Até que o Teclado se Rompa!
"O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons." (Martin Luther King)

01 Novembro 2018

Os provérbios trazem-nos ensinamentos que não podemos menosprezar.

Aprendendo e aplicando no nosso dia a dia o que através deles nos é transmitido, de geração em geração, seguramente, as relações tornar-se-iam mais harmoniosas.

E, tendo os ensinamentos dos anciãos bem presentes na nossa acção em sociedade, creio que a vida seria bem mais fácil, bem mais suportável. Todos ganharíamos e até o mundo agradeceria...!

 

Não digas tudo o que sabes.

Não faças tudo o que podes.

Não contes tudo o que ouves.

Não gastes tudo o que tens.

 

Porque…

Quem diz tudo o que sabe…

Quem faz tudo o que pode…

Quem conta tudo o que ouve…

Quem gasta tudo o que tem…

 

Muitas vezes…

Diz o que não sabe!

Faz o que não pode!

Conta o que não ouve!

Gasta o que não tem!

 

publicado por J.Ferreira às 21:06

31 Outubro 2018

Foi no inído da década de 90 do século passado, que se iniciou uma onda que levou à machadada na solidariedade inter-geracional. Tal ocorreu quando o governo de então, dirigido por Aníbal Cavaco Silva, avançou com a decisão de aumentar colossalmente o valor das propinas a pagar pelos jovens que frequentavam as universidades, fazendo passar a ideia de que ser estudante universitário era um luxo.

 

Algumas atitudes impensadas de alguns, levaram a juventude universitária a perder a razão, dizem alguns. Que fique claro que, ainda que discorde das atitudes de meia dúzia de estudantes perante o Sr. Ministro da Educação, demonstrando, de facto, uma clara “falta de educação”, na verdade o que estava para acontecer veio retirar a muitos o direito à Educação e ao prosseguimento de estudos. E discordo porque, se a luta estudantil teve episódios caricatos (e até censuráveis) da parte de uma meia dúzia de estudantes mais irreverentes ou com a cabeça quente, não concordei nunca que, por meia dúzia de “andorinhas” terem tomado uma atitude criticável (repito, de meia dúzia de estudantes) se afirmasse que as outras centenas de milhares de estudantes tivessem perdido a razão. Mas, a maioria não foi assim que pensou. E a lei avançou. Os estudantes perderam. Sim. Perderam. Mas perdeu todo o país. E veremos por que motivo afirmo isso.

 

Com a chegada das eleições legislativas de 1995, renasceu a esperança de que a lei não fosse avante, fosse revertida. António Guterres chega a primeiro-ministro e os valores inicialmente referidos foram moderados. Porém, e como diz o povo, “foi Sol de pouca dura”. E não tardou que o valor das propinas chegasse aos patamares previstos por Aníbal Cavaco Silva e, passados poucos anos, chegou mesmo a ultrapassar o absurdo de 2 salários mínimos por ano!

 

Em 1997, Miguel de Sousa Tavares (MST) dirigindo o programa da SIC “Viva a Liberdade” com a participação permanente dos comentadores José Pacheco Pereira e António Barreto. Num dos programasem que se debateu o tema PropinasMST (hoje nem sei se comentador, se jornaleiro, se advogado ou se escritor) apareceu como um acérrimo defensor do princípio do "utilizador-pagador", justificando e aplaudindo o colossal aumento das propinas com o pretenso “balúrdio” que os formados com licenciatura viriam um dia a ganhar.

 

Deveria ter em mente entulhada com a ideia de que, as universidades estavam repletas de malandros que só fugiam para as universidades porque não queriam trabalhar e, como tal, mereciam ser castigados.

 

Ora, as famílias perdiam muito dinheiro pois os jovens que (com 18 anos já poderiam trabalhar e levar para casa um salário…!) iam estudar (e contribuíam para melhorar os níveis de habilitações dos portugueses e ajudar Portugal e abandonar a cauda da Europa) deixaram de ganhar um salário (mais grave, estudando só gastavam dinheiro aos pais) e, ainda por cima, viram as suas famílias a ter de fazer sacrifícios ou um esforço extra para desembolsar milhares em propinas absurdas e, sobretudo, injustas. Repito: absurdas e injustas. Absurdas, porque nos termos da Constituição, a justiça faz-se através dos impostos, e não das taxas que inventam, duplicando os impostos sobre rendimentos que já foram taxados! E injustas, porque (o pior de tudo!) os que pagavam impostos eram os que voltavam a pagar e os que devida ou indevidamente não pagavam impostos, continuaram a não pagar propinas. E, infelizmente, ainda hoje é assim!

 

Com a aplicação do princípio do "utilizador-pagador" (que não aplicam a todos os âmbitos da sociedade) criaram tremendas injustiças e afugentaram jovens das universidades que, contrariamente ao espírito inscrito na lei (que nenhum estudante deixasse de estudar por motivos económicos) “deixaram de estudar por motivos económicos”.

 

Estive contra por motivos óbvios. Todos os cidadãos de uma sociedade beneficiam da melhoria dos níveis de formação dos seus compatriotas. Porém, aqueles que até então se formaram nas universidades “sem pagar um chavo”, não estiveram com meias medidas e cortaram o financiamento da formação dos seguintes. MST pertence a uma geração que recebeu formação grátis, paga pela geração anterior mas que não quis contribuir para formar a geração seguinte... E muitos tiveram que sacrificar as suas famílias para que os seus filhos pudessem estudar. A geração de MST recebeu mas não esteve disposta a dar...

 

E lá de e foi a solidariedade entre gerações.

publicado por J.Ferreira às 23:32

28 Maio 2018

Os Trabalhos para Casa... fazem falta? Porque continuarão os PROFESSORES a ser MASOQUISTAS?


Numa das primeiras reuniões com os encarregados de educação depois de ter regressado a Portugal, questionaram-me sobre se havia trabalhos de casa porque o filho dizia sempre que não tinha anda. Eram alunos de 1º ano de escolaridade. E eu respondi, com alguma ironia e falta de elegância porque lhes lancei outra pergunta:
— Querem "trabalhos de casa" para os vossos filhos? Sim..? Ok... Quem quiser TPC para o filho, primeiro tem que me deixar o número de contacto do patrão!
— E para quê? — Perguntou um dos presentes.
— Para dizer-lhe que, no fim das 8 horas de trabalho, lhe mande mais umas camisas para pregar botões ao fim do dia, ou uma dúzia de pares de calças para engomar, umas batatas e cenouras para descascar, um saco de farinha para amassar, um televisor para reparar... etc... etc.
Esta foi a forma como considerava eu a necessidade de trabalho de casa para quem trabalha o dia inteiro. Note no que disse:"para quem trabalha, de facto, o dia inteiro". O problema é que, nas nossas escolas, óbvia e naturalmente (porque assim são também muitos dos nossos trabalhadores), há os que se aplicam, os que trabalham e os que passam, olimpicamente, por cima do que o professor lhes ordena, não trabalham, nada fazem...
Se um trabalhador nada faz, o chefe pode tratar de levar o patrão a que lhe ordene fazer as malas (guia de marcha para a rua!). Porém, na escola o professor anda pode fazer. E se o aluno nada faz, a culpa de o aluno não aprender recai sobre o professor. E todos sabemos que, se um aluno está magro, de nada serve ao professor comer, comer, comer para que o aluno engorde! 

TPC_1.jpg

Há TRÊS motivos que podem obrigar ao "Trabalho Para Casa". O primeiro, é que a aluno não desempenhe o papel de aluno e se limite a "passear os livros e o pensamento pela escola". O segundo é que o aluno seja um absentista (quantas vezes por culpa dos pais que decidem fazer uma "mini-férias" a meio do período aproveitando umas promoçõezinhas...") e necessite recuperar os conhecimentos da matéria abordada nos períodos de ausência (porque assim o desejam os pais, os governantes e a sociedade!)! O terceiro motivo é que a matéria seja tão extensa que o programa se torna impossível de concluir sem um trabalho extra de aprofundamento (que poderia ser feito na aula caso a o programa estivesse ajustado a aprender apenas na escola (o que não é de todo verdade!). Assim, se a criança em casa faz um trabalho de 15 minutos, o desgraçado do professor terá trabalho para 4 horas...
CONCLUSÃO.... A ver como atacam os professores que se preocupam com o sucesso dos alunos, só me vem à cabeça uma questão: SERÃO OS PROFESSOR TÃO MASOQUISTAS PARA CONTINUAREM A MANDAR TRABALHO DE CASA?
Não vêem que apenas arranjam lenha para se queimar (leia-se, horas e horas que roubam à família e aos amigos do café, para ajudar os filhos dos demais que ainda por cima os criticam?
Será que se percebe agora melhor a primeira pergunta que fiz aos pais, a respeito do TPC com que pareciam preocupados, logo na primeira reunião?
E já há muito que não há trabalhos de casa. Há conselhos de estudo. Se querem, fazem, Se não querem, não fazem. É a lei: liberdade de aprender e de ensinar. Se não querem aprender... se estão satisfeitos com o nível que têm... Eu é que não vou comer mais para que os meus alunos engordem.... Porque isso, eu não consigo!!!! 

 

publicado por J.Ferreira às 00:44
tags: ,

20 Março 2018
Vários jornais, entre eles, o jornal diário "Público" e o "Diário Económico" noticiaram online: Morreu o professor e ex-ministro Calvão da Silva, Professor universitário de Coimbra morreu de cancro. Tinha 66 anos. 
 
Constatação: mais uma alma triste que se partiu... Será que este ex-ministro acreditava também na ampliação da média de idade para viajar ao outro mundo?
 
Na verdade, pouco importa pois, não tivera ele beneficiado do facto de ter sido político (leia-se, ministro) e seguramente, beneficiado da tal SUBVENÇÃO VITALÍCIA... e era mais um a cair sem chegar a dita reforma. Sim, MAIS UM QUE SUCUMBIRIA ANTES DA IDADE DA REFORMA... (que nos querem impor, a todos, isto é, aos 67 anos...).
 
Desafio-vos a penar um pouco nas questões que seguem, e concluam como os POLÍTICOS MANIPULAM os NÚMEROS a favor do que pretendem fazer crer às pessoas.
 
Como fizeram a o cálculo da melhoria da esperança média de vida?? Será porque as pessoas morrem mais tarde ou pelo facto de ter vindo a diminuir a mortalidade infantil, juvenil, júnior e adulta?
 
A Esperança média de vida de uma população inclui as crianças, isto é, aqueles que não contribuem. Ora, se não morrer nenhuma criança nem jovem nem adulto, a esperança média de vida continuará a aumentar, mesmo que a maioria dos contribuintes sucumba cada vez mais cedo!
 
É que TODOS OS CIDADÃOS entram para a ESPERANÇA MÉDIA de VIDA, que os políticos enchem a boca que foi "ALARGADA" (mas que mais parece ter sido ALAGADA...!) para justificar o aumento da idade de reforma...
 
E quantos sucumbirão antes de atingirem a idade que lhes daria direito à reforma, alterada abruptamente por um dos DONOS DISTO TUDO...?

João Calvão da Silva "Desempenhou o cargo de ministro da Administração Interna no curto segundo Governo PSD/CDS-PP liderado por Passos Coelho, que durou menos de um mês em 2015

O ex-presidente do Conselho Nacional de Jurisdição do PSD João Calvão da Silva morreu esta terça-feira, aos 66 anos, vítima de doença prolongada, confirmou fonte oficial social-democrata."

publicado por J.Ferreira às 20:22

03 Fevereiro 2018

Mais uma vez, os nossos jormalisats voltaram com a comparar o incomparável e... aqui temos mais uma vez, OS VERGONHOSOS RANKINGS DAS ESCOALS.
Por que NÃO FAZEM o RANKING do NÍVEL ECONÓMICO das FAMÍLIAS dos ALUNOS que OBTIVERAM MELHORES RESULTADOS??
Ao ouvir, na RTP1, uma jornalista dizer que "a receita do sucesso está na cultura de equipa... " deu-me uma enorme vontade de rir!!
Quantos cidadãos de minorias étnicas ou comunidades pobres, vivendo em bairros sociais (ou bairros de lata) estão a frequentar essas escolas cimeiras do Ranking?
Ora, o sucesso está na capacidade de poder escolher os alunos. Não porque considere que as privadas se recusam a aceitá-los mas, porque os alunos com maiores dificuldades (menores recursos, menores potencialidades, oriundos de famílias mais carenciadas, desestruturadas, cujos pais apresentam um mais baixo níverl de escolaridade) nem se agtrevem a entrar nas Escolas Privadas para inscreverem os seus filhos. 
Se aparecessem, estou convencido de que as Escolas Privadas aceitariam as matrículas. O que duvido é que fossem admitidos sem pagarem o que lhes é exigido!!! Aliás, estou profundamente convencido de que, na hora em que fossem admitidos, a maioria das "famílias top" (que querem proteger os seus filhos da miscelânea e balbúrdia que a Escola Pública não pode recusar porque não tem quaisquer meios de fazer uma selectividade) fugiria, imediatamente, com os seus filhos para as Escolas Públicas...!
Fazendo um paralelismo com outras áreas da vida pergunto: Será que o sucesso do Porto, do Sporting ou do Benfica está na cultura de equipa... ou no nível dos jogadores contratados?
Em educação, os portugueses misturam escolas (clubes) que têm capacidade (se não directa, pelo menos indirecta!) para escolher alunos (jogadores) com os que não podem escolher alunos (jogadores)!!! 
Comparam clubes da 1ª Liga e que têm todas as condições (como Porto, Sporting, Benfica, ...) com clubes da mesma Liga sem nenhumas condições?? Não! Por que será que há objetivos diferentes em níveis diferentes do mundo do futebol? Numa mesma Liga, uns querem ser campeões, outros aspiram chegar às competições europeias e, outros ainda, apenas pretendem manter-se na mesma divisão.
Já imaginaram se o Ronaldo e outros craques jogassem no Tondela?? Por que será que os jornalistas não fazem Ranking de Clubes de Futebol comparando os resultados de todos os clubes, metendo-os todos no mesmo saco?
Em Portugal, no que respeita a Educação, mistura-se tudo! E compara-se o incomparável... 
Porque não fazem o mesmo sobre os clubes de Futebol? E já agora, com o nível de vida das diferentes Autarquias do país...? Afinal, como nas escolas, todos os clubes têm o mesmo número de jogadores...! 
Conclusão: TEMOS UM JORNALISMO QUE METE NOJO...! Que me diz o leitor??

O jornal PÚBLICO apresenta também o contexto socioeconómico pertencem e quantos alunos chumbam.

O está no Semanário  Expresso  divulga o Rankings das Escolas 2017.

publicado por J.Ferreira às 20:48

19 Novembro 2017

O SUBSÍDIO DE NATAL É UMA DÍVIDA DA ENTIDADE PATRONAL AOS TRABALHADORES e corresponde a DIAS LABORADOS QUE NÃO FORAM PAGOS!

 

SubsidioNatal1.jpg 

 

Para quem não fez nunca as contas... que abra os olhos... aquilo a que chamam Subsídio de Natal é uma artimanha dos políticos e patrões para fazerem de conta que nos dão algo quando o valor que pagam é fruto do nosso trabalho e não uma benesse. Aliás, é o pagamento de dias trabalhados e pagos com atraso de meses...!

Creio que qualquer pessoa deve concordar que...

  1. Toda e qualquer hora de trabalho, merece a correspondente remuneração...
  2. Cada dia de trabalho, efectivamente prestado, deve ser pago ao trabalhador;
  3. Um trabalhador cujo tempo de trabalho semanal começa à segunda-feira e acaba à sexta-feira, tem direito a receber semanalmente 5 dias de trabalho.
  4. Um trabalhador, que cumpra 4 semanas de trabalho, tem direito a receber o valor pelos 20 dias de trabalho realizado.
  5. À excepção do mês de fevereiro, todos os restantes têm mais de 4 semanas, logo mais de 20 dias laborais!

Se concorda com o anterior, não se julgue excepcional, porque é o que acontece em qualquer parte do mundo!

Pois bem... Analisemos, agora, a realidade portuguesa, em termos laborais.

Não se passaram assim tantos anos desde que o trabalho era pago à “jornada” (dia) o que deu origem à palavra “jornaleiro” (não confundir com jornalista "de meia-tigela", jornalista sem merecimento). Ora, para facilitar os pagamentos, os patrões foram passando a pagar "à semana" e depois por “à quinzena”, e finalmente, passaram a pagar ao mês.

E vivi esta situação "por dentro" porque o meu pai (que foi trabalhador por conta de outrem) se estabeleceu por conta própria, com uns quantos empregados... E, tendo passado de operário a empresário (logo, passou do papel de empregado para o papel de patrão!) sabia bem como era que lhe pagavam. E continuou a fazer o mesmo aos seus empregados.

Perguntará o leitor: Como sabe isto? Pois, é fácil. Porque, sendo uma pequena empresa, e sem possibilidade de admitir um empregado de escritório, era eu que, enquanto estudante, lhe fazia a contabilidade e os pagamentos aos empregados!

O que não sei é se o início deste sistema de pagamento de um valor mensal fixo (ordenado), começou por iniciativa dos empresários (para facilitar os movimentos e cálculos da contabilidade) ou do governo (contribuições para a Segurança Social, impostos às finanças, etc, etc…!). O certo é que os pagamentos de salários passaram a ser feitos mensalmente.

Ora, como determinar um valor fixo se os meses têm um diferente número de dias de trabalho?

É aqui que muito podem encontrar a resposta ao nascimento do 13º mês. Recebendo o mesmo salário todos os meses, há vários dias trabalhados que não são pagos aos os trabalhadores.

O cálculo do salário mensal, obviamente, foi baseado em apenas 4 semanas (é o que vulgarmente se diz, que um mês tem 4 semanas!)… Logo, apenas o mês de Fevereiro ficaria com todos os dias trabalhados pagos no próprio mês. Os restantes meses, têm dias que não são pagos. mas havia que pagar esses dias...! na realidade, é o patrão que fica (no seu cofre) com o dinheiro dos restantes dias trabalhados. Decidiu-se que o valor acumulado nos dias não pagos seria entregue ao empregado no final do ano. E, para facilitar a vida dos trabalhadores e ajudar a suportar os gastos com as festividades de natal, passou até a ser pago, não em Dezembro, mas em Novembro.

Se fizermos, mensalmente, o somatório dos dias que vão além de 4 semanas (28 dias normais ou 20 dias laborais) que correspondem ao valor pago no salário mensal, teremos: Janeiro (3 dias); Fevereiro (0 dias); Março (2 dias; Abril (2 dia); Maio (3 dias); Junho (2 dia); Julho (3 dias); Agosto (3 dias); Setembro (2 dias); Outubro (3 dias); Novembro (2 dias); Dezembro (3 dias). No entanto, no ordenado mensal, trabalhadores apenas recebem o correspondente a 4 semanas (4 x 5 dias de trabalho) isto é, 20 dias laborados. Isto só acontece no mês de Fevereiro. Mas chamaram-lhe salário mensal.  Na verdade, o mês de Fevereiro é o único que é integralmente pago no próprio mês!!! No entanto, à excepção de Fevereiro, todos os meses de trabalho têm mais de 20 dias laborais e o excedente não é pago pela entidade patronal aos seus trabalhadores? E não são poucos dias... Há 11 meses que têm mais dias do que as 4 semanas de trabalho... e os dias extra não são pagos pelo patrão!

Para quem ficaria esse dinheiro? Para o Estado? Para os patrões? Foi aí que nasceu um 13º pagamento de dias de trabalho efectuado e não remunerado (os nossos vizinhos espanhóis, chamam-lhe (inteligentemente!) “paga extra”, e não subsídio. E não será por acaso!

Assim, para efeitos de salário (e só para salários) o ano tem de ter 13 “pagamentos” para que sejam repostos os tais 20 dias de trabalho acumulados nos meses que têm mais de 28 dias (veja no calendário: pagos em Janeiro. Em vez de chamar-lhe ”salário em dívida” ou “salário em atraso” (que o é na realidade) para não “insultar” os patrões, preferiram chamar-lhe 13º mês… Logo, o 13º mês (e não subsídio de natal) não é uma benesse, nem do patrão nem do Estado!… É, isso sim, dinheiro em dívida dos patrões aos empregados… é um crédito resultante do suor dos trabalhadores que o patrão retém, mês após mês, até chegar ao fim do ano!

Por isso outros povos são mais espertos! Recebem ao dia, recebem à semana… ou à quinzena… e se recebem ao mês, recebem cada mês, todos os dias que trabalharam, recebendo por isso, mais dinheiro para se alimentarem quando os meses têm mais dias!!! E, assim, ninguém lhes diz que o ano tem 13 meses, nem que recebem 13 meses por ano!

Nós (parvos!!) aceitamos que nos retirem mensalmente o que era nosso por direito (porque todos os dias trabalhados deveriam ser pagos mensalmente e não com o atraso de um ano!) e depois ainda nos retiram esse mês como se ele fosse uma benesse, um prémio dos patrões! Qual prémio? Quando é que os patrões dão algo aos empregados?? Ufff são raros…! Raríssimos!

Diria mesmo que, o 13º mês é o “filho” dos pagamentos em atraso. Sim… Não duvide. Como o ano tem 52 semanas e cada mês apenas tem 4, nos 12 meses apenas temos 48 semanas de trabalho pagos… nasce o 13º mês para repor a dívida dos patrões aos empregados.

Se o valor fosse fixo, o mês de Maio, por exemplo, tinha 5 semanas e os trabalhadores ficariam a perder os dias extra se recebessem sempre o mesmo todos os meses do ano.

Por que é pago em Novembro?? Porque, sendo véspera de Natal, vinha muito bem aos trabalhadores que faziam da vida o “chapa-ganha, chapa-gasta”, garantindo a melhoria de vida na época do Natal já que os tais dias em atraso eram entregues ao empregado nessa altura… O mal foi darem-lhe o nome de 13º mês… !!!

O número de horas de trabalho semanal pode variar (35 horas, 38 horas ou 40 horas) de acordo com a lei em vigor. Mas, o número de dias da semana não varia. E o ano tem 365 (ou 366) dias, que, divididos em grupos de 7 dias, resultou em 52 semanas (apenas sobram 1 ou 2 dias, conforme seja ano comum ou ano bissexto!). Cada semana, à parte algumas excepções, tem 5 dias laborais (20 dias / mês).

Vejamos: os trabalhadores que recebem à semana (se exercerem funções durante todo o ano) cobram 52 semanas por ano, não é verdade?

Foram os patrões, incluindo o próprio Estado, que, para simplificarem os pagamentos do trabalho (jornada) preferiram pagar igualmente todos os meses... Por isso, quando o mês tem mais de 20 dias de trabalho (4 semanas) retêm nos seus cofres, nas suas gavetas (a render para os patrões!) durante um ano, os dias que passam mensalmente.

E, ao aproximar-se o final do ano, OS PATRÕES NÃO FAZEM NADA DE EXCEPCIONAL... Simplesmente DEVOLVEM AOS TRABALHADORES O QUE ERA SEU POR DIREITO: o valor equivalente aos 20  dias trabalhados que, ao longo do ano civil, lhes foram retidos nos cofres da entidade patronal. Por simples coincidência (ou talvez não!), tal valor corresponde a uma mensalidade que coincide com a nova forma de pagamento dos serviços prestados pelos empregados: ordenado mensal.

Ora, os portugueses, tendo deixado de saber "chamar os bois pelos nomes", confundiram o valor em atraso com o subsídio (como se entidade patronal lhes tivesse feito uma doação, um prémio...). Assim, se começou a confundir 13º mês com Subsídio de Férias...  E por isso o que passaram a chamar ERRADAMENTE Subsídio de Natal diz na lei que é impenhorável.

O pagamento do 13º não corresponde, pois, a mais nenhum mês inventado e que os portugueses recebam diferentemente dos restantes países. Não...! Não somos beneficiados porque não temos patrões com essa capacidade de altruísmo! Nem mesmo o próprio Estado o faria! É uma questão de mentalidade. O VALOR PAGO PELOS PATRÕES em Novembro, é, pois, UMA DÍVIDA DA ENTIDADE PATRONAL AOS TRABALHADORES e corresponde a DIAS LABORADOS QUE NÃO FORAM PAGOS!

 

Fonte da citação:

Decreto-Lei n.º 496/80, de 20 de Outubro — CAPÍTULO IV — Disposições finais

Art. 17.º Os subsídios de Natal e de férias são inalienáveis e impenhoráveis.

 

publicado por J.Ferreira às 11:58

18 Novembro 2017

tsf_avalia_professores.JPG

Intervenientes no programa da TSF (Bloco Central) continuam a usar a estratégia de Hitler: A MENTIRA REPETIDA como arma de destruição pois acreditavam e agiam como se repetindo a mentira até á saciedade, a mesma se viesse a transformar em VERDADE. A mentira repetida era a arma usada pelo Ministro da Propaganda NAZI, do ditador Hitler...

É triste que, passados mais de meio século, ainda tenhamos, em Portugal, gente ressabiada que crê (e, por isso, usa) a mentira como arma ... procurando atingir os fins a que se propõe (tal como Hitler) sem olhar a meios!
 
Vejam aos 07.57 horas, parece preocupado com a injustiça comparativa relativamente a outros profissionais que bem poderiam concorrer para a carreira dos professores. Depois, não se incomoda nada com que a avaliação gere injustiças dentro da mesma carreira. Este “caramelo palrador” é professor do ensino superior. E… como tal, arroga-se do direito de dizer barbaridades sobre os professores do básico e do secundário… Onde está a avaliação dos professores do superior???
Após os 9:30, este palrador diz que “são apenas 40% de catedráticos??? No superior? Ena… Que queriam que os que iniciam a carreira começassem logo como catedráticos???
Logo a seguir aos 10:50, este palrador (nem sei se dizer este SACANA) diz que “E portanto… pegando, p’ra... p’ra discorrer bem… nós temos estes dois sectores da função pública, (digamos assim, em função das avaliações) onde temos… os professores dos ensinos básico e secundário, dos magistrados, as forças de segurança pública e o exército… que não têm praticamente avaliação “onde a progressão é feita apenas pelo decurso do tempo.” Está em curso mais uma tentativa de usar a demagogia propagandística de Hitler o qual tinha um conselheiro que tinha como máxima que “uma mentira repetida se transforma em verdade”! Pois pode repetir que, sem que haja nazismo, não haverá lugar a essa crença!
E eu chamo-lhe, MENTIROSO, com todas as letras!… MENTIROSO! INCULTO. ANALFABETO. Leia a legislação e vá às escolas ver, professores que fazem formação como não fazem (requisito para progredir) Isto é enganar propositadamente os portugueses, uma vez mais e de novo (como fez Maria de Lurdes Rodrigues há 10 anos atrás) com o fim único de achincalhar os professores.
Por fim, tentando fazer valer a máxima de Hitler, logo a seguir aos 24:00 minutos como aparece de novo um "papagaio" a dizer que "os professores não querem mesmo ser avaliados!"
A mentira de que não queremos ser avaliados não vai instalar-se. E só mete nojo e enterra quem a continua a produzir! SEMPRE FOMOS AVALIADOS... E EU AVALIEI PROFESSORES QUE FICARAM PELO CAMINHO NA PROGRESSÃO… Por falta de formação. Tal como todos os alunos são avaliados. Mas, também como os pais e os próprios alunos) não concordamos com modelos de avaliação (nem para nós, nem para os alunos) que sejam INJUSTOS...! E isso é o que estes senhores poucos e importam. O que importa é que se seja avaliado., mesmo que seja feita uma má avaliação e se leve a maioria á desmotivação. CONCLUSÃO: parecem preocupados com a aprendizagem dos alunos mas,... na verdade, só se preocupam com os salários dos professores e com a avaliação dos filhos, caso o professor não seja justo. Querem igualdade, justiça na avaliação dos filhos mas não se importam que os professores sejam injustiçados.
Mas não fica contente este “comentadeiro TSF” que volta a pronunciar uma camada de aberrações falando de “reposição de direitos, que segundo a lei são direitos que, na minha opinião, não deveriam ser porque eu não concebo que actividades, qualquer actividade que seja, não seja avaliada… não concebo! Não concebo eu nem concebem a maior parte das pessoas”. Até aqui, todos de acordo… e os professores também concordam!!. O problema é que o “jornalista acrescenta:
Aos 11:20 o moderador intervém... “Já agora, avaliada e bem avaliada!... não é como já se criou no passado… alguns sistemas de avaliação que… eram anedóticos!”.
Ora é aqui que começam os disparates do “comentadeiro” que começa a vacilar: “Pois… a questão… isso… É verdade! Há… há… há outra questão que é… por exemplo quando se nota isto: na função pública há, de facto, uma parte importante, muito importante, dessa função pública que não é avaliada… cuja progressão é só do tempo, que logo uma coisa que choca terrivelmente com a questão da actividade privada.. onde as pessoas, mal ou bem (provavelmente, muitas vezes, mal…Se calhar a maioria das…) mas são avaliadas em função do seu desempenho!!!
COMO?? Bem ou mal? Então, o que lhe interessa é avaliar, nem que seja injusta? Mas, os professores não alinham com injustiças. Têm essa função social também!!
 
Aos 12:06 diz o comentadeiro: “Agora, concretamente em relação aos professores, há uma coisa que me choca… que me perturba… (finalmente, percebei… o “comentadeiro” está perturbado … ou não, esteve… porque afinal diz “já não me perturba”… mas ainda o choca!) é que nunca houve… nunca houve uma proposta de avaliação dos professores que os professores considerassem minimamente apreciável… E já existiram muitas!”.
Mais uma MENTIRA: Os professores estiveram entre 1996 e 2007 em paz e de acordo com o modelo criado pelos social-democratas e alterado pelos socialistas … sem protestar contra o modelo!).
E continua, aos 12:30 diz que “tenho que o reconhecer, já o disse em muitos sítios, disse-o aqui, a pessoa que melhor está preparada e que eu melhor me revejo em termos do que seja uma politica educativa é a da Maria de Lurdes Rodrigues (…).
 
Está tudo dito. Desmascarou-se. Deixou cair a máscara de pretenso comentador isento. Incrível!!! Maria de Lurdes Rodrigues ser uma ministra com a melhor “política educativa”? Uma senhora que só fechou escolas e destruiu a carreira docente? Não, meu caro. Esta é ministra das finanças e da destruição do sistema educativo, e das torneiras de 500 euros, dos candeeiros em escolas a custarem 2000 euros quando outras nem persianas têm para tapar o sol que bate na cabeça dos alunos!!)
Qualquer avaliação, desde que eu me conheço, qualquer avaliação, os professores não lhes agrada.”
E se parassem de dar voz a quem MENTE? Este senhor não pode ter nascido depois de 2006!!!
Que CONCLUSÃO se poderá retirar de um programa: ESTÁ CHUMBADO!
De facto, estamos perante uma superMENTE… com uma MENTE que MENTE… deliberadaMENTE… !
É uma falsidade atrás de outra. O “comentadeiro TSF” só diz aberrações. Algumas provas da falsidade deliberada das posições assumidas por este "comentadeiro" que é ouvido em todo o país... como se de verdades inquestionáveis se tratasse. O que não entendo é porque, falando de educação, não estão presentes especialistas da área e representantes dos visados. Ou melhor, até entendo... (Oh, se entendo...!): porque não interessa para os "opinion makers" que lhes sejam desmascaradas as suas falsidades. Aqui ficam algumas provas da falsidade: desde o início da década de 1990 que o sistema de avaliação constante da legislação obriga os professores a frequentarem, em média, a 25 horas de formação por ano, progredindo apenas se obtiverem certificado de aprovação nas matérias definidas pelos planos dos Centros de Formação, de acordo com as orientações dadas pela entidade patronal: governo! E, eu fui formador. E houve professores que não receberam os ditos "créditos" e outros que tiveram de se esforçar bem para os conseguir! isto porque, sem a aprovação nessa formação não havia e não há, ainda hoje, progressão! mais, se antes era formação gratuita mas sempre em horário não letivo, muitas vezes ao sábado, prejudicando família como nem o provado faz, obrigados. Para além disto, existem também as aulas assistidas e o documento de reflexão crítica do trabalho desenvolvido e do serviço cumprido, com peso (tal como no caso da autoavaliação dos alunos) na avaliação final.
Por isso, progressão automática, apenas com o tempo.... só nas alfaiatarias. porque, até os alfaiates, com o passar do tempo, melhoram o seu profissionalismo. Só os professores, que ensinam a aprender a aprender, não são capazes de aprender e, por isso, precisam de ser avaliados!
 
publicado por J.Ferreira às 16:51

21 Maio 2017

NINGUÉM (com conhecimento de causa e bom-senso, digo eu!) ESTÁ CAPAZ DE DEFENDER UM ACORDO ORTOGRÁFICO QUE NÃO TEVE ACORDO NENHUM NA SOCIEDADE PORTUGUESA...

No programa "Quadratura do Círculo" (18/05/2017, SIC Notícias) José Pacheco Pereira diz:
«O Acordo Ortográfico não funciona para a grande maioria dos PALOP. É preciso parar o mais depressa possível com a aplicação do acordo nas escolas e reconhecer que houve um enorme desastre diplomático. Não tarda, no Word terei de utilizar o corrector do português de Angola, o que é uma boa lição porque o de português de Portugal está cheio de erros ortográficos.»

Por sua vez, Jorge Coelho considera que o AO é «grave» e «tem de ser reanalisado», pois «ninguém o leva a sério».

ORA... CONTAS FEITAS... POR QUE ESPERAMOS???

 

Passaremos da ORTOgrafia a IDIOgrafia .

A intervenção de Helena Carvalhão Buescu professora catedrática da FLUL (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa) na Audição Parlamentar, no âmbito do Grupo de Trabalho para a Avaliação do Impacto da Aplicação do ACORDO ORTOGRÁFICO, de 1990 em 18/04/2017. Note-se que, incrivelmente, quem promoveu o Acordo Ortográfico foi a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
O ACORDO ORTOGRÁFICO defende a SUBMISSÃO da grafia À PRONÚNCIA... Segundo o ACORDO ORTOGRÁFICO... as pronúncias que não corresponde ao acordo, são erradas. Assim...
ESPECTADOR... vai ser agora ESPETADOR!!!
SUMPTUOSO AGORA... SUMTUOSO
A professora catedrática apresenta os principais problemas técnicos do AO culminando numa maior desunião ortográfica do que aquela que existia antes. O primado da política sobre a ciência da língua é também abordado, bem como a ausência de necessários estudos de impacto.
Permanece o hífen em palavras como "pára-brisas" mas desaparece em "pára-lamas" que passa a "paralamas".
Palavras como "ruptura" e "rotura" passam a "rutura" !!
Eu não sei ler "concessão" diferente de "concepção"??? Mas, o que será "conceção"? Em 27 pareceres, 25 foram negativos. Um dos pareceres favoráveis (com conflitos de interesses!) foi do próprio autor do "Acordo Ortográfico". QUE VERGONHA!

 

A Acordo é Absurdo... E, também no Brasil, surgem 60 personalidades a manifestarem-se contra o Acordo Ortográfico 1990.

 

Pelo FIM da APLICAÇÃO nas ESCOLAS do ACORDO ORTOGRÁFICO.

E... Porque, às vezes, a melhor forma de seguir ileso em frente, é... fazer marcha atrás!!

 

 

Fernando Venâncio (linguista, escritor e crítico literário) — no depoimento prestado em audição parlamentar no âmbito do Grupo de Trabalho para a Avaliação do Impacto da Aplicação do Acordo Ortográfico de 1990 (26/04/2017) — discorre sobre a ingenuidade unificadora de cunho ideológico de um processo que, por negligência científica, instalou desordem e insegurança na ortografia.

É particularmente abordada a supressão das consoantes mudas, conducente a um fechamento das vogais que já é evidenciado no Portal da Língua Portuguesa do ILTEC.

O acordo é considerado «perigoso» e «linguisticamente uma bomba-relógio», sem vantagens, não tendo posto fim às traduções separadas para Portugal e Brasil.

 

publicado por J.Ferreira às 20:39

20 Maio 2017

Esta semana ficamos a saber que foi feita uma análise aos resultados dos alunos do 2º ciclo do básico das escolas públicas do continente.  Os resultados em análise fizem respeito aos dados de 2014-15 e unciamente às disciplinas obrigatórias.

 

Direcção-Geral de Estatística da Educação e Ciência fez uma excelente análise sobre os resultados dos alunos do 2º ciclo do básico das escolas públicas do continente.

Analisando estatisticamente os resultados, chegou-se à ÓBVIA CONCLUSÃO de que, existe uma correlação clara, regular e intensa, entre as reprovações e a condição económica dos alunos.

Efectivamente (o que em nada estranha quem navega pela realidade da educação deste país) existe uma enorme diferença nos resultados alcançados pelos dosi grupos de alunos, ou seja, de um aldo estão os remediados ou ricos e do outro os pobres. Assim, a maior concentração de negativas recai no universo dos que são beneficiários da Acção Social Escolar (alunos oriundos de agregados familiares com rendimentos iguais ou inferiores ao salário mínimo), com maior relevo apra os que beneficiaram de maior ajuda económica (escalão A) que reprovam ainda mais do que os beneficiários de ajuda em menor grau (escalão B).

 

Assim, os GOVERNOS (e acima de tudo os Ministros da Educação) em vez de se preocuparem com pertseguir, culpabilizar, achincalhar a classe docente, deveriam preocupar-se com o SUCESSO ECONÓMICO FAMILIAR... E, em vez de penmalziar as famílias mais pobres ou da classe média, rebaixanmdo os rendimentos, deveriam preocupar-se com rebaixar os ALTISSIMOS RENDIMENTOS, ou seja, os rendimentos de quem ganha efectivamente balúrdios, e tentar nivelar economicamente as famílias pelo grau mais alto possível... Não é congelando carreiras, congelando saklários, reduzindo rendimentos que se combatre o INSUCESSo ou FRACASSO ESCOLAR.

 

publicado por J.Ferreira às 17:48

18 Dezembro 2016

Parece que temos finalmente alguém ao leme do governo que já se deu conta do disparate que são estes Rankings. Estes em nada contribuem para a melhoria da escola. Antes criam revolta, desânimo, atrito, guerrilha de palavras entre o público e o privado e até mesmo, dentro do público, que para nada servem.

Os rankings valem pouco ou quase nada... Finalmente, parece que temos um Primeiro-Ministro com as ideias claras sobre o que valem os rankings...

 
A propósito dos Rankings deste ano, publicaods pela comunicação social, António Costa desafiou os interlocutores da seguinte forma: «Se fizer um inquérito de rua, tem mais pessoas saudáveis fora do que dentro de um hospital, pela simples razão de que, dentro do hospital há mais pessoas doentes», ou seja, « o que é comparável nas classificações são os níveis de qualificação de cada um dos alunos». Não se pode comparar uma coisa com a outra», afirmou o Primeiro-Ministro, António Costa, referindo-se às escolas públicas e privadas, relativamente às classificações dos estabelecimentos de ensino hoje divulgadas.
 
Está tudo bem claro… posso discordar da forma como chegou ao poder. E criticá-la. Pode haver políticos que nos surpreendem pela negativa. António Costa começa a surpreender-me pela positiva. Diria mesmo que começo a ter alguma empatia pelo pensamento deste homem.
 
Diz António Costa: «Sabermos em que escolas se concentram os melhores alunos não é o essencial», disse ainda António Costa, sublinhando: «Essencial é saber quais são escolas que permitem a qualquer criança progredir mais relativamente à bagagem que traziam de casa» e «a missão da escola pública é vencer a desigualdade».
 
O problema é que faz falta muito trabalho dos governos e das autarquias para fazer realidade o que disse o Primeiro-Ministro
 
«Qualquer criança que nasça em Portugal, seja em que família for, seja em que condições socioeconómicas forem, seja em que ponto do país for, tem de dispor das mesmas igualdades de oportunidades». Realçou que não era «fã deste tipo de classificações, porque comparam escolas em meios socioeconómicos muito favorecidos com escolas em meios socioeconómicos não tão favorecidos». Mas deveria ter acrescentado que, para além dos diferentes níveis socioeconómicos de origem, os alunos encontram-se em escolas com recursos tão díspares que dá mesmo vontade de bradar aos céus!
 
O Primeiro-Ministro elogiou o trabalho de excelência da escola pública, afirmando que este só é comparável ao do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Para António Costa, os números mostram que as escolas, e em particular as escolas públicas, têm resultados de excelência naquilo que é a evolução de cada criança entre o momento em que chega à escola e o momento em que sai da escola». E concluiu lembrando que «se trabalha melhor quando há ferramentas melhores, mas o essencial (…) é a qualidade dos recursos humanos, que diariamente trabalham para que as crianças tenham melhores condições para poderem realizar todo o seu potencial».
 

Há muito trabalho a fazer para igualar os recursos e as oportunidades dos alunos nos diferentes estabelecimentos do país. E depois das torneiras e dos candeeiros esbanjando milhares de euros num ou noutro estabelecimento, cremos que é chegada hora de passar a ouvir os directos intervenientes (os professores) antes de realizar qualquer intervenção nas escolas para que se pare esta sangria de dinheiro público em renovações de espaços e atribuição de equipamentos que não são solicitados pelos docentes e que em nada contribuem para a melhoria do processo de aprendizagem.

Sem dúvida. A educação, se quisermos e em certa medida, pode ser feita com a ajuda de máquinas, de robots... Mas nem toda... A maior parte do papel de educador só pode ser desempenhado por um educador... O robot não tem sensibilidade, capacidade de atender a cada situação não precista na programaçção que recebe. Por isso, a educação de humanos (se a queremos com base no humanismo e para a humanidade) terá de continuar a ser sobretudo, realizada por seres humanos formados para o efeito. Uma educação adapatada a cada aluno, às suas capacidades e ás suas limitações, atendendo ao indivíduo e não ao número. Porém, enquanto houver falta de recursos humanos nas escolas, muitas crianças continuarão a ver sonegado este seu direito a ter quem a ajude a superar as suas dificulddes e as suas limitações... para que possa de veras desenvolver todas as suas potencialidades.
Esperemos para ver quão humanista é este governo e quão pragmáticas, eficazes e verdadeiras são as palavras do seu timoneiro, António Costa.
publicado por J.Ferreira às 19:17

pesquisar
 
Novembro 2018
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

11
12
13
14
15
16
17

18
19
20
21
22
23
24

25
26
27
28
29
30


mais sobre mim

ver perfil

seguir perfil

7 seguidores

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

subscrever feeds
blogs SAPO