Terça-feira, 2 de Agosto de 2016

Os Donos do Sol

Afinal... O que se vê na imagem? Será "nascer-do-Sol" ou o "pôr-do-Sol" ?

 donos_do_sol_01.jpg

Portugal tem tido como (des)governantes uma série de políticos que se dedicam a tomar por seus o que é dos terráqueos. Já não basta obrigar a pagar IMI para poder dormir debaixo de um tecto... Agora, até pagarás pelo Sol que podes ver ou pela paisagem de que podes desfrutar a partir da casa que compraste com o dinheiro que aforraste depois do Estado ter retirado o imposto sobre o teu rendimento. Não contente, O Estado volta a cobrar impostos sobre o dinheiro que te resta obrigando-te a pagar impostos sobre o terreno onde da casa é erguida, impostos sobre os materiais que compraste, impostos sobre a mão-de-obra ds trabalhadores que a construíram, impostos sobre o seguro que esses trabalhadores têm que ter, impostos sobre as licenças, de construção, sobre os certificados de habitabilidade, eficiência energética,  etc. etc. ... Enfim... Assistimos a um aumento exponencial da falta de sensatez dos políticos que é, no mínimo, assustadora!

Há já muito que digo (em jeito de brincadeira, é claro!) que, qualquer dia, pagaremos pelo ar que respiramos... Já faltou mais! Constatando os permanentes "assaltos" que fazem ao bolso dos trabalhadores... quem poderá sentir-se seguro neste país???
Qualquer dia, os (des)governantes mandam-nos instalar um autêntico contador de "emissões de CO2" produzidas aquando da expiração humana...
 
— É impossível!!! — dirão, seguramente!!!!
 
Ok. De acordo. Mas a ver a falta de bom senso e a lata com que nos taxam sobre tudo... já nada me estranha que tal como os carros têm uma certificação da emissão de CO2, um dia passaremos todos pelo hospital (ou outro local!) para nos medirem a produção de CO2... Já faltou mais. Agora, já vamos pagar pelo Sol (Lá se foi o dito popular: O Sol quando nasce é para todos..:!). Agora, é para as Câmaras Municipais...! A brincar a brincar... Até aqui, dizia-se, sorte de quem nasce com o "dito cujo" para o Sol!!! Agora, com a nova lei do IMI, sorte de quem nasce (tem casa) com o "dito cujo" para a Lua..:! É que, para a Lua, pagará menos IMI...!!! Isto porque, por decreto deste (des)governo, o Sol passou a ser propriedade... das Autarquias!!!
E se o teu vizinho, proprietário da mata que fica por diante de tua casa, se lembra de derrubar os eucaliptos... já pagarás mais porque passas a ver... a mata mais distante, os eucaliptos do concelho vizinho, as pedras da montanha lá longe no horizonte... ou até mesmo, com um binóculo, quizas possas ver o mar...!
Já imagino o avaliador da câmara a taxar as vistas para o mar:
— Bom... Como daqui tem vista para o mar... vai ter um aumento do IMI...
— Qual mar...? Estamos a mais de 15 kms da praia...! Como é que o senhor vê o mar?
— Com isto! — diz o avaliador, mostrando-lhe o binóculo que traz na algibeira!!! Com isto, pode ver-se o mar e a praia...
— Ah... mas eu não tenho binóculos... nem vou andar com eles na algibeira para ver o mar! — dirá o dono do apartamento!
— Pois, é problema seu... Compre um! — dirá o avaliador! — E como anda com os óculos, também pode andar com binóculos no bolso! O mar está à sua disposição a partir de sua casa! Se não o usa... é problema seu!
 
Ao proprietário não lhe resta alternativa senão "pagar e não bufar!"... Ou então, mandar plantar eucaliptos diante de casa que lhes tapem a vista para o mar!!!!
 
Deixo-vos uma pergunta que me está a intrigar e que seria interessante saber a opinião dos iluminados...
Qual é o mais luxuoso: uma casa com vista para o crepúsculo ao nascer-do-Sol... ou uma casa com vista para o crepúsculo ao pôr-do-Sol?
Não há problema... Os avalidores decidirão...! Depois da edição do concruso "Factor X", este governo acaba de lançar a oportunidade para entrar em acção o "Factor C".
 
Quem ainda fica surpreendido com estes políticos? Eu...? Não! A mim não me apanham de surpresa... E deixo um exemplo: há anos que se fala das vantagens das energias renováveis e se incentiva cidadãos a apostar investido em painéis solares... ora, enquanto não vivermos num país a sério... recusar-me-ei a embarcar no engodo dos incentivos governamentais. São iscos em jeito de incentivos que os nossos (des)governantes lançam a ver quem "morde"... Assim, num país como este (sem rei nem roque, governado pela incerteza e pela arbitrariedade ditatorial de quem comando os destinos do país, com o apoio de maiorias de esquerda ou de direita, de um ou de múltiplos partidos...) que, da noite para o dia ou de um dia para o outro, decide que passamos a pagar taxa por tudo e por nada... recuso-me a instalar qualquer painel solar. Amanhã, despertamos e temos os impostos a subir por termos em cima do telhado um, dois ou três painéis solares... Como fizeram com as piscinas...! Por isso houve quem mandasse soterrar piscinas para não pagar mais IMI. Um cidadão paga o terreno, paga impostos dos materiais da piscina, pagam impostos na água que enche a piscina (ou na energia para retirar a água do poço...), impostos na mão-de-obra para fazer a piscina... e depois, pagava mais IMI por ter piscina, ainda que a não usasse.
O pior é ter sido a esquerda a fazer-nos pagar por um "serviço" que é propriedade dos donos do Universo (o Sol) e do Planeta Terra (a natureza). Ou seja, com a nova lei do IMI, para além de pagarmos os serviços prestados pelas Autarquias (água, recolha de lixo, etc...) nos proporcionam como fica instituído que passamos a pagar por "serviços" que não são prestados nem pelo Estado nem por ninguém: são um recurso da natureza... Não foi a autarquia que me proporcionou a vista para o mar... ou o sol que a casa recebe. O cidadão já pagou aquando da compra pelo sítio onde decidiu construir a sua casa ou onde comprou o seu apartamento. Bolas! Pagar pelo Sol que a casa pode receber ou pela paisagem que permite avistar (muitas vezes são as autarquias que destroem os direitos de quem já tinha a sua casa, permitindo contruir mamarrachos diante de vivendas, dentro do perímetro urbano), é um ABSURDO!
 
"Ufff...!!!" digo eu. Ainda bem que não se lembraram de taxar o IMI pelo número de estrelas que podes contemplar a partir da tua janela...! Ou terias de assaltar bancos para pagar o IMI...
 
O socialista José Sócrates dizia que a sua primeira legislatura tinha sido a "Tempestade Perfeita". O socialista António Costa, com o apoio das esquerdas, ficará como a legislatura dos "Donos do Sol"! Ele há impostos que só são democráticos quando são impostos (leia-se, partem da iniciativa) da esquerda... Impostos que asfixiam o trabalhador, se vêm da esquerda, são democráticos. Se vêm da direita, são fascistas!!! Por isso estou convicto de que pouco importa se os políticos são de esquerda ou de direita (dicotomia da qual me excluo!). Há boas e más medidas tomadas por políticos dos dois quadrantes. Por isso, creio que faz mais sentido falar do nível das medidas levadas a cabo por quem nos governa. E neste âmbito, encontraremos (à direita, à esquerda e ao centro) medidas (e governantes!) de baixo nível, de nível médio e de alto nível. Apoiarei os últimos.
E as medidas fascistas podem ter todas as lateralidades. O fascismo não tem uma lateralidade única! Ele é tanto de esquerda, como de centro ou de direita. E manifesta-se sempre que o povo é oprimido, obrigado a apertado o cinto ou a fechar a boca, a tragar pensamentos, enquanto os governantes engordam à custa do Orçamento do Estado.
Quando um governo (que se diz de esquerda..:!!!!) se comporta como se fosse proprietário do Sol... que se cuidem os cidadãos! Em breve, será proprietário das restantes Estrelas, dos Planetas... e, quem sabe, dos cometas ou até... das nuvens ou da chuva...! Ah... Sim, das nuvens! O problema é que, embora façam mais falta no Alentejo que governantes em Lisboa, as chuvas só poderiam ser medidas se se instalassem pluviómetros nos telhados das casas...!
Não há dúvida que Portugal continua em crise e numa crise profunda... Crise de bom senso nos governantes. Continuamos a ter de importar muito do que consumimos... Mas, a julgar pelas ideias luminosas, não precisaremos de importar idiotas!
 
publicado por J.Ferreira às 13:19

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Sexta-feira, 15 de Julho de 2016

Políticos Vivem Acima das Possibilidades do País

Uma análise que faz arrepiar... À parte Jorge Coleho (com discordâncias que possam existir quanto a este personagem!)... todos aceitam receber as subvenções?

 

O governo de esquerda decidiu e está decidido. Os contribuintes têm de pagar “subsídios” aos ex políticos e com retroactivos.
Decisão tem impacto orçamental na casa dos 10 milhões de euros e permitirá aos beneficiários receber retroativamente o que perderam
A decisão do Tribunal Constitucional (TC), por imposição dos partidos de esquerda que reverte a suspensão do pagamento das subvenções a ex-políticos com rendimentos superiores a 2000 euros, suspensão feita pelo anterior governo. tem por base um mistério: quem foram os autores desse pedido de fiscalização?
Foram os partidos de esquerda que pediram a fiscalização. O acórdão refere que “um grupo de deputados do PS, do BE e do PCP” ao Parlamento requereu a apreciação do artigo 80º do Orçamento de Estado de 2015. Sem no entanto referir os nomes desses mesmos deputados. Esta norma tornou o pagamento das subvenções vitalícias a ex-titulares de cargos políticos dependente da condição de recursos – que abrangia os agregado familiar dos beneficiários e não só os rendimentos destes.
Os autores do requerimento diziam estar em causa “os princípios constitucionais da proporcionalidade e da protecção da confiança e o princípio da igualdade”.
O TC, sublinhando que a decisão mantém a extinção do pagamento das subvenções aprovada em 2005 (mas garantindo o seu pagamento a quem já beneficiava ou tinha condições para o efeito), lembrou que elas visavam recompensar a dedicação à causa pública. O problema é que foram transformadas “em prestações de cariz assistencial, simplesmente destinadas a fazer face a situações de carência” e até um limite de 2000 euros para o conjunto do agregado familiar.
“A subvenção mensal vitalícia perde a sua natureza de benefício”, decorrente “dos serviços prestados ao país”, passando a revestir a “natureza de prestação não contributiva comum, visando, como as outras, tão-somente evitar que os seus beneficiários sofram uma situação de carência económica”, assinalou o TC.
Esses complementos de reforma “foram assumidos pelas empresas enquanto processo de desvinculação” dos trabalhadores e “era uma recompensa por rescindirem o contrato” de trabalho, assinalou o deputado, registando ainda que o pedido ao TC “foi feito no segredo dos deuses”, argumentou Pedro Filipe Soares.

A norma agora declarada inconstitucional surgiu no Orçamento do Estado para 2014, levando à suspensão do pagamento das subvenções vitalícias a ex-titulares de cargos políticos cujo rendimento do agregado familiar fosse superior a 2 mil euros. O orçamento para 2015 tornou esse pagamento “dependente de condição de recursos”, suspendendo-o caso o beneficiário tivesse um rendimento mensal médio (excluindo a subvenção) superior aos 2000 euros.
Segundo a Caixa Geral de Aposentações, em 2014 havia 341 beneficiários a receber subvenções vitalícias e que correspondiam a cerca de 10 milhões de euros.
As subvenções vitalícias foram criadas em 1985 e delas beneficiavam figuras como Ângelo Correia, Bagão Félix ou Zita Seabra, com quem o DN tentou falar sem sucesso. Jorge Coelho, que prescindiu dela, escusou-se a fazer quaisquer comentários.

 

publicado por J.Ferreira às 18:00

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Sábado, 22 de Novembro de 2014

Portugal Assiste à "Queda de Um Anjo".

 

Sócrates, enquanto 1º ministro, pediu o contibuto dos imigrantes para tornar Portugal num "PAÍS MAIS POBRE". E ninguém lhe quis dar ouvidos. Disso fizemos eco aqui, em 2007! Mas os portugueses não se deram conta. Passou meio despercebido. O que Sócrates se esqueceu foi de dizer que... enquanto tornaria o país mais pobre, ele ficaria cada vez mais rico!

Sócrates saiu do país (e foi para Paris porque, depois da Independente (onde concluiu a licenciatura!) deixou de confiar nas universidades portuguesas. E, lá foi para Paris, aprender filosofia... Talvez, para melhorar a sua capacidade discursiva... Qual será a narrativa... agora?

E não deixa de ser curioso... Escolheu a Surbonne!!! Se repararmos, com uma simples troca de uma letra no nome da universidade e... a palavra transformar-se-ía em subornne"!...  

Porém, algo falhou no esquema... Sócrates não contava que, um dia, mais cedo ou mais, tarde... assistiríamos (como se está a passar desde a passada madrugada) início da "Queda de um Anjo"!!!

 

Depois de tornar o país "mais pobre" todos poderemos constatar pelas notícias publicadas na edição onlinedo SOL... o quão miserável ficou o ex primeiro-ministro socialista depois de passar pelo governo!!!

 

 Notícia 1

Em 2010, enquanto os cofres do país se encaminhavam para o colapso, os de Sócrates não: tinha uma almofada financeira de 20 milhões de euros no banco suíço UBS, em nome de uma offshore titulada por Santos Silva, e decidiu então trazer o dinheiro para Portugal.

Para isso, o seu governo criou o segundo Regime Extraordinário de Regularização Tributária (RERT II), que permitiu a regularização fiscal de verbas depositadas no exterior até finais de 2009, mediante o simples pagamento de um imposto de 5% sobre o total desse património e desde que o titular o colocasse em Portugal. Carlos Santos Silva foi um dos aderentes ao RERT e o dinheiro foi transferido da UBS para o BES, em Portugal.

Deste modo, em vez de ter de pagar ao Estado um imposto que em condições normais é de quase 50% (10 milhões de euros), Sócrates regularizou a situação por apenas um milhão. Além disso, como estava previsto no RERT, ficou desonerado de qualquer outra responsabilidade tributária e, melhor, não ficou sujeito a ser indiciado por qualquer crime fiscal – o que aconteceria forçosamente se, em vez de utilizar um ‘testa-de-ferro’ para se apresentar perante o Banco de Portugal, tivesse dado o rosto por aquele capital, sendo neste caso obrigado a declarar a proveniência da fortuna.

Mas, segundo os investigadores, esta não foi a primeira vez que José Sócrates recorreu a este expediente. Já no primeiro mandato, logo em 2005, saiu o RERT I, ao qual o então primeiro-ministro aderiu de imediato para colocar em Portugal meio milhão de euros, que já nessa altura tinha numa offshore, também em nome de Santos Silva.

Em qualquer dos casos, trata-se de capital difícil de explicar, não só tendo em conta qualquer das actividades profissionais que Sócrates exerceu até essa altura, como também a sua longa carreira política, primeiro como deputado e a partir de 1995 como secretário de Estado do Ambiente. Nesta altura, recorde-se, foi juntamente com Santos Silva alvo de suspeitas numa investigação do Ministério Público, por indícios de ter comerciado influências com o seu antigo professor António Morais, quando lançou o projecto de aterro sanitário da Cova da Beira. Mais tarde, em 2004, esteve de novo debaixo do olho da Justiça ao ser denunciado por supostas ‘luvas’ no licenciamento do centro comercial Freeport, quando era ministro do Ambiente, nos últimos dias da governação de António Guterres.

 

Notícia 2

Milhares de exemplares do livro de José Sócrates – A Confiança no Mundo (Sobre a Tortura em Democracia), lançado em Outubro do ano passado e que tem origem na sua tese na Sorbonne – terão sido comprados com dinheiro levantado por Carlos Santos Silva da fortuna que José Sócrates lhe confiou.

Editado pela Verbo, a obra alcançou a liderança nas livrarias e esgotou as primeiras edições. Carlos Santos Silva contribuiu para o êxito, tendo retirado da conta do BES os montantes necessários para que ele e o seu advogado (Gonçalo Ferreira, que ontem também foi alvo de buscas) conseguissem esgotar em pouco tempo o stock de 20 mil exemplares. Entre a primeira e a quinta edição, recorrendo ao circuito do costume, o ex-primeiro-ministro comprou cerca de 10 mil exemplares, contribuindo para o êxito da sua dissertação sobre os malefícios da tortura nas instituições democráticas.

 

Notícia 3.1

Retirado de cena com a derrota nas eleições legislativas de 2011, no desemprego e apenas com uma única conta bancária que mantinha há 25 anos, como garantiu numa entrevista à RTP, José Sócrates investiu então 95 mil euros num Mercedes e faz-se estudante de Filosofia Política em Paris.

Preso à oculta realidade financeira que criara, mas já com o dinheiro numa conta em Portugal, em nome de Santos Silva, veio a justificar a vida de luxo que levava em Paris – onde alugou um apartamento, na zona mais cara – através do recurso a um empréstimo da CGD (de valor quase igual ao do carro topo de gama que comprara em leasing) e com uma herança deixada à mãe, Maria Adelaide Pinto de Sousa.

Foi com este argumento da herança, aliás, que já justificara a aquisição do seu luxuoso apartamento no edifício Heron Castilho, na rua Braamcamp, em Lisboa, em 1995, dois meses antes de a mãe também se ter instalado num andar do mesmo edifício (o Heron Castilho) por um preço semelhante: 224 mil de euros. Mas o valor do património que tocou a Maria Adelaide com a morte do pai – um homem nascido em berço pobre, mas que durante a Segunda Guerra Mundial se fez ao volfrâmio, alcançando um pé-de-meia que lhe deu para investir no imobiliário – está longe de cobrir os gastos de Sócrates.

Os investigadores suspeitam que a mãe de Sócrates tem sido um dos meios que este tem usado para branquear o dinheiro das ‘luvas’ que foi recebendo como governante.

Do património que recebeu de herança, Maria Adelaide vendeu alguns apartamentos em Queluz que, à risca, apenas lhe dariam para pagar a casa nova no Heron Castilho. Em 2011, sobrava-lhe um espólio de pouca monta em Setúbal, dois apartamentos no Cacém e um rés-do-chão num prédio modesto em Cascais, de onde se mudara quando optou pela vizinhança com o filho em Lisboa.

 

Notícia 3.2.

Com a nova vida de Sócrates, Maria Adelaide, que nada sabe sobre o tesouro escondido do filho, teve de se desfazer de tudo. Ainda em 2011, após a eleição que colocou no seu lugar Passos Coelho, Sócrates pediu à mãe que vendesse a Santos Silva os dois apartamentos no Cacém – e esta, sem saber que o real comprador é o filho, fez negócio com o empresário da Covilhã por 175 mil euros, verba que este foi colocando em tranches nas contas do ex-primeiro-ministro.

Carlos Santos Silva, com o dinheiro do amigo que trouxera da Suíça, foi levantando da conta em Portugal os valores de que Sócrates necessitava e de forma a escapar ao escrutínio fiscal e judicial, dando além disso uma aparência normal à sua conta oficial. Com esse capital, o antigo líder do PS não só justificou a herança como amortizou metade do empréstimo junto da CGD e pagou parte do Mercedes.

Andar de Paris à venda

Mas Sócrates parece ter nos bolsos uma trituradora: em dois tempos, entre viagens de férias, velhos vícios e a renda do andar em Paris, desbaratou aquele dinheiro. Por isso, em Julho de 2012, voltou a utilizar o esquema: Maria Adelaide, aconselhada pelo filho, desfez-se também do apartamento no Heron Castilho, que vende a Santos Silva, e regressa ao seu rés-do-chão na linha do Estoril. No entanto, o filho, em 2013, numa entrevista ao Expresso dissera que a mãe se mudara de Cascais para a Braancamp por solidão, após a morte do seu cachorro.

Segundo os factos em investigação, tem sido sempre Santos Silva a dar a cara pelos negócios do amigo quando este precisa de dinheiro. O apartamento vendido por Maria Adelaide também fica em nome do empresário, sem que este lá meta o pé, enquanto ela transfere para a conta de Sócrates os 600 mil euros recebidos.

Entretanto, Sócrates investira 2,8 milhões de euros num apartamento de luxo em Paris, com 250 metros quadrados e vista para a Torre Eiffel, à beira do rio Sena, que neste momento está à venda por 4 milhões.

Ou seja, segundo apurou a investigação – alicerçada em vasta documentação, –, o valor da venda da casa do Heron Castilho com o da compra do andar em Paris perfaz cerca de 3,4 milhões, que Carlos Santos Silva foi buscar à sua conta nacional e que tinha vindo da offshore da Suíça, onde era o ‘testa-de-ferro’ de Sócrates.

 

Notícia 4.1 (Expresso)

Nos Governos de José Sócrates, o grupo Lena, da família Barroca Rodrigues, era visto pelo mercado como a construtora do regime.

Segundo os seus concorrentes, era a própria Lena que invocava uma relação privilegiada com o poder para ganhar capacidade de influência. Nas missões ao estrangeiro, os gestores das outras construtoras estranhavam a informalidade com que os representantes da família se referiam ao José, então primeiro-ministro. Era vulgar, na altura, presidentes de construtoras gracejarem, entre amigos, que nos "consórcios o melhor é incluir a Lena, sempre dá uma ajuda".

O ex-gestor de uma construtora confirma ao Expresso que eram os próprios responsáveis que tornam essa proximidade "pública e notória" ao invocar repetidamente "facilidade de acesso ao José".

A Lena integrava sempre  as comitivas ao estrangeiro do primeiro-ministro, mas a verdade é que também não falhava as viagens presidenciais. Até Miguel Relvas, dirigente do PSD, considerava, na altura, injusta a colagem ao poder socialista do maior grupo industrial da região centro.

A pista Carlos Santos Silva
Já na altura se comentava no sector da construção que a pista que ligava Sócrates ao conglomerado de Leiria residia num administrador do grupo, Carlos Santos Silva, seu amigo de infância e colega no ISEC - Instituto Superior de Engenharia de Coimbra.

O engenheiro era quadro da Lena Construções e subiu em 2008 até administrador. Carlos frequentara o mesmo curso e partilhou o mesmo quarto de Sócrates, em Coimbra. O engenheiro tornara-se um dos braços-direitos dos irmãos Joaquim (52 anos) e António  Rodrigues (51 anos), que sucederam ao pai no comando do grupo Lena.

O contrato para fornecer cinco mil casas à Venezuela e a inclusão no consórcio, liderado pela Teixeira Duarte, para a ampliação do Porto de la Guaria, em Caracas, surgiam como sinais exteriores da bênção do Governo Sócrates. A Venezuela tornou-se o maior mercado exterior da Lena.

No plano interno, a concorrência queixava-se de que a construtora de Leiria tinha conhecimento dos concursos antes de serem lançados no mercado.

A malha autárquica
Num primeiro momento, a Lena dominara a faixa até Castelo Branco. Depois rumou a Sul, convivendo com autarquias de todas as cores partidárias. A partir de Leiria, encetou a conquista do país, seguindo a malha autárquica.

Na sua origem, nos anos 50, está uma empresa de terraplanagens fundada por António Vieira Rodrigues, condecorado em 2007 por Cavaco Silva, e que se reparte por Portugal e o Brasil.

Consolidou a sua base regional e entrou depois numa espiral de novos negócios (turismo, ambiente e energia, comércio automóvel e comunicação social). Em poucos anos, evoluiu de uma pequena construtora para um conglomerado diversificado de 80 empresas e uma faturação que nos melhores anos ficou perto dos 700 milhões de euros.

Em 2007, arriscou a compra da Abrantina, por um valor excessivo, uma 'noiva' que tardava a seduzir pretendentes e cujo processo de fusão está agora em fase de conclusão.

O projeto "i"
A curiosidade sobre o conglomerado de Leiria cresceu com o anúncio do lançamento do jornal "i", em 2009. O projeto era ambicioso (15 milhões de euros) e tinha uma carga política, prometendo disputar o mercado do "Público" e do "Diário de Notícias".

Quando na Federação do PS do Porto se comentou a notícia do lançamento de um novo diário, o presidente Renato Sampaio logo esclareceu que se tratava de um projeto "de gente amiga". A comunicação social era um dos negócios do grupo que explorava uma rede de sete jornais regionais.

O grupo Lena sempre lidou mal com esta ligação ao poder socialista e o atual presidente, Joaquim Paulo Conceição, refere que a Lena "mantém com todos os Governos relações no plano institucional", desmentindo colagens a qualquer poder.

A nova Lena
Quando o mundo mudou e o mercado da construção ruiu, os sinos tocaram a rebate na sede do grupo, em Leiria. O grupo carregava uma dívida de 720 milhões de euros e a imagem de ser a construtora do regime socrático, sofrendo com a aquisição desastrosa da Abrantina e a infeliz diversificação de negócios. A pressão da banca conduziu à nomeação de Joaquim Paulo Conceição, quadro do grupo da área automóvel para presidente da comissão executiva, com a missão de racionalizar o conglomerado e conferir rentabilidade ao negócio.

A racionalização levou à venda de 28 empresas e à fusão ou dissolução de mais 35, abandonando, por exemplo, o negócio dos 'media'. O grupo reduziu o universo laboral, num clima de paz social, passando de 4170 (em 2010) para 2457 (em 2013) assalariados.

Na carteira de 4,1 mil milhões de euros, as obras estão quase todas no estrangeiro. Por isso, o fator crítico do novo ciclo da Lena reside na transferência da liquidez. A geração de dinheiro é feita no exterior e os compromissos financeiros estão em Portugal.

A Lena opera em dez mercados externos e ambiciona marcar presença no México e Colômbia, 15 anos depois de se ter estreado no exterior pelo Brasil. Na Colômbia negoceia a construção de três mil casas sociais, num valor estimado de 115 milhões de euros, nos arredores de Bogotá.

Mas a grande exposição do grupo está na Venezuela. O mercado pesa mais de 50% da carteira, alicerçada num contrato geral de 50 mil casas sociais. Nesta fase, a construtora "está a meio do primeiro subcontrato de 12.500 casas, com a instalação de duas fábricas de prefabricados", refere Joaquim Paulo Conceição ao Expresso. Na Argélia, a construtora ganhou este ano novas empreitadas no valor de 100 milhões de euros.

Em 2013, o grupo Lena faturou 527 milhões de euros, 40% dos quais no exterior.


Notícia 4.2 (Expresso)

Detenção de José Sócrates, sem precedentes na história da democracia (nunca um ex-primeiro-ministro havia sido detido), começou numa comunicação bancária a propósito da casa de luxo de Paris. À direita, as reações são cautelosas; à esquerda, critica-se a atuação da Justiça. Louçã: "Em Portugal há sempre um processo um pouco estranho, que é deter para interrogar".

Metade do país já estaria a dormir quando, na madrugada de sábado, foi divulgada a notícia sem precedentes que faz história na justiça e pode mudar decisivamente o cenário político para 2015, ano de eleições: o ex-primeiro-ministro  José Sócrates foi detido para interrogatório à chegada ao aeroporto de Lisboa , no âmbito de uma investigação de fraude fiscal, branqueamento de capitais e corrupção.

Passava um minuto da meia-noite quando a edição online do "Sol" deu a notícia. Pouco depois, a  SIC divulgava imagens  do momento em que José Sócrates, que tinha aterrado cerca das 22h00 vindo de Paris, é levado num carro descaracterizado, logo após a detenção. É a primeira vez na história da democracia portuguesa que um ex-chefe de Governo é preso para interrogatório.

O antigo primeiro-ministro  passou a noite nos calabouços da PSP , no Comando Metropolitano de Lisboa, onde costumam ficar as pessoas que a polícia detém durante a noite, nomeadamente por desacatos.

No centro da investigação está o apartamento de luxo, avaliado em três milhões de euros, que  Sócrates arrendou em Paris, no coração de um dos bairros mais caros da cidade , quando foi tirar um curso na capital francesa, após perder as eleições em 2011. Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), o inquérito, que está a ser conduzido pelo procurador Rosário Teixeira, " teve origem numa comunicação bancária efetuada ao Departamento Central de Investigação e Ação Penal , em cumprimento da lei de prevenção e repressão de branqueamento de capitais" e investiga "transferências e movimentos de dinheiro sem justificação conhecida e legalmente admissível".

A PGR garante que a investigação, que mobiliza quatro magistrados do Ministério Público e 60 elementos da Autoridade Tributária e Aduaneira, é "independente de outros inquéritos em curso, como o Monte Branco ou o Furacão, não tendo origem em nenhum desses processos".  Além de Sócrates foram detidos para interrogatório o seu motorista atual, João Perna, o empresário Carlos Santos Silva, ex-administrador do Grupo Lena e amigo de longa data do ex-primeiro-ministro, e o advogado Gonçalo Trindade Ferreira .

Num primeiro comunicado , divulgado na madrugada deste sábado, a PGR tinha confirmado a detenção de Sócrates e referido que outras três pessoas tinham também sido detidas, mas sem nomear quais. Chegou a ser avançado que pertenceriam ao Grupo Lena - uma das empresas que beneficiaram da diplomacia económica durante o Governo de Sócrates, tendo ganho contratos de construção para a Venezuela -, cuja sede foi alvo de buscas na sexta-feira. A empresa negou, no entanto, que tivessem sido detidos quaisquer seus responsáveis ou colaboradores.

Carlos Santos Silva, um dos quatro detidos, já pertenceu à administração do Grupo. O empresário ligado ao sector da construção é amigo de Sócrates há vários anos.  Não é a primeira vez que os dois nomes se cruzam numa investigação judicial . Cova da Beira e Face Oculta foram outros dois processos mediáticos a que se viram associados. Em nenhum dos casos, no entanto, foram constituídos arguidos.

Este sábado de tarde,  Sócrates acompanhou as buscas realizadas à casa que tem na rua Braancamp , em Lisboa, e a um outro apartamento, no mesmo edifício, que pertenceu à sua mãe. Depois das buscas, o ex-primeiro-ministro foi levado para o Campus da Justiça, no Parque das Nações, para ser interrogado pelo  juiz Carlos Alexandre , o mesmo que no verão mandou deter o ex-presidente do BES, Ricardo Salgado, e que na semana passada ordenou a detenção do diretor do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, Jarmela Palos, e outros altos dirigentes da administração pública.  O interrogatório ao antigo chefe de Governo prossegue este domingo .

Sócrates entrou na garagem do Campus da Justiça pelas 17h,  debaixo de uma chuva de gritos de uma dezena de manifestantes do PNR  (Partido Nacional Renovador), que aproveitaram a ocasião para insultar o ex-primeiro-ministro.

Reações cautelosas
A detenção, que  pode ser um "terramoto político" para o PS , a menos de um ano das eleições legislativas, caiu como uma bomba e motivou reações muito cautelosas dos partidos, que recusaram comentar o caso.  António Costa, candidato socialista a primeiro-ministro, enviou este sábado um sms aos militantes , frisando que "os sentimentos de solidariedade e amizade pessoais [por Sócrates] não devem confundir a ação política do PS". O partido, sublinha, não deverá envolver-se "na apreciação de um processo que, como é próprio de um Estado de Direito, só à justiça cabe conduzir com plena independência".

O vice-presidente do PSD, Marco António Costa , afirmou igualmente que o partido não irá fazer "qualquer comentário político" acerca da detenção de Sócrates por se tratar de um "tema de justiça".  Idêntica reação teve o líder parlamentar do CDS, Nuno Magalhães : "Consideramos que à justiça compete o trabalho da justiça e à política compete o trabalho da política. Por isso mesmo, não fizemos, não fazemos e não faremos comentários sobre investigações em curso no sistema judicial".

À esquerda, as reações não foram muito diferentes. O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, pediu "o apuramento de toda a verdade" sem julgamentos ou condenações apressados. Também o ex-coordenador bloquista Francisco Louçã recusou fazer "juízos precipitados". Louçã disse, ainda assim, que a   Justiça tem de assumir responsabilidade por este tipo de ações, que considera excessivas , defendendo que, para ser interrogada, não deve ser necessário deter uma pessoa, a não ser em circunstâncias muito excecionais.

Num artigo de opinião publicado no Expresso, que se tornou viral nas redes sociais,  Clara Ferreira Alves também não poupa críticas à Justiça . A colunista diz que foi praticado um "linchamento público" do ex-primeiro-ministro, detido numa "operação de coboiada cinemática", quando não havia suspeita de fuga, até porque Sócrates acabava de aterrar em Portugal, vindo de Paris. "Porque não convocá-lo durante o dia para interrogatório ou levá-lo de casa para detenção?", questiona.

Certo é que  2014 será lembrado como um ano que mudou a história da Justiça . Nunca um ex-primeiro-ministro tinha sido detido para interrogatório, mas esse foi apenas o culminar de um ano marcado por várias outras "estreias" em processos judiciais. As condenações dos ex-ministros Maria de Lurdes Rodrigues e Armando Vara, a detenção de Ricardo Salgado, um dos principais banqueiros do país, e a prisão domiciliária do diretor de uma polícia também não tinham precedentes.

 

Notícia 5 (RR)

Ex-primeiro-ministro saiu do Campus da Justiça numa viatura da polícia. Regressa ao tribunal no domingo.

O ex-primeiro-ministro vai passar mais uma noite detido no Comando Metropolitano de Lisboa, em Moscavide, apurou aRenascença. Vai ficar numa cela individual, sozinho, sem contacto com outros detidos.

José Sócrates terá começado este sábado a ser ouvido pelo juiz Carlos Alexandre, no Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC), em Lisboa, mas ainda não há qualquer confirmação oficial. As diligências vão continuar no domingo.

Em declarações aos jornalistas à saída do tribunal, cerca das 21h20, o alegado advogado de José Sócrates não esclareceu sequer se o interrogatório tinha começado. Parco em palavras, invocando o segredo de justiça, João Araújo prometeu regressar no domingo.

Este sábado, inspectores da Autoridade Tributária e procuradores do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) realizaram buscas na casa de José Sócrates, em Lisboa. O ex-primeiro-ministro esteve no apartamento a acompanhar as diligências.  

Um grande aparato policial preparou a saída da caravana automóvel e Sócrates dirigiu-se para o Campus de Justiça, em Lisboa, para ser ouvido pelo juiz Carlos Alexandre.

Os restantes três detidos no âmbito do mesmo inquérito, o empresário Carlos Santos Silva, o advogado Gonçalo Trindade Ferreira e o motorista João Perna, vão regressar ao estabelecimento prisional anexo ao edifício da Polícia Judiciária, onde já passaram a noite passada, mas ainda se encontravam no TCIC cerca das 22h50.

Detenção no aeroporto
O ex-primeiro-ministro foi detido na sexta-feira à noite, quando chegava ao aeroporto de Lisboa proveniente de Paris. Esta é a primeira vez na história da democracia portuguesa que um antigo primeiro-ministro é detido para interrogatório.

Além de Sócrates, foram detidos, na quinta-feira, o empresário Carlos Santos Silva, o advogado Gonçalo Trindade Ferreira e o motorista João Perna.

A PGR esclareceu que investigação é independente de outros inquéritos, como o “Monte Branco” ou “Furacão”, adiantando que teve origem numa comunicação bancária, “efectuada ao Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) em cumprimento da lei de prevenção e repressão de branqueamento de capitais".

"O inquérito, que investiga operações bancárias, movimentos e transferências de dinheiro sem justificação conhecida e legalmente admissível, encontra-se em segredo de justiça", lembrou a PGR.

publicado por J.Ferreira às 14:26

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Quinta-feira, 21 de Agosto de 2014

Ministério Desorientado - Educação Sem Rumo

O Ministério da Educação colocou nos quadros professores em idade de reformar-se...!!!! Alguns deles, com mais de 66 anos. Segundo a reportagem, "uma das professoras faz 70 anos a 12 de setembro, o dia do arranque do novo ano letivo". Incrível... ou absurdo???

Estará mal que passe aos quadros um professor que, injustamente, foi forçado pelo Ministério a levoar toda uma vida profissional na situação de contratado? Que estará mal? Claro. Que tal coisa seja possível APENAS no sector público. Os privados são obrigados a passar aos quadros todos os trabalhadores ao fim de menos de três ou quatro anos de trabalho... a contrato. E o Estado? O Estado, esse desconhecido e impessoal entidade, viola a legislação sobre os dieitos dos seus trabalhadores mas exige que as entidades priovadas a cumpram...!

 

 

Com um Ministério assim... para onde vai a Educação????

 

A tvi24 deu a notícia (2014-08-20 09:11) que passamos a transcrever:

 

O Ministério da Educação colocou nos quadros quatro professores em idade de reforma. De acordo com o jornal «Diário de Noticias», são quatro docentes com mais de 66 anos que podem vir a ser substituídos.


Uma das professoras faz 70 anos a 12 de setembro, o dia do arranque do novo ano letivo. A docente poderá nem sequer dar aulas, já que poderá ser obrigada a reformar-se depois de 25 anos a contrato.

Ao todo, o concurso extraordinário dá lugar a 16 professores com mais de 60 anos que, só agora, chegaram aos quadros da educação.

Na segunda-feira, o Ministério da Educação divulgou as listas finais do concurso que convocou, no total, 1.954 professores. No âmbito do processo de vinculação extraordinária de docentes do ensino básico e secundários e também de educadores de infância.

publicado por J.Ferreira às 00:13

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Terça-feira, 22 de Julho de 2014

Venha a PORRA para os Deputados

Depois de termos assistido, nos últimos anos (quase uma década) à tentativa de denegrir a competência dos professores por parte dos nossos parlamentares que aprovam (ou autorizam) que o governo insulte sistemática (diria, estrategicamente) a competência dos professores universitários (os únicos que aprovam e atribuem licenciaturas em ensino aos professores das escolas portuguesas) sem que se faça notar a sua indignação, eis que, numa rede social, aparece  uma deputada a "meter o pé na poça" escrevendo com erros ortográficos.

 

E, contrariamente ao que refere a notícia — "Observando com atenção é possível perceber que Catarina Marcelino escreveu “tulero” ao invés de “tolero”, “sensura” ao invés de “censura” e “bloquiarei” ao invés de “bloquearei”." — não é necessário estar muito atento pois os ERROS são ABUNDANTES... e CHOCANTES.

 

Ora, quando uma deputada escreve com tão vergonhosos "erros ortográficos" a única medida que o governo deveria tomar, de imediato, era a criação de uma PAP para se aceder ao Parlamento... Ou seja, para quando uma Prova de Aptidão Parlamentar? 

Será que não merecemos mais competência àqueles que ocupam lugares em órgãos de responsabilidade do Estado? Devermos continuar a admitir a que acedam a cargos deste calibre, pessoas com tamanha incapacidade ou ignorância?

 

Enfim... E que faz o Senhor Ministro da Educação, Nuno Crato...? Um ministro que tanto insiste em examinar os professores (que já foram examinados... !!!) de que está à espera para propor aos seus pares do governo que seja criada e aplicada uma Prova de Aptidão Parlamentar??? Vamos! Coragem, senhor Ministro. Já agora, uma ajudinha... Por que não chamar à dita prova de "Prova Ortográfica da Recuperação com Reforço de Aulas.  E, seria até interessante ver como reagiriam os seus "pares" (políticos) quando soubessem que, para serem parlamentares (ou até governantes) se teriam de submeter à sentença da dita PORRA.

E, já agora, mais interessante seria que a PORRA fosse aplicada a todos os candidatos a qualquer Órgão de Soberania de Portugal  (com menos de 5 anos de exercício)...

Afinal, nada de extraordinário aqui é proposto... E, parafraseando o que foi afirmado por responsáveis governamentais sobre os professores, perguntaríamos: "que político tem medo de se submeter à PORRA!

 

Ai não o querem fazer porque seria desprestigiante para os nossos parlamentares porque também eles (como os professores...!!)  já deram provas nas escolas??? Ai sim!???  Ora... PORRA! vejam então como podería ser APROVADO um deputado Nuno Magalhães Deputado CDS: "Entre Vitimas e Criminosos Estamos do Lado dos Criminosos". Esta afirmação é uma autêntica aberração...!!! 

 

 

 

Aqui, escrevemos em desacordo ortográfico... Deliberadamente!

 

 

 

publicado por J.Ferreira às 00:28

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Quinta-feira, 27 de Junho de 2013

Morte de Uma Lei À Medida ou Por Medida

A notícia do dia:

Crato acaba com licenciaturas como a de Relvas!

E que se passará com a licenciatura deste ex-ministro?

A novela vai ainda ter muitos episódios!


Um dia, sabe-se lá, ainda pode aparecer por aí algum atrevido que faça uma curta (ou até uma longa metragem) intitulada "Sócrates Versus Relvas"... A diferença de duas personalidades que marcaram a política nos últimos 10 anos.  Vejam aqui 1!

 

 

Voltemos ao nascimento da lei que permitiu a Relvas obter a sua licenciatura "legalmente" (???!).

Na verdade, ainda que esta não tenha sido feita "à medida" ou "por medida"... não há dúvida de que é uma lei do tipo pronto-a-vestir... Sim. Pronto a vestir porque, seguramente, deve ter servido a muito boa gente! Por isso, nunca se saberá por que foi criada ou com que verdadeiros objectivos nasceu! Mas uma coisa é certa: há gente a quem ela serviu como um "traje de rei"...!

 

Enfim... O importante para a credibilidde do ensino superior (futuro, caro está!) é que, depois de ter encerrado a Universidade Independente, se pudesse atacar o mal pela raiz...

É de apluadir o facto de, depois de tanta celeuma, finalmente, a lei estar morta!


No entanto, algumas perguntas ficam sem resposta:

Porque será que se fazem leis deste tipo ?

Por que terá sido criada esta possibilidade de expandir as "Novas Oportunidades" aos Cursos Superiores?

Será que alguém acredita que esta legislação se destinava a um cidadão abstracto? Que não tinha destinatários concretos?

Já repararam no ano em que a Lei foi aprovada?


Será que o Governo de Sócrates ignorava os potencais beneficiários deste tipo de acreditação?


Por último, um aplauso pa Crato.. O único que nos merece em todo o seu mandato:

É preciso coragem... senhor ministro, diga-se!

 


 

Vejam a novidade da medida do Governo...

Mas, será que alguém agora estará atingido? Será que algum daqueles a quem a lei se destinava vai ser atingido?

 

Os que beneficiaram do pseudo-reconhecimento de competências... que lhes vai suceder? Alguém se atreve a retirar-lhes o diploma?

Incrível... Como as "Novas Oportunidades" atingem uns quantos... para seu benefício! Uma vergonha Nacional...!

 

 

A notícia da morte da lei absurda chegou, finalmente (ver orginal Aqui 2 e Aqui 3)

 

Interessante... Mas será ineficaz pois, seguramente, os pretensos destinatários e/ou beneficiários já terão a vidinha arranjada!

Que esperam, heim!!??

 

 

Notícia 1


Ministério Público pede anulação da licenciatura de Relvas

O Ministério Público pediu a declaração de nulidade do ato de atribuição de licenciatura a Miguel Relvas, na ação administrativa especial intentada contra a Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, informou a Procuradoria-Geral da República.

«O Ministério Público no Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa intentou acção administrativa especial na qual peticiona, para além do mais, a declaração de nulidade do acto de atribuição de licenciatura a Miguel Relvas», lê-se numa nota da PGR.

A nota adianta que a acção foi proposta contra a Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, tendo como contra-interessado Miguel Relvas e teve por base um relatório da Inspeção-Geral de Educação e Ciência.

Fonte do Tribunal Administrativo de Lisboa disse que a ação do MP deu entrada na quarta-feira e que já foi distribuída à Unidade Orgânica 3.

Miguel Relvas não é réu nesta ação administrativa, mas figura como contra-interessado, podendo ser envolvido em função da relação com os factos aludidos na queixa, de acordo com o código administrativo.

A Universidade Lusófona ainda não foi notificada do processo, disse à agência Lusa fonte da instituição de ensino.

A mesma fonte lamentou ter conhecimento deste procedimento através da comunicação social e reiterou a convicção de que a instituição «agiu com total transparência e regularidade».

«Por isso, aguarda serenamente o desfecho deste processo», acrescentou a fonte.

A decisão do MP em remeter para o tribunal surgiu na sequência do relatório da Inspeção-geral da Educação e Ciência (IGEC) relativo ao «caso Lusófona», no qual era proposta a declaração de nulidade da licenciatura do ministro Miguel Relvas.

O antigo ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares anunciou a demissão do cargo a 4 de abril, alegando «falta de condições anímicas» para continuar a exercer as funções.

Na mesma altura, o Ministério da Educação e Ciência (MEC) decidiu enviar para o Ministério Público o relatório da Inspeção-Geral de Educação e Ciência (IGEC), que envolve a licenciatura de Miguel Relvas, para que fosse este a decidir sobre a «invalidade de um ato de avaliação de um aluno».

No relatório entregue ao ministro da Educação, Nuno Crato, a IGEC defendia existir «prova documental de que uma classificação de um aluno não resultou, como devia, da realização de exame de escrito».

 

 

Notícia 2:

"Governo acaba com créditos ilimitados por experiência profissional nas licenciaturas"

"Novo regime aprovado em Conselho de Ministros põe fim a situações como a do ex-ministro Miguel Relvas."

"Os créditos atribuídos pela experiência profissional e outras actividades exercidas pelos estudantes do ensino superior vão passar a estar limitados. O Governo aprovou nesta quinta-feira, em Conselho de Ministros, uma alteração ao regime jurídico dos graus académicos que cria regras mais apertadas para a obtenção de equivalências, pelo que deixa de haver possibilidade de acontecerem casos como o da licenciatura do ex-ministro Miguel Relvas.

Com o novo regime, o número de créditos atribuídos por equivalência nunca poderá ser superior a um terço da totalidade dos créditos totais de cada um dos cursos.

“Há uma clarificação no sentido de uma limitação”, esclareceu o ministro da Presidência, Luís Marques Guedes, na conferência de imprensa que se seguiu à reunião do Conselho de Ministros desta quinta-feira. A alteração não é feita “para resolver casos concretos”, visando sim “disciplinar” a situação, referiu o governante.

Até ao momento, a legislação deixava em aberto a possibilidade de atribuição de créditos, dando total liberdade às universidades para atribuírem equivalências sem que houvesse um limite máximo. Foi isso que permitiu que, em casos como o de Miguel Relvas, grande parte do curso tivesse sido substituído por créditos concedidos tendo por base a experiência profissional e outras actividades exercidas pelo aluno.

Com o novo quadro aprovado pelo Governo, as instituições de ensino superior mantêm autonomia para a avaliação dos currículos dos estudantes, mas dentro de regras mais apertadas."



Notícia 3:


"O Conselho de Ministros aprovou, esta quinta-feira, uma alteração ao regime jurídico dos graus académicos e diplomas do ensino superior que limita o número de créditos que podem ser atribuídos por via do reconhecimento a experiência profissional dos alunos.

As novas regras impõem como limite máximo a este tipo de equivalências um terço do total dos créditos necessários para completar o curso.

 

«Nesta proposta hoje aprovada em Conselho de Ministros, há uma clarificação desse aspecto no sentido de uma limitação dos créditos que não poderão ser superiores a um terço da totalidade dos créditos relativos a cada um dos cursos em si», explicou o ministro Marques Guedes no final da reunião.

 

Segundo o comunicado do Conselho de Ministros, «a clarificação destas normas vai permitir regras mais claras para a acreditação de cursos».

 

Recorde-se que desde o final da inspecção que detectou irregularidades na acreditação de cursos na Universidade Lusófona que o ministro da Educação e Ciência Nuno Crato tinha prometido impôr limites ao número de créditos que poderiam ser dados em reconhecimento da experiência profissional.

 

Esta semana soube-se que o Ministério Público junto do Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa decidiu levar a Universidade Lusófona a julgamento para apurar da legalidade da licenciatura do ex-ministro Miguel Relvas, na sequência da análise feita às conclusões da auditoria feita pela Inspecção-Geral de Educação e Ciência àquela instituição de ensino superior.

 

Na acção administrativa especial que intentou o Ministério Público pede mesmo «a declaração de nulidade do acto de atribuição de licenciatura a Miguel Relvas», como explicou, esta quarta-feira, a Procuradoria-Geral da República em nota enviada às redacções."


publicado por J.Ferreira às 18:03

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Quarta-feira, 6 de Março de 2013

Vítimas da Incompetência

Professora vítima da incompetência de quem, com as suas leis, implementa, promove, incentiva ou permite o laxismo e irresponsabilidade dos jovens.

Sim... Para certas coisas (quando convém aos governos) consideram os jovens como entes dotados da capacidade de assumir as suas responsabilidades ainda que para as mesmas não tenham a mínima formação (como é o caso de representantes em órgãos de gestão das escolas ou de avaliação do processo educativo (incluindo dos seus intervenientes) desempenhando o seu papel com uma total e assustadora ausência de competência. Com efeito, contrariamente a um professor que só consegue que lhe dá o lugar como docente da escola após ter passado vários anos estudando e prestando provas de competência científica e pedagógica (até obter a licenciatura), o direito do aluno a ter um  "representante" (tão falaciosamente apregoado como necessário e democrático à sustentação desta sociedade cada vez mais podre...) é conquistado por eleição e como tal, não tem qualquer exigência no que respeita a conhecimentos e competências da  mais diversa natureza (científicos, pedagógicos ou didácticos...) tendo, infelizmente, conduzido à inversão do papel do professor: de avaliador de alunos passou a avaliado pelos alunos. 

 

Vem este texto a propósito de uma denuncia que recebemos via email. Não tendo a possibilidade de verificar a sua veracidade, apenas a publicamos como texto para levar a uma necessária reflexão:

Que geração de irresponsáveis estaremos a formar?

Estaremos a formar uma estirpe social com um conjunto de valores (os da irresponsabilidade!!!) correspondente aos que demonstraram alguns dos nmossos políticos que obtiveram formação superior?

Será que a máxima popular "água mole em pedra dura tanto bate até que fura" vai passar a ser a norma que condizirá à obtenção de êxito escolar o que é bem diferente de êxito educacional (sucesso educativo) já que de sucesso no sentido de êxito... é o que parece não haver...

Cada vez estamos a formar mais irresponsáveis, à semelhança dos políticos que nos vão tocando na rifa (mentindo sempre na campanha eleitoral e nunca sendo responsabilizados com perdad ded mandato por essas mesmas mentiras...!).

 

Cremos que o país está a padecer de uma postura mais responsável  e ética dos governantes, dando o exemplo de responsabilidade que seria de esperar e que os cidadão têm o direito pois para elegem representantes para cumprirem com o programa que apresentam na campanha eleitoral.


Num mundo da informação, não vale a nenhum deputado de nenhum partido nem a nenhum candidato à governação do país, argumentar com "não sabíamos como o país estava!". Tretas... !!!

Que fazem os deputados no Parlamento? Discutem o sexo dos anjos...? O casamento homossexual? E... para quê? Para deixarem que as crianças, que nenhuma culpa têm de ter quem têm no governo, sucumbam à fome ?

Triste país.... 


 

Por fim, aqui vos deixo o desabafo que chegou por email. Nele não estão identificados os intervenientes pelo que, mesmo que tal seja uma ficcção, vale a pena ler para que estejamos mais alerta...

 

 

Bom dia

Após contacto telefónico para denunciar uma agressão numa escola,  foi-me solicitado que vos contatasse por este meio. Assim, e enquanto  professora e cidadã passo a relatar o acidente/agressão de que fui  vítima. Sou professora numa escola, em Setúbal e, na passada segunda  feira, dia 25 de fevereiro, um aluno de uma turma de 9º ano retirou,  sem o menor ruído e sem que quase ninguém se apercebesse, de  propósito, a porta da sala de aula dos encaixes, pelo que a mesma  ficou encostada à parede, dando a noção de que estava aberta  normalmente.

Quando me dirigi para a porta com o intuito de a fechar (convém  salientar que é uma porta pesadíssima), a mesma caiu-me sobre o lado  direito do corpo. Se não fosse um aluno estar junto a mim e tivesse  sustentado a sua queda total, teria, certamente, ocorrido uma  tragédia. Chamei funcionários e um elemento da Direção da escola para  testemunharem a ocorrência e foram necessárias quatro pessoas para  voltar a colocar a porta nos encaixes. Como no momento, e com o susto,  nada parecia ter-me magoado, continuei a dar aulas até às 18:30h.

Já no carro, durante o trajeto de Setúbal para Almada, comecei a  sentir tonturas, dores no lado direito do corpo; um formigueiro e  dores na cabeça, vista, ouvido e pescoço, pelo que me dirigi às  urgências do Hospital Garcia de Orta, na área da minha residência.

Permaneci durante seis horas nas urgências, onde me foram realizados  exames, nomeadamente uma TAC e diversos RX que diagnosticaram um  traumatismo craneano sem lesões internas graves e hematomas na cabeça.

O resto do corpo apenas está dorido e com nódoas negras (face, braço e  anca). Contudo, e sem "pieguices" (como diria o nosso Passos), eu  poderia ter morrido, se a queda da porta não tivesse sido apaziguada.

E se caísse em cima de um aluno e o matasse? A responsabilidade;  negligência; leviandade; processo disciplinar e, quiça, despedimento  por justa causa seriam imputados a quem? Ao professor. Todos lavariam  as mãos qual Pilates... Quem me indeminiza pelos danos de saúde de que  padeço há três anos por ter ido parar a esta escola por um engano,  omissão, incompetência...? O que irá acontecer a estes alunos que já  cometeram inúmeras infrações graves e continuam nas escolas como se  nada fosse? Sim, é que o IFP que, supostamente, "acolhia" estes alunos  não os aguentam e estão a enviá-los para as escolas novamente...

Surreal; irónico; subversivo.... não acham??

  Gostaria que o meu caso fosse divulgado, não por ser mais um, mas por  ter podido ser mais um, isto é, daqueles que são omissos por medo de  represálias de vária ordem e/ou proveniência. Para além disso, segundo  o MEC, os alunos, agora, após o Novo Estatuto do Aluno, têm, na  teoria, punições graves. Contudo, na prática, e se forem menores,  cometem delitos que põem em risco a integridade física e moral dos  seus pares, assobiando impunemente, como se nada se passasse, uma vez  que não têm a mínima consciência da consequência dos atos que cometem,  mas sabem, porém, que nada lhes acontece de efetivo. Nem os pais nem  os alunos são responsabilizados pelos danos humanos e materiais que  despoletam e as escolas e respetivas direções veem-se de mãos atadas,  perante leis algo perversas. Como é que um Diretor pode penalizar um  aluno como ele merece e de acordo com o delito que comete, sabendo  que, muitas das vezes, a família sobrervive "à conta" do rendimento de  inserção se o menino não prevaricar? O que pode fazer um professor  perante um caso "banal" destes? O que pode fazer a Direção de uma  escola? O que pode fazer o MEC? O que pode fazer a sociedade? O que  (se) pode fazer (de) Portugal? Come-se e cala-se com medo? Enterra-se  a cabeça na areia e assobia-se para o lado, enquanto não for connosco  e é com o colega? Espera-se que morra alguém a quem se tecerá  hipócritas elogios na hora da partida? Por que motivo oiço todos os  professores a queixarem-se no fundo das suas olheiras, diariamente, de  tudo e todos, que se arrastam literalmente por não aguentarem mais a  exaustão, a (o)pressão e o medinho, mas no momento de dar a cara, de  falar, de confrontar, de estender a mão a um colega, se encolhem,  efiando a cabeça no seu umbigo cobarde e individualista, como quem  pensa "não é nada comigo; o melhor é não me misturar...". Até, um dia,  lhe tocar a si ou aos seus. A desunião e o medo não fazem a força. A  cobardia não deverá ser o nosso lema. O país e a sua soberania  dependem de um ensino e de uma educação, onde se estejae seja tratado  com dignidade para que o brio e a motivação por dar/fazer mais e  melhor venham ao de cima. É o lema de muitas empresas, até já em  Portugal, note-se com estranheza...

  Este é mais um desabafo de uma professora maltratada, que faz 80  quilómetros para ir trabalhar, gastando cerca de 250 euros/mês em  gasóleo e portagens, sem quaisquer ajudas de custo, como tantos que  tanto se queixam e, no entanto, as auferem; a quem retiraram cerca de  200 euros para acertos, no mês de fevereiro; que está congelada (a  todos os níveis) há cerca de 8 anos; que vê contratados a serem  colocados como efetivos, passando à frente dos seus 20 anos de  serviço, porque o MEC decidiu oferecer mais um presente envenenado a  600 contratados, atirando areia para os olhos de todos, e passando, ou  melhor, tentando passar, um atestado de debilidade mental aos  professores e cidadãos portugueses, subestimado a sua inteligência. E  os professores de quadro que estão há anos longe de casa e das suas  famílias, gastando o que já não têm: saúde; esperança e dinheiro??

Resta a frustração e ir trabalhar com dores; malas com rodinhas; com  depressões ou cancros. Também, quantos mais morrerem melhor, certo??

  Não vou cantar a Grândola Vila Morena, porque não estou em condições  físicas para o fazer, mas conto com a divulgação deste texto ou caso  (como melhor entenderem fazer), visto serem uma entidade respeitadora  da liberdade de expressão dos portugueses e que, indubitavelmente,  lhes servem um excelemnte serviço público.

publicado por J.Ferreira às 12:42

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Terça-feira, 25 de Setembro de 2012

IMORALIDADE em TEMPOS de CÓLERA

 

PORTUGAL é o exemplo da maior imoralidade que algum dia se poderia imaginar.

Os políticos que sempre dizem estar preocupados com o povo, só estão preocupados porque sem o povo para trabalhar não há contributos que lhes permitam auferir tantas benesses. Vejam a notícia que segue, publicada no DN.

 

"Mais de 400 ex-políticos de todos os quadrantes, à excepção do BE, ainda beneficiam desta benesse que foi revogada em 2005 pelo PS.

A possibilidade de se acumularem subvenções vitalícias com vencimentos no sector privado faz com que gestores de topo beneficiem ainda daquela benesse. Casos de Jorge Coelho, Manuel Dias Loureiro, Armando Vara ou Ângelo Correia.

Documentos oficiais a que o DN teve acesso revelam que Jorge Coelho - que o DN tentou em vão contactar - acumula o seu salário de presidente da Mota-Engil com uma subvenção vitalícia que no momento em que lhe foi originalmente atribuída era de 2400 euros/mês.

Já Manuel Dias Loureiro, gestor de fundos de investimento - e ex-administrador da Sociedade Lusa de Negócios, holding do BPN -, recebe 1700 euros, sendo que, conforme disse ao DN, não tenciona prescindir a não ser que a lei o obrigue. "Nunca pensei nisso", disse."

 

 

Mas, como se não bastasse esta notícia...

Vejam a notícia que sege, de  O Público, edição online de 25 de setembro de 2012.

Antigos administradores da ERSE podem receber salário durante dois anos

Até quando o povo português estará disposto a suportar tamanha bandalheira usurpadora dos bens comuns?


publicado por J.Ferreira às 14:36

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Quinta-feira, 21 de Outubro de 2010

Crise? Os Vampiros Estão de Volta.

Caro leitor.

Vamos lançar-lhe um desafio nada difícil de enfrentar. Apenas lhe pedimos que ouça "com olhos atentos", veja "com ouvidos despertos" e, no final, diga de sua justiça, deixando o seu comentário abaixo!

 

 

 

Com que então senhor Ministro das Finanças diz que não sabe onde cortar mais às despesas?

Pois bem... Aqui fica mais uma ideia... É caso para dizer:

- Ó Sócrates! Aproveita! Estas são de borla!

 
 

 

 

Enquanto o povo aperta o cinto, o nosso Parlamento vai ter 100 MILHÕES para gastar em 2011,  prevendo-se uma quebra na despesa consolidada do Parlamento de apenas 1,1%. E andamos nós a reduzir entre 3,5%  e 10% no nosso salário. Viva a igualdade e o exemplo do Estado. Ora, depois disto, será que alguém ainda tem dúvidas de quem nos anda a "chupar" a massa?

Em soluções milagrosas já ninguém acredita. Mas há quem tenha uma resposta lógica e convincente para resolver parte do problema das nossas finanças públicas sem castigar os cidadãos que nenhuma responsabilidade têm  quanto ao descontrolo orçamental destes (des)governantes.

Depois disto, é caso para recordar algo que cantava Zeca Afonso:

"Eles comem tudo!..."

"Eles comem tudo!..."

"Eles comem tudo e não deixam nada!"

 

 

Finalmente gostaria de dizer que, depois de assistirmos ao triste espectáculo da situação financeira em que os nossos governantes democratas deixaram os cofres do Estado, temos de confessar que começamos a ter algumas e sérias dúvidas sobre a quem, realmente, se referia Zeca Afonso na sua canção "Os vampiros"?

 

publicado por J.Ferreira às 22:40

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