Domingo, 18 de Dezembro de 2016

António Costa e a Queda dos Rankings

Parece que temos finalmente alguém ao leme do governo que já se deu conta do disparate que são estes Rankings. Estes em nada contribuem para a melhoria da escola. Antes criam revolta, desânimo, atrito, guerrilha de palavras entre o público e o privado e até mesmo, dentro do público, que para nada servem.

Os rankings valem pouco ou quase nada... Finalmente, parece que temos um Primeiro-Ministro com as ideias claras sobre o que valem os rankings...

 
A propósito dos Rankings deste ano, publicaods pela comunicação social, António Costa desafiou os interlocutores da seguinte forma: «Se fizer um inquérito de rua, tem mais pessoas saudáveis fora do que dentro de um hospital, pela simples razão de que, dentro do hospital há mais pessoas doentes», ou seja, « o que é comparável nas classificações são os níveis de qualificação de cada um dos alunos». Não se pode comparar uma coisa com a outra», afirmou o Primeiro-Ministro, António Costa, referindo-se às escolas públicas e privadas, relativamente às classificações dos estabelecimentos de ensino hoje divulgadas.
 
Está tudo bem claro… posso discordar da forma como chegou ao poder. E criticá-la. Pode haver políticos que nos surpreendem pela negativa. António Costa começa a surpreender-me pela positiva. Diria mesmo que começo a ter alguma empatia pelo pensamento deste homem.
 
Diz António Costa: «Sabermos em que escolas se concentram os melhores alunos não é o essencial», disse ainda António Costa, sublinhando: «Essencial é saber quais são escolas que permitem a qualquer criança progredir mais relativamente à bagagem que traziam de casa» e «a missão da escola pública é vencer a desigualdade».
 
O problema é que faz falta muito trabalho dos governos e das autarquias para fazer realidade o que disse o Primeiro-Ministro
 
«Qualquer criança que nasça em Portugal, seja em que família for, seja em que condições socioeconómicas forem, seja em que ponto do país for, tem de dispor das mesmas igualdades de oportunidades». Realçou que não era «fã deste tipo de classificações, porque comparam escolas em meios socioeconómicos muito favorecidos com escolas em meios socioeconómicos não tão favorecidos». Mas deveria ter acrescentado que, para além dos diferentes níveis socioeconómicos de origem, os alunos encontram-se em escolas com recursos tão díspares que dá mesmo vontade de bradar aos céus!
 
O Primeiro-Ministro elogiou o trabalho de excelência da escola pública, afirmando que este só é comparável ao do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Para António Costa, os números mostram que as escolas, e em particular as escolas públicas, têm resultados de excelência naquilo que é a evolução de cada criança entre o momento em que chega à escola e o momento em que sai da escola». E concluiu lembrando que «se trabalha melhor quando há ferramentas melhores, mas o essencial (…) é a qualidade dos recursos humanos, que diariamente trabalham para que as crianças tenham melhores condições para poderem realizar todo o seu potencial».
 

Há muito trabalho a fazer para igualar os recursos e as oportunidades dos alunos nos diferentes estabelecimentos do país. E depois das torneiras e dos candeeiros esbanjando milhares de euros num ou noutro estabelecimento, cremos que é chegada hora de passar a ouvir os directos intervenientes (os professores) antes de realizar qualquer intervenção nas escolas para que se pare esta sangria de dinheiro público em renovações de espaços e atribuição de equipamentos que não são solicitados pelos docentes e que em nada contribuem para a melhoria do processo de aprendizagem.

Sem dúvida. A educação, se quisermos e em certa medida, pode ser feita com a ajuda de máquinas, de robots... Mas nem toda... A maior parte do papel de educador só pode ser desempenhado por um educador... O robot não tem sensibilidade, capacidade de atender a cada situação não precista na programaçção que recebe. Por isso, a educação de humanos (se a queremos com base no humanismo e para a humanidade) terá de continuar a ser sobretudo, realizada por seres humanos formados para o efeito. Uma educação adapatada a cada aluno, às suas capacidades e ás suas limitações, atendendo ao indivíduo e não ao número. Porém, enquanto houver falta de recursos humanos nas escolas, muitas crianças continuarão a ver sonegado este seu direito a ter quem a ajude a superar as suas dificulddes e as suas limitações... para que possa de veras desenvolver todas as suas potencialidades.
Esperemos para ver quão humanista é este governo e quão pragmáticas, eficazes e verdadeiras são as palavras do seu timoneiro, António Costa.
publicado por J.Ferreira às 19:17

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Domingo, 29 de Junho de 2014

Quando o Fracasso é Motivo de Prémio

 

Perante as notícias que sairam sobre a participação de Portugal (notícia original aqui)  (ou com valores mais exactos aqui ) ... é para ficar, no mínimo, perplexo! Estes sao os prémios para os jogadores portugueses... que foram jogar "lá fora" com todas as mordomias...!

A perplexidade surge quando comparamos (o incomparável, dirão alguns leitores!) com a performance, o desempenho dos jogadores portugueses com o desempenho dos alunos portugueses... Se fosse aluno ficaria estupefacto... ou até mesmo revoltado!

Pobres crianças. Crianças "do tamanho do chão" são submetidas a uma pressao de exames e são avaliadas em fiunção dos resultados... Submetidos com pouco mais de 9 anos a um exame final de 4º ano que, nasce da dúvida de um ministro (que lá saberá por que razão suspeita dos resultados da avaliação efetuada pelos departamentos responsáveis!) sobre a classificação atribuída aos alunos e coloca em causa, em pouco mais de uma hora, todo o esforço realizado pelos alunos durante um ano! Depois de uma longa trajectória de mais de centena e meia de dias de aulas, as crianças são absurdamente submetidas a uma prova que nada prova... que, com um pouco de azar à mistura... lhes pode transformar um ano de esforço em NADA.

Em contrapartida... entre os adultos... no mundo real... os fracassos são... premiados !

 

E ainda dizem que há crise ??? Que os portugueses vivem acima das possibilidades?? Parem de mentir. São os dirigentes portugueses (a todos os níveis) que em Portugal vivem acima das possibilidades!

 

 

Incrível... Com os ordenados chorudos que recebem mensalmente nos seus clubes... com o benefício de integrarem a Selecção Nacional e de com isso terem a visibilidade internacional que os projecta ainda mais para o mundo do futebol... vão para o Brasil passear e... ainda por cima, eliminados logo na primeira ronda, ainda enchem as suas contas bancárias com 29.000 euros?

 

Enfim... Sem comentários... Ganham mais estes senhores em apenas 3 jogos ganharam mais do que um professor em 2 anos de trabalho!

 

Notícia 1

"Cada jogador ao serviço da Seleção Nacional recebeu cerca de 29 mil euros com a participação no Mundial do Brasil. O jogador que recebeu menos foi Fábio Coentrão, por ter saído mais cedo devido a lesão." In Correio da Manhã TV

 

Notícia 2:

 

Jogadores lusos encaixaram 28 800 euros no Mundial
A participação de Portugal no Mundial 2014 não foi propriamente brilhante, com a "Equipa das Quinas" a ser eliminada logo na primeira fase, contudo, os jogadores lusos saem do Brasil com um excelente encaixe financeiro, sendo que cada um recebeu um total de 28.800 euros.

 

Quem o adianta é o "Diário de Notícias", que lembra que os futebolistas portugueses tiveram direito a uma diária de 800 euros, isto ao longo dos 36 dias em que estiveram em representação da selecção nacional, divididos entre os estágios em Cascais, Óbidos, Nova Jérsia (EUA) e Campinas (Brasil).

 

Fábio Coentrão recebeu menos

 

Entre a comitiva portuguesa, a única excepção foi Fábio Coentrão, que "só" encaixou 21.600 euros, em virtude de ter regressado mais cedo do Campeonato do Mundo por culpa da lesão que sofreu na derrota com a Alemanha (0-4).

 

Quanto ao prémio de desempenho, que o "DN" adianta que estava cifrado nos 50 mil euros por jogador, esse terá sido perdido pelos futebolistas portugueses, uma vez que apenas o apuramento para os oitavos de final do Mundial garantiria esse encaixe.

 

Por fim, o "DN" sublinha que a Federação Portuguesa de Futebol receberá 7,9 milhões de euros com a participação no Mundial 2014, isto em contas que são fáceis de fazer: 5,9 milhões de euros pela participação na fase de grupos; um milhão de euros de ajudas de custo; e outro milhão de euros pelo cachet cobrado pela FPF pelos dois particulares com o México (1-0) e República da Irlanda (5-1), disputados nos Estados Unidos.

 

 

 

publicado por J.Ferreira às 23:07

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Sexta-feira, 27 de Junho de 2014

Em nome da redefinição da rede escolar

Para os políticos sem pudor nem preconceitos... todos e quaisquer argumentos servem para atingir os fins. Desde argumentos absurdos ... a manipulação de números, vale tudo! 

Ora... as pessoas começam a estar fartas de EUFEMISMOS... Não é verdade que se trate de uma "REORGANIZAÇÃO DA REDE ESCOLAR"... com o objectivo de melhorar o sucesso dos nossos alunos! Antes, estamos a assistir à  "DESTRUIÇÃO da REDE ESCOLAR" com o objectivo claro de REDUZIR a despesa com a EDUCAÇÃO das NOVAS GERAÇÕES para que sobre mais dinheiro sabe-se lá com que objectivos...! Quizas assim se poderá equilibrar melhor as contas públicas e continuaremos ver os governantes a nada fazerem para impedir que sejam prescritas ou perdoadas dívidas a quem argumenta ter-se "esquecido" de declarar... ou a quem, sistematicamente, falta ao cumprimento das suas obrigações para com o Estado (tal como repetidamente se tem vindo a tomar conhecimento pela comunicação social...)!

De facto, as escolas foram RENOVADAS... Foi feito um investimento ENORME ... diria mesmo COLOSSAL pelos últimos governos.

E para quê?  Para fechar as escolas um ou dois ou três anos depois? Em nome de quê? É assim que se luta contra a desertificação do Interior?

PRIMEIRO retiram  às gentes do interior a segurança das suas vidas: os  CENTROS de SAÜDE.

AGORA... retiram ao interior o pouco que lhes restava que os prendia:  as ESCOLAS.

Que mais falta fechar?

 

AINDA NÃO ESTÃO SATISFEITOS...? VOLTAM A FECHAR ESCOLAS...???

EM NOME DE QUÊ?  Da pedagogia? NÃO É SEGURAMENTE...

 

Os argumentos apresentados repetidamente pelos governantes para o encerramento das escolas são PURA FALÁCIA... PURA DEMAGOGIA!!!

Os governantes mentem com todos os dentes da boca.

Dizem que os alunos vão para escolas com melhores condições!!! PURA MENTIRA!

Antes, serão colocados em escolas com menor espaço de lazer e desporto... Terão de dividir os poucos recursos que restam nos centros escolares com mais e mais alunos! CENTROS escolares transformados em CENTROS MEGALÓMANOS... em autêntico AMONTOADO de ALUNOS.

Pobres dos que se deslocam diariamente. Crianças do "tamanho do chão" viajando diariamente mais de 20 kms...

Quem as acode? POBRES... Ao fim da viagem, chegam a casa cansados... lá se lhes vai a energia para estudar...

Terão de deitar-se mais cedo para levantar-se mais cedo... QUE INJUSTIÇA!

SIM... POBRES dos alunos TRANSPORTADOS (por vezes mais de 20 kms, por estradas sinuosas) pois ficarão em TREMENDA DESVANTAGEM face aos seus pares que residem ao lado da escola e que não terão o DESGASTE DIÁRIO casa-escola.

Se antes já havia alunos que se levantavam cedo... agora alguns terão de abandonar a cama "a meio do sono"... para  poder estar na paragem do autocarro... IGUALDADE de condições de SUCESSO?  COMO????

Na verdade, o que chamam REESTRURURAÇÃO da REDE não passa da DESTRUIÇÃO da REDE de ESCOLAS.

PIOR... Usar a MENTIRA como argumento é uma VERGONHA.

Os alunos continuam a ser colocados em turmas com mistura de níveis, mesmo nos centros escolares onde pretensamente seriam recolocados para que tivessem integrados em turmas de um só nível.

Simplesmente NÃO é verdade que a REDEFINIÇÃO da REDE implique GARANTIA de TURMAS mais HOMOGÉNEAS...

Na verdade, os CENTOS ESCOLARES criados com a destruição dos estabelecimentos que os alimentaram estão hoje sem alunos que garantam as turmas de um único nível.

OS PAIS ESTÃO A SER ENGANADOS...

Não se faz a redefinição da rede por questões pedagógicas... A REDEFINIÇÃO da REDE está a ser feita a RÉGUA e ESQUADRO... COM BASE EM CRITÉRIOS MERAMENTE NUMÉRICOS (ECONÓMICOS ): até 21 alunos... mantém-se a escola. Menos de 21 alunos, fecha!

Então uma escola com 21 alunos fecha porque pedagogicamente não é aconselhável que a turma tenha 2 níveis?

E se esses DOIS NÍVEIS ocorrem numa turma de um CENTRO ESCOLAR já não é ANTI-PEDAGÓGICO...!???

Por isso, quando se fala de melhores condições de sucesso na aprendizagem... valia a pena seguir os resultados dos alunos que são integrados nos novos espaços e concluir se realmente melhoram ou pioram os seus resultados. É que, mudando de escolas, não há garantia de ter melhores condições de aprendizagem. As turmas estão "superlotadas". Os apoios individualizados tornam-se cada vez mais difíceis... E, com 5 horas lectivas diárias, repartidas entre as disciplinas (com dois ou três níveis na sala de aula) é bem mais complicado de conseguir-se êxito com 26 alunos do que com 16 ou 18 alunos.

E os governantes sabem muito bem disto... Por isso, fizeram nascer o argumento da "melhor socialização" dos centros escolares. Mas o que se pretende afinal: uma melhor socialização ou melhores condições de sucesso escolar?...

Sim!... Outro dos argumentos utilizados é que nos Centros Escolares os alunos têm a oportunidade de conseguir uma "melhor socialização"... e isto, como se nas povoações onde são criados e de onde são originários vivessem como "selvagens"...! Mas será esse o problema dos nossos alunos? A falta de socialização? Será que o handicap dos nossos estudantes (que chegam ao secundário e ao superior) é a falta de socialização...?

E nestes centros escolares terão melhor socialização...? Bom... Até poderá ser verdade... Embora a ocupação do tempos lectivos seja de tal forma que, para além do reduzido  espaço de tempo que medeia entre a chegada à escola o início das aulas e o fim da escola e a partida do autocarro, nenhum tempo lhes restará para o convívio escolar... para a dita "socialização". 

No entanto, e seguramente, a socialização das crianças oriundas do interior será diferente... E, seguramente também, vão aprender com alguns dos novos (e muitos colegas) muitas coisas que os pais e a sociedade bem dispensavam, se não mesmo, censuram e penalizam...

A não ser que o governo tenha chegado à conclusão de que os alunos portugueses têm comportamentos inadequados (quizas, mais próprios da selva) e que tal se deve a um défice de socialização... Por isso, há que colocá-los como a sardinha na canastra... a monte, para se irem habituando aos caixotes que os esperam nos futuros bairros de pobreza a que a má gestão dos nosso políticos condenou o povo português.

publicado por J.Ferreira às 15:30

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Segunda-feira, 10 de Outubro de 2011

O Pântano da Educação em Portugal

O Estado a que chegou o país é o resultado de tantas e tantas medidas avulso, espartilhadas, que retiram a autonomia às escolas. São obrigados a passar para o 2º ano de escolaridade os alunos todos, independentemente de conhecerem ou não apenas uma única vogal.

Afinal, para que serve a escola? Para a integração social...?

Depois, como pode uma professora (será que o é?...) pode defender este sistema que faz frustrar os jovens.

Não querem traumatizar os alunos? Incrível... Isto é só para a estatísticas...

Estes jovens vêm e tomam consciência do seu fracasso todos os dias... Sim! Quando ao seu lado vêem que os colegas acompanham e compreendem o que se passa, eles estão ali a "ver passar o tempo". Pobres e Infelizes.

Vejam o que diz este jovem quando o vídeo se aproxima dos 1:36 minutos:

Ele neste momento é um aluno que falta mais do que já faltou no passado". Ora, senhora doutora! Com que nos quer enganar? Qual é o jogo das palavras que prefere? Andamos a brincar à "verdade da mentira" ou à "mentira da verdade"?

"Falta menos, peço desculpa! Falta menos do que já faltou em outros anos da sua escolaridade...!"

Ou seja, o objectivo da escola agora é que um aluno falte menos do que no passado... E que ganha a criança com isso?

 

Mas o mais comovente e indignante é ver que, à pergunta "Que fazes na escola?", a resposta do Marco é inequívoca, se haverá alguém que, depois do vídeo tenha dúvidas sobre para onde caminha o ensino, com as leis destes políticos:

"Estou na escola sentado!"

 

E à pergunta da jornalista "Faz sentido estar no 8º ano?" a resposta do sistema é evasiva:

"Ele tem tido alguma satisfação com a escola". Porém, o Marco é peremptório:

"Ai a Escola? É a morte. Não gosto da escola... preferia andara a trabalhar!..."

 

A resposta dos políticos que têm (des)governado a educação levou à criação de um autêntico pântano no ensino oficial público. Porém, se no privado coisas deste tipo não sucedem, das duas uma: ou  as privadas têm autonomia para violar o estipulado na legislação (quanto ao tempo e número de retenções que estes alunos podem ser submetidos) ou então este tipo de alunos (com necessidades educativas especiais com este jovem, quem sabe, um lesão cerebral originada por factores que aqui não interessa dissecar) não chegam às escolas privadas (e se chegam, rapidamente são transferidos para as públicas, tal como casos que bem conhecemos!). Quizas, esta última seja a verdade das verdades. Qual seria o pai que pagaria uma mensalidade para que um filho estudasse numa escola privada se o mesmo apresentasse características semelhantes a este adolescente?

Enfim...

 

Por isso, só podemos concluir que, a continuarem a ser os políticos sem provas dadas enquanto educadores nos diversos níveis de ensino (quantas vezes engenheiros ou doutores que de ensinar, pouco ou nada percebem!) a decidir o caminho da educação, estamos certos de que continuaremos neste "bom caminho"... Enfim... a fazer como a avestruz!

Talvez não fosse má ideia acabar de vez com a escola e oferecer diplomas... Aí, sim, teríamos verdadeiras Novas Oportunidades.

E sempre se evitava ter de despertar com a realidade nua e crua:

 

publicado por J.Ferreira às 21:32

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Terça-feira, 9 de Setembro de 2008

Governo Avalia Professores pelos resultados dos Alunos...

"Os professores ( funcionários públicos de primeira ) finalmente verificaram que para merecerem o ordenado ( acima da média Europeia ) ao fim do mês têm de trabalhar. Bem haja por isso e eis os resultados".

 

 
Pois, existem por aí, muitos blogonautas que necessitavam de dar um pouco mais de uso ao cérebro... Na verdade, se existe uma pessoa que seja a pensar que os professores podem fazer "plásticas" ao cérebro dos alunos... muito mal andamos a usar os nossos cérebros... Deveriam antes pensar se os jovens passam mais horas dedicados ao estudo ou aos MP4, aos MP3, ao messenger, aos canais de televisão da por cabo ou satélite, aos jogos de vídeo, aos canais de televisão, aos 1001 jogos de vídeo na interntet,no game-boy, na Playstation (ou Nintendo, ou serei eu que N'intendo nada!?) Pensam que isto em nada ocupa a mente e o tempo dos alunos... enganam-se. O Cérebro, por muito que queiramos, cansa-se. E recuperar de tanta informação... não é de um dia para o outro. As horas de vídeo, televisão e Playstation, cansam... E lá se vai o estudo... Por que será que os treinadores afastam os jogadores de futebol das mulheres...? É que faz-lhes falta energia física para os jogos... Têm de se concentrar nos jogos... Não a podem gastar noutras actividades...! Bom... O Governo desconhece a existência destas dinâmicas e decidiu penalizar os professores pelo insucesso dos alunos. E muitos dos pai(zinhos)que andam a sonhar com o sucesso do seu filho que, tal como Sócrates, acabará licenciado (com uma diferença: licenciado para o desemprego)... acabam todos por ir na onda e daqui por uns anos já não se vão lembrar do que este governo fez... e culparão de novo os professores.
 BEM... OS PROFESSORES PARECEM TER AS COSTAS LARGAS...
E... Como pagos pelo Ministério, teremos de aceitar ser o BODE EXPIATÓRIO para todos os governos. OS PROFESSORES DEVEM EXIGIR A PRIVATIZAÇãO DA EDUCAÇãO... TÊM O DIREITO A SABER QUAL O RUMO... OU QUEREM NAVEGAR AO SABOR DO VENTO DE MINISTROS INCOMPETENTES...
Na verdade, os resultados dos alunos pouco (ou nada) dependem dos professores. Se não, como se explica que uma aluna, numa Escola Secundária Pública de Braga, consiga resultados brilhantes (um 19 a Português e 20 às restantes) quando na mesma turma outros companheiros reprovam?
A culpa é dos professores...? 
  
publicado por J.Ferreira às 11:29

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