Sábado, 20 de Maio de 2017

Sucesso Escolar versus Condição Económica Familiar

Esta semana ficamos a saber que foi feita uma análise aos resultados dos alunos do 2º ciclo do básico das escolas públicas do continente.  Os resultados em análise fizem respeito aos dados de 2014-15 e unciamente às disciplinas obrigatórias.

 

Direcção-Geral de Estatística da Educação e Ciência fez uma excelente análise sobre os resultados dos alunos do 2º ciclo do básico das escolas públicas do continente.

Analisando estatisticamente os resultados, chegou-se à ÓBVIA CONCLUSÃO de que, existe uma correlação clara, regular e intensa, entre as reprovações e a condição económica dos alunos.

Efectivamente (o que em nada estranha quem navega pela realidade da educação deste país) existe uma enorme diferença nos resultados alcançados pelos dosi grupos de alunos, ou seja, de um aldo estão os remediados ou ricos e do outro os pobres. Assim, a maior concentração de negativas recai no universo dos que são beneficiários da Acção Social Escolar (alunos oriundos de agregados familiares com rendimentos iguais ou inferiores ao salário mínimo), com maior relevo apra os que beneficiaram de maior ajuda económica (escalão A) que reprovam ainda mais do que os beneficiários de ajuda em menor grau (escalão B).

 

Assim, os GOVERNOS (e acima de tudo os Ministros da Educação) em vez de se preocuparem com pertseguir, culpabilizar, achincalhar a classe docente, deveriam preocupar-se com o SUCESSO ECONÓMICO FAMILIAR... E, em vez de penmalziar as famílias mais pobres ou da classe média, rebaixanmdo os rendimentos, deveriam preocupar-se com rebaixar os ALTISSIMOS RENDIMENTOS, ou seja, os rendimentos de quem ganha efectivamente balúrdios, e tentar nivelar economicamente as famílias pelo grau mais alto possível... Não é congelando carreiras, congelando saklários, reduzindo rendimentos que se combatre o INSUCESSo ou FRACASSO ESCOLAR.

 

publicado por J.Ferreira às 17:48

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Quinta-feira, 3 de Abril de 2014

O Alarmismo Educacional de Justino Cruz

Hoje foi publicada a notícia do trabalho de investigação dirigido pelo ex-ministro Dr. Justino Cruz, actual presidente do CNE. Se o que ali se diz não nos parece assim tão grave (apesar do alarmismo e da linguagem utilizada!) já a forma tendenciosa como se apresentam os resultados da investigação parece-nos alarmista e falaciosa, chegando mesmo o antigo ministro da Educação, David Justino, a classificar o resultado com uma só palavra: “Desastroso”.

 

É pois de admirar tanta preocupação com dados que apontam para um valor inferior a 5% de reprovações por ano.
Sim. Vejam os resultados e façam uma análise séria, ano a trás de ano da escolaridade dos alunos. Por isso, não se compreende que se faça tamanho alarmismo que para nós, resulta da forma como é apresentada a interpretação dos resultados das estatísticas.
Afinal, analisados a fundo os números, se contarmos com apenas 9 anos de escolaridade obrigatória, os 35% que tiveram uma reprovação... correspondem a menos de 4% que reprovaram em cada ano. Só analisando os resultados a fundo (aqui parecem claramente manipulados para justificar mais recortes na educação!) se pode entender do que se está a falar com seriedade. Vejam bem... E os números falam por si! Se apenas esta percentagem "chumba uma vez" ao longo de toda a escolaridade obrigatória, significa que, em cada ano, repetimos, são menos de 4% os que reprovam em cada ano! Ora, se isto não é motivo de regozijo nem de contentamento, pelo menos, não deveria ser, NUNCA motivo de alarme. Enfim. Cada um tem o direito de ver o copo "meio cheio" ou "meio vazio". Neste caso, o copo está quase cheio. Porém, há quem se centre e teime em ver unicamente a parte vazia. Faz-nos lembrar uma amiga que, tendo uma mancha de 3 cm2 na parede, dizia que a parede estava negra. Claro, os restantes 16 m2 de parede limpa, esses, para ela, não contavam. Ora bolas!

 

Segue o conteúdo da notícia:

 

Um em cada três alunos chumbou uma vez na escola

O "Atlas da Educação" faz o retrato dos dados da escolarização, do sucesso e insucesso escolar por cada concelho do país. Ex-ministro da Educação responsável pelo estudo fala em resultado “desastroso”. Pais apontam o dedo a um modelo ultrapassado

 

Mais de um terço dos estudantes portugueses - cerca de 35% - chumbou, pelo menos, uma vez, ou seja, têm, pelo menos, um ano de atraso em relação à idade de referência. A conclusão é do estudo "Atlas da Educação 2013", que retrata os dados da escolarização, do sucesso e insucesso escolar por cada concelho do país. 

O estudo foi coordenado pelo antigo ministro da Educação David Justino, que classifica o resultado com uma só palavra: “Desastroso”. Na sua perspectiva, Portugal não pode manter estas taxas de retenção e de insucesso, até porque sai muito caro ao país. 

O custo médio dos alunos do básico e secundário é de, pelo menos, quatro mil euros ano. David Justino recomenda uma abordagem eficaz, aplicada logo nos primeiros anos de escola.

O "Atlas da Educação" faz uma análise concelho a concelho a partir dos resultados escolares dos 9º e 12º anos, para estimar até que ponto esses resultados podem estar relacionados com o estatuto sócio-económico. E há surpresas. 

“Vamos encontrar no interior do país escolas e concelhos com níveis de sucesso que não seriam expectáveis e vamos encontrar nas zonas urbanas escolas que não atingem os valores estimados”, revela à Renascença o antigo ministro. 

São dados que permitem agora ter um conhecimento sobre os principais indicadores da educação, para poder intervir no sentido de dar a volta ao insucesso e ao abandono escolar. 

“Estamos numa escola do século passado” 
O presidente da Confederação das Associações de Pais (Confap), Jorge Ascensão, considera um erro insistir num modelo de ensino igual para todos, quando está provado que há capacidades de aprendizagem diferentes. 


“Estamos ainda com uma escola de antes do século passado. Há uma necessidade de rever os recursos que a escola tem, a forma de ensinar, para que se consiga ministrar aquilo que diga alguma coisa aos jovens, de modo a que possam fazer uma aprendizagem produtiva”, defende, em declarações à Renascença

“Se todos estão na escola, é porque todos têm capacidade de aprender. Provavelmente, não têm é todos a mesma capacidade, nem o modelo de ensino serve para todos. É feito para uma mediana e não serve, nem os excelentes nem os que têm uma capacidade de aprendizagem diferente, de um outro tipo de orientação e suporte”, sustenta Jorge Ascensão, para quem não há dúvidas de que insistir neste modelo “tem sido o erro” que nos levou ao actual estado da educação em Portugal. 

“Ou encontramos a resposta que lhes interessa ou vamos continuar a ter esse flagelo de retenção, com custos elevados para todos nós”, avisa. 

O papel da família e do acompanhamento
Segundo o Estudo " Atlas da Educação 2013", realizado pela Universidade Nova de Lisboa, dos 25 municípios que apresentam taxas mais elevadas de abandono escolar Freixo de Espada à Cinta, no distrito de Bragança, encontra-se em quarto lugar. 


A autarquia e o estabelecimento de ensino recusam os dados, alegando que são apenas casos pontuais, mas assumem, por outro lado, o elevado insucesso escolar. 

“O nosso abandono é muito pontual – um caso ou outro de alunos que saíram para o estrangeiro com os pais – mas o insucesso escolar sim, porque a escola não é valorizada pela família”, queixa-se a directora da Escola EB 2,3, Albertina Parra. 

“Já experimentámos todos os horários possíveis, até ao fim-de-semana, mas os pais continuam a não vir à escola e às vezes temos situações em que sentimos que a família desfaz o que o trabalho da escola”, acrescenta. 

Contactados alguns professores, admitem sentir a desmotivação dos alunos e reivindicam uma melhor rede de transportes. Na escola Básica de Freixo existe apenas uma turma de um curso profissional. Entre os alunos as opiniões dividem-se: há quem queira fazer só o 9º ano e começar logo a trabalhar; há quem veja o 12º como meta. 

A Escola EB 2,3 de Freixo de Espada à Cinta tem cerca de 300 alunos e 40 docentes. 

Do outro lado, entre os bons exemplos apontados pelo “Atlas da Educação”, está o concelho de Paços de Ferreira, que regista nos últimos anoas a melhor taxa de combate ao abandono precoce, tendo passado de 7,7% para apenas 12 casos recentes. 

O vereador Paulo Sérgio Barbosa revela que a estratégia seguida começou por perceber porque é que os alunos deixavam a escola. 

“O executivo percebe que há um grande abandono e começa a pedir às escolas para indicarem os alunos que estavam em situação de abandono e começou a fazer um trabalho junto dessas crianças para as trazer de novo à escola. Com a Comissão de Protecção de Menores, continuamos a fazer o acompanhamento destas situações e a evolução é muito positiva”, conclui o autarca. 

O “Atlas da Educação 2013” é apresentado esta tarde.

 

 

publicado por J.Ferreira às 21:44

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Quinta-feira, 20 de Março de 2014

Ministério Ignora Reivindicações dos Professores

O Minstério da Educação faz orelhas de surdo aos gritos dos milhares de professores que têm vindo a ser prejudicados pelos sucessivos respopnsáveis pela pasta da Educação. Aqueles que há mais de 8 anos foram considerados "excelentes" (ainda que com base em critérios absurdos, como sempre contestamos!) pela ministra da Educação do (des)governo socialista de josé Sócrates (dividindo a carreira docente com a criação da "categoria" de Professor Tirtular!) foram proibidos de concorrer a vbagas que foram entretantop ocupadas pelos docentes da categoria de professor. Depois dessa data, a carreira voltou a ser única mas... os que chegaram a professor-titular (na sua maioria) jamais poderam sair da escola/agrupamento em que foram promovidos e ali ficaram "congelados" em termos de cocnurso durante anos. As possibilidades de obter nova colocação ficaram "nulas" ou quase ao não ser efectuado o concurso geral para todos os que não tinham lugar de quadro de escola, libertando as vagas ocupadas na sequência da divisão da carreira e da impossibilidade legal dos professores titulçares concorrerem para vagas de professores. Afinal, muitos dos professores "menos qualificados" pelos critérios da ministra socialista Maria de Lurdes Rodrigues foram os mais beneficiados com a divisão da carreira pois tiveram a possibilidade de renovar o lugar sem irem a concurso, impedindo os mais qualificados e com maior graduação profissional (na que se inclui a nota de curso e o tempod e serviço) de ocuparem as vagas a que (naturalmente e por uma questãod e justiça) teriam direito a concorrer.

 

Ora, passados anos da desgraça que atingiu os melhores e mais qualificados professores aos olhos de uma ministra que foi apoiada pela sociadade em geral (quem não se lembra da frase: não podek ser todos generais"?),  este governo não é capaz de acabar com a injustiça provocada pela incompetência das equipas do Ministériod a Educação dos governos de José Sócrates.

O que falta saber é se não repõe a justiça simplesmente porque não tem gente à altura para o fazer (o que, diga-se, é grave!) ... ou porque não quer (o que é ainda mais grave!).

 

De acordo com a FNE, o Ministério de Nuno Crato continua sem atender às mais elementares reivindicações de justiça reclamadas pelos professores.

 

O Ministério da Educação acaba de apresentar uma terceira versão da sua proposta de revisão do diploma de concursos, sem atender a uma só das críticas e sugestões que a FNE lhe apresentou.

O MEC continua a insistir em introduzir no mecanismo de concursos fatores que conduzem à distorção da lista graduada nacional, promovendo a insegurança, a incerteza e injustiça relativa entre candidatos.

Para além de continuar a não garantir o direito à vinculação dos docentes que acumulam mais do que três contratos sucessivos de ano inteiro e horário completo, recusando-se desta forma a aplicar o que a lei estabelece, a proposta que agora é apresentada recusa também a anualização dos concursos interno e externo, e permite mecanismos de acesso automático a lugares de quadro, sem consideração pelas posições relativas entre candidatos, desrespeitando desta forma a graduação dos candidatos e defraudando legítimas expetativas de muitos docentes que reúnem condições para serem colocados em escolas da sua preferência.

Na reunião que se realizará no dia 20, a FNE não deixará de assumir uma posição crítica em relação a estas propostas, procurando demonstrar que com elas não só não se conseguem mecanismos mais ágeis de colocação de docentes, como se promovem consequências fortemente negativas para os candidatos.

A FNE volta ao Ministério da Educação amanhã, dia 20 de março, pelas 11h00, para retomar as negociações de alteração do diploma de concursos. Entretanto o MEC enviou aos sindicatos a 3ª versão da proposta que irá agora ser objeto de negociação. As negociações de alteração a este diploma começaram no passado dia 5 de março, com o MEC a enviar uma primeira versão aos sindicatos.

Daí para cá houve uma série de acontecimentos que importa sintetizar. 5 de março 1ª ronda negocial com o MEC Tutela entrega primeira versão da proposta 10 de março FNE envia ao MEC primeira reação à proposta de alteração do diploma de concursos 12 de março MEC envia aos sindicatos 2ª versão da proposta 17 de março 2ª ronda negocial com o MEC. FNE entrega parecer final 18 de março Novo MEC envia aos sindicatos 3ª versão da proposta 20 de março 3ª ronda negocial com o MEC.

 

 

Arlindo, no seu Blog, coloca o dedo na ferida que atinge os professores dos quadros. Ali podemos ler:

 

Quase a terminarem as negociações de dois diplomas de concursos fica-se com a certeza que o primeiro coloca grande parte dos professores dos quadros contra o concurso externo extraordinário (pela ocupação de 2000 vagas de QZP sem que possam a elas concorrer) e o novo diploma de concursos coloca docentes contratados contra docentes contratados, pela necessidade de obtenção de contratos anuais, completos e consecutivos para essa vinculação deixando docentes com mais tempo de serviço “impossibilitados” de ocupar vagas de quadro, coloca novamente docentes contratados contra docentes contratados porque apenas permite que os que estão próximos das condições para a vinculação de receberem pelo índice 188, enquanto outros com mais tempo de serviço ficam no índice 167.
Até neste diploma de concurso os docentes dos quadros se insurgem contra, pelo seguinte:
O concurso externo passa a anual com ocupação de vagas de QZP sem que a eles seja dada possibilidade de concorrerem;
Uns largos milhares de docentes dos quadros com 10 ou 12 anos de serviço que ainda se encontram no índice 167 serão ultrapassados por docentes contratados que podem ter apenas 4 anos de serviço (segundo as minhas tabelas existem 5 docentes contratados nestas condições);
A contabilização do tempo de serviço congelado afinal pode ser considerada para uns e não para outros.

 

 

publicado por J.Ferreira às 13:00

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Quarta-feira, 19 de Junho de 2013

Alunos solidários com protesto dos professores

Os protestos dos alunos manifestam também a sua comporeensão e apoio à greve dos professores. O Público,  apresenta uma notícia sobre o sucedido em Braga.

 

Eram três dezenas de alunos. Na escadaria frontal à marcante fachada do antigo Liceu Sá de Miranda, em Braga, entoavam o hino nacional, enquanto um par de polícias os encaminhava em direcção à saída. Estes eram alguns dos estudantes que não puderam realizar o exame nacional de Português naquela escola, devido à greve dos professores, e entenderam que o facto de haver colegas a realizar a prova foi “injusto”. Por isso, decidiram boicotar o exame.

“Batiam nas portas dos cacifos e cantavam”, conta Daniel Campbell, um dos alunos que puderam realizar os exames. Os seus colegas permaneceram nos corredores da escola quando perceberam que não iam realizar a prova, e os esforços dos professores não conseguiram demovê-los dos protestos. Foi preciso chamar a PSP a intervir, para que a situação fosse normalizada. Os agentes conseguiram facilmente convencer os estudantes a sair do estabelecimento de ensino, mas o protesto continuou à porta da escola.

Para cá dos portões da Secundária Sá de Miranda, dezenas de alunos cantaram Grândola, Vila Morena e A Portuguesa e entoaram palavras de ordem como “Alunos unidos, jamais serão vencidos”. A presidente da associação de estudantes, Sara Ferreira, dava voz ao protesto. “Esperemos que os exames não sejam considerados. Se houve alunos que os puderam fazer e outros não, têm que ser anulados”, reclamava, apelando à “equidade”.

A notícia do protesto na Sá de Miranda chegou rapidamente às outras escolas de Braga, para onde alastrou a contestação dos alunos. Na escola de Maximinos, todos os estudantes realizaram a prova, porque havia professores suficientes para vigiar as seis salas de aula onde foram feitos os exames. Mas os docentes foram recebidos com “assobios e apupos” pelos jovens, conta fonte da direcção.

Na escola Carlos Amarante, os professores conseguiram impedir que os estudantes invadissem as instalações escolares, mas estes acabaram por dirigir-se à vizinha escola D. Maria II, entrando no recinto escolar. A PSP também foi chamada a este estabelecimento de ensino e mais uma vez encaminhou os jovens para a saída sem problemas.

A situação esteve mais tensa na escola Alberto Sampaio, onde alguns estudantes conseguiram mesmo entrar num dos blocos em que decorriam as provas, obrigando os responsáveis da escola a fechar as portas do outro edifício em que estavam a ser feitos exames. A chegada da PSP também acalmou os ânimos e os alunos foram encaminhados para o exterior, onde esperaram pelos colegas e receberam os professores que não fizeram greve com um misto de aplausos e assobios.

Até então, a situação tinha estado calma nesta escola. Ouviu-se o relógio dar 9h00 e os alunos da Secundária Alberto Sampaio começaram a entrar no recinto. Os professores que com eles aguardavam para cá dos portões do estabelecimento de ensino permaneceram do lado de fora. Eram cerca de 50 dos mais de 200 docentes que aderiram à greve numa das maiores escolas de Braga.

“Esta é a única forma que temos para lutarmos pelos alunos e pelas famílias”, sintetiza Paulo Marques. Envergando uma t-shirt preta em que anunciava estar “de luto pela Educação”, este professor mostrava-se “preocupado com a qualidade do ensino” após a aplicação das reformas recentemente anunciadas pelo Ministério da Educação e Ciência.

Minutos depois das 9h30, os primeiros alunos que não puderam fazer o exame começaram a sair. Francisco Albuquerque “já estava a contar” ser um dos atingidos pela greve. À hora marcada, este aluno dirigiu-se à sua sala, mas nem chegou a sentar-se: “Vi logo que não havia professor”. Como ele, centenas de outros estudantes da escola Alberto Sampaio foram afectados pela greve. Naquele estabelecimento de ensino, apenas seis das 26 salas previstas estiveram a funcionar.

Francisco diz “compreender” as razões dos professores, ainda que se sinta “prejudicado” pela decisão de fazer greve nesta segunda-feira. “Já tinham feito greve às reuniões de avaliação”, comenta, sugerindo que o protesto talvez pudesse ter ficado por essa acção.

A sua colega de turma Beatriz Simões teve sorte diferente e foi uma das estudantes da maior escola de Braga a realizar a prova de Português. Agora encara a possibilidade de esta ser anulada, em resultado da greve. A brincar, diz que só terá uma opinião sobre essa hipótese “quando souber a nota” da prova. Mas acaba por reconhecer que essa talvez seja a melhor solução para resolver o problema, ainda que espere “poder ficar com a melhor nota das duas”.

Fugindo à norma em dias de exame, a matéria que saiu na prova era o que menos interessava nas conversas no final da mesma. Alberto Caeiro e Ricardo Reis “surpreenderam” Beatriz, mas o exame, diz, “não era muito complicado”.


Palavras para quê?

publicado por J.Ferreira às 17:52

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Segunda-feira, 10 de Outubro de 2011

O Pântano da Educação em Portugal

O Estado a que chegou o país é o resultado de tantas e tantas medidas avulso, espartilhadas, que retiram a autonomia às escolas. São obrigados a passar para o 2º ano de escolaridade os alunos todos, independentemente de conhecerem ou não apenas uma única vogal.

Afinal, para que serve a escola? Para a integração social...?

Depois, como pode uma professora (será que o é?...) pode defender este sistema que faz frustrar os jovens.

Não querem traumatizar os alunos? Incrível... Isto é só para a estatísticas...

Estes jovens vêm e tomam consciência do seu fracasso todos os dias... Sim! Quando ao seu lado vêem que os colegas acompanham e compreendem o que se passa, eles estão ali a "ver passar o tempo". Pobres e Infelizes.

Vejam o que diz este jovem quando o vídeo se aproxima dos 1:36 minutos:

Ele neste momento é um aluno que falta mais do que já faltou no passado". Ora, senhora doutora! Com que nos quer enganar? Qual é o jogo das palavras que prefere? Andamos a brincar à "verdade da mentira" ou à "mentira da verdade"?

"Falta menos, peço desculpa! Falta menos do que já faltou em outros anos da sua escolaridade...!"

Ou seja, o objectivo da escola agora é que um aluno falte menos do que no passado... E que ganha a criança com isso?

 

Mas o mais comovente e indignante é ver que, à pergunta "Que fazes na escola?", a resposta do Marco é inequívoca, se haverá alguém que, depois do vídeo tenha dúvidas sobre para onde caminha o ensino, com as leis destes políticos:

"Estou na escola sentado!"

 

E à pergunta da jornalista "Faz sentido estar no 8º ano?" a resposta do sistema é evasiva:

"Ele tem tido alguma satisfação com a escola". Porém, o Marco é peremptório:

"Ai a Escola? É a morte. Não gosto da escola... preferia andara a trabalhar!..."

 

A resposta dos políticos que têm (des)governado a educação levou à criação de um autêntico pântano no ensino oficial público. Porém, se no privado coisas deste tipo não sucedem, das duas uma: ou  as privadas têm autonomia para violar o estipulado na legislação (quanto ao tempo e número de retenções que estes alunos podem ser submetidos) ou então este tipo de alunos (com necessidades educativas especiais com este jovem, quem sabe, um lesão cerebral originada por factores que aqui não interessa dissecar) não chegam às escolas privadas (e se chegam, rapidamente são transferidos para as públicas, tal como casos que bem conhecemos!). Quizas, esta última seja a verdade das verdades. Qual seria o pai que pagaria uma mensalidade para que um filho estudasse numa escola privada se o mesmo apresentasse características semelhantes a este adolescente?

Enfim...

 

Por isso, só podemos concluir que, a continuarem a ser os políticos sem provas dadas enquanto educadores nos diversos níveis de ensino (quantas vezes engenheiros ou doutores que de ensinar, pouco ou nada percebem!) a decidir o caminho da educação, estamos certos de que continuaremos neste "bom caminho"... Enfim... a fazer como a avestruz!

Talvez não fosse má ideia acabar de vez com a escola e oferecer diplomas... Aí, sim, teríamos verdadeiras Novas Oportunidades.

E sempre se evitava ter de despertar com a realidade nua e crua:

 

publicado por J.Ferreira às 21:32

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Quinta-feira, 29 de Setembro de 2011

Prémios desnatados, Manuais emprestados.

Caríssimos leitores.

 

Hoje escrevemos um pouco com a revolta na alma de quem assiste às mais recentes chicotadas que são dadas na área da educação.

 

A chicotada nos alunos:

Em O Público podemos ler  que o Ministro da Educação, Nuno Crato, se defendeu neste campo afirmando que a "Suspensão de prémios a alunos do secundário"  foi decidida "há bastante tempo".

 

Ora... Ora... Não tem lógica que, sendo o prémio apra os alunos que se disitinguiram no ano anterior se lhes retire, depois do esforço (se é que o fizeram, pouco importa!)... Isto é como se o PSD tendo ganho as legislativas e o PR decidisse suspender o seu esforço na campanha eleitoral dizendo-lhes que ficam com um certificado de que ganharam as legislativas mas o parlamento e o governo será formado pelos partidos menos votados..:! O PSD ficará com a vantagem de ser ele a indicar para que partidos vão os seus votos (como os jovens indicarão a quem são voluntariamente obrigados a oferecer o dito prémio!). É esta a credibilidade do "matemático" que confessou na campanha de Manuela Ferreira Leite em 2009 que "De educação percebe muito pouco...!". E nós corrigimos essa confissão: "De educação, de justiça e de coerência também"! Não há dúvida. Boa vai ela...

 

 

A chicotada nas famílias e nos alunos:

 

Também em O Público podemos ler  que foi "Aprovado projecto de resolução do PSD e CDS para empréstimo de manuais escolares ".

 

Como? Empréstimo de Manuais Escolares?

Ora, meus caros. Os que necessitam de oferta ou empréstimo de Manuais escolares nem um livro ou dicionário têm em casa. Por vezes, faz falta "visitar" matérias de anos anteriores para rever assuntos. Se os devolvem, lá se vai a possibilidade de sucesso dos alunos.

Como? Empréstimo de Manuais Escolares?

É claro que o povo até pode ficar satisfeito porque já nomearam quem eram os culpados do fracasso: os professores. Os bodes expiatórios que os socialistas sacrificaram como se fossem Cristo para continuarem a enganar o povo com os desvios de dinheiro que foram afundando o país. Manuais escolares emprestados? Isso é "terceiromundista", meus caros.

Como? Empréstimo de Manuais Escolares?

Que farão os alunos que tiverem de escrever nos livros para resolverem os exercícios neles contidos? Incrível. Por que não voltamos à idade da pedra, digo, da lousa na mão (e da sebenta) onde escrevem os exercícios e apagam...? Gastaríamos ainda menos e assim poderíamos aumentar os titulares de cargos públicos! Ou, por quem não, voltar a mudar de carros dos políticos (BMW's de 70.000 euros para ajudarmos mais um bocadinho a Merkel e a economia da Alemanha!) etc. etc.

Como? Empréstimo de Manuais Escolares?

Mas quem foi que andou a esbanjar dinheiro dos contribuintes em magalhãezinhos (supérfluos, diga-se pois havia salas de informática!) e agora nem para o triste livro de papel que faz tanta falta em casa para criar hábitos de leitura se pode ter?

 

Oh, triste país...!

 

 

publicado por J.Ferreira às 15:02

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