Até que o Teclado se Rompa!
"O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons." (Martin Luther King)

07 Novembro 2010

 

Os políticos criaram esta crise por incompetência e agora pedem aos outros (àqueles que nada contribuíram para o descalabro financeiro que ameaça Portugal) que sejam eles a fazer sacrifícios enquanto as contas bancárias e o património dos políticos e nomeados politicamente continua a crescer. É uma Vergonha nacional. Há lucros astronómicos em determinados sectores e são os que nada têm para além do salário que devem fazer os sacrifícios? Que fizeram o comum dos Portugueses para estarmos no nível em que estamos? Nada. Claro. Grécia, Espanha e Portugal, estão na cauda da Europa mas no Topo da Incompetência governativa. Não tentem encontrar desculpas nem bodes expiatórios para a vossa incompetências, senhores governantes que ainda há pouco mais de um ano estavam a fazer campanha e a prometer TGV, auto-estradas... e agora colocam portagens e lá e foi o TGV e o Aeroporto. Fecharam Hospitais e Escolas, cortaram nos serviços de educação e ainda assim não há dinheiro? Má gestão... é claro. Bem diz Passos Coelho: Há que responsabilizar criminalmente quem governa mal.

 

A crise não pode ser sempre suportada pelo povo. Os que gerem os milhões de euros têm de saber bem o destino que se dá a esse dinheiro.

Basta de roubar aos trabalhadores. Basta de se lhes congelar os salários... de lhe congelar as carreiras, de lhes aumentar os Impostos, o IVA, o IMT, o IMI, as taxas de água e energia, a "taxa de difusão multimédia" (muito pior que a salazarenta taxa de televisão!) camufladas com a energia... A empresa PT dá milhões de lucro... Para que cobram essa taxa injusta? Acabem com a ERSE que para nada serve... Nunca ajudou ninguém! É só tachos...

 

Cada vez mais se pedem sacrifícios ao povo. Agora até os magistrados estão revoltados... O Jornal SOL publicitou que o líder da Oposição, Passos Coelho sugeriu a "responsabilização criminal pela crise" dos que contribuíram para afundar a economia do país. Reza assim a notícia:

 

"O líder do PSD defendeu ontem à noite a responsabilização civil e criminal dos responsáveis pelos maus resultados da economia do país, para que não continuem «a andar de espinha direita, como se não fosse nada com eles»

«Se nós temos um Orçamento e não o cumprimos, se dissemos que a despesa devia ser de 100 e ela foi de 300, aqueles que são responsáveis pelo resvalar da despesa também têm de ser civil e criminalmente responsáveis pelos seus actos e pelas suas acções», referiu Pedro Passos Coelho.

Falando em Viana do Castelo, durante um jantar promovido pelo PSD de Barcelos, Passos Coelho sublinhou que o país precisa de uma cultura de responsabilidade.

«Não podemos permitir que todos aqueles que estão nas empresas privadas ou que estão no Estado fixem objetivos e não os cumpram. Sempre que se falham os objectivos, sempre que a execução do Orçamento derrapa, sempre que arranjamos buracos financeiros onde devíamos estar a criar excedentes de poupança, aquilo que se passa é que há mais pessoas que vão para o desemprego e a economia afunda-se», referiu.

Para o líder social democrata, «não se pode permitir que os responsáveis pelos maus resultados andem sempre de espinha direita, como se não fosse nada com eles».

«Quem impõe tantos sacrifícios às pessoas e não cumpre, merece ou não merece ser responsabilizado civil e criminalmente pelos seus actos?», questionou."

 

Nós estamos plenamente de acordo com esta ideia. Aliás, na Islândia há já quem esteja a ser chamado à responsabilidade...

Em Portugal, teremos de gritar também, alto e bom som: BASTA! Basta de sanguessugas incompetentes que dirigem as empresas públicas e que delas retiram ordenados chorudos para no final apresentarem dois ou três salários de prejuízo. Pois se ganham balúrdios, a empresa não pode dar prejuízo ou então que reduzam o salário... Ter prejuízos que depois são cobertos com os impostos do povo é que não. Fora com quem nos afunda. Rua com incompetentes que nos conduzem para o Abismo. Eles ganham milhões e depois pisgam-se ou são nomeados (Veja-se o caso do Guterres, do Armando Vara, do Victor Constâncio, e de tantos outros!) que ainda se ficam a sorrir, acumulando cargos, reformas e subvenções...

Por isso, não poderíamos estar mais de acordo com esta medida. Afinal, querem responsabilizar os professores pela falta de aprendizagem dos alunos que preferem ir ver a bola que estudar, ou seja, sobre o que nenhuma culpa têm e os verdadeiros responsáveis pela falência das empresas públicas (que não vão à bancarrota porque o Estado volta a injectar-lhe lá o dinheiro dos contribuintes...!)

 

Força com medidas que sejam para slucionar os problemas matando-os pela raíz. Que a oposição se una e que aprove uma lei quanto antes apra responsabilizar estes senhores antes que "dêm o cavanço". É preciso fazer o povo voltar a acreditar na democracia... Estes senhores só semearam o descrédito... Rua com eles! Só assim Portugal poderá mudar de rumo ou caminharemos para o abismo!

 

É necessário implementar a cultura da responsabilidade dos políticos. Acabar com a imunidade parlamentar... Só com medidas equitativas que coloquem os políticos em pé de igualdade com qualquer cidadão é que é possível moralizar a política e levar os cidadãos a acreditar de novo nas virtudes da democracia. Com incompetentes, a política torna-se cada vez mais na "espelunca" da sociedade...

 

Medidas justas precisam-se. Justas e responsabilizadoras dos governantes. Só assim verá chegar à política os mais competentes, afugentando os incompetentes e os oportunistas caciques dos partidos que chegam a cargos por nomeação porque, ainda que muito mal os desempenhem, cobram dos impostos de todos e ficam com as contas recheadas sem terem nunca de devolver do seu património os prejuízos causados...

Quem tem competência não tem medo de assumir a governação do país... Quem não tem, por certo colocar-se-á a léguas...

Basta de incompetentes à frente de organismos. Profissionalizem as contas. Que o cargo seja por competência, por concurso! Por certo encontraríamos potenciais ministros mais competentes fora dos partidos do que dentro deles... É que muitos dos cidadãos mais competentes do país, nem se inscrevem nos partidos...

Há que abrir o Estado às pessoas... e deixar de ser o caciquismo a comandar o país... Força com esta iniciativa. Vamos fazer o Parlamento aprovar uma lei com esta ideia. Vamos a isso, Passos Coelho, Francisco Louçã, Jerónimo de Sousa, Paulo Portas. Abram a política aos melhores, aos honestos, aos competentes. Vamos que se faz tarde...

Sim... Já ontem era tarde.

publicado por J.Ferreira às 18:49

06 Novembro 2010

 

Em entrevista a Anabela Mora Ribeiro do Jornal de Negócios, Henrique Neto arrasa com Sócrates. Entre outras coisas afirmou que deixou de ser epresário e que "ser empresário hoje é ser herói" e que "a maçonaria é a coisa pior que pode existir na política".

 

Vejam este extracto final da entrevista:

 

Porque é que tem pó ao Sócrates?
Uma vez, fui a um debate em Peniche, conhecia o Sócrates de vista. Isto antes do Governo Guterres. Não sabia muito de ambiente, mas tinha lido umas coisas, tinha formado a minha opinião. O Sócrates começou a falar e pensei: “Este gajo não percebe nada disto”. Mas ele falava com aquela propriedade com que ainda hoje fala, sobre aquilo de que não sabe [riso]. Eu, que nunca tinha ouvido o homem falar, pensei: “Este gajo é um aldrabão, é um vendedor de automóveis”. Ainda hoje lhe chamo vendedor de automóveis.

Esse é um dos nomes mais simpáticos que lhe chama, chama-lhe outros piores.
Quando se pôs a hipótese de ele vir a ser secretário-geral do PS, achei uma coisa indescritível. Era a selecção pela falta de qualidade. O PS tem muita gente de qualidade. Sempre achei que o PS entregue a um tipo como o Sócrates só podia dar asneira.

Nos últimos tempos, a sua voz é das mais críticas no PS, e o desdém com que fala dele faz-me perguntar se a questão tem uma raiz emocional.
Faço uma explicação: gosto muito de Portugal – se tiver uma paixão é Portugal – e não gosto de ninguém que dê cabo dele. O Sócrates está no topo da pirâmide dos que dão cabo disto. Entre o mal que faz e o bem que faz, com o Sócrates, a relação é desastrada. O Soares também fez muito mal ao País, mas também fez muito bem; se calhar até fez mais bem do que mal.

A maneira como se envolve e se empenha cada vez que fala de Sócrates, faz perceber que há ali uma motivação que é epidérmica, que não é uma coisa só racional.
Não. Há caras de que gostamos mais e outras menos, mas não me pesa assim tanto. Além do facto de que estou convencido de que ele não é sério, também noutros campos. Conheci a vida privada do Sócrates, ele casou com uma moça de Leiria, de quem conheço a família. Sou amigo do pai dela, que foi o meu arquitecto para a casa de São Pedro de Moel. Esta pequena decoração que vê aqui [em casa] foi feita pela cunhada do Sócrates. Às vezes compro umas pinturas que a mãe delas faz. Nunca fui próximo da família, mas tenho boas relações. Não mereciam o Sócrates. Portanto, sei quem é o Sócrates num ambiente familiar. Sei que é um indivíduo que teve uma infância complicada, que é inseguro por força disso, que cobre a sua insegurança com a arrogância e com aquelas crispações. Mas um País não pode sofrer de coisas dessas.

Permite-se dizer todas as coisas que diz acerca de Sócrates porque tem esta idade e porque tem o dinheiro que tem?
Não tenho muito dinheiro.

Há essa ideia, sobretudo depois de ter vendido a sua participação na Iberomoldes.
Quase dei. Não queria morrer empresário. Tenho para ir vivendo, não tenho assim tanto dinheiro. Também não posso ser tão inocente… O problema é que também estava convencido de que a indústria portuguesa vai toda para o galheiro. Com os erros que estamos todos a cometer, só por milagre é que algum sector vai sobreviver. Se estou convencido disso o melhor é não fazer parte do problema, especialmente nesta fase da minha vida. Tenho a minha independência económica.

Não depende.
Sempre fui assim. Escrevi uma carta ao Guterres, que foi publicada, em que lhe disse coisas que digo do Sócrates.

Foi deputado na governação de Guterres.
Era deputado quando escrevi a carta, era da comissão política do Partido Socialista. Foi na fase de Pina Moura e daqueles descalabros todos. Na comissão política, estão publicadas algumas dessas coisas, [sobre] os negócios do Jorge Coelho e do Pina Moura. Depois de ter falado disso tudo em duas ou três reuniões e não ter acontecido nada, escrevi uma carta e mandei ao Guterres. Ele distribuiu a carta. No outro dia veio nos jornais. Era uma carta duríssima. Os problemas eram os mesmos, estávamos a caminhar mal, estávamos a enganar os portugueses, a dizer que a economia estava na maior, quando não era verdade. Na altura já falava com o Medina Carreira e ele já falava comigo.

Está a dizer-me que sempre se permitiu dizer tudo.
Sim. E tinha a empresa. Quando o Pina Moura foi ministro das Finanças, uma senhora das Finanças instalou-se lá na empresa. Nunca contei isto. Encontrava-a no elevador, nunca falei com ela, “bom dia sra. Dra”. Mas os meus homens contavam-me. Andou à procura, à procura, à procura como uma doida. Esteve lá alguns dois anos. As coisas não são impunes, a gente paga-as neste mundo. Disse o que quis do Pina Moura, da maioria desses gajos; era natural que se defendessem. Os seus colegas jornalistas muitas vezes foram ao Pina Moura com o que eu disse; e ele: “Não comento”. O Guterres também não comentava, e o Sócrates também não comenta. Aliás, quando faço uma intervenção ao pé dele fica histérico, não me pergunte porquê.

Porque é que não quis acabar empresário?
Porque ser empresário hoje é ser herói. Já não tenho idade para ser herói. A economia portuguesa não está assim por acaso.

É o seu projecto de vida. Porque é que não quis continuar a trabalhar nisso que foi a sua vida?
O meu pai mudou de vida várias vezes. Por exemplo, emigrou para trabalhar na Alemanha com quase 70 anos e não foi por estar com fome. Devo ter alguma coisa da irrequietude do meu pai. Por outro lado, trabalhei e descontei para a Segurança Social durante 59 anos, sinto que cumpri a minha obrigação com o País. Fiz coisas interessantes, o grupo Iberomoldes é um grupo empresarial muito estimulante e inovador; mas tudo na vida tem um princípio e deve ter um fim. Éramos dois sócios com 50% cada – o que nem sempre é fácil – e na fase final da sociedade fui confrontado com alguns problemas inesperados que me desagradaram e de que só tomei conhecimento demasiado tarde. Tudo junto, e porventura o facto de já não ser novo, fez-me decidir pela reforma.

Sente-se velho? Tem 74 anos.
Sim. Velho é relativo. Para fazer a vida que quero, não. Para estar lá das oito da manhã à meia-noite, e ter os problemas que uma empresa tem, os clientes. Tinha na empresa um senhor que o meu sócio quis mandar embora logo no princípio, o que nunca deixei. Um bocado verrinoso, mas com uma visão crítica. Era daquelas pessoas que têm prazer em encontrar coisas mal feitas. Uma pessoa utilíssima numa organização.

É assim em relação a Portugal e ao socratismo? Tem essa veia verrinosa, gosta de apontar o que está mal feito?
Não tinha essa veia verrinosa, mas acho-a útil. Adoro a crítica. O Dr. Vareda ensinava-nos nos livros lá da biblioteca que tínhamos de ser críticos de nós próprios, dos outros, da sociedade, mas com inteligência. E ver os pontos fracos.
Estudei um pouco da história portuguesa, nomeadamente dos Descobrimentos; fizemos erros absurdos. Um dos erros é deixarmo-nos enganar, ou pelos interesses, ou pela burrice. O poder, os interesses e a burrice é explosivo. Descambámos no Sócrates, que tem exactamente estas três qualidades, ou defeitos: autoridade, poder, ignorância. E fala mentira. Somos um País que devia usar a inteligência e o debate para resolver os problemas, e temos dirigentes que utilizam a mentira e evitam o debate.

Apesar da discordância, continua ligado ao PS.
A última comissão política do PS foi feita no dia em que o Sócrates anunciou estas medidas todas. Convocou a comissão política depois de sair da conferência de imprensa, para o mesmo dia, à última da hora, para ninguém ir preparado – primeira questão. Segunda questão, organizou o grupo dos seus fiéis para fazer intervenções umas a seguir às outras, a apoiar, para que não houvesse vozes discordantes. A ideia dele era que o Partido Socialista apoiasse as medidas. Fez medidas tramadas, toda a gente sabe. O mínimo era que o partido as apoiasse. Mas não falou antes. Depois o Almeida Santos fez aquilo que faz sempre: uma pessoa pode inscrever-se primeiro, mas o Almeida Santos só dá a palavra a quem acha. Os que acha que vão dizer o que não quer que digam, só vêm no fim. E no fim: “Isto está tarde, está na hora de jantar”. Isto é uma máfia que ganhou experiência na maçonaria.
O Arq. Fava é maçónico, o Sócrates entrou por essa via, e os outros todos. Até o Procurador-Geral da República. Utiliza-se depois as técnicas da maçonaria – não é a maçonaria – para controlar a sua verdade.

Os sucessivos governos, este em particular, pintam uma imagem cor-de-rosa da economia portuguesa. Isto é enganar as pessoas sistematicamente. Depois aparecem críticos como o Medina Carreira ou eu a chamar a atenção para a realidade do País – chamam-nos miserabilistas! E quando podem exercem pressão nos lugares onde estão esses críticos e se puderem impedir a sua promoção ou acesso aos meios de informação, não hesitam.
Isto era o que se passava antes do 25 de Abril, agora passa-se em liberdade, condicionando as pessoas, e usando o medo que têm de perder o emprego.
José Sócrates, na última Comissão Política do PS, defendeu a necessidade das severas medidas assumidas pelo Governo, mas também disse que era muito difícil cortar na despesa do Estado porque a base de apoio do PS está na Administração Pública. Disse-o lá, e pediu para isso a compreensão dos presentes. Não tenho nada contra José Sócrates. Se ele se limitasse a ser um vendedor de automóveis, ser-me ia indiferente. Mas ele é o primeiro-ministro e está a dar cabo do meu País. Não é o único, mas é o mais importante de todos.

publicado por J.Ferreira às 00:31

04 Novembro 2010

Na maioria das vezes, gastamos parte do nosso tempo livre, criticando as medidas descabidas do (des)Governo de José Sócrates, sobretudo nos campos da economia, da saúde e da educação. Porém, desta vez, o motivo da publicação deste texto é contrário ao habitual.

 

O Público, podemos ler "Os deputados, autarcas, ex-políticos a receber subvenções vitalícias, médicos, magistrados, gestores de empresas públicas e outros reformados que a 1 de Janeiro de 2011 estejam a acumular uma pensão com um salário na função pública terão de prescindir de uma das remunerações."

 

Ora, com a mesma acutilância com que criticamos o absurdo de muitas das medidas levadas a cabo pelo Governo, queremos, congratular-nos com a "repescagem" desta medida. Já havia saído a público esta intenção do Governo. Mas houve um recuo. Ao ser de novo, anunciada, esperemos que seja a valer! Os portugueses estão fartos de ver nos deputados e políticos em geral, um grupo de gente sem escrúpulos que comem tudo e não deixam nada! Basta de gente a sugar os cofres do contribuinte...!

É caso para dizer.... "Bravo!, Senhor Ministro das Finanças! Finalmente uma medida do governo que ainda que peque (e não PEC) por ser demasiado tardia e a reboque da sociedade civil é justa, necessária e democrática."

Muitos de nós se indignaram há já muito tempo. Colocamos uma

ção na internet que recolheu apenas umas poucas centenas de assinaturas. E porquê? Simplesmente porque para a subscrever era exigido que os signatários se identificassem (colocando o número de Bilhete de Identidade)! Ora, estávamos seguros de que num país onde o povo vive amedrontado, assustado, que tem medo de "dar a cara" publicamente em manifestações que sejam contra quaisquer medidas governamentais com medo de represálias, muito menos dará a sua identificação para algo que tem como objectivo mexer com o poder...

 

Não somos filiados em nenhum partido, nem em nenhum clube de futebol, nem em nenhuma religião.  Mas , tal não significa que sejamos  acéfalos... Nem muito menos que sejamos "muralistas", adeptos do muro ou filiados do "Partido do Muro". Estes, sim, estão sempre prontos a saltar para o lado que dá mais jeito. O Muro de Berlim já caiu há muitos anos...  Mas, nós sempre soubemos "de que lado do muro" nos posicionávamos. E esse lado é simples: é o da maior aproximação possível à justiça já que, esamos seguros, a justiça é algo que só existe na palavra. Na realidade, apenas se podem fazer aproximações à justiça, encontrar as medidas mais ajustadas ao desenvolvimento de uma sociedade, mais livre e solidária. A medida que já antes havia sido anunciada (ainda que meses depois de termos colocado a circular uma petição "Por Políticos Mais Responsáveis" na internet que vai no mesmo sentido do rumo legislativo que agora querem dar a este problema.

Por isso aqui deixamos, hoje, o nosso reconhecimento aos que tiveram a coragem de dar a cara por uma petição que era, acima de tudo, justa. Eles sabem do que falamos porque a assinaram. Um deles é o bem conhecido e ex-candidato à presidência da república, Doutor Garcia Pereira. Nunca mais nos esqueceremos do seu gesto e das suas palavras de apoio à petição!

É uma verdade indiscutível que os políticos das últimas décadas têm contribuído para um cada vez maior afastamento e desinteressem dos cidadãos pela vida política. Os portugueses sentem que os governantes só querem chegar ao poleiro para "tratarem das suas vidinhas" e, obviamente, da dos seus correligionários. Quem não se lembra da vergonha que foi, há uns anos atrás, um dos aumentos que se auto-infligiram? Oh, pobres...! Coitadinhos! Quanto sofreram eles com esse castigo de ver o ordenado subir em flecha... E agora, coitadinhos, são os ais prejudicados que até querem comer por 1,5 Euros! Eles são mesmo masoquistas! Sim... é que se auto-infligem cada castigo que não faltam pobres a pedir para serem molestados...

Ainda há os que gemem por aí, e que se lamentam por verem baixado o seu salário. E, embora as mordomias permitam multiplicar o salário por dois ou por três, ainda há pelo Parlamento. Basta ouvir as afirmações de Ricardo Gonçalves , para perceber que estes senhores vivem noutro mundo.. Num Mundo da Alice no País das Maravilhas!

Pois bem, nós só temos a dizer ao senhor deputado do Partido Socialista , "O senhor deveria era ter Vergonha!" Como não tem pejo nenhum (vulgo, vergonha na cara) de afoirmar tais coisas? Enfim... Mas o mais estranho é que ainda apareça alguém a defender ou desculpar estas palavras! Que espera? Um tacho também? Ora, as palavras do deputado são inadmissíveis. Ponto final! Como é que um senhor como este, cheio de mordomias, pode afirmar que os deputados vão ser dos mais prejudicados com esta baixa de salário... Enfim... No mínimo um atentado à dignidade de qualquer trabalhador que sua as estopinhas para conseguir levar 500 euros para casa no final do mês! E este senhor ainda teve sorte... Se a moda do sapato tivesse pegado em terras lusa, já imagino um dos assistentes a lançar-lhe o sapato...

 

 

Já repararam quantas cadeiras estão a ficar vazias por terem esses salários de miséria? Pois bem... Eu ainda não conheço nenhum parlamento nem assembleia municipal que tenha ficado com lugares por preencher por falta de candidatos. Aliás, o trabalho dos deputados é tão desgastante e tão mal pago que os candidatos "quase se comem uns aos outros" para conseguir um lugar naquelas cadeiras... E são estes deputados, com salários de miséria, que cada vez que têm de tal forma que já nem há candidatos suficientes para encher as cadeiras do Parlamento! a maioria dos É esta realidade que se plasma numa política a política do tipo "sanguessuga" que leva o sangue, o suor e as lágrimas de milhares de cidadãos que se esforçam por sobreviver com menos de 500 euros por mês... quer pagam deslocação para o local de trabalho, que pagam impostos por tudo e por nada, para além de muitos outros que vivem abaixo do limiar de sobrevivência.

Que democracia é esta que dá mais a quem mais tem.. e que retira o máximo a quem menos tem?

Que democracia é esta em que o Estado se mostra “forte com os mais fracos” e “fraco com os mais fortes”?

 

A medida anunciada é essencial para limpar a classe política e expurgar os bons profissionais... Com menos regalias, só mesmo os que se querem dedicar a tratar da vida do povo desejarão ser candidatos! Até ao presente, qualquer cidadão era atraído pelas mordomias que conseguiam em apenas dois mandatos. Sim, porque os deputados do parlamento anterior trataram de salvaguardar as suas subvenções vitalícias, com apenas dois mandatos  até 2013. Só a partir dessa data passa a ser exigida uma dúzia de anos (Ui!... que fartura!) para terem direito às mesmas mordomias (subvenções vitalícias ) que os actuais beneficiam até 2013. Mas para o Zé-Funcionário, em 2006, a vida mudou de um dia para o outro... Claro.. Claro! Os senhores deputados são "portugueses de primeira" e os demais portugueses são "escumalha" (assim foram tratados alguns dos cidadãos franceses por um dos responsáveis pela governação na França: Nicholas  Sarkozy!), ou numa versão mais soft (ou seja, politicamente correcta!) "portugueses de segunda". Democracia? Onde está a igualdade? Ah... Todos os portugueses são iguais perante a lei!" Claro. Por isso se fazem estas leis óptimas apenas appa alguns...  Mas como pode um país ser democracia se as suas leis são injustamente discriminatórias?

 

Bom... Ainda assim, esta medida é bem vinda. Daí que, e depois de muita crítica ao (des)governo destes e dos socialistas do anterior mandato, pela primeira vez, aqui deixamos um "bem-haja" ao Ministro das Finanças. Esperemos que sirva de incentivo para que não recue, que não ceda a possíveis grupos de pressão... É caso para dizer que começamos a ver alguns reflexos das mensagens do Presidente da República que referiu estar preocupado com o sentimento (de revolta!?) do povo que começava a ver espelhado nas redes sociais como o facebook

 

Por isso, aqui fica, servindo-nos das palavras do conceituado José Hermano Saraiva, um "BEM-HAJA" (maiúsculo) para a tardia mas decisiva medida do governo. Esperemos que os deputados não lhe ponham entraves...

Enfim... É caso para dizer, "Mais Vale Tarde do que Nunca!"

publicado por J.Ferreira às 14:19

02 Novembro 2010

Portugal tem um governo que não sabe fazer mais nada senão prometer e nunca cumprir.

Sócrates e os socialistas que nos (des)governaram durante quase 15 anos, prometeram tudo!

Prometeram um mundo de sonho mas os portugueses despertaram com um pesadelo:  o pesadelo do Buraco das Contas Públicas (BCP).

Pode agora prometer "mundos e fundos" que já poucos acreditam nele. Ele prometeu Aeroportos e TGV's... prometeu melhor saúde, melhor educação, melhor segurança social, melhores reformas, melhor estado social... melhor tudo...  Mas nada cumpriu. E despertamos, de um dia para o outro com a realidade, nua e crua das contas públicas. Buracos e mais buracos... E os Gestores Públicos levam a maior fatia.  É incrível como apenas 46 gestores já levam 7,5 milhões de euros. Um autêntico assalto aos cofres das empresas públicas. Não faz qualquer sentido. Vêm sempre com a desculpa da excelência nos resultados, quando os há e são bons. Mas quando há prejuízos (como os da TAP) aí a coisa já muda de figura. Ora, se gerem bem, não fazem mais do que a sua obrigação. Foi para isso que os contrataram E se gerem mal a empresa, rua com eles. E que paguem pelos prejuízos... ! Afinal, quando houve ganhos, levaram a pasta...! Mas não é isso que se passa! Se as empresas dão prejuízo (como o caso da TAP) pagamos nós, os portugueses, com os impostos. Onde está a política do utilizador pagador se quem nunca andou de avião está a pagar os prejuízos da TAP?

Lérias, lérias... Claro. Os ricos (ou remediados na sua maioria!) que viajam diariamente de avião (por certo devem lembrar-se da notícia sobre As Viagens da deputada Inês de Medeiros...!) que paguem os bilhetes mais caros ou que fechem a companhia. Vamos lá jogar com as mesmas regras dos demais sectores... Ou só se fala de excelência quando dá jeito?

Afinal, Ryanair consegue vender os bilhetes muito mais baratos para um grande número de destinos. E terá de dar lucro caso contrário fecharia. mas as empresas do estado funcionam de maneira diferente. Se dão lucro, distribuem a maioria dos ganhos entre os seus administradores subindo-lhes o ordenado (e o Estado fica a ver navios!). Se dão prejuízo, lá vão buscar dinheirinho dos contribuintes ao Orçamento de Estado... Mas que porcaria de governação é esta? Até quando teremos de aguentar com isto? E, o pior ainda, é que muitas daquelas que dão prejuízo anualmente desde longa data, têm administradores ou gestores com salários chorudíssimos (como o caso da TAP, superior a 400.000 euros por mês!...). Uma vergonha nacional. Um atentado à dignidade de quem se suja e sua a camisa para no fim do mês ganhar menos de 600 euros!

 

Por isso, este governo incompetente pode até prometer  a Lua e as Estrelas... prometer o Céu e a Terra... que o único que deles poderemos esperar é um Inferno. É um Governo medíocre que só sabe exigir aos outros "excelência" mas que é constituído, essencialmente, por incompetentes. Por isso caminhamos, seguramente e a passos largos, para o abismo. Ora, temos um governo chefiado por um vaidoso que nunca irá perceber que, quando o destino é o abismo... a melhor forma de seguir em frente é... dar um passo atrás ! Por isso, Sócrates só se dará conta do destino do barco tiver o mesmo destino do que aparece na Tempestade Perfeita.

 


Os governos de José Sócrates tentaram destruir o que funcionava bem nos mais diversos sectores da sociedade. Simplesmente porque há que mudar as coisas. O objectivo é claro: justificar a nomeação de uma quantidade de amigos para os mais diversos lugares públicos. E isso só se consegue destruindo o que funciona bem para, funcionando mal, justificar a intervenção dos (ainda que mais incompetentes) boys do partido que se encarregarão de dominar as classes e destruir o funcionamento do sistema democrático.

 

Desde a saúde à Educação, passando pelas estruturas rodoviárias, Portugal está cada vez mais na cauda da Europa. Aos socialistas portugueses ficaremos, eternamente gratos, por nos darem esta honra de sermos os melhores em alguma coisa: a afundar o país. Aliás, Sócrates é o timoneiro de um barco que enfrentou a Tempestade Perfeita. Eram estes os temos que Sócrates utilizava para, vaidosamente (pobre, coitado, nem sabia de que ia o filme!) resumir o balanço final da sua primeira legislatura. É triste. Mesmo muito triste. É triste que Portugal tenha um Primeiro Ministro que, mesmo com um diploma de licenciado em engenharia envolvido em tantas polémicas, seja tão ignorante. Para onde vamos com tanta incompetência? Vejam o noticiado no PÚBLICO :

Carlos Moreno (O autor do livro "Onde o Estado Gasta o Nosso Dinheiro") auditou os contratos de muitas das PPP quando estava no Tribunal de Contas. E disse que os contratos da Parcerias Público-Privadas (PPP) deveriam ser renegociados. Ora, tal situação só confirma a incompetência de governantes que sempre falam de exigir mais e mais excelência aos trabalhadores da Função Pública, mas que mais não fazem senão arruinar as finanças do país, de dia para dia... Percebe-se! Percebe-se! Com as "Novas Oportunidades" são os incompetentes que têm direito a exigir mais competência a quem já deu provas dela. Enfim. Uma palhaçada criada pela incompetência (de que nunca serão responsabilizados) dos nossos (des)governantes que continuam a arruinar o país. Nos contratos efectuados, o Estado fica seriamente prejudicado.
Carlos moreno referiu que é preciso renegociar os contratos das PPP. E especificou: "Aqueles que se mostram manifestamente desequilibrados em desfavor do Estado concedente, na relação entre o risco assumido pelo Estado, nomeadamente financeiro e comercial, e a taxa de rentabilidade dos concessionários." Exemplos: Metro Sul do Tejo, novas subconcessões da Estradas de Portugal e renegociações dos contratos Scut.

 

Carlos Moreno disse ao Público que há contratos de PPP que é urgente renegociar. Enquanto membro do tribunal de Contas, Carlos Moreno contabilizou 50.000.000.000 € (CINQUENTA MIL MILHÕES DE EUROS) de encargos só nas parcerias rodoviárias, ferroviárias e da saúde.

 

Porém, incompetentemente (ou, talvez apenas para enganar, uma vez mais o pacóvio que, com o caminho que Sócrates empreendeu para a Educação,  cada vez menos perceberá de contas mercearia quanto mais de finanças...) os documentos publicados pelo Governo "só" atingiam os 28.000.000.000 (VINTE E OITO MILHÕES DE EUROS. Legitimamente, queremos saber, por onde andam os restantes 22 mil milhões?

E reafirma que "os bancos e os consórcios concessionários devem participar, ao lado do povo, no saneamento das contas públicas".

 

E esperam-se novos cortes... É claro que depois é o povo que terá de "apertar o cinto". E optam sempre pelo caminho mais fácil. E a medida mais fácil, como se pode ver,  é reduzir os apoios às famílias...  Prometeram fazer uma coisa na campanha eleitoral e agora levam a cabo políticas totalmente contrárias às promessas eleitorais que serviram para derrotar a oposição. A isto se chama "jogo sujo". Agora que chegaram ao poleiro, deveriam ser postos na rua imediatamente a seguir à primeira medida que tomaram contrária ao seu programa eleitoral. E, se Durão Barroso, em 2002, desconhecia a situação das finanças (porque quem governava anteriormente era o partido socialista em que o Estado fazia vida de milionário!) que os amigos deste senhor José Sócrates (que já então também fazia parte do (des)Governo da Nação, quando José Sócrates se recandidatou a um novo mandato depois da Tempestade Perfeita do primeiro (que, como se pode ver no vídeo acima, só poderia ter como objectivo afundar o barco!) não tem qualquer desculpa para não saber o estado em que tinha deixado as contas públicas. Ainda assim, na campanha eleitora, prometeu mundos e fundos: desde o TGV ao novo aeroporto (como que se estivesse a sonhar da mesma forma irresponsável com que sonhava Alice no País das Maravilhas). Ora, ele bem sabia como tinha o país. Por isso se recandidatou para continuar a enganar o país... Não estava lhe interessava que viesse "outro como o Durão Barroso" e lhe desmascarasse mais rapidamente a incompetência governativa de que a sociedade se vai agora dando conta, a conta-gotas, porque os mercados internacionais e a Alemanha assim o exigiu: Transparência. Verdade. Eficiência. É o "vale tudo" para se manter no poder deu no que deu. Eles compraram carros novos, submarinos, carros de combate... Eles pagaram para GNR's no Iraque e no Afganistão... Enfim... E o povo que passe fome.

 

Ora perguntamos:

Por que não se corta na despesa e luxos dos representantes máximos do Estado, ou nos salários milionários de administradores  ou gestores de empresas públicas? Ah. Isso, nem pensar: é lá que se encontram os boys nomeados pelo partido. Claro. É lá que estão os boys... E nos boys não se pode mexer... O Zé pavóvio que pague a crise... enquanto outros vão enchendo cada vez mais os bolsos e as contas off-shore até o país ir à ruína, isto é, até que se cumpra o destino prometido por Sócrates que se vangloriava de ter tido uma primeira legislatura semelhante à "Tempestade Perfeita". E foi! Quase. Sim, quase porque no fim da primeira legislatura, Portugal ainda não está afundado!

 

E Perguntamos também:

Por que motivo se recuou na medida anunciada segundo a qual "O Governo avança ainda com a eliminação da possibilidade de acumulação de vencimentos públicos com pensões do sistema público de aposentação. "

Mas, se é verdade neste jogo de poder, com a viabilização do Orçamento do Estado para 2011, José Sócrates acaba de ganhar "mais uma vida", não é menos verdade que ela está por um fio. Temos que esperar que essa vida seja suficiente para que o Governo de Sócrates encontre onde cortar os 500 milhões que faltam para acertar as contas do Estado.

 

Por tudo isto se conclui que na campanha eleitoral José Sócrates enganou o povo. José Sócrates enganou o país. e o Presidente da República. Apresentou um país com capacidade económica e financeira para grandes investimentos e nem sequer tem a possibilidade de manter o abono de família...  Uma vergonha, senhor "injinheiro"...

Assim se confirma o que há já muitos anos defendemos: que enquanto um Presidente da República não for eleito para um único mandato (de 7 anos, por exemplo)  nunca mais teremos um Homem na Presidência da República (que é eleito nominalmente!) capaz de obrigar os governantes eleitos (sejam de que partido forem) a falar verdade ao povo, a servir o país e não a servirem-se do país. Só num democracia retrógrada como a nossa é possível que um bando de incompetentes enganem o povo e continuem no poder...

publicado por J.Ferreira às 22:11

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