Quarta-feira, 3 de Setembro de 2014

Estatuto dos Professores ao Nível do Solo

No Brasil... Alexandre Garcia é um homem corajoso que coloca o dedo na ferida em diversas matérias a que a Educação não escapa. No vídeo que apresentamos, surge, uma vez mais, com um discurso de "partir a loiça" toda. Talvez também por isso lhe calaram a voz na TV Globo.

Alexandre Garcia afirma que o "professor é qualidade... e não é apenas salário!". Pagam-lhe o mínimo porque não lhe podem pagar pior!!! Ele fala do professor como "construtor do país... do futuro"... Diz que o professor "precisa de salário que lhe dê tranquilidade para viver e leccionar!" e, ainda que usando argumentos menos fortes, explica: "Para que possa se vestir dignamente, à altura da nobreza da profissão".

É um pouco isto (e muito mais) que o espera... E não tem papas na língua, colocando o dedo na ferida, atingindo os senhores do poder...  dos interesses... dos (des)governantes.

 

 

"Os portugueses têm uma confiança moderada no seu sistema de ensino e a maioria não quer que os seus filhos sejam professores."

"Estas são duas das conclusões do primeiro estudo internacional que compara as atitudes em relação aos docentes em todo o mundo."

 

As duas afirmações anteriores constam de um relatório publicado em 2013 o qual nos leva a concluir que, em Portugal, apesar dos discursos falaciosos dos governantes entre 2005 e 2011, por parte do então primeiro-ministro, José Sócrates, da pessoa que escolheu para Ministra da Educação do seu primeiro mandato (Maria de Lurdes Rodrigues) e de alguns Secretários de Estado (como Valter Lemos) o estatuto dos professores anda pelas ruas da amargura. O pior é que o estatuto actual dos professores não foi fruto de uma constatação realizada pelos portugueses em geral, sejam pais e encarregados de educação ou não. Esses valorizavam os professores. O estatuto actual dos professores é, antes, o resultado de uma acção política intencional (irresponsável..:!!) levada a cabo por alguns (des)governantes (alguns deles, com certificados e diplomas foram questionados na sociedade nesse mesmo período, contrariamente aos dos professores profissionalizados pelas universidades cuja certificados nunca foram alvo de qualquer suspeita.).

 

Falta coragem ao ministério da educação para colocar um ponto final na degradação que políticos anteriores provocaram num grupo profissional brioso, que trabalha sem os recursos necessários e que, com os parcos de que muitas vezes dispõe, faz autênticos milagres educativos. Enquanto tal não se verificar, o Estatuto dos professores em Portugal continuará a degradar-se, visivelmente, ano após ano! No mesmo período em que Portugal espezinhava os seus professores, em Espanha, passavam spots na rádio com mensagens com sentido exactamente contrário: valorizando os professores. Com mensagens aludindo aos progressos políticos, sociais, económicos e culturais da Espanha, pronunciavam frases que sempre começavam por "Gracias a nuestros profesores..."!

 

Samuel Silva (jornalista do jornal “Público”) divulgou um Estudo Internacional pioneiro que avaliou atitude das sociedades de 21 países em relação aos seus docentes e sistema educativo, o qual conclui que o estatuto social dos professores em Portugal se encontra entre os mais baixos do mundo. Os professores portugueses estão no último terço da tabela. Seguem excertos do texto da notícia com algum comentário à mistura:

 

Portugal é um dos países em que o estatuto social dos professores é mais baixo, situando-se no último terço do ranking divulgado nesta quarta-feira. O estatuto social dos professores em Portugal é o 14.º do mundo, numa lista com 21 países, conseguindo um resultado mais baixo do que a maioria dos seus parceiros europeus como Espanha, França ou Finlândia. Ainda assim, os docentes nacionais conseguem melhores avaliações do que os colegas da Suíça ou da Alemanha, cujos sistemas de ensino costumam aparecer bem cotados nos relatórios PISA, da OCDE, bem como do Japão e da Itália. O ranking é liderado pela China, seguida da Grécia, Turquia e Coreia do Sul. O pior resultado é o de Israel, seguido de Brasil e República Checa.

Estes dados foram recolhidos pelo Varkey GEMS Global Teacher Status Index, o primeiro estudo de sempre sobre o estatuto social dos professores que tenta comparar as atitudes em relação aos docentes em 21 países. Tendo por base inquéritos de opinião realizados junto das populações, os autores do trabalho concluem que a maioria dos portugueses não quer que os seus filhos sigam a carreira docente.

Confiança "moderada" no sistema
Os portugueses mostram também uma confiança “moderada” no seu sistema de educação – ainda assim com melhores resultados que estados como a Alemanha, Itália, França, Espanha e Grécia –, mas dão nota positiva aos professores, a quem atribuem um nível de confiança de 6,5 (numa escala de 10), o segundo mais alto a nível europeu. “Isto sugere que Portugal deposita maior confiança nos seus professores do que no sistema de ensino”, salientam os autores.
Os cidadãos nacionais acreditam que o salário “justo” para os docentes seria significativamente superior àquele que estes realmente recebem. 

 

"Outra conclusão do relatório aponta para o facto de a generalidade dos portugueses apoiar um sistema de vencimento em que os professores sejam pagos em função da performance dos alunosQuase 80% dos inquiridos estão de acordo com a medida, o valor mais alto em todos os países europeus avaliados, cuja média é de 59%.

 

 

Comentário: Então, se um professor conseguir que os seus alunos passem de notas médias de 7 ou 8 para médias de 13 e 14 deve ganhar menos que um professor que tem alunos com médias de 18 e que passam para 16 valores no final do ano? Por outro lado, é legítimo e lógico perguntar imediatamente: Quem quereria leccionar nas escolas de bairros degradados?? 

 

 

"O documento mostra que há diferenças significativas no estatuto dos professores a nível mundial, mas “não é clara a correlação entre o estatuto social dos professores e os resultados dos estudantes”, apontam os seus autores, mesmo nos países em que já existe uma relação entre os vencimentos dos docentes e a prestação dos seus alunos."

 

"O relatório conclui também que não existe uma associação estatística entre o desempenho dos sistemas de educação nos relatórios PISA e o nível de confiança de uma população nos seus professores."

"Este estudo foi realizado pela Fundação Varkey GEMS Foundation, uma organização sem fins lucrativos, do grupo GEMS Education, criada para melhorar os padrões de educação para crianças desfavorecidas. Uma das variáveis analisadas foi o nível de respeito dos estudantes em relação aos professores, que atinge valores mais baixos na Europa. No que toca à confiança, os docentes recebem nota positiva em todos os países analisados. A média é de 6,3 e nenhum país avalia em menos de 5 os professores, com a Finlândia e o Brasil a liderarem a lista."

 

publicado por J.Ferreira às 23:15

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Segunda-feira, 25 de Outubro de 2010

Ministério Engana Deliberadamente os Docentes

No Público vemos o que a Ministra vem dizer de novo mas que já havia sido dito no Parlamento. Até quando continuaremos a ser enganados sempre pelos mesmo? Quando teremos coragem de mudar... efectivamente?

 

É triste que se tratem assim as pessoas... Como se fôssemos um bando de fantoches, de bonecos, de...

"A ministra da Educação, Isabel Alçada, assumiu hoje no Parlamento a impossibilidade de realizar o concurso de professores em 2011 que se havia comprometido com os sindicatos devido à contenção orçamental.

 

Pergunta-se: Mas... que andou a fazer a Senhora Ministra durante todo este tempo, desde que chegou ao Ministério? A tratar da sua imagem... dos seus dentes para emanar aquele sorriso convincente e enganar os portugueses mais facilmente? Ou terá andado a preparar a mensagem de início de Ano Lectivo (aquela vergonha de que até os mais pequeninos fizeram chacota)?

Os professores deveriam ter tomado mais atenção aos alertas da oposição!... Ouçam o que disse Ana Drago no Parlamento!

O Secretário de Estado já na altura sabia que tínhamos caído no engodo". Por isso, que não venha esta senhora com palavras mansas, de circunstância dizer que "era sua "intenção séria" realizar o concurso"! De facto, fomos enganados...

E com um único e claro intuito: tentar apaziguar as hostes para desarticular a máquina de protesto que os professores tinham conseguido organizar e desmobilizar tudo e todos da luta que estava a ser justamente travada e a ter eco no meio social. É a velha máxima, dividir para reinar. Conseguiu de novo desmobilizar. Agora, tendo voltado ao ponto de partida, há que exigir com mais veemência. Sabemos que será bem mais difícil mas, com paciência e persistência, com sacrifício e esforço de todos, a GREVE pode ser um êxito. Vamos mobilizar-nos de novo. Estou convicto!...

Agora, vejam e ouçam com um pensamento na mente: "Quem te avisa teu amigo é".

 

 

 

Tal como Ana Drago afirma, "Chegou a hora de colocar um ponto final na irresponsabilidade do Ministério da Educação."! Já basta de fazer dos professores o bode expiatório e a cobaia para as brincadeiras socialistas... A Educação é um assunto sério demais para ser colocado como objecto de brincadeira, como mais "Uma Aventura" de Isabel Alçada. Estamos fartos...

 

"A situação que vivemos actualmente impede o ministério de realizar o concurso extraordinário de docentes em 2011, mas serão colocados todos os docentes necessários nas escolas", disse Isabel Alçada durante uma audição da Comissão de Educação, que ainda está a decorrer.

Sem querer entrar em pormenores sobre o Orçamento da educação, a ministra afirmou que é convergente com o objectivo de reduzir despesa que se exige a todos os ministérios. De acordo com a ministra, o adiamento do concurso "não compromete outras medidas", mas admitiu também que o acordo de princípios assinado com os sindicatos só será cumprido naquilo que não colidir com o Orçamento do Estado, o que levou a oposição a afirmar que não resta nada do programa do PS, nem do acordo."

 

É incrível. Afinal ela é a Ministra da Educação ou é a Secretária do Orçamento? Fica com o que resta? Com as sobras? Será ela a lambe-botas do Conselho de Ministros? Ou é Ministra?

 

A ministra defendeu que nenhuma medida é arbitrária e manifestou solidariedade com os professores, reafirmando que era sua "intenção séria" realizar o concurso. A declaração de Isabel Alçada levou a oposição a exclamar que os professores não pedem solidariedade, pedem justiça.

Isabel Alçada garantiu que não estará em causa o funcionamento das escolas e que a medida afecta toda a administração pública. A ministra justificou que o maior peso do Orçamento do Ministério da Educação é com recursos humanos e que está a ser exigido ao Governo que reduza despesa."

 

Mas, será que esta senhora (José Sócrates e os demais compinchas do governo!) ainda não se deram conta de que o material de que se faz a educaçãosãopessoas, são recursos Humanos? Que não se faz Educação com o Magalhães? Que a Educação se faz, essencialmente, com Professores (motivados, incentivados, mobilizados)? 

Que esperam? Que trabalhem em cada vez piores condições?

Que pretendem? Transformar os professores em "Escravos do Século XXI"?

publicado por J.Ferreira às 23:40

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Domingo, 11 de Novembro de 2007

Pais Contra a Ministra da Educação

 

Pais e Alunos contra a Ministra da Educação?

Impossível? Ou nem por isso!...

Basta que os professores decidam levar à prática ideias que pairam pela internet... A força dos media permitem aos governos entulhar a opinião pública que, injustamente, se virou contra os professores como se fossem os culpados das desgraças que atingiram o nosso país...

Já todos sabemos que não podemos contar, da parte dos governos, com uma postura digna e dignificante da classe. Dos diferentes governos que sucessivamente têm resultado das eleições (e já por lá passaram quase duas dezenas!) nenhum quer assumir a responsabilidade pelas políticas dos anteriores (quantas das vezes, formados por políticos que, como que "rotativamente",  voltam a ser empossados...!).

Porém, se no campo da economia (problemas de desemprego, da inflação, da saúde... etc.) os recém-eleitos culpam as políticas adoptadas pelos Governos anteriores, no campo da Educação as culpas têm vindo a ser dirigidas, injusta e incoerentemente, aos professores...

Assim, em vez de se lançarem contra as opções educativas dos governos anteriores relativamente à Educação, os ministros que assumem a pasta da Educação apresentam à sociedade como culpados, ora as escolas ora os professores quando estes apenas se limitam a agir de acordo com , normativos aprovados pelos governantes, ou com ordens emanadas superiormente, ainda que delas discordem quer porque pedagogicamente não são defensáveis quer porque se preveja facilmente o abismo para o qual se caminha.

Assim, o actual Governo de José Sócrates (através dos seus Ministros e com a cumplicidade de alguma Comunicação Social) procurou vender (a todo o custo e sem quaisquer escrúpulos) a ideia de que tudo que há de bom na sociedade (incluindo os bons resultados de alguns dos alunos!) é mérito dos políticos (leia-se governantes)... e tudo que há de mau na sociedade (incluindo os maus resultados de outros tantos alunos!) é culpa da escola, leia-se, dos professores!

Pois bem... Também nisto chegou a hora de dizer Basta!

 

Que os Pais e Alunos se solidarizem com os Professores... E se não o fazem por "convicção", saibamos demonstrar-lhes os verdadeiros motivos da nossa indignação, com uma simples demonstração aplicando aos seus filhos o memso princípio que, muitos pais se não mesmo a maioria, considerou justo que a Senhora Ministra aplicasse na avaliação dos professores.

Enfim... Seria uma injustiça e estou certod e que nenhum professor seria capaz de o fazer... Porque... uma certeza os pais portugueses podem tera felicidade dos seus filhos na escola não depende da alegria da Ministra em destruir a dignidade dos professores. A alegria dos seus filhos depende do bom estado de equilíbrio e da sensação de um justo reconhecimento do trabalho dos professores na Escola. Mais ministro, menos ministro... dá o mesmo! Os males feitos aos professores é que não dão o mesmo! De facto:

Quem se recorda do Ministro que tutelava a pasta da Educação quando era aluno? Ninguém, ou quase ninguém! Mas...do porofessor, sem dúvida, muitos...! Por isso deixamos aqui um apelo aos pais: Sejam gratos para com os professores!

Efectivamente, os professores sempre foram (e, apesar dos consecutivos ataques e atentados da Ministra, continuarão seguramente a sê-lo, !) dos profissionais que, para além dos pais, se interessam verdadeiramente pelos filhos dos portugueses.

Assim, muito para além do que os números dos resultados das provas possam apresentar, os professores são dos maiores interessados na felicidade dos seus alunos. Vivendo no meio dos alunos uma grande parte da sua vida, a realização pessoal e profissional dos professores depende também, e em grande parte, o real desenvolvimento de competências, capacidades e aptidões dos alunos, isto é, numa real aprendizagem e desenvolvimento global dos filhos dos portugueses e demais crianças e jovens que frequentam a escola.

E isto, muito para além das notas em exames que as crianças possam ter (e que para nada servem, realmente, basta ver a valorização que é feita do percurso escolar para se aceder a um qualquer posto de trabalho na nossa sociedade!)...

De facto, o Governo não quis dar ouvidos à Plataforma Negocial constituída por 14 sindicatos sobre o novo Estatuto da Carreira Docente. Para tal, a Ministra da Educação não se cansa de demonstrar o seu regozijo quando afirmou que pouco lhe importava que tivesse impostas  enormes injustiças aos professores: "perdeu os professores mas ganhou os pais"
Por isso continua o seu atentado contra o profissionalismo dos professores e segue a sua estratégia que visa aniquilar, por completo, o que ainda resta da dignidade dos profissionais de educação. E, já nem estão em causa os rombos feitos nas legítimas expectativas de muitos relativamente aos seus salários, estagnados, desvalorizados...

Pois bem. Um Estado de Direito democtico não deveria ser possível que uma Senhora — que por mero acaso (e não por competência específica e provas dadas para o cargo em que é nomeada, como acontece com os professores que são avaliados por dezenas de docentes universitários, muitos deles com doutoramento... ) chegou ao posto de Ministra da Educação — tenha a faculdade de atentar contra a a dignidade de mais de 400 mil professores, legitimamente reconhecida pela sociedade...

Em apenas meia dçuzias de falsas verdades, recorrendo à manipulação de dados estatísticos, criou a ideia na população portuguesa (e nos ais, obviamente) de que os professores são os culpados de todos os males da sociedade...

Isto tudo como lodo atirado para os olhos dos portugueses. Como se, fosse verdade... Porém, numa sociedade altamente competitiva, mesmo com os alunos a terem notas altíssimas, no máximo possível de Sucesso Escolar, os que tenham as notas menos altas (16, 17, 18... ) acabam marcados pelo Insucesso Escolar... por culpa única dos governantes)...

Como ? Explicamos...

Por que motivo é que os políticos (que para tudo legislam e tudo regulamemtam) permitiram manter em funcionamento nas universidades, cursos que se sabia há muitos anos que para nada serviriam?

Por que motivo foram obrigados (e ainda continua a obrigar) muitos dos estudantes portugueses (filhos de "pagadores de impostos", diga-se) a deslocarem-se para universidades de Espanha a fim de realizar a sua formação, nomeadamente em medicina?

Com a falta de médicos que há desde longa décadas, que forças impediram os políticos de promover a formação em medicina (e de, consequentemente, fechar os cursos via ensino que formavam para o desemprego!...) para que qualquer cidadão, tal como em frança, possa ter uma "consulta na hora" por apenas 20 € (num país onde o salário mínimo ultrapassa os 900 €, note-se)?

Po que nunca quiseram intervir onde deveriam, quanto antes para que não estivéssemos hoje com imensos professores com horário ZERO... De  quem é a culpa? Claro. Não é, certamente, dos professores... Ou será que também vão culpar os professores, em última instância, da incapacidade dos políticos?

Que fazem os políticos eleitos no Parlamento?

Será que nos esquecemos dos alunos com media de 16, 17 ou ate mesmo 18 valores no final do Ensino Secundário (mesmo nos exames) que ficam de fora das universidades ou são obrigados a emigrar para se formarem...

Para onde caminham os cérebros portugueses? Para o Parlamento...? Bem vamos, bem vamos...

Na verdade, os docentes são dos profissionais mais dedicados à sua missão. Autênticos missionários que exercem em povoações distantes, quantas delas sem condições exigíveis e adequadas à prática educativa, em nada condignas, quer para alunos quer para professores...

Ainda assim, continuam a garantir o direito à educação e ao ensino de centenas de milhar de crianças e de outros tantos jovens, mantendo neles viva a esperança num futuro melhor...

Os professores são do que há de melhor em termos de profissionalismo. Poucas classes profissionais se sujeitariam a trabalhar nas condiçoes em que trabalham muitos professores. Poucos ou nenhuns abraçariam causas nas quais não acreditam. Mas os professores têm obedecido às normas emanadas dos Ministérios que os tutelam. Agora, depois de terem cumprido escrupulosamente com os seus deveres, são acusados injustamente das desgraças do nívcel educativo a que chegamos. Pois os resultados espelham as sucessivas reformas vindas , tal como estas, das instâncias superiores, isto é, emanadas pelos titulares da pasta da Educação dos sucessivos governos.

Há claro erros (menores, claro, mas há...) dos professores. Errar é Humano! No entanto, se algum erro grave cometeram, ele está à vista: terem contribuído apra que esta Senhora chegasse a desenvolver tamanha competência: a de insultar os professores, seus mestres. Se tivesse ficado pelo caminho na escolaridade, nunca chegaria a atrever-se a "insultar" os profissionalismo dos seus mestres! Depois, não é exemplo para ninguém... Até para um aluno que, atónito, comenta: "EU NEM ACREDITO NISTO!Que modelo de Educação, Senhora Ministra da Educação! Já agora, vejam, "claramente visto" como actua a Senhora Ministra da Educação do nosso país... (carregue aqui para ver o vídeo amador no Youtube). E digam-nos lá... Que exemplo de  Pedagogia... Digno de um prémio Nobel... Sem dúvida! Ou, por que não... já agora que a moda parece querer pegar, à semelhança do que instituíram para os professores, o Prémio de melhor Ministra do Ano!.." Ou simplesmente: Uma Vergonha! Se esta Senhora diz que algum dia foi professora eu renegop a minha profissão!... Creio que milhares de portugueses se envergonhariam de tomar uma tal atitude...

Numa onda de exageros verbais, dir-se-ia mesmo super... hiper... anti-pedagógica! É este o nosso modelo de competência?... De rigor?... De profissionalismo?... De excelência?... Pois bem... Cá para nós, a Senhora Ministra estaria CHUMBADA... E nunca mais teria direitoa exercer a profissão... E ponto final!

 

Mas, o maior problema é que, neste governo, não é a única...  O chefe do Governo, José Sócrates, dá-nos um excelente, um supremo exemplo do que é "ser bem educado" (Aqui o filme em Youtube) . Enfim, Sócrates tomou a inicativa para cumprimentar o seu Ministro, Luís Amado, dando-lhe "Parabéns"... Mas, ao avistar alguém mais importante (ou algum cão grande, como se diz na gíria popular) da comunidade Europeia, nem chegou a apertar-lhe a mão, deixando-o de mão estendida no meio da sala. Que modelo de Educação, Senhor Primeiro Ministro!... Que bem que vai a Educação.

Aliás, diria a Ministra, os professores foram os culpados... É que foram eles que formaram advogados, engenheiros, médicos, enfermeiros... que chegaram a deputados e a Minuistros!

Percebem agora por que são tão massacrados os professores? É que estes governantes não gostam de ser como são (mal educados) e como tal, há que cuulpar alguém. Por isso, elegeram um bode expiatório das sua "falta de tudo": os professores...

Por incrível que pareça, todos os profissionais que foram formados pelos professores são repetidamente reconhecidos como competentes e excelentes profissionais quer pelos seus bastonários, quer por políticos e órgãos da comunicação social! Sim… de todos se ouvem elogios…! Todos são excelentes profissionais… E chegaram lá tendo como professores um “bando de malfeitores” pois têm a ousadia de querer fazer crer que “são quase todos uns incompetentes”… Assim, todos são capazes… menos os seus mestres! Estes apenas uns 10% podem ser bons!

Como inverter resta situação?

Há dias recebemos por email umas sugestões que consideramos interessantes e pragmáticas. Haja coragem, professores. Façamos ouvir a nossa indignação! Assim, aqui reproduzimos, com algumas adaptações.

Formas de luta? Não faltam! E nem precisamos de encerrar as escolas ou de fechar azer cortesde estradas!
Pois bem... Que tal fazer um pouco de diplomacia e demonstrar aos pais a aberração da lei da Senhora Ministra? Basta fazer com os alunos exactamente aquilo que a Ministra quer fazer connosco (e os pais apoiam!), a ver se passam a entender a nossa luta. E vamos já habituando os seus filhinhos para o choque das futuras frustrações na carreira impostas pelos limites à competência e inteligência (5%, 10%, etc…) impostos pela ministra (veja-se como vai ser a progressão na carreira), e que a quase totalidade dos pais (incluindo alguns, ou muitos mesmo, que são professores, é claro) apoia incondicionalmente! Vejamos como reagem impondo o mesmo sistema aos seus filhos! Assim...

1. Que todos os professores tenham a coragem de fazer uma monumental greve de "zelo", cumprindo apenas os serviços mínimos na sala de aula.

Se os pais apoiam a Ministra e não se importam com a vida escolar dos seus alunos talvez seja a única forma de o começarem a fazer.
Há que dar
a matéria, ao ritmo mínimo, tirar-se as dúvidas a quem estudou. Nada de se repetirem exposições.

2. Há que estabelecer já para este ano, cotas em cada uma das turmas que leccionamos. Assim, e tal como a ministra faz connosco:
Em cada 20 alunos, apenas 10% terão a nota máxima! Portanto, caso haja mais do que 2 alunos a merecerem nota 5 (18, 19 ou 20, conforme a escala)… Paciência! Ficam com a nota máxima os dois melhores. Mas se um destes faltou mais de 3 dias por doença, terá que ter paciência! Fica com 4 (15, 16 ou 17) e sobe o seguinte a aluno à nota Máxima (como nós a titular). Os restantes alunos cotam-se, proporcionalmente, por aí abaixo. 10% de nota máxima e 20% de nota Boa …  Os restantes há que corrê-los todos com nota Suficiente... Se uma turma for muito boa e tiver 10 alunos que merecessem 4 e 5, outra vez… Paciência. «Nem todos podem chegar a generais (chefes… titulares…!», não é verdade…?

Assim, dois alunos ficam com 5 (18, 19 ou 20, quatro alunos com 4 (15, 16 ou 17) e os restantes terão apenas (10, 11, 12 ou 13) !
Ainda que todos merecessem a nota máxima!
Ai, faltaram? Estiveram doentes? Foram ao funeral da mãe, da tia, da avó?

Quem os mandou adoecer? Quem mandou o carro avariar e chegar tarde uma vez? Os mortos nem iriam ficar a saber se foram ou não ao funeral…! Quem mandou o irmão mais novo contagiar o mais velho com sarampo?
Pois bem… Eis o resultado da solidariedade que apregoa a Ministra! E vivam os alunos que são solidários com os professores… Ainda que voluntariamente… ainda que à força!

Os paizinhos engoliram o discurso da ministra???!!!Pois bem. Agora que se aguentem... Todos sem excepção, incluindo obviamente o tal senhor que é Presidente da Confederação das Associações de Pais (CONFAP), sejam coerentes e tenham coragem de defender com unhas e dentes (como o fazem com a aberração desta avaliação!) esta proposta de avaliação dos seus filhinhos... Aliás, a escola de preparar par a vida e eles necessitam de ser preparados para a injustiça que os espera num futuro mais ou menos próximo, onde os seus paizinhos defendem os ditadores deste tipo de leis... Leis que são um tremendo, horroroso, inadmissível absurdo!

Enfim... E viva a Selecção Natural… Viva a Lei da Selva! Safe-se quem puder… procurem as escoals onde haja alunos menos competentes e os vossos filhos terão notas excelentes… Quem sabe, mesmo, as melhores notas da turma! Não é verdade que “Em terra de cegos quem tem olho é rei!” E, se consideram que «nem todos podem chegar a general»? Pois então? Os seus filhos também não!

Aqui temos tão só e simplesmente a aplicação prática do mesmo princípio aos filhinhos dos portugueses!

 

Será que aqueles "paizinhos" dos nossos alunos, tão prontamente apoiaram as medidas da Ministra, engolindo e reproduzindo o seu discurso e os seus argumentos nas esquinas das ruas e nas esplanadas dos cafés, serão capazes de abir os olhos e se darem conta da aberração que foi feita por esta Ministra da Educação relativamente à avaliação dos professores e, consequentemente, à carreira docente?

Ou, como diz o Zé-Povinho, vão dar-se conta de que “mais cego do que o cego é aquele que não quer ver”,  e vão colocar-se do lado dos professores, tremendamente injustiçados com a alteração da carreira docente imposta por esta Ministra?

Face a estas iniciativas dos professores para demonstrar aos pais quão  injusta é esta reforma do ECD, cremos que termos muitos mais pais a apoiar abertamente a luta dos professores... Ou será que não?

 

Nota: Este texto surge na sequência de reflexão feita sobre um texto que circula pela net... De facto, muitos de nós já demonstraram que não deveríamos baixar os braços! Isto para que a "Razão da Força" utilizada pelo poder legislativo da Senhora Ministra não tenha a capacidade de se impor à "Força da Razão" que está seguramente do lado dos milhares de Professores prejudicados, todos temos a obrigação de não baixar os braços... e lutar! Cada um com as armas que estejam ao seu alcance... E a comunicação social é a maior de todas!...

 

 

 

publicado por J.Ferreira às 19:30

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