Quarta-feira, 17 de Setembro de 2014

Ministra da Educação ou da Prevaricação

 

Os motivos da condenação incluem, segundo o jornal Público "Os 265 mil euros que mandou pagar entre 2005 e 2007 ao advogado João Pedroso eram para que este compilasse toda a legislação portuguesa da área da educação. Mas o trabalho não foi levado até ao fim, e o advogado acabou mesmo por ter de devolver parte do dinheiro - mas só depois de o caso ter vindo a público e se ter tornado um escândalo.  Um manual feito para as escolas no âmbito deste contrato veio a revelar-se “uma pequena obra bastante incompleta, sem originalidade nem interesse prático e contendo informações incorrectas, insusceptíveis de serem assumidas pelo Ministério da Educação”, concluiu o tribunal. Acresce que já ali existiam colectâneas de legislação feitas pelos serviços."

 

São muitos jornais a falar do assunto: Aqui... Aqui... Aqui... Aqui... Aqui... e muitos mais.

 

É triste que os vergonhosos políticos estejam sempre a repetir frases vãs... Dizem sempre  que acreditam na justiça dos tribunais... mas só quando a sentença lhes é favorável...  Já era de esperar... Diz a Ministra: "Foi a minha primeira experiência com a justiça..." (para nós, a primeira condenação, claro!). Mas, já era de esperar esta reacção... Estranho seria que a ministra (condenada) viesse dizer que estava de acordo com a sentença... NUNCA NENHUM CONDENADO O FAZ!  Por isso, como outros prevaricadores, contesta o veredicto dos juízes! Claro... ! Já seria de esperar.

Esta é uma (ex)Ministra da Educação, que diz orgulhar-se do seu desempenho enquanto tal quando sem qualquer crime cometido, condenou milhares de professores ao desterro! Sim. Condenou ao desterro milhares de professores (os melhores, segundo ela, porque os promoveu a titulares!!!) com a divisão da carreira e a criação da absurda (e já, felizmente, revogada!!) categoria de Professor Titular.

Ora, a mesma senhora (diferentemente dos professores que foram por ela condenados sem qualquer julgamento) esteve submetida ao julgamento dos tribunais. E, chamados a pronunciar-se sobre o seu comportamento, condenaram a ex-ministra a mais de 3 anos de cadeia!!!...

E diz-se vítima de injustiça?? Pois bem, minha senhora. Ora, apesar de NUNCA terem praticado nenhum crimepor ordens desta senhora que, enquanto ministra, promoveu a estúpida divisão da careira docente, milhares de professores (como eu!) foram condenados ao desterro por terem sido colocados por esta senhora na categoria de "Professor Titular"... Sim!!!

Apesar de ter sido sempre um dos melhores alunos durante a minha carreira de estudante (e, em todos os cursos que frequentei...!!), fui PREMIADO por esta senhora COM UM CASTIGO!!!

Esta senhora deveria ter VERGONHA do mandato que desempenhou como Ministra... Já diz o povo, A JUSTIÇA TARDA mas NÃO FALTA!

Lá diz o povo que, quem com ferros mata, com ferros morre! Creio que a hora da verdade pode ter chegado! Por muitos belos discursos encantadores, nem a todas as serpentes se encantam com as suas palavras.

 

Ainda há quem diga que esta senhora foi Ministra da Educação??? Com que Educação se educa um país quando a ministra é condenada pela prática que levou a cabo no seu ministério?

 

Foi noticiado pelo Jornal i... E, nós simplesmente, republicamos... SIm, para que os portugueses tenham mais uma oportunidade de reflectir sobre os motivos por que a Educação não pode estar bem em Portugal.

"A ex-ministra lamenta que em Portugal seja possível "usar o sistema de justiça para perseguir pessoas apenas porque exerceram cargos políticos" e promete "continuar a lutar" pela sua "absoluta absolvição"

A ex-ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues considerou hoje que foi condenada pelo crime de prevaricação de titular de cargo público "sem qualquer prova direta", qualificando a sentença de "injusta" e de "enorme gravidade".

Maria de Lurdes Rodrigues foi condenada pelas Varas Criminais de Lisboa a três anos e seis meses de prisão, com pena suspensa e pagamento de 30 mil euros ao Estado, por ter, segundo o coletivo de juízes, beneficiado João Pedroso, irmão do antigo ministro socialista Paulo Pedroso, solicitando-lhe um trabalho de compilação de legislação do Ministério, sem lançar concurso público.

Em posição sobre a sentença, enviada por escrito à Lusa, Maria de Lurdes Rodrigues alega que o trabalho em causa "era necessário" e que as testemunhas ouvidas, incluindo quatro ex-ministros da Educação (dois do governo PS e dois de governo do PSD/CDS) confirmaram a "necessidade e importância" do trabalho encomendado a João Pedroso.

"As decisões por mim tomadas foram legais", diz a ex-ministra, aludindo a um relatório do Tribunal de Contas e a pareceres jurídicos, acrescentando que "não conhecia João Pedroso" e "não tinha com ele relações de amizade profissionais ou outras".

Em seu entender, no julgamento "não houve uma única testemunha nem existe um único documento que indique ter agido com consciência de não cumprir a lei" e considerou que neste caso "houve uma instrumentalização da justiça no âmbito de conflitos político-partidários".

"A argumentação usada pelo Ministério Público na acusação, bem como pelo tribunal durante o julgamento, revelam a existência de preconceitos sobre os políticos, em particular sobre os políticos que exerceram ou exercem cargos governativos".

A ex-ministra lamenta que em Portugal seja possível "usar o sistema de justiça para perseguir pessoas apenas porque exerceram cargos políticos" e promete "continuar a lutar" pela sua "absoluta absolvição".

Também João Pedro e João da Silva Batista, secretário-geral do Ministério da Educação (ME) à data dos factos, foram condenados a três anos e seis meses de prisão, com pena suspensa, pelo mesmo crime. Maria José Morgado, que foi chefe de gabinete da Maria de Lurdes Rodrigues, foi absolvida por "in dubio pro reo" (em caso de dúvida decide-se a favor do réu).

Na leitura do acórdão a juiza Helena Suzano considerou que a adjudicação directa violou as regras da transparência, da livre concorrência do mercado e da defesa do interesse público.

O tribunal considerou que mesmo tratando-se de "serviços de carácter intelectual" deveria ter havido "consulta ao mercado", o que não sucedeu, não tendo a antiga ministra procurado a "solução menos onerosa".

O coletivo de juízes deu ainda como provado que os arguidos "tinham ligação político-partidária ao PS", não querendo com isso dizer que "fossem do PS", mas que tinham "a confiança" dos dirigentes políticos.

Relativamente à adjudicação direta do contrato, um deles no valor de 220 mil euros (mais IVA), o tribunal insistiu que era "exigível" a ida ao mercado e que "o levantamento da legislação em vigor" no ME "não consubstanciava uma tarefa altamente especializada" como a defesa alegou.

A juíza Helena Suzano citou o depoimento de uma testemunha no sentido de que foi "no gabinete da (ex-)ministra que se preparou o projeto do trabalho" adjudicado a João Pedroso e concluiu que os arguidos tiveram "consciência do dolo e da ilicitude" dos factos.

*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico aplicado pela agência Lusa"

 

A TVI também falou do caso...

 

A ex-ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues foi, esta segunda-feira, condenada a três anos e seis meses de prisão com pena suspensa, por prevaricação de titular de cargo político.
Maria de Lurdes Rodrigues hoje na TVI24
«Foi cometida uma grande injustiça. Tenho a consciência tranquila», afirmou a ex-governante, à saída do tribunal, garantindo que vai recorrer da sentença porque ficou «muito mal impressionada» com a justiça. Maria de Lurdes Rodrigues argumentou que foi condenada «sem qualquer prova direta» e entende que a sentença é de uma «enorme gravidade».
João Pedroso, irmão do antigo ministro socialista Paulo Pedroso, e João da Silva Batista, secretário-geral do Ministério da Educação à data dos factos, foram também condenados a três anos e seis meses de prisão, igualmente com pena suspensa.
A arguida Maria José Morgado, que foi chefe de gabinete da ex-ministra, foi absolvida.
Os arguidos condenados vão ter ainda de pagar indemnizações ao Estado: Maria de Lurdes Rodrigues e João Batista terão de desembolsar 30 mil euros cada um e João Pedroso 40 mil euros.
Em causa neste processo estava a contratação de João Pedroso, por ajuste direto, para exercer tarefas de consultoria jurídica, a partir de 30 de janeiro de 2007, mediante o pagamento de 220 mil euros (sem IVA), a serem pagos em duas prestações. O trabalho não chegou a ser concluído, mas o advogado devolveu parte das verbas.
À Lusa, tomando uma posição sobre a sentença por escrito, Maria de Lurdes Rodrigues alega que o trabalho em causa «era necessário» e que as testemunhas ouvidas, incluindo quatro ex-ministros da Educação (dois do governo PS e dois de governo do PSD/CDS) confirmaram a «necessidade e importância» do trabalho encomendado a João Pedroso.
«As decisões por mim tomadas foram legais», defende, referindo-se a um relatório do Tribunal de Contas e a pareceres jurídicos. «Não conhecia João Pedroso» e «não tinha com ele relações de amizade profissionais ou outras», alega.
A ex-ministra considera que «não houve uma única testemunha nem existe um único documento que indique ter agido com consciência de não cumprir a lei». Mais: neste caso «houve uma instrumentalização da justiça no âmbito de conflitos político-partidários», atira.
«A argumentação usada pelo Ministério Público na acusação, bem como pelo tribunal durante o julgamento, revelam a existência de preconceitos sobre os políticos, em particular sobre os políticos que exerceram ou exercem cargos governativos».
Maria de Lurdes Rodrigues lamenta que em Portugal seja possível «usar o sistema de justiça para perseguir pessoas apenas porque exerceram cargos políticos» e promete «continuar a lutar» pela sua «absoluta absolvição».

 

E agora...? Bom... Creio que devemos esperar pela chegada (volta) do Partido Socialista ao poder e já veremos como acabará esta coisa toda...!! Se calhar, quem vai pagar o bacalhau é o povo e nem o vai saborear... Afinal, o povo português já há anos que aperta o cinto e está cada vez mais habituado a "águas de bacalhau"!!!

 

publicado por J.Ferreira às 00:49

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Terça-feira, 16 de Novembro de 2010

Sócrates No País do Faz-de-Conta

Quatro em cada dez alunos do 6.º ano não foram além de duas respostas totalmente correctas em nove no domínio do Conhecimento Explícito da Língua na prova de aferição de Português, o que fica “aquém do desejável”.

Segundo o relatório nacional do Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE) do Ministério da Educação sobre a prova do 6.º ano, ontem divulgado, 42 por cento dos alunos tiveram um máximo de duas respostas totalmente certas e 10 por cento não tiveram qualquer resposta integralmente certa.

“Os alunos evidenciam um bom desempenho ao nível da Compreensão da Leitura e da Expressão Escrita, mas permanecem aquém de que é desejável no que respeita ao Conhecimento Explícito da Língua”, lê-se no relatório.

Desagregando os dados, 38 por cento por cento dos alunos obtiveram uma classificação correspondente a “Não Satisfaz”.

 

A notícia de “O Público” deixa perplexo qualquer português minimamente reflexivo. A questão se levanta imediatamente: Afinal, de que serviu toda esta perseguição, esta azáfama em torno da avaliação dos professores? Afinal, que fazem hoje os professores: ajudam os alunos a aprovar nos exames ou tratam de aprovar no seu próprio exame? Parece-nos que a política socialista de perseguição cerrada e de destruição da imagem dos professores colocando em causa a sua competência e o seu profissionalismo conduziu à segunda. Com efeito, hoje mais do que nunca, os professores se encontram envoltos em burocracias e papeladas que em nada contribuem para libertar para a preparação do que de facto é essencial, isto é, das aulas que ministram. E o resultados parecem começar a ser uma evidência tal como a notícia indica. De nada serve investir em professores que avaliam professores se os primeiros não têm provas dadas de ser excelentes. Ora, nenhum professor que numa dada matéria seja apenas Bom ou Muito Bom poderá avaliar um Professor que seja excelente pois dificilmente conseguirá atingir o alcance dos conhecimentos do segundo, duvidando à partida, do que ele possa ministrar nas suas aulas. Mais grave ainda é quando um avaliador nem pertence à área do conhecimento do avaliado, ainda que ele aceite ser avaliado por aquele. Não deixa de ser isto uma farsa resultante da teimosia em avaliar professores quando cada vez menos se avaliam os alunos. É uma contradição faraónica. Pretende-se melhorar e por isso avalia-se os professores mas pouco importa se os avaliadores têm competência para desempenhar esse cargo. O importante é avaliar por avaliar (tal como Sócrates foi avaliado!). Igual que à mulher de César “não importa ser”... antes importa, isso sim, “parecer” hoje vivemos num mundo imerso e submergido em farsas. Desde as novas oportunidades aos cursinhos feitos nas férias e que se equipararam a mestrados, temos de tudo em Portugal, como diria o meu avô “graças a Deus”!

Na verdade, ao ler esta notícia em “O Público” ficamos perplexos. Como é que o povo não se dá conta de que, todas as alterações que os governos têm introduzido no campo da educação têm sido, ano após ano, uma autêntica desgraça. Ninguém entende o que querem estes governantes. A verborreia que se tem produzido ao nível dos governos socialistas é bem a demonstração de que todos os que passam pelo ministério gostam de fazer o seu xixi”, isto é, à boa semelhança dos canino, gostam de “deixar a sua marca territorial” para que todos saibam, no futuro, que determinado animal passou por ali.

Assim, desde Roberto Carneiro a Alçada Baptista, passando por Manuela Ferreira Leite, Couto dos Santos, Marçal Grilo e Maria Lurdes Rodrigues, cada titular da pasta da Educação pode dar-se ao luxo de fazer toneladas de lixo... Ora, se analisarmos quantos quilos de papel foram gastos em leis, decretos-lei, decretos regulamentares, despachos, circulares, etc. etc. depressa nos damos conta de que, muitos destes normativos nunca chegaram a entrar, de facto, em vigor. Isto porque desadequados à realidade ou ultrapassados pela máquina do tempo.

Assim, constata-se que, para muitos dos nossos governantes desconhecedores da realidade do sistema educativo, ao sentarem-se na cadeira do poder apenas quiseram emanar o máximo de documentos para que pudessem chapar  a sua assinatura no máximo de documentos, simplesmente para que não passassem desapercebidos aos anuários da História. Assim, os normativos que surgem plasmados no Diário da República constituem uma espécie de literatura (muitas das vezes mais do que normativos legais parecem artigos de jornais!) que para nada serve.

Admiramo-nos pois, que o povo não exija resultados práticos de tanta verborreia e venha agra o ministério concluir que cada vez estamos pior. Ora, sendo os professores cada vez mais formados, com habilitações mais elevadas, estranhamos que o defeito esteja nos professores. Todos sabem que um treinador de futebol assume as suas responsabilidades e vai-se embora quando a equipa não produz. Mas no caso recente, todos pudemos confirmar que a ministra Maria de Lurdes (com minúscula, pois não nos merece sequer a maiúscula!) estava de tal forma agarrada aos banco do poder que nem 120.000 professores em Lisboa numa luta contra a sua pretensão de praticar a maior das injustiças (que afinal veio a ser reconhecida pelo mesmo partido ao revogar a legislação que dividiu a carreira em dois, já que segundo os critérios absurdos desta incompetente ministra acabaram por aceder à categoria de professor titular (que dizia ser a dos excelentes) autênticas nódoas na profissão.

Sendo a legislação actual o principal obstáculo à cooperação anteriormente inequívoca entre docentes porque as quotas de 5% para a classificação de “excelente” a isso obrigam, não é de estranhar a desmotivação da maioria da classe pois sabendo que numa escola com 40 professores apenas 2 podem ter “excelente” (experimentem aplicar isso ao Governo ou à Selecção Nacional e vêem como depressa ficamos sem os melhores jogadores!!...) a maioria das escolas onde havia excepcionais professores passaram a entrar na rotina da desmotivação. Afinal, para quê esforçar-se se vai ser corrido com um simples Bom (quando a totalidade dos alunos de uma turma pode até ter excelente em todas as disciplinas!!...). Ora, a não contemplação do facto de que numa escola podem haver 50% de excelentes profissionais e noutra escola não existir nenhum que seja excelente é a maior das injustiças. Assim se compreende como é que os professores passarão a fazer “o mínimo” para continuar a merecer o Satisfaz ou o Bom (conforme o que for ou vier a ser exigido) que lhe permita progredir na carreira sem se esforçar e acabar por sair defraudado e revoltado pela falta de reconhecimento prático do seu esforço. Experimentem dar prémios de jogo apenas aos que são eleitos os melhores em campo e depressa vêm o egoísmo dos jogadores a “tentar dar nas vistas”...

Sem dúvida de que a filosofia da avaliação peca logo à partida ao considerar que os docentes de uma escola não são uma equipa e como tal, devem todos trabalhar para o resultado comum, recebendo a medalha como os jogadores da selecção, todos por igual, incluindo aquele que comete o erro grave que o leve à expulsão, que provoca um penalti ou que falha a sua marcação ou ainda, aquele que, fazendo um auto-golo, faz a equipa perder uma final. Uma equipa é uma equipa, para o bem e para o mal.

Se havia que avaliar algo em temos de educação haveria, necessariamente, que avaliar-se toda a equipa, incluindo os elementos da direcção da escola. Tal como no futebol se avaliam os jogadores e os treinadores todos ao mesmo tempo, ao longo dos jogos do campeonato. Só assim se verificaria o interesse dos docentes em cooperar a fim de colmatar as falhas ou dificuldades de companheiros mais inexperientes ou com performances menos capazes. Apelar à cooperação é o inverso do apelo ao individualismo. Se queremos melhorar os resultados da escola não podermos apostar na divisão dos docentes, mas na mobilização de energias para que a equipa possa atingir os melhores resultados. Só de uma avaliação assente neste princípio poderia permitir a uma equipa superar-se a si mesma ano após ano, de que os mais directos beneficiários seriam os alunos.

Se é verdade que alguns elementos poderiam estar, em temos de performance profissional, numa posição mais vantajosa (diríamos, em linguagem futebolística, alguns jogadores como Cristiano Ronaldo) a verdade é que em todas as equipas há bons e excelentes profissionais e que nem sempre é Cristiano Ronaldo o melhor em campo nem o que decide o resultado de um jogo. Logo, entender a escola como uma equipa é algo que permite construir uma ideia de escola cooperativa, desenvolvendo estratégias cooperativas que permitam conseguir o máximo empenho de todos e cada um dos seus elementos com vista a atingir metas comuns.

publicado por J.Ferreira às 00:11

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Segunda-feira, 25 de Outubro de 2010

Ministério Engana Deliberadamente os Docentes

No Público vemos o que a Ministra vem dizer de novo mas que já havia sido dito no Parlamento. Até quando continuaremos a ser enganados sempre pelos mesmo? Quando teremos coragem de mudar... efectivamente?

 

É triste que se tratem assim as pessoas... Como se fôssemos um bando de fantoches, de bonecos, de...

"A ministra da Educação, Isabel Alçada, assumiu hoje no Parlamento a impossibilidade de realizar o concurso de professores em 2011 que se havia comprometido com os sindicatos devido à contenção orçamental.

 

Pergunta-se: Mas... que andou a fazer a Senhora Ministra durante todo este tempo, desde que chegou ao Ministério? A tratar da sua imagem... dos seus dentes para emanar aquele sorriso convincente e enganar os portugueses mais facilmente? Ou terá andado a preparar a mensagem de início de Ano Lectivo (aquela vergonha de que até os mais pequeninos fizeram chacota)?

Os professores deveriam ter tomado mais atenção aos alertas da oposição!... Ouçam o que disse Ana Drago no Parlamento!

O Secretário de Estado já na altura sabia que tínhamos caído no engodo". Por isso, que não venha esta senhora com palavras mansas, de circunstância dizer que "era sua "intenção séria" realizar o concurso"! De facto, fomos enganados...

E com um único e claro intuito: tentar apaziguar as hostes para desarticular a máquina de protesto que os professores tinham conseguido organizar e desmobilizar tudo e todos da luta que estava a ser justamente travada e a ter eco no meio social. É a velha máxima, dividir para reinar. Conseguiu de novo desmobilizar. Agora, tendo voltado ao ponto de partida, há que exigir com mais veemência. Sabemos que será bem mais difícil mas, com paciência e persistência, com sacrifício e esforço de todos, a GREVE pode ser um êxito. Vamos mobilizar-nos de novo. Estou convicto!...

Agora, vejam e ouçam com um pensamento na mente: "Quem te avisa teu amigo é".

 

 

 

Tal como Ana Drago afirma, "Chegou a hora de colocar um ponto final na irresponsabilidade do Ministério da Educação."! Já basta de fazer dos professores o bode expiatório e a cobaia para as brincadeiras socialistas... A Educação é um assunto sério demais para ser colocado como objecto de brincadeira, como mais "Uma Aventura" de Isabel Alçada. Estamos fartos...

 

"A situação que vivemos actualmente impede o ministério de realizar o concurso extraordinário de docentes em 2011, mas serão colocados todos os docentes necessários nas escolas", disse Isabel Alçada durante uma audição da Comissão de Educação, que ainda está a decorrer.

Sem querer entrar em pormenores sobre o Orçamento da educação, a ministra afirmou que é convergente com o objectivo de reduzir despesa que se exige a todos os ministérios. De acordo com a ministra, o adiamento do concurso "não compromete outras medidas", mas admitiu também que o acordo de princípios assinado com os sindicatos só será cumprido naquilo que não colidir com o Orçamento do Estado, o que levou a oposição a afirmar que não resta nada do programa do PS, nem do acordo."

 

É incrível. Afinal ela é a Ministra da Educação ou é a Secretária do Orçamento? Fica com o que resta? Com as sobras? Será ela a lambe-botas do Conselho de Ministros? Ou é Ministra?

 

A ministra defendeu que nenhuma medida é arbitrária e manifestou solidariedade com os professores, reafirmando que era sua "intenção séria" realizar o concurso. A declaração de Isabel Alçada levou a oposição a exclamar que os professores não pedem solidariedade, pedem justiça.

Isabel Alçada garantiu que não estará em causa o funcionamento das escolas e que a medida afecta toda a administração pública. A ministra justificou que o maior peso do Orçamento do Ministério da Educação é com recursos humanos e que está a ser exigido ao Governo que reduza despesa."

 

Mas, será que esta senhora (José Sócrates e os demais compinchas do governo!) ainda não se deram conta de que o material de que se faz a educaçãosãopessoas, são recursos Humanos? Que não se faz Educação com o Magalhães? Que a Educação se faz, essencialmente, com Professores (motivados, incentivados, mobilizados)? 

Que esperam? Que trabalhem em cada vez piores condições?

Que pretendem? Transformar os professores em "Escravos do Século XXI"?

publicado por J.Ferreira às 23:40

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Terça-feira, 20 de Julho de 2010

Errata para o Ministério da Educação

Vejamos como alguns disparates no sítio do Ministério da Educação vêm provar como o Ministério da Educação está imune à incompetência.

Assim, no sítio do ME sobre a Avaliação do Desempenho de Docentes, mais concretamente o ponto 16. Regimes especiais podemos ler:

 

16.1. Período probatório diz que “Os docentes em período probatório são acompanhados por um docente do mesmo grupo de recrutamento. A escolha do acompanhante deve recair em professores que estejam no 4.º escalão ou superior e que na última avaliação tenham sido classificados com Bom. Sempre que possível, devem ser detentores de formação especializada e posicionados nos dois últimos escalões de carreira”.

 

(...)

 

A página termina informando: “Saiba mais: ECD – artigos 31.º e 32.º  e ADD – artigo 25.º ”

 

Ora, nós quisemos saber mais, mas sobretudo, quisemos saber se era verdade que os professores avaliados com Muito Bom ou com Excelente, poderiam ou não acompanhar os docentes em Período Probatório.

E que concluímos? Que este texto está mal redigido. Porquê? Porque a legislação é clara. Diria mesmo, claríssima.

E que este escrito do ME na página da Internet é adultera “o espírito do legislador”. No entanto, estes senhores que todos querem avaliar, permitem que se escreva esta aberração na sua página oficial na internet...

Então o legislador não ia saber escrever português? E dizem os governantes que faz falta avaliar os professores? Não. Comecem por arrumar a sua casa pois está com telhados de vidro...

 

4 — Durante o período probatório, o professor é acompanhado e apoiado, no plano didáctico, pedagógico

e científico por um docente posicionado no 4.º escalão ou superior, sempre que possível, do mesmo grupo de recrutamento, a quem tenha sido atribuída menção qualitativa igual ou superior a Bom na última avaliação do desempenho, a designar pelo coordenador do departamento curricular ou do conselho de docentes respectivo, que: (...)” In ECD.

 

Por isso...

Onde diz 16.1. Período probatório “Os docentes em período probatório são acompanhados por um docente do mesmo grupo de recrutamento. A escolha do acompanhante deve recair em professores que estejam no 4.º escalão ou superior e que na última avaliação tenham sido classificados com Bom. Sempre que possível, devem ser detentores de formação especializada e posicionados nos dois últimos escalões de carreira”.

 

Deveria dizer

16.1. Período probatório diz que “Os docentes em período probatório são acompanhados por um docente do mesmo grupo de recrutamento. A escolha do acompanhante deve recair em professores que estejam no 4.º escalão ou superior e que na última avaliação tenham obtido classificação mínima de Bom. Sempre que possível, devem ser detentores de formação especializada e posicionados nos dois últimos escalões de carreira”.

 

Estes senhores, nomeados pelos governantes por serem, seguramente, os melhores entre os melhores, isto é, todos “excelentes”, cometem erros desta natureza... e os professores é que têm de ser avaliados?

 

Com gente competente assim no Ministério... Para onde vai a Educação?

publicado por J.Ferreira às 13:15

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Sábado, 3 de Julho de 2010

Habilitações para ser Ministro.

“Há muitos anos que a política em Portugal apresenta este singular estado:

Doze ou quinze homens, sempre os mesmos, alternadamente, possuem o poder, perdem o poder, reconquistam o poder, trocam o poder... O poder não sai de uns certos grupos como uma pélcoa que quatro crianças, aos quatro cantos de uma sala, atiram umas às outras, pelo ar, num rumor de risos.

Quando quatro ou cinco daqueles homens estão no poder, esses homens são, segundo a opinião e os dizeres de todos os outros que lá não estão - os corruptos, os esbanjadores da fazenda, a ruína do País!

Os outros, os que não estão no poder, são, segundo sua própria opinião e os seus jornais - os verdadeiros liberais, os salvadores da causa pública, os amigos do povo, e os interesses do País.

Mas, coisa notável - os cinco que estão no poder fazem tudo o que podem para continuar a ser os esbanjadores da fazenda e a ruína do País, durante o maior tempo possível! E os que não estão no poder movem-se, conspiram, cansam-se, para deixar de ser o mais depressa que puderem - os verdadeiros liberais, e os interesses do País!

Até que enfim caem os cinco do poder, e os outros, os verdadeiros liberais, entram triunfantemente na designação herdada de esbanjadores da fazenda e ruína do País; entanto que os que caíram do poder se resignam, cheios de fel e de tédio - a vir a ser os verdadeiros liberais e os interesses do País.

Ora como todos os ministros são tirados deste grupo de doze ou quinze indivíduos, não há nenhum deles que não tenha sido por seu turno esbanjador da fazenda e ruína do País...

Não há nenhum que não tenha sido demitido, ou obrigado a pedir a demissão, pelas acusações mais graves e pelas votações mais hostis...

Não há nenhum que não tenha sido julgado incapaz de dirigir as coisas públicas - pela imprensa, pela palavra dos oradores, pelas incriminações da opinião, pela afirmativa constitucional do poder moderador...

E todavia serão estes doze ou quinze indivíduos os que continuarão dirigindo o País, neste caminho em que ele vai, feliz, abundante, rico, forte, coroado de rosas, e num chouto tão triunfante!

Daqui provém também este caso singular:

Um homem tanto é célebre, tanto mais consagrado, quantas mais vezes tem sido ministro - isto é, quantas mais vezes tem mostrado a sua incapacidade nos negócios, sendo esbanjador da fazenda, tuína do País, etc.

Assim, o Sr. Carlos Bento foi a primeira vez ministro da Fazenda. Teve a sua demissão, e não foi naturalmente pelos serviços que estava fazendo à sua pátria, pelo engrandecimento que estava dando à receita pública, etc... Se caiu foi porque naturalmente a opinião, a imprensa, os partidos coligados, o poder moderador, o julgaram menos conveniente para administrar a riqueza nacional. E o Sr. Carlos Bento saiu do poder com importância.

Por isto foi ministro da Fazenda uma segunda vez. Mostrou de novo a sua incapacidade - pelo menos o julgou, por essa ocasião, o poder moderador, impondo-lhe a sua demissão. E a importância do Sr. Carlos Bento cresceu!

Por consequência foi terceira vez ministro. Caiu; devemos portanto ainda supor que naturalmente deu provas de não ser competente para estar na direcção dos negócios. E a sua importância aumentou, prodigiosamente.

É novamente ministro: se tiver a fortuna de ser derrubado do poder, e convencido pela opinião de uma incapacidade absoluta, será elevado a um título, dar-se-lhe-ão embaixadas, entrará permanentemente no Almanaque da Gota...

 

Ora tudo isto nos faz pensar - que quanto mais um homem prova a sua incapacidade, tanto mais apto se torna para governar o seu país!

E, portanto, logicamente, o chefe do Estado tem de proceder da maneira seguinte na apreciação dos homens:

O menino Eleutério fica reprovado no seu exame de francês. O poder moderador deita-lhe logo um olho terno.

O menino Eleutério, continuando a sua bela carreira política, fica reprovado no exame de história. O poder moderador, alvoraçado, acena-lhe com um lenço branco.

O caloiro Eleutério, dando outro passo largo, fica reprovado no 1º ano da Faculdade de Direito. O poder moderador exulta, e quer a todo o transe ter com ele umas falas sérias.

O bacharel Eleutério, avançando sempre, fica reprovado no concurso de delegado. O poder moderador não pode conter o júbilo, e fá-lo ministro da Justiça.

 

E a opinião aplaude!

 

De modo que, se um homem se pudesse apresentar ao chefe de Estado com os seguintes documentos:

Espírito de tal modo bronco que nunca pôde aprender a somar;

Reprovações sucessivas em todas as matérias de todos os cursos.

O chefe do Estado tomá-lo-ia pela mão, e bradaria, sufocado em júbilo:

- Tu Marcellus eris! Tu serás, para todo o sempre, Presidente do Conselho!”

 

in As Farpas

 

Tantos anos depois e ... nada mudou...!  Constata-se que o curriculum (ou a ausência dele) continua a ser o critério para seleccionar os nossos governantes. E nem vale a pena pensar em José Sócrates... Está no Governo "de pedra e cal". Não vai cair!...

Basta ouvir falar este grande homem... Sim. Basta ouvir falar este administrador para  perceber de que está recheada a sua competência.

 

Sim. Vejam "com olhos de ver", ou melhor, "escutem com ouvidos de escutar" o que diz o GRANDE HOMEM que o vídeo acima nos apresenta! Sim. GRANDE... Pequeno sou eu e muitos outros portugueses. Sim... Porque este até conseguiu chegar a administrador!

 

Qualquer professor deve ter inveja... E não é da competência !
Agora percebo... Há que avaliar... Pena não haver o prémio "livro de ouro"... talvez tivesse que concorrer com a nossa Isabel Alçada... A ver... Sim... A ver a quem iria tocar o prémio!
Sem dúvida que Portugal pouco ou nada mudou desde o tempo de Eça de Queirós... Continuamos a ter os nossos "Eleutério" como no tempo de Eça de Queirós. O lamentável é que busquem sacrificar quem nada tem a ver com a desgraça económica, com a falência para  que os políticos conduzem o Estado Português...

 

O problema é que são estes que chegam a administradores. Senhores como este facilmente chegam a deputados… E este, em concreto, com tanta competência, corre um sério risco de, tal como outros incompetentes, ser nomeado Ministro! E, já que percebe muito de futebol, quem sabe, chegue a Ministro da Educação. Depois, os professores que os aguentem.

Basta de bater na competência (ou ausência dela) deste Administrador... Mas creio analisar o seu discurso permite perceber por que motivo Portugal caminha para o abismo. É que os lugares de decisão e de maior importância das empresas ou dos ministérios continuam a ser seleccionados por... por ... por ausência de critérios para além do cartão partidário. Depois, se a empresa dá prejuízo ou se baixam os lucros, os trabalhadores que aguentem com os custos da crise ou os consumidores que suportem o aumento sistemático dos preços dos bens de consumo pois, para o aumento dos ordenados destes senhores  é que tem de haver dinheiro...

E vejam o que se passou com a  mentira da subida dos preços do petróleo. Agora que baixou o preço do barril (esteve a 140 dólares e agora está abaixo de 70 dólares!) e a gasolina nunca esteve tão cara... Porquê?  A subida dos preços do petróleo foi uma mentira. Porque a verdade é que nas empresas tem de haver dinheiro para pagar aos seus administradores (ou seja, a competentes como este GRANDE SENHOR...!) os consumidores que paguem... E que nem piem!

 

Enfim... é caso apra dizer que se temos de ouvir este senhor, bem é preferível ouvir o Tino de Rans! Pelo menos é original... é autêntico.. é verdadeiro... E, sem dúvida, a julgar pelas habilitações  necessárias para ser Ministro, um dia ainda será igual a José Sócrares: Em primeiro... Ministro! Em segundo... Primeiro-Ministro!

 

 

Enfim...

Por este andar, com o massacre dos profissionais competentes e o endeusamento dos incompetentes, talvez um dia tenhamos o “Tino de Rans” a presidir a esta República… É que ele até em mérito. Foi à luta e chegou a Presidente da Junta…! E, vendo para que serve um Presidente da República, pelo menos tínhamos uma vantagem: poderia rir às gargalhadas sem ter de subscrever a TV-cabo ou de se deslocar ao circo: ele entraria em casa pelo Serviço Público de Televisão.

 

Que melhor poderia querer uma maioria do povo português, hipnotizado pelo bombardeio diário dos problemas do futebol e das intrigas das novelas?!

Claro.... E repetimos:

Sempre é preferível ouvir o Tino do que ouvir este Administrador...

 

 

Desde os descobrimentos, quando nobres e corajosos homens lusos marcaram um rumo para o país, nunca mais Portugal teve capacidade de definir um Rumo. Andamos atrás do que se faz como propaganda noutros países. E copiamos sempre o que há de pior... Ou seja, os nossos governantes tornaram-se especialistas em destruir o que há de bom. Assim, quando algo funciona bem, lá vem mais um ministro alterar o estado de coisas. E lá se vai tudo quanto Maria fiou... Anos de trabalho, meses e meses se não mesmo anos a navegar para Norte em busca do Bacalhau da Noruega, ninguém imagina chegar um no capitão  ao barco e mandar navegar para Sul pois sabem muito bem onde encontrar o bacalhau. Mas os incompetentes dos nossos governantes que chegam à competência por eleição (e não por provas dadas), andam constantemente a mudar de rumo... Resultado: não é possível chegar a lado algum. O Rumo é, cada vez mais, a "Ausência de Rumo". Sim, tal como há cerca de 140 anos...

 

Eça de Queirós escrevia:

 

"O país perdeu a inteligência e a consciência moral.
Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada, os caracteres corrompidos.
A prática da vida tem por única direcção a conveniência.
Não há princípio que não seja desmentido.
Não há instituição que não seja escarnecida.
Ninguém se respeita.
Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos.
Ninguém crê na honestidade dos homens públicos.
Alguns agiotas felizes exploram.
A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia.
O povo está na miséria.
Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente.
O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo.
A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências.
Diz-se por toda a parte: o país está perdido!'.

In 'As Farpas' nº 1 (1871).

 

O que dirão os portugueses daqui a 140 anos?

Será que os nossos netos e bisnetos estarão a dizer exactamente o mesmo?

 

publicado por J.Ferreira às 12:56

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Quinta-feira, 6 de Maio de 2010

Ministra da Educação condenada por desobediência

Será que Portugal vai voltar a ser um Estado de Direito?

Segundo o Jornal de notícias on-line...

"A ministra da Educação foi hoje, quinta-feira, condenada por desobediência ao Tribunal Administrativo e Fiscal de Beja e ao pagamento de uma multa por não ter sido retirada a avaliação de desempenho do concurso de colocação de professores, afirma a Fenprof.

 

Em comunicado, a Federação Nacional dos Professores (Fenprof), citando o tribunal, afirma que Isabel Alçada foi condenada ao "pagamento de sanção pecuniária compulsória", cujo montante diário foi fixado "em 8% do salário mínimo nacional mais elevado em vigor", por cada dia de atraso para além de 4 de Maio e até ao cumprimento do que foi decidido provisoriamente.

O salário mínimo nacional está este ano fixado em 475 euros, pelo que o Governo terá de pagar 38 euros por cada dia de incumprimento.

Contactado pela agência Lusa, o Ministério da Educação remeteu para mais tarde qualquer comentário.

A Fenprof anunciou na passada terça feira que o Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) de Beja decretou uma providência cautelar no sentido da não consideração da avaliação de desempenho no concurso de colocação de professores, cuja fase de aperfeiçoamento das candidaturas termina hoje.

Segundo o sindicato, o tribunal ordenou ao ministério que, provisoriamente, "abolisse os campos do formulário electrónico de candidatura que consideram a avaliação de desempenho".

No entanto, o Ministério da Educação garantiu ontem que a "citação" recebida do tribunal "não corresponde a nenhuma decisão", tendo a Fenprof pedido ao tribunal a execução da sentença.

Ao decretar a providência, o tribunal estabelecia que o ministério deve "pugnar pelo reajustamento da candidatura electrónica, permitindo que esta se faça sem a aplicação daqueles itens, que devem ser abolidos neste concurso, e com isso prosseguindo o concurso regularmente".

O acórdão confere às partes cinco dias "sobre a possibilidade do levantamento, manutenção ou alteração da providência".

"Confirma-se, como a Fenprof havia afirmado, que num Estado de Direito Democrático ninguém está acima da lei ou isento de respeitar decisões do poder judicial", congratula-se hoje a federação."

E nós voltamos a questionar:

Será que Portugal vai voltar a ser um Estado de Direito?

publicado por J.Ferreira às 20:02

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Sexta-feira, 8 de Janeiro de 2010

Quando o Destino é o Abismo...

A melhor forma de seguir em frente é... dar um passo atrás !

 

Sem dúvida !

 

Se atentarmos no discurso de Obama (ver/ouvir abaixo!) depressa nos damos conta de qual é o pensamento de Barack Obama quanto ao papel a desenvolver por cada interveniente no processo educativo dos jovens americanos.

Assim, em vez de perseguição e (hiper)responsabilização dos professores (sobretudo quanto aos aspectos em que estes pouco ou nada podem fazer, de que são exemplo, o empenho e/ou o abandono escolar!), Obama prefere evidenciar  o quanto é difícil ter sucesso, chamando à atenção para a necessidade de empenho e de esforço de cada um dos jovens americanos. Aprender exige dedicação, empenho e esforço. Só com muito sacrifício os "grandes" chegaram onde chegaram. E foi com muitos fracassos pelo meio. Nada é definitivo. Só se pode melhorar as nossas performances com persistência, ânimo, esforço,  empenho. Facilitismos (à moda das Novas Oportunidades em Portugal) a nada conduzem senão à certificação da ignorância para iludir as estatísticas. Obama avança em Educação dando "um passo atrás". Recontando parte da sua história de vida, de suas experiências e de  outros americanos de sucesso, Obama descobre a forma de comunicar aos jovens estudantes qual a fórmula para o êxito, para o Sucesso: Esforço, empenho, dedicação... É a única forma de seguir em frente.

Atentem, pois, no discurso de responsabilização dos estudantes...

 

Este discurso demonstra bem a diferença de Cultura entre Políticos dos dois lados do Oceano: Portugal  VS América.

 

Contra o Facilitismo Obama apela à Responsabilidade .

  

 

Nota:  Para ouvir imediatamente o Discurso de Obama,

            desloque a barra do vídeo até aos 02:12 .

 

Agora, pensem na forma como se encara a falta de empenho e o fracasso escolar dos estudantes em Portugal. Vejam a diferença do discurso dos responsáveis máximos do Ministério da Educação e da passagem da responsabilidade que toca aos jovens e às famílias para cima dos professores e das escolas. Em Portugal, no lugar de se incentivarem os jovens para que efectuem esforços, que se levantem cedo, que estudem, que investiguem, que busquem a excelência dando contributos para a evolução positiva (como o faz Barack Obama) culpam-se os professores pelos maus resultados escolares dos alunos. Curioso, é que ninguém aparece a galardoar professores quando os alunos chegam a lugares de destaque, a investigadores premiados, etc. Aí, não se lembram do contributo dos professores. Apenas se lembram de massacrar os professores quando alguns dos alunos (os mais baldas ou com menores recursos ou ainda de meios sócio-económicos e culturais mais degradados!) ficam marcados na escola pelo Insucesso. Para que tenham bons resultados é necessário muito esforço, muita dedicação. persistência, etc. (como refere Barack Obama no seu discurso!). Mas, em Portugal desenvolveu-se a óptica de que o professor é que é o responsável pelas desgraças educativas ainda que as mesmas resultem de políticas governativas. Era preciso encontrar um "bode expiatório" para o fracasso dos nossos alunos. Por isso, na ausência de possibilidades de culpar os professores (que trabalham  com recurso escassos e, muitas vezes, inadequados!) procuraram-se motivos absurdos (como as faltas dos alunos, o abandono escolar ou até os resultados dos alunos!) para desenvolver sistemas de penalização (o que é bem diferente de "avaliação"!) para os professores!

Analisando o discurso de Obama e comparando-o com o que foi produzido em Portugal deste que o Partido Socialista chegou ao governo em 2005, depressa se compreenderá qual será o futuro da Educação em Portugal: professores que cada vez mais abandonam o ensino, professores que cada vez mais baixam os braços. Afinal, para quê esforçar-me pelos alunos, para quê continuar a ser um Excelente Professor (como o reconhecem todos os alunos, incluindo os que não conseguem ir mais longe porque atingiram o máximo das suas capacidades!) se as quotas me impedem de ser avaliado como tal?

É isto que se faz por cá... São estes os timoneiros das gentes lusas. Nós que fomos inovadores na aventura das descobertas... para onde vamos? Sabemos que se fez  fumo branco" e que o Ministério  da Educação e os Sindicatos chegaram finalmente a um  acordo...  Sim... Parece que desta vez o Ministério da Educação apresentou-se na negociação com espírito de negociador. Se o mérito deve ser atribuído a todos pela aproximação de posições, não há dúvida de que há alguém que neste processo marcou a diferença. Os responsáveis do ME têm a obrigação de dar o exemplo! Mas a anterior ministra não foi capaz. Nem se entende como poderá algum dia aquela senhor ter uma formação na área da sociologia quando não foi capaz de entender o que estava em jogo no movimento sociológico dos professores jamais visto. Sim, porque foi a primeira que juntou (diferente de "uniu"!) mais de 120.000 professores em Lisboa.

 

Na verdade, agora poderemos afirmar que, finalmente os professores puderam encontrar alguém com uma postura de abertura ao diálogo, alguém para quem um acordo não é a imposição da vontade unilateral de quem tem a possibilidade (de forma ditatorial!) de aprovar e publicar leis (e usa e abusa desse estatuto!). Antes é algo dinâmico, em que as partes que têm perspectivas divergentes encontram pontos de encontro capazes de construir um caminho comum, que sirva a ambos. Pode não ter sido o melhor mas foi o que melhor serviu a Educação, depois do desgaste de 4 anos com uma socióloga que perdeu o seu tempo permitindo aos portugueses achincalhar os professores e as escolas.

 

A experiência dos últimos 4 anos de governação socialistas, deixou expectativas simultaneamente muito ténues e muito fortes. Vingaram as dos mais optimistas. E o acordo chegou. Esperemos que o acordo contribua, de forma eficaz, para devolver a serenidade ao processo educativo. E que, finalmente, as escolas possam ter condições para desenvolver o processo educativo num clima de inter-ajuda, de cooperação e não de individualismo, de atrito permanente.

 

Creio que hoje a vitória não foi nem dos Sindicatos nem do Ministério. Foi uma Vitória da Educação.

Do acordo alcançado, seguramente, não há vencedores nem vencidos. Os professores, se o acordo vai de encontro às suas aspirações, sentirão uma nova energia, uma nova dinâmica para continuar a desenvolver um trabalho em benefício de uma melhor formação das gerações de estudantes que amanhã, serão os governantes deste país. Assim, é o país que fica a ganhar com este acordo. Nenhum cante vitória. Seguramente houve cedências de parte a parte. E isso, sim, contrariamente ao que a notícia de O Público que se questionava se Isabel Alçada teria "falta de experiência negocial", demonstrou-se que a ministra sabia bem o que queria! Sabia que teria de propor um Estatuto ainda mais penalizador para depois recuar num ou noutro aspecto mas levar a água ao seu moinho!  E preparou-se muito bem... Fez o seu teatro, sem perder de mira o seu objectivo: levar a "bom porto" o barco da Educação e evitar o naufrágio a que o condenou a postura ditatorial da ministra anterior: Maria de Lurdes Rodrigues. Só os teimosos donos do Titanic insistiram em não querer ver o perigo em que se metiam e obrigaram o timoneiro (comandante) a aumentar a velocidade. para lá dos limites razoáveis suportados pelo navio.

Contrariamente à falta de experiência negocial (cuja falta O Público questionava!), a Ministra da Educação e deu provas bem evidentes de compreender muito bem o "que é negociar"! É que, quando o destino é o abismo, o melhor forma de seguir em frente é... "dar um passo atrás"!

 

Foi uma longa luta... Finalmente poderemos descansar e dedicar mais do nosso tempo livre a favor da formação das crianças e jovens, futuros governantes deste país. E, que nunca mais nenhum incompetente chegue ao governo...

 

Esperaremos para ver quais são os verdadeiros contornos do acordo. Será que se mantém a avaliação dos professores pelos resultados dos alunos? Será que os alunos serão tratados como se fossem tijolos. Ora, como escrevemos há muitos anos "Os Alunos Não São Tijolos !"

 

Uma certeza existe desde já. Se todos os sindicatos o assinam, só pode ser um acordo que serve a Educação, e, logicamente, que vem trazer um pouco de PAZ às escolas e aos professores. Nós merecíamos! Lutámos muito. Não fomos ouvidos. Mas, tal como diz o título deste Blog, "Não Calarei A Minha Voz... Até Que O Teclado Se Rompa !", cada um de nós desempenhou um papel importante na luta cerrada, sem tréguas, contra todos os que queriam lançar areia para os olhos dos portugueses. Pela primeira vez desde há quase duas décadas, os professores "uniram-se" em torno de uma causa comum: a defesa da Escola Pública que Maria de Lurdes Rodrigues e a sua equipa tentou descaracterizar, desqualificar e destruir!

Maria de Lurdes Rodriguesteve um único mérito: ter conseguido juntar em Lisboa 120.000 professores numa mega-manifestação jamais vista. É o mérito próprio de quem é incompetente para o cargo que conseguiu por nomeação (e não por competência como o lugar de qualquer professor.). E é esse o único mérito que a História irá, mais tarde, atribuir a esta senhora que esteve a dirigir o Ministério durante 4 anos!... E fera essa senhora que falava da necessidade de premiar a excelência! Imagine-se: em menos de 3 meses, Isabel Alçada conseguiu o que a "Milú" e seus correligionários não foram capazes em 4 anos! Razão tinham os professores quando afirmavam: "Está chumbada!".

Quanto a Isabel Alçada ficará para a história pelo mérito que teve em ter levado a Fenprof a assinar, pela primeira vez, um acordo com o Ministério! Parabéns à Ministra por isso. Se não fosse assim, ainda hoje bom para a Escola e para as condições de trabalho, os alunos seriam os primeiros prejudicados. Aliás, de outro modo, a ministra teria, seguramente, a oposição dos sindicatos.

A questão mais pertinente continuará sem resposta: Existirá garantia de que, da aplicação deste acordo, serão eliminadas as injustiças praticadas pela anterior equipa governativa deste Partido Socialista ?

 

Foi uma luta desgastante. Um luta que durou 4 anos e que deixará marcas bem visíveis no rosto e na alma de milhares e milhares de professores e na formação de muitos jovens deste país que, impotentes, assistiram a todo este processo de julgamento sem precedentes (excepto no tempo da Inquisição!) com vista à culpabilização de toda uma classe pelos males de que não era nem nunca foi culpada: o fracasso escolar dos jovens sem recursos, sem ambientes educativos que, além de não serem valorizadores da escola, são desmotivadores e desmobilizadores da aprendizagem.

Com efeito, desde que se iniciou o processo de criação da categoria de Professor-Titularna qual fui promovido (criada pela equipa chefiada por aquela que consideramos ter sido "a pior Ministra" dos tempos de democracia em Portugal.) que denunciei e lutei para acabar com esta (absurda, vergonhosa e fictícia) divisão da Carreira Docente. Sim, para acabar com esta “coisa, que não tem essência, que é totalmente vazia de sentido, e de conteúdo, contra esta "coisa" que não é “coisa nenhuma”. Durante estes anos senti a revolta espelhada na voz, no rosto e na alma… Sentia que era “incompetentemente” Titular. Não porque me considere “incompetente” mas porque sinto que fui nomeado por critérios absurdos, determinados por uma equipa de incompetentes. Sim, absurdos. Os tais critérios que permitiram que professores que tinham muitos mais pontos “absurdos” que eu tivessem ficado de fora só porque tiveram o azar de ainda não terem os ditos 18 anos de serviço ou de, nos seus agrupamentos, haver muitos mais professores com altas qualificações, que sendo dos quadros dessas escolas há mais anos, tiveram a possibilidade de exercer cargos que não voltaram a ficar livres… Ou simplesmente porque, por muito competentes e muitos pontos (absurdos!) que tivessem, faltava-lhes os 18 anos de tempo de serviço… Como se o passar dos anos fosse a única forma (ou desse alguma garantia!) de adquirir competência.

 

Na verdade, não me sinto nem mais nem menos competente que muitos que ficaram de fora. Há dias, semanas, diria, épocas em que me sinto excelente e outras apenas Bom. Tal como os jogadores de futebol, o nosso rendimento depende do rendimento de toda uma equipa. Não há nenhum professor que faça milagres por si só. Os resultados dos alunos dependem da equipa formada pelos professores das escolas, pelos pais e pelas condições  que o Estado proporciona em cada estabelecimento, para que o sucesso possa ser máximo para cada um dos alunos.

E digo para cada um dos alunos porque o sucesso de uns pode ser obter 19 valores e para outros apenas passar de 8 ou 9 para 13 ou 14 valores. Somos todos diferentes. Não é por acaso que, sabendo os pais que quem mais ganha na vida de hoje são os futebolistas e, tendo os filhos dois pés, dois braços e uma cabeça como o Cristiano Ronaldo (para dar um exemplo de máxima excelência no domínio do futebol!) não exigem que os filhos sejam excelentes em jogar futebol. Porquê? Porque todo e qualquer um pode ver que, por exemplo, o meu filho que começou a ler aos 3 anos e meio e que aos 4 anos lia qualquer notícia de jornal com a expressividade de dar inveja a alunos do 4º ano de escolaridade, a jogar futebol é um desastre. Porquê… Simplesmente porque tem direito ao fracasso. Ninguém pode ser bom em tudo. Os professores só são bons a ensinar. Os futebolistas a jogar futebol… As mecânicos a consertar motores (em que os professores são autênticas nódoas, seguramente!), os padeiros a fazer pão, os médicos a curar as maleitas. Não peçam a um médico que seja excelente a jogar futebol. Nem José Mourinho! Sendo um excelente treinador (o curriculum fala por si!) não me parece que tivesse possibilidade de fazer carreira a jogar futebol.

Por tudo o que disse, realço: deixem as crianças desenvolver as suas capacidades com a ajuda dos profissionais de educação.

E, da mesma forma que, se um doente que não toma a receituário prescrito não podem ser imputadas responsabilidades ao seu médico, deixem de imputar as culpas do fracasso escolar aos professores na parte em que não têm culpa. Em 1998, depois de ter sido publicado um dos primeiros “Rankings” com os resultados obtidos pelos alunos das escolas portuguesas, escrevemos um texto que intitulámos: “Ranking de Escolas? Os alunos não são tijolos!”. Da sua leitura se pode concluir o absurdo que foi (e ainda continua!) o ministério ter tentado fazer incidir os resultados obtidos pelos alunos na avaliação a atribuir aos professores.

 

Voltando à questão dos Professores Titulares, creio que na mente do leitor deve ter ficado algo sem resposta: “Se este é contra a divisão da carreira, por que motivo se candidatou?

A resposta é óbvia e simples. Candidatei-me para poder demonstrar o quanto os critérios eram absurdos. Candidatei-me para ficar de fora e poder publicar o meu curriculum (académico e profissional) sob o título: "Com este curriculum, fui considerado um Incompetente!" Sim. Um incompetente e um preguiçoso, como permitem que nos chamem os comentadores em "O Público On-line". Incompetente, sim. E, talvez tenha sido por isso que fui convidado para trabalhar num gabinete de assessoria do Ministério de Educação (sim, porque só lá vão parar os incompetentes!) tendo lá trabalhado no "reinado" de Ministros do PSD e do PS. Desde Manuela Ferreira Leite (no tempo de Aníbal Cavaco Silva) a Eduardo Carrega Marçal Grilo (nos governo de Guterres, em que Sócrates também era membro do governo, lembram-se?). Sim, devo ter sido convidado pela incompetência porque é esse o critério para se chegar lá acima, aos lugares de chefia...

 

Por último, tem-se questionado muito se os “Bons” professores podem ou não chegar ao topo da carreira. Pois bem. O problema é este: como saber se alguém é excelente ou Muito Bom ou se teve (como em muitas outras profissões) uma fase muito boa, excelente ou apenas boa. De facto, dependendo de muitas circunstâncias como o meio em que lecciona, a origem sócio-económia e cultural das famílias dos alunos, qualquer professor pode ter um ano Fraco”, “Razoável ou Satisfatório”, “Bom", “Muito Bom" ou até " Excelente". Confesso que há semanas em que, como profissional, me sinto excepcional; outras em que me sinto mediano; e outras Muito Bom ou at+e Excelente. E os aluno sentem isso. Tal como os jogadores de futebol, os vendedores, os carteiros, etc…

Cremos que o problema é admitir que, nos casos dos professores, se pode falar de “topo”. Queremos aqui questionar os temos de “Topo” e “Base”. A carreira docente não é, para nós, uma carreira vertical, como a militar em que o soldado está na BASE e os Generais estão no TOPO.

Não enganemos as pessoas. Partir de premissas falsas para no final afirmar que os professores querem chegar todos a generais é um silogismo ou uma falácia. Assim, querer comparar a carreira de um professor (que é simplesmente aquele que acompanha os alunos na sua aprendizagem desde o primeiro dia em que começa a leccionar até quês e reforma) com qualquer outro tipo de carreira em que a progressão é de baixo para cima, sendo que existe uma lógica de subalternidade entre as categorias, é usar a mentira não olhando a meios para atingir fins: enganar o povo e obter dele o apoio para espezinhar e desprestigiar os professores.

O professor, ao longo do percurso, pode até exercer outras funções mas voltará à sua sala de aula (nos termos da lei porque não pode estar ad eternum fora da leccionação!). Ora, tal não se passa em nenhuma outra Carreira, seja ela ou não da função pública. Um chefe de serviços jamais voltará à função de porteiro ou secretário!

Nas carreiras baseadas em diferentes categorias (que uma ministra incompetentemente tentou criar!) existem diferentes funções, que a tal ministra não foi capaz de justificar, uma vez que eram funções fictícias que iriam ser ficticiamente exercidas já que ser professor é ser professor. Ponto final.

Numa carreira hierarquizada (como a da administração pública e a militar) existe uma subida de patamar que correspondem funções diferenciadas. Nestas, à medida que se sobe corresponde uma hierarquia de comando Top-Down, ou seja, cada superior tem um conjunto de indivíduos que dele dependem orgânica e funcionalmente.

No caso dos professores, nem os alunos (infelizmente!) dependem dos professores que não lhes podem dar ordens: apenas conselhos e… e… Valha-nos Deus (basta relembrarmos a cena da professora e da aluno com o telemóvel na sala de aula)!

A carreira docente não pressupõe hierarquia definitiva entre os pares: nem uma posição de comando nem de subalternidade. Por muito tempo de serviço e muitos cursos nas universidades que tenha feito, um professor não pode aproximar-se de um outro professor (ainda que contratado ou recém-chegado!) e ordenar-lhe “Vai fazer-me fotocópias desta folha!”

Assim, a carreira docente é uma carreira horizontal em que há o reconhecimento da dedicação e do profissionalismo através da mudança (e não subida!) de escalão. Notamos que a introdução de números ordinais para identificar os escalões em vez das Letras de “A” a “J”, não foi uma associação ingénua por parte dos governantes. Antes, visava isso mesmo: dar a ideia de hierarquia para poder apresentar à opinião pública que os professores queriam chegar todos a generais. Pois bem. Contrariamente à carreira de militar (que vai da patente de Praça a… General) e ignorando, obviamente, o aborto que foi a categoria de Professor Titular, a carreira dos professores vai de Professor a… Professor!

Estruturar os escalões do 1º ao 10º é, por conseguinte, uma estratégia falaciosa que não nos vai demover da luta pela dignidade que merecemos. Nenhum professor com mais tempo de serviço (posicionado num escalão identificado com um ordinal mais elevado!) dá ordens ao professor que se encontra num escalão identificado com um ordinal mais baixo. Logo: não há topo… e ponto final.

 

O que importará é gratificar devidamente quem assume essas funções, como aliás, antes era feito. É que há períodos da vida em que estamos mais livres e sentimos mais energia para assumir ou acumular determinadas responsabilidades e outros em que não. E isso não depende da idade nem do tempo de serviço. Mas, uma coisa é certa: não é só depois dos 18 anos de serviço que se está no auge das suas competências ou possibilidades nem há garantia (como queria a incompetente equipa ministerial anterior!) de que alguém aguente a “pedalada” (perdoem-me o recurso a um termo mais popular!) até aos 65 anos de idade, altura em que muitas vezes os avós já não sentem paciência, nem mesmo para “aturar” um ou dois netinhos que são sangue do seu sangue quanto mais um professor para “ensinar” turmas heterogéneas superiores a 20 alunos!

 

Aliás, como referimos, existem escalões que poderiam ser identificados por letras. Ora, esta situação nunca poderia verificar-se nos militares pois existem categorias e formas de tratamento diferenciadas entre cada uma das categorias e dentro da mesma categoria: Praças, Sargentos, Oficiais e Generais! Aliás, essa mesma diferenciação está patente nos uniformes e no que têm “em cima dos ombros”, como símbolo da responsabilidade que lhes está acometida. No caso dos professores essa diferença não existe. É tão absurdo querer tratar como igual o que é diferente como tratar diferente o que é igual.

Alguns, temporariamente, exercem funções. Mas, para esses, o correcto será distinguir num suplemento remuneratório que é aplicado em variadíssimas situações, quer na função pública quer no privado.

 

Nestes, as funções são claramente diferentes conforme a patente que se detém a cada momento. E o vencimento corresponde ao grau de responsabilidade de cada categoria.

Há também quem questione se os Bons devem ou não chegar ao que chamam “topo” da carreira, mas que nós chamamos o mais alto nível remuneratório. E nós respondemos: Por que não?

O que poderá ser diferenciado é o ritmo a que cada um progride (tal como, em parte, se verifica  em Espanha e antes se verificava em Portugal!).

Na prática, uns chegariam ao vencimento mais elevado mais cedo do que outros em função não de critérios absurdos mas de critérios objectivos que se prendem com a dedicação à sua melhoria profissional (cursos de formação, …), projectos de investigação, etc, que visem a melhoria do processo educativo.

Todos se devem lembrar do que se passou ao longo das maiorias de cavaco Silva e António Guterres, ao longo da década de 90, em que a obtenção de certos graus académicos permitiam progredir mais rapidamente e nunca se criou nenhum celeuma.

Tivemos que esperar a chegada ao Ministério de uma equipa de incompetentes (em Espanha continuam a valorizar a formação dos professores e o envolvimento em projectos relacionados com as práticas nas escolas!) para que tudo isto fosse considerado de menor valor, como que se de uma fraude se tratasse. Por todo o lado se diz que eram progressões automáticas, que os professores não eram avaliados. Ora, se o Ministério fosse sério, divulgaria quantos professores progrediram fora dos prazos normais a que corresponderia o seu tempo de serviço. Um estudo sério iria provar que os professores sempre foram avaliados. Agora, o que não podem esperar é que, aqueles que demonstraram a sua competência perante dezenas de professores (e ao longo de toda uma vida académica!) fossem incapazes de demonstrar que continuam igualmente ou mais competentes.

Seria como pedir a qualquer profissional de futebol (e já não diremos Cristiano Ronaldo!) que reprovasse em Futebol.

Pergunta-se:

Então os restantes profissionais melhoram com a sua prática e os professores são os únicos que pioram, mesmo tendo obtido as suas licenciaturas em ensino numa universidade (ainda que fosse na Independente, pois que se saiba, o diploma de José Sócrates segue valido, ainda que, devido a irregularidades, o mesmo José Sócrates tenha decretado o seu encerramento!)?

É um absurdo! Mas, diga-se com toda a clarividência: convém ao governo e é música para o ouvido de uma grande quantidade de portugueses que (frustrados por não terem tido sucesso académico!) se sentem felizes pelo simples facto de poderem espezinhar os professores na praça pública!

Na verdade, Portugal teve que ver chegar ao Ministério uma equipa de incompetentes (um deles, Valter Lemos, tinha perdido o mandato na Câmara por faltas, imaginem!) para criar atritos com os professores.

A avaliação de um professor não é a constatação da competência de alguém como um estado adquirido, amorfo… Como se alguém que atingisse esse estado já não pudesse progredir. A avaliação é a medida de um ponto de situação face aos conhecimentos ou práticas. Não podemos ignorar nem adulterar a dinâmica da vida profissional, porque, mesmo que não queiram ver nem queiram admitir, a carreira docente é um percurso dinâmico, feito de altos e baixos ao longo de um mesmo dia, ao longo de uma mesma semana, ao longo de um mesmo es ou até de todo um ano escolar...! Ou acham que, mesmo os melhjo0res dos melhores, permanecem excelentes toda a vida. Não se exija, pois, o absurdo aos professore pois esta é uma classe composta por homens e mulheres e, ainda que alguns/algumas consigam chegar a Ministros/Ministras (por nomeação, isso é mais do que evidente!) não são Super-Homens nem Super-Mulheres: são pessoas.

 

publicado por J.Ferreira às 01:39

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Quarta-feira, 6 de Janeiro de 2010

Alunos Portugueses Surpreendem no Luxemburgo

Alunos Portugueses no Luxemburgo são campeões do Abandono Escolar.

Um em cada quatro alunos abandona a Escola.  Que espectáculo. Teríamos que ser os melhores... Em alguma coisa teríamos de ser campeões... Mas não é só no Luxembrugo. mas ali, a culpa do abandono é atribuída ao seu dono: os pais. Em Portugal, os políticos incompetentes (porque não foram capazes de colocar a funcionar a inspecção do trabalho) demagogos (pois apenas lhes interessa o número de votos e, como há mais pais que professores...) e, sobretudo, cobardes (pois não foram capazes de impor sanções aos verdadeiros responáveis por esta chaga social) decidiram culpar os professores. E assim, quer os empresários (que exploram a mão de obra barata!) quer os paizinhos (que se demitiram das suas funções deixando os filhos faltar á escola sem qualquer controlo!) ficaram a rir-se. E assim o governo encontrou num grupo de súbditos (que, amordaçados nem podem protestar!) os bodes expiatórios perfeitos para salvar a sua pele de incompetentes. E elegeram uma lei (ECD) para decretar os culpados, avaliadno negativamente os professores que tiveram a infelicidade de ter nas suas turmas alunos filhos de pais irresponsáveis (e irreponsabilizados pelos governantes que continuam a pagar-lhes os abonos correspondentes, independentemente de frequentarem ou não a escola!). E assim se procedeu á crucificação social de todo um grupo profissional: os professores. incrível como pode o Estado esperar que sejam os professores a ir pelas ruas á procura dos faltosos ou a entrar pelas fábricas dentro em busca dos que abandonaram a escola! 

 

Segundo notícia divulgada em “O Público”, um estudo do Ministério do Luxemburgo constatou que “os alunos portugueses, que representam 19,1 por cento da população estudantil, são os que apresentam a maior taxa de abandono escolar entre os estrangeiros: 23,5 por cento do total de estudantes que abandonam a escola.

Muito distanciados dos portugueses (7 vezes menos!) “surgem os ex-jugoslavos, com 61 alunos a abandonar a escola (3,2 por cento do total)... Segundo os dados do Ministério da Educação luxemburguês, o abandono escolar entre os alunos portugueses aumentou cinco por cento." (Falso. Veja já abaixo a explicação!)

E continua o Público noticiando que "No ano lectivo de 2006/2007, verificou-se que 303 alunos portugueses abandonaram a escola. Em 2008/2009 os números do abandono dispararam para 454.

 

Interrompemos aqui as citações da notícia para desmascarar a falsidade: os abandonos tiveram um aumento de 49,8%. Esta é que é a verdade. Em boa Matemática, claro. A leitura dos dados não pode ser outra. Com efeito,  perguntará o leitor:

Mas que se passa? É um erro ou simples manipulação dos números? Vejamos, então, e depois o leitor que retire as suas conclusões:

Em 2006/2007 abandonaram a escola 304 alunos portugueses, certo? Certo. Presentemente o abandono da escola por parte dos filhos dos emigrantes portugueses atingiu 454 alunos, certo? Então, não façam como Guterres. Se fizer falta peguem numa calculadora e vejam a percentagem. 

Querem isso mais fácil? Se um objecto custasse 303 euros e subisse de um dia para o outro para 454 euros, quanto tinha sido a percentagem de aumento? Com cálculo mental, depressa vemos que é um aumento de metade (151 alunos a mais, quase mais metade dos que tinham abandonado no ano escolar 2006/2007, isto é, 303 + 151 = 504  alunos!). Logo, quase 50% de aumento de abandono escolar. mais precisamente, e em boa Matemática, há uma subida do abandono escolar dos filhos dos portugueses da ordem dos 49,8 %.

Agora, é verdade que 25% abandonam a Escola se tivermos em conta a proporção da totalidade dos alunos portugueses que continuam a estudar face aos alunos que abandonam. Mas não misturemos as coisas. Uma é a percentagem de abandono (25%) outra é percentagem do aumento do abandono! E esta é de 49,8 %. Basta de falácias. Falemos claro... e verdade!

 

Conclui a notícia que "os alunos portugueses representam o maior grupo entre os estrangeiros que estudam no Luxemburgo. No ano lectivo de 2008/2009 estavam inscritos nas escolas públicas luxemburguesas 24.093 alunos luxemburgueses, 7046 portugueses (…). No Luxemburgo residem oficialmente 76.600 portugueses.”

 

A esta realidade, não será de forma alguma alheia as  cada vez mais baixas expectativas dos alunos portugueses face à forma como vêm ser tratados os seus professores a desmotivação a que os responsáveis do Ministério têm condenado os professores nos últimos 5 anos.

Com efeito, para quê estudar, submeter-se a ser avaliado por umas dezenas de professores desde a primária ao secundário, e continuar esse percurso e esse esforço nas universidades para, no final, ainda aparecerem uns senhores (quantos deles incompetentes na área em que se encontram!), que mais não fazem do que enxovalhar, espezinhar, humilhar os que deram provas de competência, como é o caso dos professores? Os alunos e as famílias pensarão duas vezes entre colocar o filho num bom posto (Veja-se Armando vara... Que qualificações tinha ele quando foi nomeado pela primeira vez para um cargo de importância? Nenhumas. E vejam até onde chegou o homem... os exemplos na sociedade colocam à margem quem consegue diplomas. Vivemos no país das novas oportunidades.. Os aluno e as famílias sabem que andam a perder tempo na escola. Mais tarde, vom um cursinho de meia dúzia de semanas, os incompetentes (que no seu tempo de estudantes eram autênticas nódoas académicas!) acabam por ser nomeados pelos governos. Que expectativas têm os alunos quando a competência dos que são licenciados é colocada em causa (para não dizer, menosprezada, questionada, desvalorizada...!)

 

Quanto mais a escola for atacada maior necessidade teremos de abrir prisões. Sempre ques e fecha uma escola, preparem-se para abrir uma prisão. Sempre que se maltrata um professor, preparem-se para contratar mais um polícia. Formar um vândalo é mil vezes mais fácil que formar um cidadão. Educar é cada vez mais difícil. E , num contexto, naõ se compreende o maltrato a que foram votados os professores pelo governo Socialista (?!) de José Sócrates.

 

Que futuro se está a desenhar para os portugueses? Claro: um futuro negro.

 

Algumas perguntas se colocam imediatamente

Haverá um gene responsável por isto? Será que a Ministra da Educação do Luxemburgo vai penalizar a avaliação dos professores por haver portugueses a abandonar a Escola? Só uma louca poderia fazer isso. E esse gene 8o da loucura!) parece que só ataca os Ministros em Portugal... Por cá, a Ministra insiste em avaliar os professores pelos alunos que se baldam.. Que faltam... Que abandonam a escola como se fosse culpa dos professores que nas aulas não haja Playstations motivadoras, Wi-ii's, Nintendo's Gameboy's etc. para motivar as crianças a vir para a escola.

Parafareando uma publicidade 8da qual não gostamos, diga-se!) somos tentados a adivinhar o que vai na cabeça de cada um dos pais (e  até dos alunos que abandonam a escola). E desta vez, diferentemente da publicidade, com total propriedade:

- "Eu é que não sou parvo!"

para quê estudar se depois vou para o desemprego?

Para quê queimar as pestanas e estragar os meus fins-de-semana se depois, em meia dúzia de horas faço um cursinho das Novas Oportunidades e consigo o diploma? Mais, não tardará e estão a oferecer licenciaturas...

 

- "Eu é que não sou parvo!"

 

E é verdade... Os emigrantes podem não ser muito letrados... mas não são parvos! É que, a julgar pelo que estão a fazer à classe docente, quem quererá estudar e ser alguém academicamente para depois ser aqui, em praça pública e sem direito nem espaço para defesa, ser humilhado por todo e qualquer português, por mais ignorante que seja?!!

 

Em Portugal o no estrangeiro, os alunos portugueses continuam com o mesmo problema. Com uma diferença. Os luxemburgueses tabém não são parvos... E,, sabem diferenciar muito bem quem é o criminoso e quem é a vítima. Por cá é que a vítima é transfomada em réu. Os criminosos acabam por sair sempre em liberdade.... O único sobre quem pende a cadeia parece ser o Vale e Azevedo (Será que ele se vai inscrever no partido socialista!).

Estamos muito mal... O Governo português está agora em maus lençóis...  É que, a nossa Ministra da Educação (seguindo o exemplo da angterior!) ainda não eliminou o absurdo que consta da lei da avaliação dos professores (qdigno de despoletar repungnância a qualquer ser dotado de cérebro!) que é o absentismo discente (da responsabilidade exclusiva dos alunos e/ou dos familiares de quem dependem!) e o o abandono escolar, (da responsabilidade exclusiva de quem tem as crianas á sua guarda, sejam eles os pais ou outros cidadãos!).

Ou será que a Ministra vai penalizar os professores luxemburgueses pelo abandono escolar dos filhos dos nossos compatriotas. Que esperavam? Os emigrantes podem ser pobre mas não são tolos, nem desmiolados! Eles já se deram conta... E concluiram: por os filhos a estudar? Para quê? Para depois serem achincalhados pelos políticos (ministro e caciques dos partidos!) e verem os "chicos espertos" a subir na sociedade?

 

Até quando se vai manter este absurdo modelo e respectivos critérios de avaliação? Não sabemos!... Que é uma aberração, não duvidamos! Mais do que isso, é um autêntivo "aborto legislativo"! Por isso, seguramente, contra ele lutaremos enquanto tivermos forças e a nossa voz puder viajar batendo no teclado!

 

PS:

A notícia do Público cujo "Título Original" era "Portugueses no Luxemburgo São os Campeões do Abandono Escolar" foi vítima de mais um ataque do efeito camaleão.  É claro que o título escolhido ou aceite pelo responsável editorial do Jornal On-line de o Público, embora colocando os filhos dos portugueses como  "campeões"  não era propriamente um Hino à Excelência. Depois de o termos comentado por várias vezes, e de termos remetido para este blog, a notícia inicial desapareceu da zona de destaque mantendo-se outras muito mais antigas como "Alçada não cede nas carreiras, negociação prossegue em 2010" e aparece agora esta com um Título  menos heróico mas muito mais "Soft". Que motivos levaram o Público a remeter o texto em causa para uma linha apenas na lista de notícias relacionadas com a educação. E logo esta que é tão importante para se perceber a forma como os portugueses se comportam além fronteiras não é divergente da que se comportam em Portugal, sendo que, lamentavelmente, a Ministra não foi capaz de recuar, dando um passo à frente  na resolução do confronto com os professores. Com efeito, esta senhora ministra (tal como a anterior!) não foi capaz ainda de entender que, "quando o rumo nos leva ao abismo, a melhor forma de avançar é dar um passo atrás".

Com esta atitude (retirar de destaque uma das notícias que ajudaria a população portuguesa a compreender e a reflectir sobre o absurdo dos critérios de avaliação dos professores que poderia ajudar os portugueses a compreenderem a razão e os motivos da luta dos professores contra o injusto sistema de avaliação docente criado pelo ministério, a linha editorial de "O Público on-line" coloca-se numa posição de suspeita de favorecimento dos que se colocam ao lado do governo.

É caso para perguntar:

Será que o jornalismo em Portugal passou de "Força de Bloqueio"  no tempo de Cavaco Silva a "Forças da Apoio"  no tempo de José Sócrates?

 

publicado por J.Ferreira às 16:58

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Quarta-feira, 30 de Dezembro de 2009

Avaliação de Professores Para Além das Fachadas

Há um sem número de trabalhos em que se pode facilmente avaliar a performance do trabalhador. Isto quando o resultado depende apenas do trabalhador desde que seja garantida a igualdade de condições de partida e de recursos. Exemplos: colocar azulejos (com paredes idênticas e igualmente preparadas!); varrer ruas (com o mesmo número de transeuntes, ...), entregar cartas em aldeias (com rede viária de equivalente!) ou em cidades (com o mesmo número de fogos habitados, ...); pintar paredes (em estado equivalente). Enfim. Os resultados podem servir para medir a eficácia de um trabalhador quando a “matéria-prima”, as condições ambientais e os recursos são equivalentes. Outros resultados dependem sistematicamente de um trabalho de equipa, como é o caso do futebol.

Porém, há situações em que os resultados, para além de serem fruto de um trabalho em equipa, é de todo impossível estabelecer qualquer igualdade à partida (seja relativamente à “matéria-prima” seja em relação aos recursos ou às condições ambientais). É o caso da medicina e da Educação. Os doentes (tal como os alunos!) ainda que com o mesmo diagnóstico, têm características, formas de ser, de agir e de reagir muito diferentes! Cada caso é um caso!

Na Educação de uma criança ou jovem participam muitos intervenientes que deveriam ser solidários nos resultados. Existe uma co-responsabilidade que é indivisível. Só com um trabalho cooperativo entre os elementos que constituem o grupo de relações sociais do jovem (pais, familiares e amigos) e os intervenientes da escola (professores e auxiliares) se pode ter em vista ao êxito. De nada serve apenas um deles empenhar-se se os demais remam em sentido diverso. Os resultados educativos tornam impossível dissociar a influência de uma ou outra intervenção pelo que é impossível discernir até onde há a influência de um ou de outro elemento dos intervenientes nos resultados alcançados. Até o próprio aluno tem um papel importante (se não mesmo fulcral!) a desempenhar: a predisposição para aprender.

Mais que um trabalho individual é o resultado do trabalho de uma equipa. E os alunos, enquanto matéria-prima com que os professores trabalham e dos quais dependem os resultados são irrepetíveis: não há dois alunos iguais, mesmo quando se trata de gémeos univitelinos. Logo, avaliar os professores tendo em conta os resultados dos alunos é um absurdo.

 

Analisemos a seguinte situação que prolifera por esse país abaixo e que tem servido a muitos para justificar a avaliação dos professores tendo como base os resultados dos alunos.

Qual será, verdadeiramente, o profissional mais esforçado? O professor cujos alunos conseguiram uma média de 15 valores ou o professor cujos alunos só foram capazes de chegar a uma média de 14 valores?

 

Antes de prosseguir a leitura, pare e pense um pouco. Já pensou? Já reflectiu? Pois bem. Imagino que não lhe tenha sido difícil concluir (quizas, de forma indubitável!) que o melhor profissional é o primeiro professor (aquele cujos alunos obtiveram uma média superior a 15 valores!).

Pois bem. A Ministra da Educação (a anterior e esta porque são igualmente “cegas”, porque incapazes de ver com os olhos de que fala Pierre Bordieu) também considera que é o primeiro.

Pois nós não estamos de acordo com este tipo de avaliação. Por isso a nossa resposta à questão é simplesmente: Depende!

Sim, caro leitor. Depende. Depende de muitos factores. Apenas nos centraremos naquele que consideramos ser o mais evidente: a média dos mesmos alunos em períodos ou anos anteriores.

Para nós, o mais esforçado e, como tal, melhor profissional, é aquele cujos alunos passaram de 8 ou 9 valores para 11, 12 ou 13 valores. Sim. Tem mais mérito que o outro profissional que recebe uma turma de alunos com médias de 18 ou 19 (como a turma da minha filha!) e que no final os alunos apenas conseguem médias de 15 valores. Compreendido? Sim? Pois a ministra não é capaz de entender isto e quer fazer progredir na carreira o que tem alunos com as notas mais elevadas.

É que, tal como escrevemos há mais de uma década, “Os alunos não são tijolos!” Até quando continuaremos com esta ideia fixa de querer avaliar os professores tendo como metodologia fundamental os resultados dos alunos? Até quando estaremos dispostos a aplaudir uma qualquer ministra só porque foi nomeada para o cargo (disse nomeada, pois obteve o cargo não por competência na área mas por nomeação!) mas que não é capaz de resolver os problemas da Educação? Não consegue ver, como diz o sociólogo francês Pierre Bordieu “para além das fachadas”? Ou como dizia Paul-Henry Chombart de Lawe, para quando teremos nós políticos que sejam capazes de andar 10 anos à frente do cidadão comum? Chamamos à coação um texto "Ranking das Escolas? Os Alunos Não São Tijolos!" que escrevemos em 1992 e que, tendo sido recusada a sua publicação pelos media de então, apenas foi publicado pelo Jornal Campus, da Universidade do Minho . Triste mas verdade, só em 2007 é que José Sócrates transformou a nossa ideia em Lei. Já passou o tempo em que era solução. Conclui-se que o Primeiro Ministro de Portugal anda atrasado 15 anos! Passaram-se 15 anos e os tempos já são outros. Como irão pagar os jovens se agora os cursos se destinam, na sua maioria, a formar jovens para o desemprego? Mas o nosso Primeiro Ministro (como chefe da banda!) nem se dá conta disso. Como pode Portugal ter ministros competentes se foram escolhidos por alguém que anda atrasado no tempo ?

Por isso, podem os ministros falar o que quiserem na comunicação social; podem repetir as mentiras que quiserem (até entulhar a mente dos portugueses!) que, por muito que as repitam, nunca conseguirão transformar essas mentiras em verdade.

E a verdade é que, por muito bons que os professores sejam, e excepções à parte (naturalmente, caso contrário hoje estaríamos a desempenhar funções de ferreiro, de pintor, ou outra profissão da área da construção civil tão nobre como a que exercemos: professor!), os resultados obtidos pelas crianças dependerão mais do nível sócio-económico e cultural da família de origem do que do trabalho excepcional de um professor que tem a mesmíssima formação e que, por isso mesmo (à parte as diferentes médias obtidas na universidade) demonstraram perante os que têm o mais alto nível de conhecimento certificado (os professores universitários!) terem a competência exigível para desempenhar a função.

Michel Gilly fez um Estudo longitudinal sobre o Sucesso Escolar. E na sua obra “Bom Aluno, Mau Aluno” apontou as causas do fracasso ou do sucesso. Ainda que este governo (tal como o anterior chefiado pelo mesmo!) queira imputar a responsabilidade pelo fracasso aos professores, mais cedo ou mais tarde, o povo irá abrir os olhos e dar-se conta de que o tentaram mais uma vez enganar. Então a justiça voltará: para os governantes e para os professores!

Na verdade, as crianças quem tudo falta. Em mais de 30 anos de democracia, fomos governados por políticos incompetentes (e de diversos partidos!) que passaram pelo governo com imensas promessas mas que não foram capazes de eliminar a diferença de nível de vida dos cidadãos. Assim, mantém-se uma enorme desigualdade entre as crianças, ao nível mais elementar como é a alimentação e a habitação.

Por último, comparemos o que se passa numa escola (Educação com o que se passa num Estádio (Futebol, Andebol, Basquetebol, etc.). Ora, em qualquer um dos jogos, se é verdade que é muito importante marcar golos, não é menos importante defender bem para que não se sofra golos. Por isso, quando um clube chega à final, todos os jogadores recebem a mesmíssima medalha. Mesmo os jogadores que estão no banco.

Pensamos que não é difícil obter a concordância do leitor quanto à visão que apresentamos desta realidade. Ora, chegados a este ponto apenas nos resta questionar:

Por que motivo numa escola em que os professores trabalham em equipa vai haver um que tendo “Muito Bom” ficará com “Muito Bom” e progride e outro com a mesma nota ficará à espera de vaga sabe-se lá quantos anos? Não deveriam ser ambos igualmente “medalhados” e como tal progredir os dois?

 

É tão simplesmente isto que está em questão.

 

Os sindicatos têm toda a razão. O Governo tem de despertar.

 

....

 

publicado por J.Ferreira às 23:39

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Sábado, 8 de Agosto de 2009

Que Trio de Incompetentes !

Triste Figura! Meu Deus!  Que Trio !...

É este o EXEMPLO de EXCELÊNCIA que nos querem dar!?

Bem que podem abrir de novo a Universidade Independente!

José Sócrates (Primeiro-Ministro), Maria de Lurdes Rodrigues (Ministra da Educação) e Valter Lemos (Secretário de Estado da Educação)... Qual será a doença que ataca os Socialistas? De facto, passam os anos e cada vez fazem pior figura. Lembram-se de António Guterres e o cálculo de uma dada percentagem do PIB?... Pois. Estes socialistas não estão nada melhor! Até ao momento a doença ainda é desconhecida...  Mas já há quem a tenha identificado como a "Incompetencite Crónica"!

 

Ora vejam só o que dizem, na ânsia de fazer parecer que é uma grande bolsa... Até contam o abono (que todas as crianças e jovens a estudar sempre receberam) como se fosse também dado agora na bolsa... É, no mínimo, uma perspectiva demagógica, cega e caricata, para não dizer mesmo, ridícula!

A apresentação pública desta porcaria de medida foi uma autêntica vergonha. Vejam a confusão, insegurança e a balbúrdia dos discursos e interrupções dos membros do (DES) Governo de Portugal!... Todos querem falar... mas nenhum sabe muito bem do que está a falar... parecem mais os vendedores de "banha-da-cobra" numa qualquer feira em honra dos Santos Populares... Vejamos:

 

Sócrates tenta explicar o que o governo pretende: "O valor da bolsa é igual ao dobro... é igual ao dobro, o ("duas vezes", intercalou a ministra!)... duplica, não é?, triplica o abono de família... quer dizer, havendo... Não é assim? (dirigindo-se para o secretário de estado) é o abono de família mais o dobro... A bolsa é igual ao dobro do abono de família ("e mais um", interrompa de novo a ministra) e a família receberá... ("e mais um", insiste a ministra!)".

Perdido nas contas, José Sócrates deixou a Ministra da Educação tomar a palavra e explicar: "O abono de família no escalão máximo é à volta de 50 euros... A bolsa será 3 vezes este valor, aahh, exactamente!" E virando-se para o lado diz "Não é bem assim, é 3 vezes...!".

"Não", diz Sócrates. Mas a Ministra continua: "É o abono mais duas... a a a a bolsa duplica  no sentido em que é duas vezes o valor do abono de família, mas como também tem o abono de família, não lhe é retirado nem deduzido nisto, ele fica com 3 abonos de família.

Sócrates (pior que medíocre, pior que muito mau... um péssimo timoneiro), toma de novo as rédeas para tentar levar o assunto a bom porto e... volta a "meter o pé na poça" procurando enganar o Zé-Povinho tentando vender a bolsda como se de uma "banha-da-cobra" se tratasse: "O importante é que se perceba o seguinte: a bolsa será de 150 euros"... "nesse caso! - acrescentou em quase surdina.

 

Por isso nós dizemos: Que confusão!!!...

E é esta Ministra (equipa ministerial) que diz ser necessário avaliar os professores!!!...  Ó senhora professora, ou melhor, Ó Senhora Ministra! Desgraçados dos professores se, para explicar esse "problemazito" aos seus alunos fosse necessário tanta gente. Creio que o meu garoto de 7 anos explicaria muito mais facilmente o que tentaram e não foram capazes. Então Sócrates diz à boca cheia que a bolsa será de 150 euros? Como?!... Que matemática é essa? Só se for Engenharia Matemática Socrática. Mas, afinal, a quem querem enganar? A Bolsa meus caros leitores, a bolsa que este governo diz que vai dar aos alunos terá, como valor máximo, 100 euros . E isto, apenas para o caso de alunos que recebam já o valor máximo de Abono de Família. Ponto final. Qual 150 EUROS, Sr. Primeiro Ministro?  É mentira. É pura DEMAGOGIA... É  PROPAGANDA!

 

Como explicar então isto? Em poucas palavras e sem demagogia, bastaría um elemento do governo para dizer a seguinte frase:

A bolsa a atribuir será DUAS VEZES o valor que a família recebe de abono de Família pela criança a escolarizar. PONTO FINAL.  Tão simples quanto isto...

Para onde vamos com estes governantes? São estes os governantes que dizem ser e exigir competência aos seus súbditos? Enfim... Em vez do SIMPLEX... temos um CONFUSEX...!

A verdade é que a bolsa pode atingir, no MÁXIMO 100 euros... NUNCA 150 Euros! A BOLSA NUNCA será equivalente a três vezes o abono de família, como a Sra Ministra da Educação quis fazer passar. Os que não recebem a bolsa perdem o abono?

Para quê enredar tanto? Para quê misturar o abono com a bolsa? Para quê chamar bolsa ao abono? Já não enganam ninguém... Quer dizer, só enganam socialistas cegos ou que também não saibam (como eles!) fazer contas...

A trapalhada de Sócrates na CAÇA AO VOTO, começou com o complemento solidário para idosos (a muitos idosos tocou-lhes mais uns 2 ou 3 euros...!) e continuou agora com a promessa de incentivos á maternidade ao dizer (sim, dizer!) que vai dar 200 euros por cada nascimento, valor a colocar na conta do bebé que só poderá movimentar depois dos 18 anos ( se lá chegar...). Já nem será ele a pagar... Ofereceu algo aos portugueses que apenas os meus filhos terão de pagar, daqui a 18 anos! Milagre. Grande Sócrates...

 

E, para os que lá chegarem, quanto valerão esses 200 euros daqui a 18 anos? Os políticos estão a tratar da saúde de toda a gente... Fecharam escolas, fecharam maternidades, fecharam urgências e agora vêm com um rebuçadito? Daqui a 18 anos, meu caros, os 200 euros de nada valem... nem mesmo para atestar um depósito de gasolina... percebem? Por que não dá logo à nascença da criança como fizeram alguns autarcas? É claro... Mais uma promessa para não cumprir... Os governos não cumpriram as suas obrigações legais enquanto entidade empregadora, ao não efectuarem as transferências (para a Caixa Geral de Aposentações agora em crise, por sua exclusiva responsabilidade!) dos descontos realmente feitos pelos funcionários públicos (como o fazem, obviamente, todas as entidades empregadoras para a Segurança Social)... E agora estamos como se sabe! nunca cumprem e agoram vêm com mais uma promessa de 200 euros! Mas não os vão colocar lá... Isso ficará para quem vier... Quem vier depois governar que coloque lá o dinheirinho. E, até lá, os bebés terão uma cadernetita que diz TER o que na realidade só poderão ver aos 18 anos! Quem garante que esta MISÉRIA de dinheiro VAI LÁ ESTAR?

 

Esta equipa governativa é uma tristeza! Pobres alunos. Como estaríamos nós em Educação se o pior dos professores não tivesse melhor competência do que qualquer um destes...!!? E ainda vem a senhora dizer que os professores têm de ser avaliados? Por quem? Por incompetentes como so que vemos neste vídeo?...

 

Analisando o vídeo dá vontade de dizer:

Ó Homem, decida-se! Não ande a inventar em cima do joelho. Faça como os professores: prepare as suas lições! Ou faz tudo "em cima do joelho" e depois nem sabe muito bem o que anda a fazer, tal como não sabia que era proibido fumar nos aviões? Desperte, Homem. Olhe que a Lei do tabaco foi feita pelo seu (DES)governo!

 

É com incompetentes como estes que Portugal caminha para o abismo como o Titanic, navegando rumo ao naufrágio, por culpa de teimosos que não quiseram ouvir quem mais sabia do assunto.

Ora, Portugal corre um sério risco de falência. Qualquer dia á entrada das fronteiras não nos resta senão colocar uma placa a dizer: TREAPASSA-SE!

 

Já no iníco da década de 90, afirmávamos que nunca chegaríamos a receber uma reforma tal como estava instituída. Quando chegasse a hora de nos reformarmos, os políticos já teriam despejado os cofres do Estado e nada mais iria restar para ninguém. Hoje, passados quase 20 anos, fala-se da falência da Segurança Social. É claro: ELES COMEM TUDO (Zeca Afonso). Por que motivo não fazem uma lei que apenas permita SACAR dinheiro até ao limite dos descontos efectuados (com um factor de actualização equivalente ao valor da inflação anual, obviamente!). Sim, actualmente os deputados, mesmo sem nunca terem produzido nada mais na vida, mesmo que tenham apenas efectuado os descontos como deputados, ficam com direito a uma subvenção vitalícia que passam a receber imediatamente depois de terminarem 8 anos de funções no Parlamento. Sabemos que mudará para 12 anos, a partir de 2013. Mas até lá, muita água correrá debaixo da ponte e, seguramente em nome da necessidade de  atrair para a política uma vez mais os mais competentes (Ah! Ah! Ah!), voltaremos a ter as MORDOMINAS AUMENTADAS, bem como os salários (lembrem-se dos 125% de aumento no salário dos deputados europeus e em tempo de crise!) etc. etc. A quem querem tapar os olhos? Ou não fossem os políticos os  maiores mentirosos do mundo... Ora, se apenas tivessem direito a SACAR o dinheiro que descontaram, estava tudo bem. Que se reformassem (subvenção, ou chamem-lhe o que quiserem mas é como uma reforma e ainda por cima antecipada e com direito a continuar a exercer cagos públicos, em empresas etc etc...!) o problema era deles. Agora que fiquem logo com 38 ou 42 anos a receber com o dinheiro dos nossos impostos ou descontos uma subvenção chorudo até aos 90 ou 100 anos é que não é justo. Muitos de nós, nunca conseguirão receber metade sequer do que descontaram. Eles comem tudo. E levam 100 vezes mais dinheiro do que descontaram... Que injustiça é esta? E chamam a isto DEMOCRACIA?

Por isso dizemos que SUGAM os NOSSOS contributos e não deixam nada. Sem dúvida. É isso que atrai tanta gente para um ligar de deputado. É que não são responsáveis por nada... basta estar no parlamento, "botar uma ou outra faladura", assinar o ponto e votar como o chefe da banda mandar. não têm autonomia... mais valia ir um deputado de cada partido com uma placa com o número de votos e já estava.. Oh, quanto não pouparíamos aos cofres do Estado...! Se apenas tiverem o direito a receber o que descontaram ao longo do percurso contributivo, a economia e as finanças portuguesas ficariam bem melhor e os portugueses agradeceriam...! E não me digam que não SERIA UMA LEI JUSTA. Como podem estes senhores em pouco mais de MEIA DÚZIA DE ANOS DE DESCONTOS ficar a receber uma SUVBVENÇÃO VITALÍCIA só porque "se sentam" (quantos deles nunca fazem uma intervenção; apenas sabem "votar como o chefe manda"!) ou "assinam o ponto" (ainda que nem lá ponham os pés, como foi noticiado há uns anos!). Agora, imaginem que isso se passava com qualquer outro funcionário público português que deve estar lá PARA SERVIR o Estado! Claro, porque os funcionários públicos devem ESTAR LÁ PARA SERVIR os portugueses, se algum deles fizesse o mesmo teria um processo disciplinar e poderia ser expulso. Mas, no Parlamento, como há quem lá esteja PARA SE SERVIR DO ESTADO, o caso das assinaturas quando tinham faltado, não deixou de dar tudo em "ÁGUAS DE BACALHAU"!... Porém, os restantes funcionários, como por exemplo os professores, estiveram a trabalhar nas salas de aula com os seus alunos!... Aí é que está a diferença... Aí é que se vê QUEM SERVE e QUEM SE SERVE dos impostos dos portugueses... Ou será que os professores (ou quaisquer outros funcionários públicos) são menos iguais que os deputados? Será que os deputados os consideram como "portugueses de segunda"? Ou será que os considera "menos patriotas" que os deputados?

É por estas e por outras que aqui libertamos o nosso Grito de Revolta: TENHAM VERGONHA!

publicado por J.Ferreira às 02:33

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