Domingo, 18 de Dezembro de 2016

António Costa e a Queda dos Rankings

Parece que temos finalmente alguém ao leme do governo que já se deu conta do disparate que são estes Rankings. Estes em nada contribuem para a melhoria da escola. Antes criam revolta, desânimo, atrito, guerrilha de palavras entre o público e o privado e até mesmo, dentro do público, que para nada servem.

Os rankings valem pouco ou quase nada... Finalmente, parece que temos um Primeiro-Ministro com as ideias claras sobre o que valem os rankings...

 
A propósito dos Rankings deste ano, publicaods pela comunicação social, António Costa desafiou os interlocutores da seguinte forma: «Se fizer um inquérito de rua, tem mais pessoas saudáveis fora do que dentro de um hospital, pela simples razão de que, dentro do hospital há mais pessoas doentes», ou seja, « o que é comparável nas classificações são os níveis de qualificação de cada um dos alunos». Não se pode comparar uma coisa com a outra», afirmou o Primeiro-Ministro, António Costa, referindo-se às escolas públicas e privadas, relativamente às classificações dos estabelecimentos de ensino hoje divulgadas.
 
Está tudo bem claro… posso discordar da forma como chegou ao poder. E criticá-la. Pode haver políticos que nos surpreendem pela negativa. António Costa começa a surpreender-me pela positiva. Diria mesmo que começo a ter alguma empatia pelo pensamento deste homem.
 
Diz António Costa: «Sabermos em que escolas se concentram os melhores alunos não é o essencial», disse ainda António Costa, sublinhando: «Essencial é saber quais são escolas que permitem a qualquer criança progredir mais relativamente à bagagem que traziam de casa» e «a missão da escola pública é vencer a desigualdade».
 
O problema é que faz falta muito trabalho dos governos e das autarquias para fazer realidade o que disse o Primeiro-Ministro
 
«Qualquer criança que nasça em Portugal, seja em que família for, seja em que condições socioeconómicas forem, seja em que ponto do país for, tem de dispor das mesmas igualdades de oportunidades». Realçou que não era «fã deste tipo de classificações, porque comparam escolas em meios socioeconómicos muito favorecidos com escolas em meios socioeconómicos não tão favorecidos». Mas deveria ter acrescentado que, para além dos diferentes níveis socioeconómicos de origem, os alunos encontram-se em escolas com recursos tão díspares que dá mesmo vontade de bradar aos céus!
 
O Primeiro-Ministro elogiou o trabalho de excelência da escola pública, afirmando que este só é comparável ao do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Para António Costa, os números mostram que as escolas, e em particular as escolas públicas, têm resultados de excelência naquilo que é a evolução de cada criança entre o momento em que chega à escola e o momento em que sai da escola». E concluiu lembrando que «se trabalha melhor quando há ferramentas melhores, mas o essencial (…) é a qualidade dos recursos humanos, que diariamente trabalham para que as crianças tenham melhores condições para poderem realizar todo o seu potencial».
 

Há muito trabalho a fazer para igualar os recursos e as oportunidades dos alunos nos diferentes estabelecimentos do país. E depois das torneiras e dos candeeiros esbanjando milhares de euros num ou noutro estabelecimento, cremos que é chegada hora de passar a ouvir os directos intervenientes (os professores) antes de realizar qualquer intervenção nas escolas para que se pare esta sangria de dinheiro público em renovações de espaços e atribuição de equipamentos que não são solicitados pelos docentes e que em nada contribuem para a melhoria do processo de aprendizagem.

Sem dúvida. A educação, se quisermos e em certa medida, pode ser feita com a ajuda de máquinas, de robots... Mas nem toda... A maior parte do papel de educador só pode ser desempenhado por um educador... O robot não tem sensibilidade, capacidade de atender a cada situação não precista na programaçção que recebe. Por isso, a educação de humanos (se a queremos com base no humanismo e para a humanidade) terá de continuar a ser sobretudo, realizada por seres humanos formados para o efeito. Uma educação adapatada a cada aluno, às suas capacidades e ás suas limitações, atendendo ao indivíduo e não ao número. Porém, enquanto houver falta de recursos humanos nas escolas, muitas crianças continuarão a ver sonegado este seu direito a ter quem a ajude a superar as suas dificulddes e as suas limitações... para que possa de veras desenvolver todas as suas potencialidades.
Esperemos para ver quão humanista é este governo e quão pragmáticas, eficazes e verdadeiras são as palavras do seu timoneiro, António Costa.
publicado por J.Ferreira às 19:17

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Sábado, 17 de Dezembro de 2016

O Regresso dos Rankings e da Vendedora de Rifas

Acabam de sair mais uns rankings que, a cada ano que passa, parecem fazer menores estragos.

 

É, no mínimo, estranho que, quando os resultados não se aproximavam do desejado, todos apontavam o dedo às escolas e ao profissionalismo dos professores pois havia que encontrar um bode expiatório, alguém para castigar, massacrar... E a poção mágica encontrada, foi, "sacudir a água do capote" e apontar o dedo às escolas e aos professores, responsabilizando-os pelos resultados menos desejados.

Este ano, como os resultados "parecem" ter sido "mais positivos" para Portugal, todos aparecem para reclamar a sua quota parte dos dividendos... Até os jornalistas caíram na tentação de ser eles também, uma parte da glória...

E todos apareceram à chamada (que não houve!) e se colocaram à mesa dos resultados do PISA a ver quem consegue sacar a maior fatia do bolo.

 

Agora... vejamos quem deveria (se é que alguém deveria!) querer cobrar dividendos dos resultados obtidos no PISA.

Alguém crê que estes alunos se esforçaram mais que os anteriores? Eu não!

Alguém crê que os actuais professores se esforçaram mais que os anteriores? Eu não!

Alguém crê que os ministros se esforçaram mais que os anteriores? Eu não!

 

Há sempre uma questão quando se faz um determinado tipo de exame e que, embora aleatoriamente seja feito, tem repercussão nos resultados. É o tipo de exame, é o conhecer e criar uma certa familiaridade com o instrumento de medida... é, no fundo, o conhecimento e  a rotina do processo, mas sobretudo, é o facto de o tipo de questões ter encaixado mais nos conhecimentos do nosso leque de alunos, da população e espelhar mais, ir mais de encontro à realidade portuguesa que os anteriores. 

Porque, já veremos na próximo PISA se os resultados serão tão favoráveis a Portugal ou aos alunos portugueses.

Quem foram os que foram seleccionados para executar esses testes? Não haverá alteração em função do público, do tipo de alunos que respondem aos critérios para serem seleccionados e incluídos na amostra?

Da mesma forma que o ranking das escolas continua a não medir nada, os resultados do PISA são um instrumento que mede algo mas não são "a medida" de tudo.

Portugal vive a panaceia da avaliação como se avaliar fosse a principal forma de ensinar.

Nós, os professores, que conhecemos as capacidades e competências dos nossos alunos estranhamos determinadas respostas dos alunos nos testes e, confrontando-os na sala de aula com o mesmo problema (ou outro semelhante e de igual dificuldade) assistimos à resposta perfeita e adequada quando no teste falhou redondamente.

Sempre que um professor (que conhece verdadeiramente os seus alunos) dedica tempo a avaliar (o que já conhece) acaba por obter não um resultado real (uma avaliação correcta) que espelhe a realidade das competências dos seus alunos mas um resultado que não passa de isso mesmo: um momento avaliativo que reune um conjunto de circunstâncias, nas quais se incluem a disposição e a predisposição do aluno, a sua forma de lidar com a situação, a sua autoconfiança e o seu nervosismo, o bloqueio ou desbloqueio mental para responder, a precipitação e a reflexão sobre o que está em causa em cada questão... em suma, a sua concentração e capacidade de eficácia momentânea. Mas nunca o conhecimento do aluno poderá ser espelhado num único momento avaliativo. E isto porque cada teste incide sobre determinadas competências e conhecimentos que, se foram examinados outros, fariam imediatamente variar os resultados dos alunos. Uns têm mais sorte. Por isso é comum ouvir-se (à saída dos exames): Era fácil/difícil; saiu o que mais/menos sabia; saiu aquilo em que mais/menos tempo de estudo investi; saiu /tudo/nada do que mais tinha estudado; saiu a matéria/autor que mais/menos me agrada...  Enfim...

Por isso, estamos convencidos de que, antes de pensar em elaborar qualquer ranking (que, tem em especial consideração os resultados das escolas obtidos pelos alunos nos exames nacionais) os especialistas de educação (e os jornalistas!) de Portugal deveriam investigar outros aspectos que influenciam não apenas os resultados escolares dos alunos obtidos nos testes/exames mas o conhecimento dos alunos que vai muito para além daquilo que os alunos conseguem plasmar nos referidos testes/exames.

Em resultado das constatações verificadas, in loco, no exercício de funções docentes em escolas de dois países europeus nossos vizinhos, estamos convencidos que Portugal, mais do que preocupar-se com rankings de resultados, deveria fazer um verdadeiro estudo e reflexão sobre as condições de exercício da função docente e de aprendizagem por parte dos alunos e apresentar os correspondentes Rankings de Escolas...

E até estamos dispostos a não incluir na discussão os salários dos docentes. Não é essa igualdade comparativa que se reclama. A discussão dessa questão já teve a sua oportunidade. Noutra ocasião, poderemos voltar ao assunto. Cremos que seria verdadeiramente interessante discutir-se as condições de aprendizagem dos filhos dos portugueses, pagadores de impostos, tratados de forma igual pela administração fiscal quando toca a pagar os seus impostos.

Cremos que seria oportuno e interessante, um estudo (e o respectivo ranking) das condições de exercício da função docente e de aprendizagem dos alunos (bibliotecas, acesso à informação e aos recursos tecnológicos de investigação e aprendizagem) para que os portugueses (que, tendo o mesmo nível de rendimentos, pagam a mesma taxa de imposto..:!) pudessem ver que condições de igualdade de oportunidades proporcionam os governantes (sejam centrais ou locais) para que os seus filhos possam realmente aprender e submeter-se a iguais instrumentos de medida de competências. mas porque motivo não se faz? Têm medo de incomodar e desnudar a realidade de recursos proporcionados pela administração central (que coloca torneiras de 500 € e candeeiros de 2000 euros em determinadas escolas quando as outras nem espaço de biblioteca ou de recreio coberto têm!?), ou desmascarar a vergonha das autarquias que não equipam as instalações com o essencial e adequados materiais?

E os jornalistas que publicam e idolatram os rankings (porque lhes dão para escrever muita verborreia e vender muito "papel letrado"), de que ou de quem têm medo os jornalistas? 

Acham que se pode exigir a uma escola que não tem piscina que consiga formar óptimos nadadores ou campeões nacionais de natação? Será que pode, sequer, ensinar os alunos a nadar???  Já viram se fossem avaliadas as escolas pelo critério de natação? Estariam no topo as mesmas escolas? 

Aos jornalisats lançamos um desafio: tenham coragem de promover um estudo com estas variáveis (e não apenas aquilo que convém para conseguir determinado resultado). Não se limitem a segui as linhas do jornalismo americano que, confiando nas suas convicções e nas suas intuições, subestimaram quem não deveriam...

Analisando os investimentos que fazem nas escolas, é muito fácil perceber que há diferenças abismais na postura das autarquias face à educação. Com efeito, quando os recursos financeiros são transferidos para as autarquias (e não para as escolas!), quando as autarquias investem o dinheiro destinado à Educação “onde lhes dá a real gana” (fazendo arranjos onde não fazem falta, investindo dinheiro que não traz mais valia educativa) e as escolas é que são julgadas pelos resultados educativos dos seus alunos, há aqui algo que está errado, ou, como diz o povo, há aqui algo em que “não bate a bota com a perdigota”.

Façam-se, pois, estudos sérios e apresentem-se os Rankings de investimentos per capita (por aluno matriculado!) realizados pelo estado em recursos educativos (e não em torneiras ou candeeiros!) e depois analisem-se os resultados do investimento feito (contabilizando, obviamente, o valor dos recursos já existentes). Depois fale-se de rankings e de uma correlação entre o investimento realizado e as mudanças nos resultados obtidos. Por que não o fazem? Porque não interessa aos políticos... e quizas, aos jornalistas porque daria muito trabalho!

 

Depois de termos exercido funções docentes durante 11 anos, fora deste país, tivemos a oportunidade de conhecer outras realidades, outra forma de ver a educação, outra forma de ver a gestão dos recursos materiais nas escolas. Infelizmente, ao voltar a Portugal (tantos anos passados, depois de ter “saído” desde triste país) constatamos que, enquanto as autarquias continuam a investir em relvados sintéticos para os campos de futebol, espalhados pelas freguesias para um uso muito reduzido (porque esporádico, um fim-de-semana, de 15 em 15 dias!) e em Estádios de Futebol (investiguem-se os custos para a autarquia com a manutenção do Estádio Municipal de Braga!) ou em arranjos e re-arranjos de jardins (para os cidadãos pisarem nas festas concelhias). Em contrapartida, e ao mesmo tempo que somos bombardeados com a necessidade de inovar e usar as tecnologias na sala de aula, nos últimos 2 anos, para conseguir ter um simples projector de video ou um simples Leitor de CD-Audio.. (que não existem!) tivemos de esperar que a Associação de Pais desempenhasse o papel de Pai Natal e o comprasse e oferecesse à escola.

E com que dinheiro? Dos impostos? Não!!! Das famosas, deprimentes e revoltantes rifas! Sim… ainda as famigeradas rifas que muitos pais acabam por comprar a caderneta toda para não submeterem os filhos à humilhação de andarem na rua, vendendo (leia-se, cravando!) os transeuntes ou os clientes dos cafés da zona ou do bairro que já estão fartos deste peditório cíclico e anual, e se recusam a comprar... deixando tristes as crianças!"

Esta é a triste e desmotivante realidade para quem, durante os últimos 7 ano tinha, numa escola primária na penúltima autonomia do ranking da riqueza da nossa vizinha Espanha, uma sala específica para informática (totalmente equipada, com quadro digital...) biblioteca, recreio coberto, pavilhão desportivo, sala de música, sala de apoio educativo... Só de pensar que se situava no mais recôndito lugar da Galiza, mesmo sendo escolas de pequenas populações (equivalentes ás nossas vilas), situadas em zona montanhosa e das mais isoladas da comarca mais afastada do centro da Autonomia da Galiza e tinham de tudo... dá pena!

 

Enfim... vivemos num país que quer aproximar-se dos do primeiro mundo usando estratégias do terceiro mundo!!!! Portugal é ainda, em muitos campos e na mentalidade, um país terceiro mundista...  Conseguir um simples leitor de CD através de rifas... ?

Querem comparar resultados? Pois sim! Até nisto há diferença… Mas, enquanto as crianças das primeiras escolas dos Rankings estarão no aconchego do lar a ler "A Vendedora de Fósforos" muitas das crianças deste país, das piores escolas dos Rankings, andarão nas ruas a interpretar o conto "A Vendedoras de Rifas".

 

Por favor... Que comparem o comparável... Que comparem o Real Madrid ao Barcelona... O Porto ao Sporting e ao Benfica... mas não o Benfica com o Chaves. Este último até poderá ganhar-lhe um jogo mas não tem nem recursos económicos nem instalações para lutar pela Liga Europa. É tão simples quanto isso!

Nas escolas vivemos a mesma realidade (e conheço bem o país, pode crer... até porque exerci funções em organismos centrais (como convidado, pelo currículo!!)

 

A realidade, nua e crua, digam o que disserem, é esta:

Umas escolas têm… a presença de tudo (incluindo o interesse, dedicação e o empenhamento dos pais como educadores); outras escolas têm … a ausência de (quase) tudo...!

Umas escolas têm (quase) tudo; outras não têm (quase) nada...!

 

Qualquer comentador de televisão gosta de comparar as realidades por referência ao futebol. Pois se essa linguagem é mais compreensível, aqui fica. Sabemos que todos os anos se elabora, automaticamente, um ranking de clubes, na verdade ninguém anda a comparar os últimos com os primeiros… Sempre se comparam os que têm recursos e condições semelhantes. Uns clubes aspiram ganhar a Liga, outros simplesmente aceder à Liga dos Campeões, outros à Liga Europa… e outros a manterem-se apenas na Primeira Liga. Tão simples quanto isto. Os sócios de cada um dos clubes sabem e têm sentido comum, têm bom senso. Não se pede nem exige ao treinador do Braga nem do Santa Maria da Feira que tenha como objectivo ser o primeiro da liga… até porque bastará que os demais joguem mal (percam) para que fiquem na frente. Isto não é assim na Educação. Um aluno só aprova se conseguir obter metade da classificação total determinada par a prova. Mesmo que um aluno faça mal, o outro não lhe passa à  frente se não fizer bem! Em futebol, assistimos ao Benfica ficar apurado porque o outro clube que lhe poderia ter retirado o lugar perdeu! Não porque acertasse nas redes… fizesse golos.

 

Assim, falemos de rankings, apenas e só, quando conseguirem tornar as escolas verdadeiramente democráticas. Até que isso seja uma realidade… qualquer Ranking apenas traduzirá a falta de uma verdadeira reflexão sobre esta problemática por parte daqueles que o elaboram e também, obviamente, de quem os defende.

 

publicado por J.Ferreira às 13:25

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Sexta-feira, 18 de Novembro de 2016

Nas Tintas Para a Opinião dos Professores

Um dia perguntaram-me, o que fawer com uma criança ao chegar a hora de escolarizá-la???

Bom... — disse — Se fosse comigo... (e pudesse, obviamente), durante o tempo de escola "primária" emigraria para a nossa vizinha Espanha (Galiza) onde iniciei funções há cerca de 10 anos e de onde saí há apenas 3 anos,onde as escolas (urbanas !) havia turmas  com 25 alunos e turmas com apenas 8 ou 12 alunos mas todos de um único ano de escolaridade! E com todos os recursos, incluindo quadros digitais interactivos, salas dedicadas a idiomas, música, bibliotecas escolares apetrechadas (autênticas e verdadeiras mediatecas!) com dimensão superior a 2 salas de aula.

Enfim: é a diferença entre a "civilização" e a estagnação.

Quando saí de Portugal, em 2002 para exercer em paris, chocava-me a falta do recurso às tecnologias em Paris... ainda por cima porque entre 1995 e 2000, desempenhei (em Portugal) a função de formador na área de tecnologias de ensino. Em 2006, passei a exercer em Espanha, e pasmei ao ver a dimensão do investimento dos governos na Educação. Diria mesmo chocado com a diversidade e a qualidade dos recursos disponíveis nas escolas, onde se podiam desenvolver projectos com qualidade.

Foi aí que concluí que Portugal estava, definitivamente, ultrapassado. Os governos tinham abandonado as escolas e os recursos estavam estagnados! uma inegável e miserável falta de recursos.

Exerci num país em que a salas de aula estavam equipadas com os recursos tecnológicos necessários á escola actual...

Há 3 anos regressei ás minhas funções docentes em Portugal. E deparei-me com o irrefutável. Depois de ter passado por uma escola de montanha (com óptimos recursos para a aprendizagem!) acabei exercendo em Braga, numa escola de cidade onde a falta de recursos (ou a falta de qualidade, no que existe!) é a única constatação. A pocuo e pouco, a escola tem recebido apoio e equipamentos da Associação de Pais, fruto da "mendicidade", seja das quotas dos pais seja das rigfas que as crianças vendem,,, próprios de um país tercerio mundista, que aposta em Estádios de Futebol luxuosos que estão qwuase inutilizados e que custam mensalmente balúrdios ao Estado e aos contribuintes (como é o caso de Aveiro e Algarve). 

São os professores que, por sua inciiativa (e carolice) vão evitando que os equipamentos fiquem inutilizáveis... 

Nesta escola (sem internet fixa e funcional !)  onde se mendiga um computador velho (construídos em 2000...!), autenticamente "recuperados do lixo informático", isto é, resultaram da recuperação de computadores que resultaram da renovação dos meios informáticos em empresas famosas da região. Uma escola que mendiga um projector á Associaçãod e Pais... Ou seja, na era das tecnologias, estamos ainda muito longe de pensar em ter um quadro interactivo na sala de aulas. 

Ao mesmo tempo, a autarqui local (na sua autonomia de fazer o que bem entende com o dinheiro dos contribuintes!) decidiu refazer o espaço do recreio construindo um "campo de futebol" exterior...

Claro... porque dá mais nas vistas... e vem aí o ano de eleições!!! Nenhum docente o pediu... mas vão iniciar a sua construção no espaço que era de recreio de todos os alunos, retitrando-se à maioria das crianças que gostam de divertir-se de forma diferente do futebol, um espaço que era de todos!. passará a ser ocupado, cerca de 50% do recreeio livre, por apenas duas dezenas de alunso!!! e AINDA POR CIMA (dizem!) NÃO TERÁ BALIZAS...!!! 

Que esperam??? Nós sabemos: um incremento da agressividade e da violência entre as crianças que, com horas dedicadas semanalmente a futebol (nas escolinhas em que os pais inscrevem em horas não letivas, seja à semana ou ao fim-de-semana...)

Até aprece que é da emoção e da agressividade que os políticos gostam... quizas,. apra aprecerem nas notícias! Posi os docentes preferiam a convivªência á violência... Mas não foram tidos nem achados... Não foram ouvidso na tomada de decisões que dizem ser democráticas..:!!!  Se isto é democracia... que venha a ditadura!

Apresentaram a construção do campo de futebol como um facto consumado, informando que as obras (ABSURDAMENTE) serão iniciadas em período escolar... É INCRÍVEL... Numa das escolas onde exerci em Espanha, construíram um andar em cima do edifício existente, com 5 salas de aula no espaço de verão. Aqui, uma porcaria de trabalhos que poderia ser executada no próximo Período de Natal... vais er executado durante as aulas...! INCRÍVEL... Com o barulho e os movimentos de trabalhadore,s máquinas... que qualdiade se espera das aulas???

Em breve vamos assitir á construção de um campo de futebol que não foi pedido nem reclamada pelos docentes.

Em contrapartida, A REDUÇÃO DO ECO EXISTENTE NO PAVILHÃO DA ESCOLA (que mais parece uma capela para ópera!), RECLAMADO PELOS DOCENTES HÁ MAIS DE 2 ANOS, continuam por ser atendidos.

Não há condições de trabalho mas... ninguém se preocupa com isso: os alunos continuarão a ter de aprender em condições miseráveis... mas TERÃO UM LUXO DESPORTIVO.

É triste... Os nossos "governantes" locais vão construir um campo de futebol... (que apenas será utilizado nas aulas de AFD em dias de bom tempo) mas nada fazem para remover a ressonância do som no pavilhão (que pode ser utilziado todos os dias!).

É triste... Os nossos "governantes" locais vão construir um campo de futebol... (que apenas será utilizado nas aulas de AFD em dias de bom tempo) mas recusam-se a fazer a montagem de uma cobertura numa parte do espaço exterior da escola para efeitos de recreio em dias de chuva...

O ESPAÇO COBERTO reclamado há mais de 3 anos continuará por construir, enquanto a agressividade e a violência entre alunos continuará a incrementar-se. O MAIS GRAVE E TRISTE... é que os políticos "estão-se nas tintas para a opinião dos professores". Não interessa o que dizem os docentes...

O campo de futebol será feito contra a vontade dos docentes... contra as necessidades pedagógicas! E, obviamente, choverá nele durante a maioria do ano... e os alunos não irão desfrutar da sua construção... Mas terão um campo de futebol!

A biblioteca... ficará por fazer! O arranjo acústico do pavilhão... continuará por fazer! As zonas super-perigosas do recinto continuarão por arranjar... até que haja um acidente grave e alguém se tenha que deslocar à morgue!!

Enfim... Uma triste tristeza... que só conduz ao desânimo e à desmotivação de professores e ao desencanto profissional.

publicado por J.Ferreira às 21:20

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Domingo, 13 de Novembro de 2016

PAIS de ONTEM na escola de HOJE

TUDO SE EXIGE À ESCOLA... COMO SE FOSSE FEITA DE SUPER-HOMENS e SUPER MULHERES chamados de PROFESSORES. "Pretendem que A ESCOLA SEJA "um estabelecimento que deve ensinar a educação para o trabalho, educação para o trânsito, educação sexual, educação física, artística, religiosa, ecológica e ainda português, matemática, história, geografia e língua estrangeira moderna." PORÉM... "supor que uma instituição com essa carga de atividade seja capaz de dar conta daquilo que uma mãe ou um pai é que tem que ensinar a um filho ou dois é não entender direito o que está acontecendo.

A FUNÇÃO DA ESCOLA É A ESCOLARIZAÇÃO: "é o ensino, a formação social, a construção de cidadania, a experiência científica e a responsabilidade social. Mas quem faz a educação é a família. A escolarização é apenas uma parte do educar, não é tudo." E continuamos a ter pais que dizem sistematicamente: "Dantes é que se aprendia na escola"! Mas, quando confrontados com um simples trabalho de casa, depressa se dão conta de que, afinal, não aprendiam nada! Sim. Por isso temos a governar o país os diplomados de antigamente e ... estamos como estamos!

Nem a ter "boas maneiras" aprenderam a ver como se comportam os nossos parlamentares — lembram-se do "Estou-me cagando para o segredo de Justiça (Ferro Rodrigues ou do Ministro Manuel Pinho faz "cornos" à bancada do PCP na AR)? — Nem a ser cordiais e democratas aprenderam ... Agora, confrontados com a quantidade de conhecimentos que os filhos têm de adquirir, com a cada vez mais precoce exigência nos conteúdos e saberes, confessam:

"Ó professor... Eu não sei como se fazem essas coisas... No meu tempo não se aprendia nada disto". Claro que, quando se os ouve falar do "estado da educação actual" continuam a dizer "A antiga 4ª classe valia mais que o 12º ano de agora! É... ANEDÓTICO... INCOERENTE... diria mesmo ESTÚPIDO! Mas são os "pais" (leia-se, progenitores dos alunos) que temos! E não os podemos nem mudar... nem exportar: nenhuma criança de outro país os quereria!

publicado por J.Ferreira às 11:27

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Terça-feira, 8 de Dezembro de 2015

Portugal Melhor do que Esperado no PISA

Para saber ler números não basta olhar para os algarismos que os compõem!

Finalmente, aparece um estudo que, se lerem até ao final, demonstra bem o quanto se pode manipular e exigir resultados. É comos e pudéssemos exigir a um trabalhador de "pá e pica" que abra os alicerces de uma casa com a mesma velocidade de quem tem uma retroescavadora. Por isso, para se afirmar que se sabe ler números, não basta olhar e saber pronunciar a correspondente ordem de cada um dos seus algarismosPor isso especialistas na análise de dados afirmam que, Portugal apresenta um desempenho melhor do que o esperado no PISA.

"Portugal participou em todos os ciclos do PISA (Programme for International Students Assessment), onde, regra geral, foram escolhidos aleatoriamente 40 alunos, com 15 anos, de cada um dos cerca de 250 agrupamentos de escolas selecionados, também estes aleatoriamente. Os resultados do PISA têm como base o desempenho dos alunos na resolução de problemas do dia-a-dia na área da Literacia, da Matemática e das Ciências. 

O ranking dos vários países no PISA, quando é publicado, gera um grande alarido, suscitando sempre, nos meios de comunicação social, vários tipos de análises, ilações, justificações e sugestões, provenientes de inúmeros quadrantes. Os resultados do PISA são um argumento, frequentemente, mencionados sempre que é conveniente, ou necessário, justificar a implementação ou extinção de novas medidas, nomeadamente, por parte das equipas ministeriais ou comentadores.

Face aos padrões de desempenho estabelecidos pela OCDE, ao “retrato” de cada país comparativamente com os restantes, o PISA avalia a eficácia do sistema educativo de cada país. Apesar do PISA dispor de dados que permitem contextualizar e identificar fatores que influenciam o desempenho dos alunos (dados obtidos através da aplicação de inquéritos a alunos, pais e à escola), estes têm um papel bastante diminuto na elaboração dos rankings.

Será justo comparar sistemas de ensino com contextos socioeconómicos tão díspares como por exemplo: a Alemanha, o Perú ou a Indonésia? Qual seria a avaliação/desempenho destes sistemas de ensino quando aplicados em países e alunos com contextos socioeconómico similares? Baseado nos resultados do PISA 2012, é a esta e outras questões que o estudo de dois investigadores, na área da Educação, da Universidade de Oxford, Daniel Caro e Jenny Lenkeit, procura responder. No seu estudo, a avaliação da eficácia de cada sistema de ensino tem em consideração a diferença entre o desempenho real dos alunos, segundo o ranking da OCDE, e o desempenho esperado tendo em conta o seu contexto socioeconómico, das escolas e dos países de que são oriundos. Este estudo apresenta algumas conclusões curiosas:

  1. A Turquia, Tailândia e Indonésia, embora tenham um desempenho abaixo da média nos testes do PISA, têm um sistema de ensino eficaz quando é considerado o contexto socioeconómico.
  2. Os E.U.A, a Suécia e a Noruega apresentem um desempenho superior à média nos testes do PISA no entanto, integram a lista dos países com sistemas educativos menos eficazes, quando é tido em conta o contexto socioeconómico.
  3. Os sistemas de ensino de Hong Kong, da Coreia e de Taipei (China) são considerados muito eficazes: apresentam resultados muito bons, independentemente, de ser considerado, ou não, o contexto socioeconómico na avaliação dos resultados dos testes do PISA.
  4. O México, a Espanha, a Finlândia e a Nova Zelândia apresentam um desempenho esperado quando é tido em conta o contexto socioeconómico, sendo os resultados muito semelhantes quando o mesmo não é considerado.
  5. O Qatar, a Jordânia e a Argentina têm um desempenho abaixo do expectável, considerando o contexto socioeconómico.

Por exemplo, na área da Matemática, em termos absolutos, a Noruega, os EUA e Portugal têm um desempenho muito similar. No entanto, dado o contexto socioeconómico dos três países, a Noruega e os EUA tem um desempenho inferior ao esperado, enquanto Portugal tem um desempenho superior ao esperado.

Ainda, segundo este estudo, o ranking da OCDE sofre grandes alterações ao ser considerado o contexto socioeconómico dos países, por exemplo:

  • A Tailândia, a Turquia e Portugal têm um desempenho muito superior ao esperado;
  • A Noruega, a Suécia, os EUA, Israel, a Grécia, a Jordânia e o Qatar tem um desempenho inferior ao expectável.

Provavelmente, existem outros fatores que poderiam/deveriam ser considerados mas este estudo permite olhar para o PISA sobre outra perspetiva, sem ser em termos tão absolutos! Partilho os resultados deste estudo como contraponto e/ou informação complementar … que vale o que vale, na época em que os estudos sobre todo e qualquer assunto proliferam e onde cada um interpreta os resultados e os números como melhor lhe apraz!"

 

Para ter acesso á notícia integral vá até Qlick Professor.

 

publicado por J.Ferreira às 16:27

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Quarta-feira, 18 de Novembro de 2015

O Futuro Visto do Passado

Nota Prévia: VEJA NO FIM o LINK para A NOTÍCIA que INSPIROU ESTE POST

 

Neste espaço que tenho dedicado à sociedade, hoje decidi deixar aqui algo autobiográfico. Não tenho a pretensão de ser nada nem ninguém na sociedade mas tão só de colocar aqui pequenas reflexões dando o meu contributo para tentar contribuir para a mudança de aspectos que creio, convictamente, merecerem a dedicação de algum do meu tempo.

Nunca me senti futurologista... Alguns dizem que sim... Até de visionário já ouvi. isto porque há anos que previa muita da realidade que nos últimos anos se tem concretizado.

Gostava de lembrar o que já dizia eu, em 1992 (ano em que frequentava o curso de Sociologia das Organizações, na Universidade do Minho), a respeito das reformas chorudas que, no futuro, os funcionários públicos iriam receber. Sim. Em 1992, no mesmo ano em que foram publicados artigos no jornal da Associação Académica da Universidade do Minho, denunciando o sistema de financiamente do ensino superior com as propinas dos estudantes — que muito consideravam justas, fazendo escola na época, e transformando-se no discurso politicamente correcto, incluindo de senhores como Miguel de Sousa Tavares que dirigia, na televisão, o Programa "Viva a Liberdade", com a participação de António Barreto (do PS) e Pacheco Pereira (do PSD) — onde denunciava e apresentava argumentos que provavam exactamente o contrário, isto é, a enorme injustiça da introdução do princípio do utilizador pagador na frequência das Universidades.

Sim... um princípio que reneguei. E devo dizer, defendi sempre o princípio do “beneficiário-pagador”. Sim, deveriam pagar os que beneficiaram de instituições do Estado, estudando inclusivamente, mas só quando começassem a retirar benefício do curso que frequentaram, ou então, o Estado passaria a "vender cursos" independentemente do produto ter ou não eficácia. E foi o que aconteceu. Instituíram-se as propinas, os estudantes começaram a pagar e... imaginem, licenciaram-se em cursos que o Estado permitia "vender" nas Universidades... mesmo sabendo que eram para o desemprego. A minha proposta de então é que passassem a pagar depois de começarem a retirar o benefício do curso. Depressa o Estado deixaria de "vender" cursos que para nada serviam (como aliás, ainda hoje, o continua a fazer, em nome da liberdade de escolha dos jovens. mentira; em nome de manter o trabalho a uns quantos que nas universidade não sabem fazer mais nada, não podem mudar de área... Por isso acusava o Estado de fazer os jovens pagar propinas par o Desemprego. A realidade veio dar-me razão cerca de 10 ou 15 anos depois... 

Mas se o Estado aprendesse, muitos cursos sem saída profissional teriam fechado. Mas não. Continuam porque agora, as universidades "vendem" cursos como as lojas tipo "Casa China" vendem produtos de todo o tipo, e que as pessoas compram, muitas vezes, independentemente de saber se realmente lhes fazem falta. mas trata-se de coisinhas de 5 euros... Não de cursos que queimam 5 anos de uma vida aos jovens e que chegam a custar mais de 25.000 euros ou 30.000 euros!

Se alguns dos meus companheiros nas tertúlias de café (porque me classificavam de "pessimista", a que eu respondia ser um "realista antecipado"!) tiverem boa memória, recordarão do que eu dizia quando me acenavam com as "chorudas reformas" que, no futuro, como funcionário público, teria direito (e que eram motivo de inveja de quem nos rodeava):

"—Quero lá saber do que me prometem. O que conta é o que ganho agora. Estou seguro de que, com a redução da natalidade, quando chegar à reforma, já nem metade do salário vamos receber. Com sorte, ainda teremos uma pensão de sobrevivência." Ainda me faltam 5 anos para concluir os 35 anos de serviço (e de descontos!) com que então tinha direito à reforma... E, que vemos??? Afinal, era pessimista!??? Ou um Optimista bem informado? Vejam a notícia: "Pensões pagas a partir de 2025 valem menos de metade do salário. Em 2025, a pensão corresponderá a menos de 45% do salário e em 2060 a pouco mais de 30%."

Lembro-me de dizer que na minha família nascia uma criança por cada três adultos... E se todos queriam reforma, a minha filha (apenas tinha na altura uma filha... agora já são quatro!) teria de assaltar um banco todos os meses!!! Porque dificilmente ganharia quatro vezes o meu salário para pagar uma para a mãe, outro para mim, outro para ela viver... E, por último, um salário para contribuir para que os meus irmãos sem filhos (e que descontaram para os outros cobrarem a reforma enquanto eles eram contribuintes) pudessem receber também alguma coisa!!!... 

Não me sinto um visionário porque era Matemática Simples... Enfim... Estamos mal porque os políticos que nos (des)governaram desde 25 de abril de 1974 até hoje (esses sim, visionários!!!) não tiveram visão nenhuma de futuro... E se a tiveram, foi como a de Francisco, Lúcia e Jacinta... seguramente!

Pode aceder aqui ao vídeo que fala sobre as pensões dentro de 10 anos, publicado na página da RTP . Mas também aqui, na reportagem da TVI... Não se iluda... Não estamos assim tão longe

 

publicado por J.Ferreira às 21:15

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Sexta-feira, 13 de Novembro de 2015

Qualidade da Educação em Portugal

A notícia que acaba de ser publicada sobre os resultados dos alunos portugueses nas Olimpíadas de Matemática deveria ser um forte motivo para subir o ânimo dos portugueses e uma razão extra para que todos nos sintamos orgulhosos!

"Quatro jovens da equipa portuguesa ganharam medalhas de ouro, prata e bronze nas Olimpíadas Ibero-Americanas de Matemática (OIAM), que terminam sábado na cidade porto-riquenha de Mayagüez."

É pena que com estes resultados, não apareça nenhum ministro a elogiar o trabalho dos professores??? 

Por que será? 

Simples... Porque por aqui também se vê a qualidade do ensino em Portugal...

E conclui-se que, QUEM NECESSITA REALMENTE DE SER AVALIADO EM PORTUGAL NÃO SÃO OS PORFESSORES...! Os resultados estão à vista... ainda que os ministros não o queiram reconhecer.

QUEM NECESSITA DE SER AVALIADO EM PORTUGAL SÃO... OS POLÍTICOS...!!

PORQUE, este tipo de ser humano a que normalmente chamam políticos... estão sempre preparados para aparecer e retirar proveito dos resultado do trabalho dos outros... NÂO ADMIRA POIS QUE...

1. SE OS RESULTADOS DOS ALUNOS SÃO EXCELENTES... O MÉRITO É DOS POLÍTICOS?

2. QUANDO OS RESULTADOS DOS ALUNOS SÃO DEPRIMENTES... A CULPA É DOS PROFESSORES?

 A verdade é que, nas nossas escolas, os professores são como mágicos da cozinha que, mesmo sem ovos, conseguem fazer omeletas !!!

Não cremos, no entanto, que o mérito ou demérito seja exclusivo de uma das partes. É um conjunto de circunstâncias que faz com que alguns alunos sejam capazes de aproveitar ao máximo o conhecimento que os professores se esforçam para que adquiram!!! E, seguramente, com muito esforço dos alunos pois, aprender não pode ser SEMPRE uma brincadeira (como pensam alguns!). Aprender, exige esforço e, esse esforço, é muito superior da parte de quem quer aprender... porque, nem o melhor professor do UNIVERSO poderia fazer aprender um aluno que não quer aprender ou tem limitações que o impedem de aprender!

Ora, meus caros, isto apenas vem confirmar o que há muito defendemos: "os alunos não são tijolos!"

 

Por que é que Portugal caminha para o abismo, governo atrás de governo???

Porque temos políticos indignos do cargos que representam na nação...!!

Porque temos um sistema partidocrático (partidocracia mais do que democracia), corrupto e incompetente, que tem permitido aos políticos que nos têm (des)governado nos mais de 40 anos de democracia seguir em frente impunemente.

São os partidos que têm feito o país mergulhar na miséria e que têm contribuído, sistematicamente, para que o país se afunde cada vez mais, explorando os salários e cotizações dos trabalhadores para suportar autênticos rombos nas finanças públicas, seja através das famosas Parcerias Público-Privadas (PPP's) em que o Estado fica sempre a perder milhões (ainda que alguns tenham tentado fazer renegociações para pouparem uns tostões!!!), seja por nacionalizações de bancos que, mesmo em queda, não têm vergonha de praticar indignidades como aumentos de triplo em reformas já de si multimilionárias para os seus incompetentes dirigentes que os afundaram.

 

 

publicado por J.Ferreira às 21:42

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Sábado, 24 de Outubro de 2015

Finlândia Deixa a Criança Ser Criança

A Finlândia dá exemplo no sistema de educação e não apenas infantil, onde as crianças são mais livres para serem crianças. O sistema educacional finlandês é considerado como um dos melhores do mundo e os bons resultados que lá se obtêm, o comprovam.

Como se conseguem tais resultados?

 

1. Professores são profissionais valorizados

A educação é uma profissão de prestígio e os professores são considerados autoridades na escola e na sociedade.

2. A educação é totalmente gratuita e, portanto, acessível a todos

A educação é obrigatória entre os 7 e os 16 anos e todas as escolas, para essas faixas etárias, são públicas. Os livros e o material escolar também são gratuitos. Toda escola garante a alimentação das crianças durante o dia, com qualidade nutricional. O transporte escolar é fornecido pelas municipalidades e também é gratuito.

3. Investimentos equitativos e justos

Os investimentos públicos em educação são feitos de forma equitativa e os fundos estatais são repartidos, de forma justa, entre as municipalidades, em cifras variáveis que visam atender as necessidades específicas de cada comunidade. Essa condição gera igualdade de oportunidades, que é considerada um valor essencial.

4. Currículo comum mas especial

O currículo escolar é comum a todos porém, é organizado por cada centro educacional específico. Cada escola e seus professores desenham o currículo para a comunidade que será atendida por eles e planejam sua aplicação de forma a lograr os objetivos que considerem melhores.

5. A educação é personalizada

Os alunos com necessidades especiais são acompanhados desde os primeiros momentos, aumentando assim seus índices de sucesso e minimizando as porcentagens de fracasso escolar. O ritmo de aprendizagem individual é respeitado, não são aplicadas provas e atividades estandartizadas. Os professores atendem o mesmo grupo estudantil desde o 1º até o 6º ano de escolaridade, acompanhando sua classe na evolução escolar e aprendizagem.

6. Os alunos têm tempo para tudo

Estudar, brincar e descansar são funções sérias do processo de aprendizagem e igualmente valoradas. O 1º ano de escolaridade obrigatória só é começado aos 7 anos, quando se considera que a criança está madura para aprender. Os estudantes do ciclo fundamental, dos 7 aos 12 anos, têm só 3 a 4 classes por dia, com descansos de 15 minutos entre estas e mais um horário para alimentação. As lições que seriam para casa são feitas nas classes.

7. A preparação de aulas é considerada parte da jornada de trabalho do professor

Os professores dão menos classes que em outros países, o tempo em que estão em sala de aula é menor e têm horas específicas, na escola, para preparação das suas aulas futuras, pesquisar temas, interagir com outros docentes, etc.

8. Até o 5º ano do fundamental os alunos não têm provas nem recebem notas

A competitividade não é valorizada. Os relatórios dos professores são somente descritivos sobre seus alunos, os educandos não são valorados em notas.

9. É valorizada a curiosidade e a participação do estudante

A imaginação e a capacidade de realização são valores importantes para a sociedade finlandesa onde abundam profissionais das artes assim como os de tecnologia e engenharias. Este desenvolvimento criativo é fomentado durante todo o processo educativo onde se valora a criatividade, a experimentação e a colaboração em detrimento dos processos de memorização.

10. Os pais estão envolvidos no processo educativo de seus filhos

A sociedade e as famílias consideram que a educação é fundamental e que deve ser complementada com atividades culturais. Os pais dispõem de ajuda social em sua vida profissional para poderem conciliar suas atividades com o atendimento à família.

publicado por J.Ferreira às 02:01

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Pedofilia Académica Versus Direito a Ser Criança

Os políticos em Portugal têm vindo a levar a cabo sucessivas reformas do sistema educativo que conduzem a um massacre sobre as crianças. Em nome da qualidade dos resultados, em nome do êxito escolar e profissional futuro, aumentam exponencialmente as dificuldades do currículo. Como se não bastasse, aumentam a pressão sobre os professores para que se forcem aprendizagens apra as quais a criança não está preparada. 

A criança, ainda mal se equilibra e já está a ser periodicamente submetida a testes e mais testes, mais avaliada que acompanhada nas aprendizagens. E cada vez mais em mais tenra idade. Os governos são os únicos responsáveis pelo estado a que chegou a educação. Os professores, confrontados com a imagem degradada que os políticos fizeram passar na comunicação social, há muito que deixaram de ter voz junto dos progenitores das crianças e, ainda que a tivessem, nada poderiam fazer frente a políticos irresponsáveis que fazem as leis.  Aos professores não lhes resta outra alternativa que cumprir o estipulado nos normativos legais sob pena de processos disciplinares.

Desta forma, vemos crianças de muito tenra idade submetidas a pressão de aprendizagens inadequadas para as suas estruturas mentais. Esta inadequação dos programas e metas curriculares às estruturas psicológicas e mentais das crianças, leva-nos a afirmar que, o que os responsáveis ministeriais têm vindo a fazer com as alterações curriculares é uma autêntica pedofilia académica. 

Por isso, não admira que outros países europeus sejam os ideais não apenas para se ser pai, mãe, avô e avó mas, e sobretudo, para se ser filho, se ser criança...!

 

"Os países do norte da Europa, sabemos, são os melhores lugares do mundo para se ter um filho, porque estes países investem, valorizam e sustentam a criação de famílias e filhos. E no que concerne à educação infantil, na Finlândia, a peça fundamental dos jardins de infância e escolinhas deverá ser única e exclusivamente o “brincar”.

 

Que a brincadeira é a chave de uma melhor aprendizagem para as crianças pré-escolares (e provavelmente até mesmo depois desta idade) já se sabia. A novidade é que aos pequenos finlandeses que frequentam a pré-escola (crianças que têm cinco ou seis anos) não lhes serão mais ser ensinados os instrumentos para a leitura e a escrita, nem a tabuada ou probleminhas simples de matemática para se resolver. As escolas serão focadas totalmente nos jogos e nasbrincadeiras e na aprendizagem alegre e divertidas através do contato com a natureza, músicas, dança, esportes e outras atividades lúdicas.

É propriamente deste modo que, de acordo com os finlandeses, as criançaspodem usar melhor os seus potenciais para desenvolver a linguagem, para aprender a fazer as contas de matemática e para conviver com os outros, de uma forma positiva.

Nas escolinhas finlandesas existem mesinhas e cadeiras, mas são muito pouco usadas, apenas uma vez por semana. No resto do tempo não se senta: se corre, se salta, se faz molduras com argila e tantas outras coisas.

Na Finlândia portanto, o foco da educação infantil está totalmente ligado à aprendizagem alegre através do jogo. Os finlandeses estão convencidos de que esta é a chave que vai ajudar as crianças a aprender melhor e também a se lembrarem do que aprenderam.

Isso não quer dizer que a leitura e a escrita serão automaticamente proibidas das escolinhas finlandesas, mas simplesmente que tais atividades não serão mais impostas automaticamente nos métodos tradicionais de ensino infantil porque “é assim que se aprende.”

Pelo contrário, uma reunião entre educadores e pais poderá estabelecer um plano de aprendizagem personalizado para cada criança, de acordo com suas necessidades. Além disso, se a criança demonstra interesse em livros e escrita, será, obviamente, incentivada e ajudada pelos professores para melhorar as suas habilidades.

Parece que esta abordagem é particularmente bem sucedida a longo prazo. A Finlândia é um dos países mais alfabetizados do mundo e com uma das mais altas taxas de instrução. E vamos admitir, quem não gostaria de ter estudado em um jardim de infância nestes moldes?"  Podem ver aqui o Texto Original

 

publicado por J.Ferreira às 01:32

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Quarta-feira, 22 de Abril de 2015

Depois da Injustiça para com os Professores Titulares...

LISTAS GRADUADAS DE CONCURSOS DE DOCENTES PROVAM QUE
O MEC OPTOU PELA INJUSTIÇA

Com a divulgação da lista graduada de candidatos aos concursos de docentes para 2015/2016, fica provado o que a FNE sempre denunciou, isto é, que a designada “norma-travão”, em vez de resolver as questões de injustiça, vem antes agravá-las.

Com efeito, o que se prepara para acontecer é que nem um milhar de docentes será integrado nos quadros a partir de 1 de setembro de 2015. Mas, o que traz mais gravidade e injustiça à situação é que muitos dos que vão entrar nos quadros têm menos tempo de serviço do que muitos milhares com muitos mais anos de serviço

A FNE sempre defendeu o pleno cumprimento da lei e das diretivas comunitárias, em termos de direito à vinculação para os docentes que reúnem três ou mais anos de contratos de ano inteiro. Estão, aliás, nos Tribunais Administrativos de Lisboa, Beja e Porto, ações que visam garantir este direito, admitindo-se que possa haver a curto prazo algum desfecho em relação a elas.

A FNE discordou dos limites que o MEC estabeleceu, na legislação de concursos, quanto à definição dos critérios a que passaria a obedecer o direito a uma vinculação “automática”. Foi essa uma das razões que impediu que houvesse acordo aquando da negociação desta matéria. Já nessa altura a FNE denunciava o facto de uma tal situação provocar injustiças relativas da maior gravidade. O MEC preferiu não ouvir a argumentação da FNE e manteve a sua posição.

O que agora é perfeitamente visível, através da publicitação das listas graduadas, é que se prova que as injustiças são gritantes.

A FNE reunirá amanhã o seu Secretariado Nacional e apreciará esta situação, determinando as ações que forem necessárias, em complemento das que já estão em curso em sede de Justiça.

publicado por J.Ferreira às 17:12

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