Terça-feira, 12 de Agosto de 2014

Os Herdeiros da Competência

Cada vez menos nos surpreendemos com os caminhos da nossa triste nação. a notícia que acaba de ser publicada diz tudo: Banco de Portugal contratou por convite filho de Durão Barroso... Ora, até ao momento, nenhum cientista sustentaria a tese segundo a qual a competência se alcança por via hereditária.

Nem mesmo os especialistas de Direito defenderiam a possibilidade de uma transferência de sabedoria e de competência de pais para filhos, nem mesmo por via da herança.

Porém, alguns humanos parecem querer superar esta realidade. Incrivelmente, os filhos dos poderosos sempre demonstram imensa competência para alcançar postos de altas instâncias onde depois (pelo que se tem notado!) o povo acaba por ter de "levar com os ovos podres" que resultam das suas provas de (in)competência.

No final de contas, esta triste e deprimente realidade é algo a que os portugueses se acabam por resignar: a ser (des)governado por um bando de (in)competentes que nos afundam cada vez mais sem que nunca sejam chamados à responsabilidade. A cada dia se conhecem novos casos de pessoas que chegam a altos cargos demonstrando qualquer espécie de competência anterior que não seja o facto de resultarem de uma ocorrência (espontânea ou deliberada) que deu origem a uma nova vida. E que (alegre e prometedora) vida lhes está destinada...

 

Segue-se o texto da notícia publicada no Jornal de Negócios online:

 

"Luís Durão Barroso foi contratado sem concurso para o Departamento de Supervisão Prudencial. A regra no banco é contratar por concurso salvo situações de "comprovada e reconhecida competência profissional".
O Banco de Portugal contratou o filho do ex-primeiro-ministro e ainda presidente da Comissão Europeia para o Departamento de Supervisão Prudencial, onde iniciou funções há cerca de um mês..."

 

publicado por J.Ferreira às 18:49

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Quarta-feira, 12 de Março de 2014

Carta de José Gomes Ferreira

Carta de José Gomes Ferreira - Subdiretor de Informação SIC

Caros João Cravinho, Manuela Ferreira Leite, Bagão Félix, Ferro Rodrigues, Sevinate Pinto, Vitor Martins e demais subscritores do manifesto pela reestruturação da divida publica: Que tal deixarem para a geração seguinte a tarefa de resolver os problemas gravíssimos que vocês lhes deixaram? É que as vossas propostas já não resolvem, só agravam os problemas. Que tal darem lugar aos mais novos?
Vi, ouvi, li, e não queria acreditar. 70 das mais importantes personalidades do país, parte substancial da nossa elite, veio propor que se diga aos credores internacionais o seguinte:
– Desculpem lá qualquer coisinha mas nós não conseguimos pagar tudo o que vos devemos, não conseguimos sequer cumprir as condições que nós próprios assinámos, tanto em juros como em prazos de amortizações!
Permitam-me uma pergunta simples e direta: Vocês pensaram bem no momento e nas consequências da vossa proposta, feita a menos de dois meses do anúncio do modo de saída do programa de assistência internacional?
Imaginaram que, se os investidores internacionais levarem mesmo a sério a vossa proposta, poderão começar a duvidar da capacidade e da vontade de Portugal em honrar os seus compromissos e poderão voltar a exigir já nos próximos dias um prémio de risco muito mais elevado pela compra de nova dívida e pela posse das obrigações que já detêm?
Conseguem perceber que, na hipótese absurda de o Governo pedir agora uma reestruturação da nossa dívida, os juros no mercado secundário iriam aumentar imediatamente e deitar a perder mais de três anos de austeridade necessária e incontornável para recuperar a confiança dos investidores, obrigando, isso sim, a um novo programa de resgate e ainda a mais austeridade, precisamente aquilo que vocês dizem querer evitar?
Conseguem perceber que, mesmo na hipótese absurda de os credores oficiais internacionais FMI, BCE e Comissão Europeia aceitarem a proposta, só o fariam contra a aceitação de uma ainda mais dura condicionalidade, ainda mais austeridade?
Conseguem perceber que os credores externos, nomeadamente os alemães, iriam imediatamente responder – Porque é que não começam por vocês próprios?
Os vossos bancos não têm mais de 25 por cento da vossa dívida pública nos seus balanços, mais de 40 mil milhões de euros, e o vosso Fundo de Capitalização da Segurança Social não tem mais de 8 mil milhões de euros de obrigações do Tesouro? Peçam-lhes um perdão parcial de capital e de juros.
Conseguem perceber que, neste caso, os bancos portugueses ficariam à beira da falência e a Segurança Social ficaria descapitalizada?
Nenhum de vós, subscritores do manifesto pela reestruturação da dívida pública, faria tal proposta se fosse Ministro das Finanças. E sobretudo não a faria neste delicadíssimo momento da vida financeira do país. Mesmo sendo uma proposta feita por cidadãos livres e independentes, pela sua projeção social poderá ter impacto externo e levar a uma degradação da perceção dos investidores, pela qual vos devemos responsabilizar desde já. Se isso acontecer, digo-vos que como cidadão contribuinte vou exigir publicamente que reparem o dano causado ao Estado.
Conseguem perceber porque é que o partido que pode ser Governo em breve, liderado por António José Seguro, reagiu dizendo apenas que se deve garantir uma gestão responsável da dívida pública e nunca falando de reestruturação?
Pergunto-vos também se não sabem que uma reestruturação de dívida pública não se pede, nunca se anuncia publicamente. Se é preciso fazer-se, faz-se. Discretamente, nos sóbrios gabinetes da alta finança internacional.
Aliás, vocês não sabem que Portugal já fez e continua a fazer uma reestruturação discreta da nossa dívida pública? Vitor Gaspar como ministro das Finanças e Maria Luis Albuquerque como Secretária de Estado do Tesouro negociaram com o BCE e a Comissão Europeia uma baixa das taxas de juro do dinheiro da assistência, de cerca de 5 por cento para 3,5 por cento. Negociaram a redistribuição das maturidades de 52 mil milhões de euros dos respetivos créditos para o período entre 2022 e 2035, quando os pagamentos estavam previstos para os anos entre 2015 e 2022, esse sim um calendário que era insustentável.
Ao mesmo tempo, juntamente com o IGCP dirigido por João Moreira Rato, negociaram com os credores privados Ofertas Públicas de Troca que consistem basicamente em convencê-los a receber o dinheiro mais tarde.
A isto chama-se um “light restructuring”, uma reestruturação suave e discreta da nossa dívida, que continua a ser feita mas nunca pode ser anunciada ao mundo como uma declaração de incapacidade de pagarmos as nossas responsabilidades.
Sabem que em consequência destas iniciativas, e sobretudo da correção dos défices do Estado, dos cortes de despesa pública, da correção das contas externas do país que já vai em quase 3 por cento do PIB, quase cinco mil milhões de euros de saldo positivo, os credores internacionais voltaram a acreditar em nós. De tal forma que os juros das obrigações do Tesouro a 10 anos no mercado secundário já estão abaixo dos 4,5 por cento.
Para os mais distraídos, este é o valor médio dos juros a pagar pela República desde que aderimos ao Euro em 1999. O valor factual já está abaixo. Basta consultar a série longa das Estatísticas do Banco de Portugal.
E sim, Eng. João Cravinho, é bom lembrar-lhe que a 1 de janeiro de 1999, a taxa das obrigações a 10 anos estava nos 3,9 por cento mas quando o seu Governo saiu, em Outubro desse ano, já estava nos 5,5 por cento, bem acima do valor atual.
É bom lembra-lhe que fazia parte de um Governo que decidiu a candidatura ao Euro 2004 com 10 estádios novos, quando a UEFA exigia só seis. E que decidiu lançar os ruinosos projetos de SCUT, sem custos para o utilizador, afinal tão caros para os contribuintes. O resultado aí está, a pesar na nossa dívida pública.
É bom lembrar aos subscritores do manifesto pela reestruturação da dívida pública que muitos de vós participaram nos Conselhos de Ministros que aumentaram objetivamente a dívida pública direta e indireta.
Foram corresponsáveis pela passagem dos cheques da nossa desgraça atual. Negócios de Estado ruinosos, negócios com privados que afinal eram da responsabilidade do contribuinte. O resultado aí está, a pesar direta e indiretamente nos nossos bolsos.
Sim, todos sabemos que quem pôs o acelerador da dívida pública no máximo foi José Sócrates, Teixeira dos Santos, Costa Pina, Mário Lino, Paulo Campos, Maria de Lurdes Rodrigues com as suas escolas de luxo que foram uma festa para a arquitetura e agora queimam as nossas finanças.
Mas em geral, todos foram responsáveis pela maneira errada de fazer política, de fazer negócios sem mercado, de misturar política com negócios, de garantir rendas para alguns em prejuízo de todos.
Sabem perfeitamente que em todas as crises de finanças públicas a única saída foi o Estado parar de fazer nova dívida e começar a pagar a que tinha sido acumulada. A única saída foi a austeridade.
Com o vosso manifesto, o que pretendem? Voltar a fazer negócios de Estado como até aqui? Voltar a um modelo de gastos públicos ruinosos com o dinheiro dos outros?
Porque é que em vez de dizerem que a dívida é impagável, agravando ainda mais a vida financeira das gerações seguintes, não ajudam a resolver os gravíssimos problemas que a economia e o Estado enfrentam e que o Governo não tem coragem nem vontade de resolver ao contrário do que diz aos portugueses?
Porque é que não contribuem para que se faça uma reforma profunda do Estado, no qual se continuam a gastar recursos que não temos para produzir bens e serviços inúteis, ou para muitos departamentos públicos não produzirem nada e ainda por cima impedirem os empresários de investir com burocracias economicamente criminosas?
Porque não canalizam as vossas energias para ajudar a uma mudança profunda de uma economia que protege setores inteiros da verdadeira concorrência prejudicando as famílias, as PME, as empresas exportadoras e todos os que querem produzir para substituir importações em condições de igualdade com outros empresários europeus?
Porque não combatem as práticas de uma banca que cobra os spreads e as comissões mais caros da Europa?
Um setor elétrico que recebe demais para não produzir eletricidade na produção clássica e para produzir em regime especial altamente subsidiado à custa de todos nós?
Um setor das telecomunicações que, apesar de parcialmente concorrencial, ainda cobra 20, 30 e até 40 por cento acima da média europeia em certos pacotes de serviços?
Porque não ajudam a cortar a sério nas rendas das PPP e da Energia? Nos autênticos passadouros de dinheiros públicos que são as listas de subvenções do Estado e de isenções fiscais a tudo o que é Fundações e Associações, algumas bem duvidosas?
Acham que tudo está bem nestes setores? Ou será que alguns de vós beneficiam direta ou indiretamente com a velha maneira de fazer negócios em Portugal e não querem mudar de atitude?
Estará a vossa iniciativa relacionada com alguns cortes nas vossas generosas pensões?
Pois no meu caso eu já estou a pagar IRS a 45 por cento, mais uma sobretaxa de 3,5 por cento, mais 11 por cento de Segurança Social, o que eleva o meu contributo para 59,5 por cento nominais e não me estou a queixar.
Sabem, a minha reforma já foi mais cortada que a vossa. Quando comecei a trabalhar, tinha uma expectativa de receber a primeira pensão no valor de mais de 90 por cento do último salário. Agora tenho uma certeza: a minha primeira pensão vai ser de 55 por cento do último salário.
E não me estou a queixar, todos temos de contribuir.
Caros subscritores do Manifesto para a reestruturação da dívida pública, desculpem a franqueza: a vossa geração está errada. Não agravem ainda mais os problemas que deixaram para a geração seguinte. Façam um favor ao país – não criem mais problemas. Deixem os mais novos trabalhar.
publicado por J.Ferreira às 16:12

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Segunda-feira, 24 de Setembro de 2012

"Rectificação" da "Retificação"

Assim se vê como continuamos a ser bem (des)governados. Claro, por gente que prima pela (in)competência!

Duvidam? Vejam o ridículo da declaração de rectificação a uma portaria.

Atentem no texto publicado em Diário da República, 1.ª série — N.º 184 — 21 de setembro de 2012 que abaixo citamos:

 

É espantoso como se corrige mantendo o articulado exactamente como estava...

Pelo menos, nos 3 primeiros pontos! alguém consegue encontrar onde está a diferença (?)  entre o texto da rectificação (a azul) e o texto original (a vermelho) que a publicação pretende rectificar?

 

Mais do que espantoso: é anedótico... Limitaram-se a fazer "Copy / Paste" (Copiar / Colar) e esqueceram-se de alterar o que pretendiam.
Estamos num país onde a incompetência chegou ocupa os lugares de decisão: chegou, instalou-se e reproduziu-se (como Deus mandou!).

O pior é que ela está a proliferar por todos os lados... Enfim... É ridículo... Uma vergonha...!
Será que se inova criando uma nova forma de fazer uma rectificação? Ou será que o Acordo ortográfico definiu agora que "rectificação" é o mesmo que  "repetição" ? Será que rectificar significa copiar e colar o mesmo texto sem nada mudar?

 

Curiosidade:

A introdução à Declaração de Retificação n.º 51/2012 acaba com o seguinte: "assim se retificam".

Declaração de Retificação n.º 51/2012
Nos termos das disposições conjugadas da alínea r)
do n.º 2 do artigo 2.º e do artigo 11.º do Decreto-Lei
n.º 4/2012, de 16 de janeiro, declara-se que a Portaria
n.º 243/2012, de 10 de agosto, publicada no Diário da
República, 1.ª série, n.º 155, de 10 de agosto de 2012, saiu
com as seguintes inexatidões, que, mediante declaração da
entidade emitente, assim se retificam:

1 — No n.º 1 do artigo 2.º, onde se lê:
«1 — São aprovadas os planos de estudos e as matrizes
curriculares dos cursos científico-humanísticos de
Ciências e Tecnologias, de Ciências Socioeconómicas,
de Línguas e Humanidades e de Artes Visuais, constantes
dos anexos I a VIII da presente portaria, da qual
fazem parte integrante.»

deve ler -se:
«1 — São aprovados os planos de estudos e as matrizes
curriculares dos cursos científico-humanísticos de
Ciências e Tecnologias, de Ciências Socioeconómicas,
de Línguas e Humanidades e de Artes Visuais, constantes
dos anexos I a VIII da presente portaria, da qual
fazem parte integrante.»


2 — Na alínea a) do n.º 5 do artigo 5.º, onde se lê:
«a) O registo da frequência e do aproveitamento
em disciplinas complementares consta do processo do
aluno, expressamente como disciplina de complemento
do currículo, contando a respetiva classificação para o
cálculo da média final de curso, por opção do aluno,
desde que integrem o plano de estudos do respetivo
curso;»

deve ler -se:
«a) O registo da frequência e do aproveitamento
em disciplinas complementares consta do processo do
aluno, expressamente como disciplinas de complemento
do currículo, contando a respetiva classificação para o
cálculo da média final de curso, por opção do aluno,
desde que integrem o plano de estudos do respetivo
curso;»


3 — No n.º 11 do artigo 13.º, onde se lê:
«11 — Os alunos excluídos por faltas em qualquer
disciplina, de acordo com o n.º 2 do artigo 4.º da presente
portaria, só podem apresentar-se ao respetivo
exame final nacional no mesmo ano letivo, na 2.ª fase,
na qualidade autopropostos.»
deve ler -se:
«11 — Os alunos excluídos por faltas em qualquer
disciplina, de acordo com o n.º 2 do artigo 4.º da presente
portaria, só podem apresentar-se ao respetivo
exame final nacional no mesmo ano letivo, na 2.ª fase,
na qualidade de autopropostos.»


(...)

 
Parece um jogo de "descubra as diferenças" mas... "sem diferenças"!
 
Mas... Afinal, onde está a diferença entre o texto a azul e vermelho?
 
 
Para terminar, decidimos invocar o nosso saudoso Fernando Pessa, exclamando:
— "E esta, heim?"
publicado por J.Ferreira às 14:07

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Sábado, 19 de Maio de 2012

Futuro do Ensino do Português no Estrangeiro

A Constituição da República reconhece o direito aos filhos de todos os cidadãos nacionais (mesmo que emigrados) a aprenderem a Língua Portuguesa.

Porém, por incrível que pareça, os nossos (des)governantes (os de outrora como os de hoje) colocaram a sua incompetência ao serviço da destruição da "máquina produtiva nacional" esbanjando os dinheiro dos impostos em múltiplas iniciativas, desde o rendimento mínimo até aos estádios de futebol, desde as SCUT's até às parcerias público-privadas que arruinaram, pouco a pouco, o dinheiro dos nossos impostos e conduziram o país para a beira do abismo.

Com as suas políticas ruinosas, os distintos governos levaram muitos dos nossos cidadãos a emigrar. Aliás, recentemenete aconselharam mesmo a emigrar... É triste, mas é a realidade a que os nossos eleitos nos conduziram... E os portugueses estiveram impávida e serenamente calmos assistindo a este triste espectáculo embora muitos de nós tenham alertado atempadamente... Mas ninguém quis dar ouvidos... Na verdade, a velha máxima "O rei vai nu!" não interessa. Sempre é mais simpático dizer que "O rei vai vestido"! Ou seja, no politicamente correcto, é mais aceitável a afirmação de que "o rei vestido" ainda que seja "com a roupa que a mãe lhe deu antes de nascer, do que dizer, nua e cruamente, "o reui vai nu!". Por isso, hoje temos o que merecemos.

E na diáspora, igualmente. Aqueles que sempre mal trataram dos emigrantes, voltaram a ser eleitos...! Temos o que merecemos.

Por isso, o futuro da língua materna de milhares de jovens filhos de emigrantes está em causa. De facto, numa época em que os portugueses vêem o futuro cada vez mais negro (sendo mesmo aconselhados a emigrar até pelo primeiro-ministro!) a fuga para o estrangeiro é a única forma de seguir em frente. Tristemente, a política de apoio à emigração é em sentido contrário. E reduz-se o número de professores de Língua e Cultura Portuguesa que servem as comunidades espalhadas pelo mundo. Está na hora das comunidades fazerem algo. Será que, se os emigrantes se organizassem e informassem o Governo de Portugal de que deixariam de enviar verbas para Portugal, que procederiam ao levantamento dos seus depósitos bancários no nosso país e o levariam para os países onde residem, o Governo manteria a sua arrogância e maltrato com os nossos emigrantes? Será que a política do "paga e não bufes" continuaria? Ou o Governo seria obrigado a "fazer marcha-atrás" com a política de retirada de apoio aos emigrantes, que começou há já muito tempo com a diminuição dos consulados..:?

Está na hora de fazer algo. Ou o Governo continuará a retirar aos filhos dos nossos emigrantes a possibilidade de manter um vínculo linguístico  entre os jovens lusodescendentes e a pátria lusa.

 

De facto, é inaceitável a redução das condições de acesso à Língua Portuguesa por parte dos filhos de milhares de cidadãos que, tendo sido maltratados por um bando de governantes incompetentes que conduziram o país para a fronteira do abismo, se viram forçados a emigrar em busca de uma vida com um mínimo de dignidade. Abandonados à sua sorte por políticos esbanjadores, vêem hoje negado aos sues filhos o que Portugal garante aos filhos dos imigrantes que se instalam em Portugal, oriundos dos mais diversos países, oe quantas vezes com  outos gastos e ajudas que também sobrecarregam as finanças públicas (como é o caso dos rendimentos mínimos garantidos de que beneficiam imensas comunidades de imigrantes em Portugal!), quantas vezes em troca de muito pouco ou até nada.
Ora, não pode haver semelhante discriminação face aos filhos dos emigrantes não são menos que os filhos dos imigrantes. E se os imigrantes nada pagam em Portugal e beneficiam de um professor durante 25 horas semanais (ou até mais), não é justo nem admissível que os filhos dos nossos emigrantes paguem para terem acesso a APENAS 2 horas semanais da sua lingua materna... Aliás, o dinheiro pago aos professores para ensinarem Língua e Cultura Portugesa de escola em escola (apenas e tão só 2 horas semanais como se de mulheres a dias!) não é um gasto: é um investimento!
O alheamento do país face a estes filhos de emigrantes sairá bem mais caro: nenhum terá vontade de regressar se não conhece a língua.  A médio prazo, este desinvestimento do Estado português será meio caminho andado para que milhares e milhares de jovens deixem de ter qualquer motivo para manter laços com uma pátria.
Com este tipo de prática, só podemos concluir que Portugal continua a ser (des)governado por políticos imediatistas, que não têm visão prospectiva, visão de futuro. Para além de ingratos para com os emigrantes (que enviam anualmente milhões de euros) os políticos atacam agora os filhos daqueles que se viram forçados a buscar formas de ganhar a vida longe do país.
publicado por J.Ferreira às 19:32

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Domingo, 8 de Abril de 2012

Corrupção Nasce no Parlamento

Paulo Morais, Vice-presidente da organização Transparência e Integridade acusa o Parlamento de ser fonte de corrupção.


Como é que se pode fazer a prevenção deste crime (a corrupção)?


Vivemos num país que caminha para o descalabro total. Um país à beira da ruptura económica fruto de um bando de pica-paus que, fazendo um furinho aqui outro ali, criam tantos buracos no navio (país) que o seu destino só pode ser o mesmo do Titanic: o fundo.

Não vale a pena ir mais longe... Aqui fica a denúncia de alguém que sabe do que fala... Basta ver e escutar o que se diz neste vídeo após os 1:30 minutos.


 

 

"O presidente dessa comissão era um deputado Caravana Jardim que era simultaneamente deputado, Presidente de um banco, Presidente de uma seguradora, ou seja era simultaneamente alguém que estava no parlamento a dizer que combatia a corrupção e depois, nas empresas em que trabalhava, estava em organismos que são aqueles que mais envolvidos estão na corrupção em Portugal. Portanto, o resultado dessa comissão foi, como se esperava, praticamente nulo

O que é que fez este conselho ao fim de três anos? Praticamente quase nada. E o pouco que fez foi pedir à administração (aos diversos organismos da administração pública em Portugal, por esse país todo) que fizessem um plano de prevenção de corrupção para o seu próprio serviço. Ou seja, foi pedir às pessoas que beneficiam da corrupção que fizessem um plano para prevenir a corrupção de que elas são beneficiárias. Era mais ou menos como pedir a um bando de ladrões para fazer um sistema de segurança de um prédio que eles costumam assaltar.  Portanto, O resultado não só é nulo como é contraproducente."

 

Depois deste alerta... que espera o governo?

 

publicado por J.Ferreira às 18:47

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Quinta-feira, 17 de Fevereiro de 2011

Avaliação de Desempenho - A Saga Continua

Cada dia que passa apenas nos damos conta de mais uma machadada no sistema educativo. Por todo o mundo árabe assistimos à "revolta dos povos" contra os governantes. Mas as democracias, quanto à escravatura económica dos povos, não se diferenciam muito. Apenas transformam os povos livremente, em escravos do tempo, escravos dos seus eleitos. Porém, ou as coisas mudam ou um dia, mais cedo ou mais tarde, chegará também o dia da "Indignação Contra os Carrascos da Democracia".

O Ministério insiste em levar avante uma Avaliação docente que se demonstra demasiado burocrática, injusta e que em nada espelha o contributo de cada docente para a melhoria do processo educativo. A divulgação recente de uma vaga de "Formação para Avaliadores" que visa ser replicada pelo país, disseminando os conteúdos da formação realizada na Área da Avaliação de Desempenho Docente é, de facto, a prova mais que evidente de que, mesmo que o destino seja o Abismo, este governo é teimoso, cego e surdo... e quer levar a ADD avante, mesmo que o destino seja a destruição do ambiente de cooperação profissional que deveria ser incentivado e desenvolvido nos estabelecimentos escolares.

Questionámo-nos, pois, "Para quando o fim da panaceia, obsessão ou fixação do Governo Socialista? Que frustração, fixação ou obsessão terá Sócrates contra os professores?

Todos sabemos que os Ministros nunca foram avaliados na sua formação para que chegassem ao cargo que ocupam. Chegam lá por nomeação! Nunca por competência, mas sim, por amizade, por caciquismo, ou até "partidarite" (leia-se, família partidária)... Ao contrário, caros leitores, os professores (os que se formaram especificamente para serem professores!) devem continuar a ser avaliados eternamente porque os nomeados assim o decidem? Ora, meus caros, não existe qualquer lógica neste sistema. Por isso, sempre consideramos que se trata de criar equipas dentro das escolas que cooperem apra o êxito escolar dos seus alunos. E, só em igualdade de condições (recursos humanos e materiais) e de equivalente origem sócio-económica e cultural dos alunos se poderia efectuar uma avaliação do trabalho desenvolvido pelos docentes. Tal é tão impossível quanto é impossível avaliar com justiça, o desempenho dos docentes. Podemos aceitar que se faça uma roleta. Seria mais legítimo que o Governo instituísse uma "Roleta Russa" para atribuir a Avaliação ao Desempenho dos Docentes do que esta pseudo-avaliação que apenas servirá para legitimar (fazendo parecer justas uma avaliação injusta!) a valorização atribuída aos docentes numa pseudo-avaliação do seu trabalho.

Da mesma maneira que dos médicos não se podem ser avaliados pelos resultados (ou nenhum quereria ir trabalhar para os hospitais de oncologia!) também não podemos aceitar a avaliação dos docentes quando o público é diferente, os diagnósticos são diferentes e as condições de exercício nas diferentes escolas são também diferentes. Desde o frio por que passam os alunos das escolas do interior durante a maior parte do tempo escolar até aos recursos de que dispõe cada estabelecimento (fotocopiadora, sala de informática, material escolar, até passando pelos materiais e meios de estudo dos alunos (associados aos recursos das famílias de onde são provenientes!) tudo é diferente de estabelecimento para estabelecimento.

É verdade que se aceita que, para a Taça de Portugal se permite que se enfrentem clubes da 1ª Liga com clubes da liga de Honra e/ ou da 2ª Liga ou até 3ª Liga, a verdade é que esta é uma injustiça tremenda pois a taça deveria ser por nível de Ligas e não “todos no mesmo saco!”. É óbvio que “só por milagre!” um clube da 2ª Liga poderá conseguir vencer esse troféu. No entanto, como não há alternativa, só lhes resta seguir estas regras... E até podem gostar de jogar contra os chamados “grandes!” pois é uma honra recebê-los nos seus estádios. Porém, ninguém exige que um jogador de uma equipa menor seja capaz de suplantar a categoria dos que pertencem às equipas de alta competição.

Mas voltemos à Avaliação Docente. Será que teremos de ser injustamente avaliados e por critérios absurdos só para justificar o dinheiro que se desperdiça, que em nada contribui para melhorar a qualidade do ensino (só serve para criar a guerra e o individualismo, tão contrários à necessária cooperação dos elementos de uma mesma equipa que quer atingir êxito no seu trabalho!) mas que, pelo contrário, contribui para acelerar o ciclo de desenvolvimento profissional dos professores levando-os a saltar para mais rapidamente para a fase do desânimo e do desencanto.

Constatamos, infelizmente, que do “Ranking das Escolas” o Ministério passou a preocupar-se com fazer um "Ranking dos Professores". E, para isso, estabeleceu quotas de máximas para a classificação de "Muito Bom" e de "Excelente". Sim. Como se numa equipa docente de uma escola não pudera existir 6 ou sete professores de nível Excelente, tal como se verifica numa equipa de futebol ou noutra qualquer empresa.

Cremos que, se o governo considera este sistema sério, é mais que chegada a hora de o levar à prática dentro do próprio Governo e, assim, demonstrar a todo o país que o que apregoa para os outros também defende a sua aplicação. Ora, aplicar aos demais funcionários públicos o que rejeita para si próprio é um princípio que não se coaduna com os valores da democracia. Exigimos que seja feita a avaliação dos políticos que nos governam e que no Parlamento são pagos pelo erário público. E que aos mesmos se apliquem o mesmo sistema de quotas... Só assim se pode aceitar que seja feita a avaliação dos docentes com base em critérios absurdos como os propostos e com as quotas que lhes foram impostas. Estamos para ver qual vai ser o nível atribuído a cada um dos Ministros. Um governo sério, aplicaria a mesma distribuição de quotas à avaliação dos membros do Governo. Ora, como apenas um ou dois teriam Excelente, José Sócrates, obviamente, ao avaliar os colegas, reservaria logo um "Excelente" para si próprio e outro para o Ministro das Finanças (pois se o não atribuísse, talvez ficasse sem salário!). Enfim... E assim sucessivamente. Estamos convictos que, com a aplicação (bem merecida) das quotas, à nossa "Isabelinha", Ministra da Educação, apenas lhe tocaria (se não mesmo, um "Insuficiente") um favorecido “Regular”...!

Há muito que criticamos o primeiro Ranking porque consideramos que "Os Alunos Não São Tijolos". Mas agora, com a Avaliação dos docentes, vamos cair no maior e mais injusto dos erros que é comparar o que não é comparável. O trabalho com alunos (que não sejam tijolos!), oriundos de famílias tão díspares em termos sócio-económicos e culturais, é condenar ao fracasso o melhor dos professores caso seja colocado numa dessas escolas!

Enfim. Estamos convictos também de que esta panaceia acabará por destruir o sistema educativo. No dia em que na selecção nacional, apenas um ou dois jogadores puderem ser avaliados com Excelente e 5 ou 6 com Muito bom, poucos ou nenhuns dos jogadores se disponibilizarão para integrar a selecção pois não quererão ver o seu prestígio achincalhado na praça pública. E os professores? Quantos estão dispostos a contribuir para esta palhaçada que é a Avaliação Docente? Quantos estarão disponíveis para submeter os professores a estes critérios absurdos? E, os que o fazem, com que objectivos aderem a esta injustiça? Será que querem deturpar o percurso efectuado pelos actuais professores quando se formaram e foram avaliados (sucessiva, repetida e criteriosamente) por profissionais que os diferenciaram atribuindo-lhes diferentes notas ao longo do percurso académico que lhes permitiu alcançar uma dada classificação final de licenciatura... ?

Será que querem deturpar o verdadeiro valor da formação profissional dos docentes? Ora, ainda que tenha havido (seguramente, em casos excepcionais) alguma injustiça (como em tudo, incluindo nos julgamentos dos tribunais!) numa ou outra disciplina que constava da formação inicial, a estatística demonstra facilmente que um aluno que, por ventura, possa ter sido prejudicado na classificação que lhe foi atribuída a uma dada disciplina, é bem provável que tenha sido beneficiado noutra disciplina. O facto é que daquelas em que saímos beneficiados, raramente falamos... Por isso, a Avaliação docente não pode ser um meio de atribuir a um ou um reduzido número de indivíduos (tenham eles a formação que tenham, frequentem os cursos que frequentem e ainda que tenham um nível mais elevado de habilitações) a discricionariedade de avaliar os colegas partindo de pressupostos, recursos e condições de exercício diferentes. Quando avaliar tem como pressuposto o conceito “comparar”, não se pode consentir que se compare o incomparável. E, como atrás dissemos. Os alunos não são tijolos... Logo, não podemos avaliar com justiça o trabalho dos docentes quando existe um critério que é objectivamente injusto (ainda que seja apenas um e com o peso mais reduzido que se lhe possa atribuir!). Logo, considerar os resultados da avaliação dos alunos para a avaliação dos docentes é a maior das injustiças que se pode praticar pelo que é inaceitável que tal tenha sido plasmado na lei.

Que esperamos para exigir o fim desta panaceia? Os professores já foram sobremaneira avaliados. Basta! Vivemos na Escola e para a Escola. Os alunos são o único motivo da nossa existência. A sua formação é o único motivo do nosso trabalho e dedicação. Nem nenhum cidadão nem nenhum Governo tem o direito de se querer auto-proclamar como o "arauto" da defesa da Escola Pública. Do nível de bem-estar que nela se possa desenvolver depende a vida dos professores bem durante bem mais tempo que dos alunos. Basta de criar querelas dentro e entre a comunidade educativa. Basta de colocar professores contra professores. Numa equipa, todos devem trabalhar para o objectivo do "clube" (leia-se, escola) e não para objectivos individuais (leia-se, obter a melhor classificação para poder subir na carreira mais rápido, à custa das variáveis que o professor não controla... Ou será que se a minha filha alcança uma média final de secundário superior a 19,8 valores o mérito ou demérito do professor pode ser medido por esses resultados? Então, por que será que na mesma turma há alunos que sendo bons (não descem de 14 valores) também não chegam ao "muito bom" ou Excelente?

Muitos argumentos se poderiam apresentar para um único objectivo dignificante da classe: acabar com esta panaceia da avaliação que está  a destruir os sistema educativo, o ambiente de cooperação tão necessário para que uma comunidade possa melhorar o seu nível de vida. Numa organização em que os resultados dependem de muitos outros actores e intervenientes no processo (como é o caso do sistema educativo) os governantes quiseram fazer como Pilatos e lavar as mãos dos maus face aos maus ou péssimos resultados das suas políticas e/ou das decisões que tomam para aparecerem apenas vinculados ao êxito e ao pretenso "mérito" (como é o caso do vergonhosamente chamado prémio para o "Melhor Professor do Ano"!). Por isso inventaram um modelo de avaliação que nada avalia mas que serve para encontrar os bodes expiatórios para a sua incompetência governativa. Tal como o mérito não pode ser atribuído exclusivamente aos professores, o fracasso também não lhes pode justamente ser imputado. Não é, pois, aceitável nem que se responsabilize nem que se premeie nenhum professor (em particular e individualmente) pelo êxito ou fracasso escolar dos alunos. Qualquer uma das situações referidas é um autêntico oportunismo que se transforma na maior aberrração. Em suma. A avaliação, tal como tem sido concebida, é um absurdo! Aliás, o seu resultado está à vista de todos: patrocina o egoísmo, o individualismo, "o salve-se quem puder" em busca da classificação que pode trazer mais benefícios individuais (em vez de colectivos da comunidade educativa!). Este modelo está a transformar-se numa fonte de querelas e disputas, caracterizando-se por ser um forte e claro incentivo à corrupção, ao caciquismo, à cunha e ao compadrio...

Compreendemos que o Governo Socialista tenha sido mesmo arrojado (e bem!) ao legalizar o direito ao aborto. Porém o facto de ter sido o Governo Socialista a legalizar o aborto não lhe dá (nem daria a qualquer outro Governo!) legitimidade democrática para andar a "brincar ao aborto". Ele fica muito caro. Mas é o que tem feito. Tem gerado "crianças" (Agrupamentos) usando o ventre das nossas crianças (Escolas) para depois as destruir abortando todo o processo de autonomia que ele lhes havia concedido e determinado. A Educação é um assunto demasiado sério porque pode hipotecar o futuro de milhares de jovens (filhos dos cidadãos contribuintes!). Por isso, brincar com a educação é brincar com o futuro. E isso, nem este nem nenhum outro governo tem legitimidade democrática para o fazer. Basta de gastar dinheiro em recursos que os professores nunca pediram (como os "magalhãezinhos"!) para, depois de estafarem milhões ao erário público em recursos que não são prioritários (há escolas onde falta aquecimento e até papel higiénico!), virem dizer que a Educação fica muito cara ou que investiram ou aumentaram o gasto em Educação em milhões de euros (como!!?? Os magalhães são gastos em Educação? Pedidos por quem? Pelos Professores?) e depois acusarem ou culpabilizarem os professores pelos resultados terem ficado aquém do esperado ou desejável. Obviamente...

Comparemos situação com a de outros profissionais. Se fosse o Governo a decidir que os médicos têm de usar a "quimioterapia" para recuperar pacientes a quem os médicos apenas receitariam uns comprimidos de "paracetamol", os gastos com equipamento de saúde disparariam e a culpa dos maus resultados quanto à recuperação da saúde dos cidadãos seria atribuída aos médicos! Ora, meus caros governantes: deixem que os docentes (tal como deixam que sejam os médicos a decidir que medicamento devem tomar os seus pacientes) a decidir que terapia e que equipamentos devem ser utilizados pelos seus "pacientes" (ou clientes, na versão mais moderna!) para que sejam alcançados os objectivos educativos já que são os docentes que na área da Educação (tal como os médicos, na área da saúde) os especialistas mais indicados para decidir o que é necessário para atingir o êxito escolar e académico dos seus jovens.

Nenhum Governo ( com maioria ou minoria parlamentar) tem o direito de obrigar a abortar! Mas é o que está a acontecer. Este governo faz abortar projectos, reorganização das comunidades educativas acabadas de gerar. E o mais grave é que, sendo o Governo  "o pai  da criança" seja o Governo a Obrigar os agrupamentos a abortarem a organização que ele mesmo fecundou e fez incubar. Ninguém duvide da competência e da dedicação dos professores aos seus alunos. Excluindo os seus pais e familiares mais chegados (e não todos, obviamente, caso contrário nunca existiriam crianças maltratadas nem violadas pelos próprios familiares ou até progenitores!) os professores são (no mínimo tanto ou até mais que os médicos!) aqueles de quem depende o futuro dos nossos jovens, incluindo a sua saúde de cada um deles. Sim... porque sem uma formação para a saúde, não há um "caminho" para a saúde! E, se é com os médicos que nos hospitais podem recuperar de doenças graves, é nas escolas que as crianças, adolescentes e jovens passam a maior parte do seu tempo. E, se é na escola que os cidadãos passam grande parte do seu tempo até à idade adulta, é também na escola que nós, os professores, passamos a maior tempo das nossas vidas (e por muito mais tempo, pois, de acordo com as novas regras de reforma, passaremos mais de 42 anos intra-muros escolares!). Considerando que o objectivo do ser humano, mais do que atingir a felicidade, é viver em felicidade — a felicidade é um estado que se pretende duradouro ou até permanente (e não um ponto de passagem que atingido, já nos satisfaz!) pois queremos permanecer nesse estado — e sabendo-se que a felicidade de cada um depende da felicidade com que vivemos o dia a dia (que depende, e muito, da felicidade de quem nos rodeia!) pedimos: deixem-nos fazer felizes os nossos alunos. Ou será que temos de invocar o "grito de revolta" usado por Cavaco Silva quando era Primeiro Ministro: "Deixem-nos Trabalhar!" ?

publicado por J.Ferreira às 12:46

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Quarta-feira, 16 de Fevereiro de 2011

Portugal versus Egipto

A grande diferença entre Portugal e o Egipto é que Portugal está sob um regime de pseudo-democracia enquanto o Egipto parecia estar sob a governação de uma pseudo-ditadura. Ora, a diferença... é, nula ou quase nula! Ou melhor: os portugueses estão pior porque a comunidade internacional suporta e apoia os que se manifestaram no Egipto, enquanto que, facer ao mesmo tipod e movimentos em Portugal, adopta uma atitude de apoio aos governantes que conduzem o país (igualmente para o abismo!) submetendo o povo a modelos de autêntica escravatura onde os direitos sociais dos cidadãos contribuintes são cada vez mais reduzidos, a cada dia que passa.

A atitude dos "manda-chuvas" europeus que vêem os governos a desbaratar dinheiros e a escravizar os seus povos, leva-nos a concluir que não podemos contar com o apoio dos burocratas da Europa nem para compreenderem a sua indignação fazer aos políticos que determinam políticas irresponsáveis nem de exigirem a responsabilização dos mesmos pela má gestão da coisa pública. Aliás, a República é isso mesmo. A coisa pública. Por isso, o Presidente da República deveria (como já aqui escrevemos há anos!) assumir a sua responsabilidade e ter inscrita uma obrigação constitucional de demitir o governo sempre que o mesmo se desvia das promessas efectuadas antes do sufrágio eleitoral...

Ora, a não ser assim, um dado Governo pode pois, conduzir um país para o abismo que nada lhe acontece... Acreditamos que se o mandato do PR fosse apenas um, ainda que com um maior número de anos (sete, por exemplo!) isso não acontecesse. a chamada "Bomba Atómica" poderia ser usada e serviria de aviso para que os governantes e os candidatos à governação deixassem de mentir e enganar o povo. De facto, votamos num programa eleitoral que constitui um autêntico "cheque em branco" aos eleitos que lhes permite fazer exactamente o contrário do que nele é prometido. Ou seja, é como se uma empresa assumisse a construção de uma determinada ponte com um dado caderno de encargos (com a indicação dos materiais, dimensão, etc...)  mas que, depois de lhe ser adjudicada a obra ignorasse esse mesmo caderno de encargos para a fazer por um menor custo e no dia da sua inauguração a ponto de a mesma ruir ao passar o primeiro carro.

 

Ora, como o apoio à nossa indignação e legítima reivindicação se torna difícil obter da comunidade internacional, teremos de ser nós a organizar-nos e a protestar, alto e bom som, contra este estado de coisas que toca o limites da tolerância..

Pensa-se (no estrangeiro) que em Portugal se vive numa democracia mas na realidade, não passa de uma "partidocracia"!...

Deixemo-nos de enganar uns aos outros. Em Portugal o povo não governa... Governam os mandatados do povo mas que nunca são directamente responsabilizados pela desgraça provocada pelos seus "comandos"...

Portugal nunca foi uma democracia. Numa democracia, o povo decide o rumo que pretende para o seu país. No sistema democrático vigente, o povo apenas decide sobre que partido vai decidir sobre o seu rumo. E o mais grave é que os políticos nem respondem (durante 4 anos, pelo menos, e até novo acto eleitoral) pelo que prometeram e nada cumpriram. Aliás, mesmo que passem imediatamente a fazer o contrário do que prometeram, ficam impunes durante 4 anos!

Mas "por que carga de água" é que somos sistematicamente enganados, pressionados, maltratados, espezinhados, ignorados...? Será que temos forçosamente de aceitar que, aqueles que (des)governam o país continuem a decidir mesmo tendo enganado o povo, com mentiras de promessas que (seja pelos motivos que seja!) sabiam perfeitamente que nenhuma intenção tinham de cumprir ? 

Despertemos antes ques eja tarde... A única coisa que está grantida é que, continuando com estes timoneiros, este nosso barco (país) está condenado ao destino do Titanic: o abismo.

 

Ora, ou mudamos de rumo e de timoneiros antes que seja demasiado tarde, ou vamos mesmo "A caminho do Abismo".

 

Algo nos contenta.É que começamos a ver circular mensagens com conteúdo que mais parecem originadas de países como o Egipto onde a coragem dos seus cidadãos demonstra o quanto nós, portugueses, podemos também fazer para que o nosso país mude de rumo.

A onda gigante e devastadoraou TSUNAMI jáestá a enviar os seus sinais. Cada vez somos mais os indignados com esta política de TerraQueimada que nos está a hipotecar, não só o nosso futuro, como o futuro dos nossos filhos. Basta!

 

 

É da indignação manifestada nesse email que, de seguida, faremos eco:

 

Nenhum governante fala em:

1. Reduzir as mordomias (gabinetes, secretárias, adjuntos, assessores, suportes burocráticos respectivos, carros, motoristas, etc.) dos três Presidentes da República retirados;

2. Redução dos deputados da Assembleia da República e seus gabinetes, profissionalizando-os como nos países a sério. Reforma das mordomias na Assembleia da República, como almoços opíparos, com digestivos e outras libações, tudo à custa do pagode;

3. Acabar com centenas de Institutos Públicos e Fundações Públicas que não servem para nada e, têm funcionários e administradores com 2º e 3º emprego;

4. Acabar com as empresas Municipais, com Administradores a auferir milhares de euro/mês e que não servem para nada, antes, acumulam funções nos municípios, para aumentarem o bolo salarial respectivo.

5. Por exemplo as empresas de estacionamento não são verificadas porquê? E os aparelhos não são verificados porquê? É como um táxi, se uns têm de cumprir porque não cumprem os outros?s e não são verificados como podem ser auditados?

6. Redução drástica das Câmaras Municipais e Assembleias Municipais, numa reconversão mais feroz que a da Reforma do Mouzinho da Silveira, em 1821, etc...;

7. Redução drástica das Juntas de Freguesia.. Acabar com o pagamento de 200? por presença de cada pessoa nas reuniões das Câmaras e 75, ? nas Juntas de Freguesia.

8. Acabar com o Financiamento aos partidos, que devem viver da quotização dos seus associados e da imaginação que aos outros exigem, para conseguirem verbas para as suas actividades;

9. Acabar com a distribuição de carros a, Assessores, etc, das Câmaras, Juntas, etc., que se deslocam em digressões particulares pelo País; Manter apenas os dos Presidentes;

10. Acabar com os motoristas particulares 20 h/dia, com o agravamento das horas extraordinárias... para servir suas excelências, filhos e famílias e até, os filhos das amantes...

11. Acabar com a renovação sistemática de frotas de carros do Estado e entes públicos menores, mas maiores nos dispêndios públicos;

12. Colocar chapas de identificação em todos os carros do Estado. Não permitir de modo algum que carros oficiais façam serviço particular tal como levar e trazer familiares e filhos, às escolas, ir ao mercado a compras, etc;

13. Acabar com o vaivém semanal dos deputados dos Açores e Madeira e respectivas estadias em Lisboa em hotéis de cinco estrelas pagos pelos contribuintes que vivem em tugúrios inabitáveis....

14. Controlar o pessoal da Função Pública (todos os funcionários pagos por nós) que nunca está no local de trabalho. Então em Lisboa é o regabofe total. HÁ QUADROS (directores gerais e outros) QUE, EM VEZ DE ESTAREM NO SERVIÇO PÚBLICO, PASSAM O TEMPO NOS SEUS ESCRITÓRIOS DE ADVOGADOS A CUIDAR DOS SEUS INTERESSES, QUE NÃO NOS DA COISA PÚBLICA....;

15. Acabar com as administrações numerosíssimas de hospitais públicos que servem para garantir tachos aos apaniguados do poder - há hospitais de província com mais administradores que pessoal administrativo. Só o de PENAFIEL TEM SETE ADMINISTRADORES PRINCIPESCAMENTE PAGOS... pertencentes ás oligarquias locais do partido no poder...

16. Acabar com os milhares de pareceres jurídicos, caríssimos, pagos sempre aos mesmos escritórios que têm canais de comunicação fáceis com o Governo, no âmbito de um tráfico de influências que há que criminalizar, autuar, julgar e condenar;

17. Acabar com as várias reformas por pessoa, de entre o pessoal do Estado e entidades privadas, que passaram fugazmente pelo Estado.

18. Pedir o pagamento dos milhões dos empréstimos dos contribuintes ao BPN e BPP;

19. Perseguir os milhões desviados por Rendeiros, Loureiros e Quejandos, onde quer que estejam e por aí fora.

20. Acabar com os salários milionários da RTP e os milhões que a mesma recebe todos os anos.

21. Acabar com os lugares de amigos e de partidos na RTP que custam milhões ao erário público.

22. Acabar com os ordenados de milionários da TAP, com milhares de funcionários e empresas fantasmas que cobram milhares e que pertencem a quadros do Partido Único (PS + PSD).

23. Assim e desta forma Sr. Ministro das Finanças recuperaremos depressa a nossa posição e sobretudo, a credibilidade tão abalada pela corrupção que grassa e pelo desvario dos dinheiros do Estado;

24. Acabar com o regabofe da pantomina das PPP, que mais não são do que formas habilidosas de uns poucos patifes se locupletarem com fortunas à custados papalvos dos contribuintes, fugindo ao controle seja de que organismo independente for e fazendo a "obra" pelo preço que "entendem"...;

25. Criminalizar, imediatamente, o enriquecimento ilícito, perseguindo, confiscando e punindo os biltres que fizeram fortunas e adquiriram patrimónios de forma indevida e à custa do País, manipulando e aumentando preços de empreitadas públicas, desviando dinheiros segundo esquemas pretensamente "legais", sem controlo, e vivendo à tripa forra à custa dos dinheiros que deveriam servir para o progresso do país e para a assistência aos que efectivamente dela precisam;

26. Controlar a actividade bancária por forma a que, daqui a mais uns anitos, não tenhamos que estar, novamente, a pagar "outra crise";

27. Não deixar um único malfeitor de colarinho branco impune, fazendo com que paguem efectivamente pelos seus crimes, adaptando o nosso sistema de justiça a padrões civilizados, onde as escutas VALEM e os crimes não prescrevem com leis à pressa, feitas à medida;

28. Impedir os que foram ministros de virem a ser gestores de empresas que tenham beneficiado de fundos públicos ou de adjudicações decididas pelos ditos.

29. Fazer um levantamento geral e minucioso de todos os que ocuparam cargos políticos, central e local, de forma a saber qual o seu património antes e depois.

30. Pôr os Bancos a pagar impostos.

publicado por J.Ferreira às 13:32

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Sábado, 8 de Agosto de 2009

Que Trio de Incompetentes !

Triste Figura! Meu Deus!  Que Trio !...

É este o EXEMPLO de EXCELÊNCIA que nos querem dar!?

Bem que podem abrir de novo a Universidade Independente!

José Sócrates (Primeiro-Ministro), Maria de Lurdes Rodrigues (Ministra da Educação) e Valter Lemos (Secretário de Estado da Educação)... Qual será a doença que ataca os Socialistas? De facto, passam os anos e cada vez fazem pior figura. Lembram-se de António Guterres e o cálculo de uma dada percentagem do PIB?... Pois. Estes socialistas não estão nada melhor! Até ao momento a doença ainda é desconhecida...  Mas já há quem a tenha identificado como a "Incompetencite Crónica"!

 

Ora vejam só o que dizem, na ânsia de fazer parecer que é uma grande bolsa... Até contam o abono (que todas as crianças e jovens a estudar sempre receberam) como se fosse também dado agora na bolsa... É, no mínimo, uma perspectiva demagógica, cega e caricata, para não dizer mesmo, ridícula!

A apresentação pública desta porcaria de medida foi uma autêntica vergonha. Vejam a confusão, insegurança e a balbúrdia dos discursos e interrupções dos membros do (DES) Governo de Portugal!... Todos querem falar... mas nenhum sabe muito bem do que está a falar... parecem mais os vendedores de "banha-da-cobra" numa qualquer feira em honra dos Santos Populares... Vejamos:

 

Sócrates tenta explicar o que o governo pretende: "O valor da bolsa é igual ao dobro... é igual ao dobro, o ("duas vezes", intercalou a ministra!)... duplica, não é?, triplica o abono de família... quer dizer, havendo... Não é assim? (dirigindo-se para o secretário de estado) é o abono de família mais o dobro... A bolsa é igual ao dobro do abono de família ("e mais um", interrompa de novo a ministra) e a família receberá... ("e mais um", insiste a ministra!)".

Perdido nas contas, José Sócrates deixou a Ministra da Educação tomar a palavra e explicar: "O abono de família no escalão máximo é à volta de 50 euros... A bolsa será 3 vezes este valor, aahh, exactamente!" E virando-se para o lado diz "Não é bem assim, é 3 vezes...!".

"Não", diz Sócrates. Mas a Ministra continua: "É o abono mais duas... a a a a bolsa duplica  no sentido em que é duas vezes o valor do abono de família, mas como também tem o abono de família, não lhe é retirado nem deduzido nisto, ele fica com 3 abonos de família.

Sócrates (pior que medíocre, pior que muito mau... um péssimo timoneiro), toma de novo as rédeas para tentar levar o assunto a bom porto e... volta a "meter o pé na poça" procurando enganar o Zé-Povinho tentando vender a bolsda como se de uma "banha-da-cobra" se tratasse: "O importante é que se perceba o seguinte: a bolsa será de 150 euros"... "nesse caso! - acrescentou em quase surdina.

 

Por isso nós dizemos: Que confusão!!!...

E é esta Ministra (equipa ministerial) que diz ser necessário avaliar os professores!!!...  Ó senhora professora, ou melhor, Ó Senhora Ministra! Desgraçados dos professores se, para explicar esse "problemazito" aos seus alunos fosse necessário tanta gente. Creio que o meu garoto de 7 anos explicaria muito mais facilmente o que tentaram e não foram capazes. Então Sócrates diz à boca cheia que a bolsa será de 150 euros? Como?!... Que matemática é essa? Só se for Engenharia Matemática Socrática. Mas, afinal, a quem querem enganar? A Bolsa meus caros leitores, a bolsa que este governo diz que vai dar aos alunos terá, como valor máximo, 100 euros . E isto, apenas para o caso de alunos que recebam já o valor máximo de Abono de Família. Ponto final. Qual 150 EUROS, Sr. Primeiro Ministro?  É mentira. É pura DEMAGOGIA... É  PROPAGANDA!

 

Como explicar então isto? Em poucas palavras e sem demagogia, bastaría um elemento do governo para dizer a seguinte frase:

A bolsa a atribuir será DUAS VEZES o valor que a família recebe de abono de Família pela criança a escolarizar. PONTO FINAL.  Tão simples quanto isto...

Para onde vamos com estes governantes? São estes os governantes que dizem ser e exigir competência aos seus súbditos? Enfim... Em vez do SIMPLEX... temos um CONFUSEX...!

A verdade é que a bolsa pode atingir, no MÁXIMO 100 euros... NUNCA 150 Euros! A BOLSA NUNCA será equivalente a três vezes o abono de família, como a Sra Ministra da Educação quis fazer passar. Os que não recebem a bolsa perdem o abono?

Para quê enredar tanto? Para quê misturar o abono com a bolsa? Para quê chamar bolsa ao abono? Já não enganam ninguém... Quer dizer, só enganam socialistas cegos ou que também não saibam (como eles!) fazer contas...

A trapalhada de Sócrates na CAÇA AO VOTO, começou com o complemento solidário para idosos (a muitos idosos tocou-lhes mais uns 2 ou 3 euros...!) e continuou agora com a promessa de incentivos á maternidade ao dizer (sim, dizer!) que vai dar 200 euros por cada nascimento, valor a colocar na conta do bebé que só poderá movimentar depois dos 18 anos ( se lá chegar...). Já nem será ele a pagar... Ofereceu algo aos portugueses que apenas os meus filhos terão de pagar, daqui a 18 anos! Milagre. Grande Sócrates...

 

E, para os que lá chegarem, quanto valerão esses 200 euros daqui a 18 anos? Os políticos estão a tratar da saúde de toda a gente... Fecharam escolas, fecharam maternidades, fecharam urgências e agora vêm com um rebuçadito? Daqui a 18 anos, meu caros, os 200 euros de nada valem... nem mesmo para atestar um depósito de gasolina... percebem? Por que não dá logo à nascença da criança como fizeram alguns autarcas? É claro... Mais uma promessa para não cumprir... Os governos não cumpriram as suas obrigações legais enquanto entidade empregadora, ao não efectuarem as transferências (para a Caixa Geral de Aposentações agora em crise, por sua exclusiva responsabilidade!) dos descontos realmente feitos pelos funcionários públicos (como o fazem, obviamente, todas as entidades empregadoras para a Segurança Social)... E agora estamos como se sabe! nunca cumprem e agoram vêm com mais uma promessa de 200 euros! Mas não os vão colocar lá... Isso ficará para quem vier... Quem vier depois governar que coloque lá o dinheirinho. E, até lá, os bebés terão uma cadernetita que diz TER o que na realidade só poderão ver aos 18 anos! Quem garante que esta MISÉRIA de dinheiro VAI LÁ ESTAR?

 

Esta equipa governativa é uma tristeza! Pobres alunos. Como estaríamos nós em Educação se o pior dos professores não tivesse melhor competência do que qualquer um destes...!!? E ainda vem a senhora dizer que os professores têm de ser avaliados? Por quem? Por incompetentes como so que vemos neste vídeo?...

 

Analisando o vídeo dá vontade de dizer:

Ó Homem, decida-se! Não ande a inventar em cima do joelho. Faça como os professores: prepare as suas lições! Ou faz tudo "em cima do joelho" e depois nem sabe muito bem o que anda a fazer, tal como não sabia que era proibido fumar nos aviões? Desperte, Homem. Olhe que a Lei do tabaco foi feita pelo seu (DES)governo!

 

É com incompetentes como estes que Portugal caminha para o abismo como o Titanic, navegando rumo ao naufrágio, por culpa de teimosos que não quiseram ouvir quem mais sabia do assunto.

Ora, Portugal corre um sério risco de falência. Qualquer dia á entrada das fronteiras não nos resta senão colocar uma placa a dizer: TREAPASSA-SE!

 

Já no iníco da década de 90, afirmávamos que nunca chegaríamos a receber uma reforma tal como estava instituída. Quando chegasse a hora de nos reformarmos, os políticos já teriam despejado os cofres do Estado e nada mais iria restar para ninguém. Hoje, passados quase 20 anos, fala-se da falência da Segurança Social. É claro: ELES COMEM TUDO (Zeca Afonso). Por que motivo não fazem uma lei que apenas permita SACAR dinheiro até ao limite dos descontos efectuados (com um factor de actualização equivalente ao valor da inflação anual, obviamente!). Sim, actualmente os deputados, mesmo sem nunca terem produzido nada mais na vida, mesmo que tenham apenas efectuado os descontos como deputados, ficam com direito a uma subvenção vitalícia que passam a receber imediatamente depois de terminarem 8 anos de funções no Parlamento. Sabemos que mudará para 12 anos, a partir de 2013. Mas até lá, muita água correrá debaixo da ponte e, seguramente em nome da necessidade de  atrair para a política uma vez mais os mais competentes (Ah! Ah! Ah!), voltaremos a ter as MORDOMINAS AUMENTADAS, bem como os salários (lembrem-se dos 125% de aumento no salário dos deputados europeus e em tempo de crise!) etc. etc. A quem querem tapar os olhos? Ou não fossem os políticos os  maiores mentirosos do mundo... Ora, se apenas tivessem direito a SACAR o dinheiro que descontaram, estava tudo bem. Que se reformassem (subvenção, ou chamem-lhe o que quiserem mas é como uma reforma e ainda por cima antecipada e com direito a continuar a exercer cagos públicos, em empresas etc etc...!) o problema era deles. Agora que fiquem logo com 38 ou 42 anos a receber com o dinheiro dos nossos impostos ou descontos uma subvenção chorudo até aos 90 ou 100 anos é que não é justo. Muitos de nós, nunca conseguirão receber metade sequer do que descontaram. Eles comem tudo. E levam 100 vezes mais dinheiro do que descontaram... Que injustiça é esta? E chamam a isto DEMOCRACIA?

Por isso dizemos que SUGAM os NOSSOS contributos e não deixam nada. Sem dúvida. É isso que atrai tanta gente para um ligar de deputado. É que não são responsáveis por nada... basta estar no parlamento, "botar uma ou outra faladura", assinar o ponto e votar como o chefe da banda mandar. não têm autonomia... mais valia ir um deputado de cada partido com uma placa com o número de votos e já estava.. Oh, quanto não pouparíamos aos cofres do Estado...! Se apenas tiverem o direito a receber o que descontaram ao longo do percurso contributivo, a economia e as finanças portuguesas ficariam bem melhor e os portugueses agradeceriam...! E não me digam que não SERIA UMA LEI JUSTA. Como podem estes senhores em pouco mais de MEIA DÚZIA DE ANOS DE DESCONTOS ficar a receber uma SUVBVENÇÃO VITALÍCIA só porque "se sentam" (quantos deles nunca fazem uma intervenção; apenas sabem "votar como o chefe manda"!) ou "assinam o ponto" (ainda que nem lá ponham os pés, como foi noticiado há uns anos!). Agora, imaginem que isso se passava com qualquer outro funcionário público português que deve estar lá PARA SERVIR o Estado! Claro, porque os funcionários públicos devem ESTAR LÁ PARA SERVIR os portugueses, se algum deles fizesse o mesmo teria um processo disciplinar e poderia ser expulso. Mas, no Parlamento, como há quem lá esteja PARA SE SERVIR DO ESTADO, o caso das assinaturas quando tinham faltado, não deixou de dar tudo em "ÁGUAS DE BACALHAU"!... Porém, os restantes funcionários, como por exemplo os professores, estiveram a trabalhar nas salas de aula com os seus alunos!... Aí é que está a diferença... Aí é que se vê QUEM SERVE e QUEM SE SERVE dos impostos dos portugueses... Ou será que os professores (ou quaisquer outros funcionários públicos) são menos iguais que os deputados? Será que os deputados os consideram como "portugueses de segunda"? Ou será que os considera "menos patriotas" que os deputados?

É por estas e por outras que aqui libertamos o nosso Grito de Revolta: TENHAM VERGONHA!

publicado por J.Ferreira às 02:33

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