Quinta-feira, 20 de Março de 2014

Ministério Ignora Reivindicações dos Professores

O Minstério da Educação faz orelhas de surdo aos gritos dos milhares de professores que têm vindo a ser prejudicados pelos sucessivos respopnsáveis pela pasta da Educação. Aqueles que há mais de 8 anos foram considerados "excelentes" (ainda que com base em critérios absurdos, como sempre contestamos!) pela ministra da Educação do (des)governo socialista de josé Sócrates (dividindo a carreira docente com a criação da "categoria" de Professor Tirtular!) foram proibidos de concorrer a vbagas que foram entretantop ocupadas pelos docentes da categoria de professor. Depois dessa data, a carreira voltou a ser única mas... os que chegaram a professor-titular (na sua maioria) jamais poderam sair da escola/agrupamento em que foram promovidos e ali ficaram "congelados" em termos de cocnurso durante anos. As possibilidades de obter nova colocação ficaram "nulas" ou quase ao não ser efectuado o concurso geral para todos os que não tinham lugar de quadro de escola, libertando as vagas ocupadas na sequência da divisão da carreira e da impossibilidade legal dos professores titulçares concorrerem para vagas de professores. Afinal, muitos dos professores "menos qualificados" pelos critérios da ministra socialista Maria de Lurdes Rodrigues foram os mais beneficiados com a divisão da carreira pois tiveram a possibilidade de renovar o lugar sem irem a concurso, impedindo os mais qualificados e com maior graduação profissional (na que se inclui a nota de curso e o tempod e serviço) de ocuparem as vagas a que (naturalmente e por uma questãod e justiça) teriam direito a concorrer.

 

Ora, passados anos da desgraça que atingiu os melhores e mais qualificados professores aos olhos de uma ministra que foi apoiada pela sociadade em geral (quem não se lembra da frase: não podek ser todos generais"?),  este governo não é capaz de acabar com a injustiça provocada pela incompetência das equipas do Ministériod a Educação dos governos de José Sócrates.

O que falta saber é se não repõe a justiça simplesmente porque não tem gente à altura para o fazer (o que, diga-se, é grave!) ... ou porque não quer (o que é ainda mais grave!).

 

De acordo com a FNE, o Ministério de Nuno Crato continua sem atender às mais elementares reivindicações de justiça reclamadas pelos professores.

 

O Ministério da Educação acaba de apresentar uma terceira versão da sua proposta de revisão do diploma de concursos, sem atender a uma só das críticas e sugestões que a FNE lhe apresentou.

O MEC continua a insistir em introduzir no mecanismo de concursos fatores que conduzem à distorção da lista graduada nacional, promovendo a insegurança, a incerteza e injustiça relativa entre candidatos.

Para além de continuar a não garantir o direito à vinculação dos docentes que acumulam mais do que três contratos sucessivos de ano inteiro e horário completo, recusando-se desta forma a aplicar o que a lei estabelece, a proposta que agora é apresentada recusa também a anualização dos concursos interno e externo, e permite mecanismos de acesso automático a lugares de quadro, sem consideração pelas posições relativas entre candidatos, desrespeitando desta forma a graduação dos candidatos e defraudando legítimas expetativas de muitos docentes que reúnem condições para serem colocados em escolas da sua preferência.

Na reunião que se realizará no dia 20, a FNE não deixará de assumir uma posição crítica em relação a estas propostas, procurando demonstrar que com elas não só não se conseguem mecanismos mais ágeis de colocação de docentes, como se promovem consequências fortemente negativas para os candidatos.

A FNE volta ao Ministério da Educação amanhã, dia 20 de março, pelas 11h00, para retomar as negociações de alteração do diploma de concursos. Entretanto o MEC enviou aos sindicatos a 3ª versão da proposta que irá agora ser objeto de negociação. As negociações de alteração a este diploma começaram no passado dia 5 de março, com o MEC a enviar uma primeira versão aos sindicatos.

Daí para cá houve uma série de acontecimentos que importa sintetizar. 5 de março 1ª ronda negocial com o MEC Tutela entrega primeira versão da proposta 10 de março FNE envia ao MEC primeira reação à proposta de alteração do diploma de concursos 12 de março MEC envia aos sindicatos 2ª versão da proposta 17 de março 2ª ronda negocial com o MEC. FNE entrega parecer final 18 de março Novo MEC envia aos sindicatos 3ª versão da proposta 20 de março 3ª ronda negocial com o MEC.

 

 

Arlindo, no seu Blog, coloca o dedo na ferida que atinge os professores dos quadros. Ali podemos ler:

 

Quase a terminarem as negociações de dois diplomas de concursos fica-se com a certeza que o primeiro coloca grande parte dos professores dos quadros contra o concurso externo extraordinário (pela ocupação de 2000 vagas de QZP sem que possam a elas concorrer) e o novo diploma de concursos coloca docentes contratados contra docentes contratados, pela necessidade de obtenção de contratos anuais, completos e consecutivos para essa vinculação deixando docentes com mais tempo de serviço “impossibilitados” de ocupar vagas de quadro, coloca novamente docentes contratados contra docentes contratados porque apenas permite que os que estão próximos das condições para a vinculação de receberem pelo índice 188, enquanto outros com mais tempo de serviço ficam no índice 167.
Até neste diploma de concurso os docentes dos quadros se insurgem contra, pelo seguinte:
O concurso externo passa a anual com ocupação de vagas de QZP sem que a eles seja dada possibilidade de concorrerem;
Uns largos milhares de docentes dos quadros com 10 ou 12 anos de serviço que ainda se encontram no índice 167 serão ultrapassados por docentes contratados que podem ter apenas 4 anos de serviço (segundo as minhas tabelas existem 5 docentes contratados nestas condições);
A contabilização do tempo de serviço congelado afinal pode ser considerada para uns e não para outros.

 

 

publicado por J.Ferreira às 13:00

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Quarta-feira, 9 de Novembro de 2011

Falso Jornalismo ou A Apologia da Falácia

Do Socialismo Fracassado ao Jornalismo Falacioso

 

A recente notícia do  Correio da Manhã  (ver aqui ou mais em baixo!) é mais uma prova da incompetência dos que fazem um jornalismo que consideramos vergonhoso para um Estado de Direito Democrático. Este tipo de análise inquinada e fraudulenta dos dados é própria de um péssimo e vergonhoso jornalismo que não olha a meios para atingir fins.

É pois um jornalismo que se encontra, não ao serviço da informação e da verdade, mas antes ao serviço do poder. Para além disso, este tipo de jornalismo é um atentado à inteligência dos portugueses. Por que será que se calam os jornalistas com os verdadeiros atentados contra a fazenda pública como é o caso desta notícia : "Carris: administração recebeu viaturas topo de gama em ano de buraco financeiro de 776,6 milhões"  (ver aqui!)?

Ora, meus caros, por que se calam estes senhores com os verdadeiros números que afundam as finanças mas, pelo contrário, apresentam falsos  valores dos custos dos docentes destacados nos sindicatos (que ali se encontram por direito e no cumprimento da lei !)?

Por que motivo não se investiga e insiste nos graves problemas que levaram o país a afundar-se?

Sem dúvida. Estamos perante de um jornalismo que não passa de mais uma estratégia utilizada, repetida e periodicamente por um certo tipo de jornalistas sem escrúpulos que mais não visa senão ajudar os governos a justificar o linchamento social de uma classe de profissionais que sempre pautou a sua conduta pelo cumprimento das deliberações tomadas pelos seus superiores (leia-se, Ministros, Secretários de Estado, Directores-Gerais, etc... ) e que diariamente pauta a sua conduta de forma irrepreensível no exercício da sua profissão, com um indiscutível empenho na melhoria da educação dos nossos jovens.

 

Caros colegas.

É chegada a hora da verdade. Fomos assaltados legalmente. Nada podemos fazer enquanto estivermos presos a este tipo de ataques. Temos de agir... Já basta de ser espezinhados. Os últimos anos de soci8alismos serivram apra nos colocar a todos abaixo do nível do solo.

Lutemos, pois, contra este tipo de gente, contra este tipo de ataques de quem tem as rédeas da (des)governação e escapa aos ataques destes incompetentes titulares de uma carteira jornalista que nunca são avaliados, mesmo quando cometem autênticos crimes contra a inteligência.

Portugal está empestado de pretensos cidadãos que, em nome do direito à informação, atacam indevida e indignamente os professores como se de criminosos se tratasse. O jornalismo em Portugal sofre de uma enfermidade estranha que os impede de ver a verdade...

Estes jornalistas que se vêm juntando a Miguel de Sousa Tavares, nada mais fazem do que atacar os professores como se a crise do país não tivesse culpados e fossem os professores os bodes expiatórios de tudo isto. Os políticos desgovernam e nós é que teremos de suportar isto? Mas Vejamos. Esta falácia (assim lhe chama uma filha minha que ingressou em Física na Universidade do Porto, com 20 valores a todas as disciplinas e que frequentou uma excelente escola pública ainda que as quotas assim a não permitam considerar!) pode ser desmontada facilmente. Na verdade, o erário público apenas fica prejudicado no valor que tem de pagar aos professores que os substituem.

E se isto que afirmo é falso, que tenha a coragem este pseudo-jornalista de indemnizar o Estado na diferença entre o que dizem custar os sindicatos e as verbas que o Estado vai realmente deixar de gastar se os professores destacados regressarem às suas escolas.

Falácias, meus caros. Falácias que se baseiam em premissas falsas para atingir o objectivo que é primordial para este tipo de jornalismo que cxada vez menos deve merecer o crédito da população: arruinar a imagem dos professores.

Isto, meus caros, porque se os destacados regressarem às suas escolas, o Estado apenas poderá poupar o valor dos vencimentos dos professores contratados que os substituem (irrisórios situados no 1º escalão!). Será esse o valor em despesa que deixará de ser gasto pelo estado. Por isso... Falácias, meus amigos! Falácias que mais não pretendem senão justificar mais um corte nos direitos dos trabalhadores.

Mas... Qual será a solução?

Pois bem. Há que desarmar este tipo de gente que não tem de facto, mais que fazer senão inventar notícias onde incluem falsidades como se de verdades indiscutíveis se tratasse! Vamos. Tenham coragem de assumir a diferença da economia que o Estado fará entre esses 9.000.000 de euros e o verdadeiro valor que custam os professores que os substituem (cerca de 2.700.000 euros: ou seja, uma diferença superior a 6.000.000 de euros. Parem de mentir! Basta! Vejamos quanto custar afinal e na realidade, o númerod e destacados nos sindicatos.

O salário ilíquido de um professor contratado ( que está directa ou indirectamente a substituir um dos professores destacados nos sindicatos) é de € 1373,13. Isto, multiplicado por 212,5 (número de professores destacados incluindo os que apenas têm descarga parcial de horário) seguido de uma multiplicação por 12 (número de meses que está previsto pagar-se no próximo ano) dá a quantia de € 3.501.915. Menos de metade dos referidos 9.000.000 de euros...! Ou seja, menos de metade do valor divulgado pelo Correio da Manhã.

Ainda que se contabilizassem 14 meses, seria um gasto de € 4.085.061,75. Ora, deixem de mentir... Afinal, com os créditos sindicais legalmente estabelecidos, o custo é baixíssimo por trabalhador...

Logo, muito menos de metade do que aparece referido nas contas dos jornalistas incompetentes do Correio da Manhã. E, se pensarmos que grande parte deste valor volta para os cofres do Estado (em forma de impostos e segurança social que são deduzidos a estes valores brutos!), afinal… a montanha pariu um rato. Mas nada nos livrará da imagem social que ficou com esta notícia espalhada, de boca em boca, nas ruas e nas esplanadas dos cafés… Essa é que é essa!

Ora, feitas as contas aos mais de 140.000 professores, este é um gasto por trabalhador de cerca de 2 € por mês... Para um papel tão importante que têm os sindicatos no desenvolvimento de uma sociedade democrática, o custo é mesmo baixíssimo!

 

Perante isto, meus caros, só há uma solução:

Que todos paguemos uma quota adequada para que os professores que nos servem nos sindicatos possam ser pagos por essas estruturas. E assim, libertamo-nos das amararas que os levam a assinar muitas vezes acordos que nos são prejudiciais.

Obriguemos os que pagamos a defender-nos e preparemos uma verdadeira guerra contra estes incompetentes que afundam o país e nos querem sempre e sistematicamente culpar pelo fracasso das suas medidas!

Libertos desta amarra, verdadeiramente independentes, ataquemos o governo com uma VERDADEIRA greve de 2 ou 3 meses. E calemos a boca (ou o teclado!) aos jornalistas "inqualificáveis" e "incompetentes" que estiveram calados durante mais de 13 anos de (des)governação socialista permitindo que alguns se tenham ficado com as fortunas que desfalcaram o erário público, que tenham feito PPP's e outras engenharias danosas sem que respondam perante a justiça com, o próprio património.

Colegas! Vamos à luta!

É chegada a hora da verdade, de soltar amarras ao poder... do grito do Ipiranga. Como?

Tenhamos coragem de decidir se queremos continuar a ser autênticas marionetas nas mãos dos governos e destes incompetentes que têm acesso aos media usando falácias para enganar o povo e justificar os sucessivos ataques à nossa honra e profissionalismo. Como fazer isso?

É simples. Como disse, façamos dos nossos sindicatos verdadeiramente independentes.

Afinal, meus caros, só com o subsídio de natal e de férias que nos roubaram, poderíamos financiar muitos dos nossos sindicalistas. E coloquemos os que estão no meio da carreira a lutar verdadeiramente por todos nós. Libertemos as algemas que prendem os sindicatos ao governo. Não precisamos de destacados. Somos em número suficiente para financiar quem nos queira de facto defender, sem amararas ao poder. Bastará 10 euros por mês, entre os 150.000 professores, para o sindicato ter um orçamento de 1.500.000 euros mensais! Ora, com este dinheiro, podemos pagar facilmente aos nossos colegas que nos defendem nos sindicatos, independentemente do escalão em que se encontrem. Tenhamos coragem ou calemo-nos para sempre e aceitemos as regras e imposições dos governos

Será que temos coragem de dizer BASTA ?? Será que temos coragem de enfrentar quem tão mal nos tratas? Será que queremos continuar a ser sistematicamente massacrados?

Lutemos por um sindicalismo verdadeiramente independente! E já!

Aos Jornalistas apenas tenho a dizer: aprendam a fazer contas... O gasto do erário público tem de assumir pela existência de destacados nos sindicatos é simplesmente o dinheiro que tem de pagar aos docentes que os substituem. E, em última instância, no caso de regressarem aos seus postos de trabalho, ficarão de fora os contratados, forta de qualquer careeira e como tal com salários muito mais baixos do que o falsamente divulgado como sendo custo de cada professor destacado no sindicato.

Estando os professores que substituem os destacados num escalão de início de carreira, apenas recebem Situados no início  (no início de carreira) que substituem os professores. Basta de propaganda e ataques aos professores. Deixem-nos em paz! Busquem a verdade e não inventem falsas notícias! Em suma... Vão trabalhar a sério e deixem-se de insultar a inteligência dos portugueses.

A prova da mentira e da falácia deste artigo pseudo-jornalístico está nele contida. Vejamos. Diz que “Em 2005, havia 1327 professores destacados que custavam mais de 20 milhões de euros.” Como é que apenas “212,5 dispensas” em 2011 podem custar 9 milhões? Que contas são estas? Sabendo que os salários estiveram congelados e que não houve progressão na carreira, como podem dizer que gastam 9,2 milhões com os destacados? Então reduzem de 1327 destacados para 212 (menos de 1/5 !) e apenas poupam ½ do gasto que faziam com os destacados?

Mais… Que contas fazem? Algo aqui não bate certo… Mas percebe-se o motivo: massacrar os professores acusando-os de contribuirem para desfalcar os contribuintes quando na verdade tal não sucede.

É com contas feitas desta maneira, que facilmente se percebe porque é que chegamos a ter contratos de parcerias público-privadas que arruinaram o país!

Como podem estes senhores serem dignos de chamar-se jornalistas se nem contas de mercearia sabem fazer?

Enfim… Uma vergonha de Jornalismo!

 

publicado por J.Ferreira às 08:31

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Sexta-feira, 8 de Janeiro de 2010

Quando o Destino é o Abismo...

A melhor forma de seguir em frente é... dar um passo atrás !

 

Sem dúvida !

 

Se atentarmos no discurso de Obama (ver/ouvir abaixo!) depressa nos damos conta de qual é o pensamento de Barack Obama quanto ao papel a desenvolver por cada interveniente no processo educativo dos jovens americanos.

Assim, em vez de perseguição e (hiper)responsabilização dos professores (sobretudo quanto aos aspectos em que estes pouco ou nada podem fazer, de que são exemplo, o empenho e/ou o abandono escolar!), Obama prefere evidenciar  o quanto é difícil ter sucesso, chamando à atenção para a necessidade de empenho e de esforço de cada um dos jovens americanos. Aprender exige dedicação, empenho e esforço. Só com muito sacrifício os "grandes" chegaram onde chegaram. E foi com muitos fracassos pelo meio. Nada é definitivo. Só se pode melhorar as nossas performances com persistência, ânimo, esforço,  empenho. Facilitismos (à moda das Novas Oportunidades em Portugal) a nada conduzem senão à certificação da ignorância para iludir as estatísticas. Obama avança em Educação dando "um passo atrás". Recontando parte da sua história de vida, de suas experiências e de  outros americanos de sucesso, Obama descobre a forma de comunicar aos jovens estudantes qual a fórmula para o êxito, para o Sucesso: Esforço, empenho, dedicação... É a única forma de seguir em frente.

Atentem, pois, no discurso de responsabilização dos estudantes...

 

Este discurso demonstra bem a diferença de Cultura entre Políticos dos dois lados do Oceano: Portugal  VS América.

 

Contra o Facilitismo Obama apela à Responsabilidade .

  

 

Nota:  Para ouvir imediatamente o Discurso de Obama,

            desloque a barra do vídeo até aos 02:12 .

 

Agora, pensem na forma como se encara a falta de empenho e o fracasso escolar dos estudantes em Portugal. Vejam a diferença do discurso dos responsáveis máximos do Ministério da Educação e da passagem da responsabilidade que toca aos jovens e às famílias para cima dos professores e das escolas. Em Portugal, no lugar de se incentivarem os jovens para que efectuem esforços, que se levantem cedo, que estudem, que investiguem, que busquem a excelência dando contributos para a evolução positiva (como o faz Barack Obama) culpam-se os professores pelos maus resultados escolares dos alunos. Curioso, é que ninguém aparece a galardoar professores quando os alunos chegam a lugares de destaque, a investigadores premiados, etc. Aí, não se lembram do contributo dos professores. Apenas se lembram de massacrar os professores quando alguns dos alunos (os mais baldas ou com menores recursos ou ainda de meios sócio-económicos e culturais mais degradados!) ficam marcados na escola pelo Insucesso. Para que tenham bons resultados é necessário muito esforço, muita dedicação. persistência, etc. (como refere Barack Obama no seu discurso!). Mas, em Portugal desenvolveu-se a óptica de que o professor é que é o responsável pelas desgraças educativas ainda que as mesmas resultem de políticas governativas. Era preciso encontrar um "bode expiatório" para o fracasso dos nossos alunos. Por isso, na ausência de possibilidades de culpar os professores (que trabalham  com recurso escassos e, muitas vezes, inadequados!) procuraram-se motivos absurdos (como as faltas dos alunos, o abandono escolar ou até os resultados dos alunos!) para desenvolver sistemas de penalização (o que é bem diferente de "avaliação"!) para os professores!

Analisando o discurso de Obama e comparando-o com o que foi produzido em Portugal deste que o Partido Socialista chegou ao governo em 2005, depressa se compreenderá qual será o futuro da Educação em Portugal: professores que cada vez mais abandonam o ensino, professores que cada vez mais baixam os braços. Afinal, para quê esforçar-me pelos alunos, para quê continuar a ser um Excelente Professor (como o reconhecem todos os alunos, incluindo os que não conseguem ir mais longe porque atingiram o máximo das suas capacidades!) se as quotas me impedem de ser avaliado como tal?

É isto que se faz por cá... São estes os timoneiros das gentes lusas. Nós que fomos inovadores na aventura das descobertas... para onde vamos? Sabemos que se fez  fumo branco" e que o Ministério  da Educação e os Sindicatos chegaram finalmente a um  acordo...  Sim... Parece que desta vez o Ministério da Educação apresentou-se na negociação com espírito de negociador. Se o mérito deve ser atribuído a todos pela aproximação de posições, não há dúvida de que há alguém que neste processo marcou a diferença. Os responsáveis do ME têm a obrigação de dar o exemplo! Mas a anterior ministra não foi capaz. Nem se entende como poderá algum dia aquela senhor ter uma formação na área da sociologia quando não foi capaz de entender o que estava em jogo no movimento sociológico dos professores jamais visto. Sim, porque foi a primeira que juntou (diferente de "uniu"!) mais de 120.000 professores em Lisboa.

 

Na verdade, agora poderemos afirmar que, finalmente os professores puderam encontrar alguém com uma postura de abertura ao diálogo, alguém para quem um acordo não é a imposição da vontade unilateral de quem tem a possibilidade (de forma ditatorial!) de aprovar e publicar leis (e usa e abusa desse estatuto!). Antes é algo dinâmico, em que as partes que têm perspectivas divergentes encontram pontos de encontro capazes de construir um caminho comum, que sirva a ambos. Pode não ter sido o melhor mas foi o que melhor serviu a Educação, depois do desgaste de 4 anos com uma socióloga que perdeu o seu tempo permitindo aos portugueses achincalhar os professores e as escolas.

 

A experiência dos últimos 4 anos de governação socialistas, deixou expectativas simultaneamente muito ténues e muito fortes. Vingaram as dos mais optimistas. E o acordo chegou. Esperemos que o acordo contribua, de forma eficaz, para devolver a serenidade ao processo educativo. E que, finalmente, as escolas possam ter condições para desenvolver o processo educativo num clima de inter-ajuda, de cooperação e não de individualismo, de atrito permanente.

 

Creio que hoje a vitória não foi nem dos Sindicatos nem do Ministério. Foi uma Vitória da Educação.

Do acordo alcançado, seguramente, não há vencedores nem vencidos. Os professores, se o acordo vai de encontro às suas aspirações, sentirão uma nova energia, uma nova dinâmica para continuar a desenvolver um trabalho em benefício de uma melhor formação das gerações de estudantes que amanhã, serão os governantes deste país. Assim, é o país que fica a ganhar com este acordo. Nenhum cante vitória. Seguramente houve cedências de parte a parte. E isso, sim, contrariamente ao que a notícia de O Público que se questionava se Isabel Alçada teria "falta de experiência negocial", demonstrou-se que a ministra sabia bem o que queria! Sabia que teria de propor um Estatuto ainda mais penalizador para depois recuar num ou noutro aspecto mas levar a água ao seu moinho!  E preparou-se muito bem... Fez o seu teatro, sem perder de mira o seu objectivo: levar a "bom porto" o barco da Educação e evitar o naufrágio a que o condenou a postura ditatorial da ministra anterior: Maria de Lurdes Rodrigues. Só os teimosos donos do Titanic insistiram em não querer ver o perigo em que se metiam e obrigaram o timoneiro (comandante) a aumentar a velocidade. para lá dos limites razoáveis suportados pelo navio.

Contrariamente à falta de experiência negocial (cuja falta O Público questionava!), a Ministra da Educação e deu provas bem evidentes de compreender muito bem o "que é negociar"! É que, quando o destino é o abismo, o melhor forma de seguir em frente é... "dar um passo atrás"!

 

Foi uma longa luta... Finalmente poderemos descansar e dedicar mais do nosso tempo livre a favor da formação das crianças e jovens, futuros governantes deste país. E, que nunca mais nenhum incompetente chegue ao governo...

 

Esperaremos para ver quais são os verdadeiros contornos do acordo. Será que se mantém a avaliação dos professores pelos resultados dos alunos? Será que os alunos serão tratados como se fossem tijolos. Ora, como escrevemos há muitos anos "Os Alunos Não São Tijolos !"

 

Uma certeza existe desde já. Se todos os sindicatos o assinam, só pode ser um acordo que serve a Educação, e, logicamente, que vem trazer um pouco de PAZ às escolas e aos professores. Nós merecíamos! Lutámos muito. Não fomos ouvidos. Mas, tal como diz o título deste Blog, "Não Calarei A Minha Voz... Até Que O Teclado Se Rompa !", cada um de nós desempenhou um papel importante na luta cerrada, sem tréguas, contra todos os que queriam lançar areia para os olhos dos portugueses. Pela primeira vez desde há quase duas décadas, os professores "uniram-se" em torno de uma causa comum: a defesa da Escola Pública que Maria de Lurdes Rodrigues e a sua equipa tentou descaracterizar, desqualificar e destruir!

Maria de Lurdes Rodriguesteve um único mérito: ter conseguido juntar em Lisboa 120.000 professores numa mega-manifestação jamais vista. É o mérito próprio de quem é incompetente para o cargo que conseguiu por nomeação (e não por competência como o lugar de qualquer professor.). E é esse o único mérito que a História irá, mais tarde, atribuir a esta senhora que esteve a dirigir o Ministério durante 4 anos!... E fera essa senhora que falava da necessidade de premiar a excelência! Imagine-se: em menos de 3 meses, Isabel Alçada conseguiu o que a "Milú" e seus correligionários não foram capazes em 4 anos! Razão tinham os professores quando afirmavam: "Está chumbada!".

Quanto a Isabel Alçada ficará para a história pelo mérito que teve em ter levado a Fenprof a assinar, pela primeira vez, um acordo com o Ministério! Parabéns à Ministra por isso. Se não fosse assim, ainda hoje bom para a Escola e para as condições de trabalho, os alunos seriam os primeiros prejudicados. Aliás, de outro modo, a ministra teria, seguramente, a oposição dos sindicatos.

A questão mais pertinente continuará sem resposta: Existirá garantia de que, da aplicação deste acordo, serão eliminadas as injustiças praticadas pela anterior equipa governativa deste Partido Socialista ?

 

Foi uma luta desgastante. Um luta que durou 4 anos e que deixará marcas bem visíveis no rosto e na alma de milhares e milhares de professores e na formação de muitos jovens deste país que, impotentes, assistiram a todo este processo de julgamento sem precedentes (excepto no tempo da Inquisição!) com vista à culpabilização de toda uma classe pelos males de que não era nem nunca foi culpada: o fracasso escolar dos jovens sem recursos, sem ambientes educativos que, além de não serem valorizadores da escola, são desmotivadores e desmobilizadores da aprendizagem.

Com efeito, desde que se iniciou o processo de criação da categoria de Professor-Titularna qual fui promovido (criada pela equipa chefiada por aquela que consideramos ter sido "a pior Ministra" dos tempos de democracia em Portugal.) que denunciei e lutei para acabar com esta (absurda, vergonhosa e fictícia) divisão da Carreira Docente. Sim, para acabar com esta “coisa, que não tem essência, que é totalmente vazia de sentido, e de conteúdo, contra esta "coisa" que não é “coisa nenhuma”. Durante estes anos senti a revolta espelhada na voz, no rosto e na alma… Sentia que era “incompetentemente” Titular. Não porque me considere “incompetente” mas porque sinto que fui nomeado por critérios absurdos, determinados por uma equipa de incompetentes. Sim, absurdos. Os tais critérios que permitiram que professores que tinham muitos mais pontos “absurdos” que eu tivessem ficado de fora só porque tiveram o azar de ainda não terem os ditos 18 anos de serviço ou de, nos seus agrupamentos, haver muitos mais professores com altas qualificações, que sendo dos quadros dessas escolas há mais anos, tiveram a possibilidade de exercer cargos que não voltaram a ficar livres… Ou simplesmente porque, por muito competentes e muitos pontos (absurdos!) que tivessem, faltava-lhes os 18 anos de tempo de serviço… Como se o passar dos anos fosse a única forma (ou desse alguma garantia!) de adquirir competência.

 

Na verdade, não me sinto nem mais nem menos competente que muitos que ficaram de fora. Há dias, semanas, diria, épocas em que me sinto excelente e outras apenas Bom. Tal como os jogadores de futebol, o nosso rendimento depende do rendimento de toda uma equipa. Não há nenhum professor que faça milagres por si só. Os resultados dos alunos dependem da equipa formada pelos professores das escolas, pelos pais e pelas condições  que o Estado proporciona em cada estabelecimento, para que o sucesso possa ser máximo para cada um dos alunos.

E digo para cada um dos alunos porque o sucesso de uns pode ser obter 19 valores e para outros apenas passar de 8 ou 9 para 13 ou 14 valores. Somos todos diferentes. Não é por acaso que, sabendo os pais que quem mais ganha na vida de hoje são os futebolistas e, tendo os filhos dois pés, dois braços e uma cabeça como o Cristiano Ronaldo (para dar um exemplo de máxima excelência no domínio do futebol!) não exigem que os filhos sejam excelentes em jogar futebol. Porquê? Porque todo e qualquer um pode ver que, por exemplo, o meu filho que começou a ler aos 3 anos e meio e que aos 4 anos lia qualquer notícia de jornal com a expressividade de dar inveja a alunos do 4º ano de escolaridade, a jogar futebol é um desastre. Porquê… Simplesmente porque tem direito ao fracasso. Ninguém pode ser bom em tudo. Os professores só são bons a ensinar. Os futebolistas a jogar futebol… As mecânicos a consertar motores (em que os professores são autênticas nódoas, seguramente!), os padeiros a fazer pão, os médicos a curar as maleitas. Não peçam a um médico que seja excelente a jogar futebol. Nem José Mourinho! Sendo um excelente treinador (o curriculum fala por si!) não me parece que tivesse possibilidade de fazer carreira a jogar futebol.

Por tudo o que disse, realço: deixem as crianças desenvolver as suas capacidades com a ajuda dos profissionais de educação.

E, da mesma forma que, se um doente que não toma a receituário prescrito não podem ser imputadas responsabilidades ao seu médico, deixem de imputar as culpas do fracasso escolar aos professores na parte em que não têm culpa. Em 1998, depois de ter sido publicado um dos primeiros “Rankings” com os resultados obtidos pelos alunos das escolas portuguesas, escrevemos um texto que intitulámos: “Ranking de Escolas? Os alunos não são tijolos!”. Da sua leitura se pode concluir o absurdo que foi (e ainda continua!) o ministério ter tentado fazer incidir os resultados obtidos pelos alunos na avaliação a atribuir aos professores.

 

Voltando à questão dos Professores Titulares, creio que na mente do leitor deve ter ficado algo sem resposta: “Se este é contra a divisão da carreira, por que motivo se candidatou?

A resposta é óbvia e simples. Candidatei-me para poder demonstrar o quanto os critérios eram absurdos. Candidatei-me para ficar de fora e poder publicar o meu curriculum (académico e profissional) sob o título: "Com este curriculum, fui considerado um Incompetente!" Sim. Um incompetente e um preguiçoso, como permitem que nos chamem os comentadores em "O Público On-line". Incompetente, sim. E, talvez tenha sido por isso que fui convidado para trabalhar num gabinete de assessoria do Ministério de Educação (sim, porque só lá vão parar os incompetentes!) tendo lá trabalhado no "reinado" de Ministros do PSD e do PS. Desde Manuela Ferreira Leite (no tempo de Aníbal Cavaco Silva) a Eduardo Carrega Marçal Grilo (nos governo de Guterres, em que Sócrates também era membro do governo, lembram-se?). Sim, devo ter sido convidado pela incompetência porque é esse o critério para se chegar lá acima, aos lugares de chefia...

 

Por último, tem-se questionado muito se os “Bons” professores podem ou não chegar ao topo da carreira. Pois bem. O problema é este: como saber se alguém é excelente ou Muito Bom ou se teve (como em muitas outras profissões) uma fase muito boa, excelente ou apenas boa. De facto, dependendo de muitas circunstâncias como o meio em que lecciona, a origem sócio-económia e cultural das famílias dos alunos, qualquer professor pode ter um ano Fraco”, “Razoável ou Satisfatório”, “Bom", “Muito Bom" ou até " Excelente". Confesso que há semanas em que, como profissional, me sinto excepcional; outras em que me sinto mediano; e outras Muito Bom ou at+e Excelente. E os aluno sentem isso. Tal como os jogadores de futebol, os vendedores, os carteiros, etc…

Cremos que o problema é admitir que, nos casos dos professores, se pode falar de “topo”. Queremos aqui questionar os temos de “Topo” e “Base”. A carreira docente não é, para nós, uma carreira vertical, como a militar em que o soldado está na BASE e os Generais estão no TOPO.

Não enganemos as pessoas. Partir de premissas falsas para no final afirmar que os professores querem chegar todos a generais é um silogismo ou uma falácia. Assim, querer comparar a carreira de um professor (que é simplesmente aquele que acompanha os alunos na sua aprendizagem desde o primeiro dia em que começa a leccionar até quês e reforma) com qualquer outro tipo de carreira em que a progressão é de baixo para cima, sendo que existe uma lógica de subalternidade entre as categorias, é usar a mentira não olhando a meios para atingir fins: enganar o povo e obter dele o apoio para espezinhar e desprestigiar os professores.

O professor, ao longo do percurso, pode até exercer outras funções mas voltará à sua sala de aula (nos termos da lei porque não pode estar ad eternum fora da leccionação!). Ora, tal não se passa em nenhuma outra Carreira, seja ela ou não da função pública. Um chefe de serviços jamais voltará à função de porteiro ou secretário!

Nas carreiras baseadas em diferentes categorias (que uma ministra incompetentemente tentou criar!) existem diferentes funções, que a tal ministra não foi capaz de justificar, uma vez que eram funções fictícias que iriam ser ficticiamente exercidas já que ser professor é ser professor. Ponto final.

Numa carreira hierarquizada (como a da administração pública e a militar) existe uma subida de patamar que correspondem funções diferenciadas. Nestas, à medida que se sobe corresponde uma hierarquia de comando Top-Down, ou seja, cada superior tem um conjunto de indivíduos que dele dependem orgânica e funcionalmente.

No caso dos professores, nem os alunos (infelizmente!) dependem dos professores que não lhes podem dar ordens: apenas conselhos e… e… Valha-nos Deus (basta relembrarmos a cena da professora e da aluno com o telemóvel na sala de aula)!

A carreira docente não pressupõe hierarquia definitiva entre os pares: nem uma posição de comando nem de subalternidade. Por muito tempo de serviço e muitos cursos nas universidades que tenha feito, um professor não pode aproximar-se de um outro professor (ainda que contratado ou recém-chegado!) e ordenar-lhe “Vai fazer-me fotocópias desta folha!”

Assim, a carreira docente é uma carreira horizontal em que há o reconhecimento da dedicação e do profissionalismo através da mudança (e não subida!) de escalão. Notamos que a introdução de números ordinais para identificar os escalões em vez das Letras de “A” a “J”, não foi uma associação ingénua por parte dos governantes. Antes, visava isso mesmo: dar a ideia de hierarquia para poder apresentar à opinião pública que os professores queriam chegar todos a generais. Pois bem. Contrariamente à carreira de militar (que vai da patente de Praça a… General) e ignorando, obviamente, o aborto que foi a categoria de Professor Titular, a carreira dos professores vai de Professor a… Professor!

Estruturar os escalões do 1º ao 10º é, por conseguinte, uma estratégia falaciosa que não nos vai demover da luta pela dignidade que merecemos. Nenhum professor com mais tempo de serviço (posicionado num escalão identificado com um ordinal mais elevado!) dá ordens ao professor que se encontra num escalão identificado com um ordinal mais baixo. Logo: não há topo… e ponto final.

 

O que importará é gratificar devidamente quem assume essas funções, como aliás, antes era feito. É que há períodos da vida em que estamos mais livres e sentimos mais energia para assumir ou acumular determinadas responsabilidades e outros em que não. E isso não depende da idade nem do tempo de serviço. Mas, uma coisa é certa: não é só depois dos 18 anos de serviço que se está no auge das suas competências ou possibilidades nem há garantia (como queria a incompetente equipa ministerial anterior!) de que alguém aguente a “pedalada” (perdoem-me o recurso a um termo mais popular!) até aos 65 anos de idade, altura em que muitas vezes os avós já não sentem paciência, nem mesmo para “aturar” um ou dois netinhos que são sangue do seu sangue quanto mais um professor para “ensinar” turmas heterogéneas superiores a 20 alunos!

 

Aliás, como referimos, existem escalões que poderiam ser identificados por letras. Ora, esta situação nunca poderia verificar-se nos militares pois existem categorias e formas de tratamento diferenciadas entre cada uma das categorias e dentro da mesma categoria: Praças, Sargentos, Oficiais e Generais! Aliás, essa mesma diferenciação está patente nos uniformes e no que têm “em cima dos ombros”, como símbolo da responsabilidade que lhes está acometida. No caso dos professores essa diferença não existe. É tão absurdo querer tratar como igual o que é diferente como tratar diferente o que é igual.

Alguns, temporariamente, exercem funções. Mas, para esses, o correcto será distinguir num suplemento remuneratório que é aplicado em variadíssimas situações, quer na função pública quer no privado.

 

Nestes, as funções são claramente diferentes conforme a patente que se detém a cada momento. E o vencimento corresponde ao grau de responsabilidade de cada categoria.

Há também quem questione se os Bons devem ou não chegar ao que chamam “topo” da carreira, mas que nós chamamos o mais alto nível remuneratório. E nós respondemos: Por que não?

O que poderá ser diferenciado é o ritmo a que cada um progride (tal como, em parte, se verifica  em Espanha e antes se verificava em Portugal!).

Na prática, uns chegariam ao vencimento mais elevado mais cedo do que outros em função não de critérios absurdos mas de critérios objectivos que se prendem com a dedicação à sua melhoria profissional (cursos de formação, …), projectos de investigação, etc, que visem a melhoria do processo educativo.

Todos se devem lembrar do que se passou ao longo das maiorias de cavaco Silva e António Guterres, ao longo da década de 90, em que a obtenção de certos graus académicos permitiam progredir mais rapidamente e nunca se criou nenhum celeuma.

Tivemos que esperar a chegada ao Ministério de uma equipa de incompetentes (em Espanha continuam a valorizar a formação dos professores e o envolvimento em projectos relacionados com as práticas nas escolas!) para que tudo isto fosse considerado de menor valor, como que se de uma fraude se tratasse. Por todo o lado se diz que eram progressões automáticas, que os professores não eram avaliados. Ora, se o Ministério fosse sério, divulgaria quantos professores progrediram fora dos prazos normais a que corresponderia o seu tempo de serviço. Um estudo sério iria provar que os professores sempre foram avaliados. Agora, o que não podem esperar é que, aqueles que demonstraram a sua competência perante dezenas de professores (e ao longo de toda uma vida académica!) fossem incapazes de demonstrar que continuam igualmente ou mais competentes.

Seria como pedir a qualquer profissional de futebol (e já não diremos Cristiano Ronaldo!) que reprovasse em Futebol.

Pergunta-se:

Então os restantes profissionais melhoram com a sua prática e os professores são os únicos que pioram, mesmo tendo obtido as suas licenciaturas em ensino numa universidade (ainda que fosse na Independente, pois que se saiba, o diploma de José Sócrates segue valido, ainda que, devido a irregularidades, o mesmo José Sócrates tenha decretado o seu encerramento!)?

É um absurdo! Mas, diga-se com toda a clarividência: convém ao governo e é música para o ouvido de uma grande quantidade de portugueses que (frustrados por não terem tido sucesso académico!) se sentem felizes pelo simples facto de poderem espezinhar os professores na praça pública!

Na verdade, Portugal teve que ver chegar ao Ministério uma equipa de incompetentes (um deles, Valter Lemos, tinha perdido o mandato na Câmara por faltas, imaginem!) para criar atritos com os professores.

A avaliação de um professor não é a constatação da competência de alguém como um estado adquirido, amorfo… Como se alguém que atingisse esse estado já não pudesse progredir. A avaliação é a medida de um ponto de situação face aos conhecimentos ou práticas. Não podemos ignorar nem adulterar a dinâmica da vida profissional, porque, mesmo que não queiram ver nem queiram admitir, a carreira docente é um percurso dinâmico, feito de altos e baixos ao longo de um mesmo dia, ao longo de uma mesma semana, ao longo de um mesmo es ou até de todo um ano escolar...! Ou acham que, mesmo os melhjo0res dos melhores, permanecem excelentes toda a vida. Não se exija, pois, o absurdo aos professore pois esta é uma classe composta por homens e mulheres e, ainda que alguns/algumas consigam chegar a Ministros/Ministras (por nomeação, isso é mais do que evidente!) não são Super-Homens nem Super-Mulheres: são pessoas.

 

publicado por J.Ferreira às 01:39

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Domingo, 17 de Maio de 2009

MAIORIA Socialista Demonstra Incompetência ABSOLUTA

M.E./Governo Recua na Alteração do

Regime de Vínculo dos Docentes

Assim,   no sítio do SPGL (FENPROF) pode ler-se:

"O Governo, através da sua maioria absoluta, impôs a alteração do regime de vínculo dos trabalhadores da Administração Pública, com a aprovação da Lei n.º 12-A/2008, de 27 de Fevereiro, fazendo transitar, por decisão unilateral, o regime de nomeação para o de contrato de trabalho para funções públicas.

Esta alteração profunda da natureza do vínculo mereceu a mais forte contestação da FENPROF, como de todos os Sindicatos que integram a Frente Comum de Sindicatos, mesmo depois do acordo estabelecido entre o Governo e a FESAP/UGT. Nunca a luta contra esta alteração foi aligeirada, tanto no plano sindical (manifestações, abaixo-assinado, recurso à greve…), como político (neste caso, conseguindo que, por iniciativa do grupo parlamentar do PCP, com o apoio de deputados de outras bancadas, tivesse sido requerida a fiscalização sucessiva e abstracta de constitucionalidade) e jurídico.

Todavia, dando cumprimento ao artigo 109.º da referida lei, foi aumentando o número de escolas que, através de notificação individual ou pela afixação de listas nominativas, informou os docentes da alteração do regime de vínculo a que estavam sujeitos.

A FENPROF contestou essa informação e, naturalmente, a alteração em causa, junto do Ministério da Educação, em reuniões já realizadas em 2009, tendo sido informada de que as escolas apenas davam cumprimento ao estabelecido na nova lei que entrara em vigor em 1 de Janeiro do corrente ano. Face a esta posição ministerial, a FENPROF desencadeou um amplo movimento junto dos professores no sentido de contestarem juridicamente a alteração, o que mereceu a rápida adesão dos docentes que, para o efeito, utilizaram as minutas amplamente divulgadas nas escolas.

Na sequência deste protesto e desta luta, desenvolvida, agora, nos planos político-sindical e jurídico, o ME informou as escolas de que não deveriam continuar a publicar tais listas e que as já divulgadas teriam de ser recolhidas.

Conclui-se, daqui, que vale sempre a pena lutar e que a luta dos professores continua, de facto, a dar resultados que são muito importantes, pois, como acontece neste caso, vão no sentido de evitar a criação de novos e ainda mais graves focos de instabilidade e precariedade no exercício da profissão docente.

Há que continuar atento para evitar que o Governo (este ou futuros) tente, de novo, impor esta medida, sendo necessário manter a luta e a pressão sobre o Governo para que se obtenham outros resultados, designadamente nos âmbitos da carreira, incluindo a avaliação de desempenho, da gestão escolar ou dos concursos, com a salvaguarda da estabilidade e do emprego docente.

Nesse sentido, e com o resultado agora obtido, ganha ainda maior significado a presença dos professores na rua no próximo dia 30 de Maio. A luta dos professores e educadores vai manter-se e a Manifestação Nacional de 30 de Maio, promovida pela Plataforma Sindical dos Professores, será um dos momentos mais importantes dessa mesma luta."

 

 

Por sua vez, a FNE divulga no seu sítio acções de luta que neste mês de Maio serão levadas a cabo.

 

NOTA À COMUNICAÇÃO SOCIAL

 

Com a Divulgação, da Carta Aberta ao Primeiro-Ministro

Os Professores Iniciam Novo Processo de Lutas

 

 

Através de Carta Aberta, hoje (12 de maio de 2009) divulgada, a Plataforma Sindical dos Professores responsabiliza o Primeiro-Ministro Português por nunca se ter disponibilizado para assumir as responsabilidades políticas inerentes ao chefe de um governo que decidiu entrar em rota de colisão com os professores, provocando momentos de forte tensão que atingiram o ambiente e o normal funcionamento das escolas portuguesas.

 

Apesar de insistentes solicitações para que se realizasse uma reunião, designadamente nos momentos de maior crispação, que poderia ter sido importante para a clarificação de situações e, mesmo, aliviar a tensão existente, o Primeiro-Ministro decidiu alhear-se do problema ou, por vezes, contribuir para que se agravasse a crise, reforçando os motivos da indignação dos docentes.

 

A divulgação desta Carta Aberta marca o início de um novo período em que as lutas dos docentes voltarão a ser relevantes e têm por objectivos:

 

- Protestar, em final de ano lectivo e, também, de Legislatura, pelo rumo que foi dado a uma política educativa que, ao longo de quatro anos, desvalorizou os docentes e o seu exercício profissional e dificultou, ainda mais, o papel da Escola Pública;

 

- Influenciar o processo de revisão do Estatuto da Carreira Docente, que ainda não terminou, e no qual o ME se tem mantido intransigente em relação aos aspectos essenciais desse estatuto;

 

- Reforçar a exigência de suspensão, este ano, do processo de avaliação, bem como o início de negociações com vista à sua urgente substituição;

 

- Evidenciar junto dos futuros governantes, bem como de quantos terão influência na definição das futuras políticas educativas, nomeadamente através da sua representação parlamentar, as preocupações dos docentes em relação à Educação, as suas propostas e a sua disponibilidade para se envolverem na resolução dos problemas mais graves que afectam este importantíssimo sector da vida nacional.

 

A Plataforma Sindical dos Professores reafirma que a Educação não é coutada de nenhum Governo, como de nenhum partido político, ainda que alcance maioria absoluta, pelo que deverá sempre envolver toda a comunidade educativa no debate, na reflexão, na decisão e na concretização das soluções encontradas. Obviamente, os professores têm, nesse processo, um papel de grande destaque que deverá ser valorizado e respeitado, ao contrário do que tem acontecido.

 

MANIFESTAÇÃO NACIONAL A 30 DE MAIO

 

Não há duas sem três, e os Professores regressão a Lisboa outra vez! É com este espírito que os professores começam a mobilizar-se para, em 30 de Maio, realizarem a Marcha da Força da sua Razão. Uma força que tarda em impor-se perante a força e a arrogância da actual maioria absoluta, mas que, como sempre acontece, impor-se-á porque os professores têm razão e ter razão é começar a ganhar o futuro.

 

Neste dia, a partir das 15 horas, os professores desfilarão do Largo do Marquês de Pombal para os Restauradores.

 

 

DIA 26 DE MAIO, AS AULAS SÓ COMEÇAM ÀS 10.30 HORAS

 

É com esta paralisação que os professores pretendem, em 26 de Maio, assinalar o Dia de Protesto, de Luta e de Luto nas suas escolas, com as aulas a começarem apenas às 10.20 horas. Será mais um momento para chamar a atenção de toda a comunidade educativa para os problemas que os professores continuam a viver, bem como a Escola Pública que tarda em ser respeitada e valorizada, o que constrange a sua capacidade de resposta, ainda mais importante neste momento em que o nosso país atravessa um crise grave que se abate sobre as famílias, com reflexos na sua estabilidade e qualidade de vida.

 

Deixamos, pois, um APELO a TODOS os PROFESSORES


Esta é a época da união de todos os professores. Está na hora de esquecer a filiação sindical e de, unidos num mesmo objectivo, derrotar aqueles que destruir a Escola Pública e que, com a sua acção ou inércia, atentam contra a dignidade dos docentes.

UNIDOS... VENCEREMOS  !

 

 

publicado por J.Ferreira às 17:24

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Terça-feira, 23 de Dezembro de 2008

Uma Mão Cheia de Nada...

 

 

 

... e Outra de Coisa Nenhuma.


O Secretário de Estado fala em boa-fé mas o Governo sempre está de má-fé nas declarações que faz desviando a atenção do povo que se deveria dar conta das mais incríveis e inaceitáveis injustiças. Os governantes falam, falam, falam... Mas é só para distrair os portugueses de forma a que não se apercebam das aberrações que criaram na lei, deturpando a graduação profissional dos professores, fazendo desaparecer o valor do curso que frequentaram na universidade em favor de interesses obscuros de fazer passar alguém à frente de outrem... Esta forma de encarar a formação inicial para a docência (obtida nas universidades) desprestigiando as classificações atribuídas pelos especialistas mais credenciados (julgamos nós, que estão nas universidades e não como nossos pares, formados nas mesmas universidades e que ali obtiveram classificação inferior mas que chegaram, sabe-se bem como, a  essa categoria absurda de Professores Titulares...!) é no mínimo absurda... Depois não se pode estranhar  vermos os Secretários de Estado a abrirem a boca  para dizerem coisas absurdas ou banalidades para distraírem a opinião pública do essencial do que estão a levar a cabo: a destruição da Educação Pública, espezinhando  para isso quem se lhes atravesse na frente. E a maioria desses, são ,seguramente, os profissionais da educação...

Seria certamente um bom resumo para o que o Ministério levou para negociar... Mas já Irene Lisboa o tinha imortalizado baptizando com ele uma das suas obras.

Os governantes da educação em Portugal (Ministra e Secretários de Estado) legalizando a discriminação, incubando  absurdos que pretendem ser normativos mas que não passam de autênticas aberrações... exemplos paradigmáticos de abortos legislativos.

Custa-lhes, por incapacidade, incompetência ou mesmo cegueira (visual e auditiva!) mas acabam por reconhecer que o seu pensamento e a sua acção se pode resumir numa frase  muitas vezes repetida por meu avô quando estava a conversar com alguém que "não dava uma para a caixa":  Ó meu amigo, tu, meu caro, "cada cavadela, cada minhoca"!

Não admira que a cada passo, os governantes descubram o quanto de injusto e estúpido existe no articulado que criaram, e que venham apresentar aos sindicatos, propostas que nada mais são do que o reconhecimento da sua própria incompetência aquando da elaboração do articulado legal... E isto como se os professores (ou os seus representantes) fossem estúpidos e aceitassem como grande coisa a retirada de algo que, de si, já era inaceitável, inadmissível... se não mesmo inconstitucional, na perspectiva da igualdade entre cidadãos.

 

Jorge Pedreira (o nome bem pode indiciar o que dele se pode esperar )... declarou aos jornalistas, após a reunião com a FNE. "É um gesto de boa-vontade que o ME dá e espera idêntico gesto por parte dos sindicatos". Imagine-se: Condena-se injustamente alguém à morte por enforcamento e, depois, reconhece-se o erro afirmando "é um gesto de boa-vontade" para com o criminoso (quando o crime não foi cometido por ele!)...

Também a presidente da Associação Sindical dos Professores Licenciados (ASPL), considerou que as propostas apresentadas pelo Ministério da Educação “não são suficientes para terminar com os protestos dos professores”.

Com efeito, a avaliação de desempenho dos docentes só pode ter efeitos ao nível da progressão na carreira e nunca na graduação profissional. Mas a mente (conspurcada?!) de certos indivíduos que chegaram a governantes, dotou-os de uma cegueira tal que perseguem os professores com maior raiva do que Hitler perseguia os judeus. Felizmente, enquanto a democracia for o regime da República Portuguesa, as consequências não serão tão catastróficas... Ainda assim, a muitos professores, se não provocou já a morte da motivação e do entusiasmo com que exerciam a sua função, pelo menos, provocou-lhes um impacto tal que levou estas facetas a entrarem em "estado de coma".

De facto, é um absurdo o que estes indivíduos plasmaram na lei. Pretendem pois, deliberadamente, castigar os professores, incentivar à cunha e à corrupção (pois os professores são dos únicos profissionais que, até ao momento, que nunca tiveram de sentar-se no banco dos réus por serem acusados de corrupção...

Mas como a necessidade aguça o engenho e o afunilamento da carreira que apenas abre espaço para que 1 em cada 20 possa subir de escalão com maior rapidez... Claro! As cunhas e os caciques começarão a fazer o seu trabalho... Podem estar seguros...

Durante anos a fio tentou retirar-se da lei tudo que pudesse dar azo a corrupção, como foi o caso das permutas de escola (que só pederiam ser efectuadas entre efectivos e de x em x anos) para que não houvessem negociatas... )

Agora pretende o Governo manter em vigor a absurda lei que prevê que, por um mero acto de secretaria, a graduação profissional dos professores seja deturpada. Assim, para estes governantes (únicos na Europa a a colocar na lei semelhante aberração!) a avaliação de desempenho dos docentes deveria ter efeitos, também, na graduação profissional ! Incrível...!

Depois ainda há quem estranhe por chamarmos a estas leis autênticos ABORTOS LEGISLATIVOS...

Senohra Ministra. Demita-se. fazwer aborto não dá cadeia... Mas a criança (Ministério da Educação) que a senhora está a querer abortar (destruir a sua dinâmica e a sua vida)  já leva tempo a mais pelo que o que está a fazer já é um crimne (social, cultural, profissional...)

Eis o absurdo nas palavras de um governante, publicadas pela RTP1 com base na agência Lusa:

"O secretário de Estado Adjunto e da Educação, Jorge Pedreira, apresentou hoje aos sindicatos e movimentos associativos dos professores uma proposta no sentido de que as bonificações de Muito Bom e Excelente no processo de avaliação deixem de contar para a colocação de professores nas escolas."

Excelente é a resposta de Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof: "a avaliação de desempenho só pode ter efeitos ao nível da progressão na carreira e não em termos da graduação profissional dos docentes, considerando que "estranho era existir a norma" que o ministério agora se mostrou disponível para retirar.

Comentários para quê?...

 

publicado por J.Ferreira às 21:20

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Terça-feira, 15 de Abril de 2008

Professores Sentem-se Traídos por Sócrates... E os Sindicatos?

"Coragem", "Medo" ou "Cobardia"?

 

A ex-Secretária de Estado da Educação do PS, Ana Benavente, diz que os sindicatos cederam a uma chantagem do Ministério da Educação, nas negociações sobre a avaliação dos professores.


Em declarações à Renascença, Ana Benavente sustenta que é chantagem dizer aos professores contratados que no próximo ano não serão colocados, caso não sejam avaliados.

A antiga Secretária de Estado da Educação socialista admite que os sindicatos se assustaram porque “a senhora ministra, quando as escolas diziam que não tinham condições para fazer a avaliação este ano, dizia que os professores contratados não teriam emprego este ano. (...) Estar a ameaçar jovens professores com o desemprego para o ano é chantagem. E isso aconteceu nos dias anteriores a estas reuniões que depois vieram a dar no tal acordo”.

Ana Benavente conclui que “o modo de fazer do governo foi desastrado”.

Ao longo do dia, e por todo o país, os professores analisam o acordo a que chegaram o Ministério da Educação e a plataforma de sindicatos, sobre a avaliação de professores.

Da concordância dos docentes depende a assinatura do acordo já na próxima quinta-feira no Ministério da Educação.

 

A antiga secretária de Estado da Educação socialista, Ana Benavente, diz que os sindicatos cederam a uma chantagem do Governo sobre a avaliação dos professores.

Em declarações ao Rádio Clube Português, Ana Benavente afirmou que “quando escolas afirmam que não têm condições para fazer a avaliação este ano”, dizer aos professores contratados que “no próximo ano não serão colocados”, é “ameaçar com o desemprego”. “Isto é uma forma de chantagem”, sublinhou.

Ana Benavente, diz também que lhe dói mais por esta chantagem ter sido feita por um Governo do PS e que aparentemente ela surtiu efeito. “Acho que os sindicatos se assustaram”, afirma.

Considera que os sindicatos não ganharam o braço-de-ferro com o Governo e que não honraram os cem mil professores de todo o país que se manifestaram em Lisboa, porque “a avaliação a que chegaram é a que existe”.

“Moeda de troca”
A ex-governante lembrou que o Ministério da Educação disse há tempos que ia abrir um novo concurso para os não titulares no topo da carreira, para corrigir algumas injustiças flagrantes. E disse, evocando o seu conhecimento de como as coisas funcionam, que não sabe se terá havido alguma negociação e que daqui a algum tempo se veja alguma moeda de troca.

Ana Benavente esteve no Governo quando António Guterres era primeiro-ministro e tem sido crítica da governação de Sócrates e do que diz ser a actual reverência actual do PS.

Hoje é um dia de avaliação pelos professores, do acordo alcançado entre sindicatos e governo, no último fim-de-semana. São muitas as vozes que não aceitam o acordo, e a Fenprof já admite não assinar o entendimento com o governo, se não for essa a vontade da maioria.

 

Ana Benavente é Socialista! Ela sabe do que fala...

E se afirma “a avaliação a que chegaram é a que existe”, temos que estar atentos ao que nos pode esperar no futuro, quando Sócrates for reeleito em 2009 como Primeiro-Ministro!... Que se preparem os Professores... Têm muito que amargurar pela frente... José Sócrates e a Ministra Maria de Lurdes Rodrigues já tremem pelos 100.000 professores. não o demonstram, mas já tremem... E pensam mesmo que pode ser o fim do seu reinado. Dividir para reinar é a máxima de ordem desta Ministra. Ela quer dividir os professores, e para tal, basta-lhe que um Sindicato assine a negociação... Depois... Zás. A machadada está dada. Ponto final.

Se gostamos de "levar porrada", pois bem... Paremos a luta: assinemos qualquer coisa! E teremos a satisfação de os ter reeleitos em 2009.

 

Preferimos a coragem de um "Não, Senhor Ministro"" categórico à cobardia de um "Sim... Senhor Ministro!"Se assinamos qualquer coisa, daremos razão a Sócrates que nos quer avaliar, a torto e a direito, não importa com que métodos, técnicas ou instrumentos de medida. Para Sócrates, desde que tal permita baixar o défice... vale tudo! E depois, isso sim, não passaremos de uns incompetentes, de mais uns "lorpas" que, entalados por uns governantes "pseudo-Socialistas", nos deixamos baixar os braços...

 

Enfim... Se mais do que nunca os professores estão agora UNIDOS E EM LUTA POR UMA CAUSA JUSTA, cabe aos Sindicatos dar voz à indignação dos professores e exigir de volta a DIGNIDADE da função docente que este Governo tem destruído com o ECD mais absurdo que jamais um cidadão europeu poderia imaginar.

Assinar qualquer coisa sob pressão será entendido como o quê pelos professores:

  

Quando uma ex-governante Socialista (Ana Benavente) diz o que se acaba de ler e um Ex-Ministro Socialista (António Barreto) ... faz um retrato de Sócrates Ditador... que é retratado por outros cidadãos preocupados nesta blogosfera... 

Quando uma equipa ministerial não perde uma única oportunidade de "meter a pata na poça",

Quando uma Ministra não se cansa de produzir e repetir "insultos" à competência e dedicação dos professores...

Será que algum cidadão (não apenas os professores) que se considere dotado de bom senso é capaz de ver nesta Ministra alguma competência para seguir conduzindo o Ministério da Educação deste país?

 

Como podem os Sindicatos subscrever um documento de entendimento que não tenha na sua base a garantia de que seriam eliminadas, de uma vez por todas, as TREMENDAS INJUSTIÇAS plasmadas na legislação da autoria exclusiva desta equipa do Ministério da Educação?

 

 

publicado por J.Ferreira às 16:58

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Quinta-feira, 31 de Maio de 2007

No Rescaldo da Greve Geral... Uma Lição

 

Esta Greve Geral levanta uma questão:

 

Será que a Democracia ainda funciona em Portugal?

Como se pode afirmar que sim quando não é reconhecido pelos governantes um direito essencial da democracia: O direito de manifestar-se pacificamente e como tal, de fazer greve?

Pode o governo tentar controlar os cidadãos que, mesmo com a implementação de medidas prepotentes, haverá sempre quem tenha a corqagem de não se calar... 

E, se para muito mais não serviu, a Greve Geral levada a cabo pelo país permitiu mostrar um Cartão Amarelo  a um Governo pela sua prepotência e tendência quase ditatorial, que não olhando a meios para atingir os fins, tentou amedrontar e intimidar os trabalhadores, desmobilizando-os o mais possível da defesa dos seus legítimos direitos. A provar esta realidade dura a CNPD (Comissão Nacional de Protecção de Dados), deu razão aos sindicatos em face de uma tentativa governamental de levar à prática medidas que fazem lembrar o status quo de outros tempos... Assim, o Governo foi obrigado a recuar na sua intenção de obrigar os organismos da sua dependência uma divulgar como nome dos trabalhadores grevistas. A pergunta é clara... Para quê? Qual o objectivo? Será que é necessário adiantar aqui um apossível resposta? Cremos que não!

     Com efeito, a CNPD chegou mesmo a classificar a decisão do governo como "procedimento discriminatório". Estamos seguros de que, se o partido que agora suporta o governo estivesse na oposição, ouviríamos sair da boca de muitos socialistas  palavras a classificar esta atitude como "fascizante". Porém, temos quase como certo que, se o Partido Socialista estivesse na Oposiçãonenhum outro partido de direita teria a ousadia de levar esta ideia por diante... Porquê? A resposta é tão óbvia quanto simples... É que "levaria" imediatamente com a Esquerda toda em cima... Agora... Diz-se que não há memória de um governo, nem mesmo de direita, que tenha dado "tanto na cabeça" aos trabalhadores e piorado as suas condições de vida" como o actual...

É pois legítimo perguntar:

Como é possível que tendo Portugal "um governo de esquerda", num momento em que o país atravessa uma crise grave, as suas políticas continuem a permitir que os ricos fiquem cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres? Que os lucros das grandes empresas continuem a aumentar vertiginosamente sem que sejam obrigadas a pagar uma boa parte desses lucros quando dizem que a Segurança Social está quase na falência...?

É claro que a direita agradece e fica caladinha e sossegada, e espera pelo dia em que volte a governar o país... Só quando voltar à oposição, a esquerda voltará, de facto, a ser esquerda ...

Nessa altura, lá estará a direita para avivar a memória destes e doutros Socialistas sobre as medidas com pendor tendencialmente "fascizante" que empreenderam contra os trabalhadores, quando estavam à frente dos destinos do país...

Tristemente, a acção destes governantes quase nos leva a concluir que a chegada ao poder do Partido Socialista veio demonstrar, com propriedade, que há determinadas forças (de esquerda) que devem existir em todas as democracias, mas que têm tão-somente vocação para serem Oposição. Esta Esquerda que governa Portugal (Partido Socialista!) tem desiludido e desencantado uma grande maioria dos cidadãos democratas que na esquerda acreditavam... O facto da Greve Geral ter uma maioria de apoiantes afectos ao Partido Socialista demonstra isso mesmo... O desencanto que vai neste país...

Por isso, afirmamos que só com esta esquerda na Oposição, os trabalhadores têm ao seu dispor um partido que os defenda!

Assim, seremos forçados a concluir  que este Partido Socialista é uma força partidária que se diz de esquerda mas que está vocacionada, não para governar porque "desgoverna" e cria o caos, mas antes, para servir de "fiel e balança" quando os governos de direita governam o país...

 

Esperamos que para bem de todos nós, o povo PORTUGUÊS não tenha memória curta, e que nas próximas eleições legislativas (e por que não já nas autárquicas em Lisboa onde existem tantos candidatos, inclusive, independentes...) lhes saibamos apontar o lugar que verdadeiramente merecem no Parlamento Português: A BANCADA da OPOSIÇÃO.

Aos trabalhadores deste país, aos cidadãos verdadeiramente democratas que se dizem defensores da solidariedade social e da responsabilidade de cada um perante todos, temos a dizer:

Fiquem todos calados... Não tomem nenhuma atitude.

Esperem para ver... e recordar-se-ão destas palavras!

 

Ou então...

Gritem, alto e bom som,

com energia e convicção:

" BASTA  ! "

 ,,,

publicado por J.Ferreira às 14:15

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Greve Geral: "Vale Tudo No País da Mentira!..."

Alguém nos anda, certamente, a enganar !...

Como querem que Portugal seja levado a sério?

É que, das duas uma: ou Mentem os Sindicatos... ou Mente o Governo !... Afinal, quem precisará de voltar para a Escola? Os Sindicalistas ou os  Governantes?

É que parece que há entre eles quem não deve ter aprendido a fazer bem contas... O que não admira, depois daquela história em que António Guterres não conseguiu calcular a "quantos contos" correspondia 3% do PIB (!...) é de acreditar que ainda haja mais gente a ocupar cargos de muita responsabilidade (seja na política partidária, seja na governação do país ou na área sindical) que não sabe fazer contas...

Ou será que pretendem agora alterar as regras da lógica Matemática?

Uma coisa não pode "SER"  e  "NÃO SER" ao mesmo tempo..."

 

Vejamos o que diz a Comunicação Social sobre a Greve Geral:

CGTP - "A CGTP-IN saúda os trabalhadores portugueses, particularmente aqueles que, com muita coragem, determinação e sacrifícios pessoais, para si e para as suas famílias, exerceram o inalienável direito à greve, mesmo quando confrontados com a proibição de plenários de trabalhadores, recolha ilegal de dados pessoais, ameaças de processos disciplinares ou com o recurso à GNR para dificultar o exercício dos piquetes".

 

TvNet  - "Greve geral Balanço da manhã só mostra paralisação total no Metro de Lisboa e na Transtejo A greve geral de hoje está a ter uma adesão média global de 80 por cento na função pública, o que levou ao encerramento de escolas, centros de saúde, tribunais e serviços autárquicos um pouco por todo o país, divulgaram os sindicatos que marcaram a paralisação.

TvNet - "Governo: adesão à greve na administração pública nos 12%. O Governo fala de uma greve parcial e não de uma greve geral. O Ministro das Finanças garante que, no que toca à administração pública, a adesão ficou nos 12%." 
 

TvNet - "Greve geral: os números da CGTP. O Metropolitano e as ligações fluviais entre as margens do Tejo estão condicionados devido à greve geral. Os outros transportes a operar na região de Lisboa estão a funcionar quase na normalidade. A circulação do Metro de Lisboa está totalmente parada com as próprias estações de acesso fechadas. As ligações fluviais entre as duas margens do Tejo também estão paradas, com excepção de duas viagens de ida e volta entre o Barreiro e o Terreiro do Paço a cargo da Soflusa. As ligações da Transtejo estão todas suspensas. Com circulação quase normal estiveram até às oito os transportes da Carris - eléctricos e autocarros - e os comboios.(...)
Acrescenta ainda a  jornalista que "80% dos trabalhadores da saúde aderiram à greve."

Ouvindo toda a notícia ficamos a saber que o estudo realizado permite concluir que "A maioria dos que apoiam a greve são originários do Porto, têm entre os 35 e os 54 anos e são afectos ao Partido Socialista. "

Perante isto, algumas questões se tornam pertinentes:

Qual é afinal o apoio de Sócrates e do seu Governo?

Por que são da ala socialista os que mais apoiam a greve (80% dos inquiridos)? Por que é que a maioria dos apoiantes da greve não são os trabalhadores afectos a outras forças partidárias?

A resposta parece ser "o medo". E o facto é que tal se passou com muitos trabalhadores, nomeadamente docentes que afirmavam sentirem-se "forçados a não fazerem greve". Isto porque teriam à mesma de corrigir as dezenas de provas de exame que lhes foram distribuídas e que têm prazos de entrega a cumprir...

 

 Apesar de tudo, há que ter em conta que esta vergonha da discrepância de numeros se deve a uma operação de desvalorização da força dos trabalhadores por parte do govero. Ela não se deve ao Partido Socialista mas a um cancro de que enferma a democracia, ou melhor, este tipo de democracia em que os eleitos não são responsabilizados pelos eleitores. E emesmo que  numa dado ano sejam "postos na rua" pelos eleitores, voltam uns anos mais tarde, como se as pessoas fossem recicláveis... Com efeito, poderíamos, até, acreditar na "reciclagem humana" mas nunca na reciclagem dos políticos... Mas seguramente que acreditamos na reciclagem das ideias defendidas pelos políticos que, adeptos de uma demagogia inabalável, dificilmente mantêm o discurso quando estão no poder ou na oposição...! Por isso as medidas prometidas são sempre divergentes das tomadas quando passam da oposição para o governo. Afinal, o objectivo mais do que resolver os problemas do país, é resolver os problemas de uns quantos que pertencem à mesma família partidária... Ou já nos esquecemos da célebre expressão "jobs for the boys" ?

E porque a discrepância e discordância dos números nos aflige, sinceramente, porque ficamos sempre sem saber onde está a verdade, e sabendo da preocupação constante do Primeiro-Ministro José Sócrates pela excelência e a sua fixação na avaliação das competências de todos, deixamos aqui uma dica para reflexão:

 

Por que é que José Sócrates não apresenta no Parlamento, e com carácter de urgência,  uma lei que obrigue a uma "Avaliação das Competências e do Desempenho" de todos os responsáveis que dirigem os mais diversos pelouros da Administração, incluindo Ministros, fazendo-os voltar à Escola ou à Universidade (conforme os casos) para que alcancem com mérito, a terceira das mais básicas e elementares competência que se exigem às crianças que frequentam a escola e que nesta altura decidiu examinar: saber ler, escrever e contar!

 

Ou será que, considerando-se os melhores dos melhores (têm todos uma competência deslumbrante...) mas, de facto, aqueles que querem avaiar tudo e todos, têm medo de submeter a exames ?...

...

 

publicado por J.Ferreira às 00:35

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Terça-feira, 29 de Maio de 2007

Sete Razões Para Aderir e Fazer Greve

 

No próximo dia 30 de Maio, Portugal sai à rua para protestar contra a política do Governo de José Sócrates que tem conduzido o país para o abismo...

 

Considerando que existem motivos sérios que nos levam a crer que só com uma atitude de força e união da classe trabalhadora o governo pode acordar do sono em que se encontra submerso. De facto, mais parece que o Governo vive no mundo do sonho, em que Portugal é uma almofada cor-de-rosa... quando as pessoas vêm tudo cinzento ou até mesmo negro (nem uma luzinha ao fundo do túnel aparece). Com esta política, mais de José Sócrates que Socialista, a situação está a agravar-se tal como confirma a recente publicação de dados oficiais que colocam Portugal com as mais elevadas taxas de desemprego das últimas décadas.

É necessário, pois, uma forte acção para fazer acordar este governo que parece sofrer de um encantamento maior que o da "Bela Adormecida" depois de ter sido picada pelo fuso...

Assim, compete a todos nós acordar o governo e lembrar-lhe todas as suas promessas eleitorais... e compará-las com a política oposta que tem vindo a seguir.

 

Por isso, aqui fazemos um apelo para que todos os trabalhadores adiram a esta luta e fazemos votos para que esta Greve Geral seja um Sucesso, para o bem de todos os Trabalhadores. Estamos contudo conscientes de que o clima de medo ou quase terror instalado em muitos organismos da função pública pode ser um forte entrave ao sucesso da Greve.

 

Porém, creio que nada há já a temer pois o Governo acaba de ver primeiro cartão amarelo, da parte da CNPD (Comissão Nacional de Protecção de Dados), por ter decidido obrigar os organismos da sua dependência a divulgar a lista dos grevistas,  classificando a decisão do governo como "procedimento discriminatório". Esta é uma atitude que certamente seria classificada como fascizante pelo partido que agora suporta o governo se nessa altura estivesse na oposição. No entanto, temos sérias dúvidas que houvesse algum partido de direita que tivesse a ousadia de levar esta ideia por diante... É que levaria imediatamente com a esquerda toda em cima... Agora... Diz-se que não há memória de um governo, nem mesmo de direita, que tenha dado "tanto na cabeça" aos trabalhadores e piorado as suas condições de vida" como o actual... Mas como "é um governo de esquerda" que está no poder, que com as suas políticas vem permitindo que os ricos (apenas alguns portugueses!) fiquem cada vez mais ricos num momento em que o país atravessa uma crise grave... a direita agradece e fica caladinha e sossegada, e espera pelo dia em que volte a governar o país... Só quando voltar à oposição, a esquerda voltará, de facto, a ser esquerda ...

Nessa altura, lá estará a direita para avivar a memória destes e doutros Socialistas sobre as medidas com pendor tendencialmente "fascizante" que empreenderam contra os trabalhadores, quando estavam à frente dos destinos do país...

Tristemente, a acção destes governantes quase nos leva a concluir que a chegada ao poder do Partido Socialista veio demonstrar, com propriedade, que há determinadas forças (de esquerda) que devem existir em todas as democracias, mas que têm tão-somente vocação para serem Oposição. Esta Esquerda que governa Portugal (Partido Socialista!) tem desiludido e desencantado uma grande maioria dos cidadãos democratas que na esquerda acreditavam... O facto da Greve Geral ter uma maioria de apoiantes afectos ao Partido Socialista demonstra isso mesmo... O desencanto que vai neste país...

Por isso, afirmamos que só com esta esquerda na Oposição, os trabalhadores têm ao seu dispor um partido que os defenda!

Assim, seremos forçados a concluir  que este Partido Socialista é uma força partidária que se diz de esquerda mas que está vocacionada, não para governar porque "desgoverna" e cria o caos, mas antes, para servir de "fiel e balança" quando os governos de direita governam o país...

 

Esperamos que o povo PORTUGUÊS não tenha memória curta, e que nas próximas eleições legislativas (e por que não já nas autárquicas em Lisboa onde existem tantos candidatos, inclusive, independentes...) lhes aponte o verdadeiro lugar que devem ocupar no Parlamento Português: a OPOSIÇÃO.

Esperem para ver... e recordar-se-ão destas palavras!

Por tudo isto, consideramos que nunca foi tão importante que os portugueses se manifestassem como agora...

Apelamos, pois, a que, no dia 30 de Maio, os trabalhadores não se deixem intimidar e que saiam à rua para mostrar, se não um cartão vermelho, pelo menos o segundo cartão amarelo contra as políticas deste governo o quanto valorizam a democracia...

 

Se formos capazes de mostrar o cartão adequado por certo o governo terá de mudar de rumo, nas suas políticas. Chega de espremer apenas alguns dos portugueses (e sempre os mesmos!)... Não podem ser sempre os mesmos a pagar a crise... Não é legítimo que se deixe de fora da contribuição para a resolução da crise que Portugal atravessa, entidades empresariais que apresentaram os seus maiores lucros de sempre, numa fase em que o governo manda as famílias dos trabalhadores portugueses "apertar o cinto" com base numa à recessão económica que parece passar à margem das ditas empresas...

 

 

Estamos convictos de que, desta vez, os portugueses serão capazes de demonstrar ao governo o seu descontentamento e a sua determinação em deixar de ser um povo pacífico e de brandos costumes...

Com votos de que, em Portugal, não seja necessário voltar ao 24 de Abril, nem a algo que se assemelhe ao Outubro de 2006, em Paris, quando a França ficou "a ferro e fogo"!...

 

É que a velha máxima "paciência tem limites" pode não ser exclusiva da cultura francesa!...

 

Muitos são os interessados em levar a cabo esta forte mobilização. Um outro "O Arrastão" podemos ver um texto que reflecte sobre Sete Razões Para Protestar e Fazer Greve. Vale a pena ler e reflectir...

 

Por considerar que são de interesse as reflexões nele contidas, independentemente de não significar isto uma total concordância com o seu conteúdo, aqui fica a citação do mesmo e, simultaneamente, uma porta para quem quiser aceder...!

 

 ...

 

publicado por J.Ferreira às 18:07

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