Quinta-feira, 11 de Agosto de 2016

O Milagre das Escolas Privadas

Quando quero peixe de mar... tenho de pagar!

 

Assunção Cristas disse que a Escola Privada "não custa mais para o Estado" (...)??? Como? Quem me vai fazer crer que na minha escola, com mais de 120 alunos, os 5 docentes e apenas 2 auxiliares, o somatório dos gastos (energia, papel higiénico, detergentes, ...) custam ao Estado 5 vezes 80.500 euros (que é o que dão aos privados por cada turma...)???

O Ensino Privado proliferou ao mesmo tempo que no país, as empresas de produção de bens foram falindo... Porquê??? Porque, com esta *PIPA de MASSA" que se paga aos privados (80.500 € / Turma / Ano) multiplicada pelo número de turmas da escola (a minha receberia 402.500 € por ano!) os Privados têm na Educação a nova GALINHA dos OVOS de OURO... Note-se que o que recebe a maioria dos docentes está longe dos 25.000 euros / ano... e a maioria dos auxiliares (agora assistentes operacionais) está longe de receber 700 euros.

Quando o Estado atribuir a autonomia financeira às escolas públicas, para que possam gastar o mesmo que atribuem aos privados, em menos de meia dúzia de anos na minha escola poderíamos construir recreios cobertos, anfiteatros,... e até piscina! Como assim não é, temos umas instalações inadequadas a um sistema de ensino eficaz para que seja comparado com os recursos de que dispõem os privados!!! Já sabemos que as há bem piores por esse país abaixo...! Já sabemos, E que em África os alunos escrevem no chão... também sabemos,.. Mas a Escola Pública é sistematicamente comparada com a Privada e não com a África!!

E não me venham com essa treta de que fizeram os cálculos de custos da educação... com essa "lama para os olhos" que se chama "média de gastos por turma"... Os (des)governantes de Portugal esbanjaram dinheiro em aspectos supérfluos do ponto de vista educativo e oneraram os contribuintes por uma má (péssima!) gestão da coisa pública. Esbanjaram dinheiros públicos que foram iputadoas á educação... Qual o objetivo? Desconhece-se. mas que o resultado foi um "enorme investimento" (assim lhe chamaram!) em Educação, mas que de facto, muito pouco se fez pela educação senão mudar, trocar, (re)definir, (re)mudar, (re)construir e destruir os programas das disciplinas... Essas foram as reformas que tiveram impacto na Educação. O resto foi esbanjar dinheiros...

Em Portugal temos escolas públicas de luxo e de lixo... Numas escolas têm tudo (quadros digitais nas salas de aula, computadores portáteis para os alunos, bibliotecas, salas de jogos, cantina, pavilhão desportivo, ... ).; noutras nada.

E dizem que foram feitos os cálculos e descobriram o custo médio por turma...!? Que cálculos? Que foi englobado nesses valores? Quem os fez? Os mesmos que afundaram o país, os mesmos que se enganam sistematicamente nas contas e conduziram o país à ruína que todos sentimos na pele?

Onde é que uma turma custa 80.500 euros?

Ah, claro!!!... Englobam os valores gastos na requalificação (esbanjadora dos dinheiros públicos) de algumas escolas com candeeiros de 2000 euros e torneiras de 500 €?

Pois bem... Para umas escolas públicas terem candeeiros Siza Vieira e torneiras de 500 € (da marca Ferrari, quizas?!) terem estes luxos, outras nem recreio coberto têm, ainda que situadas em zonas do país em que a maior parte do tempo chove que se farta!!!

Todos bem sabemos quanto custa o peixe de qualidade, pescado em alto mar... E bem vemos que o peixe dos viveiros continua a vender-se bem porque, para muitos, a carteira não chega ao peixe de mar!!!!

Todos os portugueses têm, constitucionalmente, os mesmos direitos...

Enfim... Se querem manter ajudas ao Ensino Privado, calculem o valor a atribuir pela média do dinheiro público que o Estado gasta nas 10 escolas com menos recursos do país... Assim, sim. Assim, se verá se os privados conseguem fazer milagres educativos, sem onerar os pais dos alunos que frequentam essas escolas!

E, como os Privados são capazes de fazer "milagres educativos", Sim... Como ainda há quem se arrogue de dizer que têm "melhor qualidade"...

Depois, veremos se os privados (tal como em grande parte dos estabelecimentos públicos!) fazem omeletas sem ovos!

Se não são capazes do tal Milagre Educativo (de fazer omeletas sem ovos!!!)... pois, que sejam os utentes a pagar os ovos..:!!!

Eu, se quero peixe de mar... também o tenho de pagar!

publicado por J.Ferreira às 19:25

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Quarta-feira, 10 de Fevereiro de 2016

Portugal Hipotecado e Sem Futuro

Os problemas do nosso país... são gravíssimos. Mete-se na cadeia a formiga e deixa-se fugir o elefante.
Medina Carreira refere recordar-se de casos incríveis. Um deles, critica o sucedido em Portugal com os reformados em Portugal: "50.000 reformados (não entregaram o papel porque a lei mudou)... e vão aplicar-lhes uma multa de 150 a 400 euros, a reformados que não entregaram papéis porque não conheciam a lei!!! Estes senhores, conhecem a lei, portam-se como isto...!!!
 

O outro caso de que me estava a lembrar era o de "um homem que foi conduzido a julgamento, algemado por ter roubado duas galinhas"... Num país em que há gente que se apropria do equivalente a aviários inteiros, sem que aconteça nada, é espantoso que um homem que rouba duas galinhas vá algemado para o tribunal. 
Um país nestas condições não tem futuro! Isto é uma imoralidade, provavelmente, só parecida com o das monarquias absolutas.
 

Medidas tresloucadas de um só partido só são possíveis com maioria absoluta.

Maioria absoluta... de um só partido??? Nunca mais!

 

publicado por J.Ferreira às 16:15

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Sexta-feira, 5 de Setembro de 2014

Os Ritmos da Justiça Face Oculta

Afinal, parece que a Justiça também chega a tocar nos poderosos! Depois de Isaltino Morais, eis que os Tribunais começam a dar a ideia de que os cidadãos são todos iguais perante a lei. Aqui deixamos um conjunto de perguntas para cada um dos leitores reflectir:

Será que, nesta investigação, alguém conseguiu escapar... alguém conseguiu ficar de fora....? Por que motivo terão sido invalidadas as escutas telefónicas? E se os julgados fossem cidadãos comuns, meros cidadãos anónimos...? Seriam anuladas? Isso, depende da capacidade dos advogados??? Que democracia é esta que coloca o direito à inocência dependente do poder do dinheiro? Será uma "verdadeira justiça"? As notícias deixam-nos perplexos:

De acordo com um artigo publicado em O Público, a "Ferocidade da sentença do Face Oculta é apenas aparente” Paulo Morais, vice-presidente da associação cívica Transparência e Integridade, considera que o grau de severidade das decisões do Tribunal de Aveiro neste caso só poderá ser avaliado quando, e se, os condenados cumprirem efectivamente as penas e ressarcirem o Estado dos prejuízos causados.

 


Enfim... Pode ser que chegue tarde... Mas mais vale tarde do que nunca! Porque, num país em que os cidadãos se sentem discriminados face ao poderosos, é muito importante que o povo sinta que os tribunais começam a "tocar" nos "senhores do poder". O importante, verdadeiramente, não é usar casos para "servir de exemplo", ou "servir de "bodes expiatórios". Antes, que cada cidadão sinta que a justiça dos Tribunais que é aplicada aos políticos não difere da que é aplicada ao povo em geral.
O problema é que, de recurso em recurso, toda esta parafernália de condenações pode muito bem acabar transformada "em águas de bacalhau!". E isso, sim, gera a desconfiança da população em geral.

 

Por enquanto, esta sentença apenas serve para demonstrar que o caso de Isaltino Morais não é "um caso isolado". O problema, no meio de tudo isto, é saber se, na verdade há uma mudança na atitude justiça ou se, pelo contrário, tudo isto não passa de "escaparate" (fogo de vistas) para iludir o povo... e fazer com que os cidadãos acreditem que os poderosos são tratados pela mesma bitola que o comum dos mortais... 

 

 

"Face Oculta Tribunal condenou 11 arguidos com prisão efetiva.   O Tribunal de Aveiro condenou hoje, a penas de prisão todos os arguidos do processo Face Oculta, mas apenas 11 irão cumprir penas de prisão efetiva, incluindo o ex-ministro Armando Vara e o ex-presidente da REN José Penedos." (In: Notícias ao Minuto Ler notícia completa)

 

Face Oculta Godinho condenado a 17 anos de prisão, Vara e Penedos a cinco
O coletivo de juízes do processo Face Oculta decidiu condenar o sucateiro de Ovar, Manuel Godinho, a uma pena efetiva de 17 anos e meio de prisão em cúmulo jurídico. Também Armando Vara e José Penedos foram condenados a cinco anos de prisão efetiva."

O sucateiro de Ovar, Manuel Godinho, foi hoje condenado a uma pena efetiva de 17 anos e meio de prisão, em cúmulo jurídico, no âmbito do processo Face Oculta.

Já o antigo ministro e ex-vice-presidente do BCP, Armando Vara, e o ex-presidente da REN, José Penedos, foram condenados a cinco anos de pena efetiva. Foram dados como provados três crimes de tráfico de influência, no caso de Vara, e dois crimes de corrupção e um crime de participação económica em negócio, no caso de Penedos.

O advogado Paulo Penedos terá de cumprir quatro anos de prisão efetiva.

Godinho foi condenado por 49 dos 60 crimes de que estava acusado, tendo ficado provado que encabeçava uma rede de associação criminosa tentacular. O seu sobrinho, Hugo Godinho, e o seu filho, João Godinho, foram, por sua vez, condenados, a cinco anos e seis meses de prisão efetiva e a dois anos e três meses de pena suspensa, respetivamente.

Ao todo, foram condenados 11 arguidos a penas de prisão efetiva. A leitura do acórdão, de 2.781 páginas, começou pelas 10h25 e contou com a presença de 22 dos 36 arguidos envolvidos no caso.

Nas alegações finais, o Ministério Público tinha pedido a condenação de todos os acusados, defendendo a aplicação de penas de prisão efetivas para 16 arguidos, incluindo Armando Vara, José Penedos, Paulo Penedos e Manuel Godinho, e penas suspensas para os restantes.

  (In: Notícias ao Minuto Ler notícia completa )

 

 

 

publicado por J.Ferreira às 22:52

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Quinta-feira, 21 de Agosto de 2014

Ministério Desorientado - Educação Sem Rumo

O Ministério da Educação colocou nos quadros professores em idade de reformar-se...!!!! Alguns deles, com mais de 66 anos. Segundo a reportagem, "uma das professoras faz 70 anos a 12 de setembro, o dia do arranque do novo ano letivo". Incrível... ou absurdo???

Estará mal que passe aos quadros um professor que, injustamente, foi forçado pelo Ministério a levoar toda uma vida profissional na situação de contratado? Que estará mal? Claro. Que tal coisa seja possível APENAS no sector público. Os privados são obrigados a passar aos quadros todos os trabalhadores ao fim de menos de três ou quatro anos de trabalho... a contrato. E o Estado? O Estado, esse desconhecido e impessoal entidade, viola a legislação sobre os dieitos dos seus trabalhadores mas exige que as entidades priovadas a cumpram...!

 

 

Com um Ministério assim... para onde vai a Educação????

 

A tvi24 deu a notícia (2014-08-20 09:11) que passamos a transcrever:

 

O Ministério da Educação colocou nos quadros quatro professores em idade de reforma. De acordo com o jornal «Diário de Noticias», são quatro docentes com mais de 66 anos que podem vir a ser substituídos.


Uma das professoras faz 70 anos a 12 de setembro, o dia do arranque do novo ano letivo. A docente poderá nem sequer dar aulas, já que poderá ser obrigada a reformar-se depois de 25 anos a contrato.

Ao todo, o concurso extraordinário dá lugar a 16 professores com mais de 60 anos que, só agora, chegaram aos quadros da educação.

Na segunda-feira, o Ministério da Educação divulgou as listas finais do concurso que convocou, no total, 1.954 professores. No âmbito do processo de vinculação extraordinária de docentes do ensino básico e secundários e também de educadores de infância.

publicado por J.Ferreira às 00:13

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Quinta-feira, 27 de Fevereiro de 2014

Ver a Cor da Liberdade

O texto que apresentamso aqui surge na net como sendo da autoria de Júlio Isidro. Apresenta uma visão perturbadora da consciência de todos quantos vivemos neste país e nos calamos perante "a ditadura dos mercados".  É uma refexão crítica que aqui é apresentada sobre a situação a que alguns conduziram Portugal. Partilhamos da análise e crítica aos "senhores" que governam e governaram não sá a sociedade actual mas os mercados mundiais e que nela está mais ou menos explícita. Aqui o deixamos para que o leitor também possa fazer os seus comentários.

 

 

"Não, não estou velho!!!!!!  Não sou é suficientemente novo  para  já saber tudo!

 

Passaram 40 anos de um sonho chamado Abril.

 

E lembro-me do texto de Jorge de Sena…. Não quero morrer sem ver a cor da liberdade.

Passaram quatro décadas e de súbito os portugueses ficam a saber, em espanto, que são responsáveis de uma crise e que a têm que pagar…. civilizadamente,  ordenadamente, no respeito  das regras da democracia, com manifestações próprias das democracias e greves a que têm direito, mas demonstrando sempre o seu elevado espírito cívico, no sofrer e ….calar.

 

Sou dos que acreditam na invenção desta crise.

 

Um “directório” algures  decidiu que as classes médias estavam a viver acima da média. E de repente verificou-se que todos os países estão a dever dinheiro uns aos outros…. a dívida soberana entrou no nosso vocabulário e invadiu o dia a dia.

 

Serviu para despedir, cortar salários, regalias/direitos do chamado Estado Social e o valor do trabalho foi diminuído, embora um nosso ministro tenha dito decerto por lapso, que “o trabalho liberta”, frase escrita no portão de entrada de Auschwitz.

 

Parece que  alguém anda à procura de uma solução que se espera não seja final.

 

Os homens nascem com direito à felicidade e não apenas à estrita e restrita sobrevivência.

 

Foi perante o espanto dos portugueses que os velhos ficaram com muito menos do seu contrato com o Estado que se comprometia devolver o investimento de uma vida de trabalho. Mas, daqui a 20 anos isto resolve-se.

 

Agora, os velhos atónitos, repartem o dinheiro  entre os medicamentos e a comida.

 

E ainda tem que dar para ajudar os filhos e netos num exercício de gestão impossível.

 

A Igreja e tantas instituições de solidariedade fazem diariamente o miagre da multiplicação dos pães.

 

Morrem mais velhos em solidão, dão por eles pelo cheiro, os passes sociais impedem-nos de  sair de casa,  suicidam-se mais pessoas, mata-se mais dentro de casa, maridos, mulheres e filhos mancham-se  de sangue , 5% dos sem abrigo têm cursos superiores, consta que há cursos superiores  de geração espontânea, mas 81.000  licenciados estão desempregados.

 

Milhares de alunos saem das universidades porque não têm como pagar as propinas, enquanto que muitos desistem de estudar para procurar trabalho.

 

Há 200.000 novos emigrantes, e o filme “Gaiola Dourada”  faz um milhão de espectadores.

 

Há terras do interior, sem centro de saúde, sem correios e sem finanças, e os festivais de verão estão cheios com bilhetes de centenas de euros.

 

Há carros topo de gama para sortear e auto-estradas desertas. Na televisão a gente vê gente a fazer sexo explícito e explicitamente a revelar histórias de vida que exaltam a boçalidade.

 

Há 50.000 trabalhadores rurais que abandonaram os campos, mas  há as grandes vitórias da venda de dívida pública a taxas muito mais altas do que outros países intervencionados.

 

Há romances de ajustes de contas entre políticos e ex-políticos, mas tudo vai acabar em bem...estar para ambas as partes.

 

Aumentam as mortes por problemas respiratórios consequência de carências alimentares e higiénicas, há enfermeiros a partir entre lágrimas para Inglaterra e Alemanha para ganharem muito mais do que 3 euros à hora, há o romance do senhor Hollande e o enredo do senhor Obama que tudo tem feito para que o SNS americano seja mesmo para todos os americanos. Também ele tem um sonho…

 

Há a privatização de empresas portuguesas altamente lucrativas e outras que virão a ser lucrativas. Se são e podem vir a ser, porque é que se vendem?

 

E há a saída à irlandesa quando eu preferia uma…à francesa.

 

Há muita gente a opinar, alguns escondidos com o rabo de fora.

 

E aprendemos neologismos como “inconseguimento” e “irrevogável” que quer dizer exactamente o contrário do que está escrito no dicionário.

 

Mas há os penalties escalpelizados na TV em câmara lenta, muito lenta e muito discutidos, e muita conversa, muita conversa e nós, distraídos.

 

E agora, já quase todos sabemos que existiu um pintor chamado Miró, nem que seja por via bancária. Surrealista…

 

Mas há os meninos que têm que ir à escola nas férias para ter pequeno- almoço e almoço.

 

E as mães que vão ao banco…. alimentar contra a fome , envergonhadamente , matar a fome dos seus meninos.

 

É por estes meninos com a esperança de dias melhores prometidos para daqui a 20 anos, pelos velhos sem mais 20 anos de esperança de vida e pelos quarentões com a desconfiança de que não mudarão de vida, que eu não quero morrer sem ver a cor de uma nova liberdade."

 

publicado por J.Ferreira às 20:06

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Segunda-feira, 27 de Maio de 2013

Justiça Portuguesa Sem Olhos Vendados

   
Durante muitos anos, a justiça era simbolizada por uma mulher com olhos vendados segurando uma balança na mão... Porém, com a chegada da democracia, até o símbolo mudou. A justiça passou a aparecer com os olhos bem abertos...
Isto significa que, até há alguns anos, a justiça ainda tinha a pretensão de ser cega, se não na prática (já que quem tinha bons advogados, sempre se safava melhor... chegando-se ao ponto de cometendo o mesmo crime ou reclamando o mesmo direito, uns cidadãos conseguiam obter uma sentença favorável, e outros não!), pelo menos na teoria a justiça tentava ser cega, equitativa, igualitária...
Num Estado de Direito Democrático, a justiça tinha a obrigação (inclusivé, moral!) de ser isenta, alheia à pressão ou influência do estrato social de origem das famílias, em suma, não distinguia os ricos dos pobres. Porém, a prática que se tem assistido da aplicação da justiça, tal parece-nos cada vez mais inexequível dados os buracos deixados por governantes que, dessa forma (deliberadamente?) se tornam "cumplices" dos criminosos.
Nos últimas décadas, Portugal viu chegar dinheiro a rodos da Europa a troca de cedências económicas quanto aos direitos que Portugal possuía, seja na agricultura, seja na pesca ou na indústria. Aos poucos, o dinheiro foi passando do Estado para as mãos de uma minoria cuja fortuna subia a saltos de gigante e sem fundamento explicável por trabalho ou ganhos de produtividade.
Ao contrário, o povo ficava cada vez mais pobre. Até houve quem (corajosa ou cobardemente) cometesse uma atrocidade (acto falhado) verbalizando uma promessa, se não corajosa (leia-se "abstrôncia"!), no mínimo, foi original: fazer de Portugal um país mais pobre...
Enfim... hoje estamos como estamos porque temos o Portugal que merecemos. Os nossos (des)governantes foram eleitos pelos portugueses! Não pelos finlandeses...! E, mesmo assim, afundando o país, o povo voltou a dar-lhes o direito a (des)governar o país nas legislativas de 2009. 
Perante isto, que podemos esperar? Obviamente, que a justiça comece a actuar e que sejam responsabilizados todos os que contribuiram apra afundar o país! Sim... Porque, até ao momento, ninguém foi nem está a ser responsabilizado pela crise... E a culpa da desgraça não pode ser atribuída aos pobres... Muito menso, voltar a morrer solteira uma vez mais! E não serve buscar bodes expiatórios como se está a fazer acutalmente entre os funcionários públicos que (de livre vontade ou porque não tinham alternativa!) sempre pagaram  os seus impostos com a retenção na fontre pelo próprio estado equ é o seu patrão.  Na América (que tantoas criticam!) isto já estaria resolvido...!
Como limpar a sociedade? Suimples. Obrigar quem se enriqueceu sem explicação plausível na declaração de rendimentos, a devolver tudo o que fez subir a sua fortuna desde o tempo em que ainda não tinham ocupadoc argos ministeriais.
Os políticos portugueses (que afundaram o país!) que expliquem na justiça, como é que, com os salários insuficientes que tinham (assim os consideram para explicar os aumentos que decretaram para si próprios em mais de 40%)  conseguiram duplicar (triplicar ou até quadruplicar!) as fortunas durante os poucos anos que estiveram a exercer os tais cargos públicos (de nomeação política) que eram tão mal remunerados.
É pena que a JUSTIÇA não faça "Justiça" à palavra JUSTIÇA.
Durante muitos anos, a justiça era simbolizada por uma mulher com olhos vendados segurando uma balança na mão... Porém, com a chegada da democracia, até o símbolo mudou. A justiça passou a aparecer com os olhos bem abertos...
Isto significa que, até há alguns anos, a justiça ainda tinha a pretensão de ser cega, se não na prática (já que quem tinha bons advogados, sempre se safava melhor... chegando-se ao ponto de cometendo o mesmo crime ou reclamando o mesmo direito, uns cidadãos conseguiam obter uma sentença favorável, e outros não!), pelo menos na teoria a justiça tentava ser cega, equitativa, igualitária...
Num Estado de Direito Democrático, a justiça tinha a obrigação (inclusivé, moral!) de ser isenta, alheia à pressão ou influência do estrato social de origem das famílias, em suma, não distinguia os ricos dos pobres. porém, a prática que se tem assistido da aplicação da justiça, tal parece-nos cada vez mais inexequível dados os buracos deixados  por governantes que, dessa forma (deliberadamente?) se tornam "cumplices" dos criminosos.
Nos últimas décadas, Portugal viu chegar dinheiro a rodos da Europa a troca de cedências económicas quanto aos direitos que Portugal possuía, seja na agricultura, seja na pesaca ou na indústria. Aos poucos, o dinheiro foi passando do Estado para as mãos de uma minoria cuja fortuna subia a saltos de gigante e sem fundamento explicável por trabalho ou ganhos de produtividade.
Ao contrário, o povo ficava cada vez mais pobre. Até houve quem (corajosa ou cobardemente) cometesse uma atrocidade (acto falhado) verbalizando uma promessa, se não corajosa (leia-se "abstrôncia"!), no mínimo, foi original: fazer de Portugal um país mais pobre ...
Enfim... hoje estamos como estamos porque temos o Portugal que merecemos. Os nossos (des)governantes foram eleitos pelos portugueses... não pelos finlandeses...! E, mesmo assim, voltaram a ganhar... 
Que podemos esperar hoje? Que a justiça comece a actuar. Até ao momento ninguém foi nem está a ser responsabilizado pela crise... Na América (que tantos criticam!) isto já estaria resolvido...! Em Portugal temos o que merecemos: uma justiça que nunca chega!  Veja-se o que a VISÃO publicou (orginal aqui!).
1 - Estado compra dívida

Em março de 2012, a sociedade veículo Parvalorem, que depende do Ministério das Finanças e gere os "ativos tóxicos" do BPN, aceitou adquirir os terrenos de Oeiras, 44 hectares, ao fundo Homeland, extinguindo, assim, uma dívida deste fundo ao BPN, no valor de 53 milhões de euros. O fundo, constituído a 13 de setembro de 2007, por Pedro Lima, filho de Duarte Lima, e Vítor Raposo, conseguiu um crédito do BPN até 60 milhões de euros para adquirir 35 terrenos com potencialidade de urbanização, após alterações de uso dos solos.

2 - Burla?

Duarte Lima baseia a sua defesa no valor atribuído pela Parvalorem: se os terrenos da polémica foram suficientes para extinguir a dívida resultante do financiamento (do BPN ao Fundo Homeland), então, não existe burla, porque nenhuma das instituições saiu "prejudicada", lê-se, no documento jurídico assinado pelos advogados de Duarte Lima. "O BPN não foi burlado nem enganado, porque estava por dentro de todos os detalhes da operação imobiliária, analisou-a, validou-a autonomamente pelos seus especialistas da entidade gestora dos fundos imobiliários, confirmou a validade dos seus pressupostos junto de entidades externas e quis, ele próprio, ser parte no projeto de investimento, com 15% de participação." 

3 - O filho

Apesar de ser acionista do fundo Homeland, Pedro Lima, o filho de Duarte Lima, não teve nenhum papel de relevo nesta intrincada operação imobiliária, garante o documento: "Ele nunca soube nem da totalidade dos factos nem dos pormenores dos negócios do seu pai, como é o caso da relação com o BPN e o Homeland ou da relação com a Montenegro Chaves [a casa de câmbios referenciada no processo Monte Branco, a partir da qual eram enviadas quantias para a Suíça, matéria investigada no caso Monte Branco]. E só agiu em tais assuntos estritamente sob instruções casuísticas do seu pai, em atos isolados." Pedro Lima, recorde-se, era titular de 42,5% das ações do fundo Homeland, a mesma percentagem que detinha Vítor Raposo. O BPN tinha 15 por cento. 

4 - O BPN

Além de participar no fundo e de conhecer toda a operação imobiliária, o BPN dá, ainda, outro argumento à defesa de Duarte Lima. Nenhum dos seus quatro presidentes - Oliveira Costa, Abdool Vakil, Miguel Cadilhe e Francisco Bandeira - apresentou queixa contra o ex-deputado. "É estranho que o 'pretenso burlado', o BPN, nunca se tenha sentido burlado", resume fonte da defesa. O mesmo se passa, garante-se no documento da defesa, em relação ao sócio Vítor Raposo: "Domingos Duarte Lima e Vítor Raposo têm vários negócios e contas recíprocas (...). O Ministério Público viu uma ou duas árvores da floresta e concluiu muito errónea e precipitadamente no sentido da existência de três crimes públicos, que efetivamente nunca ocorreram."

5- Obras de arte e ações

"Domingos Duarte Lima investiu em arte com dinheiro próprio", garante a defesa. Quanto às ações da Sociedade Lusa de Negócios (SLN), compradas e vendidas pelo acusado (ao seu sócio Vítor Raposo), a crise financeira de 2008 e a nacionalização do banco explicam o rombo. "Depois e decorrido mais de um ano e meio sobre essa venda, o BPN entrou em colapso financeiro, foi nacionalizado, e a crise da dívida soberana portuguesa levou a grandes perdas nas ações do setor bancário. Tudo isso era imprevisível para Domingos Duarte Lima que, aliás, sofreu prejuízo superior ao de Vítor Raposo nas ações SLN. A SLN, que mudou de designação e hoje se chama Galilei, ficou, no entanto, ainda com um vasto património e tem um valor muito significativo. Que se saiba, Vítor Raposo ainda conserva as ações sob o seu domínio." 

6 - Testemunhas

O julgamento, que começa na próxima terça-feira, 28, conta com 64 testemunhas de defesa arroladas por Domingos Duarte Lima e pelo seu filho Pedro: Rui Veloso e os sociais-democratas Rui Gomes da Silva e Correia de Jesus, os quatro ex-presidentes do BPN (Oliveira Costa, Miguel Cadilhe, Abdool Vakil e Francisco Bandeira), o advogado Germano Marques da Silva e o ex-gestor de conta suíço Michel Canals, que é um dos principais arguidos no processo Monte Branco cujas investigações se cruzam com algumas das matérias deste caso Duarte Lima/BPN. Foi através da Montenegro Chaves, empresa de câmbios, que Duarte Lima entregou a Francisco Canas diversos cheques para serem depositados em contas no banco suíço UBS.



publicado por J.Ferreira às 12:38

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Quinta-feira, 27 de Setembro de 2012

Grécia Versus Islândia

Eles comem tudo. Vejam o vídeo que segue.  E facilmente poderão concluir:
Ou fazemos como a Islândia ou... Estamos fritos.
 
 
Afinal, qual será a principal diferença entre a Grécia e a Islândia? Talvez o segundo vídeo deste post nos possa ajudar a descobrir depois de ouvirmos o que nos diz Rodney Shakespeare, analista político:
"O povo grego é um povo bravo. (...) Tudo o que de facto precisa é renovar a sua política. Essa nova política deve começar pelo controlo dos bancos. (...) Os bancos criam dinheiro do nada (...) ". (Cf: video cerca dos 2:22 min.)

E conclui Rodney: "Mas para fazer isso a Grécia tem de sair do Euro e fazer o seu próprio destino da mesma forma que o está a fazer a Islândia, e com muito êxito.

 

Será uma vingança da Alemanha? Afinal, quais os países que estão a ser vítimas desta crise financeira? Simles: todos aqueles que se livraram da 2ª Guerra Mundial.

 

Voltemos à pergunta: Qual a diferença entre Grécia e Islândia? Não a sabemos. Mas que a mais antiga democracia do mundo, o berço da palavra democracia se tornou numa políticocracia, bancocracia ou mediocracia, disso não temos qualquer dúvida.

Fala-se de tudo na comunicação social. De Grécia, de Espanha, da Líbia, da Síria... mas não se fala de Islândia! Porquê? A resposta será simples para quem observar este vídeo. Está visto: não interessa falar de democracia!

 

Por que será que estas notícias não são vistas na nossa comunicação social?

Por que que esta realidade será a ser ignorada pelos media...?

Porquê? Será pelos interesses envolvidos? Mas... e os irlandeses? não têm interesses?

Portugal só sairá do abismo se tiver a coragem de enfrentar o touro pelos cornos...

E, para tal, o primeiro é saber quem é o touro.

Se decide enfrentar-se ao cavaleiro ou ao forcado, mais cedo que tarde, levará com os cornos do touro pelas costas!

Se queremos evitar voltar a ter de lutar com o touro, teremos de aprender com os irlandeses...

Enquanto isso, aproxima-se o descalabro financeiro de um país. E, tal como os gregos, em Portugal ninguém será capaz de o fazer parar!

publicado por J.Ferreira às 07:51

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Terça-feira, 25 de Setembro de 2012

Uma Migalha na Padaria

O Expresso online (25 de setembro de 2012) publicou uma noticia (abaixo transcrita a azul) com a decisão governamental de acabar com algumas Fundações.

para a dimensão deste nosso Portugal, país pequeno do cantinho da Europa, existem muitíssimas fundações que não servem para nada, senão para ajudar a afundar o país. No lugar de servirem de fundações (como no caso das fundações necessárias para erguer pontes, edifícios,... ) estas organizações apenas servem os interesses de alguns milionários que (como Mário Soares) ainda se riem do povo que, passando fome, é obrigado por lei (feita por eles e para eles!) a patrocinar uma vasta gama de mordomias (e não apenas os motoristas e carros de luxo!).

 

Assim, quanto a nós, estas medidas governamentais não só peca por tardia como  peca por ser "uma migalha na padaria", ou simplesmente, como o povo diz, "uma gota no oceano". Eis a notícia.

 

falta saber como reagirão os senhores do poder a todas estas medidas?

 

Governo fecha quatro fundações

Vão ser encerradas quatro fundações e outras 36 estão também em risco de fechar, anunciou o Governo, que também retirou apoios a outras entidades.

 

O Governo anunciou hoje a extinção de quatro fundações, recomendando também a extinção de 13 entidades do mesmo género ligadas a instituições de ensino superior público e 23 outras cuja "competência decisória se encontra cometida" às autarquias locais.

De acordo com o Diário da República, a Fundação Casa de Guimarães, Fundação Museu do Douro, Côa Parque e a Fundação para a Proteção e Gestão das Salinas do Samouco serão extintas.

A Fundação Paula Rego e a Fundação D. Luís I, no município de Cascais, é uma das entidades que o Executivo pretende também extinguir.

O documento hoje revelado aponta ainda as entidades que verão o seu apoio financeiro reduzido ou o seu estatuto de utilidade pública retirado.

Na área da cultura, são abrangidas com redução de 30% do total de apoios financeiros públicos, a Fundação Arpad Szénes - Vieira da Silva, em Lisboa, que acolhe um espólio da artista, a Fundação Casa da Música, no Porto, a Fundação de Arte Moderna e Contemporânea - Coleção Berardo, em Lisboa, a Fundação de Serralves, no Porto, e a Fundação Ricardo do Espírito Santo Silva, em Lisboa.

A Fundação Centro Cultural de Belém, em Lisboa, terá uma redução de 20%do total de apoios financeiros públicos.

No documento aprovado pelo Governo é também determinada a cessação do total de apoios financeiros públicos à Fundação Casa de Mateus, em Vila Real, que atribui o Prémio Literário D. Dinis, e que foi a melhor classificada na avaliação às fundações publicada pelo Governo a 2 de agosto.

Há também a proposta de extinguir a Fundação Comendador Manuel Correia Botelho,  que gere o conservatório de música de Vila Real.

Cortes na fundação presidida por Marcelo Rebelo de Sousa...


O Governo anunciou a cessação total dos apoios financeiros públicos à Fundação Casa de Bragança e uma redução de 30% do financiamento público à Fundação Mário Soares.

A Fundação Casa de Bragança é atualmente presidida pelo professor de Direito e ex-líder do PSD Marcelo Rebelo de Sousa. Criada em 1933 por vontade expressa deixada em testamento pelo rei D. Manuel II, as receitas Fundação assentam em grande parte na exploração florestal, sobretudo da cortiça, e na atividade cinegética (caça) em várias propriedades espalhadas pelo Alentejo.

A Fundação Casa de Bragança recebeu entre 2008 e 2010 apoios financeiros públicos que ultrapassaram os 62 mil euros e tem um valor patrimonial tributário isento de mais de um milhão e 800 mil euros, segundo o estudo elaborado pelo Governo.

A Fundação, atualmente sediada no Palácio de Massarelos, em Caxias, é constituída pelo Museu e Biblioteca, instalados no Palácio de Vila Viçosa, e pela Escola Agrícola D. Carlos I, em Vendas Novas, para além de possuir vários palácios, castelos e edifícios religiosos.

... e cortes na Fundação Mário Soares


Já a Fundação Mário Soares, que tem como presidente o antigo chefe de Estado e fundador do PS, foi criada em 1991 e recebeu, entre 2008 e 2010, cerca de um milhão e 272 mil euros de apoios financeiros públicos.

A Fundação, uma instituição de direito privado e utilidade pública sem fins lucrativos, conta atualmente com 43 colaboradores, tendo mais de 31 mil beneficiários ou destinatários entre 2008 e 2010. Segundo o Governo, além do apoio financeiro, esta Fundação teve um valor patrimonial tributário isento de mais de 268 mil euros.

A Fundação Mário Soares está sediada na Rua de São Bento, em Lisboa, e é constituída pelo Arquivo e Biblioteca, para além da Casa-Museu Centro Cultural João Soares, em Cortes, Leiria.

Governo recomenda extinções na área da educação


O Governo recomendou, no âmbito da tutela do Ministério da Educação e Ciência (MEC), a extinção de 13 fundações e a redução em 30% do total de apoios financeiros públicos a 15 outras fundações. O executivo determinou ainda o cancelamento do estatuto de utilidade pública à Fundação Manuel Leão.

Assim, na área da Educação, recomenda-se às instituições de ensino superior públicas fundadoras, a extinção da Fundação Carlos Lloyd de Braga (Universidade do Minho), Fundação Cultural da Universidade de Coimbra (Universidade de Coimbra), Fundação da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (Universidade de Lisboa), Fundação da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (Universidade Nova de Lisboa).

A extinção foi ainda recomendada à Fundação da Universidade de Lisboa (Universidade de Lisboa), Fundação Fernão de Magalhães para o Desenvolvimento (Instituto Politécnico de Viana do Castelo), Fundação Gomes Teixeira (Fundação da Universidade do Porto), Fundação Instituto Politécnico do Porto (Instituto Politécnico do Porto), Fundação João Jacinto de Magalhães (Fundação da Universidade de Aveiro), Fundação Luís de Molina (Universidade de Évora), Fundação Museu da Ciência (Universidade de Coimbra), FNE --- Fundação Nova Europa (Universidade da Beira Interior) e Fundação para o Desenvolvimento da Universidade do Algarve (Universidade do Algarve).

O governo determinou ainda a redução de 30% do total de apoios financeiros públicos (excecionando os que tenham origem em financiamento comunitário ou proveniente de apoios competitivos) à Fundação Amadeu Dias, Fundação António Quadros - Cultura e Pensamento, Fundação das Universidades Portuguesas, Fundação Eça de Queiroz, Fundação Engenheiro António de Almeida, Fundação Instituto Arquiteto José Marques da Silva - Universidade do Porto, Instituto de Investigação Científica Bento da Rocha Cabral, Fundação Minerva - Cultura - Ensino e Investigação Científica, Fundação Professor Francisco Pulido Valente, Fundação Económicas - Fundação para o Desenvolvimento das Ciências Económicas, Financeiras e Empresariais, Fundação Conservatório de Música da Maia, Fundação Ensino e Cultura Fernando Pessoa, Asilo de Santo António do Estoril, Fundação Denise Lester.

publicado por J.Ferreira às 22:18

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Quinta-feira, 13 de Setembro de 2012

A Educação é Cara? Experimentem a Ignorância!

Em Portugal, segundo a OCDE, o ensino está a ficar cada vez mais caro...e chegará ao valor insuportável.

Creio que os alunos têm de tomar consciência da realidade que os vai cada vez mais afectar: licenciaturas para o desemprego!

Sim. Já em 1992, aquando da luta contra as propinas, elaborámos uma proposta para o financiamento do ensino superior.

Em 2007, Sócrates apresenta uma proposta e faz uma lei que, incrivelmente, corresponde na essência à nossa proposta de 1992. Com 15 anos de atraso.

Afinal que governantes escolhe o povo português? Os que governam para o passado? Onde está a visão progressista que seria de exigir aos governantes para que o povo deles tenha boa memória, ainda que no momento não sejam compreendidos?

No início da década de 90 do século passado (uff, como nos damos conta de que depressa envelhecemos!) já falávamos no descalabro que seria para o futuro da educação do país e da nossa juventude caso fosse implementado um sistema de utilizador-apagador. Na altura, os ainda hoje comentadores de serviço (como Miguel de Sousa Tavares, António Barreto, José Pacheco Pereira, entre outros), eram defensores de que os jovens pagassem propinas porque teriam uma profissão milionária, com os seus diplomas de licenciatura. Nós dizíamos que seria "pagar propinas" para frequentarem "licenciaturas para o desemprego". Riam-se do nosso pessimismo. De igual forma que afirmávamos não ter nenhuma ilusão de que chegaríamos à idade de reforma e nada nos tocaria...

Hoje, andam por aí uns que, ignorando a lógica (a que outros chamam futurologia) contam a história da desgraça da segurança social...

Enfim. Somos governados por estes excelentes profissionais da política, entendida não como o governo da polis mas como a "arte de enganar o povo".

Até quando estaremos dispostos a aguentar a destruição do nosso país por parte de uns quantos que, usando da sua (in)competência como (des)governantes sem visão de futuro, nos hipotecam até ao pescoço?

publicado por J.Ferreira às 14:00

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Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2011

Gato e Rato no País da Impunidade

A processo Face Oculta voltou a ser notícia em "O Público" onde podemos ler que "A residência de um dos inspectores da Polícia Judiciária (PJ) de Aveiro, envolvido nas investigações do caso Face Oculta, foi alvo de um estranho assalto, na passada semana. Tudo porque o apartamento foi revirado, de uma ponta à outra, sem que tenha sido furtado um único objecto do seu interior." Segundo o jornal, a atenção dos assaltantes centrou-se em verificar e analisar tudo o que eram papéis, bem como material informático (CD e DVD) e o computador, suspeitando-se que pudessem estar à procura de eventuais provas ou dados relacionados com aquele megaprocesso, que está em fase de julgamento.

 

Porém, se a intenção dos assaltantes era essa, tiveram má sorte: "o inspector em causa não guardava em casa qualquer dado relacionado com a investigação iniciada em 2009".

 

Neste megaprocesso, "O Ministério Público acusou 36 arguidos - 34 pessoas e duas empresas - no âmbito do processo Face Oculta, indo ao encontro da recomendação da Polícia Judiciária de Aveiro que, no relatório final da investigação, considerou existirem elementos suficientes para acusar a totalidade dos arguidos. Entre eles destacam-se Armando Vara, ex-ministro socialista e vice-presidente do BCP e da CGD (...)". Uff... Estes homens são super-homens... Não ´`e por acaso que Portugals e afundou... Colocaram toda a sua competência ao serfviço do afundamento do país...

Mas há outros... Segundo o jornal, "José Penedos, presidente da REN, e o seu filho e advogado Paulo Penedos, bem como o empresário das sucatas Manuel José Godinho, o único arguido que esteve detido preventivamente.

 

Constata-se com esta último parágrafo que, modernamente (e nos estados a que chamam democracia!) continuam a ser válidas as palavras de George Orwell "todos os homens são iguais mas alguns são mais iguais que outros."

 

Mais palavras para quê?

 

 

publicado por J.Ferreira às 16:05

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