Até que o Teclado se Rompa!
"O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons." (Martin Luther King)

20 Outubro 2008

Todos a Lisboa. Pela defesa da dignidade profissional.

 

Jorge Pedreira admitiu o que todos já sabíamos e contra o que havíamos lutado sempre:

  A Avaliação do Desempenho não tem por objectivo cimeiro aumentar a qualidade da oferta educativa das escolas e, muito menos, promover o desenvolvimento profissional dos docentes


 

 


Nas palavras do Secretário de Estado apenas visa contribuir para a redução do défice público.

O enigma da má-fé ministerial fica finalmente revelado.
No fórum da 'TSF' da manhã de hoje, Pedreira, justificou os motivos pelos quais o ME discorda da proposta de António Vitorino em adiar a avaliação e testar-se o modelo preconizado pelo M.E. em escolas piloto durante um ou dois anos.
Pedreira (o Jorge, que até é secretário da ministra Lurdes), confessou o politicamente inconfessável: '*Terá de haver avaliação para que os professores possam progredir na carreira e assim possam vir beneficiar de acréscimos salariais*' (sic).
Ou seja, aquilo que hoje se discute no mundo ocidental (democrático e desenvolvido, como rotula mas desconhece a 'primeira ministra'), gira em torno da dicotomia de se saber se a avaliação do desempenho docente serve propósitos de requalificação educativa (se para isso directamente contribui) ou se visa simplesmente constituir-se em mais um instrumento de redução do défice público.
Nesta matéria, Pedreira (o tal que é Jorge e ao mesmo tempo teima em ser secretário da ministra que também parece oriunda de uma pedreira), foi claro: *Importa conter a despesa do Estado com a massa salarial dos docentes *; o resto (a qualidade das escolas e do desempenho dos professores) é tanga(!!!).
Percebe-se, assim, porque motivo este modelo de avaliação plagia aquele que singra na Roménia, no Chile ou na Colômbia. Países aos quais a OCDE, o FMI, o *New Public Management* americano, impôs: *a desqualificação da escola pública em nome da contenção da despesa pública*; Percebe-se, assim, porque razão a ministra Maria de Lurdes (que tem um secretário que, como ela, também é pedreira) invoque a Finlândia para revelar dados estatísticos de sucesso escolar e a ignore em matéria de avaliação do desempenho docente.
Percebo a ministra pedreira: não se pode referenciar aquilo que não existe.
A Finlândia, com efeito, não tem em vigor qualquer sistema ou modelo formal e oficial de avaliação do desempenho dos professores!
Agradeço à pedreira intelectual que grassa no governo de Sócrates finalmente nos ter brindado com tão eloquente esclarecimento. 

 

 

Todos a Lisboa. Pela defesa da dignidade profissional.

publicado por J.Ferreira às 15:41

20 Outubro 2008

Marcha e Luta Pela Dignidade Profissional

 

Digamos todos: BASTA! Abaixo o Medo... Não Faltes!

 

 

Os professores têm a obrigação de demonstrar a este Governo que quando o destino é o abismo, "a única forma de seguir em frente é... Dar um passo atrás!

 

Por uma Avaliação Justa.

Pelo Retorno à Carreira Única.

 

Se querem copiar modelos de avaliação dos professores, copiem o da nossa vizinha Espanha que partiu depois de nós para a democracia... e deixaram-nos para trás.

 

Já no dia 8 de Novembro estaremos todos em Lisboa...

E no dia 15 de Novembro, voltatremos, se o Governo quiser continuar com  sua Cegueira Auditiva.

 

Recebemos e divulgamos:

"Uma escola, um autocarro

 

No dia 15 de Novembro eu vou estar na Avenida da Liberdade (pelo simbolismo de quem se sente acorrentado a grelhas, fichas, evidências, planos e outras enormidades), em Lisboa, protegido pelo direito de manifestação que a Constituição (artigo 45º)* me confere e em nome da minha consciência e dignidade profissionais, pelo que desta vez represento-me a mim próprio e não alieno a minha vontade a intérpretes, generais ou negociadores de nenhum tipo. Até porque não há nada para negociar com esta equipa ministerial. Nesta fase, o tempo é, tão-só, de rejeição e eu rejeito, incondicionalmente, a divisão arbitrária dos professores e este modelo de avaliação. Ponto final.

Para que a iniciativa traduza a dimensão e a intensidade do nosso repúdio, basta que, em cada escola/agrupamento, alguns professores mais voluntariosos organizem as inscrições/pagamentos e aluguem um autocarro.

É minha percepção que esta manifestação só terá sucesso se puder ser lida por cada professor, sindicalizado ou não sindicalizado, como a "sua" inalienável oportunidade de dizer que não aceita este modelo de avaliação. Por conseguinte, esta não deve ser a manifestação de nenhum sindicato, pois muitos professores não adeririam, mas também não deve ser a manifestação de nenhum movimento ou associação à procura de protagonismo ou carta de alforria, porque afastaria os colegas identificados com os sindicatos. Esta deve ser a manifestação de todos e de cada um dos educadores e professores portugueses, sem mais!

Por outro lado, só quem se encontra distanciado e dessensibilizado relativamente ao quotidiano das escolas e à constatação do desencanto de uns (que os leva a anteciparem a sua reforma, fortemente penalizados, após décadas de dedicação à escola)  e do actual agastamento de quase todos os outros, pode defender tomadas de posição para mais tarde. Eu e os colegas com quem me relaciono recusamos ser cobaias de qualquer estratégia política ou pessoal delineada à custa dos professores, pelo que não vamos esperar pelo esgotamento físico e psíquico de alguns, pelas injustiças e o caos nas escolas, pela inimizade que possa emergir entre outros, para mostrarmos a nossa indignação. É um imperativo de respeito, de humanidade e de dedicação à escola!

Sobre este governo, esta equipa ministerial, seus apaniguados e seus cúmplices (aplausos, silêncios, colagens, dicas subliminares de desmobilização do tipo "não vai resultar"…), apenas me ocorre o seguinte: nenhum governo de nenhuma sociedade evoluída e civilizada hostiliza os seus professores.

Como a manifestação não esgota outras formas de oposição a esta política educativa persecutória da nossa dignidade profissional, cada professor e cada escola saberão enveredar pelas formas de resistência mais eficazes. A este propósito, participo na divulgação das mais corajosas e coloco em anexo os documentos que as consubstanciam.

Abraço,

 Octávio V Gonçalves "

  Todos a Lisboa. Pela defesa da dignidade profissional.

 

 

publicado por J.Ferreira às 11:23

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