Terça-feira, 12 de Agosto de 2014

Os Herdeiros da Competência

Cada vez menos nos surpreendemos com os caminhos da nossa triste nação. a notícia que acaba de ser publicada diz tudo: Banco de Portugal contratou por convite filho de Durão Barroso... Ora, até ao momento, nenhum cientista sustentaria a tese segundo a qual a competência se alcança por via hereditária.

Nem mesmo os especialistas de Direito defenderiam a possibilidade de uma transferência de sabedoria e de competência de pais para filhos, nem mesmo por via da herança.

Porém, alguns humanos parecem querer superar esta realidade. Incrivelmente, os filhos dos poderosos sempre demonstram imensa competência para alcançar postos de altas instâncias onde depois (pelo que se tem notado!) o povo acaba por ter de "levar com os ovos podres" que resultam das suas provas de (in)competência.

No final de contas, esta triste e deprimente realidade é algo a que os portugueses se acabam por resignar: a ser (des)governado por um bando de (in)competentes que nos afundam cada vez mais sem que nunca sejam chamados à responsabilidade. A cada dia se conhecem novos casos de pessoas que chegam a altos cargos demonstrando qualquer espécie de competência anterior que não seja o facto de resultarem de uma ocorrência (espontânea ou deliberada) que deu origem a uma nova vida. E que (alegre e prometedora) vida lhes está destinada...

 

Segue-se o texto da notícia publicada no Jornal de Negócios online:

 

"Luís Durão Barroso foi contratado sem concurso para o Departamento de Supervisão Prudencial. A regra no banco é contratar por concurso salvo situações de "comprovada e reconhecida competência profissional".
O Banco de Portugal contratou o filho do ex-primeiro-ministro e ainda presidente da Comissão Europeia para o Departamento de Supervisão Prudencial, onde iniciou funções há cerca de um mês..."

 

publicado por J.Ferreira às 18:49

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Quinta-feira, 20 de Março de 2014

Ministério Ignora Reivindicações dos Professores

O Minstério da Educação faz orelhas de surdo aos gritos dos milhares de professores que têm vindo a ser prejudicados pelos sucessivos respopnsáveis pela pasta da Educação. Aqueles que há mais de 8 anos foram considerados "excelentes" (ainda que com base em critérios absurdos, como sempre contestamos!) pela ministra da Educação do (des)governo socialista de josé Sócrates (dividindo a carreira docente com a criação da "categoria" de Professor Tirtular!) foram proibidos de concorrer a vbagas que foram entretantop ocupadas pelos docentes da categoria de professor. Depois dessa data, a carreira voltou a ser única mas... os que chegaram a professor-titular (na sua maioria) jamais poderam sair da escola/agrupamento em que foram promovidos e ali ficaram "congelados" em termos de cocnurso durante anos. As possibilidades de obter nova colocação ficaram "nulas" ou quase ao não ser efectuado o concurso geral para todos os que não tinham lugar de quadro de escola, libertando as vagas ocupadas na sequência da divisão da carreira e da impossibilidade legal dos professores titulçares concorrerem para vagas de professores. Afinal, muitos dos professores "menos qualificados" pelos critérios da ministra socialista Maria de Lurdes Rodrigues foram os mais beneficiados com a divisão da carreira pois tiveram a possibilidade de renovar o lugar sem irem a concurso, impedindo os mais qualificados e com maior graduação profissional (na que se inclui a nota de curso e o tempod e serviço) de ocuparem as vagas a que (naturalmente e por uma questãod e justiça) teriam direito a concorrer.

 

Ora, passados anos da desgraça que atingiu os melhores e mais qualificados professores aos olhos de uma ministra que foi apoiada pela sociadade em geral (quem não se lembra da frase: não podek ser todos generais"?),  este governo não é capaz de acabar com a injustiça provocada pela incompetência das equipas do Ministériod a Educação dos governos de José Sócrates.

O que falta saber é se não repõe a justiça simplesmente porque não tem gente à altura para o fazer (o que, diga-se, é grave!) ... ou porque não quer (o que é ainda mais grave!).

 

De acordo com a FNE, o Ministério de Nuno Crato continua sem atender às mais elementares reivindicações de justiça reclamadas pelos professores.

 

O Ministério da Educação acaba de apresentar uma terceira versão da sua proposta de revisão do diploma de concursos, sem atender a uma só das críticas e sugestões que a FNE lhe apresentou.

O MEC continua a insistir em introduzir no mecanismo de concursos fatores que conduzem à distorção da lista graduada nacional, promovendo a insegurança, a incerteza e injustiça relativa entre candidatos.

Para além de continuar a não garantir o direito à vinculação dos docentes que acumulam mais do que três contratos sucessivos de ano inteiro e horário completo, recusando-se desta forma a aplicar o que a lei estabelece, a proposta que agora é apresentada recusa também a anualização dos concursos interno e externo, e permite mecanismos de acesso automático a lugares de quadro, sem consideração pelas posições relativas entre candidatos, desrespeitando desta forma a graduação dos candidatos e defraudando legítimas expetativas de muitos docentes que reúnem condições para serem colocados em escolas da sua preferência.

Na reunião que se realizará no dia 20, a FNE não deixará de assumir uma posição crítica em relação a estas propostas, procurando demonstrar que com elas não só não se conseguem mecanismos mais ágeis de colocação de docentes, como se promovem consequências fortemente negativas para os candidatos.

A FNE volta ao Ministério da Educação amanhã, dia 20 de março, pelas 11h00, para retomar as negociações de alteração do diploma de concursos. Entretanto o MEC enviou aos sindicatos a 3ª versão da proposta que irá agora ser objeto de negociação. As negociações de alteração a este diploma começaram no passado dia 5 de março, com o MEC a enviar uma primeira versão aos sindicatos.

Daí para cá houve uma série de acontecimentos que importa sintetizar. 5 de março 1ª ronda negocial com o MEC Tutela entrega primeira versão da proposta 10 de março FNE envia ao MEC primeira reação à proposta de alteração do diploma de concursos 12 de março MEC envia aos sindicatos 2ª versão da proposta 17 de março 2ª ronda negocial com o MEC. FNE entrega parecer final 18 de março Novo MEC envia aos sindicatos 3ª versão da proposta 20 de março 3ª ronda negocial com o MEC.

 

 

Arlindo, no seu Blog, coloca o dedo na ferida que atinge os professores dos quadros. Ali podemos ler:

 

Quase a terminarem as negociações de dois diplomas de concursos fica-se com a certeza que o primeiro coloca grande parte dos professores dos quadros contra o concurso externo extraordinário (pela ocupação de 2000 vagas de QZP sem que possam a elas concorrer) e o novo diploma de concursos coloca docentes contratados contra docentes contratados, pela necessidade de obtenção de contratos anuais, completos e consecutivos para essa vinculação deixando docentes com mais tempo de serviço “impossibilitados” de ocupar vagas de quadro, coloca novamente docentes contratados contra docentes contratados porque apenas permite que os que estão próximos das condições para a vinculação de receberem pelo índice 188, enquanto outros com mais tempo de serviço ficam no índice 167.
Até neste diploma de concurso os docentes dos quadros se insurgem contra, pelo seguinte:
O concurso externo passa a anual com ocupação de vagas de QZP sem que a eles seja dada possibilidade de concorrerem;
Uns largos milhares de docentes dos quadros com 10 ou 12 anos de serviço que ainda se encontram no índice 167 serão ultrapassados por docentes contratados que podem ter apenas 4 anos de serviço (segundo as minhas tabelas existem 5 docentes contratados nestas condições);
A contabilização do tempo de serviço congelado afinal pode ser considerada para uns e não para outros.

 

 

publicado por J.Ferreira às 13:00

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Terça-feira, 25 de Setembro de 2012

Uma Migalha na Padaria

O Expresso online (25 de setembro de 2012) publicou uma noticia (abaixo transcrita a azul) com a decisão governamental de acabar com algumas Fundações.

para a dimensão deste nosso Portugal, país pequeno do cantinho da Europa, existem muitíssimas fundações que não servem para nada, senão para ajudar a afundar o país. No lugar de servirem de fundações (como no caso das fundações necessárias para erguer pontes, edifícios,... ) estas organizações apenas servem os interesses de alguns milionários que (como Mário Soares) ainda se riem do povo que, passando fome, é obrigado por lei (feita por eles e para eles!) a patrocinar uma vasta gama de mordomias (e não apenas os motoristas e carros de luxo!).

 

Assim, quanto a nós, estas medidas governamentais não só peca por tardia como  peca por ser "uma migalha na padaria", ou simplesmente, como o povo diz, "uma gota no oceano". Eis a notícia.

 

falta saber como reagirão os senhores do poder a todas estas medidas?

 

Governo fecha quatro fundações

Vão ser encerradas quatro fundações e outras 36 estão também em risco de fechar, anunciou o Governo, que também retirou apoios a outras entidades.

 

O Governo anunciou hoje a extinção de quatro fundações, recomendando também a extinção de 13 entidades do mesmo género ligadas a instituições de ensino superior público e 23 outras cuja "competência decisória se encontra cometida" às autarquias locais.

De acordo com o Diário da República, a Fundação Casa de Guimarães, Fundação Museu do Douro, Côa Parque e a Fundação para a Proteção e Gestão das Salinas do Samouco serão extintas.

A Fundação Paula Rego e a Fundação D. Luís I, no município de Cascais, é uma das entidades que o Executivo pretende também extinguir.

O documento hoje revelado aponta ainda as entidades que verão o seu apoio financeiro reduzido ou o seu estatuto de utilidade pública retirado.

Na área da cultura, são abrangidas com redução de 30% do total de apoios financeiros públicos, a Fundação Arpad Szénes - Vieira da Silva, em Lisboa, que acolhe um espólio da artista, a Fundação Casa da Música, no Porto, a Fundação de Arte Moderna e Contemporânea - Coleção Berardo, em Lisboa, a Fundação de Serralves, no Porto, e a Fundação Ricardo do Espírito Santo Silva, em Lisboa.

A Fundação Centro Cultural de Belém, em Lisboa, terá uma redução de 20%do total de apoios financeiros públicos.

No documento aprovado pelo Governo é também determinada a cessação do total de apoios financeiros públicos à Fundação Casa de Mateus, em Vila Real, que atribui o Prémio Literário D. Dinis, e que foi a melhor classificada na avaliação às fundações publicada pelo Governo a 2 de agosto.

Há também a proposta de extinguir a Fundação Comendador Manuel Correia Botelho,  que gere o conservatório de música de Vila Real.

Cortes na fundação presidida por Marcelo Rebelo de Sousa...


O Governo anunciou a cessação total dos apoios financeiros públicos à Fundação Casa de Bragança e uma redução de 30% do financiamento público à Fundação Mário Soares.

A Fundação Casa de Bragança é atualmente presidida pelo professor de Direito e ex-líder do PSD Marcelo Rebelo de Sousa. Criada em 1933 por vontade expressa deixada em testamento pelo rei D. Manuel II, as receitas Fundação assentam em grande parte na exploração florestal, sobretudo da cortiça, e na atividade cinegética (caça) em várias propriedades espalhadas pelo Alentejo.

A Fundação Casa de Bragança recebeu entre 2008 e 2010 apoios financeiros públicos que ultrapassaram os 62 mil euros e tem um valor patrimonial tributário isento de mais de um milhão e 800 mil euros, segundo o estudo elaborado pelo Governo.

A Fundação, atualmente sediada no Palácio de Massarelos, em Caxias, é constituída pelo Museu e Biblioteca, instalados no Palácio de Vila Viçosa, e pela Escola Agrícola D. Carlos I, em Vendas Novas, para além de possuir vários palácios, castelos e edifícios religiosos.

... e cortes na Fundação Mário Soares


Já a Fundação Mário Soares, que tem como presidente o antigo chefe de Estado e fundador do PS, foi criada em 1991 e recebeu, entre 2008 e 2010, cerca de um milhão e 272 mil euros de apoios financeiros públicos.

A Fundação, uma instituição de direito privado e utilidade pública sem fins lucrativos, conta atualmente com 43 colaboradores, tendo mais de 31 mil beneficiários ou destinatários entre 2008 e 2010. Segundo o Governo, além do apoio financeiro, esta Fundação teve um valor patrimonial tributário isento de mais de 268 mil euros.

A Fundação Mário Soares está sediada na Rua de São Bento, em Lisboa, e é constituída pelo Arquivo e Biblioteca, para além da Casa-Museu Centro Cultural João Soares, em Cortes, Leiria.

Governo recomenda extinções na área da educação


O Governo recomendou, no âmbito da tutela do Ministério da Educação e Ciência (MEC), a extinção de 13 fundações e a redução em 30% do total de apoios financeiros públicos a 15 outras fundações. O executivo determinou ainda o cancelamento do estatuto de utilidade pública à Fundação Manuel Leão.

Assim, na área da Educação, recomenda-se às instituições de ensino superior públicas fundadoras, a extinção da Fundação Carlos Lloyd de Braga (Universidade do Minho), Fundação Cultural da Universidade de Coimbra (Universidade de Coimbra), Fundação da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (Universidade de Lisboa), Fundação da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (Universidade Nova de Lisboa).

A extinção foi ainda recomendada à Fundação da Universidade de Lisboa (Universidade de Lisboa), Fundação Fernão de Magalhães para o Desenvolvimento (Instituto Politécnico de Viana do Castelo), Fundação Gomes Teixeira (Fundação da Universidade do Porto), Fundação Instituto Politécnico do Porto (Instituto Politécnico do Porto), Fundação João Jacinto de Magalhães (Fundação da Universidade de Aveiro), Fundação Luís de Molina (Universidade de Évora), Fundação Museu da Ciência (Universidade de Coimbra), FNE --- Fundação Nova Europa (Universidade da Beira Interior) e Fundação para o Desenvolvimento da Universidade do Algarve (Universidade do Algarve).

O governo determinou ainda a redução de 30% do total de apoios financeiros públicos (excecionando os que tenham origem em financiamento comunitário ou proveniente de apoios competitivos) à Fundação Amadeu Dias, Fundação António Quadros - Cultura e Pensamento, Fundação das Universidades Portuguesas, Fundação Eça de Queiroz, Fundação Engenheiro António de Almeida, Fundação Instituto Arquiteto José Marques da Silva - Universidade do Porto, Instituto de Investigação Científica Bento da Rocha Cabral, Fundação Minerva - Cultura - Ensino e Investigação Científica, Fundação Professor Francisco Pulido Valente, Fundação Económicas - Fundação para o Desenvolvimento das Ciências Económicas, Financeiras e Empresariais, Fundação Conservatório de Música da Maia, Fundação Ensino e Cultura Fernando Pessoa, Asilo de Santo António do Estoril, Fundação Denise Lester.

publicado por J.Ferreira às 22:18

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Quinta-feira, 13 de Setembro de 2012

A Educação é Cara? Experimentem a Ignorância!

Em Portugal, segundo a OCDE, o ensino está a ficar cada vez mais caro...e chegará ao valor insuportável.

Creio que os alunos têm de tomar consciência da realidade que os vai cada vez mais afectar: licenciaturas para o desemprego!

Sim. Já em 1992, aquando da luta contra as propinas, elaborámos uma proposta para o financiamento do ensino superior.

Em 2007, Sócrates apresenta uma proposta e faz uma lei que, incrivelmente, corresponde na essência à nossa proposta de 1992. Com 15 anos de atraso.

Afinal que governantes escolhe o povo português? Os que governam para o passado? Onde está a visão progressista que seria de exigir aos governantes para que o povo deles tenha boa memória, ainda que no momento não sejam compreendidos?

No início da década de 90 do século passado (uff, como nos damos conta de que depressa envelhecemos!) já falávamos no descalabro que seria para o futuro da educação do país e da nossa juventude caso fosse implementado um sistema de utilizador-apagador. Na altura, os ainda hoje comentadores de serviço (como Miguel de Sousa Tavares, António Barreto, José Pacheco Pereira, entre outros), eram defensores de que os jovens pagassem propinas porque teriam uma profissão milionária, com os seus diplomas de licenciatura. Nós dizíamos que seria "pagar propinas" para frequentarem "licenciaturas para o desemprego". Riam-se do nosso pessimismo. De igual forma que afirmávamos não ter nenhuma ilusão de que chegaríamos à idade de reforma e nada nos tocaria...

Hoje, andam por aí uns que, ignorando a lógica (a que outros chamam futurologia) contam a história da desgraça da segurança social...

Enfim. Somos governados por estes excelentes profissionais da política, entendida não como o governo da polis mas como a "arte de enganar o povo".

Até quando estaremos dispostos a aguentar a destruição do nosso país por parte de uns quantos que, usando da sua (in)competência como (des)governantes sem visão de futuro, nos hipotecam até ao pescoço?

publicado por J.Ferreira às 14:00

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Domingo, 8 de Abril de 2012

Corrupção Nasce no Parlamento

Paulo Morais, Vice-presidente da organização Transparência e Integridade acusa o Parlamento de ser fonte de corrupção.


Como é que se pode fazer a prevenção deste crime (a corrupção)?


Vivemos num país que caminha para o descalabro total. Um país à beira da ruptura económica fruto de um bando de pica-paus que, fazendo um furinho aqui outro ali, criam tantos buracos no navio (país) que o seu destino só pode ser o mesmo do Titanic: o fundo.

Não vale a pena ir mais longe... Aqui fica a denúncia de alguém que sabe do que fala... Basta ver e escutar o que se diz neste vídeo após os 1:30 minutos.


 

 

"O presidente dessa comissão era um deputado Caravana Jardim que era simultaneamente deputado, Presidente de um banco, Presidente de uma seguradora, ou seja era simultaneamente alguém que estava no parlamento a dizer que combatia a corrupção e depois, nas empresas em que trabalhava, estava em organismos que são aqueles que mais envolvidos estão na corrupção em Portugal. Portanto, o resultado dessa comissão foi, como se esperava, praticamente nulo

O que é que fez este conselho ao fim de três anos? Praticamente quase nada. E o pouco que fez foi pedir à administração (aos diversos organismos da administração pública em Portugal, por esse país todo) que fizessem um plano de prevenção de corrupção para o seu próprio serviço. Ou seja, foi pedir às pessoas que beneficiam da corrupção que fizessem um plano para prevenir a corrupção de que elas são beneficiárias. Era mais ou menos como pedir a um bando de ladrões para fazer um sistema de segurança de um prédio que eles costumam assaltar.  Portanto, O resultado não só é nulo como é contraproducente."

 

Depois deste alerta... que espera o governo?

 

publicado por J.Ferreira às 18:47

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Segunda-feira, 8 de Novembro de 2010

Urgente Responsabilizar Civil e Criminalmente.

Miguel Cadilhe resolveu falar... O título da notícia do Diário Económico (que citamos e comentamos de seguida) diz tudo para quem quiser "ler nas entrelinhas":  A supervisão não viu ou esforçou-se por não ver”.

 

Enfim... Finalmente as palavras que esperávamos há muito. Houve incompetência que era muito bem paga por parte de quem tinha o dever de vigiar pelas instituições financeiras e, não o tendo feito, obteve como prémio uma nomeação para o BCE (Banco Central Europeu)... Estas palavras de Cadilhe têm, quanto a nós, um destinatário claro. Só não as vê quem não quer... ou é cego. A justiça deveria intervir...

Os responsáveis, como refere Passos Coelho, têm de ser chamados à justiça. O povo inocente é que não pode continuar a pagar as falhas e erros graves de gestão, seja de políticos seja de nomeados politicamente. Parece que o dinheiro com que o estado financia os partidos serve precisamente para que os incompetentes possam usar estratégias bem sofisticadas para enganar o povo que financia as campanhas com os seus impostos:

 

A crise (do BPN) acabaria por pregar uma primeira partida a Miguel Cadilhe, culminando com a nacionalização do banco. Cadilhe “deixa duras críticas ao Banco de Portugal” (era então Governador o Socialista Vítor Constâncio) “e ao Governo” (chefiado pelo também socialista, José Sócrates) “e faz o seu balanço do que foi feito com o BPN.”

Refere que “auditorias externas independentes que identificaram imparidades, evidenciaram operações danosas e ruinosas, algumas delas talvez dolosas, e denunciaram uma extensa mancha de irregularidades e ilicitudes.”

Imagine-se a que ponto chegou o Banco. Mas... Onde está a origem do afundamento do BPN.

Algumas palavras parecem esclarecedoras: Diz Cadilhe: “apresentei ao BP um pedido de financiamento a prazo longo e juro zero. Chamei-lhe «missão impossível», era mais para marcar posição e lembrar ao BP certas responsabilidades. Entendia e entendo que a supervisão tinha grave co-responsabilidade na deplorável situação do banco. Durante anos a supervisão não viu, ou fez um grande esforço para não ver.”

E vejam para que foi nacionalizado, suportado com os nossos impostos... Quem foi o responsável pela falência do BPN que se encontrava a tentar executar uma operação de salvamento a que Cadilhe atribui simbolicamente o nome de “Missão Impossível”. Vejam bem para que serviu o dinheiro dos contribuintes: “Grandes depositantes do Estado retiravam depósitos.”

 

Já se percebe para quem serviram os financiamentos do BP e da CGD: “A liquidez do banco era gerida dia a dia. O BP cedia liquidez gota a gota e com manifesta má vontade. A Caixa emprestava mas queria garantir-se com bons activos”. Depois, foi nacionalizado em 2 de Novembro de 2008. Sim... Ainda deveria haver quem precisasse de sacar os seus milhões... José Sócrates e o seu (des)governo decide nacionalizar. E diz Cadilhe que “Veio a nacionalização e então foi o alarme social, foi o diabo, piorou tudo, foi uma nova onda de fuga de depositantes.” Quem é afinal, responsável pela falência do Banco?" A concluir afirma-se que "o BPN era um banco relativamente muito pequeno, perante quem a supervisão (da responsabilidade do BP, chefiado pelo socialista Victor Constâncio) fechou os olhos anos a fio".

 

Conclusão... Os políticos, e seus nomeados, tomam a decisão que mais convém... Mesmo sendo incompetentes, nada lhes acontece... Enchem os bolsos com salários chorudos e o povo agora, que pague a crise!

publicado por J.Ferreira às 22:13

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Domingo, 7 de Novembro de 2010

Homens de Coragem Precisam-se

 

Os políticos criaram esta crise por incompetência e agora pedem aos outros (àqueles que nada contribuíram para o descalabro financeiro que ameaça Portugal) que sejam eles a fazer sacrifícios enquanto as contas bancárias e o património dos políticos e nomeados politicamente continua a crescer. É uma Vergonha nacional. Há lucros astronómicos em determinados sectores e são os que nada têm para além do salário que devem fazer os sacrifícios? Que fizeram o comum dos Portugueses para estarmos no nível em que estamos? Nada. Claro. Grécia, Espanha e Portugal, estão na cauda da Europa mas no Topo da Incompetência governativa. Não tentem encontrar desculpas nem bodes expiatórios para a vossa incompetências, senhores governantes que ainda há pouco mais de um ano estavam a fazer campanha e a prometer TGV, auto-estradas... e agora colocam portagens e lá e foi o TGV e o Aeroporto. Fecharam Hospitais e Escolas, cortaram nos serviços de educação e ainda assim não há dinheiro? Má gestão... é claro. Bem diz Passos Coelho: Há que responsabilizar criminalmente quem governa mal.

 

A crise não pode ser sempre suportada pelo povo. Os que gerem os milhões de euros têm de saber bem o destino que se dá a esse dinheiro.

Basta de roubar aos trabalhadores. Basta de se lhes congelar os salários... de lhe congelar as carreiras, de lhes aumentar os Impostos, o IVA, o IMT, o IMI, as taxas de água e energia, a "taxa de difusão multimédia" (muito pior que a salazarenta taxa de televisão!) camufladas com a energia... A empresa PT dá milhões de lucro... Para que cobram essa taxa injusta? Acabem com a ERSE que para nada serve... Nunca ajudou ninguém! É só tachos...

 

Cada vez mais se pedem sacrifícios ao povo. Agora até os magistrados estão revoltados... O Jornal SOL publicitou que o líder da Oposição, Passos Coelho sugeriu a "responsabilização criminal pela crise" dos que contribuíram para afundar a economia do país. Reza assim a notícia:

 

"O líder do PSD defendeu ontem à noite a responsabilização civil e criminal dos responsáveis pelos maus resultados da economia do país, para que não continuem «a andar de espinha direita, como se não fosse nada com eles»

«Se nós temos um Orçamento e não o cumprimos, se dissemos que a despesa devia ser de 100 e ela foi de 300, aqueles que são responsáveis pelo resvalar da despesa também têm de ser civil e criminalmente responsáveis pelos seus actos e pelas suas acções», referiu Pedro Passos Coelho.

Falando em Viana do Castelo, durante um jantar promovido pelo PSD de Barcelos, Passos Coelho sublinhou que o país precisa de uma cultura de responsabilidade.

«Não podemos permitir que todos aqueles que estão nas empresas privadas ou que estão no Estado fixem objetivos e não os cumpram. Sempre que se falham os objectivos, sempre que a execução do Orçamento derrapa, sempre que arranjamos buracos financeiros onde devíamos estar a criar excedentes de poupança, aquilo que se passa é que há mais pessoas que vão para o desemprego e a economia afunda-se», referiu.

Para o líder social democrata, «não se pode permitir que os responsáveis pelos maus resultados andem sempre de espinha direita, como se não fosse nada com eles».

«Quem impõe tantos sacrifícios às pessoas e não cumpre, merece ou não merece ser responsabilizado civil e criminalmente pelos seus actos?», questionou."

 

Nós estamos plenamente de acordo com esta ideia. Aliás, na Islândia há já quem esteja a ser chamado à responsabilidade...

Em Portugal, teremos de gritar também, alto e bom som: BASTA! Basta de sanguessugas incompetentes que dirigem as empresas públicas e que delas retiram ordenados chorudos para no final apresentarem dois ou três salários de prejuízo. Pois se ganham balúrdios, a empresa não pode dar prejuízo ou então que reduzam o salário... Ter prejuízos que depois são cobertos com os impostos do povo é que não. Fora com quem nos afunda. Rua com incompetentes que nos conduzem para o Abismo. Eles ganham milhões e depois pisgam-se ou são nomeados (Veja-se o caso do Guterres, do Armando Vara, do Victor Constâncio, e de tantos outros!) que ainda se ficam a sorrir, acumulando cargos, reformas e subvenções...

Por isso, não poderíamos estar mais de acordo com esta medida. Afinal, querem responsabilizar os professores pela falta de aprendizagem dos alunos que preferem ir ver a bola que estudar, ou seja, sobre o que nenhuma culpa têm e os verdadeiros responsáveis pela falência das empresas públicas (que não vão à bancarrota porque o Estado volta a injectar-lhe lá o dinheiro dos contribuintes...!)

 

Força com medidas que sejam para slucionar os problemas matando-os pela raíz. Que a oposição se una e que aprove uma lei quanto antes apra responsabilizar estes senhores antes que "dêm o cavanço". É preciso fazer o povo voltar a acreditar na democracia... Estes senhores só semearam o descrédito... Rua com eles! Só assim Portugal poderá mudar de rumo ou caminharemos para o abismo!

 

É necessário implementar a cultura da responsabilidade dos políticos. Acabar com a imunidade parlamentar... Só com medidas equitativas que coloquem os políticos em pé de igualdade com qualquer cidadão é que é possível moralizar a política e levar os cidadãos a acreditar de novo nas virtudes da democracia. Com incompetentes, a política torna-se cada vez mais na "espelunca" da sociedade...

 

Medidas justas precisam-se. Justas e responsabilizadoras dos governantes. Só assim verá chegar à política os mais competentes, afugentando os incompetentes e os oportunistas caciques dos partidos que chegam a cargos por nomeação porque, ainda que muito mal os desempenhem, cobram dos impostos de todos e ficam com as contas recheadas sem terem nunca de devolver do seu património os prejuízos causados...

Quem tem competência não tem medo de assumir a governação do país... Quem não tem, por certo colocar-se-á a léguas...

Basta de incompetentes à frente de organismos. Profissionalizem as contas. Que o cargo seja por competência, por concurso! Por certo encontraríamos potenciais ministros mais competentes fora dos partidos do que dentro deles... É que muitos dos cidadãos mais competentes do país, nem se inscrevem nos partidos...

Há que abrir o Estado às pessoas... e deixar de ser o caciquismo a comandar o país... Força com esta iniciativa. Vamos fazer o Parlamento aprovar uma lei com esta ideia. Vamos a isso, Passos Coelho, Francisco Louçã, Jerónimo de Sousa, Paulo Portas. Abram a política aos melhores, aos honestos, aos competentes. Vamos que se faz tarde...

Sim... Já ontem era tarde.

publicado por J.Ferreira às 18:49

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