Até que o Teclado se Rompa!
"O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons." (Martin Luther King)

30 Outubro 2007

Depois das novelas, todos parecem interessados em perseguir os funcionários públicos. A começar pelo Governo... Com que intenção? Esquecer os problemas da incompetência dos governantes...?

Seja qual for, a questão que se coloca é:

Como vai ser isto de avaliar os funcionários públicos ?

 

Desconhecemos... No entanto, gostaríamos de saber de que forma é que alguém se arroga da competência para comparar o trabalho de milhares de funcionários públicos que desempenham os seus cargos nos mais diversos organismos do Estado... Aliás, como podemos determinar a quem atribuir o prémio ? Por voto via SMS? E já agora, dos contribuintes ou de todos os portugueses?...

 

Percebo para quem gosta da bola que haja o melhor jogador do Mundo... Afinal todos poderemos ver os jogadores a trabalhar dentro das 4 linhas... Mas nem mesmo aqui é sério. Sabemos que nem todos os jogadores são chamados a jogar e se o são frequentemente, não o fazem em todos os jogos nem muito menos durante o mesmo tempo de jogo... E muitos, ficam pelo banco... quase toda a época. O que não é menos importante pois todos sabemos que eles fazem parte da equipa e participam nos treinos que contribuem para que se preparem bem os 11 jogadores que vão defrontar a equipa adversária. TODOS são importantes. Mas, que fazem os adeptos? Votam, injustamente, apenas nos jogadores que vêem em campo... E em função do tempo que os adeptos, espectadores ou telespectadores, têm para observar o desempenho de cada jogador em campo... Ora, se o treinador os deixa no banco... Como poderão ser bem avaliados com justiça?...

Mais... poderíamos perguntar: Será que os adeptos de um clube fariam a mesma equipa que os treinadores desse clube? Mas a resposta seria óbvia.

Então creio ser necessário reflectir sobre como avaliamos?... em que condições?...  em função de que critérios?... etc... etc...

 

Muito mais se podería acrescentar para reflexão. Por exemplo: Quantos comentadores não ouvimos nós, quando fazem o relato dos jogos na rádio, a dizer que deveria tirar este ou aquele jogador que "não está a fazer nada" e outros a dizer o mesmo, exactamente, em relação a outros jogadores...?

 

Pois bem... Nunca me atreveria a avaliar a equipa apresentada pelos treinadores de futebol. Só o treinador tem os dados todos disponíveis (físicos, médicos, psicológicos,...) pelo que ele é quem melhor se encontra posicionado para saber com que jogadores pode contar... Ele deve saber o que faz e se o não faz bem... que seja digno e se demita. Continuar no exercício quando se não tem capacidade é que é inaceitável. Porém, como podem os portugueses aceitar qeu o dinheiro dos seus impostos seja para dar prémios a profissionais que, pelo menos na fama, já ganham demasiado? Ou não é isso que se ouve em cada esquina?

 

Enfim... Parece que temos uma predestinação para "treinadores de bancada"... Sim. É treinadores de bancada é o que a maioria dos portugueses tem fama de ser por essa Europa fora.

Os portugueses deveriam olhar-se ao espelho dos resultados dos estudos internacionalmente reconhecidos e produzir mais em vez de se aperfeiçoarem e de se tornarem exímios críticos dos funcionários públicos... 

Por isso, questionamos:

Com que legitimidade se atrevem os portugueses a criticar os funcionários públicos que os servem quando, Portugal é dos que apresenta um índice de produtividade mais baixo da União Europeia dos 25 ?

Ou será que a produtividade nacional se mede apenas pelo desempenho funcionários públicos ? Serão os  funcionários públicos os responsáveis por os trabalhadores das empresas portuguesas produzirem muito menos que os restantes trabalhadores das empresas europeias?

Serão os portugueses preguiçosos? Seguramente que não... Com efeito, por essa na Europa fora, milhares de cidadãos portugueses (que em Portugal nem encontram emprego) contribuem para engrandecer os países de destino (França, Suiça, Luxemburgo, etc...) produzindo mais do que quando estavam em Portugal...

Então, a que se deverá isto? De quem será, de facto, a culpa dos problemas económicos que Portugal atravessa há décadas? Que há de diferente entre viver num qualquer país da Europa ou viver em Portugal?

 

Se é certo que muitos dos trabalhadores por essa Europa fora até são os mesmos que exerciam em portugal (portugueses que emigram e que são especialmente preferidos dos empresários europeus) o que podemos garantir é que os governantes não são os mesmos.
E se a Europa vai melhor que Portugal, é porque os europeus ainda não caíram na asneira de permitir que os políticos portugueses possam ser candidatos nas suas terras... Sobretudo, os políticos que se formam em Portugal... mas também não os haverá. Claro, com a boa vida e salário que recebem, que político quereria emigrar? E se emigrassem, os europeus não votariam neles porque, rapidamente correriam o risco de ver os seus países a serem conduzidos para o abismo!

 

Que influência na produtividade terá, de facto, a quantidade de papelada produzida pelos funcionários públicos? Ainda querem que produzam mais...?

Pois bem. Se querem mais papelada, há que dizer ao nosso Sócrates que chegou a hora de passar da fase do Simplex à fase do Complex!

Por que motivo se dá credibilidade a qum critica os funcionários públicos quando se sabe que na Europa, segundo divulgou o Correio da Manhã, com dados do Eurostat, Portugal é um dos países com menor número de funcionários públicos. Sabemos que o povo repete o que passa na televisão... E uma mentira repetida é, para os ignorantes, uma verdade. Mas por muito que queiram negar, a verdade é como o azeite. Os políticos que se deixem de jogar comos números e sobretudo parem de enganar os portugueses. Mas como muitos engolem o discurso, não se admirem depois se tiverem de esperar dias e dias por coisas que na Europa se fazem num ou dois se não mesmo no próprio dia!

 

Que legitimidade têm os portugueses (incluindo os jornalistas "fazedores de opinião", e outros...) para criticarem os Funcionários Públicos se a produtividade nos mais diversos ramos da economia envergonha o país? Será que, o importante não é apagar o fogo nas nossas casas masa antes tentar incendiar a do vizinho para que ele não possa ter a tentação de se rir da nossa desgraça?

Oh, quantos "comentadores de meia tigela" não temos nós em Portugal...

Quantos não se apressam a opinar ireflectidamente sobre tudo quando, sobretudo e acima de tudo, deveriam aprender a fazer como os nórdicos: não se pronunciar sobre matérias de que nada percebem!... E esta, é uma delas...

Pois bem... Muitos funcionários públicos se recusam a avaliar companheiros de outros organismos... Nós apenas referiremos que, apesar de habituados a avaliar, apenas sentimos que seríamos capazes de avaliar um funcionário por comparação do que é capaz de fazer, no momento da avaliação, com o que ele era capaz de fazer no momento anterior.

Avaliar, comparando o incomparável (pessoas com diferentes recursos, diferentes locvais de trabalho, difererntes chefes, oriundos de diferentes partidos ou adeptos de diferentes clubes... é uma treta...

Lérias, lérias, lérias...

Por isso, quantos jogadores que se sentam sistematicamente no banco de grandes clubes, não gostariam outros clubes de ter como titulares...?

Pois bem, se estivessem num clube onde pudessem jogar semanalmente, será que não poderiam chegar tão longe como Cristiano Ronaldo?

Fica a dúvida...

Para nós a certeza de que não se pode avaliar quem não tem as mesmas oportunidades... E, a vida das pessoas, não pode depender de uma eleição como se de uma entrega de "Oscares" se tratasse. Aliás, esta degfradante tentaiva governamental não poderá servir senão para desmotivar uma enorme quantidade de bons profissionais que se dedicam de corpo e alma ao seu trabalho e que verão a entrega deste "Oscar" como um atentado ao seu profissionalismo.

Imagine o leitor: Que motivação terá Cristinano Ronaldo para passar a bola a Nuno Gomes, se souber que APENAS UM, o marcador, será o premiado no fim do jogo...?

Egoísmo, individualismo, egocentrismo, e outros "ismos" caracterizam a visão cega desta Minmistra da Educação, que pretende reduzir o profissionalismo os funcionários públicos (onde se incluem os docentes) a um mero teatro, a uma fantochada... Por certo, as asneiras desta política nunca terão a correspondente punição dos seus mentores. O mais que lhes pode acontecer é perder as eleições... É assim que s‼o avaliados?

Quem vai pagar as consequências das desgraças cometidas no cumprimento das leis destes governantes? O salário que auferiram exercendo a sua incompetência? Ou serão de novo os professores e os demais funcionários públicos?

 

Incrível... Esta semelhança com a realidade empresarial poderá resumir-se a que alguém terá esta oportunidade de ser o "premiado" (qual será deles: o sabujo ou o chibo?) mas que esta atribuição estará condenada ao fracasso. Aliás, com os milhares de funcionários, bem que muitos sabem que por melhores profissionais que sejam, lhes é mais fácil acertar no totoloto do que receber o prémio em vida...

 

Assim, já estou a imaginar uma Escola "não sei bem de onde", que com as verbas "não sei de quem", tentará contratar o premiado "não sei quantos" para ir ensinar "não sei onde", com um contrato de trabalho propementdo pagar-lhe "não sei quanto" ... Ridículo... No mínimo, ridículo, Senhor Primeiro Ministro!

...

 

publicado por J.Ferreira às 17:00

30 Outubro 2007

Mas Que Falta Faz Dar Uma Vassourada nestes Políticos de Meia-Tigela. nas próximas eleições, os portugueses têm mesmo que dar uma vassourada. Uma vassourada nos incompetentes dos políticos. Estes gajos destruiram a Carreira Docente, colocaram por terra a auto-estima dos professores e agora, sem mais nem menos, querem transformar a escola em espectáculo. QUE VERGONHA, senhor primeiro-ministro. Os professores não esperam prémios porque sabem que é difícil descobrir, de entre centenas de milhar de professores, qual deles é o melhor. Este Prémio é o prémio da "Vergonha Socialista". Sabemos que teve um prémio uma licenciatura. Mas nós não queremos prémios. Queremos e exigimos um tratamento de dignidade.

Esta proposta é para os socialistas criarem uma feira de vaidades... Então? Vai premiar o melhor professor da escola mais degradada e do ambiente social mais difícil? Se "SIM", então apoiamos a ideia. Sobreviver num campo de batalha e com êxito, merece uma distinção de mérito.  Já conseguir altos resultados em escolas de luxo (como a da Parque-Expo!) onde os filhos dos analfabetos não têm direito de entrar... isso já não é nada de excepcional.

Enfim. Todos sabemos que há muitos professores (anónimos) por esse país fora que, em faxe das condições adversas, fazem autênticos milagres educativos... Esses, sim, são excepcionalmente bons profissionais. Ninguém duvida. Mas sabemos também que "sem ovos não se fazem omoletas".

Afinal, quem vai determinar o prémio?

Com que critérios? O do absentismo? Ó pobres das mulhers professores que estão grávidas, que estão de parto... Ó pobres daqueles que tiverem de enterrar este ano alguns dos seus familiares... Já foram penalizados no Concurso para Professores Titulares... Agora serão penalizados de novo... É o Socialismo à Moda de Sócrates.

Na verdade, a forma como se tem comportado o Governo de José Sócrates tem transformado o Parlamento num autêntico "dormitório"... nada conta para este governo. Só conta o que quer fazer a MAIS INCOMPETENTES DE TODOS OS MINISTROS QUE PASSARAM PELA PASTA DA EDUCAÇÃO...

Oh, mas que saudades... Que saudades dos socialistas de António Guterres. Que saudades, sim! Saudades de gente competente como Marçal Grilo (Ministro da Educação do governo Socialistas de António Guterres). Esta MINISTRA DA EDUCAÇÃO passa o tempo a insultar OS MINISTROS SOCIALISTAS do tempo de António Guterres. Acusa-os de nunca terem avaliado os professores. MAS QUE GRANDE MENTIRA. DESDE O REMPO DE CAVACO SILVA QUE OS PROFESSORES SÃO AVALIADOS... Foi o Socialista António Guterres que retirou do Sistema de Avalaição dos Professores o que vinha do tempo de Cavacom Silva e que permitia  o caciquismo e o compadrio. OS PROFESSORES SEMPRE FORAM AVALIADOS... Porém, esta equipa MENTIU AOS PORTUGUESES. ENGANOU TODA A GENTE MENTINDO. Como se a Mentira repetida se transformasse em Verdade. Já o Ministro da Propaganda de Hitler assim pensava. E Sócrates segue-lhe a prática. Depois da destruição do Sistema Educativo, José Sócrates aparece agora com mais uma MEDIDA DE PROPAGANDA ELEITORAL . Primeiro aplicou a BOMBA ATÓMICA e destruído o ânimo das tropas da Educação.  Sim. Depois do que fez de  "Destruição da Escola Pública" Sócrates quer fazer passar a ideia de que é um homem reconhecido e valorizador do mérito, como que um "Salvador da Pátria"!

E a vida em Portugal segue como se a sociedade se transformasse num autêntico circo... Depois de tantas trapalhadas na reforma do Estado, surge agora o prémio para de desempenho para o melhor funcionário público... como se de um reality show se tratasse.

Enfim... Será este o resultado dos ressacados com o resultado da eleição de "O Maior Português de Sempre"? Ou apenas querem entreter a sociedade com mais uma novela? Qual será o que vai ter mais audiência? "O Melhor Professor do Ano", "O Melhor Notário do Ano" ou "O Melhor Polícia do Ano" . Vamos lá... Toca a apostar...!

Sim... Agora que os apostadores do Totobola e do Totolotose deslocaram para o Euromilhões, o Governo parece ter descoberto "O Jogo do Mandato de Sócrates".  Se a votação for  por SMS (à boa maneira dos novos concursos democráticos) e os resultados dependerem do custo de cada SMS, bem que Sócrates pode dizer que descobriu a "Galinha dos Ovos de Ouro" para ajudar no combate ao maldito défice...

Enfim... Na ausência de melhores ideias para resolver os problemas da educação, após ter lançado publicamente esta genial ideia, (imagina-se que seja uma panaceia para combater o insucesso escolar... ou motivar os professores a quem o Ministério da Educação se fartou de maltratar...) o Governo de José Sócrates acaba de passar das intenções aos actos. Assim, o Governo de José Sócrates vai atribuir um prémio para "O Melhor Professor do Ano!... , para o qual, cremos que à semelhança de Hollywood,  já devem ter começado as nomeações...

Que vão fazer os professores ? Desfilar pelas escolas, pavonear-se (junto dos executivos, dos dirigentes dos partidos, ...) para ver se conseguem uma nomeação? Que degradante.  Enfim, mais uma iniciativa do Governo que internacionalmente apenas envergonha a classe. Sobreutudo quando nos chega ao conhecimento de que, a par destes prémios que seguramente serão merecidos, há professores obrigados a trabalhar com 2 e 3 cancros, a quem o mesmo Governo não resolve o problema... E, quando o faz, é apenas na sequência de processos incrivelmente morosos e desgastantes (se á que chegam a tempo da vítima chegar a beneficiar dos descontos que em vida efectuaram) quando não mesmo se transformam em autênticos escândalos através da comunicação social. Lembremos dois casos apenas: o de Manuela Estanqueiro, e o de Artur Silva, aos quais aqui prestamos  a nossa singela Homenagem, não por serem "Os Melhores Professores do Ano" mas "Os Maiores Lutadores do Mundo", que, com cancro no corpo, lutaram pelo "Direito a Uma Vida Condigna" e denunciaram a falta de respeito pela vida, pelo cidadão, pelo indivíduo a que chegou o Estado de Direito Democrático... Que fizeram os governantes durante tempos e tempos, a estes e a outros cidadãos de outras áreas profissionais ? Resposta: ouvidos de mercador... 

E que espera obter o governo com este "concurso" ? Simplesmente, obterem a absolvição moral da sua escandalosa atitude (incompetência) legislativa e assim lavar a sua mácula imagem do Governo perante os professores e os portugueses... a pensar nas eleições de 2009, claro! 

Que benefícios se vai obter para a Educação com este concurso? Nenhuns. Simplesmente, cada vez menos, os professores terão tempo para se dedicarem ao que deveriam (ao trabalho com os seus alunos...), para entrarem neste jogo (criado por políticos, em jeito de Reality Show para ganhar audiências (leia-se, votos) e fazer as pessoas esquecerem as cotoveladas, pontapés e murraças que os mesmos actores deram, nos últimos dois anos, aos professores e a quem os representa...

Já não basta o que gastam na nomeação dos amigos, agora, vamos instituir prémios para os amigos...! Incrível. 

Enfim... Sem comentários.

 

Acreditando que isto é mesmo para levar avante (à boa maneira de um governo tipo "Caterpillar!", perguntamos:

Como e com que base se avaliam os professores? 

E já agora, admitindo que algum se vai candidatar (e por certo, como em todsos os grupos profissionais, haverá sempre quem esteja disposto a sujeitar-se a esta palhaçada, na expectativa de obter um reconhecimento social mais "pela competência que se fez parecer possuido que "pela competência que se possui,  de facto"... )

 

E o "factor C" voltará a ser o factor predominante na sociedade portuguesa. Trabalhar para a montra, para o faz-de-conta. Enfim... Quando os professores passam a ser actores neste processo mediático, estamos perante um autêntico Teatro.

Será feito um concurso por SMS... Quanto tempo vai durar a campanha de cada professor? Terão todos igualdade de oportunidades para concorrer a este prémio ou é apenas destinado a uns tantos, a uma elite (onde o compadrio reinará...)? Como obtrer uma nomeação? Será posta em marcha a mecânica dos aparelhos dos partidos?

Atribuir prémios... por proposta de quem? Como se pode propor umapessoa se não se viou o trabalho dos restantes? Aquando da nomeação para os "Oscares", todos os elementos do Júri conhecem a representação de todos os actores e, comparativamente, apreciam o trabalho realizado antes de os nomearem para os prémios... E mesmo assim, não há consensos... Agora, "O Melhor Professor do Ano"? Como se vai saber? Santa paciência que é como quem diz... Santa Ignorância... E assim o reinado do Senhor Primeiro Ministro vai perpectuar-se por mais uns anos... Triste demagogia...

— Ah, Sócrates! (filósofo!) que tanto grego gastaste para, afinal, nem mesmo os que se julgavam sábios te chegarem a compreender...
Bem hajam os professores que, sendo nomeados, tenham a coragem de lhes deixar o prémio na mão. Eu recurar-me-ía a tamanha feirta de vaidades... ou a tamanha humilhação!

Num país onde as escolas são marcadas pela desigualdade de meios e recursos, quem será o melhor professor? O professor que exerce funções numa escola da Parque Expo onde estão matriculados os alunos da elite e que dispõe dos melhores recursos possíveis (humanos, pedagógicos, didácticos, informáticos e materiais) que facilmente poderá obter os melhores resultados nos exames ou o professor da "Cova da Moura" ou de um qualquer outro bairro pobre e degradado onde o que mais há é a falta de tudo ... e que, sem recursos adequados ao sucesso escolar consegue formar cidadãos que académicamente não vão muito longe mas que evita que sigam os caminhos da marginalidade? Qual deles tem mais sucesso? Qual mereceria este prémio?

 

 

Mais... Se se quer apontar o Melhor Professor, pergunta-se:

 

Como vai ser afinal avaliado? Pelo Currículo? E... quem avalia os que vão avaliar os currículos dos professores candidatos? Como se vai decidir a atribuiação do prémio? Pelo número de faltas, como aconteceu com o concurso a professor titular?

Que provas de competências serão exigidas? Que tipo de currículo terão os avaliadores?

 

Não se compreende... Se não falta quem "meta a pata na poça"... há que haver quem tenha a coragem de "dar uma pedrada no charco!... Enfim... Com esta trapalhada, o Governo de Sócrates lá vai entretendo os portugueses, os jornais fazem notícias que lhe são favoráveis e fazem aumentar as intenções de voto nas sondagens — quem não admira os apresentadores de concursos que constantemente atribuem prémios aos concorrentres?!... —  e a população vive neste mundo cor-de-rosa, à espera que um dia chegue D. Sebastião e lhes resolva os seus verdadeiros problemas.

É que, esses, José Sócrates parece ser incapaz de solucionar...

 

Enfim... Portugal está transformado num autêntico palco de circo...

Não admira que se faça tanta palhaçada!

...

publicado por J.Ferreira às 14:04

30 Outubro 2007

 

Um bem-haja a todos os Portugueses que corajosamente se indignaram pelo encerramento de urgências de hospitais, de maternidades, e, sobretudo aos pais que se esforçaram por lutar contra o encerramento das escolas!... A educação é um bem fundamental e a igualdade de oportunidades consagrada na lei está, seriamente, em perigo...
 
Temos motivos de sobra para demonstrar o nosso descontentamento.  Afinal, se os governantes cobram impostos por igual a todos os cidadãos, os cidadãos têm toda a legitimidade para exigir do Estado igualdade de oportunidades de aprendizagem para os seus filhos. E não é com mudança de estabelecimentos que se consegue esta igualdade. É com uma mudança na forma como se tratam os problemas da educação, com estabilidade nos projectos educativos... E não remando ao sabor de vontades antagónicas de governantes que, oriundos de diferentes quadrantes políticos, desconhecedores dos problemas reaias do terreno educativo (parecem cair de pára-quedas na pasta da educação transformando os alunos e professores em cobaias...), fazem remar o barco da educação para todos os pontos cardeais à espera de que, num tiro de sorte, cheguem um dia ao Norte que procuram.
De facto, os professores chegam ao seu posto por competência e depois de avaliados pro dezenas de professores doutores. Para Ministro, basta ser-se escolhido pelo chefe do partido que tem arrecadou mais votos na eleição. NBnote-se que a avaliação de um político que se candidata a governante não é feita em face das provas dadas mas de promessas eleitorais em que os cidadãos, ingénua ou obrigatoriamente (se não forem eleitos uns serão outros...) acreditam, quando mesmo não se limitam a "fazer o favor" de acreditar!
Por isso, cada vez que mudam os governantes, temos um novo rumo. E se as políticas implementadas no terreno pertencem a um partifdo diferente do recém-eleito, os novos governantes não se coíbem de acusar os professores pelo que não foi feito ou pelo que deveria ser feito... transformando-os em bodes expiatórios de todos os males...
Pois bem... Assim, nunca chegaremos a um objectivo.
Neste neo-liberalismo selvagem, em que a lei do  mais forte pretensamente deu lugar à lei do mais "competente" (não se sabe bem em que critérios se fundamenta esta avaliação, sendio que o caciquismo e os partidos vão prevalecer sobre a verdadeira avaliação que deveria ser feita) parece encantar muitos dos novos políticos de esquerda... Afinal, onde está a personalização do indivíduo? De que vai alimentar-se o mais fraco? De subsídios?
Enfim... depois da deslocalização das empresas, assistimos agora à deslocalização das escolas... Na verdade, se uns têm escola perto de casa, os outros têm direito de manter as suas escolas mais perto possível para que o tempo dispendido nos percursos casa-escola-casa, no que respeita ao tempo gasto nas viagens o qual condiciona a predisposição para o estudo (que permite consolidar as aprendizagens) , não seja motivador para uns e cansativo e desgastante para outros. Esta coisa de igualdade de oportunidades apenas no que dá jeito ao Estado, com medidas que em nada resolvem o problema do insucesso escolar dos jovens como é a ideia de enviar as crianças de escolas (algumas com mais de 25 alunos) todas para um mesmo espaço escolar que apenas serve paraq reduzir o númerod e professores, colocar uma grande salgalhada nas escolas, com um único intuito: poupar dinheiro. COm efeito, o facto de estarem mais alunos numa mesma escola só garante mais problemas de comportamento, de indisciplina, de organização... O factod e serem muitos não garante que haja uma maior convivência nem mesmo uma convivência com maior númerod e alunos. Aliás incentiva a formação de grupos "os da terra" e os "invasores" ... Desenvolve lógicas de "grupos de poder" no espaço escolar, como acontece com as "aulas de substituição" rejeitadas, liminarmente, pelos alunos e que mais não servem do que para os manter dentro de salas de aula todo o tempo.
Se a escola é um espaço apra conviver, para se socializarem as crianças, por que motivo terá inventado a Senhora Ministra as aulas de substituição que nem deixam aos alunos senão uns curtos minutos de intervalo para poderem conviver?
Ou será que prefere ter a balbúrdia que teve na recepção que lhe fizeram? Isto... é digno de ser visto! Que pedagogia, Senhora Ministra. Imagine que um aluno lhe manda com uma cadeira à cabeça...? Que faz? Claro, a ver pelo exemplo que deu... acredito que lhe mandaria com outra... 
Não nos admiraríamos se, a partir deste ano lectivo, todas as universidades do país que formam professores viessem a projectar, nas aulas dos cursos "via ensino", as imagens da atitude desta Ministra da Educação... Obviamente, como exemplo paradigmático de "O QUE NÃO É UMA ATITUDE PEDAGÓGICA!"  
Agora imaginem um professor que respondesse à provocação de um aluno que agarra na cadeira e a lança... Imagino que, a aula estaria transformada num autêntica batalha campal... Agora imagine-se que a lança pela janela... Lá se ía o mobiliário! Para a Senhora Ministra talvez a atitude que tomou seja o exemplo de competência profissional  (que agora tanto quer avaliar os professores mas que a não tem!). Mas para os professores das muitas escolas do país, que vivem na escola a maior parte da sua vida (há que dar ao facto a sua devida ênfase, vivem na escola  e não em gabinetes como os docentes do Ensino Superior e os Ministros...!) esta atitude é, no mínimo, reprovável. Ou será este tipo de atitude que a Senhora Ministra quer ver sancionado como exemplo paradigmático do que deve ser uma atitude socializadora pedagógica verdadeiramente socializadora? Desafiamo-vos a ver e escutar um testemunho duma "peripécia" pouco digna de um qualquer educador... Muit menos de uma Minitstra! Por certo exige uma acuidade auditiva escutem atentamente, no vídeo do Youtube o que diz um aluno (entre os 12 e os 16 segundos): Eu não avcredito nisto". Cremos que está tudo dito sobre como vêem os alunos a competência desta Ministra...
 
Título: A Postura da Senhora Ministra 
Argumento: Discurso da Entrega de Prémios
Actriz Principal: Maria de Lurdes Rodrigues
...
 

 
...
Por que não dá às crianças a oportunidade de se socializarem verdadeiramente, colocando nas escolas outros profissionais especializados na dinamização de tempos livres? Enfim, o Sucesso escolar nunca esteve na mente desta Ministra da Educação quando implementou muitas das medidas que tem levado a cabo. Estas medidas educativas, não passam de pura demagogia para enganar os cidadãos que que a Ministra acredita ainda serem todas do tipo Zé-povinho (analfabeto, cego, surdo e mudo...) Pois bem... Fie-se, fie-se, Senhora Ministra e enganar-se-á, redondamente! O Zé-povinho não é analfabeto... E no dia do voto... vai lá estar!
 
Na verdade, se analisarmos os mais diversos resultados dos estudos internacionais sobre Sucesso ou Insucesso Escolar, os alunos portugueses nunca apareceram como sendo os que apresentam maiores problemas de Socialização.
Então, pergunta-se:
Qual o verdadeiro motivo por que querem juntar tão elevado número de crianças no mesmo espaço escolar?
Se o problema é de Insucesso Escolar (como dizia a Ministra) e sabendo-se que em especial no 1.º Ciclo em que há vários grupos com necessidades e ritmos personalizados, pergunta-se:
Por que motivo não colocam mais salas de aula em funcionamento reduzindo o número de alunos por turma?
 
A Senhora Ministra estará em condições de prometer mais Sucesso Escolar se os alunos forem para outras escolas? Que garantias pode dar aos pais?
 
Como pode atrever-se a afirmar tal coisa se todos sabemos que há muitas escolas numerosas em que os resultados escolares são também maus?
 
Como se as crianças agora se têm de levantar muito mais cedo, apanhar transporte, andar ao frio e à chuva mais tempo, chegam a casa mais tarde... etc. etc. ? Onde estudam? Quando? E onde brincam? Com quem?
 
Os pais têm de ter consciência de que, se no Ministério da Educação existe alguém que de facto se interessa pela aprendizagem dos seus filhos... são os professores! Tranquilizem-se os pais. Mas não se calem! É com os professores que os pais podem contar. Depois... os Ministros passam... Os professores ficam.
 
Antes poderíamos dizer “Sempre que se investimos na Educação caminhamos para encerrar uma Prisão”.
Hoje, creio que os governos encontraram outra solução. Despenalização de um maior número de crimes, absolvição de outros tantos criminosos... O mesmo é dizer que, o politicamente correcto, conduziu à necessidade de abrir as portas da prisão... Por isso já podem fechar as escolas.
 
A Senhora Ministra da Educação diz que as suas medidas visam a melhoria das aprendizagens das crianças e o seu maior Sucesso Escolar...!!!!
Uma ova!!! - diria o Zé! - Tudo tretas... É só o metal... Dinheiro!!!...
 
Como o Zé, todos sabemos qual o verdadeiro motivo que levou a Senhora Ministra da Educação a encerrar as escolas, a dividir a Carreira Docente (com um concurso absurdo!) em Professor "Professor" e Professor "Professor Titular". Ele nunca esteve tão "à vista" desarmada. Basta não se sofrer de "cegueira auditiva". Todos sabemos que é possível combater o Insucesso Escolar  com medidas pró-activas, (re)construtivas de um Sistema de Ensino que demonstrou estar a melhorar os seus resultados após uma década (1990-2000) de formação dos quadros de docentes, de reformas curriculares, de melhorias e investimentos tecnológicos (meios informáticos e outros) e o empenho dos profissionais, que nelas passam a maior parte das suas vidas, e que "não foram tidos nem achados" nem pelo Ministério nem pelo Governo. Os professores mereciam um pouco mais de respeito da parte dos políticos...
 
O Insucesso Escolar não se combate com medidas destrutivas do sistema de ensino, que desenraizam as crianças dos seus lugares, das suas aldeias, das suas origens...
Por isso, o encerramento das escolas nada tema  ver com o Sucesso ou Insucesso Escolar mas, obviamente, com os necessários Cortes no Orçamento da Educação que permitam aos governantes continuar a desperdiçar dinheiros públicos noutras vertentes, como sejam as nomeações, destituições, etc... etc... e sobretudo garantir que possam continuar a ser pagos ordenados e subvenções a gestores públicos e políticos.
Deixemo-nos de engodo... Os portugueses merecem uma explicação racional, séria... Mais valia ao governo assumir que o que está em causa com todas estas Reformas emanadas do Ministério da Educação, não é o combate ao Insucesso Escolar mas antes fazer com que Portugal cumpra os valores do déficit. E ponto final.

E, não tenhamos dúvidas de que, a esta Ministra seria melhor ter Sócrates distribuído a pasta das Finanças, e não da Educação. Se atentarmos na sua prática 8desde o fecho das escolas até à redefinição do Estatuto da Carreira Docente (altamente penalizador da carreira dos professores), já não deixou dúvidas de que também ela, adora o efeito caterpillar. Ainda que estivesse pouco credenciada, o seu mandato na educação ficará para a mória como o da destruição das escolas, da motivação, do gosto pela profissão e pelo ensino por parte de muitos dos professores qeu se viram traídos nas suas expectativas (tempo de serviço para chegar à reforma que teve um aumento drástico para muitos a quem, por uma questão de dias, semanas ou até de alguns meses, viram a idade da reforma dilatar-se em mais de 10 ou 11 anos!).

 

 

Enfim. A atitude de desencanto de muitos professores acaba com uma (in)satisfação que poderá ser resumida a uma frase simples que resume a que estão condenadas as reformas de muitos Ministros menos competentes e que permite dar um pouco de energia aos profissioanis que, contrariamente a esta mnistra, tanto investiram directamente na Educação das crianças portuguesas e que sossegam em muito os pais deste país:

"Os Ministros passam! Os professores ficam!" E esta Ministra não escapará à regra. Até que um dia os Portugueses sejam capazes de dar "O grito do Ipiranga" na Educação.

Por isso, muitas das suas medidas (que vão certamente demonstrar serem um autêntico fracasso) têm os dias contados.

 
Enfim, estamos governados por políticos que muito criticavam o Governo anterior (claro, enquanto estavam na oposição!) mas que acabaram por chegar ao poder e agravar drasticamente as condiçoes de vida de milhares de portugueses, colocando Portugal na cauda da Europa dos 25...!
 

 

Que nos tenhamos de resignar face às investidas governamentais contra as escolas, os habitantes das povoações mais serranas... Não! Há que lutar contra o encerramento das escolas...

 

publicado por J.Ferreira às 12:37

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