Sábado, 15 de Janeiro de 2011

Salários Chorudos em Tempos de Cólera

Na verdade, por estranho que pareça, em Portugal há quem receba Salários Chorudos em Tempos de Crise.

Estranho é que estes Salários Chorudos não geram a Cólera nos Portugeses. Antes se voltam, fruto do trabalho de vergonhosos "opinion makers" como é o caso do inqualificável como Miguel de Sousa Tavares.

Diz-se por aí e "à boca cheia" nos mais variados media que... “Não há dinheiro! Não há dinheiro!”. Perguntamos: Mas... será que é mesmo verdade...!!?

Diz-se por aí e "à boca cheia" nos mais variados media que... “vivemos acima das nossas possibilidades”.  Perguntamos:  Mas... será que é mesmo verdade...!!?

 

Ora, este parece-nos mais o discurso pré-feito (bem diferente de perfeito) mas que, de facto, é perfeito tendo em conta o objectivo: enganar e subjugar e escravizar o povo, diminuindo-lhes os direitos quando não mesmo, eliminando-os.

A quem se deve esta triste mentira em que vivemos? É claro: a “comentadores profissionais” de meia-tigela, aos “escribas de serviço” (como Miguel de Sousa Tavares) e, sobretudo, ao interesse escondido e disfarçado de tantos e tantos outros que vivem à custa de quem trabalha.

 

Se não veja-se o que surge difundido na rede.
Eis a Folha Salarial da Fundação Cidade de Guimarães que foi, criada para a Capital da Cultura 2012 (da responsabilidade da respectiva Câmara Municipal que é gerida pelo partido Socialista!) relativa aos seus administradores e de outros figurões:

Jorge Sampaio
- Presidente do Conselho de Administração: 14.300 € mensais + Carro + Telemóvel + 500 € por reunião
Carla Morais
- Administradora Executiva: 12.500 € mensais + Carro + Telemóvel + 300 € por reunião
João B. Serra
- Administrador Executivo: 12.500 € mensais + Carro + Telemóvel + 300 € por reunião
Manuel Alves Monteiro
- Vogal Executivo: 2.000 € mensais + 300 € por reunião

Todos os 15 componentes do Conselho Geral, de entre os quais se destacam Jorge Sampaio, Adriano Moreira, Diogo Freitas do Amaral e Eduardo Lourenço, recebem 300 € por reunião, à excepção do Presidente (Jorge Sampaio) que recebe 500 €.

Em resumo: 1,3 milhões de Euros por ano
(dinheiro injectado pelo Estado Português) em Salários! Como a Fundação vai manter-se em funções até finais de 2015, as despesas com pessoal deverão ser de quase 8.000.000 € (oito milhões de Euros !!!). Reparem bem: qualquer um destes administradoresganha mais do que  o Primeiro-Ministro! E muito mais do que o Presidente da República (cujo salário que tantos criticam mas que se calam perante esta aberração!).
O mais grave é que esta obscenidade acontece numa região extremamente castigada nos últimos anos (o Vale do Ave) onde o desemprego ronda os 15 % !!! Mas, com esta triste e obscena realidade, há ainda alguém que possa acreditar em leis anti-corrupção feita por esta gente?

 

publicado por J.Ferreira às 15:59

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Quarta-feira, 8 de Dezembro de 2010

Salários dos Professores na OCDE - Verdade ou Mentira ?

O Diário Económico apresentou a leitura dos dados que acima colocamos. E faltou à verdade sobre os salários dos professores.

Analisemos a falaciosidade das conclusões apresentadas pela responsável por esta peça jornalística. E constaremos que há enorme incoerência pois tentou chegar a conclusões que os dados não lhe permitem.

Porém, contrariamente ao que defendia o Ministro da Propaganda de Hitler, segundo o qual uma mentira muitas vezes repetida se transforma numa verdade, em democracia, por muito que se repitam as mentiras elas nunca serão transformadas em verdade!

Infelizmente o jornalismo moderno, em busca do sensacional, dá ao povo o que as pessoas (e ainda mais os governantes!) querem ouvir...  Sem olhar a meios, o que importa são os fins... E se os atinge (subida das vendas ou das intencionalidades de voto!) então o artigo de jornalismo é bom! Tristemente, diga-se! E veja-se a aberração com que se falseiam os dados e se manipula o opinião pública através de um artigo que deveria mais do que sério, ser idóneo, fiável, inquestionável!

Vejamos, pois, como se aplicam dois pesos e duas medidas para analisar os gastos com os alunos e o valor gasto com salários de professores.

 Faz Click para ampliar a imagem e ver melhor

Perante o que se afirma no relatório PISA, a jornalista tinha obrigação de se questionar e procurar uma explicação para a incongruência nele apresentada: como é que se pode concluir que Portugal é um dos países que mais pagam aos professores se o custo dos alunos se fica muito abaixo dos níveis dos outros países referenciados no relatório PISA?

Tomemos como exemplo a Espanha, país é apresentado nesta pretensa notícia como um daqueles em que os professores ganham menos  que em Portugal.

E constatemos a MENTIRA da notícia e que este estudo se n¡baseia em dados que não se podem correlacionar e por tal são falaciosos e enganadores.  Comparemos os valores efectivamente depositados nas contas dos professores pelas entidades empregadoras de professores em ambos os países (expressos nos respectivos recibos de vencimento. E depois... Depois o leitor que constate com os seus próprios olhos, e chegará à única conclusão possível: ESTA NOTÍCIA É UMA MENTIRA.

 

Na verdade, um professor em Espanha (mesmo tendo como referência uma das autonomias que menos paga aos seus docentes!), na situação de contratado e com apenas três anos de serviço, recebe € 1710,63. Um professor em Portugal, com mais de vinte e três anos de serviço, recebe   € 1669,67. Ou seja, mesmo sendo definitivo e com 23 anos de serviço, um professor em Portugal recebe muito menos que um seu colega em Espanha, contratado e com apenas 3 anos de serviço. E reparem que no recibo do professor português está contabilizado o abono de família (que o professor Espanhol nem recebe por não ter filhos!).

Esta é que é a verdade... Nua e crua! Por que mentem?

 

Até se pode perceber que, num país em que a discussão de temas de futebol ocupa mais as mentes que a leitura e a reflexão crítica sobre problemas económicos e/ou sociais podemos entender que os políticos queiram entulhar os ouvidos dos portugueses com falsidades sobre o rendimento dos professores. Mas, que os relatórios internacionais sejam usados pelos jornalistas para denegrir a imagem dos professorers (já de si altamente degradada pelos discursos dos políticos incompetentes que afundam o país cada vez mais com as suas medidas) parece-nos de todo inadequado e incompreensível.

Cremos que este jornal deve um pedido de desculpas aos professores... Até um cego, se alguém lhe ler esta realidade, perceberia do que falamos e compreenderia a nossa indignação. Por isso afirmamos que mais cego do que o verdadeiro cego é aquele que tendo olhos se recusa a ver! Basta de mentira... Só não vê mesmo quem é cego! Mas os jornalistas não são cegos! Então, por que continuam com este autêntico massacre sobre os professores? Click nas imagens para as ampliar e ler!

 

Click apra ampliar!

Click apra ampliar!

Ora, concluiremos facilmente que, das duas uma, ou é mentira o que o relatório apresenta ou então Portugal, para além dos salários dos professores, pouco ou quase nada investe em Educação.

Para nós a dúvida não existe: a primeira é que é falsa! Na verdade, Portugal paga muito mal aos seus professores quando comparado, por exemplo, com a nossa vizinha Espanha que, se nos fiássemos na interpretação da jornalista, pagaria pior que Portugal aos seus professores.

 

E esta não é senão uma constatação manipulada e por isso falaciosa dos dados que a OCDE apresenta. Em democracia isto é inadmissível. Manipular os números desta maneira, intencionalmente ou por negligência, enganando leitores desatentos, cidadãos menos letrados ou pouco reflexivos, é inadmissível num jornalismo moderno que deveria ser, acima de tudo, sério e credível.

Porém, não é o caso desta notícia. Quem a redige não fez aquilo a que normalmente chamamos "o trabalho de casa".

O conteúdo desta notícia encotnra-se enviesado pelo simples facto de tratar como igual conceitos que são diferentes de país para país. Assim, em Portugal, ao "1º ciclo" correspondem os 4 primeiros anos de escolaridade. Em Espanha apenas aos 2 primeiros anos de escolaridade.  Em Portugal o "3º ciclo" corresponde aos 7º, 8º e 9º anos de escolaridade. Em Espanha, apenas ao 5º e 6º anos de escolaridade. Em Portugal dizer "frequenta o Instituto" é bem diferente de Espanha onde isto significa simplesmente aquilo a que em Portugal diríamos "frequenta a Escola Secundária". Esta diferença de conceitos explica, em definitivo, que em diferentes países os conceitos divergem de tal forma que não se podem assim comparar e falar de ânimo leve... Assim, esta notícia é totalmente disparatada e desfasada da realidade efectiva dos salários dos professores em Portugal. A prova da falaciosidade desta notícia está aqui e bem à vista de quem tiver olhos para ver... É que, contra factos e documentos... não há quem apresente falsos argumentos!

O erro desta "pseudo-notícia" reside numa falta assustadora de competência (ou de conhecimento!) de quem se aventura a fazer (ou "fabricar") notícias. Este é um trabalho jornalístico que deveria envergonhar o mais medíocre dos jornalistas! Com efeito, nele fica demonstrada uma de duas realidades: ou uma total falta de conhecimento do conceito de "salário" ou uma deliberada deturpação do conceito para influenciar o leitores e dela retirar algum dividendos políticos.

Expliquemos o que está em causa:

Em Portugal, excluindo o ridículo valor do subsídio de refeição, o mísero abono de família (para quem a ele tem direito!) e de outras prestações familiares, todo o dinheiro que é depositado na conta dos professores por parte da entidade patronal é considerado salário. Em Espanha, existem vários complementos: complemento de tutoria (ser titular de turma), complemento especiífico (só para docentes, dentro da Função Pública), complemento de coordenação de grupos de trabalho (complemento de coordenação), complemento de exclusividade (e, em Portugal, praticamente todos os professores têm exclusividade e nada recebem por isso!), complemento de destino (relacionado com a deslocação para o local de trabalho mas que todos recebem!) etc... não são englobados no salário, e como tal, não são sujeitos a impostos. Mas para a OCDE só conta aquilo a que em Espanha se chama sueldo (salário) o que é bem diferente de nómina: salário + complementos vários (que superam, por vezes, o valor do salário e que ficam isentos de impostos!)

Vejam "Governo mente Sobre Salários dos Professores" e depressa se darão conta desta triste realidade. Se é uma vergonha termos um governo que, descaradamente, mente ao povo, mais vergonhoso é temos jornalistas deste calibre. Há que ter em atenção todos os valores que são processados para as contas bancárias dos professores.

 

Reparem na incoerência deste artigo de jornal que fala dos custos por aluno apontando que "Portugal gasta, por aluno, 42.322 euros" mas quando trata dos vencimentos ou salários dos professores fala em percentagens do PIB. isto é, ainda que os professores fossem pagos miseravelmente (como o caso do México, como a economia não produz nada ou quase nada (PIB super baixo ou até mesmo negativo, como Portugal) o valor recebido pelos professores seria sempre considerado altíssimo face ao PIB...

 

Pergunta-se: Que culpa têm os professores portugueses dos trabalhadores portugueses apresentarem os mais baixos índices de produtividade per capita na Europa ou na OCDE? Quer dizer que, se todos os portugueses preguiçarem, se preferirem ir passear e o país nada produzir, devem ser descidos os salários aos professores?

Ou seja. Os dados usados para tentar dizer ao leitor que os professores são muito bem pagos não só escondem o verdadeiro salário dos europeus (sim... o que lhes cai na conta bancária todos os meses!) como são análises falaciosas porque usam dados que não permitem fazer uma verdadeira comparação entre o nível de salário auferido por professores dos diferentes países. Muito menos as conclusões destas jornalistas se podem aceitar.

Mas, para induzir os leitores em erro (deliberadamente!) o responsável por esta peça jornalística, incompetente(mente) fala do valor dos salários dos professores mas, comparando-os com a percentagem do PIB dos países da OCDE. Aqui está. Dois pesos e duas medidas. Usam sempre a que mais lhe convém...

Apresentem o valor auferido em euros pelos professores dos outros países. É que, a nós, já não nos enganam com esta treta de manchetes nos jornais. E o povo tem direito a saber. É que já fizemos as contas... E isto a que chamam comparação de salários a nível da Europa ou dos países da OCDE não passa de areia para os olhos dos portugueses e tem um objectivo claro: preparar os professores para mais ataques à sua condição económica e ao mesmo tempo buscar apoio nos contribuintes.

 

Os governantes sabem que a manipulação dos conceitos constitui uma arma poderosa e até "mortífera" para eliminar a resistência de um dado grupo. Por isso, estas mensagens têm tanta divulgação... Devido a essa diferença de conceitos, devido às componentes do que cada um aufere, poderemos dizer que os Portugueses são dos que ganham mais, mesmo que nas suas contas bancárias seja depositado pelo Estado muito menos dinheiro do que noutro qualquer país. Comos e faz esta manipulação? Tem a ver com os componentes do salário. Em  Portugal todo o dinheiro recebido é salário. Noutros países o que os professores recebem tem muitas e diversas componentes. Por isso, se considerarmos aquilo a que em Espanha se chama "salário", os espanhóis teriam um salário de miséria... É que pouco além vai dos 900 euros. Porém, no seu recibo de vencimento podemos ver que auferem ao 3º ano de trabalho, mais de 1700 euros (coisa que nem um professor em Portugal com 24 anos de serviço consegue!).

Mais. Analisada toda a vida laboral (até aos 4 anos antes de se reformarem!) os professores em Espanha recebem sempre mais dinheiro nas suas contas bancárias do que os professores portugueses. Aliás, chegam a atingir só nos primeiros 10 anos de serviço, mais de 50.000 euros de diferença. E nos seguintes 10 anos (isto é, aos 20 anos de serviço!) os professores espanhóis têm um diferencial de 80.000 euros nas suas contas face aos professores de Portugal. Tudo contabilizado, em apenas metade da carreira, um professor em Espanha perfaz um diferencial positivo superior a 130.000 euros (comparado com o valor auferido por um professor em Portugal).

 

Ora, meus caros... Qualquer cérebro (ainda que esteja a funcionar apenas a metade das suas potencialidades!) perceberá facilmente que, só com  a diferença que recebe nos salários auferidos nos primeiros 20 anos de carreira, um Professor Espanhol pode adquirir e liquidar um apartamento de médias dimensões enquanto um professor em Portugal (que, a fiarmo-nos no Diário Económico, tem  um salário superior ao dos professores espanhóis!) ao fim de 20 anos, ainda andará a dar voltas à cabeça sobre como poderá continuar a pagar ao banco a prestação da sua casa... E, se é que se atreve a pedir empréstimo para comprar apenas um apartamento, acabará a sua vida, já refomado, a pagar juros de dívida!Porém, e se a providência divina o premiar com uma longa vida, quando lhe faltarem apenas 4 anos para se reformar (isto é, quando o Espanhol já vai no segundo apartamento liquidado!) um professor em Portugal poderá amortizar a sua dívida e talvez vá para o cemitério sem deixar dívidas para os herdeiros liquidarem.

 

São estas realidades que os jornalistas deveriam trazer ao de cima e não simplesmente repetir ou enviesar o que já está, à partida, mal elaborado porque baseado em conceitos díspares...

Deixamos aqui um desafio. Que os jornalistas sejam dignos desse nome e que não se limitem a reproduzir o que o poder (ou os poderes!) querem que seja reproduzido... É um caminho perigoso para a democracia quando isto assim acontece.

Façam, pois, um estudo sério e verdadeiro do que recebem na conta os professores dos restantes países... Só assim se poderá falar verdade. É que os complementos de muitos professores europeus (que não são contabilizados como salário e como tal, livres de qualquer imposto!) são o que na verdade faz a diferença.

Vejam como os deputados europeus conseguem subsídios e mais subsídios isentos de impostos. Vendo, ouvindo e lendo... não podem continuar a ignorar... Cremos que facilmente perceberão do que falamos!

Esta é a verdade... O resto... O resto pode ser tudo menos jornalismo! Ou, se o é, está não ao serviço da verdade (porque essa é mais difícil de obter porque exige competências de análise que, infelizmente, faltam a muitos destes "jornalistas de trazer por casa" e como tal não estão ao alcance de todos!) mas ao serviço do poder... Só pode ser por esta última porque não cremos em nenhuma conspiração contra os professores porque nesse caso, só poderia ser entendida como um processo de catarse levado a cabo por pessoas que vivem para perseguir os professores. Sim... Pessoas do carisma de José Sócrates que, frustrado por profissionais de Educação (que o não aprovaram enquanto simples estudante e lhe impediram de alcançar a licenciatura em Engenharia antes de ser governante!) tem maltratado, insultado e perseguido os professores, tal como  Hitler perseguiu os Judeus... Com instrumentos diferentes, reconheça-se! Ao menos isso! Pelo menos, ainda temos a esperança de um dia recuperar a dignidade que nos foi usurpada por governantes e jornalistas como Emídio Rangel (ver aqui o texto que cobardemente ataca os professores),  ou Miguel Sousa Tavares (que pretende ser o cérebro único pensador que sabe tudo e até de Educação quer opinar!) e agora mais dois jornalistas do Diário Económico (Andrea Duarte e Pedro Quedas) que, vergonhosamente, num texto jornalístico retiram conclusao abusiva afirmando que os "Professores nacionais são dos que mais ganham na OCDE". Ora, pretender retirar conclusões deturpando os dados apresentados no relatório PISA, só pode ser por má fé ou por interesses mais obscuros, quiza, ao serviço de interesses governamentais... mas nunca jornalísticos! Uma vergonha de jornalismo! Um jornalismo ao serviço do Poder,  que se serve de preconceitos e que usa a mentira repetida como se algum dia (tal como defendia o Ministro da Propaganda de Hitler) sendo "repetidamente repetida" se pudesse vir a transformar em verdade. Enfim... As estratégias propagandísticas são idênticas... o alvo actual é que diverge.

Até quando?

publicado por J.Ferreira às 00:03

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Terça-feira, 30 de Novembro de 2010

Petição Calcular os Salários dos Políticos em Função da Produtividade Nacional

Ouçam esta intervenção de Miguel Portas...

"Em Bruxelas falando sobre o dinheiro dos deputados."  E indignem-se! Por lá, tal como por cá, estamos entregues à bicharada...

Há já muito tempo que tentamos colocar um travão nesta usurpação de dinheiros que os nossos governantes fazem da coisa pública.

Há já longos meses que colocamos uma petição on-line que pretendia recolocar nos carris esta camada de políticos colocando online uma petição Por Políticos Mais Responsáveis" . Mas o povo ignorou-a. Passam e repassam por email uma quantidade de banais petições que em nada podem contribuir para  a melhoria da qualidade de vida e do futuro do nosso país mas recusam-se a subscrever uma petição exigente e responsabilizadora dos governantes, como esta.

De igual modo que o Parlamento  Europeu, os nossos políticos que nos governam são tão prejudiciais à nossa vida como o tabaco: ambos matam... devagarinho!

 

O texto desta nova petição encontra-se colocado no final deste post...  Se o leitor se quiser a trever a ler e assinar, tanto melhor. Porém, caso o deseje, pode ir directamente à página com o Texto da Petição (Aqui) ou à página para subscrever a Petição (Aqui)!

 

Todos estamos fartos de ser objecto de insultos, directos ou indirectos, da parte de governantes irresponsáveis e incompetentes. Eles determinam as leis, impõem a forma como a sociedade se rege mediante elaboração e publicação de normativos que consideram ser as mais eficazes para atingir os fins. Depois... Depois a dívida cresce, o dinheiro dos impostos sempre a aumentar, nunca chegam para suportar as despesas descontroladas dos governantes que nomeiam sucessivamente pessoas para cargos sobremaneira remunerados e com  mordomias que acusam ser os outros que as têm. É o caso do ataque feito pelos socialistas que nos (des)governam a várias classes de trabalhadores, desde juízes e médicos aos professores, aos polícias e aos militares.

A cada ano que passa, a dívida aumenta e o défice vai consumindo os frutos da nossa produtividade sem que estes incompetentes se demitam e ainda por cima continuam a considerar-se como os que melhor podem levar Portugal a sair da crise em que nos ajudaram a mergulhar.

A quantidade de nomeados com salários chorudos muitos deles superiores a 10.000 euros/mês para não falar dos que têm acima de 100.000, de 200.000 ou até 400.000 euros como é o caso conhecido do Administrador da TAP.

Ora, estes salários atentatórios da dignidade de qualquer trabalhador que se esfola para conseguir atingir menos de 1000 euros mensais, que não aprecem parar de aumentar têm de acabar.

Se os políticos querem de facto merecer o reconhecimento social e ver subir o seu salário, que façam o país andar par a frente. Por isso, propomos que o salário dos políticos seja indexado ao salário mínimo nacional. Nada mais. Calcular 3 ou 4 vezes o salário mínimo nacional e ponto final.

Trata-se de uma lei simples de elaborar, eficaz quanto à atracção de verdadeiros políticos que queiram levar Portugal para diante e não que queiram chegar ao poleiro para se servir do país para enriquecer à pressão deixando o povo cada vez mais na miséria.

E não venham com a treta de que assim não vão atrair os melhores. Quem deseja o reconhecimento social, tem de dedicar-se à sociedade... Acabaremos com a governação do estado por uma bando de incompetentes (tipo “chico-esperto”) que buscam um lugar numa lista partidária para conseguir em uma manada de anos (até agora, 8 anos apenas e depois de 2012, com apenas 12 anos!) alcançarem o direito a uma subvenção vitalícia que, conseguida por muitos entre os 40 e os 50 anos, acaba por contribuir para esgotar os cofres do Estado durante muito mais tempo. E agora, ainda com mais intensidade já que impuseram aos trabalhadores a impossibilidade de se reformarem antes dos 65 anos impondo penalizações inadmissíveis (6% por ano que falte para chegar aos 65 anos!) como se todos tivessem o direito a tal longevidade de vida por igual...!

Muitos, a quem Deus brindou com menos saúde, terão como castigo socialista um autêntico calvário (como foi o caso de Manuela Estanqueiro!) e terão de suportar longas lutas contra doenças graves e até o cancro. E estes nossos justos governantes socialista (que contaram a dobrar o tempo de serviço de soldados no ultramar!) condenam, indignamente, os mal bafejados pela fortuna a labutarem até à morte! Em contrapartida, estes mesmos socialistas (que sempre empunham a bandeira da justiça social!), aos prendados por Deus com uma invejável saúde, atribuem-lhes um segundo prémio pois podem beneficiar de contagens extras de tempo de serviço! Aliás, o caso dos deputados (sejam eles do Parlamento Nacional ou do Parlamento Europeu!) é o paradigma da injustiça... E, independentemente da área política a que cada um pertença, veja-se a intervenção indignada de Miguel Portas no Parlamento Europeu. Aumentos e mais aumentos para os deputados europeus. Ele diz: "Perante uma enorme situação de desemprego e de crise social em todos os nossos países não é sustentável proceder a um aumento  dos recursos dos deputados!" E continua aos 1:33 minutos: "Como é que um eurodeputado, no dia em que viaja pode receber 300 euros de ajudas de custo, mais um subsídio de distância, mais um subsídio de tempo,... dotações que estão inteiramente fora de impostos! Pode até ser acusado de populista.

Mas para isso, havia que propor a lei de redução destas mordomias e verificar quem votava a favor e quem votava contra (ou quem se abstinha!) porque lhe dava jeito! É preciso coragem! E muitos de nós começam a questionar-se se (à parte a limpeza étnica que todos censuramos!) a Europa de Hitler seria muito divergente da que estamos a construir. Ambas as concepções de Europa estão voltadas contra o povo. Ambas são contra os trabalhadores. Ambas beneficiam uma elite... Os fortes contra os mais débeis. Os que governam contra os que são governados... Começamos a crer que a verdadeira essência que distingue uns e dos outros é a forma como condenam o povo à morte. É a duração do processo de condenação à morte. Actualmente, levamos mais tempo a ter a condenação executada. Actualmente, os governantes matam o povo devagarinho! E os responsáveis nem a História os poderá nunca condenar! Na verdade, e fazendo ironia uma vez mais, até concordaríamos com a igualdade da idade de reforma se, e só se, o governo impusesse (e cumprisse) também uma lei que garantisse uma igual longevidade para todos os cidadãos. E que todos pudessem usufruir (ou, no mínimo, os seus herdeiros!) do mesmo número de anos de reforma do contribuinte logo que atingisse os 65 anos, estivesse ele vivo (e recebia-a o próprio contribuinte!) ou morto (e nesse caso, seriam pagos os anos faltantes aos seus herdeiros...!).

Efectivamente, o que os governantes desejam e esperam, é ter o menos número de trabalhadores e durante o menor número de anos possível a receber a reforma. O mesmo é dizer que esperam que fiquemos poucos anos a usufruir do que descontamos a ver se sobra algum para eles mesmos aumentarem os seus rendimentos (como se constata nesta intervenção de Miguel Portas acima colocada. . Assim se compreende que se mude a idade mínima para ter direito à reforma para que os trabalhadores (muitos deles descontaram 30 ou 40 anos ou até mais!) recebam a reforma o menos tempo possível.

 

Por isso, depois de temos lançado há mais de um ano uma petição que visava limitar o valor a receber por qualquer cidadão da parte do Estado (como se faz, descobrimos agora, na Suiça, independentemente do quanto recebeu de vencimento ao longo da vida!) esta nova petição (que esperamos uma maior adesão já que. Infelizmente, o portugueses aprecem preferir assinar petições sobre futebol, ou outras palhaçadas que nos vão entretendo como se fôssemos “bobos da corte”) tem a maior pertinência que se possa imaginar.

Num país que nada faz de relevante para além da insistência na excelência dos demais funcionários públicos torna-se urgente e imprescindível, responsabilizar os políticos pelas suas iniciativas. Temos de os obrigar a preocupar-se mais em “servir o país” do que em “servir-se do país”.

Temos a obrigação de fazer com que os políticos trabalhem e se preocupem com a utilidade e eficácia das leis que emanam no sentido de empurrar o país para a frente e não de resolver as suas vidinhas pessoais, conseguir o máximo de benefícios próprios no momento ou no futuro... Ou agimos como cidadãos portugueses participando na política de uma forma responsável ou não tarda seremos engolidos pelo pântano.

 

Há pois que avaliar seriamente a acção dos políticos (e não em eleições porque essa é uma avaliação com consequências políticas e sabemos que o que temos depois é uma dança de cadeiras do poder!) fazendo com que sintam na pele os efeitos dos resultados do seu próprio trabalho em prol do país. De forma séria e coerente, e baseando-nos nos princípios que estes governantes consideraram justos quando impuseram a avaliação em função dos resultados para toda a função pública, há que exigir a aplicação do mesmo princípio (seja ele pela análise, participação nos debates, número de propostas debatidas, aprovadas e eficazes emanadas pelo parlamento, etc.), aos políticos que nos (des)governam, pois são eles os timoneiros desta grande equipa (os portugueses) e como tal, têm que ser responsabilizados pela baixa da produtividade das empresas e recompensados quando essa produtividade se traduzir em incremento do bem-estar dos portugueses.

Afastemos de vez os oportunistas (das Velhas ou das Novas Oportunidades, tanto nos dá!) e coloquemos no poder quem de facto queira lutar pelo bem-estar da população em geral.

Pelo direito a avaliar os políticos e os nomeados politicamente, vamos todos subscrever esta petição.

O futuro de Portugal depende de ti! Por que esperas? Ajuda a que esta petição chegue ao máximo de cidadãos.

A concretização dos seus postulados é a forma mais justa, transparente, concreta e viável de passarmos a ter políticos unicamente interessados em melhorar o país.

 

Tu também podes ler aqui ... E subscrever aqui...! Se a consideras interessante e queres divulgar...

 

Nós agradecemos. As minhas filhas e os meus filhos também...

E, por certo, todos os jovens (incluindo os menos jovens que temem pelo futuro das suas reformas!) por certo, também agradecerão!

 

Juntos podemos aperfeiçoar e melhorar a Democracia em Portugal.

 

Obrigado,

Segue o texto da petição, extraído do sítio Petições Online:

 

"Ex.mo Senhor
Presidente da Assembleia da República

Portugal corre o risco de ter políticos cada vez mais ricos com o povo cada vez mais pobre... O enriquecimento indevido surge sem que a justiça seja capaz de colocar cobro ao enriquecimento espontâneo de certos cidadãos, em prejuízo da “coisa pública”.

Há pois necessidade de tomar iniciativas legislativas no sentido de uma MAIOR JUSTIÇA e MAIOR EQUIDADE entre os cidadãos, independentemente de se dedicarem ou não à vida política.
Não é legítimo que aquele que se candidata para “SERVIR A CAUSA PÚBLICA” use o poder que lhe foi conferido no dia do voto para “SE SERVIR DA COISA PÚBLICA”.

Este regime assim o exige ou seremos forçados a acreditar que se impõe de novo a ditadura (Todos temos a obrigação de impedir que algum dia a célebre frase deixada por George Orwell - "Todos os cidadãos são iguais MAS ALGUNS são mais iguais que outros" – imortalizada na sua obra Animal Farm (traduzida para o Português como “O Triunfo dos Porcos”) possa tornar-se uma realidade em Portugal.

Num Estado de direito democrático, todos os cidadãos terão o tratamento igual, tendo direito a optar entre a reforma ou o trabalho. Se não estão aptos para o trabalho, que se reformem. Se um cidadão pretende continuar a trabalhar, não pode o mesmo continuar a usufruir da prestação paga pelo Estado (seja ela reforma ou subvenção vitalícia, ou outra). Se um cidadão sente energia e saúde para voltar ao activo, que volte ao activo mas que lhe seja imediatamente suspenso o pagamento da prestação de que estava a usufruir.

Mais. Se esta Europa é democrática, deveria considerar como aceitável e admissível que, com a crise a bater à porta de todos os Estados, seja levada à prática uma lei (embora aprovada em 2004 para que o povo perdesse a memória com o passar dos anos!) que aumentou os salários dos deputados europeus em mais de 125% numa mesma época em que se obriga os restantes cidadãos a apertar o cinto com vergonhosos aumentos de 2,9% (em 2009 e depois de vários anos de congelamento de salários e de perda de poder de compra) ou até novos congelamentos de salários.

Assim, pela presente petição, OS SIGNATÁRIOS PRETENDEM da Assembleia da República legisle no sentido de que a sua pretensão possa ser atendida. Assim, e porque os titulares de cargos políticos ou de nomeação política devem estar nos seus lugares PARA SERVIR, PROPOMOS:


1. QUE NENHUM CIDADÃO, QUE SE ENCONTRE A USUFRUIR DE UMA QUALQUER “REFORMA” OU “SUBVENÇÃO” (do Estado ou qualquer sistema de Segurança Social) por ter prestado serviços, exercido cargos políticos ou de nomeação política, POSSA CONTINUAR A AUFERIR RENDIMENTOS DE TRABALHO POR CONTA DE OUTRÉM.

2. QUE O VALOR DO SALÁRIO DOS TITULARES E EX-TITULARES DE CARGOS DE ELEIÇÃO E/OU NOMEAÇÃO POLÍTICA SEJA ESTABELECIDO TENDO POR BASE O SALÁRIO MÍNIMO NACIONAL (única maneira objectiva e viável de, numa época em que os políticos tanto falam da necessidade dos Servidores do Estado prestarem contas aos cidadãos da sua competência e performance, se poder responsabilizar quem gere a “coisa pública” pela situação em que o país se encontra a cada momento nas mais diversas áreas (economia, saúde, educação, segurança,…).

3. QUE SEJA ESTABELECIDO UM VALOR MÁXIMO, INDEXADO AO SALÁRIO MÍNIMO NACIONAL PARA O TOTAL DOS VALORES PROCESSADOS PELO CONJUNTO DOS ORGANISMOS PÚBLICOS (poder local, central ou autonómico) PARA QUALQUER CIDADÃO, sejam quais forem os cargos que o mesmo tenha exercido, sejam quais forem as funções que tenha desempenhado.

4. QUE SEJAM PUBLICITADOS NA INTERNET (sítio do Governo/Assembleia da República/Segurança Social…) AS VERBAS TRANSFERIDAS MENSALMENTE PARA OS TITULARES E EX-TITULARES DE CARGOS DE ELEIÇÃO E/OU NOMEAÇÃO POLÍTICA, por parte do Estado ou as instituições que garantem as subvenções vitalícias e as reformas.


POR UMA REPÚBLICA VERDADEIRAMENTE DEMOCRÁTICA.


Os signatários"

publicado por J.Ferreira às 23:22

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Quinta-feira, 4 de Novembro de 2010

Mais Vale Tarde do que Nunca!

Na maioria das vezes, gastamos parte do nosso tempo livre, criticando as medidas descabidas do (des)Governo de José Sócrates, sobretudo nos campos da economia, da saúde e da educação. Porém, desta vez, o motivo da publicação deste texto é contrário ao habitual.

 

O Público, podemos ler "Os deputados, autarcas, ex-políticos a receber subvenções vitalícias, médicos, magistrados, gestores de empresas públicas e outros reformados que a 1 de Janeiro de 2011 estejam a acumular uma pensão com um salário na função pública terão de prescindir de uma das remunerações."

 

Ora, com a mesma acutilância com que criticamos o absurdo de muitas das medidas levadas a cabo pelo Governo, queremos, congratular-nos com a "repescagem" desta medida. Já havia saído a público esta intenção do Governo. Mas houve um recuo. Ao ser de novo, anunciada, esperemos que seja a valer! Os portugueses estão fartos de ver nos deputados e políticos em geral, um grupo de gente sem escrúpulos que comem tudo e não deixam nada! Basta de gente a sugar os cofres do contribuinte...!

É caso para dizer.... "Bravo!, Senhor Ministro das Finanças! Finalmente uma medida do governo que ainda que peque (e não PEC) por ser demasiado tardia e a reboque da sociedade civil é justa, necessária e democrática."

Muitos de nós se indignaram há já muito tempo. Colocamos uma

ção na internet que recolheu apenas umas poucas centenas de assinaturas. E porquê? Simplesmente porque para a subscrever era exigido que os signatários se identificassem (colocando o número de Bilhete de Identidade)! Ora, estávamos seguros de que num país onde o povo vive amedrontado, assustado, que tem medo de "dar a cara" publicamente em manifestações que sejam contra quaisquer medidas governamentais com medo de represálias, muito menos dará a sua identificação para algo que tem como objectivo mexer com o poder...

 

Não somos filiados em nenhum partido, nem em nenhum clube de futebol, nem em nenhuma religião.  Mas , tal não significa que sejamos  acéfalos... Nem muito menos que sejamos "muralistas", adeptos do muro ou filiados do "Partido do Muro". Estes, sim, estão sempre prontos a saltar para o lado que dá mais jeito. O Muro de Berlim já caiu há muitos anos...  Mas, nós sempre soubemos "de que lado do muro" nos posicionávamos. E esse lado é simples: é o da maior aproximação possível à justiça já que, esamos seguros, a justiça é algo que só existe na palavra. Na realidade, apenas se podem fazer aproximações à justiça, encontrar as medidas mais ajustadas ao desenvolvimento de uma sociedade, mais livre e solidária. A medida que já antes havia sido anunciada (ainda que meses depois de termos colocado a circular uma petição "Por Políticos Mais Responsáveis" na internet que vai no mesmo sentido do rumo legislativo que agora querem dar a este problema.

Por isso aqui deixamos, hoje, o nosso reconhecimento aos que tiveram a coragem de dar a cara por uma petição que era, acima de tudo, justa. Eles sabem do que falamos porque a assinaram. Um deles é o bem conhecido e ex-candidato à presidência da república, Doutor Garcia Pereira. Nunca mais nos esqueceremos do seu gesto e das suas palavras de apoio à petição!

É uma verdade indiscutível que os políticos das últimas décadas têm contribuído para um cada vez maior afastamento e desinteressem dos cidadãos pela vida política. Os portugueses sentem que os governantes só querem chegar ao poleiro para "tratarem das suas vidinhas" e, obviamente, da dos seus correligionários. Quem não se lembra da vergonha que foi, há uns anos atrás, um dos aumentos que se auto-infligiram? Oh, pobres...! Coitadinhos! Quanto sofreram eles com esse castigo de ver o ordenado subir em flecha... E agora, coitadinhos, são os ais prejudicados que até querem comer por 1,5 Euros! Eles são mesmo masoquistas! Sim... é que se auto-infligem cada castigo que não faltam pobres a pedir para serem molestados...

Ainda há os que gemem por aí, e que se lamentam por verem baixado o seu salário. E, embora as mordomias permitam multiplicar o salário por dois ou por três, ainda há pelo Parlamento. Basta ouvir as afirmações de Ricardo Gonçalves , para perceber que estes senhores vivem noutro mundo.. Num Mundo da Alice no País das Maravilhas!

Pois bem, nós só temos a dizer ao senhor deputado do Partido Socialista , "O senhor deveria era ter Vergonha!" Como não tem pejo nenhum (vulgo, vergonha na cara) de afoirmar tais coisas? Enfim... Mas o mais estranho é que ainda apareça alguém a defender ou desculpar estas palavras! Que espera? Um tacho também? Ora, as palavras do deputado são inadmissíveis. Ponto final! Como é que um senhor como este, cheio de mordomias, pode afirmar que os deputados vão ser dos mais prejudicados com esta baixa de salário... Enfim... No mínimo um atentado à dignidade de qualquer trabalhador que sua as estopinhas para conseguir levar 500 euros para casa no final do mês! E este senhor ainda teve sorte... Se a moda do sapato tivesse pegado em terras lusa, já imagino um dos assistentes a lançar-lhe o sapato...

 

 

Já repararam quantas cadeiras estão a ficar vazias por terem esses salários de miséria? Pois bem... Eu ainda não conheço nenhum parlamento nem assembleia municipal que tenha ficado com lugares por preencher por falta de candidatos. Aliás, o trabalho dos deputados é tão desgastante e tão mal pago que os candidatos "quase se comem uns aos outros" para conseguir um lugar naquelas cadeiras... E são estes deputados, com salários de miséria, que cada vez que têm de tal forma que já nem há candidatos suficientes para encher as cadeiras do Parlamento! a maioria dos É esta realidade que se plasma numa política a política do tipo "sanguessuga" que leva o sangue, o suor e as lágrimas de milhares de cidadãos que se esforçam por sobreviver com menos de 500 euros por mês... quer pagam deslocação para o local de trabalho, que pagam impostos por tudo e por nada, para além de muitos outros que vivem abaixo do limiar de sobrevivência.

Que democracia é esta que dá mais a quem mais tem.. e que retira o máximo a quem menos tem?

Que democracia é esta em que o Estado se mostra “forte com os mais fracos” e “fraco com os mais fortes”?

 

A medida anunciada é essencial para limpar a classe política e expurgar os bons profissionais... Com menos regalias, só mesmo os que se querem dedicar a tratar da vida do povo desejarão ser candidatos! Até ao presente, qualquer cidadão era atraído pelas mordomias que conseguiam em apenas dois mandatos. Sim, porque os deputados do parlamento anterior trataram de salvaguardar as suas subvenções vitalícias, com apenas dois mandatos  até 2013. Só a partir dessa data passa a ser exigida uma dúzia de anos (Ui!... que fartura!) para terem direito às mesmas mordomias (subvenções vitalícias ) que os actuais beneficiam até 2013. Mas para o Zé-Funcionário, em 2006, a vida mudou de um dia para o outro... Claro.. Claro! Os senhores deputados são "portugueses de primeira" e os demais portugueses são "escumalha" (assim foram tratados alguns dos cidadãos franceses por um dos responsáveis pela governação na França: Nicholas  Sarkozy!), ou numa versão mais soft (ou seja, politicamente correcta!) "portugueses de segunda". Democracia? Onde está a igualdade? Ah... Todos os portugueses são iguais perante a lei!" Claro. Por isso se fazem estas leis óptimas apenas appa alguns...  Mas como pode um país ser democracia se as suas leis são injustamente discriminatórias?

 

Bom... Ainda assim, esta medida é bem vinda. Daí que, e depois de muita crítica ao (des)governo destes e dos socialistas do anterior mandato, pela primeira vez, aqui deixamos um "bem-haja" ao Ministro das Finanças. Esperemos que sirva de incentivo para que não recue, que não ceda a possíveis grupos de pressão... É caso para dizer que começamos a ver alguns reflexos das mensagens do Presidente da República que referiu estar preocupado com o sentimento (de revolta!?) do povo que começava a ver espelhado nas redes sociais como o facebook

 

Por isso, aqui fica, servindo-nos das palavras do conceituado José Hermano Saraiva, um "BEM-HAJA" (maiúsculo) para a tardia mas decisiva medida do governo. Esperemos que os deputados não lhe ponham entraves...

Enfim... É caso para dizer, "Mais Vale Tarde do que Nunca!"

publicado por J.Ferreira às 14:19

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Quarta-feira, 2 de Junho de 2010

Quando Alguns Cidadãos São Mais Iguais...

Fome em Portugal? Ricos somos nós, portugueses! Pobres são os Americanos!

 

Quando os portugueses "nem ganham para a sopa", há gente que tem salários que fazem inveja a alguns afortunados a quem lhes saíu o maior prémio do Euromilhões!...

 

Vejam como há realmente portugueses que vivem com "salários miseráveis”... Tão miseráveis que, segundo foi noticiado, Vítor Constâncio admitiu que o salário do governador do Banco de Portugal é muito elevado, aceitando por isso que a sua remuneração venha a ser reduzida.
"Já tenho dito que deveria haver uma redução [do salário do governador do Banco de Portugal]", afirmou Vítor Constâncio em declarações aos jornalistas à margem do almoço da Câmara do Comércio e Indústria Luso-Espanhola.
Esta declaração surge no dia em que o “Negócios” noticia que Vítor Constâncio está entre os banqueiros centrais mais bem pagos do mundo. O jornal refere que o governador do banco central português ganha 250 mil euros por ano, 18 vezes mais que o rendimento per capita nacional, só atrás do governador do banco de Honk Kong (que recebe 896 mil euros por ano) e do da Itália (que aufere 650 mil euros por ano).


Esse salário "não depende de mim", acrescentou Vítor Constâncio. Com efeito, é ao Ministério das Finanças que cabe fixar o salário do governador, através de uma comissão de vencimentos.

 

Ora... Isto é incrível. Se o Governador é sempre um dos compinchas de quem manda nos governos... que poderíamos esperar? TACHOS... É TUDO TACHOS de uns SEM-VETGONHA. O Povo a passar fome e estes SEM-VERGONHA a viver à JAPONESA...

 

Incrível... Com a miséria de salários que há em Portugal, alguns senhores (Titulares de cargos políticos ou de nomeação política!) não têm vergonha de ganhar salários atentatórios da dignidade do mais indigno dos cidadãos...

 

Para o Ministério das Finanças português, o cargo ocupado por Vítor Constâncio vale uma remuneração anual  de, aproximadamente, 250 mil euros / ano... Isto é, na moeda antiga, 50.000 contos!. O que corresponde a cerca de 18 vezes o rendimento nacional 'per capita'.

 

Em contrapartida, para a Administração norte-americana, o lugar ocupado por Ben Bernanke justifica apenas 140 mil euros anuais, ou seja, 4,2 vezes o rendimento 'per capita' dos EUA.

 

-Vítor Constâncio: Banco de Portugal -------> 249.448 Euros

 

Parece mentira? Mas há muitos mais...!

 

Como pode sobreviver um país que se governa assim: (?)

O que está a dar é ser ex-governante... ex-deputado... ex-candidato. Se não concordam, acordem!

 

Mas pode crer que os valores apresentados são de salários !

 

Ilustres Milionários Nacionais

Salários

Mata da Costa: Presidente dos CTT

200.200 Euros

Carlos Tavares: CMVM

245.552 Euros

António Oliveira Fonseca: Metro do Porto

96.507 Euros

Guilhermino Rodrigues: ANA

133.000 Euros

Fernanda Meneses: STCP

58.859 Euros

José Manuel Rodrigues: Carris

58.865 Euros

Joaquim Reis: Metro de Lisboa

66.536 Euros

Luís Pardal: Refer

66.536 Euros

Vítor Santos: ERSE *

233.857 Euros

Fernando Nogueira: ISP **

247.938 euros

Amado da Silva: Anacom ***,

224.000 Euros

Faria de Oliveira: CGD

371.000 Euros

Pedro Serra: AdP

126.686 Euros

José Plácido Reis: Parpública

134.197 Euros

Cardoso dos Reis: CP

69.110 Euros

Guilherme Costa: RTP

250.040 euros

Afonso Camões: Lusa

89.299 Euros

Fernando Pinto:  TAP

420.000 Euros

Henrique Granadeiro: PT

365.000 Euros

 

*  Entidade Reguladora da Energia, 233.857 Euros

** Instituto dos Seguros de Portugal

***Autoridade Reguladora da Comunicação Social, (foi chefe de gabinete de Sócrates)

 

Mas não pensem que se esgotou a lista de chupistas... Ainda faltam muito outros senhores...

Por exemplo, o senhor das Estradas de Portugal, o senhor da EDP, o senhor da Brisa,  o senhor da Petrogal....

e de tantas outros tachos como Observatórios e Entidades Reguladoras.

 

Imagine o leitor o quanto não custará a um funcionário “mileurista” que tem de processar um Subsídio de Férias ou um Subsídio de Natal a estes senhores! Francamente, parece que está a anunciar a lotaria:

FO-LA-NI-NHO… TRE-ZEN-TOS E CIN-QUEN-TA M-I-I-I-I-I-I-I-L-   EUROS!

E pagar-lhes esta reforma ... É no mínimo imoral e no máximo aproveitamento da faculdade que têm de mudar a lei, redigindo-a a seu favor... Até porque estes cargos não são para técnicos, mas são de nomeação política... É isto que lhes retira toda e qualquer credibilidade junto do povo e dos quadros técnicos.

É tudo feito com o nosso dinheirinho, recolhido dos nossos impostos, que nos levam o suor, o sangue e muitas lágrimas de portugueses.

 

Já todos tivemos a oportunidade de ver o filme... Foi vivido na extinta União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.  A obra "Animal Farm " (traduzido a português por "O Triunfo dos Porcos") foi escrita por George Orwell e passada a banda desenhada... Pesquisem em Youtube e, com o pensamento na história da revolução soviética e coloquem os dois ouvidos de forma a que possam "escutar claramente escutado" a evolução do discurso dos porcos e a "ver claramente visto" a aplicação prática dos discursos.


Por último, apenas gostaria de perguntar:

Foi para isto que se fez a revolução do 25 de Abril? Para se mudarem apenas os porcos da pocilga?

publicado por J.Ferreira às 17:28

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