Sexta-feira, 28 de Março de 2014

Pessimista ou Realista Antecipado

A notícia do Público - que podem ler aqui - é algo que para ós vem com mais de 20 anos de atraso. De facto, há mais de duas décadas que clamamos pela necessidade dos governantes mudarem de políticas relativamente a medidas de protecção da família ou a população portuguesa corria o risco de não ter capacidade de repor o necessário crescimento da natalidade. Na altua - e falamos de 1992! - havia quem nos considerasse como "pessimista" ou até "louco", "miserabilista", derrotista... e outros epítetos. Hoje, os mesmos que outrora nos classificabvam dessa forma, reconhecem que o tal pessimismo não passava de realismo antecipado.

Outros chamam a esta capacidade a de "visionário". Não. Não temos visões! Simplesmente, aprendemos matemática. E a matemática, é uma ciencia exacta. E, se a matemática é ajudada pela capacidade de dedução, então ainda mais fácil se torna prever. O que estranhamos é que os nossos governantes não tenham essa capacidade e estejam a governar não para o futuro mas para o passado.

Ora, bastava ser um cidadão minimamente atento para perceber o que se ia passandoà nossa volta. Bastava olhar a nossa envolvência social para constatar que, muitos casais (com pais ainda relativamente jovens) ou optavam por não ter filhos ou se decidiam por ter apenas um filho para, rapidamente, nos darmos conta do futuro que se avizinhava. Ora, não seria necessário passar muitos anos (uns 30 anos chegavam para que esses mesmos casais atingissem a idade da reforma!)  para vermos as consequências da diminuição da natalidade. 

Na altura, era fácil de pever o que hoje se está a passar. É que, em poucos anos, esses filhos (em reduzido número, como se referiu) seriam os únicos integrados na população activa mas com a responsabilidade de suportar a reforma dos seus dois progenitores (o que implicaria altos descontos de altos salários para que fosse possível um só elemento no activo pagar a pensão de três reformados: dois progenitores e ainda um outro reformado que não chegou a ter descendência e que, obviamente, porque tendo feito os seus descontos, teria a expectativa legítima de receber também uma reforma.

 

Hoje, o problema agrava-se severamente com a "fuga" obrigatória - e até aconselhada pelos nossos (des)governantes - da maioria dos jovens em idade de "procriar". Com esta realidade a atacar agrava-se imenso a fatalidade que nos espera: chegar à idade da reforma e... ter inveja de Sócrates (filósofo). Talvez seja melhor beber "cicuta" que viver na desgraça da fome.

 

"Se os portugueses não começarem a ter mais bebés e não regressarem a um saldo migratório positivo, Portugal perderá 4,1 milhões de habitantes em 46 anos. Sociedade terá de se reorganizar, alerta socióloga. É preciso "fazer regressar os emigrantes”, reforça Pedro Lomba."

Se não conseguir aumentar a natalidade e os saldos migratórios se mantiverem negativos, Portugal poderá chegar a 2060 reduzido a apenas 6,3 milhões de habitantes. Sem surpresas, as projecções que o Instituto Nacional de Estatística divulgou nesta sexta-feira apontam para um fortíssimo envelhecimento demográfico, com o actual índice de 131 idosos por cada 100 jovens a aumentar para os 464 idosos por 100 jovens.
O recuo dos actuais 10,5 milhões para os 6,3 milhões é o mais pessimista dos cenários projectados pelo INE. Numa projecção mais moderadamente optimista, aquele instituto admite que Portugal possa chegar a 2060 reduzido a apenas 8,6 milhões de habitantes, sendo que, neste caso, passaria a haver 307 idosos por cada 100 jovens. Mas tal pressuporia que, nos próximos 46 anos, assistíssemos a uma recuperação da natalidade, com o número médio de filhos por mulher em idade fértil (ISF) a subir dos 1,28 registados em 2012 para os 1,55. Quanto à mortalidade, o INE admite neste mesmo cenário o aumento da esperança de vida à nascença para os 84,21 anos (no caso dos homens) e 89,88 anos (mulheres). Este cenário central mostra-se ainda optimista quanto às migrações. Admite que o saldo negativo que Portugal regista desde 2010 – com mais gente a sair do país do que a entrar – regresse aos valores positivos, já a partir de 2020.
Com pressupostos mais pessimistas, isto é, se a natalidade se mantiver nos níveis actuais e o saldo migratório permanecer negativo, Portugal dobraria então 2060 com apenas 6,3 milhões. Seja como for, o envelhecimento populacional é o denominador comum a qualquer um dos cenários. O que torna evidente, para a socióloga Maria João Valente Rosa, a necessidade de o país se sentar a repensar o seu modelo de organização social. “O modo como nos organizamos enquanto sociedade foi pensado e funcionou num perfil populacional diferente, muito mais jovem, do que o actual e do que o que teremos no futuro”. E, porque o envelhecimento populacional é inelutável, em Portugal como no resto da Europa, ceder à tentação de “amplificar o que temos no presente para o futuro” também não será o caminho mais acertado”, segundo aquela investigadora. Porquê? “Desde logo porque os idosos que vamos ter em 2060 não vão ser iguais aos de hoje: vão ser mais qualificados e mais próximos das novas tecnologias”.
Assim, a inversão da pirâmide etária, tornou desde já anacrónico que a idade, em detrimento do mérito, continue a ser “um marcador social importantíssimo na definição do valor dos indivíduos”, isto é, “numa sociedade muito baseada na força do mercado de trabalho, na força física, fazia algum sentido que o valor das pessoas fosse medido em função da idade”; hoje, porém, “numa sociedade sustentada no conhecimento, isso deixou de fazer sentido, porque o conhecimento, ao contrário da força, não tem barreiras de idade”.
Adiamento da idade da reforma é mero “paliativo”
Não se pense, porém, que a resposta ao problema do envelhecimento está no adiamento da idade da reforma. “Isso não passa de um paliativo, mas o paliativo não cura, o que é preciso é ir ao fundo da questão, sob pena de estarmos constantemente a ter de discutir novos adiamentos da idade da reforma”, alerta a socióloga. Que preconiza, isso sim, toda uma reformatação do modelo de organização social que estabelece três fases distintas, estanques e balizadas pela idade, no ciclo de vida de cada um: formação, trabalho e reforma. “Por que é que a formação, essencial em todas as etapas da vida, só é admitida no início? Por que razão o trabalho não pode ser menos intenso, na fase central das nossas vidas, em que pode haver filhos pequenos, e prolongar-se até mais tarde?”, sugere Maria João Valente Rosa.  (In Público 28/03/2014)

 

 

publicado por J.Ferreira às 22:52

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Quinta-feira, 16 de Junho de 2011

A Idade da Reforma e o Frei Tomás

Conhecem a história do Frei Tomás?

Pois bem... Se sim, leiam até ao fim. E, se não, leiam também até ao fim, ou até compreendam do que se trata. Seguramente que vai valer a pena.

Arrisquem a perder alguns minutos e talvez, com este artigo, possam reconstruir a vossa própria história do Frei Tomás.

Vem isto a propósito de uma notícia sobre uma intervenção de António Barreto .

Ora, que este senhor afirme que "não compreende a preferência dada aos mais jovens" quanto ao mercado de trabalho pois a experiência deeveria também ser valorizada, aidna que não necessariamente na mesma área, estamos de acordo... Mas gostaríamos de ver António Barreto a tomar outras atitudes que fossem apra além do discurso, tal como o fez o advogado António Martins Moreira.

Será que há coerência entre a prática e o discurso? Então não foram os governos socialistas (do seu partido, portanto!) que criaram ou mantiveram imensas regalias às empresas que contratassem jovens...? Confessamos a nossa perplexidade...

Mais, este homem critica a existência de uma “idade da reforma obrigatória” afirmando que os idosos não devem ser “obrigados” a reformar-se. Mas, pergunto:

Afinal, somos nós que não entendemos português ou estes senhores querem fazer dos portugueses parvos...?

Por que lutam os trabalhadores? Pelo direito a trabalhar até à morte...?

Qual é afinal o verdadeiro motivo de protestos na sociedade?

Será que os idosos desta Europa estão indignados por serem “obrigados” a reformar-se ou será que as manifestações se devem ao alargamento da obrigatoriedade de permanecer por muitos mais anos na vida activa e por conseguinte, pelo aumento do tempo obrigatório de trabalho (e dos consequentes descontos) para ter direito a uma reforma?

Confessamo-nos, uma vez mais, perplexos com esta notícia.

Como é possível falar-se dos idosos serem “proibidos” de exercer as suas funções?

Mas há que dar alguma razão a este senhor. Só que contraria a prática dos seus amigos socialistas e não consta que se tenha manifestado, em devido tempo, contra o alargamento da idade para ter direito à reforma, por exemplo, dos professores.

Será que este senhor apareceu a lutar ou manifestar-se contra o governo socialista quando este protelou a reforma dos docentes (prevista para os 55 anos se tivessem descontado durante pelo menos 35 anos!) para os 64 anos? Ora, quando uma significativa maioria dos cidadãos portugueses com 60 anos já não se sentem capazes de suportar a presença de 4 netos (sangue do seu sangue!) e afirmam "os filhos que os eduquem que eles já educaram os seus!" alguém ouviu António Barreto dizer que a medida do governo é absurda? Não. Mas agora até se confessa defensor de que “a idade da reforma possa ser adequada à saúde das pessoas, ao desejo das pessoas, à liberdade de escolha, às possibilidades do empregador e das empresas”. Bom... Pelo menos isso! Parece que os socialistas estão realmente muito melhor na oposição. Quando chegam à oposição, têm ideias brilhantes. Quando estão no governo, é uma desgraça!

O grande problema é que, são todos como o Frei Tomás... O tal que, “prega bem, mas não faz”.

E afirmamos isto porque realmente António Barreto até tem razão... Sem dúvida que este senhor está certo. Com efeito, vivemos num período em que a discussão está centrada na intenção (demoagogicamente justa) de se obrigar todos os cidadãos a reformarem-se cada vez mais tarde, falando-se em 65 ou até 67 anos independentemente de serem empregados de mesa, hospedeira de bordo, professores ou até mineiros, camionistas, etc. etc.

Isto é aplicável a todos os cidadãos ... este é o conceito de igualdade cega socialista que José Sócrates implantou (e que em momento algum Barreto, tabém socialista,  criticou!). Ou seja, ser empregado de balcão ou condutor de um camião ou trabalhador da minias de carvão, para os socialisats exige o mesmo desgaste... (Só futebolista é que é de desgaste rápido, porque eles, os jogadores, esses sim: desgastam rapidamente as finanças dos clubes e têm de ir mamar nos nossos descontos apra a Segurança Social...!). 

 

Enfim. Numa fase em que a Europa pretende dilatar o período de vida activa de todos os cidadãos, protelando apra além dos 65 anos o período de trabalho obrigatório dos cidadãos para terem direito a receber uma pensão, agora que é cada vez mais fácil despedir os empregados ao mesmo tempo que se tornou cada vez mais difícil a um "jovem de 55 anos" vem para os jornais este senhor (reformado e no activo, e, ainda por cima, de barriga bem cheia, seguramente!) falar da necessidade de não se obrigar de se reformar... mas quem é que está hoje, com a fuga para a reforma acentuada que se verifica em todos os ramos, por culpa dos perseguidores socialistas (ai, se eu pudesse receber, nem que fossem apenas 200 euros de reforma... creio que também me reformaria vontade não me faltaria de manda à fava uma camada de incompetentes que afundaram o país!), é que vem este senhor falar de fim da “obrigação de reformar-se”.

Parece impossível. Para o discurso dos políticos demagogos, um cidadão de 55 anos ainda é um jovem... mas em termos de benefícios, já não os tem porque não faz parte do grupo dos jovens, isto é, tem mais de 30 ou 35 anos!) conseguir encontrar um trabalho, (como se tivéssemos de descontar uma vida inteira, o que interessa é garantir por lei que não cheguemos a beneficiar da possibilidade de vir a receber, no mínimo, parte daquilo que descontamos.

Quando os socialistas chegaram ao poder em 2005, entrou na ordem do dia a discussão sobre pretensos privilégios de alguns. Esses tais que, tendo a reforma em idades diferenciadas em função do desgaste profissional, das condições de saúde e de exigência física dos seus trabalhos, também eles, muito diferenciados em função das suas exigências e especificidade…

Quem não se lembra do reconhecimento da profissão de futebolista como de “desgaste rápido” (que, diga-se, até apoiamos, embora por outros motivos já que, quanto a nós, sem dúvida “desgastam rapidamente as finanças dos clubes” que, por isso mesmo estão cheios de dívidas à segurança social!)?

Agora que os socialistas (enquanto governo!) fizeram valer na sociedade a igualdade socialista para a idade da reforma, surgem outros socialistas (é claro, agora na oposição!), a defender o que antes combateram. Não estranhamos pois que Barreto venha defender que “a idade da reforma possa ser adequada à saúde das pessoas, ao desejo das pessoas, à liberdade de escolha, às possibilidades do empregador e das empresas”.  O que estranhamos é o seu silencia sobre esta matéria durante mais de 7 anos em que o seu partido, o partido do seu a amigo (ou talvez não) José Sócrates praticou exactamente o contrário. Quem não se lembra do sinal de trânsito semelhante ao de aproximação de recinto escolar ou local frequentado por crianças, ou de travessia de peões com as inscrições “Perigo, travessia de professores” com dois professores velhinhos, já corcundas e com bengala, atravessando a passadeira?

Será que só nós é que o entendemos? Não. Outros entenderam que era uma aberração, mas, como eram os amigos a governar, optaram pelo silêncio.

Enfim. Não há dúvida de que alargar a idade da reforma está na ordem do dia. Mas, O que mais importaria era discutir se um mineiro deve se (e sobretudo!) se der o exemplo. Por isso, António Barreto (e seus seguidores) deveriam começar por recusar a sua reforma! Afinal, está no activo. Igualmente que o seu camarada de partido, Jorge Sampaio (hoje, reformado a exercer funções como Presidente do Conselho de Administração da Fundação Cidade de Guimarães Capital Europeia da Cultura). E tantos outros dos mais variados partidos que não vale a pena aqui enumerar. Mas, diga-se, este gesto fica-lhe politicamente, muito bem. António Barreto sabe que distrai o povo das verdadeiras consequências do aumento da idade da reforma... E está muito pouco preocupado com o facto de se aumentar a idade do direito dos demais cidadãos a receber uma reforma... Por isso, como Portugal não está ainda suficientemente adormecido (ou distraído) com o Futebol (já que o tempo do circo remonta a Roma!) há que criar estes chavões de polémica para distrair o povo... 

 

Sim, é preciso distrair os portugueses e fazer a gente esquecer que eles, os ex-deputados e ex-ministros, realmente nunca chegaram a ser reformados pelo Parlamento (na letra, pois às reformas chorudas por terem exercido cargos públicos, chamam-lhes subvenção!) mas na prática estão a receber prestações do estado e continuam a poder exercer outras actividades remuneradas, coisa que ao Zé povinho, com apenas 400 euros de reforma (ou menos!) não lhes é permitido! Sim, porque António Barreto, seguramente, recebe uma dessas "reformas" e continua a trabalhar. E, por certo, com tachos e mais tachos pelo facto de ter sido também ele, ministro. Agora, o verdadeiro problema deixou de ser o facto de se obrigar as pessoas a trabalhar mais para terem direito à reforma. Para senhores como este, descansadinhos na vida e com subvenções chorudas, o problema parece ser o facto de terem sido obrigados, pela lei que eles mesmos fizeram, a receber umas reforminhas chorudas... E em estes moralistas falar de que não se deve ser obrigado a reformar-se? Mas foi no tempo dos socialistas que um colega, querendo trabalhar mais anos, foi reformado compulsivamente... E, como não se reformou quando poderia ter feito 5 anos antes, toma lá... Ficou a perder comparativamente aos seus colegas que o fizeram... isto sim, é socialismo recauchutado. Quanto mais anos trabalhas, menos recebes...

 

Toma lá que é socialista!

publicado por J.Ferreira às 14:33

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Quinta-feira, 4 de Novembro de 2010

Mais Vale Tarde do que Nunca!

Na maioria das vezes, gastamos parte do nosso tempo livre, criticando as medidas descabidas do (des)Governo de José Sócrates, sobretudo nos campos da economia, da saúde e da educação. Porém, desta vez, o motivo da publicação deste texto é contrário ao habitual.

 

O Público, podemos ler "Os deputados, autarcas, ex-políticos a receber subvenções vitalícias, médicos, magistrados, gestores de empresas públicas e outros reformados que a 1 de Janeiro de 2011 estejam a acumular uma pensão com um salário na função pública terão de prescindir de uma das remunerações."

 

Ora, com a mesma acutilância com que criticamos o absurdo de muitas das medidas levadas a cabo pelo Governo, queremos, congratular-nos com a "repescagem" desta medida. Já havia saído a público esta intenção do Governo. Mas houve um recuo. Ao ser de novo, anunciada, esperemos que seja a valer! Os portugueses estão fartos de ver nos deputados e políticos em geral, um grupo de gente sem escrúpulos que comem tudo e não deixam nada! Basta de gente a sugar os cofres do contribuinte...!

É caso para dizer.... "Bravo!, Senhor Ministro das Finanças! Finalmente uma medida do governo que ainda que peque (e não PEC) por ser demasiado tardia e a reboque da sociedade civil é justa, necessária e democrática."

Muitos de nós se indignaram há já muito tempo. Colocamos uma

ção na internet que recolheu apenas umas poucas centenas de assinaturas. E porquê? Simplesmente porque para a subscrever era exigido que os signatários se identificassem (colocando o número de Bilhete de Identidade)! Ora, estávamos seguros de que num país onde o povo vive amedrontado, assustado, que tem medo de "dar a cara" publicamente em manifestações que sejam contra quaisquer medidas governamentais com medo de represálias, muito menos dará a sua identificação para algo que tem como objectivo mexer com o poder...

 

Não somos filiados em nenhum partido, nem em nenhum clube de futebol, nem em nenhuma religião.  Mas , tal não significa que sejamos  acéfalos... Nem muito menos que sejamos "muralistas", adeptos do muro ou filiados do "Partido do Muro". Estes, sim, estão sempre prontos a saltar para o lado que dá mais jeito. O Muro de Berlim já caiu há muitos anos...  Mas, nós sempre soubemos "de que lado do muro" nos posicionávamos. E esse lado é simples: é o da maior aproximação possível à justiça já que, esamos seguros, a justiça é algo que só existe na palavra. Na realidade, apenas se podem fazer aproximações à justiça, encontrar as medidas mais ajustadas ao desenvolvimento de uma sociedade, mais livre e solidária. A medida que já antes havia sido anunciada (ainda que meses depois de termos colocado a circular uma petição "Por Políticos Mais Responsáveis" na internet que vai no mesmo sentido do rumo legislativo que agora querem dar a este problema.

Por isso aqui deixamos, hoje, o nosso reconhecimento aos que tiveram a coragem de dar a cara por uma petição que era, acima de tudo, justa. Eles sabem do que falamos porque a assinaram. Um deles é o bem conhecido e ex-candidato à presidência da república, Doutor Garcia Pereira. Nunca mais nos esqueceremos do seu gesto e das suas palavras de apoio à petição!

É uma verdade indiscutível que os políticos das últimas décadas têm contribuído para um cada vez maior afastamento e desinteressem dos cidadãos pela vida política. Os portugueses sentem que os governantes só querem chegar ao poleiro para "tratarem das suas vidinhas" e, obviamente, da dos seus correligionários. Quem não se lembra da vergonha que foi, há uns anos atrás, um dos aumentos que se auto-infligiram? Oh, pobres...! Coitadinhos! Quanto sofreram eles com esse castigo de ver o ordenado subir em flecha... E agora, coitadinhos, são os ais prejudicados que até querem comer por 1,5 Euros! Eles são mesmo masoquistas! Sim... é que se auto-infligem cada castigo que não faltam pobres a pedir para serem molestados...

Ainda há os que gemem por aí, e que se lamentam por verem baixado o seu salário. E, embora as mordomias permitam multiplicar o salário por dois ou por três, ainda há pelo Parlamento. Basta ouvir as afirmações de Ricardo Gonçalves , para perceber que estes senhores vivem noutro mundo.. Num Mundo da Alice no País das Maravilhas!

Pois bem, nós só temos a dizer ao senhor deputado do Partido Socialista , "O senhor deveria era ter Vergonha!" Como não tem pejo nenhum (vulgo, vergonha na cara) de afoirmar tais coisas? Enfim... Mas o mais estranho é que ainda apareça alguém a defender ou desculpar estas palavras! Que espera? Um tacho também? Ora, as palavras do deputado são inadmissíveis. Ponto final! Como é que um senhor como este, cheio de mordomias, pode afirmar que os deputados vão ser dos mais prejudicados com esta baixa de salário... Enfim... No mínimo um atentado à dignidade de qualquer trabalhador que sua as estopinhas para conseguir levar 500 euros para casa no final do mês! E este senhor ainda teve sorte... Se a moda do sapato tivesse pegado em terras lusa, já imagino um dos assistentes a lançar-lhe o sapato...

 

 

Já repararam quantas cadeiras estão a ficar vazias por terem esses salários de miséria? Pois bem... Eu ainda não conheço nenhum parlamento nem assembleia municipal que tenha ficado com lugares por preencher por falta de candidatos. Aliás, o trabalho dos deputados é tão desgastante e tão mal pago que os candidatos "quase se comem uns aos outros" para conseguir um lugar naquelas cadeiras... E são estes deputados, com salários de miséria, que cada vez que têm de tal forma que já nem há candidatos suficientes para encher as cadeiras do Parlamento! a maioria dos É esta realidade que se plasma numa política a política do tipo "sanguessuga" que leva o sangue, o suor e as lágrimas de milhares de cidadãos que se esforçam por sobreviver com menos de 500 euros por mês... quer pagam deslocação para o local de trabalho, que pagam impostos por tudo e por nada, para além de muitos outros que vivem abaixo do limiar de sobrevivência.

Que democracia é esta que dá mais a quem mais tem.. e que retira o máximo a quem menos tem?

Que democracia é esta em que o Estado se mostra “forte com os mais fracos” e “fraco com os mais fortes”?

 

A medida anunciada é essencial para limpar a classe política e expurgar os bons profissionais... Com menos regalias, só mesmo os que se querem dedicar a tratar da vida do povo desejarão ser candidatos! Até ao presente, qualquer cidadão era atraído pelas mordomias que conseguiam em apenas dois mandatos. Sim, porque os deputados do parlamento anterior trataram de salvaguardar as suas subvenções vitalícias, com apenas dois mandatos  até 2013. Só a partir dessa data passa a ser exigida uma dúzia de anos (Ui!... que fartura!) para terem direito às mesmas mordomias (subvenções vitalícias ) que os actuais beneficiam até 2013. Mas para o Zé-Funcionário, em 2006, a vida mudou de um dia para o outro... Claro.. Claro! Os senhores deputados são "portugueses de primeira" e os demais portugueses são "escumalha" (assim foram tratados alguns dos cidadãos franceses por um dos responsáveis pela governação na França: Nicholas  Sarkozy!), ou numa versão mais soft (ou seja, politicamente correcta!) "portugueses de segunda". Democracia? Onde está a igualdade? Ah... Todos os portugueses são iguais perante a lei!" Claro. Por isso se fazem estas leis óptimas apenas appa alguns...  Mas como pode um país ser democracia se as suas leis são injustamente discriminatórias?

 

Bom... Ainda assim, esta medida é bem vinda. Daí que, e depois de muita crítica ao (des)governo destes e dos socialistas do anterior mandato, pela primeira vez, aqui deixamos um "bem-haja" ao Ministro das Finanças. Esperemos que sirva de incentivo para que não recue, que não ceda a possíveis grupos de pressão... É caso para dizer que começamos a ver alguns reflexos das mensagens do Presidente da República que referiu estar preocupado com o sentimento (de revolta!?) do povo que começava a ver espelhado nas redes sociais como o facebook

 

Por isso, aqui fica, servindo-nos das palavras do conceituado José Hermano Saraiva, um "BEM-HAJA" (maiúsculo) para a tardia mas decisiva medida do governo. Esperemos que os deputados não lhe ponham entraves...

Enfim... É caso para dizer, "Mais Vale Tarde do que Nunca!"

publicado por J.Ferreira às 14:19

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Quarta-feira, 5 de Maio de 2010

Escândalo na União Europeia

Caríssimo leitor... Imagine que vivemos num Paraíso chamado Europa. Vamos lá... Faça lá um pequeno (ou grande!) esforço!

Ou melhor.... Peço perdão! Imagine que esta Europa de Sonho para alguns mesmo um Paraíso se converte, a pouco e pouco, numa Europa de Pesadelos para a maioria... Exagero? Pois sim... Então tenha a coragem de ler até ao fim!

 

Foi aprovada a aposentadoria aos 50 anos com 9.000 euros por mês para os funcionários da UE!!!.

 

Este ano, 340 agentes europeus com apenas 50 anos já podem partir e gozar a sua choruda reforma antecipada  com uma pensão de 9.000 euros por mês.

Sim, leu correctamente! 340 agentes europeus com apenas 50 anos adquirem direito a uma reforma antecipada de 9.000 €/mês.

 

Para facilitar a integração de novos funcionários dos novos Estados-Membros da UE (Polónia, Malta, países da Europa Oriental ...), os funcionários dos países membros antigos (Bélgica, França, Alemanha ..) receberãoda Europa uma prenda de ouro para se aposentar.

 

Quem paga isto?

 

É incrível... Todos nós trabalhamos (ou já trabalhámos!) para uma pensão de miséria enquanto que aqueles que votam as leis se atribuem presentes de ouro. A diferença tornou-se muito grande entre o povo e os "Deuses do Olimpo!"Devemos reagir por todos os meios começando por divulgar esta mensagem para todos os europeus. A realidade dos benefícios financeiros para estes Altos Funcionários da União Europeia só é comparável com os ganhos dos chefes da Mafia....

 

Os tecnocratas europeus usufruem de verdadeiras CHORUDAS REFORMAS... Mesmo os deputados nacionais que, no entanto, beneficiam do "Rolls" dos regimes especiais, não recebem um terço daquilo que eles embolsam.

Vejamos alguns casos:

Giovanni Buttarelli, que ocupa o cargo de Supervisor Adjunto da Protecção de Dados, depois de apenas 1 ano e 11 meses de serviço (em Novembro 2010), adquire direito a uma reforma de 1 515 € / mês. O equivalente daquilo que recebe em média, um assalariado francês do sector privado após uma carreira de 40 anos!

 

Peter Hustinx, seu colega, acaba de ver o seu contrato de cinco anos renovado. Após 10 anos, ele terá direito a cerca de € 9 000 de pensão por mês.

 

É simples, ninguém lhes pede contas e eles decidiram aproveitar ao máximo. É como se, para a sua reforma, lhes fosse passado um cheque em branco.Além disso, muitos outros tecnocratas gozam desse privilégio. Vejam algumas outras pobres vítimas desta união Europeia consultando aqui a  lista. E faça a sua reflexao sobre o que de seguida lhe apresentamos. Só assim começaremos a perceber como a Uniao EWuropeia caminhará para o fracasso, assemelhando-se cada veza mais ao que se passou com a Ex-URSS que cativasdo a popñulação para a sua Revolução debaixo de uma máxima de igualdade entre todos os cidadãos "todos os cidadãos são iguais!" depressa os "chefes" do bando governante desenvolvderam os tiques totalitários e fascistas (de esquerda ou de direita, tanto faz porque "fascista" é "fascista"!) criaram uma nova máxima que os pudesse beneficiar acrescentando uma pequena  nuance ao princípio fundamental que os uniu na Revolução. E assim nasceu, tal como hoje, uma nova máxima: "todos os cidadãos são iguais mas alguns (os políticos, acrescentamos nós!) são mais iguais que os outros". Não estranhemos pois que o processo de integração deuropeia se tenha deicxado de ouvir os cidadãos.

 

Roger Grass, Secretário do Tribunal Europeu de Justiça, receberá € 12 500 / mês de pensão.

Pernilla Lindh, o juiz do Tribunal de Primeira Instância, € 12 900 / mês.

Damaso Ruiz-Jarabo Colomer, advogado-geral, 14 000 € / mês.

 

 

Não estranhemos que os políticos assienm os novos tratados europeus sem que nos escutem, sem que nos dêm direito a ter voz activa. E não estranhemos, por fim, que toda esta união Europeia acabe como acabou a ex-URSS ou a ex-Jugoslávia ou a Ex-Checoslováquia! Espartilhando-nos de novo!

Para eles, é o jackpot. No cargo desde meados dos anos 1990, têm a certeza de validar uma carreira completa e, portanto, de obter o máximo: 70% do último salário. É difícil de acreditar ...Não só as suas pensões atingem os limites, mas basta-lhes apenas 15 anos e meio para validar uma carreira completa, enquanto para você, como para mim, é preciso matar-se com trabalho durante 40 anos, e em breve 41 anos.

 

Confrontados com o colapso dos nossos sistemas de pensões, os tecnocratas de Bruxelas recomendam o alongamento das carreiras: 37,5 anos, 40 anos, 41 anos (em 2012), 42 anos (em 2020), etc. Mas para eles, não há problema, a taxa plena é 15,5 anos… De quem estamos falando? Originalmente estas reformas chorudas eram reservadas para os membros da Comissão Europeia e, ao longo dos anos, têm também sido concedida a outros funcionários. Agora eles já são um exército inteiro a beneficiar delas:: juízes, magistrados, secretários, supervisores, mediadores, etc.

 

Mas o pior, ainda, neste caso, é que eles nem sequer descontam para a sua grande reforma. Nem um cêntimo de euro, tudo é à custa do contribuinte... Nós, contribuímos toda a nossa vida e, ao menor atraso no pagamento, lá vem a coima ou sanção: avisos, multas, etc. Sem a mínima piedade. Eles, não! Isentaram-se a si próprios e totalmente disso. Parece que se está a delirar!

Eles definem as suas próprias remunerações... e nós devemos ficar felizes por termos o privilégio de as pagar!

 

Que cada cidadão fique ciente de que, até mesmo os juízes do Tribunal de Contas Europeu que, portanto, é suposto « verificarem se as despesas da UE são legais, feitas pelo menor custo e para o fim a que são destinadas », beneficiam do sistema e não pagam as quotas.

E que dizer de todos os tecnocratas que não perdem nenhuma oportunidade de armarem em «gendarmes de Bruxelas» e continuam a dar lições de ortodoxia fiscal, quando têm ambas as mãos, até os cotovelos, no pote da compota?

 

Numa altura em que o futuro das nossas pensões está seriamente comprometido pela violência da crise económica e da brutalidade do choque demográfico, os funcionários europeus beneficiam, à nossa custa, da pensão de 12 500 a 14 000 € / mês, após APENAS 15 ANOS de carreira... Mesmo sem pagarem quotizações... É UMA PURA VERGONHA... UMA PROVOCAÇÃO!

 

O objectivo deste texto é alertar todos os cidadãos dos Estados-Membros da União Europeia. Juntos, podemos criar uma verdadeira onda de pressão.

 

Não há dúvida de que os tecnocratas europeus continuam a gozar à nossa custa (e com total impunidade!) essas pensões. Nós temos que levá-los a colocar os pés na terra. «Sauvegarde Retraites» realizou um estudo rigoroso e muito documentado que prova por "A + B" a dimensão do escândalo.

 

(Texto baseado num email que recebemos no qual introduzimos os nossos comentários e reflexões).

publicado por J.Ferreira às 09:00

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Sábado, 25 de Outubro de 2008

Portugal "Terceiro Mundista?" - Os Políticos no seu Esplendor

Imensas mensagens de indignação como estas circulam pela Net... Simplesmente correm de email em email pedindo que se contribuas denunciando da forma que estiver ao nosso alcance...

Pois, como a nossa democracia ainda prevê e defende a "liberdade de expressão"... cumprimos a nossa parte. E, aqui denunciamos:

 

Num país em que os máximos responsáveis da Governação querem que os cidadãos declarem as prendas de casamento e o seu valor… vejamos por onde andam aqueles governantes a quem, com os nossos impostos, os actuais governantes continuam a pagar CHORUDAS subvenções vitalícias (eufemismo para dizer REFORAMA e o Zé povinho não compreender…

Pois… É tempo de denunciar… É tempo de desmascarar estes falsos defensores do povo… estes falsos democratas que se governam “enchendo os bolsos” com leis que eles mesmos aprovam para delas beneficiarem! Não te cales, DENUNCIA!

Vejamos alguns exemplos e digamos todos… Até Quando o POVO poderá tolerar isto?
Como pode sanear-se a Segurança Social com exemplos deste tipo vindos dos próprios legisladores?

E não se pense que isto é num país Terceiro Mundista! É um País Quarto-Mundista
Enfim… É Portugal no seu Esplendor .

 

 

 

 

Fernando Nogueira:
Antes -Ministro da Presidência, Justiça e Defesa
Agora - Presidente do BCP Angola

 

José de Oliveira e Costa:
Antes -Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais
Agora -Presidente do Banco Português de Negócios (BPN)

 

Rui Machete:
Antes - Ministro dos Assuntos Sociais
Agora - Presidente do Conselho Superior do BPN; Presidente do Conselho Executivo da FLAD

 

Armando Vara:
Antes - Ministro adjunto do Primeiro Ministro
Agora - Vice-Presidente do BCP

 

Paulo Teixeira Pinto:
Antes - Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros
Agora - Presidente do BCP (Ex. - Depois de 3 anos de 'trabalho',
Saiu com 10 milhões de indemnização!!! e mais 35.000? x 15 meses por ano até morrer...)

 

António Vitorino:
Antes -Ministro da Presidência e da Defesa
Agora -Vice-Presidente da PT Internacional; Presidente da Assembleia Geral do Santander Totta - (e ainda umas 'patacas' como comentador RTP)

 

Celeste Cardona:
Antes - Ministra da Justiça
Agora - Vogal do CA da CGD

 

José Silveira Godinho:
Antes - Secretário de Estado das Finanças
Agora - Administrador do BES

 

João de Deus Pinheiro:
Antes - Ministro da Educação e Negócios Estrangeiros
Agora - Vogal do CA do Banco Privado Português.

 

Elias da Costa:
Antes - Secretário de Estado da Construção e Habitação -
Agora - Vogal do CA do BES

 

Ferreira do Amaral:
Antes - Ministro das Obras Públicas (que entregou todas as pontes a jusante de Vila Franca de Xira à Lusoponte)
Agora - Presidente da Lusoponte, com quem se tem de renegociar o contrato.

Etc. etc. etc.

------------------------------------------------------------

E... se a sabedoria popular tem algum sentido quando diz que "grão a grão enche a galinha o papo" ou "devagar se vai ao longe" ou ainda "água mole em pedra dura tanto bate até que fura"...então,  talvez um dia isto mude um pouco...

 

Agora cabe-te a ti fazer a tua parte...

 

 

 

publicado por J.Ferreira às 14:21

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Sexta-feira, 15 de Junho de 2007

Professora Com Leucemia Obrigada a Trabalhar até à Morte.

Como querer melhorias nos resultados do Sistema de Ensino quando se obriga a trabalhar com alunos pessoas que estão na situação de Luta contra um Cancro?

 

É incrível... Esta realidade apenas nos pode confirmar uma simples constatação: Portugal está a transformar-se cada vez mais num país onde o mais importante não é "SER" mas "PARECER".
O que as novas gerações necessitam de saber é que, pese embora se viva aparentemente em Democracia e a organização política aparecer na Constituição da República como sendo uma Democracia, tal implica a igualdade de deveres, mas a desigualdade dos direitos.

Viver num Estado de Direito Democrático não passa para muitos de uma miragem, um sonho... ou um pesadelo! Como foi o caso de Manuela Estanqueiro...

 

Se é verdade que fazer chacota com estas coisas demasiado sérias nos parece um pouco forte para os familiares de quem é atingido por tanta injustiça, temos que ter em consideração de que, para sensibilizar a sociedade moderna assente nas tecnologias e nos media, é necessário usar uma forma apelativa, utilizando todos os meios, inclusivé a comédia, para desmascarar as injustiças que proliferam por este país, contra as quais nenhum Ministro se digna lutar... pelo menos até ser atingido na sua essência: o próprio ou um familiar muito querido. Aí, com certeza, o debate passaria do palco teatral para o Parlamento, onde os actores são sobretudo, decisores.

Por este andar, nem os paralíticos terão direito a reforma. Preocupados que o dinheiro destinado às reformas não chegue para os deputados, há que adiar... adiar... adiar... o direito à reforma dos cidadãos portugueses até que a morte lhes cale a voz. Pois a minha, como a dos Gato Fedorento, há-de continuar... silenciosamente, ao som do teclado.

Os nossos políticos deixaram de se reger por princípios do humanismo… Temos na política indivíduos que se especializaram na arte de bem enganar os outros… São todos uns demagogos e uns hipócritas… Tentam fazer crer que se preocupam com as mulheres, chegando ao ponto de exigirem quotas – estúpidas (diga-se!) pois, gostaria de saber o que vão fazer se um dia não houver mulheres que queiram fazer parte desta hipocrisia e se deixem de interessar por esta forma estúpida e cega de fazer política e governar o país! – mas permitem que e obrigue a “morrer em combate" mulheres com doenças cancerosas. Sim... A “morrer em combate”... Não contra nenhum ser humano (como outros que se julgam heróis por matarem legalmente outros seres humanos) mas contra uma doença sem cura, quase com encontro marcado com a Morte... Não num campo de batalha qualquer mas dentro de uma sala de aula.

 

Aqui expresso a minha solidariedade para com o legítimo Grito de Revolta que deve inundar toda esta família...

 

Com efeito, sinto uma enorme revolta porque poderiam ser a minha mãe! Também a ela morreu com leucemia… Com três diferenças fundamentais: a primeira, é que tinha menos de 35 anos; a segunda, é que, feliz,mente, não estava ligada ao ensino; a terceira, é que não chegou a depender deste Ministério da Educação porque, triste mas felizmente, a luta contra a doença ainda foi feita no tempo da Ditadura! Não é isto um desejom de regresso aom passado. É uma reevolta pelo que se pasa no presente... Sim... Porque se a Ditadura era o tempo em que muitos cidadãos eram maltratados, face às práticas de democracia actuais, parece ter havido, em Portugal, muito mais humanismo na Ditadura que nesta Democracia...  Obrigar uma pessoa a trabalhar até morrer, não é nenhuma medalha que qualquer país democrata deveria ter orgulho em exibir... Mas a prática de quem nos governa parece apontar cada vez mais para a seguinte máxima:

"Trabalhar até à morte, primeiro passo para sanear a Segurança Social!..."

..

E, por incrível que pareça… minha mãe foi tratada, até ao último minuto, por todos os médicos com a máxima dignidade! Pois... Se a minha mãe tivesse sobrevivido na Ditadura a esta doença fatal, nesta Democracia, por certo que sucumbiria às mãos de indivíduos sem escrúpulos que em vez de médicos, deveriam ter sido cangalheiros.

A julgar pelo que sucedeu com Manuela Estanqueiro, e a ser observada medicamente por indivíduos sem humanismo, teria de escolher entre trabalhar até à morte... ou passar fome nos últimos dias da vida.
Sem dúvida que não aguentaria a trabalhar mais 30 anos para ter direito a receber parte dos descontos que havia efectuado para a CGA … e que ela, legitimamente, teria direito
.

 

Por que motivo lhe retiraram o direito que era seu de poder usufruir daquilo que descontara…? Será legítimo que deputados plenos de saúde acumulem subvenções atrás de subvenções, quando estão ainda no gozo total das suas capacidades de trabalho e ainda por cima acumulam “reformas” com salários chorudos? Como podem maltratar assim as mães portuguesas…? E são estes indivíduos que nos falam da democracia e paridade entre homens e mulheres na Assembleia? Exigiram 1/3 de mulheres nas listas partidárias para candidaturas à assembleia da república...? Como é possível que pretendam assim enganar toda a gente e permitam atitudes nos seus súbditos que fazem isto com as mulheres?

 

Agora, das duas uma: ou se apuram responsabilidades e alguém é exemplarmente punido pela incompetência (e por que não, posto na rua como fizeram com outros professores na DREN por um simples delito de opinião!), ou será que o governo aproveitou a ideia e já aprovou e publicou a lei que, ironicamente, recomendáramos há uns tempos para sanear a Segurança Social, fazer o aeroporto da OTA e construir o TGV , mantendo as mordomias dos titulares de cargos políticos? (veja o artigo completo )

Artigo Único

1. Todos os cidadãos trabalhadores e que tenham descontado para a Segurança Social, têm direito a receber uma pensão.

2. A pensão será paga apenas aos cidadãos que apresentarem o seu “Atestado de Óbito”.

3. O disposto no número anterior não é aplicável aos titulares de cargos políticos ou de nomeação política.

 

É muito triste que tenhamos eleito para nos governarem indivíduos que promovem e incentivam esta falta de sensibilidade humana. É que ela está a ir muito além do fecho de maternidades e de urgências: ela transformou-se numa obsessão pela destruição de tudo e de todos. Pior que uma cegueira física, ela é uma cegueira económica! Depois multam-nos por não usar o cinto pois pomos em risco a nossa vida! Querem eles lá saber da vida dos cidadãos… Isso está visto que pouco lhes interessa. Eles querem, pura e simplesmente, é o dinheiro das multas…!

 

Estamos seguros que, numa operação de charme, teremos estes irónicos políticos (a que já nos habituaram com o deserto no sul!) a proceder à criação de uma nova medalha para Condecorar Cidadãos a Título Póstumo, à que se poderão candidatar indivíduos com o mais elevado mérito: a "Medalha de Óbito em Serviço"!

E já se imagina que a primeira medalha poderá muito bem ser atribuída a um docente. E, no perfil que será certamente traçado pelos nossos governantes, Manuela Estanqueiro, com 63 anos obrigada pelos médicos da CGA (que não deixam de ser funcionários de instituições superintendidas pelo Governo?!) a trabalhar até aos últimos dias da sua vida, apesar de ter confirmada uma leucemia há dois anos, estará, certamente, muito bem posicionada para receber tal medalha. Pena é que as homenagens ado Estado sejam sempre feits a título póstumo... Por certo os galardoados trocariam a condecoração por uns momentos de paz... 

No entanto, para os que se queiram candidatar a esta medalha, um alerta aqui deixamos:

Preparem-se para nunca faltar ao trabalho, mesmo que estejam cancerosos ou leprosos: As faltas (à semelhança do concurso para Titulares) serão um dos critérios mais importantes... E, claro, à semelhança das razões do alargamento da idade da reforma, contribuir para a CGA com as quotizações até fazerem 65 anos...

Só desta forma serão reconhecidos como cidadãos exemplares uma vez que contibuem francamente para sanear as finanças da CGA garantindo que os actuais senhores deputados da nação tenham, nos próximos anos, garantia de receberem as suas chorudas subvenções!

 

E não digam que os responsáveis pelo Ministério da Saúde e do Ministério das Finanças não têm nada a ver com o assunto.

Afinal, fecham-se maternidades... fecham-se urgências... fecham-se escolas... obriga-se a trabalhar pessoas doentes, francamente doentes, diria mesmo, com o "encontro marcado com a morte") enquanto Portugal financia a construção de Estádios de Futebol no médio Oriente...?

Que país somos? Quem escolhemos nós para nos Governar? Alguém tinha colocado isto no programa eleitoral...? Ou andam a enganar-nos a todos?

Como se permite um Presidente da República fechar os olhos a esta realidade, ver cidadãos a enganar outros cidadãos, e deixar tudo na mesma quando foi eleito, ele sim, por todos e cada um de nós?

Nós não escolhemos o Ministro da Saúde, nem da Educação, nem das Finanças... Mas elegemos directamente o Presidente da República... !

Para que existe afinal um Presidente da República? Para nada? Ou estará adormecido?

 

Indignação? Revolta? Nenhuma palavra é suficientemente forte para expressar o que nos vai na alma!

 

Por isso...

 

Exmo Senhor

Presidente da República:

Chegou a hora de agir... Obrigue este governo a respeitar a Constituição da República. Obrigue-o a entrar nos eixos! é que para Manuela Estanqueiro, já ontem era tarde!...

E... como não me dói a barriga por nenhum dos partidos... e, tenho a certeza de que uma estranha sensação se está a generalizar na consciência da maioria dos portugueses e que se está a transformar  num grito de revolta. Isto está a atingir os limites do bom-senso e da sã convivência nacional, na certeza de que

"Por muito menos caiu o governo anterior "

... 

 

publicado por J.Ferreira às 16:57

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Quinta-feira, 29 de Março de 2007

(Des) Igualdades Camufladas à Luz da Sabedoria Popular

Por muito que custe a um determinado grupo de cidadãos (políticos que se julgam a elite social), para se ser democrata não basta ter-se sido eleito.

 

Com efeito, muitos ditadores também tinham sido eleitos… democraticamente!...

E muitos dos eleitos transformam-se em autênticos ditadores. E, Salazar também o tinha sido. Ou será que Salazar também foi mentor de uma revolução invisível como os capitães de Abril ?...

Pois bem. Este é um problema que as democracias têm e terão eternamente dificuldade em gerir: saber até que ponto um estado pode dizer-se democrático simplesmente porque, com base num determinado programa de governo, um determinado partido alcança o poder e, arroga-se do direito de legislar indefinidamente, contra tudo e contra todos, ressalvando apenas a postura de uma minoria.

Note-se que, os deputados deste governo aprovaram uma lei cujo conteúdo, parafraseando George Orwell no seu livro “Animal Farm”, traduzido em português (e, certamente, não por acaso!) por “O Triunfo dos Porcos”, se poderia expressar na seguinte frase: “Todos os portugueses são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

Referimo-nos, claramente, aos políticos que nos governam. Todos nos lembramos ainda das recentes alterações que o Governo introduziu no Sistema de Pensões dos funcionários Públicos, nomeadamente dos professores (que terão de trabalhar e descontar mais de 45 anos!), considerando que todos os portugueses deveriam ter a reforma na mesma idade. Tal, parece-nos claramente injusto pois, se alguns apenas começaram a fazer descontos aos 28 ou 38 anos, outros começaram aos 18 ou 25 por exemplo. Como se faz justiça de redistribuição dos descontos para aqueles que mais tempo descontam? Como se pode dizer que é justo atribuir-se uma reforma na mesma idade a dois companheiros de universidade se um termina o curso aos 25 anos e o outro, andando a passear os livros e a fazer o Estado gastar muito mais na sua formação, apenas termina o seu curso aos 35 anos? E vão os dois para a reforma com a mesma idade? Então um sairá para a reforma e o outro ficará a descontar mais uns 15 anitos… Pois, pois… Por isso, alguns companheiros de universidade deixarão de poder confraternizar com os seus colegas de curso pois perdem o direito de passar à reforma com 35 anos de descontos (ficando a trabalhar mais uns 10 anitos) mas mantém o direito de ir ao funeral… (isto se a ministra não os penalizar muito nas faltas…) Assim, só porque um aluno foi bem sucedido nos estudos, é agora penalizado por esta lei do Governo que menos dinheiro gastou na sua formação, pelo simples facto de não ter repetido nenhum ano!... Grande prémio para os alunos Excelentes… Trabalhar mais que os “insolentes”…

E são estes governantes que querem dizer que é importante ter sucesso nos estudos…? Uma “ova”, diria o povo! “Reguilas” são os que terminam o curso lá pela casa dos 35 anos (perguntem ao José Sócrates!…). É que, a  reformarem-se com 65 anos, apenas terão feito descontos durante 30 anos… Os que acabam o curso com 25 (ou menos!) estão feitos: têm que descontar durante 45 anos… e fartar-se de trabalhar…até serem velhinhos como os outros… mas mais desgastados por terem iniciado mais cedo…! É esta a justiça que apregoam os socialistas…? É esta a meritocracia que tentam impor?

Só se depois de mortos, a família tivesse direito a um certo número de anos de reforma do falecido. Assim, sempre os mais penalizados teriam direito a deixar em herança o fruto dos seus descontos, que os herdeiros receberiam tipo “a título póstumo”… É que, com os cortes sistemáticos nos salários, e os congelamentos sucessivos na carreira, já nem a casa os funcionários públicos podem deixar de herança, uma vez que, não a levando o Estado nos impostos, os bancos encarregam-se de o fazer (para continuarem a apresentar lucros exorbitantes a que o perdão de impostos não é alheio!) ainda que seja tijolo por tijolo.

Aliás, não será, certamente, por terem trabalhado mais que a esperança média de vida se vai alongar… Antes o contrário, isso, sim, pode verificar-se. Ou será que o trabalho agora é tão importante medicinalmente que até dá juventude?

 

Com as suas medidas, este Governo está a passar, claramente, um atestado de incompetência ao actual Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva. De facto, foi durante o tempo de Cavaco Silva (em que este esteve à frente do governo do país como primeiro-ministro!) que foi construído o Estatuto da Carreira Docente que Sócrates diz desajustado e cheio de mordomias.

Para o governo de Cavaco Silva, o ECD era considerado um instrumento fundamental para a melhoria do Sucesso Educativo e da Educação em Portugal... Para além disso, José Sócrates passa também um atestado de incompetência ao seu companheiro (de governo e de partido), António Guterres, que, enquanto desempenhou as mesmas funções não deixou de reconhecer a função dos professores como fundamental ao avanço da sociedade...

 

Para José Sócrates, todas as profissões (excluindo, claro está, a dos políticos!) são todas igualmente desgastantesE, se Deus quiser (ou mesmo que não queira, para quem acredita na oração, bastará rezar…!) todos terão igual saúde, se não mesmo uma saúde de ferro...

 

Claro está que, para o Governo, o importante não é fazer a igualdade, mas antes, adiar a idade da reforma, o que significa pagar a reforma aos cidadãos comuns durante muito menos tempo, pois a esperança de vida, pós idade da reforma, diminui à medida que se aumenta a idade da sua atribuição! Por incrível que pareça, o exemplo não foi dado pelos legisladores. Assim, lamentamos que sendo todos portugueses (e os políticos os maiores responsáveis por o país chegar ao estado em que está!), o Governo e a Assembleia da República, se tenham acobardado e tenham mantido as mordomias exageradas dos políticos que se “reformam” com pouco mais meia dúzia de descontos, “ainda com o sangue na guelra”, o mesmo princípio não tivesse sido aplicado aos titulares de cargos políticos e similares. Mais… O incrível é que, apesar de terem criado um estatuto especial para as subvenções vitalícias dos políticos, ainda assim, os governantes tiveram a ousadia de adiar a sua aplicação para as calendas gregas, isto é, lá para 2013, altura em que seguramente, nenhum deles estará pelos corredores do parlamento e os próximos políticos vão revogar a legislação agora criada, com o argumento de que “não contribui para dignificar a função de deputado e não atrai os melhores para a política”.

 

Vejamos agora mais pormenorizadamente o alcance das medidas de Sócrates.

Sócrates ignorou a especificidade de determinadas funções exigentes ao longo da carreira, como é o caso dos docentes.... Por isso, não sei se estão ou imaginar mas eu já vejo como professora dos vossos e nossos filhos, uma idosa e dinâmica senhora de 62 ou 63 anos leccionando, numa escola do primeiro ciclo, todas as áreas disciplinares (incluindo a Educação Física!), equilibrada na sua bengala… (Que beleza... Quanta ternura...! ). E a comunicação social ajudou o Governo a vender esta medida como uma medida justa, na crença de que "uma mentira muitas vezes repetida se transforma numa verdade"!

 

Como pode considerar-se que um aluno universitário que acaba o curso de professor quando já está com 30 anos (filhinho de papá que anda a passear livros e como tal reprova várias vezes mas não há problema - lá diz o ditado "água mole em pedra dura tanto bate até que fura" - porque enquanto estudante foi sempre um baldas e um cábula, apenas faça descontos durante 35 anos (30+35=65) enquanto outros colegas da mesma turma que concluíram o curso com apenas 22 anos (porque se esforçaram, tiveram sucesso e gastaram menos dinheiro ao Estado para se formarem), terão de trabalhar e de descontar 43 anos (22+43=65). É esta a igualdade de que Sócrates tanto fala? Já repararam? Colegas da mesma turma... Que começaram a descontar para a Segurança Social na mesma data... ! Chamam a isto Justiça?

 

A continuar assim, teremos uns cidadãos que frequentaram a universidade numa mesma data a gozar a sua reforma nos cafés e outros a trabalhar, apesar de ambos terem já descontado para o estado durante o mesmo tempo? Que deve contar para se ter direito a receber? O que se pagou ou os poucos ou muitos anos que se viveu…? Não é este um incentivo a começar a vida activa mais tarde… Ficar no mercado negro durante uns anos e depois descontar apenas a partir dos 30 anos? Ou vão fazer trabalhar até aos 80 anos os que começarem aos 40 a descontar?

 

Para salvaguardar as expectativas dos senhores deputados, a alteração do sistema de cálculo das pensões dos senhores políticos apenas terá aplicação a partir de 2013.

Por que motivo apenas em 2013?

Façam as contas e depressa verão que as próximas eleições legislativas serão (a manter-se no ritmo normal dos acontecimentos pois lá diz o povo “não há uma sem duas, nem duas sem três”, e como tal, pode haver outra bomba atómica presidencial…) em 2009. E as eleições seguintes? Em 2013. Claro! Contas bem feitas (convencidos, claro, que o povo português será sempre masoquista, e que depois de uma maioria absoluta, vem uma segunda maioria, ainda que não seja absoluta) havia que colocar como data de efeito da aplicação da lei aos deputados o ano de 2013! Desta forma, o Governo não desiludiu os seus comparsas e uma grande parte do conjunto de deputados que suportam o governo, bem como uns quantos da oposição, conseguirão reunir em 2013 as condições para terem direito a receber do Estado as suas (míseras!...) subvenções vitalícias (eufemismo para dizer não dizerem que passam a receber uma pensão ou reforma com tão poucos anos de "trabalho" ...)

 

Independentemente de muitos continuarem bem jovens e com capacidades para trabalhar – o que explica o facto de todos ou quase, após terminarem o mandato e abandonarem o Parlamento, passarem a ser titulares de cargos de chefia no sector público (por nomeação) ou de direcção no sector privado (para o que trataram das suas vidinhas enquanto se “passeavam” no Parlamento) – a verdade é que o ataque aos diferentes sectores da administração pública não teve nenhuma medida que se aplicasse aos deputados que servisse de exemplo para que os portugueses pudessem dizer que, de facto, os deputados eram os primeiros a dar o exemplo… Uma vez mais a sabedoria popular nos faz valer o seu ensinamento “quem parte e reparte e não fica com a melhor parte, ou é burro ou não tem arte”. Ora, caros leitores, até podemos considerar que os nossos deputados não têm lá muita arte mas teremos de reconhecer que, para tratarem das suas vidinhas, "são artistas"!

 

Até 2013, "muita água passará debaixo da ponte". Assim, podermos ter a certeza que, tal como diz o poeta “mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”, quando chegar a altura de se aplicar a lei, os senhores deputados de então não perderão a oportunidade de preparar os portugueses para a alteração da mesma, protelando a sua aplicação para as calendas gregas, sob a desculpa de que é necessário atrair "mais e melhores cães para os ditos ossos". E não se cansarão a esforços para levar os portugueses e a opinião pública a acreditar que é preciso valorizar o estatuto da função dos cidadãos que se dedicam à política (como já todos estamos cansados de ouvir e que ainda há dois anos era mote de conversas televisivas) argumentando com a “necessidade de cativar os melhores para a política”. Convictos da força dos media onde, “uma mentira muitas vezes repetida se transforma numa verdade”, não hesitarão a matracar tais ideias na comunicação social para legitimar o estatuto privilegiado para si mesmos.

Porém, que se saiba até ao presente, pode haver carência de mão-de-obra em vários sectores mas não consta que nenhum lugar de deputado ficasse por preencher até ao presente.

Pelo contrário, “são mais de trinta cães a um osso”! Se o estatuto é assim tão mau, por que concorrem? Altruísmo? Acreditam que se interessam pela coisa comum?

Não deveriam os políticos receber do erário público apenas o correspondente ao custo da satisfação das suas necessidades básicas para apenas atrair para a política aqueles que de facto se querem dedicar ao Estado e aos Portugueses? Se acham que é pouco… “Por que se candidatam?

Por que não se aplica aqui a lei da oferta e da procura?

Ora, se estamos em ”época de vacas magras”, para quê pagar muito se há tantos candidatos e podemos pagar pouco?

Não lhes chega terem o reconhecimento social e os tachos que posteriormente lhes são oferecidos nas empresas por terem sido bons executores?

Ou será que têm medo de ser avaliados pelo seu desempenho e nenhuma empresa os queira integrar nas suas fileiras de trabalhadores?

 

Quase me arriscaria a fazer um pouco de futurologia e, ao estilo de Zandinga, dizer aqui que, chegando 2013, o Governo em exercício não hesitará em impedir a aplicabilidade da lei agora aprovada e reenviar de novo o início da sua aplicação para as calendas gregas. Duvidam? Também eu… Mas, “não há como esperar para ver”…

Não é por acaso que os lugares de deputados são tão apetecíveis.

Não é por acaso que usando uma vez mais expressões populares, são trinta cães a um osso”;

Como os políticos são os que fazem as leis lá diria o povo:

São eles que “têm a faca e o queijo na mão” e, como tal eles ficam sempre com a melhor fatia ou não seria verdade que “quem parte e reparte e não fica com a melhor parte… ou é burro ou não tem arte.

 

 

publicado por J.Ferreira às 01:58

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Quarta-feira, 28 de Março de 2007

Os Custos da Democracia e a Crise na Segurança Social - I

Assistimos em Portugal ao desenvolvimento de uma sociedade que se caracteriza por cada vez maiores e mais fortes contrastes. De um lado, a classe política (governantes e demais cargos públicos de nomeação política) a usufruir de salários "chorudos" num momento em que Portugal atravessa uma forte crise. De facto, a crise toca a todos menos à classe política e dirigentes por ela nomeados. A cada dia que passa se fica a conhecer mais um ou outro político que se encontra a receber do Estado avultadas quantias mensais...

acumuladas....

 

O Estado está hoje a pagar a uma enorme quantidade de indivíduos que se reforma da política tendo servido o Estado durante menos de 10 anos. Estes políticos (cidadãos "mais iguais" do que os outros) muitos deles com cerca de 40 anos de idade, se tivermos em conta a esperança média de vida, ficarão a receber do Estado estas “reformas disfarçadas” a que deram o nome de “subvenções vitalícias” (como se tivessem ficado deficientes ao serviço do Estado e, como tal, precisassem de ser ajudados pelo Estado) durante 40 ou 50 anos ou até mais...

 

É claro que a segurança Social não vai aguentar... E se aguentar até que estes governantes contabilizem o tempo necessário para adquirirem o direito a essas subvenções, após a saída deste governo ou do próximo, lá teremos o mesmo discurso a passar de novo e uma vez mais na televisão (de muito fraca qualidade e que deveria autoavaliar-se, comparando-se com o que se faz, por exemplo, no jornalismo de investigação francês em vez de se limitar a reproduzir uma quantidade de coisas sem qualquer suporte credível) a repetir programas do tipo "Prós e Contras" que apenas servem para legitimar medidas sem qualquer fundamento científico credível e, muitas vezes, onde são esgrimidos argumentos que intelectualmente, não são honestos. Lá diria o Zé-povinho : Estes governantes devem andar eclipsados… Estão mas é a querer "tapar o Sol com uma peneira".

 

A crise do Sistema de Financiamento da Segurança Social “tem dado pano para mangas”. Com efeito, estratégica e “inteligentemente”, o Governo foi preparando a opinião pública fazendo passar a ideia repetida de que a Segurança Social estava à beira da falência, procurando responsabilizar por esta triste realidade (que, só agora, se aperceberam, apesar de se considerarem tão competentes na matéria). Mas esta estratégia não foi focada nas necessidade de acabar com as mordomias daqueles que, tendo servido a coisa pública, estão a cobrar balúrdios ao erário público até ao se termo de vida…Referimo-nos, obviamente, às tão apelativas, tão atraentes e desejadas “subvenções vitalícias” dos titulares de cargos políticos e/ou públicos.

 

Dessa parte do bolo dos pagamentos não interessava falar…. E, como tal, nem foram apresentados nem foram pedidos quaisquer números pelos jornalistas... O objectivo estava direccionado e os professores eram o alvo a abater. Pois, pois. No entanto, seria bem mais interessante saber quanto está a pagar a Segurança Social a cada um dos políticos que exerceram funções, após o 25 de Abril, a fim de ficarmos todos a conhecer quanto nos custa a democracia, isto é, que fatia representa para o bolo da Segurança Social as subvenções e pensões dos titulares de cargos políticos ou de cargos de públicos de nomeação política...

 

Mas nada foi feito. Apenas interessou alterar a idade da reforma do cidadão comum... Estas medidas repressivas apenas abrangem o comum dos cidadãos... Os políticos ficam ainda de fora e continuarão... Por isso haverá sempre e cada vez mais interessados em entrar para a política. Não consta que haja falta de candidatos a deputados em partido nenhum. Vá se lá saber porquê...

 

De facto, os políticos alteraram a lei para obrigar o cidadão comum a trabalhar mais de 40 ou 45 anos, uma vez que apenas poderá pedir a sua reformam quando chegar 65 aos idade. No entanto, os políticos continuarão a reformar-se, até 2013, pelas mesmas regras. Governar assim é fácil. Impor sacrifícios aos restantes cidadãos não custa nada.

De facto, a reforma para todos aos 65 anos não só é injusta (pois as funções provocam diferentes desgaste) como imoral pois muitos dos que chegam a essa idade têm mais de 45 anos de descontos enquanto alguns (os políticos) apenas descontam durante pouco mais de meia dúzia e já passam a recebê-la, mesmo antes de chegarem aos 65 anos...!

Alguém contesta esta realidade? Poderemos comparar o trabalho de um calceteiro com o de um telefonista? Se a lei continuar como está, poucos chegarão em breve a receber a reforma pouco mais de 5 ou 10 anos, mesmo tendo descontado durante mais de 40 anos… De que lhes serviu então terem descontado? Garantia da reforma dos políticos? Claro…

 

Consideramos, pois, indigno que, conhecendo-se as vantagens profissionais da passagem pelo desempenho de funções políticas, se continue a aceitar, numa sociedade dita democrática em que "todos os cidadãos deveriam ser iguais", que os políticos continuem a auferir desde o momento em que abandonam os cargos, uma subvenção vitalícia, que podem acumular com vencimentos noutras funções...

Em contrapartida, o comum dos cidadãos, apenas tem direito a receber a sua Reforma (quantas das vezes mísera) depois de ter chegado aos 65 anos de idade (se lá chegar ou se ainda for vivo ou, sendo-o, tiver vida para dela usufruir!).

 

O problema para a Segurança Social agudiza-se se tivermos em conta que as reformas (ou subvenções, chamem-lhe o que quiserem, são melhores que autênticas reformas!) mais altas são as recebidas pelos cidadãos que ocuparam cargos políticos e que estas são as que são atribuídas durante muitos mais anos , uma vez que começam cedo a recebê-las (muitas vezes acumuladas umas com as outras e com o rendimento de uma actividade profissional que a maioria, mesmo estando "reformados", continuam a exercer!...).

 

Acrescente-se que, se tivermos em conta que são os titulares de cargos políticos os que mais facilmente têm acesso a um melhor sistema de saúde e de melhor qualidade , e que a longevidade é muito mais elevada para quem tem melhor assistência, depressa se compreenderá que a Segurança Social não vai aguentar com tantas e tão elevadas quantias pagas , pois o número de políticos aposentados cresce a um ritmo alucinante, incomportável com qualquer saneamento financeiro da Segurança Social.

 

Por isso dizemos que, enquanto a Segurança Social continuar a pagar Reformas acima de 5000 Euros (e há políticos a receber perto de 20.000 euros de pensões, reformas, subvenções ou o que lhe queiram chamar...) o futuro está traçado: caminhamos para o abismo financeiro, para ruptura total.

 

Se em 1990 já dizíamos nós que, quando chegássemos à idade da reforma, dado o ritmo a que cresciam os indivíduos reformados da política, não haveria dinheiro para pagar a nossa reforma, ao ver que nos faltavam 15 anos para atingir a idade da reforma e agora nos falta cerca de 27, depressa se pode concluir que, nestes 27 anos que aí vêm, milhares de políticos mais serão reformados e, quando lá chegar, constataremos que já não há nada. Se de facto até auferiam valores elevadíssimos, mais um motivo para terem amealhado fortunas e deixarem agora, não só por uma questão de justiça mas também de solidariedade democrática que tanto se apregoa, e não necessitarem de contribuir para arruinarem hoje a Segurança Social.

Ou então, que lhes seja permitido sim receber o valor a que têm direito, mas apenas e enquanto o valor dos descontos efectuados para a Segurança Social for superior ao devolvido por esta. Só desta forma seria feita justiça pois nenhum dos que começassem cedo a receber subvenções vitalícias contribuiria para arruinar a Segurança Social. E, nada mais justo do que, tendo recebido o que havia descontado… nada mais teria a receber. Caso contrário, descontam durante cerca de 10 anos (dos 30 aos 40) e ficam a receber, sem exagerando na esperança média de vida de cada um deles, durante cerca de 40 ou 50 anos…

 

Em conclusão:

As “subvenções vitalícias” pagas pelo Estado a titulares de cargos públicos ou políticos antes de chegarem à idade da reforma estipulada para o cidadão comum, são um atentado à dignidade humana dos restantes cidadãos que trabalharam uma vida inteira, e uma machadada na democracia e, sobretudo, no sistema politico onde um Presidente da República ouve, durante a campanha de um partido que se candidata a governar e vence as eleições, um conjunto de promessas que a seguir não são executadas ou são alteradas, sem que seja chamado à responsabilidade, isto é, demitido.

 

A credibilidade do Sistema Político Português está de facto pelas ruas da amargura... Todos os dias assistimos a denuncias pela internet que, não sendo controladas pelos maiorais da comunicação social, nunca apareceram a ser desmentidas...

 

De um "Estado de Direito" passamos a viver num Estado em que apenas nos podemos "Candidatar a Ter Direito"! Isto porque desta forma, uns terão efectivamente direito a tudo, e desses direitos usufruem efectivamente e a curto espaço de tempos sem que nunca lhes seja colocado em causa as legítimas expectativas, os direitos adquiridos, ... etc. Outros vêm a sua vida andar para trás, mudar do dia para a noite, perdendo em 30 dias tudo que haviam conquistado com tantos sacrifícios e esforço ao longo de mais de 30 anos. É esta a (pseudo)Democracia em que vivemos. De facto, à semelhança do que já foi por alguém afirmado na comunicação social, apenas se pode concluir que "A Democracia Está Enferma".

 

Por isso, continuamos a ver no partido que suporta este Governo (que tanto criticou a construção do Centro Cultural de Belém no tempo em que o actual presidente da república era primeiro ministro), uma intenção inequívoca de levar por diante não uma mas duas obras faraónicas: o TGV e a OTA. Incrivelmente mais parece uma guerra de teimosias a ver quem é o mais teimoso.

Não me recordo mas ainda há gente viva em Portugal que deve ter sofrido com fome quando outro Ditador levou por diante a construção de uma obra (na altura, faraónica mas que, contrariamente às actuais que apresentam uma necessidade relativa, ainda hoje faz imensa falta: a Ponte de Salazar, reconstruída em apenas algumas horas como Ponte 25 de Abril.) E não tem nada a ver com apreço pelo salazarismo. É apenas uma medida comparativa: na altura os portugueses passavam fome e hoje começam a ver-se em dificuldades com (sobre)endividamento e os preços a não pararem de subir, as dívidas cada vez a corresponderem a uma maior percentagem do salário que pouco ou quase nada aumenta... etc. etc...

Que venham agora (à semelhança do que fizeram para justificar que as propinas fossem pagas pelos estudantes) justificar-se perante os portugueses com o mesmo argumento que então utilizaram: não vão os pobres e os contribuintes da classe média portuguesa pagar para os filhos dos ricos andarem na Universidade...

Meus senhores. Sejam honestos. Eu prefiro pagar para esses filhos dos ricos andarem na Universidade (e um dia cobrar-me-ão menos pela consulta médica, ou consulta legal, ou mesmo pelo projecto de obras que tenho de apresentar na câmara Municipal) do que pagar para os senhores deputados e outros milionários ou que auferem altíssimos rendimentos (alguns árbitros, alguns dos jogadores de futebol, outros tantos altos empresários, etc.) viajarem em menos 30 ou 40 minutos entre Lisboa e Porto. Que se levantem mais cedo... Dormir e ler no comboio não faz mal a ninguém... Há famílias que dormem em viagem para desempenharem funções onde auferem muito menos que vossas excelências... (refiro neste caso, por exemplo, o caso dos professores cujo concurso foi alterado por este Governo obrigando-os a permanecer pelo menos 3 anos em locais distantes das suas residências e de suas famílias, e que, ou se deslocam diariamente e pagam do seu bolso as despesas com mais de 350 Kms para cada lado, ou têm que pagar uma segunda renda de casa para poderem exercer as suas funções regressando apenas nos fins de semana sem que lhes seja paga qualquer ajuda de custo....

 

Deixemo-nos, pois de hipocrisia, demagogia, silogismos. Falemos VERDADE às populações. Não façam como nos Estádios de Futebol onde os custos dispararam nalguns casos para 4 ou 5 vezes mais que o projecto... Quem pagará a diferença entre as previsões iniciais e os custos finais da obra...? O Zé-povinho... Não do seu bolso directamente, mas na gasolina, no pão, nas portagens, nos livros, nas roupas... etc... etc... etc...

Com o povo a passar fome, o exibicionismo e obras megalómanas mais próprias da idade média que do século XXI, são, quanto a nós um crime social que nenhum cidadão democrata deveria perdoar. É verdade que não há gente competente que chegue para tantos partidos. Mas há partidos no parlamento com gente tão ou mais competente que os governantes e que nunca chegam a governar... Que os portugueses sejam capazes de esquecer a cor da camisola do seu clube partidário e que apoiem uma selecção de políticos capaz de levar Portugal para a frente, na construção de uma sociedade mais justa, mais equilibrada, mais solidária, menos egoísta, menos fraccionada...

Que nas próximas eleições mostrem, como os árbitros de futebol, um cartão vermelho a este governo que, até hoje, apenas toma medidas não constantes do seu programa eleitoral, não cumpriu muitas das justas promessas que havia feito, e não se vislumbra que o possa vir a fazer, criando um clima de guerra psicológica, aberta ou silenciosa, entre diferentes grupos populacionais, utilizando uma estratégia medieval de "dividir para reinar".

 

Atentemos agora no que fez este Governo para sanear a Segurança Social...

E relembremo-nos do que fez o Governo de José Sócrates aos mais variados grupos profissionais e, particularmente, aos professores.

De facto, até já estou a ver um colega meu a dar aulas em 2019, com uma capacidade fenomenal para, já com 64 anos, estar a leccionar numa turma de 22 alunos, com idades compreendidas entre os 6 e os 11 anos, em que se pratica a mais moderna "filosofia pedagógica" conhecida como inclusão (de tudo e de todos, a todo o custo e sem olhar à falta de meios e/ou de recursos!) em que está integrada uma criança autista, outra surda ou com trissomia (quiça filhas de alguns dos reformados políticos mais influentes lá da paróquia que nem de 1 ou 2 dos seus netos aceitam cuidar durante umas horitas para que os seus filhos possam ir ao cinema!).

Provavelmente estarão já a pensar: "... Ui... Que retrógrado! vejam só como fala das crianças com necessidades educativas especiais..." mas, na verdade, se nos deixarmos de eufemismos (a que o Zé povinho chamaria verborreia) e do politicamente correcto, talvez as pessoas se dêem mais depressa conta de que para este tipo de crianças.

O facto é que em França, na grande metrópole onde trabalhei nos últimos 4 anos (Paris), e onde exerci funções em mais de 12 Escolas diferentes, não estava nenhuma criança com NEE's ou NE's (classificação a ser sistematicamente alterada pelos grandes sábios e especialistas nacionais!), porque eles, os franceses, só avançam para a integração quando há condições efectivas no terreno para as receber. Por isso, não estranhei não ter encontrado nenhuma criança integrada em qualquer das turmas, de nenhum desses estabelecimentos, que fosse portadora de qualquer uma das acima referidas necessidades, ditas especiais ou não...)

Aliás, os pais das crianças em Paris exigiam do Estado escolas e instituições capazes de dar resposta às necessidades dos seus filhos e não a prática de uma integração - "inclusão selvagem" - " a que se assistiu em Portugal nos últimos anos, com o único intuito de fechar as escolas especializadas existentes e assim poupar uns trocos. Para tal, apresentaram esta solução aos pais, como uma grande conquista dos seus filhos: estar entre os demais como equivalente a ser igual (como se estar com os demais na mesma escola fosse por si só o caminho para a felicidade da criança).

De um momento para o outro, escolas com exactamente os mesmo recursos de anteriormente (ou a falta deles!?), passaram a receber e integrar crianças com necessidades educativas especiais com as mais variadas problemáticas atrás referidas, sem que houvesse formação para os professores que com elas têm que trabalhar as cerca de 23 horas semanais (duas, ou três apenas, ficam com a tal professora itinerante, dita "professora de educação especial", que passa pela escola umas duas ou três vezes por semana! Que resposta, meus senhores.. que resposta deu o Estado a estas crianças... E eu é que tenho um léxico que ofende... (Consultemos, pois, o dicionário e não tenhamos medo das palavras portuguesas: cego, surdo e mudo estão lá. E não fui eu que as inventei ou que as acrescentei no dicionário.) E questionemo-nos antes: quanta ofensa não está silenciada no dia a dia destas crianças quando, perante os ditos "normais" se dão conta da sua diferença sem vislumbrarem uma possibilidade de resposta da parte da Escola... Afinal de que falamos? De Inclusão... ou de Frustração...?

 

Claro... dirão. Não há dinheiro... Pois... Não há dinheiro para recursos educativos... Mas para a OTA e o TGV..., vai haver...! Custe o que custar! Ou será que, também eu sou um pouco surdo e estou equivocado com o que ouvi das palavras do Senhor Primeiro-Ministro, José Sócrates? Tal como houve dinheiro (e de que maneira!) para os Estádios de Futebol. Agora são os cidadãos a pagarem a factura (veja-se o caso de Braga, em que o IMI foi colocado nos valores máximos permitidos pela Lei...

E os Bracarenses que se dêem por contentes... Até têm um Estádio de pedra (granito) que é dos mais belos da Europa e arredores (imagine-se!)... E serão felizes dando razão à máxima que há longo tempo penso orientar uma certa forma de fazer política: uma mentira muitas vezes repetida se transforma numa verdade. Por isso continuaremos a ver cartazes pagos por todos nós com a frase: "É Bom Viver em Braga!"... Oh, se é...

 

Mas voltemos à questão das finanças públicas e do Saneamento da Segurança Social de que tanto se vangloria o governo de estar controlada e, a médio prazo, saneada. Creio que se me der ouvidos (e não for por isso surdo!) vai levar à prática a solução milagrosa e infalivelmente eficaz, que lhe apresento de seguida.

E, como o Governo tanto aprecia o espectacular, o extraordinário, o fenomenal, já me imagino a receber o prémio para o melhor professor (de políticos, claro!) por este fenomenal contributo pedagógico para as finanças do País... Duplamente económica: é eficaz e é de borla: Por isso, o Estado ficará duplamente a ganhar.

E este será um óptimo contributo para levara bom porto as suas obras megalómanas. Poderá, por conseguinte, o Senhor Primeiro-Ministro José Sócrates ficar para a História de Portugal como um outro Sócrates (grego) ficou para a "História da Filosofia". E bem que poderá, com a medida que lhe vou fornecer gratuitamente, vangloriar-se de ter sido o único português capaz de ter conseguido, num único mandato, construir a OTA, construir o TGV e ainda sanear a Segurança Social. Aqui fica o artigo único que deveria constar na lei:

 

 

Artigo Único

1. Todos os cidadãos trabalhadores e que tenham descontado para a Segurança Social, têm direito a receber uma pensão.

2. A pensão será paga apenas aos cidadãos que apresentarem o seu “Atestado de Óbito”.

3. O disposto no número anterior não é aplicável aos titulares de cargos políticos ou de nomeação política.

 

E pronto, senhor Primeiro-Ministro. Tem o problema resolvido.

 

Mas cuidado com o traçado da linha do TGV... Senhor Primeiro-Ministro. Seria melhor certificar-se de que a mesma não vai passar perto de nenhum sítio daqueles que todos nós sabemos (imagine e depressa descobrirá!). É que se os cidadãos que partem conseguem obter a permissão divina para voltar à Terra, ainda apanham o TGV… E, nessa hora, seria melhor para o Senhor Primeiro-Ministro José Sócrates que já não estivesse pelas bandas de S. Bento. É que ainda podem por lá aparecer com o Atestado de Óbito (que a proposta de Lei os obriga a apresentar) a reclamarem o pagamento da reforma até à eternidade… Aliás, não é verdade que a mesma lhes reconhece esse direito caso apresentem o atestado de óbito...?

 

Imagino que se sentirá imensamente tentado a fazer aprovar esta belíssima ideia (desculpe lá esta imodéstia!). Mas, como lá diz o Zé-povinho, "Não vá o Diabo tecê-las!", pense muito bem antes de fazer aprovar no Parlamento a proposta de Lei que lhe envio, que, tal como o que tem vindo a fazer, aparenta ser indiscutivelmente tão inovadora quanto excepcional, merecedora de um prémio de “Mérito” pois os prémios “Nobel” já estão entregues todos este ano… !

publicado por J.Ferreira às 00:20

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