Quinta-feira, 13 de Março de 2014

Uma Viagem à Corruptolândia

 

O nosso país já não tem grande remédio. Porque todos nos acobardamos, um dia estaremos debaixo de uma nova ditadura, se é que já não estamos: a ditadura dos mercados.

Depois de muitos cidadãos terem passado fome pela mão de políticos que impunham a sua vontade pela força, chegamos ao tempo em que a vontade de uns é imposta pela lei que fazem mudar de acordo com as suas conveniências. Eles, os senhores do capital (para alguns, os capitalistas, no sentido de adeptos do ganhar dinheiro, sem regras que não sejam o deixar o mercado livre funcionar, como se ele detivesse um mecanismo humano de auto-regulação justo, equitativo e eficaz.

 

Na verdade, o mercado apenas serve para justificar a nova forma de escravatura em que a maior parte das famílias vive hoje. Muitas das famílias de hoje não são escravas, não são "servos da gleba" mas acompanham o local de trabalho que o patrão lhes ordena, desenraizando-os das famílias, separando outras tantas... Transformados em autênticos "servos do mercado" são forçados a aceitar condições de trabalho indignas e inimagináveis para um homem do século XX que tentara prever como seria a vida e as relações de trabalho no século XXI.

Aos olhos dos actuais actores políticos, o homem deve competir desenfreadamente, extraindo o máximo do seu suor, o máximo do proveito da sua força de trabalho em nome de uma excelência de desempenho que é necessária para competir, conquistando "mercados" a todo e qualquer custo, esquecendo-se que do outro lado têm a mesma pressão e que a produtividade em excesso apenas serve para reduzir os custos por unidade que por sua vez não chega a ser consumida e como tal, apenas contribui para um gasto de tempo e de energia para produzir "lixo"

 

O ser humano busca o poder... e o conforto! Porém, a sociedade moderna viu no mercado livre mundial a oportunidade de competir para a melhoria da qualidade de vida de alguns: os ricos. Vivemos numa sociedade europeia do "vale tudo" e a qualquer preço, atentando contra todos os valores que o humanismo quis implantar na sociedade europeia, como a justiça, a solidariedade, a partilha, o respeito pela vida humana e a luta pela dignidade do homem e da mulher. Porém, a prática política e económica levada a cabo na última década veio alterar radicalmente a filosofia da vida humana, e demonstrou que agora já nada disso importa. A prova disso vem no atentado contra o rendimento dos trabalhadores e, em consequência, de milhares de famílias que, de um momento para o outro, sem nunca terem vivido para além das suas possibilidades, viram os seus salários reduzirem-se para aquém do valor que antes recebiam, forçando-os a cair em falta e a viver sem possibilidade de honrar os compromissos legitimamente assumidos de uma forma responsável e equilibrada, no pressuposto de que, nem Salazar tinha baixado NUCNA os salários e de que Sá Carneiro criou o Subsídio de férias para dar aos trabalhadores o direito a usufruir do descanso duplamente garantido quer pela Constituição da República quer pela Declaração Universal dos Direitos do Homem subscrita por Portugal.

Assim, a proposta de redução salarial associada aos cortes do subsídio de Férias e ao "roubo" de um mês de trabalho (apenas 20 dias laborais são pagos todos os meses pelas entidades patronais, sendo que, os dias em excesso eram acumulados e entregues ao trabalhador no mês que precedia o Natal. Se o trabalhador receber o salário “por semana” (como os ingleses!), em um ano, esse trabalhador receberá 52 semanas. Como apenas recebe por mês é considerado como tendo 4 semanas (embora haja casos em que tem mais 3 dias de trabalho, outros apenas 1 mas muitos têm mais dois dias que essas 4 semanas), o patrão fica com uma dívida que vai acumulando até chegar ao período do Natal, altura em que é chamado a acertar as contas com o trabalhador.

Ora, a receber apenas 4 semanas por mês, em 12 meses, um trabalhador apenas recebe 48 semanas! Ora, já que o ano tem 52 semanas, quando vai o trabalhador cobrar o correspondente às  restantes 4 semanas que trabalhou? No subsídio de Natal. O Subsídio de Natal nasce, pois, da necessidade de acertar as contas e entregar ao trabalhador os dias de trabalho que a entidade vai ficando em dívida ao longo do ano e acumulando no seus cofres (não os deveria investir nem gastar… são salários em dívida!) aproveitando o legislador para obrigar as entidades patronais a acertarem as contas no caso do trabalhador ter faltado ao longo do ano!

 

Em suma, a designação errada de Subsídio de Natal é extremamente infeliz (aliás, ainda me lembro de ouvir falar de "13º mês!") já que não se trata de qualquer subsídio (no sentido de apoio recebido sem nada ter feito para o recebe).

Se fosse um subsídio quando é que o valor dos dias de trabalho prestado e que, em cada mês, ultrapassam os 20 dias correspondentes às 4 semanas (4 x 5 dias ) de trabalho/mês e que não são pagas em nenhuma outra forma? O único mês que sistematicamente corresponde a um mês de trabalho, isto é, que o salário corresponde ao tempo trabalhado é o mês de fevereiro (de anos comuns!). Assim, a entidade patronal vai acumulando dias e dias sem pagar aos trabalhadores e, ao fim do ano (basta somarem os dias úteis com um calendário diante dos olhos para verem que há meses com 21, outros com 22, outros com 23 dias de trabalho e que o somatório dos dias que passam dos 2o por mês (como os ingleses!) perfaz mais um mês de salário a receber pelo trabalhador: é o que constitui o (erradamente) chamado subsídio de Natal.

 

Portugal precisava de uma limpeza... com desinfectante potente...! Uma voz que fosse audível de Norte a Sul. Como o Brasil tem...

Quando teremos uma mulher como esta?

 

 

publicado por J.Ferreira às 17:51

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Domingo, 29 de Abril de 2012

A Caminho do Fundo

Por que motivo Portugal está no ponto em que está?

 

Vejam o filme do documentário "Donos de Portugal".

 

Donos de Portugal é um documentário de Jorge Costa sobre cem anos de poder económico. O filme retrata a proteção do Estado às famílias que dominaram a economia do país, as suas estratégias de conservação de poder e acumulação de riqueza. Mello, Champalimaud, Espírito Santo – as fortunas cruzam-se pelo casamento e integram-se na finança. Ameaçado pelo fim da ditadura, o seu poder reconstitui-se sob a democracia, a partir das privatizações e da promiscuidade com o poder político. Novos grupos económicos – Amorim, Sonae, Jerónimo Martins - afirmam-se sobre a mesma base.

No momento em que a crise desvenda todos os limites do modelo de desenvolvimento económico português, este filme apresenta os protagonistas e as grandes opções que nos trouxeram até aqui. Produzido para a RTP 2 no âmbito do Instituto de História Contemporânea, o filme tem montagem de Edgar Feldman e locução de Fernando Alves.

A estreia televisiva teve lugar na RTP2 a 25 de Abril de 2012. Desde esse momento, o documentário está disponível na íntegra em www.donosdeportugal.net.

Donos de Portugal é baseado no livro homónimo de Jorge Costa, Cecília Honório, Luís Fazenda, Francisco Louçã e Fernando Rosas, publicado em 2010 pelas edições Afrontamento e com mais de 12 mil exemplares vendidos.

 

 

 

Mas outras contribuições foram essenciais para que a TROIKA tivesse de socorrer e salv ar Portugal...

Políticos incompetentes estão sempre por detrás do afundamento do país...!

Se não, leiam isto que corre pela internet...

 

 

 

Muito importante ler até ao fim porque há questões que não sabemos e devemos tomar conhecimento delas. Afinal vivemos no país que temos! Como tal, é nosso dever saber por que razão Portugal está neste estado vergonhoso! (quem já sabe, ótimo, informe quem acha que não está informado disto).

 

Sobre a notícia das dificuldades da Segurança Social e que levou o Governo a suspender as Reformas antecipadas:

A Segurança Social nasceu da Fusão (Nacionalização) de praticamente todas as Caixas de Previdência existentes, feita pelos Governos Comunistas e Socialistas, depois do 25 de Abril de 1974. As Contribuições que entravam nessas Caixas eram das Empresas Privadas (23,75%) e dos seus Empregados (11%).

O Estado nunca lá pôs 1 centavo. Nacionalizando aquilo que aos Privados pertencia, o Estado apropriou-se do que não era seu. Com o muito, mas muito dinheiro que lá existia, o Estado passou a ser "mãos largas"!

-Começou por atribuir Pensões a todos os Não Contributivos (Domésticas, Agrícolas e Pescadores).

-Ao longo do tempo foi distribuindo Subsídios para tudo e para todos. Como se tal não bastasse, o 1º Governo de Guterres (1995/99) criou ainda outro subsídio (Rendimento Mínimo Garantido), em 1997, hoje chamado RSI.

E tudo isto, apenas e só, à custa dos Fundos existentes nas ex-Caixas de Previdência dos Privados.

Os Governos não criaram Rubricas específicas nos Orçamentos de Estado, para contemplar estas necessidades. Optaram isso sim, pelo "assalto" àqueles Fundos. Cabe aqui recordar que os Governos do Prof. Salazar, também a esses Fundos várias vezes recorreram. Só que de outra forma: pedia emprestado e sempre pagou!

Em 1996/97 o 1º Governo Guterres nomeou uma Comissão, com vários especialistas, entre os quais os Prof's Correia de Campos e Boaventura de Sousa Santos, que em 1998, publicam o "Livro Branco da Segurança Social".

Uma das conclusões, que para este efeito importa salientar, diz respeito ao Montante que o Estado já devia à Segurança Social, ex-Caixas de Previdência, dos Privados, pelos "saques" que foi fazendo desde 1975.

Pois, esse montante apurado até 31 de Dezembro de 1996 era já de 7.300 Milhões de Contos, na moeda de hoje, cerca de 36.500 Milhões €. De 1996 até hoje, os Governos continuaram a "sacar" e a dar benesses, a quem nunca para lá tinha contribuído, e tudo à custa dos Privados.

Faltará criar agora outra Comissão para elaborar o "Livro NEGRO da Segurança Social", para, de entre outras rubricas, se apurar também o montante actualizado, depois dos "saques" que continuaram de 1997 até hoje.

Mais, desde 2005 o próprio Estado admite Funcionários que descontam 11% para a Segurança Social e não para a CGA e ADSE. Então e o Estado desconta, como qualquer Empresa Privada 23,75% para a SS? Claro que não!...

Outra questão se pode colocar ainda. Se desde 2005, os Funcionários que o Estado admite, descontam para a Segurança Social, como e até quando irá sobreviver a CGA e a ADSE?

Há poucos meses, um conhecido Economista, estimou que tal valor, incluindo juros nunca pagos pelo Estado, rondaria os 70.000 Milhões €!... Ou seja, pouco menos, do que o Empréstimo da Troika!...

Ainda há dias falando com um Advogado amigo, em Lisboa, ele me dizia que isto vai parar ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem. Há já um grupo de Juristas a movimentar-se nesse sentido.

A síntese que fiz, é para que os mais Jovens, que estão já a ser os mais penalizados com o desemprego, fiquem a saber o que se fez e faz também dos seus descontos e o quanto irão ser também prejudicados, quando chegar a altura de se reformarem!...

Para finalizar e quem pretender fazer um estudo mais técnico e completo, poderá recorrer ao Google e ao INE.

 

 

publicado por J.Ferreira às 16:32

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Quarta-feira, 27 de Abril de 2011

Direito à Reforma ou a Miragem Socialista

Por limitação técnica do sítio não nos foi possível incorporar neste post a versão legendada em Português.

 

Às vezes, gostaríamos de pensar que algum dia fizemos parte de um  clube de loucos... Mas afinal, nem de um clube de loucos nem de um clube de pessimistas. Quando no início da década de 90 referíamos o que hoje assistimos como o futuro mais que provável de Portugal — sim... é verdade... E nas tertúlias facilmente nos rotulavam de "pessimistas". Porém, o que constatamos hoje é que não éramos nem loucos nem pessimistas. Antes, um outra coisa, bem diferente: realistas. Sim... Realistas! Conseguimos (infelizmente) ver antes do tempo. Na altura, os que nos ouviam facilmente nos rotulavam de pessimistas (palavra simpática para definir um louco.  Parta uns tantos que nos escutavam, deveríamos ter alguma dose de alucinações...  ou loucura, porque o que hoje se constata quanto ao ensino, à economia, à educação era de um visionário e como tal, só um louco poderia afirmar no inicio da década de 90 o que hoje se está, de facto e tristemente, a passar. O que dizíamos, para muitos, um autêntica loucura, uma obscenidade... Enfim, e outros tantos eufemismos...

Mas, tristemente, constatamos hoje que, passados quase 20 anos (sim, porque o que aqui se escreve hoje, era o nosso discurso em 1992, altura da famosa contestação dos estudantes à Lei das Propinas consideradas justas porque, já então dizia o "abstrôncio" do comentador Miguel de Sousa Tavares (e perdoem-nos os verdadeiros abstrôncios que não têm culpa de ser menos incompetentes que este senhor)  afirmava que os estudantes deveriam pagar propinas porque com as  licenciaturas  iriam ganhar balúrdios .
Como Miguel de Sousa Tavares, outros milhares que nos vão governando, se governaram enquanto estudantes apagando apenas o que no início da década de 90 chamavam de “valor irrisório” para justificar o aumento descomunal do valor das propinas, como se os cidadãos que pagam os seus impostos a nada tivessem direito (nem mesmo à educação dos seus filhos). E nasceu o princípio de utilizador-pagador...

Ora, figuras públicas como estas e muitos outros que nada pagaram para se formarem (tal como nós mas com uma diferença porque nunca nos recusamos a que os nossos impostos fossem destinados à formação das camadas jovens — princípio da solidariedade intergeracional!) pretendiam agora que os jovens pagassem a sua formação Ou seja, eles que nada pagaram, nada querem pagar... Esta é boa... mas acima de tudo, egoísta, interesseira... É incrível como o “umbiguismo” de algumas figuras públicas tratam das suas vidinhas... Usaram a universidade, formaram-se gratuitamente (ou quase!), ocupam os lugares todos da vida pública e, por fim, recusam-se a pagar a formação daqueles que, futuramente (só para quem andava a dormir!) teriam assegurado um futuro com o seu canudo...

Ora, meus caros, Nada mais enganoso... Só quem anda a dormir e não percebe que, estando os lugares ocupados ad eternum, seria difícil que os milhares e milhares de jovens que entravam na universidade (para enganarem as estatísticas da União Europeia já que não engrossavam os números do desemprego) tivessem, algum dia, cumprida essa falsa promessa de um futuro profissional risonho.

Estes senhores que legislaram ou defenderam a legislação das propinas recusavam-se a ver o dinheiro dos seus impostos a garantir aos demais jovens a sua formação! Parece que preferiam ver os políticos esbanjarem os impostos com os amigos (os tais boys, com os jobs, é claro...).
Muitos deles (como o senhor MST) levam a vidinha à custa dos estudos que fizeram GRATUITAMENTE (ou quase), ou melhor dizendo, à custa do meu pai e do meu avô (e muitos outros portugueses) que trabalhavam e pagaram os seus impostos para que o Estado lhes proporcionasse a formação a custo ZERO (com as tais Propinas simbólicas, que para pouco mais dariam que para pagar o salário de quem as cobrava!).

Constatando-se que, os cidadãos que pouco ou nada pagaram para se formarem, são os que levam hoje uma boa vida à custa dos estudos que fizeram, torna-se inevitável uma pergunta:

Onde está a tal “garantia” de um futuro com altos salários para os licenciados que o senhor Miguel Sousa Tavares (o tal comentador incompetente mais bem pago deste país) tanto apregoava como argumento para a defesa intransigente do pagamento de propinas pelos estudantes?

Oh! Como se constata  a capacidade prospectiva deste senhor!!

Que fazem hoje, os ditos jovens a quem prometiam que um curso universitário (licenciatura) eram as portas abertas para um futuro risonho? Será que o desemprego não era previsível. Sim, era! E foi o que nós argumentávamos, no início da década de 90: Pagar Propinas...? Para quê? Para o desemprego?

Aliás, sendo contribuintes e estando na universidade com o estatuto de trabalhador-estudante!) era ainda mais absurdo que, para além dos altos impostos, ainda nos chupassem dois salários para propinas! Um absurdo...  E abandonamos a licenciatura em sociologia  na universidade do Minho. Enquanto os estudantes se manifestavam nas ruas cantando “Não pagamos! Não pagamos!”, nós preferimos a frase “Eu não pago!”. Durante meses, ignoramos as cartas a ameaçadoras dos serviços administrativos. Depois,  abandonámos a Universidade! É fácil de comprovar isto!

Por isso, dizemos o que já então dizíamos: Oh pobres jovens a quem chamaram GERAÇÃO RASCA (por terem mostrado o traseiro ao Couto dos Santos (Ministro da Educação na altura!) eram, realmente, uma chamaram GERAÇÃO À RASCA...!
Sim, GERAÇÃO À RASCA porque tinham de ver os pais apertar o cinto, estudar por  fotocópias em vez de livros coloridos...
E, ainda por cima, como afirmava repetidamente na altura, e que serviu de bandeira para a minha luta contra as propinas (e diga-se, também apoiadas pela Igreja, vá-se lá saber por quê!)  que, estupidamente, não se tinha dado conta da tremenda injustiça da lei

Ora,  no meu caso (como em milhares de  casos!) era  a solução (que comuniquei ao arcebispo ser o meu caminho!) não para quaisquer problemas no casamento, mas para baixar o ilíquido global e ficar isento!)
Uma lei que castiga os cidadãos casados e que  tem no divórcio a solução, não pode ser uma boa lei, muito menos justa!  Mas MST, Pacheco Pereira, António Barreto entre outros, defendiam-na... 

Por isso, ao ver a aberração e injustiça da lei, enviei ao Arcebispado de Braga uma carta a comunicar-lhe que daria esse passo para me livrar das Propinas que ele também subscrevera publicamente como justas!
Oh... meu Deus... Se Cristo voltasse à Terra!...

 

Mas voltemos ao tema  que nos trouxe aqui: "As Reformas" tão discutido nas tertúlias de café no inícios da década de 90.

Quando se falava ou discutia, não o que iriam ganhar os estudantes quando fossem licenciados (pelo que deveriam, também para muitos dos meus contertúlios, pagar propinas para se formarem pois da tal formação seriam os únicos beneficiários!) mas do que iríamos ganhar nós quando chegássemos à idade da reforma...  Falemos, pois do direito à Prometido descanso a que chamam “Reforma”.

Pois bem, já em 1992, desvalorizávamos a discussão dos 100% ou 90% do valor da reforma pois, afirmávamos então (simplesmente por lógica do número de nascimentos!) que tal não nos preocupava minimamente pois, com tantos políticos a reformarem-se com  tão pouco tempo de descontos (oito anos, ou seja, dois mandatos!) e para tanto tempo de esperança de vida — pelo que iriam receber desde os 40 anos (ou até menos!) até ao fim da vida, — quando chegássemos  à idade da Reforma, já não haveria nem dinheiro nem segurança social... Aliás, já Zeca Afonso nos foi alertando para outras realidades... mas os portugueses acreditaram quem na democracia seria diferente... Ou vivem num mundo de Alice no País das maravilhas, ou então, são muito ingénuos... Mudam-se os porcos, a pia é a mesma!

Já agora, relembre a canção de Zeca Afonso, e adivinhem por onde andam e quem  são os Novos  Vampiros!

 

Há quem se preocupe hoje com a mudança da idade de reforma... Cremos  que esse é um verdadeiro problema... Sim. Que devemos mudar a idade de reforma. Sim... E, de preferência,  para os 70 ou 80 anos! Com uma condição.: que o Governo decrete também quantos anos temos direito a receber a reforma e que, se a mesma não chegar a ser paga ao contribuinte (por falecimento, obviamente!) que o valor desse número de anos constitua um direito dos herdeiros, pago, como nos seguros de vida, imediatamente e na totalidade, pelo Estado.

De contrário, a mudança da idade de reforma terá um único objectivo: que, como Manuela Estanqueiro trabalhemos até à morte. E assim, os governantes ficam com o dinheiro dos nossos descontos para a segurança social, podendo continuar a aumentar (ainda mais!) os já chorudos salários  dos  nomeados politicamente para cargos para os quais têm, no mínimo, competência muito duvidosa...

publicado por J.Ferreira às 17:09

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Sexta-feira, 12 de Novembro de 2010

Uma Petição "Por Políticos Mais Responsáveis"

 

Santana Castilho, Professor do ensino superior, veio em O Público defender a pele de Pedro Passos Coelho, afirmando que este "apenas disse o que a consciência cívica da nação pede." E só clamou pela aplicação da lei de que os seus sarcásticos críticos se esquecem ou fogem. Trata-se de uma lei do tempo de Cavaco Silva,  que exige responsabilidade na decisão política em questões cruciais que atentam contra a dignidade dos portugueses.

E caracterizando-a de velha (por ser de 1987) refere que, mesmo sendo sucessivamente alterada (e duas vezes recentemente pelos socialistas através das leis 108/2001, 30/2008 e 41/2010) aponta que a "versão actualizada submete aos tribunais, entre outros, os seguintes crimes de responsabilidade de titulares de cargos políticos: atentado contra a Constituição da República; atentado contra o Estado de direito (que, recentemente, um procurador admitiu estar indiciado nas conversas telefónicas de Sócrates, cuja escuta viria a ser considerada ilegal); denegação de justiça; desacatamento ou recusa de decisão judicial (de que os sindicatos acusaram, não há muito, a ministra da Educação). Particularmente na questão que Pedro Passos Coelho concretizou, o gasto descontrolado de dinheiros públicos, a lei que cito é clara no seu artigo 14.º, que versa a violação de normas de execução orçamental e fixa a pena de prisão para quem contraia encargos não permitidos por lei, autorize pagamentos sem visto do Tribunal de Contas ou autorize operações de tesouraria ou alterações orçamentais proibidas por lei.

Sem dúvida... Um "bem-haja" a Santana Castilho pela análise que apresentou. De facto, "Portugal precisa de uma cultura diferente de responsabilidade." Exijamos, pois, que a lei seja aplicada a todos. A Justiça não pode continuar a ser FORTE CONTRA OS FRACOS e  FRACA CONTRA OS FORTES. O Estado tem a obrigação de ter um só peso e uma só medida.  E deve ser aplicada, mesmo que se trate de poderosos, caso sejam criminosos!

Há já bastantes meses (cerca de um ano atrás!) que tínhamos colocado a circular pela Internet a  "Petição Por Políticos Mais Responsáveis". Caso tivesse obtido a divulgação que merecia e fosse subscrita por um número suficiente de cidadãos portugueses que permitisse a sua chegada ao local próprio (Assembleia da República), por certo se evitaria chegar a uma constatação como aquela que Santana Castilho acaba o seu texto: "Com ela não teríamos chegado a estas trevas."

 

 

Texto da Petição "Petição Por Políticos Mais Responsáveis. "

Portugal corre o risco de ter políticos cada vez mais ricos com o povo cada vez mais pobre...  O enriquecimento indevido surge sem que a justiça seja capaz de colocar cobro ao enriquecimento espontâneo de certos cidadãos, em prejuízo da “coisa pública”. O secretário de Estado do Orçamento, Emanuel dos Santos sublinhou recentemente que "Não há condições para ir além do não aumento dos salários no actual contexto orçamental". Pois nós cremos que sim. Basta que sejam tomadas medidas JUSTAS que a DEMOCRACIA EXIGE: que os representantes do POVO sejam realmente aqueles que querem SERVIR e não SERVIR-SE da “coisa pública”.
Não basta, pois, diabolizar os funcionários públicos! Há que tomar medidas de fundo de igualdade em democracia. Este regime assim o exige ou seremos forçados a acreditar que se impõe de novo a ditadura (tão bem retratada por George Orwell, na sua obra Animal Farm, enquanto sátira ao regime comunista da União Soviética): "Todos os cidadãos são iguais MAS ALGUNS são mais iguais que outros".

Assim, propomos que:
1. Nenhum cidadão, incluindo os “REFORMADOS” ou SUBVENCIONADOS por cargos políticos ou de nomeação política, pode continuar a auferir rendimentos de trabalho.
Todos os cidadãos terão o tratamento igual, tendo direito a optar entre a reforma ou o trabalho. Se não estão aptos para o trabalho, que se reformem. Se querem continuar a trabalhar, não podem continuar a usufruir da reforma ou subvenção vitalícia ou não. Isto de se reformarem e continuarem depois no activo porque são nomeados pelos governantes tem de acabar quanto antes ou o Estado democrático corre o risco de afundar-se! Se um cidadão aceita voltar a trabalhar... que volte ao activo; que suspenda o seu “mandato” como reformado (perdendo todas as regalias inerentes a esse estatuto) e que se apresente de armas e bagagem pois é bem vindo para SERVIR o PAÍS... Se o que pretende é SERVIR-SE DO PAÍS... então somos forçados a considerá-lo PERSONA NON GRATA.

2. (...)

3. Que seja estabelecido um valor do salário (para políticos ou de nomeação política) tendo por base o salário mínimo nacional, única maneira objectiva e viável, numa época em que os políticos tanto falam da necessidade dos Servidores do Estado prestarem contas aos cidadãos da sua competência e performance, responsabilizando quem gere a coisa pública (seja no governo ou na oposição!) pelo estado em que o país se encontra a cada momento, seja na economia, na saúde, na educação.

4. (...)

5. Considerando que os políticos falam sério, e que quando dizem que O OBJECTIVO PRINCIPAL (que leva os cidadãos a tornarem-se candidatos ou a aceitarem uma nomeação para exercer cargos de interesse público e/ou político) É SERVIR falam sempre a verdade (pelo que muitos juram isso mesmo!), para que seja viável a garantia do futuro das pensões de todos portugueses (que hoje trabalham e descontam para que os reformados actuais possam continuar a receber as suas reformas!), exigimos que estabeleça um máximo, também ele indexado ao salário mínimo nacional para total dos valores processados pelo Estado (seja qual for o organismo: local, autonómico ou central!) a que um cidadão (seja ele quem for!) tem acesso, por ter exercido qualquer que seja o cargo ou função desempenhada.

 

Concorda?... Pois bem... LEIA e   ASSINE... E, se o desejar, DIVULGUE !

 

Talvez sejamos loucos...

Mas que Sócrates legisla com atraso de 15 anos... já os portugueses poderiam ter confirmado... Temos publicadas provas disso mesmo desde 2007! Duvida? Pois, é simples: veja e leia as provas aqui... !

publicado por J.Ferreira às 00:18

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