Até que o Teclado se Rompa!
"O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons." (Martin Luther King)

21 Novembro 2008

Que nenhum Professor deixe de estar presente!

E, se for caso disso, mandem o INEM levar-vos

 

Em entrevista à página electrónica da FENPROF, Mário Nogueira reafirma: "Entre suspensão e aplicação do actual modelo de avaliação, não há entendimentos nem soluções intermédias!"

 

Na próxima sexta-feira, dia 28 de Novembro, os Sindicatos de Professores voltam ao Ministério da Educação, convocados pelo ME, alegadamente para negociarem as medidas que este pretende adoptar, este ano, para simplificação do modelo em vigor.

Tendo em conta a realização dessa reunião e algumas dúvidas surgidas em torno da mesma, colocámos ao Secretário-Geral da FENPROF e porta-voz da Plataforma Sindical dos Professores, Mário Nogueira, apenas quatro questões que tiveram respostas muito rápidas e objectivas.

 

1. — Qual será a posição que a FENPROF defenderá na reunião da próxima sexta-feira, no ME?
Mário Nogueira: Da parte da FENPROF, a posição é clara e converge com a de toda a Plataforma Sindical dos Professores: entre a suspensão do actual modelo e a sua aplicação, não existem soluções intermédias, logo, a suspensão é pressuposto de verificação obrigatória para qualquer outra discussão. Ou seja, e para que fique mais clara a posição, não há entendimento possível que não seja em torno da suspensão imediata do actual modelo. Essa é a posição da FENPROF, que colhe consenso na Plataforma Sindical dos Professores, é a posição dos professores e educadores e é a posição de um número crescente de escolas! Os professores podem confiar na FENPROF e na defesa determinada e sem concessões desta posição!

 

2. — Poderiam as medidas já anunciadas pelo ME corresponder a essa posição?
Mário Nogueira: Nem pensar! As medidas anunciadas pelo ME não vão nesse sentido e pretendem apenas permitir que o modelo se aplique. Um modelo que a FENPROF rejeita e que tem pressupostos inaceitáveis: o de que a carreira docente se organiza em categorias hierarquizadas; o de que o reconhecimento do mérito dos professores se deve sujeitar a quotas! Depois, é todo o desenvolvimento do modelo a agravar ainda mais estes pontos de partida.

 

Compreendendo que qualquer negociação só terá lugar depois de ter sido declarada a suspensão do modelo de avaliação  o que poderemos esperar se isso acontecer?

 Mário Nogueira: Suspenso o actual modelo de avaliação, a FENPROF, estará em condições de iniciar negociações com vista à aprovação de um novo modelo, no quadro de uma revisão do ECD que permita eliminar os seus aspectos mais negativos. É nesse sentido que tem em discussão pública uma proposta de modelo de avaliação. Em relação ao ano em curso, a FENPROF concorda que a saída não seja administrativa, mas não admite qualquer solução que consista na simplificação do modelo em vigor, pois esse é para suspender na totalidade. Essa discussão com o ME, no entanto, só fará sentido ou terá lugar depois de garantida a suspensão do modelo em vigor. Estamos preparados para propor uma solução que assente no modelo anterior (processo de auto-avaliação e apreciação pelo conselho pedagógico) e nada mais. Recordo que estamos praticamente no final do primeiro período lectivo. Se a equipa ministerial considera não ter condições políticas ou se não tiver a coragem política para suspender o modelo, deverá, então, dar o lugar a quem a tenha, pois dessa exigência os professores não abdicarão.

 

 

Quer dizer, então, que, caso o ME não suspenda a avaliação, os professores continuarão a sua luta?
Mário Nogueira: Claro e com mais força, determinação e convicção. As manifestações distritais desta semana serão importantíssimas, pois a sua dimensão, e eu penso que será fortíssima a participação dos professores, terá necessárias consequências na reunião da próxima sexta-feira. Apelo, por isso, a todos os professores: que nenhum deixe de estar presente!

publicado por J.Ferreira às 16:56

21 Novembro 2008

Ministra Chumbada. Recuo é Insuficiente.

 

Maria de Lurdes Rodrigues alterou alguns aspectos do sistema de avaliação mas garante que o processo continua.

 

Na verdade o essencial permanece. Ainda que todos venham a ter uma avaliação justa, de entre 8 professores "Muito Bons"  e 3 "Excelentes " numa escola de 20 professores, menos de metade ficarão a marcar passo na carreira.

Logo, este recuo é bem-vindo, reconhecendo a Ministra (sem o admitir, claro!) que a sua proposta era injusta e inaceitável.

Diz que "a observação das aulas apenas se realize por solicitação dos professores!" mas não deixou de acrescentar que "sendo todavia (esta observação) condição necessária para a obtenção da classificação de Muito Bom ou Excelente!"

Ora bolas... Presente envenenado! A ministra está a dizer claramente que, "quem não quer ser observado, não progredirá na carreira"! Ok... E se na escola acima referida (A melhor posicionada no "Ranking" em que, a crer no critério "resultados escolares dos alunos, anteriormente pela ministra inegociável!) estiverem colocados os melhores professores? Calro, se a maioria deles quiser submeter-se à observação de suas aulas e forem a todos forem avaliados com menção de "Muito Bom" e "Excelente", a Ministra tem a QUOTA como forma de rotular um avaliado com EXCELENTE passar a ter uma menção de RAZOÁVEL ou apenas BOM?

Creio qeu chegou a hora de demonstrar a muitos destes paizinhos incultos (como o Albino da CONFAP e a outros frustrados e ansiosos por se vingarem dos professores!) que os professores nunca pensaram fazer o mesmo com os seus filhinhos... É que, se os professores aplicarem o mesmo princípio da avaliação que a ministra criou e quer impor, os filhinhos daqueles que procuram uma escola de elite e uma turma onde possam aspirar a aprender e alcançar uma média que lhes permita entrar em medecina (por exemplo) já era! 

isto porqu, ainda que todos sejam excepcionais numa mesma turma (tal como os professores de uma mesma escola o podem ser!) em cada Turma, apenas poderá haver 5% de Excelentes, 10% de Muito Bons, 40% de Razoáveis e os restantes... Insuficiente!

Enfim... Que comentários fariam os pais na Internet?

Os professores são os únicos a defender a dignidade dos alunos! Nem mesmo os pais o fazem... por incompetência ignorância ou oq eu lhe queiram chamar... mas não por sabedoria... É que muitos dos licenciados pelas novas oportunidades andam agora a tecer comentários (televisivos, inclusivé!) como se fossem doutores em todas as matérias.  Todos percebem de tudo e são icompetentes em todas as áreas.. Os únicos que são incompetentes neste país, apesar de terem provada a sua competência com diplomas passados pelas universidades em dia súteis são, imagine-se ao que chegamos, os professores! Parece impossível como, sendo apenas 140.000 o país está na cauda da europa... Ora, meus caros. Os professores estão fartos e não aceitam ser os bodes expiatórios... Muito menos que, por detrás da necessidade de controlar o défice (quando se esbanja dinheiro a céu aberto como se sabe apra determinados boys ou empresas...) sejam os sacrificados e ainda por cima, enxovalhados por iletrados, analfabetos, ignorantes, enfim... mal educados! BASTA !

 

 

A luta tem de continuar. Sou titular e não quero ser avaliador.

FIM À DIvisão da carreira em Duas Categorias. Há Professores que não são Titulares que são t bons ou meljhotres do que eu e que não estão nesta categoria por falta de Tempod e Serviço ou dos ditos incríveis pontos, atribuídos de forma absurda pelo desempenho de determinados cargos, ou, simplesmente, por um professor ter tido a sorte de , desde num determindao período não ter tido necessidade de FALTAR e, pelos mais diversos motivos, ter faltado LEGALMENTE!

 

Não À Divisão da Carreira.

Quero Voltar a Ser PROFESSOR como os meus pares.

 

 

Quero poder colaborar sem ser penalizado.

Quero deixar de ser O EGOÍSTA a que me obriga esta MINISTRA com a forma de progressão que criou premiando os que apresentarem melhor performance nops resultados escolares!

Quero voltar a partilhar as estratégias de sucesso com os meus pares!

 

 

 

Na veradde, como muitos meus colegas, sempre o fiz e a senhora ministra veio negar esta evidência colaborativa ao afirmar que os professores não estão habituados a trabalhar em equipa ou a cooperar.

Esta Ministra promoveu uma divisão artificial da Carreira Docente, acreditando que os mais velhos são sempre mais competentes e que os mais novos só podem chegar a essa competêncai ao fim de 18 anos de carreira... Como é possível... Apliquem isso ao futebol... e verão que esta é a maior falácia de todos os séculos.

Espero não chegar aos 65 anos senil...E poder olhar para trás e ver que os povo português, afinal, não é estúpido!

Aos sindicatos apelo para que não baixem os braços. Ganhamos uma batalha. Não nos façam dar meia volta. Acabaremos perdendo esta Guerra. Não pedimos guerra. Foi esta Ministra e muitos dos pais que a pediram!

 

Amamos o que fazemos. Somos os que mais se preocupam com a vida dos jovens... Da felicidade e do sucesso dos jovens depende o nosso sucesso profissional.

Os critérios de avaliação são um absurdo! Fomos avaliados no estágio e por docentes do ensino superior. Agora, vêm de novo as aulas assistidas, quantas das vezes pelos titulares que esta ministra nomeou que passaram a vida em gabinetes e como tal obtiveram pontos para acederem à nova (e absurda) categoria.

 

O processo de avaliação em Espanha nada tem a ver com esta palhaçada... E, não sei se já repararam no fosso que nos separa da nossa vizinha Espanha quando a democracia chegou àquele pañis um ano depois de ter chegado a Portugal... De quem é a culpa? Já vamos com 17 governos... Eles apenas levam 4! Façam as contas a quantos já estão a "mamar" na teta da cabritinha e`percebam por que motivo não há dinheiro nos cofres portugueses... faz falta uma "Lei Bosman" para a política. Vieram os jogadores estrangeiros para os clubes de futebol.. venham políticos estrangeiros governar este país... Mandemos estes para a Somália ou para a Birmânia...!

Continuamos na cauda da Europa, e agora cada vez mais longe do "pelotão da frente". Estamos a ser ultrapassados pelos países recém-chegados à União Europeia. E os políticos, no lugar de resolverem os problemas do país, perseguem os professores, entretêm-se com manobras de diversão como se a política e o goveno do país fosse um jogo virtual.

Senhora MInistra. Está a jogar com pessoas reais, com profesosres que também são pais e já nem tempo têm para atender aos seus filhos. Em breve serão uns tantos mais a junatr-se ao conjunto de marginais que a sociedade está a formar...

Persigam os que trabalham, como os professores... os que pagam impostos como os trabalhadores e dêm subsídios a preguiçosos, reformas chorudas a políticos em tenra idade (40 anos!) e que acumularm com salários de milhares de euros e culpem os professores!

 

Para muitos professores, o objectivo educativo deveria ser evitar os jovens que educam nas saus escolas não sigam o caminho da marginalidade". Mas, esta Ministra pouco se importa se a maioria vai socializar-se ou ingressar nas cadeias...

Esta Ministra ainda não se deu conta de que "cada vez que encerramos uma escola devemos estar preparados para abrir uma prisão". Estamos a ver o que vai acontecer que, quando todos forem aprovados com MUITO BOM e EXCELENTE nos EXAMES NACIONAIS. Esta Ministra quer transformar todos os alunos em doutores, médicos e engenheiros...

 

Não vás na TRETA! 

A LUTA continua...

Ministra para a RUA !

 

publicado por J.Ferreira às 16:56

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