Até que o Teclado se Rompa!
"O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons." (Martin Luther King)

04 Dezembro 2008

 

 

Uma Greve Histórica

prova mais do que evidente de que

Professores UNIDOS Jamais Serão VENCIDOS

 

Exigências dos Sindicatos São Provas de "Bom-Senso"

 

Do "discurso sindical sobressai a luta contra este ECD do ME (designadamente pelo fim da fractura da carreira em duas categorias, contra o modelo de avaliação iníquo, inaplicável e injusto, contra os horários dos professores e a prova de ingresso na profissão, de entre diversos aspectos) e a necessidade de o ME abandonar a sua pretensão de avançar com alterações ao regime de concursos e colocações que agravará a instabilidade profissional e a precariedade de emprego. Mário Nogueira, porta-voz da Plataforma, fez questão de referir que esta disponibilidade para negociar é acompanhada da mesma disponibilidade dos professores para lutarem, caso o ME não aceite recuar para níveis que viabilizem essa negociação, designadamente suspendendo a avaliação (para nós uma "pseudo-avaliação") do desempenho".

"Os professores iniciaram, esta quinta-feira, uma vigília frente ao Ministério da Educação, em Lisboa, uma vigília convocada na manifestação de 8 de Novembro e que reuniu cerca de 120 mil professores.

Munidos de uma tenda de campismo e vários cartazes para chamar à atenção para o seu protesto, os docentes querem novamente mostrar que estão contra o regime de avaliação proposto pela ministra Maria de Lurdes Rodrigues.

Em declarações à TSF, Manuel Grilo, da FENPROF, explicou que a vigília se prolonga até sexta-feira às 22:00 e que terá docentes de Lisboa de manhã e outros do centro do país da parte da tarde.

«À noite, estaremos aqui todos os que podermos estar. Amanhã de manhã, serão os professores do sul que iniciam e à tarde os professores do norte», acrescentou este elemento da FENPROF, que assegurou ainda a existência de algumas intervenções durante esta vigília e que espera a passagem de alguns deputados pelo local.

Manuel Grilo lembrou que este protesto é uma «acção de luta» e que por isso não espera que nem a ministra nem nenhum secretário de Estado da Educação desça dos seus gabinetes para falar com os professores.

«Mas estaremos sempre abertos e se tivermos algum sinal de disponibilidade para alguma negociação séria certamente que corresponderemos», concluiu este sindicalista, numa altura em que estava a ser montada uma segunda tenda no local.

Para este protesto, os professores trouxeram faixas onde se pode ler «Avaliação: Suspensão já» e «Da indignação à exigência: Deixem-nos ser professores» e bandeiras do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa e FENPROF, entre outras."

No sítio de um dos sindicatos que reúne a "Plataforma Sindical" de professores, podemos ler:

 "As manobras do Ministério da Educação, à última da hora, não conseguiram confundir, desmotivar ou desmobilizar a participação na greve nacional dos professores e educadores, que decorre hoje em todo o País, num clima de grande responsabilidade cívica e também de unidade, firmeza e determinação. O resultado é uma greve histórica da classe docente. Mais de 90 por cento destes profissionais paralisam em todas as regiões e em todas as escolas do ensino não superior. Há concelhos inteiros em que todas as escolas fecharam.

Uma tremenda resposta à intransigência negocial do Ministério da Educação e do Governo, designadamente em torno da avaliação do desempenho e da revisão do ECD, e exigiram um rumo diferente para as políticas educativas. As primeiras reacções do ME, através do Secretário de Estado Jorge Pedreira, são caricatas: o Ministério "só daqui a uma semana é que tem números da greve", há muitas escolas "abertas", o Governo "não abdica" do "essencial" seu modelo de avaliação, etc..."

 

É triste que se tenha de chegar a este ponto para que se comece a ver mais "claramente visto" a incompetência de quem dirige o Ministério da Educação. No entanto, continuamos a ter de lutar para que desperte e reconheça que o caminho que persegue é um caminho total e drasticamente errado e só servirá para levar à destruição do Sistema Educativo.

E teremos de continuar a luta. Por isso, mantém-se "a vigília que está prevista para os dias 4 e 5 à porta do ME"...

Tal como desde sempre lutamos, congratulámo-nos com a constatação de Mário Nogueira: "hoje temos ainda mais educadores e professores a contestarem as políticas do ME, a dizerem que não querem ser divididos em professores e em titulares, a dizerem que não querem este modelo de avaliação burocrático, que para se poder aplicar tem que se andar constantemente a remendar e a adaptar".

 

publicado por J.Ferreira às 12:41

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