Domingo, 17 de Agosto de 2014

Novas Formas de Escravatura

Portugal afunda-se e ninguém foi capaz de dar o murro na mesa... Há uma camada de coniventes! A culpa passa pelo Presidente da República que assina tudo! Ouçamos o que diz José Gomes Ferreira denunciou em seu devido tempo. Que aconteceu? Nada! Onde anda a justiça portuguesa?

"Um Presidente da República, apercebeu-se perfeitamente (em 2007, nós dissemo-lo neste estúdio!) que ia ser feita uma loucura com as Estradas de Portugal e com o novo modelo de financiamento, foi-lhe lecado o diploma, ele teve dúvidas... pediu esclarecimentos e depois assinou... assinou uma coisa destas? Ainda hoje estou sem perceber porquê? (...)

Na Grécia... o caso dos submarinos... o político foi preso! Ninguém conseguiu provar que ele tinha enriquecido por causa da compra dos submarinos... Mas, porque comprou uma casa de muitos milhões... e como não conseguiu provar de onde tinha conseguido o dinheiro... foi preso!"

"Auditoria do Tribunal de Contas: As PPPs são um negócio ruinoso para o Estado e, claro, para os contribuintes, uma conta astronómica a ser paga nos próximos 40 anos.Não é um caso de polícia? Ninguém vai ser responsabilizado?" - SIC Notícias
Chegamos ao fim da linha. Os portugueses já não conseguem resistir a mais sacrifícios...!! Basta.
Depois do tempo em que os exploradores da costa africana ou dos países americanos onde recrutavam mão-de-obra gratuita entre os prisioneiros, os poderosos de hoje usam os trabalhadores a soldo (recrutados entre os cidadãos da plebe que vivem do seu salário conquistado com o suor de cada dia!!!) como "Novos Escravos" que, a quem nada lhes resta de diferente para além do facto de não serem vendidos e de lhes não poderem ser aplicados castigos corporais, nem retirada a liberdade, quase pouco ou nada lhes resta que os distinga dos verdadeiros escravos.

Vem este comentário indignado a propósito de mais uma notícia envolvendo escândalos financeiros que, de uma forma ou de outra, os novos escravos do trabalho serão chamados, uma vez mais, a pagar. É chocante... Para além das sedudoras palavras dos actuais (des)governantes, a verdade é que Portugal tem sido (des)governado por um grupo de incompetentes que comentem autênticos crimes de "lesa-povo" (noutros tempos, denominados de lesa-majestade) mas que escapam à justiça usando de todas as artimanhas (leia-se, estratégias legais constituídas por buracos (propositadamente???) deixados nas leis para poderem escapar à justiça, evitando pagar "um chavo" pelos desvios financeiros ou até crimes económicos cometidos (ainda que alguns deles, sejam cometidos por incompetência, outros haverá, seguramente, que são levados a cabo de forma deliberada, seja por acção seja por inacção!).

E assim lá vão escapando à justiça (lenta e ineficaz porque forte e implacável com os fracos e branda e condescendente com os fortes) conduzindo todo um povo, todas as gerações de joves adultos e anciãos para a miséria...

 

É triste viver num país como este... É triste ter governantes como os que temos... É triste ser governado por quem nunca teve de dar provas de nada que não seja ser capaz de cativar os votos dos cidadãos... E ainda por cima, usando de demagogia e mentira, enganando-os todo um povo com falsas promessas (MENTIRAS) que cada partido coloca no seu Programa Eleitoral (que deveriam ser considerados legalmente como um Contrato com o Povo cumprindo ao Presidente da República e ao Conselho de Estado aferir do seu cumprimento e do desvio do seu conteúdo tomar as devidas medidas... e não como Tinta em Papel Morto no dia imediato à vitória eleitoral de qualquer dos partidos ou coligação candidata nas legislativas.

O desvio do programa e das promessas nele contidas deveria ser condição inequívoca para a demissão automática do governo e dar nova palavra ao povo... ó assim será para escaparem permitem aos poderosos (muitos deles, eram ex-pobretanas que nem tinham onde cair mortos!!!) 

 

Veja-se abaixo o excerto jornalístico com o histórico daquilo a que chamamos UMA NOVA FORMA DE ESCRAVATURA EM PORTUGAL.

 

A 2 de novembro de 2008, Teixeira dos Santos, então ministro das Finanças do executivo de José Sócrates, anunciou a "morte" do Banco Português de Negócios. A nacionalização era imperativa porque, segundo explicou, estava "em eminente situação de rutura financeira" depois de ter sido detetado um buraco de €700 milhões. Até dezembro de 2013, segundo o relatório do Tribunal de Contas divulgado esta semana, a nacionalização do BPN e a constituição e funcionamento das sociedades-veículo Parups e Parvalorem [para onde foram os ativos "tóxicos" e/ou potencialmente recuperáveis] custaram aos cofres do Estado €2 202,5 milhões.

Atente-se o leitor:  não se trata de uma bagatela mas de uma galáctica bagatela:  são dois mil duzentos e dois milhões e quinhentos mil euros.  E o autor do artigo explica como se chega a tão avultados números escrevendo:

Os números são estes: €746,9 milhões em 2011,   €982,7 milhões em 2012 e €472,9 milhões de 2013 (valor ainda provisório), sem contar com as erdas da Caixa: nesse mesmo ano de 2013, a Parvalorem e a Parups orçamentaram o reembolso à CGD em €3 685,3 milhões, mas apenas conseguiram devolver €397,1 milhões. Façamos um paralelismo: com a chegada da troika a Portugal, muitas medidas de austeridade (cortes de salários e/ou subsídios e aumentos de impostos) foram tomadas.

Algumas poderiam ter sido evitadas? Vejamos quais:

Subsídio de Natal

Mal o Governo de Passos Coelho entrou em funções anunciou logo um corte de 50% do subsídio de Natal (mentira de Passos coelho, quando era apenas candidato a Primeiro-Ministro) acima do salário mínimo.

Escutem o vídeo e atentem nas palavras de Passos Coelho após os 50 segundos: "cortar nos susídios é um disparate"!

O desconto foi aplicado ao valor excedente a €485 euros. A medida rendeu €800 milhões aos cofres do Estado. Os funcionários públicos e do setor estatal têm, desde 2011, cortes salariais que variam entre 3,5% e 10% acima dos €1 500. O Governo quis baixar esse mínimo para os €675, mas o TC chumbou. Foi anunciado que hoje, quinta-feira, os juízes do Palácio Ratton, que têm deixado passar estes cortes da "era Sócrates ", entendendo-os como "transitórios", revelariam a sua decisão sobre a mesma matéria. Em 2013, o Estado poupou €734 milhões.

Ao bolso dos reformados.

Vamos em 1534 milhões. Se juntarmos outra medida, aproximar-nos-emos dos 2.446 milhões, um pouco mais do que a dimensão do buraco: primeiro foi a Contribuição Especial de Solidariedade (CES) sobre as pensões acima de €1.350, e, agora, o Governo quer substituí-la, de forma definitiva, pela Contribuição de Sustentabilidade (CS) taxa de 2% a 3,5% nas pensões acima de mil euros.
Hoje, quinta-feira, o Tribunal Constitucional pronuncia-se sobre esta medida. A CES retirou aos pensionistas €540 milhões e a CS está avaliada em €372 milhões. A ação combinada dos cortes no subsídio de Natal, da CES e da Contribuição de Solidaredade já pagava, assim (à custa das economias e sacrifícios do povo trabalhador), a totalidade do buraco do BPN . Sobravam uns trocos... Mas há mais.

As férias, em 2012

Em 2012, os funcionários públicos e do setor empresarial do Estado, assim como os pensionistas, ficaram sem subsídios de Natal e de férias. O Tribunal Constitucional viria a chumbar esta medida, mas anuiu a sua aplicação nesse ano. Poupança: €2 mil milhões. Pode dizer-se que o dinheiro foi diretamente transferido para cobrir os prejuízos do BPN? Não. Mas é uma medida que poderia ter sido evitada, mesmo mantendo-se as outras, impostas pela austeridade.
E os impostos, claro
Vítor Gaspar, então ministro das Finanças, deixou o País de boca aberta, ao anunciar, em outubro de 2012, "um enorme aumento de impostos" . A redução de oito para cinco escalões de IRS representou um encaixe de €2,5 mil milhões. É muito? Sim, mas se o Estado os tivesse transferido diretamente para o BPN, ainda não seria suficiente. Precisaria de juntar a receita da sobretaxa de IRS, no valor de 3,5% sobre o salário líquido (descontando o ordenado mínimo, que é €485), uma medida que valeu €750 milhões. Sobraria, agora, o equivalente à... Contribuição de Solidariedade.

 

Como é sabido, o ministro Vitor Gaspar  viria a abandonar o governo e (aborrecido, muito aborrecido, imaginamos!) lá lhe ofereceram mais um lugar (tacho???) nas altas instâncias financeiras mundiais que financiaram Portugal depois da derrocada financeira provocada pelos (des)governos anteriores, com especial realce para o (des)governo do engenheiro José Sócrates: o FMI - Fundo Monetário Internacional. Ex-ministro das Finanças de Portugal assume funções em Junho no FMI." Ou seja, quando um político não se considera capaz de colocar um país nos carris, é convidado para governar o mundo financeiro! Vamos bem... Vamos bem! Aliás, muito semelhante foi o que se passou com Vítor Constâncio que foi eleito eleito vice-presidente do BCE ... Deixou os bancos portugueses fazerem o que fizeram quando lhe competia supervisionar a actividade bancária. Deixou à deriva a actividade dos bancos portugueses e deixou que chegassem ao ponto a que chegaram... Como diria Eça de Queirós., demonstrou a sua incompetência em Portugal e foi "promovido" sendo eleito para o BCE - Banco Central Europeu (que, em nosso entender, deveria mudar a sigla para CCE: Cancro Central Europeu).

A sociedade actual é assim... E, em Portugal já assim é desde meados do séciulo XIX. Há já quase dois séculos! Lembremos o que Ramalho Ortigão e ‎Eça de Queirós escreveram em As Farpas (1871, pp. 40-42) sobre a forma como as pessoas eram promovidas nos organismos do Estado.

 

Vivemos num país onde as novas formas de escravatura se traduzem na obrigatoriedade dos portugueses se resignarem: resta-lhes trabalhar, trabalhar e trabalhar para pagarem as desgraças (desvios, roubos, desfalques...) provocadas pela (in)competência dos senhores do poder, seja ele político, económico ou financeiro... É triste o país que deixamos às novas gerações...

Depois do fim da ditadura (25 de abril de 1974), o início da década de 90 do final do século passado, assistiu à classificação de uma geração de jovens que legitimamente protestavam contra o pagamento da sua formação. Baptizada, pelos influentes da sociedade, de "geração rasca" (por recusar-se a pagar propinas para a sua formação quando os que governavam e estavam a retirar benefícios da sua formação muito pouco ou quase nada haviam pago para além das taxas de matrícula!). Porém, em nosso entender da época, estávamos, isso sim, perante a primeira "geração à rasca", que pagaria propinas para formar-se para o desemprego (assim o considerávamos à época e pouco nos equivocamos!!).

Depois da geração à rasca dos inícios da década de 90 do século XX, temos hoje, no século XXI uma geração sem quaisquer perspectivas de futuro em Portugal, a quem os ministros não se coíbem de aliciar a emigrar... ou seja, de uma "geração à rasca" temos hoje uma "geração enrascada" que,  não tendo aprendido a máxima "a tropa manda desenrascar" no sítio certo (porque não foi obrigada a cumprir o serviço militar!) a quem só lhe resta aprender a arte de "desenrascar-se"!

E, num país a afundar-se de dia para dia, onde apenas se salva quem soube nadar nos meandros da podridão... onde só se salva quem (como no Titanic) tenha influência política (chamem-lhe "poder de influência", "cunha" ou outra coisa qualquer...)  aos que seguirem os conselhos do ministro e partirem só desejamos que, acaso consigam "desenrascar-se" e dar à costa (com ou sem "bóia de salvação") que dêem à costa num outro país, mais prometedor, onde a justiça funcione e onde os políticos tenham uma réstia de dignidade e de vergonha na cara!

publicado por J.Ferreira às 13:04

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Segunda-feira, 27 de Maio de 2013

Justiça Portuguesa Sem Olhos Vendados

   
Durante muitos anos, a justiça era simbolizada por uma mulher com olhos vendados segurando uma balança na mão... Porém, com a chegada da democracia, até o símbolo mudou. A justiça passou a aparecer com os olhos bem abertos...
Isto significa que, até há alguns anos, a justiça ainda tinha a pretensão de ser cega, se não na prática (já que quem tinha bons advogados, sempre se safava melhor... chegando-se ao ponto de cometendo o mesmo crime ou reclamando o mesmo direito, uns cidadãos conseguiam obter uma sentença favorável, e outros não!), pelo menos na teoria a justiça tentava ser cega, equitativa, igualitária...
Num Estado de Direito Democrático, a justiça tinha a obrigação (inclusivé, moral!) de ser isenta, alheia à pressão ou influência do estrato social de origem das famílias, em suma, não distinguia os ricos dos pobres. Porém, a prática que se tem assistido da aplicação da justiça, tal parece-nos cada vez mais inexequível dados os buracos deixados por governantes que, dessa forma (deliberadamente?) se tornam "cumplices" dos criminosos.
Nos últimas décadas, Portugal viu chegar dinheiro a rodos da Europa a troca de cedências económicas quanto aos direitos que Portugal possuía, seja na agricultura, seja na pesca ou na indústria. Aos poucos, o dinheiro foi passando do Estado para as mãos de uma minoria cuja fortuna subia a saltos de gigante e sem fundamento explicável por trabalho ou ganhos de produtividade.
Ao contrário, o povo ficava cada vez mais pobre. Até houve quem (corajosa ou cobardemente) cometesse uma atrocidade (acto falhado) verbalizando uma promessa, se não corajosa (leia-se "abstrôncia"!), no mínimo, foi original: fazer de Portugal um país mais pobre...
Enfim... hoje estamos como estamos porque temos o Portugal que merecemos. Os nossos (des)governantes foram eleitos pelos portugueses! Não pelos finlandeses...! E, mesmo assim, afundando o país, o povo voltou a dar-lhes o direito a (des)governar o país nas legislativas de 2009. 
Perante isto, que podemos esperar? Obviamente, que a justiça comece a actuar e que sejam responsabilizados todos os que contribuiram apra afundar o país! Sim... Porque, até ao momento, ninguém foi nem está a ser responsabilizado pela crise... E a culpa da desgraça não pode ser atribuída aos pobres... Muito menso, voltar a morrer solteira uma vez mais! E não serve buscar bodes expiatórios como se está a fazer acutalmente entre os funcionários públicos que (de livre vontade ou porque não tinham alternativa!) sempre pagaram  os seus impostos com a retenção na fontre pelo próprio estado equ é o seu patrão.  Na América (que tantoas criticam!) isto já estaria resolvido...!
Como limpar a sociedade? Suimples. Obrigar quem se enriqueceu sem explicação plausível na declaração de rendimentos, a devolver tudo o que fez subir a sua fortuna desde o tempo em que ainda não tinham ocupadoc argos ministeriais.
Os políticos portugueses (que afundaram o país!) que expliquem na justiça, como é que, com os salários insuficientes que tinham (assim os consideram para explicar os aumentos que decretaram para si próprios em mais de 40%)  conseguiram duplicar (triplicar ou até quadruplicar!) as fortunas durante os poucos anos que estiveram a exercer os tais cargos públicos (de nomeação política) que eram tão mal remunerados.
É pena que a JUSTIÇA não faça "Justiça" à palavra JUSTIÇA.
Durante muitos anos, a justiça era simbolizada por uma mulher com olhos vendados segurando uma balança na mão... Porém, com a chegada da democracia, até o símbolo mudou. A justiça passou a aparecer com os olhos bem abertos...
Isto significa que, até há alguns anos, a justiça ainda tinha a pretensão de ser cega, se não na prática (já que quem tinha bons advogados, sempre se safava melhor... chegando-se ao ponto de cometendo o mesmo crime ou reclamando o mesmo direito, uns cidadãos conseguiam obter uma sentença favorável, e outros não!), pelo menos na teoria a justiça tentava ser cega, equitativa, igualitária...
Num Estado de Direito Democrático, a justiça tinha a obrigação (inclusivé, moral!) de ser isenta, alheia à pressão ou influência do estrato social de origem das famílias, em suma, não distinguia os ricos dos pobres. porém, a prática que se tem assistido da aplicação da justiça, tal parece-nos cada vez mais inexequível dados os buracos deixados  por governantes que, dessa forma (deliberadamente?) se tornam "cumplices" dos criminosos.
Nos últimas décadas, Portugal viu chegar dinheiro a rodos da Europa a troca de cedências económicas quanto aos direitos que Portugal possuía, seja na agricultura, seja na pesaca ou na indústria. Aos poucos, o dinheiro foi passando do Estado para as mãos de uma minoria cuja fortuna subia a saltos de gigante e sem fundamento explicável por trabalho ou ganhos de produtividade.
Ao contrário, o povo ficava cada vez mais pobre. Até houve quem (corajosa ou cobardemente) cometesse uma atrocidade (acto falhado) verbalizando uma promessa, se não corajosa (leia-se "abstrôncia"!), no mínimo, foi original: fazer de Portugal um país mais pobre ...
Enfim... hoje estamos como estamos porque temos o Portugal que merecemos. Os nossos (des)governantes foram eleitos pelos portugueses... não pelos finlandeses...! E, mesmo assim, voltaram a ganhar... 
Que podemos esperar hoje? Que a justiça comece a actuar. Até ao momento ninguém foi nem está a ser responsabilizado pela crise... Na América (que tantos criticam!) isto já estaria resolvido...! Em Portugal temos o que merecemos: uma justiça que nunca chega!  Veja-se o que a VISÃO publicou (orginal aqui!).
1 - Estado compra dívida

Em março de 2012, a sociedade veículo Parvalorem, que depende do Ministério das Finanças e gere os "ativos tóxicos" do BPN, aceitou adquirir os terrenos de Oeiras, 44 hectares, ao fundo Homeland, extinguindo, assim, uma dívida deste fundo ao BPN, no valor de 53 milhões de euros. O fundo, constituído a 13 de setembro de 2007, por Pedro Lima, filho de Duarte Lima, e Vítor Raposo, conseguiu um crédito do BPN até 60 milhões de euros para adquirir 35 terrenos com potencialidade de urbanização, após alterações de uso dos solos.

2 - Burla?

Duarte Lima baseia a sua defesa no valor atribuído pela Parvalorem: se os terrenos da polémica foram suficientes para extinguir a dívida resultante do financiamento (do BPN ao Fundo Homeland), então, não existe burla, porque nenhuma das instituições saiu "prejudicada", lê-se, no documento jurídico assinado pelos advogados de Duarte Lima. "O BPN não foi burlado nem enganado, porque estava por dentro de todos os detalhes da operação imobiliária, analisou-a, validou-a autonomamente pelos seus especialistas da entidade gestora dos fundos imobiliários, confirmou a validade dos seus pressupostos junto de entidades externas e quis, ele próprio, ser parte no projeto de investimento, com 15% de participação." 

3 - O filho

Apesar de ser acionista do fundo Homeland, Pedro Lima, o filho de Duarte Lima, não teve nenhum papel de relevo nesta intrincada operação imobiliária, garante o documento: "Ele nunca soube nem da totalidade dos factos nem dos pormenores dos negócios do seu pai, como é o caso da relação com o BPN e o Homeland ou da relação com a Montenegro Chaves [a casa de câmbios referenciada no processo Monte Branco, a partir da qual eram enviadas quantias para a Suíça, matéria investigada no caso Monte Branco]. E só agiu em tais assuntos estritamente sob instruções casuísticas do seu pai, em atos isolados." Pedro Lima, recorde-se, era titular de 42,5% das ações do fundo Homeland, a mesma percentagem que detinha Vítor Raposo. O BPN tinha 15 por cento. 

4 - O BPN

Além de participar no fundo e de conhecer toda a operação imobiliária, o BPN dá, ainda, outro argumento à defesa de Duarte Lima. Nenhum dos seus quatro presidentes - Oliveira Costa, Abdool Vakil, Miguel Cadilhe e Francisco Bandeira - apresentou queixa contra o ex-deputado. "É estranho que o 'pretenso burlado', o BPN, nunca se tenha sentido burlado", resume fonte da defesa. O mesmo se passa, garante-se no documento da defesa, em relação ao sócio Vítor Raposo: "Domingos Duarte Lima e Vítor Raposo têm vários negócios e contas recíprocas (...). O Ministério Público viu uma ou duas árvores da floresta e concluiu muito errónea e precipitadamente no sentido da existência de três crimes públicos, que efetivamente nunca ocorreram."

5- Obras de arte e ações

"Domingos Duarte Lima investiu em arte com dinheiro próprio", garante a defesa. Quanto às ações da Sociedade Lusa de Negócios (SLN), compradas e vendidas pelo acusado (ao seu sócio Vítor Raposo), a crise financeira de 2008 e a nacionalização do banco explicam o rombo. "Depois e decorrido mais de um ano e meio sobre essa venda, o BPN entrou em colapso financeiro, foi nacionalizado, e a crise da dívida soberana portuguesa levou a grandes perdas nas ações do setor bancário. Tudo isso era imprevisível para Domingos Duarte Lima que, aliás, sofreu prejuízo superior ao de Vítor Raposo nas ações SLN. A SLN, que mudou de designação e hoje se chama Galilei, ficou, no entanto, ainda com um vasto património e tem um valor muito significativo. Que se saiba, Vítor Raposo ainda conserva as ações sob o seu domínio." 

6 - Testemunhas

O julgamento, que começa na próxima terça-feira, 28, conta com 64 testemunhas de defesa arroladas por Domingos Duarte Lima e pelo seu filho Pedro: Rui Veloso e os sociais-democratas Rui Gomes da Silva e Correia de Jesus, os quatro ex-presidentes do BPN (Oliveira Costa, Miguel Cadilhe, Abdool Vakil e Francisco Bandeira), o advogado Germano Marques da Silva e o ex-gestor de conta suíço Michel Canals, que é um dos principais arguidos no processo Monte Branco cujas investigações se cruzam com algumas das matérias deste caso Duarte Lima/BPN. Foi através da Montenegro Chaves, empresa de câmbios, que Duarte Lima entregou a Francisco Canas diversos cheques para serem depositados em contas no banco suíço UBS.



publicado por J.Ferreira às 12:38

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Sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2013

Os perigos da União Europeia

É assustadora a forma como a crise atinge uma cada vez maior fatia de cidadãos. Mas o futuro não ficará apenas por um cada vez maior "aperto do cinto". Depois de passar fome, por que amarguras  terão de passar os portugueses? 

Nota: Para ver as legendas, escolha o ícone que aparece na barra de navegação do vídeo semelhante a um "envelope"

 

É Urgente uma sublevação popular contra os poderosos que apenas querem fazer negócio e explorar os que passam a vida a lutar pelo "pão de cada dia".

Eles são muito pior do que abutres! E já não se contentam com "comer tudo".

Eles querem "beber tudo"...! Matar o povo à sede...!

 

Até quando poderá o Zé Pacóvio manter-se calmo e sereno com tamanhas e tão subreptícias atrocidades aos diereitos humanos?

 

Pergunta final:

Até que ponto os seres humanos terão direito a viver na Terra?

 

publicado por J.Ferreira às 11:09

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Domingo, 29 de Abril de 2012

A Caminho do Fundo

Por que motivo Portugal está no ponto em que está?

 

Vejam o filme do documentário "Donos de Portugal".

 

Donos de Portugal é um documentário de Jorge Costa sobre cem anos de poder económico. O filme retrata a proteção do Estado às famílias que dominaram a economia do país, as suas estratégias de conservação de poder e acumulação de riqueza. Mello, Champalimaud, Espírito Santo – as fortunas cruzam-se pelo casamento e integram-se na finança. Ameaçado pelo fim da ditadura, o seu poder reconstitui-se sob a democracia, a partir das privatizações e da promiscuidade com o poder político. Novos grupos económicos – Amorim, Sonae, Jerónimo Martins - afirmam-se sobre a mesma base.

No momento em que a crise desvenda todos os limites do modelo de desenvolvimento económico português, este filme apresenta os protagonistas e as grandes opções que nos trouxeram até aqui. Produzido para a RTP 2 no âmbito do Instituto de História Contemporânea, o filme tem montagem de Edgar Feldman e locução de Fernando Alves.

A estreia televisiva teve lugar na RTP2 a 25 de Abril de 2012. Desde esse momento, o documentário está disponível na íntegra em www.donosdeportugal.net.

Donos de Portugal é baseado no livro homónimo de Jorge Costa, Cecília Honório, Luís Fazenda, Francisco Louçã e Fernando Rosas, publicado em 2010 pelas edições Afrontamento e com mais de 12 mil exemplares vendidos.

 

 

 

Mas outras contribuições foram essenciais para que a TROIKA tivesse de socorrer e salv ar Portugal...

Políticos incompetentes estão sempre por detrás do afundamento do país...!

Se não, leiam isto que corre pela internet...

 

 

 

Muito importante ler até ao fim porque há questões que não sabemos e devemos tomar conhecimento delas. Afinal vivemos no país que temos! Como tal, é nosso dever saber por que razão Portugal está neste estado vergonhoso! (quem já sabe, ótimo, informe quem acha que não está informado disto).

 

Sobre a notícia das dificuldades da Segurança Social e que levou o Governo a suspender as Reformas antecipadas:

A Segurança Social nasceu da Fusão (Nacionalização) de praticamente todas as Caixas de Previdência existentes, feita pelos Governos Comunistas e Socialistas, depois do 25 de Abril de 1974. As Contribuições que entravam nessas Caixas eram das Empresas Privadas (23,75%) e dos seus Empregados (11%).

O Estado nunca lá pôs 1 centavo. Nacionalizando aquilo que aos Privados pertencia, o Estado apropriou-se do que não era seu. Com o muito, mas muito dinheiro que lá existia, o Estado passou a ser "mãos largas"!

-Começou por atribuir Pensões a todos os Não Contributivos (Domésticas, Agrícolas e Pescadores).

-Ao longo do tempo foi distribuindo Subsídios para tudo e para todos. Como se tal não bastasse, o 1º Governo de Guterres (1995/99) criou ainda outro subsídio (Rendimento Mínimo Garantido), em 1997, hoje chamado RSI.

E tudo isto, apenas e só, à custa dos Fundos existentes nas ex-Caixas de Previdência dos Privados.

Os Governos não criaram Rubricas específicas nos Orçamentos de Estado, para contemplar estas necessidades. Optaram isso sim, pelo "assalto" àqueles Fundos. Cabe aqui recordar que os Governos do Prof. Salazar, também a esses Fundos várias vezes recorreram. Só que de outra forma: pedia emprestado e sempre pagou!

Em 1996/97 o 1º Governo Guterres nomeou uma Comissão, com vários especialistas, entre os quais os Prof's Correia de Campos e Boaventura de Sousa Santos, que em 1998, publicam o "Livro Branco da Segurança Social".

Uma das conclusões, que para este efeito importa salientar, diz respeito ao Montante que o Estado já devia à Segurança Social, ex-Caixas de Previdência, dos Privados, pelos "saques" que foi fazendo desde 1975.

Pois, esse montante apurado até 31 de Dezembro de 1996 era já de 7.300 Milhões de Contos, na moeda de hoje, cerca de 36.500 Milhões €. De 1996 até hoje, os Governos continuaram a "sacar" e a dar benesses, a quem nunca para lá tinha contribuído, e tudo à custa dos Privados.

Faltará criar agora outra Comissão para elaborar o "Livro NEGRO da Segurança Social", para, de entre outras rubricas, se apurar também o montante actualizado, depois dos "saques" que continuaram de 1997 até hoje.

Mais, desde 2005 o próprio Estado admite Funcionários que descontam 11% para a Segurança Social e não para a CGA e ADSE. Então e o Estado desconta, como qualquer Empresa Privada 23,75% para a SS? Claro que não!...

Outra questão se pode colocar ainda. Se desde 2005, os Funcionários que o Estado admite, descontam para a Segurança Social, como e até quando irá sobreviver a CGA e a ADSE?

Há poucos meses, um conhecido Economista, estimou que tal valor, incluindo juros nunca pagos pelo Estado, rondaria os 70.000 Milhões €!... Ou seja, pouco menos, do que o Empréstimo da Troika!...

Ainda há dias falando com um Advogado amigo, em Lisboa, ele me dizia que isto vai parar ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem. Há já um grupo de Juristas a movimentar-se nesse sentido.

A síntese que fiz, é para que os mais Jovens, que estão já a ser os mais penalizados com o desemprego, fiquem a saber o que se fez e faz também dos seus descontos e o quanto irão ser também prejudicados, quando chegar a altura de se reformarem!...

Para finalizar e quem pretender fazer um estudo mais técnico e completo, poderá recorrer ao Google e ao INE.

 

 

publicado por J.Ferreira às 16:32

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