Quarta-feira, 19 de Junho de 2013

Alunos solidários com protesto dos professores

Os protestos dos alunos manifestam também a sua comporeensão e apoio à greve dos professores. O Público,  apresenta uma notícia sobre o sucedido em Braga.

 

Eram três dezenas de alunos. Na escadaria frontal à marcante fachada do antigo Liceu Sá de Miranda, em Braga, entoavam o hino nacional, enquanto um par de polícias os encaminhava em direcção à saída. Estes eram alguns dos estudantes que não puderam realizar o exame nacional de Português naquela escola, devido à greve dos professores, e entenderam que o facto de haver colegas a realizar a prova foi “injusto”. Por isso, decidiram boicotar o exame.

“Batiam nas portas dos cacifos e cantavam”, conta Daniel Campbell, um dos alunos que puderam realizar os exames. Os seus colegas permaneceram nos corredores da escola quando perceberam que não iam realizar a prova, e os esforços dos professores não conseguiram demovê-los dos protestos. Foi preciso chamar a PSP a intervir, para que a situação fosse normalizada. Os agentes conseguiram facilmente convencer os estudantes a sair do estabelecimento de ensino, mas o protesto continuou à porta da escola.

Para cá dos portões da Secundária Sá de Miranda, dezenas de alunos cantaram Grândola, Vila Morena e A Portuguesa e entoaram palavras de ordem como “Alunos unidos, jamais serão vencidos”. A presidente da associação de estudantes, Sara Ferreira, dava voz ao protesto. “Esperemos que os exames não sejam considerados. Se houve alunos que os puderam fazer e outros não, têm que ser anulados”, reclamava, apelando à “equidade”.

A notícia do protesto na Sá de Miranda chegou rapidamente às outras escolas de Braga, para onde alastrou a contestação dos alunos. Na escola de Maximinos, todos os estudantes realizaram a prova, porque havia professores suficientes para vigiar as seis salas de aula onde foram feitos os exames. Mas os docentes foram recebidos com “assobios e apupos” pelos jovens, conta fonte da direcção.

Na escola Carlos Amarante, os professores conseguiram impedir que os estudantes invadissem as instalações escolares, mas estes acabaram por dirigir-se à vizinha escola D. Maria II, entrando no recinto escolar. A PSP também foi chamada a este estabelecimento de ensino e mais uma vez encaminhou os jovens para a saída sem problemas.

A situação esteve mais tensa na escola Alberto Sampaio, onde alguns estudantes conseguiram mesmo entrar num dos blocos em que decorriam as provas, obrigando os responsáveis da escola a fechar as portas do outro edifício em que estavam a ser feitos exames. A chegada da PSP também acalmou os ânimos e os alunos foram encaminhados para o exterior, onde esperaram pelos colegas e receberam os professores que não fizeram greve com um misto de aplausos e assobios.

Até então, a situação tinha estado calma nesta escola. Ouviu-se o relógio dar 9h00 e os alunos da Secundária Alberto Sampaio começaram a entrar no recinto. Os professores que com eles aguardavam para cá dos portões do estabelecimento de ensino permaneceram do lado de fora. Eram cerca de 50 dos mais de 200 docentes que aderiram à greve numa das maiores escolas de Braga.

“Esta é a única forma que temos para lutarmos pelos alunos e pelas famílias”, sintetiza Paulo Marques. Envergando uma t-shirt preta em que anunciava estar “de luto pela Educação”, este professor mostrava-se “preocupado com a qualidade do ensino” após a aplicação das reformas recentemente anunciadas pelo Ministério da Educação e Ciência.

Minutos depois das 9h30, os primeiros alunos que não puderam fazer o exame começaram a sair. Francisco Albuquerque “já estava a contar” ser um dos atingidos pela greve. À hora marcada, este aluno dirigiu-se à sua sala, mas nem chegou a sentar-se: “Vi logo que não havia professor”. Como ele, centenas de outros estudantes da escola Alberto Sampaio foram afectados pela greve. Naquele estabelecimento de ensino, apenas seis das 26 salas previstas estiveram a funcionar.

Francisco diz “compreender” as razões dos professores, ainda que se sinta “prejudicado” pela decisão de fazer greve nesta segunda-feira. “Já tinham feito greve às reuniões de avaliação”, comenta, sugerindo que o protesto talvez pudesse ter ficado por essa acção.

A sua colega de turma Beatriz Simões teve sorte diferente e foi uma das estudantes da maior escola de Braga a realizar a prova de Português. Agora encara a possibilidade de esta ser anulada, em resultado da greve. A brincar, diz que só terá uma opinião sobre essa hipótese “quando souber a nota” da prova. Mas acaba por reconhecer que essa talvez seja a melhor solução para resolver o problema, ainda que espere “poder ficar com a melhor nota das duas”.

Fugindo à norma em dias de exame, a matéria que saiu na prova era o que menos interessava nas conversas no final da mesma. Alberto Caeiro e Ricardo Reis “surpreenderam” Beatriz, mas o exame, diz, “não era muito complicado”.


Palavras para quê?

publicado por J.Ferreira às 17:52

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Quarta-feira, 24 de Novembro de 2010

Direito à Greve versus Direito a Trabalhar

Com estes profissionais da Política... Portugal afunda-se ... !

 

Pelo   Direito  À   Indignação.

Estamos  em  GREVE .

MAS ... O   BLOGUE   TRABALHA !

 

 

É incrível é que, na TSF (vá-se lá saber porquê...! O leitor que adivinhe!...) apenas se fala da aplicação da justiça aos que, por algum motivo, contribuíram para restringir o direito a trabalhar. Mas, sobre aqueles que pressionam os trabalhadores a não fazerem greve, desses, nem a TSF nem a Ministra falou...

Assim, se vê que em Portugal democrático, as preocupações dos Socialistas (agora e quando no Governo!) deixaram de ser com a Garantia do Direito à Greve mas antes, com a Garantia do Direito a Trabalhar.

 

Iniciando as notícias com as empresas onde não foram cumpridos os serviços mínimos, às 13:00 horas deste dia 24, dia de Greve Geral, na TSF ouvia-se que "em Braga, há noticas de agressão a uma dirigente sindical". Por que será que os jornalistas (fazendo lembrar as ditaduras que controlam a comunicação social) parecem mais preocupados com a Garantia do Direito ao Trabalho do que com a Garantia do Garantia do Direito à Greve? Serão uma correia de transmissão da mensagem dos governos ou uma consciência crítica sobre a forma como os governos conduzem as políticas económico-sociais do país?

 

Que se passa em Portugal com as rádios? Será que, em democracia, as notícias devem estar ao serviço do governo ou ceder a pressões de partidos?

 

Depois da conquista mais nobre da democracia para os trabalhadores (o Direito à Greve!) os socialistas deixaram de falar do direito fundamental de trabalhadores para pensar no direito dos seus apoiantes, tal como Salazar. Portugal tem a Maturidade para ter uma Greve geral no seu país... Ena... Com apenas experiência de duas greves gerais, esta Ministra já fala na maturidade dos portugueses.

 

A Ministra do Trabalho vem nas notícias das 11 horas da TSF rádio, refere que a margem para mudar "é praticamente nula" acrescentado que "observamos as consequências negativas da dívida portuguesa na nossa economia" e, como tal... defende que o governo não pode mudar nada no Orçamento.

 

Ora, como se pode manter as subvenções, pagas por todos nós, com os nossos descontos de uma vida de mais de 40 anos de trabalho, aos deputados que descontam apenas durante uns 8 anos a serviço (e quantos, a servirem-se!) da causa pública.  Isto já para não falar de que alguns, quantas vezes, permanecem todo o mandato sem qualquer intervenção no parlamento que não seja o som provocado pelo esporádico ressonar...

 

Segundo o sindicalista Carlos Chagas, muitos dos professores ainda não compreenderam ou não entenderam ainda o alcance do que se lhes vai passar. Só aí os professores perceberão as razões  por que estamos a lutar. Os cortes têm que ser um empréstimo e não um corte. Por isso devem ser devolvidos aos professores pela República.

 

E no parlamento os socialistas (que não se cansam de falar da maturidade dos portugueses  no usufruto do direito à greve) falam com maior entusiasmo no "direito a trabalhar" que no "direito à greve". Por isso usarão, seguramente, a  "mão pesada" da justiça sobre aqueles que não cumpriram a lei da greve no que respeita ao "direito a trabalhar" e uma mão invisível, ligeira, de algodão, sobre aqueles que impediram ou coagiram os trabalhadores a desistir do seu inegável (e também constitucional) Direito à Greve.

Numa intervenção no Parlamento, uma voz socialista lembra que "a greve é um direito dos países democráticos" mas que não substitui o local próprio da discussão dos problemas dos portugueses que é o Parlamento.

E nós diremos: Que novidade, senhora deputada. É para isso que lhe pagamos o chorudo salário que recebe?

É lógico que os sindicatos não são nem substituem os partidos. Mas têm o direito de "tomar partido" pelos trabalhadores e de defender os seus direitos, a lutando por uma maior equidade e justiça social. E isso deveria ser uma das atribuições de um Governo Democrático. Mas não é isso que se verifica... Por isso, aos Sindicatos só lhes resta endurecer a luta... Nem que dele se faça cair o Governo. Não é isso que o governo  Mas é esse o seu dever... Isto, porque enquanto incompetentes estiverem a governar o país, caminharemos cada vez mais para o fundo do poço, porque o Rumo traçado pelos socialistas é bem claro: é o Abismo.

Por incrível, foram os socialistas os que, depois do 25 de Abril, maior ataque fizeram aos direitos dos trabalhadores, reduzindo-lhes os vencimentos.  É inaceitável que, quando Cavaco Silva tentou fazer algo de semelhante aos trabalhadores, os socialistas na oposição tenham lutado pela inconstitucionalidade da medida (e conseguiram-no!) e que agora, incoerente e incrivelmente, venham propor e impor o mesmo.

Porém, o que os socialistas não parecem determinados é a mexer em quem tem poder. nem nos jornalistas nem nos juízes... Por que será? Perguntem-lhes! Ou pensem e facilmente descobrirão o verdadeiro motivo.

Em nome da crise, passaram a idade do direito à reforma dos professores, dos 36 anos de trabalho (e descontos) para os 65 anos de idade (independentemente dos descontos)? Ora, alguns professores, que começaram a leccionar aos 21 anos, terão agora de trabalhar (e fazer descontos) durante 44 anos, o que impedirá muitos jovens de entrar na profissão antes dos 30 anos! Assim, o que cada vez mais vai suceder, será que os que começam aos 30 apenas terão de trabalhar (e descontar!) durante 35 anos pois poderão reformar-se aos 65 anos como os que iniciaram os descontos aos 21 anos! Que justiça é esta? Não se percebe. Mas há pior: numa sociedade com mais problemas de violência, indisciplina, incentivada pelas leis e passividade governativa, quem, com essa idade e depois de mais de 40 anos de trabalho, ainda terá energia , capacidade e/ou motivação para leccionar turmas de 25 alunos?.

Este governo atacou os fracos mas baixou as orelhas perante os fortes. A expressão ditadura democrática (por nós muito usada e repetida no final da primeira maioria absoluta de Cavaco Silva) nunca antes teve tão grande expressividade e nunca foi usada com tanta propriedade como agora.

Oram vejam lá se o Governo mexe definitivamente nos salários dos grandes...!?? É o mexes. A estes socialistas da província que desceram à cidade, falta-lhes o melhor para ser heróis e salvar Portugal. Falta-lhes a coragem que sempre andava na sua boca para mexer com o poder instituído. Por isso mexe com os fracos.

Em coerência com princípios que apontou para mexer com os professores, propondo-se acabar com as “mordomias” (que não existiam para ale do direito a destruir o carro para servir o estado nos locais mais recônditos do país!) e decididos a aplicar máximas de igualdade e equidade a todas as e cidadãs portuguesas e dos cidadãos portugueses (para ser politicamente correcto há que repetir o masculino depois e só depois, do feminino!)... Ora, na verdade, tudo isto não passou de “uma grande treta”. Com os grandes (grandes porque auferem grandes salários, grandes porque têm grandes mordomias, grandes porque têm um grande poder reivindicativo que lhes advém da posição de poder que detêm sociedade!) como é o caso da idade da reforma dos juízes. E uma vez mais, estes socialistas que queriam igualdade entre todos os portugueses. E uma vez mais o governo cedeu e se curvou de subserviência perante os juízes pelo que, afinal, a idade da reforma destes se vai manter nos 60 anos!...

Mas há mais... e a lista que demonstra o aumento das desigualdades com os socialistas no governo nunca mais pararia. Exemplo disso é que se mantêm os chorudos salários e mordomias dos Administradores das Empresas Públicas que chegam a auferir mais de CINQUENTA VEZES o salário do Presidente da República...

 

Sobre a adesão à greve o Secretário de Estado que falou às 13:15 na TSF, a adesão à greve é contada para eles, em proporção da percentagem de escolas que estão fechadas e não do número de trabalhadores das escolas que fizeram greve. Ora, esta falsa contabilização dos dados dos índices de adesão à greve é uma estratégia governamental deliberadamente enviesada. Esta errada contabilização dos trabalhadores em greve implica que, se numa escola com 10 professores todos foram trabalhar e numa outra com 90 todos fizeram greve, para o governo conta como 50% de escolas em greve!  Ora, para qualquer investigador, se no cômputo das duas escolas há 100 trabalhadores e apensas 10 compareceram ao serviço, a percentagem de adesão à greve é de 90% e não de 50% por cento como contabiliza este governo. ou seja, te4mos um governo de esquerda que deveria valorizar a greve como a única arma dos trabalhadores e dela retirar as devidas ilações, vem dizer que a adesão foi baixíssima e abaixo das expectativas... Que vergonha, senhores membros do governo. Aprenda, a fazer estatística. A greve é dos trabalhadores (e devemos contar as pessoas que a fizera!) e não das escolas. Sem dúvida que esta guerra de números será sempre o cavalo de batalha. Mas ninguém de com senso dirá que a greve passou despercebida.

 

Em O Público, podemos ler que o "Governo e sindicatos divergem na leitura dos factos. Ambos festejaram os números, mas por razões diferentes: para a CGTP e UGT, foi a maior greve da história, com três milhões de trabalhadores a aderir à jornada; para o Governo, “o país não parou”.

 

Sabemos que não houve uma adesão de 100%, nem ninguém poderia esperar por isso (pois hoje há cada vez mais trabalhadores que precisam desse dia de salário para alimentar os filhos!). Mais. Temendo o pior, o governo veio à última da hora retirar as empresas de capital maioritariamente público do grupo dos sacrificados, numa clara tentativa de diminuir o impacto da greve, comos e o deficit de repente até pudesse ser resolvido só com os cortes aos salários dos funcionários públicos.  Ora, com esta explicação, uma boa parte dos funcionários das empresas públicas (como a CGD) foram avisados por telefone que deixava de existir motivos para fazerem greve pois o problema já estava resolvido... Esta excepção aberta pelo governo demonstra bem a desadequação das medidas de combate à crise que pretende levar a cabo, procedendo a uma grave discriminação dos portugueses vem ferir ainda com mais gravidade a Constituição da República.

 

Um dia o povo vai despertar... Isto assim é que não pode continuar... Por nós, pelos nossos filhos, por Portugal.

publicado por J.Ferreira às 22:04

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Quinta-feira, 14 de Outubro de 2010

Ataque à Democracia ou Retrocesso Democrático

Todos sabemos que um dia de greve é um corte no salário no valor de um dia de trabalho e que a todos nos faz imensa falta. A postura de quem, por questões relacionadas com a falta que o dinheiro descontado do dia de greve faz no orçamento familiar é compreensível. Porém, este argumento talvez seja um motivo talvez um pouco (se não mesmo muito!) egoísta utilizado argumentando que os tais 100 ou 150 euros menos no fim do mês devido à greve lhes iria fazer uma enorme diferença. De facto, o que se passa é que os que sistematicamente se recusam a aderir a uma greve apresentam sempre argumentos que apenas são válidos para sossegar as suas consciências.

Gostaria de saber quantos dos “acomodados” com o status quo continuariam sem aderir à greve caso os benefícios resultantes das lutas sindicais apenas se aplicassem a quem demonstrou estar insatisfeito com a situação pela qual se levou a cabo a luta. Afinal, tanto querem fazer pela associação entre os princípios praticados com o patrão Estado e o patrão Privado que não se compreende por que motivo na maioria das empresas os empregados podem obter promoções e aumentos salariais independentemente de lhes ser necessário recorrer à greve. Basta que haja uma proposta de melhor noutra empresa e, se o patrão não quer alinhar o salário pela proposta que o empregado tem, lá se vai o empregado e 8ainda que digam que não fazem greve, (e portanto não têm perda de salário!) a verdade é que, caso saiam da empresa, não deixam de passar à situação de greve permanente. Ou seja, deixam de exercer as suas funções na empresa definitivamente. Há anos que a situação dos trabalhadores da Função Pública têm vindo a ser castigados por este governo socialista que, quando na oposição, tanto criticaram Durão Barroso pelas medidas que havia tomado, em nada comparadas com as que eles viriam a tomar logo que chegaram ao poder, mentindo ao povo.

Depois de longos anos em que a inflação superou os aumentos decretados para a Função Pública (com a inevitável diminuição do poder de compra dos funcionários públicos) até ao congelamento das carreiras e reformulação das mesmas, este governo tem-se entretido a destruir o que ainda restava de António Guterres e que o (para eles incompetente!) Durão barroso tentava colocar nos carris. Durão Barroso não servia para governar Portugal. E, embora tivesse recebido o país “de tanga” das mãos do governo evadido de António Guterres (em que José Sócrates era Ministro, lembram-se!?), Barroso fez saber a situação em que os socialistas haviam deixado as finanças públicas e justificou ao país que seria obrigado a aumentar o IVA de 17% para 19%, o que mereceu a crítica dos socialistas de ferro Rodrigues e José Sócrates que então se encontravam na oposição.

Ora, tal aumento do IVA (que para uma legislatura de 4 anos) que foi criticado pelos Socialistas de José Sócrates, incrivelmente acabou por durar apenas dois anos pois, os mesmos críticos socialistas, uma vez chegados ao poder, logo aumentaram o IVA (que consideravam ter sido injustificadamente aumentado!) dos 19% de Durão Barroso para os 21% de José Sócrates.

É este país de gente sem escrúpulos que mente na campanha eleitoral para ganhar as eleições e depois, zás... vamos de mal a pior. Os funcionários públicos (e os professores, em especial) foram eleitos então por José Sócrates como os culpados das crises. Não foi a má gestão dos políticos nem a gestão danosa da coisa pública. Não. Os políticos (que obtêm o lugar que ocupam “por eleição” ou “por nomeação”, bem diferente de “por competência”!) são sempre os salvadores da pátria. Os maus da fita, esses, são sempre os outros!, E, claro, com os Funcionários Públicos à cabeça.

Mas voltemos ao tema da greve.

Em 2006, Sócrates começou por reduzir o salário aos professores que então se encontravam destacados ao serviço do Ensino Português no Estrangeiro  (EPE), desempnenhando uma árdua missão em nome do país junto das comunidades de emmigrantes.

Mas, como diz Bertolt Bretch (ver no final!), esse problema não era "o problema" dos professores em Portugal. E ninguém se importou. Pois bem. Foi aí o tubo de ensaio de José Sócrates. Não tendo os sindicatos (numa comunidade de professores espalhados pelos 4 cantos do mundo!) obtido grande adesão dos professores porque “perdiam um dia de salário” o governo de Sócrates descobriu que os professores do EPE estavam totalmente espartilhados... E, como a máxima “dividir para reinar” é a mais praticada pelos políticos, logo tratou de dividir ainda mais os professores, retirando-lhes o vínculo ao local de origem para, numa acrobacia incrível, dar uma licença sem vencimento a funcionários que depois contratava de novo para cobrir as necessidades que já existiam. Ou seja, o que Sócrates (que se diz ser de Esquerda!) impede as empresas de fazer (por ser ilegal) afinal sendo os socialistas a praticar... já é legal.

Na altura da mudança de paradigma para o EPE (levado a cabo pelos socialistas) começou a reformulação do estatuto da carreira docente em Portugal. E aos professores que não quiseram aderir à greve (e assim demonstrar o seu descontentamento e determinação em lutar pelos seus direitos) com o argumento de que, por um dia de greve lhes descontavam “muito dinheiro”, contra-argumentava que “faziam bem mas que gostaria de saber o “que fariam à vida” no dia em que lhes retirassem umas centenas de euros, em congelamentos da progressão da carreira ou até numa redução salarial e não apenas os dias de salário do mês em que, de facto, haviam feito greve e que, pelo menos nesse dia, poderiam aproveitar para estar com a família (coisa que cada vez é mais difícil dada a catadupa de trabalhos e reuniões que implementaram...!).

E, tal como sempre se diz em defesa da importância da Educação (“se a educação é cara, experimentem a ignorância!”) afirmava que, se os professores consideram muito a perda de um dia de salário numa luta pela dignidade e direitos, que experimentem dar a entender ao patrão que têm esse tipo de mentalidade e depressa outras medidas mais penosas serão implementadas. E aí as têm... Os professores fazem parte de um grupo profissional (chamemos-lhe assim, porque dizer “classe” é ser “fascista” e no mundo actual, devemos ser “politicamente correctos” e não podemos “chamar os bois pelos nomes”!) que não se demonstra disposto a perder umas dezenas de euros (fazendo um dia de greve!) mas não se importa de perder centenas todos os meses. Tem razão quem diz que os professores não merecem ter o reconhecimento social que reivindicam porque nem eles mesmos têm consciência do seu exemplo nas lutas pelos direitos de cidadania, pela liberdade, pela democracia... É triste reconhecer que, rotulado muitas vezes de “PESSIMISTA” pelas teses defendidas em tertúlias de café (e no blog) o tempo veio, uma vez mais, dizer que tinha razão. É triste dizê-lo. Não o constato com a vã glória de ter razão mas, antes, com a tristeza de pertencer a uma classe que “vende” a sua dignidade por muito pouco dinheiro. Temos pudor em perder uns eurinhos! E, por isso, não fazemos greve. Na verdade adivinhávamos, por dedução e intuição, que o que se avizinhava era bem dramático. Mas não esperávamos tamanha atrocidade. Não! Será para sempre e que depois disso, teríamos muito mais dificuldade em recuperar o perdido. INFELIZMENTE, os factos vêm dar-nos razão...

É, pois, muito triste ver aproximar-se um Furacão ou um Tsunami e ver a catástrofe acontecer porque os nossos gritos não foram levados a sério. E o que para muitos era de todo impossível. Chegar-se ao ponto de, numa democracia, numa Europa que nos foi vendida como um “bunker” onde os cidadãos seriam ouvidos, onde os políticos estariam à altura de combater crises, ver que os países fora do Euro não têm estes problemas... E, pior que tudo, sem que os cidadãos se tenham tornado mais preguiçosos ver que, de um momento para o outro, se estouram as finanças do país, se gasta dinheiro em luxos e mordomias de políticos ao mesmo tempo que se procede a uma redução dos salários dos trabalhadores, estava muito longe dos nossos maiores pessimismos. Afinal, as teses de um pessimista.... mostraram-se mais do que tudo, como teses de um REALISTA.

Já advogamos este conceito de "pessimistas" e "optimistas" há mais de duas décadas. Ser pessimista ou optimista não é um estado de espírito... Como desde longa data afirmo aos meus adversários nas tertúlias, tudo depende do conceito de Optimista e de Pessimista. Para nós, um OPTIMISTA é um PESSIMISTA MAL INFORMADO que, por esse motivo, tem expectativas infundadas que lhe permitem viver num mundo do sonho, mas que, quando forçado a despertar para a realidade se torna facilmente em pessimista. Por seu lado, um PESSIMISTA é um OPTIMISTA BEM INFORMADO... que vive no mundo da realidade. E, como tal, embora possa surpreender-se, dificilmente leva um golpe que o deixe sem reacção. E, quando um OPTIMISTA (no sentido mais usual ou se querem, tradicional) se informa, toma conhecimento da realidade... aí é que se vê o que realmente ele é: um pessimista bem informado! E, como diz o brasileiro, CAI NA REAL... Torna-se um REALISTA. É neste ponto que estamos. O de ver que afinal, todos os optimistas "caíram na real..." DESPERTARAM de um SONHO prometido pelos socialistas que nos governam mas que afinal... não passa de um LONGO e PENOSO PESADELO.

 

A conduta e postura que este governo socialista (e dizemos "este governo socialista" porque não nos move nenhum pré-conceito contra os socialistas!) tem demonstrado obedecer à máxima : "forte contra os fracos" e "fraco contra os fortes". Prova disso é que o Governo acaba de recuar no fundamental, isto é, quando se tratava de atingir os mais fortes... E a única medida correcta neste pacote de redução dos salários era a que acabava de vez com a acumulação de qualquer pensão (subvenção ou como lhe queiram chama como as de Manuel Alegre, Cavaco Silva, Jorge Sampaio, Mira Amaral, Santana Lopes, António Guterres, etc... etc... ) lá foi para a ilha do esquecimento... tal como a reforma (ou subvenção dos deputados passar para 12 anos, foi votado para as calendas gregas quando as restantes carreiras foram alteradas desde 2006...

Até quando o povo português continuará adormecido... e continuará disposto a deixar que estes senhores levem o país para Abismo, ou a afundar o país pois a sua legislartura foi, nas palavras de José Sórates uma autêntica "Tempestade Perfeita".

temos que agir. mas agir de forma concertada, convicta, coerente e consequente. Não basta  ir um sábado até Lisboa, numa única forma de protesto (questionável, porque a ninguém atingiu... como acontece com os varredores de ruas, os transportes aéreos, os camionistas, os médicos ou outros que muitas vezes podem colcoar vidas em jogo!). De nada servem os movimentos emergentes que durante a grande e justa luta espartilham a classe fazendo desunir ainda mais um grupo profissional que, de per si, era já um grupo pseudo-unido.

Proliferaram os "grupinhos" profissionais de interesses (mais ou menos obscuros , ou quizas, patrocinados por quem estava interessado em dividir para reinar!) ou então chefiados por quem buscava algum protagonismo, debaixo de uma bandeira de "independentes, de "não alinhados" ou "muralistas" que se mobilizaram para desmobilizar alguns profissionais que se encontravam em torno dos sindicatos . Que restou desses grupos ocasionais, emergentes, desorganizados depois de passada a euforia da viagem a Lisboa? Desapareceram...  Enfim... Tão depressa apareceram como desapareceram do mapa...! Conclusão: só serviram para dividir ainda mais a classe.

Poderemos afirmar que estamos como estamos porque "estamos como estamos" porque "somos o que somos" e "somos como somos". Quando teremos a coragem de tomar partido. De deixar de ser "muralistas"? Quando deixaremos de nos colocar em cima do muro, à espera de saber de que lado devemos estar? Quem nos defende? Quem tem, de facto, legitimidade jurídica para nos defender são os sindicatos. Basta de ilusões... O que os governos queriam era ver os professores espartilhados... divididos. E conseguiram-no! Por isso, chegou a hora de voltar a reunir esforços.

Em democracia, os que desejam ter protagonismos devem aproximar-se das mais diversas estruturas sindicais e lutar pela união de todos. Há sindicatos com tendências para todos os gostos!... Deixemos, pois de dividir... Vamos unir a classe. Se algum companheiro não se encaixa em nenhum, deve pensar que algo deve estar mal... mas não é, certamente em todos os sindicatos! Coloquem aí as suas ideias... Não duvidemos. JUNTOS em torno dos nossos representantes legais podermos conseguir algo... E digo algo porque para cortar vai desde os 3,5% aos 10%... Em contrapartida, para negociar o aumento dos salários, estes mesmos governantes aparecem à Mesa da Concertaç ão Social com propostas em que se luta para melhorar umas centésimas!... UMA VERGONHA. Tanto mais quando surge de um parrido que se diz "de esquerda"! Tenham Vergonha...! Deixem-se de desempenhar o papel de carrascos e defendam os trabalhadores contra as investidas do capital. Ou então, meus caros amigos socialistas... remetam-se lugar que vos está destinado! É nele que os socialistas estão destinados a prestar um mais nobre e melhor serviço ao povo português.

 

JUNTOS SEREMOS MAIS FORTES...

Espartilhados... é o que se está a ver...

Duvidam? Então leiam o que escreveu Bertolt Brecht !


Primeiro levaram os comunistas,
Mas eu não me importei
Porque não era nada comigo.

Em seguida levaram alguns operários,
Mas a mim não me afectou
Porque eu não sou operário.

Depois prenderam os sindicalistas,
Mas eu não me incomodei
Porque nunca fui sindicalista.

Logo a seguir chegou a vez
De alguns padres, mas como
Nunca fui religioso, também não liguei.

Agora levaram-me a mim
E quando percebi,
Já era tarde.

publicado por J.Ferreira às 13:45

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Quinta-feira, 4 de Dezembro de 2008

Professores UNIDOS Jamais Serão VENCIDOS

 

 

Uma Greve Histórica

prova mais do que evidente de que

Professores UNIDOS Jamais Serão VENCIDOS

 

Exigências dos Sindicatos São Provas de "Bom-Senso"

 

Do "discurso sindical sobressai a luta contra este ECD do ME (designadamente pelo fim da fractura da carreira em duas categorias, contra o modelo de avaliação iníquo, inaplicável e injusto, contra os horários dos professores e a prova de ingresso na profissão, de entre diversos aspectos) e a necessidade de o ME abandonar a sua pretensão de avançar com alterações ao regime de concursos e colocações que agravará a instabilidade profissional e a precariedade de emprego. Mário Nogueira, porta-voz da Plataforma, fez questão de referir que esta disponibilidade para negociar é acompanhada da mesma disponibilidade dos professores para lutarem, caso o ME não aceite recuar para níveis que viabilizem essa negociação, designadamente suspendendo a avaliação (para nós uma "pseudo-avaliação") do desempenho".

"Os professores iniciaram, esta quinta-feira, uma vigília frente ao Ministério da Educação, em Lisboa, uma vigília convocada na manifestação de 8 de Novembro e que reuniu cerca de 120 mil professores.

Munidos de uma tenda de campismo e vários cartazes para chamar à atenção para o seu protesto, os docentes querem novamente mostrar que estão contra o regime de avaliação proposto pela ministra Maria de Lurdes Rodrigues.

Em declarações à TSF, Manuel Grilo, da FENPROF, explicou que a vigília se prolonga até sexta-feira às 22:00 e que terá docentes de Lisboa de manhã e outros do centro do país da parte da tarde.

«À noite, estaremos aqui todos os que podermos estar. Amanhã de manhã, serão os professores do sul que iniciam e à tarde os professores do norte», acrescentou este elemento da FENPROF, que assegurou ainda a existência de algumas intervenções durante esta vigília e que espera a passagem de alguns deputados pelo local.

Manuel Grilo lembrou que este protesto é uma «acção de luta» e que por isso não espera que nem a ministra nem nenhum secretário de Estado da Educação desça dos seus gabinetes para falar com os professores.

«Mas estaremos sempre abertos e se tivermos algum sinal de disponibilidade para alguma negociação séria certamente que corresponderemos», concluiu este sindicalista, numa altura em que estava a ser montada uma segunda tenda no local.

Para este protesto, os professores trouxeram faixas onde se pode ler «Avaliação: Suspensão já» e «Da indignação à exigência: Deixem-nos ser professores» e bandeiras do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa e FENPROF, entre outras."

No sítio de um dos sindicatos que reúne a "Plataforma Sindical" de professores, podemos ler:

 "As manobras do Ministério da Educação, à última da hora, não conseguiram confundir, desmotivar ou desmobilizar a participação na greve nacional dos professores e educadores, que decorre hoje em todo o País, num clima de grande responsabilidade cívica e também de unidade, firmeza e determinação. O resultado é uma greve histórica da classe docente. Mais de 90 por cento destes profissionais paralisam em todas as regiões e em todas as escolas do ensino não superior. Há concelhos inteiros em que todas as escolas fecharam.

Uma tremenda resposta à intransigência negocial do Ministério da Educação e do Governo, designadamente em torno da avaliação do desempenho e da revisão do ECD, e exigiram um rumo diferente para as políticas educativas. As primeiras reacções do ME, através do Secretário de Estado Jorge Pedreira, são caricatas: o Ministério "só daqui a uma semana é que tem números da greve", há muitas escolas "abertas", o Governo "não abdica" do "essencial" seu modelo de avaliação, etc..."

 

É triste que se tenha de chegar a este ponto para que se comece a ver mais "claramente visto" a incompetência de quem dirige o Ministério da Educação. No entanto, continuamos a ter de lutar para que desperte e reconheça que o caminho que persegue é um caminho total e drasticamente errado e só servirá para levar à destruição do Sistema Educativo.

E teremos de continuar a luta. Por isso, mantém-se "a vigília que está prevista para os dias 4 e 5 à porta do ME"...

Tal como desde sempre lutamos, congratulámo-nos com a constatação de Mário Nogueira: "hoje temos ainda mais educadores e professores a contestarem as políticas do ME, a dizerem que não querem ser divididos em professores e em titulares, a dizerem que não querem este modelo de avaliação burocrático, que para se poder aplicar tem que se andar constantemente a remendar e a adaptar".

 

publicado por J.Ferreira às 12:41

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Segunda-feira, 1 de Dezembro de 2008

APELO AOS PROFESSORES - TODOS À GREVE

O que este Governo pretende não é a melhoria da Educação!

Antes, é a GUERRA TOTAL nas Escolas ! A Destruição da Paz na Escola Pública ! Chegou a hora de gritar alto e bm som: Basta!

 

 

A Ministra pode até ser surda mas temos de manter a esperança de que não seja cega!

Vamos, pois, mostrar-lhe um Cartão  Vermelho !

 

TSF: Plataforma apela a participação histórica na greve!

AGORA ou NUNCA !   Está na Hora ... de ir embora

A INCOMPETÊNCIA

A PREPOTÊNCIA

A ARROGÂNCIA

 

Pela Educação dos jovens e pela profissão, vamos aderir todos à greve.

Deixemos de nos preocupar como sempre fizemos até hoje! Os médicos fazem greve e podem morrer pessoas... Os cidadãos (meus familiares também) apoiam as lutas dos médicos mas não compreendem a luta dos professores!... incrível! Sempre pensamos primeiro nas crianças e jovens inocentes antes de faltar, de fazer greve!... E deixamos massacrar-nos, dia após dia, e afinal o que ganhamos dos pais? Respeito? Nem por isso! Insultos... Falta de consideração... Isto, sim, foi o que ganhámos!

 

A todos aqueles que apoiam estas medidas do governo, demonstremos-lhes que deveriam estar do nosso lado.

Já basta de proteger o futuro dos jovens e das crianças portuguesas à custa da nossa vida e da vida dos nossos filhos! Se os pais querem "estar-se nas tintas" para os nossos problemas (que são inequivocamente problemas para os seus filhos!), se os pais "estão-se nas tintas" para a nossa carreira (pois crêem que ganhamos fortunas e não conseguem ver o quanto se gasta, o quanto investimos para podermos exercer a profissão docente!), se os governantes "estão-se nas tintas" para o nosso futuro, teremos nós de também dizer "A LUTA CONTINUA!" e acima de tudo, que OS PROFESSORES NÃO SE ESTÃO NAS TINTAS!" para a ESCOLA PÚBLICA... OS PROFESSORES QUEREM UMA ESCLA PÚBLICA DE QUALIDADE!  O GOVERNO APENAS QUER POUPAR UMAS CENTENAS DE EUROS PARA AUMENTAR OS SALÁRIOS DOS SEUS NOMEADOS!

Mas, como nem assim nos querem ouvir, deixemos as escolas fechadas... as crianças (os meus filhos também!) que fiquem na rua e que Deus as proteja!

Os pais que mandem os filhos "para casa da avó" que bem pode "aturá-los" (afinal são do seu sangue!) pois muitas serão certamente bem mais jovens do que os professores que agora terao de "aturar" a falta de educação até aos 65 anos! De bengala na mão, seguramente! Deprimente!... nem a avozinha quer cuidar de 2 ou 3 netos, sangue do seu sangue, e vai o Ministério, nos dias de hoje em que a educação e a falta de respeito pelos adultos (veja-se a criança que bateu nos pais!) um professor aos 65 anos de idade (já avô ou até bisavô!) ter capacidade para  aguentar (leia-se, "aturar") um grupo de 24 ou 25 crianças, aidna por cima cada vez mais educadas no laxismo?

Dignidade profissional? Nenhuma. Voltem a ver o que fez a rapariga na escola Carolina Micaelis (e os comentários "a velha vai cair!") e tenham vergonha  do que dizem e pensam dos professores!

Ou, se não têm avó, que vão para o tio, o padrinho ou onde quer que seja... Ou então, os pais que fiquem em casa... E que cuidem dos seus filhos, que lhes dêm as aulas de substituição  (não é verdade que mutos até andavam todos contentes com o rebuçadinho do Sócrates que lhes dava o poder de avaliar os professores!?). Entao? Julgam competentes para avaliar os professores e não são capazes de os substituir durante 15 dias? Aos mais corajosos, palradores e audazes, que comentam as notícias apoiando estas medidas absurdas do governo, até lhes podemos dar os sumários com as matérias... E que façam eles as aulas de substituição!

É que em qualquer empresa o que conta é a competência dos profissionais. Na educação, se vingar esta absurda forma de progressão, não tarda e a cunha, o caciquismo, o partido, as chefias, façam da progressão uma nova correnbte de corrupção: progride quem for do partido ou quem der a maior cunha. já antes avisáramos: Vem aí o Giz Dourado!

Numa empresa, aos bons profissionais, os empresários até lhes dao "borlas" para ir ver o jgo do clube do coraçao. Aos professores querem penalizá-los por irem ao funeral de familiares! Incrível...! A perseguição é tal que, em caso de morte do pai, da mãe, de um filho, ou de outro qualquer familiar, um professor que pretenda progredir na carreira só lhe resta uma solução: pedir à ministra que mande um Secretário de Estado ou outro dos seus dignos faltosos para que me represente no funeral!) Incrível mas é verdade.

Digam-me: em que profissão se verifica tamanha aberração?

 

 

Por isto, e muito mais.... VAMOS TODOS FAZER GREVE !

 

E que todos os pais (incluindo muitos de nós que também o somos mas que os outros esquecem-se disso, tendo-nos massacrado com trabalho e mais trabalho, acabaram roubando-nos, e aos nossos filhos, o direito a usufruir da companhia dos seus pais, tal como as outras crianças cujos pais não são professores no tempo livre cujo disfrute está constitucionalmente garantido, e que este governo retirou por completo!) sintam na pele a falta de uma escola pública onde os jovens tenham professores motivados, em que reine a paz e a tranquilidade, a colaboração, a cooperação e não o egoísmo entre todos para a formação dos jovens. Este modelo é, inaceitavelmente, a apologia do egoismo. Este modelo incrementa exponencialmente o individualismo docente. isto porque na equipa de docentes de uma mesma escola, responsável pela formação dos nmossos jovens, apenas alguns (que tal como no futebol, pode um deles nem ter sido o melhor jogador em campo mas é endeusado por ter sido ele que marcou o "penalty" e não a vítima da falta!)

Para uma escola de qualidade, para que uma equipa possa actuar como equipa, não se pode valorizar apenas o que mete o golo mas toidos aqueles que contribuiram para que ele fiozesse golo. E as escolas são equipas... de professores. Jogamos contra os mesmos adversários: políticos incompetentes que nos retiram a autonomia de educar e nos pedem contas do que não somos responsáveis...

É necessário professorers motivados nas escolas, que não estejam ali só porque não há mais onde estar...! E este modelo fará sair para outros ramos de actividade muitos dos bons profissionais que não vêem perspectivas de carreira, morta à partida por um modelo injusto. Mais. Algumas das escolas onde se reunem muitos bons profissionais (e que ficarão prejudicados por não terem a sorte de jogar a titulares e como tal não receberem o que deveríam!) só têm uma alternativa: fazer como so jogadores de futebol e procurar uma nova equipa (escola) onde possam ser titulares. Este modelo é a apologia da expressão: "em terra de cegos, quem tem olho é rei!"

Assim, se um professor está numa escola onde todos são bons, apenas um de entre eles poderá ser excelente!

Muito bem, senhora Ministra. Diga isso aos jogadores da selecção...

Ou será que se inspirou na equipa ministerial deste governo?

Só Sócrates é que é Excelente? Os demais são incompetentes?

Motivo deste texto radica na noticia que acabara de ler. E se dúvidas havia da má fé do Governo, elas ficam expressas na palavra "TOTAL" do senhor Jorge Pedreira. É que TOTAL para ele é tudo menos mudar o actual e asurdo, aberrante, etc. etc. sistema de avaliaçao docente. O mal começou quando esta ministra decidiu na secretaria a necessidade de colocar quotas para se ser competente e criou a categoria de "Professor Titular". , à qual, já o dissemos, duvidamos que a senhora ministra teria acesso se concorresse nalgumas das escolas deste país! Mas vejamos:

"Sábado, no final de uma reunião com professores militantes do PS, em Lisboa, Jorge Pedreira disse que a disponibilidade do governo para negociar é «total».

 

Em declarações à agência Lusa, António Avelãs, da direcção da Fenprof, reagiu assim ao secretário de Estado Jorge Pedreira:

«As declarações do secretário de Estado são claramente unilaterais, porque pretendem dizer que nós é que estamos numa posição de impor condições - a condição da suspensão - quando o Ministério parte de uma imposição muito mais grave que é: o modelo que vai ser aplicado aos professores é o do Ministério», criticou o sindicalista.

Para a Fenprof, o actual modelo de avaliação dos docentes, que está no centro do braço de ferro entre sindicatos e ME, tem de ser «alijado, afastado, para que se possa colectivamente construir um modelo novo». "

O TEU CONTRIBUTO É IMPORTANTE... CONTAMOS CONTIGO  !

publicado por J.Ferreira às 09:07

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