Quarta-feira, 18 de Novembro de 2015

O Futuro Visto do Passado

Nota Prévia: VEJA NO FIM o LINK para A NOTÍCIA que INSPIROU ESTE POST

 

Neste espaço que tenho dedicado à sociedade, hoje decidi deixar aqui algo autobiográfico. Não tenho a pretensão de ser nada nem ninguém na sociedade mas tão só de colocar aqui pequenas reflexões dando o meu contributo para tentar contribuir para a mudança de aspectos que creio, convictamente, merecerem a dedicação de algum do meu tempo.

Nunca me senti futurologista... Alguns dizem que sim... Até de visionário já ouvi. isto porque há anos que previa muita da realidade que nos últimos anos se tem concretizado.

Gostava de lembrar o que já dizia eu, em 1992 (ano em que frequentava o curso de Sociologia das Organizações, na Universidade do Minho), a respeito das reformas chorudas que, no futuro, os funcionários públicos iriam receber. Sim. Em 1992, no mesmo ano em que foram publicados artigos no jornal da Associação Académica da Universidade do Minho, denunciando o sistema de financiamente do ensino superior com as propinas dos estudantes — que muito consideravam justas, fazendo escola na época, e transformando-se no discurso politicamente correcto, incluindo de senhores como Miguel de Sousa Tavares que dirigia, na televisão, o Programa "Viva a Liberdade", com a participação de António Barreto (do PS) e Pacheco Pereira (do PSD) — onde denunciava e apresentava argumentos que provavam exactamente o contrário, isto é, a enorme injustiça da introdução do princípio do utilizador pagador na frequência das Universidades.

Sim... um princípio que reneguei. E devo dizer, defendi sempre o princípio do “beneficiário-pagador”. Sim, deveriam pagar os que beneficiaram de instituições do Estado, estudando inclusivamente, mas só quando começassem a retirar benefício do curso que frequentaram, ou então, o Estado passaria a "vender cursos" independentemente do produto ter ou não eficácia. E foi o que aconteceu. Instituíram-se as propinas, os estudantes começaram a pagar e... imaginem, licenciaram-se em cursos que o Estado permitia "vender" nas Universidades... mesmo sabendo que eram para o desemprego. A minha proposta de então é que passassem a pagar depois de começarem a retirar o benefício do curso. Depressa o Estado deixaria de "vender" cursos que para nada serviam (como aliás, ainda hoje, o continua a fazer, em nome da liberdade de escolha dos jovens. mentira; em nome de manter o trabalho a uns quantos que nas universidade não sabem fazer mais nada, não podem mudar de área... Por isso acusava o Estado de fazer os jovens pagar propinas par o Desemprego. A realidade veio dar-me razão cerca de 10 ou 15 anos depois... 

Mas se o Estado aprendesse, muitos cursos sem saída profissional teriam fechado. Mas não. Continuam porque agora, as universidades "vendem" cursos como as lojas tipo "Casa China" vendem produtos de todo o tipo, e que as pessoas compram, muitas vezes, independentemente de saber se realmente lhes fazem falta. mas trata-se de coisinhas de 5 euros... Não de cursos que queimam 5 anos de uma vida aos jovens e que chegam a custar mais de 25.000 euros ou 30.000 euros!

Se alguns dos meus companheiros nas tertúlias de café (porque me classificavam de "pessimista", a que eu respondia ser um "realista antecipado"!) tiverem boa memória, recordarão do que eu dizia quando me acenavam com as "chorudas reformas" que, no futuro, como funcionário público, teria direito (e que eram motivo de inveja de quem nos rodeava):

"—Quero lá saber do que me prometem. O que conta é o que ganho agora. Estou seguro de que, com a redução da natalidade, quando chegar à reforma, já nem metade do salário vamos receber. Com sorte, ainda teremos uma pensão de sobrevivência." Ainda me faltam 5 anos para concluir os 35 anos de serviço (e de descontos!) com que então tinha direito à reforma... E, que vemos??? Afinal, era pessimista!??? Ou um Optimista bem informado? Vejam a notícia: "Pensões pagas a partir de 2025 valem menos de metade do salário. Em 2025, a pensão corresponderá a menos de 45% do salário e em 2060 a pouco mais de 30%."

Lembro-me de dizer que na minha família nascia uma criança por cada três adultos... E se todos queriam reforma, a minha filha (apenas tinha na altura uma filha... agora já são quatro!) teria de assaltar um banco todos os meses!!! Porque dificilmente ganharia quatro vezes o meu salário para pagar uma para a mãe, outro para mim, outro para ela viver... E, por último, um salário para contribuir para que os meus irmãos sem filhos (e que descontaram para os outros cobrarem a reforma enquanto eles eram contribuintes) pudessem receber também alguma coisa!!!... 

Não me sinto um visionário porque era Matemática Simples... Enfim... Estamos mal porque os políticos que nos (des)governaram desde 25 de abril de 1974 até hoje (esses sim, visionários!!!) não tiveram visão nenhuma de futuro... E se a tiveram, foi como a de Francisco, Lúcia e Jacinta... seguramente!

Pode aceder aqui ao vídeo que fala sobre as pensões dentro de 10 anos, publicado na página da RTP . Mas também aqui, na reportagem da TVI... Não se iluda... Não estamos assim tão longe

 

publicado por J.Ferreira às 21:15

link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Quinta-feira, 4 de Dezembro de 2014

Na Senda de José Sócrates

Na página online da TVI refere-se que de acordo com as palavras do ex-deputado socialista Henrique Neto relativamente à prisão preventiva de José Sócrates, em declarações prestadas ao jornal «i», "Há anos que esperava" a prisão de Sócrates. 

A página da TVI prossegue referindo que "O ex-deputado do PS Henrique Neto é o primeiro socialista a assumir publicamente que não ficou surpreendido com a prisão de José Sócrates. «Há anos que esperava que isso acontecesse. Os indícios eram mais que muitos», considerou Neto, em declarações ao jornal «i», onde defende que «as reacções de alguns socialistas (à detenção de Sócrates] são irracionais». Henrique Neto acusa: «Há muitos socialistas que não querem conhecer o que se passou. Fecham os olhos, porque estão moral e eticamente metidos nestas desgraças».

Para Henrique Neto, que não é de agora que tem sido crítico da governação de José Sócrates, tendo em junho lançado um manifesto com duras críticas à governação do ex-PM, «António Costa não será credível no país se não limpar o partido com grande clareza e grande determinação. Sofrerá com os estilhaços do que vier a acontecer com o eng. Sócrates».

O Partido Socialista estará reunido em congresso durante o fim de semana e prevê-se que o conclave seja dominado pela prisão preventiva de José Sócrates. Depois de ter ido visitar à prisão de Évora, o histórico Mário Soares já fez saber que irá marcar presença no congresso, que se realiza na Feira Internacional de Lisboa, no Parque das Nações. Manuel Alegre também já disse que falará do ex-PM durante a reunião magna."

Ainda assim, José Sócrates quis fazer crer à sociedade que havia uma fortuna familiar...

"Um dos mitos que José Sócrates não quis alimentar durante muitos anos foi o da suposta fortuna da mãe. Isso valeu-lhe tantas suspeitas quanto à origem da riqueza que ostentava, que no ano passado resolveu dar gás ao mito. Afirmou que ela nem sabia o que fazer com tantos prédios e andares que herdara. Nessa altura, porém, ela já tinha vendido quase tudo. E não era tanto quanto isso."

Segundo o jornal Público Sócrates terá referido: "Quando o meu avô morreu, a minha mãe herdou uma fortuna, muitos prédios, andares, que ainda hoje ela não sabe o que fazer com eles.” Foi assim que José Sócrates falou pela primeira vez, em Outubro do ano passado, numa entrevista ao Expresso, sobre a suposta fortuna da mãe. Na verdade, nesse dia, a senhora já praticamente nada tinha, além do modesto rés-do-chão em que vive em Cascais, de uma arrecadação em Setúbal e de uma terça parte de uma casa na sua aldeia natal, em Trás-os-Montes.

Como classificar Portugal??? Vejam aos 16:30 minutos como se classifica a justiça em Portugal... Forte com os mais fracos e branda com os mais fortes...!!!

Os milhões em Portugal são como as andorinhas no Outono... Desaparecem. Com uma diferença: Elas voam para melhores paradeiros... mas voltam. Os milhões.... nunca  mais ninguém os vê...!!!

publicado por J.Ferreira às 21:30

link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Domingo, 29 de Junho de 2014

Quando o Fracasso é Motivo de Prémio

 

Perante as notícias que sairam sobre a participação de Portugal (notícia original aqui)  (ou com valores mais exactos aqui ) ... é para ficar, no mínimo, perplexo! Estes sao os prémios para os jogadores portugueses... que foram jogar "lá fora" com todas as mordomias...!

A perplexidade surge quando comparamos (o incomparável, dirão alguns leitores!) com a performance, o desempenho dos jogadores portugueses com o desempenho dos alunos portugueses... Se fosse aluno ficaria estupefacto... ou até mesmo revoltado!

Pobres crianças. Crianças "do tamanho do chão" são submetidas a uma pressao de exames e são avaliadas em fiunção dos resultados... Submetidos com pouco mais de 9 anos a um exame final de 4º ano que, nasce da dúvida de um ministro (que lá saberá por que razão suspeita dos resultados da avaliação efetuada pelos departamentos responsáveis!) sobre a classificação atribuída aos alunos e coloca em causa, em pouco mais de uma hora, todo o esforço realizado pelos alunos durante um ano! Depois de uma longa trajectória de mais de centena e meia de dias de aulas, as crianças são absurdamente submetidas a uma prova que nada prova... que, com um pouco de azar à mistura... lhes pode transformar um ano de esforço em NADA.

Em contrapartida... entre os adultos... no mundo real... os fracassos são... premiados !

 

E ainda dizem que há crise ??? Que os portugueses vivem acima das possibilidades?? Parem de mentir. São os dirigentes portugueses (a todos os níveis) que em Portugal vivem acima das possibilidades!

 

 

Incrível... Com os ordenados chorudos que recebem mensalmente nos seus clubes... com o benefício de integrarem a Selecção Nacional e de com isso terem a visibilidade internacional que os projecta ainda mais para o mundo do futebol... vão para o Brasil passear e... ainda por cima, eliminados logo na primeira ronda, ainda enchem as suas contas bancárias com 29.000 euros?

 

Enfim... Sem comentários... Ganham mais estes senhores em apenas 3 jogos ganharam mais do que um professor em 2 anos de trabalho!

 

Notícia 1

"Cada jogador ao serviço da Seleção Nacional recebeu cerca de 29 mil euros com a participação no Mundial do Brasil. O jogador que recebeu menos foi Fábio Coentrão, por ter saído mais cedo devido a lesão." In Correio da Manhã TV

 

Notícia 2:

 

Jogadores lusos encaixaram 28 800 euros no Mundial
A participação de Portugal no Mundial 2014 não foi propriamente brilhante, com a "Equipa das Quinas" a ser eliminada logo na primeira fase, contudo, os jogadores lusos saem do Brasil com um excelente encaixe financeiro, sendo que cada um recebeu um total de 28.800 euros.

 

Quem o adianta é o "Diário de Notícias", que lembra que os futebolistas portugueses tiveram direito a uma diária de 800 euros, isto ao longo dos 36 dias em que estiveram em representação da selecção nacional, divididos entre os estágios em Cascais, Óbidos, Nova Jérsia (EUA) e Campinas (Brasil).

 

Fábio Coentrão recebeu menos

 

Entre a comitiva portuguesa, a única excepção foi Fábio Coentrão, que "só" encaixou 21.600 euros, em virtude de ter regressado mais cedo do Campeonato do Mundo por culpa da lesão que sofreu na derrota com a Alemanha (0-4).

 

Quanto ao prémio de desempenho, que o "DN" adianta que estava cifrado nos 50 mil euros por jogador, esse terá sido perdido pelos futebolistas portugueses, uma vez que apenas o apuramento para os oitavos de final do Mundial garantiria esse encaixe.

 

Por fim, o "DN" sublinha que a Federação Portuguesa de Futebol receberá 7,9 milhões de euros com a participação no Mundial 2014, isto em contas que são fáceis de fazer: 5,9 milhões de euros pela participação na fase de grupos; um milhão de euros de ajudas de custo; e outro milhão de euros pelo cachet cobrado pela FPF pelos dois particulares com o México (1-0) e República da Irlanda (5-1), disputados nos Estados Unidos.

 

 

 

publicado por J.Ferreira às 23:07

link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|  O que é?
Sexta-feira, 14 de Fevereiro de 2014

Violência Social / Violência Escolar

O Terror na Escola - Menino de 6 anos agride professora e companheiros

Na verdade, a sociedade deveria questionar-se se de facto há violência escolar ou violência social.

Será que a escola provoca violência ou importa a violência da sociedade?

Talvez se verifiquem ambas as situações. Porém, a violência (seja de filho sobre pais ou de pais sobre filhos) existe muito antes ainda de as crianças entrarem na escola. Fala-se de violência escolar como se a escola produzisse violência. Nada mais falso. A escola nao é quem produz violência. Por muito que se queira fazer como a avestruz (meter a cabeça na areia e ignorar a realidade), a violência entre humanos verifica-se onde se encontram os seres humanos, sejam eles de palmo e meio ou de um século de idade.

Ora, se se verificam actos de violência na escola, há que perguntar-se a que se deve essa violência. Será que se, em vez de as crianças, adolescentes ou jovens, se deslocarem diariamente para um Estabelecimento de Ensino (escola) para aí aprenderem os conteúdos curriculares, a "instrução" académica dos futuros cidadãos se verificasse no espaço de um Estádio de Futebol, ou numa Sala de Espectáculos, num Estúdio de Televisão ou num Estúdio de Cinema,  a violência desapareceria? 

A resposta é óbvia. Nem vale a pena desperdiçar uma única letra para a deixar aqui plasmada. Por isso, cresmo que é já tempo de os nossos polítivos e responsáveis pela "Educação" das futuras gerações deixarem de falar de violência escolar. É um qualificativo que está muito mal atribuído. O que existe, isso sim, é violência infantil, violência juvenil, violência adulta e até violência senior!

Na verdade, o homem, por muito que se queira que seja tolerante, compreensivo, amigo, solidário... não deixa de ser um animal que, de uma ou de outra maneira, luta pela sua sobrevivência.

Porém, quando o que deseja se lhe apresenta de difícil acesso e o ainda não tem "inculcadas", "aceites" ou "assumidas" compreensivamente as regras sociais) é natural que utilize todas as estratégias (próprias dos animais) para conseguir o que querem.

Desta forma, é natural que no espaço escolar se produza também violência. Porém, essa violência não é uma violência escolar pois não é originada pelo currículo, ou seja, pela função acometida à escola: a de ensinar.

E não nos venham com a história de que é na escola que se educam os meninos! A função de educar seria uma tarefa babilónica se fosse deixada à escola. A educação é uma tarefa de todos pois para educar uma criança "é necessária toda a tribo". E, quando há violência na escola, nunca se viu aparecerem os elementos que constituem a tribo para assumirem as suas responsabilidades.

À escola não podem ser acometidas funções para as quais não tem, nem meios nem recursos, nem poder.

A maioria do tempo das nossas crianças, dos nossos adolescentes ou jovens é passado fora da escola. Os modelos de "educação" (ou da falta dela) estão sobremaneira presentes no dia-a-dia social: fora da escola, obviamente, seja em estádios de futebol, nas novelas ou na rua. Quando a escola entra em acção, o que a sociedade exige não é que os professores eduquem mas que consigam resultados académicos. Por isso, todo o tempo é necessário (e às vezes pouco!) para dedicar à instrução. Deixemo-nos de ilusões. Por isso, haveria que distinguir bem estas duas realidades: educação e instrução. E esta última é o que a sociedade quer ver efectiva, em última instância. E é esta que é avaliada para valorizar uma ou outra escola. Injustamente, pois o ponto de partida, os seres humanos e os recursos das famílias diferem muito de uma para outra zona geográfica. 

E esta diferenciação deveria começar logo pelo próprio nome do Ministério que tutela os estabelecimentos de ensino, mudando de Ministério da Educação para Ministério da Instrução. Seria politicamente correcto, por isso... continua-se a exigir das escolas o que lhes é impossível efectivar: a educação dos jovens. Na verdade, 22 ou 25 horas de educação competem semanalmente com muitas mais horas de deseducação (e até brejeirices) a que as crianças assistem, seja na rua, no futebol ou na televisão.

A violência acontece no dia a dia por falta de espaços adequados à convivência. E com o amento de alunos nos mesmos espaços físicos devido ao reagrupamento selvagem das escolas, outra coisa não seria de esperar senão o aumento da violência. Quando dois seres animais competem pelo mesmo espaço físico e esse espaço (recreio) é cada vez menor, não se pode esperar outra coisas senão a criação de grupos de defesa ou conquista de espaços. Estudos sobre o Bulling apontam a diminuição do espaço de lazer destinado aos alunos como uma das causas importantes para o aumento da agressividade. Assim, a política dos últimos ministros de Educação tem conduzido Portugal a um incontornável aumento da violência no espaço e escolar (o que é diferente da violência escolar). Sabemos que a diminuição do espaço de mobilidade (como aliás se passa em todos os âmbitos da sociedade) é uma das causas da agressividade entre os seres animais, sejam humanos ou não.

É evidente que uma sociedade violenta ou violentada produz casos de violência todos os dias. E ninguém se dá conta da quantidade de violência que se verifica hoje dentro das casas dos portugueses.

Hoje, muitas famílias (sem se darem conta disso!) têm em suas casas pequenos ditadores... Pequenos seres humanos que se sentem no direito de exigir aos pais tudo o que os vizinhos têm ou mostram na rua, tudo o que os colegas têm ou exibem na escola, desde "playstations" a "nintendos", de telemóveis de última geração a "tablets" ou "ipads".

Tudo o que vêem na televisão... sentem-se no direito de exigir aos seus pais... E há aqueles que, só para não terem de aturar os seus filhos, os enchem de "Sim" a tudo! Incapazes de dizer "Não" transforma as crianças em autênticas miniaturas de ditador... Que futuro terão estes pais? Que será destes filhos quando na sociedade, já crescidinhos, começarem a ouvir "Não"?

Esta sociedade transforma-se cada vez mais na realidade de que fala Javier Urra e que vem plasmada no livro "El Pequeño Dictador"... Uma obra que vale a pena ler...! Para paizinhos, sobretudo!

 

 

publicado por J.Ferreira às 14:51

link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Quinta-feira, 20 de Junho de 2013

Ranking dos governantes da Europa

Palavras de Paulo Morais: "A política é uma Mega-Central de negócios..."

Que tipo de governantes temos à frente do país ?



 

Vejam aos 9 minutos... Afinal, todos os contratos se podem rasgar!!!

Sim... Todos, incluindo a Constituição da república, menos os que foram feitos com os privados !


Estamos convictos de que, se fizessem um Ranking dos governantes do Planeta, Portugal estaria em primeiro ou segundo (caso a Grécia ficasse na cauda!)

 

Portugal tem três das 100 melhores “jovens” universidades do mundo

 

A Universidade de Aveiro é a instituição portuguesa mais bem posicionada no tabela da revista britânica Times Higher Education.


"As universidades de Aveiro, Minho e Nova de Lisboa estão entre as 100 melhores instituições de ensino superior com menos de 50 anos. Um dos mais respeitados rankings internacionais, publicado ao início da noite desta quarta-feira, coloca pela primeira vez três representantes nacionais entre a elite da investigação e ensino a nível mundial.

 

Das três, a Universidade de Aveiro é a melhor representante nacional neste top 100, surgindo na 66ª posição, a mesma que ocupava há um ano. Uma das novidades no ranking da revista britânica Times Higher Education (THE) é a inclusão da Universidade do Minho, que entra directamente para a posição 85. A Universidade Nova de Lisboa é a terceira representantes nacional, em 92º Esta instituição foi uma das afectadas pela entrada de novas instituições na lista e desce do 85º posto ocupado há um ano.
 
O top 100 Under 50 elenca as melhores universidades do mundo nascidas depois de 1963. A lista é elaborada pela THE, que é autora de vários rankings do ensino superior, incluindo o THE World University Ranking, um dos mais respeitados internacionalmente. Portugal é um dos seis países que não surgem no top 200 do World University Rankings, mas que tem representantes no lista das 100 Under 50. Os outros são Espanha, Itália, Grécia, Irão e Arábia Saudita. 
 
Este ranking baseia-se numa lista de 13 indicadores que também são usados na lista principal da THE, mas emprega uma metodologia “recalibrada” para captar melhor as características de instituições jovens. Em lugar de avaliar a história e tradição académica, o ranking das universidades com menos de 50 anos tenta dar uma “visão prospectiva do ensino superior”, sustenta o responsável da Times.
 
Com três universidades incluídas, Portugal é o décimo país com melhores resultados entre os 28 que constam na lista. A maioria das instituições representadas é do Reino Unido, com 18 universidades, seguindo-se a Austrália (13) e os Estados Unidos (8). Todavia, os lugares cimeiros da tabela da Times Higher Education não incluem nenhum representante de nenhum destes países. A lista continua a ter as mesmas duas instituições nos primeiros lugares, sendo liderada pela Pohang University of Science and Technology, da Coreia do Sul, seguida da École Polytechnique Fédérale of Lausanne, da Suíça. No terceiro posto está outra universidade coreana, a Korea Advanced Institute of Science and Technology , que era a quinta classificada há um ano."
publicado por J.Ferreira às 14:59

link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Quarta-feira, 14 de Novembro de 2012

As Vitórias de David Contra Golias


"As Victórias de David Contra Golias" ou A Guerra dos "Marcelo"


--> Portugal 1  - Alemanha 0


      Treinador: Marcelo Rebelo de Sousa

 

Bem poderia ser um texto sobre futebol. Mas não. Não é de futebol que vimos aqui falar.

É de outros jogos. De jogos de poder. De lutas pela sobrevivência de uma comunidade de cidadãos (os portugueses) que abriram horizontes e foram capazes de dar "novos mundos ao Mundo" e que agora estão cotados por agências de rating cvomo lixo. Não. Não somos lixo.

Mas comos se cvonsegue provar isto? Simples. Com complexas lutas de bastidores, nas instâncias internacionais, fazendo valer o direito.

E para tal, que melhor que usarmos a inteligência, a competência e a persistência de cidadãos que não desistem das causas por que lutam. E os que a têm e a podem colocar ao serviço do bem comum, de um país a que dizem ter apego, que se disponham a lutar...

 

 

No Expresso Online ficámos a saber que Marcelo abriu fogo contra Merkel... Portugal 1 - Alemanha 0


Marcelo Rebelo de Sousa promoveu um vídeo que as autoridades alemãs não aceitaram que fosse visionado em Berlim.


Um dia depois de ter sido recusada a divulgação do vídeo na Praça Sony de Berlim, e um dia antes da visita da chanceller Angela Merkel a Portugal, já pode ser visto o vídeo promocional de Portugal que foi impulsionado por Marcelo Rebelo de Sousa.

O vídeo pretende ser um apelo à solidariedade alemã para com Portugal, exemplificando com a solidariedade que Portugal e a Europa tiveram para com a Alemanha na altura da reunificação.

São ainda apresentados vários dados quanto à austeridade sobre Portugal e ao esforço que os portugueses têm sido obrigados a fazer nos ultimos tempos.

A intenção de elaborar um vídeo promocional de Portugal tinha sido anunciada por Marcelo há várias semanas na TVI, e a sua realização foi conseguida com a colaboração de Rodrigo Moita de Deus, blogger e atual dirigente nacional do PSD (faz parte da comissão política nacional).

 


 

Mas a guerra não fica por aqui...



--> Portugal 1 - China 0                Treinador: Marcelo Sousa

 

Finalmente... Uma notícia do Expresso favorável à nossa economia.

 

Marcelo Rebelo de Sousa, vice-presidente da Associação Portuguesa da Indústria de Cerâmica (APICER) confirmou ao Expresso que, a partir da próxima sexta-feira, 16 de novembro, serão cobradas taxas - que vão até 58,6% - às loiças cerâmicas chinesas que entrem na União Europeia.

"Foi uma vitória importante para Portugal, que é o maior produtor europeu de loiças cerâmicas", considera Marcelo Sousa. A Comissão Europeia decidiu aplicar as taxas de importação a estes produtos chineses apesar da votação sobre o assunto não ter sido favorável a esta tributação, pois "houve 14 países que votaram contra e apenas 13 que foram a favor destas taxas aplicadas à loiça chinesa", referiu Marcelo Sousa.

A partir da próxima sexta-feira, a loiça cerâmica portuguesa passa a ser muito mais competitiva nos países da União Europeia.


Parece que a Europa acaba de despertar... Ganhámos. Mesmo contra um gigante...

Se as guerras económicas tivessem um fiunal justo para este país... qualquer um de nós poderia sonhar com um futuro  feliz.


publicado por J.Ferreira às 16:16

link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Quarta-feira, 26 de Setembro de 2012

As Cigarras e as Formigas

Daniel Oliveira demonstra a sua indignação escrevendo o texto que intitula "Já a formiga tem catarro".

É um texto que vale a pena ler. De facto! Foi no semanário Expresso que deu voz à sua visão crítica sobre o estado a que chegamos.


Miguel Macedo foi a Vouzela. Tal como acontece e continuará a acontecer a todos os membros de um governo em estado comatoso foi vaiado quando lá chegou. Naturalmente, não gostou. E não deixou de nos oferecer a sua "pedagogia": "Portugal não pode continuar um país de muitas cigarras e poucas formigas". Para começar, talvez não fosse mau recordar ao senhor ministro que está a falar com adultos. Não são nem seus filhos nem seus netos. São quem lhe paga o salário para cumprir a sua função: governar.

Para o ministro da Administração Interna há, em Portugal, um bando de preguiçosos (muitos) que gasta o que não temos. Ou seja, esses muitos (a maioria, supõe-se) são os responsáveis por esta crise, diz o Mitt Romney à portuguesa. E depois há uma minoria de gente trabalhadora, ordeira e caladinha que paga e segue quem manda, mesmo que quem mande seja visivelmente incompetente e destituído de qualquer capacidade política.

Não farei a injustiça de dizer que Miguel Macedo é uma cigarra. Até porque, como se vê pelos seus atributos de "pedagogo", falta brilho à sua música. Fará o que pode e o melhor que sabe. É provável que possa pouco e que não saiba grande coisa. Mas, como também sou cidadão deste País, quero ser pedagógico com o senhor ministro, seus colegas e a horda de boys que ciclicamente inunda, sem outro critério que não seja o cartão partidário, os ministérios. Seria bom, nestes tempos difíceis, abandonarem as fábulas infantis e, como sabe quem conhece esta, com um cheirinho bafiento de outros tempos. Seria bom deixarem de chamar "piegas" e "preguiçosos" a quem os elegeu. Gostem ou não gostem do povo que governam, é para ele que têm de trabalhar. E quando um governo e um povo não se dão bem, um deles está a mais. Não se podendo mudar de povo, costuma-se mudar de governo. Poderá então o senhor ministro seguir o apelo do seu primeiro e emigrar em busca de um povo que se deixe governar melhor.

Para dar lições de moral ao País é preciso ter alguma. E um governo que tem Miguel Relvas como um dos seus principais ministros, que há poucos dias nos ofereceu a triste novela da TSU e que tem para oferecer aos portugueses os catastróficos indicadores económicos que conhecemos, não pode abrir a boca para ensinar nada a ninguém. Se é difícil aturar o insulto de quem tenha competência, torna-se ainda mais insuportável quando os sermões vêm de quem, até agora, não conseguiu merecer o lugar que ocupa.

Foi Passos Coelho que marcou este estilo de sermão de professor primário. Um estilo que aposta no histórico complexo de inferioridade dos portugueses para, amesquinhando-o, o tornar mais manso. Pode ter passado despercebido ao ministro, mas nas últimas semanas, quando os portugueses perceberam o assalto que esta gente preparava, mudou muita coisa. E a paciência para este tipo de garotadas esgotou-se. Sim, o barulho insuportável das supostas "cigarras" vai continuar a ouvir-se. Porque, veja-se o descaramento, não gostam de ser tratadas como "formigas".


publicado por J.Ferreira às 08:37

link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Terça-feira, 25 de Setembro de 2012

Uma Migalha na Padaria

O Expresso online (25 de setembro de 2012) publicou uma noticia (abaixo transcrita a azul) com a decisão governamental de acabar com algumas Fundações.

para a dimensão deste nosso Portugal, país pequeno do cantinho da Europa, existem muitíssimas fundações que não servem para nada, senão para ajudar a afundar o país. No lugar de servirem de fundações (como no caso das fundações necessárias para erguer pontes, edifícios,... ) estas organizações apenas servem os interesses de alguns milionários que (como Mário Soares) ainda se riem do povo que, passando fome, é obrigado por lei (feita por eles e para eles!) a patrocinar uma vasta gama de mordomias (e não apenas os motoristas e carros de luxo!).

 

Assim, quanto a nós, estas medidas governamentais não só peca por tardia como  peca por ser "uma migalha na padaria", ou simplesmente, como o povo diz, "uma gota no oceano". Eis a notícia.

 

falta saber como reagirão os senhores do poder a todas estas medidas?

 

Governo fecha quatro fundações

Vão ser encerradas quatro fundações e outras 36 estão também em risco de fechar, anunciou o Governo, que também retirou apoios a outras entidades.

 

O Governo anunciou hoje a extinção de quatro fundações, recomendando também a extinção de 13 entidades do mesmo género ligadas a instituições de ensino superior público e 23 outras cuja "competência decisória se encontra cometida" às autarquias locais.

De acordo com o Diário da República, a Fundação Casa de Guimarães, Fundação Museu do Douro, Côa Parque e a Fundação para a Proteção e Gestão das Salinas do Samouco serão extintas.

A Fundação Paula Rego e a Fundação D. Luís I, no município de Cascais, é uma das entidades que o Executivo pretende também extinguir.

O documento hoje revelado aponta ainda as entidades que verão o seu apoio financeiro reduzido ou o seu estatuto de utilidade pública retirado.

Na área da cultura, são abrangidas com redução de 30% do total de apoios financeiros públicos, a Fundação Arpad Szénes - Vieira da Silva, em Lisboa, que acolhe um espólio da artista, a Fundação Casa da Música, no Porto, a Fundação de Arte Moderna e Contemporânea - Coleção Berardo, em Lisboa, a Fundação de Serralves, no Porto, e a Fundação Ricardo do Espírito Santo Silva, em Lisboa.

A Fundação Centro Cultural de Belém, em Lisboa, terá uma redução de 20%do total de apoios financeiros públicos.

No documento aprovado pelo Governo é também determinada a cessação do total de apoios financeiros públicos à Fundação Casa de Mateus, em Vila Real, que atribui o Prémio Literário D. Dinis, e que foi a melhor classificada na avaliação às fundações publicada pelo Governo a 2 de agosto.

Há também a proposta de extinguir a Fundação Comendador Manuel Correia Botelho,  que gere o conservatório de música de Vila Real.

Cortes na fundação presidida por Marcelo Rebelo de Sousa...


O Governo anunciou a cessação total dos apoios financeiros públicos à Fundação Casa de Bragança e uma redução de 30% do financiamento público à Fundação Mário Soares.

A Fundação Casa de Bragança é atualmente presidida pelo professor de Direito e ex-líder do PSD Marcelo Rebelo de Sousa. Criada em 1933 por vontade expressa deixada em testamento pelo rei D. Manuel II, as receitas Fundação assentam em grande parte na exploração florestal, sobretudo da cortiça, e na atividade cinegética (caça) em várias propriedades espalhadas pelo Alentejo.

A Fundação Casa de Bragança recebeu entre 2008 e 2010 apoios financeiros públicos que ultrapassaram os 62 mil euros e tem um valor patrimonial tributário isento de mais de um milhão e 800 mil euros, segundo o estudo elaborado pelo Governo.

A Fundação, atualmente sediada no Palácio de Massarelos, em Caxias, é constituída pelo Museu e Biblioteca, instalados no Palácio de Vila Viçosa, e pela Escola Agrícola D. Carlos I, em Vendas Novas, para além de possuir vários palácios, castelos e edifícios religiosos.

... e cortes na Fundação Mário Soares


Já a Fundação Mário Soares, que tem como presidente o antigo chefe de Estado e fundador do PS, foi criada em 1991 e recebeu, entre 2008 e 2010, cerca de um milhão e 272 mil euros de apoios financeiros públicos.

A Fundação, uma instituição de direito privado e utilidade pública sem fins lucrativos, conta atualmente com 43 colaboradores, tendo mais de 31 mil beneficiários ou destinatários entre 2008 e 2010. Segundo o Governo, além do apoio financeiro, esta Fundação teve um valor patrimonial tributário isento de mais de 268 mil euros.

A Fundação Mário Soares está sediada na Rua de São Bento, em Lisboa, e é constituída pelo Arquivo e Biblioteca, para além da Casa-Museu Centro Cultural João Soares, em Cortes, Leiria.

Governo recomenda extinções na área da educação


O Governo recomendou, no âmbito da tutela do Ministério da Educação e Ciência (MEC), a extinção de 13 fundações e a redução em 30% do total de apoios financeiros públicos a 15 outras fundações. O executivo determinou ainda o cancelamento do estatuto de utilidade pública à Fundação Manuel Leão.

Assim, na área da Educação, recomenda-se às instituições de ensino superior públicas fundadoras, a extinção da Fundação Carlos Lloyd de Braga (Universidade do Minho), Fundação Cultural da Universidade de Coimbra (Universidade de Coimbra), Fundação da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (Universidade de Lisboa), Fundação da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (Universidade Nova de Lisboa).

A extinção foi ainda recomendada à Fundação da Universidade de Lisboa (Universidade de Lisboa), Fundação Fernão de Magalhães para o Desenvolvimento (Instituto Politécnico de Viana do Castelo), Fundação Gomes Teixeira (Fundação da Universidade do Porto), Fundação Instituto Politécnico do Porto (Instituto Politécnico do Porto), Fundação João Jacinto de Magalhães (Fundação da Universidade de Aveiro), Fundação Luís de Molina (Universidade de Évora), Fundação Museu da Ciência (Universidade de Coimbra), FNE --- Fundação Nova Europa (Universidade da Beira Interior) e Fundação para o Desenvolvimento da Universidade do Algarve (Universidade do Algarve).

O governo determinou ainda a redução de 30% do total de apoios financeiros públicos (excecionando os que tenham origem em financiamento comunitário ou proveniente de apoios competitivos) à Fundação Amadeu Dias, Fundação António Quadros - Cultura e Pensamento, Fundação das Universidades Portuguesas, Fundação Eça de Queiroz, Fundação Engenheiro António de Almeida, Fundação Instituto Arquiteto José Marques da Silva - Universidade do Porto, Instituto de Investigação Científica Bento da Rocha Cabral, Fundação Minerva - Cultura - Ensino e Investigação Científica, Fundação Professor Francisco Pulido Valente, Fundação Económicas - Fundação para o Desenvolvimento das Ciências Económicas, Financeiras e Empresariais, Fundação Conservatório de Música da Maia, Fundação Ensino e Cultura Fernando Pessoa, Asilo de Santo António do Estoril, Fundação Denise Lester.

publicado por J.Ferreira às 22:18

link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Segunda-feira, 24 de Setembro de 2012

Optimismo versus Pessimismo

Hoje apenas decidi avivar a memória do povo que somos...

 

Alguns de nós, portugueses, somos criticados por sermos, imagine-se, muito críticos!

    Podem dizer que somos "negativistas" mas a realidade obriga-nos a ser "positivistas".

    Podem dizer que somos "pessimistas" mas a realidade obriga-nos a ser "optimistas"

    Sim. Mas com uma diferença. Há quem viva no mundo real e quem viva no mundo das ideias, num mundo imaginário.

Gostaríamos de ser daquele tipo de pessoas que o comum dos cidadãos considera "optimistas".

Mas para tal, teríamos de estar sempre mal informados. E isso, não é o que sucede. Daí que sempre tenhamos considerado que "um optimista, é um pessimista mal informado". Ao contrário do que a linguagem faz paensar, para nós, aqueles a que o comum dos portugueses costuma rotular de "pessimistas" são na maioria das vezes "optimistas bem informados".

Com efeito, quando um optimista detém a informação (como está a suceder com a maioria dos que se autoconsideravam "optimistas" até à comunicação do Ministro, na fatídica sexta-feira, 7 de setembro de 2012) imediatamente tomam atitudes próprias daqueles a quem chamavam de pessimistas.

Na verdade, não se passa nada de especial: simplesmente chegou a hora dos optimistas (comummente conhecidos que não passam de  pessimistas mal informados!) caírem na realidade. E passam a integrar o nosso clube: o clube dos "realistas". Bem-vindos, pois. Finalmente, a realidade forçou a despertar do sonho muitos optimistas mal informados (que no fundo, no fundo, não passavam de "pessimistas").

 

Enfim. Mais imporetante que esta dicotomia, seria bem mais interessante que fôssemos todos mais "realistas".

 

E, para que a realidade não seja vista como novidade, aqui fica um avivar da memória dos portugueses com um texto de 1896, descrevendo o povo que somos:

 

Um povo imbecilizado e resignado,
humilde e macambúzio,
fatalista e sonâmbulo,
burro de carga,
besta de nora,
aguentando pauladas,
sacos de vergonhas,
feixes de misérias,
sem uma rebelião,
um mostrar de dentes,
a energia dum coice,
pois que nem já com as orelhas
é capaz de sacudir as moscas;
um povo em catalepsia ambulante,
não se lembrando nem donde vem,
nem onde está,
nem para onde vai;
um povo, enfim,
que eu adoro,
porque sofre e é bom,
e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso
da alma nacional,
reflexo de astro em silêncio escuro
de lagoa morta (…) Uma burguesia,
cívica e politicamente corrupta ate à medula, não descriminando já o bem do mal,
sem palavras,
sem vergonha,
sem carácter,
havendo homens
que, honrados (?) na vida íntima,
descambam na vida pública
em pantomineiros e sevandijas,
capazes de toda a veniaga e toda a infâmia,
da mentira à falsificação,
da violência ao roubo,
donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral,
escândalos monstruosos,
absolutamente inverosímeis no Limoeiro (…) Um poder legislativo,
esfregão de cozinha do executivo;
este criado de quarto do moderador;
e este, finalmente, tornado absoluto
pela abdicação unânime do país,
e exercido ao acaso da herança,
pelo primeiro que sai dum ventre
- como da roda duma lotaria.
A justiça ao arbítrio da Política,
torcendo-lhe a vara
ao ponto de fazer dela saca-rolhas; Dois partidos (…),
sem ideias,
sem planos,
sem convicções,
incapazes (…)
vivendo ambos do mesmo utilitarismo
céptico e pervertido, análogos nas palavras,
idênticos nos actos,
iguais um ao outro
como duas metades do mesmo zero,
e não se amalgamando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento,
de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar (…)

 

Guerra Junqueiro, in “Pátria”

 

publicado por J.Ferreira às 21:22

link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Quinta-feira, 31 de Maio de 2012

Devagar Devagarinho Não é Caminho

Caríssimos leitores.

Raramente nos colocamos a dissertar sobre assuntos de ordem económica. De facto, não tendo formação aprofundada nesta área, temos consciência de que, quando se fala de economianão é necessário ser-se licenciado para entender se o caminhho que trilhamos conduz ao equilíbrio financeiro das nossas contas ou ao abismo. Quantos portugueses são sistematicamente chamados a gerir o seu (parco!) Orçamento Familiar sem que tenham qualquer formação na área da economia? E, na sua grande mairoria, estes "mini-gestores" facilmente percebem até onde podem ir, percebem se o caminho das finanças familiares está a conduzir a família para a desgraça (com um endividamento que os impedirá ter condições para "chegar ao fim do mês") ou para a prosperidade (levando a fazer crescer o bolo dos dinheiros aforrados em tempos de vacas gordas para gastar no tempo de vacas magras). O equilíbrio orçamental das famílias é fundamental. Sem ele, qualquer país afunda-se. Tal como dizia uma professora universitária, a economia de um país depende da economia das famílias. Logo, um Estado que conduz as famílias à miséria, é um Estado condenado ao Abismo. 

De facto, com as famílias a verem os seus endimentos baixarem substancialmente (fruto do desemprego ou da redução salarial) vir colocar agora as SCUT's a pagar, apenas ajuda a afundar ainda mais as famílias. Ao penalizar a circulação de pessoas e de bens, lá se vai a fluidez comercial tão necessária à recuperação económica.

Se analisarmos as estruturas rodoviárias, depressa concluiremos que, excluindo as auto-estradas e as SCUT's, Portugal tem uma rede viária atrofiadora para qualquer actividade económica: não há alternativa às mega-estruturas  rodoviárias! As estradas nacionais são terceiro-mundistas. Assim, ou as empresas faziam repercutir o custo de transporte dos produtos (combustível a preços proibitivos, portagens caríssimas,... ) nos preços dos produtos, ou rebaixzam os salários ou então que se preparem para acumular prejuízos (incomportáveis para a sanidade das suas contas!) começando a trilhar o camiho mais rápido para a falência. A actividade económica tem um jugo pesadíssimo que se traduz nos custos de mobilidade de pessoas e mercadorias incomportável para uma sociedade moderna em que a competitividade é a arma principal. Estamos num país em que, para se deslocar 20 kms se necessita de uma hora. Alguns exemplos para ilustrar:

No percurso entre Braga e Guimarães (cerca de 20 kms), cumprindo as regras de trânsito (limites de velocidade, linhas contínuas...), é quase impossível fazer-se uma ultrapassagem (linhas contínuas). As paragens situam-se na via pública. As filas são intermináveis... E em hora de ponta... já nem se fala!

No percurso entre Braga e Vila verde (apenas 11 kms!), pela estrada nacional, é quase impossível fazer-se em menos de 30 minutos! Algumas das paragens dos TUB (todas na via pública e com agente único que tem de cobrar bilhetes!) são intervaladas, por vezes,  com menos de 200 metros (como se andar um pouco a pé fosse quase um crime, já que no meu tempo de estudante, percorria quase 1 km para apanhar uma autocarro!).

Enfim. Muitos outros poderiam ser aqui colocados... Desafio-vos a que o façam, redigindo um comentário...!

 

Pergunta-se: Para quando uma lei de TOLERÂNCIA ZERO" às paragens na via pública? Será que ninguém do Governo (Ministério dos Transportes), das Câmaras Municipais ou das Juntas de Freguesia é capaz de levar uma medida destas adiante?. Já pensaram o quanto permitiraia fluir o trânsito nas estradas nacionais!?

 

 

Com esta filosofia instalada, e com uma rede de transporte púbico ineficaz, quer nos horários quer no tempo dos percursos!) somos obrigados a usar viatura própria. Porém, muitas vezes o desespero se apodera dos automobilistas que, colocados detrás de um camião em marcha lenta ou de um autocarro que arranca e pára (sempre com linha contínua entre paragens!). Os riscos de acidente aumentam. É o arranca e pára consecutivo. Nenhum comerciante pode sobreviver...

 

De facto, se todos os cidadãos (ainda que fosse apenas durante uma semana) passassem a utilizar as estradas nacionais ( e exclusivamente as nacionais!) o país parava. Espanha pensava em colocar a pagar as "autovias" mas... eles sabem que tral medida apenas serviria apra prejudicar ainda mais a economia, dificultando as deslocações quer de quer apra outras comunidades da Europa. Assim, uma tal medida, em vez de ajudar a desenvolver, incrementar e fluir a actividade económica iria seguramente atrofiar todo o processo produtivo. Aliás, é geral a sensação de revolta face à introdução de portagens por todo o lado e ao sistema absurdo de pagamento (o tal aparelho que é necessário ter nos carros ou então é um emaranhado de problemas e perda de tempo para poder pagar!)  traduzindo-se no desinteresse generalizado em viajar a Portugal por parte das gentes das comunidades fronteiriças de Espanha que, quer de fim-de-semana quer durante a semana frequentemente viajavam a Portugal, incrementando a entrada de divisas no nosso país). O que estamos a fazer com estas portagens é um remendo às parcerias incrívelmente ruinosas que os (des)governantes fizeram com os privados. Foram os socialistas populistas (como António Guterres) que andaram a enganar o povo prometendo-lhes um paraíso cor de rosa, criando as SCUT's (coo se o dinheiro nascesse e caísse das nuvens!). Estas parecerias foram um esbanjar de dinheiros públicos que só poderiam conduzir ao descalabro económico. A fúria de engordar as empressas privadas que fizeram um "negócio da china" com o Estado Socialista, está à vista. Os portugueses que paguem a factura. Enfim... "É "bem feito" para os Zé-Pacóvio's pois foram eles que elegeram tais (des)governantes e não os demais cidadãos europeus!

 

As políticas levadas a cabo pelos políticos que nos (des)governaram na última década permitia-nos facilmente prognosticar que seríamos como o Titanic e que o nosso destino seria uma fatalidade. Eles prometeram... alertaram para o que iriam fazer mas poucos quiseram perceber o que os governantes tinham bem registado no seu subconsciente. O país estava em festa... O povo, "embriagado" com discursos de bem-falantes, ignorou os avisos. E, iniciada a tarefa de afundar o país, não tendo conseguido alcançar os seus objectivos, usou todos os meios para qu4e fosse reconduzido (ainda que apenas por alguns anos!) para "concluir o seu trabalho": afundar o navio.

De facto, em 2009 José Sócrates tinha-se equivocado. Sim. O seu (des)governo não tinha (ainda) sido "A Tempestade Perfeita". Nesta o comandante do barco afronta uma tempestade (como um tsunami!!). E, decidido a rumar ao Cabo Flemish" um dos intervenientes ironicamente sugere "Why not Portugal!"... Assim, quando em 2009 conclui a sua primeira legislatura, ainda não tinha atingido os seus objectivo: afundar o país. Por isso, voltou. Durante os dois anos de legislatura que se seguiram, Portugal deu um passo de gigante para o abismo! O trabalhinho estava feito. Chegara a hora de "passar-se ao... estrangeiro" (compreenda-se, pois não queremos ser grosseiros!). E foi "estudar" para Paris. Para a Surbonne, para aprender filosofia ou talvez para aprender a “surbonnar” melhor (qualquer semelhança com "subornar" é pura coincidência!). E aqui chegamos. Com a mudança de governo, alguns de nós esperavam um rumo inverso face ao destino anunciado: abismo. Mas não. As famílias continuaram a ser "sovadas"... Entram-nos (legalmente, sempre, é claro!) no bolso a toda a hora. Lembram-se da taxa da televisão que era paga na energia eléctrica... lembram-se!? Pois bem. Os míseros 400$00 (actualmente 2 euros) foram substituídos por centenas de euros pagos na actual factura de energia... Custos independentemente do operador (porque correspondem a compromissos que os socialistas fizeram com empresas e cujos custos imputou ao orçamento das famílias! Isto sim... é socialismo. E com uma demagogia populista se consegue o voto de uma maioria popular que, independentemente de contribuir para o orçamento ou não, tem direito a voto e os coloca onde querem: no governo. Com esta taxas inventadas por Sócrates e seus (des)governantes, o dinheiro para essas empresas deixou de sair das arcas do Estado, e como tal, os socialistas não tiveram de passar pelo enxovalhamento público se aumentassem ainda mais os impostos (como o IVA que tanto criticaram a Barroso por o ter passado de 19% para 21% em 2003 mas que em 2005, imediatamente depois de chegar ao poder o aumentaram para 23%). E já nem queremos falar do assalto ou desfalque para as arcas públicas dos "negócios da china" efectuados pelos privados naquilo a que chamaram "Parceria Público-Privadas".

Já quase nada resta ao Estado. E quando em Espanha se defende cada vez mais um banco público como a forma de segurar a economia, em Portugal fala-se de privatizar a Caixa Geral de Depósitos (é claro, primeiro a menos de 50%... Depois, mais um ou 2% para tapar um buraco e lá se vai o Banca Pública portuguesa a preço de saldo para a mão dos privados, conscientes de que só estarão para e receber altos salários e benefícios em tempos de vacas gordas para se porem na alheta (como em Espanha) com altas indemnizações quando chegarem as falências bancárias obrigando os cidadãos a suportarem com impostos a injecção de dinheiros públicos na banca privada... É incrível esta Europa. O nosso país poderia caminhar com passos de tartaruga (devagar, devagarinho!) rumo a uma desejada recuperação. Porém, com as medidas atrofiadoras dos orçamentos das famílias (um autêntico "assalto legal" à bolsa dos cidadãos!) em que se transformou a fuga dos governantes, Portugal continuará a sua marcha lenta a caminho do abismo. Prova disso é o que por Espanha chamam de "prima de riesgo" (valor do excedente a pagar pelos juros dos empréstimos comparativamente com o que é conseguido pela Alemanha nos mesmos mercados financeiros internacionais!). Se analisarmos os dados publicados hoje, constatamos que continuamos a Bom Caminho... O abismo (a que chegou a Grécia) está mesmo ao fim da linha... Ou seja, ali mesmo ao virar da esquina!

publicado por J.Ferreira às 08:18

link do post | comentar | favorito
|  O que é?

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Maio 2017

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

.posts recentes

. O Futuro Visto do Passado

. Na Senda de José Sócrates

. Quando o Fracasso é Motiv...

. Violência Social / Violên...

. Ranking dos governantes d...

. As Vitórias de David Cont...

. As Cigarras e as Formigas

. Uma Migalha na Padaria

. Optimismo versus Pessimis...

. Devagar Devagarinho Não é...

.arquivos

. Maio 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Fevereiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

.tags

. todas as tags

.links

blogs SAPO

.subscrever feeds