Quarta-feira, 10 de Fevereiro de 2016

Portugal Hipotecado e Sem Futuro

Os problemas do nosso país... são gravíssimos. Mete-se na cadeia a formiga e deixa-se fugir o elefante.
Medina Carreira refere recordar-se de casos incríveis. Um deles, critica o sucedido em Portugal com os reformados em Portugal: "50.000 reformados (não entregaram o papel porque a lei mudou)... e vão aplicar-lhes uma multa de 150 a 400 euros, a reformados que não entregaram papéis porque não conheciam a lei!!! Estes senhores, conhecem a lei, portam-se como isto...!!!
 

O outro caso de que me estava a lembrar era o de "um homem que foi conduzido a julgamento, algemado por ter roubado duas galinhas"... Num país em que há gente que se apropria do equivalente a aviários inteiros, sem que aconteça nada, é espantoso que um homem que rouba duas galinhas vá algemado para o tribunal. 
Um país nestas condições não tem futuro! Isto é uma imoralidade, provavelmente, só parecida com o das monarquias absolutas.
 

Medidas tresloucadas de um só partido só são possíveis com maioria absoluta.

Maioria absoluta... de um só partido??? Nunca mais!

 

publicado por J.Ferreira às 16:15

link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Terça-feira, 10 de Novembro de 2015

Deseperadamente em Busca do Poder

 

António Costa não tem palavra.  Ou melhor, tem muitas palavras. Eis aqui o Vídeo em que António Costa defendia que o partido que ganhasse as eleições é que deveria formar governo está a ser partilhado nas redes sociais.

António Costa é um Homem de palavra? Portugal merece pessoas com carisma, com seriedade, com lealdade e reconhecimento da vontade do povo.

E o povo não sancionou uma união pós-eleitoral de partidos derrotados!!! Dêem as voltas que quiserem à leitura dos resultados eleitorais. mas, os próprios dirigentes partidários que apoiam a alternativa sabem muito bem que perderam as eleições. E, alguns dos que hoje sorriem, brevemente, quando o povo for de novo chamado a pronunciar-se, vão ter a resposta adequada. da nossa parte, terão a resposta adequada, seguramente!
Esperava um Partido Socialista e um Bloco de Esquerda que chegassem ao poder com mérito e não cesta forma. Votei à esquerda mas não subscrevo esta forma de "assalto ao poder". Deixassem que o governo se queimasse em lume brando,. Afinal, a esquerda poderia fazer aprovar tudo que bem quisesse e deixar passar o que considerasse digno de tal aprovação.

Ainda há pouco mais de um mês, António Costa afirmava “Ou se ganha agora ou se perde para quatro anos”. Palavra morta. Como muitas outras dos políticos portugueses. Afinal, quando António Costa, depois de aceitar a derrota eleitoral, fez as contas e descobriu que podia ser o primeiro líder partidário da história da democracia que, depois de derrotado, ocupa o lugar de Primeiro-Ministro, não hesitou em fazer a maior das acrobacias a que chamam momento histórico.

 

No jornal expresso de 26 de setembro de 2015, às 21h32, ficou publicado um titular: António Costa: “Ou se ganha agora ou se perde para quatro anos”:

No largo da Cordoaria, no Porto, o líder socialista dramatizou o apelo ao voto: “Nestas eleições não há segunda volta”. E perdeu de vez medo de usar o adjetivo “absoluta” para qualificar a maioria que quer obter no domingo."

E acresscenta notícia:

"Não chega derrotar a coligação. António Costa quer que um Governo socialista tenha "condições" para governar o país. E para isso precisa de ser "maioritário". Sem deixar dúvidas de que tipo de maioria se está a falar. Disse-o uma vez: "Sabemos bem que uma maioria absoluta é necessária". Duas vezes: "Mas também sabemos que a maioria absoluta não é suficiente e deve existir com diálogo social e compromissos políticos alargados". Três vezes: "É o PS que está em melhores condições para obter uma maioria absoluta". Depois enfatizou: para que a mudança aconteça, as eleições do próximo domingo são a "única oportunidade". "Nesta eleição não há segunda volta, segunda mão (...). Não é um campeonato que se ganha aos pontos". "Ou se ganha agora ou se perde por quatro anos", dramatizou.

publicado por J.Ferreira às 20:15

link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Segunda-feira, 14 de Setembro de 2015

Submarinos Para Afundar Portugal

 

Portugal não precisava de investir nestas coisas...

No campo da saúde  e da educação (escolas) ainda há muitas necessidades básicas para que se ande a desperdiçar dinheiros públicos com "brinquedos" para militares...

Os submarinos são armas poderosas, sem dúvida. Porém, nos tempos de hoje, para quase nada nos servem...!!!

Não temos recursos que se comparem com outros países para esbanjar dinheiros públicos com máquinas de guerra que pouca utilidade real têm para as populações que os têm de pagar. 

publicado por J.Ferreira às 18:10

link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Quinta-feira, 10 de Setembro de 2015

Sócrates Pediu um Empréstimo

Foi noticiado... mas já ninguém, fala disto... Afinal, que fortuna terá José Sócrates??? Podem ler o texto integral AQUI

 

"No José Sócrates quebrou o silêncio e aceitou comentar alguns aspetos da sua vida privada, nomeadamente o que diz respeito à sua ida para Paris. O ex-primeiro-ministro confirma que esteve inscrito num mestrado em Ciência Política na Sciences Po.  


«Quando perdi as eleições achei que era o momento para cumprir um sonho, de ter um ano sabático, viver no estrangeiro e estudar, para além de recuperar a ligação aos meus filhos e à família, tentando recuperar o tempo perdido», contou, tentando desmontar algumas notícias.

«O Correio da Manhã fez uma campanha ignóbil dizendo várias mentiras. Que tinha uma vida de luxo, que tinha sido recusado três vezes pela universidade, o que era tudo mentira. Tenho uma conta bancária na Caixa Geral de Depósitos há mais de 25 anos, nunca tive ações, nem off-shores. Nunca tive nenhuma poupança nem conta a prazo», esclareceu, dando mais pormenores:

«Pedi ao meu banco um empréstimo para ir viver um ano em Paris. Foi um ano e meio de estudo. Agora recomecei a trabalhar. Acabei de pagar a minha casa e como tinha um passado limpo pedi um novo crédito, que foi concedido».

publicado por J.Ferreira às 11:42

link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Quarta-feira, 3 de Dezembro de 2014

Financiamento das Primárias Socialistas

Relembrando imagens do passado que podem ajudar a explicar o presente.

É estranho como a cada dia que passa se vai conhecendo o modus vivendi de alguns dos políticos da nossa praça!

As notícias que chocam a sociedade portuguesas parecem não terminar.  Desta vez... a revista "Visão" refere que a campanha de António Costa contra António José Seguro (nas eleições primárias do Partido Socialista) foi financiada também por José Sócrates! Associada ao nome de José Sócrates aparece uma quantia de  12.000 euros: 2.000 euros euros do ex-governante e ainda donativo de 10.000 euros, proveniente de Carlos Santos Silva, "por indicação de Sócrates".  

É caso para dizer: Arre, milionário! Apenas para a campanha de um amigo (ou compincha de partido) não se importou de investir uns largos milhares de euros da sua pobre miserável fortuna (relembramos aos leitores que José Sócrates afirmou ter contraído um empréstimo bancário para viver em Paris!) só para ajudar a "expulsar" da o guerreiro (leia-se, António José Seguro) do comando do partido socialista. Estranha "pobreza" que afinal se traduz numa fortuna colossal... De cidadão que necessita de um empréstimo para viver (logo, cidadão pobre necessitado!) José Sócrates passou a ser um milionário! E atreve-se a fazer um donativo superior a um ano de trabalho de milhões de portugueses! Bravo, José Sócrates! É pena que não tenha colocado toda a sua engenharia ao serviço do país! Que interesse terria José Sócrates em "expulsar" da direcção do partido o anterior secretário-geral socialista (António José Seguro)?

Hoje, ficamos a saber que o nosso ex-primeiro ministro (José Sócrates) tem dinheiro para financiar a capanha eleitoral de António Costa nas primárias socialistas...??? ... Mas... não foi este ex-(des)governante que tinha afirmado ter vivido em Paris com base num "empréstimo bancário"???

Em que ficamos? Onde estará a verdade? Afinal, quem é o verdadeiro José Sócrates? Um ex-político e ex-(des)governante miserável e pobre "pé rapado" que necessita que com ele o povo seja solidário ou de um afortunado multi-milionário??? 

Resposta? Não temos não! Mas o tempo e a justiça um dia o dirão!

Ora... das duas uma: ou pensam que podem fazer dos portugueses parvos... ou, pensam que somos todos estúpidos. Porém, estamos certos de que não vão conseguir nem uma coisa nem outra. E a justificação é até simples: então um governante que em tempos de crise e recessão económica (que, como afirmou, "não atingiu apenas Portugal"!) deixa que a economia do país se afunde a ponto de necessitar pedir um resgate da troika... consegue governar-se melhor que outros em tempo de expansão económica? Como?

Se assim foi, então tetremos de acreditar que José Sócrates é como o "vinho do porto": quanto mais velho, melhor! Ele é a tradução do homem de sucesso, um verdadeiro "self made man". Nas últimas décadas, José Sócrates não só passou de um estudante mediano a um excelente aluno (logo, bem-sucedido como estudante universitário!) como passou de um simlpes homem político a um excelente e muito bem sucedido empresário!

Bravo! De pessoas assim, necessita o país...!!! Mais... Cremos que o partido comunista deveria aprender a lição e, pugnar pela disseminação de pessoas como José Sócrates. É que, com uns tantos como José Sócrates depressa acabaríamos com os pobres em Portugal!

 

Finalmente, um último comentário. O xcorreio da manhã publica online que foi negada a aplicação do Habeas Corpus que tinha sido solicitado para o cidadão José Sócrates por parte de um "anónimo".

A notícia aparece também no jornal Público e só vem confirmar a expectativa de que o mesmo seria recusado. Tal deve-se ao facto de os juízes do Supremo Tribunal terem considerado que a prisão preventiva se enquadra nos princípios legais vigentes. Estranha-se que apenas tenha sido um cidadão anónimo a solicitar tal pretensão. Com o acórdão proferido, os juizes reiteram os motivos que levaram á prisão preventiva do ex-governante. Lembremo-nos que, nos casos de corrupção, o ónus da prova (relativo ao enriquecimento ilícito e à criação de fortuna de forma inexplicável por alguns cidadãos...!) cabe ao Estado (leia-se, ministério público!).

Ora, o povo diz (e muito bem!) que "quem não deve não teme". No entanto, estranha-se que os comportamentos das pessaos apreçam traduzir a máxima "gato escondido com o rabod e fora" já que, dias antes, a empregada da casa de José Sócrates escondia o computador do ex-governante na casa de um vizinho!!! Curioso... Logo na mesma altura em que a polícia fez as buscas na casa...!!! O que é ainda mais estranho é que, estando preso, José Sócrates tenha afirmado que se sentia "mais livre do que nunca"!

Por último, refira-se que, se a memória não nos falha, foi na vigência dos governos de José Sòcrates que foi recusada a aprovação de legislação verdadeiramente anti-corrupção da que, curiosamente, era promotor o deputado socialista João Cravinho). Por que terá sido?

 

publicado por J.Ferreira às 17:10

link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Domingo, 30 de Novembro de 2014

A Engenharia à Portuguesa

Com um jornalismo a colocar tudo preto no branco...  Palavras...? Para quê? 

 

Anjinhos? Parece que só no céu!!! E, mesmo assim, duvido! É que ainda não veio ninguém à Terra que me confirmasse a sua existência! E como Tomé... é preciso "ver para crer"!

 E os bancos que o Estado nacionalizou? Por que motivo terão sido comprados?

Que nos distingue de Espanha??? Marinho e Pinto sem papas na língua!!!

 Paulo Morais na luta pela transparência... contra a corrupção. Os corruptos não vão para a cadeia!

 

 

 

 

As verdadeiras causas da crise! Abram os olhos...!

 

Os governantes e a banca: ligações perigosas

Como se pode afundar um país ... devagarinho!

 

 

 

publicado por J.Ferreira às 19:22

link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Segunda-feira, 24 de Novembro de 2014

Socialistas reagem à "Queda de Um Anjo"

É curioso como parece que estamos perante um anjo que, afinal, nem os amigos conheciam muito bem. O que nos interrogamos é "como conseguiu atingir a celestialidade?" se ninguém sabia nada destes "façanhas" daquele que foi o "Primeiro-Ministro" (e timoneiro do barco que albergava os responsáveis pela legislatura 2005-2009) da legislatura cuja classificação como "Tempestade Perfeita"... subscreveu não só com orgulho mas também com uma certa dose de vaidade e arrogância face aos parlamentares.. 

Os recentes acontecimentos superam a imaginação fértil dos novelistas... Porém, se tudo isto não passam de capítulos de uma novela, então... que o guionista se apresente em Hollywood pois os de ali parecem ficar a dever-lhe imenso!!!

 

Vejam o que é referido numa das últimas notícias, publicada hoje, segunda-feira, dia24 de novembro, na TSF online:

Sócrates: socialistas começam a reagir
A presidente cessante do PS, Maria de Belém, faz uma distinção entre a política e as questões de justiça, reagindo à detenção de José Sócrates. Vieira da Silva «vê com dor» e Jorge Lacão diz estar «consternado».

Maria de Belém falava aos jornalistas na Assembleia da República, depois de questionada sobre as consequências da detenção na sexta-feira à noite do ex-líder socialista José Sócrates. «Essa é uma questão que pertence à justiça - e à justiça o que é da justiça e à política o que é da política», declarou a ex-ministra dos governos de António Guterres.
Perante a insistência dos jornalistas na questão, designadamente sobre eventuais prejuízos políticos para a nova de António Costa no PS, Maria de Belém respondeu com um «não». «Uma coisa é justiça e outra coisa é política», repetiu Maria de Belém.
Outra reação surgiu por parte do vice-presidente da bancada socialista. Vieira da Silva, membro de governos liderados pelo ex-primeiro-ministro José Sócrates, revelou sentir «dor» pela situação vivida pelo antigo líder do PS, remetendo outros comentários para o novo secretário-geral, António Costa.
«Trabalhei vários anos com José Sócrates e a imagem que tive e tenho dele não é a que tem sido divulgada nos últimos dias. Habituei-me a ver uma pessoa que lutava até às suas últimas forças pela ideia e visão que tinha e queria do seu país», afirmou Vieira da Silva.
Também à chegada ao parlamento, outro antigo responsável de elencos presididos por Sócrates, Jorge Lacão, disse-se «consternado», sublinhando que «o importante» é a «ação política» do PS, tal como o líder parlamentar, Ferro Rodrigues, que escusou adiantar qualquer posição e também lembrou que o atual presidente da Câmara Municipal de Lisboa já se expressou em nome do partido.

 

Comentários??? Para quê ???  Afinal, neste país pacato à beira-mar plantado, que garantia há de que algum anjo caia do alto do seu pedestal...!

publicado por J.Ferreira às 20:33

link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Sábado, 22 de Novembro de 2014

Portugal Assiste à "Queda de Um Anjo".

 

Sócrates, enquanto 1º ministro, pediu o contibuto dos imigrantes para tornar Portugal num "PAÍS MAIS POBRE". E ninguém lhe quis dar ouvidos. Disso fizemos eco aqui, em 2007! Mas os portugueses não se deram conta. Passou meio despercebido. O que Sócrates se esqueceu foi de dizer que... enquanto tornaria o país mais pobre, ele ficaria cada vez mais rico!

Sócrates saiu do país (e foi para Paris porque, depois da Independente (onde concluiu a licenciatura!) deixou de confiar nas universidades portuguesas. E, lá foi para Paris, aprender filosofia... Talvez, para melhorar a sua capacidade discursiva... Qual será a narrativa... agora?

E não deixa de ser curioso... Escolheu a Surbonne!!! Se repararmos, com uma simples troca de uma letra no nome da universidade e... a palavra transformar-se-ía em subornne"!...  

Porém, algo falhou no esquema... Sócrates não contava que, um dia, mais cedo ou mais, tarde... assistiríamos (como se está a passar desde a passada madrugada) início da "Queda de um Anjo"!!!

 

Depois de tornar o país "mais pobre" todos poderemos constatar pelas notícias publicadas na edição onlinedo SOL... o quão miserável ficou o ex primeiro-ministro socialista depois de passar pelo governo!!!

 

 Notícia 1

Em 2010, enquanto os cofres do país se encaminhavam para o colapso, os de Sócrates não: tinha uma almofada financeira de 20 milhões de euros no banco suíço UBS, em nome de uma offshore titulada por Santos Silva, e decidiu então trazer o dinheiro para Portugal.

Para isso, o seu governo criou o segundo Regime Extraordinário de Regularização Tributária (RERT II), que permitiu a regularização fiscal de verbas depositadas no exterior até finais de 2009, mediante o simples pagamento de um imposto de 5% sobre o total desse património e desde que o titular o colocasse em Portugal. Carlos Santos Silva foi um dos aderentes ao RERT e o dinheiro foi transferido da UBS para o BES, em Portugal.

Deste modo, em vez de ter de pagar ao Estado um imposto que em condições normais é de quase 50% (10 milhões de euros), Sócrates regularizou a situação por apenas um milhão. Além disso, como estava previsto no RERT, ficou desonerado de qualquer outra responsabilidade tributária e, melhor, não ficou sujeito a ser indiciado por qualquer crime fiscal – o que aconteceria forçosamente se, em vez de utilizar um ‘testa-de-ferro’ para se apresentar perante o Banco de Portugal, tivesse dado o rosto por aquele capital, sendo neste caso obrigado a declarar a proveniência da fortuna.

Mas, segundo os investigadores, esta não foi a primeira vez que José Sócrates recorreu a este expediente. Já no primeiro mandato, logo em 2005, saiu o RERT I, ao qual o então primeiro-ministro aderiu de imediato para colocar em Portugal meio milhão de euros, que já nessa altura tinha numa offshore, também em nome de Santos Silva.

Em qualquer dos casos, trata-se de capital difícil de explicar, não só tendo em conta qualquer das actividades profissionais que Sócrates exerceu até essa altura, como também a sua longa carreira política, primeiro como deputado e a partir de 1995 como secretário de Estado do Ambiente. Nesta altura, recorde-se, foi juntamente com Santos Silva alvo de suspeitas numa investigação do Ministério Público, por indícios de ter comerciado influências com o seu antigo professor António Morais, quando lançou o projecto de aterro sanitário da Cova da Beira. Mais tarde, em 2004, esteve de novo debaixo do olho da Justiça ao ser denunciado por supostas ‘luvas’ no licenciamento do centro comercial Freeport, quando era ministro do Ambiente, nos últimos dias da governação de António Guterres.

 

Notícia 2

Milhares de exemplares do livro de José Sócrates – A Confiança no Mundo (Sobre a Tortura em Democracia), lançado em Outubro do ano passado e que tem origem na sua tese na Sorbonne – terão sido comprados com dinheiro levantado por Carlos Santos Silva da fortuna que José Sócrates lhe confiou.

Editado pela Verbo, a obra alcançou a liderança nas livrarias e esgotou as primeiras edições. Carlos Santos Silva contribuiu para o êxito, tendo retirado da conta do BES os montantes necessários para que ele e o seu advogado (Gonçalo Ferreira, que ontem também foi alvo de buscas) conseguissem esgotar em pouco tempo o stock de 20 mil exemplares. Entre a primeira e a quinta edição, recorrendo ao circuito do costume, o ex-primeiro-ministro comprou cerca de 10 mil exemplares, contribuindo para o êxito da sua dissertação sobre os malefícios da tortura nas instituições democráticas.

 

Notícia 3.1

Retirado de cena com a derrota nas eleições legislativas de 2011, no desemprego e apenas com uma única conta bancária que mantinha há 25 anos, como garantiu numa entrevista à RTP, José Sócrates investiu então 95 mil euros num Mercedes e faz-se estudante de Filosofia Política em Paris.

Preso à oculta realidade financeira que criara, mas já com o dinheiro numa conta em Portugal, em nome de Santos Silva, veio a justificar a vida de luxo que levava em Paris – onde alugou um apartamento, na zona mais cara – através do recurso a um empréstimo da CGD (de valor quase igual ao do carro topo de gama que comprara em leasing) e com uma herança deixada à mãe, Maria Adelaide Pinto de Sousa.

Foi com este argumento da herança, aliás, que já justificara a aquisição do seu luxuoso apartamento no edifício Heron Castilho, na rua Braamcamp, em Lisboa, em 1995, dois meses antes de a mãe também se ter instalado num andar do mesmo edifício (o Heron Castilho) por um preço semelhante: 224 mil de euros. Mas o valor do património que tocou a Maria Adelaide com a morte do pai – um homem nascido em berço pobre, mas que durante a Segunda Guerra Mundial se fez ao volfrâmio, alcançando um pé-de-meia que lhe deu para investir no imobiliário – está longe de cobrir os gastos de Sócrates.

Os investigadores suspeitam que a mãe de Sócrates tem sido um dos meios que este tem usado para branquear o dinheiro das ‘luvas’ que foi recebendo como governante.

Do património que recebeu de herança, Maria Adelaide vendeu alguns apartamentos em Queluz que, à risca, apenas lhe dariam para pagar a casa nova no Heron Castilho. Em 2011, sobrava-lhe um espólio de pouca monta em Setúbal, dois apartamentos no Cacém e um rés-do-chão num prédio modesto em Cascais, de onde se mudara quando optou pela vizinhança com o filho em Lisboa.

 

Notícia 3.2.

Com a nova vida de Sócrates, Maria Adelaide, que nada sabe sobre o tesouro escondido do filho, teve de se desfazer de tudo. Ainda em 2011, após a eleição que colocou no seu lugar Passos Coelho, Sócrates pediu à mãe que vendesse a Santos Silva os dois apartamentos no Cacém – e esta, sem saber que o real comprador é o filho, fez negócio com o empresário da Covilhã por 175 mil euros, verba que este foi colocando em tranches nas contas do ex-primeiro-ministro.

Carlos Santos Silva, com o dinheiro do amigo que trouxera da Suíça, foi levantando da conta em Portugal os valores de que Sócrates necessitava e de forma a escapar ao escrutínio fiscal e judicial, dando além disso uma aparência normal à sua conta oficial. Com esse capital, o antigo líder do PS não só justificou a herança como amortizou metade do empréstimo junto da CGD e pagou parte do Mercedes.

Andar de Paris à venda

Mas Sócrates parece ter nos bolsos uma trituradora: em dois tempos, entre viagens de férias, velhos vícios e a renda do andar em Paris, desbaratou aquele dinheiro. Por isso, em Julho de 2012, voltou a utilizar o esquema: Maria Adelaide, aconselhada pelo filho, desfez-se também do apartamento no Heron Castilho, que vende a Santos Silva, e regressa ao seu rés-do-chão na linha do Estoril. No entanto, o filho, em 2013, numa entrevista ao Expresso dissera que a mãe se mudara de Cascais para a Braancamp por solidão, após a morte do seu cachorro.

Segundo os factos em investigação, tem sido sempre Santos Silva a dar a cara pelos negócios do amigo quando este precisa de dinheiro. O apartamento vendido por Maria Adelaide também fica em nome do empresário, sem que este lá meta o pé, enquanto ela transfere para a conta de Sócrates os 600 mil euros recebidos.

Entretanto, Sócrates investira 2,8 milhões de euros num apartamento de luxo em Paris, com 250 metros quadrados e vista para a Torre Eiffel, à beira do rio Sena, que neste momento está à venda por 4 milhões.

Ou seja, segundo apurou a investigação – alicerçada em vasta documentação, –, o valor da venda da casa do Heron Castilho com o da compra do andar em Paris perfaz cerca de 3,4 milhões, que Carlos Santos Silva foi buscar à sua conta nacional e que tinha vindo da offshore da Suíça, onde era o ‘testa-de-ferro’ de Sócrates.

 

Notícia 4.1 (Expresso)

Nos Governos de José Sócrates, o grupo Lena, da família Barroca Rodrigues, era visto pelo mercado como a construtora do regime.

Segundo os seus concorrentes, era a própria Lena que invocava uma relação privilegiada com o poder para ganhar capacidade de influência. Nas missões ao estrangeiro, os gestores das outras construtoras estranhavam a informalidade com que os representantes da família se referiam ao José, então primeiro-ministro. Era vulgar, na altura, presidentes de construtoras gracejarem, entre amigos, que nos "consórcios o melhor é incluir a Lena, sempre dá uma ajuda".

O ex-gestor de uma construtora confirma ao Expresso que eram os próprios responsáveis que tornam essa proximidade "pública e notória" ao invocar repetidamente "facilidade de acesso ao José".

A Lena integrava sempre  as comitivas ao estrangeiro do primeiro-ministro, mas a verdade é que também não falhava as viagens presidenciais. Até Miguel Relvas, dirigente do PSD, considerava, na altura, injusta a colagem ao poder socialista do maior grupo industrial da região centro.

A pista Carlos Santos Silva
Já na altura se comentava no sector da construção que a pista que ligava Sócrates ao conglomerado de Leiria residia num administrador do grupo, Carlos Santos Silva, seu amigo de infância e colega no ISEC - Instituto Superior de Engenharia de Coimbra.

O engenheiro era quadro da Lena Construções e subiu em 2008 até administrador. Carlos frequentara o mesmo curso e partilhou o mesmo quarto de Sócrates, em Coimbra. O engenheiro tornara-se um dos braços-direitos dos irmãos Joaquim (52 anos) e António  Rodrigues (51 anos), que sucederam ao pai no comando do grupo Lena.

O contrato para fornecer cinco mil casas à Venezuela e a inclusão no consórcio, liderado pela Teixeira Duarte, para a ampliação do Porto de la Guaria, em Caracas, surgiam como sinais exteriores da bênção do Governo Sócrates. A Venezuela tornou-se o maior mercado exterior da Lena.

No plano interno, a concorrência queixava-se de que a construtora de Leiria tinha conhecimento dos concursos antes de serem lançados no mercado.

A malha autárquica
Num primeiro momento, a Lena dominara a faixa até Castelo Branco. Depois rumou a Sul, convivendo com autarquias de todas as cores partidárias. A partir de Leiria, encetou a conquista do país, seguindo a malha autárquica.

Na sua origem, nos anos 50, está uma empresa de terraplanagens fundada por António Vieira Rodrigues, condecorado em 2007 por Cavaco Silva, e que se reparte por Portugal e o Brasil.

Consolidou a sua base regional e entrou depois numa espiral de novos negócios (turismo, ambiente e energia, comércio automóvel e comunicação social). Em poucos anos, evoluiu de uma pequena construtora para um conglomerado diversificado de 80 empresas e uma faturação que nos melhores anos ficou perto dos 700 milhões de euros.

Em 2007, arriscou a compra da Abrantina, por um valor excessivo, uma 'noiva' que tardava a seduzir pretendentes e cujo processo de fusão está agora em fase de conclusão.

O projeto "i"
A curiosidade sobre o conglomerado de Leiria cresceu com o anúncio do lançamento do jornal "i", em 2009. O projeto era ambicioso (15 milhões de euros) e tinha uma carga política, prometendo disputar o mercado do "Público" e do "Diário de Notícias".

Quando na Federação do PS do Porto se comentou a notícia do lançamento de um novo diário, o presidente Renato Sampaio logo esclareceu que se tratava de um projeto "de gente amiga". A comunicação social era um dos negócios do grupo que explorava uma rede de sete jornais regionais.

O grupo Lena sempre lidou mal com esta ligação ao poder socialista e o atual presidente, Joaquim Paulo Conceição, refere que a Lena "mantém com todos os Governos relações no plano institucional", desmentindo colagens a qualquer poder.

A nova Lena
Quando o mundo mudou e o mercado da construção ruiu, os sinos tocaram a rebate na sede do grupo, em Leiria. O grupo carregava uma dívida de 720 milhões de euros e a imagem de ser a construtora do regime socrático, sofrendo com a aquisição desastrosa da Abrantina e a infeliz diversificação de negócios. A pressão da banca conduziu à nomeação de Joaquim Paulo Conceição, quadro do grupo da área automóvel para presidente da comissão executiva, com a missão de racionalizar o conglomerado e conferir rentabilidade ao negócio.

A racionalização levou à venda de 28 empresas e à fusão ou dissolução de mais 35, abandonando, por exemplo, o negócio dos 'media'. O grupo reduziu o universo laboral, num clima de paz social, passando de 4170 (em 2010) para 2457 (em 2013) assalariados.

Na carteira de 4,1 mil milhões de euros, as obras estão quase todas no estrangeiro. Por isso, o fator crítico do novo ciclo da Lena reside na transferência da liquidez. A geração de dinheiro é feita no exterior e os compromissos financeiros estão em Portugal.

A Lena opera em dez mercados externos e ambiciona marcar presença no México e Colômbia, 15 anos depois de se ter estreado no exterior pelo Brasil. Na Colômbia negoceia a construção de três mil casas sociais, num valor estimado de 115 milhões de euros, nos arredores de Bogotá.

Mas a grande exposição do grupo está na Venezuela. O mercado pesa mais de 50% da carteira, alicerçada num contrato geral de 50 mil casas sociais. Nesta fase, a construtora "está a meio do primeiro subcontrato de 12.500 casas, com a instalação de duas fábricas de prefabricados", refere Joaquim Paulo Conceição ao Expresso. Na Argélia, a construtora ganhou este ano novas empreitadas no valor de 100 milhões de euros.

Em 2013, o grupo Lena faturou 527 milhões de euros, 40% dos quais no exterior.


Notícia 4.2 (Expresso)

Detenção de José Sócrates, sem precedentes na história da democracia (nunca um ex-primeiro-ministro havia sido detido), começou numa comunicação bancária a propósito da casa de luxo de Paris. À direita, as reações são cautelosas; à esquerda, critica-se a atuação da Justiça. Louçã: "Em Portugal há sempre um processo um pouco estranho, que é deter para interrogar".

Metade do país já estaria a dormir quando, na madrugada de sábado, foi divulgada a notícia sem precedentes que faz história na justiça e pode mudar decisivamente o cenário político para 2015, ano de eleições: o ex-primeiro-ministro  José Sócrates foi detido para interrogatório à chegada ao aeroporto de Lisboa , no âmbito de uma investigação de fraude fiscal, branqueamento de capitais e corrupção.

Passava um minuto da meia-noite quando a edição online do "Sol" deu a notícia. Pouco depois, a  SIC divulgava imagens  do momento em que José Sócrates, que tinha aterrado cerca das 22h00 vindo de Paris, é levado num carro descaracterizado, logo após a detenção. É a primeira vez na história da democracia portuguesa que um ex-chefe de Governo é preso para interrogatório.

O antigo primeiro-ministro  passou a noite nos calabouços da PSP , no Comando Metropolitano de Lisboa, onde costumam ficar as pessoas que a polícia detém durante a noite, nomeadamente por desacatos.

No centro da investigação está o apartamento de luxo, avaliado em três milhões de euros, que  Sócrates arrendou em Paris, no coração de um dos bairros mais caros da cidade , quando foi tirar um curso na capital francesa, após perder as eleições em 2011. Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), o inquérito, que está a ser conduzido pelo procurador Rosário Teixeira, " teve origem numa comunicação bancária efetuada ao Departamento Central de Investigação e Ação Penal , em cumprimento da lei de prevenção e repressão de branqueamento de capitais" e investiga "transferências e movimentos de dinheiro sem justificação conhecida e legalmente admissível".

A PGR garante que a investigação, que mobiliza quatro magistrados do Ministério Público e 60 elementos da Autoridade Tributária e Aduaneira, é "independente de outros inquéritos em curso, como o Monte Branco ou o Furacão, não tendo origem em nenhum desses processos".  Além de Sócrates foram detidos para interrogatório o seu motorista atual, João Perna, o empresário Carlos Santos Silva, ex-administrador do Grupo Lena e amigo de longa data do ex-primeiro-ministro, e o advogado Gonçalo Trindade Ferreira .

Num primeiro comunicado , divulgado na madrugada deste sábado, a PGR tinha confirmado a detenção de Sócrates e referido que outras três pessoas tinham também sido detidas, mas sem nomear quais. Chegou a ser avançado que pertenceriam ao Grupo Lena - uma das empresas que beneficiaram da diplomacia económica durante o Governo de Sócrates, tendo ganho contratos de construção para a Venezuela -, cuja sede foi alvo de buscas na sexta-feira. A empresa negou, no entanto, que tivessem sido detidos quaisquer seus responsáveis ou colaboradores.

Carlos Santos Silva, um dos quatro detidos, já pertenceu à administração do Grupo. O empresário ligado ao sector da construção é amigo de Sócrates há vários anos.  Não é a primeira vez que os dois nomes se cruzam numa investigação judicial . Cova da Beira e Face Oculta foram outros dois processos mediáticos a que se viram associados. Em nenhum dos casos, no entanto, foram constituídos arguidos.

Este sábado de tarde,  Sócrates acompanhou as buscas realizadas à casa que tem na rua Braancamp , em Lisboa, e a um outro apartamento, no mesmo edifício, que pertenceu à sua mãe. Depois das buscas, o ex-primeiro-ministro foi levado para o Campus da Justiça, no Parque das Nações, para ser interrogado pelo  juiz Carlos Alexandre , o mesmo que no verão mandou deter o ex-presidente do BES, Ricardo Salgado, e que na semana passada ordenou a detenção do diretor do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, Jarmela Palos, e outros altos dirigentes da administração pública.  O interrogatório ao antigo chefe de Governo prossegue este domingo .

Sócrates entrou na garagem do Campus da Justiça pelas 17h,  debaixo de uma chuva de gritos de uma dezena de manifestantes do PNR  (Partido Nacional Renovador), que aproveitaram a ocasião para insultar o ex-primeiro-ministro.

Reações cautelosas
A detenção, que  pode ser um "terramoto político" para o PS , a menos de um ano das eleições legislativas, caiu como uma bomba e motivou reações muito cautelosas dos partidos, que recusaram comentar o caso.  António Costa, candidato socialista a primeiro-ministro, enviou este sábado um sms aos militantes , frisando que "os sentimentos de solidariedade e amizade pessoais [por Sócrates] não devem confundir a ação política do PS". O partido, sublinha, não deverá envolver-se "na apreciação de um processo que, como é próprio de um Estado de Direito, só à justiça cabe conduzir com plena independência".

O vice-presidente do PSD, Marco António Costa , afirmou igualmente que o partido não irá fazer "qualquer comentário político" acerca da detenção de Sócrates por se tratar de um "tema de justiça".  Idêntica reação teve o líder parlamentar do CDS, Nuno Magalhães : "Consideramos que à justiça compete o trabalho da justiça e à política compete o trabalho da política. Por isso mesmo, não fizemos, não fazemos e não faremos comentários sobre investigações em curso no sistema judicial".

À esquerda, as reações não foram muito diferentes. O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, pediu "o apuramento de toda a verdade" sem julgamentos ou condenações apressados. Também o ex-coordenador bloquista Francisco Louçã recusou fazer "juízos precipitados". Louçã disse, ainda assim, que a   Justiça tem de assumir responsabilidade por este tipo de ações, que considera excessivas , defendendo que, para ser interrogada, não deve ser necessário deter uma pessoa, a não ser em circunstâncias muito excecionais.

Num artigo de opinião publicado no Expresso, que se tornou viral nas redes sociais,  Clara Ferreira Alves também não poupa críticas à Justiça . A colunista diz que foi praticado um "linchamento público" do ex-primeiro-ministro, detido numa "operação de coboiada cinemática", quando não havia suspeita de fuga, até porque Sócrates acabava de aterrar em Portugal, vindo de Paris. "Porque não convocá-lo durante o dia para interrogatório ou levá-lo de casa para detenção?", questiona.

Certo é que  2014 será lembrado como um ano que mudou a história da Justiça . Nunca um ex-primeiro-ministro tinha sido detido para interrogatório, mas esse foi apenas o culminar de um ano marcado por várias outras "estreias" em processos judiciais. As condenações dos ex-ministros Maria de Lurdes Rodrigues e Armando Vara, a detenção de Ricardo Salgado, um dos principais banqueiros do país, e a prisão domiciliária do diretor de uma polícia também não tinham precedentes.

 

Notícia 5 (RR)

Ex-primeiro-ministro saiu do Campus da Justiça numa viatura da polícia. Regressa ao tribunal no domingo.

O ex-primeiro-ministro vai passar mais uma noite detido no Comando Metropolitano de Lisboa, em Moscavide, apurou aRenascença. Vai ficar numa cela individual, sozinho, sem contacto com outros detidos.

José Sócrates terá começado este sábado a ser ouvido pelo juiz Carlos Alexandre, no Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC), em Lisboa, mas ainda não há qualquer confirmação oficial. As diligências vão continuar no domingo.

Em declarações aos jornalistas à saída do tribunal, cerca das 21h20, o alegado advogado de José Sócrates não esclareceu sequer se o interrogatório tinha começado. Parco em palavras, invocando o segredo de justiça, João Araújo prometeu regressar no domingo.

Este sábado, inspectores da Autoridade Tributária e procuradores do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) realizaram buscas na casa de José Sócrates, em Lisboa. O ex-primeiro-ministro esteve no apartamento a acompanhar as diligências.  

Um grande aparato policial preparou a saída da caravana automóvel e Sócrates dirigiu-se para o Campus de Justiça, em Lisboa, para ser ouvido pelo juiz Carlos Alexandre.

Os restantes três detidos no âmbito do mesmo inquérito, o empresário Carlos Santos Silva, o advogado Gonçalo Trindade Ferreira e o motorista João Perna, vão regressar ao estabelecimento prisional anexo ao edifício da Polícia Judiciária, onde já passaram a noite passada, mas ainda se encontravam no TCIC cerca das 22h50.

Detenção no aeroporto
O ex-primeiro-ministro foi detido na sexta-feira à noite, quando chegava ao aeroporto de Lisboa proveniente de Paris. Esta é a primeira vez na história da democracia portuguesa que um antigo primeiro-ministro é detido para interrogatório.

Além de Sócrates, foram detidos, na quinta-feira, o empresário Carlos Santos Silva, o advogado Gonçalo Trindade Ferreira e o motorista João Perna.

A PGR esclareceu que investigação é independente de outros inquéritos, como o “Monte Branco” ou “Furacão”, adiantando que teve origem numa comunicação bancária, “efectuada ao Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) em cumprimento da lei de prevenção e repressão de branqueamento de capitais".

"O inquérito, que investiga operações bancárias, movimentos e transferências de dinheiro sem justificação conhecida e legalmente admissível, encontra-se em segredo de justiça", lembrou a PGR.

publicado por J.Ferreira às 14:26

link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito
|  O que é?
Domingo, 28 de Setembro de 2014

As Promessas de António Costa

Se as promessas dos políticos constituissem um documento legal ao qual um cidadão se pudesse agarrar para exigir o seu cumprimento...

Se os políticos tivessem verdadeiramente "palavra", as palavras de António Costa poderiam ser uma "lufada de ar fresco" num país em que os cidadãos estão cada vez mais incrédulos com o sistema democrático partidário. Mas como a palavra dos políticos pouco ou nenhum valor tem, estas promessas ou intenções são meros "cantos de sereia, quer dizer, música para os ouvidos dos cidadãos escutarem enquanto a caravana passa e o país se afunda cada vez mais. Será asim... ou talvez não passe de mais um desabafo de um "pessimistas" (leia-se, optimista bem informado!).

 

 

Na página da Rádio Renascença, podemos ver a seguinte  trabalho jornalístico, da autoria de Carolina Rico :

 

O que vai fazer António Costa se chegar a primeiro-ministro?

 

António Costa venceu as eleições primárias do PS, indicam os dados provisórios. Eis o que o autarca de Lisboa prometeu fazer se chegar a primeiro-ministro.  Em concordância com a sua "moção política sobre as grandes opções de Governo", António Costa reafirmou as intenções de desenvolver uma agenda para a década, "assumir uma nova atitude na Europa" e lançar "um Programa de Recuperação Económica" na sua campanha para as primárias. 

 

 

Costa pretende continuar a presidência da Câmara de Lisboa até às eleições legislativas, a altura devida para fazer promessas, considera. "Compromissos concretos só daqui por um ano”, disse em entrevista à Renascença

Eis o que prometeu fazer o recém-eleito candidato do Partido Socialista a primeiro-ministro se vencer as eleições legislativas: 

- Aumentar o salário mínimo nacional para um valor de referência de 522 euros no próximo ano e "construir com os parceiros sociais um novo acordo de médio prazo que defina os critérios e uma trajectória para o aumento do salário mínimo nos próximos anos"; 

- Repor as pensões ao nível de 2011. Em entrevista à Renascença, Costa disse ainda que quer garantir aos pensionistas que “não vão sofrer novos cortes no futuro”; 

- Adoptar um "programa ambicioso de reformas a tempo parcial sob condição de contratação de jovens desempregados" para diminuir o desemprego jovem; 

- Baixar o IVA da restauração. Sem avançar números, Costa manifestou interesse em “reponderar das tabelas do IVA”, de modo a torná-las "mais compatíveis com as actividades económicas portuguesas"; 

- Combater a fraude e evasão fiscais através do reforço de competências das polícias e do Fisco; 

- Apostar na cultura. Ainda antes do período de campanha, Costa afirmou que "a cultura precisa de um ministério, precisa de uma visão"; 

- Combater a precariedade laboral. Como? Tornando "menos atractivo para os empregadores, nomeadamente via diferenciação da TSU, o recurso às formas precárias de trabalho, por comparação com as formas mais estáveis"; 

- Maior controlo da legislação laboral. "Introduzir nas regras de contratação pública e de acesso aos apoios públicos a apresentação por parte das empresas de garantias de verificação da conformidade com os princípios da legislação laboral em vigor"; 

- Mais apoios sociais, com políticas a que permitam a "transferências de recursos para as famílias com crianças e jovens em situação de pobreza com medidas complementares do lado do sistema educativo e do sistema de saúde"; 

- Acabar com a política de austeridade que “penalizou muito a economia portuguesa ao longo da última década e meia”. “Os portugueses não viveram acima das suas possibilidades”, disse Costa à Renascença. Temos que mudar essa política para podermos ter resultados; 

- Lançar um grande programa de reabilitação urbana, que “permitisse reabsorver milhares de pessoas desempregadas no sector da construção”, mobilizando fundos comunitários; 

- Criar um seguro de desemprego europeu, isto é, "um fundo de estabilização macroeconómica sob a forma de um sistema de seguro de desemprego europeu, ou um seguro contra choques conjunturais na zona euro provocados por quebras intensas de actividade económica"; 

- Procurar “alianças com outros Estados-Membros” na prossecução dos “objectivos estratégicos” de Portugal; 

- Suavizar Tratado Orçamental europeu. "Estudar em profundidade as possibilidades que um recálculo do défice estrutural" e adequar a trajectória de ajustamento ao ciclo económico, em especial no caso de situações de recessão económica graves"; 

- Adoptar um plano de recuperação económica para ajudar o país a recuperar dos “traumas” provocados pela intervenção externa, “um programa de fisioterapia que ajude a reconstituir o músculo e a autonomia dos movimentos” à economia; 

- Criar um "programa nacional de apoio à economia social e solidária" e promover "instrumentos como a Banca Ética, a Responsabilidade Social das empresas e os contratos públicos com cláusulas sociais"; 

- Rever "o sistema eleitoral para a Assembleia da República e do sistema de governo das autarquias". Quer uma "reforma do sistema eleitoral no sentido de uma representação proporcional personalizada, introduzindo círculos uninominais"; 

- Descentralizar competências para as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, "com a eleição dos respectivos órgãos de governo por todos os autarcas de cada região, até ao nível de freguesia"; 

- "Consolidar um sistema de formação de adultos, numa lógica de aprendizagem ao longo da vida, assente em actividades de requalificação profissional".

publicado por J.Ferreira às 23:23

link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Domingo, 7 de Outubro de 2012

Parcerias Para um Naufrágio

Há hoje assaltantes mais perigosos que suam a caneta do que os que usam armas de fogo.

Se alguém quiser saber "como se afunda o país", pergunte aos nossos políticos. Eles sabem como fizeram todo um conjunto de "Parcerias para o Naufrágio" de Portugal.

Quem se lembra da alteração do direito dos deputados à pensão (subvenção vitalícia, chamam-lhes eles!) completa com apenas 8 anos de Parlamento (2 mandatos)?

Pouco, seguramente. Mas a memória ainda não nos trai.

Mas muitos de nós ainda se lembram da discussão que os políticos lançaram sobre esta polémica (tentando passar uma mensagem de que eram mais sérios que os seus antecessores!). E alargaram o direito para os 12 anos.

 

Contudo, à semelhança do que aqui denuncia José Gomes Ferreira, também nessa altura os socialistas, com maioria no parlamento, aprovaram a alteração à lei (essa, sim, de mordomias para os deputados!) passando a ser exigidos 12 anos de Parlamento (isto é, 3 mandatos). Estávamos em 2008 e, obviamente, havia que enganar o povo. Para o comum dos portugueses, aplicou-se imediatamente a alteração (que se lixem as legítimas expectativas dos professores, médicos, enfermeiros, e outros funcionários públicos!) e a reforma passou a ser à mesma idade para todos (65 anos), independentemente da profissão (absurdo! Basta imaginar o perigo de um cirurgião, piloto de avião, de um mineiro ou um condutor de um TIR a trabalhar com 64 anos!).

No entanto, para eles (deputados), a aplicação da lei a lei foi protelada para as calendas gregas, ou seja, para 2013. Curioso... Todos os deputados continuam a usufruir da reforma com apenas 8 anos de Parlamento, ao passo que os demais funcionários públicos se lhes aplicou os 65 anos de imediato. Ridículo. Chamam a isto igualdade?

Veja-se a coincidência com as PPP's. Afinal, só depois de 2013 (quando os socialistas pensavam que estariam fora do governo, já que o mandato foi de 2005-2009 e o segundo, que tinham como seguro renovar, seria de 2009 a 2023. No entanto, o dinheiro acabou-se, as dívidas tornaram-se insuportáveis...) é que os lucros das PPP's teriam a maior repercussão  no Orçamento do Estado. Um autêntico roubo aos portugueses, mas sem qualquer possibilidade de ser criminalizado: responsabilidade políticia? Isto? Sem dúvida. Já me dizia um assessor de um conhecido ministro da Educação, quando se noticiava um assalto a um banco com mão armada: "Os maiores roubos neste país não são feitos com armas: são feitos com canetas". Por isso, cuidado com estes senhores políticos que se apresentam sempre "de fato e gravata".

Mas nada que não pudéssemos esperar. Os socialistas já tiveram de "dar o cavanço" por duas vezes. Por isso, "o cavanço" do governo de Sócrates foi só e apenas, mais um exemplo do que os governos socialistas fazem ao nosso país: esgotar as reservas financeiras e endividar-nos até ao pescoço. Já é o segundo governo socialista a "dar o cavanço" (a seguir ao cavanço de Guterres) depois de deixar o país à beira da bancarrota.

Que mais nos espera quando cair o actual governo?

publicado por J.Ferreira às 18:52

link do post | comentar | favorito
|  O que é?

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Maio 2017

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

.posts recentes

. Portugal Hipotecado e Sem...

. Deseperadamente em Busca ...

. Submarinos Para Afundar P...

. Sócrates Pediu um Emprést...

. Financiamento das Primári...

. A Engenharia à Portuguesa

. Socialistas reagem à "Que...

. Portugal Assiste à "Queda...

. As Promessas de António C...

. Parcerias Para um Naufrág...

.arquivos

. Maio 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Fevereiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

.tags

. todas as tags

.links

blogs SAPO

.subscrever feeds