento para perceber o que se ia passandoà nossa volta. Bastava olhar a nossa envolvência social para constatar que, muitos casais (com pais ainda relativamente jovens) ou optavam por não ter filhos ou se decidiam por ter apenas um filho para, rapidamente, nos darmos conta do futuro que se avizinhava. Ora, não seria necessário passar muitos anos (uns 30 anos chegavam para que esses mesmos casais atingissem a idade da reforma!)  para vermos as consequências da diminuição da natalidade. 

Na altura, era fácil de pever o que hoje se está a passar. É que, em poucos anos, esses filhos (em reduzido número, como se referiu) seriam os únicos integrados na população activa mas com a responsabilidade de suportar a reforma dos seus dois progenitores (o que implicaria altos descontos de altos salários para que fosse possível um só elemento no activo pagar a pensão de três reformados: dois progenitores e ainda um outro reformado que não chegou a ter descendência e que, obviamente, porque tendo feito os seus descontos, teria a expectativa legítima de receber também uma reforma.

 

Hoje, o problema agrava-se severamente com a "fuga" obrigatória - e até aconselhada pelos nossos (des)governantes - da maioria dos jovens em idade de "procriar". Com esta realidade a atacar agrava-se imenso a fatalidade que nos espera: chegar à idade da reforma e... ter inveja de Sócrates (filósofo). Talvez seja melhor beber "cicuta" que viver na desgraça da fome.

 

"Se os portugueses não começarem a ter mais bebés e não regressarem a um saldo migratório positivo, Portugal perderá 4,1 milhões de habitantes em 46 anos. Sociedade terá de se reorganizar, alerta socióloga. É preciso "fazer regressar os emigrantes”, reforça Pedro Lomba."

Se não conseguir aumentar a natalidade e os saldos migratórios se mantiverem negativos, Portugal poderá chegar a 2060 reduzido a apenas 6,3 milhões de habitantes. Sem surpresas, as projecções que o Instituto Nacional de Estatística divulgou nesta sexta-feira apontam para um fortíssimo envelhecimento demográfico, com o actual índice de 131 idosos por cada 100 jovens a aumentar para os 464 idosos por 100 jovens.
O recuo dos actuais 10,5 milhões para os 6,3 milhões é o mais pessimista dos cenários projectados pelo INE. Numa projecção mais moderadamente optimista, aquele instituto admite que Portugal possa chegar a 2060 reduzido a apenas 8,6 milhões de habitantes, sendo que, neste caso, passaria a haver 307 idosos por cada 100 jovens. Mas tal pressuporia que, nos próximos 46 anos, assistíssemos a uma recuperação da natalidade, com o número médio de filhos por mulher em idade fértil (ISF) a subir dos 1,28 registados em 2012 para os 1,55. Quanto à mortalidade, o INE admite neste mesmo cenário o aumento da esperança de vida à nascença para os 84,21 anos (no caso dos homens) e 89,88 anos (mulheres). Este cenário central mostra-se ainda optimista quanto às migrações. Admite que o saldo negativo que Portugal regista desde 2010 – com mais gente a sair do país do que a entrar – regresse aos valores positivos, já a partir de 2020.
Com pressupostos mais pessimistas, isto é, se a natalidade se mantiver nos níveis actuais e o saldo migratório permanecer negativo, Portugal dobraria então 2060 com apenas 6,3 milhões. Seja como for, o envelhecimento populacional é o denominador comum a qualquer um dos cenários. O que torna evidente, para a socióloga Maria João Valente Rosa, a necessidade de o país se sentar a repensar o seu modelo de organização social. “O modo como nos organizamos enquanto sociedade foi pensado e funcionou num perfil populacional diferente, muito mais jovem, do que o actual e do que o que teremos no futuro”. E, porque o envelhecimento populacional é inelutável, em Portugal como no resto da Europa, ceder à tentação de “amplificar o que temos no presente para o futuro” também não será o caminho mais acertado”, segundo aquela investigadora. Porquê? “Desde logo porque os idosos que vamos ter em 2060 não vão ser iguais aos de hoje: vão ser mais qualificados e mais próximos das novas tecnologias”.
Assim, a inversão da pirâmide etária, tornou desde já anacrónico que a idade, em detrimento do mérito, continue a ser “um marcador social importantíssimo na definição do valor dos indivíduos”, isto é, “numa sociedade muito baseada na força do mercado de trabalho, na força física, fazia algum sentido que o valor das pessoas fosse medido em função da idade”; hoje, porém, “numa sociedade sustentada no conhecimento, isso deixou de fazer sentido, porque o conhecimento, ao contrário da força, não tem barreiras de idade”.
Adiamento da idade da reforma é mero “paliativo”
Não se pense, porém, que a resposta ao problema do envelhecimento está no adiamento da idade da reforma. “Isso não passa de um paliativo, mas o paliativo não cura, o que é preciso é ir ao fundo da questão, sob pena de estarmos constantemente a ter de discutir novos adiamentos da idade da reforma”, alerta a socióloga. Que preconiza, isso sim, toda uma reformatação do modelo de organização social que estabelece três fases distintas, estanques e balizadas pela idade, no ciclo de vida de cada um: formação, trabalho e reforma. “Por que é que a formação, essencial em todas as etapas da vida, só é admitida no início? Por que razão o trabalho não pode ser menos intenso, na fase central das nossas vidas, em que pode haver filhos pequenos, e prolongar-se até mais tarde?”, sugere Maria João Valente Rosa.  (In Público 28/03/2014)

 

 

publicado por J.Ferreira às 22:52

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