Quinta-feira, 18 de Setembro de 2014

Um Ministro Com Vergonha...

O que se está a passar com a Educação deveria assustar qualquer cidadão que se preocupe minimamente com o futuro das gerações mais jovens.

Há dias ficamos a saber que uma Escola Custou 100 mil euros, funcionou uma semana e já não volta a abrir... De acordo com a notícia, "A nova Escola de Monsanto, em Idanha-a-Nova, foi inaugurada há três meses. Depois de abrir as portas funcionou durante uma semana, altura em que se assinalou o período de férias escolares. Agora (...) fechou portas por falta de alunos, mas, entretanto, já foi realizado um investimento de € 100.000  (cem mil euros) que corre o risco de ir ‘para o lixo’." São estes goivernantes que se fartam de dizer que fizemos em Portugal um grande investimento na área da Educação??? Mentirosos. Fizerem investimentos em edifícios para os renovar e... fechar (leia-se, entregar a quem bem entenderem!!). O que é criticável é que, nas contas do Estado e na imagem que os governos dão é a de que o gasto foi efectuado com a Educação quando na verdade foi imputado à educação mas vai ser proveito de outra área!

Com (des)governantes deste calibre, não vamos a lado nenhum, seguramente! Ou melhor, VAMOS CAMINHANDO (e a passos largos) PARA O ABISMO. E a todos os níveis da nossa sociedade.

 

A competência tem limites... Mas, a incompetência não!
Hoje, ficamos a saber que o Ministro culpa os directores escolares que simplesmente cumprem ordens... Só falta dizer que se gastaram milhões em estabelecimentos para de pois serem encerrados por culpa dos directores...!!! Para onde vamos? Que deveria fazer um Ministro com vergonha na cara?

 

A página online do Público de 17 de setembro poderemos ler um artigo jornalístico da autoria de Graça Barbosa Ribeiro (17/09/2014 - 22:59):

Directores: posição da administração educativa é "deplorável", "vergonhosa" e "inadmissível" . Os representantes dos dirigentes das escolas não gostaram de ouvir que o MEC, através da Direcção-Geral da Administração Escolar, os responsabiliza por erros na colocação de professores.

 

 

"O presidente do Conselho das Escolas (CE) e o da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE) consideraram na noite desta quarta-feira “inadmissível” e “vergonhosa” a posição da Direcção Geral da Administração Escolar, que, de acordo com a Fenprof, atribuiu a responsabilidade por eventuais erros ocorridos na colocação de professores às escolas e aos respectivos directores. “É uma posição deplorável, que mostra bem o ponto a que chegou uma administração educativa que, face a situações gravíssimas, sacode a água do capote para cima de quem cumpre as suas instruções”, comentou José Eduardo Lemos, do CE.

 

As declarações que estão na origem dos protestos dos directores foram feitas por Mário Nogueira, dirigente da Federação Nacional de Professores (Fenprof), à saída de uma reunião com representantes da DGAE, esta quarta-feira. Num comunicado enviado mais tarde, a federação sindical reiterou que o Ministério da Educação e Ciência, através da DGAE, garantiu hoje à Plataforma de Sindicatos de Professores que "todos os erros, irregularidades e ilegalidades (…) serão corrigidos, ainda que isso implique a duplicação de colocações”, mas que não reconhece que os erros existentes "sejam da sua responsabilidade ou de uma eventual anomalia na aplicação electrónica utilizada, atribuindo às escolas e aos seus directores essa responsabilidade".
A DGAE não terá chegado a esclarecer se tem a intenção de penalizar disciplinarmente, pelos erros alegadamente cometidos, os dirigentes escolares. Ainda assim, a afirmação provocou a indignação de Eduardo Lemos, presidente do CE, um órgão consultivo do MEC, e Manuel Pereira, dirigente da ANDE. O primeiro classificou as afirmações como “ deploráveis e inadmissíveis”, o segundo chamou-lhes “vergonhosas e indecorosas”.
Manuel Pereira assegura que “ainda que um ou outro professor possa ter cometido algum erro, o fez, com certeza, devido à falta de clareza das instruções do MEC, à falta de esclarecimentos e à forma desorganizada como geriu todo o processo, pedindo elementos e ordenando procedimentos com atraso e em prazos impraticáveis”. “Estamos a falar de uma administração que liga para os directores ao sábado e ao domingo, que ordena que no prazo de duas horas, à noite, os dirigentes dêem elementos que determinam o futuro de milhares de pessoas”, criticou Eduardo Lemos.
O presidente do CE frisou, ainda que “neste concurso e neste início do ano lectivo estão a acontecer coisas incompreensíveis, que nunca seriam explicáveis pela mera incompetência”. “Não sei o que se passou, mas os erros são tantos e tal forma graves que nem no tempo de Maria do Carmo Seabra aconteceu algo de semelhante”, disse Eduardo Lemos, referindo-se à secretária de Estado do Governo de Santana Lopes que tinha a pasta da Educação em 2004, e a um momento que ficou marcado por erros e atrasos na colocação de professores.
Na mesma linha, Manuel Pereira sublinhou que "se o ano lectivo arrancou foi graças aos esforços, à capacidade de sacrifício e ao mérito dos directores". "Agora, por amor de Deus, poupem-nos", exigiu.
O PÚBLICO perguntou ao MEC se confirma que responsabiliza os directores por erros nas colocações e se poderá vir a penalizá-los disciplinarmente ou a exigir compensações pelas despesas inerentes à dupla colocação de docentes para uma mesma vaga. Aguarda esclarecimentos.
O director da associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), Filinto Lima, não quis comentar este assunto.

 

Já anteriormente fora publicado por Maria João Lopes ( 17/09/2014 - 16:46):

 

DGAE dá "garantias" à Fenprof mas nega “erro” na fórmula
Como problemas na ordenação de professores contratados exigem “solução política”, sindicatos aguardam que ministério marque reunião e anule processo da Bolsa de Contratação de Escola.17/09/2014 - 22:59)

A Federação Nacional de Professores (Fenprof) esteve nesta quarta-feira reunida com a Direcção-Geral da Administração Escolar (DGAE) para exigir soluções para os problemas detectados na colocação dos professores neste ano lectivo. “Apresentámos casos concretos sobre os concursos, em que consideramos haver irregularidades ou ilegalidades, e a DGAE garantiu-nos que todos os erros que se vierem a confirmar serão corrigidos, sem que daí decorra qualquer prejuízo para os docentes”, disse ao PÚBLICO Vítor Godinho, do secretariado nacional da Fenprof.
Em causa estavam várias situações relativas a diferentes concursos, abrangendo tanto professores contratados, como do quadro. No entanto, no caso particular da Bolsa de Contratação de Escola (BCE), que tem suscitado grande polémica devido a um alegado erro na fórmula de ordenação dos docentes sem vínculo, Vítor Godinho contou que “a DGAE não só não assume que haja um erro na ordenação dos candidatos, como considera que a fórmula utilizada está correcta”.
Por isso, frisa, a resolução deste problema só pode ser a anulação do processo da BCE, o que é uma “solução política” que terá de ser tomada pelo ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato. Por isso, adianta, mantém-se em cima da mesa o prazo de 48 horas dado na segunda-feira pela Fenprof e seis sindicatos para que a equipa do Ministério da Educação e Ciência (MEC) agende uma reunião. Para tal, os sindicatos já avisaram que vão juntar docentes à porta do MEC na quinta-feira, a partir das 11h00, em protesto, exigindo serem recebecidos.
Vítor Godinho sublinha que as organizações sindicais também poderão avançar para os tribunais, com o objectivo de “suspender todas as colocações da BCE e as que entretanto vierem a ser feitas”. Aliás, em nota enviada à imprensa nesta quarta-feira, a Fenprof deixa claramente o aviso de que poderá requerer, nos tribunais, "a impugnação/anulação deste concurso para as BCE e sua repetição". A estrutura sindical entende que “continua em falta a reunião de carácter político pedida ao MEC", na qual exigirão não só a "anulação das bolsas de contratação de escola", como "a inclusão nas listas dos cerca de 8000 docentes ilegalmente excluídos por não terem realizado a Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades”.
"Caso, até amanhã (dia 18), esta reunião não seja marcada, as organizações sindicais deslocar-se-ão ao MEC (Av. 5 de Outubro), pelas 11h00, aí aguardando uma resposta ao seu pedido", escreve a Fenprof.

Garantias
Segundo Vítor Godinho, a DGAE garantiu porém que, a comprovar-se a existência de algum erro e no que toca aos docentes do quadro “colocados em horários que não tinham sido pedidos pelas escolas”, estes professores não serão “descolocados”. “Mesmo na circunstância de ficarem em horário zero, ficou assegurado que nenhum destes docentes será descolocado, que não ficam obrigados a permanecer na escola 40 horas e que não contará para efeitos de mobilidade especial, em Fevereiro de 2015”, adiantou Vítor Godinho.
Apesar destas "garantias", de acordo com o sindicalista, a DGAE não assume a responsabilidade por eventuais erros na colocação destes docentes do quadro, atribuindo-os antes às escolas e alegando que poderá ter havido estabelecimentos que poderão não ter identificado os docentes com ausência de componente lectiva, não ter informado a DGAE de que não tinham componente lectiva para atribuir ou, ainda, terem pedido a totalidade dos horários e não apenas os que necessitavam.
Não se conseguindo apurar caso a caso de quem é a responsabilidade, Vítor Godinho congratula-se, pelo menos, com o facto de a DGAE ter garantido que nenhum docente, que eventualmente tenha sido vítima de algum tipo de erro, será “prejudicado”.
Em nota enviada à comunicação social, a Fenprof reitera que o MEC, através da DGAE, garantiu à Plataforma de Sindicatos de Professores que "todos os erros, irregularidades e ilegalidades que venham a ser confirmados no âmbito dos concursos de professores para Mobilidade Interna e Contratação Inicial/Reserva de Recrutamento serão devidamente corrigidos, ainda que isso implique a duplicação de colocações". "A todos os docentes cuja situação venha a ser corrigida será obrigatoriamente atribuída componente lectiva e, da solução encontrada, não resultará a anulação de colocações ou uma eventual transferência para a mobilidade especial”, adianta a nota de imprensa.

 

PS: Afinal o Ministro da Educação acabou por retratar-se ao reconhecer que, afinal, os erros estavam do lado do Ministério e não dos Directores. (Ler mais aqui).

 

O Ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, anunciou hoje no Parlamento que as colocações feitas na Bolsa de Contratação de Escola – BCE – se basearam numa errada transposição das disposições legais desta fase de concursos para a aplicação informática que determinou as colocações.
A FNE regista positivamente que o MEC tenha assumido o erro, e que tenha ainda garantido a reposição do direito à colocação dos docentes que foram prejudicados pela incorreta aplicação dos normativos em vigor, o que constituía a nossa reivindicação.
Na reunião que no início desta semana realizou com a DGAE, a FNE manifestou total discordância quanto à interpretação que os serviços estavam a fazer em relação a estes concursos, os quais, no nosso entendimento, não correspondiam à legislação publicada.
Na sequência desta posição, o Secretariado Nacional, reunido no dia 16 de setembro, deliberou apresentar uma queixa junto do Provedor de Justiça, para que a interpretação correta da lei fosse garantida a todos os candidatos, tendo essa queixa dado, ao início da manhã, entrada nos respetivos serviços. Ao mesmo tempo, os Sindicatos da FNE disponibilizaram uma minuta de reclamação a ser utilizada por todos os candidatos que se sentissem prejudicados.
A partir da comunicação hoje feita pelo MEC relativa à errada aplicação da lei em vigor, a FNE entende que devem ser imediatamente tomadas as medidas que sejam necessárias para se proceder à correta colocação dos candidatos.
Entretanto, a FNE reitera a sua discordância em relação ao mecanismo de BCE, considerando que, mesmo na formulação que a lei hoje lhe determina, não respeita os critérios que a FNE defende como inultrapassáveis, nomeadamente o respeito pleno pela lista graduada nacional para todas as vagas que ocorrerem ao longo de todo o ano letivo, e enquanto houver candidatos. É por este motivo que a FNE vai apresentar ao MEC proximamente propostas de alteração ao regime de concursos, a vigorarem já para o concurso extraordinário de 2015.

publicado por J.Ferreira às 22:12

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Segunda-feira, 1 de Julho de 2013

O Erro de Marques Mendes

 

Caríssimo Comentador, Dr. Marques Mendes!

 

Depois de ouvir e ver o conteúdo deste vídeo, não fui capaz de me conter e decidi publicar este escrito aberto à comunidade de leitores que esperamos críticos!

Depois de ver a sua análise fria dos números, queria confrontar V.ª Ex.ª com o calor da realidade, presente e passada.

 

A apresentação de gráficos deste tipo, onde aparece a evolução do número de alunos em Portugal não passa de uma forma falaciosa, ou no mínimo, demagógica de fazer política ou tentar explicar o inexplicável: a incompetência dos políticos — que chegam a governantes por eleição ou nomeação, o que é bem diferente de conseguir o seu lugar através de uma prova de demonstração de competência  — que pensam entender de tudo, desde finanças e urbanismos, passando por medicina, hotelaria, transportes,... até chegar à educação.

Esta é já uma característica da mentalidade portuguesa! Aqui, todos os cidadãos arrogam do direito a entender de educação. Sim. Todo e qualquer cidadão se arroga do direito de opinar e de se apresentar como especialistas em educação. A todos é reconhecido o direito a entender  de educação... Mas só alguns têm o direito de opinar em meios de divulgação pública. Portugal é um país de sucesso; um país maravilhososo onde todos entendem de educação... menos os professores! Sim... Menos os professores...? Estes são os únicos que de educação, pouco ou nada percebem... Por isso, raramente são ouvidos... Mesmo que a sua especialidade seja a educação. Não seria de esperar que os professores  fossem ouvidos em assuntos como a segurança, ou calamidades sanitárias... Mas em Educação...!??? Sim. Sem dúvida... Nesta área, os professores,  mais do que ouvidos deveriam ser escutados! Mas tal nunca acontece...

Em Portugal, se há um problema de educação, desde electricista ao mecânico, do pintor ao advogado, do padeiro ao engenheiro... todos entendem do assunto... Todos... Menos os profesores!

Socialmente aparecem como aqueles em quem mais confiam... Mas na reralidade, quando toca a dar-lhes o valor, todos gostam de achincalhar um ou outro professor pelo s9imples factod e que "não ir com a sua cara"! E se os escutam... nunca lhes fazem caso!...

Ora, meu caros, esta mentalidade conduziu-nos ao que assitsimos no vídeo. Nem mesmo esttado no governo este senhor usou uma palavra que o compreometera: os govenros... Foram os governos! Ora bolas... Diga, senhor marques Mendes. Fomos nós, ex-governantes deste país que não fomos capazes de conduzir o barco por águas calmas e seguras... Assuma a sua responsabilidade. Diga "fomos nós, os políticos que, com a nossa teimosia e cegueira auditiva (não quiseram nem ver nem ouvir quando tinham olhos e ouvidos!) fomos incompetentes e ignoramos os alertas de quem nos avisava que iríamos parar ao Triângulo das Bermudas"...

E agora? Quem vai ser capaz de fazer Portugalk regressar à  rota que devería ter trilhado? Com que marinheiros?  Com os mesmo? Com as mesmas retóricas? As mesmas medidas? A mesma mentalidade?

Basta de opinadores de tudo... Basta de treinadores de bancada!

 

Queremos também deixar aqui um apelo aos meios de comunicação social e aos senhores jornalistas!

Passem a escutar a opinião de verdadeiros especialistas vários nas tertúlias, como aqui em Espanha (onde tenho estado a trabalhar desde há mais de 6 anos!).  Deixem-se de ouvir sempre os mesmos... Podem atrair audiêcnias mas não passam de comentadores multitarefa... Quem sabe de tudo não é especialsita de nada... E são estes senhores (sempre os mesmos!) que nos vêm contar as histórias do que não fizeram ou do que fizeram mal! Sobretudo, quando tiveram responsabilidade no que se passou em portugal, é triste que venham contar a história da desgraça a que conduiziram o país! Falta de planificação, de análise das tendências!!! Por favor! Professores a mais? Deveriam ter fechado os cursos... Mas só agora o diz? É triste... São estes os "cérebros" que nos governaram? Incrível... Até um jovem estudante de 26 anos previa isto em 1992... Que políticos tínhamos (ou ainda temos hoje)?

Estamos fartos de contadores de histórias. Queremos ver gente de acção cujo trabalho e iniciativas sejam reconhecidas com o passar dos anos e não gente que se mete na política para vir depois contar as histórias da meia-culpa pela irresponsabilidade das medidas que foram tomando enquanto (des)governantes!

 

Queria começar por dizer-lhe que lhe fica bem fazer o comentário sem fazer a sua meia-culpa.

fala dos governos, desculpando os professores por irem para o desemprego.

 

Queria dizer-lhe que em 1992, quando o senhor estava no governo, se instaurou o primeiro incrível aumento do valor a pagar pelos estudantes que, nas palavras de um simples estudante da Universidade do Minho, serviriam para conseguir licenciaturas para o desemprego.

Nessa altura, o senhor era governante se nunca o vimos manifestar-se a contra o que se estava a passar. Os estudantes estavam, a entrar na universidade, a ver o custo dos seus cursos subir exponencialmente em directa proporção com a falta de futuro dos mesmos cursos. Ou seja, nas palavras do tal estudante, eram propinas para o desemprego.

 

Agora, vem V.ª Ex.ª falar aqui de que os políticos, (todos, como o senhor, que gozam de uma reforma choruda por terem desgovernado o país!) são os culpados por não terem sabido ver as tendências.

 

Meu caro Marques Mendes.

V.ª Ex.ª apresenta gráficos que começam a analisar a situação os inícios dos anos 80.

Que pretende fazer? Voltar ao sistema educativo dos anos 80 ?

Nos anos 80, acabávamos de sair de um período de Ditadura!

Havia de facto muito poucos professores. Aliás, havia tanta falta de professores que a formação de professores era de duração muito curta, para dar resposta às necessidades do país, tendo muitos cidadãos sido chamados a exercer a função docente sem a mínima habilitação. Lembra-se dos Regentes Escolares? Claro.,.. Claro que se lembra! 

A formação era feita com apenas o correspondente ao actual 9º ano seguido de 2 anos de Magistério.

 

E das turmas com mais de 40 alunos? Lembra-se? Sim!... Claro que se lembra! 

Ora, parece que v.ª! Ex.ª (dando ideias ao chefe do partido a que pertence e que está agora, de novo e uma vez mais, no governo!) quer voltar ao tempo da ditadura... Ao tempo em que as turmas dos "meninos eleitos", das "famílias de bem" eram numerosíssimas.

 

Pergunto, pois:

Quer V.ª Ex.ª dizer às crianças que não vale a pena estudar... Afinal, vão parar ao desemprego!!! É esta a sua teoria?

Ou será que o que estava mal da ditadura (como era o caso do exagerado número de alunos por turma) deverá ser corrigido?

Será que V.ª Ex.ª sabe o que se passa na nossa vizinha Espanha? Será que V.ª Ex.ª sabe que, em Espanha (o Presidente do Governo com cinco vezes mais contribuintes, recebe um salário inferior ao Primeiro Ministro português?!), onde se aposta por dar uma resposta educativa de qualidade, uma escola com 400 alunos tem mais de 36 professores?

Como compagina a qualidade com a quantidade? Como quer que numa hora de 60 minutos, 30 alunos possam ter um diálogo de qualidade superior a 2 minutos?... Como quer conseguir o a excelência nos resultados com turmas de mais de 30 alunos? Tendo uma turma 30 alunos, com aulas de 60 minutos, os professores apenas podem dedicar 2 minutos de atenção a resolver as dúvidas de cada um dos seus alunos...!! É pura matemática!! Será que necessita que lhe apresente um gráfico?

 

Fala dos alunos na década de 80... Esses números (de duvidoso rigor quando muitas crianças abandonavam o sistema educativo ou nem chegavam a frequentar a escola, deixam muito a desejar... Ou no mínimo, apresentam um desejo recalcado de voltar ao tempo da ditadura, onde os alunos eram educados, poderiam estar 40 ou 50 numa sala a ouvir um professor... Hoje, os filhos dos nossos cidadãos do século XXI, nem 5 minutos conseguem estar concentrados numa sala de aula e muito menos têm comportamento adequado a aulas do tipo Magister Dix.

 

Enfim. É triste que estes senhores tenham direito a estar numa televisão onde uma jornalista acrítica permite que se digam e fiquem registadas estas barbaridades sem direito ao contraditório. Mas esta é a democracia onde todos têm o direito de acesso à informação (ou simples desinformação, porque não passa de mera opinião infundada, mascarada de informação!) mas apenas alguns têm direito de acesso aos meios de divulgação da informação...

 

publicado por J.Ferreira às 12:12

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Quinta-feira, 20 de Janeiro de 2011

Tributo a Kássio Vinícius Castro Gomes

Eu acuso !  (J’ACUSE !)

 

Meu dever é falar, não quero ser cúmplice. (« Mon devoir est de parler, je ne veux pas être complice..) Émile Zola

 

Tributo ao professor Kássio Vinícius Castro Gomes.  

 

Foi uma tragédia fartamente anunciada. Em milhares de casos, desrespeito. Em outros tantos, escárnio. Em Belo Horizonte, um estudante processa a escola e o professor que lhe deu notas baixas, alegando que teve danos morais ao ter que virar noites estudando para a prova subsequente. (Notem bem: o alegado “dano moral” do estudante foi ter que... estudar!).

A coisa não fica apenas por aí. Pelo Brasil afora, ameaças constantes. Ainda neste ano, uma professora brutalmente espancada por um aluno. O ápice desta escalada macabra não poderia ser outro.

O professor Kássio Vinícius Castro Gomes pagou com sua vida, com seu futuro, com o futuro de sua esposa e filhas, com as lágrimas eternas de sua mãe, pela irresponsabilidade que há muito vem tomando conta dos ambientes escolares.

Há uma lógica perversa por trás dessa asquerosa escalada. A promoção do desrespeito aos valores, ao bom senso, às regras de bem viver e à autoridade foi elevada a método de ensino e imperativo de convivência supostamente democrática.

No início, foi o maio de 68, em Paris: gritava-se nas ruas que “era proibido proibir”. Depois, a geração do “não bate, que traumatiza”. A coisa continuou: “Não reprove!" Reprovar só atrapalha!”. "Não dê provas difíceis!" pois devemos respeitar o perfil dos nossos alunos”. Aliás, “uma prova não prova nada”! Deixe o aluno “construir sozinho o seu percurso e o seu conhecimento.” Um aluno é um cliente e não existe para ser avalado. Pensando bem... “É o aluno que deve avaliar o professor!”. Afinal de contas, é ele que paga o nosso salário!...

 

E como a estupidez humana não tem limite, a avacalhação geral epidêmica, travestida de “novo paradigma” (Irc!), prosseguiu a todo vapor, em vários setores: “o bandido é vítima da sociedade”... por isso, "temos que mudar tudo isso que está aí’ porque “mais importante que ter conhecimento é ser crítico.”

É claro que a intelectualidade rasa de pedagogos de panfleto e burocratas carreiristas ganhou um imenso impulso com a mercantilização desabrida do ensino: agora, o discurso anti-disciplina é anabolizado pela lógica doentia e desonesta da paparicação ao aluno–cliente...

Estamos criando gerações em que uma parcela considerável de nossos cidadãos é composta de adultos mimados, despreparados para os problemas, decepções e desafios da vida, incapazes de lidar com conflitos e, pior, dotados de uma delirante certeza de que “o mundo lhes deve algo”.

Um desses jovens, revoltado com suas notas baixas, cravou uma faca com dezoito centímetros de lâmina, bem no coração de um professor. Tirou-lhe tudo o que tinha e tudo o que poderia vir a ter, sentir, amar.

Ao assassino, correctamente , deverão ser concedidos todos os direitos que a lei prevê: o direito ao tratamento humano, o direito à ampla defesa, o direito de não ser condenado em pena maior do que a prevista em lei. Tudo isso, e muito mais, fará parte do devido processo legal, que se iniciará com a denúncia, a ser apresentada pelo Ministério Público. A acusação penal ao autor do homicídio covarde virá do promotor de justiça. Mas, com a licença devida ao célebre texto de Emile Zola, EU ACUSO tantos outros que estão por trás do cabo da faca:

EU ACUSO a pedagogia ideologizada, que pretende relativizar tudo e todos, equiparando certo ao errado e vice-versa;

EU ACUSO os pseudo-intelectuais de panfleto, que romantizam a “revolta dos oprimidos”e justificam a violência por parte daqueles que se sentem vítimas;

EU ACUSO os burocratas da educação e suas cartilhas do politicamente correcto, que impedem a escola de constar faltas graves no histórico escolar, mesmo de alunos criminosos, deixando-os livres para tumultuar e cometer crimes em outras escolas;

EU ACUSO a hipocrisia de exigir professores com mestrado e doutorado, muitos dos quais, no dia a dia, serão pressionados a dar provas bem tranquilas, provas de mentirinha, para “adequar a avaliação ao perfil dos alunos”;

EU ACUSO os últimos tantos Ministros da Educação, que em nome de estatísticas hipócritas e interesses privados, permitiram a proliferação de cursos superiores completamente sem condições, frequentados por alunos igualmente sem condições de ali estar;

EU ACUSO a mercantilização cretina do ensino, a venda de diplomas e títulos sem o mínimo de interesse e de responsabilidade com o conteúdo e formação dos alunos, bem como de suas futuras missões na sociedade;

EU ACUSO a lógica doentia e hipócrita do aluno-cliente, cada vez menos exigido e cada vez mais paparicado e enganado, o qual, finge que não sabe que, para a escola que lhe paparica, seu boleto hoje vale muito mais do que seu sucesso e sua felicidade amanhã;

EU ACUSO a hipocrisia das escolas que jamais reprovam seus alunos, as quais formam analfabetos funcionais só para maquiar estatísticas do IDH e dizer ao mundo que o número de alunos com segundo grau completo cresceu “tantos por cento”;

EU ACUSO os que aplaudem tais escolas e ainda trabalham pela massificação do ensino superior, sem entender que o aluno que ali chega deve ter o mínimo de preparo civilizacional, intelectual e moral, pois estamos chegando ao tempo no qual o aluno “terá direito” de se tornar médico ou advogado sem sequer saber escrever, tudo para o desespero de seus futuros clientes-cobaia;

EU ACUSO os que agora falam em promover um “novo paradigma”, uma “ nova cultura de paz”, pois o que se deve promover é a boa e VELHA cultura da “vergonha na cara”, do respeito às normas, à autoridade e do respeito ao ambiente universitário como um ambiente de busca do conhecimento;

EU ACUSO os “cabeça – boa” que acham e ensinam que disciplina é “careta”, que respeito às normas é coisa de velho decrépito, EU ACUSO os métodos de avaliação de professores, que se tornaram templos de vendilhões, nos quais votos são comprados e vendidos em troca de piadinhas, sorrisos e notas fáceis;

EU ACUSO os alunos que protestam contra a impunidade dos políticos, mas gabam-se de copiar nas provas, assim como ACUSO os professores que, vendo tais alunos copiarem, não têm coragem de aplicar a devida punição.

EU ACUSO veementemente os directores e coordenadores que impedem os professores de punir os alunos que copiam, ou pretendem que os professores sejam “promoters” de seus cursos;

EU ACUSO os directores e coordenadores que toleram condutas desrespeitosas de alunos contra professores e funcionários, pois sua omissão quanto aos pequenos incidentes é directamente responsável pela ocorrência dos incidentes maiores;

Uma multidão de filhos tiranos que se tornam alunos-clientes, serão despejados na vida como adultos eternamente infantilizados e totalmente despreparados, tanto tecnicamente para o exercício da profissão, quanto pessoalmente para os conflitos, desafios e decepções do dia a dia.

Ensimesmados em seus delírios de perseguição ou de grandeza, estes jovens mostram cada vez menos preparo na delicada e essencial arte que é lidar com aquele ser complexo e imprevisível que podemos chamar de “o outro”.

 

A infantilização eterna cria a seguinte e horrenda lógica, hoje na cabeça de muitas crianças em corpo de adulto:

“Se eu tiro nota baixa, a culpa é do professor. Se não tenho dinheiro, a culpa é do patrão. Se me drogo, a culpa é dos meus pais. Se furto, roubo, mato, a culpa é do sistema.

Eu, sou apenas uma vítima. Uma eterna vítima. O opressor é você, que trabalha, paga suas contas em dia e vive sua vida. Minhas coisas não saíram como eu queria. Estou com muita raiva. Quando eu era criança, eu batia os pés no chão. Mas agora, fisicamente, eu cresci.

Portanto, você pode ser o próximo.” Qualquer um de nós pode ser o próximo, por qualquer motivo. Em qualquer lugar, dentro ou fora das escolas.

A facada ignóbil no professor Kássio dói no peito de todos nós. Que a sua morte não seja em vão. É hora de repensarmos a educação brasileira e abrirmos mão dos modismos e invencionices. A melhor “nova cultura de paz” que podemos adoptar nas escolas e universidades é fazermos as pazes com os bons e velhos conceitos de seriedade, responsabilidade, disciplina e estudo de verdade.

 

Por: Igor Pantuzza Wildmann - Advogado – Doutor em Direito. Professor universitário.

 

Nota Final: Texto recebido por email. Sublinhado nosso.

 

publicado por J.Ferreira às 09:42

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Domingo, 28 de Novembro de 2010

Cultura da Responsabilidade - Escola versus Sociedade

A sociedade actual tem vindo a formar uma geração de jovens que pensa que tudo lhes tem de ser proporcionado. É uma geração que não tem no seu vocabulário palavras como "deveres", "obrigações", "trabalho",  "empenho" etc., apenas conhecendo a palavra "direitos".

Por outro lado, as famílias (cada vez mais absorvidas e ocupadas com o seu trabalho e carreira profissional, demitiram-se do seu papel fundamental e crucial como primeira fonte de educação. Assim, remetem para a escola o papel de substituta das suas funções sem que para a mesma transitem nenhum dos poderes de que os pais não querem abrir mão. Assim, as regras com que a escola tem de viver são ambíguas (diferente de ambivalentes) pois têm de ser coerentes com uma diversidade de pressupostos educativos próprios de cada agregado familiar para corresponderem ao democrático chavão de que "a definição do processo de educação dos filhos pertence exclusivamente aos pais".

Para os governos que transformaram as funções da escola numa autêntica aberração, são os pais que têm o direito a decidir se os filhos devem ou não estudar, se devem ou não ter "trabalhos de casa" para conseguir bons resultados ou se, pelo contrário, o melhor é deixar que o Estado castigue o professor porque os filhos dos portugueses, com o consentimento, incentivo ou anuência dos pais, decidem ir ver a bola, assistir ao espectáculo dos U2, ao "Rock In Rio" ou outro evento em vez de ficarem a estudar e a preparar-se para conseguir bons resultados escolares.

Conseguir uma escola heterogénea nas suas funções, formas e normas de educar, é incompatível com uma educação coerente e consequente. Não nos admiremos pois, que da escola saiam cada vez mais cidadãos menos preparados para assumir responsabilidades na sociedade. Muito menos, jovens responsáveis para assumir o seu papel enquanto trabalhadores de uma qualquer empresa senão com a voz sempre pronta a disparar "eu tenho direitos" sem nunca se lembrarem do reverso da medalha, isto é, "eu tenho deveres". É claro que a escola actual não forma o cidadão para ser responsável. Na escola nada lhe acontece, seja ou não um aluno responsável ou um autêntico irresponsável quanto aos seus deveres de estudante ou de respeito pelos seus pares, pelo mobiliário escolar pago com o dinheiro de todos os contribuintes. Depois estranhamos que neste país, quem passe por uma qualquer rua de uma qualquer cidade, não se depare com a degradação dos espaços públicos. Ninguém, é responsabilizado: nem alunos nem as famílias pela destruição que possam causar na escola. Desde cedo se habituam à irresponsabilidade. E este hábito não se adquire de um dia par ao outro. A maior dificuldade da escola actual é ser politicamente correcta para agradar a todos os pais. Sim, porque estes passaram a ter opinião pedagógica e avaliativa sobre os professores. Não duvidem que, quando os cidadãos (sejam trabalhadores, traficantes de droga ou criminosos de sangue) tiverem opinião e decisão sobre os polícias que os multam ou que os prenderam, a sociedade está totalmente condenada ao caos.

 

Foi um passo tremendamente errado colocar pessoas que nada entendem de educação a decidir sobre aspectos da educação dos nossos jovens. E muito maior ainda a participar na avaliação daqueles que, por incapacidade dos pais, são forçados a dar aos alunos o que em casa não têm: regras de comportamento, de respeito pelos pares e pelo bem público e comum. Ser simpático com a diversidade de formas de educar dos mais variados agregados familiares é agora uma das preocupações dos professores, muito mais do que educar para a cidadania. É que é incompatível ser simpático com alguns pais e fazer a apologia e prática da responsabilidade individual.

 

Esta postura do politicamente correcto levou a que as famílias pudessem colocar-se em pontas de pés sobre a escola, ditando regras e formas de agir dos seus intervenientes que, sob a cultura do medo (medo do escândalo, medo de ser penalizados na carreira, medo de criar factos que levem ao aparecimento das escolas na comunicação social) são forçados a deixar que sejam as famílias a decidir sobre a forma como deve ser desenvolvida a educação das suas crianças. Assim, se não querem trabalhos de casa... pois o professor não  pode mandar trabalhos para casa. A criança e as famílias são quem manda... E assim, para além dos ritmos de aprendizagem que são perdidos, são os hábitos de trabalho que ficam por criar desde pequenos. E como lá diz o ditado "de pequenino se torce o pepino!" as crianças passam a jovens e chegam à idade adulta com a garantia de que têm a quem culpar pelo seu fracasso: obviamente (e como apoio dos governos!) os professores.

São as normas legislativas que, em suma, são pouco consentâneas com a criação e desenvolvimento de uma cultura da responsabilidade.

Lembraremos de seguida, o discurso de Bill Gates, o fundador da Microsoft, sobre exactamente o fundamental da educação: a responsabilidade.

 

Eis os conselhos que Bill Gates deu numa conferência que proferiu há pouco tempo numa escola secundária.

São 11 regras simples e claras que os alunos não aprendem na escola porque a sociedade actual não permite aos professores que contrariem o que os meninos trazem como ensinamentos de casa com receio de lhes provocar uns traumas.

Bill Gates começou por dizer que a "política educativa de ‘vida fácil’ para as crianças" tem criado uma

geração que não sabe o que é a realidade, e que esta atitude tem feito com que as pessoas falhem na vida, depois de saírem da escola.

 

Muito conciso (todos esperavam que ele fosse fazer um discurso de uma hora ou mais), falou menos de 5 minutos. O suficiente para, no final do seu discurso, todos o aplaudissem durante mais de 10 minutos! Bill Gates agradeceu o aplauso e, saindo discretamente, deixou o local partindo no seu helicóptero particular.

 

Regra Nº 1

A vida não é fácil. Acostuma-te a isso.

 

Regra Nº 2

O mundo não se preocupa com a tua auto-estima.

O mundo espera que faças alguma coisa útil por ele, ANTES de te sentires bem contigo próprio.

 

Regra Nº 3

Não ganharás € 6.000 por mês, mal saias da escola não serás vice-presidente de uma empresa, com carro e telefone ao teu dispor, sem antes teres conseguido comprar os teus próprios carro e telefone.

 

Regra Nº 4

Se achas que o teu professor é exigente e rude, espera até teres um Chefe. Este, não terá pena de ti !...

 

Regra Nº 5

Vender jornais velhos ou trabalhar durante as férias, não te diminui socialmente.

Os teus avós, têm outra palavra para isso: chamam-lhe oportunidades...

 

Regra Nº 6

Se fracassares, não é por culpa dos teus pais. Por isso, não lamentes os teus erros, mas sim aprende com eles.

 

Regra Nº 7

Antes de nasceres, os teus pais não eram tão críticos como o são hoje. Só ficaram assim por terem de pagar as tuas contas, lavar as tuas roupas e ainda por cima, ouvir-te dizer que são “ridículos". Por isso, antes de “salvares o planeta” para a próxima geração, ao quereres corrigir os erros da geração dos teus pais, tenta é limpar o teu próprio quarto!...

 

Regra Nº 8

A tua escola pode ter eliminado a distinção entre vencedores e perdedores, mas a vida não é assim. Nalgumas escolas, já nem repetes o ano e dão-te todas as oportunidades que forem precisas para acertares. Bom, isto não se parece em NADA com a vida real...  Nela, se pisares o risco, estás despedido. RUA !!! Por isso, faz tudo como deve ser logo à primeira.

 

Regra Nº 9

A vida não se divide em semestres. Não terás sempre os verões livres e é pouco provável que os outros empregados te ajudem a  fazer as tuas tarefas no fim de cada período.

 

Regra Nº 10

A televisão NÃO É a vida real. Na vida real, as pessoas têm que deixar de ir ao bar ou à discoteca à noite para levantar-se cedo e irem trabalhar.

 

Regra Nº 11

Sê simpático com aqueles a quem chamas de “Betinhos” ou “Copinhos de Leite”. Há uma grande probabilidade um dia vires a trabalhar para um deles...

 

E com estas 11 regras, Bill Gates conseguiu o aplauso dos que o escutavam, significa que até os jovens percebem que deve ser exigida uma  maior responsabilização dos alunos e das suas famílias para que os objectivos que sao cometidos à escola possam ser de facto, alcançados. E que, o fracasso dessas metas seja repartido entre todos e não apenas assacados aos professores que, num contexcto cada vez mais adverso , têm que agradar a gregos e a troianos. Os jovens não são quem pretende o facilitismo. A sociedade do "coitadinho" e do "politicamente correcto" em busca do voto de mais uns milhares de famílias de portugueses é que levou à criação desta cultura de irresponsabilidade.

 

Enfim... Como esta realidade parece não agradar nem a alunos nem a professores. Há pois que ter a coragem de dar um passo qualitativo na educação dos jovens no sentido da assumpção das responsabilidades de cada um nos processos nela envolvidos (de que os governantes teimam em não querer dar o exemplo!).

Esta crise veio colocar a nu as debilidades do sistema e demonstrou que a cultura do facilitismo acaba por voltar-se contra aqueles que pensavam ser os beneficiados com o laxismo. Há, pois, que caminhar para uma verdadeira autonomia das escolas. Há que partilhar e assumir cada um o seu papel. A escola, de ensinar. Os alunos de aprender. As famílias de contribuir apra que o processo seja conduzido de forma coerente com a co-responsabilização de ambos os intervenientes, assumindo cada um dos intervenientes (escola, alunos, auxiliares e professores) a sua quota parte de responsabilidade, tal como num qualquer outro contexto social (como um acidente de viação, por exemplo).

Só assim é possível formar cidadãos respnsáveis capazes de assumir um papel activo e consciente das consequências do seu desempenho na sociedade. Há que deixar que cada um desempenhe o seu papel.

A responsabilidade da educação dos jovens com vista à formação de cidadãos responsáveis deve voltar a ser entregue unicamente a profissionais de educação  e seus coadjuvantes (professores, psicólogos, psicopedagogos, e outros especialistas com formação adequada ao contexto) devolvendo à escola a função de contexto ecológico capaz de preparar cidadãos para uma participação activa e responsável numa sociedade democrática.

publicado por J.Ferreira às 22:46

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Domingo, 7 de Novembro de 2010

Homens de Coragem Precisam-se

 

Os políticos criaram esta crise por incompetência e agora pedem aos outros (àqueles que nada contribuíram para o descalabro financeiro que ameaça Portugal) que sejam eles a fazer sacrifícios enquanto as contas bancárias e o património dos políticos e nomeados politicamente continua a crescer. É uma Vergonha nacional. Há lucros astronómicos em determinados sectores e são os que nada têm para além do salário que devem fazer os sacrifícios? Que fizeram o comum dos Portugueses para estarmos no nível em que estamos? Nada. Claro. Grécia, Espanha e Portugal, estão na cauda da Europa mas no Topo da Incompetência governativa. Não tentem encontrar desculpas nem bodes expiatórios para a vossa incompetências, senhores governantes que ainda há pouco mais de um ano estavam a fazer campanha e a prometer TGV, auto-estradas... e agora colocam portagens e lá e foi o TGV e o Aeroporto. Fecharam Hospitais e Escolas, cortaram nos serviços de educação e ainda assim não há dinheiro? Má gestão... é claro. Bem diz Passos Coelho: Há que responsabilizar criminalmente quem governa mal.

 

A crise não pode ser sempre suportada pelo povo. Os que gerem os milhões de euros têm de saber bem o destino que se dá a esse dinheiro.

Basta de roubar aos trabalhadores. Basta de se lhes congelar os salários... de lhe congelar as carreiras, de lhes aumentar os Impostos, o IVA, o IMT, o IMI, as taxas de água e energia, a "taxa de difusão multimédia" (muito pior que a salazarenta taxa de televisão!) camufladas com a energia... A empresa PT dá milhões de lucro... Para que cobram essa taxa injusta? Acabem com a ERSE que para nada serve... Nunca ajudou ninguém! É só tachos...

 

Cada vez mais se pedem sacrifícios ao povo. Agora até os magistrados estão revoltados... O Jornal SOL publicitou que o líder da Oposição, Passos Coelho sugeriu a "responsabilização criminal pela crise" dos que contribuíram para afundar a economia do país. Reza assim a notícia:

 

"O líder do PSD defendeu ontem à noite a responsabilização civil e criminal dos responsáveis pelos maus resultados da economia do país, para que não continuem «a andar de espinha direita, como se não fosse nada com eles»

«Se nós temos um Orçamento e não o cumprimos, se dissemos que a despesa devia ser de 100 e ela foi de 300, aqueles que são responsáveis pelo resvalar da despesa também têm de ser civil e criminalmente responsáveis pelos seus actos e pelas suas acções», referiu Pedro Passos Coelho.

Falando em Viana do Castelo, durante um jantar promovido pelo PSD de Barcelos, Passos Coelho sublinhou que o país precisa de uma cultura de responsabilidade.

«Não podemos permitir que todos aqueles que estão nas empresas privadas ou que estão no Estado fixem objetivos e não os cumpram. Sempre que se falham os objectivos, sempre que a execução do Orçamento derrapa, sempre que arranjamos buracos financeiros onde devíamos estar a criar excedentes de poupança, aquilo que se passa é que há mais pessoas que vão para o desemprego e a economia afunda-se», referiu.

Para o líder social democrata, «não se pode permitir que os responsáveis pelos maus resultados andem sempre de espinha direita, como se não fosse nada com eles».

«Quem impõe tantos sacrifícios às pessoas e não cumpre, merece ou não merece ser responsabilizado civil e criminalmente pelos seus actos?», questionou."

 

Nós estamos plenamente de acordo com esta ideia. Aliás, na Islândia há já quem esteja a ser chamado à responsabilidade...

Em Portugal, teremos de gritar também, alto e bom som: BASTA! Basta de sanguessugas incompetentes que dirigem as empresas públicas e que delas retiram ordenados chorudos para no final apresentarem dois ou três salários de prejuízo. Pois se ganham balúrdios, a empresa não pode dar prejuízo ou então que reduzam o salário... Ter prejuízos que depois são cobertos com os impostos do povo é que não. Fora com quem nos afunda. Rua com incompetentes que nos conduzem para o Abismo. Eles ganham milhões e depois pisgam-se ou são nomeados (Veja-se o caso do Guterres, do Armando Vara, do Victor Constâncio, e de tantos outros!) que ainda se ficam a sorrir, acumulando cargos, reformas e subvenções...

Por isso, não poderíamos estar mais de acordo com esta medida. Afinal, querem responsabilizar os professores pela falta de aprendizagem dos alunos que preferem ir ver a bola que estudar, ou seja, sobre o que nenhuma culpa têm e os verdadeiros responsáveis pela falência das empresas públicas (que não vão à bancarrota porque o Estado volta a injectar-lhe lá o dinheiro dos contribuintes...!)

 

Força com medidas que sejam para slucionar os problemas matando-os pela raíz. Que a oposição se una e que aprove uma lei quanto antes apra responsabilizar estes senhores antes que "dêm o cavanço". É preciso fazer o povo voltar a acreditar na democracia... Estes senhores só semearam o descrédito... Rua com eles! Só assim Portugal poderá mudar de rumo ou caminharemos para o abismo!

 

É necessário implementar a cultura da responsabilidade dos políticos. Acabar com a imunidade parlamentar... Só com medidas equitativas que coloquem os políticos em pé de igualdade com qualquer cidadão é que é possível moralizar a política e levar os cidadãos a acreditar de novo nas virtudes da democracia. Com incompetentes, a política torna-se cada vez mais na "espelunca" da sociedade...

 

Medidas justas precisam-se. Justas e responsabilizadoras dos governantes. Só assim verá chegar à política os mais competentes, afugentando os incompetentes e os oportunistas caciques dos partidos que chegam a cargos por nomeação porque, ainda que muito mal os desempenhem, cobram dos impostos de todos e ficam com as contas recheadas sem terem nunca de devolver do seu património os prejuízos causados...

Quem tem competência não tem medo de assumir a governação do país... Quem não tem, por certo colocar-se-á a léguas...

Basta de incompetentes à frente de organismos. Profissionalizem as contas. Que o cargo seja por competência, por concurso! Por certo encontraríamos potenciais ministros mais competentes fora dos partidos do que dentro deles... É que muitos dos cidadãos mais competentes do país, nem se inscrevem nos partidos...

Há que abrir o Estado às pessoas... e deixar de ser o caciquismo a comandar o país... Força com esta iniciativa. Vamos fazer o Parlamento aprovar uma lei com esta ideia. Vamos a isso, Passos Coelho, Francisco Louçã, Jerónimo de Sousa, Paulo Portas. Abram a política aos melhores, aos honestos, aos competentes. Vamos que se faz tarde...

Sim... Já ontem era tarde.

publicado por J.Ferreira às 18:49

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