Domingo, 5 de Abril de 2009

Responsabilidade dos Pais na Educação dos Filhos

 

Apoiamos, inequivocamente, a iniciativa levada a cabo pelo presidente do Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas de Darque, Viana do Castelo.


De acordo com O Público, este cidadão que, nos termos da Constituição da República Portuguesa "lançou esta semana uma petição por alterações legislativas que responsabilizem efectivamente" os pais nos casos de absentismo, abandono e indisciplina escolar”. (Para ver ou assinar a Petição? Clique aqui!)

 

Não é de menor importância o facto de tal petição ser proveniente de um professor. Com efeito, até agora os professores têm-se remetido ao silêncio sobre o abismo para que os políticos estão a conduzir as escolas. Ora, muito embora não tenhamos dúvida de que muitos cidadãos que se julgam “mais iguais do que os outros” desejariam que os direitos de cidadania não fossem reconhecidos aos professores ou que, simplesmente, lhes fossem retirados (de que são exemplos básicos o direito de manifestação, direito de e protesto ou o direito à greve), o  facto de um indivíduo "ser professor" não lhe retira nem minimiza o exercício de qualquer direito. 

Manifestamos aqui a nossa indignação em consequência do  manancial de insultos que são diariamente dirigidos aos professores (porque somos livres, feliz ou infelizmente, de insultar sem que sejamos responsabilizados ou porque são legitimados por uma prática política da destruição da classe docente praticada por este governo!). Com efeito, todos os dias são colocados nos comentários às notícias sobre educação (e, pasme-se o leitor, isto em todos os jornais que, democraticamente ou anarquicamente, tal permitem!) por uma boa camada de cidadãos menos informados (ou propositadamente mal intencionados!) autênticas mentiras e insultos à dignidade de tratamento qeu qualquer cidadão merece!

Na notícia do Público este professor de história refere que "A legislação tem que criar mecanismos administrativos e judiciais, desburocratizados, efectivos e atempados de responsabilização dos pais e encarregados de educação em casos de indisciplina escolar, absentismo e abandono, modificando a lei que consagra o Estatuto do Aluno e outras leis conexas".

 

Sem dúvida! Tal como já havíamos referido em outros textos em que criticámos duramente a Ministra da Educação, é necessário chamar ao banco dos réus os verdadeiros culpados… Não basta encontrar bodes expiatórios e condenar inocentes…

       Nunca os professores penalizaram os alunos por terem faltado à escola, fosse por uma ida ao futebol ou pela vontade de ir ao funeral de um familiar ou de um amigo. Porém, os professores portugueses são os únicos cidadãos deste país (e quem sabe, do mundo!) que, neste estado de direito (que se diz democrático), sofrem penalizações por cumprir uma obrigação humana de levar os seus às última morada. Esta realidade é o resultado da acção de uma ministra incompetente que, seguramente NUNCA RECEBERÁ nenhum convite para que me represente nas exéquias fúnebres de minha mãe porque, infelizmente (ou felizmente para ela!), faleceu ainda no tempo que alguns classificam de "ditadura fascista" (chefiada por Salazar, que contrariamente aos actuais governantes, morreu pobre servindo o país!!!) e não no tempo desta "ditadura democrática" chefiada por Sócrates. Porém, caso não seja alterada esta legislação aberrane, absurda e anti-democrática criada por este (des)Governo de José Sócrates, o Ministério da Educação receberá, seguramente, um TELEGRAMA de minha parte, quando um certo dia (que espero longínquo) chegar, a pedir que me represente nas exéquias fúnebres de meu pai.

Nunca os professores apelaram aos alunos para que acompanhassem o pais que pretendem gozar um fim-de-semana prolongado.

Nunca os professores apelaram aos alunos para que saíssem com os pais para gozarem  umas mini-férias (aproveitando uma promoção a custo reduzido ou do tipo 2 em 1)...

Nunca os professores apelaram aos alunos para que faltassem à Escola só porque o patrão do papá (ou a agência de viagens da mamã!) resolveu fazer uma promoção de viagem à Disneyland...

Nunca os professores apelaram aos alunos para que fossem com os paizinhos a Londres, Liverpool ou Barcelona só para ver jogar o clube de futebol do coração ... 

Mas NAS ESCOLAS HÁ ALUNOS QUE FALTAM POR ESTES MOTIVOS. POR DECISÃO, OPÇÃO, RESPONSABILIDADE EXCLUSIVA DOS PAIS... E nem censuramos os pais que o fazem! É a Mnistra que nos obriga a REVOLTAR contra esta atitude dos pais porque POR ESTUPIDEZ DA MINISTRA, OS PROFESSORES É QUE AGUENTAM COM AS CONSEQUÊNCIAS NA AVALIAÇÃO CULPAS! Por isso, afirmamos também categoricamente que nos recusamos que nos queiram culpabilizar pelas faltas dos alunos!

Ora, se a criança “vai umas semaninhas para fora” faltando às aulas… ou se o pai as leva para a feira “para dar uma mãozinha” ao pai porque a mãe está doente e ele não pode olhar pela tenda sozinho na feira… os professores nada podem fazer. A inspecção do trabalho, essa sim! Mas a esses a Ministra da Educação não controla. Logo, como os inspectores do trabalho não foram capazes de “acabar com o trabalho Infantil”… vai daí, a Ministra decidiu penalizar os Professores na sua avaliação pelo Abandono Escolar… Outro Absurdo…

E, obviamente, se considerarmos as diferenças de rendimentos das famílias dos alunos que frequentam a escola pública e a correspondente diferença de recursos que os alunos têm em casa para a aprendizagem, acrescidas da diferente formação académica dos pais de cada criança (alguns nem ler sabem!) o último absurdo do modelo da Ministra está explicado: Avaliar ops professores tendo em conta os resultados escolares dos alunos! Pobre professor que vai parar a determinados bairros… Será sempre o professor do último lugar do ranking.

Como já em 1999 o afirmáramos em Castelo Branco, numas jornadas pedagógicas transfronteiriças levadas a cabo nessa localidade pela Associação Nacional de Professores “até podemos concordar com aqueles que defendem a avaliação do trabalho dos professores pelos resultados dos alunos desde que, os professores das primeiras escolas do ranking (a que chamamos escolas de luxo!) sejam, obrigatoriamente, colocados no ano seguinte nas últimas escolas do ranking e que demonstrem a sua competência para fazer aprender os alunos de parcos recursos (nas escolas de lixo) e que os obriguem (a esses, alguns professores, que se consideram “a elite” profissional só porque têm alunos como a minha filha com 20 a todas as disciplinas!) a conseguir os mesmos resultados (ou aproximados) que haviam conseguido nas escolas ditas “de elite”!...

Não duvidamos e compreendemos que em certas famílias (naquelas onde a miséria da barriga vazia impera e cujos recursos se destinam a evitar a fome…) ainda persista a máxima dos tempos de meu avô: “o trabalho da criança é pouco mas quem o despreza é louco!”

No entanto, consideramos absurdo que a Ministra nada tenha feito para minimizar a diferença dos recursos dos alunos a não ser fazer as crianças mais pobres, de origem em povos isolados geograficamente, a percorrer imensas distâncias para chegarem à escola, a passarem a maior parte do tempo em percursos casa-escola, em transportes públicos que os fazem chegar a cada cansados e sem vontade de fazer quaisquer trabalhos escolares pois, no dia seguinte, têm de despertar cedo e levantar-se para perderem outro tanto tempo, e novamente, na deslocação casa-escola. E o Governo de José Sócrates vangloria-se de terem acabado com as escolas de menos de 10 alunos! Não. Não encerrou apenas as escolas de menos de 10 alunos! Foi com muitas de mais de 20 alunos! Só sabem encerrar para poupar… Aos alunos venderam um sonho que se torna num pesadelo… os pais adormeceram… Deixaram-se levar pela demagogia, pelo engodo de que as crianças teriam melhores possibilidades se fossem para outras escolas… Só se for ao abrigo das novas oportunidades que se inflacionem as suas notas… caso contrário, perderam. Seguramente que perderam… ganhou o Estado. Deixou de pagar um contador de energia; deixou de pagar uma assinatura telefónica; deixou de pagar a água; deixou de pagar o aquecimento; deixou de pagar um professor; deixou de pagar a uma empregada de limpeza, etc, etc, etc, para cada uma das 2500 escolas que encerrou.

E ainda não houve nenhuma criança que fosse vítima de rapto… de abusos, de acidente de transporte para que os pais venham de novo exigir a reabertura da escola… Só encaixou dinheiro nos cofres do Estado. Aliás, as medidas que tomou foram todas no sentido de encaixar dinheiro. Corajoso seria melhorar os recursos das povoações para atrair alunos para as escolas das localidades menos povoadas. MAS nada!

 Entretanto, os filhos das classes mais favorecidas …

ESTA MINISTRA DA EDUCAÇÃO pretende impor aos professores UM SISTEMA DE AVALIAÇÃO FUNDAMETDO EM CRITÉRIOS QUE OS PROFESSORES NÃO CONTROLAM... Trata-se de um sistema de avaliação de  professores que APENAS CULPABILIZA OS PROFESSORES pelas faltas dos filhos dos portugueses de que (desde que as crianças não se encontram doentes, obviamente!) os pais são os únicos responsáveis. Mas, a teimosia da Ministra da Educação vai ainda mais longe! Num Estado de Direito Democrático, ninguém pode ser condenado por culpas que não lhe possam ser imputadas. Ora, qualquer cidadão esclarecido (que se digne de se considerar como tal) reconhece que este argumento é o bastante para que os professores tenham razão ao contestar o absurdo e injusto Modelo de Avaliação Docente que teimosamente a Ministra pretende impor. Com efeito, O MODELO DA MINISTRA VOLTA A CULPAR OS PROFESSORES por causa do abandono escolar quando esta missão deve ser da responsabilidade da Inspecção do Trabalho e não dos professores.

Ora, este assunto é demasiado sério para ser tratado como anedota. Já imaginaram? Para fazer cumprir a lei e alcançar a diminuição do absentismo e do abandono escolar considerados como critérios para se ser bom profissional no Modelo de Avaliação Docente que o ministério pretende impor, só resta aos professores transformar este país num “farwest”, pegando em pistolas e percorrendo as ruas à procura de quem falta à escola, entrar nas fábricas ou ir pelos campos à procura dos alunos que estejam a trabalhar em vez de irem para a escola… Mas ainda que a transformação do país num “farwest” fosse o objectivo do governo, os professores que fossem à procura dos alunos, estariam a faltar à escola, e como tal, seriam avaliados negativamente!

Com uma Ministra INCOMPETENTE (e uma Equipa no Ministério da Educação a condizer) Portugal nunca mais encontrará o Caminho do Sucesso... E, enquanto se mantiverem estes timoneiros incompetentes a comandar o Ministério, podem ter a certeza os pais que a EDUCAÇÃO em Portugal (e o que espera os jovens deste país) não será muito diferente do destino que teve a maioria dos tripulantes do TITANIC:  NAUFRÁGIO GARANTIDO! 

publicado por J.Ferreira às 10:04

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Domingo, 8 de Março de 2009

Prémio "Borracha de Ouro" para Ministério da Educação

No final da notícia de "O Público", diz-se  que Margarida Moreira (Directora Regional de Educação do Norte), apenas respondeu: "Não me pronuncio sobre essas coisas. Acho ridículo."

 

Se fosse criada a "Borracha de Ouro" para os erros ortográficos, cremos que a Directora Regional de Educação do Norte seria uma indiscutível candidata.  Talvez esse prémio lhe permitisse abandonar a DREN e, desta forma, que fossem apagados de vez os seus erros de ortografia e sintaxe...  Mais... A atribuição do prémio proporcionar-lhe-ia a oportunidade de usar o seu valor para voltar à escola e aprender a escrever...

De facto, desde que esta senhora chegou à DREN, os erros ortográficos e/ou de sintaxe tornaram-se "o pão nosso de cada dia" nos documentos oficiais emanados por este organismo. É uma pena, ou melhor, é lamentável que, um Governo que tanto pretende valorizar a excelência, tenha na sua equipa pessoas que a escrever envergonham o mais simples dos cidadãos. Se entre o comum dos cidadãos estes erros seriam desculpáveis, num organismo do Ministério da Educação, eles são inadmissíveis. Apenas continuam no poder porque foram nomeados por um Primeiro Ministro de um Governo que em nada é melhor do que os seus súbditos mais directos. Estas aberrantes falhas na escrita podem até ser desvalorizadas pelos governantes, tal como aconteceu com os erros contidos nos jogos do "Magalhães" que foram divulgados como "educativos", são a prova mais que evidente da INCOMPETÊNCIA DOS (IR)RESPONSÁVEIS MÁXIMOS DO MINISTÉRIO DA (DES)EDUCAÇÃO! Lembremos que no parlamento, José Sócrates afirmou: «O Magalhães, propriamente dito, é um computador. Mas é mais do que isso. É um projecto educativo». Ora, se é um "projecto educativo" está em decadência pois foi o mesmo governo que já mandou desinstalar software do dito Magalhães, destruindo assim parte desse projecto educativo!... De facto, a prova da incompetência está no "Magalhanês" no Computador "genuinamente português" (Mentira!), mero acto de  propaganda do Secretário Geral do Partido Socialista, mais conhecido por Engenheiro José Sócrates!

 

Desde que a Ministra da Educação criou os critérios para o “Concurso para Professor Titular” deixou cair a capa que lhe escondia a incompetência.  Como diz a máxima, melhor "ficar quieta" e deixares dúvidas sobre a tua competência do que "fazer algo" que demonstre que és mesmo incompetente, mais lhe valia à Senhora Ministra da Educação ter ficar quieta do que promover a destruição do Sistema Educativo. Com a sua primeira medida que pensava ser o grande "Eureka" dos  Socialistas, afinal não passou da "descoberta da pólvora" educativa" tendo incendiado o clima de paz que havia nas escolas... E a Ministra demonstrou aos alunos e professores (a sociedade parece ainda não ter despertado para os problemas que estão a ser criados por esta Ministra da Educação!) que é A MINISTRA MAIS INCOMPETENTE DESDE O 25 DE Abril.  DE 1974.  Aliás, tal como na economia, voltamos a 1974... Crescimento que, e numa espécie de reedição de "Em Busca de Nemo", José Sócrates andará numa azáfama de engenharia em busco um nexo de causalidade entre a escola e o Estado da Economia Nacional para culpar os professores!)

De facto, os critérios que criou para “Concurso para Professor Titular” são a prova mais que evidente de que é UMA EQUIPA MINISTERIAL INCOMPETENTE. Com esta FARSA DE CONCURSO, com esta PALHAÇADA DE CONCURSO, a "LURDINHAS" demonstrou bem como se consegue obter um lugar de excelência em educação (CHEGOU A MINISTRA!). Que o GOVERNO se venha desculpar dizendo que a responsabilidade foi da Empresa. De facto, a empresa do MAGALHÃES não fez mais do que COPIAR os critérios que o GOVERNO colocou na lei para admitir professores para o Ensino Português no Estrangeiro: ter nascido em Portugal (ainda que aos 2 meses tivesse ido para França e nada saiba de Português). Só assim se explica que um PROGRAMA tão VERGONHOSO possa ter sido instalado num COMPUTADOR que MENTIROSAMENTE O PRIMEIRO-MINISTRO ANUNCIOU como GENUINAMENTE PORTUGUÊS quando já existia há muito tempo. Tinha outros nomes, claro. E internacionalmente, quando foi anunciado por Sócrates como Genuinamente Português, já ía na segunda geração... Mas isso não é uma mentira... É aquilo a que, no idioma política(mente) correcto, se criou o hábito de chamar de (in)verdade e a que Sócrates e seus governantes foram habituando os portugueses depois da prometida e não cumprida baixa de impostos... (The second generation Classmate was unveiled on 3 April 2008 at Intel's Developer Forum). Estamos a ver que o Português está cheio de erros e não é motivo de preocupação para os governantes! Aliás, até convém manter as pessoas ignorantes. Já Salazar assim pautava a sua política: povo ignorante mais fácil de enganar, manipular, governar... quase se diria, "roubar".  É A VERGONHA DAS VERGONHAS. DEMITAM-SE!

MAIS... Tenho Software Multimédia, elaborado apresentado em 1994 no âmbito de uma Licenciatura em TECNOLOGIAS DE ENSINO da UNIVERSIDADE DO MINHO. O mesmo foi posteriormente (1996) PREMIADO pela IBM, no âmbito do Concurso "Mostra o Teu Talento e Ganha!". Nunca o Ministério quis saber dele para nada... Mas já muitos alunos beneficiaram dele. Os meus filhos aprenderam a ler antes de irem para a escola sem ajuda de nenhum de nós, pais. O meu BENJAMIM já lê desde os TRÊS ANOS E MEIO... Chegou agora ao primeiro ciclo e lê bem mais rápido e expressivamente do que a maioria dos Alunos do 4.º ano... QUE FALTOU...? QUE FALHOU? Ter chegado a Professor Titular? Sim! Cheguei a TITULAR porque, felizmente (!?) o funeral do meu avô decorreu em ano anterior ao que a Ministra da Educação decidiu como início da contabilização de pontos para chegar a Titular. O CONCURSO DA VERGONHA… UMA PALHAÇADA!... Sou TITULAR porque, entre 1999 e 2006…

1) Não fui submetido a nenhuma intervenção cirúrgica.

2) Não fui internado nem tive de lutar contra o cancro (como Manuela Estanqueiro).

3) Já tinha terminado o meu destacamento a pedido do Ministério da Educação (decorreu de 1994 e 1998 a maioria do tempo com Governos Socialistas!)

 

Assim... apenas posso dizer, com toda a certeza que, EU SOU TITULAR... Sim... Sou Titular... Não por ser competente...  De facto, para além dos factos acima referidos, CHEGUEI a TITULAR SIMPLESMENTE PORQUE... SOU HOMEM !  E, como tal, não fui eu que desenvolvi a gravidez dos meus filhos... Nem tive de me submeter a um internamento para parto... nem fui eu que tive de faltar à escola para amamentar os meus filhos.... Por isso... AVALIEI PROFESSORES NO PASSADO... MAS HOJE, SOU TITULAR... NÃO POR SER COMPETENTE... MAS PORQUE TIVE A FELICIDADE DE SER SAUDÁVEL nos últimos 8 anos... Não tem quqlauqer lógica. Não faz qualquer sentido. AFIRMO, POIS, TENHO VERGONHA DE SER TITULAR...

 

ESTE GOVERNO que se preocupa demagogicamente com a representatividade feminina nas listas de deputados , deveria ter vergonha! Com efeito, castigou as mulheres (professoras) no seu direito à progressão na carreira por terem tido a coragem de assumir o mais nobre do "ser mulher": ser mãe..!

 

Os espartanos valorizavam as mulheres. E diziam elas : "somos as únicas capazes de pôr homens no mundo".  Mas esta ministra deve ter algum trauma e, talvez por isso, odeia as mulheres... Sinceramente... Não se percebe! Sabendo que a maioria dos docentes são mulheres professoras, a Ministra, uma mulher  castigou as professoras por terem demonstrado ser "mulheres", isto é, as únicas que colocam homens no mundo! Nem mesmo no fundamentalismo islâmico seria aceitável tal tratamento.

 

Castigadas por desempenharem a função humana que mais deveria ser enaltecida e protegida: e que é exclusiva das mulheres: SER MÃE. Que no dia do VOTO as mulheres s lembrem do castigo que o governo Socialista e esta Ministra da Educação lhes impôs... E que todos aqueles que têm o mínimo de respeito e admiração pelo papel daquela que foi a mulher que os colocou no mundo (sejam hoje filhos, maridos, pais, netos ou avós, etc...), castiguem severamente nas próximas eleições, e nas seguintes e nas que se seguirem... o partido que permitiu semelhante aberração aprovando leis discriminatórias. E que os incompetentes  dos (des)governantes (pseudo)socialistas que vieram dos quatro cantos do oportunismo partidário (Sócrates passou-se para os socialistas como forma de retaliação por ter perdido as eleições para a direcção da Juventude Social Democrata!) regressem ao lugar do qual, para bem de Portugal e dos portugueses, nunca deveriam ter saído: A Oposição. É lá o seu lugar. Nenhuma das vergonhosas e absurdas medidas destes socialistas teriam sido possíveis e muito menos impostas pelo PSD caso tivéssemos o PS na OPOSIÇÃO...

 

Não temos partido... Para nós todos  os partidos existem para se "servirem do povo" e "não para "servir o povo". Mas uma constatação poderemos afirmar com clarividência: Uma sociedade que se quer humanista e personalista tem que ter presente que o lugar do PS é a OPOSIÇÃO.  Vejam acima o discurso de Sócrates na Assembleia quando presidia à bancada do PS na Oposição... José Sócrates na AR - 14/10/2004. Depois, comparem-no com a sua prática governativa.

Desde o que se passou em Paredes de Coura até ao que se passou com a entrada de agentes policiais nos sindicatos... Incrível... Criticam o controlo da Comunicação Social mas agem ainda pior.

 

Uma mulher é capaz de tudo (até, dizem, de levantar o Mundo!) se em causa estiver um filho. Pois as mulheres que no período abrangido pelo concurso tiveram a (in)felicidade de engravidar... foram penalizadas pelos Socialistas. Foram estes mesmos socialistas (ou pseudo-socialistas que tanto falam em paridade e que criaram quotas para as listas de candidatos ao parlamento) que, sem escrúpulos nem pudor, impediram milhares de mulheres professoras de se candidatarem a Titulares em igualdade e paridade com os professores homens. Assim José Sócrates e a sua Pérola (a Lurdinhas, Ministra da Educação!) destruíram  a carreira de milhares de mulheres professoras... De facto, com os critérios de excelência (absurdos!) criados por esta Ministra e a que José Sócrates não só deu cobertura como apoiou abertamente (e pagará, seguramente por isso!), só os homens foram beneficiados ...

Perguntamos, pois:

Onde andam as deputadas SOCIALISTAS feministas que permitiram e permitem, com o seu voto, que se continue e se perpetue esta indigna divisão da classe em categorias, tão penalizador para aquelas que foram ou são mães?

Foi demasiado conhecida pela comunicação social, a intervenção de mulheres (por exemplo, da Associação para a Defesa dos Animais) aquando da morte dos touros em Barrancos… Por isso perguntamos: Onde está a "Associação para a Defesa dos Direitos da Mulher" ou a "Associação para a Igualdade entre os Géneros/Sexos"?

As mulheres que estiveram internadas para "dar à luz” as crianças que nos garantirão o futuro enquanto povo, enquanto sociedade e nação que foram fortemente penalizadas por uma mulher(zinha!) que um dia lhe saíu na rifa desempehar o cargo de Ministra (por nomeação e não por competência nem capacidade demonstrada!). Não nos resta, pois, alternativa senão concluir que vivemos num Estado Socialista mais prepotente que o da extinta União Soviética. Tudo o que nos dizem não passe de demagogia, mentira... de discursos demagógicos e falaciosos que em nada contribuem para solucionar os problemas reais do país. Antes os agravam cada vez mais...

 

Mas há mais... e muito mais! Quando algo de mal se passa em questão de saúde, a mãe que amamenta é que acompanha a criança seja ao Centro de Saúde ou ao Hospital, ou mesmo, se for necessário ficar em casa para cuidar do bebé… Como pode uma Ministra castigar tão severamente as mulheres? Terá algum trauma por ser Mulher?

Eu não faltei. Eu pude aceitar ser nomeado para cargos pois tinha disponibilidade para os exercer… Claro. Não fui eu que fiquei “grávido” (sou homem, claro! Quem engravidou foi a mãe do meu filho…!). Logo… Ainda que fosse um incompetente no desempenho de cargos para que fui “nomeado” (eleito sem ter sido candidato porque assim determina a lei!) esta Ministra atribuiu-me pontos por cada ano em que estive nesse cargo. Ainda que o tivesse desempenhado super-incompetentemente (como ela desempenha o cargo de Ministra).

Conclusão… muitos de nós foram promovidos à categoria de "Professor Titular" não por sermos mais competentes mas porque, com critérios absurdos, conseguimos mais pontos que os nossos pares nos últimos 8 anos! Sim, porque quem desempenhou função dutrante toda uma vida mas que nos últimos anos estava como simples professor (tal como a anterior Directora regional de Educação do Norte, nomeada pelos mesmos socisliats que agora nos governam!) já não tem quaisquer pontos... Assim, cheguei a "Professor Titular" só porque tive a oportunidade de exercer cargos (ainda que os tenha exercido com a máxima das incompetências, tal como alguns dos presidentes dos bancos que caminham para a falência)!

 

E porque não há substância que justifique a criação de duas categorias porque os professores são simplesmente professores ao longo de toda a carreira e quando exercem outros cargos de maior responsabilidade ao nível administrativo e pedagógico, devem ser remunerados por essa função, lutaremos para que acabe esta divisão artificial, fictícia. É uma vergonha que ficará indexada ao partido socialista. Aquele que se diz defender a igualdade é o que mais promove a discriminação.

 

É a Ministra e o Governo quem diz que se pretende valorizar a colaboração mas é este governo que mais incentiva o mérito individual e pessoal em desfavor do mérito colectivo e o trabalho de equipa; dizem querer promover a cooperação mas criam um sistema de avaliação que promove a competção (com o conseguente egoísmo e individualismo). Ainda que se tivesse de aceitar uma dupla categoria, o acesso não foi construído com base num princípio mínimo de equidade e justiça que permitisse o acesso aos mais habilitados para a função que, uma Ministra desconhecedora da realidade das escolas, dizia ser necessário desempenhar para melhorar a qualidade das nossas escolas.Enfim. Um absurdo que o tempo se encarregará de fazer vir ao de cima...

Defendemos, por isso, o regresso à carreira única! Somos todos profissionais. Somos todos professores. Nenhuns são "mais iguais" do que os outros... Em nenhuma profissão se pode afirmar que há dois funcionários iguais. Não podem pretender que sejamos 100% iguais mas somos todos igualmente competentes e temos certificação académica para o desempenho da função, tal como os médicos que acabam os cursos com médias diferentes, como os condutores que aprovam na carta de consução com diferentres performances. Basta de buscar d¡ivisão onde reinava a união, a cooperação e a partilha de informação bem como de estratégias de superação de dificulddes com vista ao desenvolvimento de projectos nas comunidades escolares capazes de conduzir ao máximo êxito, no respeito óbvio pelas capacidades de cada aluno. De uma coisa podem os leitores estar seguros: ninguém mais do que nós (professores que passamos a vida com os jovens futuro promissor deste país em que queremos viver cada vez melhor e com maior qualidade de vida!) se pode arrogar do direito de estar mais interesado na melhoria da Educação dos nossos filhos.

É na escola que vivemos e passamos a maioria do nosso tempo de vida. Se formos nela infelizes, é essa a infelicidade que vamos passar para os vossos filhos! Se nela estivermos  contrariados e revoltados, é essa revolta que vai ficar reflectida na alma dos nossos filhos... Nas sociedades mais avançadas modernas e promissoras, os  professores são considerados como pedras basilares, como pilares, como peças fundamentais do desenvolvimento social e crescimento económico e do bem-estar. Por isso, são acarinhados, respeitados e valorizados pelos governos desses países e pela população. A perseguição e ataque cerrado aos professores de Portugal, empreendido pelo governo de José Sóctates, é algo de inédito e sem paralelo a nível europeu que dará muito maus resultados a curto e médio prazo. Pagaremos muito cara a factura da destruição do sistema educativo e da fractura que este governo infligiu aos professores e à carreira docente. Tal facto, apenas confirma e atesta o retrocesso que o país está a sofrer, devido a políticos incompetentes que chegaram ao poder marcados por "traumas" que os levam a perseguir aqueles que mais os ajudaram a chegar onde chegaram, facultando-lhes os instrumentos básicos de acesso à cultura.

Enfim... Se é certo e inquestionável que, por critérios absurdos, muitas PROFESSORAS foram impedidas de chegar a TITULAR (porque não tiveram a oportunidade de demonstrar que eram tão incompetentes como a Ministra) enquanto não voltar a ser simplesmente professor, gritarei aos quatro ventos: "Tenho Vergonha de Ser Titular". Percebem, caros leitores, a injustiça do Concurso a Professor Titular? Sim… ?  Por isso, no lugar de ser uma categoria nobre, ela é uma categoria que deve envergonhar os professores. Há, pois, há que lutar para que tudo isto seja anulado...Ó Tempo, volta para Trás... Voltemos atrás… antes que seja tarde!

publicado por J.Ferreira às 13:48

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Terça-feira, 20 de Janeiro de 2009

A Caminho de Uma Luta Sem Tréguas

Num país verdadeiramente domocrático, nunca os responsáveis máximos pela pasta da Educação permitiriam que um qualquer cidadão pudesse chegar aos meios de comunicação social e insultar os professores...

Como professora (se é que realmente algum dia mereceria ter este título!) a Ministra deveria agir face aos insultos permanentes de que são alvo os professores... Deixou de haver respeito pelos professores. Até o mais analfabeto dos cidadãos se arroga, hoje, do direito de maltratar, espezinhar, denegrir a imagem dos professores. Não vivemos nos Estados Uniddos (que tantos dizem não ser uma veradeira democracia!) caso contrário muitos destes "cidadãozecos" (e parafraseando um dos termos proferidos pelo Secretário de Estado da Educação relativamente aos professores!) pagariam "bem caras" as palavras que proferem quer em termos insultuosos quer em insinuações, implícitas ou explícitas, que fazem nos meios de comunicação social (audovisuais ou escritas), sobre os professores. Estamos fartos deste estado de coisas... Chegamos a um ponto de saturação tral que não é possível continuar sem uma luta que nos permita recuperar a dignidade a que temos direito!

Mais... Se eu fosse um forte advogado neste país que mais parece uma "Portugalândia", ainda que não chegasse a ser indemnizado (como Paulo Pedroso!) pelas calúnia e injúrias contra as professoras (ou, pelo menos uma condenação pública, ainda que tivesse de recorrer às instâncias de Justiça da Comunidade Internacional), para que se saiba que Portugal é um país (des)governado em que a justiça apenas está pronta e célere apra defender a honra e dignidade de alguns!As professoras são mulheres portuguesas que dedicam a sua vida aos filhos dos portugueses e como tal merecem respeito e têm direito a ser tratadas com a mesma dignidade com que devem ser tratadas todas mulheresm, incluindo as prostitutas! Porém, não é aceitável que, querendo denegrir o trabalho desenvolvido pelos professores e professoras, se publiquem na imprensa autênticas calúnias sobre as professoras. É INACEITÁVEL QUE AS PROFESSORAS PORTUGUESAS TENHAM DE VER TEXTOS PUBLICADOS QUE AS REDUZEM À CATEGORIA DE PROSTITUTAS"...

 

 

Pois...  É  TEMPO DE DIZER ... BASTA!

 

Temos de demonstrar o quanto fazemos falta para uma sociedade mais justa, mais segura. Cada vez que esta ministra fecha uma escola, a sociedade tem de estar preparada para abrir uma prisao.., Os "paizinhos" (como um tal de Sr. Albino) já notaram a falta que lhes fazemos... E só fizemos greve por um dia de cada vez... os pais nunca precisam de faltar ao trabalho porque até carregados de febre mandam os seus filhos para a escola... Depois, há que "aguentar" (mimando e paliando as dores destas crianças) porque nas escolas nem um médico existe!... Os professores que tratem de "desenrascar-se!"... As vidas dos filhos dos portugueses estão em segurança pela dedicação dos professores! Mas custa-lhes a rteconehcer quanto nós lutamos pelos seus filhos! Os professores funcionam socialmente como pais de substituiçao... Porém, BASTA... basta de falta de reconhecimento social... Esta Ministra é a responsável pelo comportamento dos pais. As suas atitudes face aos professores sempre foram de desprezo e desvalorização do seu trabalho. Eram como que um apelo aos apis para que maltratem os professores para assim justificar as suas políticas injustas...

PELO DIREITO À DIGNIDADE E AO RESPEITO...

GREVE POR TEMPO INDETERMINADO... JÁ!

 

QUE EU, enquanto pai, SINTA A FALTA QUE FAZEM OS PROFESSORES PARA O FUTURO E A SEGURANÇA DOS MEUS FILHOS.

 

 

 

Vamos OBRIGAR AQUELES PAIS que se apresentaram como insultuosos nas páginas de notícias como "incultos e insurectos" A APRENDEREM O VALOR DO RESPEITO para com aqueles que se dedicam a preparar o futuro dos seus filhos!...

 

Quando o Destino é o Abismo... a melhor forma de seguir apra diante... é dar um passo atrás...

Em Defesa da

Dignidade da Função Docente, obriguemos a MINISTRA a DAR UM PASSO ATRÁS !

 

GREVE INDEFINIDA

É O ÚNICO CAMINHO !

 

 

20.01.2009 - 08h27 Leonete Botelho
O Parlamento volta a debater sexta-feira o processo de avaliação de professores, pela mão do CDS, e o Governo não escamoteia a importância do resultado dessa votação, por enquanto uma incógnita. "Trata-se de uma questão crítica", assume o ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, sublinhando que "dessa reforma depende a agenda reformista do Governo". Uma ameaça de demissão? "Não elaboro sobre cenários, nem tenho nenhuma razão para duvidar que o Parlamento volte a chumbar [este projecto, contraditório com o rumo da maioria]."

"Os professores avaliadores que tenham a partir de hoje de observar aulas de colegas no âmbito do processo de avaliação de desempenho podem recusar-se a fazê-lo, alegando que se encontram em greve.

Para esse efeito, a Plataforma Sindical de Professores entregou a 12 de Janeiro no Ministério da Educação (ME) um pré-aviso de greve relativo ao período entre hoje e 20 de Fevereiro.

Segundo o regime simplificado da avaliação de desempenho, a componente científico-pedagógica, que assenta sobretudo na observação de aulas, deixa de ser obrigatória, excepto para os professores que queiram aceder às classificações de "Muito Bom" e "Excelente". Nestes casos, os docentes têm de requerer que pelo menos duas aulas leccionadas por si sejam observadas por um avaliador, que não pode recusar-se a fazê-lo.

Mesmo que não concordem com o modelo de avaliação, os avaliadores estão obrigados a esta tarefa, excepto se, no momento da sua concretização, se encontrarem em greve, segundo os sindicatos.

"Por cautela, e porque mais vale prevenir do que remediar, pusemos o pré-aviso para que os professores com funções de avaliadoras possam fazer, se assim entenderem, greve às aulas assistidas", explicou o porta-voz da Plataforma Sindical.

No entanto, Mário Nogueira reconhece que "a esmagadora maioria das escolas, senão todas", ainda não se encontra na observação de aulas, mas sim numa fase anterior, na qual os professores deveriam estar a entregar os objectivos individuais.

"Poderá haver alguma escola que, mais apressada, já tenha marcado a observação de aulas, pelo que, assim, evitamos surpresas", acrescentou o também secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof).

Se o processo de avaliação de desempenho não for entretanto suspenso, os sindicatos vão "alargar o pré-aviso de greve para lá de 20 de Fevereiro".

Sobre esta iniciativa, o secretário de Estado Adjunto e da Educação, Jorge Pedreira, afirmou que a mesma é "puro boicote" à avaliação e manifestou as suas dúvidas quanto à sua legalidade.

Na resposta, os sindicatos afirmaram que se o governante tivesse a certeza que o procedimento era ilegal era isso que tinha dito." In: O Público

 

publicado por J.Ferreira às 13:44

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Quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2008

Deixem-nos Trabalhar!

Deixem-nos em Paz... "Deixem-nos Trabalhar"!

Se foi a professora Maria de Lurdes Rodrigues (Ministra da Educação em Portugal, imagine-se) e a sua equipa ministerial que concebeu o Concurso para Professor Titular e que definiu os critérios para determinar quem eram os professores que a ele acediam (os melhores e com maior experiência!), como podemos exigir a esta Senhora que tenha competência para saber que é incompetente para o cargo?

Creio que temos de continuar a exigir do Poder Político que assuma as suas responsabilidades e deixe de endossar aos professores (que sempre tiveram uma atitude responsável perante os interesses nacionais colocando-se ao serviço de todos quantos obtiveram em eleições a legitimidade democrática para gerir os destinos do país.

Os professores serviram os ideais educativos de governos dos mais diversos partidos (PS, PSD ou PSD-CDS/PP) com uma dedicação extrema que sempre os caracterizou (e por vezes até altruísta, em nome da construção de um futuro melhor para as crianças e jovens que são a sua única razão de existir profissionalmente!). Nós, os professores, temos direito a sermos respeitados com a dignidade com que respeitamos os demais.

Estamos fartos de ser enxovalhados por políticos e alguns jornalistas (tipo Miguel de Sousa Tavares que escondendo a sua mediocridade, incompetência, ignorância (ou o que quer de mais "soft" lhe queiram chamar, porque eu aprendi com o meu avô a "chamar os bois pelos nomes!")  por detrás de umas "toardas" que mandam enquanto comentadores de televisão em horário nobre sem que os visados (ou até mesmo ofendidos!) estejam presentes... E estou precisamente a recordar-me do tema das "férias dos professores" que foi motivo de chacota e escárnio por parte desse senhor em Horário Nobre de um canal de televisão que não me recordo se era de serviço público (pago também por nós, professores) ou de serviço tendencioso ou parcial...

Enfim... Passado que foi o tempo em que o K.O. do governo lançou por terra as capacidades reactivas dos professores, passado o tempo em que a anestesia deixa de fazer efeito, chegou a hora da Luta... Sem Tréguas... Por isso, temos que estar preparados para uma longa luta. Porém, se outros o conseguem, nós também havemos de recuperar o nosso prestígio, a nossa dignidade, não perdida porque não fizemos nada para isso, mas “roubada” porque fomos vítimas de um assalto inesperado, daqueles assaltos pelos quais jamais algum cidadão se sentará no banco dos réus... É que são feitos por decreto, por lei, ou despacho e, como tal, apenas têm penalização política, o que é, diga-se, muito pouco pois, basta-lhes um, dois ou três anos na oposição para verem expurgados os seus pecados (leia-se, incompetências) que já podem voltar ao poder e fazer o mesmo (ou ainda pior...)! Dúvidas? Afinal, que foi que aconteceu com José Sócrates em 2002 e em 2005? Abandonou o País quando Guterres saiu, não se apresentou ao eleitorado para seguir os seus ideais para o país... OS socialistas perderam mas voltaram ao poder 3 anos depois... os mesmos (ou outros iguais, talvez com uma cosmética diferente para poderem enganar o povo com promessas de baixa de impostos, melhor saúde, melhor educação, melhor justiça... TUDO PROMESSAS para não serem cumpridas... Ou será que todos os portugueses são cegos e eles são os únicos que têm razão?

Pois bem... temos de acreditar nas possibilidades que nós professores temos se estivermos unidos nesta luta... Nós recusamo-nos a avaliar os nossos pares sem que nos seja dada a possibilidade de, de facto, podermos demonstrar que somos melhores que eles, que esses pares não têm realmente competência para o exercício das suas funções. E não nos venham com tretas de analisar a programação, os relatórios, os resultados dos alunos, a sua relação com os pais e a comunidade... Ser professor não tem que ser “ser diplomata”, fazer tudo para agradar aos pais e aos políticos da comunidade! Ser professor é zelar pela aprendizagem dos seus alunos colocando as suas capacidades ao serviço da sua aprendizagem, utilizando os recursos que lhe são disponibilizados pelo Ministério... Não tenho mais que continuar a pagar o giz que utilizo na escola, o papel higiénico que uso ou usam os meus alunos... Deixemo-nos de tretas, senhores políticos. Dêem a todas as crianças as condições que colocaram à mercê dos alunos na escola situada na zona da Parque-Expo! Mostrem-na a todos os portugueses para que vejam como e onde é aplicado o dinheiro dos seus impostos...

Os jornalistas que façam uma séria cobertura dos equipamentos que as escolas têm, desde a última do Ranking até à primeira! E que a população portuguesa ajuíze se é justo avaliar os professores pelos resultados... Todos compreendem e reconhecem que um clube de 3.ª Divisão não pode aspirar a vencer a “Taça de Portugal”... Claro, todos sabem muito bem como é diferente ter um “Centro de Estágio” como tem o Sporting, o Porto ou o Benfica, ou ter um “lamaçal” (como muitos clubes da regional!) para se preparar para a disputa dos jogos... Será que alguma vez o presidente ou os sócios de um clube da 1ª Divisão Regional ou da 3ª Divisão Nacional (ou lá como se chama, pois no que respeita a futebol temos que reconhecer a nossa ignorância...) seria capaz de exigir ao treinador da sua equipa que ganhasse a Taça de Portugal? Não... estou certo que dirão! Ou, em termos de brincadeira ou de motivação, “Sim”... Claro, pedir não custa nada...!

Pois, aos portugueses, e sobretudo aos pais pedimos: "Sejam razoáveis"... e em tudo e com todos! Também para com os professores! São seres humanos com as mesmas limitações de todos os profissionais... Sem carros de alta cilindrada, os polícias vêm fugir os assaltantes que se ficarão a rir... Sem armas adequadas os militares vêm a sua função esvaziar-se de sentido... Sem quartos ou camas livres nos hospitais, sem salas e equipamentos de cirurgia adequadas, os médicos sentem-se impotentes para dar resposta às necessidades dos seus doentes... Por favor... Culpemos quem tem responsabilidade pelo “status quo” da Educação... da Saúde, da Justiça, da Segurança, etc.. etc... Não culpem quem dá o melhor de si, sabe Deus em que condições e com que recursos...

Parafraseando o nosso actual Presidente da República, Cavaco Silva, quando era governante, diríamos:

“Deixem-nos em Paz... Deixem-nos Trabalhar!”

Os professores são profissionais credenciados e avaliados por imensos professores doutorados pelas universidades... Aprovaram nas disciplinas que as Universidades lhes exigiram para terem a competência de ensinar... Não passem a vida a querer pôr em causa esses mesmos professores doutores... Se há currupção nas universidades (e sabemos o quanto foi posto em causa o diploma do primeiro-ministro José Sócrates...) persigam-se os curruptos e metam-se nos eixos!... Mas deixem os professores dedicarem-se ao mais nobre do que têm que fazer (e não é, certamente, avaliar os seus pares pois isso em nada melhora os resultados dos alunos!)

Aos políticos apenas pedimos:

Sejam razoáveis! Sejam responsáveis! Não peçam aos professores que façam o impossível... Muito menos os julguem pela culpa que não têm, nem quanto ao tipo de jogadores que fazem parte do seu plantel (alunos da turma) nem quanto aos recursos que a Direcção do seu clube (Ministério da Educação e Autarquias) colocam à sua disposição para chegarem ao mais desejado prémio da competição: o primeiro lugar no campeonato (ranking de escolas) ou o melhor marcador ou jogador (aluno, professor) do ano.

Aos professores lembramos: Em  França, os intermitentes do espectáculo conseguiram o que queriam ... Na América, os guionistas estiveram em luta longas semanas.... o país pode pagar bem caro o que está a fazer aos professores. A onda da indignação está em Marcha... E pode tornar-se num Tsunami se todos tivermos consciência da importância da acção de cada um de nós enquanto professores.

Chegou a Hora de dizer "ALTO e BOM SOM": "Deixem essa obsessão pela Avaliação". É essa obsessão que está a criar um clima intolerável para uma relação pedagógica que se pretende e deseja saudável na escola... Um clima de guerra latente entre professores e professores titulares, entre pais e professores e, num futuro mais ou menos próximo, entre professores e alunos... Esta nova categoria (incrível: que falta de categoria teve esta ministra para querer criar uma nova categoria de professores...! E que falta de imaginação até mesmo para o nome que atribuiu ao "alto cargo" pois titulares eram já no primeiro ciclo (antigo ensino primário) todos os professores que tinham a seu cargo uma turma, isto é, eram os titulares de turma. Agora seremos os Professores Titulares Titulares de Turma! Que chique!... Vejam só que criatividade, a da Ministra! Somos duplamente Titulares... Que bonito e pomposo! Ou até... ridículo. Um estrangeiro que nos ouça a dizer a designação do nosso novo estatuto de Professores Titulares vai julgar que uma boa parte dos melhores professores portugueses são gagos...

Para mais, esta ideia considerada seguramente pela Ministra como candidata e merecedora do prémio da "Melhor Ideia do Ano" é uma ideia genial... Com efeito, ela por si só, está a tornar impossível a cooperação dos professores que colocou numa corrida em busca de alcançar o título de "o melhor professor do ano" (e muitos já escondem e guardam só para si e seus alunos, alguns "medicamentos" e "receitas", por vezes milagrosas para o sucesso dos alunos, que poderiam e estavam acostumados a partilhar... Só assim terão a garantia da inovação face aos seus companheiros e aspirar a integrarem os tais 5% dos candidatos melhores a progredir na carreira e/ou a melhor professor do ano... Sendo egoístas, guardando as receitas e os remédios milagrosos para si, poderão aspirar a que os seus alunos se situem acima da média da escola ou agrupamento a que pertencem... Só assim poderão ser reconhecidos como INOVADORES, ÚNICOS, os MELHORES do ANO...

De facto, esta ministra tentou impor um sistema contando com professores-heróis prontos a dar a vida (sofrer, passar fome, viver angústias, medos, horrores e terrores...) em nome da missão. Mas os professores não são missionários... Nem heróis.. O Sistema Educativo que esta Ministra pretende implementar é um sistema tipo "Missão Impossível": traz dentro de si mesmo o gérmen da auto-destruição. O tempo o dirá...

Há mil e um motivos e factos demonstram que este sistema de avaliação é descabido e absurdo em termos educativos. Os professores que são profissionais que, como os médicos, os advogados, os jornalistas, os médicos, etc, etc, e outros, se submeteram a avaliação de professores universitários. Alguém imaginou pedir a um engenheiro, a um médico, a um advogado etc... que deixou de exercer a sua função durante 20 anos (por exemplo, para ser Presidente de Câmara, Director de uma empresa...) que volte a ser avaliado por professores, por pares, ou por quem quer que seja?

Enfim... A necessidade de avaliação dos profissionais de educação é uma perseguição clara a uma classe profissional que se dedica a avaliar. Exacerbar esta necessidade de avaliação dos professores apenas pode radicar numa quase obsessão de uns tantos senhores, com origem em uma qualquer frustração ou recalcamento inexplicável (ou explicável à luz de uma qualquer “sede de vingança” face aos resultados atribuídos pelos seus antigos professores).

Os professores são profissionais que sempre buscaram o aperfeiçoamento da sua formação, a melhoria das suas competências: uns, voluntariamente, a pagarem cursos e/ou altas propinas nas universidades; outros, forçadamente e contrariados pela lei, como requisito para poderem progredir na carreira (em todas as profissões os há!) de acordo com aquilo que os mesmos políticos que hoje governam o país consideraram ser o "Excelente Sistema de Avaliação dos professores" que garantia as melhores performances educativas... Ou pelo menos, "venderam" politicamente esta ideia desde 1990 até 2005! E vêm agora criticar os professores que sempre foram avaliados pelas regras que esses mesmos políticos definiram na lei!

Hoje, são esses políticos descarados vêm dizer-nos que andamos sempre mal, que progredíamos automaticamente, sem nada fazer quando sabem muito bem que isto, mais que uma INVERDADE (termos politicamente correcto) é UMA ENORME MENTIRA (com todas as letras, como dizia o meu avô)... Não somos como Rui Veloso refere, e negamo-nos a usar eufemismos para com gente com este tipo de postura...!

Claro, estavam, à espera que um professor deixasse de ser competente da noite para o dia, depois de ter sido avaliado como "competente" ao longo de toda a sua carreira universitária e que lhe permitiu alcançar legitimamente o seu diploma... Incrível... Será que alguém imagina os jogadores da primeira divisão a reprovarem na disciplina de futebol? Alguém imagina Bill Gates a reprovar em Informática? Como querem que um profissional de ensino reprove naquilo em que é formado muito mais que aqueles que são indicados pelos políticos para o avaliarem!

Ou já nos esquecemos que, demagogicamente, esta Ministra determinou que, para qualquer português adquirir o direito (e a competência... claro!) para avaliar os professores... basta-lhe fazer um filho! Já agora, e parafraseando o texto da canção "A desfolhada - quem faz um filho, fá-lo por gosto" pelo menos isso! Agora premiar com direito a opinião pedagógica e de avaliação depois de já terem tido esse gosto... cremos ser demasiado!

Que os políticos (e jornalistas) se deixem de lérias... trabalhem para melhorar o resultado do PIB... para diminuir o desemprego e deixem os professores em PAZ... Eles avaliam os alunos e sabem também fazer a sua autoavaliação. Obriguem-nos a fazer formação para se actualizarem, mas não digam a um jogador (que chegou à primeira divisão e é campeão nacional) que não sabe jogar futebol!... E muito menos que, se não é chamado à selecção é porque não é um dos melhores... A verdade é que poderia ser, certamente, se estivesse a jogar num dos “grandes” (“clube rico” vs “escola rica”) ou se o treinador da selecção fosse outro... Enfim. Percebem-nos, não?

Por isso, a obsessão pela avaliação é uma enorme estupidez. E foi inventada por senhores que nunca são (verdadeiramente) avaliados. E quando o são, raramente têm uma verdadeira penalização pois até agradecem serem demitidos, dadas as chorudas benesses que acabam por receber (mesmo que sejam eles a pedir a demissão!!)...

Os professores têm em si o gérmen do aperfeiçoamento... Sabem que trabalham com massas que são distintas de escola para escola, e com recursos que dependem do poder político, seja nacional, seja autárquico...

Nunca, enquanto professor titular, poderíamos criticar um colega por não obter resultados melhores se nós, colocados em seu lugar, não fôssemos capazes de demonstrar que, com as mesmas condições (alunos e recursos), seríamos efectivamente, capazes de obter melhores resultados.

Na verdade, tal como outro texto temos publicado “Os alunos não são tijolos” tal como "os doentes não são tijolos"...

Alguém pensaria avaliar um médico pelo seu sucesso ou insucesso no salvamento de vidas? Pois bem... Nenhum dos cirurgiões aceitaria semelhante barbaridade... Os médicos do Hospital de Oncologia estariam condenados a contentar-se com não progredir na carreira, a serem enxovalhados pelos políticos como uns incompetentes, e, obviamente, traumatizados por verem que jamais sairiam do último lugar do Ranking... Alguém tem dúvida?

Afinal, nós, os professores de Portugal, precisamos de saber urgentemente: Que rumo querem que tomemos? Até quando nos vão apontar esse destino como o "objectivo a atingir"... Ou será que continuaremos a, de um momento para o outro, mudar de rumo, ao sabor das decisões destes políticos sem vergonha, que nos mandam navegar para Sul quando o objectivo é chegar à Finlândia!

Os professores devem sentir-se ENJOADOS de ouvir falar da necessidade de serem avaliados.

Esta Ministra deve andar “com a cabeça nas nuvens”... Por um lado despenaliza e desliga as faltas dos alunos do seu rendimento escolar... Podem faltar quando e quantos dias, semanas, ou até meses lhes “der nas ganas” (como dizem os espanhóis) que podem ter os melhores resultados na avaliação dos professores.

Com as suas palavras, a Ministra da Educação diz que com as normas aprovadas pretende-se desligar “a avaliação dos alunos das faltas"... Pois bem. Que rica lição de responsabilidade dá ela aos alunos quando, em simultâneo, os seus professores apenas podem ser excelentes, se não faltarem mais de 5% dos dias para poderem aspirar a serem considerados "bons professores" e, como tal, terem a possibilidade de ascenderem um degrau na sua carreira. Que futuro quer esta senhora? Habitua os alunos ao laxismo e depois crê que, no futuro, hão-de desenvolver hábitos de assiduidade ao trabalho?! Pois “ai de mim!” se faltasse às aulas por motivo que não fosse de "força maior" (doença, avaria ou atraso do transporte público...)!

É caso para perguntar à caríssima Senhora Ministra da Avaliação, pedimos desculpa pelo lapso, Ministra da Educação (pois os professores também têm direito a cometer "gafes" como o Senhor Primeiro-Ministro):

Que atitudes e que valores pretende desenvolver nos jovens?

E, depois, fazer a mesma pergunta aos pais... Se a resposta for diferente (o que não duvidamos!), a Senhora Ministra só tem uma solução: demitir-se e deixar de destruir o Sistema Educativo que tanto custou aos professores a manter vivo, dinâmico e funcional desde o 25 de Abril de 1974.

É chegada a Hora de uma Nova revolução: a Revolução "Docentocrática". Deixem os professores governar... pelo menos as suas escolas... Não ditem regras absurdas que os tornam, ainda em maior número, nos maiores "clientes" de psiquiatria... A não ser que exista algum compromisso ou protocolo oculto com os psiquiatras deste país... O que não cremos, claro! Os psiquiatras são profissionais com dignidade e estamos convictos de que jamais fariam um semelhante acordo com qualquer governo!

Um amigo dizia e com razão: se atendermos ao nível dos professores da nossa escola, esta Ministra seria considerada pelos seus próprios critérios "uma incompetente" e como tal, jamais chegaria ao mais alto cargo de dignificação de um docente, logo jamais seria Professora Titular! Como chegou ela a Ministra? Não por competência, seguramente... Muito menos por provas dadas, pois nunca foi Ministra! Então como foi? Claro, por... eleição ou nomeação! Competência por Nomeação! Que maravilha de Avaliação...

Pois, senhora Ministra... Os professores chegam às suas escolas por competência: logo, se a professora Maria de Lurdes Rodrigues não tem competência para o cargo, por que aceitou ser Ministra da Educação?

Quer a resposta? Volte a ler o primeiro parágrafo!...

O simples apelo ao egoísmo deveria ser suficiente para deixar de vigorar... mas como o objectivo é outro... compreendemos que se impulsione o egoísmo, numa sociedade cada vez mais competitiva... até à destruição dos valores da solidariedade (conquistas de outrora, hoje desprezadas... )

NOs mais diversos ramos da sociedade, todos sabem muito bem como alcançar os objectivos de uma equipa. Que todos sejam felizes naquilo que fazem e vejam reconhecido o mérito da sua quota de participação para o resultado final. Quando a selecção nacional ganha por 4 - 3 a qualquer outra equipa, se o guarda-redes fosse o único da equipa a ser elogiado pelo seu trabalho (invocando-se, por exemplo, que foi ele quem impediu a entrada de golos) ou se o marcador do último golo fosse premiado por ser ele a marcar o golo da vitória, seria normal assistirmos a gestos de descontentamento, de desmotivação ou até a revolta por parte dos restantes jogadores... Uma equipa é um todo. Todos participam. Como podem ser apenas alguns os heróis? Para a próxima – diriam os outros jogadores (defesas, os meio-campistas, etc.) deixamos passar os jogadores e vamos a ver se o guarda-redes é o quem ganha o jogo!...  É que, uma coisa é destacar-se um ou outro jogador; outra, é atribuir-lhe o mérito da vitória plasmado em dinheiro (prémio do melhor professor do ano!).

Confessamos já que de futebol (clubes) pouco entendemos. Mas tal não nos impede de entender muito bem como se desenvolve a dinâmica de grupo, como se constrói e como se destrói. O ponto forte desta ministra não é, certamente, a construção de dinâmicas ganhadoras, vitoriosas e de sucesso. Se o fosse não criava o sistema que implementou: destruidor do dinamismo, da partilha, da cooperação...

Esta Ministra nunca será capaz de entender a forma como trabalham as equipas de ciclismo... Se o é, como penaliza os pares de colegas que beneficiaram não apenas de um grupo de e alunos excelentes como ainda da participação dos outros colegas.

Ninguém tem dúvida de que é muito diferente ser professor de "Filosofia" numa turma onde os alunos são óptimos alunos a "Português" pois entendem mais facilmente  o discurso do professor que aquelas turmas onde os alunos têm um "vocabulário de bairro", nunca lêm um livro e raramente tocam num jornal que não seja de futebol...

Na verdade, esta Ministra apresenta-se para dirigir o Ministério da Educação como se fosse um "General Sem Medo" na luta contra o insucesso escolar. Mas cometeu o maior de todos os erros: elegeu os seus próprios soldados como inimigos.

Generais do exército ou treinadores de futebol sabem muito bem o quanto é importante ter os elementos das suas equipas mobilizados, motivados, com um elevado espírito de sacrifício. Todos os grandes "chefes" conhecem a melhor estratégia para levar ao sucesso da equipa. Como quer ganhar ela a batalha disparando tiros nos próprios soldados, colocando-os todos em guerra uns contra os outros?

publicado por J.Ferreira às 15:40

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Quarta-feira, 5 de Dezembro de 2007

Professores... Um bando de preguiçosos ?

Um professor atormentado escreveu
Aqui fica a sua “memória descritiva”
---
Faço projectos, planos, planificações;
Sou membro de assembleias, conselhos, reuniões;
Escrevo actas, relatórios e relações;
Faço inventários, requerimentos e requisições;
Escrevo actas, faço contactos e comunicações;
Consulto ordens de serviço, circulares, normativos e legislações;
Preencho impressos, grelhas, fichas e observações;
Faço regimentos, regulamentos, projectos, planos, planificações;
Faço cópias de tudo, dossiers, arquivos e encadernações;
Participo em actividades, eventos, festividades e acções;
Faço balanços, balancetes e tiro conclusões;
Apresento, relato, critico e envolvo-me em auto-avaliações;
Defino estratégias, critérios, objectivos e consecuções;
Leio, corrijo, aprovo, releio múltiplas redacções;
Informo-me, investigo, estudo, frequento formações;
Redijo ordens, participações e autorizações;
Lavro actas, escrevo, participo em reuniões;
E mais actas, planos, projectos e avaliações;
E reuniões e reuniões e mais reuniões!...
 
E depois ainda tenho que ter tempo para ouvir
outros professores, alunos, pais, coordenadores,
directores, inspectores, e observadores
e, como se tantos não bastasse,
ainda tenho que ouvir o Secretário de Estado
e a Ministra da Educação(?) !...
 
Elaboro, verifico, analiso, avalio, aprovo;
Assino, rubrico, sumario, sintetizo, informo;
Averiguo, estudo, consulto, concluo,
Projectos curriculares, disciplinares, departamentais,
Educativos, pedagógicos, comportamentais,
De comunidade, de grupo, de turma, individuais,
Particulares, sigilosas, públicas, gerais,
Internas, externas, locais, nacionais,
diárias, semanais, mensais e anuais...
Como...? Que querem ainda mais?
Que eu dê aulas!?...  
 
----------------------------
 
Nota1: O texto que aqui se publica chegou pela Internet e vinha sem Autor.
Nota2: O que publicamos contém algumas adaptações do texto original.
...
publicado por J.Ferreira às 10:35

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